Jornalismo

5

Fev

Centro de Ciências da Saúde da UFRN oferta serviço de teleatendimento nutricional para crianças com microcefalia

Promover o acompanhamento do estado nutricional de crianças com microcefalia causada pelo vírus Zika. É com essa finalidade que o serviço de Teleatendimento Nutricional está disponibilizando vagas para auxiliar mães e prestadores de cuidados de saúde a cuidar da alimentação e nutrição dessas crianças. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone e whatsapp (84) 99229 6458.

O Teleatendimento Nutricional é um serviço oferecido pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Departamento de Nutrição (DNUT) e do Núcleo Integrado de Atendimento Nutricional (NIAN). Os atendimentos são quinzenais e acontecem às sextas-feiras, pela manhã, por meio da plataforma Google Meet. A ação visa à comunidade interna e externa à UFRN.

Por meio dessa assistência remota é possível realizar avaliações nutricionais, fornecer orientações e fazer a entrega do plano alimentar. Dessa forma, o serviço busca favorecer uma alimentação adequada para o crescimento e o desenvolvimento neurológico e cognitivo de crianças com microcefalia, ao suprir pais e cuidadores com informações especializadas sobre nutrição para esses pacientes. O Teleatendimento Nutricional foi implementado em conformidade com as normativas do Conselho Federal de Nutrição, que autorizou as consultas on-line nesse contexto de pandemia de covid-19.

23

Jan

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo abre vaga temporária para jornalista de dados

O projeto CruzaGrafos, desenvolvido pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) em parceria com a Brasil.IO, vai contratar um(a) jornalista de dados para atuar na equipe. A jornada de trabalho é de 20 horas semanais e as inscrições vão até 4 de fevereiro somente por meio deste formulário.  Para sanar dúvidas envie email para cruzagrafos@abraji.org.br

A iniciativa é um trabalho de mais de um ano realizado pela Abraji e pelo programador e ativista de transparência Álvaro Justen, o Turicas, com o apoio da Google News Initiative.

Em poucas palavras, o CruzaGrafos é uma ferramenta gráfica de software livre para verificações cruzadas e investigações avançadas de dados, ao possibilitar a visualização de relações em grafos, que permitem interligar diversas informações em uma espécie de teia. O jornalista pode, por exemplo, estabelecer diversas conexões entre empresas e políticos. Saiba mais sobre como o projeto se diferencia de outras técnicas de investigação aqui.

A pessoa selecionada será treinada pela equipe da Abraji e do Brasil.IO. Álvaro Justen indica esse curso sobre jornalismo de dados e SQL para quem se interessar pela vaga, com vídeos linkados. E o CruzaGrafos também tem um curso on-line disponível.

Responsabilidades

Realizar análises exploratória de dados em diversas bases de dados de interesse público; Colaborar na criação coletiva de projetos de análises, programação e visualização de dados; Criar relatórios sobre investigações jornalísticas atuais no noticiário baseadas em dados e evidências; Redigir textos descritivos e tutoriais sobre investigações jornalísticas baseadas em dados e evidências; Realizar checagens de cruzamentos de bases de dados.

Condições

A contratação terá duração de 4 meses, com possibilidade de uma renovação. Isso será feito para que pessoas diversas possam ter acesso à vaga ao longo do ano; Todos os currículos enviados nesta seleção serão também avaliados nas futuras seleções de 2021; Somos uma organização que valoriza a diversidade e encorajamos pessoas LGBTQ+, mulheres e pessoas pretas, pardas e indígenas a concorrer neste processo seletivo; Remuneração a combinar.

Requerimentos

Ter muita vontade de aprender; Experiência com jornalismo de dados; Domínio de planilhas eletrônicas; Conhecimento de linguagens de programação preferível (uma ou mais: SQL, R ou Python).

Diferenciais

Gestão e redação de newsletters; Participação em hackathons e/ou eventos relacionados a técnicas de análises de dados, como seminários, workshops etc; Familiaridade com a Lei de Acesso à Informação (LAI); Conhecimento sobre a organização do poder público e mecanismos de controle nos diferentes poderes e níveis federativos.

Local de trabalho

A Abraji está localizada em São Paulo, capital, mas por imposição da pandemia do novo coronavírus este trabalho pode ser realizado remotamente.

21

Dez

Abraji lança em 2021 Centro de Proteção Legal para Jornalistas

A organização internacional de direitos humanos Media Defence, com sede em Londres, vai apoiar financeiramente a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) na criação do Centro de Proteção Legal para Jornalistas. A ideia é custear processos movidos contra profissionais de imprensa no Brasil. O anúncio coincide com o aumento do assédio judicial contra repórteres e comunicadores, conforme dados denunciados pela Abraji e outras organizações.

Centro de Proteção Legal para Jornalistas tem como objetivo apoiar jornalistas e comunicadores freelancers que trabalham fora dos grandes centros urbanos e que não contam com o apoio jurídico de veículos. Profissionais que queiram processar autoridades públicas também estão no radar do projeto, assim como possíveis casos de litigância estratégica.

Na prática, os casos serão pré-selecionados e avaliados pela equipe da Abraji, com aval da diretoria. Se o caso cumprir os requisitos do convênio, a Abraji buscará um profissional para atender o jornalista e acompanhar o caso até a sentença final. "Queremos que o jornalista se sinta amparado e que tenha o direito de buscar reparação na Justiça quando se sentir atacado injustamente. O mesmo se aplica caso ele esteja sendo acusado e queira se defender, mas não tenha condições para isso", explica o presidente da Abraji, Marcelo Träsel.

Além de contratar o advogado, a Abraji seguirá de perto o caso e produzirá reportagens sempre que necessário, para publicizar o andamento do processo. O objetivo é desencorajar ataques intimidatórios, principalmente por parte de autoridades públicas, que visem jornalistas e comunicadores. O convênio entre Abraji e Media Defence começa em fevereiro de 2021 e vai até janeiro de 2022.

15

Dez

Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas lança campanha Caixa Preta de Natal

Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, coordenado pela Transparência Brasil e do qual a Abraji faz parte, começa, com o apoio do Laboratório Anticorrupção da Purpose, a campanha Caixa Preta de Natal, que reivindica mais transparência do Ministério da Saúde (MS) sobre a pandemia de covid-19 no Brasil. Além de cards que já começam a circular nas redes sociais, a ação envolverá o engajamento de vários influenciadores digitais e convoca para um tuitaço com a hashtag #FalaPazuello, das 13 às 14h de quinta-feira (17.dez.2020).

A campanha dá continuidade a uma ação que começou na quinta-feira passada (10.dez.2020), com a divulgação de uma nota técnica cobrando transparência ao Ministério da Saúde. O documento denuncia a falta de atualização de boletins epidemiológicos e atrasos na divulgação de dados sobre a doença e sobre iniciativas para mitigar seus efeitos, como números de leitos, distribuição de testes e de medicamentos hospitalares. E cita ainda as estratégias usadas para prejudicar a cobertura jornalística da maior crise sanitária da história recente e a ausência do ministro Eduardo Pazuello em entrevistas.

“Caixa Preta de Natal: Mais transparência nos dados da covid” parte do princípio que, neste Natal, o presente do Ministério da Saúde para os cidadãos brasileiros não é a transparência, mas o silêncio. A falta de informações confiáveis, estáveis e suficientes sobre o vírus e o tratamento dispensado à imprensa estão no centro da campanha.

O Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas convida entidades a compartilharem os cards da campanha para fazer as reivindicações da campanha ecoarem na sociedade ao longo da terceira semana de dezembro.

Para Renata Ilha, campaigner do Laboratório, é desolador que em meio à iminência de uma segunda onda da covid na maior parte dos estados brasileiros, não tenhamos informação acurada sobre a pandemia no Brasil.

“São essas informações que permitiriam ao Estado produzir políticas públicas eficientes e que, no limite, salvam vidas. E é ainda mais preocupante porque não temos dados sobre as populações mais vulneráveis ao vírus, como a negra, indígena, quilombola e ribeirinha. A falta de transparência, aqui, reforça uma política excludente”, explica.


Agravamento da pandemia no Brasil

A campanha coincide com o aumento de casos da doença: o número de óbitos (4.495) na semana concluída no sábado (12.dez.2020) foi 18,6% maior do que no período anterior (3.789), de acordo com dados do Brasil.IO. E também com outra ação mais ampla, o Dezembro Transparente, que clama por envolvimento em ações anti-corrupção e o direito de acessar dados.

“Para informar corretamente quais são os planos do governo, quando teremos vacina e qual será a parcela da população a ser priorizada durante a imunização, os jornalistas precisam ter espaços de diálogo tanto com a equipe técnica do ministério quanto com o ministro da Saúde”, afirma Marina Atoji, coordenadora do Fórum. Ela acrescenta que a atualização periódica de dados detalhados é fundamental para a sociedade ter clareza sobre o alcance da pandemia e para a produção de estudos e análises que podem ajudar na contenção do vírus.

Desde março, Estados como Pernambuco e Espírito Santo publicam dados pormenorizados por raça, gênero e etnia sobre as vítimas da covid. Mas nos painéis do governo federal, onde a maioria da população acessa as informações atualizadas sobre a disseminação do novo coronavírus, não há sequer menção a esses recortes.

Os jornalistas que acompanham o MS também pedem acesso às informações do sistema de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL) que centraliza todos os registros de testagem no Brasil. Essa base de dados possibilitaria dimensionar com mais precisão o avanço ou controle da doença em nível nacional, segundo setoristas que cobrem a pandemia de perto.

Sobre as denúncias feitas pelo Fórum, o Ministério da Saúde informou ao Jornal Nacional “que a situação epidemiológica da Covid é atualizada diariamente nos portais do ministério e que faz prestações de contas semanalmente, em entrevistas coletivas on-line. O ministério disse ainda que avalia constantemente seus processos e que vai avaliar o pedido das entidades para aprimorar a governança e a comunicação”.

Com informações da Abraji

4

Dez

Estudantes da Uern são finalistas em prêmio de jornalismo no Pará

As estudantes do curso de jornalismo da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Luíza Gurgel e Louise Penélope integram a equipe produtora do documentário “Afreekanas”, finalista do Prêmio Hamilton Pinheiro de Jornalismo, promovido pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Pará. O documentário foi produzido durante o projeto Geração Futura – Juventudes, do Canal Futura em parceria com a Uern e outras universidades. A produtora audiovisual Wigna Ribeiro, egressa do curso de Comunicação Social da Uern, também integra a equipe finalista.

O documentário “AfreeKanas” mostra as vivências e posicionamentos de três pesquisadoras que se definem não como brasileiras, mas como “Mulheres africanas em diáspora”. No minidoc, elas (uma professora, uma psicóloga e uma escritora) falam sobre ancestralidade, afrocentricidade e repensam as noções de uniliderança, destacando uma visão pluriversal.

O documentário está disponível no FuturaPlay (globosatplay.globo.com/futura/v/8980961/). Os integrantes da equipe produtora são: Joana D’arc (UFPI), Jordan Navegantes (UFPA), Louise Penélope (UERN), Luíza Gurgel (UERN), Wigna Ribeiro (Buraco Filmes), Ronaldo Cézar (Unisc), Larissa Chaves (UFOP), Lucas Vilella (Univates), Thomaz Ferreira (UESC) e Uriel Silva (UFOP).

29

Nov

Universa lança manual de conduta para cobrir violência contra a mulher

A Universa, plataforma feminina do UOL lançada em 2018, publicou uma cartilha sobre como cobrir casos de violência contra a mulher. O manual de conduta, que pode ser baixado aqui, orienta repórteres sobre como abordar familiares da vítimas de feminicídio, qual foto deve ser usada para denúncias de assédio e como evitar que uma mulher “reviva um trauma durante uma entrevista”.

“Culpabilizar a vítima, mesmo que indiretamente - por exemplo, ao descrever a roupa que ela estava usando ao sofrer uma violência sexual -, reforça a ideia de que a responsabilidade pelo crime que sofreu é dela, quando não é”, informa o comunicado oficial do projeto no UOL.

Segundo Dolores Orosco, editora-chefe de Universa, o objetivo da publicação é que as histórias de vítimas de feminicídio sejam contadas pela imprensa à luz de dois elementos fundamentais: empatia e justiça. “Para que durante as apurações sobre esses e outros crimes contra a mulher, os jornalistas estejam atentos aos estereótipos sexistas que permeiam até a fala de juristas renomados, transformando vítimas de violência em rés", explicou Orosco no texto de lançamento.

Participaram do projeto Tatiana Nobrega Schibuola, Lola Ferreira, Marina Bessa e Deborah Faleiros. A consultoria foi feita pela AzMina e pelo Instituto Patrícia Galvão.

Com informações da Abraji

19

Nov

Jornalista Celso Amâncio estreia novo veículo de imprensa para região do Vale do Açu e Salineira

“É preciso sonhar. Todos devem sonhar. E para quem vive o jornalismo, quem ama a profissão, para quem abraça a informação com zelo e respeito, o futuro precisa ser mais que promissor: deve se tornar realidade. Além de vislumbrar tempos melhores, é essencial se reinventar. Não é preciso abrir mão de velhos conhecidos, meios já experimentados, nada disso. O vital é estar preparado e saber utilizá-los, isto sim. Com estes conceitos, nasce o Jornal da Cidade”.

Com estas palavras, o jornalista Celso Amâncio, que iniciou sua carreira profissional na comunicação social pelo jornal impresso, onde assinou coluna social em grandes jornais da região e do Estado, e depois enveredou pela editoria política, sendo também colaborador da página Municípios no jornal Diário de Natal, apresenta o mais novo veículo de comunicação ao estado e de forma muito especial, a região Salineira e Vale do Açu. 

“Estamos chegando para abraçar toda a nossa região. A missão é resgatar o melhor da nossa história, evidenciar a nossa cultura, potencializar nossas riquezas, engrandecer nossa gente, mostrar a todos quem somos e do que somos capazes”, disse otimista. Para Amâncio, mais que dar voz, é chegada a hora de dar vez ao que realmente importa. 

“Nossa economia é forte. Temos petróleo e sal. Temos também pesca, pecuária e agronegócio. Temos praias, rios, gamboas, hotéis, pousadas, passeios incríveis. Temos todo um cinturão de turismo de vivência, ecológico e altossustentável capaz de nos levar a patamares jamais explorados”, declarou. 

O fim do jornal impresso?

“Há quem diga que o tempo do jornal de papel acabou. Não é verdade. O impresso é e sempre será muito forte. Onde há crise, também há oportunidades. É assim também no meio editorial. Contudo, é preciso ter coragem, gana, vontade. Quem tem credibilidade jamais perderá sua importância”, destacou Amâncio.

O Jornal da Cidade nasce com a colaboração de Max Almeida e do blogueiro Josivan Dantas e terá periodicidade mensal, ocupando também espaço nas principais plataformas digitais. “Para quem gosta de boas leituras, informação de credibilidade, notícias de verdade, feitas por quem sabe e preza pela honestidade, o bom e velho jornal sempre existirá”, concluiu Amâncio, que também assina um blog com o seu nome há dez anos.

13

Nov

Museu da Imprensa Oficial Eloy de Souza completa 17 anos

O Museu da Imprensa Oficial Eloy de Souza completa, nesta sexta-feira (13), 17 anos de histórias e de inestimável valor cultural para o Rio Grande do Norte. Fundado em 13 de novembro de 2003, o espaço ostenta um importante legado de preservação dos 131 anos de criação da imprensa oficial no Estado, iniciada em 1º de julho de 1889.

A diretora do Museu, Rosana Macedo, conta que a história do Museu se mistura com a sua trajetória de vida. Funcionária do Diário Oficial do Estado (DOE) nos últimos 40 anos, assumiu o museu em 2004. Para ela, a importância do espaço é “o resgate da história, de tudo que também vivenciei no passado, é não deixar morrer o início de tudo, o ontem e o hoje. Contar a história desse lugar é contar a minha história”.

Os visitantes podem conhecer todo o maquinário original utilizado a época para a impressão das publicações: A República e o Diário Oficial do Estado. O primeiro marca o início das publicações oficiais do RN, durante a gestão do governador Pedro Velho de Albuquerque Maranhão. Já o DOE até hoje é a publicação que registra e divulga os atos oficiais do Governo, autarquias e de outros poderes e órgãos.

Entre as publicações conservadas pelo Museu Eloy de Souza, é possível conferir edições, por exemplo, do jornal A República do ano de 1943, com notícias sobre a Segunda Guerra Mundial. Todo o maquinário utilizado para montar, diagramar e imprimir as duas publicações oficiais do RN, também está exposto para visitação. Estão lá cavaletes, máquinas de corte, guilhotinas, máquinas de impressão manual, clichês, entre outros.

A história e a importância deste patrimônio imaterial histórico e cultural do RN também estão na rede social Facebook. No perfil é possível assistir a um vídeo, de quase 10 minutos, com outras informações e curiosidades sobre o museu. Para isso, basta clicar no link encurtador.com.br/tuGL2

Os interessados em conhecer todo o acervo do Museu da Imprensa Oficial Eloy de Souza devem agendar um horário, através do telefone 3232-6864.

4

Nov

Instituto Metrópole Digital da UFRN seleciona bolsista de jornalismo

O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) abriu ontem (03) as inscrições para o processo seletivo de bolsista de apoio técnico e administrativo em Assessoria de Comunicação. É ofertada uma vaga voltada aos estudantes do curso de jornalismo da Universidade.

As inscrições para o processo – que também visa a formação de cadastro reserva – permanecerão abertas até o dia 06 de novembro e devem ser realizadas mediante o envio do todos os documentos solicitados no edital nº 071, que regula a seletiva, para o e-mail ascom@imd.ufrn.br.

Para participar da seleção, o candidato deve, além de estar regularmente matriculado no curso de jornalismo da Universidade, enquadrar-se em situação de vulnerabilidade socioeconômica, de acordo com a resolução Resolução nº 026/200, do Conselho de Administração (Consad) da UFRN.

A bolsa ofertada conta com remuneração de R$ 400,00 e carga horária de 20 horas semanais, que devem ser exercidas no turno vespertino, das 14h às 18h.

Em virtude das medidas de prevenção à Covid-19, as atividades do bolsista selecionado deverão ser realizadas, excepcionalmente, por meio de teletrabalho, até que haja deliberação da Direção Administrativa do IMD.

Seleção

O processo seletivo será conduzido por uma comissão examinadora formada por membros designados pela Assessoria de Comunicação e consistirá em quatro etapas diferentes: homologação das inscrições, prova de redação, entrevista e homologação final.

A data prevista para a divulgação da listagem dos candidatos que possuírem inscrições homologada é de 09 de novembro. Já a prova de redação será aplicada no dia 10 do mesmo mês, por meio da plataforma Google Meet, com duas horas de duração – das 13h30 às 15h30. O teste exigirá do candidato a elaboração de um texto jornalístico, com tema a ser especificado no dia.

Por último, a entrevista será realizada no dia 13 de novembro, também via Google Meet, e avaliará as potencialidades dos candidatos quanto a suas experiências e conhecimentos teóricos e práticos.

O resultado final, com a classificação, será divulgado em 17 de novembro, no portal do IMD e também enviado ao e-mail dos candidatos.

3

Nov

Editor do The Intercept Brasil lança curso de jornalismo investigativo atualizado

O editor-executivo do site The Intercept Brasil Leandro Demori vai lançar nas próximas semanas um curso atualizado sobre jornalismo investigativo. Parte do conteúdo já está sendo disponibilizado gratuitamente em um grupo criado pelo jornalista no Telegram.

Os detalhes do curso, como valor, módulos e periodicidade, serão informados pelo próprio Demori nos próximos dias. Em razão da pandemia, o curso será totalmente online. Ele já gravou mais de 3 horas de aula. Para participar do grupo, se inscreva aqui.

''Estou fazendo o grupo de Telegram, de graça, e já estou soltando conteúdo, coisas que eu sempre discuto, sobre imprensa, alguns pedacinhos do curso. O grupo de conteúdo é grátis e vou lançar o curso daqui a algumas semanas lá para a galera”, explicou.

Leandro Demori é catarinense e ganhou projeção como coordenador da equipe do The Intercept Brasil na série “Vaza Jato”, que revelou ao mundo um conluio formado entre os procuradores da força-tarefa da operação Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro. O magistrado chegou a interferir no andamento de vários processos, entre os quais o do ex-presidente Lula, condenado em 2017 no caso do “apartamento tríplex” e preso durante a pré-campanha presidencial de 2018.

Na época da prisão, Lula liderava todas as pesquisas de intenção de voto. Após a eleição de Jair Bolsonaro, principal opositor de Lula no pleito, Moro virou ministro da Justiça.

Curso

Segundo Leandro Demori, o curso existe desde 2013, mas foi reformulado após a experiência da Vaza Jato e outros acontecimentos:

''Falo sobre construção de narrativas envolventes, passando por técnicas de apuração e investigação, edição e publicação, e tem também um módulo sobre segurança (criptografia, navegação anônima, como reagir a ataques nas redes). O curso está reformulado e muito completo, com discussões sobre o jornalismo, sobre o que é jornalismo de impacto, para que serve, porque temos que pensar nisso, como podemos encontrar boas histórias”, contou.

Fonte: Saiba Mais

2

Nov

Unesco: 85% dos assassinatos de jornalistas permanecem sem solução

De 2006 a 2019, 1.167 jornalistas foram assassinados em 63 países e 15% dos casos foram solucionados ou arquivados. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que apresentou o dado para marcar o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, celebrado hoje (2), os casos demoram, em média, três anos para ser resolvidos. 

Conforme detalhado pela Unesco em relatório , um terço dos assassinatos tem desfecho dentro de dois anos, mas há exceções, com duração bastante longa. Um dos casos, por exemplo, levou 12 anos para ser esclarecido.

Ao enviar a resposta à demanda da Unesco, 27 países afirmaram estar promovendo "medidas positivas ou inovadoras", para garantir segurança ou combater a impunidade. Um deles foi o Brasil, onde 44 jornalistas, todos homens, foram executados. Desse total, 32 permanecem sem desfecho, seja por não serem devidamente elucidados, seja por terem a investigação em aberto. Uma das vítimas, Gerardo Ceferino Servían Coronel, era paraguaio, apesar de ter sido assassinado no Brasil.

A Unesco ressalta que as autoridades governamentais deixaram de prestar informações sobre a situação de 366 homicídios, o que prejudica sua capacidade de relatar, com precisão, o andamento dos processos judiciais. Uma consequência disso é o fato de não poder dizer se os autores dos crimes ficaram ou não impunes.

"Enquanto os jornalistas continuaram a perder suas vidas por causa das reportagens que produzem, a liberdade de expressão permanecerá sob cerco", escreve a organização no relatório de 87 páginas.

Também por ocasião da data comemorada nesta segunda-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que as autoridades devem garantir que os ataques contra jornalistas sejam devidamente apurados e que os responsáveis sejam penalizados por seus atos. "Estou chocado com o número contínuo e crescente de ataques contra jornalistas e trabalhadores da mídia em todo o mundo", afirmou, em postagem do Twitter.

No caso específico do Brasil, diversas entidades, como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), têm alertado para o cerceamento à liberdade de imprensa. De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras, o Brasil ocupa, atualmente, o 107º lugar no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa de 2020, uma queda de duas posições em relação a 2019.

29

Out

Prêmio IREE de Jornalismo distribuirá R$ 110 mil para as melhores reportagens

Estão abertas as inscrições para o Prêmio IREE de Jornalismo 2020, que irá premiar com R$ 110 mil reais as três melhores reportagens sobre questões atuais, política e economia publicadas em português no Brasil entre 15 de novembro de 2019 e 15 de novembro deste ano. Nesta sua primeira edição o Prêmio IREE de Jornalismo terá três categorias: “Reportagem”, cujo vencedor receberá um cheque no valor de R$ 50 mil; “Reportagem na área de Política” e “Reportagem no segmento de Economia e Negócios”, com prêmio de R$ 30 mil para o vencedor de cada uma destas categorias.

“O Prêmio IREE de Jornalismo expressa o nosso compromisso com a liberdade de expressão, de informação e de disseminação do conhecimento. Manifesta também o reconhecimento àqueles que dedicam sua vida profissional a esses princípios, sobre os quais se alicerça a sociedade democrática”, afirma o advogado Walfrido Warde, fundador e presidente do IREE (Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa).

Os trabalhos devem ser inscritos por seu próprio autor até a meia-noite de 15 de novembro de 2020. Informações adicionais e inscrições: https://iree.org.br/jornalismo/

25

Out

Publique-se lança campanha colaborativa para checagem de processos

Publique-se, da Abraji, um mecanismo de busca que indexa milhares de processos judiciais e suas movimentações nos quais há políticos envolvidos como partes, lança uma campanha colaborativa para ajudar a aumentar o banco de dados da ferramenta. O objetivo da mobilização é ajudar repórteres em investigações sobre candidatos a cargos públicos, ao facilitar o acesso a provas, relatórios, comprovantes e documentos anexados a esses processos.

A etapa atual do projeto foi idealizada pela Abraji e pela Transparência Internacional - Brasil, instituição que também financia a iniciativa. O Publique-se conta ainda com o apoio da empresa de inteligência jurídica Digesto.

“O banco de dados dos processos judiciais que possuímos, com dezenas de milhares de processos, precisa antes ser checado para entrar no site e ficar disponível para todos acessarem. Isso é feito semanalmente, processo por processo, pela equipe”, explica Reinaldo Chaves, coordenador do Publique-se. 

Já foram encontrados 7.253 processos judiciais que têm nas partes pessoas que foram ou são candidatas nas eleições de 2016, 2018 e 2020 - um total de 2.842 políticos até o momento. Toda a metodologia do Publique-se está aqui – e a busca  nos tribunais é feita por nomes, sem distinção de partido político.

Processos judiciais são uma fonte de informação pública, mas seu acesso nos tribunais possui muitas barreiras, como a necessidade de senhas, consultar diversas telas e termos jurídicos nem sempre acessíveis. E ainda há outro problema: o Brasil tem 91 tribunais.

“Com essa mobilização pública, a Abraji quer tornar mais transparentes essas informações, que poderão ajudar centenas de jornalistas investigativos e pesquisadores pelo Brasil. O que convidamos os jornalistas brasileiros a fazerem é uma espécie de crowdsourcing, isto é, o processo de criação de serviços, ideias ou conteúdo mediante a solicitação de contribuições de um grande grupo de pessoas. No caso do Publique-se já temos dezenas de milhares de processos judiciais de interesse público, mas falta agora a checagem e análise desses processos”, complementa Chaves.

Como vai funcionar a colaboração

A Abraji aceitará a inscrição de jornalistas interessados em fazer a checagem de processos - sejam profissionais de imprensa com conhecimento sobre processos judiciais, sejam jornalistas experientes, sejam em início de carreira. Não poderão fazer parte dos testes jornalistas com vinculação profissional a partidos políticos, a órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário ou a entidades que promovam lobby empresarial.

As inscrições ficam abertas até o dia 30 de outubro, por meio deste link.

Na próxima quinta-feira (29.out..2020) será feita uma live, às 18h, com a equipe do Publique-se para explicar o projeto e ministrar uma aula sobre como é feita a checagem dos processos. A live será aberta ao público e ficará gravada. Também será criado um manual escrito detalhando os passos de checagem. O link da live será divulgado em breve nas redes sociais da Abraji.

A equipe do Publique-se explica que cada checador receberá um lote de 50 processos aleatórios de diversos tribunais do país. Para fins de transparência, o script de programação que seleciona aleatoriamente os processos no banco de dados bruto também será disponibilizado.

Após a checagem dos processos, haverá outra análise e só depois eles serão incluídos no banco de dados oficial. Se desejar, o checador voluntário poderá solicitar um novo lote de 50 processos para avaliar. 

De acordo com as normas do projeto, os checadores assinarão um termo de responsabilidade para evitar que seus dados sejam usados de forma indevida. Mais informações sobre essas regras podem ser conferidas neste edital.

Os checadores também receberão um certificado de participação no projeto colaborativo e também terão seus nomes publicados no site do Publique-se como agradecimento.

Com informações da Abraji

8

Out

Jornalista recebe Diploma e Medalha "Amigo da Brigada"

O jornalista Elias Medeiros, recebeu na manhã desta quarta-feira (7), o Diploma e Medalha “Amigo da Brigada”, entregue a personalidades civis e militares que cooperaram com o desenvolvimento das atividades da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército Brasileiro.  A solenidade militar foi presidida pelo Comandante da 7ªBda Inf Mtz, General ULISSES de Mesquita Gomes, e reuniu os Comandantes das Organizações Militares do EB sediadas em Natal e da Paraíba:  João Pessoa,  Bayeux e Campina Grande.

Durante a entrega da honraria o Gen ULISSES destacou o trabalho do jornalista na divulgação da imagem da instituição Exército Brasileiro no período da pandemia da Covid-19 e parabenizou o trabalho social realizado pelo projeto Chic é Ser Solidário, coordenado pelo jornalista Elias Medeiros, em favor dos idosos que vivem em Abrigos da capital potiguar.

O jornalista Elias Medeiros agradeceu: "É uma honra receber este Diploma e o reconhecimento do Exército Brasileiro aqui representado pelo Comandante da 7ªBda Inf Mtz, General ULISSES. A informação, este é o caminho mais rápido para levar  a população o quanto tem sido intensa e prestativa a atuação das Forças Armadas no trabalho de Desinfecção durante a pandemia da coivd-19", em áreas internas e externas de instituições públicas em todo país, em especial no estado do Rio Grande do Norte".

"Ser reconhecido pelo trabalho social que realizo é importante, mas o principal é conscientizar a sociedade da ajuda aos Abrigos de Idosos da nossa cidade, esse é o nosso objetivo. "Chic é Ser Solidário", acrescentou Elias.

Quem desejar ajudar o projeto basta entrar em contato pelo (84)- 9-9950-5602 WhatsApp. O Instagram do projeto é o: @chicesersolidarionatal. Para ajudar diretamente ao abrigo Instituto Juvino Barreto o contato é (84) 3322-7311 – 9-9696-5828.

2

Out

Fato ou Boato: agências de checagem anunciam colaboração para identificar fake news no período eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou ontem (1º) a formação de uma parceria com sete agências de checagem que trabalharão na identificação de notícias falsas (fake news). A ação faz parte de uma série de iniciativas destinadas a combater a desinformação durante as eleições municipais deste ano.

Pela parceria, as agências e integrantes do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) trabalharão em contato permanente para monitorar notícias falsas ligadas às eleições e “encontrar, da forma mais ágil possível, respostas verdadeiras e precisas”, segundo a Justiça Eleitoral.

O resultado das verificações será publicado no site Fato ou Boato, que, até o segundo turno (29 de novembro), poderá ser acessado pelo celular sem consumo do pacote de dados, conforme parceria com as principais operadoras de telefonia.

As agências parceiras da iniciativa são: AFP, Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, Comprova, E-Farsas, Estadão Verifica, Fato ou Fake e UOL Confere.

Segundo o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, mais do que interferir em publicações, o objetivo da iniciativa é respondê-las com informações fidedignas e “inundar o mercado de ideias com noticias verdadeiras”, valorizando o trabalho da imprensa profissional.

Outro foco de atuação será identificar comportamentos inautênticos na internet, campanhas coordenadas de desinformação, “muitas vezes provenientes de verdadeiras milícias digitais, organizadas hierarquicamente, com financiamento privado e atuação concertada para a difusão de mentiras e ataques às instituições”.

Fonte: Agência Brasil