07 de Agosto de 2019
IFRN fecha parceria com universidade dos EUA para pesquisa sobre câncer
[0] Comentários | Deixe seu comentário.O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), através do Núcleo Avançado de Inovação Tecnológica (Navi), fechou uma parceria com a Universidade de Massachusetts (UMass) para cooperação no Projeto miRNA. A parceria foi realizada através da ConquerX - laborário localizado na UMass. O Projeto miRNA utiliza marcadores de micro-RNA presentes no sangue para detectar câncer em estágios iniciais; o ConquerX é, justamente, uma startup responsável pelo desenvolvimento da tecnologia dos eletrodos, cuja função é descobrir se o paciente tem ou não câncer.
Para Leonardo Lima, pesquisador do Navi, a visita à universidade norte-americana representa uma grande oportunidade:“É um grande salto para a nossa experiência. Essa cooperação permite que a gente trabalhe ativamente no desenvolvimento do sensor que será utilizado para ajudar no diagnóstico precoce da doença”, afirmou. Segundo Débora Zanforline, pesquisadora pernambucana e, atualmente, co-fundadora e sócia da ConquerX, a chance de cura sobe para 70% quando a doença é descoberta ainda no estágio inicial. “Isso é um fator de extrema relevância entre a vida e a morte de um paciente; essa colaboração pode salvar milhares de vidas”, disse.

Para o professor e pesquisador do Navi, Higor Morais, a tecnologia poderá colaborar para a saúde da sociedade como um todo, 'impactando, assim, a forma de se lidar com o câncer e outras doenças', disse. Segundo o pesquisador, as tecnologias baseadas em MicroRNA têm um grande potencial para o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, especialmente, se forem aplicadas na atenção básica.
Ainda de acordo com Higor, a possibilidade de intercâmbio e cooperação representa grande influência para a ciência do Brasil, dos EUA e do mundo, principalmente 'por se tratar de um grande projeto de pesquisa com significativos desdobramentos sociais'. “A partir de acordos de cooperação internacional, podemos atuar conforme as nossas capacidades e, sobretudo, unindo esforços”. O professor explicou ainda que essa parceria fortalece o que já está sendo trabalhado no Brasil: “garantimos, dessa forma, o apoio externo com visões diferenciadas, pois quanto maior o campo de visão, melhor o resultado alcançado”, concluiu.