Tecnologia

16

Out

Pesquisa mostra que 77% dos brasileiros adultos estão jogando regularmente pelo celular

Uma pesquisa realizada pela Adcolony e divulgada pela Adsmovil, empresa de soluções de publicidade digital na América Latina e nos Estados Unidos, aponta que 77% dos brasileiros estão entretendo-se com jogos mobile. 

O levantamento mostra, também, que a maioria dos brasileiros prefere jogar diariamente (59%) ou mais de uma vez na semana (28%) por meio do smartphone e do tablet, enquanto outros jogam no computador pelo menos uma vez na semana (17%) e no mês (9%). 

Já com relação ao hábito do uso de consoles portáteis, é menos frequente para 15%, e outros 18% nunca o utilizaram. Outra questão observada é a frequência – 54% das pessoas jogam entre duas e três vezes no mesmo dia – e as horas semanais: 38% dos adultos gastam mais de dez horas na atividade, tendo uma média de aproximadamente 1h40 por dia. 

Segundo o business development manager da Adsmovil Brasil, João Sarmento, 78% dos entrevistados sentem segurança ao realizar o download de aplicativos de jogos no celular. Além disso, pontua o executivo, um comportamento interessante é a realização de outras atividades de forma simultânea e o fato de 40% das pessoas ainda lembrarem da publicidade que aparece nos jogos de aplicativos de celular. “A pesquisa mostra, ainda, que 79% dos entrevistados preferem anúncios que se convertem em monetização nos jogos e 69% têm  interesse em assistir à publicidade sobre aparelhos tecnológicos, como celular e tablet, e produtos de cuidados pessoais”, ressalta. 

Os brasileiros variam em relação às atividades realizadas simultaneamente aos jogos mobile, mas uma coincidência foi observada no levantamento, pois a maioria continua utilizando outras formas de entretenimento tecnológico. Entre os destaques estão ouvir música (62%) e ver televisão (58%), seguidos por acessar as redes sociais (37%), conversar com conhecidos por aplicativos de mensagens (34%) e assistir a filmes e séries via streaming (29%). 

Curiosidades sobre a preferência dos brasileiros

A pesquisa revela também algumas questões interessantes, como a de que os brasileiros jogam enquanto assistem à televisão, sendo 82% no momento em que veem programas, séries e shows e 18% apenas durante os intervalos comerciais. 

A quantidade de variação de jogos tem destaque para números menores, sendo 31% e 25% das pessoas, com respectivamente, apenas três e dois tipos. Com relação aos tipos, 54% preferem o estilo puzzle, seguidos por 41% de ação e aventura, 36% de cartas, 35% de corrida e esporte, 33% de estratégia, 31% de tiro, 29% de battle royale e 26% de cassino.  

Outras curiosidades dizem respeito às razões pelas quais os brasileiros jogam jogos virtuais: sendo 63% para relaxar e aliviar o estresse, 58% por diversão, 33% para jogar com amigos, 32% para ter progresso pessoal e 28% para aprender algo. Além disso, o humor de 60% melhora à medida que jogam. 

Entre os entrevistados na pesquisa, 48% são homens e 52% mulheres. Já sobre a faixa etária, 36% dos ouvidos têm entre 14 e 29 anos; 44%, entre 30 e 49; e 20%, entre 50 e 65. 

16

Out

Especialistas alertam para uso indiscriminado do celular por crianças e adolescentes

Um cenário comum para aqueles que convivem com crianças e adolescentes é vê-los usando um celular. Horas acessando plataformas de vídeo como TikTok e Youtube, redes sociais ou jogos online são rotina no lazer de toda a faixa etária infanto juvenil, dos pequenos aos mais velhos. 

Dados da pesquisa TIC Kids Online - Brasil (2018), realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), revelam que 86% das crianças e adolescentes brasileiros, entre 9 e 17 anos, estão conectados, o que corresponde a 24,3 milhões de usuários da internet. Entretanto, para a professora de Psicologia da Estácio, Elaine Eufrásio, o problema não está no uso, mas na quantidade de horas que são gastas em frente às telas. 

“O excesso de tempo de tela pode trazer desde prejuízos para o corpo, na postura, na visão e audição, até irritabilidade, ansiedade e casos de depressão infantil e adolescente, no que é chamado de ‘intoxicação digital’ pela Sociedade Brasileira de Pediatria”, explica a  especialista em Psicopedagogia e em Saúde da Família. 

Junto a isso, a não fiscalização por parte dos pais do conteúdo que está sendo consumido pelos filhos é algo que chama a atenção e requer cuidado. Elaine alerta que a criança e o adolescente que fazem uso indiscriminado da internet pode sofrer também no âmbito social, porque se isola para estar online no mundo virtual, onde pode também estar suscetível a conteúdos inadequados para sua idade e ataques de cyberbullying. 

Os alertas da especialista são confirmados pela pesquisa do CGI.br: segundo o levantamento, 20% dos participantes relataram contato com conteúdos sensíveis sobre alimentação ou sono; 16% com formas de machucar a si mesmo; 14% com fontes que informam sobre modos de cometer suicídio e 11% com experiências com o uso de drogas. 

Além disso, cerca de 26% foram tratados de forma ofensiva (discriminação ou cyberbullying); e 16% relataram acesso às imagens ou vídeos de conteúdo sexual. Outros 25% assumiram não conseguir controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na internet.

Entretanto, os cuidados dos pais não devem estar limitados ao uso do smartphone, mas sim, de tudo que está sendo disponibilizado para o entretenimento das crianças e adolescentes. Recentemente, o que tem chamado a atenção dos responsáveis é a última série de sucesso da Netflix, Round 6, em que brincadeiras infantis são usadas como desafios em um jogo de sobrevivência com cenas de violência explícita, tortura psicológica, suicídio e até tráfico de órgãos.

“É algo que tem chegado muito no consultório, e meu questionamento para os pais é ‘como ele teve acesso a isso?’. É preciso que haja uma fiscalização junto à educação através do exemplo. Ao reduzir ou eliminar o tempo de tela durante as refeições, não adianta dizer ‘desligue o celular porque faz mal’, explique o porquê. E isso também precisa partir dos adultos, não tem sentido proibir a criança, se o pai ou a mãe estiverem usando o celular na hora do almoço para trabalhar”, diz Elaine.

Criança tem que brincar

A psicóloga analisa que o longo período usando celular e computador é decorrente da falta de momentos de interação real, porque as telas passaram a substituir momentos de conversa e brincadeiras. “É no momento de brincar que a criança extravasa e trabalha as emoções. E na tela isso não é possível. De forma alguma a tela pode substituir a interação social, momentos com a família e brincadeira, porque isso pode acarretar problemas psíquicos e emocionais”, adverte. 

A pedagoga e coordenadora da Brinquedoteca da Estácio, Bruna Braga, oferece dicas de brincadeiras offline que podem inspirar os adultos a estimular as brincadeiras analógicas. 

“Os pais podem resgatar brincadeiras da própria infância, como pular elástico, jogar bola, brincadeiras com tinta guache, criar histórias a partir da imaginação da criança, por exemplo. Existem muitas coisas que temos dentro de casa que podem ser transformadas: uma caixa de pizza pode virar tela para a criança pintar, materiais recicláveis podem virar personagens, carrinhos, jogos de tabuleiro, e com um caderno e uma caneta dá pra brincar de jogo da velha e adedonha”, exemplifica. 

Pela correria, muitos acabam sem tempo para desenvolver essas atividades, mas Bruna incentiva que a prática vire hábito: “Tirar um tempo para brincar faz toda a diferença, tanto para o aprendizado, porque é nos jogos que a criança aprende lições de sociabilidade, disciplina e raciocínio lógico, quanto para o estreitamento dos laços porque a criança enxerga isso como um momento de carinho e de atenção reservado para ela, e também se torna uma lembrança que vai ser aplicada no futuro”, recomenda a pedagoga.

14

Out

Apple considera uso dos Airpods para medir temperatura e corrigir postura


A Apple estuda novos usos dos Airpods relacionados à área da saúde. A informação vem do Wall Street Journal, que reporta que os recursos analisados pela companhia para os aparelhos incluem habilidades como a medição de temperatura do corpo, o monitoramento da postura e até mesmo exercícios para melhorar a audição – que podem ou não estar relacionados com a ferramenta atual do fone que permite ao usuário focar o ouvido em determinadas conversas.

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Tudo está muito no ar ainda e talvez nem saia do papel, com o jornal relatando que essas funções “não são esperadas para sair no próximo ano” pelo menos. Como nota o The Verge, porém, a integração desses serviços aos aparelhos da marca não seria muito estranho à companhia, dado que em junho circularam rumores de que o Apple Watch muito em breve pode contar com recursos de saúde similares como sensores de glicose e um medidor de temperatura – nenhum deles, porém, foi anunciado para o Apple Watch 7.

Além disso, algumas das funções não são totalmente estranhas ao mercado, visto os diferentes aparelhos usados para corrigir a postura do corpo por meio de sensores digitais. O problema maior nessa hora é garantir que os recursos sejam aprovados pela regulação médica de cada país, o que leva muitas vezes a adiamentos seguidos para garantir que a burocracia esteja nos conformes.

A Apple novamente não se pronunciou sobre os rumores.

Fonte: Portal B9, disponível em: https://www.b9.com.br/151910/apple-considera-uso-dos-airpods-para-medir-temperatura-e-corrigir-postura/

14

Out

Ataques hackers movimentam venda de seguros contra risco cibernético

A arrecadação dos seguros de riscos cibernéticos alcançou R$ 64,352 milhões no acumulado de janeiro a agosto deste ano, no Brasil, indicando alta de 161,3% em relação ao mesmo período de 2020, quando a receita foi de R$ 24,216 milhões.

Em razão do aumento dos ataques de hackers contra empresas e pessoas, as vendas de seguros contra riscos cibernéticos no país movimentaram, somente no mês de julho, mais de R$ 9,5 milhões, volume 213,7% superior ao observado no mesmo mês de 2020.

O coordenador de Linhas Financeiras da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Gustavo Galrão, estimou que esse mercado deve encerrar 2021 com cerca de R$ 101,774 milhões de prêmios. “Isso vai equivaler a um crescimento de 136% anual. É um marco interessante. Vai superar R$ 100 milhões de prêmios”, disse hoje (13), à Agência Brasil.

Segundo Galrão, o seguro de riscos cibernéticos ainda é um mercado recente e pequeno no Brasil, mas vem crescendo muito e tem potencial de se tornar forte no país: “a expectativa é de que o crescimento siga vertiginoso para os próximos anos. A gente está vendo uma demanda por prêmios nesse seguro muito grande”.

Cautela

Gustavo Galrão explica que a demanda pelos seguros de riscos cibernéticos vem aumentando na medida em que crescem os ataques hackers às empresas. “Isso dá um cenário de agravo do sinistro muito forte”.

O objetivo das seguradoras é transferir esse risco das empresas para elas. Mas, para se preservarem, as seguradoras têm estratégias e política de aceitação do risco. No ataque conhecido como ransomware, que é a invasão dos sistemas com pedido posterior de resgate, as empresas são ameaçadas muitas vezes a pagar cifras milionárias, com risco, inclusive, de parar de funcionar por um período.

As despesas se elevam com a contratação de peritos em tecnologia para reconstituição de sistemas e realização de cópias de segurança (back-ups), que acabam gerando preocupação também para as seguradoras.

Por isso, as seguradoras adotam cautela e levantam o maior número de informações dos clientes, incluindo riscos potenciais. As informações colhidas vão para a área de produtos das seguradoras que, junto com a área de subscrição, define a política de aceitação dos riscos para se protegerem contra um número elevado de sinistros. “Com base nisso, as seguradoras vão definindo as estratégias e os produtos que serão oferecidos para as empresas. Há atividades que têm uma frequência de severidade maior”.

As instituições financeiras e empresas de varejo são as que mostram maiores condições de serem atacadas, embora sejam também as que estejam melhor preparadas para uma resposta a esse tipo de ameaças, afirmou o coordenador. Outros grandes alvos são as empresas dos setores de energia e de saneamento e da área da saúde, “porque tem dados sensíveis de prontuários médicos. Os hackers têm interesse de pegar essas informações e utilizá-las de maneira imprópria e criminosa”.

Limites

No primeiro semestre de 2021, os sinistros ocorridos resultaram em indenizações de quase R$ 11,65 milhões, contra R$ 12,54 milhões, no mesmo período de 2020. O coordenador de Linhas Financeiras da Fenseg acredita que o número será bem maior este ano, uma vez que muitos sinistros não estão contabilizados . “A sinistralidade esperada para este ano deverá ser muito alta. Inclusive, há expectativa de que supere o valor de prêmios”.

Galrão informou que tanto no Brasil, como na América Latina, os valores dos seguros de riscos cibernéticos ainda são baixos, em relação ao que é contratado nos Estados Unidos e Europa. No Brasil, são poucas as apólices que passam de R$ 100 milhões de limite contratado, ou o equivalente a US$ 20 milhões. A maioria está abaixo disso.

Fonte: Agência Brasil

12

Out

Programa Minha Chance tem cursos de tecnologia em parceria com a Microsoft

Desde sexta-feira (8), alunos de escolas técnicas (Etecs) e faculdades de tecnologia (Fatecs) estaduais, bem como interessados em geral, podem se candidatar às 4,5 mil vagas em cursos gratuitos de capacitação profissional. A iniciativa é uma parceria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SDE) com o Centro Paula Souza (CPS).

Chamado de Programa Minha Chance minhachance.sp.gov.br, o projeto envolve, ainda, a Microsoft para oferecer quatro trilhas de ensino: Fundamentos do Microsoft Computação em Nuvem (AZ-900), Fundamentos de Inteligência Artificial (AI-900), Fundamentos de Plataforma de Dados (DP-900) e Fundamentos de Plataforma Computacional (PL-900). As inscrições podem ser feitas neste link.

Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, diz que os cursos são a prova do compromisso de São Paulo de garantir oportunidades por meio da educação de qualidade, da qualificação profissional e da conexão com o mundo do trabalho. Os candidatos devem ter 18 anos completos até a data da inscrição. A seleção inclui uma prova online, a partir de 15 de outubro.

O curso terá 52 horas de conteúdo técnico e 8 horas de soft skills, com aulas de 25 de outubro a 19 de dezembro. A capacitação terá formato virtual e ocorrerá nas plataformas Teams e Microsoft Learn. Os instrutores serão professores do CPS, especialistas de mercado e alunos certificados pela Microsoft em edições anteriores do programa.

Certificações

Ao fim da capacitação, os mil melhores participantes receberão vouchers doados pela Organização Mais Unidos para participar dos exames de certificação da Microsoft. Profissionais com esses certificados têm chances melhores no mercado de trabalho. Eles serão encaminhados para os processos de contratação da Microsoft e/ou de seus parceiros, além de poderem ser contratados para ministrar aulas em futuras edições do Minha Chance.

Para Antonio Celso Duarte, coordenador do Programa Minha Chance no CPS, a capacitação em tecnologias é norteada por desafios e compromisso compartilhados entre pessoas motivadas, instrutores dedicados e uma plataforma robusta. “Tudo isso faz dos cursos oferecidos em parceria com a Microsoft excelentes oportunidades, com possibilidades de geração de emprego e de renda."

Alessandra Karine, vice-presidente de vendas do setor público na Microsoft Brasil, diz que fazer parte do Minha Chance é motivo de muito orgulho para a empresa. “Estamos ampliando nossa parceria com o programa para oferecer ainda mais vagas, pois acreditamos que a área de tecnologia tem criado muitas oportunidades de empregabilidade e crescimento profissional e queremos preparar nossa população para ter acesso a elas."

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/cursos/programa-minha-chance-tem-cursos-de-tecnologia-em-parceria-com-a-microsoft-198395/

12

Out

Livro orienta empresas sobre os caminhos para a inovação tecnológica

A inovação tecnológica no mundo, acelerada pelo chamado “novo normal” imposto pela pandemia da covid-19, é, inevitavelmente, um caminho sem volta. No entanto, a velocidade que tornam esses processos cada vez mais essenciais, em todas as áreas, tem atordoado grande parte das comunidades científica, acadêmica e empresarial pela rápida introdução das novas tecnologias e, principalmente, pelas inúmeras leis que estão sendo editadas para se tentar normatizar esse mercado.

Com a proposta de organizar as informações disponíveis, auxiliar essas comunidades a entender os rumos desses avanços e ajudar, principalmente, as empresas que têm a consciência da necessidade de investimentos cada vez mais urgentes em tecnologias, o engenheiro em Eletrônica Luiz Mariano Julio, diretor da FITec – Fundação para Inovações Tecnológicas - reuniu os temas mais importantes sobre a inovação tecnológica no Brasil em um livro que já está publicado no formato e-book no Amazon.

“A publicação mapeia os mecanismos de fomento à inovação no Brasil, de uma forma estruturada, para ajudar as empresas a descobrir caminhos que lhes viabilize economicamente a materialização de suas ideias inovadoras”, explica o autor, também mestre em Política Científica e Tecnológica com MBA em Gestão de Equipes de Alto Desempenho.

O livro “Fomento à Inovação Tecnológica no Brasil” tem 202 páginas. Os 12 capítulos exploram desde quais são os mecanismos de fomento - aplicabilidade, porte e abrangência, por exemplo - até a forma de acessá-los, passando pela atuação dos órgãos de incremento e pelas direções estratégicas que estão sendo adotadas.

O lançamento oficial será em um evento online, no dia 14 de outubro, às 17 horas, e contará com uma breve explicação do autor sobre o conteúdo do livro, com exemplos de como as informações podem auxiliar as empresas a decidir pelo ingresso ou pela busca de parcerias para expandir os seus negócios a partir do fantástico universo da tecnologia. O evento é gratuito e pode ser acessado no link https://www.youtube.com/channel/UCBI2_0oM8C8TaAIycOfCWnw/videos.

 Investimento em C&T no Brasil

Nos últimos anos, o investimento em Ciência & Tecnologia no Brasil tem sido da ordem de R$ 100 bilhões anuais, incluindo recursos públicos, de empresas privadas e de estatais. Os investimentos públicos respondem por R$ 54 bilhões/ano, enquanto a participação empresarial é da ordem de R$ 46 bilhões/ano.

Do investimento público, grande parte – cerca de 65% - é oriunda dos órgãos federais e, majoritariamente, voltada para os cursos de pós-graduação (49%). As verbas são destinadas para esse setor principalmente pelo MEC (Ministério da Educação), que responde por 52% das aplicações; 18% são provenientes do próprio MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações) e 11% do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

O setor privado destina um volume de recursos ainda muito tímido – cerca de R$ 19 bilhões anuais – para a tecnologia, permanecendo apoiado por incentivos fiscais (R$ 14 bilhões/ano), subvenção econômica (R$ 0,5 bilhão/ano), crédito equalizado (R$ 3,2 bilhões/ano) e pelas agências reguladoras (R$ 2,5 bilhões/ano).

10

Out

Cinco dicas para desenvolver um aplicativo de forma simples, rápida e com resultados garantidos

Antes da pandemia de Covid-19, plataformas como Google Meet, Zoom, Hangouts e Microsoft Teams eram procuradas, na maioria das vezes, por profissionais de cidades ou países distantes para reuniões de trabalho. Aulas presenciais se tornaram on-line, e hoje o aluno tem ao seu dispor uma gama incrível de soluções para aprender e interagir, no conforto do lar. Na área da saúde, já é comum a telemedicina, com consultas on-line 24 horas por dia para fornecimento de informações a pacientes. Muitas empresas tiveram que evoluir décadas em poucos meses, e tudo foi levado para o universo digital... Não é à toa que a última pesquisa TIC Domicílios, o mais importante levantamento sobre acesso a tecnologias da informação e comunicação, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, mostrou, no ano passado, que três em cada quatro brasileiros têm acesso fácil à internet.

E é claro que isso contribui para o avanço dos tablets e smartphones, o que, por sua vez, colabora com o mercado de aplicativos, que está cada vez mais aquecido. Mas será que as empresas sabem o que fazer – e como – antes de fechar um contrato com um programador de app?

Segundo o CTO da desenvolvedora de aplicativos DevMaker, Rudiney Franceschi, quem investe em um projeto assim, na ânsia de atender o cliente, espera encontrar o profissional ideal: qualificado, com disponibilidade e que cumpra os prazos acordados. “Mas, infelizmente, não é isso que acontece. Contratos intermináveis, falta de equipe especializada, custo alto e atraso na entrega são alguns dos problemas que aparecem frequentemente por aqui, para solucionarmos”.

Segundo ele, essas adversidades podem ser evitadas na fase inicial do projeto: o pensamento em querer desenvolver um app. “A melhor alternativa, com certeza, é buscar uma empresa especializada em mobile. Este é o primeiro passo”, garante Franceschi.

Tudo porque os aplicativos são tão complexos quanto grandes sistemas. Então, domínio de soluções de meio de pagamento, geolocalização, integração com múltiplos serviços (APIs), Push Notification, IoT e QR Code, por exemplo, exigem profissionais extremamente qualificados com vivência intrínseca nesse universo. “Os usuários estão acostumados com excelentes aplicativos, como WhatsApp, Mercado Livre, Uber, Nubank, iFood... Então, é natural que eles esperem um nível alto de qualidade em termos de interface e experiência de navegação”.

Outro detalhe importante é que as lojas Google Play e Apple Store mantêm um encadeamento de requisitos que só quem já tem uma equipe com muita expertise no assunto consegue construir, lançar e emplacar rapidamente um app nesses ambientes.

Por fim, antes do desenvolvimento, é recomendável definir quais são os propósitos do app e as soluções para que erros, falhas ou equívocos em funcionalidades não ocorram. “Ou seja, o resultado do produto deve estar sempre o mais próximo possível do planejado, mesmo com adaptações”.

Para auxiliar os marinheiros de primeira viagem na construção de um app, a DevMaker listou, ainda, mais algumas dicas. Confira:

- Defina o seu público: tendo em mente o público que irá utilizar o aplicativo, fica mais fácil obter uma linha de mercado definida.

- Atualizações são importantes: para apresentar novos recursos ou proteger os dados dos usuários, os fabricantes dos smartphones investem em atualizações regulares nos sistemas. É importante contratar uma empresa que acompanhe essas transformações e que modifique os aplicativos focando nas versões mais modernas dos sistemas.

- Um bom layout faz a diferença: investir em um projeto gráfico, torná-lo mais natural e amigável, bem como simples e funcional, faz com que a experiência do usuário (UX/UI) seja positiva, intuitiva e interessante.

- Não confunda app com site: um equívoco corriqueiro, principalmente em empresas menores, é desenvolver aplicativos pensando em uma “versão miniatura” do site. Fazendo isso, a experiência do usuário fica comprometida, uma vez que os recursos de um ficam limitados em outro.

- A fase de testes é fundamental: é recomendável testar a ferramenta durante o seu desenvolvimento, para não encontrar erros difíceis de serem corrigidos após meses de trabalho, e quando o app já está no mercado, sendo largamente utilizado.

10

Out

Aplicativos representam quase a metade dos depósitos de registro de software no Brasil

Os aplicativos (apps) foram o tipo de programação mais citado nos certificados de registro de software, segundo o Insight Report de setembro/2021 da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação no Paraná (Assespro-PR), que traz os indicadores de depósitos de registros de softwares (programas de computador) no Brasil a partir de dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

No total foram cerca de 1.350 requisições, representando 44% do total de pedidos de depósitos, enquanto softwares de “planejamento” tiveram 5,2%, “controle” 4,5% e, “automação”, 4,4%. Alguns fatores justificam o grande número de pedidos de registro de aplicativos. Com o advento dos smartphones e a facilidade de acesso à internet móvel, tornou-se extremamente lucrativo o investimento em app que, diferente de softwares mais “pesados” e complexos, funcionam com utilidades pontuais e atraem o interesse dos usuários.

O Insight Report de setembro/2021 da Assespro-PR também aborda outros dados sobre o panorama de desenvolvimento de softwares no Brasil, com o objetivo de traçar estratégias que possam auxiliar seus filiados em relação ao mercado de tecnologia nacional.

Os dados vêm de duas bases do INPI: “Estatísticas Preliminares” dos pedidos de registro de software do Sistema de Protocolo Automatizado Geral (PAG) do INPI e publicações de concessão de registros de software da Revista de Propriedade Intelectual do INPI, edição de 2021.

O número de depósitos de registro de software no INPI foi de 3.049 pedidos, com 75% sendo feitos por pessoas jurídicas (45% por empresas e 43% por Instituições de Ensino e Pesquisa).

São Paulo foi o estado com mais pedidos de registro (25%), seguido por Minas Gerais (12%), Paraná (9%) e Rio de Janeiro (8%). A cidade de São Paulo também foi a primeira no ranking, com 368 solicitações.

Curitiba ocupou a segunda colocação, com 192 solicitações. Entre 2009 e 2017, a capital paranaense manteve-se na quarta posição. E a partir de 2018 superou as cidades do Rio de Janeiro e Campinas. Muito disso se deve à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) que há anos se coloca como um dos polos de desenvolvimento de tecnologia no Brasil. Foram 99 depósitos, em 2018, e 101, em 2019.

Se considerado apenas o Paraná, Curitiba concentrou 75% dos pedidos de registro, seguida por Ponta Grossa (6%) e Londrina (5%). A Assespro-PR tem buscado fomentar e aumentar o networking em todo o estado, e ter registros vindos dessas regiões fortalece a iniciativa.

O boom dos apps

A DevMaker, uma das associadas da Assespro-PR, é um exemplo de como valeu a pena investir no desenvolvimento de apps. A empresa curitibana encerrou o primeiro semestre deste ano com 85% de crescimento no faturamento, em relação ao mesmo período de 2020. De janeiro a junho últimos, foram R$ 1,040 milhão, ante R$ 560 mil registrados no primeiro semestre do ano passado.

Rudiney Franceschi, CEO da DevMaker, diz que a empresa, que tem mais de dez anos de mercado, se atentou às demandas por soluções mais pontuais com aplicativos, em especial durante a crise econômica gerada pela pandemia de Covid-19.

“Quando o mercado percebeu que a pandemia iria se postergar, houve uma demanda crescente por digitalização e a necessidade de investimento em mobilidade. Nós fomos uma das empresas que ‘tiraram’ do papel esses projetos”, relata o CEO.

Com o aumento da demanda por soluções de e-commerce, marketplaces, ambientes de interatividade com seu público, como apps para delivery, lojas, plataforma para aulas on-line e até mesmo para o âmbito religioso, a empresa alçou voos inclusive para a Inglaterra, junto de um cliente brasileiro que desenvolve uma solução de delivery, além de um aplicativo para uma empresa de consultoria financeira que fornece treinamento corporativo e optou por criar um aplicativo para compartilhamento de conteúdo.

“Ter o apoio da Assespro e, também, contar com os Insights Report é fator preponderante para empresas como a DevMaker, pois temos que observar os movimentos de mercado e buscar sempre estar no topo do ecossistema”, diz Rudiney Franceschi.

*os dados do INPI são referentes ao levantamento feito no ano de 2019.

 

9

Out

Cinco fatos históricos em que a tecnologia mudou o mundo

Nos últimos 50 anos, a tecnologia evoluiu em uma rapidez impressionante e seguirá evoluindo de maneira exponencial. Para ter dimensão dessa rapidez, é preciso dar uns passos atrás. É por isso que especialistas da Service IT, empresa especializada em outsourcing e consultoria nas áreas de TI e segurança cibernética, listaram cinco fatos históricos em que a TI se aproximou do usuário final e mudou o mundo para sempre.

A invenção da internet - Em 29 de outubro de 1969, a Universidade da Califórnia (UCLA) e o Instituto de Pesquisa de Stanford estabeleceram a primeira conexão Arpanet. O professor da UCLA Leonard Kleinrock e seu aluno Charley Kline fizeram o primeiro contato online da história com Bill Duval, programador do Instituto. Desde então, a internet tem facilitado a vida de pessoas do mundo todo, que utilizam e-mails, chats e mensagerias para se comunicar livremente, compartilham textos, imagens, áudios e vídeos, se informam e estudam, se entretém com streaming de conteúdos variados, como músicas, livros e filmes, recorrem a mapas para se localizarem e muito, muito mais.

Ferramentas de busca - É praticamente impossível imaginar a internet sem ferramentas de busca como o Google, Bing e Yahoo, afinal, elas organizam o conteúdo massivo que existe na world wide web (www), a rede mundial de computadores. Entretanto, até 1993, quando foi inventado o primeiro motor de busca, não era possível pesquisar por sites com a facilidade e segurança que temos hoje.

O primeiro banco de dados de indexação de sites foi o Wandex, criado nos EUA e idealizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) , tornando- se pioneiro na captura de URLs e na geração de uma base de dados de sites.

Computadores pessoais - Em 1971, o primeiro computador pessoal (PC) foi criado e foi um fracasso de vendas. A empresa responsável pelo Kenbak-1 precisou fechar as portas. Já em 1976, a empresa americana Apple, que hoje é uma gigante da tecnologia, começou suas operações produzindo o Apple-I, considerado nichado e apenas para entusiastas. Foi apenas com o segundo modelo, o Apple-II, que os computadores pessoais viram sua popularidade crescer. Por conta de sua capacidade de receber atualizações e upgrades, o PC foi fenômeno de vendas um ano após o lançamento de seu antecessor. 

A união entre hardware e software mais potentes ao longo dos anos criou uma corrida de desenvolvimento que se mantém até hoje, com atualizações constantes nos sistemas MacOS, Windows, Linux e muitos outros, o que só favorece os consumidores.  

Toda a informação na palma da mão - O primeiro smartphone foi criado em 1992 pelo americano Frank Canova para a IBM e foi o pioneiro na multifuncionalidade dos celulares. Além de realizar ligações, o IBM Simon tinha outras funções e aplicativos, como uma calculadora interna, o envio de e-mails, um calendário e um bloco de notas.

Entretanto, a revolução dos aparelhos inteligentes ocorreu mesmo em 2007 com a chegada do primeiro iPhone. A apresentação de Steve Jobs mudou a indústria com a adição da tela Touchscreen, num momento em que as teclas físicas eram o padrão, e com a possibilidade de customizar o aparelho conforme o gosto do usuário baixando aplicativos na AppStore. A partir daí, surgiu uma nova indústria gigantesca que conhecemos hoje, com jogos, utilitários, apps de estudo, paquera, jornalismo, streaming, redes sociais, tudo na palma da mão.

Juntos, mas separados - Em 2020, a pandemia da Covid-19 trouxe testes de fogo para a área de TI, pois foi necessário - e ainda é - manter empresas e colaboradores conectados o tempo todo, principalmente, por conta do distanciamento social necessário. Com mais pessoas em casa, foi preciso atualizar sistemas e criar novos métodos de trabalho remoto que fossem fáceis e práticos. 

As reuniões em aplicativos de videoconferências como Webex, Zoom, Teams e Meets se tornaram comuns, e a adaptação à nova rotina foi rápida. O sistema híbrido veio para ficar e a Tecnologia da Informação será ainda mais essencial para todos. 

7

Out

IMD abre seleção de bolsista para Diretoria de TI; saiba como participar

O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) abriu inscrições nesta quarta-feira, 6, para processo seletivo de bolsista de apoio técnico e administrativo, com vistas a atuar em sua Diretoria de Tecnologia da Informação. Está sendo disponibilizada uma vaga, além de formação de cadastro de reserva. O candidato aprovado irá desempenhar atividades na área de desenvolvimento de sistemas.

As inscrições, que podem ser feitas até o dia 15 deste mês, devem ser efetuadas no sistema Jerimum Jobs, por meio deste endereço eletrônico. Na ocasião, o candidato precisa anexar os seguintes documentos: currículo, atestado de matrícula na UFRN do semestre atual e histórico acadêmico do curso em andamento.

A carga horária do estudante selecionado será de 20 horas semanais e a modalidade da bolsa para ocupação imediata é de bolsa Funpec, com remuneração de R$ 600. Já eventuais oportunidades que surjam por meio do cadastro de reserva poderão ser para modalidade e remuneração distintas.

Entre os pré-requisitos obrigatórios para participar da seleção, está o de ser aluno ativo em cursos de graduação das seguintes unidades acadêmicas da UFRN: Centro de Tecnologia (CT), Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET), Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) e Instituto Metrópole Digital (inclusive em seu curso técnico).

O processo seletivo será feito mediante as seguintes etapas: homologação das inscrições, análise curricular e entrevista. Nesta última fase, os candidatos serão entrevistados em dia e horário a serem definidos pela Comissão Examinadora, mediante a plataforma Google Meet. Esse agendamento será feito por intermédio do e-mail fornecido no ato da inscrição.

Também são pré-requisitos para os candidatos à bolsa: conhecimentos em lógica de programação; conhecimentos em programação orientada a objetos; conhecimentos em Javascript, HTML e CSS. Além disso, espera-se que o futuro bolsista tenha disponibilidade para desenvolver as atividades em trabalho remoto.

Para saber mais informações sobre os requisitos e demais detalhes do edital da seleção (nº 071/2021), além de acompanhar os resultados das distintas fases do processo seletivo, o candidato poderá acessar a página do Instituto Metrópole Digital, por meio deste link.

4

Out

Criação de jogos e aplicativos, programação, impressão 3D e robótica na rotina dos alunos do novo Ensino Médio

O novo Ensino Médio começa a ser implantado de forma gradual a partir do ano que vem para os alunos do 1º ano. As mudanças focam na formação dos estudantes e no desenvolvimento de competências e habilidades. O aluno poderá escolher os chamados itinerários formativos de acordo com áreas do seu interesse e projetos de vida e carreira. As redes de ensino terão autonomia para definir quais itinerários serão ofertados. Com mais de 50 mil alunos em todo o país e uma metodologia de ensino reconhecida pelos mais de 10 anos de experiência, a escola Robô Ciência estruturou itinerários direcionados ao aprendizado tecnológico no novo Ensino Médio. 

Os itinerários formativos são um conjunto de disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudo, entre outras situações de trabalho. Eles foram organizados para preparar o estudante para o Ensino Superior e para sua carreira profissional e tem foco tanto em áreas de conhecimento, quanto em formação técnica e profissional. 

A Robô Ciência vai disponibilizar todo o material e os equipamentos necessários para o desenvolvimento das competências técnicas no ensino da robótica educacional dentro dos itinerários formativos do novo Ensino Médio, além do suporte pedagógico de um dos maiores centros de robótica educacional do país. Os estudos vão ocorrer em torno de quatro eixos: Prototipagem e Impressão 3D, Programação e Criação de Jogos, Robótica e Automação e Desenvolvimento de Apps. 

“Raciocínio lógico, comunicação interpessoal, criatividade e liderança são algumas das habilidades que serão aprimoradas a partir desses eixos que fazem parte dos itinerários oferecidos pela Robô Ciência. Eles terão um grande diferencial nas escolhas profissionais, o que coaduna com o objetivo desse novo Ensino Médio”, explicou o professor Alexandre Amaral, diretor da Robô Ciência. 

Itinerários envolvem máquinas e tecnologia

Com a evolução diante das novas tendências de mercado que apresentam as máquinas e tecnologias como ferramentas facilitadoras da vida em sociedade, a oferta do itinerário voltado a ciência e tecnologia se torna essencial, já que vai acelerar a inserção do jovem no meio globalizado de forma sistematizada, além de possibilitar uma melhor orientação diante das escolhas e possibilidades de futuro profissional. Abaixo, conheça um pouco mais dos itinerários oferecidos pela Robô Ciência:

Prototipagem e impressão 3D

Imagine a possibilidade de desenhar a peça que você precisar e torná-la um objeto real? Nesse curso serão trabalhadas situações problema dentro do contexto da mecânica, e serão desenvolvidos recursos utilizando o desenho técnico e a impressão 3D para a projeção de peças que atendam às necessidades do estudo da robótica. 

Programação e criação de jogos 

O desenvolvimento de jogos foi capaz de movimentar 11 bilhões de dólares apenas em novembro de 2020. Além dos pontos comerciais, o mercado de desenvolvimento de jogos depende da compreensão de habilidades como programação, design, roteirização de enredo, estruturação etapas de um projeto e as tecnologias para o desenvolvimento de jogos.

Robótica e automação

Nesse curso, os alunos aprenderão a como projetar uma máquina capaz de analisar um ambiente e executar tarefas predefinidas durante a criação do projeto. Para a prototipagem serão utilizadas ciências como mecânica, eletrônica e programação para compor o que se conhece como mecatrônica, aplicando à situações-problema do mundo real.

Desenvolvimento de Apps

O itinerário de desenvolvimento de aplicativos ajudará a construir conhecimentos sobre a lógica de programação e o pensamento computacional, definição de objetivos, estruturação das etapas de um projeto e as tecnologias para o desenvolvimento híbrido de aplicativos.

Foto tirada antes da pandemia

4

Out

Vendas de celulares em 2021 serão afetadas pela escassez de chips

Desde o ano passado, a escassez de chips vem afetando a indústria global, levando a atrasos e à alta de preços. O mercado de celulares não tinha sofrido grandes impactos até o momento, mas é provável que a situação mude a partir de agora, conforme levantamento divulgado pela Counterpoint Research na quinta-feira (30).

Segundo a empresa de pesquisa, a previsão de remessas de smartphones até o final de 2021, em todo o mundo, foi reduzida de 1,45 bilhão de unidades para 1,41 bilhão de aparelhos. Essa queda teria sido causada, em parte, pelos volumes mais baixos recebidos pelos fabricantes nos últimos meses.

Algumas companhias informaram ter recebido 80% do volume total de aparelhos solicitados no segundo trimestre, número que vem caindo para 70% no decorrer do terceiro trimestre. De acordo com o relatório, 90% da indústria foi afetada e o problema deve se manter até o final deste ano, pelo menos.

Enquanto marcas como Samsung, Xiaomi e Oppo estão entre as que mais sofrem com a falta de semicondutores, levando à redução na previsão de crescimento do mercado, outras têm menos problemas. Uma delas é a Apple, que “parece ser a mais resiliente”, conforme comentou o diretor de pesquisa da Counterpoint Tom Kang.

Problema foi contornado em 2020

A falta de chips e outros componentes eletrônicos assombra o mercado desde o ano passado, afetando setores como o automotivo, que precisou paralisar temporariamente a produção no Brasil e vários outros países. Apesar disso, a indústria de celulares conseguiu crescer em 2020.

Mudanças no planejamento e a acumulação de componentes como processadores e sensores de câmera foram algumas das táticas usadas para superar o problema. Porém, as peças armazenadas estão acabando e as novas remessas não conseguem suprir a demanda, exigindo novas estratégias para contornar a escassez.

Fonte: Tecmundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/mercado/226164-vendas-celulares-2021-afetadas-escassez-chips.htm

3

Out

Atualizações de sistemas e senhas fortes podem impedir 60% dos ataques virtuais

O mais recente Relatório de Análise de Resposta a Incidentes da Kaspersky mostrou dados interessantes sobre a segurança virtual como um todo, principalmente sobre como muitos usuários e empresas não estão adotando medidas ideais de proteção.

Segundo o levantamento feito pela Kaspersky, 63% dos ciberataques investigados pelo relatório conseguiram adivinhar a senha de sistemas, ou seja, entraram por força bruta, ou usaram de falhas já corrigidas em atualizações dessas mesmas redes.

A análise de dados anônimos usada como base para o relatório também mostra que ataques de força bruta são os vetores iniciais mais usados para entrar nas redes de uma empresa. Em comparação com o ano anterior, este método disparou de 13% para 31,6%, devido à pandemia e à explosão do trabalho remoto.

O segundo tipo de vetor inicial mais observado é o uso de vulnerabilidades, com uma participação de 31,5%. O levantamento mostrou que em apenas alguns casos foram usadas falhas descobertas recentemente, com os ataques, em sua grande maioria, usando vulnerabilidades que já são de conhecimento público há bastante tempo, mas ainda não foram corrigidas.

Gráfico mostrando os principais vetores iniciais de ataques virtuais, segundo o relatório da Kaspersky. (Imagem: Reprodução/Kaspersky)
Outra conclusão apresentada pelo relatório é que mais da metade dos ataques virtuais que tem como vetor inicial e-mails maliciosos, força bruta ou a exploração de falhas em programas desatualizados foi detectado em questão de horas (18%) ou em dias (55%).

Por fim, o estudo também mostra que ataques que envolvem um vetor inicial de força bruta são fáceis de detectar na teoria, mas, na prática, apenas uma fração das empresas consegue impedi-los antes que eles afetem sistemas.

Prevenção

Embora as pessoas com o mínimo de conhecimento sobre cibersegurança saibam a importância de aplicar atualizações regularmente, poucas empresas aplicam essa prática, e dessa forma acabam facilitando o acesso inicial de criminosos nos sistemas corporativos.
Para Roberto Rebouças, gerente executiva da Kaspersky no Brasil, essas práticas pouco seguras de senhas e atualizações de software acabam se tornando os principais vetores iniciais de ataques. Ele completa afirmando que senhas fracas e sistemas antigos são o equivalente na vida real a sair de casa, deixar uma janela destrancada e a chave da porta da frente debaixo do tapete.

Por outro lado, a adoção de políticas de senhas fortes para os usuários das redes corporativas, segundo a Kaspersky, pode reduzir em até 60% o risco de ataques. Um gerenciamento adequado de atualizações de sistemas também apresenta bons números, com redução em cerca de 30% em golpes que usam falhas antigas como vetor inicial.

Por fim, a Kaspersky recomenda os seguintes passos para maior proteção de sistemas corporativos:

- Implementação de políticas de senhas robustas, com autenticação de múltiplos fatores (MFA) e ferramentas de gerenciamento de identidade e acesso;
- Tolerância zero no gerenciamento de atualizações. As atualizações regulares e as verificações de vulnerabilidades na rede são fundamentais para proteger a empresa;
- Treinamento de funcionários para que eles saibam reconhecer ameaças e saibam como agir em situações perigosas;
- Uso de tecnologias de detecção e resposta de segurança com serviços gerenciados (MDR), que são capazes de gerar relatórios e checar status de cada parte do sistema, para gerenciar crises de maneira rápida e eficiente.

O relatório completo pode ser acessado aqui.

2

Out

[ARTIGO] Como a IA vai mudar a sua relação com o dinheiro?

*Por Jean Malaquias

Nós não lidamos com o dinheiro da mesma forma com a qual nossos pais ou avós lidavam. Muito provavelmente, nossos filhos também terão comportamentos diferentes do que temos hoje. A gestão financeira, que antes predominava manualmente com as cédulas, vem sendo constantemente inovada com o advento dos avanços tecnológicos e, principalmente, investimentos em inteligência artificial, a qual proporcionou o surgimento de novas moedas digitais e sistemas de gestão online.

A necessidade de atualização do mercado, impulsionada pela pandemia, possibilitou um avanço inimaginável do setor financeiro que, não era esperado. A moeda física, perpetuada por anos em nossa sociedade, já deixou de ser a predominante dentre a grande maioria da população. Em substituição, as criptomoedas foram, sem dúvida, um dos maiores avanços e explosão de investimentos feitos no último ano. Segundo uma pesquisa feita pela Hashdex, a maior gestora de criptomoedas do país, o crescimento registrado desde o começo de 2021 foi de 938% - um salto de quase 300 mil investidores a mais do em comparação ao ano anterior.

Hoje, o papel moeda deixou de ser saudável para a economia de um país. Além de causar enorme desmatamento para sua circulação, sua impressão também é cara, gerando um custo maior do que representa e, consequentemente, um prejuízo para os bancos nacionais. Em contrapartida, as criptomoedas vieram para estabilizar a economia, incapaz de gerar uma inflação da mesma forma em que o dinheiro físico. Mesmo com sua limitação quantitativa – escassez equivalente ao ouro no mercado – são uma tendência que veio para ficar.

Fora elas, o machine learning é outra grande inovação, com fortes expectativas futuras. O ensinamento profundo das máquinas, capaz de desenvolver a habilidade de desempenharem funções humanas e, até mesmo raciocinarem de forma parecida, poderá evoluir em níveis antes apenas imaginados em filmes. Em poucos anos, os cientistas não serão mais necessários para ensinar tais máquinas, aprendizado que será feito diretamente entre uma máquina e outra – conquista que proporcionará um aumento gradativo da performance e conhecimento.

Ainda, a evolução da transmissão de conhecimento que hoje já se provou possível, poderá contribuir para a diminuição da burocracia e tempo de entrega de serviços ou produtos. A probabilidade de acerto será muito maior e mais rápida, especialmente com os resultados já vistos no desenvolvimento de programas capazes de criar outros semelhantes.

Todos esses avanços, quando aplicados no setor econômico, possibilitarão uma gestão muito mais assertiva e eficiente de nossas finanças, servindo como importante auxiliadora no mapeamento de gastos antecipadamente e, como equilibrá-las evitando prejuízos e endividamentos – até mesmo, bloqueando gastos e visando uma melhor educação financeira.

A inteligência artificial veio para automatizar processos e mostrar o que não podemos ver a olho nu. Ao mapear nosso histórico e mapear o comportamento, criará uma relação muito mais saudável com o nosso dinheiro, indicando os melhores caminhos a serem seguidos e as melhores opções para investimentos.

*Jean Malaquias é CTO da Poupay+, fintech de gestão financeira exclusiva para mulheres.

2

Out

De acordo com pesquisa, 48% afirmam que deixariam de comprar se descobrissem que a loja já sofreu um ataque cibernético

Em agosto de 2021, uma loja de departamentos sofreu um ataque cibernético em parte de seus sistemas e operações, forçando a empresa a suspender suas atividades online. O e-commerce da marca no site e no aplicativo ficou indisponível e os clientes não puderam realizar suas compras. 

Além da loja de departamentos, outras empresas também foram alvo de ciberataques em 2021, como uma companhia que opera no processamento de carnes, que foi alvo de um ataque e resolveu pagar 11 milhões de dólares de resgate aos hackers, em junho deste ano. Outro caso recente envolve o Ministério da Economia, que teve a rede interna da Secretaria do Tesouro Nacional invadida por um ataque de ransomware, um vírus que impede o acesso às informações armazenadas no sistema da empresa. O objetivo dos hackers é forçar o pagamento para recuperação do acesso aos dados.

A Zoho, empresa de tecnologia global que oferece amplo conjunto de aplicativos e softwares de negócios, encomendou um estudo através da plataforma Toluna, com 1.000 brasileiros questionando sobre a segurança dos dados online. Na pesquisa, 48% dos entrevistados afirmaram que deixariam de comprar em uma empresa se descobrissem que o site já sofreu ataque cibernético. 

"Com esse resultado, podemos analisar que o consumidor está preocupado com a forma que as empresas lidam com seus dados pessoais. Se antes era comum que os consumidores fornecessem dados, agora eles estão mais cautelosos sobre as informações que compartilham", diz Jonathan Melo, diretor de marketing da Zoho Brasil. 

O estudo também questionou os 1.000 respondentes sobre a relação que eles mantêm com as lojas ao realizar compras por meio digital. 65% dos respondentes afirmaram que têm medo de fornecer seus dados pessoais ao realizar uma compra online. 

Já 72% afirmaram que evitam fazer negócios com lojas virtuais que não tenham domínio de email próprio. Entre os respondentes, 39% disseram que confiam mais em comprar no aplicativo da loja do que no site. 

"As preocupações dos consumidores são válidas, ainda mais quando vemos a quantidade de ciberataques que as empresas estão tendo que lidar. A solução é investir mais em tecnologia e segurança de ponta, especialmente por lidarem com dados sensíveis de clientes. O avanço que o e-commerce teve durante a pandemia pode acabar sendo afetado caso os ataques cibernéticos continuem afetando as grandes empresas", avalia o diretor de marketing. 

A pesquisa da Toluna foi realizada entre os dias 7 e 13 de julho de 2021, com 1.000 pessoas das classes A, B e C, segundo critério de classificação de classes utilizado pela Abep – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, onde pessoas da classe C2 tem renda média domiciliar de R$ 4.500 por mês. Estudo feito com pessoas acima de 18 anos, de todas as regiões brasileiras, com 3 pontos percentuais de margem de erro e 95% de margem de confiança.