Publicidade e Propaganda

6

Nov

Publicidade e Propaganda

Agência de publicidade disponibiliza serviço gratuitamente para pequenas empresas

Pequenas empresas que não possuem receita suficiente para investir em publicidade podem contar com os serviços gratuitos prestados pela Agência Sapiens – empresa júnior formada por alunos de Publicidade e Propaganda da Faculdade Estácio de Natal – unidade Ponta Negra. A agência executa, entre outras atividades, a criação de campanhas publicitárias.

Neste ano de 2018, segundo a coordenadora do projeto, Márcia Leite, já foram atendidas mais de 40 empresas e instituições. “Nosso objetivo principal é a ampliação do conhecimento prático e mercadológico dos estudantes em um espaço igual ao de uma agência publicitária do mercado, com a vantagem de ainda prestar atendimento à comunidade”, frisa.  

Para ter acesso ao serviço, é necessário ir à unidade Estácio Ponta Negra. O atendimento acontece de segunda a quinta-feira, das 14h às 17h. Depois da solicitação, a entidade passará por uma triagem.

Foto: Pixabay

5

Nov

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RAF: relação longeva com o cliente é uma das marcas da agência que já formou muitos publicitários de destaque no mercado

O Blog da Juliska dá continuidade à série de reportagens em parceria com o Sinapro/RN com as principais agências de propaganda do mercado potiguar, que reúne algumas das mais longevas e atuantes empresas de publicidade do Nordeste. A agência de hoje é a RAF Propaganda.

Por Juliska Azevedo

A caixa de pescar lagosta é um artefato utilizado pelos adeptos à prática que garante que, uma vez capturado, o crustáceo não tenha mais como sair. É com essa comparação bem-humorada que o publicitário Rogério Nurmberger, à frente da RAF Comunicação e Marketing ao lado do sócio Agnelo Alves Filho já há 24 anos, descreve a relação duradoura entre a agência e seus clientes. Ou seja: depois que o cliente chegou na RAF, é difícil sair. E para comprovar a tese, ele apresenta uma lista de “lagostas” de destaque no mercado que estão na agência desde o início, ou há pelo menos uns 20 anos. “Nós temos uma carteira de clientes muito fiel. Resultado de uma relação de confiança muito forte. A gente não veste só a camisa do cliente, mas a roupa inteira”, brinca Rogério.

Nessa lista seleta dos parceiros de primeira hora, estão empresas como a Comjol; a Ale (que já foi Postos Caraú e depois, SAT); a Ponta Negra Automóveis e a Manchete Calçados – que estão desde a fundação da agência. No grupo dos que têm em torno de duas décadas de relação com a agência, estão Grupo Redenção, Iskisita Atacado e um dos principais anunciantes do mercado potiguar, a Unimed. “A gente entende que agência de propaganda deveria ser cargo de confiança. O cliente chega aqui e nos conta suas estratégias, seus segredos. E tratamos com o cuidado e zelo como se fossem nossos”, afirma o publicitário.

Rogério ressalta ainda o zelo pela qualidade. Segundo ele, essa é a maior exigência do mercado. “Se o cliente vir que não tem qualidade, ele troca. Se ele permanece, é pela confiança e qualidade do que está sendo feito”, comenta. Para o publicitário, a “transparência e honestidade com o cliente” é outra marca. “A gente briga para que o cliente tenha o melhor orçamento. A gente procura a melhor relação custo x benefício, o melhor fornecedor. Ele se sente seguro ao ver que tem quem brigue por ele”, relata.

Tradição na formação de talentos

Ao lado de uma cartela de clientes “antiga”, está um grupo de funcionários também longevo. A média de tempo de casa da equipe da RAF é de 7 anos e meio. Mas há gente com 20 anos de casa na agência, entre os 17 colaboradores ao todo. Cabe à RAF, inclusive, o título de primeira agência a ter um publicitário que se aposentou por lá: o diretor de arte Clecius Silva, conhecidísimo no mercado publicitário local como "negão".

Rogério ressalta que, ao longo dos anos, passaram pela RAF profissionais que atingiram o renome nacional na área. Foi lá, por exemplo, o primeiro emprego de Hugo Aranha, um dos principais publicitários brasileiros, que hoje atua com sua própria agência em New York mas trabalhou em grandes agências do Brasil, como a África, e em marketing político de nomes como o ex-presidente Lula. Lá esteve também Alonso Júnior, que atuou na gigante Fisher América e hoje está na Espanha.

Do mercado local, Rogério conta que muitos publicitários que hoje tocam suas próprias agências passaram pela RAF antes de empreender. Ele cita Marcelo Mariz, da MRZ Comunicação, e os sócios da Criola, Renato Quaresma, Gabriela Alves e Vinícius Cavalcanti, entre outros nomes. Dos tempos em que essa turma toda passou na RAF para cá, quando a automatização e a internet passou a facilitar a vida das agências, Rogério acredita que o perfil do profissional mudou. Hoje, poucos são os profissionais que mantém o foco na produção criativa. “As pessoas passaram a tirar menos de si próprias e mais dos “googles” da vida. Há um pouco de acomodação”, acredita.

Mas, como tudo na vida tem dois lados, a mudança trazida pelas redes também facilitou, por um lado, o trabalho. “Agilizou muito o processo. O cliente hoje pede anúncio pelo whatsapp e aprova pelo próprio aplicativo. Praticamente não se usa mais imprimir o material e levar ao cliente para aprovação”, comenta.

“Uma vez um cliente chegou para mim brincando e disse – a RAF pode até não ser tão criativa, mas é a empresa mais honesta com a qual já trabalhei!”, conta Rogério, acrescentando que ficou surpreso com a brincadeira, mas recebeu como um elogio. “Nós damos segurança ao cliente. Pensamos em ganhar em longo prazo, junto com o cliente, em vez de ganhar muito e não ver o lado do cliente”, explica.

Ale: um dos mais emblemáticos clientes

Um dos clientes mais emblemáticos e marcantes da RAF, a Ale é um dos principais cases de sucesso da agência. Atualmente, a empresa comandada pelo empresário Marcelo Alecrim fatura cerca de R$ 12 bilhões por ano.

“Nós pegamos a Ale quando o cliente tinha apenas uma rede de postos. Criamos uma marca para essa rede, Postos Caraú, e um belo dia ele ligou – em 1996 - dizendo que tinha ganho uma concessão de uma rede de postos, dizendo que ia ser concorrente da Shell, Texaco, BR. Fui na casa dele e ele tinha acabado de receber um fax. Ele me disse que havia criado a Satélite Distribuidora. Foi aí que criamos a marca SAT, com lay out de postos, uniformes dos frentistas, todo o conceito de combustível do Nordeste. A empresa foi crescendo até que eles fizeram uma fusão com a Ale. Essa história é bem interessante, de um cliente que tornou-se uma grande empresa”, relata.

31

Out

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Arena das Dunas apresenta novos espaços bussiness a agências de propaganda filiadas ao Sinapro

Os diretores das agências filiadas ao Sindicato das Agências de Propaganda do Rio Grande do Norte (Sinapro/RN) realizaram seu encontro mensal hoje na Arena das Dunas, atendendo ao convite do empreendimento para conhecerem os espaços destinados a negócios e à veiculação de propaganda que existem no estádio.

Recentemente, a arena passou a abrigar uma área de escritórios moderna e pronta para atender às exigências do mercado bussiness, a Arena Office, instalado em setores de camarotes. Lá é possível instalar empresas em caráter provisório – como para atender a um evento – ou permanente. As coordenadoras de negócios da Arena, Luciana Toscano e de marketing, Karla Botelho, também apresentaram ao Sinapro as áreas destinadas à realização de eventos, como festas, jantares e formaturas.

Os publicitários receberam ainda um mídia kit que apresenta todas as áreas de negócios, eventos e propaganda do estádio. “Foi uma oportunidade interessante para as agências, de conhecer de perto tudo o que a Arena pode oferecer em termos de negócios, serviços e espaços”, assinalou o presidente do Sinapro, João Daniel Vale.

29

Out

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Portal sobre propaganda destaca que eleição de Bolsonaro marca mudança no marketing político

O Portal Meio e Mensagem trouxe hoje reportagem especial de Igor Ribeiro em que avalia as mudanças radicais que as eleições presidenciais do Brasil promoveram no que se conceituava como marketing político. Confira o texto:

Com 55,13% dos votos válidos, Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente da república neste domingo, dia 28, após uma corrida eleitoral com fatos inesperados. Entre os diversos fatores inéditos, destacam-se as novas regras sobre financiamento de campanha e o uso de meios digitais, principalmente no que tange à disseminação e controle de fake news. Se numa primeira análise esse contexto pode passar a mensagem de que o papel da comunicação na campanha foi diminuído – principalmente pela redução nas verbas e no tempo de TV –, para muitos analistas o marketing político sai fortalecido do processo, justamente por ter ajudado a construir a candidatura de Bolsonaro com poucos ativos tradicionais.

“Essa campanha teve muitas peculiaridades, mas provou mais do que nunca que o marketing político ganhou vida”, diz Átila Francucci, vice-presidente de criação da Nova/SB. Para ele, que até recentemente estava licenciado da agência para cuidar da campanha à presidência de Geraldo Alckmin (PSDB), o pleito deste ano afasta de vez a ideia de “marqueteiro político, aquela figura que num primeiro momento é mais pessoa física do que jurídica”, disse, referindo-se aos profissionais que, não raro, eram tão estrelados quanto os próprios candidatos.

“Nesta campanha, se todos os adversários tivessem iniciado o trabalho com uma antecipação muito maior do que a época de campanha em televisão, que neste ano foi muito mais curta, talvez tivesse sido mais concorrido”, avalia Francucci. “O único que reconheceu isso antes, mesmo que tenha iniciado basicamente nas redes sociais, foi o próprio Bolsonaro, ainda em 2014.”

Por outro lado, o candidato que começou a campanha mais tarde, Fernando Haddad (PT), ficou em segundo lugar no primeiro turno e cresceu na reta final do segundo turno, terminando com 44,87% dos votos válidos. “No engajamento das redes, a verdade tem mais poder do que o fake news”, diz Flavio Ferrari, sócio da consultoria Unit34. Ele uniu o serviço Social Data, de sua empresa, aos dados de monitoramento de redes sociais da Stilingue e à startup de gestão e análise de imagem corporativa AltaMedia no acompanhamento das estratégias dos principais candidatos. “Parte do desempenho do Haddad ocorreu por quem viu nele o alvo de fake news, pois falar mal da concorrência faz bem à concorrência – uma lição que o marketing de produto já aprendeu faz tempo.”

Não há unanimidade sobre o quanto as redes sociais se destacaram na comparação com a televisão. Há quem acredite que o poder das redes foi subestimado, principalmente a do WhatsApp, o que pode ter impactado todos os adversários, exceto o ganhador. “Hoje o povo tem muitos recursos de mídia além da TV, recebendo informações a todo momento”, diz Fernando Barros, presidente da Propeg e chairman do Grupo PPG. Ele também esteve afastado da agência recentemente, para trabalhar no marketing das campanhas de César Maia (DEM) no Rio de Janeiro para o senado, que perdeu, e as de governador de Paulo Câmara (PSB) em Pernambuco e Ratinho Junior (PSD) no Paraná, ambos eleitos no primeiro turno. “Estava escrito nas estrelas: as plataformas de mídia não se resumem à telinha de TV. Tem influência, claro, mas também o celular, a TV paga e todas as outras coisas que o eleitor recebe no decorrer do dia”, acrescenta o publicitário.

Uma pesquisa do Datafolha sobre a relação do eleitorado de cada candidato com redes sociais, publicada às vésperas do primeiro turno, mostrou Bolsonaro em destaque na maioria dos quesitos, às vezes atrás somente de João Amoêdo (Novo), cujo eleitorado era concentrado na classe AB. O Facebook era usado por 57% dos eleitores de Bolsonaro, contra 40% de Haddad, por exemplo. No WhatsApp, o candidato do PSL se comunicava com 61% de seu eleitorado, contra 38% do concorrente do PT. O presidente eleito tinha a maior base que compartilhava conteúdo sobre política e eleições, em ambas as plataformas, entre todos os candidatos: 31% no Facebook e 40% no WhatsApp (Haddad com 21% e 22%, respectivamente). Um levantamento da Socialbakers, plataforma de análise e gestão de plataformas digitais, mostra que Bolsonaro saiu de 6,9 milhões de seguidores (Facebook, Twitter, YouTube e Instagram) em janeiro de 2018 para 17,1 milhões em outubro. No mesmo período, Haddad foi de 742 mil para 3,4 milhões.

Apesar disso, Ferrari observa que as movimentações nas plataformas sociais ocorreram, segundo os estudos da Social Data, quase sempre a reboque de conteúdos veiculados na grande mídia. “Ficou evidente na análise que as mídias tradicionais tiveram peso, definiram a conversa das redes sociais, mas também ajudaram a construir o capital midiático dos candidatos, deram exposição a eles”, avalia. “Esse olhar de que a TV não funcionou costuma estar direcionado ao horário político, pois o que tinha mais tempo de TV não se refletiu em votos. Se não tem a comunicação adequada, pode ter todo o tempo de televisão do planeta que não vai resolver. A questão é conteúdo.”

Francucci lembra que o atentado à facada sofrido por Bolsonaro deu muito tempo em televisão para o candidato. “O mais precioso não é o break nem o horário obrigatório, que era disputado por senadores, deputados e outros candidatos. Ele estava no editorial e vitimizado pela facada, então a rejeição ao Bolsonaro, que era alta, começou a cair”, afirma, O publicitário lembra ainda que apesar da mídia espontânea, a estratégia reclusa no segundo turno, evitando aparecer em debates, quase se demonstrou nociva, já que Haddad começou a subir nas pesquisas na reta final.

Bolsonaro não teve a figura tradicional de um profissional de marketing conhecido durante a campanha. Familiares, o presidente do PSL Gustavo Bebianno e consultores colaboraram para a campanha. Algumas agências de marketing digital, como a 9ideias, AM4 e Yacows trabalharam plataformas e foram inclusive alvo de denúncias envolvendo disparo pago por empresários (proibido por lei). Steve Bannon, consultor de Donald Trump e de diversos políticos conservadores europeus, chegou a se encontrar com Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente eleito, mas ambos negam que uma agenda oficial tenha sido estabelecida.

Apesar da aparente informalidade, a comunicação de Bolsonaro foi construída profissionalmente e será um case a ser estudado. “O marketing político precisa de estratégia, mas também de criatividade, pois o digital é, como a TV e o rádio, mais uma plataforma”, diz Fernando Barros. “Se houver um candidato que o eleitorado não quer, o marketing não vai fazer milagre.” Na opinião do publicitário, o que muda basicamente é a entrada de profissionais mais focados em ferramentas do marketing real, que já se mostraram produtivas, e a saída de cena de profissionais que se destacavam por usar o marketing político para se vender como milagreiros. “Era algo desonesto, um raciocínio atrasado e preguiçoso”, afirma.

Flávio Ferrari endossa: “O marketing reforçou sua importância, mas precisa se renovar para conhecer as ferramentas disponíveis para operar uma campana e conhecer melhor as demandas da sociedade”. Segundo ele, há duas demandas básicas que voltam a ser valorizadas e podem até mesmo partir de profissionais e consultores diferentes: o posicionamento e a execução. “Entender o candidato e definir o que será importante na estratégia política, o que é mais importante de comunicar, qual é a linguagem em cada um dos pontos de contato com o potencial eleitor: isso é posicionamento. Na prática isso não mudou conceitualmente”, fala Ferrari. “Mas hoje tem um leque de ferramentas muito maior para estabelecer pontos de contatos com o consumidor, então é preciso transformar esse planejamento de comunicação em uma estratégia transmídia, já que cada um desses pontos exige características próprias na distribuição das mensagens ao eleitor.”

Além de ressaltar novamente que tempo de campanha segue sendo importante, Átila Francucci afirma que “é preciso que as plataformas, o próprio WhatsApp, e outros profissionais estudem como esse movimento se comporta como veículo de comunicação”. Em tempos nos quais o primeiro pronunciamento à nação do presidente eleito, ainda antes de falar a rádios e televisão, foi numa live no Facebook, essa mensagem parece ter ficado bastante clara.

Fonte: Portal Meio e Mensagem.

Disponível em: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2018/10/28/eleicao-de-bolsonaro-marca-mudanca-no-marketing-politico.html

 

26

Out

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FAZ Pro: em 31 anos de mercado, a experiência de uma agência que acompanha as mudanças da comunicação

O Blog da Juliska dá início hoje a uma série de reportagens em parceria com o Sinapro/RN com as principais agências de propaganda do mercado potiguar, reunindo algumas das mais longevas e atuantes empresas de publicidade do Nordeste. A primeira da série é a FAZ Pro.

Por Juliska Azevedo

Não é fácil para empresas de qualquer ramo ultrapassar três décadas de vida mantendo-se na seleta lista dos destaques. Mas a área de atuação for a comunicação publicitária, que passou por rápidas e profundas mudanças durante os últimos anos, o feito de manter-se ativa e entre os melhores torna-se ainda mais digno de registro.

A FAZ Pro, que começou como Faz Propaganda, chegou em 2018 aos 31 anos, sendo alçada à condição de agência mais longeva entre as filiadas ao Sindicato das Agências de Propaganda do Rio Grande do Norte (Sinapro/RN). O publicitário e jornalista que segura o bastão do seu comando, Ricardo Rosado de Holanda – hoje ao lado das filhas Luanda e Amanda Holanda – acumula muitas histórias para contar, mesclando a trajetória da FAZ com tantos fatos e situações vividos no Brasil e no Rio Grande do Norte ao longo desse período.

Em 1987, quando a Faz começou, o universo da propaganda respirava ares bem diferentes. Os diretores de arte tinham que ser desenhistas, era o início da profissionalização da atividade, havia poucas agências em atividade. A mão de obra vinha do jornalismo e era autodidata no universo da publicidade. Quanto aos clientes, o varejo era pequeno e principal cliente, o setor público.

Ricardo Rosado já era professor da UFRN e correspondente da Folha de São Paulo em Natal, quando resolveu, junto com quatro sócios, enveredar pela publicidade. Os anúncios eram desenhados à mão e encaminhados de táxi para clientes mais distantes, como os de Mossoró, para serem aprovados. “A gente locava um táxi para ir deixar o anúncio. Quando ia visitar os clientes, já levava uma pasta com uma série de lay-outs prontos”.

Chegada da internet é a primeira grande mudança

Na década seguinte, começa a revolução da internet. Para ser uma agência antenada, era importante comprar um Macintosh. “Mesmo sem dominarmos a tecnologia, não havia nada melhor na época do que uma agência ter um Macintosh”, afirma. Ricardo guarda, em seu museu na FAZ, os primeiros celulares “modelo tijolão” da Motorola, assim como uma série de equipamentos utilizados ao longo das décadas que já estão totalmente obsoletos. “Os computadores tornaram quase infinita a possibilidade de recursos, um milhão de coisas, e de repente, tinhamos que ter novos profissionais para fazer isso. Foi a primeira grande mudança”, relata.

O terceiro momento – o atual, do universo das mídias digitais – é apontado pelo publicitário como o mais “cruel” para a publicidade clássica. “Esse momento está sendo muito cruel com a agências tradicionais. Mudou a forma de produzir, mudou a remuneração”, comenta. “Hoje se paga a publicidade para multinacionais – tudo vai para o Facebook, para o Instagram – e a agência não tem remuneração para isso. São veículos que não pagam comissão. O dinheiro da propaganda está indo para fora do país, enriquecendo empresas multimilionárias mundiais”, constata.

Ricardo Rosado comenta ainda que, para as agências que têm o cuidado meticuloso com o que é produzido, o trabalho para se fazer um anúncio para redes sociais é o mesmo de se produzir um anúncio para outdoor, para jornal, ou outros meios clássicos. “Mas o valor de produção tornou-se irrisório”.

Lembranças de outra maneira de fazer propaganda

Em duas décadas, muitos clientes, campanhas e histórias. A Faz lembra da melhor fase do mercado imobiliário do RN, de verbas pujantes e forte presença publicitária, quando um mesmo cliente, a imobiliária Caio Fernandes, chegou a publicar 360 anúncios de página inteira de jornal durante um ano. Lembra ainda do que considera o maior case da propaganda do Estado: a campanha Ofélia, para seu cliente Bain Douche – boutique famosa em Natal nos anos 80 e 90 – e que teve repercussão até fora do país. A campanha foi criada pela parceria entre Ricardo Rosado e o publicitário e amigo de longa data, Alex Medeiros.

Nos 31 anos de vida, a Faz Pro assistiu a dois impeachments. Enfrentou a inflação de 82% ao mês a deflação de 0,2%. Cortou 14 zeros na moeda, em cinco ou seis planos econômicos. Viu um desemprego de 14 milhões de pessoas. Viu uma recessão cruel. “Nesse contexto, tem que ter muita economia, austeridade. É um sacrifício que tem que ser feito”.

Desafios, dinâmica e criatividade

Atualmente, a FAZ Pro reúne, em sua sede da rua Trairi, em Petrópolis, a estrutura da FAZ Com, que trabalha com consultoria em comunicação e marketing político e a sede do PortalNoAr, site jornalístico que tem Ricardo como um dos sócios. A agência mantém uma cartela de clientes privados e públicos relevante, entre eles atende ao Governo do Estado e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte.

“Temos a esperança que o novo governo ungido pelo voto popular, possa tomar medidas que reacendam a economia, reacendam a confiança para o investidor, tragam de volta investimentos externos. É claro que se o país sair da crise, todo mundo sai junto”, afirma.

Os próximos passos estão nas mãos de Amanda e Luanda, que têm a missão de lançar um novo olhar sobre a agência e prepará-la para o futuro. As meninas acreditam que a ordem é se reinventar quanto ao modelo de negócio, sem perder o foco na criatividade e nos resultados para o cliente. E contam com o aval de Ricardo Rosado para as decisões relacionadas à gestão.

“Estamos passando por uma transição, de um modelo em que o jornal não se acabou, ainda é preciso estrutura para os anúncios tradicionais, para os comerciais de televisão. Mas ao mesmo tempo você precisa ter uma estrutura nova para as mídias sociais. Acredito que há um superdimensionamento do alcance do universo digital, que ainda irá se acomodar”, comenta o publicitário. “Nesses 30 anos, é a fase de maiores desafios para o nosso mercado. Mas o futuro está chegando e estamos de olho nele”, afirma Ricardo.

 

 

 

22

Out

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O Boticário lança novo Malbec com ação de mídia exterior em VLT da CBTU em Natal

Quem cruzar com Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT) pelas ruas de Natal ou embarcar para uma das viagens ligando Natal a Parnamirim ou Ceará-Mirim poderá se deparar com uma bela campanha publicitária d’O Boticário, para o lançamento do novo Malbec Magnetic. O VLT foi uma das mídias escolhidas para a campanha, dentro da proposta da Companhia de Trens Urbanos (CBTU) que vem comercializando espaços publicitários nos trens e na estação Central, na Ribeira.

Na campanha atual, contratada pela Rota Mídia Exterior, o anunciante adesivou portas e janelas do VLT, levando a campanha de comunicação aos mais de 16 mil passageiros pagantes que circulam por dia no sistema e ao público que acompanha a passagem dos trens nas ruas e avenidas cruzadas pelas linhas férreas.

No sistema ferroviário de Natal, circulam em média 16 mil pessoas nas 30 viagens realizadas diariamente pelos trens entre os municípios de Natal, Parnamirim, Extremoz e Ceará-Mirim. Ao longo do percurso, estão distribuídas 23 estações em 56 quilômetros de malha férrea, cruzando importantes avenidas como Bernardo Vieira, Capitão Mor. Gouveia, Dr. Mario Negócio e João Medeiros Filho, permitindo aos anunciantes uma excelente visibilidade de sua marca, produto ou serviço.

Além da adesivação dos trens, é possível anunciar na estação e em espaços publicitários internos dos VLTs, como sancas, janelas, portas, entre outros, apresentados em mídia kit preparado pela companhia. Para anunciar, a agência ou empresa de mídia deve realizar um cadastro junto à CBTU. Mais informações podem ser obtidas no telefone (84) 3221-3355.

15

Out

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“Publicidade e Desigualdade” apresenta novo olhar sobre a relação entre a propaganda e mulheres de diversos grupos sociais

Como mulheres da classe popular observam as representações femininas na publicidade? De que modo lidam com a dupla jornada aliada às exigências dos papéis de mãe e dona de casa, e, como negociam os ideais de consumo diante da escassez orçamentária?

Questões como estas são abordadas no livro “Publicidade e Desigualdade”, que será lançado no próximo dia 23 de outubro, em Natal, no Douce France (Petrópolis), a partir das 18h30. A obra, de autoria de Milena Freire de Oliveira-Cruz, é fruto da pesquisa que realizou em seu doutorado em comunicação na Universidade Federal de Santa Maria. As inquietações que levaram à pesquisa vêm dos debates crescentes sobre o papel que a publicidade assume ao circular e produzir representações de gênero e classe nos dias atuais.

Mulheres dos mais diversos grupos da sociedade convivem com representações nos anúncios que sugerem modelos femininos ideais, o que inclui desde seus papéis na família, no trabalho, entre amigos, até as questões relacionadas aos padrões de beleza e comportamento. Em contrapartida, o público tem sido cada vez mais crítico a medida em que não se reconhece nesses estereótipos e se manifesta de forma ativa nas redes sociais e nas relações de consumo com as marcas.

A pesquisa que baseia o livro foi realizada através de entrevistas em profundidade ao longo de um ano com mulheres da classe trabalhadora das mais diferentes profissões: empregada doméstica, babá, manicure, agente penitenciária, comerciante, sacoleira e professora. Além de revelar reflexões do grupo sobre a sua condição de ser mulher, aborda aspectos sobre maternidade, relações de família, de trabalho, os desejos e dilemas que fazem parte da vida dessas mulheres e como essas questões se relacionam com o modo como elas veem a publicidade.

“É uma leitura atual, dirigida tanto a estudiosos quanto a profissionais da área que se interessem em compreender as questões sociais que fazem parte da prática publicitária e entendem a importância do papel de uma publicidade mais plural e representativa para dialogar com seus públicos”, afirma Milena.

Sobre a autora

Milena Freire é natalense, formou-se em publicidade na UnP e jornalismo na UFRN, onde também estudou o mestrado em Ciências Sociais. Fora de Natal desde 2005, mantém contato direto com a cidade pelos inúmeros laços afetivos com amigos e familiares. Doutora em Comunicação pela UFSM com estágio-sanduíche no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Hoje é professora dos cursos de comunicação na Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e se dedica a estudar as relações de gênero e desigualdades sociais que estão relacionadas entre as mensagens midiáticas e seus públicos.

 

 

 

5

Out

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[VÍDEO] Campanha “O amor pela sua escolha define o seu futuro” aborda a importância fazer escolhas com base no que se ama

Nova campanha publicitária do ramo da educação já no ar em televisão e mídias digitais. O Colégio CEI – Romualdo e a escola de educação infantil Primeiros Passos lançaram a campanha “O amor pela sua escolha define o seu futuro”, em que mostra crianças refletindo sobre suas escolhas para a vida, a profissão que desejam seguir, e incentiva a “amar o que se faz” como caminho para fazer melhor. A campanha foi desenvolvida pela Executiva Propaganda. Confira o VT:

5

Out

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Apple e Google mantêm liderança de marcas mais valiosas

Pelo sexto ano consecutivo, Apple e Google se mantêm como as marcas mais valiosas do mundo, segundo o Best Global Brands. Realizado pela Interbrand, o estudo aponta Amazon e Microsoft na terceira e quarta posições, respectivamente. A informação é do Portal Meio e Mensagem.

Segundo a matéria, a 19ª edição do estudo analisou três características: performance financeira dos produtos e serviços sob a chancela da marca; papel da marca na decisão de compra do consumidor; força da marca para garantir um preço premium ou ganhos.

De acordo com o Portal, os setores com mais representantes no ranking foram Luxo e Varejo. Este ano, duas empresas entram na lista: o Spotify alcançou a posição 92 e Subaru a de lanterna do ranking, na centésima posição.

O valor da marca Apple cresceu 16% (US$ 214,48 bilhões) e o da marca Google cresceu 10% (US$ 155,506 bilhões).

As cinco marcas com maior crescimento incluem Amazon (56%); a entrante de 2017 Netflix (45%); Gucci (30%); o Salesforce.com (23%), que também entrou no ranking em 2017; e Louis Vuitton (23%). Com uma queda de 6%, o Facebook saiu deste grupo, depois de fazer parte dele por cinco anos. Confira a lista completa.

Foto/divulgação. Fonte: Meio & Mensagem, disponível em: http://www.meioemensagem.com.br/home/ultimas-noticias/2018/10/04/apple-e-google-mantem-lideranca-de-marcas-mais-valiosas.html

28

Set

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Sinapro destaca resultados de campanhas de comunicação pública a serviço do cidadão

O presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do Rio Grande do Norte (Sinapro/RN), João Daniel Vale, ressalta a importância dos números divulgados neste mês nacional do trânsito pelo Ministério da Saúde, que apontam para uma redução de 45,9% das mortes em acidentes de trânsito em Natal, entre os anos de 2010 e 2016.

Para João Daniel Vale, os números atestam a efetividade e a importância das campanhas públicas de comunicação, que - aliadas a outros fatores - podem contribuir para salvar vidas.

As campanhas educativas do Detran são produzidas, no Rio Grande do Norte, por agência de propaganda filiada ao Sinapro, a Executiva Propaganda, vencedora de licitação dentro das normas nacionais da propaganda pública.

“Os números contribuem para a percepção de que a comunicação pública informativa, de conscientização e a serviço do cidadão pode contribuir para causas tão urgentes na sociedade”, ressalta o presidente do sindicato.

As campanhas educativas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) vêm seguindo a linha, nos últimos cinco anos, de chamar o cidadão à sua responsabilidade por um trânsito mais seguro.

No ano passado, o Detran/RN teve destaque nacionalmente com o primeiro lugar no XVI Prêmio Denatran de Educação de Trânsito. A campanha publicitária #CurtoDirigirBem foi considerada a melhor do Brasil no ano na categoria “Comunicação I”, que envolveu agências de publicidade, profissionais de mídia e estudantes da área de comunicação de todo o país.

 

17

Set

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Universidade privada promove evento de Marketing Digital gratuito em Natal

O Marketing Digital como Ferramenta de Inclusão será destaque em palestra gratuita de Glebe Duarte, profissional da área com reconhecida experiência no mercado local. O evento será realizado no dia 27 de setembro, às 19 horas, no auditório da Estácio, em Capim Macio.

A capacitação é uma iniciativa do curso de Pós-Graduação/MBA em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais da Faculdade Estácio de Natal. A palestra será um ambiente de aprendizado sobre as estratégias e ações digitais que podem ser realizadas com ferramentas que geram resultados de engajamento.

Inscrições: https://goo.gl/forms/S2KQCOCOfNT46ODt2

 

31

Ago

Publicidade e Propaganda

Normas e práticas da Propaganda são abordadas na Quinta Jurídica por especialista nacional

“Propaganda é coisa séria. Obedece a normas e não depende só da agência, mas do tripé: agência, anunciante e veículo. A agência é quem corre os riscos do negócio”. A explanação, referente ao contexto das licitações de verba pública de propaganda, foi feita pela diretora jurídica da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), Helena Zoia, em sua participação, na noite de ontem (30), da Quinta Jurídica, no auditório da Justiça Federal do RN.

O evento debateu Inovação, Comunicação e Tecnologia e foi realizado - pela primeira vez - em parceria com o Sindicato das Agências de Propaganda (Sinapro/RN).

Helena Zoia falou ao público, formado pelo meio jurídico e publicitário, sobre os pontos de união entre esses dois universos. “Vim falar de propaganda para os advogados e de direito para os publicitários”, explicou. Ela fez uma exposição das normas que regem a propaganda, a licença criativa e comentou comerciais que marcaram época. “Agência não é esse bicho de 7 cabeças que se fala por aí. É preciso entender a natureza do negócio”, declarou.

A diretora jurídica explicou como se dá a participação das agências nas verbas publicitárias - demonstrando a parte que cabe aos veículos e também aos fornecedores - e como são geridos os contratos com órgãos públicos.

“Vamos encarar a atividade publicitária apenas como uma atividade diferente. Ela é séria e exige tanto de quem a ela se dedica como as demais. Com uma diferença, não temos hora para sair nem para entrar”, declarou Helena Zoia, referindo-se à dedicação exigida aos publicitários.

Com uma demonstração em números, a diretora jurídica da Fenapro mostrou quanto fica com as agências dos valores dos contratos públicos. “Parte da remuneração das agências volta aos cofres públicos, via tributos. A menor parte da verba pública de mídia é das agências, ou seja, 20% e o restante é dos veículos. No entanto, nós somos as contratadas e respondemos pelo todo do contrato”, comentou, apresentando que, a cada mil reais pago a uma agência, por exemplo, pelo menos R$ 160 são de impostos.

Atividade com regulamentação própria

A Quinta Jurídica contou ainda com a palestra da advogada Amanda Lima, sobre tecnologia, inteligência artificial e blockchain, e foi mediada pelo juiz federal Carlos Wagner e pelo presidente do Sinapro/RN, João Daniel Vale.

Para o presidente do Sinapro, o evento trouxe esclarecimentos importantes acerca da atividade publicitária. “O evento uniu dois universos aparentemente tão distantes, mas com vários interesses comuns. Dra Helena Zoia representou com maestria essa intersecção entre os dois mundos, com suas décadas de experiência”, disse.

O sócio-diretor da RAF Propaganda, Rogério Nuremberg, destacou que a palestra de Dra. Helena Zoia tem uma importância fundamental para esclarecer ao meio jurídico como funciona o universo da publicidade, com sua regulamentação própria. “A atividade publicitária do RN tem sido a Geni da música de Chico Buarque. Por causa da ignorância – e falo no sentido literal da palavra – sobre como funciona a atividade. É a única que tem uma lei própria para licitação. Nós que fazemos as agências temos sido atacados por acusações que são totalmente fora da realidade da própria lei, bastando uma leitura dela para os devidos esclarecimentos”, contextualizou.

 

27

Ago

Publicidade e Propaganda

Fórum Empresarial do RN apresenta cases de empresários potiguares reconhecidos nacionalmente

A 6ª edição do Fórum Empresarial do RN, já tradicional evento promovido pela K&M Seminários, acontece no dia 24 de setembro, no Teatro Riachuelo, a partir das 19h. O evento vai apresentar ao público três cases de empresários de sucesso no estado: Francisco Veloso, sócio e fundador da Tapuio Agropecuária; Horácio de Oliveira e Lo-Amy Fonseca, sócios e diretores da Pulse Academia; e ainda Paulo Pedote e Dr. Marcus Passos, respectivamente diretores do Grupo Fleury e do Instituto de Radiologia de Natal.

O Fórum Empresarial do RN tem como enfoque proporcionar momentos de discussão e reflexão sobre a atividade empresarial, a fim de fomentar o desenvolvimento de empresas e a retomada do movimento de crescimento local, estimulando o empreendedorismo potiguar. De acordo com a organização do evento, é esperado um público estimado em 1.500 participantes entre autoridades, empresários, executivos, gestores e profissionais de diversas áreas. As inscrições são limitadas e podem ser feitas pelo site www.kemseminarios.com.br ou pelo plantão de vendas no (84) 99942-0386.

23

Ago

Publicidade e Propaganda

[VÍDEO] Campanha do TJRN chama atenção para a violência contra a mulher sob uma perspectiva diferente

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte lançou nesta semana a campanha “Mais Igualdade”, durante a solenidade de abertura da 11ª edição da Semana Nacional do Justiça Pela Paz em Casa. Idealizada e produzida pela Secretaria de Comunicação Social do TJRN, a campanha leva as pessoas a se colocarem no lugar da mulher agredida, a partir de uma perspectiva diferente.

Um dos criadores do conceito da campanha “Mais Igualdade”, o diretor de arte Ilton Spínola, do Núcleo de Webdesign e Criação Gráfica do TJRN, diz que a ideia foi fugir das campanhas tradicionais de combate à violência contra a mulher, onde a exposição da mesma reforça os crimes cometidos.

“A nossa ideia foi impactar diante das campanhas tradicionais. Inserimos nas peças figuras masculinas no lugar das mulheres vitimadas, provocando uma reação de estranhamento imediato. E é exatamente esse o intuito da nossa campanha, mas o contexto não é apenas de substituição, e sim de se por no lugar da vítima, gerando empatia, e desconstruindo a ideia do ‘normal’ ou ‘comum’ que a sociedade enxerga ou absorve. Em contrapartida, salientar que violência é violência, sem definições de gêneros ou classes”, explica Spínola. Também participaram da criação do conceito, os diretores de arte Alison Bruno, John William, Raissa Azevedo e Valter Silveira.

Ao apresentar o projeto, o secretário de Comunicação do TJRN, jornalista Osair Vasconcelos, destacou os conceitos que nortearam a ideia “Do ponto de vista antropológico, nos convida a enxergar com os olhos do outro. O conceito vindo da psicologia, nos propõe a sentir o que o outro sente. A união desses conceitos nos leva a ter empatia com essa causa. Apostamos na empatia como elemento precursor da mudança”.

Semana da Justiça pela Paz em Casa

A Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que busca estimular o debate e conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. Busca ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha, através da conscientização da sociedade sobre a importância das denúncias em casos de violência doméstica. É realizada desde 2015, em parceria com os tribunais estaduais, os quais priorizam o julgamento de processos relativos ao tema.

O juiz Deyvis Marques, responsável pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CE-Mulher), destacou a importância de evidenciar as discussões sobre o tema. “A campanha [da Justiça pela Paz em Casa] tem o objetivo de manter vivo o debate, visto que ela é contínua e promove três edições ao ano. Temos vivido momentos turbulentos, muitos casos de violência têm vindo à tona, o que demonstra que a cultura não se modificou”, considerou o juiz.

O vice-presidente do TJRN, desembargador Gilson Barbosa, exprimiu seu entendimento sobre uma causa que mobiliza as mulheres e homens conscientes deste país. “É importante para o Judiciário patrocinar essa ação, por trazer um caráter mais efetivo às garantias e aos direitos que a mulher tem e merece”, asseverou o magistrado. Veja a programação da Semana aqui.

10

Ago

Publicidade e Propaganda

Agências de propaganda do RN recebem informações estratégicas sobre o mercado consumidor em evento do Sinapro

O Sindicato das Agências de Propaganda (Sinapro/RN) apresentou aos filiados e clientes, na noite desta quinta (09), dados que apontam as tendências relacionadas ao comportamento de compra e estratégias de publicidade nos cinco maiores mercados de consumidores conectados do mundo - Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França e China.

As informações são do estudo Dimesion 2018, apresentado pela Kantar Ibope Media, atendendo a convite do sindicato. Com os dados, as agências sindicalizadas tornam-se ainda mais preparadas para realizar um atendimento diferenciado e oferecerem melhores soluções aos clientes.

Cerca de 60 pessoas formaram o público do evento exclusivo. Os presentes também conferiram cases da publicidade em televisão apresentados pela direção da InterTV Cabugi.

Antenados ao digital, mas principalmente aos resultados

A apresentação da Kantar Ibope Media, conduzida pela executiva Manuella Vidal, mostrou com dados detalhados que as agências estão certas ao procurarem se antenar com as novas tecnologias, mas que o consumidor, de modo geral, ainda prefere ver anúncios nas plataformas tradicionais - como televisão e rádio.

Segundo a Kantar Ibope, as marcas estão aprendendo a se comunicar de múltiplas formas e os consumidores, por sua vez, adquirem novos hábitos de mídia. “Nesse contexto, o desafio dos profissionais da comunicação é filtrar o grande volume de dados para sustentar o planejamento da comunicação com uma medição sólida e consistente”, destacou.

Criatividade em alta por mais resultados

Já o diretor-geral da InterTV Cabugi, Dirceu Simabucuru, destacou em sua apresentação que a criatividade das agências nunca esteve tão em evidência e com tanta relevância como hoje. “Nesse mar todo de comunicação, a importância de uma campanha bem feita é fundamental para o nosso cliente ter resultado. Temos feito um esforço enorme em busca de soluções de comunicação”, afirmou.

A diretora comercial da InterTV, Priscilla Simonetti, apresentou cases em que o cliente “pensou fora da caixa” e desenvolveu ideias que proporcionaram resultados diferenciados.

Agências com conteúdo técnico e consistente

A iniciativa do Sinapro, em promover um momento de informação e interação para os filiados e clientes, foi elogiada pelos participantes. Entre eles pelo publicitário Ricardo Rosado, da FazPro, um dos fundadores do sindicato há quase 30 anos.

“Na transição, convergências e incertezas que a publicidade vive hoje, o caminho mais seguro para compreender estas transformações sem dúvida é buscar informações técnicas, consistentes e confiáveis. Foi isso que agências, anunciantes e veículos assistiram no evento do Sinapro”, afirmou Ricardo. “Parabéns ao Sinapro pela iniciativa”, completou.

O sócio-diretor da Criola Propaganda, Renato Quaresma, considerou a iniciativa de extrema importância. “O compartilhamento de dados e conhecimento permite que os profissionais do mercado possam oferecer um serviço de maior qualidade e melhor resultado aos clientes”, registrou.

O presidente do Sinapro/RN, João Daniel Vale, adiantou que o sindicato já programa outras atividades para proporcionar aos filiados momentos de aprendizado. “Já estamos trabalhando nos próximos eventos. Nossa meta é que as agências filiadas formem um grupo tecnicamente preparado para enfrentar os desafios do mercado com profissionalismo e segurança”, afirmou.

O Sinapro/RN conta hoje com 12 agências filiadas: Art&C, Aragão, Executiva, DoisA, FazPro, New, Comarket, Base, Criola, RAF, Marca e Ratts Ratis. Duas outras agências estão em processo de filiação - KKi e Zumba.