Comunicação

18

Jan

Anatel atualiza lista de celulares 5G homologados

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atualizou a Relação de Celulares 5G Homologados, publicada em dezembro no portal da Agência. Na lista constam informações como modelo, nome comercial e fabricante dos aparelhos. Agora será possível obter informações atualizadas, com dados processados até o dia anterior ao da pesquisa. As informações são obtidas direto da base de dados da Anatel e são atualizadas automaticamente. A mudança proporciona maior confiabilidade, atualidade e dinamismo.

O celular é a principal interface entre o usuário e as novas redes de quinta geração, que têm previsão de início de funcionamento até o final do 1º semestre de 2022 nas capitais brasileiras.

Somente produtos de telecomunicações homologados pela Agência podem ser utilizados no Brasil. O usuário deve, portanto, conferir a lista de celulares homologados antes de adquirir um aparelho. O consumidor também deve verificar a presença do selo de homologação Anatel, localizado no equipamento ou no manual, e pode consultar a operadora sobre a compatibilidade do produto com a rede.

A certificação e a homologação garantem ao consumidor a aquisição e o uso de produtos para telecomunicações que respeitam padrões de qualidade e de segurança, além do atendimento a funcionalidades técnicas regulamentadas pela Anatel que visam o uso eficiente e racional do espectro radioelétrico, a compatibilidade eletromagnética e a não agressão ao meio ambiente.

Para realizar a pesquisa, acesse o seguinte link: https://informacoes.anatel.gov.br/paineis/certificacao-de-produtos/celulares-em-5g. É possível utilizar abas e filtros (modelo, fabricante, data da emissão da homologação e modo de operação) para obter os dados.

14

Jan

Pesquisa: compras híbridas e sustentabilidade devem guiar consumo em 2022

Ainda que 2022 tenha começado com a expectativa de encerrar o ciclo da pandemia, muitos hábitos conquistados ao longo dos quase dois anos de crise se manterão como tendência para um futuro próximo. Impulsionados pela tão discutida transformação digital e pela ascensão de pautas sociais que envolvem diversas causas, o consumo, que passou a mudar em 2020, deverá seguir o mesmo caminho neste ano. 

Entre as principais heranças do período está o comércio eletrônico, que já se mostra uma opção forte como escolha de canal de compra, conforme indica o levantamento Consumers want it all, da IBM em parceria com a National Retail Federation (NFR). A pesquisa mostra que, dos mais de 19 mil consumidores ao redor do mundo, 27% apostam em compras híbridas ao escolher produtos — com destaque para a geração Z, que tem mais probabilidade de optar por canais múltiplos ao comprar (36%). 

As faixas etárias que mais utilizam aplicativos e navegadores da internet para realizar compras são também a geração Z e os millennials, com 58% e 56% das respostas. Contudo, a opção de consumir através de lojas físicas continua sendo alta entre os entrevistados: 72% afirmaram que os espaços físicos são o principal ou parte de métodos de compra. Os grupos que mais se utilizam da compra em lojas físicas são a geração X (71%) e os chamados baby boomers (78%), aqueles nascidos entre 1945 e 1964. 


O deslocamento acontece por diversos motivos. Metade dos consumidores cita a necessidade de tocar e sentir os itens antes de adquiri-los. Já 47% alegam visitar lojas para escolher os produtos e 43% preferem o método para obtê-los de forma imediata. As categorias também são importantes para a decisão. A IBM identificou que supermercado, higiene e beleza, vestuário e calçados são adquiridos em maior parte em lojas físicas — 62%, 50% e 40%, respectivamente. 

O estudo chama a atenção para as adaptações necessárias para que o setor do varejo acompanhe tais transformações, sendo mais ágeis e integrando experiências multicanais. Os consumidores acreditam também que tais experiências podem ser melhoradas, com 37% pedindo por mais variedade de itens e 31% almejando checkouts mais rápidos. Neste sentido, 1 a cada 4 consumidores desejam mais opções de autoatendimento nas lojas, além de conversar com colaboradores mais informados e experientes nos pontos físicos (27%).

Por um planeta melhor

Ao longo desses meses em que o mundo vive a pandemia, a sustentabilidade vem se tornando foco dos consumidores e uma ferramenta poderosa para escolha de marca. Há dois anos, a pesquisa revelou que 57% do público se mostrava disposto a mudar hábitos de compra como forma de reduzir impactos ambientais. Neste ano, o número subiu para 62%. Além disso, 44% declaram levar em consideração os seus valores no momento de bater o martelo — destes, mais da metade (58%) apresentaram amigos e familiares a uma nova marca ou varejista, evidenciando maior engajamento de consumo do grupo.

O impacto também pode ser visto no bolso. Até 70% dizem não se importar em pagar a mais por produtos que sejam, de alguma forma, mais sustentáveis. O resultado, segundo as instituições, representa quase que o dobro do obtido em 2020. Apesar disso, um ponto interessante é o fato de que apenas 31% dos clientes realizaram escolhas sustentáveis em suas últimas compras. Quais os possíveis motivos para a lacuna entre ação e intenção?

Conforme presente no relatório, este gap foi identificado em diversos outros estudos, o que indica que há uma oportunidade para varejistas e demais companhias, uma vez que ainda existem necessidades de consumo que não foram atendidas. 1 a cada 3 entrevistados apontam que comprariam bens mais sustentáveis caso os preços se que parassem com os de outros itens. Enquanto isso, 32% afirmam buscar produtos de maior qualidade, e 20% pedem por uma gama mais ampla de itens que se enquadrem em tais condições.

Segundo Luq Niazi, global managing director da IBM Consumer Industries, a pesquisa mostra que, ao longo do último ano, a sustentabilidade se tornou cada vez mais importante para os consumidores, embora ainda haja uma lacuna entre suas intenções e ações devido à falta de informações no processo de compra. “Cada vez mais, está se tornando essencial que as marcas de varejo demonstrem escolhas e opções sustentáveis ​​em cada etapa da experiência do cliente”, acrescenta.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2022/01/13/compras-hibridas-e-sustentabilidade-deverao-guiar-consumo-em-2022.html

13

Jan

Hub comercial lista 8 tendências em vídeos curtos para 2022

Os anos de 2021 e 2020 representaram o período da ascensão dos aplicativos de vídeos curtos. Com um ritmo ágil, dinâmico e espaço para humor, desafios e brincadeiras, plataformas como TikTok e Kwai explodiram entre a Geração Z e acabaram entrando no radar dos anunciantes.

Para 2022, a tendência é que o interesse pelos vídeos curtos continue em alta. E as plataformas estão se estruturando para aproveitar ainda mais esse momento. Em 2021, o Kwai estruturou uma equipe comercial para conduzir os negócios no País, que conta com profissionais de grande experiência no mercado. No fim do ano, o hub comercial brasileiro ganhou o status de responsável pelos negócios publicitários de toda a região da América Latina.


Com base nas preferências e comportamentos dos usuários, a plataforma elaborou uma lista de oito tendências que devem nortear o universo dos vídeos curtos no ano. Live-commerce, aprimoramento das técnicas de SEO e até mesmo a diminuição do ritmo das postagens estão entre elas. Veja:

1- Livestream e-commerce

As lives de vendas de produtos, que se tornaram mais populares nos últimos anos, tendem a ter ainda mais espaço também no universo dos vídeos curtos. O Kwai destaca a possibilidade de o formato permitir uma conexão direta com a audiência, por conta dos apresentadores e influenciadores que conduzem as vendas e, também, a facilidade de permitir que o usuário compre o produto diretamente da tela, com um clique.

2- Storytelling

Uma plataforma que se popularizou por permitir a divulgação de conteúdos e narrativas individuais tende a continuar tendo as histórias como ferramenta principal. O Kwai alerta para a importância de criação de conteúdos que contem histórias e que sejam capazes de criar conexão com a audiência.

3- Personalidade das marcas

A presença de avatares, que representem as empresas nesse ambiente de vídeos curtos, deve ser mais numerosa neste ano. De acordo com o Kwai, a humanização das marcas por meio de seus personagens faz com que o consumidor se conecte mais e crie um vínculo que tende a impulsionar os negócios.

4- SEO para vídeos

Além de produzir vídeos com criatividade e potencial de engajamento, é necessário também conhecer as melhores formas de posiciona-los nos campos de busca para que eles sejam encontrados pela audiência. O Kwai alerta que o investimento em recursos e ferramentas de SEO pode trazer mais visibilidade e melhor o desempenho dos vídeos.

5- Envolvimento da comunidade

Criação de conteúdo colaborativo entre os influenciadores continua sendo uma maneira de engajar a audiência. Challenges, hashtags populares e filtros podem indicar o conteúdo que ajuda a engajar a audiência.

6- Conteúdos em tempo real

Em um cenário de praticamente infinitas ofertas de conteúdo, aquilo que é postado em tempo real tende a ganhar mais notoriedade perante a audiência. Entre as experiências ao vivo que podem ser feitas nas plataformas podem estar palestras, webinars e live blogging.

7- Slow content

Em vez de uma quantidade insana de postagens, a tendência é de que exista uma preocupação maior com a produção e planejamento de conteúdos mais orgânicos, fluidos e criativos. A proposta é que os criadores de conteúdo tenham mais tempo e liberdade para produzir.

8- Produção de conteúdo com trilhas e efeitos

Efeitos criativos e trilhas sonoras devem ganhar mais espaço entre os usuários que queiram chamar a atenção da audiência. De acordo com a rede social, a tendência é de que a exploração de recursos visuais cresça nas plataformas em 2022.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2022/01/13/kwai-lista-8-tendencias-em-videos-curtos-para-2022.html

11

Jan

Palestra da UFRN debate Marketing de Conteúdo e Gestão da Informação

O Departamento de Ciência da Informação (Decin), do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA/UFRN), promove na próxima sexta-feira, 14, a palestra Marketing de Conteúdo e Gestão da Informação: um processo interdisciplinar, às 14h30. O evento, voltado para estudantes e profissionais de Biblioteconomia, é gratuito e conta com transmissão pela plataforma Zoom.

A palestra será proferida por Felipe Brito, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação e do Conhecimento (PPGIC/UFRN) e servidor do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), e será mediada pela professora Ilaydiany Silva, do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás (UFG), atualmente em cooperação técnica com o Decin/UFRN.

A atividade tem como objetivo transmitir conhecimentos pertinentes para os graduandos do curso de Biblioteconomia, especialmente os que estão cursando a disciplina Marketing em Unidades de Informação. A iniciativa objetiva contribuir para a construção do conhecimento e do desenvolvimento dos discentes como futuros profissionais da informação e gestores de Unidade de Informação. Os interessados devem se inscrever gratuitamente pelo Sigaa e receber o link de participação pelo e-mail cadastrado.

A responsável pela ação é a professora Eliane Ferreira da Silva (Decin/UFRN). Outras informações sobre o evento podem ser consultadas pelo e-mail eliane.ufrn@gmail.com ou no telefone: (84) 3215-3516.

9

Jan

Especialista mostra os segredos para economizar ao longo do ano

Acumular dinheiro ao longo da pandemia tem se mostrado uma tarefa árdua para a maioria dos brasileiros. Mas com disciplina financeira é possível alcançar pequenas metas de economia ao longo dos meses.

De acordo com Thiago Martello, fundador da Martello Educação Financeiraexistem algumas maneiras para facilitar esse processo. “Quebre o valor total em partes menores. Se sua meta de acumulação for R$ 3.000,00 no ano, foque nos R$ 250,00 por mês, cerca de R$ 57,70 por semana (considerando 52 semanas no ano), ou apenas R$ 8,52 por dia (365 dias no ano). Estabeleça um período para guardar esses valores e considere também seu 13º na conta. Isso vai deixar tudo mais simples e você vai entender que pequenas ações contínuas podem gerar grandes resultados”, revela.

O especialista relata que é possível conseguir uma renda extra de várias maneiras diferentes. “Realize pequenos bicos e horas-extras em seu trabalho ou faça um levantamento minucioso de todos os itens que não são utilizados há algum tempo, colocando-os à venda em plataformas e sites especializados. Se você não usou algo nos últimos seis meses é porque, provavelmente, ele não tem tanta serventia ou está sendo subutilizado”, pontua.

Ainda de acordo com Martello, ao cortar pequenos gastos do dia a dia como delivery de comida e apps de transporte, é possível economizar um grande montante no fim de alguns meses.

Em caso de pessoas que trabalham sem registro em carteira e acabam recebendo sua remuneração em dias variados, o especialista alerta a necessidade de um controle ainda maior. “Poupar deve ser o seu primeiro compromisso. Se você recebe muitas vezes no mês, como um autônomo, por exemplo, é ideal que a frequência de poupar seja maior. Se você recebe somente uma ou duas vezes no mês, esse hábito pode ser menos frequente”, relata.

Sobre o pedido de crédito em instituições financeiras, Martello avisa que é um erro que muitos cometem. “Pegar dinheiro de terceiros para adiantar a realização de um sonho é um grande perigo. Você antecipa a concretização de um desejo e prolonga um pesadelo, adiando até mesmo a realização de sonhos futuros. O ideal é sempre acumular e receber juros e não pagar juros, sejam eles quais forem. Portanto, mantenha o hábito de poupar e fazer um planejamento adequado para realizar esses desejos”, pontua.

Outro cuidado que o consumidor deve ter são os períodos promocionais, como a Black Friday. “Todos os períodos especiais do varejo apresentam riscos e muitas ‘armadilhas’ para quem não está atento. Quando chegamos nesses períodos, tendemos ao consumo por fatores internos, como nos permitirmos indulgências, pedidos de desculpas, querermos agradar o outro e isso pode ser prejudicial, uma vez que o comportamento financeiro é totalmente emocional. No entanto, se a pessoa realmente precisa de algum item, pode ser um bom momento para aproveitar, desde que com os devidos cuidados e pesquisas”, revela o especialista.

Thiago Martello termina dizendo que o importante é começar esse processo, já que muitas vezes as pessoas acabam adiando de forma recorrente o ato de economizar. “Defina o valor de acordo com suas prioridades, realidade, objetivos. O mais importante é começar, pois nenhum resultado se constrói do dia para a noite. Persiga o valor estabelecido e evite pensamentos para justificar erros como ‘já que não guardei ontem, não vou guardar hoje’ ou ‘não vou conseguir’. No final das contas, guardar o valor estabelecido dependerá do seu comportamento ao longo do ano e, ao realizá-lo, verá que pode fazer muitas outras coisas e ao longo do caminho”, finaliza.


7

Jan

Curso online sobre Regras de Mandela está com inscrições abertas

Publicadas em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e fomentadas no Brasil pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as Regras de Nelson Mandela para Tratamento de Pessoas Presas são apresentadas em curso on-line que está com inscrições abertas. A formação busca disseminar a aplicação dessas diretrizes como o padrão em unidades de privação de liberdade.

Saiba mais e participe do curso

Disponível em outros seis idiomas, o conteúdo foi traduzido e adaptado ao contexto brasileiro pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil (UNODC), por meio do programa Fazendo Justiça  – parceria em andamento desde 2019 entre o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), para incidir em desafios no campo de privação de liberdade.


O e-learning sobre as Regras de Nelson Mandela tem carga horária de 200 minutos, divididos em sete módulos. Cada módulo consiste em teoria e prática, com casos concretos de gestão prisional na forma de vídeos interativos. Os recursos disponíveis ao longo do curso ainda fornecem referências a materiais de orientação técnica mais aprofundados.

Projetada principalmente como uma ferramenta prática de treinamento para agentes penitenciários e profissionais que trabalham nas prisões, a capacitação também é relevante para órgãos de monitoramento e fiscalização prisional e entidades que atuam no setor. Em 2016, o CNJ publicou a tradução das regras para o português.

7

Jan

LinkedIn lançará plataforma de eventos online ao vivo

O LinkedIn vai lançar uma plataforma de eventos online que permitirá a realização de conferências por áudio e vídeo a partir do perfil cadastrado na plataforma. Nesta fase inicial, o produto contará apenas com o recurso de áudio, em um modelo similar ao adotado pelo Clubhouse, mas uma versão em vídeo deve chegar até o fim do primeiro trimestre de 2022.

A solução é voltada para criadores de conteúdo que desejam usar o LinkedIn como plataforma para realização de lives e interação com seus seguidores. A ideia é pegar carona no sucesso das transmissões ao vivo, comuns em plataformas como YouTube, Twitch, Instagram e TikTok, porém com enfoque voltado para o mercado corporativo.


Segundo o gerente de produto do LinkedIn, Jake Poses, a ideia é facilitar a hospedagem de mesas redondas virtuais, bate-papos, palestras ou até cursos pela rede social. "Alguns podem querer que o evento seja mais formal ou menos formal. Alguns podem querer se comunicar com seu público, para expandir sua base. Estamos oferecendo interatividade e suporte aos profissionais”, declarou em entrevista ao site TechCrunch.

LinkedIn vai competir com Clubhouse

Quando a onda das plataformas de bate-papo por áudio ganhou força, no final de 2020, o LinkedIn foi uma das que anunciou o desenvolvimento de uma ferramenta para possibilitar esse tipo de interação. Agora, a ferramenta chega de modo aprimorado para atender a essa demanda, mas com a vantagem de ter um público bem mais engajado.

Vale lembrar que a rede social corporativa também já fez alguns testes com a possibilidade de organização de eventos pagos, o que poderia ser uma ótima adição no futuro. Neste momento inicial, a ideia é apenas tornar as lives recorrentes e incentivar o máximo possível de usos, para evitar que a funcionalidade "morra na praia", como ocorreu com os stories.

Quando for lançada no final de janeiro de 2022, a plataforma de eventos incluirá ferramentas para executar conteúdos interativos de ponta a ponta, sem a necessidade de usar software de terceiros. A ideia é que o anfitrião possa programar, executar e interagir nas conversas ao vivo com apoio de moderadores e interação entre os participantes.

Como funcionará a plataforma de eventos do LinkedIn

Ainda não está muito claro quem terá acesso ao serviço, mas é provável que apenas criadores selecionados sejam contemplados nesta fase beta. Os temas tratados obviamente devem ser focados em assuntos de interesse do público-alvo do LinkedIn: carreira, dicas profissionais, habilidades laborais, cases de sucesso e o que tiver apelo.

É provável também que esses criadores possam patrocinar ou impulsionar suas lives de alguma forma, o que pode gerar formas de renda extra para sustentar plataforma. A empresa reservou um fundo de US$ 25 milhões no ano passado para desenvolver soluções e atrair mais criadores de conteúdo. Mais do que apenas entregar uma opção para lives, o LinkedIn mira a produção de grandes eventos online de companhias que não possuem sistemas próprios ou desejam se aproximar de seus clientes.

O LinkedIn Live já teve um incremento importante de 231% no número de participantes de 2020 para cá e um aumento de 150% no total de reuniões virtuais realizadas pela plataforma. Com o aprimoramento da ferramenta e a versatilidade de usar apenas o áudio, é provável que a rede social se expanda ainda mais para a consolidação definitiva.

Com a adoção do modelo híbrido de trabalho ou totalmente à distância por empresas, é provável que o LinkedIn se fortaleça com esta ferramenta. Não dá para saber ainda se as companhias vão utilizar o sistema, mas é provável que criadores (especialmente quem trabalha com Coaching, RH e recrutamento) se valham do recurso para crescer a base de admiradores.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/redes-sociais/linkedin-lancara-plataforma-de-eventos-online-ao-vivo-206028/

5

Jan

Dispositivos móveis somam 91% do tempo de conectividade no Brasil

A nova realidade desencadeou um aumento mundial do número de internautas e da quantidade de horas que os usuários passam consumindo todo tipo de conteúdo nas mais diversas plataformas. O Brasil faz parte desse boom: 91% do tempo de navegação na Internet foi por meio de dispositivos móveis.

Nesse sentido, o Brasil cresceu 6% ano a ano, ficando atrás apenas da Indonésia (97%) e da Índia (91%), na lista de países pesquisados pela Comscore em todo o mundo.

Em termos de crescimento de audiência, o país apresentou aumento de 4%, assim como a Colômbia. Esse crescimento é inferior ao de países como Peru (10%) e Argentina (5%), mas superior ao de outros mercados importantes como Chile (3%) e México (1%).

O fenômeno faz parte de um contexto de alta conectividade na América Latina. Segundo o mesmo relatório da Comscore, a região é a segunda com maior número de minutos médios por visitante mensal (988), perdendo somente para os mercados europeu e asiático, sendo superada apenas pela América do Norte (1635).

O detalhe sobre o consumo específico revela que, embora tanto o consumo de notícias, quanto o de comércio eletrónico e serviços financeiros mantiveram crescimento constante de 2020. Por sua vez, o formato de vídeo está muito presente no mercado em nível global, com 1,919 milhões de pessoas consumindo vídeos online, a uma média 7,9 horas, em agosto deste ano.

No Brasil, a média de horas mensais por telespectador no mesmo mês foi de 13,2 horas, respectivamente. Os dois principais grupos de idade que assistem a vídeos são pessoas entre 15 a 24 anos e entre 25 a 34 anos.

A análise da Comscore inclui dados sobre comunicação e arrecadação de fundos de ONGs e o formato de vídeo é amplamente utilizado por ONGs por meio de múltiplas plataformas como Instagram, YouTube e Tiktok. Organizações como UNICEF, Greenpeace e Cáritas, entre outras, geram um grande número de menções nas redes sociais. Isso aumenta quando o conteúdo está diretamente relacionado às suas campanhas de arrecadação de fundos, sendo o Brasil e o México os dois países onde isso mais acontece entre os usuários da faixa etária de 25 a 34 anos.

“Não há dúvidas de que a pandemia de coronavírus impulsionou a aceleração digital e estabeleceu um novo  patamar de audiência em diversas categorias de consumidores. O forte engajamento no consumo de vídeos, em especial, indica, em parte, o comportamento digital dos internautas frente a essa nova realidade na qual estamos todos inseridos”, conclui Alejandro Fosk, gerente geral  da Comscore na América Latina.

5

Jan

Pandemia reforça importância do braille para deficientes visuais

O Dia Mundial do Braille foi comemorado nesta terça-feira (4). A data é celebrada desde 2019 por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), que neste ano ressaltou como a pandemia de covid-19 serviu para reforçar a importância desse meio de comunicação para os deficientes visuais.

“O confinamento por causa da pandemia levou a uma série de problemas como isolamento e dependência, principalmente para quem precisa do toque para se comunicar”, ressaltou a ONU em comunicado.

Deficientes visuais também enfrentam maior risco de contaminação diante da dificuldades de obter orientações e informações acessíveis em braille sobre a doença, destacou a organização, que desde o início da pandemia vem produzindo materiais para esse público, com foco especial na África.

Com a pandemia, houve ainda um impulso no desenvolvimento de meios de comunicação digitais para deficientes visuais, que têm como principal suporte a transcrição em áudio. O ensino remoto também prejudicou a utilização do braille nas escolas. Tudo isso gerou a preocupação com a chamada “desbrailização” desse público.

O assunto foi tema de uma dos encontros promovidos durante o 7º Congresso Nacional de Educação, ocorrido em dezembro. Na ocasião, especialistas defenderam a promoção do braille como único meio capaz de realmente emancipar os deficientes visuais em termos de conhecimento.

“O braille dá autonomia à pessoa cega. Com o avanço tecnológico, o mundo mudou, mas esse avanços de maneira alguma devem fazer com que a pessoa cega deixe o braille de lado, seja desbrailizado”, disse o professor Fernando da Costa Ferreira, que é coordenador de pós-graduação do Instituto Benjamin Constant, principal instituição brasileira de produção e distribuição de livros em braille.


Para Regina Caldeira, responsável pela área de edição e revisão da Fundação Dorina Nowill para Cegos, somente o braille permite uma verdadeira educação e autonomia aos deficientes visuais, por ser um meio para uma alfabetização genuína e permitir, sobretudo, que os próprios cegos produzam conhecimento.

“[Deficientes visuais] podem e devem usar outras tecnologias, mas só os livros didáticos em braille permitem que eles possam resolver equações matemáticas, conhecer estruturas químicas, ler mapas, gráficos, tabelas e conhecer outras imagens”, frisou a educadora.

Sistema 

O Sistema Braille foi criado pelo francês Louis Braille, em 1925. Cego após um acidente na oficina do pai, adaptou métodos utilizados por soldados franceses para comunicação noturna. A versão final foi apresentada por ele em 1837. O sistema é baseado em pontos com relevo em papéis, que são apreendidos por meio do contato com a ponta dos dedos. Por meio da combinação de seis pontos, é possível fazer até 63 caracteres diferentes. Vale lembrar que não se trata de uma linguagem, mas de uma transcrição do alfabeto latino e de outros símbolos.

Números

De acordo com o Relatório Mundial sobre Visão 2019, da Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,2 bilhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual, sendo 1 bilhão com uma condição que poderia ser prevenida ou tratada. Ainda conforme a OMS, a incidência de deficiência visual é quatro vezes maior em países de rendas baixa e média do que nas nações mais ricas. 

Nos Brasil, os dados oficiais mais recentes disponíveis são do Censo de 2010. Segundo o levantamento, há no país mais de 6,5 milhões de pessoas que não conseguem ver de forma alguma ou que têm grande dificuldade, o equivalente a 3,4% da população. Desse total, 582,6 mil são incapazes de enxergar. 

Fonte: Agência Brasil / Foto: Tomaz Silva

4

Jan

Investimento em telecomunicações no Brasil deve superar US$ 4 bilhões até 2030

Um estudo recente da SmC+ Digital Public Affairs, a pedido da American Tower, aponta que o investimento em infraestrutura de telecomunicações pode chegar a US$ 4,5 bilhões (R$ 25,3 bilhões) até 2030 no Brasil. Segundo o relatório "Novas dinâmicas da gestão da infraestrutura de telecomunicações na América Latina”, os investimentos na América Latina devem chegar a US$ 17 bilhões (R$ 95,7 bilhões).

Depois do Brasil, vêm México (US$ 3,4 bilhões ou R$ 19 bilhões), Peru (US$ 2,2 bilhões ou R$ 12,4 bilhões) e Colômbia (US$ 870 milhões ou R$ 5 bilhões). São esses investimentos que vão garantir acesso massivo às novas tecnologias, de forma a ampliar seu impacto econômico. Se as operadoras destinarem o equivalente a 3% de sua renda anual a modelos de infraestrutura mais eficientes, podem atender à demanda até 2030.

A pesquisa aponta, ainda, que será necessária a implantação de mais de 240 mil novos sites de telecomunicações no Brasil até 2030. Quando considerada toda a América Latina, são 550 mil novos sites (quatro vezes o que existe atualmente). As principais motivações são a demanda por novos serviços de internet, a necessidade de acabar com o abismo digital e a chegada da tecnologia 5G.


A demanda crescente por conectividade e a necessidade das operadoras de ampliar sua cobertura e reduzir custos de implantação fazem empresas independentes de infraestrutura ganharem espaço. Elas já têm 57% dos sites graças a modelos mais eficientes e sustentáveis, que permitem que diferentes operadoras implantem ativos nas mesmas instalações.

Compartilhamento de infraestrutura

Isso garante, ainda, benefícios urbanos e ambientais. Segundo Sebastián Cabello, CEO da SmC+ Digital Public Affairs, se a participação de mercado de empresas independentes de infraestrutura crescer 10 pontos percentuais (de 57% para 67%) até 2030, o aumento no compartilhamento de sites deve ser maior. “Da ordem de 16 pontos percentuais [de 34% para 50%] no período.”

Apesar disso, é preciso considerar as barreiras que limitam a implantação desse tipo de infraestrutura na região. “O governo federal tem autonomia para legislar sobre telecomunicações”, explica Emerson Hugues, diretor geral da American Tower do Brasil.

São os municípios, entretanto, que definem o uso e a ocupação do solo. “E, na maior parte deles, a instalação de infraestrutura para telecomunicações”, destaca. “Isso deve se tornar mais crítico com o avanço do 5G e a necessidade de instalação de antenas nos próximos anos, já que será necessária maior coordenação e processos mais ágeis”, completa.

O documento recomenda que as autoridades colaborem e se coordenem entre si para garantir a previsibilidade nos processos de aprovação para a instalação de sites e torres. O empoderamento dos órgãos reguladores e o alinhamento dos governos locais serão fundamentais, não só para a implantação da infraestrutura de telecomunicações, mas para a transformação digital da região.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/telecom/investimento-em-telecomunicacoes-no-brasil-deve-superar-us-4-bilhoes-ate-2030-205725/

3

Jan

Como os streamings trabalham para o público feminino

Aos poucos, as mulheres vão conquistando a liderança de consumo nos mais diversos segmentos. Em 2019, uma pesquisa realizada pela Globo confirmou que mulheres do Sudeste são as maiores consumidoras de podcasts. Este ano, duas pesquisas por empresas diferentes deflagraram que o público feminino é o maior consumidor de vídeos online e do conteúdo das plataformas de streaming.

Em agosto deste ano, o streaming Finder divulgou uma pesquisa realizada em 18 países sobre o consumo de streaming, que revelou uma vantagem do público feminino sobre o masculino. Segundo o estudo, 57% das mulheres usam ao menos um streaming. Já entre os homens entrevistados, 55% acessam ao menos um streaming. As mulheres que mais usam streaming são as irlandesas (69,21%), seguidas pelas brasileiras (65,98%).

Já em relatório publicado pela Kantar Ibope Media em dezembro, o instituto revelou que, entre os dias 5 e 11 daquele mês, mulheres foram a que mais consumiram vídeo online (54%). A predominância desse consumo acontece entre pessoas de 18 a 34 anos (26%).


Essa maior hegemonia se reflete na prática. Segundo Ana Carolina Lima, head de conteúdo do Globoplay, apesar dos assinantes bem divididos, há um percentual um pouco maior de mulheres. No Looke, o público feminino representa 52% da base de assinantes. De acordo com Sidney Gennaro Júnior – CCO e head de acquisition do Looke, as mulheres são mais fieis do que os assinantes homens e tem uma taxa de rotatividade menor. Sidney ainda indica que o público feminino é exigente e crítico.

A mulher também é aquela que estimula o consumo dos streamings por outros membros da família. Ambos os streamings confirmam essa tendência e colocam que o tipo de conteúdo mais assistido são aqueles voltados à família.

Fora o acervo familiar, Ana Carolina diz que não há um padrão no tipo de conteúdo consumido pelo público feminino. “A título de curiosidade, é possível afirmar que há conteúdos que são na teoria masculinos, mas que fazem sucesso também entre as mulheres. Como Arcanjo Renegado, um grande sucesso da plataforma (consumo de Arcanjo Renegado – 55,2% mulheres nos últimos 30 dias)”, coloca. O desafio diário do time de aquisições é encontrar títulos qualificados, mas também diversificado para dialogar com o nível de exigência da plataforma.

Apesar desse foco na diversidade, o Looke busca criar listas de filmes e séries que tratam de empoderamento feminino, com protagonistas e diretoras mulheres. Além disso, a plataforma traz conteúdo especial e exclusivo e promoções para o mês de março, considerado o mês das mulheres.

Protagonistas e enredos femininos também são foco do Globoplay, mas a plataforma busca destacar também conteúdos brasileiros, com enfoque na cultura. Conforme Ana Carolina explica, as mulheres gostam dos originais Globoplay, clássicos da dramaturgia, produções sobre gastronomia e séries internacionais como Grey´s AnatomyKilling EvePor que as Mulheres matamThe Handmaid´s TaleThe Equalizer, todos com enredos e protagonistas mulheres.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2022/01/03/como-os-streamings-trabalham-para-o-publico-feminino.html

3

Jan

Kantar Ibope atualiza ponto de audiência para 2022

Como faz todos os anos, a Kantar Ibope Media fez uma atualização na representatividade do valor do ponto de audiência televisiva. O objetivo é refletir de forma mais precisa o consumo de TV no País com base na variação populacional e geográfica.

Desde o primeiro dia do ano, o valor do ponto de audiência dos 15 Mercados (que representam a audiência nacional) passou a ser de 258.821 domicílios e 713.821 indivíduos. Em 2021, cada ponto de audiência nos 15 Mercados equivalia a 268.278 e 716.007 indivíduos.

Já na Grande São Paulo, região que vale como referência para boa parte do mercado publicitário, cada ponto de audiência de TV em 2022 representará 74.666 domicílios (205.755 indivíduos). No ano passado, o ponto de audiência na mesma região representava 76.577 domicílios (e 205.377 indivíduos).

Veja, abaixo, o valor de representatividade do ponto de audiência em 2022, em todas as praças aferidas pela Kantar Ibope Media:

Região                                                     Domicílios

15 Mercados                                                258.821
Grande São Paulo                                        74.666
Grande Campinas                                          8.035
Grande Rio de Janeiro                                47.601
Grande Belo Horizonte                               20.542
Grande Vitória                                                6.673
Grande Porto Alegre                                    16.334
Grande Curitiba                                            11.628
Grande Florianópolis                                    4.302
Grande Goiânia                                              8.682
Distrito Federal                                              9.335
Grande Salvador                                           12.813
Grande Fortaleza                                          12.193
Grande Recife                                                12.529
Grande Belém                                                  7.241
Manaus                                                             6.247

Fonte: Meio e Mensagem, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2022/01/03/kantar-ibope-atualiza-ponto-de-audiencia-para-2022.html

31

Dez

Comunicação: Quais as principais tendências para 2022 e o que marcou 2021? Jornalistas e publicitários de várias áreas respondem ao Blog. Confira!

Convidamos personalidades da Comunicação, Publicidade, Jornalismo e Marketing, com atuação no RN, no país e até no exterior, para responderem a duas perguntas:

“Quais foram os fatos mais marcantes da Comunicação 2021?” e “Observando as tendências, o que você espera para a Comunicação em 2022?”

O resultado é um rico e vasto apanhado de percepções sobre as mais diversas áreas da comunicação. A mudança da audiência, a necessidade de propagar conteúdo, a força do digital, os desafios da pandemia, os caminhos do jornalismo, estão entre os pontos destacados. Cada convidado com sua visão, mas todas complementares. Enfim, um rico conteúdo para se ler, analisar e conferir no ano que se inicia:

João José Forni - jornalista, professor e consultor de comunicação. Autor do livro “Gestão de Crises e Comunicação”:

“A comunicação se afirmou em 2021 como a âncora em que a sociedade e a ciência se apoiaram para vencer o desafio da pandemia. O que realmente fez a diferença foi a capacidade das organizações de ouvir e se adaptar.

Em 2022, diversidade e inclusão, junto com metas de ESG (pilares ambiental, social e de governança), devem ser temas que as empresas precisam aprofundar, se quiserem uma comunicação cada vez mais voltada para as pessoas”.

Everton Dantas - jornalista e diretor de redação da Tribuna do Norte:

“Em 2021, até por conta de toda a discussão em torno da ciência e da pandemia, o debate sobre o perigo das notícias com conteúdo enganoso tornou-se mais qualificado e passou a atingir mais pessoas. Acredito que cresceu o número de leitores que entende a importância do jornalismo profissional. Penso que isso é também reflexo da discussão em torno da urna eletrônica, da vacinação e de outras inverdades que foram disseminadas e combatidas.     

Para 2022 eu espero que ganhe mais força a chamada economia de criadores e que o jornalismo local se torne mais plural, com o surgimento de novos veículos, independentemente do tamanho. E que isso seja possível também por meio de editais e programas de financiamento para fomentar esse setor da economia. Na comunicação, a concorrência fortalece a democracia”.

Odemar Neto - publicitário, presidente do Sinapro/RN e sócio-diretor da Execom:

“Em relação a um fato marcante de 2021, ressalto a evolução do e-commerce, bem como das ferramentas de interação e vendas, o que transforma o modelo vigente.

Para 2022, vemos que a solidez do trabalho híbrido nas agências e uma maior presença junto ao Marketing direto dos clientes, marcam uma mudança profunda na comunicação e no modo de operação em geral. Ganhamos agilidade, diversidade na contratação de profissionais em qualquer localidade e ao mesmo tempo maior qualidade nos materiais”.

Heverton de Freitas - jornalista e secretário de Comunicação da Prefeitura de Natal:

“Em 2021, observamos perda de audiência da TV aberta e a aceleração na queda de leitores dos impressos. Os jornais e revistas, que tinham o monopólio da distribuição de informações, perderam espaço para as chamadas novas mídias e com isso também perderam receita na venda de outros serviços como os classificados, por exemplo, por isso são cada vez mais dependentes das verbas públicas, que, por sua vez, estão congeladas há anos, ao menos aqui no RN, e são disputadas por um número crescente de veículos que demandam por essas verbas.  

O poder cada vez maior na mão do receptor da mensagem que pode escolher o que, onde, quando e como ler ou ver a informação que lhe interessa. Ao mesmo tempo, a multiplicação de “veículos” que demandam as verbas públicas. Ou seja, o gestor tem que definir uma estratégia multicanais para fazer a mensagem que deseja comunicar ser absorvida pelo cidadão”.

Cledivânia Pereira - jornalista e doutoranda em Ciências da Comunicação:

“2021 foi um ano de muito aprendizado para o jornalismo. Quem não conseguiu enxergar que é preciso atuar no digital e ter gerência inicial sobre a distribuição do seu próprio conteúdo não vai sobreviver. Vi, mais que em anos anteriores, os sites de notícias (híbridos e nativos digitais) se preocupando, também, com a distribuição do conteúdo produzido. Essa é uma das chaves da sobrevivência de quem produz jornalismo hoje. A outra, ainda mais complexa, é a sustentação financeira da produção jornalística. Tivemos há poucos dias o triste anúncio de fechamento da redação do El País no Brasil. Uma instituição que ganhou relevância, mas não conseguiu atrelar a isso um modelo de negócio sustentável.

Ter audiência e sustentação financeira, sem abrir mão na qualidade e independência para produção de conteúdo, são os grandes desafios da profissão. As grandes empresas estão preocupadas com isso… Google, Meta, todas estão tentando financiar iniciativas jornalísticas para tentar amenizar o grande impacto que as novas tecnologias tiveram na profissão. O grande impacto das novas mídias no jornalismo e na comunicação em geral é na circulação do conteúdo (cada vez mais acelerado, descentralizado e multiplataforma) e nos modelos de negócio. Esse primeiro ponto é o que estudo. Acho a comunicação e o jornalismo, em especial, ainda estão engatinhando nesses dois pontos… mas acho em 2022 vamos ter muitos avanços nessa área”.

Flávio Sales - publicitário e CEO da Maxmeio:

“O fato mais marcante em 2021, para mim, foi a consolidação das mídias digitais com verbas destinada a essa área passando dos 30% dos gastos gerais da publicidade no Brasil! E transformando o investimento em blogs, portais, Google, Facebook e Instagram em realidade!

2022 vai ser o ano do marketing digital. Quem não se preparar, vai ficar para trás”.

Juliano Freire - jornalista e escritor:

“Em 2021, um fato nacional: o fim de uma era na Rede Globo, com o desligamento de profissionais históricos como Francisco José, Alberto Gaspar, Renato Machado e José Hamilton Ribeiro. Nos últimos seis meses do ano, foram 12 demissões. No RN, os 70 anos da Tribuna do Norte foi um dos pontos altos. Tradição e modernidade como binômio para a sobrevivência no meio jornalístico.

Para 2022, espero uma comunicação com olhar mais humano. A pandemia ainda não terminou, desafios ainda permanecem e neste quadro é preciso voltar o foco para o diálogo, para a diversidade, o outro. A Revolução Digital, a mídia e as redes sociais precisam conviver bem com a visão que cada um tem da vida. Menos sensacionalismo e mais informação de qualidade. É o que espero para um ano tão importante como será 2022”.

Vinícius Albuquerque - jornalista e Assessor de Comunicação e Relações Públicas da UnP:

“Uma das coisas que mais marcou este ano foi a consolidação da maneira como o público está cada vez mais próximo das marcas, tendo a capacidade de criar ou destruir celebridades. Exemplo disso são os “cancelamentos” que podem pôr fim nos contratos com grandes artistas ou, ao contrário, criar acordos milionários quando essas pessoas caem na graça do público, como vimos com anônimos que viraram fenômenos na internet graças aos reality shows.

Diante de um relacionamento digital cada vez mais próximo com o consumidor, vejo uma tendência de que o branding seja o norteador das ações de Comunicação de toda grande empresa. Por isso, as marcas vão precisar ser cada vez mais humanas e gestão de marcas vai ser o guia para os diversos braços do Marketing, como a Publicidade, Assessoria de Imprensa, Relações Públicas e Redes Sociais”.

Mara Godeiro - jornalista, repórter e apresentadora na TV Tropical e na Record TV:

“Em 2021 o mais marcante nas minhas coberturas jornalísticas foi a chegada da imunização no RN. Foi emocionante ver a esperança nos olhos da população depois de tanto sofrimento e angústia, as sirenes das viaturas do Corpo de Bombeiros. Nas coberturas ao vivo, as vacinações dos idosos, dos grupos de risco, o sentimento de gratidão. Só em relembrar, eu me emociono. Além de ver de perto todo o esforço dos profissionais de Saúde, a vontade em salvar vidas, em devolver o AMOR de alguém.

A pandemia trouxe muitas incertezas, mas em relação aos veículos de comunicação, a população começou a enxergar a mídia que de fato e de direito faz o bom jornalismo e cumpre o papel social. A crise da saúde acabou fortalecendo os veículos oficiais. Para 2022, a  expectativa também é do crescimento de um mercado transmídia, onde os mais conservadores terão que se ajustar e se adaptar”.

Jener Tinoco - diretor da Armação, apresentador do Bom Dia CBN, na Rádio CBN e do Mundo dos Negócios, na TV Tropical:

“A comunicação foi uma das atividades que apresentou maior volume de mudanças em 2021, impulsionada pelo efeito da pandemia que causou forte ampliação do digital. Hoje, tudo é comunicação. Foi um ano marcado pela valorização do poder da influência, tanto para o indivíduo, quanto às marcas e os profissionais. Houve uma explosão do chamado marketing de influência. Marcas passaram a transmitir experiências e fortalecer suas imagens, o YouTube apresentou inovações no brandcast como o Shorts e um botão que direciona o usuário à compra do produto que viu no vídeo. A consagração da força do rádio, com podcasts, vídeocasts, também as redes sociais virando plataformas como verificamos no Instagram, TikTok e Youtube. O streaming com as lives, que vieram pra ficar, e que quebraram tabus e rejeições, com as lives nas mais diversas áreas para mostrar empresas e produtos, inclusive para venda, shows, clube de leituras, nutrição etc. E forte mudança no perfil da audiência da televisão brasileira, especialmente nas transmissões esportivas.

Espero para 2022 que a chegada do 5G, quinta geração de rede móvel, prevista para operar no Brasil em 2022 com maior velocidade de download e upload, além de conexões mais estáveis e seguras, proporcione a consagração das mídias no ambiente digital e a consolidação da internet das coisas”.

Lídia Pace - editora e apresentadora do RN2 na InterTV Cabugi:

“O ano de 2021 foi especialmente desfiador para quem trabalha com comunicação, com jornalismo de verdade. Um ano atribulado onde foi preciso esforço extra para que as informações chegassem às pessoas como deveriam. A chegada da vacina, a redução no números de casos e mortes de Covid foi especialmente emocionante. A cada boa notícia era um alento ao coração. Depois de tantas notícias tristes e perdas, o avanço da imunização chegou para dar esperança de que dias melhores virão.

Espero que 2022 seja um ano mais “suave” onde as diferenças ideológicas e políticas não estejam no centro das discussões dividindo um País. Mas sim, que contribuam para a construção de um Brasil mais justo, democrático e esperançoso”.

Thaísa Galvão - jornalista e editora do blog www.thaisagalvao.com.br:

“O que marcou o ano de 2021 na comunicação, infelizmente pelo lado negativo, foram os constantes ataques do presidente Bolsonaro às jornalistas mulheres.

O que espero de 2022 é que nós mulheres jornalistas não fraquejemos. O ano será marcado pela tentativa de reeleição do presidente e certamente a onda de ataques será maior. Então, que nós mulheres sejamos cada vez mais fortes porque ele deverá ser cada vez mais fraco. Aproveitar para desejar ao Blog, merecidamente, muito mais sucesso”.

Rayanne Azevedo - jornalista e mestranda em Comunicação Política na Universidade Livre de Berlim:

“A plataforma TikTok impulsionou um padrão de conteúdo digital muito mais multimídia. Toda receita de sucesso agora nas redes parece incluir bons vídeos. Outra coisa que bombou foram os podcasts. É a ressurreição do rádio, atualizado na forma on demand. Outro fato, esse triste e lamentável, é a deterioração da liberdade de imprensa no Brasil e o retrocesso em termos de acesso a informações de interesse público.

Eu espero que em 2022 o jornalismo alcance novos públicos com formatos digitais nativos e mais didáticos. Esse é um processo que precisa acontecer se as redações quiserem alavancar suas receitas. Ano que vem teremos um acirramento do debate público e maior polarização política por causa das eleições, e vai haver muita desinformação em circulação. A parte mais positiva é que devemos ver mais progresso em termos de diversidade e visibilidade de grupos outrora marginalizados. As empresas estão acordando para o fato de que é burrice negligenciar esses públicos, já que eles respondem por uma fatia relevante do faturamento”.

Priscilla Simonetti - jornalista e diretora Corporativa de Marketing do Grupo InterTV:

“Mesmo repleto de desafios, 2021 foi marcado pelo recomeço... Para a sociedade e para o mercado da comunicação o sentimento foi de reinvenção dos processos, da forma e da nossa capacidade de enxergar os caminhos. A comunicação foi essencial para nos mantermos produtivos, mentalmente e fisicamente mais salváveis, além de manter o giro econômico através das conversas responsáveis com o mercado consumidor. Sobre tudo, seu principal papel foi unir, fortalecendo vínculos, mesmo que distantes.

Especialmente na Indústria de Comunicação, Marketing e Mídia, vimos agências tornarem-se híbridas, veículos oferecendo uma comunicação 360 graus e a necessidade dos empresários de se manterem numa comunicação cada dia mais eficiente. Em 2022, o foco no resultado ganha ainda mais protagonismo, caminhando paralelo a otimização dos custos. Espera-se profissionais mais especializados em solução e um melhor aproveitamento dos dados gerados”.

Marília Rocha – Jornalista e diretora de Comunicação da Assembleia Legislativa do RN:

“Em linhas gerais, o processo de mudança no comportamento das pessoas é o maior marco de 2021, independente se o Wi-Fi está funcionando ou não. Ou seja, estar conectando mesmo estando “em off”. Isso se reproduz quando não olhamos mais a identificação das ruas porque o GPS está ligado e os aplicativos que nos ajudam a organizar a agenda, o agendamento de pagamentos e até conduzir o trabalho de parto monitorando as contrações. O teletrabalho, as mudanças nas redes sociais (mais interatividade e conectividade entre pessoas) também marcaram 2021. Mais tempo na tela do celular escolhendo e comprando até frutas no supermercado, assistindo plataformas de streaming na televisão e até do computador. Mais rapidez nos comandos digitais na vida, no trabalho, nas redes sociais.

Para 2022, maior dinâmica e inovação nos conteúdos. Cada vez mais específicos, os programas de televisão, as propagandas na publicidade e os filtros nas redes sociais vão direcionar o consumo e o comportamento das pessoas, classificando e categorizando como perfis de consumo”.

Nélio Júnior Jornalista, empreendedor, CEO da N Conteúdos e criador do “Na Paulista”

“Para mim o fato mais marcante da comunicação é a busca da verdade dentro da realidade paralela dos grupos de desinformação e fakenews. Vivemos um momento decisivo na comunicação onde temos a verdade, a pós verdade, a sua verdade e a verdade criada a partir do interesse de determinado grupo. No fundo isso sempre existiu mas o desafio da comunicação em - pelo menos - trazer estas informações e tentar trazer um debate de ideias está cada vez mais difícil diante da onipresença dos algoritmos e das bolhas criadas a partir deles.

Espero uma predominância cada vez maior das redes sociais na formação do pensamento geral e o início da discursão do papel do Metaverso nas nossas vidas. Também segue a luta para os veículos de comunicação tradicionais seguirem relevantes contra as notícias que vem de todos os lados. Combater as fake news segue como o maior desafio de todos nós”.

29

Dez

Datafolha: 88% dos brasileiros se importam com o sofrimento dos animais

Um estudo inédito, conduzido pelo Datafolha a pedido da ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, mediu o grau de interesse dos brasileiros em relação ao bem-estar dos animais criados em fazendas e sobre quais marcas de supermercados deveriam se comprometer a oferecer produtos cuja matéria-prima vem de propriedades que adotam medidas para reduzir o sofrimento animal.

O resultado mostrou que praticamente 9 de cada 10 brasileiros (88%) maiores de 16 anos se importam, em maior ou menor grau, com o sofrimento dos animais nas fazendas. Foram entrevistadas 2073, 64% indicaram se importar muito e 24% se importar um pouco. Na estimativa populacional do Brasil para 2021, o percentual de quem se importa corresponde a aproximadamente 148 milhões de pessoas.

Uma constatação da pesquisa é que o percentual aumenta entre os mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos (93%), entre aqueles que possuem ensino superior (91%) e brasileiros das classes A/B (89%), composta por maioria feminina. O percentual dos que dizem não se importar (apenas 9% do total da amostra), é maior entre pessoas com 60 anos ou mais (14%), pessoas com apenas ensino fundamental completo (13%) e residentes na região Sul (13%).

Realizado entre os dias 8 e 11 de setembro de 2021, o questionário foi respondido por moradores de todas as regiões do país e selecionou, inicialmente, aqueles que costumam fazer compras em supermercado ou hipermercado. Conforme o estudo, 84% dos entrevistados disseram que, se soubessem que um estabelecimento comercializa produtos cuja matéria-prima vem de uma fazenda que maltrata animais, mudariam o local das suas compras.

(*) Pesquisa - O Instituto Datafolha entrevistou presencialmente, entre 8 e 11/09/2021, 2.073 pessoas em todo o Brasil, com 16 anos ou mais, distribuídas em 130 municípios das cinco regiões do país. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

28

Dez

Confira quais os programas de rádio mais ouvidos do RN; 96 na liderança

Por Saulo Medeiros 

A Media especializada em trakings e monitoramento eleitoral em parceria com o grupo OpineComununica, realizou de forma espontânea entre 18 e 24 de dezembro, 2150 entrevistas por telefone em 10 municípios do Rio Grande do Norte, para saber a opinião da população sobre qual são os programas de rádios e emissoras mais ouvidas do Rio Grande do Norte. 

O levantamento faz parte de uma pesquisa nacional e deve entrevistar 23 mil pessoas em todo o País. 

Segundo a pesquisa, a Rádio 96 FM de Natal, lidera o TOP 10 no ranking, no Estado e na capital potiguar.

Em Natal, entre os programas mais lembrados, a rádio tem três programas mais lembrados pela população,  no TOP 5, destaque para o Meio Dia RN com BG.

Entre os municípios pesquisados, depois de Natal, o município mais sintonizado em rádio é Caicó, na Região do Seridó. Na cidade apenas 10% dos entrevistados não souberam responder, atrás apenas da capital que 8% não responderam a pesquisa.

Na cidade de Caicó, a Rádio Rural é a mais ouvida, e entre os programas de rádio mais lembrados, três são da emissora.

A pesquisa completa será divulgada em janeiro de 2022. Confira o TOP 10 das emissoras de rádio mais ouvidas no Estado:

Top 10 RN

1º Rádio 96 FM Natal 

2º Rádio 98 FM Natal 

3º Rádio 95 FM Mossoro  

4º Rádio Nordeste 92.5 FM Natal 

5º Rádio Jovem Pan News FM 93.5 Natal

6º Rádio Resistência 93.7 FM Mossoro 

7º Rádio Cidade 94.3 FMNatal 

8º Rádio Rural 95.9 FM Caico

9º Rádio 104 FM Natal 

10º Rádio 87 FM Natal

Natal

Rádio mais ouvida: 96 FM

TOP 5: Programas de Rádio mais ouvido pela população:

1° Meio Dia RN/BG/96 FM

2° O Povo no Rádio/Luiz Almir/96 FM

3°  Jornal das Seis/96 FM

4° 12 em Ponto/98 FM

5° Jornal da Manhã/ Jovem Pan News FM 

Caicó

Rádio mais ouvida: Rádio Rural

TOP 5: Programas de Rádio mais ouvido pela população:

1° A Hora do Povo/Batata/106 FM
2° Panorama 95/Marcos Dantas/95 FM
3° Alô Nordeste/Lúzio Alves/95 FM
4°  Cidade Alerta/Rádio Rural/102 FM
5°  Raposa do Nordeste/Riva Jr/106 FM
 

Fonte: RN Potiguar News, disponível em: https://rnpotiguarnews.blogspot.com/2021/12/traking-mostra-as-radios-e-programas.html?m=1