Segundo dados divulgados pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) em março de 2021, a maioria dos brasileiros já se sentiu desrespeitada como consumidor. Entre os principais motivos está a falta de informação e conhecimento sobre seus direitos. Dos 1.140 entrevistados de 436 cidades, 67% afirmaram que já tiveram seus direitos desacatados.

Com o objetivo de conscientizar os brasileiros acerca de seus direitos como consumidores, evitar abusos por parte dos fornecedores e proporcionar equilíbrio nas atividades de consumo, advogados especialistas na área têm compartilhado dicas acessíveis em seus perfis no Kwai, aplicativo de criação e compartilhamento de vídeos curtos. É o caso da criadora digital, advogada e diretora do Procon, especialista em direito do consumidor Juliana Cortes, que conta hoje com mais de 241 mil seguidores no app. 

Ao priorizarem conteúdos em formato audiovisual e com uma linguagem mais informal, Juliana e outros três advogados têm atraído um número crescente de fãs no Kwai. Juntos, eles batem a marca de 1 milhão de seguidores no app. Saiba quem são eles:

Juliana Cortes - @CanaldoConsumidor 

Diretora do Procon de São Carlos, no interior de São Paulo, e pós-graduada em Direito do Consumidor, Juliana começou a trabalhar na área em 2016 e, em julho do ano passado, quando viu aumentar o interesse dos brasileiros sobre seus direitos de consumidores durante a pandemia, decidiu criar seu próprio canal no Kwai para auxiliá-los com informações que considera essenciais. 

Entre os temas mais buscados por seus seguidores no app estão assuntos como negociação de dívidas, informações sobre impostos e também sobre a nova Lei do Superendividamento, que aumenta a proteção de consumidores com muitas dívidas e cria mecanismos para conter assédios por parte das instituições financeiras.

“Muitos brasileiros não conhecem e não têm acesso a informações sobre os seus direitos de consumidor de forma simples e fácil. Por isso, tive a ideia de criar um conteúdo em vídeo com uma linguagem mais próxima do público leigo”, explica Juliana. “Hoje, o Kwai é a rede social que mais entrega o meu conteúdo e para um público maior, por isso acredito nesse canal.”

Cleiton - @AdvogadoCleiton 

Além de advogado, Silva se considera um bom comunicador, por isso gosta de criar um conteúdo acessível para informar as pessoas sobre seus direitos. “Os consumidores podem ter dificuldade na compreensão das leis, porém há outro fator prejudicial: a quantidade de informações equivocadas. Meu objetivo com os vídeos é desmistificar mitos que podem ser encontrados na internet”, diz.

Para Silva, a pandemia aumentou tanto a curiosidade e as buscas sobre os direitos do consumidor quanto o uso das plataformas de vídeos curtos. Foi nesse período que o advogado decidiu, então, criar seu perfil no Kwai e logo viu o interesse dos usuários pelo conteúdo crescer de forma significativa. Atualmente, o profissional conta com mais de 94 mil seguidores. 

Antônio Galvão - @AdvogadoAntonio

Antônio Galvão advoga há cinco anos e aborda, em seu perfil no Kwai, assuntos como compras online e físicas, contrato financeiro, dívidas e renegociação, incluindo a questão do superendividamento e o financiamento de veículos.

Galvão dedica os finais de semana para gravar seus vídeos e publicá-los no Kwai, onde tem 545 mil seguidores. “Criei meu perfil no app neste ano e hoje é o canal em que consigo ter uma maior interação com o público”, compara. Segundo o advogado, os vídeos que geram mais interesse na plataforma são aqueles que contribuem para eliminar as dúvidas enviadas pelos seguidores. 

Kessya Jackelynne - @afadinhadoconsumidor

Kessya é uma advogada que prefere falar sobre o direito do consumidor de forma leve. Com um tom divertido e apoiada em vídeos dinâmicos, a “Fadinha do Consumidor”, como se autodenomina em suas redes sociais, tem conquistado cada vez mais popularidade no Kwai, onde já alcança 318 mil seguidores.

“O Direito não é ensinado na escola. Trata-se de um conhecimento que acaba ficando restrito aos advogados e profissionais da área. A educação básica deveria ter o direito constitucional nas disciplinas, uma vez que as pessoas não conhecem os seus próprios direitos porque simplesmente não são ensinadas”, opina Kessya.

A advogada acredita que a chave para conseguir se comunicar com o público está na linguagem descomplicada que utiliza em seus vídeos para se expressar e explicar diferentes questões sobre os direitos do consumidor, em especial a respeito de práticas abusivas, tais quais: venda casada, exigência de consumação mínima, negativação indevida e demais práticas abusivas que os consumidores  vivenciam em seu cotidiano e  na grande maioria das vezes não sabem como resguardar os seus direitos violados – esses  temas corriqueiros que acabam gerando maior alcance dos usuários que acompanham o seu perfil.

“O assunto, em si, já é desconhecido e pouco acessível para grande maioria das pessoas, portanto utilizar termos complicados não vai ajudar na compreensão dos que me acompanham e gostam da forma descomplicada e interativa que consigo transmitir os temas abordados. Por isso, gosto de usar uma linguagem mais próxima dos meus seguidores, sem juridiquês, criando conexões com os que me acompanham, explicando situações de forma simples e bem-humorada que termina gerando interesse nas pessoas em aprender mais sobre seus direitos”, ensina.