Novos projetos de energia e hidrogênio em desenvolvimento no Brasil, com possibilidade de contratação de serviços de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (PD&I) até o final do ano com o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), poderão dobrar ainda em 2022 o número de pesquisadores/as em campo na instituição, segundo o diretor do Instituto e diretor regional do SENAI-RN, Rodrigo Mello.

A estimativa de novas contratações foi apresentada nesta semana, durante reunião do Comitê Técnico Consultivo do Instituto, e está inserida em um contexto em que a expansão das operações registrada no último ano já levou o tamanho da equipe a quadruplicar. 

O Comitê Técnico Consultivo é o fórum central de discussões sobre estratégias, projetos e rumos do ISI. Fazem parte do grupo e participam das reuniões representantes da indústria, da ciência, de instituições públicas ligadas ao governo e das principais entidades representativas do setor no país – a Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABBEólica) e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).


No encontro realizado na última quarta-feira (15), mesmo dia em que o ISI completou um ano de inauguração oficial, o diretor do Instituto e o coordenador de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), Antonio Medeiros, fizeram um balanço das atividades realizadas em 2022 e também do que está por vir, especialmente em projetos relacionados à energia eólica offshore – a energia que será gerada por parques eólicos com instalação prevista no mar – e na área de hidrogênio. 

“Profissionais de engenharia, geografia e meteorologia com excelência em energias renováveis e hidrogênio estão entre os que temos no radar para atender as demandas que a indústria já mostra no horizonte”, diz o diretor, reforçando que o momento é de “ebulição” no mercado e no ritmo dos projetos que chegam, que estão em andamento, construção e negociação.

Alfredo Renault, superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – um dos integrantes do Comitê – chamou a atenção ao final da reunião para o crescimento do ISI, citando o reforço da equipe como resultado que vai além de meras contratações.

“Eu acho que cada vez que a gente gera uma oportunidade para que os/as nossos/as meninos/as não desejem migrar (para outros países), para que a gente não perca os nossos talentos, é um motivo de satisfação enorme”, frisou Renault. 

“O resultado aí é muito mais do que a contratação. E eu queria colocar como símbolo desse trabalho que vocês estão fazendo esse volume bastante relevante de contratações de pesquisadores e de pessoal técnico”, complementou ele.

Desafios

Na apresentação de Antonio Medeiros ao Comitê foram detalhados os desafios priorizados para que o ISI alcance novos patamares em “nível de maturidade” até o ano 2023, com mais possibilidades de ampliação de projetos e de investimentos, e acesso a um maior número de fontes de recursos.

Também foram destacadas ações finalizadas e com articulações iniciadas no primeiro semestre do ano, como a entrega da plataforma do novo Atlas Eólico e Solar do Rio Grande do Norte e a pactuação do Plano de Internacionalização do ISI, entre outras iniciativas frutos de acordos de cooperação com instituições nacionais e de países como a Alemanha. 

O coordenador de Pesquisa & Desenvolvimento do Instituto apontou a gestão do conhecimento como uma das frentes que concentram esforços do Instituto e que a meta, disse ele, “é crescer com saúde e sustentabilidade na formação de pessoas para a área de P&D”.

O Comitê Técnico Consultivo do ISI-ER é formado por 11 membros e tem, na composição atual, representantes de empresas do setor com reconhecidos investimentos em pesquisa e inovação (CTG Brasil, WEG, AES Brasil e Aeris), de centros de pesquisa e de universidades com tradição de trabalhos na área (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), UFRN, UFSC e UFPE), além da ABEEólica, da ABSOLAR e Agência Nacional de Petróleo, Gás, Natural e Biocombustíveis (ANP) – uma das principais fontes de recursos no país para pesquisa, desenvolvimento e inovação nesse ramo.