11 de Março de 2025

Mulheres estão à frente de 31% das startups brasileiras

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Na base do Sebrae Startups, o Brasil possui mais de 18 mil startups, em 1.413 cidades do país. E, segundo levantamento do Sebrae, 31% dessas iniciativas possuem uma mulher como fundadora. Em 2023, esse número era de apenas 8,65%. O empreendedorismo feminino pode crescer ainda mais e já conta com o apoio desta plataforma.

Em todo o Brasil, políticas públicas e programas específicos voltados para a promoção do empreendedorismo feminino incentivam mais mulheres no setor. O Sebrae Startups é um deles, com ofertas de capacitação, mentorias e facilitação ao acesso a crédito para diversos empreendimentos baseados em inovação.

O Sebrae acredita no potencial transformador das mulheres no ecossistema de inovação. Com iniciativas que chegam a todas as regiões do Brasil, incentivamos e apoiamos founders mulheres para que suas startups cresçam, se destaquem e impactem positivamente a economia.

Cristina Mieko, head de startups do Sebrae.

ASN Nacional - Agência Sebrae de Notícias

Preconceito ainda presente

Um exemplo desse apoio pode ser observado na Carefy, uma healthtech que usa inteligência artificial para otimizar auditorias médicas, reduzindo fraudes e desperdícios no setor de saúde. A plataforma atende grandes empresas do setor, como Porto Seguro Saúde e Hapvida.

Mesmo assim, a fundadora da empresa, Erika Monteiro, passou por algumas dificuldades no começo por ser uma mulher empreendedora. “O preconceito no mercado muitas vezes não é explícito, mas se manifesta nos detalhes. Como uma jovem mulher, já enfrentei situações desconfortáveis, especialmente em ambientes onde minha liderança não é esperada”, afirma.

Com o tempo, esse processo de posicionamento se tornou mais natural, graças ao apoio de mentoras e à prática diária de me posicionar com assertividade.

Erika Monteiro, fundadora da Carefy.

A fundadora da startup Maneje Bem, Juliane Blainski, enfrentou um preconceito mais explícito. “O setor do agro ainda é predominantemente masculino, e isso se reflete em diversas situações, desde reuniões onde minha experiência era questionada até dificuldades para acesso a investimentos. Já participei de conversas onde só acreditaram na minha empresa depois que um homem do time repetiu o que eu havia dito antes”, conta.

Erika Monteiro, fundadora da Carefy, aponta a necessidade das redes de apoio feminino. Foto: Divulgação.

Superação e reconhecimento

O cenário no mercado tem dado sinais de mudança, com mais mulheres liderando startups e criando redes de apoio. “Um ótimo exemplo disso é a ‘Máfia do Moscatel’, criada pelas fundadoras da Gupy, que tem se tornado uma forte rede de sororidade, apoiando mulheres empreendedoras”, lembra Erika Monteiro.

Além do impacto que gerou para o setor de auditorias médicas, a Carefy foi reconhecida em várias premiações. Além de estar entre as 100 Startups to Watch pela Pequenas Empresas, Grandes Negócios, a empresa está no Top 10 Healthtechs no ranking da 100 Open Startups.

No caso de Maneje Bem, a empresa esteve listada em 2022 e 2024 na 100 Startups to Watch e figura no Top 10 Agritech do 100 Open Startups por quatro anos consecutivos. Juliane Blainski também conquistou o 3º lugar no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios na categoria Tecnologia e Ciências, em 2024.

Mutirão Acredita está percorrendo as principais cidades do país em 2025. Foto: Larissa Carvalho.

Acesso a crédito

Segundo a head de startups do Sebrae, Cristina Mieko, o mercado está construindo um ambiente mais diverso, inclusivo e inovador, onde o protagonismo feminino é cada vez mais reconhecido e valorizado. E iniciativas de apoio do Sebrae, como o programa Sebrae Delas e Acredita, atuam também na promoção da inclusão financeira, o acesso a crédito e a disseminação da educação financeira para empreendedoras.

A ação permite que pequenos negócios liderados por mulheres tenham melhores opções na aquisição de empréstimos em instituições financeiras, com o aval do Fampe para 100% do valor nas operações de crédito voltadas para o público feminino.

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Sobre Juliska

Juliska Azevedo é jornalista natural de Natal-RN. É gerente de comunicação do Sistema FIERN e sócia da agência Ska Comunicação, atuando como assessora de comunicação e consultora para instituições e lideranças. É pós-graduada em Assessoria de Comunicação e cursa MBA em Liderança e Gestão e Inteligência Artificial, pela Saint Paul/Exame; tendo atuado como professora no ensino superior.

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