Tecnologia

13

Ago

Pesquisa mostra que motivação financeira e espionagem dominam ciberataques na internet

A edição de 2022 do Relatório de Investigações de Vazamentos de Dados da Verizon Business – conhecido pela sigla DBIR, um dos estudos mais completos sobre ataques cibernéticos no planeta – mostra que a motivação financeira está por trás de 93% das ocorrências. Chama a atenção, também, o fator espionagem, respondendo por 6% dos casos. Ocorre que dez anos atrás esta motivação sequer figurava entre as principais causas.

O DBIR é realizado desde 2008 pela Verizon, multinacional estadunidense da área de telecomunicações. O relatório chega, portanto, à 15ª edição. Pelo quarto ano consecutivo, ele conta com a participação da brasileira Apura, empresa especializada em cibersegurança, desenvolvedora da tecnologia BTTng (Boitatá Next Generation), de monitoramento, prevenção e combate a ataques na internet.

Por sinal, outra constatação do DBIR 2022 vai ao encontro do que, no início deste ano, já antecipavam estudos da Apura: o avanço dos ataques por ransomware – software de sequestro de dados que são instalados nos sistemas de uma organização em tais ofensivas. A utilização desse recurso malicioso cresceu 13% em todo o mundo, segundo o relatório da Verizon.

“Os ransomwares são uma ameaça persistente e implacável”, define o fundador e CEO da Apura, Sandro Süffert, que tem quase três décadas de experiência em segurança cibernética. “Os operadores desse tipo de ataque miram tanto empresas de países ricos, como em desenvolvimento e países pobres. Também se voltam tanto a megacorporações, como a organizações de áreas sensíveis, como a da saúde”, ilustra o especialista.

Para o DBIR 2022, foram observados 23,9 mil incidentes em todo o mundo, sendo que, deles, um total de 5,2 mil foram constatados como eventos confirmados. O relatório divide o mundo em quatro macrorregiões: Ásia-Pacífico, a qual inclui praticamente todo o continente asiático (exceto Oriente Médio) e Oceania; Europa, Oriente Médio e África; América do Norte; e América Latina e Caribe.

Na macrorregião Ásia-Pacífico, por sinal, foi onde a motivação “espionagem” teve maior proporção (46% dos casos, ante 54% por razões financeiras), em relação às demais do globo. O item espionagem também foi significativo na macrorregião Europa, Oriente Médio e África (21% das situações, ao passo que 79% se referiram à motivação financeira). Na América do Norte e na América Latina, o predomínio foi de ataques por objetivos financeiros (96% e 92% dos casos, respectivamente).

O estudo da Verizon, com a participação da brasileira Apura, alerta para o fato de que organizações de todos os portes, de todas as naturezas (atividades econômicas diversas, privadas ou públicas), estão no alvo dos cibercriminosos. Inclusive, micro e pequenas empresas e empreendimentos individuais, como profissionais, técnicos, pesquisadores e cientistas autônomos.

Para Sandro Süffert, a constatação reitera a importância de a sociedade incorporar uma cultura de segurança cibernética. Isso significa investir em ações em todos os níveis e instâncias – desde o tema estar presente nas escolas, até as organizações contarem com iniciativas, mecanismos e ações de monitoramento, prevenção e combate.

13

Ago

Investimento "na nuvem" deve crescer 20% no Brasil, diz estudo

Guardar tudo na nuvem, desde sites a dados sigilosos, já é algo bastante popular e que movimenta a economia. Dados de um estudo recente divulgado pelo Gartner, por exemplo, diz que os gastos mundiais com armazenamento em nuvem devem atingir 500 bilhões de dólares este ano. No Brasil, a expectativa é de que o investimento nos serviços em nuvem aumente 20% até dezembro.

O resultado é fruto do que promete – e faz – a computação em nuvem: descentralizar as gestões de dados, reduzir custos, otimizar a operacionalização, fornecer boas jornadas aos usuários, para citar algumas performances. Cada vez mais, organizações e empresas apostam na solução como uso e gestão.

A AWS (Amazon Web Service), exemplo de nuvem pública, propõe a discussão do tema. O evento AWS Summit São Paulo, realizado nesta semana, tem justamente a programação e armazenamento em nuvem como pauta central. Uma das empresas que já confirmou a presença é a Estar Digital, startup do Paraná.


“Já usamos 100% o armazenamento na nuvem da AWS e embora já tenhamos muita tecnologia em todo nosso sistema, queremos explorar tudo isso ainda mais”, pontua o representante da Cidatec, Adriano Krzyuy, empresa que administra o serviço de Estar Digital no Paraná.

A plataforma, com mais de seis anos no mercado e presente igualmente em seis cidades do estado, já utiliza, entre outras tecnologias, business intelligence, visão computacional e machine learning. Além disso, a instalação da solução em uma cidade abarca algumas funcionalidades específicas, como Fiscalização via Smartphone para Agentes; Georreferenciamento das Áreas de Estacionamento; Totem de Autoatendimento; Smart Parking; Painel de Indicadores de Desempenho; Integração com Segurança Pública, Bancária e Detran; e Gestão Operacional e Financeira. “Isso é para benefício do usuário, democratizando o trânsito e ajudando na mobilidade dos grandes centros”, assinala.

O armazenamento na nuvem, modelo de computação que elimina a compra de infraestrutura e dá mais agilidade em escala global, combina com o formato da Estar Digital. Inspirada nas dificuldades do trânsito sempre crescente, a plataforma é digital, mas resolve um problema real: a falta de vagas no estacionamento público das cidades. Toda a gestão é remota: da compra de crédito feita pelo usuário ao registro de irregularidade. “A próxima parada é o futuro”.

Nas nuvens

A programação do evento da AWS será voltada a profissionais de TI (Tecnologia da Informação), como executivos, desenvolvedores, engenheiros, administradores e arquitetos de sistemas. A proposta é reunir a comunidade em torno do tema para que haja conexão e troca sobre as soluções da marca, mas também aprendizado. Conforme a organização, a programação conta com palestras-relâmpago, exposições e conteúdo interativo.

11

Ago

Projeto Transforma RN abre nova imersão no marketing digital voltado para vendas

O Sebrae no Rio Grande do Norte está com inscrições abertas para uma nova turma do curso de imersão em marketing digital com foco em vendas e voltado para empresas que atuam nos ramos de Alimentos & Bebidas e de Moda. A capacitação faz parte das ações do programa Transforma RN, desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), para fomentar a transformação digital em pequenos negócios desses segmentos. A imersão será realizada entre os dias 2 e 4 de setembro e terá como instrutor o consultor Glebe Duarte. As inscrições podem ser feitas pelo link https://forms.office.com/r/9DDdmTmvY0. Mais informações pelo 0800 570 0800.


Podem participar estabelecimentos como bares, restaurantes, lanchonetes, docerias, cafés, lojas de roupas e acessórios, sapatarias e óticas, classificados nas categorias de Microempresas (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP). Porém, a empresa precisar estar inscrita no projeto Transforma RN ou fazer a adesão antes da inscrição na capacitação. As vagas são limitadas a um participante por empresa.

De acordo com a gestora do programa no Sebrae-RN, Marijara Leal, a primeira edição da imersão foi um sucesso e a alta procura levou a realização de uma segunda turma neste segundo semestre. Isso porque a capacitação toca em temas fundamentais para a compreensão da presença digital como ferramenta para alavancar vendas e entendimento do que o público consumidor almeja dessas empresas. Durante os três dias, serão ensinados de forma prática os seguintes conteúdos:

Marketing Digital
(Planejamento – Persona – Canais de Atuação)
Marketing de Conteúdo
(Método de Produção – Ferramentas de Produção – Funil de Conteúdo)
Marketing nas Mídias Sociais
(Instagram – Facebook – Youtube – WhatsApp)
Automação de Marketing
(Funil de Vendas – Automação de Marketing – Ferramentas de Automação)
Tráfego Pago
(Anúncios para Instagram e Facebook)

Os assuntos serão abordados pelo consultor Glebe Duarte, que acumula ampla experiência nas áreas de TI, Marketing Digital e Comunicação Digital.

O objetivo principal é levar ao participante a ter consciência real de o que precisa ser feito para obter resultados, pois a maioria faz aquilo que vê os outros fazendo. Faz sem ter consciência real sobre o que precisa desenvolver. Mas ele precisa, primeiramente, ter a clareza do que deve ser feito, e, sabendo disso, passa a ter capacidade técnica de desenvolver. Muito disso a gente passa no treinamento. Assim, o empresário ou gestor consegue identificar o que exigir de quem vai fornecer o serviço e saber melhor como cobrar”, explica Glebe Duarte.

De acordo com o especialista, o marketing atualmente é decisivo para expansão de vendas e o comportamento do consumidor mudou, sobretudo depois da pandemia. Deixou de ser passivo no recebimento da mídia, mas está mais conectado e já é capaz de produzir o próprio conteúdo que gosta de consumir. Por isso, entender essa tendência pode ser estratégico para efetivar a venda.

“É primordial para as marcas saber se comunicar e se relacionar com esse novo consumidor. Dessa forma, saberá vender melhor, por meio dos canais mais usados por esse consumidor alvo do negócio. O marketing digital serve exatamente para isso, para que esse empresário passe a compreender os melhores canais, o que fazer nesses canais e como explorar melhor cada oportunidade oferecida para chegar até esse consumidor, que hoje encara esses canais muito mais do que meios de entretenimento, mas também como formas de estabelecer relações com empresas e seus produtos”, explica o consultor.

O que é projeto?

O Transforma RN foi concebido pelo Instituto Metrópole Digital (IMD) – ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) -, Fiern, Agência de Fomento do Estado (AGN), Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e o Sebrae, que é a unidade operacional executora da iniciativa, em parceria com o Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O projeto segue seis passos para efetivar uma transformação digital de forma simples e objetiva, como sensibilização, diagnóstico de transformação digital, mentoria para construção de um plano de ação para remodelagem do negócio, sinergia entre empresários e provedores, implementação das ações de transformação digital e diagnóstico final.

A ação visa contribuir para incorporação da transformação digital nos modelos de negócio das empresas atendidas através de acesso facilitado a conteúdos, capacitações, interações, funcionalidades disponíveis e soluções para essas pequenas empresas possam responder as mudanças e evoluções do ambiente de negócios.

10

Ago

Check-in e embarque apenas com reconhecimento facial já é realidade em SP e RJ

A partir desse mês, a tecnologia de Reconhecimento Facial da Pacer passa a ser definitiva nos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), marcando o pioneirismo brasileiro com a primeira ponte área biométrica de ponta a ponta do mundo. A empresa instalou totens de leitura biométrica em 20 portões de embarque, sendo 12 em São Paulo e oito no Rio de Janeiro, o que vai permitir que passageiros e tripulantes viagem entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont ou em voos domésticos com destinos a outras cidades sem cartões de embarque e documentos físicos. 
Segundo o diretor comercial da Pacer, Giuliano Podalka, a iniciativa automatiza os processos de check-in e embarque com o objetivo de ganhar agilidade e segurança. “Nada como usar os nossos próprios rostos como documento. Além da praticidade, economizamos tempo, papel e transformamos a experiência de viajar em um momento mais prazeroso e sem intercorrências”.
O processo de implantação definitiva da tecnologia já está em andamento: ocorre de forma gradual e simultânea nos aeroportos paulista e fluminense. Após realizados os devidos testes, cada equipamento torna-se imediatamente operacional, liberando a solução tecnológica para uso de todas as companhias aéreas que operam nos dois terminais e que tenham formalizado sua adesão à iniciativa junto ao Serpro, por meio de assinatura de termo de confidencialidade e de aceite às regras da LGPD.


Antes dessa implantação definitiva, foram realizados testes no projeto piloto do programa federal Embarque +Seguro, sob condução do Ministério da Infraestrutura (Minfra) e Serpro, empresa de tecnologia do Governo Federal, em parceria com a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia. Com a biometria, o tempo médio do embarque caiu de 7,5 segundos para 5,4 segundos por passageiro. Isso significa que, com a biometria, será possível processar mais embarques no mesmo tempo do processamento atual, correspondendo a um ganho de 27%. Mas os viajantes poderão optar entre o sistema e os procedimentos tradicionais de check-in e embarque, que continuam disponíveis.
A Pacer é residente do HIPE Innovation Center, localizada em Curitiba, no Coração do Vale do Pinhão (ecossistema de inovação curitibano). A empresa também é a responsável pelo desenvolvimento do Tapete Digital, que utiliza Inteligência Artificial para projetar no chão um “tapete” com o número dos assentos em realidade aumentada, que se move conforme o fluxo de passageiros. Com o aumento de integração entre as companhias aéreas, a solução pode reduzir em até 50% o tempo do embarque, aumentando o conforto dos passageiros e a eficiência das companhias.
Como funciona o Reconhecimento Facial
Cada empresa aérea operando em Congonhas e Santos Dumont poderá adotar procedimentos próprios para o cadastramento biométrico e validação do passageiro na base governamental, por meio do Serpro. Neste início, para usar o sistema, o usuário deve dispor de documento biométrico válido; passagem aérea e acesso ao canal de cadastramento e validação biométrica da companhia aérea. Por meio do canal, no momento do check-in ou após a sua realização, o passageiro realizará a validação biométrica associada a seu voo. Ele deverá aceitar os termos da Lei Geral de Proteção de Dados (LPGD), devendo fazê-lo a cada novo voo. Executada essa ação, de forma digital, e sendo validado o cadastro, o passageiro estará apto a usar o sistema biométrico para o respectivo voo.
No aeroporto, a biometria facial será usada em duas etapas: primeiro, no acesso à sala de embarque; depois, no acesso à aeronave. Na entrada da sala de embarque, totens farão a leitura biométrica da face, consultando a base do governo e verificando o cadastro do passageiro e a existência do cartão de embarque válido. Aprovada a biometria, o passageiro fica autorizado a ingressar no local. A segunda etapa ocorrerá no portão de embarque, no momento de ingresso na aeronave.
Para tripulantes, o uso do novo sistema também é opcional. Quem escolher o procedimento biométrico deve acessar a aplicação Embarque +Seguro Tripulantes, por meio de dispositivo móvel, em sua conta pessoal da plataforma GovBR, onde ocorre a checagem dos dados/documentos profissionais, seguida de captura de selfie e habilitação do usuário como participante do Embarque +Seguro Tripulantes. O procedimento biométrico, contudo, não exime o profissional de se submeter à inspeção de segurança aeroportuária.
Para que fosse adotado em definitivo em dois dos principais aeroportos do país, a Infraero, operadora do Santos Dumont e de Congonhas, firmou cooperação técnica com o Serpro, desenvolvedora do sistema de validação biométrica para o Embarque +Seguro. A disponibilização dos equipamentos e interface, incluindo totens de leitura biométrica e catracas automáticas, está a cargo das empresas de TI Pacer e Digicon, respectivamente. 
A partir desse mês, a tecnologia de Reconhecimento Facial da Pacer passa a ser definitiva nos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), marcando o pioneirismo brasileiro com a primeira ponte área biométrica de ponta a ponta do mundo. A empresa instalou totens de leitura biométrica em 20 portões de embarque, sendo 12 em São Paulo e oito no Rio de Janeiro, o que vai permitir que passageiros e tripulantes viagem entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont ou em voos domésticos com destinos a outras cidades sem cartões de embarque e documentos físicos.
Segundo o diretor comercial da Pacer, Giuliano Podalka, a iniciativa automatiza os processos de check-in e embarque com o objetivo de ganhar agilidade e segurança. “Nada como usar os nossos próprios rostos como documento. Além da praticidade, economizamos tempo, papel e transformamos a experiência de viajar em um momento mais prazeroso e sem intercorrências”.
O processo de implantação definitiva da tecnologia já está em andamento: ocorre de forma gradual e simultânea nos aeroportos paulista e fluminense. Após realizados os devidos testes, cada equipamento torna-se imediatamente operacional, liberando a solução tecnológica para uso de todas as companhias aéreas que operam nos dois terminais e que tenham formalizado sua adesão à iniciativa junto ao Serpro, por meio de assinatura de termo de confidencialidade e de aceite às regras da LGPD.
Antes dessa implantação definitiva, foram realizados testes no projeto piloto do programa federal Embarque +Seguro, sob condução do Ministério da Infraestrutura (Minfra) e Serpro, empresa de tecnologia do Governo Federal, em parceria com a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia. Com a biometria, o tempo médio do embarque caiu de 7,5 segundos para 5,4 segundos por passageiro. Isso significa que, com a biometria, será possível processar mais embarques no mesmo tempo do processamento atual, correspondendo a um ganho de 27%. Mas os viajantes poderão optar entre o sistema e os procedimentos tradicionais de check-in e embarque, que continuam disponíveis.
A Pacer é residente do HIPE Innovation Center, localizada em Curitiba, no Coração do Vale do Pinhão (ecossistema de inovação curitibano). A empresa também é a responsável pelo desenvolvimento do Tapete Digital, que utiliza Inteligência Artificial para projetar no chão um “tapete” com o número dos assentos em realidade aumentada, que se move conforme o fluxo de passageiros. Com o aumento de integração entre as companhias aéreas, a solução pode reduzir em até 50% o tempo do embarque, aumentando o conforto dos passageiros e a eficiência das companhias.
Como funciona o Reconhecimento Facial
Cada empresa aérea operando em Congonhas e Santos Dumont poderá adotar procedimentos próprios para o cadastramento biométrico e validação do passageiro na base governamental, por meio do Serpro. Neste início, para usar o sistema, o usuário deve dispor de documento biométrico válido; passagem aérea e acesso ao canal de cadastramento e validação biométrica da companhia aérea. Por meio do canal, no momento do check-in ou após a sua realização, o passageiro realizará a validação biométrica associada a seu voo. Ele deverá aceitar os termos da Lei Geral de Proteção de Dados (LPGD), devendo fazê-lo a cada novo voo. Executada essa ação, de forma digital, e sendo validado o cadastro, o passageiro estará apto a usar o sistema biométrico para o respectivo voo.
No aeroporto, a biometria facial será usada em duas etapas: primeiro, no acesso à sala de embarque; depois, no acesso à aeronave. Na entrada da sala de embarque, totens farão a leitura biométrica da face, consultando a base do governo e verificando o cadastro do passageiro e a existência do cartão de embarque válido. Aprovada a biometria, o passageiro fica autorizado a ingressar no local. A segunda etapa ocorrerá no portão de embarque, no momento de ingresso na aeronave.
Para tripulantes, o uso do novo sistema também é opcional. Quem escolher o procedimento biométrico deve acessar a aplicação Embarque +Seguro Tripulantes, por meio de dispositivo móvel, em sua conta pessoal da plataforma GovBR, onde ocorre a checagem dos dados/documentos profissionais, seguida de captura de selfie e habilitação do usuário como participante do Embarque +Seguro Tripulantes. O procedimento biométrico, contudo, não exime o profissional de se submeter à inspeção de segurança aeroportuária.
Para que fosse adotado em definitivo em dois dos principais aeroportos do país, a Infraero, operadora do Santos Dumont e de Congonhas, firmou cooperação técnica com o Serpro, desenvolvedora do sistema de validação biométrica para o Embarque +Seguro. A disponibilização dos equipamentos e interface, incluindo totens de leitura biométrica e catracas automáticas, está a cargo das empresas de TI Pacer e Digicon, respectivamente. 

8

Ago

Tempo gasto em aplicativos aumentou mundialmente, mostra estudo

Um relatório da Data.ai, empresa de inteligência de aplicativos, demonstrou um aumento no tempo gasto em aplicativos móveis ao redor do mundo, com uma média de quatro a cinco horas por dia. A pesquisa engloba os mercados de apps durante o segundo trimestre de 2022 em 11 países e 3 regiões.

Segundo os dados da pesquisa, é possível considerar que comportamentos online adquiridos durante o lockdown de 2020, devido à pandemia de covid-19, não foram abandonados com a reabertura. Na verdade, o tempo gasto em dispositivos móveis cresceu de maneira perceptível nos últimos dois anos.

Neste ano, o destaque vai para a Austrália e Singapura, que tiveram um aumento de 40% no consumo em relação a 2021. Já o Brasil aparece em 3º lugar dentre os 13 países que gastam mais de quatro horas diárias. Mesmo apresentando uma queda de 5%, o mercado brasileiro ainda tem uma das maiores médias com 5 horas de consumo diário.

Aplicativos em destaque

A empresa ainda criou um ranking dividido em três categorias com: os aplicativos mais baixados, com maior índice de gastos do consumidor e com maior número de usuários ativos mensais ao redor do mundo. O TikTok aparece em terceiro lugar na seção de downloads e lidera os gastos do consumidor, ficando em quinto lugar na quantidade de usuários ativos.

Já o Instagram aparece em primeiro lugar como app mais baixado e em terceiro como app com mais usuários ativos. Nesta segunda categoria, a Meta lidera os quatro primeiros lugares com Facebook, WhatsApp, Instagram e Messenger, respectivamente.

Fonte: Tecmundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/mercado/242913-tempo-gasto-aplicativos-aumentou-mundialmente-mostra-estudo.htm

8

Ago

Edital para desenvolver tecnologia de biotecnologia está aberto

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações está com um edital aberto até 2 de setembro para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação que visem o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias e ferramentas de bioinformática em biotecnologia. O valor total do edital é R$ 15 milhões, com recursos o Fundo Setorial de Biotecnologia do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). 

A íntegra do edital pode ser acessado aqui. 

O edital contempla duas linhas de ação: novas ferramentas de bioinformática (que terá R$ 5 milhões em recursos e, nessa opção, cada projeto financiado poderá ter o valor máximo de R$500 mil) e novas tecnologias em biotecnologia com foco em edição genômica, drug delivery e sequenciamento genético (com recursos estimados em R$ 10 milhões e projetos que podem obter até R$1 milhão em financiamento). Os projetos poderão ter duração de até 36 meses. 

A biotecnologia é a aplicação da ciência e da tecnologia aos organismos vivos, assim como às suas partes, produtos e modelos, com o objetivo de alterar materiais vivos ou não vivos para a produção de conhecimentos, bens e serviços. 

A bioinformática é uma área multidisciplinar, que envolve química, física, computação e ciências biomédicas e, por transitar por várias áreas do conhecimento, permite o acesso e gerenciamento eficientes de diferentes tipos de informações, com destaque para as áreas de fronteira de conhecimento. As aplicações da bioinformática permitem: montagem de genomas, genômica comparativa, análise de expressão gênica, redes de regulação gênica, estudo do metabolismo, análise da estrutura de macromoléculas, desenho de fármacos e avanços na biologia evolutiva e sintética. 

Fonte: Agência Brasil 

5

Ago

Cursos digitais que combinam experiências inovadoras já são uma realidade no RN

O ensino on-line protagonizado na pandemia trouxe muitas oportunidades para a área da Educação em todo o mundo. Em um contexto local, por exemplo, já é possível aprender a partir de aulas que combinam experiências inovadoras em diferentes áreas do conhecimento.

Essa é a proposta da Universidade Potiguar (UnP), ao lançar 45 cursos na modalidade Live, no formato digital 100% ao vivo e/ou com aulas práticas presenciais. A novidade funciona em uma plataforma própria e começa a operar a partir do semestre 2022.2. O objetivo é desenvolver competências alinhadas aos interesses pessoais e de carreira do aluno.

A modalidade possibilita que o aluno tenha praticidade ao estudar em qualquer local por meio de plataforma digital, com a interação entre outros alunos e professores, característica típica do ambiente presencial. Ou seja, tirar dúvidas e fazer perguntas em tempo real; estudar de qualquer lugar, via acesso à internet; suporte pedagógico e resolução de dúvidas; além de exercícios on-line para aprofundar os estudos.


Dentro dessa experiência, o indivíduo tem acesso aos laboratórios físicos e virtuais, computadores, acesso à internet – quando estiver no campus, ambientes de simulação e prática virtuais e presenciais, clínicas, espaços makers e biblioteca.

A novidade conta ainda com o ‘Vida & Carreira’, um programa de orientação e personalização que ajuda o universitário a se conhecer, entender e potencializar habilidades para gestão do seu projeto de vida e planejamento da sua carreira no mercado de trabalho.

“Essa é mais uma conquista que abraçamos para dar suporte àqueles que querem ingressar no Ensino Superior de acordo com as suas escolhas e necessidades”, afirma o diretor da UnP, Guilherme Guerra.

Outros detalhes dos Cursos Live podem ser conferidos no site: unp.br/live.

3

Ago

Diretoria do IMD abre seleção para bolsistas de graduação em TI

O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) está com inscrições abertas para seleção de bolsistas de apoio em Tecnologia da Informação (TI). São oferecidas duas vagas, destinadas a alunos matriculados em cursos de graduação da UFRN na área tecnológica. As inscrições, que podem ser feitas por meio do portal Jerimum Jobs, seguem abertas até o dia 15 de agosto. 

As vagas são destinadas a estudantes matriculados no IMD, Centro de Tecnologia (CT), Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET) ou Escola de Ciências e Tecnologia (ECT). A bolsa tem remuneração de R$ 600 e carga horária de 20 horas semanais. Uma vez selecionados, os bolsistas atuarão junto à Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) do IMD, prestando apoio na área de redes e infraestrutura.

Seleção

Para participar da seleção, os candidatos devem ter concluído a disciplina de Redes de Computadores. Também devem ter experiência em atividades de instalação e operação de redes de comunicação, bem como ter conhecimentos sobre manutenção de servidores, conforme aponta o Anexo I do Edital nº 005/2022.

O processo de seleção consistirá em análise curricular e entrevista (em data, local e horário a serem informados por e-mail pela comissão examinadora). A divulgação do resultado final está prevista para o dia 26 de agosto, no site do IMD, aba Editais.

3

Ago

São Paulo é a próxima cidade brasileira a ter o sinal 5G

A cidade de São Paulo será a quinta do País a ter o sinal de 5G liberado. Na segunda-feira, 1 de agosto, a Agência Nacional de Telecomunicações avisou que a capital paulista passará a contar com a rede de quinta geração a partir desta quinta-feira, 4.

Em junho, o sinal 5G já havia sido liberado nas cidades de Brasília, no Distrito Federal; Belo Horizonte, em Minas Gerais, João Pessoa, na Paraíba, e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Em julho, a rede entrou em operação oficialmente no País, em Brasília.

De acordo com o g1, a autorização da liberação da rede 5G em São Paulo será feita nesta terça-feira, 2, em uma reunião extraordinária convocada pelo Grupo de Acompanhamento de Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi), formado pela Anatel para tratar dos assuntos de implementação da rede 5G.

Pela autorização, as operadoras Claro, TIM e Vivo, que formam o consórcio Siga Antenado, ficarão liberadas para oferecer a rede 5G aos clientes. A escolha das cidades é feita mediante análise individual e reuniões constantes estão sendo feitas pelo Gaispi.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2022/08/02/sao-paulo-e-a-proxima-cidade-brasileira-a-ter-o-sinal-5g.html

1

Ago

Lenovo e IMD vão construir centro de pesquisa em 5G na UFRN

A Lenovo, empresa multinacional de tecnologia, anuncia a construção de um novo centro de pesquisa e desenvolvimento voltado ao estudo da conexão 5G em parceria com o Instituto Metrópole Digital (IMD), no Parque Tecnológico Metrópole Digital (Metrópole Parque), dentro do campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Natal. O espaço, para o qual a Lenovo aplicará R$ 60 milhões, abrigará o quarto centro de pesquisas em 5G da companhia no mundo – os outros estão localizados na China, nos Estados Unidos e na França – e deve ficar pronto em aproximadamente 18 meses.

Além da estrutura física de cerca 8,6 mil m² no terreno destinado ao Metrópole Parque e aquisição de equipamentos, a assinatura do contrato prevê, ainda, a execução de dois projetos que visam estudar maneiras de otimizar o uso de redes de 5G, contando com a produção de conhecimento e a criação de softwares capazes de controlar e gerenciar dois aspectos fundamentais desse tipo de ecossistema: as redes de núcleo e as redes de rádio.

“A Lenovo está investindo cerca de R$ 60 milhões na construção de um centro de pesquisa em 5G com o objetivo de fortalecer o ecossistema e suportar o desenvolvimento de tecnologias a serem aplicadas nas mais variadas verticais da indústria”, afirma Hildebrando Lima, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Lenovo no Brasil. “Temos a missão de levar a tecnologia mais inteligente a todas as pessoas, e fazemos isso por meio do fornecimento de soluções inovadoras que só podem ser concebidas com investimento em pesquisa e desenvolvimento”, completa o executivo.


Para o Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), esse investimento representa o início de um importante crescimento de seu ecossistema de inovação, uma vez que essa será a primeira empresa global a se instalar no local. “Trata-se de uma ação de suma importância para o nosso Parque. A vinda de uma empresa como a Lenovo reforçará bastante a nossa imagem e abrirá um leque de oportunidades”, destaca Rodrigo Romão, diretor do Metrópole Parque.

“Formamos desde alunos do ensino fundamental até pós-graduandos. Temos uma infraestrutura com datacenter e grandes laboratórios. Nosso parque tecnológico conta com uma incubadora de bastante sucesso, que já graduou 15 empresas, uma delas a maior de TI do estado, e temos também uma importante diretoria de projetos. Tudo isso contribuiu para que o IMD ganhasse a credibilidade e atraísse essa importante iniciativa com a Lenovo”, avalia Ivonildo Rêgo, professor e diretor geral do IMD.

Tecnologia inteligente e inovação

As expectativas para a condução das pesquisas em 5G despertam interesse não apenas para a comunidade acadêmica como também para a sociedade local, cujo acesso à internet 5G deverá ser disponibilizado a partir de agosto, conforme previsão do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Este será o primeiro centro de pesquisa 5G da companhia no país. “O Brasil tem um enorme potencial para alavancarmos diversas possibilidades com o 5G. Não apenas para aumentar a conectividade da população, como para desenvolver soluções tecnológicas inéditas em setores como cidades inteligentes, educação, telemedicina, varejo, entre outros”, destaca Lima. Uma pesquisa realizada este ano pela consultoria IDC diz que, nos próximos 12 meses, 22% dos brasileiros pretendem adotar planos de dados 5G e 42% acreditam que o 5G “vai transformar totalmente a forma como acessam a internet”.

Por outro lado, há um terreno fértil a ser explorado pelos brasileiros. Um outro estudo recente do IDC demonstra que a falta de entendimento sobre o real potencial do 5G pode gerar uma grande limitação às companhias no que se refere à evolução digital no Brasil. Segundo os dados levantados até o momento, mais de 80% das empresas brasileiras vislumbram somente oportunidades de conectividade, que é uma pequena parte do poder transformacional do 5G.

“A implementação do 5G pode ajudar a reduzir despesas operacionais trazendo maior automação de processos, reduzir latência na comunicação entre dispositivos, e assim melhorar a experiência do usuário, aprimorar a confiabilidade das informações e trazer mais inovação nos serviços, e novas pesquisas são necessárias para explorar o potencial desse ecossistema”, explica Hildebrando Lima.

Pesquisa e desenvolvimento como motor da inovação

A Lenovo apresentou recentemente sua visão ousada para este ano fiscal, que inclui a contratação de 12 mil profissionais de P&D em todo o mundo nos próximos três anos como parte de seu compromisso de dobrar o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento.

No último ano fiscal, o investimento global em P&D cresceu 43% ano a ano, atingindo um recorde histórico superior a US$ 2 bilhões. O número de funcionários em P&D cresceu 48% em comparação ao ano anterior, ultrapassando 15 mil, com um em cada cinco funcionários da companhia trabalhando agora em P&D.

“Vemos o Brasil como um polo gerador de talentos em P&D. Nos últimos dois anos obtivemos 12 patentes internacionais para o portfólio global da Lenovo, fruto dos projetos de software e hardware em execução no nosso país”, menciona o executivo. Os investimentos são focados na nova arquitetura de TI, ou inteligência de rede de nuvem de ponta do cliente, e são equilibrados para otimizar entre retorno de curto, médio e longo prazo.

Parcerias

Para a prospecção das parcerias em andamento com a Lenovo, que agora visa a criação do centro de pesquisa em 5G, o IMD contou com a apoio da Sustentec, empresa especializada na captação de projetos de inovação, e também com a parceira da Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec).

As primeiras ações conjuntas entre o IMD e a Lenovo incluem dois projetos de Pesquisa e Desenvolvimento ainda em andamento, o Intelligence Network Manager System for 5G (InmS 5G) e o 5G Open Run Intelligent Controller (N Ric), ambos voltados ao estudo e desenvolvimento de soluções para otimização de redes 5G.

Para o coordenador de ambos os projetos, que atualmente continuam em andamento, o professor Augusto Venâncio, “o 5G é muito mais do que uma rede, é um ecossistema. Sua proposta é possibilitar a criação de um ambiente convergente, onde outras tecnologias podem ser desenvolvidas compondo, assim, um conjunto enorme de oportunidades bastante inovadoras”.

Foto: Cícero Oliveira


28

Jul

Gmail vai contar com IA para você encontrar qualquer email em sua conta

O Google vai aprimorar os resultados da pesquisa do Gmail para facilitar a localização de contatos e e-mails usados com mais frequência. Segundo a empresa, em uma publicação no blog oficial, o gerenciador de e-mails passará a ter a chamada "correspondência de intenção" para nomes e endereços de correio eletrônico.

A correspondência de intenção é uma ferramenta de aprendizado de máquina usada para tentar adivinhar sobre o que se trata a busca. Em vez de executar apenas a procura por um termo específico, o algoritmo analisa o contexto para saber se você quer localizar um contato, um e-mail ou um arquivo específico.

Quanto mais você utilizar o buscador, melhor serão os resultados apresentados. Com o passar o tempo, o Gmail começará a entender o seu comportamento baseado nos erros e acertos. Por exemplo: em vez de mostrar sobrenomes, a ferramenta vai exibir primeiro os nomes e endereços de e-mail que contenham o termo.

Normalmente, as pessoas pesquisam por palavras genéricas em vez de ir a algo tão específico como um sobrenome, por isso essa mudança de paradigma pode trazer resultados efetivos. A parte boa é que a inteligência artificial se adaptará ao comportamento de cada pessoa, logo não será necessário mudar a sua forma de procurar por algo.

O Gmail também passará a exibir sugestões personalizadas para priorizar resultados de pesquisa com base na frequência de interação. Se você costuma enviar e receber muitos conteúdos do seu chefe Ronaldo, por exemplo, a tendência é de vê-lo primeiro quando pesquisar pelo nome.

Gmail em evolução

Trata-se de um ajuste pequeno, mas com potencial de aumentar a produtividade das pessoas, principalmente aquelas que precisam enviar muitos e-mails todos os dias. A novidade já havia sido antecipada pelo próprio Google na semana passada, mas agora chega em definitivo para os usuários.

Em maio deste ano, o Gmail para Android passou a mostrar filtros de pesquisa ao visualizar marcadores e pastas. A ideia era permitir a localização rápida do resultado se a pessoa já souber onde a mensagem poderia estar localizada.

Recentemente, o serviço de correio eletrônico mudou o visual para todos os usuários, mas abriu a opção de ajuste manual. Quem não curtiu a barra lateral da esquerda poderá remover os ícones e excluí-la em definitivo da interface, o que deixa mais espaço livre para os e-mails.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/apps/gmail-vai-contar-com-ia-para-voce-encontrar-qualquer-email-em-sua-conta-221777/

27

Jul

Hub de Inovação e Tecnologia do SENAI-RN sedia evento da aceleradora de startups catarinense ShiftT

Para debater inovação e empreendedorismo na indústria, o Hub de Inovação e Tecnologia (HIT) do SENAI-RN sediou, nesta terça-feira (26), o “ShiftT On The Road”, um encontro promovido pela aceleradora de startups catarinense ShiftT, da multinacional brasileira Tupy. O evento contou com a participação do Diretor de Inovação da FIERN, Djalma Barbosa Cunha Júnior; do Gerente de Inovação e Desenvolvimento de Negócios na Tupy, Fábio Caramori, da líder da ShiftT, Karoll Correia; da CEO da startup potiguar MicroCiclo, Carol Mannicelli e da assessora de Mercado e Projetos do SENAI-RN, Amora Vieira.

O programa de aceleração da ShiftT, que está com inscrições abertas até 31 de agosto, também foi apresentado no encontro. O programa busca startups de todas as regiões do Brasil e desembarcou em Natal para explicar as oportunidades que oferece (Clique aqui para saber mais: https://www.shiftt.com.br/ ).


A programação do “ShiftT On The Road” começou com uma apresentação do diretor da FIERN, que preside a Comissão Temática de Inovação, Ciência e Tecnologia da Federação (COINCITEC). Djalma Júnior apresentou a história e atuação da COINCITEC. “Nossa comissão surgiu com o objetivo de propor inovação e tecnologia para os empreendedores do estado. Para isso acontecer, nos reunimos com diversos outros atores do ecossistema de inovação, como o Sebrae, instituições acadêmicas, empresas e poder público”, explica Djalma.

“Nosso ecossistema já é iniciado, mas não tão maduro quanto em outras regiões. Temos parques tecnológicos e incubadoras com trabalhos avançados, como no Instituto Metrópole Digital e no IFRN, mas o ambiente de inovação local precisa de mais amadurecimento”, afirma o diretor da FIERN.

Se dirigindo à líder da ShiftT, Djalma ressaltou a intenção do Sistema Indústria potiguar em apoiar atividades da empresa no estado. “Quando vocês chegam, enquanto aceleradores, temos uma grande oportunidade de agilizar esse processo de amadurecimento não só das empresas encubadas, como também do nosso ecossistema. Por isso, Sistema Indústria está à disposição para apoiar qualquer atividade que a ShiftT precise realizar”, declarou.

A CEO da MicroCiclo também falou sobre a importância de iniciativas como a ShiftT. Fundada em agosto de 2019 por pesquisadoras das áreas de genética ambiental e microbiologia de petróleo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a MicroCiclo tem a missão de ressignificar o tratamento de resíduos oleosos usando a ciência como maior aliada.

“O processo de incubação e aceleração foi essencial, porque em contato com as indústrias que atenderíamos, percebemos que a demanda maior era por soluções de prevenção, então passamos a pensar também nesse sentido”, aponta Carol.


Ela também comentou sobre as dificuldades em empreender. “Me pergunto qual foi o dia que não pensei em desistir. Além da questão de empreender e trabalhar em um cenário de incerteza, com um mercado não muito bem definido, há a questão de ser mulher”, destaca.

“Nunca havia pensado nessa questão, mas quando decidi empreender, entendi a dificuldade de ser mulher no mercado de startups e inovação”, disse a CEO da MicroCiclo.

Amora Vieira, que lidera a estratégia de diversidade do SENAI-RN, e Karoll Correia, da ShiftT, destacaram durante o debate iniciativas que têm buscado em diferentes frentes do mercado a quebra de barreiras geográficas e de gênero para promover um ambiente de negócios e desenvolvimento com oportunidades para todas as pessoas. 

O gerente de Inovação e Negócios do SEBRAE-RN, David Góis, também participou do evento.

‘Inovar e elevar o patamar do país’

A ShiftT — aceleradora que quer contribuir para o desenvolvimento de negócios e soluções inovadores – nasceu no Brasil a partir da estratégia de inovação da Tupy, multinacional brasileira que desenvolve e produz componentes estruturais em ferro fundido de elevada complexidade geométrica e metalúrgica, há aproximadamente 80 anos.

“Pensamos muito em somar as diferenças e fortalezas do Brasil para fazer inovação e levar nosso país a outro patamar”, explica a líder de aceleração da ShiftT, Karoll Correia. No evento desta terça, ela explicou a história da Tupy, que surgiu com um empreendimento similar ao conceito de startup, ainda no final da década de 1930.

“A Tupy é uma grande empresa, que tem uma longa história no setor de fundição e é voltada ao B2B [business to business, ou seja, com soluções voltadas para outros negócios]. Por isso, o objetivo da ShiftT é fazer com que a Tupy cresça com essa atuação, mas também acelerando outros negócios de outros setores”, explica Karoll.

Oportunidade

O programa de aceleração de 2022 da ShiftT está com inscrições abertas até o dia 31 de agosto, no site ShiftT.com.br. Além da conexão com toda a estrutura da Tupy, os empreendedores selecionados vão passar por mentorias exclusivas, aplicadas por cerca de 30 profissionais da companhia, com experiência em diferentes áreas de conhecimento.

“A ideia é que a startup que participa conosco olhe para trás, no final, e diga ‘estou mais forte'”, ressaltou o gerente de Inovação e Desenvolvimento de Negócios na Tupy, Fábio Caramori, durante o evento.

Podem participar startups que se encaixem nas seguintes frentes:

• Sinergia com o Negócio: soluções que proponham inovação significativa e que possam ser escaladas rapidamente com o apoio da Tupy;

• Desenvolvimento Sustentável: negócios economicamente viáveis, que promovam impacto socioambiental positivo;

• Digital e Indústria 4.0: geração de valor a partir da aplicação de tecnologias emergentes, que impulsionem a jornada de transformação digital da Tupy;

• Modelos de Negócios Inovadores: iniciativas que proponham novas formas de abordar os desafios encontrados nas cadeias de valor da Tupy.

27

Jul

Google Meet começa a permitir transmissão de reuniões ao vivo no YouTube

O Google Meet recebeu a capacidade de transmitir reuniões ao vivo pelo YouTube diretamente, sem gambiarras ou jeitinhos. O recurso possibilitaria a realização de grandes eventos nos quais apenas os convidados conversariam pelo Meet, mas o público poderia assistir via streaming como em uma imensa plateia virtual.

Para fazer a transmissão é necessário ter um canal do YouTube pronto e associado à conta que fará a transmissão. Será possível configurar a duração da live e fazer todos os ajustes pela guia de configurações do Meet e do YouTube. O Google também disponibiliza um tutorial completo na página de suporte para ajudar o usuário.

Hoje, é possível fazer essa transmissão apenas com o uso de softwares de terceiros para espelhar a tela, como o OBS e similares. É necessário fazer a integração com códigos ou serviços de outras empresas, o que cria um empecilho para os menos familiarizados com a tecnologia de transmissões ao vivo.

Administradores do Google Workplace poderão decidir se ativam ou não a transmissão pública das contas pelas quais são responsáveis. Isso evitaria, por exemplo, que uma reunião mensal interna de alinhamento se tornasse um grande show aberto, caso alguém configurasse por engano.

O recurso é exclusivo das contas pagas do Workplace nos níveis Enterprise, Education Plus, Teaching and Learning, assinantes individuais e membros do Google One Premium em certos países. Quem possui contas básicas, clientes legados ou planos essenciais ainda não terá acesso à integração.

Meet para trabalho e estudo

O Meet passou por dezenas de mudanças nos últimos dois anos para se adequar à experiência de uso durante a pandemia. Uma das novidades foi o foco para professores com as contas educacionais, nas quais pode-se transmitir aulas e até reuniões do conselho de classe para pais que não podem ir até a escola.

Há cerca de duas semanas, o Google Duo passou a ser integrado ao Meet para oferecer uma experiência unificada e mais completa. No final de junho, o programa de videoconferências ganhou suporte ao modo miniatura no Chrome, uma ótima forma de permitir a participação em reuniões sem precisar deixar a guia aberta.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/apps/google-meet-comeca-a-permitir-transmissao-de-reunioes-ao-vivo-no-youtube-221504/

26

Jul

UFRN desenvolve sistema eletrônico capaz de estimular eletricamente tecidos biológicos

Um grupo de cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) recebeu no mês de maio o patenteamento de um sistema eletrônico capaz de amplificar sinais eletrofisiológicos, bem como estimular eletricamente tecidos biológicos, com um funcionamento similar ao utilizado atualmente em equipamentos para registro de ECG (eletrocardiograma), EEG (eletroencefalograma) e EMG (eletromiograma). A particularidade da descoberta é a funcionalidade: a utilização de amplificadores operacionais discretos na implementação do sistema eletrônico, capazes de produzir os mesmos resultados, porém de forma mais proveitosa do ponto de vista didático.

Por causa desse diferencial, o custo 一  muitas vezes elevado e que pode inviabilizar seu uso em programas de ensino e educação, em especial para alunos do ensino médio e de graduação 一 acaba diminuindo. Considerando que a principal finalidade da nova tecnologia é o seu uso na realização de demonstrações didáticas, experimentos e práticas relacionadas às áreas de neuroengenharia, neurofisiologia e engenharia biomédica, a patente  propicia um maior acesso à tecnologia. Um dos envolvidos no desenvolvimento, Claudio Marcos Teixeira de Queiroz explica que na época em que o grupo desenvolveu o dispositivo, entre os anos de 2009 e 2012, o ensino de eletrofisiologia no Brasil era muito limitado devido à dificuldade de acesso a equipamentos.

“Essa foi a nossa motivação, desenvolver um amplificador de potenciais bioelétricos para fins didáticos, de baixo custo, fácil operação e grande versatilidade, pois serve para qualquer sinal bioelétrico. Além disso, o equipamento é de simples construção e muitas vezes, os próprios alunos se envolvem com a montagem do dispositivo. É bom especificar que ele permite o registro da atividade elétrica produzida por tecidos biológicos excitáveis, como fibras musculares presentes no sistema muscular e cardíaco, e em neurônios, célula especializada do sistema nervoso”, explica o professor do Instituto do Cérebro (ICe).

Em vídeo, disponível em https://www.instagram.com/p/CenymOCuPte/, Queiroz fala aspectos adicionais da invenção e mostra o protótipo.

O dispositivo foi batizado de Sistema de Processamento de Informação Eletrofisiológica, ou SPIX. Sinais eletrofisiológicos são, por definição, potenciais elétricos gerados por tecidos biológicos, tais potenciais possuem intensidades muito baixas e são susceptíveis a interferências devido à resistência à corrente elétrica nos locais de registro. Amplificadores como o SPIX garantem uma melhor relação sinal-ruído e permitem o condicionamento do sinal bioelétrico antes da aquisição, por meio de filtros para frequências específicas. Isso porque tais sinais são passíveis de contaminação por diversas fontes, entre as quais aquelas provenientes de equipamentos elétricos ou ainda resultado de acoplamentos indesejáveis com a rede elétrica.


George Carlos do Nascimento, idealizador e inventor do circuito eletrônico e dos programas de computador para a apresentação e análise dos sinais eletrofisiológicos, pontua que os circuitos eletrônicos desses equipamentos são complexos, protegidos por leis de copyright, tornando dificultosa a sua inclusão em programas de ensino e educação. O professor do Departamento de Engenharia Biomédica acrescentou que a captura e a apresentação destes sinais ao usuário requer a utilização de um computador com programas proprietários instalados que, em muitos casos, não são flexíveis o suficiente ou adequados ao propósito de ensino.

“Entretanto, ainda assim, ocorrem situações em que é importante aplicar estímulos no sistema biológico de forma a extrair informações a respeito de seu estado. Para isso, são comumente utilizados estimuladores elétricos. Contudo, a utilização de tais sistemas requer uma elaboração que em geral não é prática e é de difícil integração, e muitas vezes necessita de adaptações para o seu correto funcionamento”, identifica o docente. Outra dificuldade, a possibilidade de contaminação dos sinais eletrofisiológicos, foi contornada com o uso de amplificadores operacionais discretos.

“Devido à facilidade com que sinais eletrofisiológicos podem ser degradados por acoplamentos indesejáveis com atividades elétricas presentes no ambiente, requer a utilização de circuitos eletrônicos apropriados que utilizam técnicas para cancelar ou atenuar a interação com tais atividades elétricas. Uma das formas adotadas tradicionalmente é a utilização de amplificadores de instrumentação em uma configuração conhecida por técnica de rejeição de modo comum. Apesar de tais amplificadores já existirem em sua forma comercial — e, inclusive, já miniaturizado em circuitos integrados especializados —, neste pedido de invento, utilizou-se o uso de amplificadores operacionais discretos na implementação do sistema eletrônico, que produzem os mesmos resultados, porém de forma mais proveitosa do ponto de vista didático”, explicou Bruno Lobão Soares.

A solução apresentada nesta patente consiste em amplificar o sinal eletrofisiológico simultaneamente em duas rotas com características de ganho e bandas de frequências diferentes e independentes.  Dessa forma, cada um dos potenciais é condicionado de modo a permitir saídas com intensidades compatíveis, para que quando encaminhados a um computador sejam capturados corretamente. Por sua vez, na maioria dos computadores pessoais já existe uma porta de captura de sinais de áudio, normalmente utilizada para a conexão de um microfone. Essa porta, por ser estérea, possui duas vias de captura de sinais de áudio, que podem ser armazenadas, processadas e apresentadas na própria tela do computador utilizando programas de acesso livre.

Os três cientistas colocam que já desenvolveram atividades demonstrativas que envolvem o registro de potenciais de ação em animais invertebrados, como baratas, moscas, grilos e minhocas. Para eles, as atividades experimentais contribuem significativamente para uma melhor formação de recursos humanos na área de fisiologia  一 que abrange o estudo das funções e funcionamento normal dos seres vivos, bem como dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios一, comum a alunos de diferentes cursos.

“O equipamento já está desenvolvido, inclusive estamos em sua quarta versão, que recebeu pequenas melhorias e novas implementações. Importante ressaltar o apoio institucional da UFRN, que, por meio de editais internos de financiamento, possibilitou chegarmos onde estamos. Diversos dispositivos já foram produzidos e distribuídos para professores do ensino médio e universitário em todo Brasil para utilização em sala de aula. Inclusive, sabemos de um grupo de pesquisa do Instituto do Cérebro que o utiliza para adquirir sinais eletrocardiográficos em animais experimentais em protocolos de pesquisa”, finalizou George Nascimento.

A trajetória que não se encerra

No início da elaboração da reportagem, a situação médica do professor George Nascimento já apresentava cuidados, situação que nos impediu de gravar e registrar imagens dele.  Com uma extensa contribuição acadêmica e institucional, sobretudo na área de Engenharia Biomédica, o docente não resistiu e, no mês de junho, acabou falecendo.

“A contribuição dele não acaba. A concessão foi uma das últimas, de muitas, conquistas do George, que deixará muita saudade. Não só pelo conhecimento e competência, mas especialmente pela alegria, energia e disposição em resolver os desafios de fazer ciência. Estamos todos sentidos com sua precoce partida”, falou Claudio Queiroz.

O Instituto do Cérebro, no qual George atuou como colaborador durante os últimos anos, prestou também uma homenagem, caracterizando o professor como “membro colaborador do Instituto do Cérebro desde seu primeiro momento, eletrofisiologista, físico, inventor, cientista, pai e avô amoroso, mente brilhante, coautor de vários trabalhos, com espírito incansável e enorme disposição para ajudar nos pequenos e grandes problemas da Neurociência, pensando e criando soluções”.

Outras unidades que registraram a perda foram o Laboratório de Inovação em Saúde (LAIS) e o Centro de Tecnologia, ambas salientando a atuação pioneira dele como um dos fundadores do Departamento de Engenharia Biomédica, com atuação recorrente na construção de um curso de qualidade em prol do desenvolvimento da sociedade.

George Carlos do Nascimento atuava no Departamento de Engenharia Biomédica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e era colaborador do Instituto do Cérebro (ICe-UFRN), do Departamento de Biofísica e Farmacologia da UFRN, do Departamento de Neurociência da Universidade de Uppsala e do Instituto Politécnico de Milano. Desenvolveu pesquisas com foco nos temas de neuroengenharia e neurofisiologia, e tinha experiência nas áreas de engenharia biomédica, optogenética, comportamento animal, instrumentação médica, eletrofisiologia, física da matéria condensada, química orgânica, ciência dos materiais, imagens por ressonância magnética, sistemas de instrumentação e projetos de sistemas com microprocessadores dedicados.

26

Jul

IMD abre seleção para líder de equipe e bolsistas de graduação

O Instituto Metrópole Digital (IMD) abriu processo seletivo para líder de equipe e bolsistas de graduação para o projeto Plataforma Rotas. Ao todo, são ofertadas cinco vagas e as remunerações são de R$ 2 mil e R$ 4,5 mil. As inscrições devem ser realizadas até 2 de agosto com o envio da documentação descrita no Edital 003/2022 para o e-mail processoseletivo-rotas@imd.ufrn.br. 

As bolsas são para atuação na criação de soluções inteligentes, sustentação e evolução de demandas de desenvolvimento do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) no âmbito da Plataforma Rotas. São oferecidas quatro vagas com remuneração de R$ 2 mil, carga horária de 20 horas semanais e exigência de matrícula ativa em curso de graduação da UFRN em Computação ou áreas afins.

Das cinco vagas ofertadas, uma é para a função de líder de equipe. Com remuneração de R$ 4,5 mil e carga horária de quatro horas semanais, a oportunidade é destinada para docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com doutorado em Geografia ou áreas afins.    

Os conhecimentos necessários para os cargos, assim como as atividades que serão desenvolvidas, estão descritos no edital. O processo seletivo será constituído apenas de entrevista técnica, e o resultado final será divulgado até o dia 8 de agosto na aba Editais do site do IMD.