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28

Jan

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E-Título: Mais de 17 milhões de eleitores já baixaram o aplicativo do título de eleitor

Dados da Justiça Eleitoral atualizados na última segunda-feira (27) mostram que mais de 17 milhões de eleitores brasileiros já baixaram o aplicativo e-Título. Ao todo, 17.037.057 pessoas optaram pela versão digital do título eleitoral, que dispensa a impressão da segunda via do documento em papel.

O download do app está disponível para celulares ou tablets com o sistema operacional Android ou IOS. Depois de baixar o aplicativo, basta inserir os dados pessoais para ter em mãos o documento digital. O e-Título permite também a emissão das certidões de quitação eleitoral e de crimes eleitorais. Essas declarações são emitidas por meio do QR Code do aplicativo, possibilitando a leitura pelo próprio celular.

Caso o eleitor já tenha feito o cadastramento biométrico (cadastro das impressões digitais, fotografia e assinatura) na Justiça Eleitoral, a versão do e-Título virá acompanhada de foto, facilitando a sua identificação na hora do voto. Contudo, se ainda não tiver feito o cadastro da biometria, a versão do e-Título será baixada sem fotografia. Nesse caso, o eleitor deverá levar outro documento oficial com foto para se identificar perante o mesário para votar. Em todo o Brasil, 14.369.325 e-Títulos baixados são de eleitores com biometria; os outros 2.667.732 pertencem a pessoas que ainda não fizeram o cadastro biométrico.

Está em estudo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a possibilidade de aperfeiçoar o aplicativo para transformá-lo, futuramente, em uma plataforma de serviços eleitorais, com a possibilidade de fazer a transferência e a comprovação do domicílio eleitoral, além da justificativa de ausência às urnas. Por enquanto, o e-Título não é capaz de validar impressões digitais. Acompanhe o número de e-Títulos baixados por unidade da Federação. Os dados são atualizados diariamente.

28

Jan

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Cruz Vermelha cria modalidade de jogo nova no “Fortnite” para ensinar jogadores a salvarem vidas

Em uma nova campanha para divulgar a organização, a Cruz Vermelha Internacional resolveu firmar parceria com a Epic Games para criar um novo e inusitado modo de jogo em “Fortnite”: ao invés dos tradicionais battle royale que envolvem todo mundo se matando até sobrar um, os jogadores agora precisam salvar vidas para vencer.

Criado pela Wunderman Thompson Seattle e intitulado “Liferun”, a modalidade desenvolvida pela Team Evolve no caso transforma os jogadores da partida em uma espécie de força-tarefa da entidade, que é dedicada à missão de salvar vidas em situações de guerra e cenários perigosos do tipo. Todas as missões estabelecidas e que rendem pontos ao usuário se relacionam de alguma forma a tarefas que os voluntários da organização desempenham no dia a dia, incluindo a cura de cidadãos, reconstruir infraestruturas essenciais de prédios, retirar minas de terrenos e distribuir ajuda o mais rápido possível.

“As crianças crescem vendo soldados e versões definitivas de heróis, mas nós geralmente não falamos ou vemos o outro lado da guerra, o lado que precisa de compaixão e de pessoas lutando para salvar vidas inocentes.” escreve a vice-presidente executiva da agência Danielle Trivisonno-Hawley sobre a campanha, que ainda acrescenta que “A partir do ‘Liferun’, nós podemos começar a mudar a narrativa estreita de heroísmo”.

O modo por enquanto está disponível a todos os usuários a partir de um código especial que foi lançado oficialmente em um evento durante o congresso PAX South 2020, onde a Cruz Vermelha e a Epic contaram com a participação dos jogadores influencers DrLupo, ONE_shot_GURL e Lachlan para ajudar na divulgação.

Fonte: B9, disponível em: https://www.b9.com.br/120312/cruz-vermelha-cria-modalidade-de-jogo-nova-no-fortnite-para-ensinar-jogadores-a-salvarem-vidas/

23

Jan

Tecnologia

Aplicativo do Conselho Nacional de Justiça apoiará egressos no retorno à vida em sociedade

Cerca de 169 mil pessoas deixaram as penitenciárias do país no primeiro semestre de 2017, de acordo com os dados mais recentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Quando retornam à vida em liberdade, muitas destas pessoas se encontram desamparadas e em situação de vulnerabilidade, com dificuldades para encontrar oportunidades de trabalho e para acessar políticas públicas básicas que apoiem uma nova trajetória.

É para incidir nesse quadro que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está criando, por meio do programa Justiça Presente, o Escritório Social Virtual, aplicativo que reunirá diversos serviços e informações direcionado a esse público. Desenvolvido em parceria com o Governo do Distrito Federal e a Universidade de Brasília e com expectativa de lançamento para o primeiro semestre de 2020, o aplicativo se propõe a facilitar fluxos de informações aos egressos, em linguagem simples e direta, sobre a rede de serviços públicos aos quais podem recorrer para buscar oportunidades e inserção em políticas públicas adequadas como educação, cultura, saúde, trabalho, entre outras. Para garantir a maximização de uso, a produção do aplicativo está passando por validação com um grupo de egressos.

De acordo com o coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ, Luís Lanfredi, o aplicativo trará ao ambiente virtual parte dos serviços oferecidos nas versões físicas do Escritório Social, política fomentada pelo CNJ e atualmente presente em sete unidades da federação – . “O aplicativo se propõe a usar a tecnologia para facilitar um atendimento individualizado sobre as necessidades do egresso, considerando que cada pessoa tem uma trajetória de vida própria. Ao mesmo tempo, a ferramenta simplifica a reintegração social, poupando o egresso de estigmas e processos marcados por burocracia e restrições”, avalia.

Funcionalidades e apoio

Uma das vantagens do aplicativo é a possibilidade de apoiar a pessoa egressa enquanto ainda se encontra em cumprimento da pena, considerando a transição do regime fechado para o semiaberto, por exemplo. Nesta fase, o preso obtém o direito de pedir para deixar a prisão sem escolta por determinados períodos. Pela Lei de Execuções Penais (Lei 7.210/84 – LEP), esse tipo de saída temporária depende de autorização prévia do juiz e só pode ser solicitada para o preso visitar a família, estudar ou participar de atividades que concorram para o retorno ao convívio social.

Mesmo assim, o preso tem de cumprir critérios que serão observados pelo juiz ao avaliar a solicitação de saída temporária, que, quando concedida, estipula determinadas condições. “Quando a gente vai para o regime semiaberto, é complicado sair e ir em uma consulta, ou fazer um exame. A gente não tem liberdade para procurar, não pode procurar um médico. Na prisão (regime fechado) a gente só tinha acesso a um clínico geral”, afirma Leandro Brito, que cumpre pena em regime aberto no Distrito Federal desde abril de 2018. Com o aplicativo na mão, o homem de 39 anos poderia procurar o serviço de que precisa e anotar o local do compromisso médico na solicitação de saída temporária. O aplicativo ainda indicará serviços como albergues públicos, restaurantes populares e unidades hospitalares, postos de saúde e centros de psicossocial. Antes de ser lançado, o aplicativo passará por novas validações com participação de pessoas egressas.

Outro serviço importante que estará em formato digital é a situação processual do usuário. “Muitos presos relataram a sensação de sair ‘perdido’ da prisão, com dificuldades para entender a própria situação processual, por não entender as exigências e o trâmite burocrático para regularização da documentação e reabilitação criminal. Também relatam desconhecer seus direitos e quais órgãos públicos poderão ajudá-los nesta nova fase”, disse Pollyanna Alves, coordenadora adjunta do eixo do programa Justiça Presente responsável pelo projeto.

Caso ainda esteja cumprindo pena fora da prisão, em regime de semiliberdade ou aberto, a pessoa egressa saberá quanto tempo de pena ainda tem por cumprir no celular. Também descobrirá a quem recorrer para obter assistência jurídica gratuita – a Defensoria Pública e algumas faculdades de direito prestam o serviço sem cobrar. Leandro Brito, um dos egressos que avaliou a concepção do aplicativo, não se lembra em que data concluirá sua pena, algo que seria resolvido em poucos cliques com o aplicativo em mãos.

Embora a baixa renda da maioria da população carcerária brasileira possa parecer, à primeira vista, um obstáculo para uso do aplicativo, a dificuldade pode ser superada tomando um smartphone emprestado da mãe, da esposa ou do filho, por exemplo. “Em entrevistas com pessoas egressas, indagamos quanto à questão e muitos nos colocaram que a maior parte do público a ser atendido possui um smartphone. Um desafio é a falta de um plano de dados, motivo pelo qual o projeto pensa em pactuar parcerias com políticas de inclusão digital, já em curso pelo Governo do Distrito Federal”, afirmou Pollyanna Alves. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil possui 228,5 milhões de linhas de telefonia móvel registradas, metade pré-pago e metade pós-pago.

Mundo do trabalho

Uma outra frente trabalhada no aplicativo são opções de educação e empregabilidade para o egresso, com reunião de informações sobre rede de ensino, cursos profissionalizantes gratuitos e dicas de atuação no mundo do trabalho. “A principal dificuldade relatada na vida pós-prisão é a adequação ao mercado de trabalho, situação que acaba agravada pela falta de emprego que atinge o país em geral. Por isso, estamos firmando parcerias para cursos de qualificação profissional gratuitos, bem como para a produção de vídeos explicativos sobre como se comportar no ambiente corporativo, em uma entrevista de emprego, por exemplo”, diz Pollyanna Alves.

Além do estigma que envolve a passagem pelo sistema prisional, os egressos também enfrentam desafios de colocação profissional resultantes da baixa escolaridade. Metade deles (51,3%) não têm o ensino fundamental, de acordo com os dados mais recentes do Depen, referentes a junho de 2017. Quanto à experiência profissional, a prisão não melhorou as chances de emprego, embora a LEP assegure à população prisional direito ao trabalho. Apenas 17,5% dos 726 mil brasileiros presos tiveram alguma atividade laboral na prisão. Mesmo assim, 57,8% deles não recebiam por isso, ao contrário do estabelecido em lei.

Justiça Presente

O programa Justiça Presente foi iniciado em janeiro de 2019, resultado de parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública para abordar problemas estruturais no sistema prisional e no sistema socioeducativo. A ressocialização é um dos quatro eixos do programa, que também trata dos problemas do superencarceramento, do sistema socioeducativo e da modernização da execução penal em todo o país.

22

Jan

Tecnologia

Streaming será maior do que TV paga em 2020, diz estudo

Segundo relatório da Ampere Analysis, os serviços de streaming de vídeo sob demanda (sVoD) devem superar os planos de assinatura paga de TV até o final de 2020 em mais de 30 países. O avanço do segmento estaria relacionado, em especial, com a chegada do Apple TV+, que ofereceu a novos donos de dispositivos da Maçã um ano de plano grátis.

A empresa de análise de dados ainda revelou que os Estados Unidos foram o primeiro do mundo no qual o serviço de streaming ultrapassou a TV a cabo, em 2016, seguido do Reino Unido, em 2018. No ano passado, o total foi de 29 países com essa marca, sendo 12 deles novos integrantes da lista. Desse número, cinco atingiu esse nível sem a presença da Apple TV+ na oferta de plataformas: Itália, Tailândia, Taiwan, Espanha e Dinamarca.

Além disso, a avaliação indica uma forte mudança no segmento desde 2016, de forma que inicialmente apenas quatro países tinham esse perfil. Em 2017, o número passou para 12 e em 2018, para 17, conforme gráfico abaixo:

Impulsionado e liderado pela Netflix, o segmento de streaming também tem crescido em termos de variedade tanto de modo amplo quanto específico. Gigantes do entretenimento, como Disney e HBO, investiram no formato assim como outras companhias digitais ou tecnológicas, como a Amazon e Apple. Enquanto isso, opções para nichos específicos começaram a surgir, como o Criterion Collection Channel e MUBI, ambos voltados para cinema autoral, clássico ou independente.

Outro estudo recente indica que o segmento irá crescer em termos de oferta de conteúdo em 2020. A Netflix deve ser o destaque nesse sentido, com investimento de US$ 17,3 bilhões em filmes, séries e outras opções para o catálogo próprio. Já os concorrentes Disney+ e HBO Max devem injetar US$ 2 bilhões cada em suas plataformas neste ano

Fonte: Tecmundo, disponível em: https://m.tecmundo.com.br/cultura-geek/149518-streaming-maior-tv-paga-2020-diz-estudo.htm

20

Jan

Tecnologia

Entidades cobram do Google fim de apps pré-instalados no Android

Um grupo de mais de 50 organizações enviou uma carta ao diretor executivo do conglomerado Alphabet, Sundar Pichai, cobrando o fim da pré-instalação de aplicativos em smartphones com o sistema operacional Android. O objetivo é evitar vulnerabilidades que afetem a privacidade e proporcionar aos usuários maior poder de escolha.

Alphabet é o nome do conglomerado criado em 2015 com a ampliação do Google. Além do mecanismo de busca, o grupo reúne o Android, maior sistema operacional do planeta, o Youtube, maior plataforma de vídeo do mundo, linhas de aparelhos (como laptops e smartphones) e subsidiárias desenvolvendo soluções diversas (de carros autônomos a produtos na área de saúde).

O comunicado aponta que fabricantes de dispositivos com o sistema operacional Android estão instalando apps que não podem ser deletados. Embora os aparelhos carreguem um selo de proteção (Google Play Protect), 91% dos programas pré-instalados não são sequer disponibilizados na loja de aplicativos da empresa, a Google Play Store.

“Esses apps pré-instalados podem ter permissões privilegiadas que os deixam operar fora do modelo de segurança do Android. Isso significa que as permissões podem ser definidas pelo app, incluindo o acesso ao microfone, câmera e localização, sem as configurações padrão do Android. Usuários estão totalmente no escuro sobre essas intrusões”, destaca a carta.

As organizações signatárias se preocupam que com isso os compradores desses aparelhos possam ser vítimas de formas de exploração indevida de dados por fabricantes de smartphones baratos, que reduzem o preço e utilizam essas estratégias para ganhar sobre as informações pessoais coletadas.

No texto, as entidades defendem uma série de medidas, como a liberdade do usuário desinstalar o app que quiser, sem que qualquer tipo de vestígio ou serviço de fundo continue rodando, a submissão dos apps pré-instalados às mesmas exigências de segurança da loja de aplicativos da Google e a inclusão de mecanismos de atualização sem utilização de informações dos usuários.

“Acreditamos que essas mudanças justas e razoáveis vão fazer uma diferença enorme para milhões de pessoas em todo o mundo, que não deveriam ter de trocar sua privacidade e segurança pelo acesso a um smartphone”, conclui a carta.

O grupo é formado por organizações de diversos países como Privacidade Internacional, Anistia Internacional, Associação para o Progresso das Comunicações (APC), Fundação da Fronteira Eletrônica (EFF) e por responsáveis por aplicações, como o mecanismo de busca Duck Duck Go e o navegador Tor. Do Brasil, participa a ONG Coding Rights.

Outro lado

Em nota à Agência Brasil, o Google afirmou que define padrões de segurança juntamente aos parceiros. "O Google trabalha com fabricantes parceiros para ajudá-los a melhorar a qualidade e a segurança de todos os aplicativos que eles decidem pré-instalar nos seus dispositivos. Nós oferecemos ferramentas e infraestrutura para ajudá-los a verificar seus softwares em busca de comportamentos que violem nossos padrões de privacidade e segurança. Além disso, o Google também fornece aos parceiros políticas claras sobre a segurança de aplicativos pré-instalados, bem como informações sobre potenciais ameaças que identificamos", diz o comunicado.

Com informações da Agência Brasil

16

Jan

Tecnologia

Equipe desenvolve plataforma para combater violência contra a mulher

Uma equipe de 28 voluntários, entre professores e alunos vinculados ao Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) e à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), prepara para fevereiro o lançamento de uma plataforma de combate à violência contra mulher, que tem como base um sistema de geolocalização e a captação de sons. Batizada de Hear (sigla para Helping everyone to actively react - Auxiliando a todos a reagir ativamente, em tradução livre), a ferramenta possibilitará que uma ocorrência seja comunicada a pessoas que estejam próximas do local de onde a violência está sendo praticada e possam socorrer a vítima e contatar a polícia. O serviço será disponibilizado de forma gratuita.

A plataforma funcionará por meio de um aplicativo instalado no celular que capta sons do ambiente em que a vítima está presente, para identificar palavras ou ruídos que possam ter sido produzidos em um contexto de violência. O download será possível após a efetuação de um cadastro na plataforma web. As notificações sobre os casos de agressão serão emitidas por Whatsapp a pessoas também cadastradas, que estiverem nas redondezas.

Segundo a professora Ana Paula Furtado, como se trata de um problema complexo, sob o ponto de vista computacional, o grupo que concebeu o projeto está realizando diversos testes, a fim de eliminar a possibilidade de existirem falsos negativos. Diante desse problema, os criadores cogitam adicionar um botão que desabilite o aplicativo em algumas situações. Como exemplo, a professora cita o caso de a mulher desligá-lo quando vai assistir a um filme, já que o sistema poderia interpretar os barulhos gerados pelos personagens como uma ameaça e acionar a rede de apoio às vítimas.

Ela explica que o conjunto de palavras ditas pelos agressores e pelas vítimas varia conforme a região e que, para chegar as referências, consultou sete delegacias de polícia. "A gente faz análise de cenas acústicas. Dentro de alguns parâmetros do som, consegue avaliar, fazer estudos e indicar, com alto grau de precisão", explicou.

A docente conta que a proposta foi apresentada por um aluno, cuja mãe foi vítima de agressões cometidas pelo ex-companheiro. "Em setembro de 2018, um aluno teve a ideia. A mãe dele sofria violência na infância dele inteira. A gente ia desenvolver uma pesquisa em outra área e ele teve a ideia. Ele dizia ‘eu precisei crescer para ser o guia da minha mãe, porque via a hora de ela morrer’, disse Ana Paula, que leciona na escola de inovação Cesar School, e na UFRPE, na área de engenharia de software.

Da plataforma web, deverá constar um mapa de calor, no qual estarão indicadas todas as ocorrências detectadas. Isso, segundo ela, deverá contribuir para mudar o contexto de violência constante ao qual estão submetidas as mulheres.

A iniciativa foi um dos cinco projetos finalistas do EU-Brazil Innovation Pitch 2019, competição em que pesquisadores podem apresentar trabalhos que tenham um caráter inovador. O concurso é organizado pela Euraxess Brazil, pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e o Enrich Brazil, com apoio da Delegação Europeia no Brasil.

De acordo com o 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2018 ocorreram 263.067 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres, o que significa que, a cada dois minutos, uma mulher foi vítima desse tipo de agressão. O levantamento também aborda a quantidade de feminicídios ocorridas naquele ano. Foram registrado 1.206, sendo em que, em 88,8% deles, o autor era companheiro ou ex-companheiro da vítima.

Um balanço da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco evidencia um aumento no total de registros de violência contra mulher, ao longo dos anos. Em 2012, quando as informações começaram a ser coletadas, eram 28.188 e, em 2018, o volume salta para 39.945. Os indicadores referentes a 2019, segundo a secretaria, ainda estão sendo fechados, e a versão consolidada do material será divulgada em breve.

Com informações da Agência Brasil

13

Jan

Tecnologia

Humanos artificiais marcam maior feira de tecnologia do mundo

Humanos artificiais em 3D, com quem indivíduos podem interagir em várias situações e para distintas tarefas, foram a principal novidade da maior feira de tecnologia do mundo, a Consumer Eletronics Show, realizada na última semana em Las Vegas, nos Estados Unidos. Entre os destaques também estiveram novos dispositivos inteligentes, especialmente veículos e equipamentos domésticos.

A Samsung roubou as atenções com o Neon, projeto que cria avatares digitais gerados por computador, simulando humanos artificiais que podem conversar e expressar emoções. Dados sobre imagens de pessoas e comportamento humano alimentam sistemas de aprendizado de máquina e inteligência artificial para gerar novos “seres”.

Eles são projetados em telas, ainda não em 3D. A diferença, prometem os responsáveis pelo projeto, é que não se trata de um vídeo, mas de um sistema que consegue reagir em tempo real, buscando espelhar atitudes de seres humanos (veja um exemplo)

No grupo de inovações inteligentes, uma que chamou a atenção foi o robô da Samsung, apelidado de Ballie, desenvolvido na forma de uma bola de tênis. Ele funciona como um assistente, não somente recebendo os comandos dos moradores, como interagindo com outros equipamentos da residência, acionando, desligando ou alterando parâmetros (veja o vídeo).

Carros voadores

Entre os vários automóveis expostos, a Uber e a Hyundai anunciaram um táxi voador que poderá ser usado para evitar o tráfego. A inovação não foi lançada, e um protótipo só deverá ser entregue em 2023. Ele dever ser 100% elétrico, atingir até 300 quilômetros por hora (km/h) e poderá até ser autônomo, sem a necessidade de um motorista.

Outra novidade foi um modelo da Sony (empresa especializada em áudio e vídeo, mas não integrante da indústria automotiva). A companhia lançou o carro elétrico, apontando-o como vanguarda em veículos inteligentes. O automóvel é equipado com 33 sensores internos e externos, conexão já compatível com 5G, assistentes para motoristas (confira).

Privacidade

Em meio a denúncias nos últimos anos, como a do uso de dados para manipulação eleitoral (como o do Cambridge Analytica) ou grandes vazamentos de dados (que atingiu do Facebook ao Uber), a privacidade surgiu como um aspecto de diversas inovações.

O sistema de segurança da Vayyar faz o monitoramento utilizando ondas de rádio, e não por meio de câmeras. Essa ferramenta vem sendo bastante questionada, como no caso do sistema de vídeo doméstico Ring, da Amazon, cuja falta de segurança foi denunciada no ano passado. O produto permite que o armazenamento seja feito em um servidor do morador, evitando acesso aos dados na nuvem.

Duas das maiores plataformas digitais do mundo, Google e Facebook aproveitaram a ocasião para anunciar novas ferramentas de privacidade. A primeira informou que seus assistentes virtuais, como o Nest, terão a possibilidade de apagar o registro de um comando de voz se o usuário assim solicitar ao equipamento. O Facebook criou novos recursos, com a promessa de facilitar o manejo pelos usuários das configurações de privacidade.

Dobráveis

Já sinalizados na edição do ano passado, os aparelhos “dobráveis” se multiplicaram. A nova forma começou nos smartphones. Mas, neste ano, a Lenovo mostrou um notebook que também pode ser movido dessa maneira. Ele estará disponível no mercado dos Estados Unidos por US$ 2.500 (R$ 10,1 mil).

A Samsung inovou no conceito ao expor não um monitor dobrável, mas curvo, com capacidade de dar outra impressão realista das imagens exibidas. Com cerca de 50 polegadas, ele tem como foco os jogadores de video-game.

Saúde

Muitas inovações focaram em benefícios à saúde. A startup AO apresentou uma máscara de ar pessoal batizada de Atmos. Ela cobre nariz e boca e, por meio de filtros específicos, purifica o ar que o usuário respira. O item será lançado em julho, ao preço de US$ 350 (R$ 1.425). A Segway S-Pot é uma cadeira de rodas motorizada que pode alcançar até 40 km/h. Ela pode ser controlada por um aparelho, como um joystick de video-game.

A MamaRoo lançou um berço eletrônico com recursos de balanço, de modo a simular cinco tipos de movimentação, de trajeto de carro a balanço de árvores. Além disso, o aparelho também emite sons que podem contribuir no relaxamento do bebê para dormir. Por meio da tecnologia bluetooth, os pais podem definir tempos e que recursos desejam usar por meio de um app. O produto custará US$ 329 (R$ 1340).

Com informações da Agência Brasil

13

Jan

Tecnologia

Projeto de lei dos EUA quer proibir menores de 21 anos de usar celular

Um projeto de lei polêmico apresentado pela Câmara Legislativa de Vermont, nos Estados Unidos, prevê a proibição de menores de 21 anos de usar ou ter um telefone celular. O argumento do autor, o senador democrata John Rodgers, é de que usuários com idade abaixo dessa faixa "não estão maduras o suficiente para possuir e usar celulares com segurança”.

O documento cita acidentes fatais de carro e bullying entre adolescentes como as principais razões para a proposta. "O uso de telefones celulares durante a direção é um dos principais assassinos de adolescentes nos Estados Unidos. Os jovens frequentemente usam celulares para intimidar e ameaçar outros jovens, atividades que estão associadas a muitos suicídios", destaca o documento.

Caso o projeto seja aprovado, quem tiver posse ou utilizar um dispositivo móvel com menos de 21 anos será punido com até um ano de prisão e multa de US$ 1 mil. A prerrogativa é de que “se menores de 21 anos não têm maturidade suficiente para portar armas, fumar cigarros ou beber álcool, a mesma regra deve ser aplicada aos smartphones”.

Nos últimos anos, o estado norte-americano aprovou leis que aumentam a idade mínima para fumar e a proibição de armas de fogo para menores de 21 anos. Nos Estados Unidos, nenhum governo estadual restringe propriedades de celulares, mas 38 estados condenam o uso de dispositivos móveis por adolescente ao volante.

Você concorda com os argumentos deste projeto de lei norte-americano? Acha a decisão radical? Compartilhe sua opinião com a gente nos comentários abaixo.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/smartphone/projeto-de-lei-dos-eua-quer-proibir-menores-21-anos-de-usar-celular-158967/

10

Jan

Tecnologia

Cerca de 25% dos computadores estarão vulneráveis ao sequestro de dados em 2020

De acordo com uma análise da Veritas, companhia de gerenciamento de dados corporativos, um quarto dos computadores (25%) do mundo estarão vulneráveis a ransomware - um ataque, cujo código malicioso sequestra os dados de um sistema infectado, bloqueado o acesso da vítima. A partir disso, o criminosos cobra um resgate em criptomoedas para que as informações sejam liberadas.

De acordo com a empresa, os computadores que ainda estiverem executando o Windows 7 quando este chegar ao fim da sua vida útil, em 14 de janeiro, ainda correm um risco significativamente maior de sofrer este tipo de ataque. Segundo os especialistas, estima-se que pouco mais de 25% dos PCs no planeta ainda estejam executando essa versão do sistema operacional da Microsoft e isso continuará mesmo após o término do suporte.

Marcos Tadeu, gerente de engenharia de sistemas da Veritas, afirma ser vital que as organizações que dependem do Windows 7 estejam cientes dos riscos e do que precisam para mitigá-los. Segundo ele, o ransomware tende a ter um efeito desproporcional nas organizações que não podem pagar por resgates. "É fundamental que aqueles que executam o Windows 7 ajam agora e se planejem para garantir que estão protegidos. As organizações precisam entender seus dados e garantir que as informações estão sendo armazenadas no lugar certo, onde possam ser protegidas e disponibilizadas quando necessário", explica o profissional.

A Microsoft encerrou o suporte principal do Windows 7 em 2015, dando aos usuários cinco anos para se prepararem para o fim da vida útil do mesmo. As empresas que ainda executam essa versão da plataforma precisam se preparar para evitar o impacto que um ransomware pode ter, já que o sistema operacional fica mais vulnerável com o fim das atualizações de segurança.

Tendo tudo isso em mente, a empresa por trás do estudo resolveu trazer algumas dicas, por exemplo, de como educar os colaboradores. Isso porque o maior risco é com relação a dados salvos pelos funcionários em locais desprotegidos. Vale ainda certificar-se de que os usuários estão seguindo as práticas recomendadas, de modo que as informações estejam seguras. Além disso, é recomendável executar uma simulação e salvar dados valiosos em servidores centralizados, data centers ou na nuvem. Tudo para ajudar a reduzir os riscos, segundo a Veritas.

Avaliar o risco compreendendo seus dados e considerar uma atualização do Windows também são dicas dadas pela empresa para reduzir os riscos de ransomware. Além disso, os especialistas também sugerem que se execute as correções de bugs enquanto possível, já quem, de acordo com o Ponemon Institute, 60% dos entrevistados que sofreram violações de dados tinham à disposição uma correção para impedir essas violações. "As empresas devem pelo menos garantir que estão o mais atualizadas possível. Os usuários também poderão comprar licenças específicas da Microsoft para acessar patches durante a migração para um software mais recente", afirma a empresa.

Por fim, os profissionais da área também recomendam que o backup dos dados seja feito, considerando que o ransomware depende da ideia de que pagar um resgate será a única e/ou mais barata maneira de recuperar o acesso às informações sequestradas. Ainda assim, pesquisas mostram que menos da metade dos que pagam o "resgate" são capazes de recuperar os dados de criminosos cibernéticos.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/seguranca/ransomware-sequestro-de-dados-computadores-vulneraveis-2020-158917/

3

Jan

Tecnologia

Estudo diz que IA do Google pode identificar câncer de mama melhor que humanos

O Google começou bem o ano de 2020, com uma conquista bastante sólida na indústria da saúde: segundo estudo publicado da própria empresa, publicado pela revista Nature, o projeto Deepmind AI, capitaneado pela companhia de Mountain View e voltado a pesquisas em inteligência artificial (IA), é mais exato na identificação de câncer de mama do que os maiores especialistas na doença no mundo.

Segundo a pesquisa, em testes executados, o Deepmind trouxe “menos resultados falso positivos, falso negativos, e foi de uma forma generalizadas mais preciso” do que os métodos clínicos normais, encontrando nódulos e manchas que especialistas oncológicos não conseguiram identificar.

Aliviando o termo para os leitores menos iniciados: “falso positivo” significa o indício de uma doença no exame, mas ela na realidade não existe. O “falso negativo”, consequentemente, segue a linha oposta, ou seja, a doença existe na pessoa examinada, ainda que o exame não a acuse na primeira amostra. Pela conclusão da Nature, o Deepmind do Google foi capaz de determinar a presença ou ausência do câncer de mama ainda que os primeiros exames indicassem o contrário.

O estudo que concluiu a vantagem do Google é baseado em uma série de testes reavaliados de mais de 76 mil mulheres no Reino Unido e outras 15 mil nos EUA. Ao comparar o trabalho da IA com o de especialistas humanos, o Deepmind conseguiu reduzir o volume de resultados falso positivos em 5,7% (EUA) e 1,2% (Reino Unido). Falso negativos também apresentaram redução: 9,4% nos EUA e 2,7% no Reino Unido.

Diz o Google que a mamografia digitalizada é, hoje, o principal método de identificação do câncer de mama – a grosso modo, é um exame de raio-x do seio (ou dos seios) –, mas a identificação e diagnóstico de câncer de mama é mais complicada, o que implica em um número mais alto de resultados falso positivos ou falso negativos. Consequentemente, resultantes do tipo podem atrasar o início do tratamento nas pessoas acometidas pela doença.

A empresa ainda diz que o Deepmind teve menor acesso a dados do que suas contrapartes humanas: a inteligência artificial não pôde, por exemplo, levar em consideração o histórico dos pacientes e de suas respectivas famílias, bem como quadros sintomáticos pré-diagnóstico. O Google diz que, com o Deepmind, é possível adaptar o sistema em diferentes sistemas de saúde, basicamente exemplificando que a IA pode ser treinada com dados do Reino Unido e ainda ser eficaz nos EUA.

"Há sinais bem promissores de que o modelo tem potencial de ampliar a eficiência e precisão dos programas de triagem, além de reduzir o estresse e tempo de espera dos pacientes”, disse Shravya Shetty, chefe da área técnica da divisão Google Health, em um post de blog. “Chegar lá, no entanto, vai exigir uma pesquisa continuada, estudos clínicos e aprovação regulatória para compreender e comprovar como sistemas de software inspirados por essa pesquisa possam aprimorar a vida do paciente”.

A boa notícia é que, ao contrário do medo dos mais incautos, esse projeto não vai eliminar o profissional humano de oncologia, mas sim servir-lhe de ferramenta mais precisa no diagnóstico e avaliação de quadros cancerígenos.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/saude/estudo-diz-que-ia-do-google-pode-identificar-cancer-de-mama-melhor-que-humanos-158592/

 

30

Dez

Tecnologia

Aplicativo gratuito sintetiza voz humana para deficientes visuais

Um aplicativo gratuito está melhorando a vida de milhares de deficientes visuais que utilizam computadores e outros dispositivos tecnológicos, como smartphones e tablets. Produzido pela empresa F123 Consultoria, um sintetizador de voz, batizado de Letícia, reproduz uma voz feminina em português e pode ser usado em praticamente todos os tipos de leitores de tela e sistemas operacionais de tecnologia assistiva.

Para fazer uso de um computador, o deficiente visual utiliza o chamado leitor de tela, um programa que converte o texto exibido em tela em um discurso sintetizado em voz, permitindo que o usuário navegue na internet ou use qualquer software ouvindo o que está escrito no monitor e usando comandos no teclado para executar qualquer tipo de operação. Cada leitor de tela possui um sintetizador de voz associado, e é justamente essa nova opção de voz que foi criada pela F123. O projeto foi um dos primeiros, no Brasil, a serem patrocinados pela Expo Dubai 2020, evento que reunirá milhões de pessoas no ano que vem para celebrar conquistas humanas, sob o tema “Conectando Mentes, Criando o Futuro”.

"A gente queria uma voz que fosse de boa qualidade, que não fosse muito robótica, como são as principais vozes disponíveis em português, e que funcionasse em diferentes plataformas, já que a maioria funciona apenas no sistema Windows ou apenas no [sistema operacional] Android e por aí vai. A nossa voz pode ser disponibilizada em várias plataformas e sistemas operacionais, como Windows, Linux e Android", explica Fernando Botelho, fundador da F123 e um dos criadores da voz Letícia.

Botelho é deficiente visual e fundou a F123, há 12 anos, com o objetivo de desenvolver tecnologias que ajudem a dar mais competitividade às pessoas cegas, nas mais diversas áreas de atuação. A empresa se enquadra no conceito de negócio social, no qual são utilizadas técnicas modernas com missão social ou ambiental e todo o lucro é reinvestido na própria causa. "A gente viu a chamada que a Expo fez. Eles estavam em busca de projetos sociais e ambientais, e fomos o primeiro projeto brasileiro a receber apoio".

Novas vozes    

Na F123, o próximo desafio é criar novos sintetizadores de voz, inclusive uma voz infantil para auxiliar no desenvolvimento de crianças cegas. Segundo Fernando Botelho, também está nos planos o desenvolvimento de aplicativos em outros idiomas, principalmente de regiões mais esquecidas pelo resto do mundo.

"Estamos conversando com potenciais apoiadores para fazer novas vozes em outros idiomas. Existem muitos idiomas pelo mundo afora que não têm bons sintetizadores. É uma tecnologia bastante complexa e muitas empresas não estão interessadas em desenvolver esse aplicativo em idiomas que só são falados em países da África, por exemplo".

Fonte: Agência Brasil

26

Dez

Tecnologia

Smartphones usados em excesso prejudicam crianças, revela pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Agência de Esportes do Japão descobriu que a força física e a capacidade atlética das crianças sofreram queda. A agência disse que isso se deve em parte ao uso de smartphones.

O estudo, realizado anualmente no Japão, verifica as atividades físicas, tais como corridas e lançamentos de bolas, assim como o estilo de vida das crianças. A pesquisa deste ano cobriu mais de 2,1 milhões de estudantes do quinto ano do curso primário e do segundo ano do curso ginasial.

A média nacional da capacidade física teve queda em comparação ao ano passado, tanto no caso dos meninos como das meninas. A média dos meninos do quinto ano caiu para o nível mais baixo desde que a pesquisa começou a ser realizada em 2008.

O estudo descobriu que as crianças, especialmente os meninos do curso primário, passam mais tempo assistindo à televisão ou utilizando smartphones. O tempo médio que os estudantes do curso ginasial passam praticando atividades atléticas caiu em mais de 90 minutos por semana.

Fonte: Agência Brasil

24

Dez

Tecnologia

Rússia desliga boa parte da internet do país em teste de monitoramento

Nesta segunda-feira (23), a Rússia desligou a internet de uma boa parte dos cidadãos do país para testar o controverso programa RuNet, que irá desmembrar o país da rede mundial de computadores. Desenvolvido para que o governo russo possa ter um maior controle sobre o tráfego de dados digitais do país e, assim, conseguir se proteger melhor de ciberataques, a maior crítica para o RuNet é que ele também dá ao governo acesso total a todas as informações de acesso de qualquer cidadão do país, e pode ser usado para encontrar e perseguir opositores do governo Putin.

O teste desta segunda-feira deverá avaliar se, com o uso da ferramenta, será possível interceptar dados enviados pela rede e, a partir deles, descobrir a identidade de quem os enviou, bloqueando o acesso dessa pessoa à internet. Essa é a explicação dada por um documento oficial sobre o teste redigido pelo Ministério de Desenvolvimento Digital e Meios de Comunicação de Massa da Rússia, que afirmava inicialmente que o teste deveria ocorrer no dia 19 de dezembro, mas que ele havia sido reagendado para o dia 23.

A permissão para a construção da RuNet, que permite que o governo do país filtre tudo o que pode ou não ser acessado na internet por seus cidadãos, foi aprovada em abril, quando então iniciou-se o desenvolvimento desta ferramenta. Desde então, diversos grupos de direitos humanos e do consumidor tem lutado pela derrubada desta lei, notando que todo e qualquer bloqueio efetuado será algo feito diretamente entre o governo do país e as operadoras de internet, e sem qualquer tipo de transparência. Isso quer dizer que a população do país não irá nunca saber os motivos de um conteúdo ter sido bloqueado.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/internet/russia-desliga-boa-parte-da-internet-do-pais-em-teste-de-monitoramento-158405/

24

Dez

Tecnologia

Lei quer alertar sobre risco do uso excessivo de celular para a coluna cervical

Um projeto que obriga os fabricantes e as importadoras a advertirem sobre os riscos do uso contínuo de telefones portáteis (tipo smartphones) para a coluna cervical foi aprovado pela Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC). O texto (PLS 55/2018) poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para que seja analisado pelo Plenário do Senado.

O autor da matéria, senador Otto Alencar (PSD-BA), que é médico ortopedista e ex-professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), considera a proposição imprescindível para alertar os usuários sobre os riscos da utilização excessiva de tais aparelhos e sobre as formas de se evitar possíveis danos à saúde.

A advertência recomendada pelo parlamentar deverá ser impressa de forma legível, ostensivamente destacada, e ocupar 10% da área da face frontal da embalagem. Também deverá ser incluída nos manuais de instruções, guias do usuário e documentos semelhantes, impressos ou eletrônicos, juntamente com as orientações sobre o uso seguro do equipamento, a postura correta para sua utilização e outras medidas de prevenção.

O relator da matéria na CTFC, senador Angelo Coronel (PSD-BA), apresentou relatório favorável ao projeto, com emenda de redação. Segundo o parlamentar, o texto de advertência dos rótulos deve ser: “Use com moderação. O uso excessivo prejudica a coluna cervical”.

Fonte: Agência Senado

23

Dez

Tecnologia

Finlândia oferece curso de Inteligência Artificial online grátis

A Universidade de Helsinki, na Finlândia, está disponibilizando um curso online gratuito sobre inteligência artificial para pessoas de todos os cantos do mundo. Originalmente desenvolvida apenas para os cidadãos finlandeses e agora aberta a quem quiser participar, independente da nacionalidade, a qualificação objetiva popularizar os conhecimentos sobre a tecnologia.

Intitulado “Elements of AI”, o curso a distância é composto por seis módulos, com durações variadas de 5 a 10 horas cada, incluindo testes rápidos ao final de cada seção, para verificar o aprendizado do participante. Conforme a instituição, é possível concluir as aulas em cerca de seis semanas. 

O conteúdo disponível, elaborado pelo governo finlandês em parceria com a consultoria de tecnologia Reaktor, abrange desde as implicações filosóficas da inteligência artificial a discussões mais técnicas, como o Teorema de Bayes, que descreve a probabilidade de um evento. Para participar basta acessar o site https://www.elementsofai.com/ e se cadastrar para começar a acompanhar as aulas pela internet.

É importante ressaltar que as aulas estão disponíveis em inglês, alemão, estoniano, sueco e finlandês, ou seja, é necessário ter compreensão de um destes idiomas. Em breve, o conteúdo será fornecido em todos os idiomas da União Europeia, inclusive o português de Portugal.

Fonte: TecMundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/software/148779-finlandia-oferece-curso-inteligencia-artificial-online-gratis.htm