Mundo corporativo

2

Abr

Sebrae seleciona e premia startups com impacto social; inscrições até hoje

O Sebrae/RN avisa que se encerra hoje o prazo de inscrição no Programa de Aceleração do SebraeLab Natal - RN, voltado para startups que atuem com negócios digitais de impacto social. Serão selecionados cincos projetos que receberão capacitação do Sebrae no Rio Grande do Norte na área de gestão e também serão premiados com um aporte financeiro que varia de R$ 60 mil a até R$ 100 mil. O edital com as regras da seleção e o formulário de inscrição estão disponíveis no portal www.rn.sebrae.com.br/, na seção 'Licitações e Editais'.

Podem participar projetos de empresas, constituídas há até cinco anos, que desenvolvam modelo de negócio sustentável, escalável e repetível de base tecnológica, preferencialmente na área de software. Enquadrada como Microempreendedor individual (MEI), microempresa ou empresa de pequeno porte, a participante precisa estar sediada no Rio Grande do Norte e ter uma atuação comprovada de impacto positivo em uma comunidade, capaz de melhorar as perspectivas de pessoas em situação de vulnerabilidade social, aliada à possibilidade de geração de renda compartilhada e autonomia financeira aos cidadãos dessa comunidade.

Os negócios de impacto social são aquelas iniciativas financeiramente viáveis sustentáveis com lucratividade e impacto social ou ambiental que contribui para transformar a realidade das populações da base da pirâmide e fomenta o desenvolvimento da economia.

O programa de aceleração do SebraeLab Natal-RN - Negócios de Impacto Social conta com recursos do Projeto de Desenvolvimento de Negócios de Impacto, que investirá nos próximos 24 meses um volume de R$ 8,5 milhões em ações que estimulem as iniciativas de inclusão social ou capazes de solucionar problemas de uma determinada comunidade, fortalecendo o ecossistema de negócios inclusivos no estado nos próximos anos.

23

Mar

Então, vamos falar de... bem... tipo assim: vícios de linguagem!

Qual é o seu vício de linguagem? Aquela palavrinha que você usa sempre como muleta no meio das frases? Não precisa se sentir mal por isso, quase todo mundo tem alguma.

Mania de falar palavrão ou usar interjeições sem sentido como “tipo” são os clássicos. Se os vícios de linguagem podem irritar durante uma conversa informal, imagine no meio de uma apresentação.



O hábito estraga a performance de qualquer palestrante porque é inapropriado, mas principalmente porque gera falha na comunicação. Passa a impressão de insegurança a quem ouve, desconhecimento em relação ao conteúdo e desvia a atenção.

Veja só alguns exemplos:

– “Aaaaaah”, “hã”, “ééééééé”, “hum”, “veja bem”, “né”, “é relativo”: expressões que não significam nada e ocupam os vazios da fala.

– Fazendo modificaçõezinhas nas palavras: o gerúndio e o diminutivo também podem ser um vício de linguagem. Se você faz isso com vários verbos e substantivos, preste atenção – pode estar usando um recurso desnecessário.

– Sentido esvaziado: cuidado ao escolher uma palavra para usar em todas as situações. Um exemplo é o advérbio literalmente. Quantas vezes não ouvimos “literalmente” sem a pessoa querer dizer algo literal?

– Modismos: evite os clichês do momento, como “alinhar”, “compartilhar” e “gratidão”.

Se você tiver algum, não se preocupe! Ter um vício não significa que você é despreparado ou tem déficit de vocabulário. As pessoas que mais sofrem com isso são geralmente aquelas que pensam e falam rápido demais durante a apresentação. É a falsa crença – inconsciente –  de que é preciso falar sem parar. Entrar naquele modo “aperta o play e vai” só atrapalha.


Como e por que eliminar os vícios de linguagem?

A melhor forma de melhorar esse comportamento é FAZER PAUSAS.

Os vícios são justamente a tentativa frustrada de preencher lacunas, respiros, vazios. Geralmente são junções de frases, palavras fora de contexto, emendas de pensamentos. No lugar, que tal silenciar? As pessoas têm medo de perder a linha de raciocínio ou a atenção da plateia, mas não há razão para temer silêncios breves.

O efeito tende a ser o oposto: os apresentadores que utilizam as pausas são mais cativantes. Falas sem afobação transmitem segurança e credibilidade. Se duvidar, assista a um discurso do ex-presidente dos EUA, Barack Obama. Bastam dois ou três segundos, especialmente logo depois de concluir uma ideia.

A pausa facilita o entendimento da mensagem pela audiência, já que o interlocutor tem tempo para processar aquela nova informação. Para o apresentador, é útil como um momento de oxigenação para o cérebro e reestruturação: aqueles poucos segundos em silêncio entre uma frase e outra permitem que você consulte seu arquivo mental e se conecte com o seu roteiro. Além disso, elas podem ser usadas, acredite se quiser, como forma de ênfase. O próprio Obama que citamos acima utiliza muito esse recurso!

Outras dicas práticas são ler mais em voz alta ou ler para alguém com mais frequência, seja um colega ou um familiar, e ensaiar a apresentação sem decoreba. Decorar é armadilha certa para, ao esquecer uma só palavra, já substituí-la por outra bem vazia, só tentando ganhar tempo.

Ao eliminar vícios para uma apresentação, você pode eliminar muletas usadas em todas as outras conversas da sua vida!


Fonte: SOAP (State of the Art Presentations) - Texto e imagem publicados originalmente em http://soap.com.br/blog/entao-veja-bem-e-hora-de-falar-de-hum-tipo-vicios-de-linguagem?&&+Station