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28

Jan

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Disposição para investir na indústria é a maior em 6 anos, diz pesquisa da CNI

A consolidação da recuperação da atividade e as expectativas otimistas dos empresários aumentaram a disposição da indústria para investir nos próximos seis meses. O índice de intenção de investimento subiu 1,1 ponto na comparação com dezembro e atingiu 59,2 pontos em janeiro.

Foi o quarto aumento consecutivo do indicador, que alcançou o maior nível desde fevereiro de 2014, informa a Sondagem Industrial, divulgada na última segunda-feira (27), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador varia de zero a cem pontos. Quanto maior o índice, maior é a disposição para os investimentos.

“É fundamental que essa intenção se concretize e a indústria amplie os investimentos”, diz o economista da CNI Marcelo Azevedo.  “O aumento dos investimentos é importante para a criação de mais empregos e para acelerar o ritmo de crescimento da produção e da economia”, completa.

De acordo com a pesquisa, todos os indicadores de expectativas estão acima dos 50 pontos. Isso mostra que os empresários esperam o crescimento da demanda, das exportações, das compras de matérias-primas e do número de empregado nos próximos seis meses.

A Sondagem Industrial mostra ainda que o índice de evolução da produção caiu 7,1 pontos frente a novembro e ficou em 43,8 pontos no mês passado. O indicador de evolução do número de empregados recuou 1,3 ponto em relação ao mês anterior e alcançou 48,7 pontos em dezembro. Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo de 50 pontos, mostram queda na produção e no emprego.

Entretanto, as quedas registradas em dezembro frente a novembro foram inferiores as de anos anteriores. “Os dados refletem o comportamento esperado para o período, com queda da atividade industrial devido ao término das encomendas para atender às vendas de fim de ano”, afirma a pesquisa.

Além disso, a utilização da capacidade instalada ficou em 63% em dezembro e está 2 pontos percentuais acima do registrado em dezembro de 2018. O índice é o maior para o mês de dezembro desde 2010, quando começou a série. “A indústria encerra 2019 em nível de atividade relativamente mais intenso do que o observado no mês de dezembro de anos anteriores”, avalia a CNI.

Em dezembro, o nível de estoques em relação ao planejado diminuiu 1 ponto na comparação com novembro e ficou em 49 pontos. O indicador varia de zero a cem pontos. Quanto está abaixo de 50 pontos, mostra que os estoques estão abaixo do planejado, o que abre espaço para o aumento da produção.

Condições financeiras– Os empresários também percebem a melhora das condições financeiras no quarto trimestre do ano. Pelo segundo trimestre consecutivo, os indicadores de satisfação com os lucros e com a situação financeira das empresas aumentaram.  O índice de satisfação com a margem de lucro subiu para 45,8 pontos. Está 4,1 pontos acima da média e é o maior desde o primeiro trimestre de 2011.

O índice de satisfação com a situação financeira aumentou para 50 pontos e pela primeira vez, desde o quarto trimestre de 2012, está em cima da linha divisória de 50 pontos. “Ou seja, o empresário mostra satisfação com a situação financeira”, observa a CNI. Os dois indicadores variam de zero a cem pontos e quando estão abaixo de 50 pontos mostram insatisfação dos empresários.

O índice de facilidade de acesso ao crédito aumentou 2,8 pontos no quarto trimestre em relação ao terceiro e ficou em 43,2 pontos. Foi o sexto aumento consecutivo do indicador, que está 3,5 pontos acima da média histórica. Embora esteja abaixo da linha divisória dos 50 pontos, mostra que as condições de acesso ao crédito estão melhorando.

Obstáculos ao crescimento – De acordo com a pesquisa, os empresários também percebem a melhora da demanda. Embora se mantenha em segundo lugar no ranking de principais problemas enfrentados pela indústria no quarto trimestre de 2019, o número de menções à demanda interna insuficiente caiu 34,6% para 29,6%. O primeiro lugar da lista continua sendo a elevada carga tributária, com 43,6% das menções. Empatados em terceiro lugar, ambas com 18,7% das respostas, aparecem a competição desleal e a falta ou o alto custo da matéria-prima. No quinto lugar, com 17,3% das respostas, ficou a falta de capital de giro.

Esta edição da Sondagem Industrial foi feita de 6 a 17 de janeiro com 1.965 indústrias de todo o país. Dessa, 744 são pequenas, 711 são médias e 510 são de grande porte. Saiba mais – Acesse a página de Estatísticas da CNI e veja os detalhes da Sondagem Industrial.

27

Jan

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Rogério Marinho ministra palestra na FIERN sobre “As reformas que estão mudando o Brasil”

Acontece no próximo dia 29 de janeiro, na Casa da Indústria, a palestra “As reformas que estão mudando o Brasil”, com secretário especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, a partir das 10h, no auditório Albano Franco. A inscrição pode ser realizada através do e-mail eventos@fiern.org.br. As vagas são limitadas. O evento é uma realização da FIERN, Fetronor, Fecomércio e Faern/Senar.

27

Jan

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Sebrae implanta Projeto Cidade Empreendedora no município de Areia Branca

Conhecido como “Terra do Sal” pelo grande volume de sal marinho que produz, o município de Areia Branca dá um novo passo na direção do desenvolvimento local ao implantar o projeto Cidade Empreendedora, executado no estado pelo Sebrae-RN. Com a adesão ao projeto Cidade Empreendedora serão implantadas políticas de desenvolvimento no município por meio de vários eixos, como a desburocratização, incremento das compras governamentais, ações de sustentabilidade, implantação da educação empreendedora, maior incremento na Sala do Empreendedor, além de um plano de desenvolvimento econômico e planejamento estratégico para a gestão municipal.

Na última quinta-feira (23), 250 servidores e secretários municipais participaram de dois seminários de sensibilização no Hotel Costa Atlântico, visando conhecer todas as etapas do projeto. As capacitações tiveram como destaque a palestra mágica da empresa paulista Ilusion, apresentada pelos ilusionistas Henry Vargas e Klauss Duraes. Os empresários e sócios da Ilusion explicam que é essencial acreditar na mudança para transformar a realidade local e que é impossível ficar indiferente as transformações ocorridas nos últimos tempos. Ao contrário, é essencial assumir a liderança, porque a melhor maneira de se manter preparado, é estar atualizado e antecipar-se às mudanças.

Do lançamento oficial do projeto, ocorrido à noite no mesmo hotel, participaram além da prefeita Iraneide Rebouças e das equipes da prefeitura e do Sebrae, vários empresários e convidados da sociedade local, totalizando 200 participantes. Para o diretor de Operações do Sebrae do Rio Grande do Norte, Marcelo Saldanha Toscano, o projeto Cidade Empreendedora, que chega ao terceiro município do estado – os primeiros foram Extremoz e São Gonçalo – será um divisor de águas para a política de desenvolvimento de Areia Branca. “O projeto potencializa o trabalho em prol do desenvolvimento municipal, mobilizando além dos servidores púbicos, os empresários e a própria população”, explica Toscano, que estava acompanhado do gerente do Escritório Regional do Oeste, em Mossoró, Paulo Miranda.

Potencial turístico

A expectativa da prefeita de Areia Branca, Iraneide Rebouças, é que o “Cidade Empreendedora” seja um marco não apenas no desenvolvimento local, mas “na transformação da realidade da nossa sociedade, a partir do conhecimento e serviços que o projeto traz e compartilha”. A chefe do Executivo Municipal enfatiza que na atualidade nenhum lugar ou mesmo empreendimento consegue avançar sem planejamento, organização e compromisso com as mudanças. “O Cidade Empreendedora é um passo decisivo para atingirmos as nossas metas”, afirma.

A gerente de Políticas Públicas do Sebrae-RN, Honorina Eugênia Medeiros, que apresentou os eixos a serem trabalhados pelo projeto, enfatiza que é essencial o engajamento de todos - poder público, empresários e população – buscando transformar o ambiente econômico e social do município, que tem um grande potencial turístico e produtivo, sobretudo na produção de sal marinho e pescado. O secretário de Asistência Social de Areia Branca, Francisco Jânio Figueira, participou ativamente dos dois seminários e do lançamento oficial, juntamente com a equipe da secretaria.

Localizado na região da Costa Branca, litoral norte do estado, o município é conhecido por seus atrativos turísticos, composto por praias paradisíacas, dunas e falésias, além de uma área territorial predominantemente de sertão, desenhando uma das mais ricas e diversificadas formações geográficas do estado. Distante 330 quilômetros de Natal, Areia Branca tem a Ponta do Mel, um lugar onde ocorre o encontro inusitado do sertão com o mar. Por se encontrar na foz dos rios Mossoró, Apodi-Mossoró e Iyypanin, os quais se intercedem nos extremos da cidade e, juntamente ao Oceano Atlântico, Areia Branca é considerada uma ilha.

Durante o lançamento do Projeto Cidade Empreendedora, o secretário municipal de Turismo, Daniel Araújo, fez uma apresentação das ações de fortalecimento da atividade turística da chamada “Princesa da Costa Branca”, cidade que esbanja sol, beleza e muitos atrativos. Em seguida a equipe da Cultura municipal lançou o famoso carnaval de Areia Branca com uma extensa programação, que movimentará toda a economia do município em fevereiro próximo, durante a folia de Momo.

27

Jan

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Fundo para ajudar startups de mulheres está com inscrições abertas

Startups brasileiras lideradas por mulheres têm até o dia 7 de fevereiro para se inscrever no Women Entrepreneurship (WE), iniciativa que quer ampliar o empreendedorismo feminino no país por meio do acesso à educação e ao capital. O negócio pode estar em qualquer fase de desenvolvimento, desde que seja de base tecnológica.

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que participa da iniciativa, as empresas selecionadas vão receber aportes que variam de R$ 50 mil a R$ 5 milhões nos próximos cinco anos.

Podem participar startups de todo o país com iniciativas tecnológicas e digitais, que tenham pelo menos uma mulher como sócia. Além do Sebrae, a Microsoft Participações, Bertha Capital e a Belvedere Investimentos também participam da iniciativa.

Além do Fundo WE, a parceria entre as empresas será responsável pelo The We.Studio, que fará aportes entre R$ 50 mil e R$ 500 mil para empresas de mulheres, além de oferecer capacitação de pessoas, negócios e de tecnologias e mentoria técnica. O Sebrae participa do programa por meio de conteúdo de capacitação no Portal WE, e do Sebrae Lab, e os espaços de coworking (locais de trabalho compartilhados).

Para Renata Malheiros, coordenadora nacional de Projetos de Empreendedorismo Feminino do Sebrae, o programa busca dar mais espaço para as mulheres no mercado. “O Women Entrepreneurship busca criar as bases de uma cultura de inovação e empreendedorismo no país, além de proporcionar mudanças no padrão de baixa participação feminina nas startups brasileiras”, destacou em nota.

Inscrições

Para participar, a startup deve se inscrever no site www.weventures.com.br e ser aprovada em todas as etapas de recrutamento e seleção, que incluem inscrição, conversa por vídeoconferência e reuniões com investidores. Podem concorrer startups com sede no Brasil, com no mínimo 20% de participação societária composta por mulheres. Mais informações no portal The We Studio.

Com informações da Agência Brasil

26

Jan

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Seguro Desemprego Web: saiba como funciona o serviço online

O Ministério do Trabalho tornou possível, desde dezembro do ano passado, pedir o Seguro Desemprego sem precisar sair de casa, totalmente pela Internet. O serviço pode ser acessado através do Portal Emprega Brasil, desde que o colaborador demitido tenha em mãos os documentos requeridos e preencha suas informações. Desde 2017, parte do processo podia ser feito pela Internet. Agora, porém, ele é completamente feito online.

Como usar o Seguro Desemprego Web

Antes de tudo, vale lembrar que só é possível solicitar o Seguro Desemprego se você tiver registro em carteira e foi dispensado sem justa causa. Trabalhadores que se encaixem nas categorias Pescador Artesanal, Bolsa de Qualificação Profissional, Trabalhador Resgatado ou Empregado Doméstico também podem pedir o benefício.

Documentos necessários

É importante ter em mãos o número de requerimento para acessar o Seguro Desemprego Web. Não é necessário emitir esse número, pois ele pode ser encontrado nos documentos de dispensa entregues pelo próprio RH da empresa na hora da demissão. Os demais documentos já podem ser encontrados pelo Governo em seu banco de dados e só serão requeridos caso exista algo de errado com algum deles. Veja no tutorial a seguir:

Passo 1: acesse o Portal Emprega Brasil e clique em “Quero me cadastrar” caso você ainda não tenha um login no Ministério do Trabalho.

Passo 2: insira dados como CPF, nome completo, telefone celular e e-mail. Não se esqueça de confirmar o captcha para dar continuidade no processo.

Passo 3: caso você já possua uma conta, basta clicar em “Entrar” e, logo depois, em “Já tenho cadastro”.

Passo 4: autorize ou não o uso de seus dados pessoais pelo governo.

Passo 5: feito isso, basta clicar em “solicitar seguro-desemprego” e inserir o número contido nos documentos da demissão. O próprio site do Seguro Desemprego web exibirá perguntas sobre seu perfil profissional e passos para seguir.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/empregos/seguro-desemprego-web-saiba-como-funciona-o-servico-online/

24

Jan

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Confiança do empresário é a maior desde junho de 2010, diz CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu para 65,3 pontos em janeiro. Com a alta de 1 ponto em relação a dezembro de 2019, o indicador está 10,5 pontos acima da média histórica e é o maior desde junho de 2010. Os dados são da pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os indicadores variam de 0 a 100 pontos. Quando estão acima de 50, mostram que os empresários estão confiantes. Quanto maior o índice, maior e mais disseminada é a confiança. O Icei é maior nas grandes empresas, segmento em que subiu para 66,4 pontos neste mês. Nas médias, o Icei é de 64,9 pontos e, nas pequenas, de 63,4 pontos. “A confiança elevada se baseia não somente nas expectativas para os próximos seis meses, como também no sentimento de melhora da situação econômica corrente”, diz a pesquisa.

De acordo com a CNI, o índice que mede a percepção dos empresários sobre as condições atuais dos negócios e da economia aumentou 0,9 ponto em relação a dezembro e ficou em 59 pontos em janeiro, o maior nível desde junho de 2010. O índice de expectativas subiu 1 ponto em relação ao mês passado e está em 68,4 pontos. Na avaliação da CNI, isso mostra que os empresários estão otimistas em relação ao desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses.

“Os empresários estão mais otimistas porque percebem melhoras no ambiente de negócios. Os juros e a inflação estão menores e há um aumento da demanda e da produção. Desde o fim do ano passado, há uma melhora da atividade”, afirmou, em nota, o economista da CNI Marcelo Azevedo. “Além disso, os empresários acreditam que esse ambiente vai melhorar nos próximos seis meses. Por isso, a confiança começa o ano em alta”, completou Azevedo. Segundo o economista, a confiança elevada é condição necessária para aumentar a produção, os investimentos e o emprego.

De acordo com a pesquisa, a confiança é maior entre os empresários do Sul. Na região, o Icei de janeiro ficou em 67,2 pontos. Em seguida, vem a região Norte, onde o indicador alcançou 65 pontos. No Nordeste, o Icei foi de 64,5 pontos, e no Sudeste e Centro-Oeste, de 64,6 pontos.

O levantamento também mostra que o otimismo é maior entre os empresários da indústria de transformação. Nesse segmento, o Icei alcançou 65,7 pontos em janeiro. Na indústria extrativa, foi de 63,7 pontos e, na construção, de 64 pontos. Esta edição do Icei foi feita entre os dias 6 e 17 deste mês com 2.458 empresas de todo o país. Dessas, 921 são pequenas, 917 são médias e 620 são de grande porte.

Com informações da Agência Brasil

22

Jan

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Estudo da OCDE mostra futuro das profissões no mundo

Medicina, direito, engenharia, pedagogia e licenciaturas estão entre as carreiras mais procuradas por estudantes de 15 anos em 41 países. No Brasil, quase dois a cada três estudantes pretendem seguir as dez profissões mais citadas no questionário do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2018 por aqueles que fizeram as provas. 

Os resultados estão no estudo “Empregos dos sonhos? As aspirações de carreira dos adolescentes e o futuro do trabalho”, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A publicação analisa, entre outras, as respostas à pergunta: “Qual profissão você espera ter aos 30 anos de idade?”, feita aos participantes do Pisa. O levantamento analisa ainda os resultados dos países que participaram da edição do exame em 2000 e em 2018. 

“As aspirações profissionais dos jovens são importantes”, diz o estudo. “As aspirações de carreira dos adolescentes são um bom preditor dos empregos que os alunos podem ocupar quando adultos”, observa. A intenção é mostrar também como essas aspirações mudaram ao longo do tempo.

Ranking por gênero

Os rankings das profissões mais desejadas variam de acordo com o gênero dos estudantes. Entre as mulheres, tanto em 2000 quanto em 2018, medicina, direito, pedagogia e licenciaturas, enfermagem, psicologia, administração e veterinária estão entre as top 10. 

Em 2000, profissões como jornalista, secretária e cabeleireira completavam o ranking. Em 2018, elas saíram e deram lugar às ocupações de designers, arquitetas e policiais. 

Entre os homens, as profissões mais procuradas em 2018 foram engenheiro, administrador, médico, advogado, profissional de educação física, arquiteto, mecânico automobilístico, policial e profissional de tecnologia da informação e comunicação. As profissões são as mesmas desejadas em 2000, apenas mudaram de lugar no ranking. Engenharia, que ocupava a terceira posição entre os meninos, passou a ser a mais buscada. 

“De maneira esmagadora, são mais frequentes os meninos que esperam trabalhar em ciência e engenharia do que as meninas, mesmo quando meninos e meninas têm o mesmo desempenho no teste científico do Pisa, mas esse nem sempre é o caso. Além disso, em muitos países, o nível de interesse das meninas por essas profissões é maior do que o dos meninos”, diz o estudo. 

No Brasil, 63% dos estudantes de 15 anos querem seguir essas carreiras. O índice só é superado pela Indonésia, com 68%. França e República Tcheca têm o  menor percentual, 36%.

Futuro das profissões

O estudo analisou também os riscos de as profissões escolhidas pelos estudantes não existirem mais no futuro devido ao uso de robôs e de inteligência artificial para substituir trabalhadores. 

De acordo com o texto, a maioria das carreiras mais populares entre os jovens, como profissionais de saúde e sociais, culturais e legais, tende a ter baixo risco de automação.

No entanto, fora do ranking das profissões top 10, “muitos jovens selecionam empregos com risco muito maior de automação. Ao todo, 39% dos empregos citados pelos participantes do Pisa correm o risco de ser automatizados dentro de 10 a 15 anos”. 

O estudo mostra que o risco de automação varia entre países. Na Austrália, Irlanda e no Reino Unido, cerca de 35% dos empregos citados pelos estudantes correm o risco de automação. Na Alemanha, Grécia, Japão, Lituânia e Eslováquia, mais de 45% desses empregos estão em risco.

Pisa 2018

O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia estudantes de 15 anos quanto aos conhecimentos em leitura, matemática e ciências. Em 2018, o Pisa foi aplicado em 79 países e regiões a 600 mil estudantes. No Brasil, cerca de 10,7 mil estudantes de 638 escolas fizeram as provas. 

Com informações da Agência Brasil

22

Jan

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Orçamento de 2020 prevê 51,3 mil vagas em concursos federais

O Orçamento Geral da União de 2020, publicado no Diário Oficial da União, prevê 51.391 vagas em concursos públicos federais nos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público da União e Defensoria Pública da União. Isso representa um aumento de 1.400% em relação à previsão de 3.369 servidores do Orçamento do ano passado.

Do total de vagas previstas para este ano, 45.816 destinam-se ao provimento (preenchimento) de postos existentes que ficaram vagos, geralmente por morte ou aposentadoria. O Orçamento prevê ainda a criação de 5.575 vagas.

O Poder Executivo concentra o número de vagas, com a previsão de provimento de 43.568 postos e a criação de 3.140 vagas nas esferas civil e militar. No Judiciário, estão previstos o preenchimento de 1.871 vagas existentes e a criação de 1.417 postos. No Judiciário, o Orçamento destina espaço para o provimento de 147 postos e a criação de sete vagas.

A Lei Orçamentária de 2020 prevê a criação de 1.011 vagas e o provimento de 205 postos na Defensoria Pública da União. Para o Ministério Público da União e o Conselho Nacional do Ministério Público, o texto estipula o preenchimento de 25 vagas existentes.

A maior parte dos provimentos será executada por meio da convocação de aprovados em concursos já realizados. A autorização para novos concursos depende do Ministério da Economia, que analisará se existem recursos para a contratação de servidores e verificará a necessidade de cada órgão. O Orçamento de 2020 destina R$ 344,6 bilhões para despesas com pessoal.

A previsão de vagas para o serviço público federal foi alterada pelo Congresso Nacional durante a tramitação do Orçamento. O projeto original da Lei Orçamentária Anual estimava 32 mil provimentos e a criação de 2 mil vagas nos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e na Defensoria Pública da União.

Com informações da Agência Brasil

21

Jan

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Número de desempregados no mundo deve alcançar 190,5 milhões neste ano, diz Organização Internacional do Trabalho

A quantidade de pessoas desempregadas no mundo deve aumentar este ano para 190,5 milhões, mostrou um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicado nesta segunda-feira (20). Em seu relatório anual sobre o emprego no mundo, a OIT indica que, após permanecer “relativamente estável nos últimos nove anos”, o desemprego em todo o mundo deve aumentar novamente devido à desaceleração do crescimento econômico.

O número de desempregados deve aumentar em 2,5 milhões em 2020 porque, enquanto a força de trabalho aumenta, não estão sendo criados empregos suficientes para absorver os recém-chegados ao mercado de trabalho. A taxa de desemprego global foi de 5,4% em 2019 e deve permanecer em torno desse valor nos próximos dois anos, o que significa que seu declínio progressivo registrado entre 2009 e 2018 define o ritmo.

Ao incluir as pessoas subempregadas ou que não estão procurando mais trabalho, o número chega a 470 milhões, adicionando 165 milhões de pessoas que têm emprego, mas gostariam de trabalhar mais e 120 milhões que abandonaram a busca ativa ou não têm aceso ao mercado de trabalho. “Para milhões de pessoas comuns, é cada vez mais difícil construir uma vida melhor graças ao trabalho”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em entrevista coletiva.

“A persistência e a amplitude da exclusão e das desigualdades relacionadas ao trabalho impedem que eles encontrem trabalho decente e forjem um futuro melhor. Esta é uma conclusão extremamente preocupante que tem sérias e alarmantes repercussões na coesão social”, afirmou.

O acesso ao emprego remunerado não garante trabalho decente. Quase 61% da força de trabalho do mundo realiza trabalhos informais e mal remunerados ou que oferecem pouco ou nenhum acesso à proteção social e aos direitos trabalhistas.

Da mesma forma, mais de 630 milhões de trabalhadores no mundo – isto é, uma em cada cinco pessoas na população ativa do mundo – vive em condições de pobreza extrema ou moderada (definida por ganhos de mais de US$ 3,20 dólares, cerca de R$ 13, por dia em termos de paridade do poder de compra). Espera-se que esse fenômeno aumente em 2020 e 2021 nos países em desenvolvimento.

Desemprego no Brasil

Para o Brasil, a OIT estimou o país deve encerrar o ano com 12,9 milhões de desempregados. Se essa previsão se confirmar, haverá uma pequena redução em relação ao observado em 2019. A organização estima que o pais encerrou o ano passado com 13 milhões de desempregados.

21

Jan

Mercado

Brasil passou para quarto destino de investimentos no mundo em 2019

Com a ajuda do programa de privatização de empresas federais, o Brasil subiu da sexta para a quarta posição entre os principais destinos de investimentos estrangeiros no mundo em 2019. Segundo relatório divulgado  ontem (20) pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Brasil recebeu US$ 75 bilhões em investimentos externos no ano passado, contra US$ 60 bilhões em 2018.

Os três primeiros lugares do ranking de destino de investimentos ficaram com os Estados Unidos, com US$ 251 bilhões no ano passado; a China, com US$ 140 bilhões, e Cingapura, com US$ 110 bilhões. Os US$ 75 bilhões que chegaram ao Brasil equivalem a mais da metade dos US$ 119 bilhões que a América do Sul recebeu no ano passado.

Segundo o relatório, parte da alta dos investimentos externos no Brasil ocorreu, em parte, por causa do programa de privatizações, que se concentrou na venda de subsidiárias de estatais e de participações acionárias do governo em empresas privadas.

“O Brasil registrou aumento de 26%, para US$ 75 bilhões, parcialmente impulsionado pelo programa de privatizações lançado em julho como parte dos esforços da administração para acelerar a economia. A primeira dessas privatizações envolveu uma companhia de distribuição de gás – Transportadora Associada de Gás – comprada por um consórcio de investidores liderado pela francesa Engie por quase US$ 8,7 bilhões”, destacou o levantamento.

Para este ano, o relatório diz que o país deverá continuar a receber investimentos externos por causa da continuidade do programa de privatizações. “Em 2020, os desinvestimentos em subsidiárias de companhias estatais deverão ganhar força; a privatização de grandes companhias como a Eletrobras, a maior empresa elétrica da América Latina, e da Telebras devem provavelmente atrair muito mais investimentos estrangeiros diretos”, acrescenta o documento.

Além das privatizações, o relatório cita os projetos relacionados ao meio ambiente como fatores que ajudarão a elevar os investimentos estrangeiros no Brasil neste ano. “Dados preliminares sobre os investimentos na área verde anunciados no país corroboram essa perspectiva, com o valor dos projetos mais que dobrando, na comparação com 2018, especialmente na energia renovável e na indústria automotiva”, ressalta a Unctad. O presidente Jair Bolsonaro comentou o resultado do estudo. Na rede social Twitter, ele postou que o quarto lugar obtido pelo Brasil representa a volta da confiança no país.

Com informações da Agência Brasil

21

Jan

Mercado

SINE-RN aumenta em 230% número de pessoas empregadas em 2019

O Sine RN teve um aumento de mais de 62% (3.389 ) na captação de vagas no mercado de trabalho em 2019 comparado a 2018 e de 230% no número de pessoas empregadas em decorrência de suas ações na intermediação do emprego. “Crescemos o número de vagas oferecidas”, explica a subsecretária do Trabalho da Sethas, Karla Veruska.

A Subsecretaria do Trabalho da Sethas, responsável pelo Sine-RN, vai intensificar este ano a busca pela qualificação profissional de trabalhadores cadastrados no órgão para atender às novas exigências das empresas para o preenchimento de vagas em seus quadros.

Na segunda semana de janeiro deste ano, a unidade matriz do Sine RN voltou a funcionar na rua Nossa Senhora da Candelária, no bairro Candelária, zona Sul de Natal. “Estamos começando esta nova fase no Sine mas não adianta ter só a vaga e não preenchê-la”, ressalva Karla Veruska.

Segundo ela, a falta de qualificação é um dos maiores entraves para a colocação dos trabalhadores no mercado. As empresas estão exigindo cada vez mais qualificação da mão de obra. No ano passado, esclarece, foram preenchidas ocupações para fisioterapia, auxiliar administrativo, secretária executiva e professor de inglês. O cadastro é para todo tipo de profissional e não apenas para a área de serviços gerais.

No ano passado, o Sine trabalhou para a captação de vagas passando de 2.417 pessoas encaminhadas a empresas em 2018 para 3.389 em 2019, um crescimento de 62,15%. Houve ainda um aumento de 230,65% no número de pessoas empregadas, passando de 240 em 2018 para 783 em 2019.

Somente a rede de Restaurante Madero de Curitiba, no Paraná, ofertou através do Sine-RN,  600 vagas de empregos para jovens de ambos os sexos que vivem no interior do Estado.

Os números, comenta Karla Veruska, são frutos do trabalho de prospecção que a Subsecretaria do Trabalho vem executando desde o início do ano passado junto às empresas na intermediação de vagas. Mesmo com limitação de recursos, explica, a reorganização do Sine foi iniciada.

A mudança de endereço da unidade matriz vai dar mais agilidade no processo de colocação e reinserção de mão de obra no mercado de trabalho, frisa Karla Veruska. O prédio foi desativado para reestruturação em seis meses mas se passaram seis anos. Foi inaugurado no governo passado sem as mínimas condições de funcionamento como uma rede lógica, imprescindível para instalação da rede informatizada, e uma subestação de energia elétrica.

“Foram muitas as conquistas para que o prédio passasse a funcionar”, frisa Karla Veruska. Para isso, foi estabelecida uma parceria com a Polícia Civil que instalou a rede lógica. Em troca a instituição de segurança vai ter espaço para o funcionamento de duas delegacias no prédio mas em áreas independentes.

A unidade matriz já está em uso para atendimento à população e com a nova estrutura um dos objetivos da Subsecretaria é reconquistar a credibilidade que o Sine tinha no passado junto aos trabalhadores e empregadores.

Responsável pela política de implementação das políticas públicas de emprego e combate ao desemprego, com o novo prédio, a Subsecretaria terá mais condições de realizar cursos de qualificação da mão de obra e também receber empresas em um espaço adequada e cômodo  o que não era possível nas instalações de Cidade da Esperança.

O Sine tem 15 unidades em funcionamento no Estado, sendo quatro em Natal. A unidade matriz funciona das 8h às 14h em cumprimento ao decreto de horário especial de expediente. Nas demais unidades, o expediente vai das 8h às 16h. 

Foto: Solano Petta

20

Jan

Mercado

Mercado de Trabalho: estudo aponta mudanças profundas e mapeia as 10 áreas para as carreiras da próxima década

Estudo desenvolvido pelo Escritório de Carreiras da USP (ECar), divulgado pelo Estadão, apontou que o mercado de trabalho caminha para se dividir em 10 áreas, que podem envolver diversos campos.

Os especialistas apontam que a transformação do emprego como hoje concebemos será radical nos próximos 10 anos, e atributos passarão a ter mais valor do que “profissões”. Ou seja, o trabalho do futuro passa pela combinação de conhecimentos. 

Nesse contexto, a sequência de experiências e habilidades de cada trabalhador será mais importante que a sua formação inicial. Confira as 10 carreiras do futuro, segundo o escritório de carreiras da USP. 

1 - Saúde 
As pessoas estão mais atentas à saúde e interessadas em arqueiros novos hábitos. A área envolve profissionais das áreas de cuidados, prevenção, proteção, diagnóstico, cura, reabilitação e acompanhamento. 

2 - Transformação Digital
Desenvolvimento de produtos e serviços voltados a mudanças estruturais nas organizações e sociedade, por meio da tecnologia 

3 - Segurança
Engloba serviços de proteção pública,  cibernética, da educação e fisica.

4 - Educação 
Engloba treinamento, educação digital, formal e informal, elaboração de material didático, políticas públicas e gestão da educação 

5 - Entretenimento
Área de atuação para proporcionar diversão, recreação, lazer, satisfação pessoal de forma pública, coletiva, privada ou individual 

6 - Inovação 
Inovação em produtos, processos ou gestão. Atuação em processos de tradução de ideias ou invenção de produtos ou serviços.

7 - Infraestrutura 
Recursos físicos necessários para garantir o bem estar da população em áreas urbanas ou rurais. Soluções de infraestrutura para os grandes centros.

8 - Energia
Energia éolica, mecânica, elétrica, térmica, química, nuclear, solar e biocombustíveis são alguns dos campos de atuação 

9 - Socioambiental
Área ligada a ações que respeitam o meio ambiente e a políticas que visam promover a produção e o consumo sustentáveis 

10 - Ética 
Campo de atuação que inclui as investigações, preocupações e ações dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano

 

Com informações do Estadão. 

20

Jan

Mercado

Feriados de 2020 devem causar quase R$ 20 bilhões de prejuízo no comércio em todo o país, revela estudo

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o prejuízo do comércio em 2020 por conta de feriados nacionais deverá chegar a R$ 19,6 bilhões em todo o Brasil. O valor é R$ 2,2 bilhões (12%) superior ao registrado em 2019 (R$ 17,4 bilhões). A variação é explicada pela maior quantidade de feriados que caem em dias úteis neste ano, em comparação com o ano passado.

A maior incidência de feriados em dias úteis, embora tenda a favorecer atividades econômicas específicas, como aquelas típicas do turismo, tende a gerar prejuízos por conta da queda no nível de atividade ou pela elevação dos custos de operação.

Ao contrário de 2019, quando o feriado de Tiradentes caiu em um domingo e as celebrações de Independência, Nossa Senhora Aparecida e Finados ocorreram aos sábados – dia de meio expediente no comércio –, em 2020 todas estas datas ocorrerão em dias que seriam úteis para o comércio. Apenas o feriado da Proclamação da República, que aconteceu em uma sexta-feira no último ano, não impactará o setor, pois cairá em um domingo.

De acordo com o economista da CNC responsável pela análise, Fabio Bentes, a folha de pagamentos, por conta das horas extras a serem pagas, é a principal fonte dos prejuízos impostos pelos feriados. “Por mais que as vendas possam ser parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores aos feriados, em virtude do fechamento das lojas ou da diminuição do fluxo de consumidores, o peso relativamente elevado da folha de pagamentos na atividade comercial acaba comprimindo as margens de operação do setor”, afirma o economista.

Impacto maior

Segundo o estudo, cada feriado reduz a rentabilidade mensal média do setor comercial como um todo em 8,4% (varejo e atacado). Entretanto, nas regiões ou ramos de atividade onde a relação folha/faturamento é mais elevada, esse impacto tende a ser maior. As taxas de perdas mensais decorrentes de cada feriado nacional ultrapassam os dois dígitos nos seguintes segmentos: hiper e supermercados; lojas de utilidades domésticas; ramo de vestuário e calçados (11,5%, 11,6% e 16,7%, respectivamente). Juntos, eles respondem por mais da metade (56%) do emprego no varejo brasileiro.

Os Estados de São Paulo (R$ 5,62 bilhões), Minas Gerais (R$ 2,09 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 2,06 bilhões) e Paraná (R$ 1,42 bilhão) tendem a concentrar mais da metade das perdas estimadas (57%). 

20

Jan

Mercado

Empresas excluídas do Simples têm até o fim do mês para voltar ao regime

Os empreendedores que foram excluídos do Simples Nacional no ano passado têm até o final deste mês para regularizarem as pendências e fazerem uma nova adesão ao regime, desde que não haja débito com a Receita Federal ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O prazo também se aplica aos empresários interessados em aderir ao regime pela primeira vez. Caso contrário, o ingresso acontecerá somente no próximo ano.

Ao optar pelo Simples Nacional, o empresário tem a oportunidade de pagar oito tributos, entre municipais, estaduais e federais, de uma única vez, reduzindo os custos tributários. Também fica livre de obrigações acessórias com vencimentos distintos, reduzindo a burocracia para administrar o negócio. Até o ano passado, esse sistema tributário reunia mais de 178 mil pequenos negócios no Rio Grande do Norte.

“O Simples representa um grande alívio para os empresários de micro e pequenas empresas, que sofrem mais para driblar os encargos da burocracia. Pesquisas do Sebrae apontam que sem o Simples, quase 70% dos pequenos negócios fechariam as portas. Regularizar a situação para permanecer no regime tributário é uma grande oportunidade”, destaca o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Para empresas em início de atividade, o prazo para a solicitação é de 30 dias contados do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual, caso exigível), desde que não tenham decorridos 180 dias da data de abertura constante do CNPJ (para empresas abertas até 31/12/2019) ou 60 dias (para empresas abertas a partir de 01/01/2020). Todo o processo de adesão é feito exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Simples Nacional.

Pendências com o Simples Nacional

Enquanto não vencer o prazo, os contribuintes com débitos junto ao Simples Nacional (que foram excluídos) ou com débitos junto a outros entes (que nunca optaram pelo Simples Nacional) podem regularizar as pendências que impedem o ingresso no regime. Os devedores têm a opção de pagar os débitos à vista ou realizar o parcelamento convencional (aberto a qualquer tempo) em até 60 meses, com, no mínimo, duas parcelas.

O parcelamento também pode ser feito Portal do Simples Nacional ou no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), no serviço “Parcelamento – Simples Nacional”. O acesso ao Portal do Simples é feito com certificado digital ou código de acesso gerado no próprio portal. Para acessar o e-CAC, é necessário certificado digital ou código de acesso gerado pelo site. O código gerado em uma página da internet não pode ser usado para acessar outra.

17

Jan

Mercado

Confiança do empresário do comércio tem melhor janeiro desde 2013

A confiança do empresário do comércio apresentou a quinta alta consecutiva em janeiro de 2020, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Com 126,6 pontos, o resultado é 2% maior que o aferido em dezembro do ano passado e o melhor para um mês de janeiro desde 2013. Na comparação com o mesmo período de 2019, o crescimento foi de 4,7%. A pontuação é a maior desde março do último ano (127,1 pontos).

“A recuperação gradual da economia, com avanço nos investimentos e melhora da taxa de desemprego, ajuda a explicar a percepção otimista dos empresários do comércio”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Em relação ao índice que mede as condições atuais do empresário do comércio, houve variação mensal positiva de 1,4%, chegando a 108,2 pontos – o melhor nível desde março do ano passado. O indicador apresentou a maior alta na base de comparação anual (+17,9%) entre os indicadores pesquisados. É o segundo mês em que o índice fica acima dos 100 pontos, após seis resultados consecutivos abaixo deste patamar. Com isso, atingiu o maior nível desde março de 2019 (108,4 pontos). O resultado positivo também aparece na avaliação das condições correntes do setor, que apresentou alta mensal de 1,6%, alcançando seu melhor nível desde fevereiro de 2012: 108,9 pontos.

Pelo segundo mês seguido, a maioria dos empresários (57,6%) afirmou que as condições atuais da economia estão melhores em comparação com o ano passado. Em janeiro de 2019, o percentual medido foi de 44,7%.

Confiança para investir

As intenções de investimento na própria empresa cresceram 2,5% em janeiro de 2020, atingindo 103,3 pontos, o melhor resultado desde junho de 2014. É primeira vez, desde janeiro de 2015, que o indicador fica acima dos 100 pontos, na zona de avaliação positiva.

O percentual de empresários dispostos a investir mais em seus negócios chegou a 53,4% do total de entrevistados em janeiro deste ano, contra 50,4% em dezembro e 46,1% em janeiro de 2019. De acordo com a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, ajudam a explicar esse resultado as condições correntes macroeconômicas favoráveis e a melhora das expectativas em relação à economia e ao setor.

Acesse a análise, os gráficos e a série histórica da pesquisa.