Jornalismo

23

Mai

Jornalismo

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e OAB realizam webinar sobre "Liberdade de imprensa, Justiça e segurança dos jornalistas"

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realizam, em 27.mai.2020, a partir das 9h30, o seminário virtual "Liberdade de imprensa, Justiça e segurança dos jornalistas". O evento marca o lançamento do convênio entre as duas organizações, que fornecerá orientação jurídica básica para jornalistas vítimas de ameaças e assédio on-line. As inscrições devem ser feitas por meio deste link.

Participarão o procurador-geral da República, Augusto Aras; os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes; o presidente da OAB Nacional, Felipe Santa Cruz; o diretor da Faculdade de Direito da USP, Floriano de Azevedo Marques Neto; o coordenador do Observatório de Liberdade de Imprensa da OAB Federal, Pierpaolo Bottini; o presidente da Abraji, Marcelo Träsel; e a repórter especial da Folha de S. Paulo Patricia Campos Mello. 

O webinar marca também o lançamento da “Cartilha sobre medidas legais para a proteção de jornalistas contra ameaças e assédio on-line”, material que detalha, entre outros pontos, as características para reconhecer um abuso virtual e o passo a passo para denunciá-lo às autoridades brasileiras e às cortes internacionais de direitos humanos. Também explicará como vai funcionar a orientação jurídica do convênio entre Abraji e OAB Federal.

No centro das discussões, estarão os recentes ataques direcionados a jornalistas, especialmente durante a pandemia de covid-19, e os riscos que esses episódios representam para a democracia. Recente levantamento da Abraji e da rede latino-americana Voces del Sur, por exemplo, registrou ao menos 24 violações relacionadas ao contexto da covid-19 no Brasil de 01.mar.2020 a 21.abr.2020.

O ministro do STF Alexandre de Moraes classifica a censura e as recentes agressões contra profissionais da imprensa como um atentado às liberdades fundamentais do Estado Democrático de Direito. “Agressões contra jornalistas devem ser repudiadas pela covardia do ato, não podendo ser toleradas pelas instituições e pela sociedade”, pontua o magistrado, que também é professor da Faculdade de Direito da USP. 

Na mesma linha, o ministro Luís Roberto Barroso defende a liberdade de imprensa e o jornalismo profissional como formas de combater “o ódio, a mentira e a intolerância”. Já o procurador-geral da República, Augusto Aras, caracteriza as recentes agressões como “de elevada gravidade”.

O presidente da Abraji, Marcelo Träsel, lembra que liberdade de imprensa, assim como o direito de sigilo da fonte, são garantias estabelecidas pela Constituição Federal e por leis vigentes no país. O Artigo 220 da Carta Magna, por exemplo, estabelece que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição”. Dispositivo semelhante também é assegurado pela Lei 2083, de 1953, que regula a Liberdade de Imprensa.


Confira programação completa do webinar e a descrição dos palestrantes:

Abertura

  • Felipe Santa Cruz é presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil no triênio 2019-2022. Graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e mestre pela Universidade Federal Fluminense (UFF), presidiu a OAB nos triênios 2013-2015 e 2016-2018; 
  • Floriano de Azevedo Marques Neto é diretor da Faculdade de Direito da USP. Graduado, doutor e livre-docente pela mesma instituição, é professor titular da USP.
  • Marcelo Träsel é presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutor em Comunicação Social pela PUC-RS, criou o curso de especialização em Jornalismo Digital da mesma universidade.
  • Patricia Campos Mello é  repórter especial e colunista da Folha de S.Paulo, além de diretora da Abraji. Foi vencedora do Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa do Committee to Protect Journalists (CPJ) em 2019.

Apresentação da cartilha 

  • Pierpaolo Cruz Bottini é professor do departamento de Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia da Faculdade de Direito da USP. Mestre e doutor pela mesma instituição, coordena o Observatório de Liberdade de Imprensa do Conselho Federal da OAB. 

Conferência “Liberdade de imprensa: fundamentos, importância e desafios” 

  • Alexandre de Moraes é ministro do Supremo Tribunal Federal. Professor do departamento de Direito de Estado da Faculdade de Direito da USP, é doutor e livre-docente pela mesma instituição;
  • Antônio Augusto Brandão de Aras é procurador-geral da República e e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB); 
  • Luís Roberto Barroso é ministro do Supremo Tribunal Federal e  Professor Titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O seminário é uma realização da Abraji e do Conselho Federal da OAB, com apoio da ESPM e da Faculdade de Direito da USP.

Com informações da Abraji

21

Mai

Jornalismo

Pesquisa: violência contra crianças pode crescer 32% durante pandemia

Um relatório da organização não governamental (ONG) World Vision estima que até 85 milhões de crianças e adolescentes, entre 2 e 17 anos, poderão se somar às vítimas de violência física, emocional e sexual nos próximos três meses em todo o planeta. O número representa um aumento que pode variar de 20% a 32% da média anual das estatísticas oficiais. O confinamento em casa, essencial para conter a pandemia do novo coronavírus, acaba expondo essa população a uma maior incidência de violência doméstica.

“À medida que o coronavírus progride, milhões de pessoas se refugiam em suas casas para se proteger. Infelizmente, a casa não é um lugar seguro para todos, pois muitos membros da família precisam compartilhar esse espaço com a pessoa que os abusa. Escolas e centros comunitários não podem proteger as crianças como costumavam nessas circunstâncias. Como resultado, nosso relatório mostra um aumento alarmante nos casos de abuso infantil a partir das medidas de isolamento social”, afirma Andrew Morley, presidente do conselho da World Vision International, segundo o documento tornado público nesta quarta-feira (20).

A íntegra do relatório, em inglês, pode ser consultada aqui. As medidas de distanciamento social, incluindo o fechamento de escolas, foram adotadas por 177 países e afetaram 73% de toda população estudantil mundial, fazendo com que a maior parte das crianças permanecesse praticamente todo o tempo em suas casas. 

O levantamento da ONG incluiu a revisão de indicadores emergentes de violência contra crianças, como relatórios de aumento de violência doméstica, crescimento do número de denúncias por telefone, informações dos escritórios de campo e estimativas feitas com base em epidemias anteriores. No caso do Brasil, a projeção é de um aumento de 18% no volume de denúncias de violência doméstica. Esse aumento deve chegar a 75% no Chile, 50% no Líbano e 21,5% nos Estados Unidos. 

Em abril, por exemplo, um balanço do governo de Bangladesh, compilado a partir de várias fontes, incluindo a World Vision, apontou que os espancamentos ou castigos físicos cometidos por pais ou responsáveis aumentaram em 42% e que os pedidos de ajuda nos serviços telefônicos de apoio subiram até 40% no país. Na Ásia, entre 3,5 milhões e 5,7 milhões de crianças poderão ser vítimas de violência nos próximos meses. Esse número é ainda maior na África, podendo atingir até 18,3 milhões a mais de vítimas. Na América Latina, as projeções indicam que a pandemia deve aumentar entre 2,9 milhões e 4,6 milhões o número de crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica. 

Casamento infantil

Uma estimativa destacada pela World Vision, em seu relatório, é o aumento do número de casamentos forçados de crianças e adolescentes, que podem envolver 13 milhões de vítimas na próxima década, uma boa parte (4 milhões) nos próximos dois anos, como reflexo direto da pandemia. Segundo o relatório, os casamentos precoces de meninas adolescentes "podem ser percebidas pelos pais ou cuidadores como forma de reduzir encargos domésticos, ou um meio de obter renda ou obter empréstimos através de economias informais baseadas no dote".

Um relatório recente da Europol, a Polícia Europeia, mostra que a demanda por conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes aumentou durante a pandemia da covid-19. Dados compilados de outras partes do mundo, como Índia, Filipinas, Tailândia e Camboja também apontam o mesmo aumento. 

Fonte: Agência Brasil

20

Mai

Jornalismo

População em situação de rua em Natal ganha novo apoio da Prefeitura

Com o lema "Ninguém fica para trás", a Prefeitura de Natal disponibilizou mais um local para amparar e acolher jovens e adultos que se encontram em situação de rua na cidade nesse momento de luta contra a Covid-19. Desde a semana passada, o Albergue Noturno, localizado em Petrópolis, foi aberto com espaço 46 leitos, em respeito ao distanciamento social recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Já foram disponibilizados 189 leitos em três unidades dedicadas a essa parcela da sociedade que vive em extrema situação de vulnerabilidade. Além do Albergue, a Escola Municipal Santos Reis, no bairro de Santos Reis, e a Escola Municipal Celestino Pimentel, na Cidade da Esperança, são os abrigos disponibilizados. A operação do Albergue Municipal é realizada em uma parceria entre Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas), a ONG Bom Samaritano e a Sociedade Espírita da Cultura e Assistência.

No Albergue, os usuários têm um período de 15 dias de quarentena, para depois serem encaminhados para os outros acolhimentos que funcionam nos bairros da Cidade da Esperança e Santos Reis. O espaço será rotativo, abrindo novas vagas a cada duas semanas.

Nas unidades, os moradores contam com todo tipo de auxílio, como alimentação, banheiros, lavanderias, fornecimento de álcool gel, máscaras faciais de proteção descartáveis e material informativo sobre a Covid-19, além de material de higiene pessoal para os usuários que não aceitam permanecer nos abrigos. Há ainda palestras alertando e orientando como se prevenir para evitar o contágio com o novo coronavírus.

A Secretaria Municipal de Saúde também auxilia nesse trabalho, com o Consultório de Rua, consultas médicas, odontológicas, medicações e vacinas (tendo todos os abrigados já vacinados contra a Influenza). A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEL), por sua vez, atua fornecendo professores de educação física, para a realização de atividades físicas e esportivas.

A secretária Andréa Dias, titular da Semtas, ressalta a importância desse processo de acolhimento. "A Prefeitura do Natal entende que neste momento de pandemia e de muitas demandas sociais é importante unir esforços, para que possamos ofertar serviços que garantam o direito destes usuários, que é a população que se encontra em situação de rua tendo a chance de ter todo o tipo de assistência social", afirma.

Para dúvidas e informações à população, a Semtas criou uma Central de Atendimento composta pela equipe do Serviço de Abordagem Social (Seas). A Central está disponível, de domingo a domingo, das 10h às 22h, através dos telefones 98870-3861 e 98870-3327.

Foto: Alex Regis

11

Mai

Jornalismo

Abertas inscrições para a edição do Prêmio Synapsis FBH de Jornalismo 2020

Num ano em que o mundo parou por causa de um vírus, a informação (verdadeira) tornou-se a melhor arma para conter a pandemia de Covid-19. E a Premiação busca justamente valorizar e homenagear jornalistas que, ao longo deste ano, dedicaram esforços para levar a melhor informação a todos, distinguindo o que é fato do que é fake, enriquecendo o debate sobre assuntos relacionados ao sistema de saúde público ou privado.

Podem concorrer jornalistas com registro profissional, nas categorias: Impresso (jornal ou revista), Internet (sites, portais de notícias ou blogs), Rádio e TV. Serão entregues 4 (quatro) prêmios, sendo agraciado apenas o primeiro colocado de cada categoria. Cada vencedor(a) receberá o valor total líquido de R$ 15.000,00 (quinze mil reais).



O material jornalístico a ser inscrito deve, obrigatoriamente, constar como divulgado no respectivo veículo, conforme a categoria, no período de 01/10/2019 a 30/09/2020. As inscrições podem ser realizadas até dia 30 de setembro de 2020 no site http://fbh.com.br/premio-synapsis/.  A solenidade de premiação será realizada em data e local a serem definidos posteriormente pela FBH.

11

Mai

Jornalismo

Campanha quer incluir maternidade como experiência no currículo

Uma organização não governamental (ONG) a favor da maternidade, que atua em diversas frentes, começou uma campanha essa semana em que convida as pessoas que têm filhos a marcarem essa experiência de #serpai e #sermãe no perfil do LinkedIn, atualmente a maior rede social profissional do mundo. 

A ONG Somos Mães trabalha para a democratização da informação falando com mais de 280k pessoas nas redes online @somosmaesevc (IG e Face). Para aderir à campanha, basta inserir uma nova experiência no perfil, marcar como cargo mãe ou pai, e explicar como essa “função”, em tempo integral, agregou em sua vida. O objetivo, segundo a entidade, é causar orgulho, empoderamento, humanização e ver a união das forças profissionais e das forças pessoais, lado a lado. 

“Além de se autovalidar, você valida outro pai e outra mãe, fazendo com que, ao verem o seu perfil, também se sintam seguros para reconhecer suas experiências de parentalidade. Assim, ajudamos a inibir movimentos que possam constranger ou prejudicar mães e pais nos ambientes de trabalho, pelo simples fato de exercerem esse papel. Juntos podemos fortalecer a #culturafamilyfriendly e facilitarmos que o mundo compreenda que ser mãe e ser pai é potência”, explica a responsável por projetos e ações in company, Anne Bertoly.

Engajamento real

Ela conta que o movimento ainda é simples e um pouco tímido, com impulsionamento manual, e trabalha o engajamento real no “um a um”. “Em nossos primeiros contatos, vêm à tona o que o senso comum nos faz acreditar, ao passo que nos aproximamos da parentalidade, consequentemente, nos afastamos da nossa vida profissional”.

Segundo Anne, o movimento é sobre ser espaço para que a cultura family friendly evolua e ganhe forças. “Trabalhamos para que o processo de desenvolvimento a partir da parentalidade seja algo natural, positivo e que pode (e deve) ser declarado”, disse.

Ela conta que, apesar da ideia ser bem recebida por profissionais, ainda há um certo medo em prejudicar suas carreiras ao marcar a parentalidade como uma experiência relevante no perfil do LinkedIn.

“O exercício da parentalidade é um dos grandes portais de desenvolvimento da vida, e que, conforme vivemos os desafios desse papel, fortalecemos ou conquistamos novas habilidades, que, diferente do que muitos pensam, carregamos com a gente para todas as esferas da nossa vida, incluindo a profissional”, comentou.

Segundo Anne, mães e pais contam que, depois que seus filhos chegaram, se tornaram pessoas mais focadas, objetivas, organizadas, criativas, produtivas, conscientes, empáticas e citam muitas outras habilidades.

Em sua experiência nas empresas, Anne revelou que não só mães e pais contam com orgulho quais foram as suas conquistas nesse papel, mas gestores que lideram equipes em empresas que acolhem as vidas pessoais dos seus colaboradores dizem que nesses ambientes é possível identificar aumento na produtividade. 

“E maior engajamento e muitos ganhos na retenção de talentos que, talvez, surjam mesmo a partir desses momentos da vida”, ponderou

Para ela, essas constatações são pontuais. “A verdade é que mães (principalmente e disparado na frente desse ranking) ou mesmo pais, sofrem constantemente algum tipo de constrangimento nos seus ambientes de trabalho, ou mesmo são demitidos pelo simples fato de terem filhos”.

Anne orienta que, se uma empresa quer ser family friendly, seu movimento deve partir do olhar individual, da proximidade com o colaborador e da compreensão do seu movimento. 

“É a partir desse lugar, onde a empresa decide se comportar como facilitadora também dos processos pessoais dos seus colaboradores, que acordos adequados e sustentáveis podem ser feitos, considerando recursos disponíveis para ambos – empresa e funcionário”, comentou.

Licença maternidade

Ela cita um exemplo simples do que pode ser feito: no fim do período de licença maternidade ou paternidade de um colaborador, o empregador pode ouvir como está a adaptação dele e de sua família nessa fase, saber quais são as necessidades deles, ajudar a encontrar a creche ou o sistema adequado para os cuidados com o bebê. 

“Talvez uma consultoria de amamentação valha até mais do que um lactário! Como saber? Perguntando! E aí você acha que a empresa se vê obrigada a atender todas as demandas? Não! É acolher um ao outro numa conversa real sobre o que é possível fazer”, argumentou. Anne disse, ainda, que a campanha é uma onda de apoio para um mundo mais humanizado.

“Esperamos que cada vez mais mães e pais se sintam encorajados a assumirem orgulhosos sua parentalidade, e que juntos possamos inibir ações que constrangem essas pessoas, só por exercerem esses papéis, e que, num futuro próximo, todos se sintam acolhidos pelo que são sem prejuízos criados pelos senso comum e conclusões precipitadas, que fazem todos perderem, os indivíduos, as empresas e a sociedade”, acredita.

Fonte: Agência Brasil

8

Mai

Jornalismo

Levantamento mostra que pelo menos 64 jornalistas morreram de COVID-19 em 24 países

Assim como profissionais da saúde e outros trabalhadores essenciais, os jornalistas enfrentam riscos graves e elevados à saúde enquanto coletam e relatam informações cruciais sobre a crise de COVID-19. A medição sobre o número de trabalhadores da mídia que sucumbiram ao novo coronavírus apresenta problemas, da mesma forma que a contagem geral de baixas, mas a organização Press Emblem Campaign (PEC), com sede em Genebra, registra pelo menos 64 mortes em 24 países até a última terça-feira (5).

O relatório mais recente da organização enfatiza é muito provável que um número maior de repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e outros profissionais tenha morrido de COVID-19. "A segurança dos trabalhadores da mídia está particularmente em risco nesta crise, porque eles devem continuar a fornecer informações e testemunhos locais visitando hospitais, entrevistando políticos, economistas, cientistas, médicos e pacientes", afirma o relatório da PEC.

Fonte: ANJ, disponível em: https://www.anj.org.br/site/component/k2/73-jornal-anj-online/28500-levantamento-mostra-que-pelo-menos-64-jornalistas-morreram-de-covid-19-em-24-paises.html

6

Mai

Jornalismo

Estudo: circulação digital dos jornais cresce no trimestre

Os meses de janeiro, fevereiro e março de 2020 marcaram o crescimento da circulação digital dos maiores jornais do Brasil. De acordo com dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), a média da circulação digital de Folha de S.Paulo, O Globo, O Estado de S.Paulo e Valor Econômico aumentou em relação ao primeiro trimestre de 2019.

Líder no ranking de exemplares digitais, a Folha saltou de uma média de 218.557 exemplares nos três primeiros meses do ano passado para 250.324 exemplares no início de 2020. Na segunda posição, O Globo viu sua circulação digital subir de 202.697 exemplares para uma média de 236.245 exemplares digitais.

O Estadão também cresceu, passando de uma circulação digital de 138.206, no ano passado, para 148.419. Especializado em economia e negócios, o Valor Econômico também registrou crescimento no período anual: foi de 61.111 exemplares para 81.103 exemplares.

Parte desses números pode ser explicada pela pandemia do novo coronavírus, que impulsionou a demanda por notícias e informações. Desde março, boa parte dos publishers começaram a divulgar um aumento na audiência de suas plataformas digitais, percepção corroborada pela Agência Nacional de Jornais (ANJ).

Fonte: Portal Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/05/05/circulacao-digital-dos-jornais-cresce-no-trimestre.html

28

Abr

Jornalismo

Comissão de Justiça da Câmara de Natal aprecia projetos legislativos

A Comissão de Legislação, Justiça, e Redação Final da Câmara Municipal de Natal, presidida pela vereadora Nina Souza (PDT), apreciou 16 processos legislativos em reunião ordinária realizada no plenário da Casa, nesta segunda-feira (27). Além da presidente da Comissão, estiveram presentes os vereadores Luiz Almir(PSDB), Preto Aquino (PSD), Kleber Fernandes (PSDB) e Fúlvio Saulo (Solidariedade).

Entre os projetos aprovados, destaque para os textos do vereador Eriko Jácome (MDB), que estabelece a exibição de vídeos educativos antidrogas na abertura de shows e eventos culturais no município, e do vereador Maurício Gurgel (PV), sobre a proibição de fornecimento de produtos de plástico de uso único em hotéis, restaurantes, bares, salões de festa, repartições públicas, entre outros, com o objetivo de reduzir a degradação do meio ambiente.

Duas matérias de autoria da vereadora Nina Souza foram acatadas. A primeira, garante para alunos portadores de deficiências locomotoras ou alunos que tenham como responsáveis legais, idosos e pessoas portadoras de deficiências locomotoras, matrícula na escola municipal mais próxima de sua residência. Já a segunda, cria programa voluntário acolhedor para crianças recém-nascidas, filhas de mães dependentes de substâncias químicas ou vítimas de violências.

Na sequência, o colegiado deu parecer favorável ao projeto do vereador Preto Aquino que obriga empresas públicas e privadas a colocar sinalização refletiva durante paralisação do fluxo viário ocasionado por obras e serviços de manutenção, além de aprovar uma proposta do vereador Dagô de Andrade (PSDB) que torna obrigatório o fechamento de valas e buracos abertos por empresas públicas e privadas nas vias da capital potiguar.

27

Abr

Jornalismo

UernTV estreia Saberes em Tela com conteúdos para estudantes durante a quarentena

O programa apresentará videoaulas de todas as disciplinas, servindo como suporte de ensino aos estudantes. O projeto é realizado em parceria com o Canal Futura, com o apoio da Secretaria do Estado da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte. A UernTV, em parceria com o Canal Futura, estreia nesta segunda-feira (27) uma faixa de programação específica para estudantes do ensino fundamental e médio que estão em casa durante a quarentena provocada pela pandemia do novo coronavírus.

O programa “Saberes em Tela” apresentará videoaulas de todas as disciplinas, servindo como suporte de ensino aos estudantes. O programa irá ao ar sempre às 17h, no canal 23.1 da TCM. Para quem quiser conferir as aulas em outros dispositivos, basta acessar o Canal Futura no youtube (https://www.youtube.com/user/canalfutura/playlists).

São mais de 600 videoaulas gratuitas para quem deseja manter o ritmo de estudo enquanto as aulas presenciais estão suspensas. A ação parte do projeto “Estude em casa”, promovido pela Fundação Roberto Marinho em parceria com diversas entidades. No Rio Grande do Norte, a Secretaria Estadual de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC) e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte são parceiras da ação.

Além do apoio do Conselho Estadual de Educação (CEE), União dos Dirigentes Municipais de Educação do Rio Grande do Norte (UNDIME/RN), União dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME/RN) e Sindicato das Escolas Particulares (SINEPE/RN). Para exibição, além da UERN TV, são parceiras também a TV Assembleia e a TV Universitária (TVU/UFRN).

A faixa “Estude em Casa” traz um conjunto de conteúdos educativos para ajudar quem teve sua rotina escolar alterada por causa da prevenção à Covid-19. O Canal Futura customizou três novas faixas de programação, de segunda a sexta-feira em horário escolar (às 8h, às 13h e às 18h15). Entre os conteúdos exibidos estão teleaulas do Telecurso, com matérias do Ensino Fundamental e Médio, e diversos programas educativos do Futura, como Turma da Robótica, Ciência para Todos e Show da História. Para mais informações sobre o #EstudeemCasa, acesse: https://www.futura.org.br/10-conteudos-do-futura-para-estudar-em-casa/

25

Abr

Jornalismo

Cresce a busca por notícias positivas durante a crise de COVID-19, informa jornal

Por ANJ

Em meio a trágicos relatos sobre a pandemia de COVID-19, as pessoas também estão interessadas nas notícias positivas, informa reportagem do jornal The New York Times.

Segundo o diário, as buscas no Google por “boas notícias” não param de crescer nos últimos 30 dias. “Nas últimas quatro semanas tivemos um crescimento sem precedentes”, diz Lucia Knell, diretora de parcerias de marca da Upworthy, cuja missão é divulgar reportagens de teor positivo.

Grandes organizações de jornalismo, incluindo o The New York Times, criaram suas próprias seções de notícias positivas ao longo dos anos. Mas neste momento, informa o jornal, mais do que nunca, os leitores sentem necessidade delas.

“Uma avalanche de pessoas anda nos escrevendo e dizendo o quanto precisam dessas reportagens ou contando que elas leem um artigo e as lágrimas escorrem por seu rosto”, afirma Allison Klein, editora do blog Inspired Life, do jornal The Washington Post.

O diário também mudou a periodicidade de sua newsletter de boas notícias, The Optimist, de uma para duas vezes por semana. Além disso, criou o The Daily Break, que destaca uma reportagem edificante por dia.

“As pessoas estão procurando uma razão para seguir vivendo”, destaca David Beard, editor-executivo de newsletters da National Geographic. Para atender a uma demanda jamais vista, a editora criou dois informativos on-line de notícias positivas.

Leia aqui a reportagem original na íntegra. Neste link, em português, traduzida por Clara Allain, da Folha de S.Paulo.

21

Abr

Jornalismo

Abraji lança lives semanais para valorizar o trabalho dos jornalistas

Abraji começou um novo projeto para valorizar o trabalho dos jornalistas e mostrar à sociedade o papel desses profissionais, principalmente durante momentos cruciais para o país e o mundo, como é o caso da pandemia da covid-19, a maior crise de saúde em pelo menos 100 anos.

As entrevistas ficarão a cargo da diretora da Abraji Adriana Barsotti, que tem passagens pelas redações de O Estado de S. PauloIstoÉ e O Globo, onde ganhou o Prêmio Esso com a série de reportagens “A História Secreta da Guerrilha do Araguaia”. Barsotti venceu o Prêmio Vladimir Herzog de 2019 na categoria multimídia pelo Projeto #Colabora e é professora de Jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF).

“A ideia é mostrar os bastidores da cobertura da pandemia, humanizando os profissionais que estão na linha de frente e, por meio das entrevistas, refletir como o jornalismo está se adaptando ao novo cenário; como os jornalistas estão lidando com o home office, quais são as principais dificuldades da cobertura e como estão driblando-as”, explica Barsotti. 

O intuito também é discutir como repórteres, editores e outros profissionais da área estão conciliando neste momento vida profissional e questões pessoais como relações afetivas, educação de crianças e adolescentes, além de cuidados com pais, avós e parentes idosos.

Para o vice-presidente da Abraji, Guilherme Amado, o trabalho do jornalista é essencial em qualquer época, mas numa crise humanitária como essa é ainda mais importante.  

“A informação correta pode determinar se uma vida vai ser salva ou não. Acreditamos que os jornalistas envolvidos nessa tarefa, ao contar como está sendo o dia a dia do trabalho, ajudam a mostrar aos leitores, ouvintes e espectadores como a imprensa livre é uma aliada do cidadão", diz Amado.

O projeto pretende reunir profissionais de todas as plataformas, regiões e especialidades. De jornalistas de grandes redações aos que trabalham em veículos nas favelas e periferias, passando por áreas com imensa dificuldade de ir a campo para as apurações, como a Amazônia, fronteiras e o interior dos estados, muitas vezes mergulhados nos chamados “desertos de notícias”. 

No dia 28 de abril, o entrevistado será o jornalista Raull Santiago, produtor de documentários, empreendedor social e ativista dos direitos humanos. Santiago é fundador e integrante dos coletivos Papo Reto, Movimentos, Perifa Connection e faz parte da Assembleia de Membros da Anistia Internacional do Brasil. 

Vom informações da Abraji

18

Abr

Jornalismo

Pesquisa aponta quais canais de TV e veículos de imprensa lideram na confiança dos brasileiros

Por Meio & Mensagem

Em meio a pandemia do novo coronavírus, as pessoas estão buscando cada vez mais informação sobre a doença. De acordo com levantamento realizado pelo Instituto QualiBest, 19% da população brasileira afirma que a Globo é o canal mais confiável para se informar sobre a pandemia do novo coronavírus. Outras plataformas do grupo, como o portal G1 e a GloboNews, aparecem com 8 e 5%, respectivamente. A pesquisa foi realizada com base em respostas coletadas via online.

Outros canais de televisão também apareceram na pesquisa, como a Record, apontada por 10% dos respondentes; SBT e Band, com 3% cada; a recém chegada CNN Brasil, com 7%; e BandNews, com 1%. Em nota, Daniela Malouf, diretora geral do QualiBest, afirmou que os números mostram que a televisão ainda é o principal meio de comunicação do país e o que as pessoas mais têm confiança. “Não à toa, os canais estão reestruturando suas grades e horários para dar conta dessa demanda por informações sobre a pandemia”, completou.

Além da TV, outra fonte de informação confiável para os 14% dos brasileiros segundo o levantamento, são os órgãos governamentais, como Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com Daniela, este dado revela que as pessoas estão buscando por informações oficiais neste momento de incertezas. “É uma tentativa de diminuir a circulação de fake news que parece estar dando resultado”, apontou a diretora.

Outros veículos jornalísticos que foram citados pela população foram: UOL (4%); Folha e Estadão (3%); e Veja (1%). Já os com menos de 1% das citações foram: El País, Nexo, Valor Econômico e os internacionais New York Times e The Guardian.

Confira ranking dos meios mais confiáveis para se informar sobre a Covid-19:

1. Globo (19%)

2. Órgãos governamentais – Ministério da Saúde, OMS (14%)

3. Record (10%)

4. Internet – Google News, Bing (7%)

5. CNN (7%)

6. G1 (8%)

7. GloboNews (5%)

8. Redes sociais – Canais do Youtube, Facebook (5%)

9. UOL (4%)

10. Band (3%)

11. SBT (3%)

12. Folha de S. Paulo (3%)

13. Estadão (3%)

14. Canal de Átila Iamarino (2%)

15. Veja (1%)

16. BandNews (1%)

Fonte: Meio & Mensagem, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/04/17/pesquisa-aponta-tv-como-o-meio-informativo-mais-confiavel.html

15

Abr

Jornalismo

Google dará suporte financeiro a empresas jornalísticas

O Google irá lançar um fundo de auxílio emergencial para apoiar veículos jornalísticos de todo o mundo que estejam sofrendo as consequências econômicas da crise trazida pela pandemia da Covid-19.

Anunciado nesta quarta-feira, 15, o projeto da Google News Initiative pretende dar suporte financeiro a milhares de pequenas e médias empresas jornalísticas de todo o mundo, preferencialmente aquelas que estejam produzindo conteúdo original voltado a comunidades regionais durante esse período de crise.

O Google não detalhou o valor total do auxílio destinado a esse fundo, mas declara que a quantia irá variar de alguns milhares de dólares para redações pequenas a dezenas de milhares de dólares para empresas de maior parte. A companhia não limitou a quantidade de veículos que serão auxiliados em diferentes países ou continentes.

De acordo com o comunicado da empresa, assinado pelo vice-presidente do Google Notícias, Richard Gingras, os veículos interessados em fazer parte do projeto devem preencher um formulário, descrevendo detalhes de sua atuação. Os critérios para a adesão ao programa estão detalhados no site oficial do projeto.

O prazo para as inscrições termina no próximo dia 30 abril. A empresa pode agilizar a seleção dos veículos para, rapidamente, encaminhar o auxílio financeiro. Segundo a companhia, os nomes dos veículos contemplados no projeto e os recursos que receberão serão anunciados nos próximos dias.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/04/15/google-fara-doacoes-a-empresas-jornalisticas.html

14

Abr

Jornalismo

Abraji disponibiliza manual com dicas para jornalistas e gestores de redação durante pandemia

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) traduziu um manual colaborativo escrito por uma rede internacional para ajudar chefes de jornalistas que estão tomando decisões diárias sobre a cobertura do novo coronavírus. O guia foi elaborado a partir do da realidade dos repórteres e editores norte-americanos, mas muitas orientações e dicas podem se adequar ao contexto brasileiro ou serem retrabalhadas pelas redações do Brasil, segundo a Abraji.

O manual começa falando sobre orientações gerais para evitar a doença, o que fazer caso o jornalista tenha sido exposto ao novo coronavírus e caso familiares e amigos apresentem os sintomas. A força do guia, informou a Abraji, está no reconhecimento da fragilidade dos jornalistas enquanto um grupo exposto ao desgaste emocional de uma cobertura sem precedentes na história moderna. O texto traz dicas de equipamentos e ferramentas que podem ajudar no trabalho remoto, como sites e aplicativos desenvolvidos para o “home office”, estratégias de entrevistas e abordagens. 

O material pode ser acessado para download aqui. Leia neste link um resumo produzido pela Abraji.

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Abr

Jornalismo

USP avalia impacto da pandemia entre jornalistas e comunicadores

Um dos mais importantes núcleos de pesquisa sobre o trabalho de jornalistas brasileiros lançou um novo estudo para avaliar o impacto da cobertura do novo coronavírus entre os profissionais ligados à comunicação. A ideia do projeto é entender melhor os processos laborais da categoria durante a pandemia da covid-19 e mostrar à sociedade a relevância desses profissionais em momentos tão cruciais.

O Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) funciona desde 2003 na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Coordenado pela professora Roseli Fígaro, o grupo reúne doutorandos, mestrandos e jovens pesquisadores de iniciação científica. O foco é estudar a imbricação entre a comunicação e o mundo do trabalho. 

A pesquisa “Como trabalham os comunicadores em tempos de pandemia da covid-19” está sendo feita pela internet a partir de um questionário que pode ser respondido aqui. O público-alvo para o questionário é formado por uma gama ampla: jornalistas, relações públicas, publicitários, educomunicadores, gestores e técnicos que organizam e tratam a informação. Ou seja, “profissionais que estão no olho do furacão, ajudando a sociedade a enfrentar a crise pandêmica”.

Para Roseli Fígaro, um dos objetivos é encontrar procedimentos de segurança para os comunicadores e para a saúde deles.   “Nesses momentos, a informação é uma arma fundamental na defesa do cidadão, dos direitos e da própria vida. Nós estamos vivendo esse embate no cotidiano, no dia a dia. E o trabalho de qualidade do comunicador é fundamental. Para isso, o profissional tem que ter condições de trabalho e de saúde mental e física para poder desenvolver um bom trabalho”, declara.

Depois de concluída, a pesquisa será publicada por meio de artigos e compartilhada com associações e sindicatos, na tentativa de indicar possíveis políticas públicas para ajudar os profissionais. “Tradicionalmente, o trabalho do comunicador é um trabalho de muito ritmo, intensidade e estresse. Nós temos como hipótese que, em situações como essa que estamos vivendo, esse estresse, essa intensidade de trabalho e essa tensão aumentam. Então, nós queremos saber como eles estão enfrentando essas dificuldades, que apoio têm e estão obtendo para o exercício do seu trabalho”, complementa Fígaro.

Com informações da Abraji