Artigos

16

Jun

[ARTIGO] Como as ferramentas digitais impulsionam a educação

*Por Thiago Tieri

Você já parou para pensar o quanto a tecnologia se tornou importante para o setor educacional nos últimos anos? Desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020, as formas de aprendizado se multiplicaram e houve abertura de espaços para novas tecnologias que beneficiaram professores e alunos. A tendência que contribuiu para o futuro da educação foi o ensino híbrido. Este modelo salvou e auxiliou muitas instituições de ensino que precisaram dessa integração entre o estudo presencial e online.

O ensino híbrido e o 100% digital trouxeram para as escolas diversos benefícios já conhecidos no mundo corporativo, como: a nuvem, na qual podemos acessar informações e dados de qualquer local e a qualquer momento; manter contato com as pessoas através de videochamadas; otimização de tempo para locomoção, além de facilidades e ferramentas digitais para serem utilizadas durante a rotina. Atualmente, muitas instituições já voltaram ter aulas presenciais, algumas até continuam híbridas, mas não deixaram de utilizar equipamentos que facilitam o trabalho e o estudo no dia a dia. Segundo a pesquisa publicada em 2021 da BlinkLearning, sobre o uso da tecnologia na educação, cerca de 75% dos professores utilizam ferramentas digitais em suas aulas presenciais ou online. Isso apenas mostra o quão vantajoso é ter equipamentos tecnológicos no setor educacional também.

O avanço da educação tecnológica reforçou a importância e necessidade de se ter equipamentos adequados e ergonômicos para professores e alunos. Por isso, houve uma grande demanda do setor educacional – onde muitos buscaram por notebooks, mesas digitalizadoras, monitores interativos, web cams, além de equipamentos ergométricos como cadeiras, suporte de notebooks e móveis de escritório.

As mesas digitalizadoras e monitores interativos são ótimas ferramentas para tornar estas aulas híbridas mais produtivas, interativas, além de aumentar o engajamento do aluno. Sem contar na economia de papel, lápis e caneta. Pois todo o conteúdo, além de ser digital, pode ser salvo na nuvem e acessado de qualquer device em qualquer lugar do mundo.

É importante ressaltar que, além de benefícios, há também desafios a serem vencidos para a educação voltada ao digital no território brasileiro. O principal é a falta de conectividade na casa de parte da população para estudar ou trabalhar. Os dados mostram que 61% das pessoas tiveram problemas de conectividade, ainda segundo o BlinkLearning. O mesmo estudo levantou um ponto sobre a desigualdade presente no país, que continua a prejudicar muitos professores e alunos. Com o avanço do 5G em regiões mais afastadas do país, espera-se que haja uma ampliação do número de pessoas conectadas.

Para finalizar, investir em novas tecnologias e ferramentas para melhorar o ensino de professores e a educação de alunos, pode ser algo promissor para empresas e instituições educacionais, principalmente quando muitas pessoas procuram por ferramentas que entregam mobilidade, ergonomia e auxiliam na produtividade. Prova disso, é o aumento da procura por cursos à distância – de acordo com a Associação Brasileira de Educação à distância, essa busca aumentou 59% durante pandemia. Mas, além disso, essas mesmas empresas e instituições precisam garantir recursos e infraestrutura à todos os educadores e alunos que estão diante de todas essas mudanças e evoluções tecnológicas.

*Thiago Tieri é Gerente de Marketing da Wacom no Brasil. 


12

Jun

[ARTIGO] Contrato de namoro: há limites para a regulamentação do amor?

*Por Mariana Barsaglia Pimentel

Doze de junho é o dia em que se comemora o Dia dos Namorados no Brasil. Para os apaixonados, já é hora de comprar os presentes, reservar uma mesa para o jantar à luz de velas ou planejar uma viagem especial. Por outro lado, a data pode ser um importante momento para que se inicie uma reflexão sobre as repercussões jurídicas do namoro.

Na contemporaneidade, muito se discute sobre a ampliação dos espaços de liberdade no âmbito do Direito de Família. A reinvindicação por uma maior “emancipação” dos sujeitos nesta seara parte não só dos juristas, mas também da própria sociedade, que anseia por mais liberdade para a auto-regulamentação dos seus interesses familiares e relacionais. De fato, a vida de uma família, tão permeada por questões privadas, deve se sujeitar às escolhas pessoais dos seus membros.

Dentre as questões familiares que são passíveis de auto-regulamentação pelos sujeitos envolvidos está a relação de namoro. É possível que os namorados, através de um contrato, estabeleçam expressamente que, através daquela relação, não pretendem constituir uma família desde logo.

O contrato de namoro é conceituado por Marília Pedroso Xavier na obra “Contrato de Namoro: Amor Líquido e Direito de Família Mínimo” (2.ª ed. Belo Horizonte: Fórum, 2020. p. 103) como “uma espécie de negócio jurídico no qual as partes que estão tendo um relacionamento afetivo acordam consensualmente que não há entre elas objetivo de constituir família”.

Em artigo de autoria de Zeno Veloso, intitulado “É namoro ou união estável?”, publicado pelo IBDFAM, explica-se que neste tipo de avença as partes confessam que estão em um relacionamento amoroso, mas que tal relação “se esgota nisso mesmo, sem nenhuma intenção de constituir família, sem o objetivo de estabelecer uma comunhão de vida [...], e esse namoro, por si só, não tem qualquer efeito de ordem patrimonial [...]”.

Este instrumento jurídico tem por objetivo afastar a configuração da união estável – com todas as suas repercussões jurídicas, tais como o pagamento de pensão alimentícia no momento em que houver eventual rompimento, a comunicação patrimonial e, até mesmo, a concorrência sucessória em caso de morte de um dos sujeitos envolvidos no relacionamento.

Também é possível que se eleja, desde logo, no contrato de namoro, qual regime de bens incidirá, caso haja a transformação daquele namoro em uma união estável.

Existem vozes na doutrina jurídica nacional que negam a existência, a validade e/ou a eficácia deste instrumento, principalmente em razão da possibilidade de que os requisitos necessários à configuração da união estável estejam presentes, não obstante a declaração formal de que união estável não há.

Entretanto, fato é que um contrato de namoro é um importante instrumento de prova e pode conferir certa segurança jurídica àquelas e àqueles que pretendem manter separados os patrimônios durante a relação de namoro.

Propor no jantar de dia dos namorados a formalização de um contrato de namoro pode não ser uma ideia muito romântica, mas nada impede um início de reflexão sobre a temática.

*Mariana Pimentel é advogada. Sócia diretora da área de Direito de Família e Planejamento Patrimonial e Sucessório do escritório Medina Guimarães Advogados. Doutoranda e mestra em Direito das Relações Sociais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). E-mail: mariana.pimentel@medina.adv.br.

11

Jun

[ARTIGO] Um mundo interconectado: a evolução digital na América Latina

*Por Vitor Caram 

A transformação digital foi acelerada por conta da pandemia de Covid-19, o que provocou mudanças profundas na região da América Latina. Segundo o relatório Latin American Digital Transformation Report 2021, a tendência é que a evolução digital alcance patamares ainda mais altos nos próximos anos e que tenhamos um amadurecimento do ecossistema. Hoje, temas como blockchain, inteligência artificial e metaverso se tornaram pauta de discussões do dia a dia das empresas 

Com os avanços do 5G, a introdução de infraestruturas de computação de borda e a implementação de sistemas na nuvem, tornou-se fundamental investir no aumento de conectividade e espaço para armazenamento de dados, assim como na otimização de plataformas de gerenciamento de data centers.  Atualmente, com a digitalização da economia, todas as novas tecnologias, como Internet das Coisas (IoT), metaverso, realidade virtual e aumentada ou Big Data, utilizam um massivo aumento de dados que precisam ser processados de forma eficiente. Por isso, os centros de processamento de dados atuam na economia digital, fornecendo um “lar” não apenas para as informações, mas também para as plataformas e aplicações que se tornaram tão onipresentes no mundo moderno. Por sua vez, o fio condutor para o funcionamento contínuo desses sistemas e para a entrega de conteúdo é a conectividade. 

A evolução digital avança a passos largos e promete se acentuar nos próximos anos, mas ainda há muito a evoluir. Ainda de acordo com o Latin American Digital Transformation, onde é medido a velocidade das mudanças das tecnologias na América Latina, levando em conta itens como introdução da internet e aplicativos, aumento do número de empresas de tecnologia e o crescimento do ecossistema de inovação, o índice cresceu de 2,3% em 2020 para 3,4% em 2021. É um aumento considerável para a região, mas ainda longe dos 69,8% dos Estados Unidos. 

Ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar o patamar de nações mais desenvolvidas tecnologicamente. As empresas brasileiras e latinas ainda precisam enfrentar alguns desafios, como a escassez de profissionais de Tecnologia da Informação, por exemplo. Há um aumento na procura por cursos voltados à tecnologia, mas o crescimento não é rápido o suficiente para atender à demanda acelerada. 

Já no mercado de data centers, que está no centro da evolução digitação em regiões como a América Latina, as infraestruturas já veem um crescimento substancial para suportar suas demandas de evolução digital. E isso, por sua vez, tem levado as empresas a optarem por soluções mais modernas para gerenciar os crescentes requisitos de dados. Um avanço nesta área é a migração da infraestrutura de TI, visando a redução de custos e o aprimoramento de desempenho da operação. Muitas empresas estão optando por soluções mais versáteis e escaláveis, como o Colocation e a nuvem. 

Entre o data center, a nuvem e a edge computing, nosso mundo tornou-se verdadeiramente ‘always-on’ e interconectado, de forma irreversível. Portanto, companhias com altos níveis de maturidade digital alcançam uma vantagem competitiva em diversos indicadores de desempenho, como crescimento de receita, tempo de lançamento no mercado, eficiência de custos, qualidade do produto e satisfação do cliente. 

Para a evolução digital realmente avançar na América Latina é necessário construir uma base digital robusta. Somente com um mecanismo digital maduro e bem alinhado, as empresas estarão preparadas para participar de novos ambientes e de um mundo totalmente interconectado. 

*Vitor Caram, Diretor de Expansão LATAM da ODATA 

9

Jun

[ARTIGO] Águia de Haia, por Daladier Pessoa Cunha Lima

Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Costumo ler as crônicas semanais de Marcelo Coelho, no caderno Ilustrada, da Folha de S. Paulo.  Em uma dessas crônicas, o autor relata que assistiu a uma entrevista, há muito anos, na TV Cultura, com o pensador católico e escritor Alceu de Amoroso Lima (1893-1983). Em bom estado físico, ele contava histórias de sua longa vida.  Vivia-se o início da fase da redemocratização do país, e perguntaram ao líder católico se ele tinha alguma lembrança em destaque do passado político do Brasil. Alceu de A. Lima disse que guardava vivas lembranças dos tempos primevos da implantação da República no país, com ênfase para a campanha de Rui Barbosa à presidência da República em 1910. E Marcelo Coelho, então, comenta:  “Parecia impossível que alguém capaz de vibrar com o movimento civilista de 1910 ainda pudesse ser entrevistado na televisão”. 

Admirador do grande brasileiro Rui Barbosa (1849-1923), a leitura do texto na Folha impeliu-me a retirar da estante o livro “A Raiz das Coisas – Rui Barbosa:  o Brasil no mundo”, do diplomata, professor e escritor Carlos Henrique Cardim, além de obras do próprio Rui, a exemplo do clássico Oração aos Moços.  O livro A Raiz das Coisas começa com a nota que a revista Época, em sua edição de 11 de setembro de 2006, divulgou matéria sobre uma pesquisa de opinião entre personalidades nacionais, para escolher o maior brasileiro da história.  O resultado final foi um empate entre Rui Barbosa e Machado de Assis.  À redação da revista foi dado o voto de Minerva, o qual fez a opção por Rui Barbosa.  Um ilustre participante dessa enquete foi o famoso jurista, escritor, professor, defensor ardoroso dos Direitos Humanos, Dalmo de Abreu Dallari (1931-2022), que justificou o seu voto em Rui Barbosa:  “Ele foi o modernizador do Brasil”.

O autor de “A raiz das coisas” dá ênfase a participação de Rui Barbosa na política externa do país, mas também faz incursões no tema da política interna.  Quanto à política externa, é claro o destaque para a 2ª Conferência de Paz de Haia, realizada de 15 de junho a 18 de outubro de 1907, na qual Rui Barbosa teve brilhante atuação, a ponto de ganhar o epíteto de o “Águia de Haia”. Rui Barbosa tornou-se o porta-voz não somente do Brasil, mas do conjunto das nações latino-americanas, em oposição ao grupo, formado por países ricos, que, em resumo, queria impor a criação de um Supremo Tribunal Arbitral, sob o enfoque do Poder, em detrimento do enfoque à luz do Direito.

Um dos maiores homens públicos do Brasil, Rui Barbosa foi candidato ao cargo de Presidente do país por duas vezes, sem lograr êxito.  Na eleição de 1910, a candidatura de oposição a Hermes da Fonseca ficou conhecida, em sua expressão “lato sensu”, como Campanha Civilista, da qual falou Alceu de Amoroso Lima.

O Brasil precisa cultuar com mais ânimo seus principais heróis, entre os quais avulta-se Rui Barbosa, a fim de manter vivos os exemplos deixados aos pósteros.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN.

26

Mai

[ARTIGO] 200 anos, 200 livros, por Daladier Pessoa Cunha Lima

Por Daladier Pessoa Cunha Lima

A celebração dos duzentos anos da Independência do Brasil conta com um projeto criativo e de alto padrão, já em fase de implantação.  Trata-se do projeto “200 anos, 200 livros”, o qual envolve grandes nomes da área cultural de Portugal e do Brasil, além de parceiros institucionais também dos dois países, a exemplo do Instituto Camões, do Projeto República, da UFMG, da Folha de S. Paulo, da Universidade de Coimbra, e de muitos outros.  Em andamento desde 2019, os 200 livros já foram escolhidos por um grupo de curadores e consultores, formado por renomados escritores, historiadores, sociólogos, antropólogos, juristas e professores que fizeram as indicações das obras.  Segundo o autor da ideia, o empresário e intelectual português José Manuel Diogo, o projeto 200 anos, 200 livros visa compor “um retrato em lombadas, que explica um Brasil diverso, global, moderno, que tem uma consciência exata do seu passado, do lugar que hoje tem no mundo, dos seus desafios futuros e dos caminhos para os trilhar.”  É a identidade do país visível por meio da sua literatura.

Dos 200 livros, 116 foram publicados no século 20, 66 obras datam do século 21 e apenas 18 do século 19.  Marília de Dirceu, de Tomás Antonio Gonzaga, é o livro mais antigo da coleção, tendo em vista o ano de publicação em solo do Brasil, 1810. A classificação ocorreu de acordo com o número de indicações, e isso levou a temas de maior destaque entre os livros indicados, tais como a escravidão, a desigualdade racial e o protagonismo negro.  Dessa forma, o livro com maior número de indicações foi Quarto de Despejo, 1960, de Carolina de Jesus, e, em segundo lugar, Grande Sertão:  Veredas, 1956, de Guimarães Rosa.  Em 4º lugar, vem Raízes do Brasil, 1936, de Sérgio Buarque de Holanda, um clássico em forma de ensaio da história sociológica do país.  Em seguida, no 5º lugar, vem outro clássico nesta área, Casa-Grande e Senzala, 1933, de Gilberto Freyre, que, até hoje, fez o mais profundo estudo da mistura étnica e de culturas na formação do povo brasileiro.  Em posição de empate, está Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881, genial romance de Machado de Assis, que tece uma fina ironia da elite carioca à época do segundo reinado.

A obra A Hora da Estrela, 1977, de Clarice Lispector, figura em 24º lugar, por indicação de grandes escritores, entre os quais Cristóvão Tezza e Milton Hatoum. Numa análise rápida, os autores de livros clássicos que abordam a formação da alma brasileira estão todos presentes, embora alguns tenham recebido maior apreço do que outros, de forma justa ou não.  Luís da Câmara Cascudo consta na lista depois do centésimo lugar, com o seu fantástico Dicionário do Folclore Brasileiro, 1954.  Sem qualquer bairrismo e sem precisar ser um expert na obra cascudiana, é fácil notar que o mestre potiguar merece mais presença na lista, a exemplo de História da Alimentação no Brasil.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN.

25

Mai

[ARTIGO] Dia da Indústria, Elo estratégico do Desenvolvimento, por Amaro Sales de Araújo

*Por Amaro Sales de Araújo

Maio também é o mês da indústria! Festejamos 25 de maio como a nossa data no calendário social. É um marco para homenagens, reflexões e fixação de novos desafios.

A FIERN, fiel a sua missão de defender os interesses da indústria, celebra a data a cada ano evidenciando temas diferentes, mas sempre ressalvando ser o segmento um grande indutor do desenvolvimento, considerando todos os aspectos que são inerentes à atividade, desde a necessidade da pesquisa à inovação e a geração de emprego e distribuição de renda. Aliás, de fato, a indústria é um elo estratégico e sempre que se fala em “desindustrialização” – um fantasma que amedronta – estaremos diante de um grave retrocesso.

A indústria, como segmento de grande empregabilidade, precisa contar com incentivos. Alguns já disponíveis são justos e necessários. Outros devem ser refletidos e implementados. O melhor programa de apoio social é a geração de trabalho, seja pelo emprego formal propriamente dito ou pelo empreendedorismo. Neste sentido, merece registro a vitoriosa articulação que, por aqui, chamamos “Pró-Sertão” onde, em síntese, marcas e indústrias de confecções compram serviços a oficinas de costura no interior do Rio Grande do Norte. Nenhuma outra articulação em um segmento, recentemente, teve tanto impacto permanente no interior do Estado.

Há ainda o setor de energias, petróleo e gás que renovam o otimismo com oportunidades promissoras para o estado. Seja impulsionado pelo advento de novas empresas para exploração e produção nos campos maduros e no offshore, seja pelas novas tecnologias e inovações, que trazem o hidrogênio verde – área em que o SENAI, por meio do seu Instituto de Inovação em Energias Renováveis, o ISI-ER, é referência nacional.

Ao celebramos a indústria potiguar, de 23 a 28 de maio, o Sistema FIERN, por meio do SENAI, SESI e IEL, leva à sociedade reflexões por meio de um ciclo de palestras nas mais diversas áreas, serviços com condições diferenciadas, uma expressiva ação social na área de saúde, levando atendimento médico gratuito a quem precisa, e um espetáculo cultural.

E, nesta Semana da Indústria, daremos, ainda, um novo – mas não menos relevante – passo, com a criação do Cluster Tecnológico Naval do RN, capitaneado pelo ISI-ER, cujo termo de cooperação técnica entre a FIERN e a Empresa Gerencial de Projetos Navais da Marinha – EMGEPRON, será assinado na ocasião. O cluster será uma ferramenta poderosa para exploração e desenvolvimento da economia do mar. Iremos ainda debater uma fronteira de inovações com a Tecnologia 5G e seus impactos na Indústria.

Como tenho dito: não é fácil empreender no Brasil. Há uma espinhosa e burocrática legislação. E, mesmo com os avanços, ainda se faz necessário que a sociedade entenda o empreendedorismo como o eixo estruturante da economia livre e capitalista, mesmo com toda a necessária sensibilidade social. O aparato estatal precisa ter um sentimento majoritário de estímulo à atividade empreendedora.

A indústria contemporânea sabe ainda da importância das boas práticas de respeito ao meio ambiente e aos direitos dos trabalhadores. A indústria, enfim, é importante pelas riquezas que produz e pelos muitos dividendos sociais que distribui.

*Amaro Sales de Araújo, industrial, Presidente da FIERN e secretário da CNI

12

Mai

[ARTIGO] Uma voluntária da pátria (2), por Daladier Pessoa Cunha Lima

Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Terminei a crônica anterior ao afirmar que a humilde Jovita Alves Feitosa (1848-1867) tem seu nome inscrito no livro de Heróis e Heroínas da Pátria, desde 2018. A primeira mulher que recebeu essa honraria foi a baiana Ana Néri (1814-1880), heroína da guerra do Paraguai, com uma atuação de muita coragem e brilho na área da enfermagem, a ponto de torná-la patrona dessa profissão no Brasil. A guerra do Paraguai registra um marco primevo de agressão, visto como um estopim, quando o forte Coimbra, no Mato Grosso, sofreu ataque das tropas de Solano Lopez. Em 1864, formou-se a Tríplice Aliança, que reuniu Argentina, Brasil e Uruguai, a fim de combater o pequeno Paraguai. Parecia desigual, mas o Brasil estava despreparado para enfrentar uma guerra, pois o efetivo do exército era pequeno e pouco treinado. Assim, em 7 de janeiro de 1865, o governo criou, por decreto, o Corpo de Voluntários da Pátria.

O escritor e historiador José Murilo de Carvalho, em mais um excelente livro, sob o título “Jovita Alves Feitosa - Voluntária da Pátria, Voluntária da morte” (2019), compõe uma ótima biografia dessa mulher simples e seus exemplos de bravura e de amor à pátria, ao lado de dados históricos da Guerra do Paraguai e do Corpo de Voluntários da Pátria. No livro, destacam-se diversas criações de poetas e escritores brasileiros, até mesmo Machado de Assis, fazendo coro com o entusiasmo patriótico que eclodiu em todo o país.  Joaquim Nabuco produziu, em outubro de 1865, um hino de aclamação aos Voluntários, com o refrão: “Levantai-vos, soldados da pátria;/ ide avante vingar a nação!/ E voltai glorioso da luta/ Ou morrei abraçado ao pendão!” 

Depois de muitos aplausos e louvores para a voluntária da pátria Jovita Alves Feitosa, vieram as decepções. Ao chegar ao Rio de Janeiro, a fim de esperar o embarque para a frente de batalha, sofreu enorme frustração, pois o Ministério da Guerra retirou sua patente e permitiu sua participação somente nas funções de retaguarda, a exemplo dos serviços de saúde. Diante desse marcante desgosto, Jovita regressou à casa paterna, mas não recebeu guarida. Voltou a morar no Rio, onde conheceu e passou a namorar o engenheiro inglês William Noot. Sem prévio aviso, Noot retornou ao seu país, e a amante, no mesmo endereço dos encontros do casal, foi achada morta, com um punhal cravado no peito. A polícia do Rio atestou suicídio. E conclui José Murilo de Carvalho: “Rejeitada pelo Governo, pelo pai e pelo amante, decidiu rejeitar a vida”.

Em 12 de abril de 2012, a atuante deputada Sandra Rosado, do Rio Grande do Norte, apresentou projeto de lei que incluía Jovita Alves Feitosa no Livro dos Heróis da Pátria.  Nas justificativas, Sandra Rosado vê Jovita sob duas militâncias: cívica e feminista. Em 12 de dezembro de 2018, Jovita foi inscrita no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN.

30

Abr

[ARTIGO] Por que fidelizar clientes é mais importante do que conquistar novos?

*Por Luiz Correia

Fidelizar clientes é muito mais importante do que se preocupar apenas em atrair volumes crescentes de novos consumidores. Afinal, de nada adianta oferecer um produto ou serviço de excepcional qualidade, sem garantir que o consumidor busque sua marca novamente para uma futura compra.

Conquistar a fidelização dos consumidores depende obrigatoriamente de um bom relacionamento entre as partes. Um simples feedback positivo é capaz de bombardear positivamente a imagem da marca no mercado, atestando a qualidade do atendimento e produto oferecidos, atingindo outros que procuram pelas mesmas soluções.

Em uma pesquisa feita pela SmarterHQ, 90% dos consumidores estão dispostos a oferecer seus dados de comportamento às companhias, em troca benefícios adicionais que melhorem sua experiência de compra.

Os benefícios são inegáveis – assim como os prejuízos no pior cenário de atendimento. Um cliente insatisfeito pode impactar muitos outros negativamente, ocasionando um efeito cascata que nenhum empresário deseja passar.

É preciso resolver as dores de seu público-alvo, entender seus anseios e necessidades e, acima de tudo, garantir que ele volte a procurar seus serviços futuramente. Seja por via própria ou por indicação para terceiros.

Como fidelizar clientes?

O consumidor é o melhor vendedor do seu negócio. Em um mercado completamente digital, se torna muito fácil encontrar inúmeras companhias dispondo dos mesmos produtos e serviços. O mercado está repleto do “mais do mesmo”, o que eleva a importância e necessidade de estratégias de fidelização para seus clientes.

Conquistar tal satisfação e recompra vai muito além do que oferecer os famosos programas de pontuação. O leque de bonificações deve ser muito maior e inovador, com pacotes mais atrativos que façam sentido para o perfil e desejos de seus usuários. Tenha uma promoção real e diferenciada, que estimule a geração de verdadeiros discípulos de engajamento do seu negócio.

Fora as recompensas financeiras em cashback a serem utilizados em futuras compras, os programas de evolução se mostram extremamente vantajosos para fidelizar clientes. A cada aquisição, o consumidor pode conquistar um novo selo de comprador, com a acumulação de scores conforme os valores gastos.

Em cada categoria atingida, novos prêmios podem ser oferecidos como recompensa – seja por meio de vouchers em jantares, descontos exclusivos, milhas de viagem, dentre muitos outros. Use a criatividade a seu favor, sempre visando trazer a melhor experiência possível com sua marca.

A importância dos canais de comunicação na fidelização dos clientes

As estratégias de fidelização dos clientes são imensamente eficazes por si só. Mas, quando engajadas ainda mais via os mais modernos e interativos canais de comunicação, poderão conquistar resultados ainda melhores.

Cada segmento e nicho de atuação possui sua própria vertente e perfis de consumidores. Por isso, antes de delimitar qualquer ação de fidelidade, é imprescindível entender minuciosamente todas as trilhas de abordagem possíveis e, como estabelecer uma comunicação saudável e flexível com todos.

Emerja no universo de seu público-alvo. Reconheça suas demandas e, se adeque às suas necessidades. Fidelizar seus clientes não exige nenhuma estratégia mirabolante ou revolucionária. Atitudes simples podem surtir efeitos tão excelentes quanto, independente do porte ou foco de atuação da empresa.

Temos que se adequar ao mundo no qual iremos afetar. Do pequeno negócio, à grande corporação. Do perfil tímido, ao comunicativo. Do despojado, ao mais contido. São diversos perfis e hábitos distintos, mas que quando compreendidos e solucionados de forma personalizada, trarão uma série de clientes satisfeitos e fiéis ao seu negócio.

*Luiz Correia é Head of Sales especialista em estratégias e performance de comunicação digital para companhias de diversos segmentos na Pontaltech, empresa especializada em comunicação omnichannel.

 

24

Abr

[ARTIGO] Live commerce: o poder do vídeo nas compras on-line

*Por Rodrigo Ricco

Quando um novo cliente aparece na porta da loja física, automaticamente você o cumprimenta e dá início às interações. O que poucas pessoas sabem é que antes mesmo desse contato, a experiência de compra já está acontecendo. Seja por meio da exposição dos produtos na vitrine ou até mesmo com as opiniões de amigos. E para quem tem e-commerce não é diferente. Levantamento da CX Trends 2022, realizado pela Octadesk em parceria com a Opinion Box, revela que uma boa experiência continua sendo crucial quando o assunto é conversão de vendas. A pesquisa mostra que 62% dos consumidores desistiram de uma compra por conta de uma experiência ruim durante o processo de aquisição de um serviço ou produto. Ou seja, em média, a cada três pessoas que decidem fazer uma compra, duas desistem por conta de uma vivência negativa.

Com o avanço da tecnologia, a transformação digital afetou claramente a maneira como fazemos negócios hoje. As redes sociais, aplicativos e sites auxiliam nas demandas do dia a dia. No entanto, existem alguns casos que um toque de interação humana pode dar um “plus”. O live commerce, conhecido como shopstreaming ou live stream shopping, chega para preencher exatamente essa lacuna, combinando a experiência de compra na loja com a conveniência online.

A transmissão ao vivo de um comércio eletrônico, onde acontecem interações em tempo real entre compradores e vendedores, pode ser um excelente atrativo. Esta modalidade pode ser utilizada para dois fins: vender efetivamente um produto ou simplesmente criar uma conexão com os espectadores.

Essa tendência de compras ao vivo teve início na China em 2018 e ganhou ainda mais força com o avanço do isolamento social imposto pela Covid-19 em 2020. Neste período, a necessidade exigiu que as empresas se reinventassem, disponibilizando mais um canal de ativação. Muitas empresas migraram para o online e a transformação digital se potencializou. As lives conquistaram seu espaço, impactando pessoas que ainda não estavam prontas para comprar online. Dados da CX Trends 2022 mostram que o YouTube é um dos principais canais utilizados para pesquisar produtos durante uma pré-compra. Recomendações de outros usuários e até mesmo de influenciadores podem também auxiliar na reputação e no apoio durante a tomada de decisão. 49% dos participantes afirmam que buscam comentários na página do produto e 45% decidem pela compra após a indicação de amigos e familiares. Ou seja, o primeiro passo da jornada de compra, muitas vezes, começa pela pré-experiência. E é exatamente por isso que as marcas precisam, sim, se preocupar em produzir conteúdo com informações relevantes e garantir experiências diferenciadas.

Uma dica que tenho é: aposte em influencers para ajudar a expandir seu alcance. Com uma boa base de seguidores e com alto engajamento em relação ao público da sua marca, estes profissionais interagem e transmitem opiniões sinceras que acabam conectando naturalmente com o seu público. Outra oportunidade do live commerce é oferecer descontos, conteúdos específicos e até mesmo vendas exclusivas que ficam ativas apenas no período da live. Assim, é possível aproveitar a comunicação com os interessados, obter conversões de vendas e gerar uma base de leads.

O futuro é agora. E lembre-se: tudo que o cliente lê e vê sobre a marca influencia na decisão final. Está nas mãos deles se vão ou não se relacionar com o seu produto.

*Rodrigo Ricco é CEO da Octadesk, mostra como as vendas por vídeos podem impactar no futuro do negócio

23

Abr

[ARTIGO] O caminho para um futuro hiperconectado

*Por Luiz Wagner Grilo

A hiperconectividade já está presente no dia a dia de milhões de pessoas. Checar as imagens das câmeras de videomonitoramento no smartphone, atender chamadas pelo headset que está conectado em múltiplos devices, utilizar diversas aplicações numa única ferramenta, fazer reuniões virtuais em plataformas de colaboração distintas, tudo isso ao mesmo tempo. São inúmeros os exemplos de gestos e atitudes que representam a evolução tecnológica da humanidade presente nos dias de hoje. O conceito aponta para uma realidade de dispositivos eletrônicos e elementos de IoT de todos os tipos que podem comunicar entre si, de acordo com a infraestrutura de rede disponível.

A evolução da infraestrutura hiperconectada nos últimos anos é uma realidade. Mais do que a expansão da oferta de recursos, a tecnologia se tornou indispensável para uma sociedade que a cada dia experimenta no mundo hiperconectado a solução para a economia de recursos naturais, bem-estar social, gestão de segurança e processos internos, governança pública, entre outros pontos. O fato é que a hiperconectividade está em alta e guiando tendências que estão vindo abarcadas em diferentes produtos para suprir este cenário multi-dispositivos.

Os benefícios são inegáveis. A hiperconectividade representa a comunicação de pessoa para pessoa, pessoa para máquina e máquina para máquina. Quando pensamos em Comunicações Unificadas, por exemplo, chamadas de voz, videoconferência, mensagens instantâneas, compartilhamento de conteúdos, em uma única interface totalmente integrada vislumbramos uma transformação na experiência do usuário e aumento da produtividade em qualquer cenário ou organização em que a colaboração entre pessoas seja necessária.

É claro que a hiperconectividade entrega desafios também, mas todo desafio é uma oportunidade de avançar. Um ponto crítico que vem sendo palco de discussões e busca incessante por soluções é a cibersegurança. Com mais dispositivos integrados à rede e a mudança na jornada de trabalho em todos os segmentos e tamanhos de empresas para um modelo de trabalho híbrido, tem provocado uma transformação nas redes e ao mesmo tempo criado um potencial canal de entrada para inúmeros cibercriminosos. Contudo, à medida que os ataques hackers aumentam, a indústria também precisa evoluir com soluções que ajudem a avaliar os riscos e conter estas novas ameaças oriundas deste mundo hiperconectado: Acesso seguro na Nuvem (em inglês SASE – Secure Access Service Edge) e plataformas integradas de SDWAN estão entre as soluções mais refinadas e eficientes para mitigar vulnerabilidades.

Outro ponto é a infraestrutura da rede. O crescimento explosivo de dispositivos e devices ultraconectados em redes LAN e WLAN além dos inúmeros elementos IoT e a chegada das redes 5G que possibilitarão conexões com ainda menos latência e mais velocidade trazem um cenário extremamente desafiador para que as organizações e empresas comprometidas com o futuro comecem a consolidar a base de impulso para modelos mais inteligentes de gestão. O conceito de Redes Autônomas onde os elementos de rede trabalham de forma harmônica com a inteligência de recursos que são pré-configurados e atuam com Inteligência Artificial para melhorar e aumentar a performance da rede serão essenciais para assegurar um futuro hiperconectado nas organizações que buscam o caminho da inovação e do sucesso.*Por Luiz Wagner Grilo diretor responsável pela unidade de Negócios de Network&Security da Unentel Distribuição

*Luiz Wagner Grilo é diretor responsável pela unidade de Negócios de Network&Security da Unentel Distribuição

17

Abr

[ARTIGO] Cultura empresarial e a importância da valorização de equipe

*Por Roberto Cabrera

50% dos profissionais desempregados consideram a aderência do seu perfil à cultura da empresa um ponto importante ao avaliar uma proposta de emprego. É o que diz a pesquisa "Match Perfeito – o que buscam profissionais e recrutadores”, elaborada pela consultoria de recursos humanos Robert Half, em parceria com o Centro de Liderança da Fundação Dom Cabral.

Ponderando que, resumidamente, a cultura empresarial é a junção, na prática, da missão, valores e propósito de uma organização, é essencial que que esses aspectos estejam claros e sejam refletidos no dia a dia de atividades dos funcionários.

No entanto, cabe destacar que essa valorização da cultura da empresa começa muito antes do conceito em si, nascendo na forma como uma equipe é liderada, direcionada e tratada. O profissional percebe se sua empresa está de acordo com os propósitos que preza a cada tarefa que exerce durante o período de trabalho, observando o ambiente, ética nos processos, capacidade de apoio e inovação, entre outros pontos.

Ao longo da jornada de RH, aprendemos que se os profissionais dentro da empresa não estão satisfeitos ou felizes, toda uma cadeia é prejudicada. É fundamental valorizar colaboradores, suas contribuições para o negócio em si e, ainda, a execução das atribuições cotidianas.

Trazendo essa convicção para a prática, na Acer procuramos sempre colocar nossos funcionários em um lugar confortável, em um ambiente saudável e de máximo respeito, seguindo a cultura ‘Customer Centric’. Inclusive, neste ano, conseguimos novamente o selo Great Place to Work (GPTW) e garantimos a nona posição entre as 10 melhores empresas para trabalhar na categoria até 100 colaboradores. Uma grande conquista, considerando todos os desafios que enfrentamos nos últimos anos, por conta da pandemia, para manter a qualidade no ambiente de trabalho. Hoje, com o reconhecimento, conseguimos ver os gratos resultados gerados por esse esforço.

Nesse sentido, a cultura ‘Customer Centric’, que tem o cliente no cento de tudo, nos auxiliou de forma significativa para alcançar o selo. Ao contrário do que muitos pensam, essa linha de trabalho também envolve o colaborador, que se mostra ainda mais satisfeito por poder atender de forma assertiva às necessidades do cliente. A prática também faz com que os funcionários desenvolvam um poder de empatia único, contribuindo, ainda, para um melhor ambiente organizacional.

Por isso, vale frisar que para ser uma grande empresa, não bastam serviços e produtos excelentes, mas uma equipe engajada e feliz, que trabalha todos os dias com prazer. Na Acer, sabemos que todo sucesso começa na equipe, no carinho e atenção com ela, de maneira que cada colaborador se sinta único e necessário. E essa é uma premissa da nossa cultura organizacional que continuaremos mantendo, afinal o conceito faz parte da nossa história e de quem somos.

Por fim, deixo algumas dicas para a implementação da cultura ‘Customer Centric’ com foco no cliente interno. Primeiro, é importante dizer que o desenvolvimento desse conceito dentro de uma empresa é contínuo, ou seja, a liderança deve sempre buscar por aprimorar esse processo junto aos colaboradores.

Como já dito, fazer com que a equipe tenha empatia ao ouvir o cliente é um ponto crucial para o sucesso dessa cultura. Assim, uma dica que posso externar é a busca imparável pelo desenvolvimento de empatia dos funcionários, que será refletida diretamente no dia a dia da corporação e nas relações internas.

A última dica pode parecer óbvia, mas é básico levar o nome do conceito de forma literal quando a prática ocorrer: o cliente deve ser o centro de tudo. Clientes felizes, empresa feliz.

*Roberto Cabrera é Chief Financial Officer and People Leader na Acer Brasil.

16

Abr

[ARTIGO] Personalização do ensino e a importância da educação financeira desde a infância

*Por Felipe Pontes

A pandemia gerou um grande impacto na educação brasileira, não há dúvidas. A mudança do ensino presencial para o online, o acesso à internet no País e o desafio de prender a atenção dos jovens foram alguns dos inúmeros desafios do período. Essas mudanças levantaram debates na educação e na vida dos brasileiros que começaram a conviver com uma crise sanitária e econômica, que fez o Brasil alcançar recordes de inadimplência e ressuscitar temas como a educação financeira.

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), o nível de endividamento médio das famílias brasileiras em 2021 foi o maior em 11 anos. O último ano apresentou recorde, registrando uma média de 70,9% das famílias brasileiras endividadas. Dezembro alcançou o patamar máximo histórico: 76,3% das famílias com dívidas.

No Brasil, cerca de 85% dos pais falam sobre educação financeira com os filhos em casa, mas ao menos 66% atrasaram pagamentos de despesas básicas e 67% já tiveram o nome sujo em algum momento da vida, de acordo com a pesquisa “Finanças Infantis”, realizada pelo Serasa.

Nestes meus quase 15 anos dentro de salas de aula, já testei muitos métodos de personalização no ensino de matemática e finanças. Técnicas como imersões, uso de casos práticos/reais, Aprendizado Baseado em Problemas (PBL, na sigla em inglês) e exercícios de autonomia têm se mostrado eficientes para melhorar o desempenho dos alunos.

Hoje está claro que a aplicação de um único método de ensino prejudicou jovens e adultos que não se adequaram e passaram a não gostar de frequentar aulas – eu já fui um deles. Particularmente, tenho uma forma específica de aprender. Gosto de estudar o assunto antes e usar o tempo da aula para discutir ideias. Mas tem quem prefira só sentar e ouvir alguém falar; e está tudo bem.

Imagine as disciplinas de Matemática e Física, que possuem aplicações em robótica, engenharia e finanças. Um jovem que não se interessa por álgebra ou física pode se encantar por esses temas quando aplicados à programação de robôs. Porém, a estrutura exigida para manter salas, professores e instalações à disposição pode custar demais e inviabilizar a personalização, se aplicado de uma forma mais arcaica.

Uma alternativa, por exemplo, é usar a tecnologia como aliada. Existem exemplos dessa aplicação como: contação de histórias disponíveis na internet (os alunos escolhem os temas das aulas), gameficação, uso de aplicativos, simuladores, entre outros.

De todos os métodos de ensino que testei, a metodologia ativa chama atenção - especialmente o PBL. Criamos (ou trazemos) um problema em sala – relacionado com o mundo real – que pode ser resolvido com os conceitos que foram discutidos, enquanto que cada aluno o soluciona da sua forma.

Existem muitas lições que as crianças e jovens podem levar da escola para casa, que aliadas a uma tecnologia cada vez mais acessível e com um bom planejamento estratégico e pedagógico dos professores, propiciam que os filhos ajudem os pais a construir um orçamento doméstico mais equilibrado, criando gerações mais independentes. No fim, todo mundo ganha.

*Felipe Pontes é professor, doutor e diretor educacional do TC

15

Abr

[ARTIGO] A era da tecnologia exige super-máquinas: os seres humanos

*Por Rodrigo Casagrande

O mundo das máquinas e da inteligência artificial avançou tanto que, às vezes, a figura do homem parece dispensável. As máquinas evoluíram, trabalham sozinhas. Quem não se lembra do filme “Eu, Robô”, de 2004 e estrelado por Will Smith? Parecia algo muito distante.

Uma pesquisa encomendada pelo Fórum Mundial Econômico revela que a tecnologia e automação irão extinguir 85 milhões de empregos no mundo até 2025. Mas toda essa gente não deverá ficar fora do mercado de trabalho, afinal, a tecnologia carece da sensibilidade humana. Não tem robô sem ser humano, lembre-se disso.

Nas grandes revoluções tecnológicas, sempre ocorreram cisões com antigos paradigmas. Até o advento da informática no Brasil, antes da década de 1990, as redações de jornais, por exemplo, tinham digitadores. Sim, os repórteres escreviam suas matérias em máquinas de escrever, e para rodar na impressora era preciso digitar todos os textos em máquinas capazes de imprimir as frases para os jornais. Parece algo impensável para os dias de hoje quando abrimos nosso MacBook de última geração. No entanto, essas pessoas não foram demitidas na época, pois suas expertises junto às letras lhes conferiram funções de revisão, de finalização, entre outras.

Válido ressaltar que todas essas mudanças exigem de nós muita resiliência e agilidade para aprender novas habilidades e manter a performance esperada. A tecnologia, apontada pelo Fórum Econômico como algoz de 85 milhões de empregos ao redor do mundo, é a aliada do homem na execução das tarefas, e cabe a ele modificar conceitos e adaptar toda a mão de obra para a operação laboral junto às máquinas. 

Utilizar a tecnologia para todos os âmbitos da vida é fundamental, mas é preciso olhar, de fato, para as pessoas. Vale mencionar que cada vez mais as empresas precisam se preocupar com o cuidado humanizado ante aos seus colaboradores, não se limitando a oferecer apenas benefícios que possam ser mensurados pelo salário, mas pela qualidade de vida.

A tecnologia, por si, não gera transformação, mas a capacidade de abstração e navegação das pessoas que fazem o uso dela como ferramenta no dia a dia é a verdadeira capacidade de transformação nas relações de trabalho e estreitamento dos vínculos profissionais e pessoais. Portanto, a tecnologia e a inovação são os meios para alcançarmos os nossos objetivos e, as pessoas, o fim. A jornada será impactada de diversas formas, e se a inovação não for para melhorar e a tecnologia para democratizar, otimizar acessos, é preciso repensar.

Ressalto que escassez de mão de obra qualificada apta para atender desde demandas mais simples até as mais robustas, obriga as empresas a terem diferenciais para atrair os melhores talentos em tecnologia, pois trata-se de um mercado extremamente competitivo. Empresas que se destacam no mercado com profissionais com alto desempenho, são aquelas que proporcionam desenvolvimento de carreiras, atualização, treinamento, autonomia e consequentemente, aprendizados.

Mais do que entender de processos, vender serviços e fomentar negócios, o mais relevante e desafiador para as empresas de inovação é esse dia a dia, isto é, entender com precisão a operação e dar às pessoas senso de pertencimento, contribuindo para suas vidas não somente profissionais.

Quem já ouviu a expressão - “students for life” ou o “lifelong learning” em ferramentas e modelos de gestão aplicados à tecnologia? Com essa devida aplicação prática – as pessoas ficarão mais próximas de alcançarem seus sonhos e objetivos.

Válido lembrar que a tecnologia nem sempre é utilizada para o bem, vide a guerra entre Rússia e Ucrânia, em que a Rússia. O drone que entrega comidas no conforto de casa, tem a mesma base tecnológica dos drones que com miras especiais e que acertam alvos há quilômetros de distância.

É fato que a tecnologia vem criando condições para avanços e aprimoramentos em todas as áreas humanas e segmentos de negócios. A conexão entre as pessoas, quando bem estruturada, pode dar origem ao que mencionamos como comunidade.

Por fim, avalio que devemos buscar uma simbiose – usar o poder fantástico de computação das máquinas em favor da nossa criatividade e à diversidade de pontos de vista, pois, a sinergia, quando bem aplicada, traz grandes resultados. Fato é, que para chegarmos ao momento pujante de tecnologias que desfrutamos hoje, foram necessárias muitas camadas de colaboração ao longo dos tempos. Mas diante desse contexto, é como dizem por aí: o caminho é longo e a estrada é de terra.

Sociedade 5.0 - A relação entre o ser humano e a tecnologia

Um termo que vem sendo utilizado e que acreditamos fazer sentido nesta narrativa, é a Sociedade 5.0. O conceito tornou-se conhecido em 2017, na exposição comercial mundial dos serviços de telecomunicação digital e tecnologia da informação. O primeiro-ministro japonês falou sobre o tema com muito entusiasmo, salientando que a sociedade estava iniciando o seu quinto capítulo.

Os três valores principais que sustentam a Sociedade 5.0 são os avanços em qualidade de vida, inclusão e sustentabilidade. Esses são pilares conceituais os quais condicionam a implementação deste modo de vida com vários ideais agregados.

Esse conceito inovador busca melhorar a qualidade de vida em impacto global, porque com tecnologias como o big data e a utilização de robôs, busca-se uma rotina mais confortável. Lembram quando mencionamos a tão falada “sinergia”? Todo este conceito só fará sentido se aplicado a todos. A isonomia tem como proposta que todos tenham acesso a essas ferramentas benéficas da tecnologia.

A Sociedade 5.0 incentiva a expansão de energias renováveis para diminuir ou eliminar a degradação de ecossistemas, a extinção de espécies, mudanças climáticas e reduzir também o uso de materiais poluentes para que não haja escassez de recursos.

Isso se dá, porque o centro da Sociedade 5.0 desde o início dessa nova fase é o ser humano. O seu objetivo sempre foi equilibrar o progresso da economia e as soluções dos problemas sociais com sistemas que englobam espaço físico e ciberespaço. Para isso, há o uso de:

- tecnologias vestíveis;

- smart homes;

- mobilidade autônoma;

- energia inteligente;

- assistentes digitais;

- e outras inovações.

A consequência de toda essa revolução tecnológica e informacional, em conjunto com a automatização de processos, será a exigência de perfis inovadores e criativos nas empresas. Os profissionais de todos os ramos serão desafiados a sair da zona de conforto e a aprender mais. Surgirão muitas oportunidades; mas os riscos de estagnar também aumentarão.

Ser criativo, sensível, empático e acolhedor, além de ter raciocínio lógico, deve fazer parte das qualidades indispensáveis nos currículos dos candidatos a vagas de emprego ou trabalho.

Então, os desafios para alcançar o bem-estar das pessoas são muitos, não apenas técnicos. É necessário ter uma mudança de mentalidade, ainda individualista em boa parte da população. Seremos protagonistas desses novos movimentos e da sociedade que queremos construir?

*Rodrigo Casagrande é Community Manager da BHub, primeira startup de Gestão por Assinatura (GPA) da América Latina

14

Abr

[ARTIGO] As crônicas de Jahyr Navarro, por Daladier Pessoa Cunha Lima

Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Depois de muitos apelos de amigos para que reunisse em livro uma seleção das suas crônicas, publicadas no jornal Tribuna do Norte, Jahyr Navarro resolveu perenizar em uma obra esses seus ótimos escritos. Somos colegas de turma e, durante seis anos, de 1960 a 1965, vivemos o dia a dia do curso médico. Sempre de bom humor, alegre, brincalhão, nas horas de lazer fazia com que o sorriso fosse frequente nas faces dos 22 colegas da turma, bem assim de amigos de outros períodos. Porém, nas aulas e nas horas de aprender, encarava tudo com o maior rigor. Foi bom aluno, assíduo, dedicado, e, ao concluir o curso, foi logo para o Rio de Janeiro fazer estágio em um dos melhores hospitais da cidade. Ao retornar, fez concurso e tornou-se professor de otorrino, ao lado de grandes mestres, entre os quais o notável Raul Fernandes.

Escrever e publicar é se desvelar aos leitores, mesmo que não se trate de autobiografia. O escritor Ivan Maciel, em crônica sob o título “O ofício de escrever”, publicada no jornal Tribuna do Norte, em 16 de janeiro de 2016, assim se expressa: “Há também em todos nós, com vocação ou não de escritor, uma tendência compulsiva de nos revelarmos. Queremos comunicar aos outros – sem saber sequer se isso vai interessar alguém – nossas ideias, sonhos, fantasias. Mais ainda: o que sabemos ou o que pensamos sobre a vida”. Clarice Lispector, em crônica no Jornal do Brasil, em 5 de junho de 1971, (Viajando por mar), escreve: “Um dia, telefonei para Rubem Braga, o criador da crônica, e disse-lhe desesperada:  Rubem, não sou cronista, e o que escrevo está se tornando excessivamente pessoal. O que é que eu faço?” Ele respondeu: “É impossível, na crônica, deixar de ser pessoal.”

O livro de Jahyr Navarro compõe-se de crônicas de passagens vividas pelo autor, na sua querida cidade de Natal. Impregnada de amor telúrico, a linguagem do escritor Jahyr Navarro é límpida, enxuta, sem sobras de palavras e de extrema clareza. É o tipo de texto que prende o leitor até à última frase. São aventuras, relatos, lembranças de velhos amigos, lugares, ruas, hospitais e até igreja, um amplo resgate histórico de cenas guardadas nos desvãos da memória do autor.  As crônicas de Jahyr Navarro o eleva à condição de figurar entre os melhores escritores memorialistas da cidade de Natal. Só para ilustrar, vejamos poucas frases da crônica “Lembrando a minha rua”: “A minha rua era cheia de graça, e tudo nela tinha o seu encanto (...). Em cada pedaço de chão que piso, salta uma lembrança. Cada casa que ainda resta, ou, que não se modificou, lembra um rosto, uma história ...”

Jahyr Navarro da Costa é homem de múltiplas atuações: médico, dentista, professor, cantor, boêmio, causeur, atleta, escritor e piloto de avião, com brevê. Em tudo, sempre se houve de forma profícua, elegante e competente.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN.

10

Abr

[ARTIGO] Otimizar a jornada do cliente é o diferencial no pós-pandemia da COVID-19

*Por Marcelo Leal

Enquanto as economias mundiais lutam frente aos impactos da pandemia da COVID-19, as empresas focam e investem ativamente na transformação digital como vantagem competitiva para ganhar destaque. Esta constatação foi evidenciada por dois terços dos executivos entrevistados em pesquisa da The Economist Study para a TransUnion¹, indicando o aumento de investimentos em tecnologias disruptivas.

A experiência do cliente corretamente integrada, que capta novos consumidores e promove a confiança, é a chave para impulsionar o crescimento rentável de sua organização. Os planos de crescimento bem-sucedidos envolvem a criação e implementação de estratégias que otimizam a jornada digital do cliente. Isso facilita aquisições, simplifica os processos de onboarding e, em última análise, propicia melhores resultados para os clientes e, consequentemente, para os negócios.

Obter uma melhor compreensão das tecnologias emergentes e os riscos associados

A pesquisa analisou as principais tendências que impulsionam a Transformação Digital nas companhias e como elas podem construir a confiança diante de um cenário de consumo virtual. O estudo entrevistou executivos de 12 países e oferece perspectivas ligadas às mudanças potenciais nas jornadas dos clientes, além da pandemia.

Algumas das frases de destaque são:

  • Contínuo interesse e uso de Inteligência Artificial em diversos contextos e configurações, da segurança à experiência do cliente (CX), em diferentes mercados como seguros, serviços bancários e comércio eletrônico;
  • Os Super Aplicativos (SuperApps) e Carteiras Digitais continuarão a causar reflexos na interação entre empresa e cliente. Mais de três quartos dos entrevistados globalmente preveem que SuperApps trarão um impacto positivo na receita da organização nos próximos cinco anos. Já 82% dos executivos ouvidos para a pesquisa pensam o mesmo sobre carteiras digitais.

Ambas as inovações oferecem comodidade aos consumidores e um caminho de compra mais fácil. Mundialmente, as empresas na Ásia (87%) e na América Latina (82%) estão mais confiantes em como os super aplicativos poderão ajudar a aumentar a receita nos próximos cinco anos, em comparação às companhias da América do Norte (61%) e da África-União Europeia (69%). O sucesso de gigantes como a chinesa Alipay e a indonésia Gojeck demonstra o poder das plataformas que combinam mercados e serviços e, potencialmente, informam a direção de plataformas semelhantes no Ocidente.

Quanto às principais barreiras referentes à adoção de super aplicativos, o levantamento da The Economist mostrou que as preocupações dos executivos estão ligadas à segurança, privacidade ou fraude (48%) e às limitações regulatórias sobre o compartilhamento de dados com terceiros (37,5%). Na verdade, essas foram as barreiras mais relevantes relatadas pelos entrevistados em todas as regiões pesquisadas. Isso porque, uma vez que a confiança é perdida com os consumidores, é difícil reconstruí-la.

Ao passo que as empresas otimizam as experiências digitais, é fundamental compreender os riscos presentes no uso desta nova tecnologia, bem como as camadas protetoras de prova de identidade e controles de fraude que podem ser usadas para mitigar esses riscos.

Ao mesmo tempo em que oferecem conveniência, os SuperApps são um risco, pois todas as informações pessoais são armazenadas em um só lugar. Enquanto isso, as carteiras digitais estão vinculadas a contas bancárias e cartões de crédito, o que significa que as perdas potenciais são maiores se uma conta for invadida.

Soluções ‘Conheça o Seu Cliente’ são utilizadas para otimizar as taxas de onboarding e conversão

Globalmente, a regulamentação de dados e crédito evolui de forma rápida. À media que os governos buscam proteger os consumidores, cabe às empresas criarem novas demandas e responsabilidades.

Na Europa, o GDPR (do inglês, General Data Protection Regulation), implementado em 2018, é amplamento visto como o precursor das regras de dados. No Brasil não é diferente, uma vez que temos a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde agosto de 2020.

Nos Estados Unidos, a Califórnia, considerada a quinta maior economia do mundo, adotou a Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia de 2018 (CCPA) para dar aos consumidores mais controle sobre as informações pessoais coletadas pelas empresas. Enquanto isso, no Reino Unido, a pandemia iniciou novas regulamentações em torno da capacidade de crédito, com a Woolard Review focando no crescente mercado do “Compre Agora, Pague Depois” (BNPL, na sigla em inglês). Trata-se de uma revisão de mudança e inovação no mercado de crédito sem garantia que trouxe ramificações mundiais.

Isso significa que o processo KYC – em português ‘Conheça o Seu Cliente’ – de identificação e verificação da identidade do cliente precisará ser otimizado. O que pode ser alcançado através do uso de soluções personalizadas de verificação de identidade, como a validação de dados cadastrais, de documentos, autenticações, reconhecimento facial, e, muito importante: do reconhecimento biométrico digital, seja em dispositivos ou mesmo e-mail ou telefone.

É importante ter a capacidade de identificar positivamente e permitir a aprovação de bons clientes, ao mesmo tempo em que se detecta e combate as ameaças de fraude. Neste contexto, o Device Risk, da TransUnion, permite a identificação e prevenção de fraudes online em canais digitais e em tempo real. A solução utiliza uma abordagem de inteligência única que potencialzia o reconhecimento de dispositivos, associações destes com outras contas e devides que se conectam à internet, históricos e evidências detalhadas de fraude. Protege os pontos de contato do consumidor, como criação de conta, submissão de pedido de crédito, pagamentos ou outras transações digitais de alto risco, aperfeiçoando o processo de onboarding da empresa.

*Marcelo Leal é Diretor de Soluções da TransUnion Brasil