Mercado

5

Out

Retomada de economia passa pela prioridade aos pequenos negócios

As micro e pequenas e empresas já demonstraram, nos últimos 19 meses, que carregam sobre si um papel determinante para a manutenção das atividades econômicas e geração de empregos no Rio Grande do Norte e no Brasil. Nos períodos mais agudos da crise provocada pela pandemia da covid-19, foram as organizações desse porte que mantiveram os níveis positivos de geração de negócios e, consequentemente, abertura de novos postos de trabalho. Porém, mesmo com essa contribuição preponderante no processo de dinamização da economia, os pequenos negócios ainda enfrentam dificuldades e desafios.

No Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, celebrado em 5 de outubro, o Sebrae no Rio Grande do Norte destaca a necessidade do fortalecimento desse segmento empresarial e da implementação de políticas públicas, já contempladas em leis, para o avanço dos pequenos negócios para se ter motivos efetivos para se comemorar na data.

A criação de novas empresas de pequeno porte deu um salto no Rio Grande do Norte na última década. Entre outubro de 2011 e o início deste mês, o número de micro e pequenas abertas no estado passou de pouco mais de 63 mil para 226,4 mil negócios, impulsionado principalmente pela categoria de Microempreendedor Individual (MEI), aquelas empresas conduzidas por profissionais autônomos com até um funcionário formal contratado e com faturamento anual bruto de até R$ 81 mil.

Esse quantitativo leva em conta apenas as que são optantes pelo Simples Nacional, sem considerar as demais empresas de pequeno porte adeptas de outros regimes tributários, como o Lucro Real e o Lucro Presumido, fora do sistema simplificado. Levantamento feito pelo Sebrae mostra que há no estado 206,7 mil pequenos negócios em atividade. Desse total, 61,7% estão enquadrados na categoria de MEI. Os demais estão registrados como microempresa (32,9%) e empresa de pequeno porte (5,4%).  Isso ratifica que quanto menor o porte, maior é o número de empresas.

E essa estrutura mais enxuta é fundamental para geração de novos empregos, justamente pela forma de dinâmica que esse contingente de empresa se adapta rapidamente às adversidades do mercado e da economia. Não à toa, foi esse segmento que segurou o saldo de empregos no RN ao longo deste ano.

Saldo de empregos

Enquanto nas demais empresas foi registrado fechamento de postos de trabalho, as MPE’s mantiveram o ritmo de contratações e seguraram os déficits das médias e grandes empresas, deixando em praticamente todos os meses o saldo positivo de emprego no RN.  O saldo de empregos gerados no período de janeiro a agosto deste ano, no Rio Grande do Norte, foi de 23.957, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Já nos pequenos negócios o saldo foi maior. Foram realizadas 24,5 mil novas contratações.

De cada dez empregos criados no país em agosto, sete foram abertos em pequenos negócios. De acordo com dados do Caged, das 372, 2 mil novas vagas de trabalho criadas, há dois meses, os pequenos negócios foram responsáveis por 265,1 mil.

Apenas esses dados já deveriam ser motivo suficiente para um olhar especial a esse segmento e, por isso, o Sebrae no Rio Grande do Norte destaca a necessidade do fortalecimento desse setor, que representa mais de 90 % das empresas do estado, para a retomada do desenvolvimento do estado e do país, devido à contribuição para o setor produtivo. Atualmente, os pequenos negócios são importantes na composição do Produto Interno Bruto (PIB) do estado e movimentam a economia local.

Apesar das adversidades, o segmento também obteve avanços neste ano com a regulamentação da Lei Geral Estadual da MPE e a instalação do Fórum Estadual Permanente das Microempresas, das Empresas de Pequeno Porte e dos Microempreendedores Individuais (Fempe), que criou uma Câmara Setorial para o setor junto à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec) no início deste semestre. Foi um marco porque essa organização está dotada de comissões permanentes, que buscam discutir a pauta dos pequenos negócios na estrutura governamental, focando discussões importantes, como inovação, educação empreendedora, desburocratização, compras públicas e crédito.

Esse último tema é um dos principais desafios enfrentados pelos donos de pequenos negócios. Apesar da linha de crédito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (PRONAMPE) e do apoio do Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), o acesso facilitado ao crédito ainda trava o desenvolvimentos desses negócios no estado e no país, principalmente neste momento reabertura das atividades. Estudo feito pelo Sebrae e Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que 52% dos empreendedores de pequeno porte do Brasil não possuem reservas financeiras para manter a empresa funcionando nos próximos meses.

“É uma questão sensível o acesso ao crédito para os pequenos negócios. Houve avanços de 2020 para cá, mas ainda precisamos avançar nessa temática. É inegável o papel desempenhado pelas micro e pequenas empresas na nossa economia. Por isso, esse segmento precisa de apoio para se desenvolver, crescer e gerar empregos e renda para o país”, avalia o diretor superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto.

Para comemorar o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa (MPE), o Sebrae realiza nesta terça-feira (5), a partir das 18h, o lançamento da Feira do Empreendedor 2021. O pré-evento, que será online, traz Nina Silva, CEO do Movimento Black Money e Alexandre Costa, CEO da Cacau Show, para compartilhar histórias do universo empreendedor com o apresentador Fábio Porchat. Para se inscrever gratuitamente, basta acessar o site https://feiradoempreendedor.sebraesp.com.br/.

Como parte das comemorações do Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, hoje  a partir das 17h, acontece no Partage Norte Shopping, na Zona Norte da capital o evento "Sunset Zona Norte". Os empresários Deborah Sayonara (Matersol), Carlos André (André Rações) e Amanda Nascimento (Kenko Sushi apresentarão suas histórias de sucesso empresarial. O evento contará com a participação especial de Matheus Angelo e será mediado por Frederico Fonseca. O músico e empreendedor Amazan também falará da sua trajetória empresarial. A atração musical ficará a cargo do grupo Sax In The House.

Foto: Moraes Neto

5

Out

Serasa mostra que empresas pagam 51% das dívidas em até 60 dias

O indicador de Recuperação de crédito da Serasa Experien mostra que 51% das dívidas de pessoas jurídica são pagas em até 60 dias após a empresa ter sido negativada. Os dados, divulgados ontem (4), são referentes a abril, o último mês consolidado.

De acordo com a Serasa Experian, as dívidas de pessoas jurídicas seguem um padrão: as mais recentes tendem a ser quitadas em maior número do que aquelas com mais tempo de existência. Considerando compromissos vencidos há 30 dias em abril, 64,4% foram recuperados; de 30 a 60 dias. Com prazo de vencimento de 60 a 90 dias, a recuperação foi de 44,6%; de 90 a 180 dias, de 31,4%; entre 180 dias e o primeiro ano, de 26,4%; e entre um ano e mais anos, de 15,7%.

“Com o passar do tempo, as multas e os encargos financeiros vão encarecendo o valor das dívidas, e a situação financeira das empresas com dificuldades pode se agravar ainda mais, o que torna mais difícil a recuperação das dívidas mais antigas”, destaca o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Fonte: Agência Brasil

5

Out

Cabo Telecom tem selo "Econexão" de preservação ambiental

Nesta semana em que se comemora o Dia da Natureza (04) somos convidados a refletir sobre nossas ações e o impacto ambiental delas. Aqui no Estado, empresas têm se empenhado em fazer escolhas sustentáveis e tomar iniciativas que contribuam para a proteção do meio ambiente, como é o caso da Cabo Telecom, empresa genuinamente potiguar que integra o Grupo Conexão. 

O diretor-presidente da Cabo Telecom, Cláudio Alvarez, explica que “tanto a Cabo Telecom quanto as demais empresas do grupo têm incentivado os colaboradores a repensar algumas atitudes.  Estamos alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que visam proteger o planeta, por isso, a preservação ambiental é um dos nossos objetivos”, conclui. 

Alguns pilares regem a responsabilidade social e ambiental de instituições comprometidas com questões de sustentabilidade, como por exemplo, a mudança de práticas que agridem a natureza, como propõe o selo “Econexão - conectados com o meio ambiente” - um projeto do grupo que reafirma o compromisso diário das empresas em adotar essas práticas e minimizar os impactos ambientais, contribuindo com o desenvolvimento sustentável. 

Ações como uso de copos reutilizáveis, economia de papel, água e energias, coleta seletiva e reciclagem, além da inclusão social, já fazem parte do dia a dia das empresas. Os colaboradores da Cabo Telecom receberam, recentemente, kits ecológicos que contém um copo de fibra de bambu, canetas e lapiseiras de material reciclável, além de uma squeeze para incentivar o consumo de água e a hidratação das equipes.

Para Cláudio Alvarez, “o caminho ainda é longo, mas pequenas ações diárias já impactam positivamente nossos clientes, colaboradores e parceiros. Além de prestar um serviço de qualidade e um atendimento de excelência, também entendemos a importância do nosso compromisso ambiental enquanto instituição e também nos responsabilizamos pelo impacto ambiental das nossas escolhas”, afirma.

Colaboradores fazem plantio de muda no Parque da Cidade

No último sábado (02), um grupo de 30 colaboradores da Cabo Telecom plantou 50 mudas numa área de reflorestamento, que fica nas proximidades do Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, em parceria com o Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas da Prefeitura de Natal.

A ação de plantio das mudas - entre elas, Ipê Rosa, Jacarandá Mimoso, Maria Preta, Sibipiruna, Paineira Branca e Massaranduba - recebe o selo “Econexão” e soma-se às ações sustentáveis já colocadas em prática pela Cabo Telecom, como a coleta seletiva nas sedes das empresas, a destinação correta do lixo eletrônico e a realização de campanhas internas de conscientização ambiental. Todas essas atitudes fazem parte do compromisso social e ambiental do Grupo Conexão, que tem como pilar a sustentabilidade. 

Sobre o Grupo Conexão

O Grupo Conexão é uma holding de tecnologia composta por 12 empresas e mais de 2.200 colaboradores, servindo mais de 400 mil lares e 20 mil clientes empresariais não só nas capitais, como também no interior de seis estados do Nordeste e no Sudeste do Brasil: Cabo Telecom (RN e PB), Multiplay, Ideia Telecom, Agily e Meganet (CE), Conexão, Direta, Mega, Outcenter, Starweb e Alegra,  (SP, MG e BA).

O grupo integra companhias que contam com décadas de experiência e pioneirismo local fornecendo os serviços de TV por assinatura, internet banda larga e telefonia VoIP, através de uma rede segura de tecnologia híbrida de quase 8 mil km de fibra óptica e mais de dois mil km de cabo coaxial (HFC) de qualidade, sem perder a regionalidade.

5

Out

Pizzaria Ponto Certo é o novo sabor que chega em Natal (RN)

O Empresário Cláudio Ovídio estendeu seus negócios de Caicó (RN) até Natal (RN). Acabou de instalar na Capital Potiguar uma filial da Pizzaria Ponto Certo aclamada pelos caicoenses pela delicia de seu sabor.

Com toda uma estrutura já montada, logo que entrou em atividade atraiu grande clientela natalense.

Ponto Certo que funciona como Restaurante e Pizzaria é de uma culinária inigualável. O local, que vem se tornando um dos preferidos de Natal (RN), está funcionando na Avenida Jagaurari.

Tenha um bom apetite.

5

Out

Empreendedores do RN recebem aporte de mais R$ 72,4 milhões via AGN

A Agência de Fomento do Rio Grande do Norte (AGN-RN), instituição financeira do Governo do Estado, alcançou a expressiva marca de mais de RS 72,4 milhões investidos na economia norte-riograndense através de financiamentos a empreendedores e empreendimentos potiguares no período de pouco mais de dois anos e nove meses. O resultado é 24,6% maior do que desempenho alcançado em todo quadriênio 2015-2018.

Ao todo, foram R$ 72.404.717,33 milhões injetados pela instituição financeira por meio das mais diversas linhas de créditos operadas e que atenderam 17.112 empreendedores desde o dia 1º de janeiro de 2019 até 1º de outubro de 2021. No período anterior, foram pouco mais de R$ 58,1 milhões investidos.

A Agência, inclusive, está próxima de superar também o número de negócios atendidos e já tem 93,3% do total apoiado no quadriênio anterior. Entre 2015 e 2018, foram 18.427 empreendedores atendidos com financiamento contra 17.195 e ainda faltando um ano e três meses para fechar o quadriênio.

O crescimento expressivo nas operações e no volume de negócios realizados ao longo dos últimos anos pela AGN se dá, segundo a diretora-presidente Márcia Maia, em razão das transformações realizadas na gestão Agência de Fomento a partir das diretrizes e do Governo do Estado, da governadora Fátima Bezerra e da própria instituição financeira de desenvolvimento.

A gestora se refere às linhas criadas para atender Agricultura Familiar, Cultura e Artesanato, Economia Solidária, Juventude Empreendedora; Colônias de Pescadores, informais e MEIs da cadeia produtiva do Turismo, bem como, a criação de uma plataforma online própria para facilitar o acesso ao crédito, ampliação de parcerias junto ao Sebrae, CDLs, Prefeituras, Associações ligadas ao setor produtivo e outras instituições para alcançar novos públicos/empreendedores, além de medidas administrativas de reordenamento de setores, redução de despesas e articulação com secretarias do Governo do Estado.

“A Agência de Fomento tem um papel anticíclico enquanto instituição financeira de desenvolvimento responsável por gerir a política pública de crédito e com participação direta no estímulo ao desenvolvimento e ao empreendedorismo no estado. Mesmo antes da pandemia, iniciamos uma série de ações gerenciais, ampliamos o espectro de atividades que a instituição atendia, melhoramos a comunicação e buscamos estar cada vez mais próximos do empreendedor, literalmente viajando o estado de ponta a ponta”, explicou a diretora-presidente.

Crédito na pandemia

Para se ter uma ideia, apenas no período entre 24 de março de 2020 - quando os primeiros decretos foram estabelecidos no RN em razão da pandemia de Covid-19 foram estabelecidos - e 1 de outubro de 2021, 10.322 empreendedores tiveram crédito concedido. O volume total de recursos injetados nesses negócios representa R$ 50,1 milhões em financiamentos.

Maria Aparecida Araújo, dona da própria loja e de um ateliê de costura em Caicó se tornou cliente da AGN para garantir capital de giro e conseguir ampliar a produção, mesmo na pandemia. "Eu não tinha capital de giro e tinha medo. Nunca tinha feito empréstimo, foi meu primeiro, comecei e vem dando certo. E esse tem o diferencial porque não tem juros. E nesse tempo que a gente tá, a gente não pode deixar de correr atrás. Mas tá melhorando, melhorando muito e esse crédito ajudou demais", afirma Aparecida.

O guia de turismo João Francisco Rodrigues, que passou meses sem poder trabalhar como gostaria devido ao impacto da pandemia de Covid-19 no setor turístico também buscou o apoio da AGN, conseguiu o crédito que precisava e saiu satisfeito com o recurso que vai ser utilizado para custear despesas e investir em divulgação a partir da retomada.

“Fiquei sabendo (do Microcrédito do Empreendedor) através da divulgação na mídia, profissionais de turismo como eu que ficaram parados devido a pandemia, poderiam ter acesso a verba que ajudaria nesse momento difícil e ecomendo muito. Depois que resolvi toda documentação necessária, o financiamento saiu. É de verdade mesmo. Recomendo e vou indicar pros meus companheiros. As coisas estão voltando e quero investir, desenvolver um trabalho melhor”, concluiu.

A diretora-presidente destaca o papel das instituições financeiras de desenvolvimento, especialmente diante do impacto da pandemia na economia do mundo todo, que se voltaram para defender seus ecossistemas de negócios e empreendedorismo. No caso do RN, exemplos como o João Rodrigues e Maria Aparecida, são apenas alguns dos milhares de empreendedores atendidos pela AGN no apoio aos negócios dos mais diferentes portes, especialmente aqueles mais sujeitos aos efeitos da crise econômica.

“Com a chegada da pandemia, redobramos os esforços em razão do caráter estratégico da nossa atuação, adotamos medidas diversas e temos dado até aqui nossa colaboração direta para mitigar os efeitos negativos causados pela pandemia do novo Coronavírus, por isso, não apenas garantimos o acesso ao crédito, como ampliamos, para oferecer liquidez para os empreendimentos, defender a continuidade dos negócios e preservar ao máximo emprego e renda em nosso estado, especialmente daqueles mais vulneráveis, como informais, micro e pequenos empreendedores”, concluiu Márcia.

 

5

Out

Inscrições abertas para 6º Seminário Internacional do Programa Trabalho Seguro

Estão abertas as inscrições para o “6º Seminário Internacional do Programa Trabalho Seguro - Construção do trabalho seguro e decente em tempos de crise: prevenção de acidentes e doenças ocupacionais”, promovido pelo Programa Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho da Justiça do Trabalho, com o apoio da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat). 

O evento, que será realizado entre 18 e 22 de outubro, será transmitido ao vivo pelo canal oficial do TST no YouTube. O objetivo é debater questões relacionadas à saúde e à segurança de trabalhadores e empregados em tempos de crise, com destaque para a prevenção das doenças ocupacionais e de acidentes no ambiente de trabalho. 

Público-alvo 

O evento é voltado para magistrados e servidores da Justiça do Trabalho, procuradores e auditores fiscais do trabalho, parlamentares, professores, pesquisadores e estudantes, além de integrantes de organizações não governamentais e da sociedade em geral. Será emitido certificado de participação aos inscritos que acompanharem o evento.

Programação

Entre os palestrantes, já confirmaram presença o professor de Direito do Trabalho e Previdência Social do Uruguai Hugo Barretto Ghione, que fará a palestra de abertura, com o tema “Construção do trabalho seguro e decente em tempos de crise: prevenção de acidentes e doenças ocupacionais”, e a diretora associada do Centro para Epidemiologia Social da Califórnia, Marni Dobson, com a conferência “O futuro do trabalho e do bem-estar dos trabalhadores e organizações durante e depois da pandemia”.

O psicanalista Christian Dunker, professor titular do Instituto de Psicologia da USP, fará a palestra “Saúde mental e trabalho em tempos de pandemia”, e a exposição do doutor em epidemiologia Pedro Hallal terá como tema “O impacto da pandemia sobre o trabalho e os trabalhadores do Brasil”. 

Confira a programação completa

4

Out

CDL Natal apresenta para empreendedores a plataforma de crédito CDL Fomenta

A CDL Natal conta agora com a plataforma CDL Fomenta, ferramenta que vai facilitar a vida dos empreendedores e agilizar os processos na busca pela concessão de crédito e soluções financeiras.  A apresentação da plataforma que disponibiliza crédito em oito soluções financeiras diferentes (crédito imobiliário, veicular, meios de pagamento, consignando, pessoal e antecipação), com as menores taxas do mercado e de forma rápida, acontecerá no dia 05/10, às 8h na sede da CDL Natal durante café da manhã para imprensa.  

A plataforma possui atualização constante, novas modalidades de crédito, reúne no digital 27 diferentes instituições financeiras conectadas ao sistema e proporcionar aos usuários o serviço sem que eles saiam de casa. 

Ao se cadastrar na plataforma o empresário pode simular financiamentos, refinanciamentos e demais serviços bancários. Poderá solicitar online o CRÉDITO que deseja: simular suas parcelas e condições, confirmar as documentações exigidas e fechar o melhor negócio junto às instituições cadastradas. Tudo de forma rápida, segura, tecnológica e sem precisar se deslocar até as instituições.  

O público-alvo é toda a população, sendo pessoa física ou jurídica que tenham interesse em alguma solução financeira.

4

Out

GO!RN 2021 vai debater negócios e rumos do mercado digital

A pandemia da Covid-19, sobretudo o distanciamento social, acelerou o processo de digitalização das empresas e também levou o consumidor a se familiarizar com ferramentas nunca antes experimentadas. Compras virtuais, sistemas de logísticas, lives, aplicativos, marketplace, redes sociais e ferramentas de videoconferência passaram a fazer parte da rotina de grande parte da população. Inevitavelmente, essa transformação digital alterou a forma de fazer negócios. O ecossistema de inovação do Rio Grande do Norte esteve atento a essas mudanças e se uniu para apontar as tendências nesse mercado volátil na segunda edição online do GO!RN, já considerado o maior evento de empreendedorismo inovador do estado.

O evento será realizado nos dias 21 e 22 deste mês e, assim como no ano passado, busca virtualmente conectar empreendedores a conteúdos e personalidades que se destacam nos cenários nacional e internacional para troca de experiências, visando analisar para onde caminha esse mercado, que, somente no primeiro semestre do ano, chegou a ampliar as vendas online em 57,4% no país. Promovido colaborativamente pelo Sebrae no Rio Grande do Norte e as instituições que integram o ecossistema de inovação do RN, coconstrutoras da iniciativa, o evento é inteiramente online. As inscrições podem ser feitas gratuitamente no site https://go.rn.sebrae.com.br/. Após a inscrição, o participante já tem acesso direto à plataforma do evento.

O GO!RN 2021 tem como eixos principais: Startups, Transformação Digital, Tecnologia e Inovação – temáticas essenciais para empreendedores e profissionais de qualquer segmento. Na edição deste ano, o GO!RN estará estruturado com uma programação que ocorrerá simultaneamente em seis palcos virtuais: Inovação, Tecnoclogia, Empreendedorismo, Capital e Smart Money, Ecossistema e Touch the future. Além disso, o evento contará com três plenárias internacionais, que abordarão temas, como ’DeFi e o Futuro das Finanças’ e ‘Flourish Saving – Não é Destino, é a Jornada’.

Mundo dos games

A versão 2021 também estará focada na gameficação, com mesas redondas, debates e capacitações técnicas acerca do universo dos games, um mercado em ascensão em todo o planeta pelas inúmeras aplicabilidades na resolução de problemas educacionais, de saúde e socioambientais.

Estão previstas mais de 100 atividades entre palestras, minicursos e painéis, enfocando o empreeendedorismo digital e inovador, o que atende em cheio quem já possui uma startup ou aqueles que têm uma ideia, mas ainda não a executaram. Pelo menos, 20 instituições, comunidades e grupos do ecossistema inovador estarão participando ativamente da programação e abrindo um leque de possibilidade de novas conexões e networking, cada uma delas conduzindo seu próprio evento dentro do GO!RN 2021.

Conhecimento e oportunidades

“Será uma excelente oportunidade de se atualizar sobre a forma de empreender que está mudando as empresas no mundo inteiro: os negócios digitais. Vemos como uma ocasião ímpar de incrementar a rede de contatos, conhecer os protagonistas do ecossistema de startups e inovação do RN, empreendedores e outras pessoas que estão fazendo a diferença no cenário local e nacional”, explica o coordenador do evento, o analista técnico do Sebrae-RN Carlos von Sohsten.

De acordo com o coordenador do GO!RN, durante os dois dias, muitos empreendedores de sucesso estarão falando de histórias reais, de dificuldades e de como alcançaram sucesso. “Entre as palestras internacionais, teremos Breno Nunes, diretamente da Inglaterra, com uma visão global impressionante. Para quem quer entender o que está acontecendo com profundidade, recomendo. Também teremos o Pedro Moura com o americano Brian Requarth falando diretamente do Vale do Silício e da experiência que vivem no meio das maiores empresas de tecnologia e startups do mundo, com toda a visão da Berkeley, Stanford e de quem empreende por lá”, recomenda.

Carlos von Sohsten também cita a participação, direto de Singapura, de Carlos Queiroz, explorando uma área mais técnica e tecnológica, com a experiência de quem vive entre as maiores corporações do sistema financeiro global.

Conteúdos criativos e exclusivos

Como o GO!RN será online, todo o conteúdo estará disponível somente para os participantes do evento e nos dias e horários programados. No ambiente digital do evento, o participante vai encontrar, além de uma vasta programação, uma área de exposição com ‘estandes virtuais’ dos principais atores do ecossistema de inovação do RN e muita gameficação, com direito a premiação. O evento teve origem no antigo Startup Day e segue a mesma proposta, porém, mais abrangente.

São mais de 20 eventos em um mesmo ambiente, totalizando mais de 100 atividades como palestras, mini-cursos, painéis e mesas redondas, previstos para ocorrer nos seis palcos, simultaneamente. O GO!RN 2021 é uma correalização do Sebrae-RN com a Jerimum Valley, Potiguaras Valley, LEP, CDL Jovem, Salt Valley, b.connect, Junior Achievement, Parque Instituto Metrópole Digital - IMD e incubadora INOVA, RN Júnior, Seahub, PONG, Potilivre, WiE, Arara Furtacor, incubadora ITNC-IFRN, e-Labora da UnP, incubadora inPacta da UFRN, Prefeitura do Natal e Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte, com destaques ainda para os eventos do ALI, o ALIFLIX, e do projeto de Impacto Social, o Tech for Good.

4

Out

Após perder a mãe para o câncer de mama, potiguar cria projeto para recuperar autoestima de mulheres vítimas da doença

Todos os anos, este mês é conhecido como o ‘Outubro Rosa’, período em que são reforçadas as ações de conscientização e a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Hoje trazemos uma matéria sobre o impacto que o câncer de mama teve na vida da potiguar Aline Costa, que perdeu a mãe para a doença, mas utilizou esse trauma para fazer a diferença na vida de diversas mulheres com a micropigmentação de aréolas.

A técnica permite fazer uma pigmentação nessa área, valorizando os seios. O pigmento é implantado na camada superficial da pele e devido ao peso molecular adequado, não atinge camadas mais profundas como acontece com uma tatuagem. O trabalho de micropigmentação da aréola enfoca as características naturais da área, principalmente em caso de mastectomia ou acidente, permitindo assim novos desenhos da aréola.

Há 21 anos, Dona Ludeni, mãe de Aline Costa, foi diagnosticada com câncer de mama e, na época, teve que fazer a remoção total de uma de suas mamas, a chamada mastectomia. Foram 12 anos de tratamento, onde ela não se reconhecia completamente, pela falta de um detalhe tão importante para a feminilidade, que é a mama. Dona Ludeni faleceu por causa da doença em 2012.

Aline, quando começou a trabalhar com a micropigmentação, colocou o curso de reconstrução aureolar como um foco total em sua vida, a fim de devolver a autoestima de mulheres que viveram o mesmo que sua mãe, de forma totalmente gratuita. Foi assim que surgiu o Projeto Reviver Mulher. “O objetivo é poder fazer por elas (mulheres), o que eu não pude fazer pela minha mãe, que foi vítima de câncer de mama e veio a falecer sem aréola”, afirmou.

“Essas mulheres vêm precisando de acolhimento e serem ouvidas. Entender essas dores é o principal, já que vivi isso em casa, com a pessoa que mais amei em toda minha vida! A principal missão nisso tudo é entregar cuidado e empatia para essas mulheres através de um serviço que irá devolver sua autoestima”, destacou Aline.

A profissional começou o projeto em 2018 e até hoje realizou cerca de 20  micropigmentações de aréolas. Quem quiser participar do projeto, basta procurar Aline pelo Instagram dela (https://www.instagram.com/alinecostamicropigmentacao/). 

Sou eternamente grata

Para mostrar a importância desse tipo de procedimento na vidas das mulheres, nada melhor do que conversar com uma que fez a micropigmentação da aréola.

A empreendedora natalense Fernanda Rafaela Hortência descobriu o primeiro câncer de mama bilateral aos 27 anos, ainda amamentando a filha de 1 ano 7 meses. “Fiz a mastectomia preventiva com preservação de bico e auréola. Depois de 7 anos  curada, aparece um cisto na mama esquerda, próximo do auréola,  bem sobre a pele. Dele eu suspeitei,  e pedi uma biopsia. E foi confirmado que o aquele cisto oleoso era um outro tipo de câncer de mama. 

No processo de tratamento, na mesa de cirurgia, foi percebido um aumento muito rápido do nódulo, e o cirurgião optou por não  preservar  a mama, e sim fazer a mastectomia radical. Tive que usar prótese de silicone por uns bons meses até fazer a cirurgia de reconstrução”, recorda.

Apesar de sempre estar bem consigo mesma em todos os aspectos e tendo feito a reconstrução do seio, Fernanda conta que viu na micropigmentação a oportunidade fazer algo a mais por ela. “Havia pensado em fazer uma tatuagem, mas como nada é por acaso, em pleno Outubro Rosa, uma amiga me indicou o projeto de Aline, resolvi aceitar o convite”.

O resultado, segundo Fernanda, não poderia ser melhor. “Estou muito satisfeita. A Aline me surpreendeu, me emocionou, ficou além das minhas expectativas. Projeto lindo que uniu perfeitamente, sou eternamente grata”.

3

Out

Magalu é listada entre empresas com mais mulheres no conselho administrativo

O índice de representatividade feminina no mercado corporativo ainda é baixo, mas algumas empresas têm procurado incluir cada vez mais as mulheres em seus conselhos de administração. Apesar disso, o esforço aumenta lentamente: nos últimos cinco anos, foram apenas 5,6% a mais de representatividade feminina nesse segmento.

Um levantamento conduzido pelo Nu invest (plataforma de investimentos que antes de ser adquirida pelo Nubank era chamada de Easynvest) em parceria com a Teva Indices, que desenvolve índices para fundos de ações brasileiros, aponta quais são essas companhias no Brasil. Anunciado nesta quarta-feira (29), o ranking avalia organizações presentes na bolsa de valores.

Entre elas, a primeira colocada é o e-commerce colaborativo Enjoei, que tem 60% do conselho formado por mulheres. A segunda posição é compartilhada pelo Banco BMG e pelas Lojas Marisa, com 50% cada. Em seguida, aparecem o grupo de logística Sequoia e TIM, com 43% e 40%, respectivamente. A lista das dez primeiras tem, ainda, a especializada em joias e acessórios Vivara (40%), o grupo de moda Guararapes (40%), a companhia do segmento de energia eólica Aeris (40%), Magazine Luiza (38%) e Banco do Brasil (38%). O critério de desempate é a maior capitalização de mercado.

Os resultados se referem a setembro e cada uma das empresas que aparece na pesquisa tem entre duas e quatro mulheres em seu conselho de administração. Paralelamente, mais de 57% das corporações não têm nenhuma mulher na diretoria, no conselho fiscal ou no comitê de auditoria. Das 7.819 vagas de liderança, apenas 1.160 são ocupadas por mulheres.

Benefícios da presença de mulheres

Ângela Tosatto, analista de investimentos do Nu invest, destaca que a presença feminina nos conselhos de administração traz benefícios às empresas. “Além de um quadro mais diverso e todo o benefício que essa estratégia traz para a gestão do negócio, a presença feminina auxilia as empresas a buscarem uma avaliação mais justa dentro dos critérios de ambiente, social e governança corporativa (ESG)”, diz.

Segundo ela, a valorização desses eixos, que são fatores não financeiros relevantes para as empresas, ajuda as organizações a obterem melhor avaliação no mercado. Ou seja, a aposta no aumento da presença feminina vai além da incorporação da diversidade no quadro de gestão.

A analista destaca que as empresas que aparecem no estudo são as que lideram a iniciativa no Brasil, mas que a maioria das empresas de capital aberto do país ainda tem um quadro pouco diverso. “Precisamos continuar a busca por ter mais mulheres em posição de comando para que todas as companhias possam chegar à igualdade de gênero.”

A Teva Indices é a única a medir quantitativamente a presença de mulheres na governança de empresas brasileiras. Para isso, usa ciência de dados e inteligência artificial. “É importante dar visibilidade à desigualdade”, avalia Gabriel Verea, CEO da Teva Indices. “Com esse tipo de informação, é possível fazer investimentos mais alinhados às próprias visões e convicções pessoais.”

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/mercado/magalu-e-listada-entre-empresas-com-mais-mulheres-no-conselho-administrativo-197362/

2

Out

Quatro dicas para investir em criptomoedas com segurança

As criptomoedas são ativos com um enorme potencial de crescimento, mas até que alcancem maior maturidade, seguirão incrivelmente especulativos e voláteis. Elas são uma forma descentralizada de dinheiro digital que elimina a necessidade de intermediários tradicionais, como bancos e governos, para transações financeiras. 

Por esta classe de ativos possuir baixa correlação com outros mercados e apresentar muita oscilação na demanda, existe muita instabilidade. Para se ter uma ideia, o Bitcoin, que é o criptoativo mais popular do mercado, valorizou mais de 100% no primeiro trimestre de 2021, mas fechou o segundo trimestre com uma queda de 41%. Sendo assim, é muito importante identificar quais oportunidades estão por trás deste tipo de investimento e como elas se encaixam ao seus objetivos.

Segundo Lucas Schoch, CEO e fundador da BItfy, primeira carteira multiuso para custódia própria de criptomoedas do Brasil, apesar dessa enorme volatilidade, o Bitcoin foi o ativo de melhor performance na última década, entregando retornos consistentes ano após ano. “Ao longo da história, aguardar mais de seis meses só trouxe resultados positivos ao investidor que comprou Bitcoin”, comenta.

Por serem uma classe de ativos independentes de bancos centrais e/ou instituições financeiras, os criptoativos também se mostram como uma alternativa de hedge, ou seja, um tipo de investimento que tem como objetivo proteger o valor de um ativo de futuras variações de carteira de investimentos em momentos de altas flutuações no mercado tradicional. “Por isso, hoje existe a alocação crescente de investidores institucionais em criptomoedas”, explica Schoch.

Como devo investir em criptomoedas?

Para um “broker” que já operou outros ativos e está acostumado a fazer análises gráficas e técnicas com a finalidade de comprar e vender no curto prazo e obter lucros a cada operação, a grande maioria dos criptoativos apresentam oportunidades - e também ameaças - com sua alta volatilidade. O CEO da Bitfy esclarece que, neste caso, o indicado é optar por uma corretora de confiança para custodiar seus ativos e que ofereça ferramentas e opções para entradas e saídas de posições dos mais variados cripto ativos.

Mas, se a pessoa investe sabendo que tais tecnologias podem trazer benefícios ao seu dia a dia mas ainda tem receio, ou mesmo se é um investidor que acredita que se trata de um mercado ainda pouco explorado, porém com bom potencial de expansão,, com enorme potencial de retornos assimétricos no longo prazo, Lucas Schoch separou algumas dicas para realizar um investimento com segurança: 

 - Utilize uma carteira digital - Possuir suas próprias chaves públicas e privadas para gerenciar suas moedas sem a necessidade de um terceiro é o ponto principal para se manter seguro. Ter a autonomia para efetuar transações rápidas, seguras, sem intermediários e com menor custo é a base da nova economia digital.

- Não invista mais do que você pode perder -  Ter as criptomoedas como parte de uma carteira é uma forma de diversificar os investimentos e fazer parte deste ecossistema tecnológico inovador. Mas é importante saber que o mercado é super volátil e que não há uma regulação clara que indique qual será o seu futuro. Sabendo que é possível ter altos lucros e também prejuízos, a recomendação é que se invista aos poucos, não excedendo 5% de seu patrimônio.

- Comece pelos ativos digitais mais consolidados - Diferente de empresas, em que o valor do equity é refletido na ação de uma empresa representado em moeda local e arbitrado pelo mercado financeiro, o valor de um criptoativo é reflexo do valor de sua blockchain e precificado por seus próprios participantes. Por isso, o recomendado é optar por moedas de maior capitalização de mercado, que são as mais seguras e melhores cotadas.

- Identifique o momento certo para comprar e vender, e tenha metas de retorno e saia quando atingi-las - Quando se trata de criptoativos, também vale a máxima: “comprar na baixa e vender na alta”.  Mesmo assim, por insegurança, é bastante comum ver novos investidores fazendo exatamente o contrário e se frustrando, pois ganham confiança para investir em momentos de alta e acabam comprando a preços elevados. Com isso, acabam se assustando quando o mercado sofre uma queda brusca e decidem sair de suas posições com desvalorização.  Antes de tudo, o investidor precisa ter sua estratégia predefinida, avaliar o potencial de ganho a longo prazo e manter a calma durante as fortes oscilações. 

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Out

Agência de Fomento do RN bate recorde mensal de financiamentos em 2021

O mês de setembro foi responsável pelo maior número de financiamentos e valores financiados no intervalo de 30 dias na Agência de Fomento do RN (AGN-RN) no ano de 2021. Dentre os nove meses do ano, setembro resultou no apoio por meio de crédito a 886 empreendedores com um volume total injetado de R$ 3,8 milhões em apenas um mês.

Até então, o mês com o melhor desempenho no ano de 2021 em termos de recursos investidos era abril, quando R$ 3,3 milhões foram financiados no período. Já em termos de operações realizadas, o mês de agosto havia concentrado o melhor desempenho com 694 empreendedores atendidos pelas diversas linhas gerenciadas pela instituição financeira de desenvolvimento.

Somados os nove meses completos de 2021, a AGN financiou o total de R$ 25,1 milhões na economia do estado a partir de 5.149 empreendedores atendidos pelas alternativas de crédito disponibilizada pela instituição. Em média, são 572 negócios formais e informais de segmentos distintos atendidos por mês com a média de R$ 2,7 milhões injetados mensalmente. O resultado neste ano supera o volume total de recursos financiados anualmente entre 2015 e 2019.

A diretora-presidente da AGN, Márcia Maia, explica que o desempenho teve uma maior crescente a partir do mês de abril e que fatores com o avanço da vacinação contra Covid-19 no estado, o processo de reabertura gradual das atividades econômicas e o aumento da confiança dos empreendedores na perspectiva de a pandemia arrefecer contribuíram para o resultado alcançado pela instituição.

“A partir do cenário de confiança criado em torno da perspectiva dos efeitos nefastos da pandemia em nosso estado, o empreendedor passou a buscar crédito para seu negócio, impulsionar estoque, investir em infraestrutura ou mesmo em garantir capital de giro para essa retomada. E, aqui na instituição, fortalecemos o trabalho em termos de presença nos municípios ao longo dos meses e, apenas no mês de setembro, conseguimos contemplar negócios em mais de 40 cidades, com a maior parte delas, com nossa equipe presente nos locais, em contato direto com o empreendedor formal, informal ou mesmo o agricultor familiar”, explicou Márcia.

Para se ter uma ideia, entre os dias 28 de setembro e 1 de outubro, a Agência de Fomento do RN financiou R$ 1,056 milhão para 234 beneficiários de 23 cidades do RN, dentre microempreendedores formais, informais e agricultores familiares. A equipe atendeu negócios dos municípios de Assu, Carnaubais, Ipanguaçu, São Rafael, Porto do Mangue, Upanema, Caraúbas, Felipe guerra, Patu, Pau dos Ferros, Viçosa, José da Penha, Riacho da Cruz, São Miguel, Martins, Mossoró, Tibau, Umarizal, Lucrécia, Olho D'água dos Borges, Janduís, Fernando Pedroza e Pedro Avelino.

A AGN-RN alcançou, inclusive, a marca de RS 72 milhões investidos na economia do estado nos últimos dois anos e nove meses. Os recursos chegaram por meio de financiamento a 17.112 empreendedores dos quatro cantos do RN até 30 de setembro deste ano.

Entre 24 de março de 2020 - quando os primeiros decretos foram estabelecidos no RN em razão da pandemia de Covid-19 - e 30 de setembro de 2021, 10.239 empreendedores tiveram crédito concedido. O volume total de recursos injetados nesses negócios representa R$ 49,7 milhões em financiamentos.

1

Out

Melhor idade: vida profissional ativa é cada vez mais comum após os 60 anos

O filme Um Senhor Estagiário (2015), que tem as estrelas do cinema Robert De Niro e Anne Hathaway como protagonistas, já relatava no ano de seu lançamento os sabores e dissabores de chegar à terceira idade sem uma atividade profissional e com uma bagagem gigante que ainda poderia ser muito utilizada. 

Saindo das telas e trazendo para a realidade cotidiana, milhares de brasileiros que atravessam a fronteira dos 60 anos também passam por movimentos parecidos ao do personagem de De Niro. Segundo dados mais atualizados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar dos idosos serem uma parcela ainda pequena da população ativa no mercado, os números vêm aumentando, saindo dos 5,9% em 2012 para 7,2% em 2018, o que representa algo em torno de 7,5 milhões de brasileiros idosos na força de trabalho do país.

“Empresas mais atentas estão se dando conta que a diversidade de gerações dentro de uma companhia é algo saudável e gera maior produtividade. Nossos idosos hoje são das gerações baby boomer e X. São pessoas, que no geral, têm mais disciplina, são regradas e se sentem úteis ao passar seus conhecimentos e experiências. Se este entendimento for captado pelas corporações, certamente a empresa terá bons resultados, destinando parte de suas vagas para profissionais da terceira idade”, avalia a psicóloga e professora da Estácio, Jocely Burda.

Segundo a professora, ainda temos uma sociedade um tanto preconceituosa em relação à terceira idade por, limitadamente, achar que pessoas nesta faixa etária são mais lentas, menos ligadas à tecnologia ou por não fazer muitas atividades ao mesmo tempo, desconsiderando a valiosa experiência de vida que esses idosos possuem. “Cabe às empresas quebrarem essa barreira e extrair o que há de melhor dentro das gerações. Se dispostas, precisam entender como melhor acolher esse público bem como preparar o ambiente para que o mesmo possa ser acessível às pessoas da terceira idade”, lembra ela.

O Estatuto do Idoso, que neste dia 1º de outubro completa 18 anos, trata dos direitos dos idosos, incluindo aqueles relativos a trabalho e renda. Não é preciso encarar o documento como algo punitivo, mas sim como uma lei de orientação que permite valorizar o ser humano. “Respeitar essas regras não é somente fundamental pelo respeito às pessoas idosas, mas é também uma forma de preparar nosso próprio caminho, que converge para uma vida após os 60 anos”, diz a professora.

Saúde em dia

Para a médica e coordenadora de pós-graduação em Geriatria da Estácio, Dra. Menila Barbosa, ter uma vida profissional ativa após os 60 anos é algo benéfico. Porém, a pessoa precisa também ter a consciência de que o seu pique e ritmo não estão mais nos patamares de quando ela tinha seus 30 ou 40 anos. “Para que a profissão esteja alinhada à qualidade de vida nesta altura do campeonato é preciso uma rotina desacelerada, visando utilizar o máximo de sua experiência para a resolução das demandas. Nada de jornadas longas, exaustivas e sem folgas”, diz a geriatra.

Sabe-se ainda que na sociedade contemporânea muitos idosos são os provedores das famílias brasileiras. Logo, trabalhar acaba não sendo uma opção, mas sim uma necessidade efetiva para que se possa manter a renda familiar.

É preciso ter espaço na agenda para a realização de refeições saudáveis, exercícios físicos de rotina, lazer com a família e amigos e um tempo para si. Hoje, essas moedas são extremamente caras para a geração que se encontra no mercado de trabalho. “O idoso que está na ativa, por necessidade ou por opção, deve buscar fugir dessa correria, senão o efeito pode ser contrário e menos benéfico devido a uma demanda exaustiva”, explica a geriatra completando ainda, que “exames de rotina e consultas ao médico não podem sair da agenda por eventuais desculpas de uma agenda apertada devido ao trabalho”.

Já a psicóloga Jocely Burda faz um alerta com relação à socialização necessária nesta idade. “É saudável a pessoa manter o seu relacionamento com amigos, parentes e comunidade, isso faz a pessoa se sentir mais feliz, incita a compartilhar ideias e manter uma mente saudável. A rotina de um trabalho na terceira idade não pode comprometer essa convivência. Por isso é necessário sempre colocar na balança e buscar o equilíbrio”, ressalta.

Histórias inspiradoras

Até onde os sonhos podem nos levar? Joais Tavares de Morais (60) mirou alto e não deixou que a idade fosse um empecilho na sua jornada. Em 2018, aos 58 anos, após trabalhar quase três décadas no setor de geoprocessamento da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), ele concluiu o curso de Engenharia Civil na Estácio.

Joais faz parte de uma parcela da população que, além de ainda ter pique para continuar no mercado de trabalho, aproveita a melhor idade para voltar aos estudos e aumentar sua qualificação. Segundo o último Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o número de idosos matriculados em cursos de graduação aumentou 46,3% entre 2013 e 2017. E a tendência é que o comportamento aumente com o crescimento da população idosa no país. 

“Como minha formação na área era de nível técnico, eu sempre tive interesse em adquirir mais conhecimento e me aperfeiçoar. Passei anos trabalhando no interior, em Pau dos Ferros, e pela distância e pela falta de oferta do curso que eu queria fazer, cursei Economia na UERN, mas continuei com o sonho da Engenharia Civil”, lembra. Anos depois, com a nota do Enem, ele seguiu a indicação do chefe de seu setor, fez a inscrição no curso e se formou com louvores, mesmo diante de outras dificuldades que surgiram. 

“Em 2017, eu fui diagnosticado com um tumor maligno no colo do intestino grosso e em novembro do mesmo ano, veio a cirurgia, com a quimioterapia porteriormente. Durante o tratamento da doença, passei um ano e dois meses usando a bolsa de colostomia que dificultava um pouco assistir aula, mas sempre fui muito aplicado, não sou de faltar às aulas, e tive muito apoio da família, dos colegas de curso, dos professores e da coordenação da unidade para que eu não desistisse”, conta. 

Depois da formatura, ele já completou uma pós-graduação em Patologia, terapia e reforço de concreto armado, e considera fazer uma segunda especialização em Cálculo Estrutural. “Gosto de aprender e, justamente na área de Engenharia, é uma realização pessoal muito grande”, afirma o engenheiro.

30

Set

Pequenos negócios somam 24,5 mil novas vagas abertas no ano

O Rio Grande do Norte continua em ritmo de recuperação dos postos de trabalho com carteira assinada perdidos, sobretudo na fase mais aguda da pandemia, e as micro e pequenas empresas têm desempenhado um papel decisivo nessa retomada das vagas de emprego. Em agosto, os pequenos negócios responderam por mais de 54% do total de novos empregos gerados no estado com a abertura de 4.058 novas vagas. O saldo de empregos no estado no oitavo mês do ano foi de 7.473 vagas geradas, o que posiciona o Rio Grande do Norte com o quinto melhor resultado entre os estados do Nordeste.

O dinamismo de novas contratações verificado no segmento das empresas de pequeno porte está sendo determinante para a economia potiguar. Porém, em agosto, as médias e grandes empresas também voltaram a apresentar resultados positivos, já que no saldo geral do mês não houve encerramento de vagas em nenhuma das organizações, independentemente do porte. As contratações nas médias empresas ultrapassaram as demissões em 1.301 vagas criadas, enquanto as grandes atingiram um saldo de 2.073 novos empregos no mês.

Esses dados constam no Mapa do Emprego no RN de agosto, uma publicação elaborada mensalmente pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, que analisa a evolução das contratações e demissões formais, tendo como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes aos oito primeiros meses do ano, divulgados nesta quarta-feira (29), pelo Ministério do Trabalho e  Previdência. Desde janeiro do ano passado, o uso do Sistema do Caged foi substituído pelo eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas) para as empresas, o que traz diferenças na comparação com resultados dos anos anteriores a 2019. O boletim está disponível para visualização e download no portal do Sebrae www.rn.sebrae.com.br.

Vestidos, Vestimenta, Confecções, Roupas

Ao longo do ano, os pequenos negócios acumulam a abertura de 24.501 novas frentes de trabalho no Rio Grande do Norte, ultrapassando o saldo total de novas vagas abertas entre os meses de janeiro e agosto, que foi de 23.957 empregos gerados. O resultado é superior porque, entre janeiro e maio, houve baixas consideráveis nas médias empresas, onde o número de demissões superou em muito as contratações, assim como também ocorreu nas empresas de grande porte.

Comparando as vagas abertas até agora no Rio Grande do Norte com o acumulado no mesmo intervalo do ano passado, verifica-se um crescimento notório e uma pronta recuperação do mercado de trabalho potiguar, uma vez que nos oito primeiros meses de 2020 o estado teve uma perda de 11,6 mil postos de trabalho, que foram encerrados.

Melhor agosto

O boletim analisa a série histórica para o mês de agosto desde 2012 e, neste ano, a geração de emprego bateu recorde no Rio Grande do Norte. Foi melhor resultado, seguido do mesmo período no ano passado, quando o saldo de empregos formais foi de 5. 094 vagas, e de agosto de 2013, com 4.486 novas vagas criadas. Em relação a agosto de 2020, houve um crescimento de 26,6% no quantitativo de novos empregos. O saldo de agosto do ano passado foi de 5.904 postos.

No mês passado, a indústria foi o ramo de atividade que registrou a maior quantidade de contratações, com 2.590 postos de trabalho criados. O setor agropecuário também apresentou crescimento semelhante com 2.424 novas vagas abertas. Nos setores de comércio, serviços e construção, os saldos foram de 1.182 vagas, 720 vagas e 557 vagas, respectivamente.

Continuous Research | How to Do Brand Awareness Tracking

O estudo do Sebrae-RN também mostra que a massa de trabalhadores empregados no Rio Grande do Norte atualmente chega a 456.198 pessoas contratadas com carteira assinada, o quinto maior estoque de empregos entre os estados nordestinos.

O Mapa do Emprego aponta ainda as regiões onde as contratações estiveram em alta ou em baixa no período. Em agosto, as oportunidades de novos empregos formais surgiram principalmente nos municípios de Natal, que gerou 1.929 vagas, e de Baia Formosa, com a criação de outras 1.056 vagas. Já Mossoró abriu no mês passado 1.016 novas vagas. As cidades, onde foram registrados os maiores números de fechamento de postos de trabalho, foram Patu (-103), Coronel João Pessoa (-59), Pedra Grande (-43), Caiçara do Rio do Vento (-30) e Goianinha (-24).

30

Set

Mês de setembro termina com alta nos pedidos de auxílio à doenças mentais no INSS

Rotinas exaustivas, assédios e insatisfação com o cargo ocupado têm sido os principais motivos de afastamento dos postos de trabalho no Brasil. Com isso, psicólogos, especialistas, órgãos públicos e empresas privadas tentam minimizar riscos de doenças mentais entre os colaboradores. O país fecha o mês de setembro, destinado à Campanha Setembro Amarelo, com aumento nos afastamentos por doenças mentais.

De acordo com dados do Ministério da Economia, no ano passado foram 576,6 mil afastamentos, uma alta de 26% em relação a 2019, e em 2021 os números devem aumentar. Segundo pesquisa divulgada pelo órgão, o transtorno misto ansioso e depressivo, como é identificado na Classificação Internacional de Doenças (CID), é a principal consequência apontada nos pedidos de benefícios ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

A pandemia da Covid-19 e o isolamento social também contribuíram para o aumento desses transtornos, como analisa Karen Fantine Oliveira, coordenadora do curso de Psicologia da Estácio. “O isolamento, a falta de contato, o medo do contágio e o número elevado de mortes fazem parte de um contexto que podem ter agravado (mudaria apenas isso no texto) o estado de quem já estava em sofrimento”, explica.

“Com a pandemia veio o isolamento e, com ele, o home office. No mesmo pacote também surgiram novas cobranças e uma mudança radical na rotina. O celular e as redes sociais ajudaram na comunicação, mas aumentou o tempo dedicado a responder todas as mensagens e demandas da empresa. Com a volta ao trabalho presencial, o nível de exigência continuou”, acrescenta Karen.

O retorno às atividades presenciais impactou a saúde física e mental dos trabalhadores: horas extras para cumprir as demandas em atraso, acúmulo de atividades, aumento de obrigações, tudo isso, segundo a psicóloga, pode causar ansiedade, síndrome do pânico, doenças cardiovasculares, estresse, sobrecarga, entre outros.

O fato é que, de acordo com a especialista, as empresas deveriam desenvolver ações não só durante o Setembro Amarelo, mas ao longo de todo o ano. No entanto, os dados de uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma-BR) demonstram que apenas 18%  das empresas brasileiras possuem programas que foquem na saúde mental dos seus funcionários.

Ana Cláudia Medeiros, gestora de recursos humanos da Rui Cadete Consultores, defende a manutenção de atividades de promoção à saúde mental dos colaboradores. “Trazemos sempre especialistas para falar com as equipes. Mensalmente, temos um momento chamado “Falando sobre Emoções”, no qual escolhemos um tipo de emoção e conversamos sobre ela. É a hora de colocar tudo para fora, falar sobre o que a gente sente. Também desenvolvemos ações voltadas à saúde física, porque o cuidado com o corpo também impacta na saúde mental”, exemplifica.

A gestora argumenta que os colaboradores precisam estar bem emocionalmente para poder gerar bons resultados. É o que também aconselha a psicóloga Karen Fantine: “as empresas devem ter programas de prevenção e de apoio, assim como acolher e escutar os profissionais. É necessário descobrir a melhor maneira de conversar com cada funcionário, ter bem definidos os papéis e responsabilidades individuais e comunicar-se por meio de feedbacks que permitam ao funcionário analisar seu desempenho e ter mais segurança quanto ao emprego”, conclui. São iniciativas como essas que tornam o ambiente de trabalho mais agradável e acolhedor.

“Outra dica é gerar um clima organizacional saudável e a realização de atividades em conjunto com outros colegas de trabalho traz experiências prazerosas e incentiva o bom relacionamento entre os membros da equipe”, incentiva Karen. De acordo com ela, as empresas devem estar atentas a sintomas como: cansaço extremo, angústia, ansiedade, problemas de sono, irritabilidade, distanciamento e sensação de frustração constante. Caso identifique algum desses indicativos, deve-se buscar ajuda profissional com um psicólogo ou psiquiatra.