diretor do Teatro Alberto Maranhão Ronaldo Costa entregou na tarde desta quarta (15/07) documentos históricos ao Laboratório de Restauração e Conservação de Livros e Documentos Históricos (Labre) da UFRN. Os registros de pauta do teatro que datam desde 1904, serão recuperados, tratados e digitalizados para servirem a pesquisadores, estudantes e interessados na história do TAM.

Os documentos históricos estão sob guarda permanente da Fundação José Augusto, atualmente armazenados no Centro de Documentação do Solar João Galvão, no Bairro da Ribeira, aguardando sua realocação após a reabertura do Teatro Alberto Maranhão. 

O trabalho de recuperação do acervo será conduzido pela professora Maria da Conceição Guilherme (Labre), por Iris Álvares Dantas, Coordenadora do Laboratório de Imagens da UFRN (LABIM) e pela professora Monize Moura, coordenadora do Projeto Memoria do Teatro Alberto Maranhão. 

A história do Teatro Alberto Maranhão, fechado para reforma desde 2015, é de enorme relevância para a cultura do Rio Grande do Norte. A memória do edifício, que está preservada em um acervo composto de documentos diversos - em sua maioria recortes de jornais, fotografias e programas de espetáculo - que permitem retraçar e compreender diferentes aspectos da vida artística, cultural e da sociedade natalense e potiguar, constituindo uma das principais fontes para pesquisas acerca da História das Artes do Rio Grande do Norte, sobretudo do Teatro e da Dança.  

Destaque para a publicação "História do Teatro Alberto Maranhão (1980)", escrita por Meira Pires, talvez o mais renomado diretor do Teatro Alberto Maranhão, teve como fonte de pesquisa o acervo histórico. A obra disponibiliza importantes informações sobre a inauguração do Teatro e sobre as ocupação das pautas na primeira metade do século XX. 

Preservação

Apesar do esforço já empreendido no intuito de organizar o acervo (os documentos encontram-se reunidos em pastas seguindo uma ordem cronológica e acompanhados de notas explicativas), os documentos mais antigos, datados entre os anos de 1905 e 1954, encontram-se em estado frágil de preservação. Esse contexto de fragilidade que repercute diretamente sobre o manuseio dos documentos, despertou uma necessidade de recuperação desse acervo de garantir sua salvaguarda, a fim de possibilitar para as próximas gerações o acesso irrestrito ao acervo por meio de um arquivo digitalizado. 

A recuperação dos documentos históricos deverá ocupar-se, desse primeiro momento, da documentação já ordenada em pastas, a partir de um planejamento para recuperação e digitalização sob o olhar especializado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), mais especificamente com o Programa de Pós-Graduação em artes cênicas da UFRN (PPGARC), laboratórios de LABIM (Laboratório de Imagens – Digitalização de Documentos Históricos da UFRN) e LABRE. 

Foto: Fundação José Augusto