18 de Dezembro de 2025

Geração Z lidera movimento recorde de pedidos de demissão no Brasil

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O Brasil tem registrado uma movimentação inédita de pedidos de demissão no mercado de trabalho. De acordo com um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o país encerrou o ano passado com um recorde histórico de desligamentos voluntários: somente entre janeiro e setembro de 2024, mais de 6,5 milhões de brasileiros pediram para sair de seus empregos por motivos diversos, o número representa um aumento de 15% com relação ao ano anterior. Desse total, a cada 100 desligamentos, 30 foram de jovens entre 18 e 24 anos, com a geração Z em destaque.

Embora a busca por salários mais competitivos continue sendo o principal motivo, o estudo revela uma mudança significativa nas prioridades dos trabalhadores. A possibilidade de flexibilidade – especialmente para trabalhar de casa na modalidade conhecida por home office – passou a ocupar o topo da lista de desejos ao lado da busca por maior reconhecimento profissional, ambientes menos estressantes e lideranças mais qualificadas.

No Rio Grande do Norte, historicamente mais estável, de acordo com a avaliação da  especialista em Recursos Humanos, Gabriella Saldanha, empresas de médio e grande porte também têm observado uma rotatividade maior, impulsionada por um mercado de trabalho mais aquecido e pela maior oferta de vagas remotas.  

“O trabalhador norte-rio-grandense passou a demonstrar maior disposição para mudança quando percebe desalinhamento entre esforço, remuneração e reconhecimento. Há também um comportamento crescente de migração para oportunidades remotas, muitas vezes fora do estado, o que amplia a concorrência por talentos locais”, avalia Gabriella, que também é pró-reitora de Graduação e Pós-Graduação da Estácio.

De acordo com a especialista, no RN, empresas locais que desejam manter equipes engajadas e competitivas precisam acompanhar essa transformação.

“As organizações precisam investir, de forma consistente, em liderança, comunicação e cultura organizacional. Práticas como escuta ativa, feedbacks frequentes, planos de desenvolvimento individual, reconhecimento justo e coerente, além de benefícios alinhados às reais necessidades dos colaboradores, são fundamentais. Mais do que reter pessoas, é preciso criar ambientes onde elas queiram permanecer. Um clima organizacional saudável e líderes preparados para gerir pessoas são hoje os principais antídotos contra a rotatividade”, conclui Gabriella Saldanha.

 

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Sobre Juliska

Juliska Azevedo é jornalista natural de Natal-RN. É gerente de comunicação do Sistema FIERN e sócia da agência Ska Comunicação, atuando como assessora de comunicação e consultora para instituições e lideranças. É pós-graduada em Assessoria de Comunicação e cursa MBA em Liderança e Gestão e Inteligência Artificial, pela Saint Paul/Exame; tendo atuado como professora no ensino superior.

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