Comunicação

4

Jan

Investimento em telecomunicações no Brasil deve superar US$ 4 bilhões até 2030

Um estudo recente da SmC+ Digital Public Affairs, a pedido da American Tower, aponta que o investimento em infraestrutura de telecomunicações pode chegar a US$ 4,5 bilhões (R$ 25,3 bilhões) até 2030 no Brasil. Segundo o relatório "Novas dinâmicas da gestão da infraestrutura de telecomunicações na América Latina”, os investimentos na América Latina devem chegar a US$ 17 bilhões (R$ 95,7 bilhões).

Depois do Brasil, vêm México (US$ 3,4 bilhões ou R$ 19 bilhões), Peru (US$ 2,2 bilhões ou R$ 12,4 bilhões) e Colômbia (US$ 870 milhões ou R$ 5 bilhões). São esses investimentos que vão garantir acesso massivo às novas tecnologias, de forma a ampliar seu impacto econômico. Se as operadoras destinarem o equivalente a 3% de sua renda anual a modelos de infraestrutura mais eficientes, podem atender à demanda até 2030.

A pesquisa aponta, ainda, que será necessária a implantação de mais de 240 mil novos sites de telecomunicações no Brasil até 2030. Quando considerada toda a América Latina, são 550 mil novos sites (quatro vezes o que existe atualmente). As principais motivações são a demanda por novos serviços de internet, a necessidade de acabar com o abismo digital e a chegada da tecnologia 5G.


A demanda crescente por conectividade e a necessidade das operadoras de ampliar sua cobertura e reduzir custos de implantação fazem empresas independentes de infraestrutura ganharem espaço. Elas já têm 57% dos sites graças a modelos mais eficientes e sustentáveis, que permitem que diferentes operadoras implantem ativos nas mesmas instalações.

Compartilhamento de infraestrutura

Isso garante, ainda, benefícios urbanos e ambientais. Segundo Sebastián Cabello, CEO da SmC+ Digital Public Affairs, se a participação de mercado de empresas independentes de infraestrutura crescer 10 pontos percentuais (de 57% para 67%) até 2030, o aumento no compartilhamento de sites deve ser maior. “Da ordem de 16 pontos percentuais [de 34% para 50%] no período.”

Apesar disso, é preciso considerar as barreiras que limitam a implantação desse tipo de infraestrutura na região. “O governo federal tem autonomia para legislar sobre telecomunicações”, explica Emerson Hugues, diretor geral da American Tower do Brasil.

São os municípios, entretanto, que definem o uso e a ocupação do solo. “E, na maior parte deles, a instalação de infraestrutura para telecomunicações”, destaca. “Isso deve se tornar mais crítico com o avanço do 5G e a necessidade de instalação de antenas nos próximos anos, já que será necessária maior coordenação e processos mais ágeis”, completa.

O documento recomenda que as autoridades colaborem e se coordenem entre si para garantir a previsibilidade nos processos de aprovação para a instalação de sites e torres. O empoderamento dos órgãos reguladores e o alinhamento dos governos locais serão fundamentais, não só para a implantação da infraestrutura de telecomunicações, mas para a transformação digital da região.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/telecom/investimento-em-telecomunicacoes-no-brasil-deve-superar-us-4-bilhoes-ate-2030-205725/

3

Jan

Como os streamings trabalham para o público feminino

Aos poucos, as mulheres vão conquistando a liderança de consumo nos mais diversos segmentos. Em 2019, uma pesquisa realizada pela Globo confirmou que mulheres do Sudeste são as maiores consumidoras de podcasts. Este ano, duas pesquisas por empresas diferentes deflagraram que o público feminino é o maior consumidor de vídeos online e do conteúdo das plataformas de streaming.

Em agosto deste ano, o streaming Finder divulgou uma pesquisa realizada em 18 países sobre o consumo de streaming, que revelou uma vantagem do público feminino sobre o masculino. Segundo o estudo, 57% das mulheres usam ao menos um streaming. Já entre os homens entrevistados, 55% acessam ao menos um streaming. As mulheres que mais usam streaming são as irlandesas (69,21%), seguidas pelas brasileiras (65,98%).

Já em relatório publicado pela Kantar Ibope Media em dezembro, o instituto revelou que, entre os dias 5 e 11 daquele mês, mulheres foram a que mais consumiram vídeo online (54%). A predominância desse consumo acontece entre pessoas de 18 a 34 anos (26%).


Essa maior hegemonia se reflete na prática. Segundo Ana Carolina Lima, head de conteúdo do Globoplay, apesar dos assinantes bem divididos, há um percentual um pouco maior de mulheres. No Looke, o público feminino representa 52% da base de assinantes. De acordo com Sidney Gennaro Júnior – CCO e head de acquisition do Looke, as mulheres são mais fieis do que os assinantes homens e tem uma taxa de rotatividade menor. Sidney ainda indica que o público feminino é exigente e crítico.

A mulher também é aquela que estimula o consumo dos streamings por outros membros da família. Ambos os streamings confirmam essa tendência e colocam que o tipo de conteúdo mais assistido são aqueles voltados à família.

Fora o acervo familiar, Ana Carolina diz que não há um padrão no tipo de conteúdo consumido pelo público feminino. “A título de curiosidade, é possível afirmar que há conteúdos que são na teoria masculinos, mas que fazem sucesso também entre as mulheres. Como Arcanjo Renegado, um grande sucesso da plataforma (consumo de Arcanjo Renegado – 55,2% mulheres nos últimos 30 dias)”, coloca. O desafio diário do time de aquisições é encontrar títulos qualificados, mas também diversificado para dialogar com o nível de exigência da plataforma.

Apesar desse foco na diversidade, o Looke busca criar listas de filmes e séries que tratam de empoderamento feminino, com protagonistas e diretoras mulheres. Além disso, a plataforma traz conteúdo especial e exclusivo e promoções para o mês de março, considerado o mês das mulheres.

Protagonistas e enredos femininos também são foco do Globoplay, mas a plataforma busca destacar também conteúdos brasileiros, com enfoque na cultura. Conforme Ana Carolina explica, as mulheres gostam dos originais Globoplay, clássicos da dramaturgia, produções sobre gastronomia e séries internacionais como Grey´s AnatomyKilling EvePor que as Mulheres matamThe Handmaid´s TaleThe Equalizer, todos com enredos e protagonistas mulheres.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2022/01/03/como-os-streamings-trabalham-para-o-publico-feminino.html

3

Jan

Kantar Ibope atualiza ponto de audiência para 2022

Como faz todos os anos, a Kantar Ibope Media fez uma atualização na representatividade do valor do ponto de audiência televisiva. O objetivo é refletir de forma mais precisa o consumo de TV no País com base na variação populacional e geográfica.

Desde o primeiro dia do ano, o valor do ponto de audiência dos 15 Mercados (que representam a audiência nacional) passou a ser de 258.821 domicílios e 713.821 indivíduos. Em 2021, cada ponto de audiência nos 15 Mercados equivalia a 268.278 e 716.007 indivíduos.

Já na Grande São Paulo, região que vale como referência para boa parte do mercado publicitário, cada ponto de audiência de TV em 2022 representará 74.666 domicílios (205.755 indivíduos). No ano passado, o ponto de audiência na mesma região representava 76.577 domicílios (e 205.377 indivíduos).

Veja, abaixo, o valor de representatividade do ponto de audiência em 2022, em todas as praças aferidas pela Kantar Ibope Media:

Região                                                     Domicílios

15 Mercados                                                258.821
Grande São Paulo                                        74.666
Grande Campinas                                          8.035
Grande Rio de Janeiro                                47.601
Grande Belo Horizonte                               20.542
Grande Vitória                                                6.673
Grande Porto Alegre                                    16.334
Grande Curitiba                                            11.628
Grande Florianópolis                                    4.302
Grande Goiânia                                              8.682
Distrito Federal                                              9.335
Grande Salvador                                           12.813
Grande Fortaleza                                          12.193
Grande Recife                                                12.529
Grande Belém                                                  7.241
Manaus                                                             6.247

Fonte: Meio e Mensagem, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2022/01/03/kantar-ibope-atualiza-ponto-de-audiencia-para-2022.html

31

Dez

Comunicação: Quais as principais tendências para 2022 e o que marcou 2021? Jornalistas e publicitários de várias áreas respondem ao Blog. Confira!

Convidamos personalidades da Comunicação, Publicidade, Jornalismo e Marketing, com atuação no RN, no país e até no exterior, para responderem a duas perguntas:

“Quais foram os fatos mais marcantes da Comunicação 2021?” e “Observando as tendências, o que você espera para a Comunicação em 2022?”

O resultado é um rico e vasto apanhado de percepções sobre as mais diversas áreas da comunicação. A mudança da audiência, a necessidade de propagar conteúdo, a força do digital, os desafios da pandemia, os caminhos do jornalismo, estão entre os pontos destacados. Cada convidado com sua visão, mas todas complementares. Enfim, um rico conteúdo para se ler, analisar e conferir no ano que se inicia:

João José Forni - jornalista, professor e consultor de comunicação. Autor do livro “Gestão de Crises e Comunicação”:

“A comunicação se afirmou em 2021 como a âncora em que a sociedade e a ciência se apoiaram para vencer o desafio da pandemia. O que realmente fez a diferença foi a capacidade das organizações de ouvir e se adaptar.

Em 2022, diversidade e inclusão, junto com metas de ESG (pilares ambiental, social e de governança), devem ser temas que as empresas precisam aprofundar, se quiserem uma comunicação cada vez mais voltada para as pessoas”.

Everton Dantas - jornalista e diretor de redação da Tribuna do Norte:

“Em 2021, até por conta de toda a discussão em torno da ciência e da pandemia, o debate sobre o perigo das notícias com conteúdo enganoso tornou-se mais qualificado e passou a atingir mais pessoas. Acredito que cresceu o número de leitores que entende a importância do jornalismo profissional. Penso que isso é também reflexo da discussão em torno da urna eletrônica, da vacinação e de outras inverdades que foram disseminadas e combatidas.     

Para 2022 eu espero que ganhe mais força a chamada economia de criadores e que o jornalismo local se torne mais plural, com o surgimento de novos veículos, independentemente do tamanho. E que isso seja possível também por meio de editais e programas de financiamento para fomentar esse setor da economia. Na comunicação, a concorrência fortalece a democracia”.

Odemar Neto - publicitário, presidente do Sinapro/RN e sócio-diretor da Execom:

“Em relação a um fato marcante de 2021, ressalto a evolução do e-commerce, bem como das ferramentas de interação e vendas, o que transforma o modelo vigente.

Para 2022, vemos que a solidez do trabalho híbrido nas agências e uma maior presença junto ao Marketing direto dos clientes, marcam uma mudança profunda na comunicação e no modo de operação em geral. Ganhamos agilidade, diversidade na contratação de profissionais em qualquer localidade e ao mesmo tempo maior qualidade nos materiais”.

Heverton de Freitas - jornalista e secretário de Comunicação da Prefeitura de Natal:

“Em 2021, observamos perda de audiência da TV aberta e a aceleração na queda de leitores dos impressos. Os jornais e revistas, que tinham o monopólio da distribuição de informações, perderam espaço para as chamadas novas mídias e com isso também perderam receita na venda de outros serviços como os classificados, por exemplo, por isso são cada vez mais dependentes das verbas públicas, que, por sua vez, estão congeladas há anos, ao menos aqui no RN, e são disputadas por um número crescente de veículos que demandam por essas verbas.  

O poder cada vez maior na mão do receptor da mensagem que pode escolher o que, onde, quando e como ler ou ver a informação que lhe interessa. Ao mesmo tempo, a multiplicação de “veículos” que demandam as verbas públicas. Ou seja, o gestor tem que definir uma estratégia multicanais para fazer a mensagem que deseja comunicar ser absorvida pelo cidadão”.

Cledivânia Pereira - jornalista e doutoranda em Ciências da Comunicação:

“2021 foi um ano de muito aprendizado para o jornalismo. Quem não conseguiu enxergar que é preciso atuar no digital e ter gerência inicial sobre a distribuição do seu próprio conteúdo não vai sobreviver. Vi, mais que em anos anteriores, os sites de notícias (híbridos e nativos digitais) se preocupando, também, com a distribuição do conteúdo produzido. Essa é uma das chaves da sobrevivência de quem produz jornalismo hoje. A outra, ainda mais complexa, é a sustentação financeira da produção jornalística. Tivemos há poucos dias o triste anúncio de fechamento da redação do El País no Brasil. Uma instituição que ganhou relevância, mas não conseguiu atrelar a isso um modelo de negócio sustentável.

Ter audiência e sustentação financeira, sem abrir mão na qualidade e independência para produção de conteúdo, são os grandes desafios da profissão. As grandes empresas estão preocupadas com isso… Google, Meta, todas estão tentando financiar iniciativas jornalísticas para tentar amenizar o grande impacto que as novas tecnologias tiveram na profissão. O grande impacto das novas mídias no jornalismo e na comunicação em geral é na circulação do conteúdo (cada vez mais acelerado, descentralizado e multiplataforma) e nos modelos de negócio. Esse primeiro ponto é o que estudo. Acho a comunicação e o jornalismo, em especial, ainda estão engatinhando nesses dois pontos… mas acho em 2022 vamos ter muitos avanços nessa área”.

Flávio Sales - publicitário e CEO da Maxmeio:

“O fato mais marcante em 2021, para mim, foi a consolidação das mídias digitais com verbas destinada a essa área passando dos 30% dos gastos gerais da publicidade no Brasil! E transformando o investimento em blogs, portais, Google, Facebook e Instagram em realidade!

2022 vai ser o ano do marketing digital. Quem não se preparar, vai ficar para trás”.

Juliano Freire - jornalista e escritor:

“Em 2021, um fato nacional: o fim de uma era na Rede Globo, com o desligamento de profissionais históricos como Francisco José, Alberto Gaspar, Renato Machado e José Hamilton Ribeiro. Nos últimos seis meses do ano, foram 12 demissões. No RN, os 70 anos da Tribuna do Norte foi um dos pontos altos. Tradição e modernidade como binômio para a sobrevivência no meio jornalístico.

Para 2022, espero uma comunicação com olhar mais humano. A pandemia ainda não terminou, desafios ainda permanecem e neste quadro é preciso voltar o foco para o diálogo, para a diversidade, o outro. A Revolução Digital, a mídia e as redes sociais precisam conviver bem com a visão que cada um tem da vida. Menos sensacionalismo e mais informação de qualidade. É o que espero para um ano tão importante como será 2022”.

Vinícius Albuquerque - jornalista e Assessor de Comunicação e Relações Públicas da UnP:

“Uma das coisas que mais marcou este ano foi a consolidação da maneira como o público está cada vez mais próximo das marcas, tendo a capacidade de criar ou destruir celebridades. Exemplo disso são os “cancelamentos” que podem pôr fim nos contratos com grandes artistas ou, ao contrário, criar acordos milionários quando essas pessoas caem na graça do público, como vimos com anônimos que viraram fenômenos na internet graças aos reality shows.

Diante de um relacionamento digital cada vez mais próximo com o consumidor, vejo uma tendência de que o branding seja o norteador das ações de Comunicação de toda grande empresa. Por isso, as marcas vão precisar ser cada vez mais humanas e gestão de marcas vai ser o guia para os diversos braços do Marketing, como a Publicidade, Assessoria de Imprensa, Relações Públicas e Redes Sociais”.

Mara Godeiro - jornalista, repórter e apresentadora na TV Tropical e na Record TV:

“Em 2021 o mais marcante nas minhas coberturas jornalísticas foi a chegada da imunização no RN. Foi emocionante ver a esperança nos olhos da população depois de tanto sofrimento e angústia, as sirenes das viaturas do Corpo de Bombeiros. Nas coberturas ao vivo, as vacinações dos idosos, dos grupos de risco, o sentimento de gratidão. Só em relembrar, eu me emociono. Além de ver de perto todo o esforço dos profissionais de Saúde, a vontade em salvar vidas, em devolver o AMOR de alguém.

A pandemia trouxe muitas incertezas, mas em relação aos veículos de comunicação, a população começou a enxergar a mídia que de fato e de direito faz o bom jornalismo e cumpre o papel social. A crise da saúde acabou fortalecendo os veículos oficiais. Para 2022, a  expectativa também é do crescimento de um mercado transmídia, onde os mais conservadores terão que se ajustar e se adaptar”.

Jener Tinoco - diretor da Armação, apresentador do Bom Dia CBN, na Rádio CBN e do Mundo dos Negócios, na TV Tropical:

“A comunicação foi uma das atividades que apresentou maior volume de mudanças em 2021, impulsionada pelo efeito da pandemia que causou forte ampliação do digital. Hoje, tudo é comunicação. Foi um ano marcado pela valorização do poder da influência, tanto para o indivíduo, quanto às marcas e os profissionais. Houve uma explosão do chamado marketing de influência. Marcas passaram a transmitir experiências e fortalecer suas imagens, o YouTube apresentou inovações no brandcast como o Shorts e um botão que direciona o usuário à compra do produto que viu no vídeo. A consagração da força do rádio, com podcasts, vídeocasts, também as redes sociais virando plataformas como verificamos no Instagram, TikTok e Youtube. O streaming com as lives, que vieram pra ficar, e que quebraram tabus e rejeições, com as lives nas mais diversas áreas para mostrar empresas e produtos, inclusive para venda, shows, clube de leituras, nutrição etc. E forte mudança no perfil da audiência da televisão brasileira, especialmente nas transmissões esportivas.

Espero para 2022 que a chegada do 5G, quinta geração de rede móvel, prevista para operar no Brasil em 2022 com maior velocidade de download e upload, além de conexões mais estáveis e seguras, proporcione a consagração das mídias no ambiente digital e a consolidação da internet das coisas”.

Lídia Pace - editora e apresentadora do RN2 na InterTV Cabugi:

“O ano de 2021 foi especialmente desfiador para quem trabalha com comunicação, com jornalismo de verdade. Um ano atribulado onde foi preciso esforço extra para que as informações chegassem às pessoas como deveriam. A chegada da vacina, a redução no números de casos e mortes de Covid foi especialmente emocionante. A cada boa notícia era um alento ao coração. Depois de tantas notícias tristes e perdas, o avanço da imunização chegou para dar esperança de que dias melhores virão.

Espero que 2022 seja um ano mais “suave” onde as diferenças ideológicas e políticas não estejam no centro das discussões dividindo um País. Mas sim, que contribuam para a construção de um Brasil mais justo, democrático e esperançoso”.

Thaísa Galvão - jornalista e editora do blog www.thaisagalvao.com.br:

“O que marcou o ano de 2021 na comunicação, infelizmente pelo lado negativo, foram os constantes ataques do presidente Bolsonaro às jornalistas mulheres.

O que espero de 2022 é que nós mulheres jornalistas não fraquejemos. O ano será marcado pela tentativa de reeleição do presidente e certamente a onda de ataques será maior. Então, que nós mulheres sejamos cada vez mais fortes porque ele deverá ser cada vez mais fraco. Aproveitar para desejar ao Blog, merecidamente, muito mais sucesso”.

Rayanne Azevedo - jornalista e mestranda em Comunicação Política na Universidade Livre de Berlim:

“A plataforma TikTok impulsionou um padrão de conteúdo digital muito mais multimídia. Toda receita de sucesso agora nas redes parece incluir bons vídeos. Outra coisa que bombou foram os podcasts. É a ressurreição do rádio, atualizado na forma on demand. Outro fato, esse triste e lamentável, é a deterioração da liberdade de imprensa no Brasil e o retrocesso em termos de acesso a informações de interesse público.

Eu espero que em 2022 o jornalismo alcance novos públicos com formatos digitais nativos e mais didáticos. Esse é um processo que precisa acontecer se as redações quiserem alavancar suas receitas. Ano que vem teremos um acirramento do debate público e maior polarização política por causa das eleições, e vai haver muita desinformação em circulação. A parte mais positiva é que devemos ver mais progresso em termos de diversidade e visibilidade de grupos outrora marginalizados. As empresas estão acordando para o fato de que é burrice negligenciar esses públicos, já que eles respondem por uma fatia relevante do faturamento”.

Priscilla Simonetti - jornalista e diretora Corporativa de Marketing do Grupo InterTV:

“Mesmo repleto de desafios, 2021 foi marcado pelo recomeço... Para a sociedade e para o mercado da comunicação o sentimento foi de reinvenção dos processos, da forma e da nossa capacidade de enxergar os caminhos. A comunicação foi essencial para nos mantermos produtivos, mentalmente e fisicamente mais salváveis, além de manter o giro econômico através das conversas responsáveis com o mercado consumidor. Sobre tudo, seu principal papel foi unir, fortalecendo vínculos, mesmo que distantes.

Especialmente na Indústria de Comunicação, Marketing e Mídia, vimos agências tornarem-se híbridas, veículos oferecendo uma comunicação 360 graus e a necessidade dos empresários de se manterem numa comunicação cada dia mais eficiente. Em 2022, o foco no resultado ganha ainda mais protagonismo, caminhando paralelo a otimização dos custos. Espera-se profissionais mais especializados em solução e um melhor aproveitamento dos dados gerados”.

Marília Rocha – Jornalista e diretora de Comunicação da Assembleia Legislativa do RN:

“Em linhas gerais, o processo de mudança no comportamento das pessoas é o maior marco de 2021, independente se o Wi-Fi está funcionando ou não. Ou seja, estar conectando mesmo estando “em off”. Isso se reproduz quando não olhamos mais a identificação das ruas porque o GPS está ligado e os aplicativos que nos ajudam a organizar a agenda, o agendamento de pagamentos e até conduzir o trabalho de parto monitorando as contrações. O teletrabalho, as mudanças nas redes sociais (mais interatividade e conectividade entre pessoas) também marcaram 2021. Mais tempo na tela do celular escolhendo e comprando até frutas no supermercado, assistindo plataformas de streaming na televisão e até do computador. Mais rapidez nos comandos digitais na vida, no trabalho, nas redes sociais.

Para 2022, maior dinâmica e inovação nos conteúdos. Cada vez mais específicos, os programas de televisão, as propagandas na publicidade e os filtros nas redes sociais vão direcionar o consumo e o comportamento das pessoas, classificando e categorizando como perfis de consumo”.

Nélio Júnior Jornalista, empreendedor, CEO da N Conteúdos e criador do “Na Paulista”

“Para mim o fato mais marcante da comunicação é a busca da verdade dentro da realidade paralela dos grupos de desinformação e fakenews. Vivemos um momento decisivo na comunicação onde temos a verdade, a pós verdade, a sua verdade e a verdade criada a partir do interesse de determinado grupo. No fundo isso sempre existiu mas o desafio da comunicação em - pelo menos - trazer estas informações e tentar trazer um debate de ideias está cada vez mais difícil diante da onipresença dos algoritmos e das bolhas criadas a partir deles.

Espero uma predominância cada vez maior das redes sociais na formação do pensamento geral e o início da discursão do papel do Metaverso nas nossas vidas. Também segue a luta para os veículos de comunicação tradicionais seguirem relevantes contra as notícias que vem de todos os lados. Combater as fake news segue como o maior desafio de todos nós”.

29

Dez

Datafolha: 88% dos brasileiros se importam com o sofrimento dos animais

Um estudo inédito, conduzido pelo Datafolha a pedido da ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, mediu o grau de interesse dos brasileiros em relação ao bem-estar dos animais criados em fazendas e sobre quais marcas de supermercados deveriam se comprometer a oferecer produtos cuja matéria-prima vem de propriedades que adotam medidas para reduzir o sofrimento animal.

O resultado mostrou que praticamente 9 de cada 10 brasileiros (88%) maiores de 16 anos se importam, em maior ou menor grau, com o sofrimento dos animais nas fazendas. Foram entrevistadas 2073, 64% indicaram se importar muito e 24% se importar um pouco. Na estimativa populacional do Brasil para 2021, o percentual de quem se importa corresponde a aproximadamente 148 milhões de pessoas.

Uma constatação da pesquisa é que o percentual aumenta entre os mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos (93%), entre aqueles que possuem ensino superior (91%) e brasileiros das classes A/B (89%), composta por maioria feminina. O percentual dos que dizem não se importar (apenas 9% do total da amostra), é maior entre pessoas com 60 anos ou mais (14%), pessoas com apenas ensino fundamental completo (13%) e residentes na região Sul (13%).

Realizado entre os dias 8 e 11 de setembro de 2021, o questionário foi respondido por moradores de todas as regiões do país e selecionou, inicialmente, aqueles que costumam fazer compras em supermercado ou hipermercado. Conforme o estudo, 84% dos entrevistados disseram que, se soubessem que um estabelecimento comercializa produtos cuja matéria-prima vem de uma fazenda que maltrata animais, mudariam o local das suas compras.

(*) Pesquisa - O Instituto Datafolha entrevistou presencialmente, entre 8 e 11/09/2021, 2.073 pessoas em todo o Brasil, com 16 anos ou mais, distribuídas em 130 municípios das cinco regiões do país. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

28

Dez

Confira quais os programas de rádio mais ouvidos do RN; 96 na liderança

Por Saulo Medeiros 

A Media especializada em trakings e monitoramento eleitoral em parceria com o grupo OpineComununica, realizou de forma espontânea entre 18 e 24 de dezembro, 2150 entrevistas por telefone em 10 municípios do Rio Grande do Norte, para saber a opinião da população sobre qual são os programas de rádios e emissoras mais ouvidas do Rio Grande do Norte. 

O levantamento faz parte de uma pesquisa nacional e deve entrevistar 23 mil pessoas em todo o País. 

Segundo a pesquisa, a Rádio 96 FM de Natal, lidera o TOP 10 no ranking, no Estado e na capital potiguar.

Em Natal, entre os programas mais lembrados, a rádio tem três programas mais lembrados pela população,  no TOP 5, destaque para o Meio Dia RN com BG.

Entre os municípios pesquisados, depois de Natal, o município mais sintonizado em rádio é Caicó, na Região do Seridó. Na cidade apenas 10% dos entrevistados não souberam responder, atrás apenas da capital que 8% não responderam a pesquisa.

Na cidade de Caicó, a Rádio Rural é a mais ouvida, e entre os programas de rádio mais lembrados, três são da emissora.

A pesquisa completa será divulgada em janeiro de 2022. Confira o TOP 10 das emissoras de rádio mais ouvidas no Estado:

Top 10 RN

1º Rádio 96 FM Natal 

2º Rádio 98 FM Natal 

3º Rádio 95 FM Mossoro  

4º Rádio Nordeste 92.5 FM Natal 

5º Rádio Jovem Pan News FM 93.5 Natal

6º Rádio Resistência 93.7 FM Mossoro 

7º Rádio Cidade 94.3 FMNatal 

8º Rádio Rural 95.9 FM Caico

9º Rádio 104 FM Natal 

10º Rádio 87 FM Natal

Natal

Rádio mais ouvida: 96 FM

TOP 5: Programas de Rádio mais ouvido pela população:

1° Meio Dia RN/BG/96 FM

2° O Povo no Rádio/Luiz Almir/96 FM

3°  Jornal das Seis/96 FM

4° 12 em Ponto/98 FM

5° Jornal da Manhã/ Jovem Pan News FM 

Caicó

Rádio mais ouvida: Rádio Rural

TOP 5: Programas de Rádio mais ouvido pela população:

1° A Hora do Povo/Batata/106 FM
2° Panorama 95/Marcos Dantas/95 FM
3° Alô Nordeste/Lúzio Alves/95 FM
4°  Cidade Alerta/Rádio Rural/102 FM
5°  Raposa do Nordeste/Riva Jr/106 FM
 

Fonte: RN Potiguar News, disponível em: https://rnpotiguarnews.blogspot.com/2021/12/traking-mostra-as-radios-e-programas.html?m=1

26

Dez

Oito mitos e sete verdades sobre inovação

*Por Mary Ballesta

A inovação é a capacidade de novas lógicas e repensar tudo o que a organização faz para alcançar mais competitividade, adaptabilidade e valor na era digital. Esse é um tema que ganhou destaque no mundo dos negócios há um tempo, mas que ainda gera algumas dúvidas sobre seu conceito e a melhor forma de colocá-lo em prática.

E para desmistificar esse assunto que tem infinitas abordagens, trago 8 mitos e 7 verdades sobre inovação.

Entre os mitos, podemos elencar:

1 – Tudo que é novo é inovação
Sempre foi um paradigma da inovação pensar que coisas novas são inovadoras. Não necessariamente. A inovação requer atributos importantes: ela tem que solucionar algum tema que não conseguimos resolver até o momento, possui um componente de novidade, mas não se resume apenas a isso. A inovação é definitivamente um olhar para trazer ao presente um movimento que aponte para um futuro com um valor que ninguém mais conquistou ou propiciou.

2 – Inovação só pode ser feita por grandes empresas
Inovar tem a ver com gerar valor para as pessoas e suas necessidades, sejam elas relacionadas a clientes, stakeholders ou colaboradores. Esse objetivo não é só para grandes empresas, uma vez que qualquer negócio é capaz de criar práticas inovadoras que propiciem condições para gerar alto desempenho e valor em  serviços, produtos e operações. Não é o tamanho da organização que dirá se é possível ser inovadora ou não, mas, sim, suas buscas constantes em se adaptar ao contexto que muda, conseguindo não apenas olhar para o curto prazo, mas também perpetuar valor no longo prazo.

3 – Inovação depende de um departamento ou uma pessoa específica
A inovação nas empresas não pode estar apenas circunscrita ao escopo de uma área de inovação ou de um laboratório. Normalmente, esse modelo tende a  a ser rejeitado pela própria organização em pouco tempo. Inovar diz respeito a espaços de compartilhamento e colaboração propiciados por um cultura organizacional que busca melhorar de forma constante suas lógicas. Para ser realmente consistente, a inovação precisa da combinação de propósito, que orienta o mindset organizacional; alinhamento com objetivos estratégicos, que criam uma direção de como entregamos e, finalmente, da visão de trazer outras vozes na equação de cocriação.

4 – Lançar novos produtos ou serviços é inovar
Nem sempre lançamentos são inovadores. Em alguns momentos, podem ser apenas uma nova oferta. De fato, existe uma classificação famosa que se refere aos dez tipos de inovação nas empresas: Inovação de configuração (1- modelo de lucro, 2- network, 3- estrutura  e 4- processos), Inovação em oferta (5- performance, 6-mix de vendas), Inovação em experiência (7- serviços, 8-canais; 9- marca e 10- customer engagement).

5 – Para inovar é preciso ter muito dinheiro
Quando se fala em inovação, muitos já pensam no investimento que deve ser necessário para colocá-la em prática, imaginando ser quantias exorbitantes. Claro, algumas práticas inovadoras demandam mais investimentos do que outras, mas muitas delas precisam apenas de uma mudança de pensamento que transforme a forma de fazer ou produzir algo. Para gerar mudanças, o investimento, nesse caso, é em capital humano, não em tecnologias caras. De fato, um paradoxo da inovação é que ela tem um cenário mais favorável durante as crises. A escassez de recursos faz a gente buscar alternativas melhores para criar impacto (ou solução) que esperamos com melhor utilização dos recursos que temos.

6 – A inovação é um talento
A inovação é um mindset, uma visão de que podemos intervir no futuro e fazer dele algo melhor. Para que uma empresa ou uma pessoa sejam inovadoras, é necessário juntar vozes diversas, ter espaços de troca e ajuste continuo, além de se perguntar de forma contínua quais são os motores da inovação e o porquê.

7 – Inovação é sobre tecnologia
Muitas vezes, a inovação envolve a tecnologia, mas não diz respeito só a ela. Pode ser o meio, mas não o fim. As possibilidades de mudança e transformação que a tecnologia proporciona, quando empregada, podem ser o caminho para traçar novos modelos inovadores, mas não significa que o resultado será necessariamente algo tecnológico.

8 – Inovação é ter criatividade
A criatividade faz parte do processo, mas a inovação não se resume a ela. Por meio de novas ideias, desenvolvidas criativamente, será possível testar meios diferentes e, inclusive, chegar a soluções que fracassam. São essas buscas continuas que levarão à  verdadeira solução.

Sobre as 7 verdades, destaco os tópicos abaixo:

1 – Inovação é uma transformação cultural
Para que a empresa seja inovadora, ela precisa transformar a cultura organizacional. Como foi dito, inovar não cabe apenas a um departamento ou pessoa específica, é uma ação para toda a companhia, que precisa passar a ter isso em seu DNA.

2 – Inovar depende do trabalho em equipe e de vozes diversas
É a união de ações do time e outros atores de fora, visando repensar tudo o que organização faz para alcançar mais competitividade, adaptabilidade e valor, que fará com que a empresa se torne inovadora. O trabalho em conjunto, especialmente escutando outras vozes com visões divergentes, é fundamental para inovar.

3 – Os resultados da inovação também são colhidos a longo prazo
A inovação tem que solucionar algum tema que não foi possível solucionar até o momento, e atingir novos resultados no presente, mas definitivamente tem que olhar para o futuro e continuar trazendo esse valor a longo prazo. A adaptabilidade, flexibilidade e empreendedorismo devem ser sempre os grandes motivadores.

4 – A inovação é constante
A aprendizagem será para sempre, é assim que se cria uma cultura de inovação. É preciso medir os resultados conforme for experimentando as novas ações para ver se elas funcionam e praticar um mindset de ajuste continuo . A inovação não é um processo com fim nela mesma, ela se reinventa o tempo todo.

5 – É necessária muita dedicação para inovar
Ter um insight que muda a forma de fazer algo exige dedicação e comprometimento. A inovação não acontece de uma hora para outra, ela requer curiosidade, que leva a buscar novo conhecimento, e profundidade para conectar a solução. Para mensurar seus verdadeiros efeitos, o processo de inovação exige comprometimento e protagonismo de toda a organização.

6 – A inovação permite expandir os negócios
O processo de design de novas soluções amplia o potencial de atuação da empresa e traz a possibilidade de expandir seus domínios para oceanos azuis, onde definitivamente o potencial de negócios é maior, ampliando a lucratividade.

7 – A inovação é capaz de melhorar a experiência dos colaboradores clientes e stakeholders
Achar uma forma de lidar e vencer desafios de maneira inovadora otimiza as experiências para todas as pessoas envolvidas neste contexto. A inovação pode resultar no ganho de tempo e de recursos, mas especialmente no ganho de valor, trazendo benefícios para todos os pontos da cadeia.

Se sua empresa ainda não enxerga a inovação como uma prática transformadora, esse é o momento de repensar. A mudança de mindset pode ter efeitos surpreendentes nos negócios e encantar cada vez mais os consumidores de seus serviços ou produtos, gerando, assim, mais valor para a companhia e garantindo a sobrevivência da empresa no longo prazo.

*Mary Ballesta é diretora Global de Inovação do Grupo Stefanini.

25

Dez

"Design conversacional" será tendência para os chatbots em 2022", diz especialista

Os chatbots tornaram-se importantes aliados no atendimento ao cliente desde o início da pandemia, estreitando o relacionamento digital entre empresas e seus clientes. Com a impossibilidade dos atendimentos presenciais, os chatbots foram incluídos na estratégia nos canais virtuais e promoveram o início de uma importante transformação quando o assunto é relacionamento com o consumidor.

No entanto, o futuro dessas ferramentas será marcado por diferentes mudanças e evoluções para tornar o relacionamento com o cliente cada vez mais ágil e efetivo. Destaca-se, aqui, a adoção de uma comunicação mais próxima ao universo do usuário; uso de conteúdos visuais (imagens, vídeos e gifs) e até a oferta de pagamentos através do bot. 

Segundo Rafael Souza, CEO da Ubots - startup gaúcha especializada em relacionamento digital -, para que uma empresa ofereça uma ótima experiência para os seus clientes com o uso de chatbots, vai ser necessário que ela compreenda muito bem os públicos e esteja presente nos canais adequados.

“Inovação será o principal desafio para 2022. As empresas devem se preparar para atender seus clientes em diferentes canais, como o site, redes sociais, aplicativos móveis, etc; além de adotar linguagem que esteja mais próxima do usuário e oferecer ferramentas que facilitem sua presença na plataforma, como a possibilidade de pagamentos sem sair do bate-papo”, comenta.

Chatbot ou livechat?

A dúvida entre os dois modelos de atendimento gera incertezas sobre qual a solução mais indicada para cada empresa. O livechat é o recurso de troca de mensagens conduzido por um operador humano que gerencia e responde às solicitações dos usuários. Em geral, cada pessoa consegue oferecer atendimento para até 4 bate-papos simultâneos. 

Já o chatbot é um programa desenvolvido que simula as interações humanas. Pode ser implementado em inúmeros ambientes digitais e com diferentes configurações, oferecendo atendimento 24 horas por dia, sem interrupções, para inúmeros chats ao mesmo tempo.

Souza destaca que os bots, diferentes de operadores humanos, “oferecem suporte para inúmeros clientes ao mesmo tempo, evitando situações como fila de espera, demora nas respostas e otimizam o processo de atendimento de diferentes demandas”, diz. 

Em 2021, a Ubots registrou mais de 10 milhões de atendimentos realizados por bots em canais como o WhatsApp, webchat e appchat. A avaliação geral das interações foi de 4.6 em uma escala de 0 a 5. O registro, de acordo com Rafael Souza, “reflete o comprometimento da empresa em desenvolver chatbots inteligentes que atendam de fato as demandas dos clientes com efetividade”, diz.

Bots em alta no segmento financeiro

A implementação dos chatbots no atendimento ao cliente em 2021 se destacou entre empresas do setor financeiro. Bancos, fintechs e cooperativas de crédito investiram na adoção da automatização da comunicação digital e estão, segundo Rafael Souza, “aprimorando a maneira de interação com o cliente e oferecendo uma experiência mais personalizada”, diz. 

Segundo o CEO da UBots, outros mercados demonstram interesse em adotar os chatbots com objetivo de automatizar processos de atendimento. “Observamos uma movimentação do segmento Logístico em conhecer os bots, que com certeza contribuirão para a agilidade de inúmeros processos que envolvem a experiência do consumidor e otimizam a redução de custos operacionais”, finaliza.

22

Dez

Shutterstock lança relatório com tendências de cores para 2022

A plataforma criativa Shutterstock apresenta sua versão 2022 do “Relatório Anual de Tendências de Cores”. Para isso foram analisadas milhões de imagens baixadas na plataforma, além de dados de tonalidades de pixels individuais em todo o mundo, a partir dos quais se identificou as três cores com crescimento de uso mais rápido, bem como as tendências favoritas de 20 países.

Uma novidade no relatório deste ano é a identificação da cor de melhor desempenho que leva às maiores taxas de cliques e conversões em campanhas publicitárias. Ou seja, essa se torna mais uma ferramenta artística para produzir peças que estejam alinhadas ao gosto do público.

Shutterstock.AI analisou centenas de bilhões de bits de dados criativos de anúncios digitais ao longo dos anos e percebeu que tons de verde são o esquema de cores considerado mais “clicável” pelos profissionais de marketing e anunciantes.

O relatório também prevê tendências mais discretas, minimalistas e suaves em comparação aos anos anteriores. Nada muito chamativo, sem realces em neon, nada artificial. “Serenidade” é a palavra-chave em 2022 quando o objetivo é selecionar cores, já que os dados mostram os designers indo em direção a tons mais calmos e para longe de tons intensos. O “trio sereno” de cores que definem a estética para 2022 é:

Coral Sereno (#E9967A)

“Um pêssego levemente desbotado, como um filtro carregado sobre um belo pôr do sol”

Violeta Veludo (#800080)

“Um tom vibrante de roxo com fundo rosa, uma reminiscência do eterno luxo e elegância da orquídea real”

Rosa Pacífico (#DB7093)

“Um rosa algodão-doce que é uma mescla perfeita de vitalidade e tranquilidade”

Segundo Flo Lau, diretora de criação da Shutterstock, “em 2021 houve um acerto de contas com tudo de pesado que o ano trouxe. Agora, marcas e agências em todo o mundo estão adaptando suas paletas de cores para acalmar e evocar estabilidade e equilíbrio”.

Fonte: Portal B9, disponível em: https://www.b9.com.br/156054/shutterstock-lanc%cc%a7a-relatorio-com-tende%cc%82ncias-de-cores-para-2022/

20

Dez

Brasil foi país mais afetado por ligações de spam em 2021

O serviço de identificação de chamada Truecaller divulgou o relatório anual que mostra os países que mais registraram ligações telefônicas de spam — ou seja, chamadas indesejadas e massivas que oferecem algo não solicitado pelo dono da linha.

Segundo a plataforma, foram 300 milhões de telefones bloqueados em todo o mundo e 37,8 bilhões de chamadas identificadas como spam — um preocupante aumento em relação a 2020, que já tinha números altos. As estatísticas foram coletadas entre 1º de janeiro e 31 de outubro deste ano.

A pandemia da covid-19 trouxe alterações nos hábitos dessas companhias: várias das chamadas traziam a saúde como tema e novas ondas do vírus, em especial a partir de março, fizeram as ligações ficarem ainda mais frequentes.

A situação do Brasil

No ranking global do Truecaller, o Brasil ficou em primeiro lugar. Ou seja, somos o país que mais foi afetado por chamadas de spam em 2021, com 32,9 chamadas mensais dessa modalidade recebidas por pessoa.

Imagem de: Brasil foi país mais afetado por ligações de spam em 2021

Esse é o quarto ano consecutivo em que o país está na liderança, que é cada vez mais disparada: o Peru, segundo colocado, tem pouco menos de 20 chamadas por pessoa ao longo de um mês. Vale lembrar que a Anatel recentemente determinou que números de telemarketing agora virão com um código inicial específico para facilitar a identificação desses serviços.

Em termos de spam por SMS, o país ocupa a oitava colocação, com cerca de 8 mensagens por pessoa recebidas a cada mês. Neste caso, Camarões, Somália e Tanzânia são os líderes.

Ainda sobre o desempenho do Brasil, são três grandes categorias de chamadas spam: oferecimento de serviços financeiros (como bancos, empresas de empréstimo e cartões de crédito), vendas diversas e tentativas de golpe ou fraude.

Para conferir o estudo completo do Truecaller (em inglês), é só acessar a página oficial do serviço.

Fonte: Tecmundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/mercado/230768-brasil-pais-afetado-ligacoes-spam-2021.htm

17

Dez

Crianças têm programação especial de Natal no Shopping Cidade Verde

A semana que antecede o Natal 2021 está com uma programação direcionada ao público infantil no Shopping Cidade Verde, em Nova Parnamirim. Os eventos coincidem com o período das férias escolares em que muitos pais buscam opções para o divertimento dos pequenos, além de atividades que juntem novidades com aprendizado.

A programação especial para as crianças começa neste fim de semana, 18 e 19, sábado e domingo, respectivamente, com a Oficina de Gorrinhos do Papai Noel, das 16h30 às 19h30. As inscrições são gratuitas por meio do link que está na bio do instagram Shopping Cidade Verde (@shoppingcidadeverde), mas as vagas são limitadas a um quantitativo de 96 crianças, sendo distribuídas em 4 sessões. Podem participar da atividade de fabricação de gorros artesanais as crianças dos 4 aos 12 anos.

Além da Oficina de Gorrinhos, a programação do Shopping Cidade Verde neste fim de semana contará com trenzinho, Papai Noel e seus ajudantes das 16h30 às 19h30. E no domingo (18), às 18h, haverá um pocket show do Quebra-Nozes na área central de eventos do shopping.

A diretora do Shopping, Maria Elisa Bezerra, afirma que a programação voltada para as crianças tem a intenção de envolver, também, toda a família. “É uma oportunidade de entretenimento envolvendo a magia do Natal e de uma programação diferente para pais e filhos dentro desse tema”, comenta.

O encerramento da Semana do Natal ficará por conta da presença do Papai Noel na próxima quinta-feira (23), quando irá receber as crianças com toda magia e encantamento natalino.

14

Dez

Aumento de ataques hackers acende preocupação com dados pessoais na internet

Os ataques cibernéticos estão cada vez mais comuns no dia a dia dos brasileiros. Dados da Fortinet, líder global em soluções de segurança cibernética amplas, integradas e automatizada, mostram que somente no Brasil foram mais de 3 bilhões de tentativas de ataques no primeiro trimestre deste ano. 

Um dos mais rumorosos ocorreu na última sexta-feira, dia 10, contra o site do Ministério da Saúde e o aplicativo Conecte SUS, ambos fora do ar até o momento. O ataque prejudicou a logística de vacinação contra a covid-19 em algumas cidades e despertou preocupação a respeito do vazamento de informações de milhões de brasileiros.

Segundo Osmany Arruda, professor de segurança da informação da ESPM, ainda não há informações suficientes para esclarecer a real motivação e extensão do impacto do ataque. Por enquanto, só resta aguardar a manifestação e as orientações dos órgãos e autoridades competentes.

Para evitar prejuízos com ataques cibernéticos cada vez mais constantes, Arruda dá as seguintes dicas para evitar que os dados caiam nas mãos de criminosos:

  • Baixe apps apenas nas lojas oficiais dos sistemas operacionais dos dispositivos.
  • Verifique as avaliações e comentários de outros usuários antes de instalar e utilizar qualquer app.
  • Mesmo nas lojas oficiais, verifique e instale apenas os apps originais, evite “fabricantes alternativos”.
  • Crie um login (username e senha) exclusivo, ao menos, para sites e serviços de maior relevância.
  • Evite logar em serviços mais relevantes por intermédio de terceiros, por exemplo, usando cadastros pré-existentes em redes sociais.

9

Dez

Webinar gratuito reúne grandes nomes para discutir transformação digital no mercado jurídico

A Deep Legal Academy promoverá na próxima quarta-feira (15) um evento on-line e gratuito, com especialistas de diferentes segmentos para debaterem o cenário atual e as tendências para o futuro do mercado jurídico, que vem passando por profundas transformações, impulsionadas principalmente pelo uso da tecnologia. 

Entre os temas que serão abordados estão a gestão da carteira de clientes, rotina de advogados e o uso de Legal Analytics. A DL Academy convidou um time de peso, como a coordenadora da Controladoria Jurídica da MaxMilhas, Adriana Lima, o especialista em direito digital Flavio Eduardo (Crespo e Caires Advogados), o coordenador da Rede Jurídica MAPFRE, Fabrício Marques e, a advogada Ana Carolina Ramalho, do escritório Arystóbulo Freitas.

O debate terá como foco central de que forma a tecnologia pode auxiliar as equipes a pensar em novas formas de gestão de carteiras, de diferentes tamanhos e características, conforme destaca a CEO da Deep Legal, Vanessa Louzada. “Neste último webinar do ano, queremos trazer uma reflexão sobre as mudanças que as empresas têm vivenciado no ambiente jurídico e como as ferramentas tecnológicas impactam a rotina de advogados de diferentes segmentos”, explica.

Além de falar sobre o cenário atual, o encontro será uma oportunidade para discutir tendências para o mercado jurídico. “O uso de Legal Analytics tem se mostrado cada vez mais eficaz na gestão das carteiras, principalmente porque permite a mineração dos dados, acompanhamento dos processos e fornece insights que ajudam a definir as estratégias das demandas jurídicas das empresas. É uma tendência que veio para ficar e os profissionais precisam acompanhar essa transformação”, ressalta Vanessa.

DL Academy é iniciativa que quer levar maturidade analítica para jurídico de empresas   

A DL Academy é o projeto educacional da legaltech Deep Legal, que busca trazer conhecimento aos “advogados da nova economia”: aqueles  que utilizam a tecnologia a seu favor nos seus departamentos jurídicos. A iniciativa convida os advogados a repensarem o modus operandi tradicional versus a cultura data-driven do setor jurídico. 

“A DL Academy é uma ação para nossa legaltech se posicionar como fomentadora de conteúdo e instrutora de uma nova cultura jurídica, que vem moldando totalmente as empresas que querem ser inovadoras e relevantes no mercado”, afirma Vanessa Louzada. 

9

Dez

Inscrições para o Concurso Internacional de Canto Linus Lerner – Edição Brasil encerram nesta sexta-feira

Concurso Internacional de Canto Linus Lerner, em parceria com a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte – OSRN, através do projeto Movimento Sinfônico 2021, promove a Edição Brasil e segue com inscrições até esta sexta-feira (10), às 18h pelo site www.osrn.com.br. Realizado integralmente em meio virtual, o anúncio do resultado acontece no dia 23 de dezembro nas redes sociais da OSRN (@rnsinfonica).

Criado para apoiar e incentivar talentos brasileiros, entre 18 a 35 anos, nascidos ou naturalizados no Brasil, residentes ou não no país, os prêmios se dividem nas categorias: Juri OficialMenção HonrosaIncentivo ArtísticoRevelação Juvenil e Voto Popular. No total, são 26,5 mil reais distribuídos entre 14 prêmios aos vencedores das categorias em destaque.

O evento ocorre pela segunda vez no país e tem enorme contribuição para a ópera nacional. A Edição Brasil é um desdobramento do 6º Concurso Internacional de Canto Linus Lerner realizado pelo Festival de Ópera de Sín Limites (México) em parceria com Southern Arizona Symphony Orchestra (SASO). As edições anteriores do concurso receberam mais de 630 inscrições oriundas de 24 países e premiou cantoras e cantores que lograram carreiras internacionais.

O maestro, Linus Lerner, é um incentivador da ópera e efetua há anos um trabalho em prol do desenvolvimento de cantoras e cantores líricos em países distintos, principalmente no México, por meio do concurso de canto e programas de classes e masterclasses. Por essa trajetória, o concurso recebe o nome Linus Lerner, que também garante a participação ativa de diversos patrocinadores advindos, na maioria, da SASO e de artistas de vários países que creditam expectativas positivas na capacidade filantrópica e no seu desempenho como maestro e diretor artístico.

A Comissão Avaliadora é formada por profissionais da área, como cantores e pianistas com carreiras internacionais reconhecidas, críticos, diretores de cena, diretores de revistas especializadas e empresários artísticos da Alemanha, Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Itália, México, Panamá e Uruguai.

A Edição Brasil conta com o apoio financeiro da SASO, contribuições de profissionais e instituições da área artística mundial e do projeto Movimento Sinfônico da OSRN – esse, realizado através da Lei Câmara Cascudo com patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Instituto Neoenergia e Cosern, e da Lei Djalma Maranhão com patrocínio da Prefeitura do Natal e Unimed Natal.

8

Dez

Podcasts ampliam opções de conteúdo das rádios

Por Meio & Mensagem

Utilizar o áudio como alternativa de consumo de conteúdo fez com que o consumo de podcasts crescesse no País. Uma pesquisa da Globo realizada junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibope) entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021, mostrou que mais da metade dos brasileiros (57%) passaram a ouvir programas do tipo no ano passado. Ao todo, foram ouvidas mais de mil pessoas na pesquisa.

Além da produção independente de podcasts, grandes nomes do mercado de rádios tem investido no formato, tais como CBN, Band FM e a Jovem Pan. 

“Durante a última década e meia, o que vimos e ajudamos a conduzir é um renascimento do áudio. O streaming mudou fundamentalmente o ecossistema do áudio com a redução das barreiras de entrada e a democratização do acesso ao áudio para ouvintes em todo o mundo”, afirma Javier Piñol, diretor do Spotify Studios na América Latina e US Latin.

O executivo afirma que a plataforma considera os podcasts um formato definitivo de áudio com uma experiência completamente diferente em que o usuário tem acesso a uma combinação única de conteúdo e inovação. 

Uma das diferenças mais notórias se encontra no modelo de consumo e transmissão. Se o usuário antes precisava sintonizar em um aparelho a sua rádio preferida, em um horário específico, o streaming chegou para modificar este hábito. O programa Os Pingos nos Is, por exemplo, que aborda temáticas políticas em formato de bate-papo, conta com as edições também na plataforma do Spotify. Além disso, a rádio também faz a transmissão online da sua programação no YouTube — com duração que, por vezes, passa de duas horas. E este não é o único investimento do tipo.  As principais notícias do dia são divididas em duas edições no Jovem Pan Top News, com pequenas doses de conteúdo, que variam de três a cinco minutos. 

Segundo Bruno Telloli, gerente de cultura e tendências no YouTube Brasil, a leveza com a qual o formato é construído atrai os usuários da plataforma. “O podcast traz proximidade com o usuário, principalmente os que são ao vivo, porque tem a interação em tempo real com os espectadores e com os ouvintes. […] Ao mesmo tempo em que você transforma uma entrevista em bate papo, o conteúdo fica mais leve”, comenta, sob o adendo de que muitos podcasts também acabaram transmitindo gravações online. “Dentro do YouTube eram muitas, de fato, as matérias jornalísticas sobre acontecimentos, e os veículos sacaram que esses formatos de discussão chamam a atenção”, acrescenta o gerente. 

Proximidade e acesso

O formato é uma das apostas da CBN. O podcast CBN Entrevista reproduz nas plataformas de streaming de áudio as principais entrevistas que foram ao ar na grade da rádio. Se, antes, a notícia em áudio era consumida durante trajetos de carro, agora rádios investem no formato para levar jornalismo aos ouvintes. “Quando você tem um podcast voltado para o jornalismo, também é um conteúdo interessante, principalmente porque as pessoas estavam tentando entender a situação do mundo, do Brasil como um todo, e os veículos começaram a se adaptar”, aponta Bruno sobre a tendência de aumento de consumo que ocorreu durante o período da pandemia.

Entre os motivos que provaram a ascensão do podcast de jornalismo está a facilidade de acesso. “Podcast se encaixa em qualquer momento do dia das pessoas e isso facilita o acesso a todo tipo de informação e conteúdo, incluindo o jornalismo”, diz Javier. “O formato contribui para o jornalismo com características que o fazem único: o tom íntimo, que aproxima o jornalista do consumidor de notícias, somado a uma certa informalidade que, quando acrescentada sem perder o rigor da apuração jornalística, atrai novas audiências que não necessariamente consumiam notícias em seu dia a dia”. 

O diretor do Spotify Studios entende, ainda, que a variedade de estilos dentro da podosfera é outro ponto que colabora para ressignificar o consumo de áudio.

Para além do jornalismo, as rádios também apostam em seus conteúdos diversificados para se inserir nas plataformas. A Band FM, por exemplo, levou para o on demand seu programa que está no ar há mais de 30 anos, A Hora do Ronco. 

“São os players cada vez mais, de fato, apostando em divulgar podcasts, pois os usuários começaram a perceber que tem podcasts de diferentes temas, assuntos”, indica Bruno. “Se você curte cinema, esporte, fofoca, publicidade, tem um podcast pra você. Então, acho que é um trabalho bastante também dos lados dos criadores que vem ajudando a desmistificar algo que era só um nicho”, finaliza. 

Meio & Mensagem, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/12/08/podcasts-ampliam-opcoes-de-conteudo-das-radios.html