Tecnologia

14

Mai

Quatro cargos em tecnologia para pensar além da programação

O mercado de tecnologia segue sendo o que mais cresce no Brasil e no mundo. Até o final deste ano, no país, os investimentos no setor devem totalizar mais de R$ 345 bilhões, segundo pesquisa da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação - Brasscom. A oferta de vagas para trabalhar no ramo também é grande. Serão quase 800 mil novas vagas criadas no Brasil até 2025, segundo a entidade.

É comum a área de programação ser a mais lembrada quando se fala desse mercado de trabalho, mas outras posições também são relevantes e podem trazer carreiras promissoras. Pensando nisso, Joel Backschat, CTO do Grupo FCamara e host do Podcast Orange Juice, ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa a transformação dos negócios ao prover desenvolvimento e soluções tecnológicas, comenta o papel e a importância de quatro outros cargos para inspirar quem planeja fazer carreira na área de tecnologia:

1. Segurança da Informação

A segurança de dados é cada vez mais relevante nas organizações, tendo em vista o volume expressivo de ataques cibernéticos e as exigências relacionadas à proteção de dados pessoais. “O profissional que atua nessa área tem como responsabilidade assegurar a confidencialidade dos dados e garantir que eles sejam acessados apenas por quem tem permissão ou direito. Isso envolve manutenção e atualização de sistemas, adoção de ferramentas de proteção, monitoramento de fluxo de redes para identificar vulnerabilidades, administração de sistemas e recursos, entre outros requisitos”, explica Joel.

2. Scrum Master

Como o próprio nome sugere, o profissional em questão é o mestre do Scrum, uma metodologia voltada ao desenvolvimento ágil de softwares e de outros projetos. Sua função é liderar a equipe, orientar e apoiar seus membros, facilitar a comunicação e a colaboração entre eles, guiando as atividades para que elas ocorram da maneira esperada. ”O Scrum Master fica responsável por garantir que seu time entenda os princípios da metodologia Scrum, potencializando o trabalho da equipe e da empresa como um todo. Por isso, é desejável que ele tenha boas habilidades de comunicação e proatividade”, aponta o executivo do Grupo FCamara. 

3. Product Owner

Esse profissional também faz parte da equipe Scrum, mas seu papel é obter o valor máximo para uma solução gerada na empresa. De forma prática, pode-se dizer que o Product Owner representa os usuários do produto, atuando para que ele seja o mais satisfatório possível, sem deixar de atender ao orçamento e aos interesses da organização. “Esse profissional define prioridades, acompanha os processos, interage com o time para tirar dúvidas e cuida para que o ciclo de desenvolvimento do produto transcorra de forma rápida e econômica, porém eficaz e sem descuidar da qualidade, até porque é ele quem defende o interesse do usuário e busca uma experiência positiva nesse sentido. Ele também costuma ser incumbido do portfólio de produtos da organização”, comenta Joel.

4. QA (Quality Assurance)

Nesse cargo, a principal responsabilidade é garantir a qualidade no desenvolvimento de um produto ou serviço. O QA deve fazer essa avaliação de acordo com as exigências do cliente e com requisitos técnicos estabelecidos, prevenindo falhas e não conformidades. “Além da qualidade, ele avalia aspectos como segurança e credibilidade no desenvolvimento de software, tudo isso por meio de testes alinhados às estratégias de negócio e aos requisitos que devem ser cumpridos”, ressalta o CTO. 

13

Mai

Metrópole Digital oferta 24 vagas para residências em TI; saiba como participar

O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) está com 24 vagas abertas para ingresso em duas turmas da residência em Tecnologia da Informação, com bolsas que variam de R$ 2 mil a R$ 3 mil. O curso do IMD tem caráter de pós-graduação lato sensu (especialização) e formato inovador, que se distingue por conjugar aulas teóricas com o trabalho prático nas instituições parceiras em que os residentes atuam.

As vagas são voltadas para candidatos formados em Computação ou áreas afins. Em uma das turmas, criada pelo IMD em parceria com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), as inscrições foram abertas nesta quinta-feira, 12. Já na outra, feita em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN), o prazo de inscrição encontra-se em andamento e segue até o próximo dia 17 de maio.

Inscrições

Os candidatos poderão se inscrever, em ambas as turmas, no Sigaa, seguindo as opções de menu Pós-Graduação > Lato Sensu > Processos Seletivos. Os editais que disciplinam os dois processos seletivos, com todos os detalhes referentes à documentação necessária e pré-requisitos para os candidatos, são os seguintes: Residência em TI – TST e Residência em TI – TRE.

O curso tem duração de 18 meses e bolsas nos valores de R$ 3 mil, no caso da turma do TST, e R $2 mil para o TRE. Cada uma das turmas disponibiliza 12 vagas e, enquanto a primeira se constitui numa nova parceria do Instituto Metrópole Digital, a segunda, ligada ao Tribunal Regional Eleitoral, será a terceira turma de residentes atuando junto ao órgão.

Demandas tecnológicas

Inspirada nas residências médicas, a residência em TI do IMD conjuga formação teórica com experiência prática, que é desenvolvida no interior das instituições parceiras, atendendo a demandas por soluções tecnológicas reais desses órgãos, para os quais já foram criadas dezenas de tecnologias.

O modelo beneficia os estudantes ao proporcionar uma pós-graduação com bolsa e um preparo direto para atuação no mercado de trabalho. Em função disso, a empregabilidade dos formandos costuma ser alta, tendo chegado, no caso dos que cursaram as duas primeiras turmas do TRE, a 100%. Entre outros órgãos que abrigam ou já abrigaram turmas da residência em TI estão o Tribunal Regional Federal (TRF/RN), o Tribunal de Justiça (TJ/RN), o Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), o Tribunal de Contas da cidade do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado da Administração (SEAD/RN).

13

Mai

Cerca de 1 bilhão de dispositivos Android foram ativados em 2021

Em 2021, cerca de 1 bilhão de dispositivos Android foram ativados, anunciou o Google nesta quarta (11). Durante seu principal evento do ano, o Google I/O, a empresa celebrou o mais recente marco do sistema operacional no mundo e ressaltou, inclusive, como o mercado de portáteis com tela grande (tablets e dobráveis) se tornou relevante no mundo inteiro.

Arredondando a população mundial para 8 bilhões, uma a cada oito pessoas teriam ativado um aparelho com sistema operacional Android só no ano passado. Apesar de o SO atender bem mais do que só celulares, a contagem considera apenas smartphones, segundo o Google.

RCS ainda não é tão popular

Além desse importante marco, o Google ressaltou também o crescimento das mensagens com protocolo RCS, o sucessor do SMS. A empresa menciona que mais de 500 milhões de usuários enviam mensagens no novo padrão mensalmente

Embora seja uma boa quantidade usuários, o padrão RCS ainda está bem distante de ser um dos principais meios para troca de mensagens. Aplicativos de mensagens atendem demandas semelhantes ao protocolo (comunicação entre dispositivos diferentes, com suporte avançado para mídias, arquivos e criptografia), mas já contabilizam bilhões de usuários no mundo inteiro.

O WhatsApp, por exemplo, ultrapassou 2 bilhões de usuários no mundo todo em 2020, segundo pesquisas da Pew Research Center — o total atualmente deve ser ainda maior. Embora o RCS esteja sempre à mão, o mensageiro da Meta ainda é o favorito dos brasileiros.

Telas grandes mais relevantes

Quanto a dispositivos com telas grandes (tablets e dobráveis, presumidamente), o Google menciona que cerca de 270 milhões foram ativados no ano passado. É este grande número que, ao que tudo indica, motiva a empresa a desenvolver versões adaptadas do Android e incentivar a construção de aplicativos voltados para este padrão de uso.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/apps/cerca-de-1-bilhao-de-dispositivos-android-foram-ativados-em-2021-216251/

13

Mai

Ferramenta do Zoom que analisa emoções é criticada por ferir privacidade

Uma ferramenta anunciada em abril pelo Zoom parece saída de uma distopia de ficção científica e, agora, está na mira de ativistas a favor da privacidade. A tecnologia Zoom IQ, focada para profissionais do setor de vendas, é um sistema de análise de emoções que avalia o estado dos usuários após as chamadas; ela também foi acusada de violar a privacidade dos utilizadores e gerar vieses.

m uma carta aberta ao CEO Eric Yuan, 25 entidades da sociedade civil dos Estados Unidos pediram que o Zoom pare de usar e desenvolver a ferramenta. A solicitação é encabeçada pela União Americana das Liberdades Civis e pelo Centro de Informação sobre Privacidade Eletrônica, e aponta o potencial discriminatório e invasivo de uma análise de emoções a partir de uma reunião realizada online.

No texto, as organizações afirmam que não há embasamento científico nesse tipo de avaliação, que abre espaço para erros e discriminação, bem como à disponibilização de elementos pessoais a terceiros. É criticada, também, a ideia de “normalidade” que deixa de lado a diversidade humana, como se as emoções fossem sentidas da mesma maneira por todas as pessoas e, assim, pudessem gerar insights relacionados a humor, interesse e outros elementos associados às vendas.

Ao publicar a carta, as entidades também criaram uma petição online na qual usuários podem solicitar que a empresa abandone o recurso. A tecnologia também será inserida na pauta de protestos e mobilizações contra o reconhecimento facial e a favor de regulações nos Estados Unidos, em prol da privacidade e da neutralidade da rede, como parte da campanha Fight for the Future, em andamento há anos.

Por enquanto, o Zoom não se pronunciou sobre a manifestação — que pede uma resposta até o dia 20 de maio. No passado, a empresa já afirmou que a inteligência artificial e a análise de emoções devem ser elementos centrais de suas soluções para o futuro próximo, sem perder o foco na segurança e privacidade dos usuários. Como isso será feito, entretanto, a companhia deixou no ar.

Entretanto, ações práticas anteriores já foram atacadas por especialistas em segurança e partidários da privacidade. São os casos, por exemplo, de um recurso de engajamento com reuniões que denunciaria usuários que estivessem navegando fora da janela do Zoom ou a disponibilização de criptografia de ponta a ponta apenas a usuários pagantes, que foi revertida a todos após críticas.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/seguranca/zoom-ferramenta-que-analisa-emocoes-e-criticada-por-ferir-privacidade-216193/

12

Mai

IFRN lança edital para realização de pesquisas na área de Tecnologia

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propi), a Diretoria de Gestão de Tecnologia da Informação (DIGTI) e a Diretoria de Inovação Tecnológica (Ditec) tornam público o Edital n° 16/2022, que rege a seleção de grupos de pesquisa para o desenvolvimento de produtos tecnológicos de Tecnologia da Informação.

O processo seletivo visa despertar a vocação científica e estimular a formação de novos pesquisadores no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Além disso, a seleção também objetiva o estímulo à geração de produtos técnicos ou tecnológicos, promovendo melhorias nas atividades da área de Tecnologia da Informação.

Serão concedidas quatro bolsas para cada projeto selecionado: uma bolsa de pesquisador (R$ 1.500,00) e três bolsas de discente (R$ 400,00). 

Requisitos

Alguns dos requisitos para seleção definem que os projetos de pesquisa deverão ter objetivo, metas e atividades originais e coerentes com os planos de trabalho e de aplicação. As pesquisas também deverão demonstrar alinhamento com os temas e tipos de produtos solicitados pela Diretoria de Gestão de Tecnologia da Informação (DIGTI).

A coordenação de cada projeto deve ser exercida por um servidor ou uma servidora do quadro permanente do IFRN. Professores visitantes ou substitutos contratados pelo Instituto poderão fazer parte dos grupos de pesquisa como voluntários, desde que a finalização do contrato ocorra após o término previsto para o projeto. 

Estudantes bolsistas devem ter matrícula ativa a partir do segundo período em um Curso Técnico de Nível Médio, Superior ou Pós-Graduação ofertado no Campus do IFRN que o projeto será submetido.

Avaliação de projetos

A avaliação dos projetos que serão submetidos será realizada em duas dimensões: avaliação da produção acadêmica e científica do proponente nos últimos três anos e avaliação do projeto, que será efetuada por dois avaliadores com titulação mínima de Mestrado. Os avaliadores, ainda, deverão ser vinculados às áreas relacionadas às solicitações da DIGTI. 

11

Mai

Sinais de que seu telefone foi infectado por malware

Os celulares evoluíram de chamadas e mensagens de texto para dispositivos inteligentes portáteis capazes de realizar tarefas que antes dependiam de computadores. Tirar fotos, enviar e receber e-mails, comunicar-se por meio de aplicativos de mensagens e mídias sociais, gerenciar carteiras digitais e apps bancários, etc. Toda essa riqueza de dados também atrai cibercriminosos, que desejam usá-los para fins ilegais, seja para vendê-los na dark web ou para usá-los para cometer roubo de identidade e fraude.


Com o Android como sistema operacional que ocupa a maior parte do mercado de smartphones, a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, analisa como um telefone pode ser infectado:


Mensagens de phishing contendo links ou anexos maliciosos são enviadas por meio de aplicativos de mensagens, SMS ou redes sociais. Depois que a vítima baixa o arquivo anexado e o instala em seu dispositivo, esse malware permite que agentes mal-intencionados realizem suas ações maliciosas.


Sites fraudulentos, onde os cibercriminosos se passam por marcas ou organizações conhecidas e incluem links maliciosos para baixar malware no dispositivo.


Aplicativos falsos se passando por aplicações legítimas. Dessa forma, os invasores fazem com que vítimas desavisadas baixem programas maliciosos, como keyloggers, ransomware ou spyware disfarçados de aplicativos de rastreamento de condicionamento físico ou de criptomoeda em seus dispositivos. Geralmente, eles estão nas lojas de aplicativos não oficiais.


“Os sinais mais comuns de que um dispositivo foi comprometido são: a bateria descarrega mais rápido que o normal; você experimenta picos no uso de dados da Internet, embora seus hábitos de navegação não tenham mudado; seu GPS ou função de Internet (seja Wi-Fi ou dados móveis) podem ser ativados ou desativados por conta própria; e pop-ups exibem anúncios ou aplicativos desconhecidos são abertos sem permissão do usuário”, afirma Lukas Stefanko, pesquisador de malware da ESET.


Outro sinal de que pode haver código malicioso em seu telefone é que os aplicativos que anteriormente funcionavam bem, começam a exibir um comportamento estranho. Isso inclui a inicialização repetida, o desligamento ou a falha completa e a exibição de erros inesperados. No entanto, Stefanko diz que isso não se limita apenas às aplicações: é possível que o smartphone e seu sistema estejam começando a agir de forma estranha também.


Por outro lado, outros sinais são: o usuário ou seus contatos recebendo chamadas ou mensagens estranhas, ou até mesmo, o histórico de chamadas e mensagens de texto com registros desconhecidos, já que alguns tipos de malware tentam fazer chamadas ou enviar mensagens para números internacionais premium. Além disso, há indícios mais óbvios, por exemplo: se um telefone Android foi comprometido com ransomware, ele simplesmente será bloqueado.


O que fazer se o telefone estiver infectado?


A ESET explica que, em geral, existem duas maneiras de remover a maioria dos tipos de malware de um dispositivo infectado: automático e manual. A primeira é muito fácil e direta: você baixa e instala em seu celular uma solução antivírus bem referenciada para escanear seu aparelho em busca de ameaças e removê-las. A remoção manual geralmente é possível, mas consideravelmente mais complicada. Eliminar um aplicativo malicioso nem sempre é fácil porque o malware geralmente inclui mecanismos de prevenção codificados para impedir ou dificultar a desinstalação bem-sucedida pelos usuários.


Uma vez confirmado que um malware foi baixado para o smartphone, ele precisa ser identificado e removido. Por exemplo, no caso de aplicativos do tipo adware, que geralmente são responsáveis por pop-ups com publicidade invasiva e irritante, você pode identificar qual aplicativo é responsável por essa atividade abrindo o menu de aplicativos recentes no celular e pressionando o ícone do aplicativo. Abaixo, o passo a passo para desinstalar esses apps indesejados.


Um anúncio pop-up aparece em tela cheia

Ao tocar o botão/menu de aplicativos recentes, é exibido o aplicativo responsável por mostrar o anúncio

Nesse caso, o aplicativo tem um ícone preto sólido, o que torna menos óbvio onde clicar

Após pressionar e segurar esse ícone, as informações do aplicativo são acessadas, suas permissões são inspecionadas e o app pode ser desinstalado


“Enquanto o Android 9 e versões anteriores do sistema operacional permitiam que aplicativos maliciosos ocultassem seus ícones, desde o Android 10 isso é impossível.”, complementa Lukas Stefanko, da ESET. “A ESET fez um vídeo que mostra como remover manualmente o malware FluBot de um dispositivo Android e pode servir de guia para o processo. Caso você tenha problema ao tentar desinstalar um aplicativo malicioso de um dispositivo, é possível inicializá-lo no modo de segurança e remover a aplicação prejudicial”, afirma Stefanko.


Quando se trata de mitigar as chances de um dispositivo ser comprometido por malware, a ESET compartilha uma combinação de etapas preventivas e proativas que o ajudarão a se manter protegido contra ameaças:


- Atualize o sistema operacional e os aplicativos assim que as versões mais recentes estiverem disponíveis.


- Faça backup dos dados e armazene- o com segurança. Será de grande ajuda caso o dispositivo seja comprometido.


- Para se proteger da maioria das ameaças, use uma solução de segurança móvel que tenha um histórico comprovado de boa reputação.


- Baixe aplicativos apenas das lojas oficiais do Google Play e App Store e sempre verifique suas avaliações e de seu desenvolvedor.


- Esteja ciente das táticas comuns que os cibercriminosos usam para se infiltrar e comprometer dispositivos.


Para saber mais sobre segurança de computadores, visite o portal de notícias da ESET.


Por outro lado, a ESET convida você a conhecer Safe Connection, seu podcast para descobrir o que está acontecendo no mundo da segurança informática. Para ouvir, acesse: https://open.spotify.com/show/0Q32tisjNy7eCYwUNHphcw 

11

Mai

Google I/O 2022: onde assistir e o que esperar da conferência

O Google começa nesta terça-feira (11) a edição 2022 do Google I/O, conferência anual da empresa para funcionários, fãs e principalmente desenvolvedores que utilizam ou simplesmente são fãs dos das criações da marca.

O encontro  acontecerá durante os dias 11 e 12 de maio e terá transmissão virtual gratuita pelo site do evento  — mas a conferência também será presencial pela primeira vez nos últimos três anos, com um público reduzido no Shoreline Amphitheatre, em San Francisco. A palestra de abertura é do CEO Sundar Pichai e é sempre uma oportunidade para a Google mostrar novos produtos e serviços ao público.

A seguir, confira o que esperar da atual edição.

Onde assistir ao Google I/O 2022?

O discurso de abertura do Google I/O 2022 está marcado para às 14 horas (horário de Brasília) de 11 de maio de 2022. A live vai acontecer no canal da empresa no YouTube e você já pode salvar a transmissão abaixo.

O segundo dia é dedicado para sessões técnicas, mais voltadas para desenvolvedores. Você pode conferir a programação e realizar o cadastro no site do evento.

O que esperar do Google I/O 2022?

Há poucas informações concretas sobre o que a Google vai apresentar na conferência de abertura, mas rumores e ações recentes da marca já trazem algumas pistas do que esperar no evento.

Android 13

O sistema operacional Android 13 já está em fase Beta pública e deve ser uma das estrelas da conferência. O Google deve aproveitar o espaço para divulgar novas funções da plataforma e detalhar recursos já conhecidos, como a nova área de transferência, novidades de privacidade e melhorias na interface da tela inicial.

Pixel Watch

O relógio inteligente Pixel Watch já é especulado há algum tempo, mas parece que ele finalmente pode ser apresentado em 2022. Imagens vazadas recentemente confirmam que o modelo tem um visual arredondado e sensores de saúde, mas não há detalhes sobre as especificações técnicas do modelo.


Por ser parte do própria Google, o relógio inteligente deve sair com Wear OS 3 e recursos da Fitbit, que pertence à gigante.

Pixel 6a e Pixel Fold

O smartphone intermediário Google Pixel 6a era esperado somente para o segundo semestre, mas a empresa pode antecipar a revelação do dispositivo para o I/O — o modelo até já recebeu certificações em alguns mercados. O celular é uma versão menos potente e mais acessível da linha Pixel 6, incluindo o processador Tensor, tela AMOLED de 6,2", até 8 GB de RAM e suporte ao 5G.

Por outro lado, o smartphone dobrável Pixel Fold é cada vez menos uma realidade. Não há rumores sobre o dispositivo há meses e uma das últimas especulações alegava que o projeto foi cancelado.

Pixel Buds Pro

Os Pixel Buds Pro seriam versões mais poderosas dos Pixels Buds e concorrentes diretos do AirPods Pro, ou seja, um par de fones de ouvido de alto padrão com recursos como cancelamento de ruído e áudio espacial. O especialista em vazamentos Jon Prosser confia que o modelo está próximo de sair e terá quatro opções de cor (Real Red, Carbon, Limoncello, Fog).

Novo Nest Hub

Esse é o produto com menos detalhes divulgados até o momento e pode nem mesmo ser verdade. Segundo o site 9to5Google, a empresa está pronta para lançar um novo display inteligente da linha Nest Hub em 2022. A novidade do dispositivo é que a tela nele seria "removível", ou seja, é possível utilizá-la como um tablet avulso. Não há detalhes sobre o modelo, mas a recente atenção dada pelo Android a tablets pode indicar que o modelo está mesmo a caminho.

Softwares e serviços

Por fim, a conferência deve ter também uma série de atualizações e demonstrações de programas e plataformas da Google. Espere, por exemplo, novos recursos de serviços como o Google Maps, Google Drive, Google Fotos e a popular plataforma de videoconferências Google Meet. Além disso, a empresa pode apresentar novos projetos em Realidade Aumentada e segurança para o usuário.

O Chrome OS, sistema operacional de notebooks, também pode ganhar alguns minutos sob os holofotes. E também há sempre uma surpresa que foge do radar de vazamentos, como experimentos e protótipos — como foi o caso das conversas via hologramas do Projeto Starline mostrado no Google I/O 2021.

Fonte: Tecmundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/produto/238304-google-i-2022-onde-assistir-o-esperar-conferencia.htm

10

Mai

Download de apps de fintechs, e-commerce e games cresce em 2021

A ascensão da tecnologia, sobretudo a mobile, vem indicando a potência dos aplicativos para smartphones e algumas categorias são bastante exploradas pelos consumidores. O Relatório Mobile app trends, da Adjust, aponta que há um recorde na receita mensal in-app para fintech, e-commerce e gaming em 2021, com um aumento de 35%, 12% e 32% de aumento, respectivamente.

O estudo leva em conta as tendências a longo prazo em taxas globais de instalação, sessão, tempo gasto in-app, retenção, entre outros. 

Um dos principais marcos para esse segmento foi o lançamento do  iOS 14.5 da Apple e do framework AppTrackingTransparency (ATT), que fez com que o mercado de marketing mobile precisasse reavaliar o tratamento de dados dos usuários, por conta de medidas de privacidade. Mesmo com o cenário, as taxas de opt-in alcançaram 25% no serviço da Apple.

Apenas nos Estados Unidos, os downloads de apps de finanças atingiram a marca de US$ 573,1 milhões em 2021, o que representa um aumento de 19% em relação ao ano passado. Além disso, as instalações de aplicativos de fintechs especificamente chegaram ao ápice em novembro, um crescimento de 26% quando comparado à média de 2021 e 82% a 2020. Na América Latina, a porcentagem ano a ano chegou a 62%, enquanto a taxa global é de 35%. 

É importante ressaltar que o conceito de fintechs abrange aplicativos de pagamento (57%), bancos (34%), negociação (7%) e criptomoedas (2%). De acordo com a Adjust, uma das tendências de 2022 para o setor deverá ser o serviço Buy Now, Pay Later no acesso de criptoativos em carteiras digitais e cloud banking para bancos mais tradicionais.

Muito acentuado durante o período da pandemia, o e-commerce via mobile liderou as compras: em 2021, 67% das vendas foram realizadas através do canal; 55% dos consumidores realizaram as compras por um smartphone após ver anúncios em redes sociais. No geral, o público gastou 1 bilhão de horas em apps de compras ao longo do ano passado. A região Latam se consolida com uma taxa ano a ano de 14%, uma das maiores do mundo em relação ao serviço.

Em games, o destaque vai para diversas modalidades: desde jogos hipercasuais a role-playing imersivos. O aumento de downloads a nível global foi de 32%, enquanto na América Latina há um aumento de 3 pontos percentuais em relação à média mundial. No geral, os segmentos que mais se destacam são os hipercasuais (27%), de ação (17%), carta (11%) e de esportes (10%). 

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2022/05/10/download-de-apps-de-fintechs-e-commerce-e-games-cresce-em-2021.html

9

Mai

Estudo aponta que 76% das empresas brasileiras esperam implementar o 5G nos negócios em até cinco anos

À medida que o 5G avança no país, crescem as idealizações de tecnologias disruptivas para auxiliar as empresas a contornarem desafios. De acordo com o IoT Snapshot 2022, estudo da Logicalis, empresa global de soluções e serviços de tecnologia da informação e comunicação, a disseminação da nova rede tem capacidade para potencializar soluções de IoT para os mais diversos setores e aspectos da estratégia corporativa e tem sido cotada como um dos principais investimentos das companhias nos próximos anos.

A pesquisa, realizada entre agosto e setembro de 2021 com 255 executivos da América Latina, revela que as expectativas para a implementação de 5G na região são mais altas para o médio prazo (de três a cinco anos), com interesse médio e alto totalizando 76% no Brasil e 69% nos demais países, frente aos números equivalentes à possibilidade de adoção da tecnologia hoje, de 40% e 49%, respectivamente.

Entre as características mais atrativas da nova tecnologia está a maior velocidade, de acordo com 79% dos executivos brasileiros. Para os entrevistados hispano-americanos, o aspecto que mais chama a atenção é a maior capacidade de conexões simultâneas, apontada por 74% dos respondentes. Também se destacam menor latência / melhor controle online de operações (75%) e maior capacidade de conexões simultâneas (71%).

O 5G é esperado como um alavancador da internet das coisas, na medida que suas características de maior banda, baixa latência e possibilidade de conexões massivas são muito aderentes com os casos de uso de negócios que vêm sendo desenvolvidos no contexto de IoT. Entre elas, a gestão de monitoramento de sensores, veículos autônomos, comunicação de resposta rápida e serviços de elevada transmissão de dados, permitindo que as plataformas de IoT alcancem outro patamar, além de abranger soluções de multimídia imersiva, telemedicina, digital supply chain e outras.

6

Mai

Pagamentos via QR Code dispararam no Brasil em 2021, revela estudo

O ano de 2021 foi mais um em que os pagamentos móveis e os e-commerce apresentaram grande crescimento — um resultado ainda decorrente da transformação digital ocorrida pela pandemia. E é esse contexto o avaliado pela pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre pagamentos móveis e comércio móvel no Brasil, que visa mostrar o crescimento de informações e dados durante o período anterior.

Na edição referente a 2021 do estudo, foram entrevistados um total de 2 mil brasileiros com acesso à internet e que utilizam smartphones, que foram questionados sobre diferentes tópicos referentes ao e-commerce nacional. 

Compartilhamos alguns dos principais resultados a seguir:

Os principais mercados de 2021

Sobre o tópico dos principais varejos do Brasil, a pesquisa de 2021 mostrou a continuedade da tendência de 2020 e a ascensão meteórica do Shopee, que após ser quarto colocado em 2020, conquistou a primeira posição no ano passado, citado por 21% dos entrevistados como o app que eles mais utilizam para compras. Em seguida, veio o iFood, com 15%, Mercado Livre, com 14%, e Americanas, com 9%.

O Shopee também se destacou na faixa etária de 16 a 29 anos, em que se provou o principal app utilizado por 30% dos entrevistados que se encaixam nessa amostra. O percentual apresenta queda para 19% no grupo entre 30 e 49 anos, e despenca para 13% entre os consumidores móveis com 50 anos ou mais.

Por fim, também existe uma diferença significativa de acordo com a classe social: o Shopee é o preferida de 23% dos consumidores móveis das classes C, D e E e de 14% daqueles das classes A e B.

QR Code chegou para ficar

Quanto a pagamentos móveis, o QR Code foi o que mais brilhou em 2021, por conta do contexto dos consumidores voltarem a comprar presencialmente, mas preferirem formas de transações via aproximação como proteção de infecções como a da covid. Os dados mostram que 67% dos brasileiros com smartphone já experimentaram esse tipo de transação nos últimos 12 meses.

Demograficamente, o pagamento via QR Code é mais popular entre jovens de 16 a 29 anos (74%) que entre aqueles de 30 a 49 anos (70%) e com 50 anos ou mais (52%). Também é mais comum nas classes A e B (72%) que nas C, D e E (66%).

Outras formas de pagamento, como o pagamento via aproximação a partir de leitores NFC, também apresentaram crescimento. Uma parcela de 41% dos entrevistados afirmaram ter experimentado a tecnologia em 2021 — um número alto considerando que nem todo smartphone é compatível com a tecnologia. Demograficamente, esse tipo de transação é mais popular entre jovens de 16 a 29 anos (46%) que nos grupos de 30 a 49 anos (38%) e com 50 anos ou mais (40%), e apresenta poucas diferenças socialmente, com seu uso bem distribuído entre as classes A e B (43%), classes C, D e E (40%).

Empréstimos e juros

Por fim, a pesquisa também apresenta dados sobre os brasileiros que estão contratando empréstimos por meio de aplicativos móveis de bancos, que geralmente oferecem taxas especiais e convidativas para a assinatura do contrato — o que explica a razão desse tópico ter passado de 25% no começo de 2021 para 32% no fim do período.

Pouco mais da metade dessas pessoas que contrataram empréstimos pelo smartphone (55%) pegaram valores entre R$ 1 mil e R$ 9,9 mil, enquanto 25% pegaram quantias menores, entre R$ 100 e R$ 999. Por fim, uma minoria (5%) contratou valores abaixo de R$ 100, o chamado microcrédito.

Demograficamente, a incidência de empréstimos via celular é maior no grupo de 30 a 49 anos (35%) que entre jovens de 16 a 29 anos (29%) e entre aqueles com 50 anos ou mais (29%). Por fim, na análise por classe social, 33% das pessoas das classes C, D e E já pegaram dinheiro emprestado via aplicativos, contra 27% daquelas das classes A e B.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/mercado/pagamentos-via-qr-code-crescem-no-brasil-em-2021-aponta-estudo-215666/

4

Mai

Campus Party Brasil é adiada para novembro

A 14ª edição da  Campus Party Brasil foi remarcada para os dias 11, 12, 13, 14 e 15 de novembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Marcada inicialmente para começar em 15 de fevereiro, a organização, no início do ano, adiou a data para julho por conta da alta dos casos de Covid-19 na época. Agora, o motivo justificado pela organização foi o aquecido calendário de eventos da cidade.

Os ingressos já adquiridos valerão para o mês de novembro. Porém, aos que desejarem, o reembolso pode ser solicidado por meio do email brasil@campus-party.org.

A edição presencial da Campus Party promete a experiência por completo, com Arena, Camping e Área Open. Para além da CPBR, a Campus Party Goiás permanece entre 15 e 19 de junho, no formato “phygital”, com cinco palcos presenciais e transmissão ao vivo.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2022/05/04/campus-party-brasil-e-adiada-para-novembro.html


4

Mai

Nova presidente da Academia Brasileira de Ciências toma posse hoje

A presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader, toma posse hoje (4) à noite, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para o triênio 2022-2025. Nos planos de Helena está uma maior aproximação com o Congresso Nacional, a continuidade da formação educacional dos jovens e a correção dos valores das bolsas para pesquisadores científicos.

A solenidade ocorrerá durante Reunião Magna da ABC. Biomédica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Helena foi eleita no dia 29 de março, com 398 votos a favor e 22 abstenções, e é a primeira mulher a presidir a entidade em seus 105 anos de existência. 

Falando à Agência Brasil, a nova presidente da ABC disse que pretende continuar “com o trabalho de excelência que tem sido feito pelas últimas diretorias”. Atuando como vice-presidente da ABC desde 2019, a pesquisadora vai assumir a cadeira do físico Luiz Davidovich. O químico Jailson Bittencourt de Andrade, professor aposentado da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e atuante no Centro Universitário Senai-Cimatec, ocupará a vice-presidência. Serão ao todo 13 diretorias, das quais oito comandadas por mulheres, incluindo a da presidente.

Congresso

Helena disse que a ABC pretende ter uma presença mais incisiva dentro do Congresso Nacional, tanto com deputados, como com senadores. Ela destacou que, como a ciência é transversal, ela quer visitar todos os ministérios. “Todos os ministérios dependem de ciência. Por exemplo, o Ministério da Infraestrutura é pura ciência. Quando você pensa em organização de porto, é ciência; é tecnologia da informação (TI), é inteligência artificial (IA). O mesmo acontece com a saúde”. Para isso, haverá uma divisão de trabalho.


Helena Nader deseja também que a ABC tenha uma presença muito forte na discussão da educação. “Por mais ciência que se tenha, sem educação, não vai adiantar. Se não tiver educação, não vai acontecer. Se olhar o que ocorreu com a pandemia (do novo coronavírus), deixou o país nu”, apontou.

Enem

A pesquisadora disse que o número de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) caiu. Isso significa que menos jovens terminaram o ensino médio e menos jovens estão buscando a continuidade de formação. Helena vai buscar expoentes dessa área entre os membros da ABC e também de fora, porque ela diz que a sabedoria e o conhecimento não estão concentrados em uma única pessoa, mas em várias. 

Helena Nader declarou que vai continuar a luta pelo aumento da demanda de pós-graduação. A ideia é esclarecer que o pós-graduando, que acabou uma universidade, está fazendo seu mestrado e depois o doutorado, e não pode continuar recebendo bolsas com valores na faixa de R$ 1,2 mil a R$ 1,3 mil, porque muitos desses jovens são arrimo de família e têm a bolsa como única opção de renda, com dedicação exclusiva. “Nós vamos continuar nessa luta para reverter isso, porque estamos há seis ou oito anos sem correção no valor da bolsa. O que não falta são coisas para a gente trabalhar”.

Mulheres

Para Helena, a participação feminina em ciências tem aumentado no Brasil, mas não é majoritária em todas as áreas. A meta é que alcance, pelo menos, 50%, igualando a presença masculina. “As mulheres não atingem os cargos mais altos, porque têm uma segregação. Mas isso não é só na ciência; em outras áreas também”, constatou. Ela disse que ao procurar um emprego, a mulher escuta, na maior parte das vezes, se é casada e se pretende ter filhos. “Ninguém pergunta isso para o homem. Então, na corrida de obstáculos, ela já parte com um handicap (vantagem) muito baixo. Ela tem que provar muito mais do que o homem. A gente vai continuar trabalhando muito para reverter isso. Vai continuar sendo prioridade”.

Atualmente, Helena Nader é co-presidente da Rede Interamericana de Academias de Ciências (IANAS) e membro do conselho administrativo do International Science Council (ISC). Aumentar o intercâmbio da ABC com entidades de outros países é uma das metas da nova presidente da ABC.  Está na pauta da nova presidente da ABC a realização de reuniões online com jovens da graduação e da pós-graduação de todo o Brasil e, depois, da América Latina. Um encontro presencial está programado para o início de 2023.

Reunião magna

A posse de Helena Nader ocorrerá durante a Reunião Magna da ABC, que será realizada a partir de hoje e se estenderá até 5 de maio, em formato híbrido: presencialmente no Museu do Amanhã (RJ) e online no canal da ABC no YouTube. O tema da Reunião Magna é O Futuro é Agora. 

Na avaliação de Helena, o Brasil está jogando fora uma janela de oportunidades que vai se extinguir. “As pessoas falam daqui a 40 anos; mas 40 anos é amanhã”. Segundo a pesquisadora, em 2070, a população maior de 65 anos vai aumentar e o número de jovens vai diminuir. “Começam a declinar. É nessa janela que o país tem que investir porque o velho tem todo o direito à aposentadoria, à sua saúde. Mas isso tudo o Brasil só vai poder dar se estiver preparado”.

Fonte: Agência Brasil / Foto: Rovena Rosa 

3

Mai

Fórum da Internet no Brasil abre inscrições gratuitas para edição em Natal

Estão abertas as inscrições para o 12º Fórum da Internet no Brasil, principal evento sobre governança da Internet no país. O FIB12 será realizado em Natal (RN), de 31 de maio a 3 de junho, no hotel Holiday Inn, de forma gratuita. O evento, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), busca incentivar que representantes dos setores governamental; empresarial; terceiro setor; e comunidade científica e tecnológica acompanhem, opinem e debatam sobre as questões mais relevantes para a consolidação e expansão de uma Internet cada vez mais diversa, universal e inovadora, que expresse os princípios da liberdade, dos direitos humanos e da privacidade. É, também, uma atividade preparatória para o Fórum de Governança da Internet (IGF), evento global promovido todos os anos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A programação contará com 27 workshops que discutirão assuntos relativos aos temas: dados, informações e conteúdos digitais; diversidade e inclusão; infraestrutura, acesso e conectividade; Internet, sociedade e cidadania; privacidade e segurança e questões jurídicas, regulatórias e extraterritoriais. O evento também contará com três sessões principais e uma atividade cultural, que serão divulgadas em breve na agenda do FIB12, disponível https://forumdainternet.cgi.br/programacao/agenda/2/.


Após dois anos sendo realizado de forma exclusivamente on-line, em virtude da pandemia COVID-19, o Fórum da Internet no Brasil volta a ser realizado de forma presencial, e terá também transmissão ao vivo pelo canal do NIC.br no YouTube (https://youtube.com/nicbrvideos). “Sem dúvida, o retorno ao presencial contribuirá para enriquecer ainda mais as discussões do FIB12 que, não à toa, tem caráter itinerante buscando promover a participação de público diverso nos debates sobre a importância do desenvolvimento saudável e inclusive da Internet no Brasil”, pontua Tanara Lauschner, coordenadora do Grupo de Trabalho da 12ª edição do evento.

Para realizar sua inscrição e conferir todas as informações sobre o evento, acesse: https://forumdainternet.cgi.br/.

Foto: Michell Mello

27

Abr

Sete em cada dez empresas no Brasil utilizam tecnologias digitais

Sete em cada dez empresas no Brasil fazem uso de tecnologias digitais diversas. O resultado está na Sondagem Especial Indústria 4.0: Cinco Anos Depois, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Há cinco anos, o índice estava pouco abaixo da metade (48%).

A pesquisa considerou 18 tipos de tecnologias digitais, como automação digital (com e sem sensores), sistemas integrados para fabricação de produtos, impressão 3D, produção com auxílio de inteligência artificial e análises de modelos virtuais para projetos.

Entram também no rol de soluções técnicas avaliadas pela CNI controle remoto de processos de produção, aplicações de inteligência artificial nas fábricas, robôs colaborativos, dispositivos “vestíveis” utilizados por trabalhadores (como relógios inteligentes) e coleta e análise de grandes quantidades de dados (também chamadas de Big Data, no termo em inglês).

Segundo o levantamento, apesar do índice de 69%, “a maioria das empresas utiliza uma baixa quantidade de tecnologias digitais, indicando que se encontram em uma fase inicial do processo de digitalização”. Entre as empresas que adotam tecnologias digitais, 26% utilizam de 1 a 3; 22% de 4 a 6; 14% de 7 a 9 e 7% mais de 10 inovações listadas.


As tecnologias mais empregadas conforme o estudo são: a automação digital com sensores para controle de processo (46%), automação digital sem sensores (39%), sistemas integrados para manufatura de produtos (33%) e ferramentas digitais de relacionamento com o cliente (25%).

Os setores com mais itens inseridos no processo produtivo são aqueles mais imersos em tecnologia, como o setor automotivo. Nele, vêm sendo empregadas tecnologias na linha de produção, como uso de sensores e controles automatizados dos processos. Entretanto, o estudo indica que tecnologias de ponta, como soluções em inteligência artificial, ainda são alternativas pouco frequentes para as firmas brasileiras.

Entre as empresas ouvidas, os principais benefícios citados na adoção de tecnologias digitais são o aumento de produtividade (72%), melhoria da qualidade dos produtos ou serviços e redução dos custos operacionais (60%).

Obstáculos

Entre os principais obstáculos internos relatados por gestores para a implementação de tecnologias digitais estão os altos custos de implementação (66%), estrutura e cultura da empresa (26%), falta de clareza sobre o retorno de investimento (25%), falta de conhecimento técnico (25%) e dificuldade para integrar novas tecnologias e softwares.

Já quanto às barreiras externas identificadas pelos representantes das firmas, estão: a falta de trabalhadores qualificados (37%), dificuldade para identificar tecnologias e parceiros (33%), clientes e fornecedores ainda não preparados (29%) e ausência de linhas de financiamento apropriadas (20%).

Fonte: Agência Brasil

25

Abr

Live commerce é o futuro do e-commerce?

O live commerce, modalidade de venda virtual que foi lançada no Brasil durante a pandemia, não para de crescer no País e no mundo, com um número cada vez maior de consumidores adeptos a essa experiência de compra no universo digital, assim como um volume cada vez maior de marcas que acrescentaram esse formato em seu planejamento de vendas.

Somente na China, berço do live commerce, esse mercado movimentou US$ 131 bilhões em 2021 e já representa 37% do total de vendas por meio de social commerce, segundo dados da consultoria eMarketer. 

O mercado já começa a se perguntar qual o horizonte do live commerce. Algumas empresas já arriscam que esse formato de venda, que oferece a experiência de compra mais pessoal dentro do digital, será o futuro do e-commerce nos próximos anos, como é o caso da Adobe Commerce, antiga Magento.

Segundo João Paulo Vezzoli Junior, Senior Account Enterprise da Adobe, o cenário atual do live commerce é apenas o começo. “O live commerce veio para promover uma verdadeira revolução no varejo. Nos próximos dois anos, essa modalidade de venda virtual vai tomar proporções muito maiores dentro do e-commerce e deixar a dinâmica de vendas no ambiente digital ainda mais pessoal, permitindo que as marcas estejam cada vez mais próximas de seus consumidores”, afirma.


Há algum tempo, a Adobe entrou em  contato com o live commerce por meio da união de forças com a Mimo Live Sales, plataforma de live commerce pioneira na América Latina. Juntas, as duas empresas já realizaram várias lives para clientes como Dra. Cherie, Sumirê, Lofty Style entre outras.

“Algumas delas, inclusive, conseguiram resultados significativos em uma única live, vendendo um volume de produtos que geralmente não conseguiria atingir em duas semanas”, ressalta Monique Lima, CEO da Mimo Live Sales.

De acordo com a CEO, os números que a Mimo contabilizou com suas operações no território latino-americano apontam que o live commerce é uma alternativa de compra e venda que veio para ficar.

“Até o momento, desde a criação da Mimo, em 2020, nós já fizemos centenas de lives, com grandes marcas, atingindo um público total de milhares de pessoas. O brasileiro adquiriu o hábito de comprar pela internet durante a pandemia e nunca mais largou esse hábito. E o live commerce veio oferecer a ele a experiência humanizada que ele tem na loja física, mas agora no mundo virtual”, ressalta Monique.

Alta conversão de vendas

O formato do live commerce consiste na realização de um verdadeiro evento para promover a venda de determinados produtos na internet. Durante a transmissão ao vivo, o consumidor tem contato com os representantes das marcas, com os influenciadores que estão no papel de hosts, conseguem ver a aplicação prática dos produtos e tirar suas dúvidas em tempo real por meio de um chat.

Na mesma plataforma, é possível ver a demonstração do produto, trocar informações e ainda fazer o pagamento, sem precisar sair da live. Essa experiência mais humanizada vem rendendo frutos para as marcas. Segundo Monique, enquanto a conversão de vendas do e-commerce gira em torno de 2%, a média de conversão da Mimo é de 10%, chegando a 30% em alguns segmentos.

“Por trazer a tecnologia atrelada a dados de centenas de lives realizadas, nós conseguimos trazer uma experiência de vendas em escala para as marcas. No segmento de Moda, nós conseguimos uma conversão de vendas de 10%. Em Beleza, chega até 20%, e em Alimentos e Bebidas, conseguimos chegar em 30%. As marcas ainda podem aproveitar a oportunidade para estreitar o relacionamento com seu consumidor”, ressalta a CEO da Mimo.

Algumas marcas inclusive já têm um calendário de lives programadas para o ano todo, incluindo em datas sazonais, por conta desse retorno, segundo Monique. “São oportunidades importantes para incrementar as vendas e fidelizar clientes do mundo digital”, conclui.