Os proprietários de micro e pequenas empresas do Nordeste estão otimistas quanto aos rumos da economia do país e também dos negócios para os próximos meses.  De acordo com a Sondagem Conjuntural, a primeira de 2019 feita pelo Sebrae, 66,9% dos empresários do Nordeste acreditam que o faturamento da empresa vai aumentar nos próximos 12 meses. A pesquisa ouviu, entre fevereiro e março, quase 3 mil empreendedores de pequeno porte, sendo 574 somente no Nordeste brasileiro, para compor o Índice de Confiança dos Pequenos Negócios do país.

O levantamento revela que 22,8% desses empresários da região estimam que as receitas totais da empresa não deverá ter alterações daqui para frente. Já 7,3% acham que o faturamento deverá cair nos próximos meses e 3,1% não sabem o que pode acontecer. Mesmo com a maioria do empresariado nordestino estando otimista em relação ao aumento das receitas, o percentual é o menor entre todas as outras regiões, cujo topo do ranking ficou com os empreendedores da região Norte, onde o 93,1% acreditam que vão faturar mais.

O estudo feito pelo Sebrae Nacional também verificou a percepção dos empresários nordestinos acerca de um item que influencia diretamente na economia: a possibilidade de novas contratações e demissões. Segundo a Sondagem Conjuntural, 26,7% dos empresários nordestinos acham que vão contratar funcionários nos próximos meses. Outros 25,8% não pretendem nem contratar nem demitir e outros 23,9% já pensam que vão demitir. De acordo com a pesquisa do Sebrae, 5,1% pretendem substituir funcionários. 17,4% não possuem funcionários e 1,1% não sabem.

Economia nacional

O estudo do Sebrae também avaliou a expectativa dos empresários quanto ao futuro da economia brasileira. 58,9% dos empresários do Nordeste acreditam que a economia do Brasil vai melhorar nos próximos 12 meses. Outros 21% acham que o cenário deve permanecer como está e 17,4% estima que vai piorar. 2,7% não sabe informar. Daqueles que estão otimistas, os mais confiantes são os empresários nordestinos do setor de serviço (62,6%). No comércio, a confiança é de 60,7%, na indústria 59,7% e na construção civil 48,9%.

Entre aqueles que acreditam que a economia tende a melhorar, os principais motivos citados foram o otimismo em relação ao novo governo e também a percepção dos empresários de que a economia mostra sinais de recuperação.

Já entre os empresários que acreditam que a economia irá piorar nos próximos meses, o motivo os motivos mais citados referem-se, principalmente, às taxas de desemprego, que se mantêm altas, a percepção de que a economia não está dando sinais de recuperação e de que o brasileiro compra menos por estar endividado. Isso também afeta em grande proporção o pessimismo dos empresários. A margem de erro da pesquisa é de 1,8% e o intervalo de confiança é de 95% para os resultados gerais.