Jornalismo

25

Mai

Destaques jornalísticos agora estão disponíveis na versão web do Google Notícias

O programa de apoio do Google a editores e criadores de conteúdo, chamado de Google News Showcase (Destaques Jornalísticos, em português), agora está disponível na versão web do serviço para desktop.

O site do Google Notícias já exibe os conteúdos destacados logo na parte superior do menu lateral, mas isso era exclusivo dos aplicativos para Android e iOS. Os painéis do Destaque Jornalísticos ficam logo abaixo das notícias selecionadas para o usuário e podem ser acessados também no menu lateral, entre os itens “Seguindo” e “Pesquisas Salvas”.

Apoiado por um investimento de US$ 1 bilhão, o recurso destaca as três principais manchetes do veículo noticioso em questão, selecionadas pelos próprios profissionais do jornal, revista ou site. Se o usuário não gostar daquela fonte, ele pode omiti-la do resultado e marcar as suas favoritas para aparecerem em destaque.

A parte interessante do recurso é que ele traz atualizações em tempo real e de diversas editorias sobre assuntos do Brasil e do mundo. Veículos mais regionais tendem a destacar pautas locais, enquanto os jornais maiores costumam dar ênfase a assuntos de viés nacional.

Caso se interesse por um site específico, o usuário pode clicar sobre o nome dele e ser levado para uma página dedicada na qual vai encontrar as últimas notícias destacadas, as editorias e os destaques de dias anteriores. Isso permite a localização mais fácil do conteúdo desejado e facilita na hora de se informar sobre determinado assunto.

Também chega hoje o novo recurso que oferece aos editores das publicações parceiras a possibilidade de adicionar contexto a suas matérias, inclusive links em assuntos relacionados à história principal. Esses novos itens, por enquanto, só chegarão, nas próximas semanas, aos Destaques para celular.

Segundo o Google, o News Showcase é visto por milhões de usuários todos os dias e entrega cerca de 10 milhões de cliques por mês para os artigos mais completos. O botão “Seguir”, usado para acompanhar novidades sobre determinado assunto ou jornal, já foi pressionado mais de 460 mil vezes.

Até o momento, os Destaques Jornalísticos estão disponíveis em oito países: Brasil, Austrália, Alemanha, Argentina, Índia, Itália, Reino Unido e República Tcheca. As notícias são exibidas nos aplicativos móveis do Google Notícias e na seção “Descubra” do app de busca.

Desde o lançamento, novos recursos foram inseridos como o Acesso Estendido, que dá aos leitores a possibilidade de acessar conteúdo pago (paywall) e selecionado pelos veículos parceiros. Para o Google, desta maneira, mais leitores podem descobrir o valor das notícias de alta qualidade produzidas por esses veículos.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/internet/destaques-jornalisticos-agora-estao-disponiveis-na-versao-web-do-google-noticias-185638/

21

Mai

Covid-19 mata um jornalista por dia no Brasil

A pandemia do novo coronavírus tem sido diariamente fatal para os jornalistas brasileiros. Literalmente. Pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 20, pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) mostra que, na média, ao menos um comunicador do país não tem resistido à luta contra a Covid-19. Os dados são referentes ao primeiro quadrimestre deste ano.

De acordo com números revelados agora, de 1º de janeiro a 30 de abril e 2021, 124 jornalistas morreram em decorrência da Covid-19 no país. Na média, 31 óbitos por mês. Registros que mostram crescimento no comparativo com 2020. No ano passado, no recorte para profissionais da imprensa, a média mensal de mortes foi de 8,3.

Com a aceleração de vítimas no primeiro quadrimestre, a Fenaj contabiliza 213 jornalistas mortos no Brasil por causa do novo coronavírus. No geral, o país contabiliza mais de 441 mil mortes em decorrência da doença viral — ficando somente atrás dos Estados Unidos no total absoluto de óbitos.

A situação fez o Brasil chegar ao inglório topo da lista de países com mais jornalistas mortos em decorrência da Covid-19. Conforme levantamento publicado em março pela organização Press Emblem Campaign, o país contabiliza 11 comunicadores mortes por causa do novo coronavírus. Mortes que, segundo a Fenaj, aumentaram no decorrer do último mês.

Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/covid-19-mata-um-jornalista-por-dia-no-brasil/

7

Mai

Revista Época chega ao fim no impresso e no online

O mês de aniversário da revista Época veio com uma grande mudança: o fim de suas versões impressa e online. A partir de 28 de maio, a publicação seguirá apenas com uma seção semanal no jornal O Globo. O conteúdo estará disponível aos assinantes do veículo.

De acordo com matéria publicada no site da Época, que seguirá ativo somente até o fim do mês, a novidade deve-se à percepção de que, com o desenvolvimento da internet, a dinâmica das revistas impressas semanais tem perdido relevância no Brasil e no mundo. Isso porque, de acordo com o próprio veículo, os furos de reportagem passaram a ser publicados em tempo real e alertados nos celulares dos leitores.

“É para enfrentar essa transição e continuar a oferecer ao leitor informação aprofundada e de qualidade — e no tempo que ele deseja — que Época vai se reinventar”, aponta a publicação. Reinvenção que, na prática, será o fim da marca enquanto revista impressa e domínio próprio na web.

A chegada da Época ao jornal O Globo como mera seção semanal contribui com o propagado objetivo dele consolidar-se como o maior e melhor do Brasil. Isso porque, em seus 23 anos, a revista foi responsável por importantes furos jornalísticos e, com reportagens aprofundadas sobre diversos temas, foi vencedora de grandes premiações.

Para os amantes da revista em sua versão mais tradicional, ainda há uma boa notícia. A direção de O Globo ressalta que, em ocasiões especiais, a Época lançará a sua edição impressa, mas sem periodicidade definida. “A edição impressa de Época voltará em ocasiões especiais, para discutir com ainda mais profundidade temas cruciais para ajudar o leitor a entender os novos tempos”, pontua o material divulgado.

Como serão as publicações no jornal?

Na versão impressa do jornal O Globo, a Época terá páginas fixas para suas grandes reportagens, que serão veiculadas aos sábados. Além disso, ao longo da semana, a marca fará presença por meio de matérias analíticas e reflexivas. Segundo o texto que informa o fim da revista em suas versões impressa e online, no jornal diário, ela fará parte do conteúdo disponível somente aos assinantes.

Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/revista-epoca-chega-ao-fim-impresso-online/

1

Mai

Jornalista ministra oficina virtual sobre a Lei de Acesso à Informação

A convite do Instituto Ling, o jornalista Luiz Fernando Toledo ministrará uma oficina virtual sobre a Lei de Acesso à Informação. Diretor da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e um dos cofundadores da Fiquem Sabendo, agência especializada em dados públicos, o pesquisador ensinará práticas eficientes para requerer e obter materiais de diferentes órgãos, além de propor reflexões sobre as incontáveis possibilidades de melhorar a democracia a partir do uso da informação.

Aberto a profissionais de todas as áreas, o curso usa metodologias e linguagem acessíveis para compreender desde o histórico da Lei de Acesso à Informação no Brasil até a importância do monitoramento desses dados, passando ainda por exercícios práticos de uso das ferramentas. Com duração total de três horas, a atividade será dividida em duas aulas, nos dias 3 e 10 de maio, sempre nas segundas-feirasdas 19h às 20h30. As matrículas custam R$ 89,99 e podem ser feitas no site www.institutoling.org.br.

Desde 2012, o Brasil possui uma Lei de Acesso à Informação regulamentada, mecanismo que garante que órgãos públicos de qualquer esfera – federal, estadual ou municipal, no Executivo, Legislativo ou Judiciário – respondam a todos os pedidos de informação, independentemente do motivo e de quem o fez. Com o uso apropriado dessa importante ferramenta de controle social, é possível ter acesso a informações como quantos médicos há no posto de saúde na frente da sua casa, quanto um ministério gastou com publicidade ou ver notas fiscais de uma compra suspeita divulgada pela mídia.

Luiz Fernando Toledo tem dez anos de experiência em alguns dos principais veículos de comunicação brasileiros, como Estadão, TV Globo e CNN Brasil. É pesquisador visitante (journalist fellow) no Reuters Institute for the Study of Journalism, na Universidade de Oxford, na Inglaterra, com projeto de pesquisa sobre o uso da Lei de Acesso à Informação. Em 2019, foi selecionado pelo programa de bolsas de estudo Jornalista de Visão, do Instituto Ling, com uma bolsa de livre escolha que será utilizada para um Master of Science em jornalismo de dados na Universidade de Columbia, nos EUA, para o qual já foi aprovado. Em 2018, foi fellow do International Center for Journalists, em Nova York, com breve passagem pelo site de jornalismo investigativo ProPublica. Recebeu mais de dez prêmios jornalísticos no Brasil e foi finalista do Sigma Awards em 2020, prêmio que valoriza os principais trabalhos de jornalistas de dados no mundo.

Programa do curso

- Histórico da Lei de Acesso à Informação no Brasil - do dever constitucional de informar à pressão por uma lei

- Relação da Lei de Acesso à Informação com a responsabilização de governos e instituições: como a garantia de ter informações concretas e precisas pode transformar a forma de se fazer análise de políticas públicas no Brasil

- Os principais sites e como usá-los

- Como é um pedido de informação e o que ele deve conter?

- Meu pedido foi negado. O que fazer e para quem recorrer?

- A importância do monitoramento da lei: quais são as punições para quem descumpre?

- Navegando nas perguntas dos outros: como pesquisar nos bancos de dados que contêm centenas de milhares de perguntas e respostas já feitas por outros cidadãos

- Exercício prático

As aulas serão gravadas e ficarão disponíveis para os alunos reverem até 30 dias após a realização. Além do conteúdo ministrado ao vivo, os alunos receberão um material de apoio, que será enviado a todos os inscritos.

25

Abr

Novo Notícias: RN ganha novo jornal impresso e portal reformulado

Os jornalistas Jean Valério e Daniel Cabral estão à frente da novidade que a imprensa de Natal ganhou neste fim de semana. Chegou ontem às bancas o Novo Notícias, jornal impresso semanal que passa a circular em sintonia com o portal jornalístico https://www.novonoticias.com.br/. Os meninos prometem investir as exitosas experiências que somam no Jornalismo potiguar e regional em um veículo diferente, que valorize os pleitos e causas do Rio Grande do Norte. Levam junto, pra equipe, excelentes nomes do nosso mercado, como Jeanne Damas e Daniela Freire. O Blog deseja boa sorte e vida longa ao Novo Notícias on-line e impresso! Confira abaixo a capa da primeira edição:

 

15

Abr

Senado aprova inclusão de jornalistas como MEI

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) o texto-base de um projeto de lei que permite aos jornalistas se tornarem microempreendedores individuais (MEI). Com isso, jornalistas freelancers (profissionais que trabalham de forma independente) poderão pagar uma carga tributária menor. Atualmente, eles podem se enquadrar como microempresas ou empresas de pequeno porte, mas não como MEI.

Os microempreendedores individuais pagam um valor único que inclui vários tributos federais – Imposto de Renda, Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) – e garantem cobertura da Previdência Social. Apenas poderão se tornar MEI os jornalistas com receita bruta anual até R$ 81 mil.

O autor do projeto, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), argumentou que a realidade do mercado de trabalho da atividade jornalística é de abundância de atividades autônomas chamadas de freelancers. Nesse caso, o jornalista não tem vínculo com o contratante, recebendo apenas por serviço pontual executado.

Teletrabalho, home office ou trabalho remoto.

Já o relator, Carlos Viana (PSD-MG), jornalista de formação, exaltou a categoria em seu parecer. “O enquadramento como microempreendedor individual proporcionará ao jornalista tratamento simplificado e facilitado no exercício de sua atividade, assim como reduzirá a carga tributária suportada pelos profissionais”, afirmou.

Para Viana, a profissão de jornalista está “cada vez mais perigosa”. Ele destacou o aumento da violência contra os profissionais da imprensa e a atuação destes na situação atual de pandemia.

Outras categorias

Alguns senadores apresentaram destaques na intenção de incluir no projeto as categorias de produtor cultural, publicitário e corretor de imóveis. Os destaques, porém, não foram votados hoje e deverão ser alvo de negociação entre os senadores interessados e a base do governo nos próximos dias.

O relator do projeto diz temer que o presidente da República vete o projeto por recomendação da área econômica. Ainda existe a possibilidade de os senadores retirarem os destaques e apresentarem projetos separados para tais outras categorias.

Após resolvida essa questão, o projeto seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Brasil

3

Abr

Inscrições abertas para oficina de jornalismo investigativo na área de alimentação

Estão abertas as inscrições para o segundo treinamento de jornalismo investigativo na área de alimentação, promovido pela ACT Promoção da Saúde e pelo site O Joio e o Trigo, em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)

A oficina será on-line, no dia 27.abr.2021, das 10h às 12h. O investimento é de R$ 10 para estudantes e de R$ 20 para profissionais. Também serão aceitas doações de qualquer valor para a campanha Tem Gente com Fome. Serão 30 vagas, e para participar é preciso preencher este formulário até 09.abr.2021. Os selecionados serão informados no dia 16.abr.2021.

Se no curso de 2019 o foco foi nas formas de investigar a indústria de alimentos ultraprocessados e sua relação com a elaboração de políticas públicas de saúde, a segunda edição abordará como empresas que fabricam produtos causadores de doenças crônicas estão lucrando com a pandemia.

“E como isso acontece? Enfraquecendo políticas públicas, ocupando o vácuo deixado pelo Estado para conquistar afeto e admiração, moldando leis e decretos, a indústria de alimentos avança num momento em que deveria estar sob críticas”, comenta João Peres, do site O Joio e o Trigo. 

Relações de poder e alimentação: o lobby da indústria de alimentos em tempos de pandemia” também vai mostrar a experiência de outros países e como o tema se insere na discussão mais ampla sobre reforma tributária. 

Peres, cofundador do site brasileiro que investiga exclusivamente a alimentação e suas implicações políticas, lembra que doenças crônicas não transmissíveis representam sete entre as dez maiores causas de morte no mundo. 

“No Brasil, enfermidades cardiovasculares e diabetes estão presentes na maioria dos casos graves e de mortes por covid-19. Nem sempre foi assim: esse avanço se deu de maneira drástica nas últimas duas décadas. A alimentação é um fator central para entender por que isso acontece”, destaca. 

Para a Anna Monteiro, Diretora de Comunicação da ACT, o jornalismo pode ter um papel fundamental na exposição dos problemas de saúde relacionados à alimentação. 

Cristina Zahar, secretária-executiva da Abraji, ressalta que a iniciativa do treinamento cumpre um dos pilares da organização, que é promover a elevação da qualidade do jornalismo por meio do aprimoramento profissional dos jornalistas e da difusão dos conceitos e técnicas da reportagem investigativa.

Bolsas para reportagens

Os participantes da oficina vão concorrer a duas microbolsas no valor de R$ 8 mil cada. A ideia é encorajar a realização de apurações originais, de alto impacto, abordando temas relevantes para a sociedade. As regras serão conhecidas no próprio encontro. 

23

Mar

Estudo revela que não há negros no comando dos maiores veículos de comunicação do Brasil

Levantamento divulgado no último domingo, (21) revela como negros estão distantes dos postos de comando nas Redações. Dados do Reuters Institute for the Study of Journalism mostram que apenas 15% de 80 editores que dirigem veículos de prestígio em cinco países do mundo são não-brancos. No Brasil, segundo o estudo, a disparidade é expressiva. Enquanto cerca de 57% dos brasileiros se declaram pretos e pardos, nenhum negro lidera os maiores jornais, portais e emissoras. A pesquisa foi publicada para marcar o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. 

relatório “Race and Leadership in the News Media 2021: Evidence from Five Markets” analisou o perfil de editores no comando dos 100 maiores veículos jornalísticos (on-line e off-line) em quatro continentes: Brasil, Alemanha, África do Sul, Reino Unido e os Estados Unidos. É possível perceber um descompasso entre a maioria da população e quem está no topo da carreira nas Redações. 

No texto, os especialistas usaram o termo “não-branco” para descrever o universo pesquisado. No Brasil, o IBGE faz pesquisas sobre cor ou raça da população brasileira com base na autodeclaração: as pessoas são perguntadas sobre sua cor de acordo com as seguintes opções: branca, preta, parda, indígena ou amarela. 

Segundo o Instituto Reuters, ancorado na Universidade de Oxford, não há não-brancos no mais alto cargo das Redações no Brasil, na Alemanha e no Reino Unido. Nos Estados Unidos, são apenas três editores-chefes. Na África do Sul, a falta de representatividade na imprensa chama atenção: negros são 92% da população, mas a maioria das empresas jornalísticas delega aos brancos o maior cargo dos veículos (60%).

Critérios metodológicos

O estudo, assinado por Craig T. Robertson, Meera Selva e Rasmus Nielsen, foi realizado em jan.2021 a partir dos números sistematizados pela última edição do Digital News Report, de 2020. Os especialistas ressaltam que “posições mais altas nas Redações são importantes praticamente e simbolicamente":

“Esses cargos são importantes porque esses chefes são figuras que estão na liderança e na direção das Redações. O perfil deles importa quando analisamos, de um modo geral, como essas empresas são vistas pelo público.”

Esse primeiro levantamento faz parte de uma pesquisa maior, em andamento, sobre diversidade nas Redações, à luz da perspectiva de gênero e raça.

Abraji conversou com Meera Selva, coautora do documento, para descobrir os desafios metodológicos. Ela explica que, em algumas ocasiões, até havia negros em posições-chave, mas, na realidade, quem decide é uma pessoa branca, geralmente o diretor-executivo. “Por isso, confirmamos os dados para melhor traduzir o resultado de quem detinha, em mãos, os espaços do poder”.

Os números do Brasil foram recebidos com preocupação. Os negros – que o IBGE define como a soma de pretos e pardos – são a maioria da população brasileira. E essas vozes não se refletem nas Redações:

“Os dados impactam na credibilidade da imprensa. Primeiro, como a maioria da população pode acreditar em veículos que não refletem essa diversidade? Segundo, as histórias são contadas a partir de narrativas de brancos. E, por último, quais as prioridades das pautas?”.

Foram consideradas na amostra as fontes de informação mais citadas pelos brasileiros do Digital News Report: TV Globo, TV Record, SBT, GloboNews, Rádio e Band News, Rede TV, CNN, TV Brasil, emissoras comerciais, jornais O Globo, Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Extra, os portais UOL, G1, BBC News, Yahoo, MSN, Poder 360, Buzz Feed, O Antagonista, Rede Brasil Atual, Diário do Centro do Mundo e Brasil 247. A pesquisa não cita diretamente quais foram sites on-line regionais.

Clique aqui para ler o estudo  na íntegra. Os organizadores farão uma apresentação dos dados no webinar marcado para segunda-feira, 22.mar.2021, às 10h, pelo horário do Brasil.

Na Bahia, uma mulher negra no comando

Por causa da metodologia adotada pelo Instituto Reuters, o levantamento internacional não menciona uma exceção à regra brasileira. Linda Bezerra, do Correio, tornou-se editora-chefe do jornal baiano em set.2016. Foi a primeira vez que isso aconteceu em Salvador, cidade composta por mais de 80% de negros. “Não tenho conhecimento de casos similares, ao menos no Nordeste”, diz.

Ela afirma que sempre o jornal sempre teve diversidade na Redação, especialmente de gays. Mas, aos poucos, a branquitude precisava ser vista com atenção. 

“O fato de ter sido escolhida me deixa com o dever moral de refletir essa diversidade no conteúdo”, diz a jornalista. Um dos primeiros desafios foi repensar os processos de seleção. Antes das cotas raciais estabelecidas nas universidades públicas, não havia, por exemplo, muitos estudantes negros nos cursos de Jornalismo da Universidade Federal da Bahia, que reunia candidatos de formação mais sólida. 

A decisão do jornal foi mudar o programa de estágio: metade das vagas passou a ser destinada aos alunos UFBA e a outra às faculdades de desempenho inferior.  “É necessário você ter um olhar cuidadoso de abrir portas para dar oportunidades porque a gente sabe que, em muitos casos, o desempenho está ligado à falta de oportunidades mesmo”.

Bezerra afirma que, na liderança, está atenta à palavra diversidade em um escopo maior, estimulando contratações de pretos e pardos, mas também de outros grupos marginalizados e pessoas com deficiência. “É fazer uma comunicação cuidadosa, que não te fere, com amplitude de perfis, ter atenção na forma de falar as coisas, e ouvir as pessoas”. 

A mudança no critério de seleção nos jornais já está acontecendo no Brasil. A Folha de São Paulo mudou o seu Programa de Treinamento em Jornalismo Diário, que, desta vez, será destinado apenas a profissionais negros. A Redação mexeu nos critérios de aprovação para poder avançar na representatividade, excluindo, por exemplo, a exigência de um idioma estrangeiro, abrindo a competição àqueles que não tiveram a chance de ter domínio do inglês.

O jornal digital e independente Nexo lançou, no início de mar.2021, um programa de diversidade racial, com previsão de bolsa mensal, além de aulas de inglês, português, novas tecnologias e temas relevantes sobre o Brasil e o mundo.

The Intercept Brasil também desenvolveu iniciativa de inclusão. A Énois criou o projeto Diversidade nas Redações, que promove treinamento e intercâmbio entre Redações e repórteres com foco em produção diversa e representativa.

Fonte: Abraji. Foto de Linda Bezerra: arquivo pessoal cedida para a Abraji.

15

Mar

Jornalista vencedora do prêmio Comunique-se estreia na TV com salário de um real

Uma jornalista e influenciadora digital prepara-se para encarar um novo desafio profissional. E a remuneração mensal para isso será de apenas R$ 1. Isso mesmo: um real. Com esse “salário”, Nathalia Arcuri foi anunciada nesta sexta-feira, 12, como a mais nova apresentadora da Rede TV.

Na emissora de Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho, Nathalia apresentará o talk show ‘Me Poupe Show’. No estúdio, ela receberá convidados e irá interagir com a audiência online da atração, que promete tratar de forma bem-humorada assuntos relacionados à educação financeira. Por ora, a data de estreia do programa não foi anunciada, assim como sua periodicidade — diária ou semanal, por exemplo.

nathalia arcuri - um real - talk show na rede tv - prêmio comunique-se

Sobre o conteúdo do projeto, a mais nova contratada da Rede TV sabe da missão que assumirá em breve. “O principal desafio será aproximar o público da TV de um tema que ainda é restrito a uma pequena parcela da população”, conta Nathalia Arcuri, conforme divulgado por sua equipe de comunicação. “O ‘Me Poupe Show’ vem para democratizar ainda mais a educação financeira no Brasil”, reforça.

Salário de um real

Nathalia Arcuri aproveita o acerto com a Rede TV para demonstrar que entende do que irá falar para o público do canal. Isso porque, ela garante que, por há anos conseguir alcançar a própria independência financeira, o dinheiro em si tornou-se mero detalhe para a sua carreira na comunicação. Por isso, o acordo pelo “salário” de um real pelo trabalho com o talk show.

“Não trabalho por dinheiro há três anos”

“Não trabalho por dinheiro há três anos, quando alcancei a minha independência financeira”, enfatiza a jornalista. “Estamos vivendo um momento em que todos precisamos fazer o que está ao nosso alcance para colaborar com os brasileiros que perderam empregos e a renda durante a pandemia”, explica a missão da futura produção televisiva. “O programa terá cotas de patrocínio e, se forem vendidas, ficarei com uma parte do sucesso”, prossegue Nathalia, demonstrando que, além do salário de um real, poderá ganhar comissões atrelados ao eventual sucesso do talk show.

Nathalia Arcuri na TV

Essa não será a primeira experiência de Nathalia Arcuri na televisão. Criadora do canal ‘Me Poupe’, que conta com 5,8 milhões de inscritos no YouTube e detém o título de maior projeto virtual de educação financeira do mundo, ela comandou o reality show ‘Me Poupe — Dívidas Nunca Mais’. A atração foi ao ar na Band no fim do ano passado. “Um caminho sem volta pra quem diz que não é possível fazer TV de qualidade, ter audiência e dar dinheiro”, comemorou a apresentadora na ocasião.

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), de São Paulo, Nathalia Arcuri havia trabalhado na televisão antes de se destacar com o seu projeto na internet. Ela somou, por exemplo, passagens por SBT e Record TV. Em ambos os canais, atuou como repórter na capital paulista.

Jornalista e influenciadora digital premiada

Com o seu trabalho de educação financeira no YouTube e outros canais onde a marca Me Poupe se faz presente, Nathalia Arcuri tem recebido reconhecimento no decorrer dos últimos anos. Nesse sentido, foi a vencedora do Prêmio Comunique-se 2018 na disputa em ‘Economia – Mídia Escrita’. Na ocasião, não escondeu a alegria em levar para casa um troféu do “Oscar do Jornalismo Brasileiro”. “Para mim é uma honra. Sou jornalista e cresci ouvindo falar sobre este prêmio, imaginando que um dia eu pudesse estar aqui”, afirmou durante a festa.

O vínculo de Nathalia Arcuri com eventos organizados pelo Grupo Comunique-se não param por aí. Ela tem relação direta com o Prêmio Influency.me, iniciativa criada em 2018 com o objetivo de prestigiar os produtores de conteúdo que se destacam com a oferta de material relevante nas plataformas de redes sociais. Na primeira edição, ela foi finalista na categoria ‘Negócios’. Nos dois anos seguintes, 2019 e 2020, superou os demais concorrentes e foi a vencedora da disputa.

Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/vencedora-do-premio-comunique-se-estreia-na-tv-com-salario-de-um-real/#:~:text=Uma%20jornalista%20e%20influenciadora%20digital,nova%20apresentadora%20da%20Rede%20TV.

22

Fev

Jornal libanês mistura sangue com tinta para imprimir edição especial dramática

O jornal libanês Annahar publicou uma edição especial com sangue de verdade misturado à tinta da impressão. Chamada Bloodline Edition, a edição teve como objetivo levar uma mensagem de amor e resistência ao público, num tributo a todo o sangue derramado na luta por justiça no país.

A tinta usada para imprimir o jornal foi feita com amostras de sangue libanês. A primeira página especial do jornal trazia uma árvore de cedro, símbolo do país presente em sua bandeira, crescendo de um coração anatômico. O desenho também enviou uma mensagem sobre o colapso social, injustiças e política que estão em andamento no país.

“Esta é uma homenagem a todo o derramamento de sangue ao longo de nossa luta por justiça e uma oportunidade de nos perguntar se ainda amamos nosso país, apesar do colapso atual. É também uma mensagem crucial de resistência: acabe com o sangramento”, dizia o texto do jornal.

A ação, produzida em conjunto com a agência Impact BBDO, também busca incentivar os libaneses a expressarem seu amor pelo país através do endthebleed.org.

 


 

A ideia da ação já foi vista outras vezes. Em 2007, a campanha “Bonded by Blood”, da TBWA/Whybin para a Adidas, apresentou uma série de posters impressos também com sangue misturado à tinta. No caso, os sangues eram de amostras dos jogadores do All Black, time de rugby da Nova Zelândia patrocinado pela marca. A campanha inclusive foi destaque no Cannes Lions daquele ano, vencendo na categoria Promo.

Fonte: Portal B9, disponível em: https://www.b9.com.br/139259/jornal-libanes-mistura-sangue-com-tinta-para-imprimir-edicao-especial-dramatica/ 

22

Fev

Diretor do LAIS é eleito um dos 100 mais influentes da década na área da saúde no Brasil

O diretor executivo do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS/UFRN), professor Ricardo Valentim, está entre as 100 personalidades mais influentes da saúde na década (2011-2020), no Brasil. O reconhecimento foi conferido pelo Grupo Mídia, responsável pela organização do prêmio desde 2013. A cerimônia de premiação está marcada para o dia 7 de abril, em São Paulo, em um evento fechado somente aos eleitos, diante do contexto de pandemia vivenciado atualmente.

A indicação do professor Ricardo Valentim foi comunicada ao LAIS/UFRN na última semana. Em sua trajetória está a criação e implementação do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde, na UFRN, que ao longo de seus 10 anos, vem atuando diretamente para a melhoria da qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS), seja por meio da qualificação para profissionais da saúde – através de cursos de capacitação disponibilizados gratuitamente no AVASUS (Ambiente Virtual de Aprendizagem do Sistema Único de Saúde) – ou da implementação de tecnologias inovadoras que possam melhorar o atendimento ao paciente.

Na opinião do professor Valentim, receber um prêmio como este é uma responsabilidade muito grande. É também um reconhecimento de todo o trabalho social que o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN vem realizando em toda a sua trajetória. “É muito importante estarmos entre os mais influentes da década, justamente nessa hora de pandemia. Há um ano que o LAIS/UFRN, com sua equipe de pesquisadores – hoje são mais de 450 e estão em todo o Brasil e em outros lugares do mundo – desenvolveu soluções tecnológicas e deu resposta à sociedade, promovendo e induzindo resiliência no sistema de saúde do Brasil”, argumentou.

Valentim ainda reforçou que este não é um reconhecimento apenas seu, mas de toda a equipe do LAIS/UFRN. “Tenho a honra de compartilhar com cada um dos nossos pesquisadores, dos nossos alunos, dos nossos professores e também com todas as instituições que cooperam com o LAIS/UFRN. Tudo isso tem uma simbologia muito significativa, que nos coloca numa posição de mais responsabilidade no enfrentamento das demandas sociais, por inovação e tecnologia, visando transformar e melhorar a vida da população e a qualidade dos serviços de saúde ofertado”, finalizou.

Sobre a premiação
Criado em 2013, o prêmio “Os 100 mais influentes da Saúde” terá uma edição especial neste ano, premiando os nomes mais importantes do setor da última década. Para chegar aos ganhadores, o conselho editorial baseou-se em duas fontes de pesquisa: pesquisa aberta pelo site da HCM e pesquisa de mercado.

Os eleitos serão anunciados na cerimônia de premiação que será realizada no Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, no Hotel Renaissance, em São Paulo, com transmissão ao vivo para todo mercado. A solenidade histórica, que se repetirá apenas daqui há 10 anos, presta tributo a empresários, pesquisadores, executivos, autoridades públicas e profissionais que fizeram a diferença no setor.

A lista também será divulgada na revista Healthcare Management, edição especial 100 Mais Influentes na Saúde da Década, que será lançada durante o evento e posteriormente distribuída para hospitais, clínicas, operadoras, laboratórios e associações de Saúde e autoridades públicas. Além da tiragem de 12 mil exemplares, a Healthcare Management também está disponível gratuitamente em formato digital.

O presidente do Grupo Mídia, Edmilson Jr. Caparelli, explica que o 100 Mais Influentes da Saúde traz os nomes de poderosos líderes que atuam no setor e se destacam pelos esforços e comprometimentos para colocar a Saúde brasileira como importante agente no desenvolvimento do país. “Centenas de personalidades foram premiados nos últimos dez anos. Mas agora, é hora de prestar tributo aos maiores dos maiores”, ressaltou.

19

Fev

Folha de S.Paulo comemora os 100 anos de fundação

Nesta sexta-feira, 19, a Folha de S.Paulo completa 100 anos de existência. Para celebrar a data, nos próximos dias o jornal anuncia uma série de iniciativas: lança a nova edição do Manual da Redação, ampliada, acrescida de trechos sobre liberdade de expressão, diversidade, mobilidade e assédio sexual e moral; a coleção 100 Anos de Fotografia, com dez livros que reúnem imagens raras do acervo do jornal; a cátedra Otavio Frias Filho, na USP, voltada aos estudos sobre jornalismo, diversidade e democracia; anuncia o acordo da Folha com o Público, um dos principais jornais de Portugal, que cria um intercâmbio de publicações entre os dois veículos, levando reportagens da Folha para os leitores portugueses e trazendo para os brasileiros matérias do Público; parceria com a produtora Conspiração para uma coluna semanal, com ensaios pessoais sobre situações em que acontecimentos casuais mudaram vidas.

Outra novidade é o lançamento de um programa de treinamento para jornalistas negros, o que demonstra a atenção cada vez maior do jornal para a diversidade na redação e nas pautas produzidas por ela. Em 2019, a Folha criou a editoria de Diversidade, dedicada à publicação de conteúdo que reflita a variedade da sociedade brasileira. Além disso, desta sexta, 19, ao final do mês, a Folha apresentará uma série de conteúdos inovadores em diversas plataformas. Nos meses seguintes, sempre no dia 19, haverá a publicação de um projeto especial. Nos últimos meses, o jornal criou a editoria de Newsletters, que envia a assinantes e-mails com uma seleção de artigos e notícias sobre economia, política, Justiça e cultura; aumentou o número de podcasts, liderados pelo Café da Manhã, com novo episódio em todos os dias úteis; ampliou a atuação do núcleo de jornalismo de dados, o DeltaFolha, que, ao lado de outros veículos, vem tendo papel decisivo no consórcio da imprensa sobre dados da Covid-19.

A Folha também encerra a década como o jornal com mais assinantes do país, como mostram os dados consolidados sobre 2020 recém-divulgados pelo IVC Brasil (Instituto Verificador de Comunicação). O primeiro lugar na circulação dos jornais foi assumido em 1986 e nunca mais perdido pelas mais de três décadas seguintes entre os jornais de prestígio, exceto em alguns meses. No ano passado, segundo o IVC, a Folha registrou a maior média mensal de pagantes entre os veículos, na soma de suas versões digital e impressa. No cálculo geral do ano passado, foram 337.854 exemplares diários pagos por mês, crescimento de 3% ante média de 2019.

O veículo foi o primeiro jornal a ter um site de notícias em tempo real, em 1995; a unificar suas redações digital e impressa, em 2010, e a operá-la plenamente integrada dois anos depois. Em 2018, a Folha anunciou que deixaria de publicar conteúdo no Facebook, após diminuição da visibilidade do jornalismo profissional e alta do alcance de notícias de teor duvidoso. Anos depois, após escrutínio maior de governos e anunciantes, a rede social anunciou medidas para controlar as notícias falsas na plataforma. Assim, com a transformação digital, iniciada há uma década, a Folha foi pioneira também no modelo de negócio, em 2012, ao implementar no Brasil o chamado paywall poroso (muro de pagamento). O formato de cobrança de conteúdo no ambiente online perdura até hoje e foi adotado por outros veículos.

Com tal modelo, o crescimento das vendas de assinaturas digitais foi de 200% durante a cobertura da pandemia do coronavírus. No período, o jornal lançou uma oferta de seis meses de assinatura gratuita para profissionais da área da saúde —meses antes, já havia criado a assinatura para advogados, em parceria com a OAB. Em abril de 2020, outro marco foi anotado: recorde de audiência. A Folha somou 73,8 milhões de visitantes únicos, segundo dados do Google Analytics. Esses internautas realizaram 176,9 milhões de visitas e clicaram em 428,4 milhões de páginas.

Fonte: Portal Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/02/19/folha-comemora-os-100-anos-de-fundacao.html

18

Fev

Google e News Corp fecham acordo para pagamento de notícias

A editora News Corp anunciou nesta quarta-feira, 17, que fechou um acordo de três anos com o Google, no qual, a gigante das buscas pagará à companhia pelas notícias produzidas por seus veículos jornalísticos. Em comunicado, Robert Thomson, executivo-chefe da News Corp, disse que o acordo teria “um impacto positivo no jornalismo em todo o mundo, pois estabelecemos firmemente que deveria haver um prêmio para o jornalismo premium”.

Em comunicado, a News Corp revelou que o acordo ainda prevê o desenvolvimento de uma plataforma de assinatura, incentivo ao jornalismo de áudio e vídeo pelo YouTube, bem como compartilhamento da receita de anúncios por meio dos serviços de tecnologia de anúncios do Google. “Esta tem sido uma causa apaixonada para nossa empresa por mais de uma década e estou grato que os termos de troca estão mudando, não apenas para a News Corp, mas para todos os editores”, reforçou Thomson.

Liderada pelo presidente executivo Rupert Murdoch e Thomson, a News Corp tem sido a voz mais alta entre os editores que desejam ser pagos pelo Google e pelo Facebook pelos direitos de hospedar artigos em plataformas sociais e de busca. Esse impulso se tornou mais urgente à medida que o Google e o Facebook conquistaram uma fatia maior do mercado de publicidade digital, espremendo os meios de comunicação que dependem dessa receita para sustentar o jornalismo.

Batalha australiana

O Google vem lutando contra uma proposta de lei australiana, que a News Corp apoia, que forçaria a gigante das buscas e o Facebook a pagar aos editores pelo valor que suas histórias geram nas plataformas digitais das big techs. O Google até ameaçou fechar seu mecanismo de busca na Austrália se a proposta virar lei. A Microsoft, dona do Bing, concorrente do Google, disse que os EUA deveriam adotar sua própria versão da proposta de lei australiana.

Com objetivo de ajudar os editores a recuperar parte dos dólares perdidos para o Google e o Facebook, a News Corp lançou um site chamado Knewz.com no ano passado como alternativa à busca do Google. Porém, alguns usuários de mídia social zombaram de seu nome e reclamaram de seu design amarelo estourado.

Enquanto isso, o Google lançou o Google News Showcase, que permitirá aos veículos de notícias empacotar suas histórias — assim como vídeos e áudios — no Google News. Com US$ 1 bilhão para os primeiros três anos do programa, o Google assinou acordos com mais de 500 publicações em todo o mundo, de acordo com Don Harrison, presidente de parcerias globais da empresa.

Entre as publicações da News Corp que farão parte do Google News Showcase, estão: The Wall Street Journal, Barron’s, MarketWatch e New York Post, dos Estados Unidos; The Times e The Sunday Times e The Sun, do Reino Unido; e uma variedade de plataformas de notícias da Austrália, incluindo The Australian, news.com.au, Sky News e vários títulos metropolitanos e locais.

Em 2019, o Facebook anunciou acordos para pagar a alguns editores para compartilhar histórias em uma seção de notícias dedicada de seu aplicativo principal. O CEO da empresa, Mark Zuckerberg, comunicou o plano em um evento em Nova York com Thomson, da News Corp.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/02/17/google-e-news-corp-fecham-acordo-para-pagamento-de-noticias.html

6

Fev

Abraji lista oportunidades de bolsas e microbolsas para jornalistas

Bolsas para investigar acesso à internet no Brasil, ameaças aos oceanos, o impacto da covid-19 nas crianças ou identificar iniciativas de governo que se enquadrem como tecnoautoritarismo. Instituições brasileiras e estrangeiras estão com inscrições abertas para diversos programas de aperfeiçoamento e financiamento de reportagens especiais. A Abraji identificou dez delas que estão selecionando candidatos entre fevereiro e março.

Para se inscrever é necessário estar muito atento aos processos de aplicação, requisitos e deadlines. A Journalist Fellowship, do Reuters Institute for the Study of Journalism, em Oxford, no Reino Unido, exige que os inscritos tenham pelo menos cinco anos de experiência profissional. Além disso, é necessário enviar declarações que, em geral, vão demandar do candidato acionar a empresa em que trabalha e também outras referências de sua carreira. Em um programa tão amplo como o da Reuters, é preciso pensar muito no projeto, como mostra o jornalista Murillo Camarotto nesta reportagem.

Já a bolsa da Earth Journalism Network incentiva a inscrição de jornalistas iniciantes e seniores que tenham vontade de investigar ameaças à conservação dos oceanos. Stefano Wrobleski, coordenador de geojornalismo da organização, diz que é importante dar oportunidades para jornalistas menos experientes:

“Ajuda a trazer novas perspectivas para os temas que financiamos e apoia quem esteja começando a cobrá-los para seguir numa área que é rica em pautas, mas que não tem tantos profissionais dedicados.”

O coordenador considera fundamental que os jornalistas interessados leiam a proposta com antecedência para conseguir passar as ideias para o papel de forma clara. “Vale resumir o problema do qual você quer tratar como se estivesse apresentando para alguém que não o conheça, mostrando domínio no assunto e garantindo que a equipe de seleção esteja a par da questão”, aconselha Wrobleski. Por fim, ele sugere transparência nas respostas e deixar claro se a pessoa tem vontade de continuar investigando o tema.

Inscrições 

Abraji detalhou os requisitos, processos e deadlines de cada bolsa e microbolsa. O objetivo é que jornalistas possam ter uma visão rápida sobre qual oportunidade melhor se encaixa com sua realidade profissional e aspirações.

1. Microbolsas Acesso à Internet - Agência Pública

Descrição: A oportunidade é destinada a repórteres interessados em explorar pautas que abordem os diferentes aspectos do acesso à internet no Brasil, como falta de acesso a dispositivos, falta de infraestrutura, políticas públicas de acesso à internet, práticas abusivas e pouco transparentes de empresas de telecomunicação, desinformação, entre outras. Serão ofertadas quatro microbolsas de sete mil reais para a produção da reportagem. Esta é uma parceria da Agência Pública com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Requisitos: Jornalistas profissionais, diplomados ou não, com comprovada experiência em realização de pautas de maneira independente.

Deadline: 5 de fevereiro de 2021.

Mais detalhes aqui.

2. Journalism Fellowship - Reuters Institute for the Study of Journalism

Descrição: O programa dá a jornalistas de todo o mundo a oportunidade de pensar criticamente o mundo do jornalismo e trabalhar em um projeto sob a supervisão de um profissional especializado na área. A bolsa pode ser de três ou seis meses e as despesas dos jornalistas selecionados são totalmente cobertas pela instituição.

Requisitos: Ter no mínimo cinco anos de experiência no jornalismo e conhecimento avançado na língua inglesa.

Deadline: 8 de fevereiro de 2021.

Mais detalhes aqui.

3. Reporting Fellowship: Desigualdade e Covid-19 no Brasil, Venezuela e Colômbia - Universidade de Columbia

Descrição: O Dart Center for Journalism and Trauma, um projeto da Escola de Jornalismo da Universidade Colúmbia, em Nova York, oferece uma fellowship virtual baseada em projeto para jornalistas sediados no Brasil, Venezuela e Colômbia. O foco será os efeitos da pandemia do novo coronavírus no crescimento, desenvolvimento e bem-estar das crianças. Se aceito, o candidato receberá uma bolsa de 1,5 mil dólares para investir em seu projeto. 

Requisitos: Qualquer jornalista que viva e trabalhe no Brasil, Colômbia e Venezuela. Fluência em Português e/ou Inglês.

Deadline: 9 de fevereiro de 2021.

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4. Bolsa para reportagem literária - Universidade de Nova York

Descrição: O Prêmio Matthew Power de Reportagem Literária, oferecido pelo Centro de Jornalismo da Universidade de Nova York (Arthur L. Carter Journalism Institute) é uma bolsa de 12,5 mil dólares para apoiar o trabalho de um escritor iniciante de não-ficção que investigue verdades sobre a condição humana. O vencedor terá um documento de identificação e total acesso à Universidade de Nova York. 

Requisitos: Os candidatos devem ter se formado na faculdade pelo menos dois anos antes do processo de inscrição. Fluência em Inglês.

Deadline: 16 de fevereiro de 2021.

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5. Bolsas Ocean Story Grants - Earth Journalism Network 

Descrição: De modo a captar a importância e a urgência das ameaças contra os oceanos, a EJN apoiará histórias que procurem investigar questões emergentes e de longo prazo sobre a conservação e utilização sustentável dos mares. A organização destaca que dará preferência a propostas que incidam sobre tópicos ou histórias que até agora tiveram pouca cobertura mediática. Quatro a seis bolsas serão concedidas, com valor de mil a dois mil dólares.

Requisitos: Fluência em Português e/ou Inglês ou disponibilidade de tradutor para comunicação com a equipe e tradução da reportagem.

Deadline: 25 de fevereiro de 2021.

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6. Bolsa para reportagem sobre Agronegócio e Meio Ambiente em tempos de Covid - Joio e Trigo

Descrição: O Joio e O Trigo, em parceria com Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), convidam repórteres para investigar as estratégias corporativas no período de pandemia e como estão afetando o direito à alimentação, ampliando problemas socioambientais, como desmatamento em terras indígenas, invasão de terras públicas, tentativas e lobbies para enfraquecimento de políticas públicas. As duas bolsas oferecidas terão o valor de 6,5 mil reais cada. 

Requisitos: Nenhum. O Joio e O Trigo dará prioridade a candidatas e candidatos socialmente sub-representados nas categorias de gênero e étnico-raciais do país. 

Deadline: 26 de fevereiro de 2021.

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7. Bolsa Joan Shorenstein Center - Universidade de Harvard

Descrição: A Kennedy School of Government da Universidade de Harvard oferece a oportunidade para jornalistas compartilharem, expandirem e pesquisarem sobre políticas públicas e assuntos políticos. A bolsa, que normalmente é residencial, será on-line devido à pandemia. Para a inscrição, é necessário enviar uma carta, um formulário de inscrição preenchido, uma proposta de projeto de pesquisa, currículo e recomendações. 

Requisitos: Os candidatos devem ser jornalistas, acadêmicos ou formuladores de políticas ativos na imprensa, política e políticas públicas, ter pelo menos cinco anos de experiência na profissão e comprovação de fluência na língua inglesa através do TOEFL ou IELTS.

Deadline: 01 de março de 2021.

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8. Bolsas para reportagens sobre tecnoautoritarismo - The Intercept Brasil

Descrição:  The Intercept Brasil, em associação com a Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa, oferece bolsas para repórteres que tenham vontade de reportar iniciativas em todas as esferas do governo que se enquadrem como tecnoautoritarismo. As organizações buscam jornalistas que investiguem a forma como prefeituras, governos estaduais, governo federal e empresas privadas estão usando inteligência artificial, câmeras, bases de dados, redes sociais e outras ferramentas para violar e ameaçar direitos fundamentais da população. Serão quatro bolsas, no valor de 4,5 mil reais cada

Requisitos: Relevância jornalística, ineditismo, existência de documentação que comprove a denúncia e viabilidade de execução.

Deadline: 01 de março de 2021.

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9. Bolsa de trabalho na Alemanha para jovens jornalistas - DW Akademie

Descrição: A DW Akademie disponibiliza oportunidades para seu programa de Estudos de Mídia Internacional, em Bonn, Alemanha. Os alunos que concluírem com êxito o programa de quatro semestres receberão diploma de mestrado. Dez bolsas integrais são oferecidas a candidatos da África, Ásia, América Latina ou Europa Oriental. 

Requisitos: Os candidatos devem ter diploma de bacharel e pelo menos um ano de experiência profissional em um campo relacionado com mídia, além de bom conhecimento de inglês e alemão.

Deadline: 31 de março de 2021.

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10. Escuela de Periodismo UAM - El País

Descrição: Os candidatos selecionados para o Mestrado de Jornalismo da UAM passam por um ano de treinamento nas empresas do grupo PRISA, holding que controla o jornal El País. Nos outros dez meses, os alunos têm aulas e oficinas práticas na Universidade Autônoma de Madrid (UAM). As bolsas são oferecidas pela Fundação Carolina da Espanha.

Requisitos: Ter um diploma de faculdade em qualquer carreira, saber escrever e falar perfeitamente em Espanhol e saber se comunicar em Inglês.

Deadline: 31 de maio de 2021 para residentes da América Latina. 

Mais detalhes aqui.

Fonte: Abraji

5

Fev

New York Times alcança 7,5 milhões de assinaturas

Apesar da pandemia e da agitação social trazida pelos protestos pelas questões raciais e pela eleição presidencial nos Estados Unidos, o The New York Times teve em 2020 o seu melhor ano em termos de conquista de novos leitores. De acordo com relatório divulgado pela The New York Times Company, o jornal registrou um acréscimo de 2,3 milhões de novas assinaturas digitais no ano passado.

Com isso, o veículo norte-americano ultrapassa a marca de 7,5 milhões de assinantes, considerando as plataformas digitais e o impresso. Os maiores ganhos de novos leitores aconteceram em dois períodos do ano, segundo o jornal: em abril, quando os estadunidenses vivenciaram a rotina de quarentena e home office, o NYT agregou 669 mil assinantes digitais. Depois, no quarto trimestre, no período das eleições presidenciais, o jornal registrou 627 mil novas assinaturas digitais.

O NYT também alcançou dois importantes marcos em 2020. Pela primeira vez a receita digital ultrapassou a impressa e o mesmo aconteceu com a receita das assinaturas digitais, que já representam a maior parte do negócio. De acordo com a CEO do New York Times, Meredith Kopit Levien, esses dois feitos marcam o fim da primeira década da transformação do New York Times para um veículo digital first.

No quarto trimestre, a receita com assinaturas digitais alcançou o montante de US$ 167 milhões, valor 37% maior do que o registrado no último trimestre de 2019. Considerando todo o ano, a receita com assinaturas digitais foi de US$ 598,3, milhões um aumento de 30% na comparação com 2019. A receita de total de assinaturas, considerando todos os produtos, inclusive o impresso, foi de US$ 1,195 bilhão, representado um aumento de 10% em comparação com o ano anterior.

Publicidade

O bom desempenho das assinaturas, no entanto, não se repetiu na área de publicidade. A retração dos investimentos dos anunciantes provocada pela pandemia afetou o desempenho do veículo, causando uma queda de 26% na receita publicitária no ano, que ficou em US$ 392,4 milhões. A receita de publicidade no impresso teve um recuo de 39%.

Fonte: Portal Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/02/04/new-york-times-alcanca-75-milhoes-de-assinaturas.html