Tecnologia

18

Jan

Estudo aponta que 44% dos funcionários adotariam o metaverso

Uma pesquisa da Lenovo apontou que quase metade dos funcionários (44%) estariam dispostos a trabalhar no metaverso e acreditam que ele pode oferecer benefícios, como produtividade, para o local de trabalho.

Segundo Ken Wong, presidente da Lenovo Solutions and Services Group, a pandemia impulsionou a adaptação de novas formas de trabalho de maneira exponencial. No entanto, à medida que o metaverso oferece novas oportunidades, este apresenta também desafios tecnológicos mais complexos, como: a necessidade por mais poder de computação, hardware melhor integrado e soluções de TI mais simples e flexíveis.

Neste quesito, os dados levantados pela pesquisa apontam que dois a cada cinco (43%) entrevistados acreditam que os seus empregadores não têm conhecimento ou experiência que os permitam trabalhar no metaverso. Funcionários adultos do Brasil (53%), Singapura (51%) e China (54%) se veem divididos sobre a competência de seus superiores na adequação de um ambiente virtual.


Mesmo que metade dos trabalhadores adultos (51%) concordem que a velocidade da adoção de novas tecnologias é um indicador de iniciativa, ainda há muita insegurança sobre a transição para um ambiente virtual. A pesquisa aponta que a preocupação com investimentos suficientes em TI para maximizar a produtividade está presente em três a cada cinco (59%) profissionais.

Wong finaliza dizendo que ainda estão conhecendo o metaverso de maneira superficial, e que “para entendê-lo, as empresas precisam identificar novas maneiras para aproveitar ao máximo suas tecnologias”.

A Lenovo traz soluções para empresas que desejam investir no metaverso, incluindo a plataforma ThinkReality, que está produzindo um portfólio de hardware, software e serviços premiados no ambiente virtual.

Fonte: Tecmundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/mercado/232159-estudo-aponta-44-funcionarios-adotariam-metaverso.htm

17

Jan

Ransomware continua sendo a maior ameaça virtual em 2022, aponta relatório

Para 2022, a tendência é que os ransomwares (aplicativos maliciosos que sequestram dados eletrônicos das vítimas) continuem sendo a maior ameaça cibernética no Brasil e no mundo, aponta o relatório anual de 2021 da Apura Cyber Intelligence, empresa especializada em segurança cibernética e apuração de meios digitais.

Segundo o relatório, os ransomwares são uma ameaça persistente e implacável e os operadores deste tipo de ataque visam tanto empresas de países ricos como de países pobres, desde grandes corporações multimilionárias até clínicas de saúde e hospitais. O objetivo é “sequestrar” informações vitais e exigir resgates financeiros para que as informações não sejam divulgadas, normalmente na dark web.

Algumas empresas brasileiras que sofreram esse tipo de ataque em 2021 foram: COPEL (Companhia Paranaense de Energia), Eletronuclear, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, Colonial Pipeline, CVC Turismo, Lojas Renner, Porto Seguro entre outras. A CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) chegou a ter informações colocadas à venda por criminosos.


Os grupos ciberterroristas que mais atacaram o Brasil com ransomwares foram o LockBit, com 31,09% dos ataques, seguido do Prometheus, com 17 %, e do Avaddon, com 10,06%. Entre as áreas mais visadas, a de instituições governamentais e da indústria empataram em primeiro lugar, com 17,4%, seguidas da área de saúde, com 13%.

“Os criminosos estão tão atentos às vulnerabilidades que em poucas horas atores maliciosos conseguiram criar exploits para essas vulnerabilidades e começaram a atacá-las ativamente, em alguns casos apenas horas depois da divulgação das falhas”, ressalta o CEO da Apura, Sandro Süffert.

Monitoramento e cruzamento de dados como a melhor forma de proteção

Por tudo isso, o monitoramento é fundamental. Para chegar aos dados reportados no relatório, a Apura utilizou uma ferramenta proprietária chamada de BTTng (Boitatá Next Generation, em alusão à figura mítica do folclore brasileiro que pune as pessoas que fazem mal ao meio ambiente), uma plataforma com poderosos mecanismos de coleta de informação e cruzamento de dados nas mais variadas fontes, como a surface web, deep e dark web, possibilitando uma maior análise de informações.

Assim, em novembro de 2021, o BTTng chegou à marca de 1 bilhão de eventos indexados desde 2019. Um evento é qualquer informação avaliada pela plataforma na busca por ciberameaças, como postagem em fórum, mensagem trocada por meio de rede social, uma imagem compartilhada, trechos de código em sites de “paste” (sites que permitem postagens), domínios de phishings recém-registrados, entre outros.

Desta forma, foi possível gerar para os clientes mais de 9.800 alertas customizados, abertos pelos analistas da Apura, indicando alguma ameaça ou aviso importante que requeira atenção. Este número é mais que o dobro do registrado pelo BTTng em 2020, com 4.533.

Isso possibilitou mapear outros tipos de ameaças que também foram comuns. No início de 2021, uma das maiores botnets (uma rede de computadores que foi infectada por softwares maliciosos e que pode ser controlada remotamente) que já se teve conhecimento, o Emotet, foi tirada do ar pela ação conjunta de diversos países, porém, em novembro, a botnet deu os primeiros passos de seu potencial ressurgimento.

Os ataques DDoS (Distributed Denial of Service) – quando são enviados milhares ou milhões de requisições para um determinado endereço IP para ocasionar uma sobrecarga no sistema – causam sérios prejuízos a organizações pois a oferta de seus serviços é interrompida. Apenas em 2021, dois dos maiores ataques DDoS já registrados na história foram identificados e, felizmente, bloqueados.

Já o phishing, cujo objetivo é fazer com que o recipiente entregue informações pessoais clicando em links ou baixando arquivos, também afetou muitos usuários e permitiu o vazamento de dados de milhões de pessoas e empresas. Só em janeiro deste ano, no Brasil, dados de mais de 223 milhões de pessoas foram colocados à venda na internet.

“A Apura Cyber Intelligence vai continuar a trabalhar em conjunto com os nossos clientes e com a comunidade para ajudar a criar um ambiente cibernético mais seguro, democrático e humano”, diz Sandro Süffert.

Para ler o relatório na íntegra, acesse:

https://www.linkedin.com/posts/apura_relat%C3%B3rio-anual-de-seguran%C3%A7a-cibern%C3%A9tica-activity-6885285395324571648-4v74/

17

Jan

Google Voice: versão antiga será desativada em fevereiro de 2022

Antigo serviço de chamadas de voz da Google, o Google Voice começará a ser desativado em breve na versão web e voltada para consumidores tradicionais.

A partir de fevereiro de 2022, a versão já defasada da plataforma que roda no navegador deixa de funcionar, levando com ela o acesso a funções que eram importantes para a base de clientes, como o redirecionamento automático de chamadas de outras operadoras, a compra de créditos em moedas estrangeiras e a criação de notas no serviço de correio de voz.

A versão Google Voice for Workspace continuará funcionando normalmente, assim como o Google Voice para contas pessoais na versão mais atual — em 2017, a plataforma passou por um redesign completo, incluindo uma grande atualização nos aplicativos para dispositivos móveis.


A migração da versão antiga para a moderna começou em 2020, já com a remoção de algumas funções, e a recomendação é que todos os clientes mudem para a plataforma atual antes que o serviço seja desativado. Atualmente, o serviço está disponível apenas nos Estados Unidos.

Fonte: Tecmundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/software/232085-google-voice-versao-antiga-desativada-fevereiro-2022.htm

16

Jan

Seis tendências tecnológicas que vão impactar o setor de segurança em 2022

Ao longo dos anos, nas publicações anuais de tendências tecnológicas, o conceito de "confiança" aparece continuamente de uma forma ou de outra. O contexto pode mudar ligeiramente, por vezes centrado na confiança na utilização dos dados, na confiança na segurança dos sistemas, ou na necessidade fundamental de confiar que as organizações estão agindo corretamente.

É evidente que o ritmo acelerado de inovações tecnológicas acompanhe também uma evolução na construção da confiança na utilização da tecnologia. E 2022 não será diferente. É interessante observar quantas das tendências tecnológicas estão ligadas à uma necessidade latente de construir um ecossistema tecnológico confiável.

Conectado universalmente através de ambientes híbridos

Para o usuário final - do consumidor que utiliza o smartphone ao gestor de videomonitoramento - a arquitetura tecnológica utilizada para a prestação de serviços tornou-se invisível. Não importa se o processamento tem lugar no dispositivo, no servidor local ou no centro de dados remoto - tudo está conectado.

No ano passado, falamos sobre o mundo horizontal, onde a combinação de tecnologias de nuvem, servidor local e tecnologias de ponta seriam cada vez mais utilizadas em conjunto, cada uma delas empregada com os seus pontos fortes, nas chamadas soluções híbridas. Isto não mudou, mas é muito evidente que a questão da arquitetura é única para cada cliente e precisa levar em conta tanto os recursos e políticas internas, quanto fatores externos, tais como a regulamentação local e internacional.

Cibersegurança: ceticismo saudável

Nem sempre pensamos no ceticismo como uma característica positiva, mas em relação à cibersegurança pode ser uma característica prudente. A pandemia da COVID-19 desempenhou aqui um papel, uma vez que um trabalho muito mais flexível observou mais dispositivos antes utilizados dentro das paredes das empresas ligados remotamente através da internet pública.

Redes de confiança zero significam que o perfil de segurança de cada dispositivo e aplicação de ligação a uma rede é avaliado independentemente a cada vez que é ligado. O modelo traz implicações significativas para o setor de monitoramento por vídeo. Firmware assinado, atualizações regulares de software, boot seguro, dados/vídeo criptografados e identidade segura, devem passar de "bom para ter" para "deve ter".

Autenticar tudo

Embora a abordagem de confiança zero em relação à cibersegurança esteja centrada na autenticação das credenciais dos dispositivos e aplicações conectadas, a capacidade de estabelecer a autenticidade do próprio videomonitoramento é fundamental para confiar no seu valor.

A manipulação do vídeo após a sua captura, juntamente com o aumento da sofisticação na criação de imagens manipuladas, significa que podemos ver a autenticidade das filmagens de videomonitoramento ser questionada com mais regularidade. A nossa abordagem é acrescentar uma assinatura digital ao fluxo de vídeo no ponto de captação - um hash em cada quadro de vídeo - fornecendo a prova de que o vídeo foi produzido dentro de uma câmera específica e que não foi adulterado desde então.

Mas esta é uma questão para a indústria da segurança como um todo. Deste modo, é imperativo que a indústria se alinhe por iniciativas para padronizar as abordagens e assegurar a autenticidade das filmagens de vídeo capturadas por câmeras de monitoramento, idealmente baseadas em software e iniciativas de código aberto.

Inteligência Artificial se estabelece (com os controles adequados)

Parece impossível escrever um post de tendências tecnológicas sem mencionar a inteligência artificial.  Muitos argumentariam também que a tecnologia já não é uma tendência. De fato, todos nós usamos e estamos expostos diariamente às soluções e serviços baseados na aprendizagem profunda.

A nossa opinião continua a ser que a tecnologia em si não deve ser regulada, mas que os casos de utilização de nova tecnologia devem ser. Embora ainda sejamos positivos quanto ao potencial da IA e da aprendizagem profunda em videomonitoramento, esperamos ver um foco ainda maior em iniciativas para assegurar que a tecnologia está sendo implementada eticamente. 

Com uma maior integração da Inteligência Artificial nos níveis mais fundamentais da tecnologia - o system-on-chip (SoC) - veremos a IA ser utilizada para melhorar e otimizar todos os aspectos do desempenho do videomonitoramento, desde a configuração da câmera até a qualidade da imagem, passando pela análise.

COVID-19 como um catalisador

O impacto a longo prazo da pandemia da COVID-19 se manifesta de várias formas, como a popularização das tecnologias de baixo/no touch, muitas das quais estão agora incorporadas permanentemente, tal como a utilização de vídeo inteligente para assegurar o distanciamento social. Em relação ao setor tecnológico, a pandemia também resultou em questões de cadeia de fornecimento que levaram muitas organizações a considerar a forma como criaram e forneceram componentes-chave nos seus produtos.

A natureza conectada de tudo tem significado que a escassez global de semicondutores tem sido uma questão significativa para muitos mercados, desde a tecnologia de consumo às fábricas de automóveis. Isto, por sua vez, levou a que mais organizações - Tesla, Apple e Volkswagen, entre elas - declarassem publicamente o desejo de conceber os seus próprios semicondutores, ou sistema em chip (SoC) (embora se deva salientar que conceber um SoC e fabricá-lo são atividades muito distintas). Vale lembrar que, embora isto possa representar uma tendência em alguns setores, a Axis vem fazendo há anos com o ARTPEC.

5G encontrando o seu lugar

Para nós, uma nova tecnologia só se torna uma tendência quando começamos a ver aparecer casos de utilização eficaz no setor da segurança. Mesmo que grande parte da propaganda em torno da tecnologia tenha sido centrada em melhorias no desempenho das redes para aplicações de consumo, uma das áreas mais interessantes é como as redes 5G privadas emergirão casos de utilização mais adequada para a tecnologia.

Consideramos que as redes privadas 5G mostram potencial genuíno para soluções de videomonitoramento em grandes ou múltiplos locais de clientes, e que poderão trazer benefícios particulares numa perspectiva de cibersegurança. Certamente, se os clientes criarem rede privadas 5G, o videomonitoramento deverá se integrar sem problemas.

Todas as tendências vistas através da lente da sustentabilidade

A sustentabilidade já não pode ser considerada uma tendência. Tem de ser incorporada em tudo o que fazemos: como concebemos e fabricamos produtos, como gerimos o nosso negócio, o desempenho dos nossos fornecedores - tudo alinhado para reduzir o nosso impacto ambiental e proporcionando uma operação ética e confiável.

Desde a eficiência energética e os materiais utilizados (e reutilizados) numa câmera, até onde e como são fabricados e entregues, passando pelas implicações éticas das novas tecnologias e práticas empresariais, interrogar as tendências em relação aos critérios de sustentabilidade é fundamental.

De toda maneira, 2022 será um ano fascinante. Não que esteja isento de desafios, mas que também apresentará oportunidades significativas. Como sempre, olhamos para o futuro com otimismo.

Por Johan Paulsson, CTO da Axis Communications

15

Jan

Desenvolvedoras criam grupo de encontros para ensinar e incentivar mulheres na área de TI

A presença feminina no setor de tecnologia sempre foi marcada pela diferenciação entre oportunidades para os homens e para as mulheres. Apesar desse cenário estar mudando aos poucos, o segmento ainda continua muito masculinizado. De acordo com a pesquisa da empresa de tecnologia “Revelo”, que conecta candidatos a vagas desse setor, em 2020, as mulheres ocupavam 12% das vagas na carreira de tecnologia, com um crescimento de 1,1% comparado aos 10,9% registrados em 2017.

O crescimento registrado nos últimos três anos dá otimismo às mulheres que possuem interesse de atuar com as áreas de tecnologia e cada vez mais, as empresas estão incentivando e criando mecanismos de inclusão para as profissionais nesse mercado de trabalho. O projeto Dev Girls Mentor, liderado por Camila Araldi, desenvolvedora sênior e Nurielly Caroline Brizola, CTO da Gasola, proporciona mentoria e aulas, voltada para mulheres desenvolvedoras em início de carreira.

“Toda semana acontece um live coding pelo Discord com um desafio proposto. As mais de 70 "girls" que estão no grupo, acompanham em tempo real e discutem sobre o tema abordado”, explica Nurielly.

O propósito da mentoria é guiar mulheres que estão começando suas carreiras na área de tecnologia e reforçar a presença feminina no segmento. Os próximos encontros acontecerão em janeiro, trazendo um novo desafio e debatendo o papel da mulher na Tecnologia da Informação (TI), além de contar com um bate-papo para tirar dúvidas sobre o primeiro emprego antes das apresentações sobre o desafio proposto.

“É muito prazeroso poder ajudar meninas que estão entrando neste mercado com

predominância masculina. Nosso principal objetivo é conseguir ajudá-las com o 

conhecimento que adquirimos na nossa jornada, e torná-las mais preparadas para o

mercado”, complementa Camila.

13

Jan

Brasileiro usa celular por um terço de seu tempo acordado, diz estudo

Brasileiros passaram em 2021 quase cinco horas e meia por dia, em média, diante de seus aparelhos de celular, segundo um relatório lançado pela empresa de análise de mercado digital App Annie.

Trata-se, ao lado da Indonésia, do maior volume de uso de celulares entre os 17 países analisados no relatório (que também engloba Coreia do Sul, México, Índia, Japão, Turquia, Singapura, Canadá, EUA, Rússia, Reino Unido, Austrália, Argentina, França, Alemanha e China), com base em dados coletados das lojas online iOS App Store, Google Play e outras.

Embora o brasileiro seja o maior índice, ele está perto da média global de 4 horas e 48 minutos de uso diário de celular observada nos principais mercados analisados pela empresa em 2021 - o que representa um aumento de 30% no uso desde 2019.

É como se os brasileiros passassem mais de um terço do tempo que estão acordados (considerando uma noite de sono de 8h) ligados no celular. Nesse período passado diante do aparelho, 7 de cada 10 minutos foram em aplicativos de redes sociais, fotos e vídeos - principalmente no TikTok.

Do ponto de vista comercial e tecnológico, "a tela grande está lentamente morrendo, enquanto o celular continua a quebrar recordes em todas as categorias - tempo gasto, downloads e receita (gerada)", afirmou o executivo-chefe da App Annie, Theodore Krantz.

Segundo o relatório, houve 230 bilhões de downloads de aplicativos no ano passado ao todo o mundo, com gastos de US$ 170 bilhões (R$ 940 bi).

O app mais baixado em 2021 foi o do TikTok, onde os usuários passaram 90% de tempo a mais em comparação com 2020. A expectativa da empresa de análise é de que o TikTok passe de 1,5 bilhão de usuários ativos mensais no segundo semestre deste ano.

Gastos em anúncios

Esse mercado continua bastante pujante. Houve 2 milhões de novos aplicativos e jogos lançados em 2021, e o número de aplicativos que lucraram mais de US$ 100 milhões subiu 20%, segundo o relatório.

O YouTube segue sendo o aplicativo mais popular para streaming de vídeos, com mais de um milhão de novos downloads em 60 países diferentes. A Netflix ficou em segundo lugar em muitas regiões.

O mercado de games para celular também cresceu: consumidores gastaram US$ 116 bilhões (mais de R$ 600 bi) nesses jogos, sendo que os mais populares são os chamados de "hiper-casuais", como o Hair Challenge (em que jogadores têm de fazer o possível para que seus cabelos não sejam cortados) e Bridge Race (nos quais usuários colecionam blocos para construir escadas).

Alguns usuários se queixam da quantidade de anúncios presentes em jogos desse tipo. É um mercado - o de anúncios em apps - que também movimenta muito dinheiro (US$ 295 bilhões no ano passado, mais de R$ 1 tri).

Isso sugere que eram infundadas as preocupações mercadológicas quanto à iniciativa da Apple em impedir a coleta de dados de seus usuários (o motivo é que, no ano passado, na atualização do iOS 14.5, os usuários puderam optar por não ter seus dados coletados. O argumento de críticos, agora desbancado, era de que isso prejudicaria o mercado de anunciantes).

Apps de finanças, compras e bem-estar

Outro destaque do relatório diz respeito a aplicativos de finanças, em que mercados emergentes como o brasileiro chamam a atenção.

"Embora não sejam os maiores mercados globais, México, Indonésia, Argentina e Brasil foram os que tiveram o maior crescimento nos últimos quatro anos" nesse segmento, diz o relatório. O crescimento no Brasil foi de 175%, principalmente em bancos e plataformas de pagamento digitais, como Nubank e PicPay.

Algumas das tendências identificadas pelo relatório da App Annie refletem mudanças sociais mais amplas, particularmente em como a pandemia alterou a vida das pessoas.

Um exemplo é que usuários estão gastando muito tempo em aplicativos de compras - mais de 100 bilhões de horas globalmente, com maior crescimento sendo registrado em Singapura, Indonésia e Brasil.

Também intimamente relacionado à pandemia, o uso de aplicativos de entrega de comida teve um crescimento expressivo. O número de sessões nesses apps foi de 194 bilhões em 2021, um aumento de 50% em relação ao ano anterior.

Aplicativos de saúde, bem-estar e boa forma também cresceram em popularidade, em um momento em que muitas pessoas tiveram de ficar em casa por mais tempo do que antes.

Vale destacar, ainda, que foram gastos US$ 4 bilhões com uso de apps de namoro e encontros no ano passado, um aumento de 95% desde 2018.

E aplicativos criados pelos próprios países para gerenciar a covid-19, como os de comprovante de vacinas (a exemplo do brasileiro Conecte SUS) ou de informações sobre a pandemia, tiveram uma alta média de êxito. Um exemplo é o aplicativo do NHS, o sistema de saúde pública britânico, que foi baixado por 71% da população plenamente vacinada do país. Na Malásia, o aplicativo equivalente foi baixado por 80% desse grupo já vacinado.

Fonte: BBC, disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-59974046

13

Jan

Vendas de PCs e notebooks cresceram 15% em 2021, aponta relatório

Embora o cenário geral dos setores de produtos eletrônicos no último ano possa ter sugerido um rendimento financeiro aquém do esperado, devido à crise global no fornecimento de semicondutores, a empresa de análise Canalys aponta um resultado bastante surpreendente. Segundo os dados do novo relatório, publicado nesta quarta-feira (12), as vendas de computadores e notebooks encararam uma alta de 15% em 2021, com mais de 341 milhões de unidades enviadas — representando um avanço de 27% em relação ao desempenho de 2019.

Segundo Ishan Dutt, analista sênior da empresa, parte alta pode estar relacionada com o avanço da adoção dos computadores e notebooks em diferentes nichos da vida dos consumidores, que implementaram os eletrônicos tanto em seus ambientes de lazer quando de trabalho. A perspectiva do especialista se sustenta em números: mesmo com crescimento anual de apenas 1% nas vendas do último trimestre de 2021, o desempenho ainda é o melhor obtido desde 2012.

Nesse contexto, apesar do cenário positivo para o mercado, empresas como  Lenovo (1º), HP (2º) e Dell (3º) ainda se destacam como líderes tanto no número de vendas, quanto na dominância geral — sendo acompanhadas, logo em seguida, pela gigante Apple. Confira os números na íntegra:


Para Rushabh Doshi, analista da Canalys, o número de vendas dos computadores e notebooks deve seguir em ritmo de alta em 2022. "Olhando para uma visão irrestrita, a demanda por PCs melhores e mais rápidos agora é mais pronunciada do que nunca, não apenas no trabalho, mas também em casa", disse ao site TechCrunch.

Fonte: Tecmundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/mercado/231893-vendas-pcs-notebooks-cresceram-15-2021-aponta-relatorio.htm

10

Jan

Empresa promove webinar gratuito sobre tendências em business intelligence e dados

A Qlik – multinacional referência em integração e análise de dados – abordará o tema Tendências em Business Intelligence e Dados para 2022 em seu próximo webinar gratuito, que será realizado em 11 de janeiro, a partir das 15 horas. 

O palestrante será Dan Sommer, diretor sênior e líder global do Programa de Inteligência de Mercado da Qlik, que falará sobre as principais tendências do mercado, como a emergência da mineração de colaboração, a evolução do dashboard, o crescimento da linhagem dos dados e BI explicável e o uso da automação de aplicativos para disparar ações. 

“Diante do cenário de colaboração remota, que tende a permanecer após a pandemia, conseguir se antecipar às tendências fará toda a diferença para as companhias que estão tentando evoluir para negócios digitais. Isso porque 80% devem falhar até 2025, por falta de uma abordagem moderna de governança de dados e analytics, segundo a Gartner”, afirma o executivo. 

Com duas décadas de experiência no setor de TI, Sommer já trabalhou como diretor de pesquisa, gerente de agendas e líder global nos mercados de BI e analytics na Gartner, empresa de consultoria e pesquisa de TI. Em dez anos de atuação na empresa, especializou-se em mercados, tendências, avaliações de cenários competitivos e estratégias de entrada no mercado.

O evento contará com tradução simultânea e os interessados podem se inscrever, de forma gratuita, por meio deste link.

7

Jan

Pesquisa revela que mais de 80% das organizações no mundo pretendem investir em automação em 2022

De fato, a pandemia da Covid-19 promoveu um desenvolvimento significativo, nos anos de 2020 e 2021, em tudo o que diz respeito à tecnologia, mas 2022, mesmo antes de nascer, já tem a fama de ser “o ano da automação”. Quem faz a afirmação é a Gartner, empresa de consultoria que faz introspecções para a melhor tomada de decisões. Em uma pesquisa, a multinacional garante que mais de 80% das organizações indicam continuação e, em alguns casos, aumento de gastos em automação no ano vindouro.

David Groombridge, vice-presidente de pesquisa da Gartner, explicou que, dentro desse contexto, com os líderes executivos e os Conselhos de Administração buscando crescer por meio de conexões digitais diretas com os clientes, as prioridades dos Chief Information Officers (CIOs) devem refletir esses mesmos imperativos de negócios. Então, ele aconselha aos CIOs que encontrem soluções as quais multipliquem o esforço das respostas de TI para permitir a automação, criando assim bases técnicas resilientes, cujas capacidades de escalabilidade liberarão dinheiro para investimentos digitais. As mudanças, segundo ele, têm suas tendências apontadas em três grandes blocos: confiança na automação, crescimento acelerado e transformação esculpidas. 

Emauri Gaspar, Co-Founder da Run2Biz, enaltece que o atual momento econômico, aliado à altíssima concorrência do mercado, tem exigido que as empresas renovem suas atividades e mantenham-se eficientes. E não há como garantir a alta produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir o tempo de execução de tarefas e processos, sem investir em automação. Em suas palavras, quem não acompanhar essa tendência sofrerá com: produção limitada; lentidão dos processos (afinal, quanto maior a quantidade de tarefas manuais, maior será o tempo gasto para a conclusão das atividades); falta de padrão de resultados (parciais ou finais), com modos confusos e complexos; pior aproveitamento de funcionários; muito retrabalho; e, por último, aumento de custos de forma geral.

Em seu parecer, se por um lado os negócios que não investem em automação só têm a perder, os que constituem a prática como uma filosofia do negócio só têm a triunfar, a começar pela gestão de clientes, fornecedores e contratos: “A todo momento, as atividades empresariais precisam fechar contratos com clientes, fornecedores e prestadores de serviços. Então, se não houver um gerenciamento adequado desses documentos, processos, rotinas e relacionamento, é fato que haverá prejuízo por conta de multas ou ações judiciais, além de perda de imagem, que podem ocorrer por uma simples perda de prazo, por exemplo. Sem contar que atender clientes com eficiência está no centro da operação de qualquer empresa, então, tudo que inova e melhora neste sentido traz ganhos diversos para o negócio”, explica Emauri.

E a utilidade da automação não para por aí, segundo o especialista, afinal, ela é capaz de gerir todo dinheiro que entra e sai, administrando com total eficácia pagamento de impostos, salários, fornecedores, materiais, contas, permitindo ainda que a direção consiga saber, com precisão, quanto gasta cada departamento e a meta dos colaboradores, de forma individual e integrada. Outra vantagem diz respeito ao atendimento ao cliente, uma vez que, se quiser perdê-lo, basta colocá-lo em uma fila esperando, e ao controle de logística, assegurando que nada falte, atrase ou seja direcionado para onde não deva. 

5

Jan

Google Fotos estabelece limite diário para backups no Android

Uma atualização recente do Google Fotos no Android eliminou a opção de desativar o backup de vídeos armazenados no celular por meio de redes móveis, que evitava gastar o pacote de dados de uma só vez, como relatou o 9to5Google na terça-feira (3). O recurso foi substituído pela possibilidade de definir um limite diário de consumo da franquia para esse tipo de tarefa.

Lançada em 2019, a opção de definir limite diário de dados para o backup de vídeos chegou primeiro à Índia e em países nos quais as conexões Wi-Fi não estão disponíveis em abundância. Mas agora, ela parece ter sido expandida pelo Google, aparecendo para usuários em todo o mundo.

Com essa nova alternativa, é possível escolher usar 5 MB, 10 MB ou 30 MB do pacote de dados móveis diariamente para salvar vídeos na plataforma da gigante das buscas. Também há a possibilidade de escolher não usar a franquia contratada e de utilizá-la de forma ilimitada, conforme as suas preferências e necessidades.

Outro botão disponível no novo menu permite ativar e desativar o upload automático dos arquivos enquanto o usuário estiver em roaming. Já a antiga função de fazer backup de vídeo apenas pelo Wi-Fi não aparece mais nas opções de configuração do Google Fotos no Android.

Atualizado por engano?

O lançamento global do limite diário de backup via dados móveis no Google Fotos pode ter ocorrido acidentalmente, de acordo com a publicação. Um dos motivos que leva a tal conclusão é a ausência de referências ao recurso na página de suporte da ferramenta de armazenamento na nuvem.

Além disso, os limites oferecidos por meio da função não podem ser modificados manualmente, ficando bastante restritos. Eles também são considerados muito baixos para os padrões dos Estados Unidos e da Europa, mercados nos quais os pacotes móveis costumam ser mais amplos, assim como o acesso às redes Wi-Fi.

A implementação apenas no Android é outro detalhe que chamou a atenção, com a versão para iOS continuando a permitir ativar/desativar o uso da rede do celular para a realização de backups. Procurado, o Google ainda não se manifestou a respeito da mudança.

Fonte: Tecmundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/software/231358-google-fotos-estabelece-limite-diario-backups-android.htm

4

Jan

Globo abre inscrições para formação de desenvolvedores com programa remoto e gratuito

Com o intuito de desenvolver e impulsionar profissionais que trabalham com desenvolvimento de software, nível júnior, a Globo firmou uma parceria com a Cesar School para a criação do projeto Globotech Academy.

O curso será disponibilizado de forma totalmente digital e gratuita e conta com três trilhas: a primeira, de 20 horas de duração, colocará o aluno em uma imersão para a formação em tecnologia. A segunda trilha terá duração de 96 horas e é voltada ao desenvolvimento de hard skills e aplicação prática. E, por fim, o curso oferecerá 48 horas de vivências em situações cotidianas.

As aulas serão realizadas ao vivo e pessoas de qualquer parte do Brasil poderão participar. A Globo conta, ainda, que os candidatos poderão ser contratados após a finalização do curso. Além disso, para a primeira edição, 50% das vagas serão destinadas a mulheres e pessoas negras, com o objetivo de fomentar a representatividade no mercado. As inscrições ficam abertas até 14 de janeiro e o processo seletivo tem como pré-requisito possuir algum conhecimento prévio em linguagem de programação.

Além dessa iniciativa, a emissora tem outros programas de incentivo à educação, como o Movimento LED, que busca jogar luz em inovações que fazem a diferença na educação e que distribuirá um prêmio no valor de R$ 1,5 milhão. A Globo também apoia projetos como PrograMaria, que trabalha na formação e engajamento de mulheres na tecnologia, Afropython, UX para Minas Pretas e em eventos como o Potências Negras Tec.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2022/01/03/com-curso-globo-quer-ajudar-a-formar-desenvolvedores.html

4

Jan

Metaverso? Google pode lançar óculos de realidade aumentada

Em uma reportagem especial publicada pelo The New York Times na última quinta-feira (30), sobre as principais empresas de tecnologia que trabalham em hardwares de realidade aumentada (RA), a publicação aponta de forma explícita o Google como desenvolvedor de um novo projeto de óculos inteligente, como resultado da aquisição da startup North em junho de 2020.  De acordo com a publicação, o Google tem se recusado a comentar detalhes do empreendimento.

Quando a gigante de Mountain View comprou a empresa canadense, esta era proprietária de patentes relacionadas a um projeto de smartglasses desenvolvidos originalmente pela Intel. Após concluída a incorporação, a North interrompeu a fabricação do seu produto Focals, óculos capazes de projetar imagens digitais nos olhos dos usuários. Atualmente, os engenheiros da nova subsidiária integram a divisão de Dispositivos e Serviços do Google.

Pesquisa e desenvolvimento profundos em RA

Como a empresa tem guardado a sete chaves o segredo do seu acesso ao metaverso, ainda não se sabe se ela lançará uma espécie de headset provisório ou se prepara um modelo definitivo de óculos inteligentes. As outras gigantes da tecnologia já se movimentam nesse sentido: especula-se que a Apple lance no ano que vem seu dispositivo de RA que promete revolucionar o setor, e a Meta trabalha de forma acelerada em seu ambicioso Projeto Cambria.


De acordo com a reportagem do Times, o Google postou recentemente uma lista de empregos para preencher vagas em sua divisão de Dispositivos para trabalhar na construção de “componentes de software que controlam e gerenciam o hardware em produtos de RA”. Em maio, o vice-presidente de Realidade Virtual e Aumentada do Google, Clay Bavor, confirmou que a empresa estará focada em pesquisa e desenvolvimento profundos no assunto.

Fonte: Tecmundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/mercado/231270-metaverso-google-lancar-oculos-realidade-aumentada.htm

3

Jan

Mercado de avatares digitais cresce com potencial de lucro no metaverso

Deu na Folha de S.Paulo

O ano de 2021 marcou o surgimento de um potencial mercado no Brasil: o das influenciadoras criadas digitalmente. Há anos a Magazine Luiza tem a Lu do Magalu, e em novembro a Satiko, inspirada na apresentadora e empresária Sabrina Sato, causou bastante repercussão. São fatores que demonstram um interesse do mercado e do público nesse tipo de personagem.

No exterior, modelos digitais como Shudu, Miquela, J-Yung, Daisy, Candy e outras rendem milhões de dólares nos mercados da moda e publicidade, segundo reportagem da Folha de S. Paulo.

Uma das mais bem sucedidas do gênero é Miquela Sousa, personagem criada em 2016 como uma "brasileira-americana de 19 anos" que já tem 3 milhões de seguidores no Instagram, além de ter posado com personalidades como a atriz Millie Bobby Brown (de "Stranger Things") e a cantora Pabllo Vittar. Segundo a Vogue, empresas pagam no mínimo US$ 8.500 (R$ 48,4 mil) para que Miquela cite suas marcas em seu perfil no Instagram.

O movimento está alinhado com a recente tendência do metaverso, um mundo 3D virtual compartilhado, imersivo via realidade aumentada ou virtual e colaborativo — e uma das vedetes da Meta, nova empresa controladora do Facebook.

Shudu é uma criação do designer Cameron-James Wilson, dono da agência dos EUA The Diigitals, focada em modelos virtuais. Desde 2018 ela está apta a embelezar catálogos de moda e já acumula 219 mil seguidores no Instagram.

A Biobotics, que diz ser a primeira agência de modelos digitais no Brasil, tem 25 funcionários e atua desde a modelagem 3D do avatar à animação e ao gerenciamento do personagem nas redes sociais. "Vimos que era uma tendência nos Estados Unidos, na Ásia, com grandes empresas e artistas patrocinando avatares. Não havia no Brasil um trabalho nesse sentido, a não ser a Lu, do Magalu, influenciadora virtual com o maior engajamento do planeta", disse à Folha Rodrigo Tavares, presidente da Biobotics.

A personagem do Magazine Luiza iniciou a "carreira" como um bot de atendimento aos clientes do e-ecommerce em 2003 e atualmente, com seus 5,7 milhões de seguidores no Instagram, é "contratada" para aparecer em perfis de outras marcas. Neste ano, protagonizou o clipe de My Head (Can’t Get You Out) do DJ Alok, uma campanha publicitária com a cantora Anitta no lancamento da Magazine Luiza no Rio de Janeiro, e entrou na Super Dança dos Famosos, competição musical da Globo.

Fonte disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2021/12/empresas-de-avatares-digitais-movimentam-milhoes-de-olho-no-metaverso.shtml

30

Dez

Setor de tecnologia começa o ano aquecido e busca por profissionais é uma das prioridades

Os próximos anos prometem ser movimentados para o mercado de TI, consolidando o crescimento exponencial do setor nos últimos anos. Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), o setor de tecnologia deve gerar cerca de 797 mil novas vagas de trabalho no Brasil até 2025. Porém, Josney Lara, diretor comercial da InfoWorker Tecnologia, explica que isso não quer dizer que exista um número de profissionais disponíveis que corresponda a essa demanda, o que exige estratégia por parte das empresas.

Para se antecipar a essa realidade, ele conta que a estratégia adotada pela InfoWorker foi buscar profissionais direto no ambiente de formação. A empresa firmou uma parceria com uma instituição de ensino que direciona alunos às companhias associadas.

A Kenzie Academy é uma instituição que usa uma metodologia desenvolvida por engenheiros de empresas do Vale do Silício para formar profissionais para ingressarem no mercado de tecnologia.

Josney explica que a busca por profissionais capacitados é um desafio, pois o fluxo de demandas é maior do que o número de pessoas em formação. “O mercado de tecnologia é um dos mais aquecidos no momento e o que tem um dos maiores gargalos”, esclarece. A parceria busca sanar uma escassez que só tende a crescer nos próximos anos.

DÉFICIT

A previsão da Brasscom é que nos próximos anos faltarão profissionais para ocupar pelo menos 532 mil dessas vagas. Ou seja, a estimativa é que 66,75% das vagas de tecnologia não sejam ocupadas.

Essa carência por profissionais de TI no país tem piorado em razão da aceleração digital que se intensificou durante a pandemia. Josney reforça que a parceria com a instituição de ensino internacional é uma estratégia para driblar esse déficit e também para facilitar a entrada de novos profissionais no mercado.

30

Dez

Investimento em startups brasileiras ultrapassa R$ 50 bilhões em 2021

Até agora, o total captado pelas startups brasileiras passa de US$ 9,44 bilhões (R$ 53,3 bilhões) em 2021. Apenas em dezembro, o Olist recebeu R$ 1 bilhão, a Facily captou R$ 769,5 milhões, a Alice recebeu R$ 724 milhões, o Arquivei ficou com R$ 260 milhões, a Ambar levou R$ 204 milhões, a Shopper recebeu R$ 170 milhões, a Conta Simples obteve R$ 121 milhões e a Sami captou R$ 110 milhões.

Isso é mais do que o triplo dos US$ 3,1 bilhões (R$ 17,5 bilhões) captados em 2020. Para Monica Saggioro e Michael Nicklas, sócios dos fundos de investimentos Maya Capital e Valor Capital Group, respectivamente, os números são consequência de um ciclo virtuoso iniciado há alguns anos. “Os casos de sucesso atraem mais capital qualificado, tanto nacional quanto estrangeiro, o que torna mais atraente o ato de empreender”, diz Nicklas.

Para Daniel Ibri, sócio do fundo de venture capital Mindset Ventures, dois fatores explicam o fluxo de investimentos para startups: excesso de liquidez e otimismo com tecnologia. “A liquidez se juntou ao otimismo com o mercado de tecnologia. Vimos uma empolgação em mercados públicos e privados por aqui desde o ano passado.”

O mesmo ocorreu em diversos países, mas o investimento nas startups brasileiras cresceu acima da média mundial em 2021. A Crunchbase aponta que US$ 332 bilhões (R$ 1,9 trilhão) foram investidos mundialmente em negócios escaláveis, inovadores e tecnológicos ao longo de 2020. Em 2021, já são US$ 637 bilhões (R$ 3,6 trilhões) globalmente.

O volume mundial quase dobrou em um ano, enquanto no Brasil, ele triplicou. Com isso, o Brasil se tornou o sétimo maior mercado mundial em termos de investimento em startups, segundo a Crunchbase.

As startups que acumularam o maior volume de investimentos entre janeiro e novembro deste ano são dos segmentos de serviços financeiros (fintech), varejo (retailtech), imóveis (real estate), educação (edtech) e mobilidade. “O que há em comum entre eles é o tamanho dos mercados. São indústrias que compõem uma participação relevante do Produto Interno Bruto (PIB) e com espaço para criação de soluções para resolver problemas grandes”, comenta Nicklas.

A Maya Capital investiu em startups brasileiras nesses cinco setores. “Todos foram afetados pela pandemia e tiveram de se reinventar”, diz Monica. “Mudanças de comportamento levam a soluções inovadoras para acompanhar as necessidades criadas. Alguns problemas têm possibilidade mais clara de solução e de potencial de monetização.”

O desafio de 2022

O próximo ano deve ser mais desafiador para as startups: estímulos monetários têm sido cortados e taxas de juros subiram em países como Brasil e EUA. Ibri destaca, entretanto, que juros em alta não fazem o capital de risco migrar em massa para a renda fixa. “Muitos fundos captaram recursos recentemente e têm um mandato de investimentos a ser cumprido.”

Isso sem contar que a eleição presidencial brasileira pode atrapalhar os investimentos por aqui. “O investidor vai esperar para ver o que acontecerá no país”, comenta Ibri. “A eleição trará maior incerteza para todos os mercados”, concorda Nicklas.

Além de condições macroeconômicas, investidores globais também refletem sobre até onde vai valorização das empresas de tecnologia. “Empolgação é um sentimento volátil, especialmente no mercado de tecnologia”, reflete Ibri. “Tanto que boa parte das ações no segmento de tecnologia caíram desde que fizeram sua oferta inicial pública (IPO) no exterior.”

Monica lembra que a tecnologia é mais resiliente do que outros setores. “A capacidade e a velocidade de adaptação dessas empresas as tornam mais atraentes”, pondera. “Esperamos que o investimento nas startups brasileiras continue crescendo em ritmo acelerado, acima da média dos mercados. A combinação entre melhores talentos, problemas ainda não resolvidos e oportunidades de saída cria um ambiente muito favorável para o ecossistema empreendedor.”

Nicklas concorda. “Apesar das incertezas sanitárias e políticas, vemos o mercado de venture capital com estruturas sólidas para continuar crescendo a passos largos”, aponta. Já Ibri estima que os investimentos em startups devem crescer entre uma e duas vezes em 2022 em relação a 2021. “Não devemos triplicar mais uma vez, porque já temos uma base relevante, mas continuaremos a ter bons resultados.”

Fonte: InfoMoney, disponível em: https://www.infomoney.com.br/mercados/investimento-em-startups-brasileiras-ultrapassa-r-50-bilhoes-em-2021/