Do conceito à arquitetura, Natal dispõe de um espaço amplamente diferenciado instalado no coração do Tirol. Inaugurado há pouco mais de um mês, o Complexo Iguales é um equipamento cultural que une moda, beleza, arte e gastronomia. O prédio tem duas salas de exposição de arte no centro da edificação. Elas são circuladas pelos demais ambientes, mas com total incorporação visual, já que todas as paredes são de vidro. A ideia que a arquitetura ajuda a explicitar está intimamente ligada ao pensamento e propósito da Iguales: ajudar a diminuir as barreiras, integrar.

“A interseção de gêneros na moda proposta pela Iguales nos mostrou um novo caminho, uma trilha que não é pautada por extremos, o certo e o errado. Estamos num momento de muita polarização e isso não nos ajuda a encontrar consensos, de forma respeitosa. Foi a partir dessa ideia que construímos o alicerce da construção do Complexo. Aqui, o artista potiguar encontra portas abertas e um espaço de diálogo com outros que estão além-fronteiras. E o acesso também se dá no Thomé Galeria & Bistrô por meio de ações diferenciadas como um menu executivo para o almoço de segunda a sexta”, comenta Cristiano Félix, CEO da Iguales.

O espaço gastronômico do Complexo Iguales une ingredientes de alma brasileira com técnicas internacionais de cocção e está sob a batuta do chef de cozinha Leonardo Campos. O bistrô com capacidade para 52 comensais é uma homenagem a Thomé Filgueira, um dos maiores artistas plásticos que o Rio Grande do Norte já produziu. Seja no ambiente climatizado ou na varanda, os habitués podem conferir as exposições em cartaz e até mesmo adquirir as obras expostas na galeria ou que ajudam a decorar o espaço.

No espaço moda também há integração e múltiplas linguagens. O ambiente da loja, com araras retas que chegam a alcançar oito metros contínuos, garante a ideia de que a cada um cabe o direito de escolher o formato de roupa que mais lhe convier. Esse raciocínio também se estende para o salão de beleza, que oferece serviços diversos como barba, corte de cabelo e mechas, com especialização em loiras.

A arquitetura contemporânea priorizou uma construção limpa. Cerca de 70% do edifício foi erguido com vigas metálicas, e as divisórias são de alumínio e vidro. O prédio de dois andares tem 1.000 m2 de área construída e mescla a arquitetura industrial, de trilhos e tubulações aparentes, com o rebuscamento de elementos que garantem conforto e impacto visual, a exemplo do projeto luminotécnico. A escada principal, construída em aço e madeira, evidencia o vermelho como componente visceral que se contrapõe com um jardim vertical pontuado com diversas espécies de orquídeas. A fachada é outro item de destaque. Foi construída com mais de uma tonelada de aço cortado a lazer, dando visão para uma das principais avenidas da cidade, a Hermes da Fonseca.

“Priorizamos as linhas retas para que as pessoas, estando na frente da edificação ou nos fundos, consigam enxergar toda a profundidade do prédio. Nós temos muitas operações diferentes e esse contato visual com outro tipo de serviço ou produto é importante para que elas aproveitem toda a diversidade do equipamento”, arremata o diretor administrativo Éverton Barbosa.