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12

Mai

[ARTIGO] Uma voluntária da pátria (2), por Daladier Pessoa Cunha Lima

Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Terminei a crônica anterior ao afirmar que a humilde Jovita Alves Feitosa (1848-1867) tem seu nome inscrito no livro de Heróis e Heroínas da Pátria, desde 2018. A primeira mulher que recebeu essa honraria foi a baiana Ana Néri (1814-1880), heroína da guerra do Paraguai, com uma atuação de muita coragem e brilho na área da enfermagem, a ponto de torná-la patrona dessa profissão no Brasil. A guerra do Paraguai registra um marco primevo de agressão, visto como um estopim, quando o forte Coimbra, no Mato Grosso, sofreu ataque das tropas de Solano Lopez. Em 1864, formou-se a Tríplice Aliança, que reuniu Argentina, Brasil e Uruguai, a fim de combater o pequeno Paraguai. Parecia desigual, mas o Brasil estava despreparado para enfrentar uma guerra, pois o efetivo do exército era pequeno e pouco treinado. Assim, em 7 de janeiro de 1865, o governo criou, por decreto, o Corpo de Voluntários da Pátria.

O escritor e historiador José Murilo de Carvalho, em mais um excelente livro, sob o título “Jovita Alves Feitosa - Voluntária da Pátria, Voluntária da morte” (2019), compõe uma ótima biografia dessa mulher simples e seus exemplos de bravura e de amor à pátria, ao lado de dados históricos da Guerra do Paraguai e do Corpo de Voluntários da Pátria. No livro, destacam-se diversas criações de poetas e escritores brasileiros, até mesmo Machado de Assis, fazendo coro com o entusiasmo patriótico que eclodiu em todo o país.  Joaquim Nabuco produziu, em outubro de 1865, um hino de aclamação aos Voluntários, com o refrão: “Levantai-vos, soldados da pátria;/ ide avante vingar a nação!/ E voltai glorioso da luta/ Ou morrei abraçado ao pendão!” 

Depois de muitos aplausos e louvores para a voluntária da pátria Jovita Alves Feitosa, vieram as decepções. Ao chegar ao Rio de Janeiro, a fim de esperar o embarque para a frente de batalha, sofreu enorme frustração, pois o Ministério da Guerra retirou sua patente e permitiu sua participação somente nas funções de retaguarda, a exemplo dos serviços de saúde. Diante desse marcante desgosto, Jovita regressou à casa paterna, mas não recebeu guarida. Voltou a morar no Rio, onde conheceu e passou a namorar o engenheiro inglês William Noot. Sem prévio aviso, Noot retornou ao seu país, e a amante, no mesmo endereço dos encontros do casal, foi achada morta, com um punhal cravado no peito. A polícia do Rio atestou suicídio. E conclui José Murilo de Carvalho: “Rejeitada pelo Governo, pelo pai e pelo amante, decidiu rejeitar a vida”.

Em 12 de abril de 2012, a atuante deputada Sandra Rosado, do Rio Grande do Norte, apresentou projeto de lei que incluía Jovita Alves Feitosa no Livro dos Heróis da Pátria.  Nas justificativas, Sandra Rosado vê Jovita sob duas militâncias: cívica e feminista. Em 12 de dezembro de 2018, Jovita foi inscrita no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN.

30

Abr

[ARTIGO] Por que fidelizar clientes é mais importante do que conquistar novos?

*Por Luiz Correia

Fidelizar clientes é muito mais importante do que se preocupar apenas em atrair volumes crescentes de novos consumidores. Afinal, de nada adianta oferecer um produto ou serviço de excepcional qualidade, sem garantir que o consumidor busque sua marca novamente para uma futura compra.

Conquistar a fidelização dos consumidores depende obrigatoriamente de um bom relacionamento entre as partes. Um simples feedback positivo é capaz de bombardear positivamente a imagem da marca no mercado, atestando a qualidade do atendimento e produto oferecidos, atingindo outros que procuram pelas mesmas soluções.

Em uma pesquisa feita pela SmarterHQ, 90% dos consumidores estão dispostos a oferecer seus dados de comportamento às companhias, em troca benefícios adicionais que melhorem sua experiência de compra.

Os benefícios são inegáveis – assim como os prejuízos no pior cenário de atendimento. Um cliente insatisfeito pode impactar muitos outros negativamente, ocasionando um efeito cascata que nenhum empresário deseja passar.

É preciso resolver as dores de seu público-alvo, entender seus anseios e necessidades e, acima de tudo, garantir que ele volte a procurar seus serviços futuramente. Seja por via própria ou por indicação para terceiros.

Como fidelizar clientes?

O consumidor é o melhor vendedor do seu negócio. Em um mercado completamente digital, se torna muito fácil encontrar inúmeras companhias dispondo dos mesmos produtos e serviços. O mercado está repleto do “mais do mesmo”, o que eleva a importância e necessidade de estratégias de fidelização para seus clientes.

Conquistar tal satisfação e recompra vai muito além do que oferecer os famosos programas de pontuação. O leque de bonificações deve ser muito maior e inovador, com pacotes mais atrativos que façam sentido para o perfil e desejos de seus usuários. Tenha uma promoção real e diferenciada, que estimule a geração de verdadeiros discípulos de engajamento do seu negócio.

Fora as recompensas financeiras em cashback a serem utilizados em futuras compras, os programas de evolução se mostram extremamente vantajosos para fidelizar clientes. A cada aquisição, o consumidor pode conquistar um novo selo de comprador, com a acumulação de scores conforme os valores gastos.

Em cada categoria atingida, novos prêmios podem ser oferecidos como recompensa – seja por meio de vouchers em jantares, descontos exclusivos, milhas de viagem, dentre muitos outros. Use a criatividade a seu favor, sempre visando trazer a melhor experiência possível com sua marca.

A importância dos canais de comunicação na fidelização dos clientes

As estratégias de fidelização dos clientes são imensamente eficazes por si só. Mas, quando engajadas ainda mais via os mais modernos e interativos canais de comunicação, poderão conquistar resultados ainda melhores.

Cada segmento e nicho de atuação possui sua própria vertente e perfis de consumidores. Por isso, antes de delimitar qualquer ação de fidelidade, é imprescindível entender minuciosamente todas as trilhas de abordagem possíveis e, como estabelecer uma comunicação saudável e flexível com todos.

Emerja no universo de seu público-alvo. Reconheça suas demandas e, se adeque às suas necessidades. Fidelizar seus clientes não exige nenhuma estratégia mirabolante ou revolucionária. Atitudes simples podem surtir efeitos tão excelentes quanto, independente do porte ou foco de atuação da empresa.

Temos que se adequar ao mundo no qual iremos afetar. Do pequeno negócio, à grande corporação. Do perfil tímido, ao comunicativo. Do despojado, ao mais contido. São diversos perfis e hábitos distintos, mas que quando compreendidos e solucionados de forma personalizada, trarão uma série de clientes satisfeitos e fiéis ao seu negócio.

*Luiz Correia é Head of Sales especialista em estratégias e performance de comunicação digital para companhias de diversos segmentos na Pontaltech, empresa especializada em comunicação omnichannel.

 

24

Abr

[ARTIGO] Live commerce: o poder do vídeo nas compras on-line

*Por Rodrigo Ricco

Quando um novo cliente aparece na porta da loja física, automaticamente você o cumprimenta e dá início às interações. O que poucas pessoas sabem é que antes mesmo desse contato, a experiência de compra já está acontecendo. Seja por meio da exposição dos produtos na vitrine ou até mesmo com as opiniões de amigos. E para quem tem e-commerce não é diferente. Levantamento da CX Trends 2022, realizado pela Octadesk em parceria com a Opinion Box, revela que uma boa experiência continua sendo crucial quando o assunto é conversão de vendas. A pesquisa mostra que 62% dos consumidores desistiram de uma compra por conta de uma experiência ruim durante o processo de aquisição de um serviço ou produto. Ou seja, em média, a cada três pessoas que decidem fazer uma compra, duas desistem por conta de uma vivência negativa.

Com o avanço da tecnologia, a transformação digital afetou claramente a maneira como fazemos negócios hoje. As redes sociais, aplicativos e sites auxiliam nas demandas do dia a dia. No entanto, existem alguns casos que um toque de interação humana pode dar um “plus”. O live commerce, conhecido como shopstreaming ou live stream shopping, chega para preencher exatamente essa lacuna, combinando a experiência de compra na loja com a conveniência online.

A transmissão ao vivo de um comércio eletrônico, onde acontecem interações em tempo real entre compradores e vendedores, pode ser um excelente atrativo. Esta modalidade pode ser utilizada para dois fins: vender efetivamente um produto ou simplesmente criar uma conexão com os espectadores.

Essa tendência de compras ao vivo teve início na China em 2018 e ganhou ainda mais força com o avanço do isolamento social imposto pela Covid-19 em 2020. Neste período, a necessidade exigiu que as empresas se reinventassem, disponibilizando mais um canal de ativação. Muitas empresas migraram para o online e a transformação digital se potencializou. As lives conquistaram seu espaço, impactando pessoas que ainda não estavam prontas para comprar online. Dados da CX Trends 2022 mostram que o YouTube é um dos principais canais utilizados para pesquisar produtos durante uma pré-compra. Recomendações de outros usuários e até mesmo de influenciadores podem também auxiliar na reputação e no apoio durante a tomada de decisão. 49% dos participantes afirmam que buscam comentários na página do produto e 45% decidem pela compra após a indicação de amigos e familiares. Ou seja, o primeiro passo da jornada de compra, muitas vezes, começa pela pré-experiência. E é exatamente por isso que as marcas precisam, sim, se preocupar em produzir conteúdo com informações relevantes e garantir experiências diferenciadas.

Uma dica que tenho é: aposte em influencers para ajudar a expandir seu alcance. Com uma boa base de seguidores e com alto engajamento em relação ao público da sua marca, estes profissionais interagem e transmitem opiniões sinceras que acabam conectando naturalmente com o seu público. Outra oportunidade do live commerce é oferecer descontos, conteúdos específicos e até mesmo vendas exclusivas que ficam ativas apenas no período da live. Assim, é possível aproveitar a comunicação com os interessados, obter conversões de vendas e gerar uma base de leads.

O futuro é agora. E lembre-se: tudo que o cliente lê e vê sobre a marca influencia na decisão final. Está nas mãos deles se vão ou não se relacionar com o seu produto.

*Rodrigo Ricco é CEO da Octadesk, mostra como as vendas por vídeos podem impactar no futuro do negócio

23

Abr

[ARTIGO] O caminho para um futuro hiperconectado

*Por Luiz Wagner Grilo

A hiperconectividade já está presente no dia a dia de milhões de pessoas. Checar as imagens das câmeras de videomonitoramento no smartphone, atender chamadas pelo headset que está conectado em múltiplos devices, utilizar diversas aplicações numa única ferramenta, fazer reuniões virtuais em plataformas de colaboração distintas, tudo isso ao mesmo tempo. São inúmeros os exemplos de gestos e atitudes que representam a evolução tecnológica da humanidade presente nos dias de hoje. O conceito aponta para uma realidade de dispositivos eletrônicos e elementos de IoT de todos os tipos que podem comunicar entre si, de acordo com a infraestrutura de rede disponível.

A evolução da infraestrutura hiperconectada nos últimos anos é uma realidade. Mais do que a expansão da oferta de recursos, a tecnologia se tornou indispensável para uma sociedade que a cada dia experimenta no mundo hiperconectado a solução para a economia de recursos naturais, bem-estar social, gestão de segurança e processos internos, governança pública, entre outros pontos. O fato é que a hiperconectividade está em alta e guiando tendências que estão vindo abarcadas em diferentes produtos para suprir este cenário multi-dispositivos.

Os benefícios são inegáveis. A hiperconectividade representa a comunicação de pessoa para pessoa, pessoa para máquina e máquina para máquina. Quando pensamos em Comunicações Unificadas, por exemplo, chamadas de voz, videoconferência, mensagens instantâneas, compartilhamento de conteúdos, em uma única interface totalmente integrada vislumbramos uma transformação na experiência do usuário e aumento da produtividade em qualquer cenário ou organização em que a colaboração entre pessoas seja necessária.

É claro que a hiperconectividade entrega desafios também, mas todo desafio é uma oportunidade de avançar. Um ponto crítico que vem sendo palco de discussões e busca incessante por soluções é a cibersegurança. Com mais dispositivos integrados à rede e a mudança na jornada de trabalho em todos os segmentos e tamanhos de empresas para um modelo de trabalho híbrido, tem provocado uma transformação nas redes e ao mesmo tempo criado um potencial canal de entrada para inúmeros cibercriminosos. Contudo, à medida que os ataques hackers aumentam, a indústria também precisa evoluir com soluções que ajudem a avaliar os riscos e conter estas novas ameaças oriundas deste mundo hiperconectado: Acesso seguro na Nuvem (em inglês SASE – Secure Access Service Edge) e plataformas integradas de SDWAN estão entre as soluções mais refinadas e eficientes para mitigar vulnerabilidades.

Outro ponto é a infraestrutura da rede. O crescimento explosivo de dispositivos e devices ultraconectados em redes LAN e WLAN além dos inúmeros elementos IoT e a chegada das redes 5G que possibilitarão conexões com ainda menos latência e mais velocidade trazem um cenário extremamente desafiador para que as organizações e empresas comprometidas com o futuro comecem a consolidar a base de impulso para modelos mais inteligentes de gestão. O conceito de Redes Autônomas onde os elementos de rede trabalham de forma harmônica com a inteligência de recursos que são pré-configurados e atuam com Inteligência Artificial para melhorar e aumentar a performance da rede serão essenciais para assegurar um futuro hiperconectado nas organizações que buscam o caminho da inovação e do sucesso.*Por Luiz Wagner Grilo diretor responsável pela unidade de Negócios de Network&Security da Unentel Distribuição

*Luiz Wagner Grilo é diretor responsável pela unidade de Negócios de Network&Security da Unentel Distribuição

17

Abr

[ARTIGO] Cultura empresarial e a importância da valorização de equipe

*Por Roberto Cabrera

50% dos profissionais desempregados consideram a aderência do seu perfil à cultura da empresa um ponto importante ao avaliar uma proposta de emprego. É o que diz a pesquisa "Match Perfeito – o que buscam profissionais e recrutadores”, elaborada pela consultoria de recursos humanos Robert Half, em parceria com o Centro de Liderança da Fundação Dom Cabral.

Ponderando que, resumidamente, a cultura empresarial é a junção, na prática, da missão, valores e propósito de uma organização, é essencial que que esses aspectos estejam claros e sejam refletidos no dia a dia de atividades dos funcionários.

No entanto, cabe destacar que essa valorização da cultura da empresa começa muito antes do conceito em si, nascendo na forma como uma equipe é liderada, direcionada e tratada. O profissional percebe se sua empresa está de acordo com os propósitos que preza a cada tarefa que exerce durante o período de trabalho, observando o ambiente, ética nos processos, capacidade de apoio e inovação, entre outros pontos.

Ao longo da jornada de RH, aprendemos que se os profissionais dentro da empresa não estão satisfeitos ou felizes, toda uma cadeia é prejudicada. É fundamental valorizar colaboradores, suas contribuições para o negócio em si e, ainda, a execução das atribuições cotidianas.

Trazendo essa convicção para a prática, na Acer procuramos sempre colocar nossos funcionários em um lugar confortável, em um ambiente saudável e de máximo respeito, seguindo a cultura ‘Customer Centric’. Inclusive, neste ano, conseguimos novamente o selo Great Place to Work (GPTW) e garantimos a nona posição entre as 10 melhores empresas para trabalhar na categoria até 100 colaboradores. Uma grande conquista, considerando todos os desafios que enfrentamos nos últimos anos, por conta da pandemia, para manter a qualidade no ambiente de trabalho. Hoje, com o reconhecimento, conseguimos ver os gratos resultados gerados por esse esforço.

Nesse sentido, a cultura ‘Customer Centric’, que tem o cliente no cento de tudo, nos auxiliou de forma significativa para alcançar o selo. Ao contrário do que muitos pensam, essa linha de trabalho também envolve o colaborador, que se mostra ainda mais satisfeito por poder atender de forma assertiva às necessidades do cliente. A prática também faz com que os funcionários desenvolvam um poder de empatia único, contribuindo, ainda, para um melhor ambiente organizacional.

Por isso, vale frisar que para ser uma grande empresa, não bastam serviços e produtos excelentes, mas uma equipe engajada e feliz, que trabalha todos os dias com prazer. Na Acer, sabemos que todo sucesso começa na equipe, no carinho e atenção com ela, de maneira que cada colaborador se sinta único e necessário. E essa é uma premissa da nossa cultura organizacional que continuaremos mantendo, afinal o conceito faz parte da nossa história e de quem somos.

Por fim, deixo algumas dicas para a implementação da cultura ‘Customer Centric’ com foco no cliente interno. Primeiro, é importante dizer que o desenvolvimento desse conceito dentro de uma empresa é contínuo, ou seja, a liderança deve sempre buscar por aprimorar esse processo junto aos colaboradores.

Como já dito, fazer com que a equipe tenha empatia ao ouvir o cliente é um ponto crucial para o sucesso dessa cultura. Assim, uma dica que posso externar é a busca imparável pelo desenvolvimento de empatia dos funcionários, que será refletida diretamente no dia a dia da corporação e nas relações internas.

A última dica pode parecer óbvia, mas é básico levar o nome do conceito de forma literal quando a prática ocorrer: o cliente deve ser o centro de tudo. Clientes felizes, empresa feliz.

*Roberto Cabrera é Chief Financial Officer and People Leader na Acer Brasil.

16

Abr

[ARTIGO] Personalização do ensino e a importância da educação financeira desde a infância

*Por Felipe Pontes

A pandemia gerou um grande impacto na educação brasileira, não há dúvidas. A mudança do ensino presencial para o online, o acesso à internet no País e o desafio de prender a atenção dos jovens foram alguns dos inúmeros desafios do período. Essas mudanças levantaram debates na educação e na vida dos brasileiros que começaram a conviver com uma crise sanitária e econômica, que fez o Brasil alcançar recordes de inadimplência e ressuscitar temas como a educação financeira.

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), o nível de endividamento médio das famílias brasileiras em 2021 foi o maior em 11 anos. O último ano apresentou recorde, registrando uma média de 70,9% das famílias brasileiras endividadas. Dezembro alcançou o patamar máximo histórico: 76,3% das famílias com dívidas.

No Brasil, cerca de 85% dos pais falam sobre educação financeira com os filhos em casa, mas ao menos 66% atrasaram pagamentos de despesas básicas e 67% já tiveram o nome sujo em algum momento da vida, de acordo com a pesquisa “Finanças Infantis”, realizada pelo Serasa.

Nestes meus quase 15 anos dentro de salas de aula, já testei muitos métodos de personalização no ensino de matemática e finanças. Técnicas como imersões, uso de casos práticos/reais, Aprendizado Baseado em Problemas (PBL, na sigla em inglês) e exercícios de autonomia têm se mostrado eficientes para melhorar o desempenho dos alunos.

Hoje está claro que a aplicação de um único método de ensino prejudicou jovens e adultos que não se adequaram e passaram a não gostar de frequentar aulas – eu já fui um deles. Particularmente, tenho uma forma específica de aprender. Gosto de estudar o assunto antes e usar o tempo da aula para discutir ideias. Mas tem quem prefira só sentar e ouvir alguém falar; e está tudo bem.

Imagine as disciplinas de Matemática e Física, que possuem aplicações em robótica, engenharia e finanças. Um jovem que não se interessa por álgebra ou física pode se encantar por esses temas quando aplicados à programação de robôs. Porém, a estrutura exigida para manter salas, professores e instalações à disposição pode custar demais e inviabilizar a personalização, se aplicado de uma forma mais arcaica.

Uma alternativa, por exemplo, é usar a tecnologia como aliada. Existem exemplos dessa aplicação como: contação de histórias disponíveis na internet (os alunos escolhem os temas das aulas), gameficação, uso de aplicativos, simuladores, entre outros.

De todos os métodos de ensino que testei, a metodologia ativa chama atenção - especialmente o PBL. Criamos (ou trazemos) um problema em sala – relacionado com o mundo real – que pode ser resolvido com os conceitos que foram discutidos, enquanto que cada aluno o soluciona da sua forma.

Existem muitas lições que as crianças e jovens podem levar da escola para casa, que aliadas a uma tecnologia cada vez mais acessível e com um bom planejamento estratégico e pedagógico dos professores, propiciam que os filhos ajudem os pais a construir um orçamento doméstico mais equilibrado, criando gerações mais independentes. No fim, todo mundo ganha.

*Felipe Pontes é professor, doutor e diretor educacional do TC

15

Abr

[ARTIGO] A era da tecnologia exige super-máquinas: os seres humanos

*Por Rodrigo Casagrande

O mundo das máquinas e da inteligência artificial avançou tanto que, às vezes, a figura do homem parece dispensável. As máquinas evoluíram, trabalham sozinhas. Quem não se lembra do filme “Eu, Robô”, de 2004 e estrelado por Will Smith? Parecia algo muito distante.

Uma pesquisa encomendada pelo Fórum Mundial Econômico revela que a tecnologia e automação irão extinguir 85 milhões de empregos no mundo até 2025. Mas toda essa gente não deverá ficar fora do mercado de trabalho, afinal, a tecnologia carece da sensibilidade humana. Não tem robô sem ser humano, lembre-se disso.

Nas grandes revoluções tecnológicas, sempre ocorreram cisões com antigos paradigmas. Até o advento da informática no Brasil, antes da década de 1990, as redações de jornais, por exemplo, tinham digitadores. Sim, os repórteres escreviam suas matérias em máquinas de escrever, e para rodar na impressora era preciso digitar todos os textos em máquinas capazes de imprimir as frases para os jornais. Parece algo impensável para os dias de hoje quando abrimos nosso MacBook de última geração. No entanto, essas pessoas não foram demitidas na época, pois suas expertises junto às letras lhes conferiram funções de revisão, de finalização, entre outras.

Válido ressaltar que todas essas mudanças exigem de nós muita resiliência e agilidade para aprender novas habilidades e manter a performance esperada. A tecnologia, apontada pelo Fórum Econômico como algoz de 85 milhões de empregos ao redor do mundo, é a aliada do homem na execução das tarefas, e cabe a ele modificar conceitos e adaptar toda a mão de obra para a operação laboral junto às máquinas. 

Utilizar a tecnologia para todos os âmbitos da vida é fundamental, mas é preciso olhar, de fato, para as pessoas. Vale mencionar que cada vez mais as empresas precisam se preocupar com o cuidado humanizado ante aos seus colaboradores, não se limitando a oferecer apenas benefícios que possam ser mensurados pelo salário, mas pela qualidade de vida.

A tecnologia, por si, não gera transformação, mas a capacidade de abstração e navegação das pessoas que fazem o uso dela como ferramenta no dia a dia é a verdadeira capacidade de transformação nas relações de trabalho e estreitamento dos vínculos profissionais e pessoais. Portanto, a tecnologia e a inovação são os meios para alcançarmos os nossos objetivos e, as pessoas, o fim. A jornada será impactada de diversas formas, e se a inovação não for para melhorar e a tecnologia para democratizar, otimizar acessos, é preciso repensar.

Ressalto que escassez de mão de obra qualificada apta para atender desde demandas mais simples até as mais robustas, obriga as empresas a terem diferenciais para atrair os melhores talentos em tecnologia, pois trata-se de um mercado extremamente competitivo. Empresas que se destacam no mercado com profissionais com alto desempenho, são aquelas que proporcionam desenvolvimento de carreiras, atualização, treinamento, autonomia e consequentemente, aprendizados.

Mais do que entender de processos, vender serviços e fomentar negócios, o mais relevante e desafiador para as empresas de inovação é esse dia a dia, isto é, entender com precisão a operação e dar às pessoas senso de pertencimento, contribuindo para suas vidas não somente profissionais.

Quem já ouviu a expressão - “students for life” ou o “lifelong learning” em ferramentas e modelos de gestão aplicados à tecnologia? Com essa devida aplicação prática – as pessoas ficarão mais próximas de alcançarem seus sonhos e objetivos.

Válido lembrar que a tecnologia nem sempre é utilizada para o bem, vide a guerra entre Rússia e Ucrânia, em que a Rússia. O drone que entrega comidas no conforto de casa, tem a mesma base tecnológica dos drones que com miras especiais e que acertam alvos há quilômetros de distância.

É fato que a tecnologia vem criando condições para avanços e aprimoramentos em todas as áreas humanas e segmentos de negócios. A conexão entre as pessoas, quando bem estruturada, pode dar origem ao que mencionamos como comunidade.

Por fim, avalio que devemos buscar uma simbiose – usar o poder fantástico de computação das máquinas em favor da nossa criatividade e à diversidade de pontos de vista, pois, a sinergia, quando bem aplicada, traz grandes resultados. Fato é, que para chegarmos ao momento pujante de tecnologias que desfrutamos hoje, foram necessárias muitas camadas de colaboração ao longo dos tempos. Mas diante desse contexto, é como dizem por aí: o caminho é longo e a estrada é de terra.

Sociedade 5.0 - A relação entre o ser humano e a tecnologia

Um termo que vem sendo utilizado e que acreditamos fazer sentido nesta narrativa, é a Sociedade 5.0. O conceito tornou-se conhecido em 2017, na exposição comercial mundial dos serviços de telecomunicação digital e tecnologia da informação. O primeiro-ministro japonês falou sobre o tema com muito entusiasmo, salientando que a sociedade estava iniciando o seu quinto capítulo.

Os três valores principais que sustentam a Sociedade 5.0 são os avanços em qualidade de vida, inclusão e sustentabilidade. Esses são pilares conceituais os quais condicionam a implementação deste modo de vida com vários ideais agregados.

Esse conceito inovador busca melhorar a qualidade de vida em impacto global, porque com tecnologias como o big data e a utilização de robôs, busca-se uma rotina mais confortável. Lembram quando mencionamos a tão falada “sinergia”? Todo este conceito só fará sentido se aplicado a todos. A isonomia tem como proposta que todos tenham acesso a essas ferramentas benéficas da tecnologia.

A Sociedade 5.0 incentiva a expansão de energias renováveis para diminuir ou eliminar a degradação de ecossistemas, a extinção de espécies, mudanças climáticas e reduzir também o uso de materiais poluentes para que não haja escassez de recursos.

Isso se dá, porque o centro da Sociedade 5.0 desde o início dessa nova fase é o ser humano. O seu objetivo sempre foi equilibrar o progresso da economia e as soluções dos problemas sociais com sistemas que englobam espaço físico e ciberespaço. Para isso, há o uso de:

- tecnologias vestíveis;

- smart homes;

- mobilidade autônoma;

- energia inteligente;

- assistentes digitais;

- e outras inovações.

A consequência de toda essa revolução tecnológica e informacional, em conjunto com a automatização de processos, será a exigência de perfis inovadores e criativos nas empresas. Os profissionais de todos os ramos serão desafiados a sair da zona de conforto e a aprender mais. Surgirão muitas oportunidades; mas os riscos de estagnar também aumentarão.

Ser criativo, sensível, empático e acolhedor, além de ter raciocínio lógico, deve fazer parte das qualidades indispensáveis nos currículos dos candidatos a vagas de emprego ou trabalho.

Então, os desafios para alcançar o bem-estar das pessoas são muitos, não apenas técnicos. É necessário ter uma mudança de mentalidade, ainda individualista em boa parte da população. Seremos protagonistas desses novos movimentos e da sociedade que queremos construir?

*Rodrigo Casagrande é Community Manager da BHub, primeira startup de Gestão por Assinatura (GPA) da América Latina

14

Abr

[ARTIGO] As crônicas de Jahyr Navarro, por Daladier Pessoa Cunha Lima

Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Depois de muitos apelos de amigos para que reunisse em livro uma seleção das suas crônicas, publicadas no jornal Tribuna do Norte, Jahyr Navarro resolveu perenizar em uma obra esses seus ótimos escritos. Somos colegas de turma e, durante seis anos, de 1960 a 1965, vivemos o dia a dia do curso médico. Sempre de bom humor, alegre, brincalhão, nas horas de lazer fazia com que o sorriso fosse frequente nas faces dos 22 colegas da turma, bem assim de amigos de outros períodos. Porém, nas aulas e nas horas de aprender, encarava tudo com o maior rigor. Foi bom aluno, assíduo, dedicado, e, ao concluir o curso, foi logo para o Rio de Janeiro fazer estágio em um dos melhores hospitais da cidade. Ao retornar, fez concurso e tornou-se professor de otorrino, ao lado de grandes mestres, entre os quais o notável Raul Fernandes.

Escrever e publicar é se desvelar aos leitores, mesmo que não se trate de autobiografia. O escritor Ivan Maciel, em crônica sob o título “O ofício de escrever”, publicada no jornal Tribuna do Norte, em 16 de janeiro de 2016, assim se expressa: “Há também em todos nós, com vocação ou não de escritor, uma tendência compulsiva de nos revelarmos. Queremos comunicar aos outros – sem saber sequer se isso vai interessar alguém – nossas ideias, sonhos, fantasias. Mais ainda: o que sabemos ou o que pensamos sobre a vida”. Clarice Lispector, em crônica no Jornal do Brasil, em 5 de junho de 1971, (Viajando por mar), escreve: “Um dia, telefonei para Rubem Braga, o criador da crônica, e disse-lhe desesperada:  Rubem, não sou cronista, e o que escrevo está se tornando excessivamente pessoal. O que é que eu faço?” Ele respondeu: “É impossível, na crônica, deixar de ser pessoal.”

O livro de Jahyr Navarro compõe-se de crônicas de passagens vividas pelo autor, na sua querida cidade de Natal. Impregnada de amor telúrico, a linguagem do escritor Jahyr Navarro é límpida, enxuta, sem sobras de palavras e de extrema clareza. É o tipo de texto que prende o leitor até à última frase. São aventuras, relatos, lembranças de velhos amigos, lugares, ruas, hospitais e até igreja, um amplo resgate histórico de cenas guardadas nos desvãos da memória do autor.  As crônicas de Jahyr Navarro o eleva à condição de figurar entre os melhores escritores memorialistas da cidade de Natal. Só para ilustrar, vejamos poucas frases da crônica “Lembrando a minha rua”: “A minha rua era cheia de graça, e tudo nela tinha o seu encanto (...). Em cada pedaço de chão que piso, salta uma lembrança. Cada casa que ainda resta, ou, que não se modificou, lembra um rosto, uma história ...”

Jahyr Navarro da Costa é homem de múltiplas atuações: médico, dentista, professor, cantor, boêmio, causeur, atleta, escritor e piloto de avião, com brevê. Em tudo, sempre se houve de forma profícua, elegante e competente.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN.

10

Abr

[ARTIGO] Otimizar a jornada do cliente é o diferencial no pós-pandemia da COVID-19

*Por Marcelo Leal

Enquanto as economias mundiais lutam frente aos impactos da pandemia da COVID-19, as empresas focam e investem ativamente na transformação digital como vantagem competitiva para ganhar destaque. Esta constatação foi evidenciada por dois terços dos executivos entrevistados em pesquisa da The Economist Study para a TransUnion¹, indicando o aumento de investimentos em tecnologias disruptivas.

A experiência do cliente corretamente integrada, que capta novos consumidores e promove a confiança, é a chave para impulsionar o crescimento rentável de sua organização. Os planos de crescimento bem-sucedidos envolvem a criação e implementação de estratégias que otimizam a jornada digital do cliente. Isso facilita aquisições, simplifica os processos de onboarding e, em última análise, propicia melhores resultados para os clientes e, consequentemente, para os negócios.

Obter uma melhor compreensão das tecnologias emergentes e os riscos associados

A pesquisa analisou as principais tendências que impulsionam a Transformação Digital nas companhias e como elas podem construir a confiança diante de um cenário de consumo virtual. O estudo entrevistou executivos de 12 países e oferece perspectivas ligadas às mudanças potenciais nas jornadas dos clientes, além da pandemia.

Algumas das frases de destaque são:

  • Contínuo interesse e uso de Inteligência Artificial em diversos contextos e configurações, da segurança à experiência do cliente (CX), em diferentes mercados como seguros, serviços bancários e comércio eletrônico;
  • Os Super Aplicativos (SuperApps) e Carteiras Digitais continuarão a causar reflexos na interação entre empresa e cliente. Mais de três quartos dos entrevistados globalmente preveem que SuperApps trarão um impacto positivo na receita da organização nos próximos cinco anos. Já 82% dos executivos ouvidos para a pesquisa pensam o mesmo sobre carteiras digitais.

Ambas as inovações oferecem comodidade aos consumidores e um caminho de compra mais fácil. Mundialmente, as empresas na Ásia (87%) e na América Latina (82%) estão mais confiantes em como os super aplicativos poderão ajudar a aumentar a receita nos próximos cinco anos, em comparação às companhias da América do Norte (61%) e da África-União Europeia (69%). O sucesso de gigantes como a chinesa Alipay e a indonésia Gojeck demonstra o poder das plataformas que combinam mercados e serviços e, potencialmente, informam a direção de plataformas semelhantes no Ocidente.

Quanto às principais barreiras referentes à adoção de super aplicativos, o levantamento da The Economist mostrou que as preocupações dos executivos estão ligadas à segurança, privacidade ou fraude (48%) e às limitações regulatórias sobre o compartilhamento de dados com terceiros (37,5%). Na verdade, essas foram as barreiras mais relevantes relatadas pelos entrevistados em todas as regiões pesquisadas. Isso porque, uma vez que a confiança é perdida com os consumidores, é difícil reconstruí-la.

Ao passo que as empresas otimizam as experiências digitais, é fundamental compreender os riscos presentes no uso desta nova tecnologia, bem como as camadas protetoras de prova de identidade e controles de fraude que podem ser usadas para mitigar esses riscos.

Ao mesmo tempo em que oferecem conveniência, os SuperApps são um risco, pois todas as informações pessoais são armazenadas em um só lugar. Enquanto isso, as carteiras digitais estão vinculadas a contas bancárias e cartões de crédito, o que significa que as perdas potenciais são maiores se uma conta for invadida.

Soluções ‘Conheça o Seu Cliente’ são utilizadas para otimizar as taxas de onboarding e conversão

Globalmente, a regulamentação de dados e crédito evolui de forma rápida. À media que os governos buscam proteger os consumidores, cabe às empresas criarem novas demandas e responsabilidades.

Na Europa, o GDPR (do inglês, General Data Protection Regulation), implementado em 2018, é amplamento visto como o precursor das regras de dados. No Brasil não é diferente, uma vez que temos a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde agosto de 2020.

Nos Estados Unidos, a Califórnia, considerada a quinta maior economia do mundo, adotou a Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia de 2018 (CCPA) para dar aos consumidores mais controle sobre as informações pessoais coletadas pelas empresas. Enquanto isso, no Reino Unido, a pandemia iniciou novas regulamentações em torno da capacidade de crédito, com a Woolard Review focando no crescente mercado do “Compre Agora, Pague Depois” (BNPL, na sigla em inglês). Trata-se de uma revisão de mudança e inovação no mercado de crédito sem garantia que trouxe ramificações mundiais.

Isso significa que o processo KYC – em português ‘Conheça o Seu Cliente’ – de identificação e verificação da identidade do cliente precisará ser otimizado. O que pode ser alcançado através do uso de soluções personalizadas de verificação de identidade, como a validação de dados cadastrais, de documentos, autenticações, reconhecimento facial, e, muito importante: do reconhecimento biométrico digital, seja em dispositivos ou mesmo e-mail ou telefone.

É importante ter a capacidade de identificar positivamente e permitir a aprovação de bons clientes, ao mesmo tempo em que se detecta e combate as ameaças de fraude. Neste contexto, o Device Risk, da TransUnion, permite a identificação e prevenção de fraudes online em canais digitais e em tempo real. A solução utiliza uma abordagem de inteligência única que potencialzia o reconhecimento de dispositivos, associações destes com outras contas e devides que se conectam à internet, históricos e evidências detalhadas de fraude. Protege os pontos de contato do consumidor, como criação de conta, submissão de pedido de crédito, pagamentos ou outras transações digitais de alto risco, aperfeiçoando o processo de onboarding da empresa.

*Marcelo Leal é Diretor de Soluções da TransUnion Brasil

3

Abr

[ARTIGO] Tendências de tecnologia para o setor bancário

*Por Douglas Prehl

As instituições financeiras estão cada vez mais tecnológicas. Internet Banking, Bancos Digitais, Pix, a transformação digital do setor se consolidou e está, literalmente, nas palmas das mãos dos usuários. No entanto, as soluções inteligentes também transformam as agências, o trabalho e a segurança das instalações e, sobretudo, das pessoas que todos os dias circulam e trabalham nestes locais.

Para ter dimensão do mercado que o segmento movimenta: de acordo com a pesquisa Anual Sobre Uso de Tecnologia nas Empresas, da Fundação Getúlio Vargas, em 2022, o investimento em soluções inteligentes para a segurança das instituições financeiras deve alcançar R$ 30 bilhões. Em média, o orçamento dos bancos cresceu uma média de 6,7% ao ano nas últimas duas décadas.

O fato é que as tesourarias inteligentes deverão dominar o cenário nos próximos anos. Na prática, o uso de controladores de acessos mais sofisticados com a abertura atrelada à séries lógicas para garantir a segurança do ambiente, reconhecimento facial, uso de senha pré-programada e senhas randômicas serão o novo normal e padrão de segurança dos bancos.

As câmeras de videomonitoramento não são mais uma novidade para o setor, mas o uso que se faz das imagens e dos dados capturados pelos equipamentos ganhou novas possibilidades e maior abrangência, deixando de ser apenas uma solução de pós-verificação e ganhando mais proatividade para solucionar questões que vão da segurança à operação.

Em resumo, o monitoramento em tempo real aliado aos analíticos inteligentes de imagem que realizam de maneira autônoma a contagem de pessoas, a identificação de invasão de zonas restritas ou indivíduos caminhando na direção contrária ao fluxo, a detecção de objetos deixados e retirados do local, tudo com extremo detalhamento de imagens, se tornarão parte essencial do plano de segurança de todo projeto, transformando roubos e furtos internos e externos em tentativas frustradas.

Outra tendência será a substituição das chaves convencionais por controladores de acessos. Chaves podem ser perdidas, roubadas e clonadas, mas leitores biométricos combinados com imagens, por exemplo, podem agregar uma camada a mais de segurança e simultaneamente mais praticidade no dia a dia do setor bancário. Assim, além dos benefícios do usuário final, as instituições financeiras, e seus funcionários têm muito a ganhar com a tecnologia na ponta dos dedos.

*Por Douglas Prehl, vice-presidente da Alarmtek


2

Abr

[ARTIGO] Pandemia e a qualidade da educação

*Por Marcos Aurélio Silva Soares

O início do ano letivo, em 2022, fez com que as instituições de ensino públicas e privadas retornassem ao padrão de “quase normalidade”. Digo isso em virtude do retorno presencial dos estudantes e dos profissionais da educação. Contudo, após mais de um mês de aula, os casos de covid-19 continuam presentes nas escolas, e isso tem causado o afastamento tanto de alunos como de professores.

Também é preciso perguntar ao poder público o que aconteceu com todos os protocolos de saúde presentes na pandemia (que ainda não terminou) e que deixaram de ser exigidos, tais como o distanciamento social. O leitor já deve ter conhecimento a respeito da realidade do espaço físico da sala de aula que seu filho(a) frequenta e sabe que é impossível manter o distanciamento nesse espaço.

Dito isso, vamos refletir sobre a qualidade da educação e a organização do trabalho pedagógico a partir de 2022. De forma geral, podemos afirmar que o governo vinha avançando, mesmo que aos poucos, nos índices da educação, tomamos por base o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).

Mas, com a chegada da pandemia em 2020, ocorreu uma mudança drástica no trabalho pedagógico, que passou a ser organizado de forma remota. A maioria das escolas, professores e estudantes sem os recursos tecnológicos necessários ao trabalho remoto, que passou a exigir uso de computador, notebook, celular, tablet e internet, fez com que se retomassem atividades por meio de fotocópias ou com uso de livro didático.

A retomada da organização do trabalho pedagógico das escolas (de forma presencial) está exigindo uma série de adaptações em relação à sua proposta curricular (conteúdos), metodologias de ensino e ampliação dos tempos escolares como indicado pelo Ministério da Educação. Dessa forma, penso que ainda serão necessários muitos processos de formação pedagógica nos próximos dois ou três anos para que seja possível retornar aos patamares anteriores em relação aos índices de desenvolvimento da educação básica.

Do meu ponto de vista, também será fundamental o trabalho de coordenação pedagógica que é realizado pelos pedagogos(as), pois será necessário refletir com os professores sobre o que ensinar, quais metodologias utilizar em busca de oferecer um ensino de qualidade e que possa, aos poucos, minimizar os efeitos da pandemia na vida dos estudantes e da população.

A qualidade do ensino não se faz apenas com a boa vontade dos profissionais da educação, sejam eles da educação pública ou privada. Em ambos os casos, serão necessárias efetivas melhorias nas condições de trabalho em vários aspectos, vou indicar alguns: infraestrutura, manutenção e conservação, equipamentos e materiais necessários ao ensino. Mas isso não basta se não houver conhecimento e compromisso efetivo com a proposta pedagógica do seu local de trabalho.

*Marcos Aurélio Silva Soares é mestre em Educação e coordenador de cursos de pós-graduação na área de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter.

31

Mar

[ARTIGO] Clarice Lispector e Natal/RN (2), por Daladier Pessoa Cunha Lima

Por Daladier Pessoa Cunha Lima

 No dia 29 de julho de 1944, Clarice Lispector deixou Natal, em voo para Lisboa. Foi uma viagem longa, com escalas na Libéria, no Congo e Dacar, só chegando a Lisboa em 02 de agosto. Em Lisboa, onde permaneceu por nove dias, manteve contato com escritores portugueses, entre os quais João Gaspar Simões e a poeta Natércia Freire. Seguiu em voo para Nápoles, com escalas e pernoites em Casablanca, no Marrocos, e em Argel, enfim, de Natal para Nápoles foram cerca de 25 dias de viagem. Em setembro de 1944, de Nápoles, Clarice escreveu para Lúcio Cardoso, e voltou ao tom depreciativo sobre a nossa querida cidade de Natal.

Parece até que Clarice ficou de mau humor, desde que o marido Maury embarcou em Natal, a caminho de Nápoles. Vejamos o que ela escreveu em carta para as irmãs Elisa e Tânia, de Lisboa, a 7 de agosto de 1944: “Cheguei finalmente a Lisboa. Não me agradou. Eu pensava encontrar coisa diferente. O Rio é milhões de vezes mais bonito e mais cidade. Os portugueses são paus. As portuguesas não se vestem bem, têm todas (...) e rosto meio duro. Estou chateada aqui”. Mais adiante, ela revela seu cansaço e seu estado de humor: “gostaria de estar aí com vocês ou com o Maury. O mundo todo é ligeiramente chato, parece”. A cidade de Natal aparece poucas vezes e de forma pontual, na obra de Clarice Lispector. Na sua passagem por aqui, se ela tivesse mantido contato com escritores potiguares, a exemplo de Palmyra Wanderley e de Câmara Cascudo, talvez a cidade de Natal tivesse recebido diferente atenção e respeito.   

Trago hoje um belo depoimento de uma colega médica, confreira da Academia de Medicina do RN, Emília Trigueiro. Em 1976/77, Emília, já aluna do curso médico, gostava de passar férias no Rio de Janeiro, em casa de parentes, os quais residiam no Leme, na rua Gustavo Sampaio, 88, no mesmo prédio onde morava Clarice Lispector. Segue o resumo do belo texto que Emília me enviou, após a leitura de crônicas minhas sobre C. Lispector: “Eis um depoimento que ficou guardado na minha memória, ao longo desses anos, e que agora aflorou com os seus escritos. Era pelos idos de 1976/77. No elevador, encontrei uma mulher esbelta e alta, toda vestida de preto, boca de um batom escarlate, olhar fuzilante e inquisidor. Nesta primeira vez ousei dirigir um bom dia tímido. Confesso que inicialmente tive receio, senão mesmo medo de a incomodar, e me veio dúvidas de entrar ou não no elevador naquele momento, mas o fiz. Éramos apenas as duas. Permaneci quieta, mas sentindo-me observada.  Esse foi o primeiro de outros encontros fortuitos no elevador. Aquele sentimento de receio e medo foi logo substituído pelo de admiração. E de honra por estar ao lado da grande Clarice Lispector, ainda que por poucos minutos, na celeridade de uma subida ou descida de elevador. Fosse hoje, arriscaria um pequeno diálogo, e teria bem mais para contar”.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN.

30

Mar

[ARTIGO] Quatro motivos para investir na estratégia de live commerce

Por Raphael Mello*

A pandemia transformou diversos aspectos da rotina de consumo da sociedade. Um desses modelos emergentes - e que já virou aposta estratégica no mercado - é o live commerce, que consiste em vendas feitas por transmissões ao vivo na internet, com a participação de formadores de opinião ou empreendedores do ramo que mostram os produtos e interagem com o público. 

O conceito surgiu na China, ainda em 2019, e tem ganhado destaque ao longo dos últimos anos. A modalidade é uma aposta benéfica para o cenário brasileiro, já que, de acordo com uma pesquisa do Google Trends, o interesse pelo tema teve crescimento de quase 37% nos últimos 3 anos. 

A modalidade faz parte do que é chamado de CX omnichannel, ou seja, uma experiência ao cliente ainda mais personalizada e que tem mais chances de sucesso. Isso fica comprovado em uma pesquisa feita pelo Gartner, que apontou que 95% dos CEOs de varejo planejam aumentar investimentos em recursos digitais. E, para isso, é preciso contar com um diferencial. 

O diferencial do live commerce é que, além de apresentar a mercadoria em uma transmissão em tempo real, oferece possibilidade de concluir a venda de maneira mais humanizada. Outra vantagem tanto para o consumidor quanto para o lojista é com relação à forma de pagamento, que fica diretamente integrada à live.

Abaixo, apresento quatro razões pelas quais o live commerce deve se tornar tendência no Brasil ainda neste ano:

1. Interação com público-alvo

O crescimento do uso das redes sociais foi alavancado pela pandemia, que fez com que o ambiente digital fosse fundamental para as interações. No setor varejista, isso não é diferente. A possibilidade de conversar, responder dúvidas, apresentar produtos e ampliar o alcance dos negócios é uma das vantagens do live commerce. Por meio da interação, os clientes podem indicar o perfil para outros amigos e seguidores, expandindo a atuação do comércio e permitindo que o engajamento orgânico também amplie a presença da marca.

2. Conversões em tempo real

Por meio da integração com as APIs necessárias, o consumidor pode conhecer o produto que tem interesse em comprar, tirar dúvidas sobre o assunto e concluir a compra enquanto acompanha o anúncio de outras mercadorias, por exemplo. A vantagem é um ganha-ganha para consumidores e lojistas, pois permite que todo o processo de compra, desde a busca pelo item até a conversão, ocorra de forma integralmente virtual e em tempo real. 

3. Segurança para consumidor e varejista

Um dos grandes problemas relatados durante o crescimento das redes sociais foi com relação a golpes e ciberataques. No entanto, o uso do live commerce é uma opção que garante a segurança do consumidor, que consegue “conhecer” o anunciante do produto na transmissão e também tem o respaldo do processo de compra por meios comprovadamente seguros. 

Além disso, o varejista tem maior tranquilidade ao acompanhar e poder interagir diretamente com o consumidor via perfil que utiliza nas redes sociais, o que também leva segurança ao longo das etapas do processo de compra.

4. Reconhecimento de marca

Outra importante vantagem da modalidade é a ampliação do reconhecimento de marca, já que a estratégia ainda é pouco explorada no cenário brasileiro. Isso faz com que o investimento nesse processo seja inovador, com grandes possibilidades de destaque no mercado, levando ao crescimento do negócio e posicionamento da marca como referência no modelo. 

Às vezes, a transmissão ao vivo é uma técnica de vendas que se funde com o marketing de influenciadores. Ele permite que os influenciadores mostrem como usam os produtos em situações da vida real. As marcas também podem aproveitar a transmissão ao vivo para demonstrar todas as maneiras pelas quais seus produtos podem ser usados.

*Raphael Mello é CEO da LTM, empresa integrante da holding Vertem.

28

Mar

[ARTIGO] Quatro tendências para o e-commerce

*Por Larissa Lopes

O consumidor moderno se adequou à comodidade e praticidade do e-commerce. Os benefícios para ambos os lados foram inegáveis – mas, exigiu grande estratégia de adaptação do empreendedor frente ao alto nível de exigência em sua jornada de compra.

Novos critérios e valores de compra se destacaram no mercado. Dentre eles, a empatia e bem-estar se tornaram características decisivas durante a experiência para 50% dos clientes, segundo o estudo Life Reimagined. Isso, sem falar dos enormes avanços tecnológicos aplicados para o melhor desempenho do e-commerce.

A Inteligência Artificial e o Big Data foram alguns dos maiores aliados, contribuindo para o gerenciamento do alto volume de dados dos consumidores e, como utilizá-los a favor de uma maior taxa de conversão, gestão de estoque e direcionamento das estratégias mais assertivas às necessidades de cada perfil.

Todas essas ferramentas, aliadas e utilizadas em conjunto, favoreceram o crescimento de 27% do comércio online em 2021 – resultando em um faturamento de R$ 161 bilhões ao longo do ano.

Após conquistas extraordinárias, certas tendências vêm despontando rumo ao próximo salto do e-commerce. Veja as principais:

#1 Metaverso: alvo de grandes investimentos, o metaverso é o ambiente perfeito para os negócios online. As empresas estão diante de uma grande oportunidade de marketing, podendo proporcionar aos clientes um lugar com foco em experiência e conveniência. Em uma expectativa feita pela Allied Market Research, o ambiente está projetado para atingir US$ 455 bilhões em 2030 – mas, demandará certos desafios em criar um ambiente funcional e relevante, onde o consumidor possa escolher e provar produtos, finalizar a compra e receber da forma mais adequada para ele.

#2 Super apps: mesmo não sendo um tema novo, é uma excelente oportunidade de crescimento para o e-commerce. Os super apps são funcionalidades e novos serviços nos quais as empresas vão inserindo outros aplicativos no mesmo ambiente, englobando novas vertentes de negócio que vão muito além de seu core business. Neles, os clientes terão acesso a múltiplas funcionalidades em uma mesma plataforma, oferecendo praticidade e agilidade na aquisição de serviços e produtos.

#3 Alt-commerce: o comércio alternativo, em uma tradução livre, é um conceito que faz muito sentido para o novo consumidor. Trata-se de uma experiência social, gamificada e ao vivo, com canais não-tradicionais, misturados com o social commerce. Esses novos consumidores buscam uma experiência fluida, onde a compra está completamente inserida dentro do ambiente em que ele vive. Para o e-commerce, pode ser extremamente vantajoso ao permitir que os usuários possam conduzir sua jornada de compras em seu meio predileto, elevando seu faturamento.

#4 Entregas por drone: pode parecer uma realidade distante, mas a entrega de produtos por drones deve se consolidar muito em breve. O serviço é essencial em cidades com problemas de mobilidade urbana, como São Paulo, sendo uma solução para os desafios que os varejistas enfrentam diariamente nas rotinas de entrega. Caso bem-sucedida, os benefícios para a lucratividade do e-commerce serão certeiros – mas, também trarão um maior nível de exigência e menos paciência pelos consumidores, em relação ao tempo de entrega de um produto.

Todas essas tendências tecnológicas aplicadas nas operações do e-commerce, trarão uma experiência cada vez melhor para o usuário, dentro do ambiente ao qual ele está inserido.

Investir nestes recursos será uma estratégia indispensável para o destaque do negócio em meio à concorrência, assim como se aproximar constantemente do público mais jovem, para conhecer seus hábitos e acompanhar as mudanças de comportamento e rotina.

As empresas precisam estar prontas para se adaptar de maneira rápida às exigências do mercado. Apenas assim, conseguirão acompanhar o alavanco do comércio online e suas incríveis vantagens competitivas para seu crescimento.

*Larissa Lopes é Head of Marketing e especialista em estratégias para o mercado de varejo na Pontaltech, empresa especializada em comunicação omnichannel.

27

Mar

[ARTIGO] A importância da mulher na área de tecnologia

*Por Monica Ferreira

O Dia Internacional da Mulher é uma data que nos traz a reflexão sobre a valorização feminina na sociedade. Embora nos últimos anos foram obtidos ganhos em termos de maior conquista de espaço e direitos iguais, ainda existe um longo caminho pela busca do fim dos estereótipos criados sobre a presença da mulher no ambiente de trabalho.

Com o avanço da globalização, as empresas tiveram a necessidade de investir mais em recursos de tecnologia da informação. Essa demanda fez com que o mercado tecnológico expandisse em termos de oportunidades e criação de vagas, gerando a necessidade de encontrar pessoas capacitadas para o setor. O fato abriu mais oportunidades para elas, mas ainda vivemos em um ambiente em que as forças de trabalho são masculinizadas, sendo difícil consolidar uma maior diversidade de gênero na área.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a representatividade feminina na área de TI teve um aumento de 60% nos últimos cinco anos. Embora os números enfatizem uma tendência de melhora, as mulheres ainda estão sujeitas a enfrentarem preconceitos ao ingressarem no setor. Isso se dá pela herança cultural transmitida de geração para geração, em que a mulher é melhor considerada para capacidades emocionais do que lógicas.

Esse é, justamente, o grande desafio enfrentado pelas mulheres que atuam em TI. Elas precisam romper com esses paradigmas diariamente, já que, muitas das vezes, são expostas a situações de discriminação. Segundo uma pesquisa realizada pela Yoctoo, consultoria de recrutamento e seleção especializada nesse segmento, 81% das mulheres já sofreram preconceito de gênero, seja na escola ou no ambiente de trabalho.

A associação negativa referente as características femininas, faz com que elas precisem trabalhar o dobro para comprovar sua capacidade e eficiência no gerenciamento da área. Outro fator importante a ser considerado, é que esse tipo de comportamento eleva a discrepância na hora da contratação e oferta de vagas, o que por sua vez também dificulta a acessibilidade para que um maior número de mulheres invista na área de TI.

O mercado de tecnologia possui uma vasta abrangência de serviços que compõem o seu desenvolvimento, por essa razão está sempre em busca de pessoas capacitadas para o setor. Entretanto, muitas empresas ainda não reconhecerem a importância de se investir na diversidade de gênero para as áreas de atuação, a fim de promoverem melhores resultados operacionais.

Essa precarização da presença feminina no setor faz com que muitas não optem pela área. Entretanto, o universo de tecnologia é uma excelente oportunidade para que a mulher possa se desenvolver profissionalmente, além de proporcionar uma maior flexibilidade para que ela possa conciliar a vida profissional às suas outras múltiplas funções dentro da perspectiva domiciliar e materna.

Uma comprovação disso é que o setor de tecnologia está em plena fase de ascensão e aumentando a demanda por contratação de profissionais para atuarem principalmente no desenvolvimento de softwares e análises de processos e sistemas. Cabe aqui ressaltar que ambas as áreas estão carentes de uma maior participação feminina.

Embora a presença das mulheres esteja gradativamente aumentando na área de TI, se tornando menos incomum vê-las ocupando o mesmo espaço antes destinados exclusivamente para homens, ainda é necessário reforçar algumas mudanças nesse meio para, de fato, corroborar para uma transformação na área. É importante que as empresas invistam na diversidade de gênero a fim de trazer exemplos e ajudar no despertar daquelas que possuem vocação para o segmento e se sentem desencorajadas.

Outro ponto a ser reforçado está na quebra de paradigma a respeito das características femininas, que atualmente são vistas por muitos colaboradores como um sinal de fraqueza – enquanto deveriam ser interpretadas como qualidades. Para ser uma boa profissional de TI, não se deve deixar essas características femininas de lado. Ao contrário, elas precisam acreditar em suas habilidades e competências, sem a exigência de uma perfeição inexistente.

*Monica Ferreira, atua como diretora operacional da SPS Group, uma das maiores parceiras SAP Business One do Brasil.