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25

Set

[ARTIGO] Dez passos de como eliminar vírus do seu computador

*Por Laura Tyrell * 

Lentidão, sistema operacional travando, vários pop-ups na tela e e-mails estranhos na sua caixa de mensagens são alguns dos sinais de que seu computador pode estar infectado com vírus – programas (ou códigos) maliciosos que se instalam, multiplicam e se espalham para realizar ações negativas contra um dispositivo, sistema e usuário. 

Existem diversos tipos de vírus que causam diferentes estragos, como executar comandos que podem apagar, alterar ou sequestrar arquivos (chamados ransomware), espionar suas atividades (conhecidos como spyware), exibir propaganda indesejada (adware), fazer alterações no seu sistema e muitas outras coisas que causam prejuízos – e isso não é novidade.  

A questão é como lidar com um equipamento infectado e eliminar o vírus. Vou mostrar o caminho em 10 passos: 

- Compre ou baixe um antivírus (existem boas opções gratuitas). 

- Desconecte seu computador da internet – isso ajuda a evitar que os vírus se espalhem para outros dispositivos e novas ameaças se instalem. 

- Reinicie o computador em “modo de segurança” e faça a verificação com o antivírus. 

- Remova todos os arquivos temporários: clique em Iniciar e escolha a opção “Todos os programas”, selecione “acessórios”, clique em “ferramentas do sistema” e em seguida na opção “limpeza de disco”. Marque a opção de “arquivos temporários”.

- Faça uma nova verificação de vírus. 

- Exclua os vírus encontrados. 

- Reinicie o computador novamente e conecte-se à internet.

- Altere suas senhas – elas podem ter sido expostas às ações dos vírus. 

- Faça atualizações de seus programas e outros recursos importantes e ative as atualizações automáticas sempre que houver a opção.  

- Faça novas verificações com frequência. 

Além dos passos de remoção, é essencial saber como evitar que vírus se instalem no seu computador. Por isso, tomar alguns cuidados como o uso de antivírus, manter as atualizações de sistema em dia, usar uma boa VPN, não frequentar sites suspeitos, não clicar em links não confiáveis e criar senhas fortes ajuda a reforçar a segurança.  

*Laura Tyrell é chefe de RP da NordVPN, empresa especializada em soluções de privacidade, segurança e rede privada virtual (VPN) – e-mail: nordsec@nbpress.com  

19

Set

[ARTIGO] As principais lições sobre o novo normal no pós-pandemia

*Por Marcelo Trevisani

Desde o início da pandemia da Covid-19, em 2020, tenho certeza de que todos nós já sentimos ou passamos por inseguranças. O medo de contrair o vírus da Covid, instabilidade no emprego, adaptações frente às adversidades além de tudo que esse novo cenário nos traz, principalmente no quesito das mudanças na forma de se trabalhar.
 

Tivemos uma grande ruptura ao avaliarmos o ritmo tradicional de trabalho em companhias de todos os portes, do microempreendedor ao grande empresário. O problema é que, como consequência, nem todas souberam como se adaptar e ajustar à essas demandas tão rapidamente. Já o trabalho remoto, as reuniões virtuais e o suporte de TI à distância nunca foram realizados com tanta frequência como nesse momento.
 

Neste cenário, as áreas de Compras, Supply Chain e Manufatura receberam ainda mais destaque, devido aos principais desafios na identificação de novas maneiras de se trabalhar. Um aprendizado chamado resiliência. E, com isso, passamos a falar de novos modelos de trabalho. Primeiro, em formato remoto, com muitas adaptações e o aumento de reuniões online e virtuais.
 

Em seguida, temos as empresas que estão aptas e já executam o formato híbrido, com o revezamento virtual e presencial de seus funcionários. E essa, para mim, é uma das maiores tendências que chegou para ficar, que será ainda mais aprimorada e executada daqui para frente. Mas então, é importante pensarmos o tamanho do desafio que os grandes líderes estão enfrentando diante de tantas mudanças.
 

Nesse sentido, aposto que muitas pessoas ainda se questionam: o que é o pós-pandemia? Será um novo normal? Acredito que cabe a cada um de nós a adaptação ao novo, sem deixar de atender às prioridades em nossas vidas: trabalho, o futuro de nossas carreiras, cuidar dos filhos, da casa, de nós mesmos
 

No lado empresarial, as grandes companhias e seus líderes estão trabalhando para se tornarem mais ágeis e eficazes ao entregarem seus produtos e soluções, buscando corresponder com as expectativas e necessidades de seus consumidores. Como CMO de uma grande empresa no ramo de tecnologia e inteligência artificial, posso dizer que a tecnologia digital oferece uma grande oportunidade para que, nesse fluxo B2C, as corporações promovam eficiência, resiliência e agilidade.
 

A pandemia agilizou o tão esperado processo de transformação digital das empresas, pois todos tivemos que nos submeter às principais mudanças para que o fluxo de trabalho pudesse permanecer funcionando normalmente. Chegou o momento de olharmos para o futuro e compreendermos todas as adaptações que esse processo de evolução nos apresenta.

Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria global McKinsey, estima-se que até 2030, aproximadamente 375 milhões de trabalhadores em todo o mundo precisão de alguma forma de qualificação para se manterem em suas posições de trabalho ou para ocuparem novos cargos.
 

Estruturar as posições de trabalho e, principalmente, a cultura organizacional em um cenário pós-pandemia é fundamental para nossa sobrevivência. Talvez isso nos faça sair de nossas famosas "zonas de conforto". Para mim, o segredo do sucesso é eleger novas metas e foco na vida.
 

*Marcelo Trevisani - com mais de 20 anos de experiência como profissional nas áreas de Digital Marketing, Transformação Digital, Inovação, Chief Marketing Officer, é considerado um dos nomes mais relevantes da área. 

19

Set

[ARTIGO] Como nosso relacionamento com os dispositivos está mudando?

*Por Caio Moreno

O número de dispositivos eletrônicos, conexões de internet e usuários de mídia social aumentou rapidamente no ano passado. Mas a leitura por trás dos números é de como as pessoas estão se relacionando com os dispositivos e como as empresas podem otimizar e facilitar os novos usos e dinâmicas em torno da tecnologia.

Por exemplo, é comum ouvir quantas pessoas decidiram optar por novos aparelhos para trabalhar em casa, para monitorar a saúde ou para se comunicar com amigos e familiares durante longos períodos de isolamento. Mas já nos perguntamos a quantos dispositivos ficamos conectados? Quantos dispositivos temos em nossa mesa agora? E quão necessários eles são?

Quando se fala em ferramentas que se integram ao dia a dia para a obtenção de experiências profissionais de qualidade, tanto presenciais como remotas, não podemos esquecer dois pontos fundamentais que garantem o sucesso: as ligações e as aplicações utilizadas para fazê-las.

Nos tempos modernos, é tão importante falar da qualidade dos aparelhos como das aplicações que os complementam. Além de estabelecer um canal de comunicação entre dois pontos, a eficácia também é marcada pela forma como as soluções adaptadas permitem responder a diferentes necessidades e ter inteligência e autonomia suficientes para favorecer as experiências cotidianas em qualquer contexto.

Progresso não consiste em pegar um dispositivo e adaptá-lo às próprias necessidades. Pelo contrário, a forma mais funcional é adicionar a uma solução que já possui inteligência, aplicações e plataformas integradas e, desde o primeiro momento, garanta uma experiência totalmente abrangente.

Cada pessoa, empresa ou setor possui necessidades diferentes e ambientes de trabalho diversos, por isso as ferramentas devem ser tão dinâmicas e completas que possam ser adaptadas a qualquer situação.

Além das colaborações, deve ser garantido o pleno acesso às informações no momento ou local que for necessário e prestar assistência alinhada às estratégias de negócios para a tomada de decisões com agilidade e, sobretudo, que a experiência do emissor seja tão satisfatória quanto a do interlocutor, independentemente de estar a distância, em uma pequena sala ou em um grande auditório.

O fundamental é poder contar com um dispositivo adequado, intuitivo, flexível e disponível para estabelecer comunicações, participando de reuniões, mas também garantindo o acesso a todas as plataformas, aplicações e documentos necessários ao dia a dia. Um dispositivo inteligente e integrado à nossa realidade.

O papel da Inteligência Artificial

Além de poder realizar todas as atividades básicas, como receber e-mails, enviar mensagens instantâneas ou ligar por videochamada, complementando essas aplicações com Inteligência Artificial (IA) também se tem a oportunidade de utilizar recursos como comandos de voz ou transcrições instantâneas, que melhoram a experiência interna e externa dos clientes finais.

Irritar-se com latidos de cachorro, com alguém que passa vendendo produtos ou com o barulho de um avião que atrapalha a comunicação é coisa do passado. Hoje existem ferramentas que se baseiam em avanços tecnológicos e favorecem o relacionamento com as pessoas.

Em um universo que pensa firmemente no presente, mas também no futuro, é fundamental que fique claro que, em caso de necessidade de adaptação, é possível melhorar a qualidade do áudio ou intensificar a integração sem ter que alterar toda a infraestrutura. Por exemplo, se você está falando de um telefone IP, não precisa necessariamente de um switch para se comunicar, porque simplesmente o conectando a uma fonte de alimentação ou wi-fi você já tem áudio.

*Caio Moreno foi um dos palestrantes do Avaya ENGAGE América Latina 2021 e explicou sobre os dispositivos que a Avaya possui para ajudar a comunicação: https://www.avaya.com/es/devices-and-phones/

16

Set

[ARTIGO] Honras aos médicos

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

O Conselho Regional de Medicina do RN prestou singular homenagem aos médicos que exercem a profissão e se mantêm inscritos no CRM, no mínimo, há 50 anos. Chamei de singular porque foi um evento inusitado, uma feliz ideia de prestar honras a quem dedicou ou ainda dedica uma vida inteira a esse ofício, que exige muito amor ao próximo e vontade de refazer alegrias e esperanças. Ao mesmo tempo, também pode-se chamar de homenagem plural, pois envolveu dezenas de nomes, porém, sem perder o valor intrínseco do mérito de cada um e do grupo como um todo. Aliás, esse Diploma pessoal de Honra ao Mérito pareceu até que contemplava uma corporação, dada a afinidade que unia os corações e as mentes dos agraciados, naquele instante solene, mesmo virtual, da entrega coletiva da láurea. Atente-se que essa distinção honorífica reveste-se de alto significado, porquanto foi uma concessão do órgão que assegura uma boa prática da medicina, valorizando aqueles que a exercem de forma ética. 

O Cremern, em boa hora, escolheu o médico Gilmar Amorim para proferir a saudação aos homenageados, em nome do Conselho. Depois da saudação de praxe, quando referiu-se ao Presidente Marcos Jácome e aos Conselheiros Marcos Lima e  Jeancarlo Fernandes, Gilmar expressou o reconhecimento público e a gratidão do Conselho a todos os médicos homenageados, e afirmou que o dia 31 de agosto de 2021 se transformou num marco especial, pois possibilitou o resgate de um preito devido a muitos heróis da medicina do RN. O brilhante orador, numa sutil alusão à vida desses médicos, citou o belo trecho do Sermão da Sexagésima Hora, do Padre Antonio Vieira: “As flores, umas caem, outras secam, outras murcham, outras leva o vento; poucas que se pegam ao tronco e se convertem em fruto, só essas são venturosas, só essas são as que aproveitam, só essas são as que sustentam o mundo”. Gilmar Amorim, então, concluiu: “Muito obrigado pela doação de suas vidas em benefício da coletividade”. 

Na minha fala, aludi à dupla homenagem que recebera, uma pelo Diploma de Honra ao Mérito, a outra pelo convite para agradecer em nome do conjunto dos ilustres colegas. Referi-me a nossa bela profissão que tem a figura histórica de Hipócrates como símbolo maior, e ao primeiro dos seus famosos aforismos. A seguir, numa ênfase à grandeza da homenagem, voltei-me ao livro bíblico Eclesiastes, talvez o mais sábio ensinamento e a mais poderosa expressão da vida humana sobre a terra. Ao final, disse que aquela homenagem chegava no momento oportuno para resgatar e relembrar em cada um dos homenageados a certeza do dever cumprido, além do reconhecimento de quantos são testemunhas dos seus exemplos de amor à profissão, e citei alguns versos do Eclesiastes, entre os quais esses dois: “Há tempo de lutar e tempo de viver em paz. Há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu”. 

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN.

12

Set

[ARTIGO] As motivações do ciclo de ódio provocado por “Haters” nas redes sociais

*Por Dra. Andréa Ladislau

No último fim de semana, uma matéria na TV aberta, expôs a cultura do ódio e perseguição provocada por “Haters” (odiadores), tendo como alvo tanto, pessoas famosas, quanto anônimas. Um avanço do extremismo do julgamento nas redes sociais que pode provocar sérios danos à saúde mental das vítimas, inclusive motivando episódios suicidas. E o que leva uma pessoa a destilar o ódio na internet? Quais as consequências na vida de quem está na mira destes ataques virtuais?

Para melhor entender essas questões, antes de falar da cultura do ódio devemos analisar a cultura do narcisismo que pode ser a mola impulsionadora deste movimento nocivo ao ser humano, afinal desejamos que o mundo veja uma realidade diferente daquela que muitas vezes vivemos, e as redes sociais nos permitem isso.

Uma verdadeira explosão de espelhos irreais que nem sempre refletem nossa vida real. Além disso, a falsa ideia de invisibilidade ou de “estar protegido” por uma tela, alimenta a permissividade, a segurança e a onipotência validando as agressões preconceituosas, as palavras de humilhação e de julgamento que culminam no ódio generalizado.

Ataques que, muitas vezes, fogem do controle e provocam danos irreversíveis naqueles que estão sendo atacados, causando sérios desequilíbrios à saúde mental de suas vítimas, inclusive motivando o desejo de eliminar a dor e a vergonha tirando a própria vida.

Apesar de termos hoje a ajuda das delegacias especializadas em ataques virtuais, equipadas com instrumentos de rastreio tecnológico cada vez mais avançados, capazes de localizar e identificar um “Hater” expondo sua verdadeira identidade de forma rápida e assertiva, a internet ainda traz a falsa atmosfera de impunidade e condescendência, na qual o indivíduo impiedoso acredita que possa estar protegido por uma tela e que, desta forma, é possível agir como bem entender: julgando, gerando ódio, apontando dedos, caluniando, humilhando, ridicularizando, expondo, e usando de racismo e preconceitos para provocar o caos na vida de alguém.

Mas por que a necessidade gratuita de atacar alguém que muitas vezes, não se tem qualquer intimidade ou relação? Quem é esse indivíduo e o que ele ganha com esses ataques? Sem dúvida, é uma pessoa de autoestima baixa, complexos enraizados, carência afetiva latente e infeliz no que diz respeito à realidade em que vive.

A grande verdade é que, naturalmente, dentro de nós existe todo tipo de sentimento, bons e ruins, positivos ou negativos, como: alegria, esperança, serenidade, paz, humildade, empatia, bondade, verdade, generosidade, perdão, fé, compaixão, harmonia, e tantos outros pensamentos e emoções positivas.

Mas também abrigamos sentimentos negativos, como:  a inveja, a raiva, o ódio, medo, raiva, ciúme, tristeza, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho, superioridade, ego e tantas outras emoções negativas. No entanto, quais sentimentos irão prevalecer é uma escolha e decisão nossa ao longo de nossa trajetória.

O fortalecimento de um ou outro sentimento dentro de nós vai depender do quanto consumimos e alimentamos cada um deles internamente. E, a consequência de tudo isso, será refletida em nosso comportamento e na forma como gerenciamos nossas relações, sejam elas virtuais ou não.

Porém, a grande dificuldade é a resistência de alguns seres humanos em se manifestar de forma a elogiar ou valorizar o outro, visto que essa reação positiva está altamente ligada ao equilíbrio emocional deste indivíduo e em como ele se relaciona com sua autoestima.

Se, por algum motivo existirem sentimentos e resquícios de perversidade em sua psique, certamente, o ódio e a raiva serão evidenciados em sua vida cotidiana e destilados a todo momento por todos os lados, sem qualquer sentimento de culpa ou dor.

O ataque perverso gera prazer e estimula hormônios como a adrenalina e a oxitocina, além de provocar uma sensação de empoderamento ao “Hater” fazendo com que ele sinta uma espécie de prazer impulsivo através dos ataques que provoca na internet.

Desta maneira, as redes sociais por terem a falsa proteção de camuflagem, incentivam o sujeito a fazer uso destes canais como forma de descarga dessa energia, ou, ainda, como um meio de extravasar as fantasias perversas mais inconscientes, as quais ele não teria incentivo ou coragem de realizar no mundo real.

Enfim, psicanaliticamente falando, o “Hater” que dissemina discursos de ódios nas redes, na maioria das vezes, apresenta desvio de comportamento e caráter, caracterizado por sinais de sociopatia, ou seja, ausência de empatia em relação ao outro.

Ou até mesmo, uma psicopatia motivada pela perversidade, na qual sente um prazer nefasto em saborear o sofrimento e a dor do próximo sem qualquer remorso ou culpa. Mas, independente, de qualquer rótulo diagnóstico eles devem ser identificados e punidos pelos crimes que estão praticando.

E, o mais indicado, é que suas vítimas não devem responder aos ataques ofensivos e criminosos recebidos, por mais doloroso que seja. Pois, responder e contra-atacar alimenta o “Hater” e fortalecer seu discurso de ódio, já que ele passa a sentir que os holofotes estão voltados para si, potencializando ainda mais sua veia narcísica.

A denúncia deve ser feita nas delegacias especializadas no mundo virtual, para que os crimes praticados sejam investigados e não caiam na impunidade.

Além disso, ao se sentir mal, triste, depressivo, humilhado e exposto por situações como essa, deve-se buscar ajuda de um profissional de saúde mental que, com os instrumentos adequados, poderá auxiliar no fortalecimento da autoestima, no resgate do amor próprio, na ativação da alegria de viver e no aumento da consciência de sua importância enquanto ser humano.

Afinal, o mundo virtual deve ser usado com moderação de forma a entreter e trazer informação, aproximando e não afastando ou adoecendo mentalmente os indivíduos.

*Dra. Andréa Ladislau é Psicanalista Psicanalista Andréa Ladislau: doutora em psicanálise, psicopedagoga, palestrante, administradora, membro da Academia Fluminense de Letras, colunista do site UOL e de outros veículos importantes do país.

 

4

Set

[ARTIGO] SMS pirata: como essa prática pode prejudicar o seu negócio?

*Por Carlos Secron

O SMS é um canal de comunicação muito versátil, sendo altamente eficaz no envio de mensagens rápidas, curtas e de forma praticamente instantânea. Com tamanha força e presença dentre as empresas, muitos golpistas estão buscando carona no sucesso desse tipo de mensagem e ofertando pacotes não homologados pela Anatel. O SMS pirata é uma evolução dessa fraude que, se não for combatida, pode trazer consequências drásticas para o seu negócio.

No Brasil, o sistema de mensageria curta para fins corporativos é contratado diretamente em cada operadora por meio do A2P (Application to Person). São os únicos meios oficiais de disparo desse tipo de comunicação, com rígidas restrições e monitoramentos como forma de garantir a segurança dos dados trafegados. Porém, com o passar dos anos, muitas empresas fraudadoras desenvolveram rotas não oficiais desse meio, entregando um serviço altamente atrativo, mas que, na prática, prejudica a comunicação oficial das companhias.

As organizações criminosas oferecem seu serviço a um preço muito menor do que o usual do mercado. Em um primeiro momento, o pacote parece completamente verossímil, mas com o passar do tempo, deixam de enviar parte das mensagens acordadas. Ou ainda, enviam uma certa quantia por meio de rotas clandestinas. Segundo o site oficial de combate à essa fraude, a estimativa é de que o SMS pirata provoque perdas anuais de mais de R$ 200 milhões às operadoras móveis.

As consequências dessa prática podem ser desastrosas, principalmente quando essas rotas também são utilizadas para fraudes bancárias, como o phishing voltado ao SMS. Isso faz com que, ao receber uma mensagem suspeita de um mesmo remetente, o cliente pode associá-lo a uma tentativa criminosa e desprezar sua comunicação. Qualquer campanha feita por esse sistema pode ser severamente prejudicada em sua performance nessa situação.

Para piorar, muitos criminosos podem criar uma rede sistêmica entre si, desenvolvendo e misturando rotas de forma que tenham acesso a todos os dados coletados. O risco de vazamento de informações pode ser enorme, especialmente entre empresas de grande porte ou com uma ampla operação.

Estamos vivendo a pior fase do SMS pirata, com o crescente aumento de chipeiras (dispositivo usado para fazer disparo em massa do SMS pirata), contratos internacionais (com golpes sendo praticados por empresas de outros países) e outros meios de fraude desse sistema de mensageria. Muitos clientes possuem dificuldade em distinguir os serviços oficiais dos não seguros, principalmente porque na maioria das vezes, a perda de mensagens enviadas só é notada depois de um longo tempo. Diante desse cenário, a única forma de evitar esse risco é por meio de uma busca e análise minuciosa das empresas a serem contratadas.

Somente os brokers (empresas que possuem contrato com as operadoras) são confiáveis para este tipo de serviço. Busque por uma organização séria, com uma marca de credibilidade no mercado. Evite qualquer intermediário e desconfie sempre dos preços muito baixos. Lembre-se: o barato pode sair muito caro. Com esses cuidados, as chances de você ser vítima deste crime se reduzem a zero.

Em um momento no qual presenciamos grande ocorrência dessas fraudes e, ainda, uma maior dificuldade em combatê-lo, a conscientização sobre a escolha da empresa certa é a melhor medida preventiva. É necessário divulgar este risco, esclarecer todas as dúvidas e, acima de tudo, orientar para a melhor tomada de decisão. A transparência e suporte durante todo o processo são características indispensáveis que não devem ser deixadas de lado neste momento.

*Carlos Secron é fundador da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de voz, SMS, e-mail, chatbots e RCS.

2

Set

[ARTIGO] Um século da insulina

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Coube ao pesquisador alemão Paul Langerhans (1847-1888) definir, por estudos de microscopia, grupos esparsos de células no tecido do pâncreas, os quais ele chamou de ilhas, posteriormente, conhecidas como Ilhotas de Langerhans. Foi um passo decisivo para a descrição da insulina, palavra que derivou de ínsula, ou seja, ilha. Na história da medicina, a descoberta da insulina, que o mundo celebra o centenário em 2021, é uma bela página da ciência e do progresso humano. Em qualquer avanço da ciência, no geral, existe sempre um processo que envolve laboratórios e pesquisadores, erros e acertos, êxitos e malogros, enfim, não é um “fiat lux”, é uma soma de parciais sucessos que podem culminar, ao longo do tempo, no alcance do objetivo maior.

O professor Peter Brian Medawar (1915-1987), Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina, 1960, nasceu no Brasil, na cidade de Petrópolis/RJ, filho de mãe inglesa e pai brasileiro, tendo logo se tornado cidadão britânico. Ao completar 15 anos, foi com a família residir na Inglaterra, formando-se em biologia na Universidade de Oxford. Dedicou-se ao ensino e à pesquisa, com ênfase na imunologia, área em que recebeu o Nobel. É a única pessoa nascida no Brasil detentora de um Prêmio Nobel. Peter Brian Medawar, ao abordar o tema diabetes, declarou: “A descoberta da insulina pode ser classificada como o primeiro grande triunfo da ciência médica.” Uma outra frase marcante sobre a diabetes deve-se ao  historiador  e escritor canadense John William Michael Bliss (1941-2017), autor de biografias de figuras famosas da medicina, além da clássica obra The Discovery of Insulin (1984), que assim definiu esse avanço da ciência: “A coisa mais próxima de uma ressurreição que a medicina moderna já produziu”.

Nunca esqueci uma conversa com o médico, meu dileto amigo e professor Marcelo Carvalho, que me disse: “A dor é o que mais leva uma pessoa à consulta médica. O problema da diabetes é porque não dói, é doença insidiosa e, muitas vezes, passa despercebida.” É aí onde reside o perigo, pois a diabetes não controlada conduz a lesões graves, em vários órgãos e sistemas do corpo humano. Pode-se comparar com um astuto malfeitor.

Na minha formação médica, dediquei-me com especial esmero aos estudos teóricos e práticos da Diabetes mellitus. Não segui o caminho da especialização, mas, na prática clínica, atendi vários casos ambulatoriais dessa doença, da qual meu pai era portador, desde a fase de adulto jovem. Ainda guardo nas minhas lembranças alguns semblantes de pacientes diabéticos, formas leves, com os quais a relação médico-paciente se fez sempre com afeição e empatia mútuas. Para o melhor tratamento da diabetes, dois fatores são essenciais: o envolvimento pessoal do próprio paciente com a doença, e o cuidado médico com desvelo e grande atenção. 

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN

22

Ago

[ARTIGO] Para onde está indo a publicidade nas redes sociais?

*Por Alberto Pardo

As redes sociais são hoje o meio digital de maior audiência no mundo. Na América Latina, por exemplo, 82,5% das pessoas acessam as redes sociais, o que torna essas plataformas um dos meios de comunicação preferidos das marcas. Graças aos avanços tecnológicos oferecidos e aos dados acessíveis, estas plataformas possibilitam às empresas segmentar e impactar suas audiências com os seus anúncios, além de permitir a mensuração e otimização das campanhas para obter melhores resultados nas ações publicitárias. 

Essas plataformas sociais estão em constante mudança para se adaptar às tendências do mercado e às necessidades dos usuários. Neste sentido, um grande exemplo é a aceleração digital que vivemos no último ano, em que muitas empresas passaram a ter uma maior presença nos canais digitais, seus melhores aliados para continuarem a interação com o seu público.  

Assim nasceu o social commerce, ferramenta do e-commerce que oferece às marcas a possibilidade de transformar as redes sociais em um marketplace para divulgar e oferecer seus produtos, com uma experiência de shopping digital acessível aos usuários sem sair de casa.

Live Shopping virou tendência principalmente para marcas de moda e luxo. O Facebook e o Instagram adaptaram rapidamente suas funcionalidades e fizeram uma integração com a Shopify - a maior companhia de e-commerce do mercado -, para que as empresas, independentemente do porte, pudessem vender seus produtos em tempo real. Enquanto o WhatsApp passou a ser o meio de comunicação ideal para os compradores, que utilizam esse canal para tirar dúvidas, fazer consultas e/ou finalizar suas transações.

Observamos esse mesmo crescimento no consumo de vídeo. Em 2023, o número de usuários de vídeo digital deverá aumentar para 317,9 milhões de pessoas, momento em que representará quase metade (48,2%) da população da América Latina, enquanto o número de visualizadores OTT (Over The Top) por assinatura aumentaria para 114,5 milhões, quando quase um em cada cinco (17,4%) consumidores assistirão o conteúdo OTT por assinatura, de acordo com dados do eMarketer.

As plataformas de streaming online estão, sem dúvida, ganhando força e observamos um aumento significativo no número de usuários e assinantes na TV conectada, OOT e até no YouTube, com ampla facilidade de acesso oferecida, já que as pessoas podem assistir o conteúdo em seus dispositivos móveis quando quiserem. Da mesma forma, serviços como Netflix, que foi a primeira empresa a chegar à América Latina com sua proposta, seguidos por outros como Amazon e Disney, que também estão fazendo um grande investimento para entrar na região e certamente serão seguidos por muitos mais.

Este ano é de se esperar que as audiências digitais e as diretrizes publicitárias continuem crescendo ainda mais. Hoje, não mais que 1 ou 2% é destinado ao OTT e a TV conectada, mas este ano pode dobrar ou triplicar. 

Além disso, neste cenário, para o futuro, veremos tendências como deepfake, uma falsa montagem de vídeo onde qualquer imagem ou vídeo pode ser usado para criar uma ação, como também ferramentas que envolvem inteligência artificial ou realidade virtual, que serão rapidamente adotadas pelas redes sociais.

*Alberto Pardo  é CEO & Fundador da Adsmovil

21

Ago

[ARTIGO] O futuro dos negócios é open e conectável

*Por Lucas Tempestini

Reinventar-se é um trabalho desafiador e diário para as grandes empresas. As mudanças promovidas pelo avanço tecnológico já são bem evidentes na sociedade e na economia, e a prova é o surgimento de um novo perfil de consumidor, cada vez mais ávido por novas experiências digitais. Manter-se competitivo em um mercado que muda a cada dia exige adoção de uma nova mentalidade de fazer negócio. Por isso, as companhias mais bem-sucedidas do mundo são aquelas que reinventaram-se, e muitas delas recorreram a um ecossistema aberto para acelerar a inovação, alcançar novos mercados e impulsionar a geração de receita. 

Diferente dos modelos tradicionais, que os líderes olhavam para os seus processos de forma verticalizada, o conceito de open innovation inverte essa ordem ao incentivar à inovação interna e através de parceiros. Portanto, o grande desafio não é oferecer o melhor produto, mas sim como se posicionar dentro de um ecossistema de inovação. 

Porém, para alcançar esse patamar a organização deverá ser aberta e conectável para se conectar com outras empresas. Esse processo é mandatório para o que chamamos de “futuro open” dos negócios. 

Do open banking ao open everything

Hoje, os clientes bancários esperam ter com o seu banco a mesma experiência digital que possuem com o Uber. A transformação digital no setor financeiro está em curso e obriga as instituições financeiras a se adequar à nova realidade. Do contrário, estarão fora do circuito. Neste contexto, o open banking promete revolucionar o sistema bancário brasileiro, justamente porque o conceito tem um objetivo muito claro: abrir o leque de opções para o consumidor, oferecendo a ele maior autonomia sobre a sua vida financeira.

A liberdade de levar as suas informações para a instituição financeira que quiser, sem precisar começar um relacionamento do zero, é outra vantagem para os clientes ao fazer parte do novo modelo e a expectativa por parte dos usuários é grande. Segundo projeção da FCamara, consultoria especializada em soluções digitais, a perspectiva é de que cerca de 5 milhões de brasileiros devem aderir ao novo sistema. O exemplo mais avançado de open banking no mundo é da Grã-Bretanha, que chegou a 1,1 milhão de usuários dois anos após sua estreia, em 2019.

Esses números ratificam que o Brasil tem um enorme potencial para criar um hub de inovação no setor financeiro. Mas não apenas os bancos se beneficiarão com a abertura dos negócios. Outros segmentos também estão investindo no conceito de co-criação para escalar a sua oferta de produtos e serviços por meio do consumo de APIs abertas.

É o caso das seguradoras, que já miram estratégias de Open Insurance. Trata-se de um modelo que visa promover a criação de um ecossistema de inovação aberta para melhorar a experiência dos usuários com os serviços de seguros. O novo conceito vai trazer maior transparência na relação entre cliente e seguradora, além de aumentar a concorrência do mercado. 

A inovação aberta para as seguradoras já é uma realidade e o Brasil é o pioneiro no mundo na regulamentação do Open Insurance, que acontecerá em três fases, sendo que a primeira está prevista para acontecer em dezembro deste ano, e a segunda e terceira etapas no decorrer de 2022.

No caso da área da saúde, existe uma busca por inovação aberta para impulsionar os negócios do setor, que tem como característica a integração das soluções com plataformas de terceiros. O Open Health é um movimento em ascensão porque é uma alternativa para que as empresas comecem a tratar a abertura dos dados de forma estratégica, além de se posicionarem no mercado como uma plataforma de saúde.

O que está por trás desse movimento disruptivo são as APIs, que atuam como “colas digitais” e habilitam a abertura de dados estratégicos para criação de produtos personalizados em diferentes segmentos. Se o mundo caminha para ser mais aberto e conectado, são as APIs que vão permitir que os negócios sejam realmente conectáveis, ao mesmo tempo em que essas plataformas irão fornecer governança e segurança no compartilhamento desses dados.

Essa tendência de abertura dos modelos de negócios, que já é uma realidade no mercado financeiro, deverá multiplicar-se em outros segmentos, como seguros, saúde e varejo, muito brevemente. A união de inovação, segurança, comodidade e conectividade é um ativo importante para as empresas na hora de ofertar seus produtos. 

*Lucas Tempestini é Global Marketing Manager da Sensedia

19

Ago

[ARTIGO] Viva a insulina

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

“Uma noite eu tive a sede de um príncipe/depois a de um rei/depois a de um império/a de um mundo/em fogo.” Eis os primeiros versos do poema Diabetes, do poeta norte-americano James Dickei (1920-1986), sobre essa doença de alta prevalência no planeta, e que, no Brasil, afeta cerca de 17 milhões de seres humanos. Deve-se ao médico da Grécia Antiga Arateu da Capadócia uma das mais remotas referências à Diabetes mellitus: “Uma fusão de corpo e membros na urina”. Diabético, meu pai contava  para os filhos o começo da sua doença: “Quanto mais água eu tomava, mais sede eu sentia, e quanto mais alimento eu comia, mais magro ficava”. Suas palavras fazem lembrar as descrições do médico Arateu e do poeta James Dickei. A Diabetes é para mim doença bem conhecida, não como portador, mas como envolvido espectador.

É frustrante quando olhamos para a história da medicina e vemos como era lenta a  sua evolução. Durante séculos seguidos, os meios diagnósticos e as terapias avançavam muito devagar, com pouquíssimas exceções. Somente a partir do século 18, com o florescer do método científico, a humanidade vislumbrou grandes avanços na área médica e em outras áreas do conhecimento. Existem marcos desses avanços, a exemplo da adoção da antissepsia, as descobertas da anestesia, das vacinas, dos antibióticos e do raio x, além de vários outros. Porém, um dos marcos dos avanços médicos de grande significação foi a descoberta da insulina, evento que ocorreu 100 anos atrás, em Toronto, no Canadá. Depois da terapia com esse hormônio, mormente de pessoas com Diabetes mellitus insulino dependentes, quantas vidas foram salvas, quantos enfermos ganharam outro ânimo e quantos sorrisos voltaram às faces dos portadores dessa disfunção metabólica, com ênfase para as crianças ou jovens e seus familiares.

Meu pai, Diogenes da Cunha Lima (1906-1972), passou a receber insulina logo após esse medicamento ser comercializado. Morava em Nova Cruz-RN, e tomava três doses diárias de insulina regular, conforme prescrição do seu médico, da cidade de João Pessoa-PB. Aumentava ou diminuía a dosagem de acordo com o nível da glicosúria, exame que ele mesmo fazia. Hoje, o paciente dispõe de meios simples e mais precisos no controle da doença, essencial para evitar as complicações. Com seu médico, meu pai aprendeu conceitos básicos da Diabetes, bem assim por leitura de livros indicados pelo especialista. Contou com dois Anjos da Guarda, o de nascença e minha mãe, sempre ao seu lado “na saúde e na doença”.  

Nos 100 anos da descoberta da insulina, é hora de relembrar quantos contribuíram para esse marco da medicina, especialmente dos médicos Frederich Banting (1891-1941), John Macleod (1876-1935) e Charles Best (1899-1978), além do bioquímico  James Collip (1892-1965). Banting e Macleod receberam o Nobel de Medicina, em 1923, mas dividiram o Prêmio com os outros dois.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN

15

Ago

[ARTIGO] Alfabetização de dados: novo requisito para sobrevivência das organizações

*Por Cesar Ripari

A capacidade de interpretar dados está entre as principais habilidades do profissional do futuro. Isso porque de nada adianta coletar, gerar e processar dados sem que seja possível extrair os insights para a tomada de decisão. É fundamental conseguir ler, trabalhar, analisar e se comunicar com dados, assim como é necessário saber como armazenar, organizar e proteger aqueles que realmente são relevantes para o negócio, isto é, que irão gerar insights úteis para a tomada de decisão.

Índice de Alfabetização de Dados (Data Literacy Index, em inglês), demonstra que 93% dos líderes empresariais globais acreditam que é vital que seus funcionários sejam alfabetizados em dados. Ainda assim, apenas 21% da força de trabalho global se sente confiante em suas habilidades de alfabetização nessa área e somente um em cada quatro funcionários se sente totalmente preparado para usar os dados de forma eficaz ao ingressar em sua função.

Diferentemente do que a maioria das pessoas pensa, a alfabetização em dados não é limitada àqueles que têm a análise como parte do escopo de trabalho. Essa é uma habilidade importante para todos, tanto no âmbito profissional quanto pessoal.

Projeto de Alfabetização de Dados afirma que a alfabetização de dados da força de trabalho tem correlação com o desempenho positivo das corporações. Para estas, aderir à cultura data driven – na qual  os processos e as decisões são orientadas por uma análise completa das informações – traz uma série de vantagens importantes, como assertividade nas decisões e em planejamentos estratégicos, além da preparação das equipes para mudanças que podem ocorrer no mercado e no comportamento do cliente.

A organização orientada por dados coloca a análise das informações no centro de sua estratégia de negócios. Com isso, é possível reduzir erros e custos, otimizar o tempo e conquistar melhores resultados.

Com o volume de dados crescendo em velocidade sem precedentes, sobretudo neste período de pandemia, é cada vez mais urgente entender o que eles significam e como usá-los. A interpretação de dados para a tomada de decisão já deixou de ser uma vantagem competitiva para se tornar um requisito vital para sobreviver no mercado.

*Cesar Ripari é Diretor de Pré-vendas da Qlik para América Latina

14

Ago

[ARTIGO] Como superar os novos desafios do e-commerce

*Por Antonio Wrobleski

O futuro chegou mais rápido do que o esperado para o e-commerce e encontrou a maioria das empresas sem infraestrutura adequada para enfrentar a nova realidade. Na logística, foco deste artigo, há uma grande falta de planejamento. Existem grandes players, por exemplo, recorrendo à Uber para fazer entregas, uma solução claramente insustentável. A falta de massa crítica será um obstáculo severo para aproveitar a onda, consolidar a expansão do mercado e fidelizar os novos clientes.

Mais do que vender, portanto, agora o desafio do comércio eletrônico é entregar nas condições combinadas com custos viáveis. E as melhores empresas também já perceberam que a logística será um diferencial competitivo para alavancar ainda mais o negócio.

Distribuir na cidade sempre foi complexo e caro. Com o aumento de volume observado desde março — que é uma tendência —, as dificuldades aumentaram e ainda tornaram a questão urgente. A solução deve ser buscada agora e demanda mais inteligência do que tamanho, com a incorporação de tecnologia e estratégias de centros de distribuição menores e mais próximos dos clientes.

Desafio

Basicamente, o objetivo inicial é multiplicar a utilização da capacidade instalada. Maximizar a ocupação dos veículos, eliminar turnovers e diminuir o tempo de cada procedimento. Fazer mais com menos, enfim, e operar com 100% do potencial antes de pensar em aumentar a estrutura.

O primeiro passo é centralizar os dados sobre clientes, produtos, equipamentos e condições de tráfego. Analisar e integrar essas informações em uma roteirização que define:

- Rotas mais eficientes; Frota mais adequada; Sequenciamento mais inteligente; Prioridade dos clientes; Janelas de entrega; Estratégias de atendimento de acordo com o fornecedor, entre outros.

Parece simples, mas manter essas variáveis equacionadas o tempo todo é bem complexo. Principalmente na cidade, as condições mudam rapidamente e o processo tem que ser ajustado imediatamente de acordo com a regra de negócios. Para alcançar a máxima produtividade, portanto, a roteirização inicial terá que ser atualizada várias vezes durante o dia com a melhor decisão e na hora certa. O grande desafio é apurar e processar todas essas informações simultaneamente.

Solução

Atualmente, uma combinação de muitos algoritmos preparados para trabalhar de forma coordenada ou isolada, dependendo da situação, com um sistema autônomo baseado em machine learning pode criar a plataforma capaz de gerar essa inteligência. Essa mistura de micro service e aprendizado contínuo vai funcionar como um centro de controle automatizado e autônomo que acompanha todos os indicadores estratégicos, identifica exceções e os impactos na operação e toma decisões para manter o nível de eficiência programado.

Esse tipo de tecnologia já está disponível — e de certa forma acessível financeiramente — para o e-commerce e é conhecida como otimização dinâmica. Implantado e rodando, o sistema pode oferecer economia de até 40%, dependendo do grau de desenvolvimento atual da operação, além de expandir a capacidade operacional.

Agregar inteligência ao processo é o mais inteligente no momento. É um investimento relativamente baixo e que oferece resultados significativos em pouco tempo. E que cria a base tecnológica para uma operação em que independentemente do tamanho da frota, todos os equipamentos entregam 100% do potencial. Este deve ser o principal objetivo agora.

Entregar com qualidade é indispensável para conquistar a confiança do novo cliente do e-commerce. O boom de vendas só vai se consolidar se as empresas cumprirem o combinado com custos que sejam viáveis para compradores e vendedores. Além disso, é importante lembrar que a pandemia apenas adiantou a transformação digital pela qual já estávamos passando. O futuro é do comércio eletrônico e das empresas que estiverem preparadas para ele.

*Antonio Wrobleski - Engenheiro com MBA na NYU (New York University), presidente do Conselho de Administração da Pathfind, conselheiro na BBM Logística e sócio da Awro Logística e Participações.

 

8

Ago

[ARTIGO] O impacto do digital no mercado bancário e as soluções inovadoras para pessoas jurídicas

*Por Wagner Oliveira

A pandemia do novo coronavírus impactou diretamente na mudança de hábitos dos consumidores digitais e as empresas tiveram que se adaptar à nova realidade para atender a uma demanda nova e promover jornadas de excelência aos seus clientes e com os bancos não foi diferente. Houve um impulsionamento e a adesão cada vez mais intensa aos bancos digitais.

O fortalecimento da tendência fez com que surgisse diversas opções no mercado e, nesse sentido, se destaca quem oferece as melhores oportunidades ao usuário, seja em relação às taxas free, facilidade de transação, acessibilidade, qualidade no atendimento ou serviços adicionais como cashback, dentre outros.

Uma dessas opções de banco digital voltado para pessoas jurídicas se mostrou uma solução para os empresários, com o intuito de conectar seus clientes e colaboradores a um método de pagamento inteligente, contribuindo para que tenham mais equilíbrio financeiro. De uma forma que as empresas se beneficiam tendo dinheiro em caixa para realizar as transações necessárias antes que a receita chegue ao banco, de forma automatizada.

A conta Escrow é um exemplo disso. Trata-se de uma conta garantia, digital, focada no universo das necessidades de pessoas jurídicas. Ela funciona como uma conta caução, permitindo que negócios sejam fechados com a garantia dos valores envolvidos estarem assegurados em um banco terceiro. Com as cláusulas do acordo comercial cumpridas, os valores são liberados para o empreendedor. É um mecanismo utilizado em transações que envolvem grandes quantias e, consequentemente, grandes riscos para as partes, objetivando por meio da criação desta conta, a mitigação destes riscos. Para os bancos digitais, essa oferta é um micro serviço financeiro com margens bem interessantes para a realização de negócios entre partes com menor risco.

Exemplos de empresas que utilizam esse tipo de transação são hospitais, nos quais os médicos realizam cirurgias e só recebem 60 dias depois. Com essa tendência digital, a instituição consegue pagar esse profissional pelo serviço realizado dentro de um prazo adequado. O médico pode antecipar os seus recebíveis sem burocracia bancária formal no momento que desejar, pois o pagador do médico seria o banco e o prazo estipulado é determinado por esta instituição. Da mesma forma, pode ocorrer com imobiliárias, em que o inquilino, ao fechar o negócio, terá acesso à sua própria conta e o dinheiro debitado vai para o administrador. Este, repassará os valores aos proprietários. Entre outros negócios.

Isso é uma maneira simples de desburocratizar o processo financeiro das empresas e suas relações com os empregados.

Saem ganhando o banco digital pela movimentação, a empresa por ficar em dia com seus pagamentos, sem juros excedentes, e o colaborador que vai receber na data correta pelo serviço prestado.

Diante deste cenário promissor do mercado, nosso trabalho consiste em customizar esse banco digital dentro do negócio do nosso parceiro/cliente, viabilizando novas soluções financeiras que nunca foram possíveis, sempre a possibilidade de aplicativo, pois acreditamos que a única forma de a empresa estar 24 horas com seu cliente é se ela estiver no seu smartphone.

*Wagner Oliveira é especialista em desenvolvimento de aplicativos corporativos e na área financeira e sócio-diretor da Two-s.

7

Ago

[ARTIGO] Como a realidade aumentada e a vigilância por vídeo podem trabalhar juntas

*Por Sergio Fukushima

De maneira geral, a Realidade Aumentada (RA) pode ser definida como a capacidade de sobrepor elementos virtuais como texto, imagens e outras informações em uma cena ou no vídeo ao vivo para fornecer informações adicionais ao usuário. Essas informações podem ser exibidas em qualquer dispositivo usado para ver a cena ao vivo - como monitores, dispositivos móveis e em alguns aplicativos por meio de óculos e fones de ouvido inteligentes.

Vale a pena diferenciar Realidade Aumentada (RA) de Realidade Virtual (RV). A RV geralmente ocorre por meio de um fone de ouvido que fornece uma perspectiva em primeira pessoa aos usuários, assim confere a sensação de estar fisicamente presente no ambiente que está sendo projetado. Já a realidade aumentada significa estar em algum lugar ou mesmo acompanhar uma cena em tempo real, mas com informações adicionais sobrepostas.

Um exemplo simples de como a Realidade Aumentada poderia impactar o cotidiano: imagine um indivíduo andando pela rua em uma cidade desconhecida, mas com informações úteis sobrepostas sendo transmitidas através de um óculos habilitado para RA ou em um dispositivo móvel. Essas informações poderiam ser direções para um ponto de encontro ou recomendações para atrações locais. A pessoa pode emitir um comando de voz: "Mostre os melhores restaurantes dessa rua” e, imediatamente, a tecnologia levanta essa informação.

Alguns parceiros da Axis já estão entregando aplicativos que permitem sobrepor informações virtuais em vídeo ao vivo. O CamStreamer, por exemplo,  desenvolve aplicativos que permitem a transmissão ao vivo das imagens das câmeras Axis diretamente para plataformas de vídeo e redes sociais. Já o aplicativo CamOverlay permite que os clientes adicionem gráficos e informações ao vídeo ao vivo. A RA pode ser efetivamente uma “superpotência da informação”, agregando informações valiosas em tempo real. Com isso em mente, as possibilidades de integração são inimagináveis.

Realidade Aumentada em vigilância por vídeo

As câmeras de vigilância por vídeo em rede fornecem imagens de alta qualidade para os operadores e isso já representa um ganho significativo. Os níveis de detalhes forenses permitem monitorar e avaliar situações e, principalmente, responder aos incidentes em tempo real. Em situações em que os operadores estão direcionando os primeiros socorros no solo, por exemplo, os benefícios da sobreposição de informações adicionais no local são claros. Algumas câmeras Axis já incluem um auxílio de orientação, que pode sobrepor nomes de ruas e pontos de bússola em imagens de vídeo ao vivo para ajudar a fornecer direções precisas.

Quando cada segundo pode fazer uma diferença real, pode haver muitas outras informações úteis fornecidas por meio da sobreposição de Realidade Aumentada. Entender a localização do desfibrilador mais próximo, por exemplo, e ser capaz de direcionar as pessoas para o local correto por meio de áudio ao vivo, pode ser um avanço tecnológico capaz de salvar vidas.

Auxiliar os socorristas com o layout do prédio, entradas e saídas de emergência, seja remotamente - a partir de sala de situação - ou localmente por meio de dispositivos móveis, pode acelerar a evacuação de um prédio ou colaborar para encontrar pessoas presas dentro do edifício mais rapidamente. A dispersão segura de multidões por meio das rotas mais eficazes pode reduzir o risco de incidentes comuns em situações de crise.

Olhando ainda mais à frente

Se permitirmos que nossa imaginação vague um pouco mais longe no futuro, poderemos pensar em como uma combinação de dados virtuais em situações em tempo real pode ser usada para fornecer informações vitais para socorristas e equipes de segurança. Talvez um agente policial pudesse ter acesso a informações sobrepostas às imagens reais com dados como a geolocalização de telefones celulares. Assim, seria possível direcionar o profissional à localização de um telefone celular que foi usado para pedir socorro, por exemplo, agilizando o atendimento a alguém em perigo.

Também podemos projetar que a Realidade Aumentada poderia ser usada por equipes médicas e paramédicos para ajudar a fornecer assistência e cuidados a pessoas no local de um acidente, ou que a transmissão ao vivo da vigilância do local poderia ser usada por paramédicos - no caminho da ocorrência - a identificarem o que aconteceu e realizarem os preparativos necessários mesmo antes de chegarem ao local.

Além dos serviços de emergência

O uso para situações de emergência mostra como a tecnologia poderia ter um impacto decisivo para a sociedade. No entanto, é possível imaginar a importância para outros segmentos. Por exemplo, a equipe de segurança de uma planta industrial poderia receber dados de sensores conectados nos ambientes críticos. Não somente vigilância por vídeo, mas sensores de temperatura, qualidade do ar e detectores de fumaça, entre outros. Assim, é possível respaldar uma operação proativa e em tempo real, antes que incidentes mais graves aconteçam.

Alertas relacionados a aumentos repentinos de temperatura, violações de perímetro, ruídos específicos (como vozes elevadas) podem trazer imagens ao vivo para monitores de vídeo, enquanto mapeiam direções da rota mais rápida para o local ou locais de extintores de incêndio e alarmes. No caso de um roubo, as câmeras de vigilância de vídeo rastreando o intruso, podem até mesmo deixar um rastro digital sobrepostas na vigilância por vídeo para que os oficiais de segurança possam seguir o suspeito.

Tecnologicamente, não há nada que impeça o desenvolvimento de soluções como as detalhadas acima. Na verdade, como mencionamos, pode haver empresas que já estão desenvolvendo este tipo de aplicativo de RA, elas só precisam encontrar o parceiro certo. Este pode ser um bom momento para direcioná-las ao programa Axis Developer Community e Application Development Partner (ADP). É onde o futuro é criado e, geralmente, mais cedo do que você imagina.

*Por Sergio Fukushima é gerente de Soluções da Axis Communications

5

Ago

[ARTIGO] As doenças de Tchaikovsky

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Os atletas russos podem competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, mas a Rússia, não. Os atletas vestem uniformes com a sigla ROC, das iniciais em inglês do Comitê Olímpico Russo. É a punição da Agência Mundial Antidoping, ao constatar que os russos praticaram o doping em competições internacionais. O Tribunal Arbitral do Esporte reduziu de 4 para 2 anos o tempo da punição. Sendo a Rússia um país profuso nos esportes, seus atletas sobem ao pódium de forma frequente, quando é mostrada a bandeira do ROC e, no lugar do hino nacional, ouve-se o Concerto para piano número 01, de Tchaikovsky. Teria sido melhor outro tipo de punição, que não constrangesse os atletas, mas ressalto o acerto na escolha da linda peça musical desse grande compositor. 

Tido como o maior compositor russo de todos os tempos, Pyotr Tchaikovsky nasceu a 7 de maio de 1840, em Votkinsky, no sopé dos Montes Urais, e faleceu a 6 de novembro de 1893, em São Petersburgo, também na Rússia. O escritor Kenneth Mcleish, em livro sobre música clássica, afirma: “Em toda a história das artes do século XIX, houve apenas um outro gênio criativo cuja personalidade se comparava à de Tchaikovsky: o pintor Van Gogh (1853-1890) (...) Ambos produziram obras que, apesar de calorosas em sua expressão de dor pessoal, falam ainda assim diretamente e muito francamente a milhões de pessoas que não partilham de nenhuma das agonias da alma que lhes deram origem”. A primeira crise de depressão de Tchaikovsky ocorreu quando ele tinha a idade de 14 anos, com a morte da sua mãe, vítima de cólera. Há referências ao complexo de Édipo, do qual sofria o compositor, causa principal dos conflitos em relação às mulheres. A fim de ocultar sua homossexualidade, aos 36 anos, simulou um casamento, que durou somente três meses. Vítima de maldades e preconceitos, amargou muitas tristezas. 

No início da década de 1860, sofreu sua segunda grave crise de depressão. As décadas de 1870 e 1880, foram de grande produção do compositor, mas também de intensa angústia existencial, e, por mais de uma vez, tentou suicídio. Fez algumas viagens pelo exterior, quando recebeu muitos aplausos em palcos da Europa. Aos graves problemas psíquicos, somam-se colite, úlcera péptica, além de outras doenças. Em 1853, logo após a estreia da sua peça “a patética”, Tchaikovsky contraiu cólera e faleceu. Há uma outra versão, de que fora induzido ao suicídio, com a ingestão de arsênico. 

Mozart foi o compositor favorito de Tchaikovsky. Duas coisas fizeram-lhe bem. A primeira, foi uma amizade mantida por cartas, durante 14 anos, com uma rica viúva que lhe concedeu uma pensão anual, suficiente para viver em conforto. A outra, era sua rotina de escrever músicas. Sua produção é rica e variada, e difere da sua vida, pois oferece boas emoções, “dizendo algo esperado mas nunca da forma esperada”. O mundo é grato à Rússia, pelo legado dos seus heróis na ciência, no desporto, nas artes e nas letras. 

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN