13 de Março de 2026
Em encontro da ABEEólica em SP, diretor do SENAI-RN destaca papel da inovação no setor de energia
[0] Comentários | Deixe seu comentário.O diretor do SENAI-RN e do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), Rodrigo Mello, destacou nesta quarta-feira (11), em São Paulo, a importância da pesquisa aplicada e da inovação para a competitividade do setor de energia.
A apresentação foi realizada no painel “Soluções Tecnológicas Nacionais – Desafios e oportunidades para a indústria”, que integrou a programação do Encontro de Negócios 2026 da ABEEólica.
Mello abordou, na ocasião, caminhos necessários à atividade no Brasil para o desenvolvimento de conteúdo nacional, de profissionais e da cadeia de fornecedores, “enxergando que inovação e pesquisa aplicada são parte do negócio e não um apêndice”.

O diretor do SENAI-RN e do ISI-ER também abordou, no evento, caminhos para o desenvolvimento de conteúdo nacional, de profissionais e da cadeia de fornecedores
“A inovação e a pesquisa aplicada geram lucro, participam da evolução tecnológica e trazem competitividade”, disse ele, frisando também a importância da conexão com a demanda da indústria.“A pesquisa não tem que nascer apenas aplicada”, disse Mello. “Ela tem que nascer a partir de demandas industriais. Ou seja, o produto ou processo pesquisável tem que ser resultado da interação e do relacionamento com o demandante, que é a indústria, e aí naturalmente a solução desenvolvida é aplicável. É a construção do relacionamento com o ambiente produtivo”.
Durante o evento, o diretor também fez um apanhado de trabalhos de pesquisa que o SENAI-RN desenvolve de olho no setor offshore, iniciados há quase 15 anos pelo Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER) e, desde 2021, concentrados no ISI-ER.
O portfólio do instituto abrange estudos, tecnologias e marcos inéditos nacionalmente, como a primeira planta-piloto offshore do Brasil a receber licença prévia do Ibama, mencionada por Mello durante a apresentação, além de projetos em áreas como hidrogênio e combustíveis avançados.

Além de Mello, participaram do painel representantes da ABEEólica, do HUB Tecnológico de Materiais Avançados e Minerais Estratégicos – Granioter, e do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
Encontro
O 11º Encontro de Negócios da ABEEólica teve como tema “Do Vento à Inteligência – como a inovação pode reativar o crescimento eólico no Brasil”. A programação reuniu representantes do setor público, da indústria, da academia e de organizações ligadas à transição energética para discutir caminhos para o futuro do setor.
O evento incluiu discussões sobre temas como inovação tecnológica, demanda por energia em setores como data centers, hidrogênio verde, armazenamento em baterias, análise de risco e financiabilidade de projetos, além de estratégias para fortalecer a indústria nacional e exportações.
Questões regulatórias e operacionais, como os cortes de geração renovável, também entraram em pauta, assim como discussões sobre justiça climática e aquecimento global.

O 11º Encontro de Negócios da ABEEólica reuniu representantes do setor público, da indústria, da academia e de organizações ligadas à transição energética para discutir caminhos para o futuro do setor
O painel “Soluções Tecnológicas Nacionais – Desafios e oportunidades para a indústria”, que contou com a participação do diretor do SENAI-RN e do ISI-ER, teve moderação do assessor executivo da ABEEólica, Juliano Martins, e também reuniu como convidados o coordenador do HUB Tecnológico de Materiais Avançados e Minerais Estratégicos – Granioter, Fernando Lameiras, e o professor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e do Centro de Competência em Manufatura (CCM), Ronnie Rego.
O objetivo, segundo a ABEEólica, foi discutir como transformar pesquisa aplicada em soluções industriais escaláveis para indústrias maduras, como eólicas onshore, e tecnologias emergentes no Brasil, como offshore, hidrogênio verde e baterias. Nesse contexto, foram debatidos temas como parcerias entre institutos tecnológicos, fabricantes e operadores industriais, além de exemplos recentes de tecnologias que saíram do laboratório para a indústria.