Tecnologia

27

Jul

Tecnologia

Pesquisa da UFRN recebe carta-patente para tecnologia na área de informática

Por volta de 1890, uma nova forma de processamento de dados provocou uma mudança drástica na contagem dos censos da época. Tratava-se de uma máquina de contabilizar considerada precursora do moderno sistema de processamento de dados. Seu sistema usava cartões perfurados e agulhas metálicas. No “encontro” das duas ferramentas, fecha-se o circuito elétrico, acionando, assim, o sistema de contagem. De acordo com a posição dos furos, o sistema fornecia informações como idade ou profissão do entrevistado. A memória, neste caso, baseava-se em cartões perfurados. Com a invenção, o censo nos Estados Unidos foi concluído em um tempo quase quatro vezes menor.

Pouco mais de meio século após, uma outra transformação — mais profunda até — em termos de processamento e armazenamento de informações acontece e projeta-se até os dias atuais. Com o auxílio do uso dos transistores, John Von Neumann formula uma proposta na qual as instruções passem a ficar armazenadas na memória do computador. Assim, toda vez em que precisássemos executar um comando, a máquina remetia a uma informação já existente dentro dela. Em consequência, a rapidez no processamento aumenta. Esse modelo de execução é o paradigma dos modelos convencionais de computadores, conhecidos como modelo de Von Neumann. A título ilustrativo, conceitos como CPU, memória, dispositivos de entrada e dispositivos de saída estão baseados metaforicamente a partir dessa ‘arquitetura’ eletrônica.

O aumento da imersão do real no plano digital, contudo, impõe cada vez mais a necessidade de rapidez no processo de transferir informação. Esse contexto desencadeia, neste início de segundo milênio, um esforço coletivo de toda uma comunidade de cientistas e da indústria para tentar superar os limites das soluções anteriores. Pensando nisso, os cientistas Ivan Saraiva Silva e Sílvio Roberto Fernandes de Araújo desenvolveram e receberam neste mês de junho o patenteamento de uma nova tecnologia, um modelo teórico de processador que muda o paradigma dos modelos convencionais baseados no modelo de Von Neumann.

Eles explicam que nos processadores convencionais os programas são convertidos em código binário após o processo de compilação, o qual é carregado na memória antes de ser executado. Durante a execução do programa, o processador busca uma pequena porção desse código binário, normalmente relativo a uma instrução do processador. De modo análogo, a depender da instrução, dados podem ser buscados ou gravados na memória, usados para realizar alguma operação ou guardar os resultados. E assim o processador convencional busca e executa individualmente todas as instruções e dados na memória até o fim do programa.

Entretanto, com a tecnologia desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Sistemas e Computação (PPgSC) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), essa lógica é redeterminada, tendo como horizonte o aumento de desempenho, com ênfase em tempo de execução dos programas, memória requerida e consumo energético. “Em IPNoSys, o processador patenteado, as instruções e respectivos dados são colocados em pacotes, os quais saem das memórias e enquanto trafegam pela grelha de elementos processantes, as instruções são executadas e os resultados intermediários reinseridos nos pacotes, sem a necessidade de buscas sucessivas nas memórias. Com esta solução, há menos acessos à memória e é possível executar instruções em paralelo, de modo que é possível executar os programas mais rapidamente em comparação com processadores convencionais com mesma capacidade de elementos processantes”, coloca Sílvio Roberto Fernandes de Araújo.

Na época doutorando do PPgSC, Araújo atualmente é professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), localizada na cidade de Mossoró/RN, onde desenvolve trabalhos com grupos de pesquisa na UFRN, Ufersa e Universidade Federal do Piauí (UFPI) — esta última abriga hoje Ivan Saraiva. Em 2009, ano do depósito do pedido de patente, Saraiva era professor da UFRN, mais especificamente do Departamento de Informática e Matemática Aplicada (DIMAP). Ao todo, além da tese de doutorado de um dos inventores, as publicações relacionadas ao processador IPNoSys correspondem a onze artigos em conferências, oito artigos periódicos, um capítulo de livro e um livro completo, além de sete outros trabalhos acadêmicos, entre TCCs, dissertações e teses.

“Essa carta-patente engloba o modelo de execução, o formato binário dos programas, em forma de pacote de instruções, e o respectivo modelo arquitetural do hardware que pode colocá-lo em prática”, pontua Saraiva. O hardware citado corresponde a um conjunto de elementos processantes simples dispostos em forma de uma grelha de duas dimensões, semelhante a um tabuleiro de xadrez, de modo que é possível acontecer comunicação entre os elementos próximos. Além disso, possui quatro memórias dispostas nos quatro cantos da grelha. Em sua lógica de funcionamento, o processador IPNoSys pode executar quaisquer aplicações desenvolvidas por meio de programação, utilizando as instruções que ele disponibiliza, porém com um modelo próprio de execução e algumas instruções específicas e não convencionais.

O simulador do hardware foi desenvolvido usando uma linguagem de descrição com nível de precisão RTL (Register-Transfer Level). A partir desse modelo inicial, já foram desenvolvidas outras duas versões que melhoram ainda mais seu desempenho, mantendo a compatibilidade do conjunto de instruções, o que é chamado de família de processadores, como acontece com modelos comerciais. “Não existe um protótipo físico deste processador, de modo que a prova de conceito do seu funcionamento e eficiência são experimentais, realizada por meio de simulação com alta precisão, assim como acontece em qualquer projeto de processadores inicialmente”, frisa Silvio Araújo.

Patenteamento

A caminhada que culmina na carta-patente é longa, bem mais do que propriamente o tempo superior a uma década. Contudo isso não afasta a relevância do patenteamento. “A patente é o título de propriedade de um dado invento, assim como a escritura é para o instrumento que reconhece a propriedade de um bem tangível, como um imóvel. Ela garante que apenas o titular ou terceiros, com a sua permissão, possam explorar economicamente o invento. Dessa forma, através do sistema de patentes, é possível obter recursos financeiros para novamente investir no desenvolvimento de novas tecnologias ou incrementos.”, coloca o diretor da Agência de Inovação (AGIR), Daniel de Lima Pontes.

Dentro da UFRN, a AGIR é a responsável por propiciar o suporte operacional aos inventores, desde o depósito até a concessão, bem como nos trâmites para possível transferência da tecnologia para o setor produtivo. Nesse processo, ela avalia se estão presentes os requisitos de patenteabilidade, tais como a novidade, capacidade inventiva, aplicação industrial e suficiência descritiva, e orienta os pesquisadores quanto aos ajustes necessários. Daniel Pontes esclarece que um outro aspecto no processo de patenteamento é justamente o reconhecimento da capacidade inventiva de um grupo de pesquisadores ou laboratórios no desenvolvimento de tecnologias em uma dada área do conhecimento, o que atrai investimento de empresas interessadas em novos desenvolvimentos.

Além de avaliar os requisitos de patenteabilidade, cabe à AGIR a proteção e gestão dos ativos de propriedade intelectual da UFRN, como patentes e programas de computador. Em tempos de pandemia, as orientações e explicações a respeito dos aspectos para patentear uma determinada invenção são dadas mediante o e-mail patente@agir.ufrn.br ou via aplicativos de mensagens, pelo telefone (84) 9 9167-6589. As notificações de invenção, por sua vez, são feitas por meio do Sigaa, pela aba Pesquisa. Em seguida, a equipe da AGIR entra em contato com o inventor para dar prosseguimento aos trâmites.

*Por Wilson Galvão - AGIR/UFRN
 

24

Jul

Tecnologia

Como evitar golpes em aplicativos bancários pelo celular

Com a pandemia, muitas pessoas deixaram de ir aos bancos presenciais e aderiram aos aplicativos para realizarem transferências, pagamentos ou até mesmo consultar o saldo da conta. Com o aumento do uso do celular para essa função, muitos criminosos estão aproveitando o momento para aplicar golpes. De acordo com um estudo da TransUnion, as tentativas de fraudes digitais contra empresas de serviços financeiros aumentaram em 612% no Brasil. A pesquisa afirma ainda que o principal tipo de golpe é o roubo de identidades, fraude de cadastro e a apropriação indevida de contas.

Thiago Bordini, professor coordenador da pós-graduação em Cyber Threat Intelligence no Instituto Daryus de Ensino Superior Paulista (IDESP), recomenda a troca periódica das senhas. “Ressaltamos também a importância de ativar a autenticação em dois fatores em todos os aplicativos que permitem esse tipo de segurança. Além disso, não permita que pessoas desconhecidas te adicione em grupos de mensagens”, explica.

O especialista elencou algumas dicas de segurança em caso de roubo do aparelho celular:

- Ative PIN do chip do celular: com uma senha de quatro a seis dígitos (depende da operadora), o usuário evitará que o criminoso tenha acesso às informações do chip roubado em outro aparelho, já que, ele solicitará o PIN para desbloqueio dos dados. Isso evita o envio de tokens por SMS, por exemplo, para desbloqueio da conta bancária; 

- Aplicativos para exclusão de dados: instale no celular aplicativos que permitem a exclusão de dados do dispositivo. Após o roubo, basta ativar esse aplicativo de forma remota que chega um SMS para o aparelho roubado com um código e ele faz a exclusão dos dados do celular remotamente e sem a necessidade da internet;

- Não deixe salvo informações bancárias: por conta da facilidade, muitos usuários deixam informações como agência, conta e até mesmo senhas salvas para um próximo acesso. A recomendação é limpar esse histórico de dados, além de apagar os SMS recebidos pela instituição financeira. Esse processo evita que outras pessoas usem as informações de forma indevida;

- Desative as informações de tela: existem muitos aparelhos que, mesmo com a tela bloqueada, é possível visualizar o conteúdo da mensagem na tela. Configure o celular para que seja exibido apenas a informação que chegou uma nova mensagem, sem a apresentação do conteúdo.

23

Jul

Tecnologia

Setor de TI deve empregar 2 milhões de pessoas nos próximos 10 anos

No pós-pandemia, o Brasil deverá investir na formação de profissionais da área de Software e Tecnologia da Informação (TI) para uma recuperação verde – modelo de desenvolvimento que concilia fatores sociais, ambientais e econômicos. O setor, que representa a base do processo de digitalização de todos os outros segmentos, tendo um perfil de ação transversal, deverá empregar 2,06 milhões de pessoas em 10 anos, sendo 779 mil em 12 profissões emergentes.

Os dados são do estudo Profissões Emergentes na Era Digital: Oportunidades e desafios na qualificação profissional para uma recuperação verde, realizado pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Núcleo de Engenharia Organizacional (NEO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A pesquisa identifica tendências e 12 profissões emergentes no curto (2 anos), médio (5 anos) e longo prazo (10 anos) na área de Software e TI. Além disso, alerta para as vantagens da formação profissional para o setor. No aspecto social, destaca-se a rápida inserção no mercado de trabalho, com cursos de curta duração e on-line, mais acessíveis. Por exemplo, a formação de programador, que leva em média seis meses, consegue transformar uma pessoa com ensino médio básico, que ganharia apenas um salário mínimo, em um profissional com salário de 2,5 a 4 mil reais iniciais.

Outra vantagem é do ponto de vista ambiental, já que a digitalização das atividades econômicas – processo que depende de mão de obra especializada – pode reduzir entre 10% e 20% a emissão total de gases de efeito estufa. Por outro lado, um único curso técnico ou universitário não é capaz de preparar os profissionais no nível de profundidade necessário para cargos de especialista, como Especialista em cloud ou Engenheiro de software. Isso porque os cursos formais fornecem uma visão holística dos processos, mas sem o aprofundamento técnico normalmente desejado pelo mercado de trabalho.

“Consideramos o cenário brasileiro atual e o impacto da transformação digital para mostrar a importância de determinadas profissões na definição de uma estratégia nacional de desenvolvimento econômico sustentável”, explica o assessor Técnico da GIZ Martin Studte.

Qualificação e requalificação estão entre as recomendações

As estimativas de quantos profissionais serão necessários e as lacunas entre a demanda e a oferta – ou egressos de cursos – mostram como o setor educacional brasileiro pode reagir e desempenhar um papel fundamental na recuperação verde.

“O SENAI, que acompanha as transformações do mercado de trabalho por meio de observatórios técnicos setoriais, avalia que o estudo é mais um norte para o país assumir uma posição dianteira, em comparação com outros países que também precisam atualizar sua mão de obra. Essas tendências devem ser consideradas pelas instituições de ensino profissional na formação inicial e na requalificação dos trabalhadores”, ressalta o diretor geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

O diretor do NEO, Alejandro G. Frank, completa a lista de recomendações: apostar na imediata formação e requalificação de profissionais; investir na formação de professores, na atualização constante dos currículos e na criação de novos cursos; incentivar a interdisciplinaridade; e desenvolver políticas de inclusão digital a médio prazo.

“Para longo prazo, é importante criar um plano de atualização dos cursos no Brasil, aproximar o estudante do ensino médio da formação técnica e aumentar a oferta de cursos e de capacitação de professores em áreas menos favorecidas do país”, observa Alejandro Frank. Lucchesi lembra que a oferta do curso técnico no ensino médio está prevista no modelo do Novo Ensino Médio.

Especialista em cibersegurança

Entre as três profissões de destaque do setor – programador, cientista de dados e analista de cibersegurança – o analista de cibersegurança é o que tem maior gap entre a projeção de profissionais formados e a demanda do mercado de trabalho. Nos próximos 10 anos, o país deve ter 15,2 mil profissionais de segurança cibernética, enquanto a demanda será de 83 mil, uma lacuna de 81,7%.

Em dezembro do ano passado, o SENAI inaugurou cinco academias de segurança cibernética nas cidades de Brasília (DF), Fortaleza (CE), Londrina (PR), Porto Alegre (RS) e Vitória (ES). São laboratórios com infraestrutura, ambiente seguro e pessoal qualificado para realização de competições cibernéticas, palestras, consultorias e cursos presenciais e on-line, ao alcance de pessoas de todo o Brasil.

A instituição também se juntou a empresas referências no setor de tecnologia e segurança digital, como Rustcon, Cisco e AWS. Exemplos recentes de ações são as turmas fechadas para atendimento a empresas de telecomunicações e secretaria de segurança pública, proporcionando a imersão dos participantes em um simulador digital de ataques cibernéticos. Além do atendimento corporativo para organizações públicas e privadas, as oportunidades estão abertas também para profissionais e estudantes que querem ingressar nesse mercado de trabalho promissor.

 

23

Jul

Tecnologia

Alexa ganha opção de voz masculina

No mercado há 7 anos, a Alexa desde sempre é definida por sua voz feminina, mas agora ganhou uma contraparte do outro sexo. De maneira muito silenciosa, a Amazon lançou na última semana uma versão da assistente virtual com um som masculino e batizada de “Ziggy”. Ela por enquanto está disponível apenas nos EUA, mas você pode ter um gostinho do perfil aqui.

Foi na surdina porque a atualização do programa veio junto do anúncio (aparentemente) maior da inclusão de Shaquille O’Neal e Melissa McCarthy como celebridades opcionais para assumir a posição de assistente. O diferencial da voz masculina em relação a esses últimos é que o termo “Ziggy” agora ganha mesma importância no dicionário de palavras dos aparelhos da Amazon que “Alexa”, “Echo” e o próprio nome da empresa tem, com todos sendo capazes de ativar os smart speakers e outros aparelhos com integração da assistente.

Como outras atualizações, o usuário pode alternar entre as diferentes vozes da Alexa pedindo que ela “mude de voz”, mas nesse caso é válido apontar que a alteração deve ser feita em cada aparelho com a assistente virtual. Para manter o discurso de que a Alexa e o Ziggy não tem gênero definido, a Amazon define as duas respectivamente como as opções de voz “original” e “nova” – um truque que imita a Apple e o Google, que usam números e sistema de cores para diferenciar os perfis da Siri e do Google Assistente.

Ainda não há uma previsão oficial de quando Ziggy chega ao resto do mundo.

Fonte: Portal B9, disponível em: https://www.b9.com.br/147834/alexa-ganha-opcao-de-voz-masculina/

22

Jul

Tecnologia

70% dos brasileiros adultos foram expostos a um golpe de suporte técnico, de acordo com estudo da Microsoft

Os golpes de suporte técnico são um problema global que afeta pessoas de todas as idades. Tudo começou com ligações telefônicas, nas quais os golpistas se passavam por funcionários da Microsoft, notificando as pessoas, de forma fraudulenta, que elas eram vítimas de malware ou outros ataques prejudiciais. Isso então se transformou em falsos "pop-ups", aparecendo nas telas das pessoas, tentando convencê-las mais uma vez que algo estava errado com seus computadores, de forma que os golpistas pudessem cobrar para "consertar" falsos problemas. Hoje, os golpistas estão adeptos à tecnologia em constante evolução e ao uso de táticas e estratégias mais sofisticadas para enganar os usuários online.

Mensalmente, Microsoft recebe aproximadamente 6.500 reclamações de pessoas que foram vítimas de golpes de suporte técnico. Houve uma redução em comparação à média de 13.000 reportes por mês em anos anteriores. No entanto, os golpistas não apenas tiram vantagem da marca Microsoft, mas também fingem pertencer a outras empresas de tecnologia e prestadores de serviços de renome. Para abordar esse problema globalmente, a Microsoft contratou YouGov para realizar uma nova pesquisa em 2021 em 16 países e analisou os golpes de suporte técnico e o seu impacto nos consumidores. Essa é uma continuação de pesquisas semelhantes realizadas pela Microsoft em 2018 e 2016.

No Brasil

70% dos adultos brasileiros estiveram expostos a um golpe de suporte técnico, 3 pontos a mais que em 2018 (67%). Apesar disso, os golpes que envolvem e-mails não solicitados diminuíram de 43% para 37%.

Houve um aumento de 5 pontos no número de pessoas que dão continuidade ao golpe (29%), o que também corresponde a um ligeiro aumento nas pessoas que perdem dinheiro (de 5% para 7%).

É menos provável que os consumidores confiem em contatos não solicitados e consideram cada vez menos provável que uma empresa entre em contato com eles dessa forma.

Os millenials confiam mais que outras gerações, que significa que também é mais provável que deem continuidade a um provável golpe.

Acredita-se que as agências de proteção ao consumidor sejam as responsáveis por ajudar a proteger os consumidores dos golpes de suporte técnico.

Globalmente

Os resultados da pesquisa 2021 revelam que, globalmente, menos consumidores estiveram expostos a golpes de suporte técnico em comparação com a pesquisa 2018. Os resultados do estudo também relevam que as pessoas geralmente são mais céticas em relação as ligações de suporte técnico ou pop-ups, o que ajuda a evitar que sejam vítimas deste tipo de golpe. Entretanto, as pessoas que deram continuidade à interação de golpe tinham mais probabilidades de perder dinheiro com os golpistas do que os verificados na pesquisa anterior.

Os resultados mais interessantes da pesquisa referem-se à quantidade de consumidores que sofreram golpes de suporte técnico e a demografia dos consumidores que deram continuidade a interações fraudulentas.

Alguns aspectos relevantes incluem:

Três em cada cinco consumidores se depararam com um golpe de suporte técnico nos últimos 12 meses.

Um em cada seis consumidores foi induzido a continuar com o golpe, levando as vítimas a perderem centenas de dólares para os golpistas.

Os millenials (pessoas de 24 a 37 anos) e a geração Z (18 a 23 anos) apresentam maior exposição aos golpes de suporte técnico.

Um em cada 10 millenials e um em cada 10 Gen Zers que se depararam com um golpe, foram enganados e perderam dinheiro.

Entre aqueles que deram continuidade a um golpe, o gancho mais comum durante a interação foram problemas com o computador (30%), seguido por senhas comprometidas (23%) e uso fraudulento de cartões de crédito, débito e departamentais (18%).

Novas gerações participam de atividades online mais arriscadas

Globalmente, aqueles que perderam dinheiro relataram maior participação em atividades arriscadas online e superestimaram suas habilidades em relação ao uso de computadores e da Internet. Semelhante aos resultados de 2018, observamos os jovens sendo vítimas de golpes de suporte técnico com mais frequência, especialmente a Geração Z e a Geração Y, bem como os homens. Isto também está relacionado a uma maior participação do que as gerações anteriores em atividades online de risco, como o uso de sites de torrent e a troca de endereços de e-mail para conteúdo.

As informações financeiras confidenciais continuam em risco: enquanto os golpistas geralmente solicitavam que os consumidores baixassem software ou acessassem um site (30% das vítimas que o fizeram relataram problemas posteriores nos seus PCs), a proporção de consumidores aos quais foi solicitado um documento de identificação emitido pelo governo (por exemplo, o número do CPF) aumentou desde 2018 e 16% foram incentivados a acessar seu banco durante a sessão fraudulenta. Não é surpresa que tenha aumentado o número de consumidores que informam o uso fraudulento de seus cartões de crédito e débito, o que explica o aumento de perdas de dinheiro.

Os perpetradores ameaçam os consumidores por meio de estruturas sofisticadas

“Devido à pandemia, o uso de ferramentas digitais tem sido de vital importância para todas as empresas e indivíduos e foi um fator determinante na capacidade de adaptação às novas condições de trabalho remoto e a digitalização de uma grande gama de serviços. Vivemos em constante evolução tecnológica e a fraude de suporte técnico não é exceção.

Não enfrentamos mais apenas ligações fraudulentas, mas também uma infraestrutura mais sofisticada que aproveita os vendedores parceiros para implantar pop-ups de aparência legítima para os consumidores, levando-os a se comunicarem com call centers fraudulentos”, comentou Victoria Beckman, líder da Unidade de Crimes Digitais (DCU) para as Américas na Microsoft.

“Também vemos golpistas usando e-mail, a otimização de motores de busca e táticas de engenharia social para atrair as vítimas. Estas táticas têm servido para expandir um modelo de negócios facilmente replicável, com os perpetradores compartilhando recursos, incluindo encaminhamentos para call centers, clientes em potencial e processadores de pagamentos”, finalizou.

Depois de se conectar com as vítimas em potencial, os golpistas também roubam informações pessoais e financeiras. As vítimas pagaram pelo menos $200 (USD) em média e muitas pessoas enfrentaram repetidas interações com golpes. Algumas dessas pessoas infelizmente até perderam milhares de dólares para um suporte técnico falso, buscando consertar problemas de computador inexistentes. Alguns golpistas até instalaram malware em seus computadores "clientes", permitindo-lhes manter o acesso aos computadores mesmo depois que as vítimas acreditaram que suas sessões de acesso remoto haviam terminado.

21

Jul

Tecnologia

Magalu abre inscrições para programa de TI com bolsas de estudo para mulheres

As inscrições para a terceira edição do Luiza , curso de aceleração em desenvolvimento de software promovido pelo Magalu, já estão abertas. O programa oferece 210 bolsas de estudo exclusivas para mulheres em parceria com a escola Gama Academy.

Nesta edição, a formação terá duas turmas de 105 alunas e o objetivo do projeto é incentivar a entrada do público feminino no setor, já que, atualmente, o mercado de trabalho do segmento ainda é predominantemente masculino. Metade das vagas são destinadas ao público interno do Magalu. Entre as oportunidades reservadas ao público externo, 50% vão para mulheres negras.

Na edição realizada no início de 2021, foram 105 bolsas de estudo. “Por muito tempo não se viu mulheres em áreas técnicas, porque, historicamente, elas tiveram de lutar por espaços dentro e fora das organizações”, diz André Fatala, vice-presidente de plataforma do Magalu. "O Magalu sempre defendeu essa causa: formar desenvolvedoras e novos talentos em tecnologia é parte da nossa contribuição para que haja ambientes de inclusão, igualdade e respeito."

Alunas podem ser contratadas

As participantes poderão escolher entre a linguagem Node.js e a ferramenta de infraestrutura Google Cloud. Não é necessário ter formação na área ou curso superior para ser selecionada.

O programa tem duração de cinco semanas e as aulas ocorrem de forma online de segunda a sábado. São mais de 100 horas de conteúdo e um desafio final, com base em um case real da companhia, leva à conclusão do curso. As bolsistas terão, ainda, uma sessão de mentoria com profissionais do Luizalabs e um workshop de treinamento para participação em processos seletivos.

Mais de 30 alunas de edições anteriores do Luiza já foram contratadas pelo Magalu. “Além de ser uma oportunidade de aprender com a equipe do Luizalabs, o Luiza é uma chance para mulheres que desejam mudar de carreira ou conquistar uma vaga em uma empresa de tecnologia”, afirma Patricia Pugas, diretora-executiva de gestão de pessoas do Magalu.

20

Jul

Tecnologia

Tinder lança Central de Segurança repaginada para garantir paqueras saudáveis

O Tinder anunciou na última quinta-feira (15) a estreia da versão brasileira de sua Central de Segurança. Com a promessa de evoluir de forma constante, o espaço fornece aos usuários do aplicativo de paquera um local que oferece orientações de como realizar encontros de forma segura e como manter o bem-estar ao conhecer e conversar com outras pessoas que frequentam a plataforma.

O espaço também fornece uma lista de linhas diretas para suporte em áreas que incluem saúde mental, violência por conta de preconceito e segurança na internet. A nova central foi desenvolvida em parceria com diversas organizações não-governamentais (ONGs), incluindo nomes como ABGLT, FONATRANS, Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e o Mapa do Acolhimento, entre outras.

"Todos os dias, milhões de membros do Tinder confiam em nós para apresentá-los a novas pessoas, e nós nos dedicamos a construir recursos inovadores de segurança que atendam às necessidades das comunidades de date online de hoje", explica Rory Kozol, Chefe de Produtos de Segurança do Tinder.

O Brasil é o primeiro país da América Latina a receber uma versão própria da Central de Segurança, que também está disponível nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Japão. Além de trazer informações que antes ficavam dentro das configurações do aplicativo, o espaço quer garantir a acessibilidade a todos os recursos dos quais os usuários podem precisar enquanto usam o aplicativo.

Segundo o Tinder, o acesso à Central pode ser feito através do menu principal e sempre que os membros trocarem mensagens com seus matches. O processo deve ser revisado e atualizado constantemente, e a empresa afirma que seu objetivo é garantir que o app seja um espaço livre em que todos possam se expressar e assumir suas próprias identidades sem medos de preconceitos.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/seguranca/tinder-lanca-central-de-seguranca-repaginada-para-garantir-paqueras-saudaveis-190243/

19

Jul

Tecnologia

Inscrições abertas para o Workshop de Tecnologia de Redes Natal

Estão abertas, até o dia 27 de julho, as inscrições para o 4º Workshop de Tecnologias de Redes de Natal (IV WTR Natal), evento organizado pelo Núcleo de Redes Avançadas da UFRN/PoP-RN em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). O tema central é: Soluções em TIC para a nova realidade do trabalho e ensino remoto. O evento ocorre nos dias 28 e 29 de julho e as inscrições devem ser feitas por meio deste site.  

Com uma carga horária total de 10 horas durante os dois dias programados, o workshop tem como objetivo reunir técnicos da área de tecnologia de redes e gestores de TIC das instituições clientes do PoP-RN/RNP, parceiros das redes Giga Natal e Giga Metrópole e provedores locais. 

Por meio de diversas palestras e painéis, os organizadores visam à troca de experiências e ao compartilhamento de soluções técnicas nas áreas de monitoramento, gerenciamento, operação e segurança de redes avançadas e às oportunidades de discussão dos problemas encontrados no quotidiano da operação de redes, além de divulgar os processos de gestão do PoP-RN/RNP.

Mais informações sobre o evento e a grade de programação podem ser encontradas no site do PoP-RN.

Público-alvo

Técnicos e gestores de Tecnologia da Informação de instituições de ensino e pesquisa federais, estaduais e privadas do estado do Rio Grande do Norte, clientes conectados às redes GigaNatal e GigaMetrópole, provedores locais e regionais e estudantes de cursos ligados à área de TI.

19

Jul

Tecnologia

Xiaomi se torna a segunda maior vendedora de smartphones do mundo

No último bimestre, a Xiaomi foi a segunda maior vendedora de smartphones do mundo, de acordo com um relatório do Canalys. As vendas da gigante chinesa representaram cerca de 17% do merado mundial de celulares, atrás apenas da Samsung, com 19%, e acima da Apple, que ficou com 14%.

Além do trio, Oppo e Vivo fecham o top 5 com 10% cada. Todas as cinco companhias tiveram um notável crescimento nas vendas à distância no último ano, mas a Xiaomi teve um destaque mais impressionante: em comparação ao mesmo período em 2020, vendeu 83% mais aparelhos.

“A Xiaomi está crescendo seus negócios para além da China bem rapidamente”, afirmou Ben Stanton, gerente de pesquisa da Canalys. O comentário se deve ao fato de a gigante chinesa estar expandindo seus negócios em mercados como o do leste europeu, África e América Latina – incluindo o Brasil, claro.

Apesar de ainda estar atrás da Samsung, o fato de a Xiaomi ter ultrapassado a Apple, principal referência do mercado de smartphones – e tecnológico como um todo – é um grande marco. Principalmente se pormos em perspectiva que a Apple teve um crescimento de 1% nas vendas, enquanto a Xiaomi chegou a impressionantes 83%.

Fonte: Portal B9, disponível em: https://www.b9.com.br/147538/xiaomi-se-torna-a-segunda-maior-vendedora-de-smartphones-do-mundo/

18

Jul

Tecnologia

Brasileiro ganha prêmio internacional por criar robôs contador, fiscal e financeiro

Há cinco anos, nascia, no Brasil, uma fintech e accountech desenvolvedora de soluções revolucionárias para contabilidade, gestão fiscal e financeira de médias e grandes empresas: a ROIT. De 2016 para cá, seu comprometimento foi com a transformação inteligente dentro das companhias dando vida ao ROIT BANK. E todo esse esforço não foi em vão. Muito pelo contrário: no dia 30 de junho, a startup foi reconhecida internacionalmente com a premiação do Digital Disruptors Awards (Prêmio Digital Disruptor), organizado pela Globant, empresa nativa digital que oferece soluções tecnológicas inovadoras em todo o mundo.

Na cerimônia de anúncio dos vencedores, Lucas Ribeiro, CEO do ROIT BANK, foi premiado na categoria “High Tech Trendsetter” (na tradução, pessoa mais influente na criação de tendências de alta tecnologia), ao participar pela primeira vez do evento que reconhece quem se destaca e se esforça para garantir que suas companhias se mantenham na vanguarda da revolução digital.

 

Em sua explanação, Ribeiro agradeceu a oportunidade de participar da premiação e enfatizou que as empresas, não só as brasileiras, mas de muitos países do mundo, sofrem bastante ao fazer as suas operações financeiras visto que, na prática, os bancos apenas “transferem dinheiro de uma parte a outra”, sem quaisquer vinculações contábeis ou fiscais. “No Brasil, nós já mapeamos, com os recursos da inteligência artificial, 1 bilhão e 800 milhões de cenários tributários distintos, o que é absolutamente impossível para um ser humano – aprender, compreender e fazer análises, ainda mais de tantos documentos diferentes”.

Dando continuidade ao seu discurso, ele pontuou que o ROIT BANK foi responsável por classificar e extrair o conteúdo de 32 tipos diferentes de documentos, entre notas fiscais de serviços tomados (sem padrão no Brasil), mercadorias adquiridas, faturas, boletos bancários, contratos e muitos outros, com distintas categorias de operações que precisam ser contabilizadas e analisadas fiscalmente. E tudo é feito usando a robotização e a inteligência artificial de uma maneira totalmente rápida e muito assertiva. “Então, hoje, as empresas, dentro do que podem, tentam lidar com o emaranhado do cenário tributário brasileiro, claro que com muito atraso, perda de tempo, ineficiência e, principalmente, erros que causam multas, juros, autuações e outros problemas. É assim que entramos neste mercado, de uma forma bastante disruptiva, invertendo a maneira como as pessoas jurídicas fazem contabilidade: ao invés dela ser a última etapa, passou a ser, na nossa esteira, a primeira. Invertemos o processo tradicional, e a fase final é a efetivação das transações bancárias, que são entregues aos ERPs – softwares de gestão da empresa” de forma automática, com interações humanas apenas no tratamento de exceções.

O prêmio contou com mais de 2 mil inscritos do mundo todo. A Globant deu visibilidade a 22 disruptores na Ásia, Europa, América do Norte e América Latina, que também estão liderando mudanças em suas organizações em vários setores, os quais, com visão inovadora e trabalho diário, estão alcançando a transformação digital e cognitiva para preencher a lacuna em direção a um futuro digital sustentável.

Na categoria “High Tech Trendsetter”, o ROIT BANK foi premiado justamente por oferecer uma nova abordagem de assunto: o complexo sistema tributário brasileiro; aumentando a capacidade da empresa com inteligência artificial, dados e tecnologia. O prêmio é um reconhecimento do trabalho e dos projetos de transformação digital impactantes da startup.

O evento contou com a presença de Erik Qualman (principal palestrante de tecnologia, #1 Bestselling Author, professor titular em Harvard e laboratórios edX do MIT), Agustín Huerta (VP de Tecnologia – Data & AI e IoT Studios da Globant), Wanda Weigert (Chief Brand Officer da Globant) e Elena Morettini (diretora de Sustainable Business da Globant).

As demais categorias da premiação foram: Transformation Catalyst (catalisador de transformação) – para ser premiado, é necessário realizar uma verdadeira transformação de negócios que impacta em todos os aspectos da organização; Culture & Agility Igniter (dispositivo de ignição de cultura e agilidade) – os ganhadores precisam ter uma cultura de alto desempenho e mantê-la em constante evolução; Sustainable Business Strategist (estrategista de negócios sustentáveis), voltado a pessoas e empresas que prosperam em áreas novas e inexploradas, assumindo o jogo da inovação e usando a tecnologia para alcançar um futuro sustentável; e, por fim, Engaging Experiences Master (mestres de experiência envolventes), cujo reconhecimento é direcionado a quem consegue trazer o usuário para o centro e criar uma experiência holística baseada na tecnologia.

Para saber mais detalhes sobre o Digital Disruptors Awards e seus vencedores, visite o site oficial.

17

Jul

Tecnologia

Setor de inovação mapeia gargalos para enfrentar déficit de profissionais em TI

O setor de tecnologia da informação (TI) enfrenta um grande desafio: o déficit de profissionais. Estudos do mercado apontam que, no Brasil, essa carência deve equivaler a mais de 408 mil postos de trabalho até 2022. Devido à escassez de pessoal, as perdas acumuladas nos últimos dez anos (2010-2020) alcançam R$ 167 bilhões.

Os dados são de um levantamento da Softex, organização social voltada ao fomento da área de TI e que integra o Projeto TechDev Paraná, iniciativa que reúne entidades empresárias e públicas com o objetivo de desenvolver atividades de TI. Entre elas estão a regional paranaense da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-PR), o Governo do Estado e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação.

Para tentar resolver o problema, atualmente, o projeto aplica duas pesquisas para identificar gargalos e demandas em recursos humanos do setor.

Uma pesquisa busca obter o mapeamento das vagas existentes na área e averiguar onde é recorrente a carência de mão de obra. É voltado a empresas, que respondem a um formulário com questões relacionadas ao porte, segmento de atuação e perfil do empreendimento; e ainda sobre formas de recrutamento de pessoal, de estágio, de manutenção de colaboradores, entre outras questões referentes à gestão de pessoas.

Por sua vez, a segunda pesquisa tem o objetivo de investigar competências necessárias de hard skills e soft skills. O primeiro termo significa o conjunto de habilidades profissionais tidas como quantificáveis, isto é, que podem ser mensuradas de alguma forma. Por exemplo, certificações obtidas pelos profissionais, sua formação acadêmica e complementar, entre outras características. Já o termo soft skills diz respeito a competências mais subjetivas, como criatividade, inteligência emocional e pensamento analítico.

Para o diretor-presidente da Assespro-PR, Lucas Ribeiro, o diagnóstico vai permitir tanto a empreendedores como a gestores públicos estabelecerem ações mais efetivas em prol do desenvolvimento do setor de inovação. O dirigente destaca o protagonismo do Paraná nesse cenário de potencialidades na área de tecnologia da informação. Por isso, assinala ser fundamental a participação das empresas nas duas pesquisas em andamento dentro do TechDev Paraná.

“De acordo com Acate Tech Report 2020, o Paraná é o segundo estado em faturamento em TI – no último período, registrou crescimento de 25,4%. É, ainda, o segundo estado em número de novos profissionais formados e o quarto em folha salarial no total das atividades econômicas no Brasil”, expõe Ribeiro, que também é CEO do ROIT BANK - accountech e fintech do Paraná. Atividades de agricultura e pecuária, indústria de alimentos e smart grid (gestão automatizada do setor elétrico) estão entre os destaques em geração de empregos em TI, no Paraná, cita o dirigente.

Enfrentar a falta de mão de obra qualificada é fundamental para o Brasil não deixar escapar a oportunidade de ser referência no mercado global de TI, adverte Ribeiro. Atualmente, o país é o 10º maior do mundo, e líder na América Latina, respondendo por 40% desse mercado regional, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES).

O TechDev Paraná foi lançado em novembro último. Ribeiro ressalta a sinergia dos atores envolvidos. “O objetivo é o de promover o ecossistema de tecnologia e inovação do Paraná conectando empresas, universidades, instituições de ciência e tecnologia e setor público”, sublinha o diretor-presidente da Assespro-PR.

14

Jul

Tecnologia

UFRN seleciona bolsistas das áreas de engenharias e tecnologias

O Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abriu inscrições para a seleção de bolsista para o projeto Pesquisa Aplicada para Integração Inteligente Orientada ao Fortalecimento das Redes de Atenção para Resposta Rápida à Sífilis. De acordo com o edital, as inscrições iniciam nesta quarta-feira, 14, encerram no dia 20 de julho e devem ser efetuadas pelo candidato por meio da Plataforma de Processos Seletivos do Lais. O valor da bolsa é de R$ 2.000 mensais e poderá durar até a data final da vigência do projeto.

O processo visa à seleção de alunos que estejam regularmente matriculados em curso de graduação ou pós-graduação em instituição devidamente reconhecida pelo MEC, nas áreas de Ciência e Tecnologia, Ciências da Computação, Engenharia Mecânica, Engenharia Biomédica, Engenharia de Computação, Sistemas de Informação, Tecnologia da Informação, Tecnologia em Análise ou Desenvolvimento de Sistemas.

Os candidatos aprovados no processo seletivo comporão uma lista de cadastro de reserva, sendo então convocados conforme a ordem do resultado final deste certame, a disponibilidade de eventuais vagas e a validade do certame.

O resultado final será divulgado no dia 11 de agosto, no site do LAIS.

13

Jul

Tecnologia

Tecnologia inédita no Brasil auxilia empresas a treinarem funcionários em trabalho remoto

Durante a pandemia de Covid-19, quase 8 milhões de brasileiros trocaram o escritório pelo ambiente de casa, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesta nova realidade, como as empresas fazem para realizar treinamentos, oferecer cursos de liderança e comportamentais ou de atualização a esses profissionais?

Pensando nisso, o ex-executivo do Banco do Brasil (BB),  doutor em Economia e mestre em administração, Pedro Carbone, criou um aplicativo inédito no país para as empresas oferecerem treinamentos de maneira remota, algo que vem justamente ao encontro da atual tendência: a migração para o home office. Ele acumula passagens pela Faculdade IBMEC e pelo SEBRAE Nacional, além de ser autor de best seller publicado na área.

O novo App segue um método que permite às empresas criarem seu próprio conteúdo ou agregarem informações de outros ambientes em um único local. Chamado Trilhas de Aprendizagem, a novidade permite disponibilizar cursos e conteúdos em diversos formatos multimídia, como vídeos, áudios, livros, artigos, apostilas, manuais e podcasts. A solução é única no país e no mundo. “O App é um AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem)”. híbrido, que gerencia capacitação, conteúdos e conhecimentos simultaneamente, ao gosto do cliente, resultado de um trabalho de 25 anos de experiência com educação corporativa e gestão de conteúdos em grandes organizações", conta Carbone.

Nele, ainda estarão disponíveis treinamentos gratuitos para as mais diferentes áreas. "A navegação é intuitiva. O usuário pode selecionar o tema das trilhas desejadas usando filtros, como conhecimentos, competências a desenvolver, cargo, área ou processo de trabalho, por exemplo. Pode acompanhar o seu progresso, realizar testes e se alcançar a nota mínima recebe um certificado de conclusão on-line”, explica Rudiney Franceschi, CTO da DevMaker, empresa que desenvolveu o aplicativo ao lado da INTELETTO, que funciona sob o comando de Carbone.

Durante o consumo do conteúdo o usuário ainda tem o histórico com status que mostra o que já foi estudado e seu progresso, além de permitir degustar todos os materiais didáticos na ordem que preferir, disponíveis nas bibliotecas virtuais de cada trilha que navegar. “É uma nova experiência de capacitação, dentro de uma perspectiva pedagógica de autodesenvolvimento e liberdade educacional”, enfatiza Carbone. Através do histórico de progresso, o App analisa o desempenho do colaborador em cada etapa e o certifica a cada trilha concluída.

“Essa tecnologia permite que as pessoas possam se desenvolver no seu ambiente de trabalho através de cursos disponibilizados pela própria empresa de modo remoto, proporcionando que elas conquistem progressão em suas carreiras”, ressalta o CTO da DevMaker, complementando que o App pode ser customizado com conteúdos adaptáveis para qualquer organização em todas as áreas do conhecimento.

Como é totalmente adaptável, o App não é apenas para uso corporativo, mas é também indicado para o uso de instituições em geral, como as de ensino, e pessoas que queiram compartilhar ou somente acessar conhecimento.

Para criar suas próprias trilhas e disponibilizar cursos é necessário obter o licenciamento do aplicativo no site da Inteletto (www.inteletto.com). Já quem deseja acessar os conteúdos e não é vinculado a uma empresa licenciada também poderá se capacitar. Bastará baixar o aplicativo, escolher o tema do curso, acessar os conteúdos disponíveis e receber certificados por participação. Já encontra-se no ar a versão corporativa e em novembro será lançada a destinada ao público em geral, com diversos treinamentos e trilhas de aprendizagem com livre acesso, com foco na gestão e liderança.

Trilhas da Aprendizagem pode ser baixado por celular, diretamente nas lojas Apple e Google (para a web é utilizado um gateway de pagamento específico) ou pelo site: www.devmaker.com.br/portfolio/trilhas-de-aprendizagem

 

13

Jul

Tecnologia

SENAI lança curso de Programador Full-Stack, dentro da Semana do Programador de Sucesso

A área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é uma das que mais crescem em todo mundo, e no Brasil não é diferente. O momento traz grandes oportunidades de empregabilidade em um setor que está em constante evolução e inovação.

Pesquisas indicam que o mercado de trabalho está em expansão, com diversas vagas para profissionais qualificados e para atender a essa procura, o SENAI Mossoró traz para o Rio Grande do Norte o curso de Programador Full-Stack. A formação, em parceria com SENAI Nacional, faz parte da Semana do Programador de Sucesso.

Em aulas totalmente online, os alunos irão programar sistemas utilizando as principais tecnologias do front end e do back end, disponibilizando visualmente ao usuário uma forma amigável de acesso ao sistema, utilizando tecnologias como HTML, CSS e JavaScript. Além disso, programar toda a parte não visual do sistema, utilizando linguagens como Java, C# e Python.

Como 100% da carga horária do curso é ofertada na modalidade a Distância – EaD (online), o aluno é quem faz seu horário. Por meio de uma plataforma de ensino, será disponibilizado o material didático produzido pelo SENAI (livros, conteúdo online, vídeos e simuladores), além do acompanhamento do monitor de EaD e do docente tutor.

Para a formação, é sugerido que o aluno tenha disponibilidade diária para os estudos na plataforma de ensino. O docente tutor agendará webconferências (aulas ao vivo), e caso o aluno não possa participar, as gravações ficarão disponíveis no ambiente virtual até a data final de realização do curso.

O combo é composto pelos cursos Programador Back-End e Programador Front-End e ao concluir, o estudante receberá o certificado de qualificação profissional em Programador Full-Stack.

Para se inscrever basta clicar AQUI

Semana do Programador

Ainda dentro da Semana do Programador de Sucesso, o SENAI promove três aulas ao vivo sobre as principais linguagens de programação, sempre às 19h15.

Na terça-feira (13), o tema é Aprendendo C#, com Fernando Henrique Guerra. Na quarta (14), será abordado Aprendendo Phyton, com Jhean Steffan Camargo e na quinta-feira (15), o conteúdo da aula será Aprendendo Java, com Wilson Santana.

Para acompanhar as lives, basta acessar o Canal do SENAI Nacional no Youtube ou clicar AQUI.

13

Jul

Tecnologia

Android 12 vai permitir que usuário teste jogos enquanto faz download

Android 12, nova versão do sistema operacional do Google, está chegando, e a empresa prepara uma novidade para os usuários da plataforma. Em breve, o usuário poderá experimentar jogos antes mesmo de concluir o download na Google Play Store.

Como mostra o GIF abaixo, ao clicar no botão Play, o usuário conseguirá acessar o jogo e jogá-lo antes que o download esteja concluído. Isso só será possível porque, com o Android 12, o sistema estará apto a rodar jogos com o dobro de velocidade de processamento.

Google

Segundo o The Verge, a novidade será oferecida automaticamente para jogos que façam uso do Play Asset Delivery, um sistema que permite que jogos com mais de 150 MB otimizem a ocupação da memória do dispositivo. Por isso, assim que os jogos estiverem com seus componentes básicos instalados, o game já estará disponível, mesmo que o download ainda esteja em andamento.

Além do sistema de “teste” para jogos, o Android 12, que chega ao fim de 2021, deve trazer também um pacote de novidades relacionadas ao layout e às funcionalidades do sistema operacional. A novidade lembra muito algo anunciado pela Microsoft em junho: um sistema que permitirá que, pelo uso do Xbox Cloud Gaming, você teste jogos na nuvem antes de fazer o download.

Fonte: Portal B9, disponível em: https://www.b9.com.br/147243/android-12-permitir-usuario-teste-jogos-enquanto-faz-download/