20 de Agosto de 2020
TI é o setor que mais cresce em demandas por profissionais durante a pandemia
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As grandes, médias, pequenas e microempresas vivem hoje uma nova realidade devido ao surgimento da pandemia da Covid-19 e, com o isolamento social e as outras orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), milhões de colaboradores tiveram que trabalhar de suas próprias residências. O “novo normal” corporativo passou a contar ainda mais com o home office e as organizações estão apostando todas as suas fichas nas plataformas e programas ligados às “nuvens”.
Com este cenário mundial, os profissionais da área de Tecnologia da Informação estão sendo ainda mais requisitados. Durante a quarentena, as pessoas também utilizam mais seu tempo para o entretenimento e, com isso, a indústria dos jogos digitais ganhou mais força nos games, na educação e no RH.
Outra tendência que estamos acompanhando é a criação de hotsites individuais ou coletivos para vendas de produtos que vão do setor de beleza até os famosos eletroeletrônicos. Estes sites estão substituindo temporariamente, ou não, as lojas físicas. O uso da inteligência artificial também já se apresenta como um caminho sem volta e cresce exponencialmente.

O setor de tecnologia é um dos que mais crescem no Brasil e no mundo. Segundo dados do Banco Mundial, até 2024 haverá a criação de novas 420 mil vagas na área de Tecnologia da Informação. O crescimento do número de oportunidades, porém, ainda é razoável se comparado ao aumento significativo do uso da tecnologia. Na visão de Guilherme Jaime, Gestor Acadêmico Nacional da Área da TI da Estácio, a demanda por mão de obra qualificada será ainda maior, o que certamente gerará ótimas oportunidades para egressos dos cursos da área.
“No Brasil, atualmente, o déficit é de aproximadamente 200 mil vagas, podendo chegar em 2024, a até 620 mil. Em qualquer lugar do planeta, os cursos de TI são os mais procurados e o Brasil também caminha cada vez mais nessa direção. Já temos, por exemplo, renomadas empresas de desenvolvimento de software em todas as regiões brasileiras. Temos grande potencial na área”, explica o especialista.
O setor de TI oferece várias possibilidades para quem pretende atuar no mercado. O profissional da área encontra oportunidades de trabalho em todos os setores da economia, tanto no setor privado quanto no público, incluindo o transporte, as empresas de telecom a indústria, o comércio, a saúde, o entretenimento, entre outros. — Os cursos desta área ainda não são tradição aqui no Brasil, diferentemente do que acontece em outros países e, por conta disso, é bem comum que os cidadãos não saibam qual é a diferença entre esses cursos e quais serão suas funções.
De acordo com dados do LinkedIn, das 15 profissões emergentes em 2020 mapeadas pela rede social profissional no Brasil, nove estão diretamente relacionadas à Tecnologia da Informação. “Seguindo este contexto do setor de TI, as formações em Desenvolvimento de Sistemas e a Gestão de Infraestrutura e Comunicação de Redes, se destacam, respectivamente, como base de construção deste cenário em crescimento”, analisa Emmanoel Monteiro, coordenador dos cursos de Tecnologia na Estácio Natal.

Segundo o especialista, o que um pretendente ao ingresso nesta área de TI deve fazer antes de escolher o seu caminho profissional é conhecer sobre cada atividade, cada profissão, visto que há uma grande variedade. Para se ter uma ideia, o Ministério da Educação (MEC) organizou um catálogo com dezoito cursos superiores para a Área da Tecnologia da Informação, sendo quatro bacharelados e catorze Cursos Superiores de Tecnologia (CSTs).
“Por exemplo, cursos de graduação como Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Tecnologia em Redes de Computadores focam no desenvolvimento de competências fundamentais para sustentabilidade e maximização do poder de competitividade das organizações, cada qual com suas características específicas”, expõe.
O professor explica ainda que, no caso de Análise e Desenvolvimento de Sistema, este curso visa capacitar o profissional a desenvolver, analisar, projetar e implantar sistemas de informação, informatização e automação, de forma a suprir as necessidades crescentes das empresas de todos os portes quanto à otimização, visando o aumento da competitividade.
Já o curso de Redes de Computadores prepara o profissional para elaborar, implantar e gerenciar projetos lógicos e físicos de redes de computadores locais e de longa distância otimizando o processo de comunicação das organizações. “São níveis de atuação diferentes com distintas competências e que devem ser observadas com atenção na hora de escolher o curso”, ressalta.
Monteiro complementa expondo que, apesar das diferenças, conhecimentos envolvendo Computação em Nuvem, Aplic. De Cloud, Iot, Indústria 4.0, Segurança e Direito Cibernético devem ser abordados em ambos contextos de formação, pois cada profissional tem o seu nível de atuação, com processos específicos, para construção destas competências organizacionais.
“Também podemos destacar algumas pós-graduações para quem já é graduado em alguma área relacionada e deseja desenvolver competências em níveis específicos como: Arquitetura e Projetos de Cloud Computing, Desenvolvimento Mobile e Segurança Da Informação”, complementa.