Jornalismo

16

Nov

Jornalismo

Universidade Potiguar realiza curso aberto de Jornalismo Esportivo

Com o objetivo de capacitar estudantes de jornalismo e interessados na área do esporte, estão abertas as inscrições para o Curso de Jornalismo Esportivo: Reportagem, comentários e narração. A qualificação é fruto de uma parceria com a UnP e o Jornalista Diego Dantas. O evento acontece no dia 17 de novembro na Unidade Roberto Freire e tem início das 8h às 12h e das 14h às 18h.

O Curso conta com grandes nomes do jornalismo esportivo do país. Além da palestra do Diego Dantas, que escreve matérias para os jornais O Globo, Extra e para a Revista Época. O evento também será ministrado pelos jornalistas Thiago César, apresentador do Globo Esporte RN, da InterTV Cabugi, afiliada da TV Globo e do Comentarista Exmar Tores.

As inscrições podem ser feitas através do WhatsApp (84) 99424-3325. O investimento é de R$100 e os alunos da UnP possuem desconto de 30%. Ao final do evento, os inscritos receberão certificados de participação no evento.

“Nossa ideia é oferecer um conteúdo prático, mostrando como funciona uma transmissão esportiva, tanto no rádio, como na televisão. Serão dicas e caminhos apresentados por profissionais que atuam no mercado e que têm experiência em coberturas locais e nacionais”, aponta o organizador.

8

Nov

Jornalismo

Ministério Público do Rio Grande do Norte prorroga inscrições do VI Prêmio de Jornalismo

As inscrições para o VI Prêmio de Jornalismo do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) foram prorrogadas. Os profissionais da Comunicação que não puderam enviar os trabalhos dentro do prazo estipulado no regulamento e que desejam concorrer à iniciativa que premia os melhores trabalhos jornalísticos veiculados no Estado sobre a atuação ministerial têm até a segunda-feira (12) para inscrever seus materiais. O objetivo do MPRN com a prorrogação é ampliar ainda mais a participação e o engajamento dos jornalistas na premiação.

Para concorrer, são aceitas reportagens e fotos veiculadas no espaço temporal de 1º de novembro de 2017 a 1º de novembro de 2018 na imprensa local e que apresentem o trabalho do MPRN na defesa dos interesses da sociedade e como agente de transformação social, em suas várias áreas de atuação.

O Prêmio é composto por cinco categorias profissionais: Jornalismo Impresso, Webjornalismo, Radiojornalismo, Telejornalismo e Fotojornalismo. O primeiro colocado de cada categoria receberá R$ 3.500, o segundo lugar R$ 2.500 e o terceiro lugar, R$ 1.500.

O concurso também contempla a categoria de Destaque Acadêmico para estudantes de Comunicação. Nesse caso, poderá haver classificação por colocação em primeiro, segundo ou terceiro lugar, ou mesmo uma Menção Honrosa, mas sem premiação em dinheiro.

Para realizar o Prêmio, criado em 2011 para difundir um melhor entendimento sobre a importância e função social do Ministério Público, o MPRN conta com apoio da Associação do Ministério Público (Ampern).

Os prêmios serão entregues em cerimônia prevista preferencialmente para a semana do dia 14 de dezembro de 2018, data em que se comemora o Dia Nacional do Ministério Público, podendo esta data sofrer alterações em virtude de necessidade e conveniência da Instituição.

Todas as informações sobre o VI Prêmio de Jornalismo do MPRN estão no regulamento, disponível no site.

Foto/divulgação

 

8

Nov

Jornalismo

Unesco lança base de dados sobre jornalistas assassinados

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) anunciou na última terça-feira (06), o lançamento de uma base de dados na internet com informações sobre jornalistas assassinados e o estado das investigações de cada caso. O chamado Observatório de Jornalistas Assassinados recolhe as 1.293 mortes registradas pelo organismo desde 1983, incluídos as mais de 80 ocorridas somente neste ano. As informações são da Agência EFE.

De acordo com a Agência, a Unesco indicou em comunicado que essa nova ferramenta foi inaugurada no último dia 2 por causa do Dia Internacional para pôr fim à impunidade dos crimes contra jornalistas. A base de dados proporciona a jornalistas, investigadores e a qualquer cidadão informações sobre os repórter assassinados e oferece opções de busca baseadas na nacionalidade, no país do assassinato, no nome, no sexo, no tipo de meio de comunicação e na situação laboral.

Ainda segundo a matéria, o Observatório também oferece dados sobre o estado das investigações e, "em muitos casos", segundo a organização, põe à disposição documentos das autoridades nacionais sobre os procedimentos. A nota ressaltou que, segundo seu relatório de 2018 sobre a segurança dos jornalistas e o perigo da impunidade, um jornalista ou trabalhador de um meio de comunicação é assassinado a cada quatro dias. "Estas mortes constituem trágicas demonstrações dos riscos aos quais enfrentam muitos jornalistas no cumprimento do dever e as últimas estatísticas da Unesco mostram que, em 89% dos casos, os autores ficam impunes", denunciou a organização.

Fonte: Agência EFE, disponível em: https://www.efe.com/efe/brasil/patrocinada/unesco-lan-a-base-de-dados-sobre-jornalistas-assassinados/50000251-3804813

7

Nov

Jornalismo

Novidade no rádio: 96 FM lança novo programa jornalístico diário

A 96 FM dá início, na próxima segunda, dia 12, a um novo programa jornalístico que levará informação e interação ao ouvinte a partir do meio-dia. Chamado de 96 minutos, o programa será apresentado pelo jornalista e locutor Sílvio Henrique, com mais de 20 anos de atuação no rádio potiguar, e terá a participação diária dos experientes jornalistas Gustavo Negreiros e Juliska Azevedo, que farão a análise e comentário das notícias e conduzirão entrevistas diárias com personalidades de destaque na sociedade e no universo político e empresarial do Rio Grande do Norte.

O programa contará ainda com interação e participação diária do ouvinte, e trará a abordagem do Esporte, com Edmo Sinedino, e do trânsito. A produção será do jornalista Ciro Marques, e a direção-geral de Ênio Sinedino.

7

Nov

Jornalismo

Concurso incentiva fotógrafos amadores e profissionais com cliques de pontos históricos

Com o objetivo de incentivar a arte da fotografia e divulgar os pontos históricos da capital potiguar, o “1º Concurso Fotográfico de Natal – Um retrato de nossa História” acontece dentro da programação da Caminhada Histórica do Natal, um evento oficial Natal em Natal. A participação é aberta para fotógrafos amadores e profissionais que participem e fotografem os pontos durante o evento.

Os participantes percorrerão 19 monumentos históricos da cidade conhecendo sobre suas origens e importância durante 7ª Caminhada Histórica do Natal, que acontece dia 17 de novembro de 2018. Apenas fotografias feitas durante a Caminhada poderão participar do concurso e cada fotógrafo pode enviar entre 1 e 5 imagens. O concurso será dividido em duas categorias: amador, que pode utilizar câmeras fotográficas digitais de qualquer modelo, inclusive smartphone; e profissional, na qual serão aceitas apenas imagens feitas com equipamentos profissionais HDSLR.

Para participar da competição, o candidato deverá enviar o material através do e-mail concursofotograficonatal@gmail.com. As imagens precisam estar renomeadas com o nome do participante + categoria e conter todas informações no metadados dos arquivos. As fotografias devem ser em formato JPG, com o lado maior do arquivo com 1024 pixels e conter apenas manipulações digitais básicas (ajustes de níveis, contraste, cor e saturação). O participante tem até às 18h do dia 19 de novembro de 2018 para realização do envio.

Com seleção realizada por uma comissão julgadora especializada, recebem premiação financeira as três melhores fotografias de cada categoria. Na categoria amadora, as premiações são: 1º Lugar - R$ 600,00; 2º Lugar - R$ 400,00; 3º Lugar – R$ 200,00. Na categoria profissional, as premiações são: 1º Lugar - R$ 1.000,00; 2º Lugar - R$ 800,00; 3º Lugar - R$ 600,00.

As imagens campeãs serão exibidas em exposição a ser realizada no dia 22 de novembro, no Shopping Cidade Jardim. Na mesma ocasião, acontecerá a entrega da premiação aos fotógrafos ganhadores.

As fotografias inscritas farão parte do banco de imagens da Viva Entretenimento podendo ser utilizadas por tempo indeterminado pela referida empresa. Podem participar do concurso maiores de 16 anos e qualquer comprovação de fraude acarretará em desclassificação. Dúvidas sobre o concurso e solicitação do edital devem ser enviados para o e-mail concursofotograficonatal@gmail.com.

O 1º Concurso Fotográfico de Natal – Um retrato de nossa História acontece com o apoio da Viva Entretenimento e Mercado da Foto e tem o patrocínio da Unimed Natal.

1

Nov

Jornalismo

Brasil está entre os países que menos punem assassinatos de jornalistas pelo oitavo ano seguido

O Brasil é o 10º país do mundo com o pior índice de impunidade em crimes contra jornalistas. A conclusão é do relatório “Impunity Index” (Índice de Impunidade), divulgado pelo Committee to Protect Journalists (CPJ) na última segunda-feira (29.out.2018). É a nona aparição (oitava seguida) do país no ranking, que é publicado desde 2008. 

O índice do CPJ considera a proporção de assassinatos de jornalistas não resolvidos em relação à população de cada país entre 1.set.2008 e 31.ago.2018. A organização não inclui casos de jornalistas mortos em combate ou em missões perigosas, como cobertura de protestos.

A classificação do Brasil melhorou em relação ao ano passado, quando o país ficou na oitava colocação, mas o índice brasileiro piorou, passando de 0.072 para 0.081. “Embora a violência global contra jornalistas tenha diminuído um pouco, a impunidade piorou no Brasil nos últimos anos. Isso ocorreu porque os assassinatos de jornalistas continuam ocorrendo, e as autoridades fizeram pouco progresso na solução dos casos anteriores ou dos novos”, afirma a coordenadora do programa do CPJ para a América Central e do Sul, Natalie Southwick.

Para ela, a impunidade é um ciclo de auto-perpetuação: “Quando os criminosos veem que a maioria dos assassinos de jornalistas nunca é levado à justiça, isso passa uma mensagem de que eles podem (literalmente) escapar do assassinato e não precisam se preocupar em enfrentar quaisquer consequências”.

Ao menos 324 profissionais de imprensa foram mortos ao redor do mundo no período analisado pela organização e, em 85% dos casos, ninguém foi condenado. No Brasil, o CPJ aponta 17 casos de impunidade entre 2008 e 2018. A maior parte das ocorrências brasileiras acontece em cidades pequenas e os alvos são repórteres locais, geralmente radialistas — como o Programa Tim Lopes, da Abraji, mostrou em documentário.

O Programa, que visa investigar casos de violência grave contra jornalistas, já foi acionado duas vezes em 2018. No começo do ano, a equipe da Abraji foi a Edealina (GO) apurar o assassinato do radialista Jefferson Pureza, assassinado em 17.jan.2018. Meses depois, em julho, a associação esteve em Bragança (PA) para investigar a morte do também radialista Jairo de Sousa. Há evidências de que ambos os crimes foram motivados pelas críticas dos comunicadores a políticos locais.

Southwick acredita ser fundamental que as investigações não fiquem restritas às polícias da região. “Como tantos assassinatos de jornalistas no Brasil ocorreram em locais onde as autoridades locais podem ser parte do problema, é importante que esses processos investigativos sejam independentes”, diz a coordenadora do CPJ.

Uma proposta em discussão no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) recomenda a priorização do andamento de inquéritos no caso de crimes contra vida, integridade física e de ameaça, praticados contra comunicadores no Brasil. A aprovação da resolução está parada desde agosto deste ano, devido ao pedido de vistas de um dos conselheiros.

O índice do CPJ inclui apenas casos de impunidade completa, quando não houve condenação, mesmo que suspeitos estejam sob custódia. Casos em que alguns entre vários suspeitos foram condenados são classificados como "impunidade parcial", e não entram no levantamento. A relação é publicada às vésperas de 2.nov, Dia Internacional do Fim da Impunidade por Crimes contra Jornalistas. Confira o índice completo:

1 - Somália - 25 casos - população: 14,7 milhões - 1.696
2 - Síria - 18 casos - população: 18,3 milhões - 0.985
3 - Iraque - 25 casos - população: 38,3 milhões - 0.653
4 - Sudão do Sul - 5 casos - população: 12,6 milhões - 0.398
5 - Filipinas - 40 casos - população: 104,9 milhões - 0.381
6 - Afeganistão - 11 casos - população: 35,5 milhões - 0.310
7 - México - 26 casos - população: 129,2 milhões - 0.201
8 - Colômbia - 5 casos - população: 49,1 milhões - 0.102
9 - Paquistão - 18 casos - população: 197 milhões - 0.091
10 - Brasil - 17 casos - população: 209,3 milhões - 0.081
11 - Rússia - 8 casos - população: 144,5 milhões - 0.055
12 - Bangladesh - 7 casos - população: 164,7 milhões - 0.043
13 - Nigéria - 5 casos - população: 190,9 milhões - 0.026
14 - Índia - 18 casos - população: 1,33 bilhão - 0.013

Fonte: Abraji/ Disponível em: http://abraji.org.br/noticias/brasil-aparece-em-ranking-sobre-impunidade-de-assassinato-de-jornalistas-pelo-oitavo-ano-seguido

31

Out

Jornalismo

A fantástica banca de Fake News aberta em New York

A cidade de Nova York acordou nesta quarta-feira (30) com uma banca de jornal um pouco diferente em suas ruas. Na esquina da 42° com a Sexta Avenida, foi plantado uma banquinha que só vende fake news.

Isso mesmo que você leu: ao invés de veículos consagrados como a revista Time, o The Economist, o New York Times e o Wall Street Journal, o estabelecimento conta com publicações pouco conhecidas mas aparentemente valorizadas pelo público como o The Informationalist, o New York Paper e o The Hour.

Todos com chamadas preocupantes para denúncias “graves”, como a compra de manifestantes para protestar contra o atual presidente norte-americano Donald Trump, a denúncia que as estrelas de Hollywood estão bebendo sangue de bebês em festas e até a venda do estado do Texas para o México.

A pior parte, porém, é que todas estas notícias falsas não foram inventadas pelos veículos vendidos pela vendinha, mas foram tiradas da internet onde são vendidas como informações verdadeiras – e pior, são muito populares.

A banca de jornal, no caso, é uma ativação criada pela TBWA/Chiat/Day New York para impulsionar a campanha “Real Journalism Matters” do Columbia Journalism Review, uma ação publicitária do veículo implantada a tempo das eleições norte-americanas para governador deste ano e que a princípio vinha sendo veiculada com imagens impressas no jornal de pessoas lendo reportagens falsas em locais públicos (como a que você vê no cabeçalho desta notícia).

Funcional até a próxima quinta-feira, a ativação não se limita apenas à distribuição dos veículos jornalísticos falsos, já que eles contam com guias práticos para as pessoas evitarem as fake news durante o período eleitoral.

De acordo com o CCO da agência, Chris Beresford-Hill, a ideia da “Fake News Stand” (que segundo ele não demorou muito a ser bolado, mas foi árduo de ser materializado) foi exatamente de ampliar a mensagem da campanha criada pelo jornal. 

“Porque é ano de eleição, não há tempo para se segurar. Nós estamos olhando para esta ativação como uma desenhada para ser ampliada através da cobertura” ele afirma ao Ad Age, dizendo também que a esperança é que a banca crie borburinho suficiente para reforçar o quão importante é a decisão de cada estadunidense nas próximas semanas. Vale lembrar, nos EUA o voto nas eleições não é obrigatório, o que gera um quadro de desinteresse pelo processo sempre preocupante aos governantes.

“Nós esperamos que este projeto de um dia sirva como um alerta para que todos nós sejamos mais conscientes e cuidadosos com as notícias e informações que vemos e compartilhamos” escreve o Columbia Journalism Review em um editoral publicado hoje em seu site oficial; “Nossa meta é mostrar o custo que a falta de atenção, em termos do tipo de informação que consumimos, seu efeito no jornalismo real e até o seu potencial de violência”.

Foto: Pixabay/ Fonte: Portal B9/ Disponível em: https://www.b9.com.br/98769/abriram-uma-banca-de-jornal-de-fake-news-em-nova-york/ ​​​​​​​

29

Out

Jornalismo

Festival de Jornalismo em Recife discute inovação e pós-eleições

A cidade do Recife recebe em 10 de novembro a terceira edição pocket do Festival 3i – Jornalismo Inovador, Inspirador e Independente. Em sua primeira vez no Nordeste, o evento promove discussão sobre o papel da imprensa na cobertura eleitoral e traz exemplos de sucesso em termos de financiamento e inovação no jornalismo brasileiro. Com clima pós-eleições, a inovação terá destaque no encontro, as informações são do Portal Comunique-se.

De acordo com o Portal, a edição do festival na capital pernambucano ocorrerá das 12h30 às 19h30. O evento terá como sede o campus da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Os ingressos custam R$ 100 (inteira) e R$ 50 reais (meia-entrada).

O Festival 3i é uma parceria das plataformas Agência Lupa, Agência Pública, BRIO, JOTA, Nexo, Nova Escola, Ponte Jornalismo e Repórter Brasil com o Google News Initiative. Nesta edição, serão três painéis.

Segundo o site, a mesa “Como o Jornalismo Sobreviveu às eleições” conta com Cristina Tardáguila (Lupa), Beatriz Ivo (Sistema Jornal do Commercio), Saulo Moreira (Tribunal Regional Eleitoral) e Daniela Pinheiro (Época). A mediação é de Natalia Viana (Agência Pública).

O painel “Como inovar sem milhões de dólares” terá Ricardo Brazileiro, do Lab Coco, e Jean Souza, da equipe do aplicativo da Folha/Datafolha Match Eleitoral. A mediação será de Cristina Tardáguila, da Lupa.

A terceira e última mesa, intitulada “Histórias de sucesso: como viabilizamos projetos de jornalismo e ganhamos financiamento”, terá a mediação de Carolina Monteiro (Marco Zero Conteúdo) e a participação de Helena Portilho (Além da Cura) e Giulliana Bianconi (Gênero e Número).

A versão “completa” do Festival 3i aconteceu pela primeira vez em novembro de 2017, no Rio de Janeiro. Antes de Recife, a versão pocket da iniciativa esteve em Belo Horizonte, em junho, e em Porto Alegre, em setembro.

Fonte: Portal Comunique-se. Disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/festival-de-jornalismo-discute-inovacao-e-pos-eleicoes/

29

Out

Comunicação

Encontro nacional discute mídia, esporte e educação física no âmbito escolar

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) sedia, entre os dias 22 e 24 de novembro, o VII Encontro Nacional do Observatório da Mídia Esportiva (Enome), no Departamento de Física da UFRN. O Enome tem como tema Quem emancipa a emancipação na Educação Física? Cuidávamos estar perto do porto, mas somos lançados em pleno mar alto.

O evento é um espaço para discussão e socialização do conhecimento produzido entre profissionais e pesquisadores das áreas de educação física, esporte e mídia/tecnologias, principalmente no âmbito escolar.

Organizado pelo Laboratório de Estudos em Educação Física, Esporte e Mídia (Lefem) da UFRN, o encontro tem como objetivo tornar acessível à comunidade universitária a produção de pesquisas e experiências na área, por meio da divulgação dos trabalhos apresentados e conversas de cunho formativo. Para participar e obter mais informações, acesse a página do Enome no Facebook.

26

Out

Jornalismo

Difusão de notícias falsas no Brasil não tem precedentes, diz OEA

A presidente da missão de observadores da Organização de Estados Americanos (OEA) para as eleições brasileiras, Laura Chinchilla, disse nesta quinta-feira (25), como mostra matéria da Agência Brasil, que o Brasil enfrenta um fenômeno “sem precedentes” em relação a difusão de notícias falsas. Segundo ela, o fato preocupa o grupo de especialistas que deu o alerta já no primeiro turno das eleições.

“Outro fator que tem nos preocupado, e isso alertamos desde o primeiro turno, e que se intensificou neste segundo, foi o uso de notícias falsas para mobilizar vontades dos cidadãos. O fenômeno que estamos vendo no Brasil talvez não tenha precedentes, fundamentalmente, porque é diferente de outras campanhas eleitorais em outros países do mundo.”

Laura Chinchilla, que é ex-presidente da Costa Rica, reuniu-se ontem, em São Paulo, com o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, a vice na chapa dele, Manuela d’Ávila, e o chanceler Celso Amorim. A reunião foi solicitada pela Coligação O Povo Feliz de Novo.

O grupo de observadores reúne 48 especialistas de 38 nacionalidades. Eles vão se dividir entre o Distrito Federal e 11 estados para o acompanhamento do segundo turno das eleições. Ao final, será elaborado um relatório.

Denúncias

A presidente da missão afirmou que recebeu por escrito as denúncias sobre o esquema supostamente financiado por empresários para o envio em massa de notícias anti-PT utilizando o WhatsApp. Ela disse que repassou as informações para as autoridades eleitorais e policiais brasileiras.

Laura Chinchilla disse que pretende se reunir ainda com a procuradora-geral, Raquel Dodge, para discutir essa disseminação de fake news na internet e em aplicativos. Ela não afirmou, entretanto, quando será o encontro.

Análise

Para a presidente da missão de observadores, o uso do aplicativo de mensagens particulares dificulta o controle das autoridades em relação à disseminação de informações falsas, por ser uma rede privada e protegida.

“Se está usando uma rede privada, que é o WhatsApp, que apresenta muitas complexidades para ser investigada pelas autoridades. É uma rede que gera muita confiança porque são pessoas próximas que difundem as notícias e é a mais utilizada, com um alcance que nunca se tinha visto antes.”

Segundo Laura Chinchilla, o controle está na concientização do eleitorado brasileiro. “Continuaremos insistindo na necessidade que os cidadãos aprendam e façam um grande esforço para distinguir o que é certo e o que não é. Existem muitas iniciativas que estão tentando colocar isso na mesa. Iniciativas que estão se organizando na sociedade civil, nas universidades e nos meios de comunicação.”

Violência

Laura Chinchilla disse que além das fake news, preocupa a missão o tom utilizado em alguns discursos incitando a violência a partir de divergências políticas. Apesar de episódios isolados, ela afirmou que não houve irregularidades registradas no primeiro turno.

“Temos que reconhecer que esse processo eleitoral, onde não encontramos nenhum tipo de irregularidade no primeiro turno e esperamos que seja assim no segundo, foi fortemente impactado por alguns fenômenos ligados ao clima político, sobretudo o discurso, que alertamos, tende a dividir, tende a incentivar a violência política.”

Fonte: Agência Brasil

26

Out

Jornalismo

Jornada de Psicologia e Psicanálise discute impacto de notícias eleitorais nas crianças

O mundo dos adultos não passa alheio às crianças. Doenças e transtornos como depressão, TDHA dentre outros têm chegado cada vez mais nos consultórios. Mas, e quando os tempos são conturbados e a disseminação de ódio e polarização de ideias políticas assolam o país. Será que isso também afeta as crianças? Acontecerá nessa sexta-feira e sábado em Natal a 2ª Jornada de Psicologia e Psicanálise, promovida pela instituição Percurso Livre em Psicanálise (PLP).

O evento tem como tema central “A História da Clínica com Criança – e A história da Clínica” e vai contar com uma das maiores pesquisadoras no país da clínica com criança, a pós-doutora em Psicanálise pela UERJ, Adela Stoppel de Gueller, que é argentina, radicada no Brasil há muitos anos. Além dela, a psicóloga Julita Sena e os psicanalistas Luis Ricardo Mesquita e Ana Yara Monteiro também farão palestras e mesas redondas.

O evento ocorrerá no Auditório do Harmony Center, em Petrópolis, com abertura nessa sexta-feira (26), a partir das 18h e seguirá no sábado (27), das 8h às 19h, no mesmo local.

Podem participar do evento, psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, pedagogos, psicopedagogos, terapeutas, psicomotricistas, historiadores, filósofos e pessoas afins. As inscrições podem ser feitas através do site www.percursoempsicanalise.com.br.

Indagado sobre se a situação política do país pode afetar o psiquismo das crianças, o psicólogo e psicanalista, um dos fundadores do PLP, Pedro von Sohsten, acredita que essa crise extrapola o cenário político e também “contamina” a família.

“Os discursos que ora são lançados em redes sociais, em debates entre pares, com amigos, com pessoas que se põe em oposição, também afetam as crianças que nos rodeiam. Penso na situação ilustrativa na qual, ao escutar a conversa de seus pais sobre as ondas de violência, e até assassinatos, mobilizadas pelos discursos extremistas deste momento político, e ao escutar seus pais falando sobre uma pessoa que havia sido morta por tal cenário, a criança vira para o pai e questiona: ‘pai, mas não vão me matar não, né?’, lembra ele.

De maneira que é possível pensar que tais entraves com a realidade política, da qual a criança ainda está distante de entender a complexidade, já a impõe elaborações com questões muito significativas, como o limite da vida, com a finitude da existência, com a violência do outro, com a morte.

“Mas, a psicanálise se atêm à compreensão de que só é possível pensar os efeitos de marcas subjetivas, no porvir, num tempo outro, no qual as constituições da infância servirão de base para manifestações do futuro humano. Como este tempo político conturbado afetará nossas crianças? Teremos que esperar este a posteriori, que desejo, que manifeste valores mais humanos”, afirma Sohsten.

25

Out

Jornalismo

Folha de SP aciona TSE e PF para investigação de ameaças a profissionais

O jornal Folha de S. Paulo informou nesta quarta-feira (24), como mostra matéria da Agência Brasil, que entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando que a Polícia Federal (PF) investigue ameaças a profissionais do veículo. Após a publicação de reportagens investigativas sobre a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), a autora da matéria, jornalista Patrícia Campos Mello, recebeu centenas de intimidações e ofensas sobretudo via redes sociais.

Outros dois jornalistas que participaram da apuração da reportagem também vêm sofrendo ataques, acrescentou o jornal em comunicado. O diretor do Instituto Datafolha, Mauro Paulino, foi alvo de ameaças por redes sociais e em sua casa.

A Folha disse ter identificado uma "ação orquestrada contra a liberdade de expressão". Segundo o jornal, os ataques se alastraram por grupos de apoio ao presidenciável do PSL no WhatsApp. 

No dia 19 de outubro, a Folha publicou reportagem denunciando um esquema de compra de envio de mensagens em massa no aplicativo WhatsApp que seria bancado por empresários favoráveis a Bolsonaro. Os contratos chegariam até R$ 12 milhões. Bolsonaro e executivos citados na reportagem negaram qualquer envolvimento.

A compra de mensagens pró-Bolsonaro no aplicativo de celular motivou ações junto ao TSE, que investiga o caso com apoio da Polícia Federal (PF). Por causa da abertura dessas investigações, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, e outros ministros foram ontem (23) ameaçados e xingados em vídeo divulgado nas redes sociais.

O autor do vídeo, coronel da reserva Carlos Alves, já é alvo de inquérito da PF, aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), após receber solicitação do próprio Supremo Tribunal Federal (STF). O Ministério do Exército também condenou as declarações do coronel da reserva e afirmou que ele não representa as posições da Força, além de informar que sua conduta já é alvo de apuração na esfera militar. 

Perseguição a jornalistas

A autora da reportagem sobre o disparo em massa de mensagens pró-Bolsonaro, Patrícia Campos Mello, teve sua conta de WhatsApp invadida. Os hackers enviaram mensagens a favor do candidato do PSL para contatos armazenados. Além disso, ela recebeu ameaças por telefone de números desconhecidos. 

Ainda de acordo com a Folha, circularam imagens entre grupos de  apoiadores de Bolsonaro incitando eleitores a confrontar a jornalista em uma palestra marcada para o dia 29, além de uma montagem onde ela apareceria abraçada ao candidato do PT, Fernando Haddad. Patrícia Campos Mello teve de fechar sua conta no Twitter - passando a permitir apenas interação com seguidores autorizados..

No domingo (21), o candidato Jair Bolsonaro (PSL) afirmou a seus seguidores que “a Folha de S. Paulo é o maior fake news do Brasil, imprensa vendida”. O candidato criticou o jornal diversas vezes em razão da reportagem publicada. Em entrevista à Rádio Justiça, a advogada do PSL, Karina Kufa, afirmou que a denúncia não tem base documental e que qualquer caso de apoio espontâneo não teve anuência do candidato. 

Repercussão

A Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo emitiram nota na semana passada em que condenaram os ataques a Patrícia Campos Mello e a profissionais do jornal. “Avessos ao debate e à crítica pública, essenciais numa sociedade democrática, os agressores querem sufocar a liberdade de imprensa e calar qualquer voz que levante questionamentos dirigidos a seu candidato. É a própria democracia que está sendo atingida quando a repórter é atacada”, diz o texto.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo também se manifestou em favor da profissional, reconhecida pela sua experiência e contribuição para a imprensa brasileira. “Retaliar jornalistas em função de sua atividade profissional não atinge apenas o(a) comunicador(a) em questão; traz prejuízos à sociedade como um todo, inclusive aos que praticam os ataques”, pontua a associação.

No início do mês, a Abraji divulgou levantamento em que identificou pelo menos 130 agressões a profissionais de imprensa cobrindo eleições. Foram 75 ataques por meios digitais, como redes sociais, e 62 físicos.

A Agência Brasil entrou em contato com a Polícia Federal para obter informações sobre o pedido do jornal e aguarda retorno. O TSE informou que a denúncia da Folha tramita em sigilo. 

Fonte: Agência Brasil 

23

Out

Jornalismo

Segurança e inviolabilidade das urnas eletrônicas é assegurada em carta conjunta da Justiça Eleitoral

A Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e 27 Tribunais Regionais Eleitorais divulgaram carta hoje (22) em que defendem a segurança das urnas eletrônicas e do sistema de votação. O documento foi divulgado após reunião nesta segunda-feira (22) entre a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, e representante dos tribunais regionais.  

Desde o primeiro turno, apoiadores ligados ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) disseminam conteúdos colocando em dúvida a lisura do processo eleitoral. O próprio presidenciável defendeu publicamente o voto impresso, declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. No dia da votação do primeiro turno, vídeos circularam apontando supostas fraudes nas urnas.

Na carta, os representantes da Justiça Eleitoral afirmam a “total integridade e confiabilidade das urnas eletrônicas e do modelo brasileiro de votação e de apuração das eleições”. A urna eletrônica, continua o texto, tem oito barreiras físicas e mais de 30 barreiras digitais “que inviabilizam ataques de hackers e a invasão cibernética do voto”.

O documento acrescenta que não existe a possibilidade de um voto iniciado ser completado automaticamente pela urna. No 1º turno, circularam vídeos em que eleitores afirmavam ter tentado votar em um candidato mas a urna teria computado o voto a outro. Alguns foram desmentidos no mesmo dia e outros seguem em apuração pela Justiça Eleitoral.

Auditorias

A carta afirma que outra característica do sistema é a possibilidade de auditagem. Isso inclui a reimpressão do boletim de urna, comparação entre os totais constantes no boletim impresso e no registro eletrônico, análise dos relatórios e verificação de assinatura digital.

Segundo a nota, a Justiça Eleitoral realiza de maneira periódica testes e auditorias “que comprovam e asseguram a transparência e absoluta confiabilidade do voto eletrônico”. Além disso, segue o documento, as auditorias são realizadas em eventos públicos e são abertas a representações das candidaturas, com supervisão do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Por fim, a carta “conclama” os cidadãos a respeitar o Estado Democrático de Direito e suas instituições, entre as quais a Justiça Eleitoral, “responsável por assegurar a legitimidade do processo eleitoral brasileiro”.

Fonte: Agência Brasil

22

Out

Jornalismo

Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados será em São Paulo, em novembro, e está com inscrições abertas

A Open Knowledge Brasil promove nos dias 10 e 11.nov.2018 a 3ª edição da Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais, o Coda.br. O evento, feito em parceria com o Google News Initiative, é o primeiro do Brasil focado em jornalismo de dados e reúne profissionais do mercado para trocar ensinamentos e experiências sobre a área. Ele será realizado na ESPM em São Paulo, e até 31.out os ingressos custam R$ 220 (estudantes) e R$ 270 reais (profissionais) — após essa data, os preços sobem 30 reais.

Serão mais de 60 horas de workshops, apresentações e oficinas práticas. Dentre os nomes confirmados estão Jeremy Merril da ProPublica, veículo norte-americano de jornalismo investigativo com dados; Alberto Cairo, referência internacional quando o assunto é visualização de informações; Fernanda Viegas, PhD pelo MIT Media Lab e pesquisadora sênior em inteligência artificial no Google; e Neale El-Dash, cientista político fundador do Polling Data.

A Abraji estará representada na 3ª edição do Coda.Br. O presidente Daniel Bramatti, o conselheiro fiscal Sérgio Spagnuolo, a gerente-executiva Marina Atoji e o coordenador de cursos e projetos Tiago Mali estão entre os palestrantes.

Além das mesas e dos workshops práticos, o Coda.Br vai ter espaços de networking sobre dados abertos, bootcamps de 6h para quem deseja aprender a programar em Python ou R e sessões de mentoria no estilo "Traga seu problema", onde os participantes vão poder tirar dúvidas de projetos em andamento ou já realizados.

Na última sessão do evento, os organizadores vão apresentar o primeiro prêmio de jornalismo de dados voltado a produções brasileiras, previsto para ser entregue em 2019.

O Coda.Br é realizado pela Escola de Dados, programa da Open Knowledge Brasil, em parceria com o Google News Initiative. A conferência conta com o apoio do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, da Abraji, da agência Volt Data, do Instituto Serrapilheira, da Python Foundation e do Nic.Br.

Mais informações e a programação completa estão disponíveis no site do evento.

17

Out

Jornalismo

Projeto Imagens de Uma Guerra Esquecida resgata presença do RN na 2ª Guerra

Durante a Segunda Guerra Mundial, Natal abrigou tropas norte-americanas, se tornando a maior base aérea americana fora dos Estados Unidos. Esse momento está marcado por registros fotográficos que também contam a história do Rio Grande do Norte. Por isso, com o objetivo de explorar os efeitos da presença da instalação militar, nasceu o projeto Imagens de Uma Guerra Esquecida.

O concurso, contemplado pelo edital da Economia Criativa 2018 do SEBRAE-RN, seleciona 10 ensaios fotográficos sobre o Rio Grande do Norte na Segunda Guerra para a montagem de uma exposição no formato de lambes (pôster artístico) pela cidade. A convocatória é aberta a todo território nacional e pode ser enviada para o http://estudiop.com.br/uma-guerra-esquecida/convocatoria2018expo/.

As fotos vão passar por uma comissão julgadora de nomes de relevância no cenário nacional da área que irá receber até 15 fotos de cada fotógrafo. Além disso, o projeto se desdobra em palestras sobre direito autoral, memória, empreendedorismo e em uma feira de fotografia aberta.