Educação

28

Set

Professor do ISD ensina técnicas para aprimorar uso do LinkedIn na busca de emprego

Os efeitos negativos na pandemia do coronavírus podem ser sentidos, além da inflação mais alta, no mercado de trabalho nacional. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativos ao segundo trimestre deste ano, apontam que existem 14,4 milhões de pessoas desempregadas. Menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país, segundo o Instituto. Uma ferramenta digital, porém, poderá ajudar jovens e adultos que buscam uma colocação no mercado a encontrarem uma ou mais vagas: o LinkedIn. Para desmistificar e ensinar técnicas de uso, o professor pesquisador do Instituto Santos Dumont (ISD), Fabrício Brasil, apresentará a palestra ‘Linkedin - a rede social que você deveria realmente se importar’. 

No evento, marcado para esta quarta-feira (29/09), às 14h via Google Meet, o Prof. Fabrício Brasil ensinará meios de como usar o LinkedIn para alavancar sua carreira. “Procurar emprego e se destacar da concorrência é uma tarefa árdua. Cerca de 40 milhões de pessoas utilizam o LinkedIn para buscar empregos toda semana e 95% dos recrutadores fazem busca na plataforma por mais informações sobre os candidatos. Ser indicado por um empregado de uma empresa aumenta sua chance em 9 vezes de ser contratado, mostrando a importância em fazer e manter o networking. Aproximadamente 40% dos usuários do LinkedIn trocam de emprego a cada quatro anos, podendo aumentar o salário em até 30%. Contudo, para ter sucesso é preciso superar os robôs e se dedicar realmente a esta rede social. Na palestra falarei sobre isso e um pouco mais”, declara Fabrício Brasil.

Nesse horizonte cheio de incertezas, há uma tendência de mais competição no mercado de trabalho e é importante a definição de estratégias para conseguir saltar aos olhos de quem estará contratando. Em paralelo a estudos de neuroengenharia que conduz desde 2013 no Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS) do Instituto Santos Dumont, Fabrício Brasil se dedica há alguns anos a tentar desvendar os caminhos para se chegar efetivamente a uma entrevista e ao emprego que se busca, usando o LinkedIn como aliado.

A maior rede social para profissionais no mundo chama a atenção do pesquisador desde que cursava doutorado na Alemanha e era estimulado por professores da instituição de ensino a participar da rede de forma assertiva. Os estudos sobre o funcionamento da plataforma, que tiveram então início para suprir a própria demanda, hoje são disseminados em palestras que ministra para estudantes de ensino superior de universidades públicas e privadas no Brasil. O assunto já havia sido apresentado em Natal, foi levado no início de 2020  à Universidade Federal de Santa Catarina e, passada a fase de isolamento social e de suspensão de aulas requeridos como prevenção ao coronavírus, a palestra chega ao IIN-ELS.

Como participar? Através do Google Meet, no link:  https://meet.google.com/bqq-vjyx-deg

Quem é Fabrício Brasil

Currículo Lattes (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4263860E5)

LinkedIn (https://www.linkedin.com/in/fabricio-brasil/)

- Idade: 40 anos

- Natural de Porto Velho (RO)

- Vive no Rio Grande do Norte desde março de 2013. Veio a convite do neurocientista Miguel Nicolelis para uma vaga de pós-doutorado. Acabou, no entanto, contratado como pesquisador, porque o ISD estava abrindo o Mestrado em Neuroengenharia.

Fabrício Brasil é pesquisador, professor e ex-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Neuroengenharia do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), do Instituto Santos Dumont (ISD).  Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT (2003). Mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2007). Doutor em Neurociência pelo International Max Planck Research School for Cognitive and Systems Neuroscience (IMPRS-CSN), Eberhard Karls Universität Tübingen (EKT). Possui experiência na área de Engenharia Biomédica, Interface entre Cérebro Máquina/Computador (ICM/ICC), Projetos de Equipamentos, Reabilitação de pacientes que sofreram acidente vascular encefálico (AVE/AVC) ou com lesão medular, transtorno do espetro do autismo (TEA), Plasticidade e Estimulação Cerebral através de Estimulação Magnética Transcraniana (TMS) e Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS).
 

28

Set

Natal, cidade de memória: live debate influência da 2ª Guerra Mundial na capital

A década de 1940 foi agitada na região metropolitana de Natal: do bairro da Ribeira ao município de Parnamirim, a presença de militares norteamericanos em terras potiguares ditou costumes e hábitos que estão presentes até os dias atuais na nossa sociedade. 

“Pelo fato de o nosso estado ser um ponto estratégico durante a 2ª Guerra Mundial, dada a proximidade com a Europa, sediamos uma base militar dos EUA e isso trouxe alguns pontos positivos para modernização da cidade”, lembra a arquiteta e docente Ilanna Revorêdo, responsável pelo projeto de extensão da Estácio “Natal, uma cidade de memória”, que realiza uma live nesta quarta-feira (29), às 19h, com historiadores e pesquisadores para discutir o impacto desse intercâmbio cultural.

A arquiteta destaca que, apesar de a base militar estar em Parnamirim, a cidade de Natal foi o polo com estrutura para atender os estrangeiros. “Sabemos que não deve ter sido favorável para todos, mas uma parte da população tirou proveito dessa presença, o comércio principalmente. Os militares de alta patente ficaram hospedados no Grande Hotel, na Ribeira, e aqui era onde acontecia a movimentação cultural e social que trouxe novos hábitos para a cidade”, conta ao lembrar que o RN foi o primeiro estado do país a conhecer o chiclete, o barbeador descartável, o milkshake e tantos outros costumes.

Para compor a mesa de debate, o projeto recebe os convidados Fred Nicolau, historiador e Curador do Centro Cultural Trampolim da Vitória; o músico Danilo Guanais, autor do musical “Bye bye, Natal”, que retrata toda a movimentação que a presença estrangeira causou na cidade, e o arquiteto Guilherme Filho, que tem na família um histórico dessa união entre potiguares e americanos. 

Sobre o projeto

O projeto “Natal, uma cidade de memória” surgiu em 2021, para dar continuidade ao que antes era feito sobre o projeto “Ribeira, minha Ribeira”. A iniciativa conta com ações de educação patrimonial como lives, atividades escolares e visitas técnicas aos prédios históricos que estão abertas à participação da população. Mais informações no Instagram: @natalcidadedememoria. 

Foto: Jaeci Emereciano/Arquivo IBGE

28

Set

UFRN oferta curso de elaboração de documentos digitais acessíveis

A abertura do curso Acessibilidade comunicacional: elaboração de documentos institucionais da UFRN aconteceu na manhã desta terça-feira, 28, com a participação do reitor José Daniel Diniz Melo. A capacitação é promovida pela Secretaria de Inclusão e Acessibilidade (SIA), em parceria com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), com o objetivo de fortalecer e fomentar a cultura inclusiva na instituição.

Vinculado ao programa de Educação, Inclusão, Acessibilidade e Necessidades Específicas, em consonância com a Política de Inclusão e Acessibilidade para Pessoas com Necessidades Específicas e ao Plano de Desenvolvimento Institucional (2020-2029) da UFRN, o curso tem a proposta de sensibilizar o olhar dos profissionais que atuam diretamente na produção de documentos e subsidiá-los para que elaborem materiais acessíveis.

Nesse sentido, o reitor Daniel Diniz considerou que a ação visa fomentar as boas práticas das políticas inclusivas, avançando no esforço institucional de oferecer uma comunicação cada vez mais acessível para todos. Na mesma perspectiva, a pró-reitora de Gestão de Pessoas, Mirian Dantas dos Santos, ressaltou a importância da capacitação, que irá promover uma comunicação mais eficiente. A gestora incentivou ainda que os participantes do curso sejam multiplicadores dos conteúdos.

O secretário de Inclusão e Acessibilidade, Ricardo Lins, falou sobre a necessidade de inserir no cotidiano diretrizes que promovam acesso de forma igualitária, visto que significa também avançar na justiça social ao eliminar barreiras. Já a supervisora de Ensino da SIA, Juliana Magro, explicou que o curso foi pensado para atender as demandas formativas presentes nos planos e estratégias da UFRN, com o intuito de construir um processo reflexivo de prática e vivência, fazendo uso dessas ferramentas na rotina institucional.

27

Set

Startup oferece vídeos educativos criados por crianças em sala de aula

No domingo, 26 de setembro, foi celebrado o Dia Nacional dos Surdos, data para comemorar as conquistas da comunidade e também promover a reflexão sobre os direitos e a inclusão das pessoas que têm essa deficiência na sociedade.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5% da população brasileira é surda ou têm alguma deficiência auditiva e, dessa parcela, 2,7 milhões de pessoas não ouvem absolutamente nada.

Uma das principais dificuldades dos surdos no dia a dia é a comunicação, por isso a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é uma importante ferramenta de inclusão, já que permite o acesso a conteúdos educativos, por exemplo. O programa Criando Juntos, da startup De Criança Para Criança, procura reduzir essa diferença e incentiva em sala de aula, a inclusão hoje de mais de 130 animações com tradução para Libras.

No canal do De Criança Para Criança no YouTube - , é possível encontrar vídeos traduzidos para libras, gratuitos, que abordam temas relativos à grade curricular e também falam sobre situações cotidianas que fazem parte do universo infantil.

Segundo o cofundador da startup, Vitor Azambuja, um ambiente mais inclusivo nas escolas é capaz de melhorar a autoestima e a interação dos surdos com outros alunos. "É indispensável tornar acessível o conteúdo para as crianças no ambiente escolar. Além de promover a inclusão, é uma forma de conscientizar os outros de que todos têm igual potencial em muitas atividades e são importantes para a sociedade", afirma.

Animações como A bailarina que virou jogadora de futebolVamos combater a dengueLancheira saudável e Menina e Menino, falam sobre realização de sonhos, cuidados com a saúde e o meio ambiente, são algumas que podem ser assistidas com tradução em libras.

"A ferramenta tem o compromisso de abrir portas que antes não se abriam para as crianças que têm alguma dificuldade. Acreditamos que a inclusão é essencial na educação. O Criando Juntos tem o objetivo de trazer muita informação para todas as crianças, sem distinções. E o melhor: os próprios alunos criam as histórias e vivenciam o tema aprendendo a lidar com as diferenças", finaliza Gilberto Barroso, o fundador da startup.

Segue mais algumas animações com áudio descrição:

A menina que lutou pelos seus direitos

A alegria e a tristeza

A Boneca

A Bailarina que virou jogadora de futebol

Fonte: Agência Brasil

27

Set

Principal revista científica do mundo publica artigo de pesquisadores potiguares

Um artigo produzido por pesquisadores do Rio Grande do Norte é destaque na Revista Nature Scientific Report, uma das publicações científicas mais importantes em todo o mundo. O artigo “The influence of antenna gain and beamwidth used in OSSEUS in the screening process for osteoporosis” (“A influência do ganho da antena e da largura do feixe usado no OSSEUS no processo de triagem para osteoporose), trata dos resultados obtidos no projeto OSSEUS, resultado de uma parceria do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, e o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN). Para acessar o artigo, clique AQUI.

O OSSEUS é um projeto de pesquisa aplicada desenvolvido para o diagnóstico auxiliar de doenças osteometabólicas, onde sua aplicação vai possibilitar a detecção de pacientes com osteoporose já na atenção básica em saúde, assim, possibilitando melhores resultados no tratamento e, consequentemente, em melhor qualidade de vida. O diagnóstico é realizado por meio de um dispositivo biomédico baseado em machine learning e ondas eletromagnéticas.

“A publicação na revista Nature Scientific Report atesta a qualidade das pesquisas científicas desenvolvidas pelos pesquisadores do LAIS (UFRN) por meio de cooperações técnicas relevantes com pesquisadores do Núcleo Avançado de Inovação (NAVI) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN)”, enfatizou o diretor executivo do LAIS, professor Ricardo Valentim. Opinião semelhante é compartilhada pelo professor João Paulo Queiroz, coordenador do NAVI/IFRN e do Projeto OSSEUS. “A notícia demonstra e ratifica a qualidade da pesquisa em inovação tecnológica do NAVI em nível internacional. E, claro, em parceria com o LAIS”.

O artigo é de autoria dos pesquisadores Bruno de Melo Pinheiro, Antônio Luiz Pereira de Siqueira Campos, Dionísio Dias Aires de Carvalho, Agnaldo Souza Cruz, Ricardo Valentim , Nicolas Vinícius Rodrigues Veras e João Paulo Queiroz dos Santos.

O que é o OSSEUS
Até o ano de 2050, os casos de osteoporose entre idosos no Brasil deverão ter um aumento de 32%. A projeção é da Fundação Internacional de Osteoporose, organização sem fins lucrativos, sediada na Suíça. As consequências mais graves, ainda de acordo com o relatório, serão as fraturas de quadris em pessoas acima de 38 anos. De acordo com levantamentos, atualmente, são registrados no Brasil mais de 120 mil casos desse tipo de fratura, havendo uma projeção de crescimento no número de ocorrências de 16% até 2020.

A osteoporose é apenas uma das doenças osteometabólicas, juntamente com a artrite, hiperparatireoidismo primário, raquitismo, entre outras, que afetam homens e mulheres com idades entre 40 e 50 anos. Para esses casos, o indicado é realizar uma densitometria óssea, exame que permite o diagnóstico precoce, determinando o início do tratamento e a prevenção de fraturas. Este método é o mais utilizado para medir a densidade mineral dos ossos, sendo, porém, um exame de alto custo e de difícil acesso para a população, por se tratar de um serviço de saúde disponibilizado somente na alta complexidade ou na rede especializada.

Diante desse cenário, os pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desenvolveram o OSSEUS – método baseado em inteligência artificial e ondas eletromagnéticas para o diagnóstico auxiliar de doenças osteometabólicas. De acordo com o Ricardo Valentim, este trabalho irá possibilitar a triagem de paciente com osteoporose já na atenção básica, o que favorece um melhor cuidado e ainda contribui para ampliar e democratizar o acesso aos serviços de saúde de melhor qualidade e mais eficientes”.

“Hoje, um aparelho para exames de densitometria óssea tem um custo elevado, o que inviabiliza esse tipo de exame já no primeiro atendimento ao paciente, ou seja, na atenção básica. A nossa pesquisa visa, neste contexto, desenvolver uma tecnologia que possa ser utilizada na Unidade de Básica de Saúde (UBS) pelas equipes de saúde da família no SUS do Brasil. Deste modo, esperamos que ela chegue a quem mais precisa”, destacou o doutorando Agnaldo Souza Cruz.

Trata-se de um dispositivo portátil de fácil operação, cujo princípio é ser de baixo custo. Isso permitirá um alto fator de escalabilidade, o que potencializa o seu uso em qualquer município do Brasil. O exame realizado pelo OSSEUS é não invasivo e pode ser aplicado diversas vezes em intervalos de tempo menores, pois não há nenhum efeito colateral para os pacientes, diferente de outros métodos tradicionais.

26

Set

Cientistas criam holograma que 'pode ser tocado' por humanos

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Glasglow, na Escócia, anunciou a criação de um sistema de holograma que cria jatos de ar capazes de replicar a sensação de toque. A tecnologia foi chamada de "aerofática" e publicada no Advanced Intelligent Systems, periódico que reúne pesquisas relacionadas a ciências e engenharia.

A tecnologia permite que o usuário "sinta" os dedos, as mãos e os pulsos das pessoas por meio dos jatos de ar. O teste foi realizado com uma projeção de bola de basquete que, de acordo com Ravinder Daahiya, um dos pesquisadores do projeto, "pode ​​ser tocada, rolada e quicada de maneira convincente".

Pesquisa desenvolveu um sistema capaz de reproduzir o toque em hologramas — Foto: Reprodução/The Conversation

A sensação de toque é reproduzida a partir de gráficos gerados por um computador com jatos de ar direcionados e controlados. Segundo os pequisadores, o sistema foi construído com peças acessíveis e que estão disponíveis no comércio.

O projeto usa gráficos para fornecer uma ilusão de imagem em 3D com um conjunto de vidros e espelhos, que faz com que a imagem bidimensional pareça estar flutuando sem a necessidade de outros equipamentos. A estrutura é montada no formato de uma pirâmide com uma das laterais aberta, por onde é possível colocar a mão e interagir com o objeto holográfico. Os gráficos são criados e controlados pelo Unity Game Engine, software usado para criar objetos 3D em videogames.

25

Set

Aula online de inglês é uma alternativa para impulsionar carreira profissional

Quem busca um emprego pode já ter se deparado com vagas em que ter algum nível de fluência em inglês é considerada característica desejável ou até mesmo imprescindível para se candidatar. E a tendência é que essa realidade seja cada vez mais presente: no primeiro semestre deste ano, em comparação com 2020, o aumento de vagas com as exigências da língua aumentaram 36% na base da Gupy, plataforma de recrutamento e seleção. De acordo com Wagner Domingues, Country Manager da EF English Live, maior escola online de inglês do mundo, o diferencial mesmo é dominar o inglês que será útil à rotina do trabalho.

“Profissionais de tecnologia, por exemplo, precisam lidar diariamente com ferramentas universais e que geralmente têm o inglês em sua base. Os termos técnicos que são utilizados na modalidade dificilmente são tratados durante o ensino de gramática em escolas físicas. Por isso, investir em aulas focadas para a sua realidade de atuação é muito mais vantajoso”, analisa o executivo.

A aptidão em dominar o idioma pode trazer bons frutos também para quem já está empregado. A Catho,  empresa de recrutamento e seleção, realizou um levantamento em abril de 2021 que indicou ser possível receber 60% de aumento salarial, dependendo do cargo exercido.

O aumento exponencial do home office abriu um leque de possibilidades para profissionais brasileiros atuarem em mercados internacionais. As companhias que buscam talentos no país são atraídas por profissionais com fluência em mais de uma língua e pela possibilidade da valorização da moeda estrangeira.

“A troca de experiências com nativos de diversos países enriquece a troca de cultura e conhecimento durante as conversações. E esse é um ponto favorável para o desenvolvimento da carreira, pois fará com que o aluno conheça a diversidade na prática”, destaca Wagner.

25

Set

Paulo Freire: quatro obras para conhecer o trabalho do educador

Educador, filósofo e uma essência transformadora. Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, em Recife (PE), e é reconhecido como o patrono da educação no Brasil. Ele foi o brasileiro mais homenageado da história, com pelo menos 35 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades da Europa e América e recebeu diversos prêmios, como o da UNESCO de Educação para a Paz em 1986.

Sua prática didática estabelecia que aquele que estivesse estudando criaria sua própria educação, faria o próprio caminho e seria o responsável pelo próprio aprendizado. Assim, o educador ficou conhecido por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política.

Na semana em que Paulo Freire faria 100 anos, a Disal, uma das maiores referências no mercado editorial brasileiro, selecionou algumas obras que apresentam a história do educador para a nova geração e relembram sua trajetória para aqueles que já o conhecem e admiram.

Confira:

O Educador -  Um perfil de Paulo Freire – Sérgio Haddad

O educador, perfil biográfico de Paulo Freire, traz sobriedade a esse debate contaminado pela polarização ideológica; recupera a experiência exitosa de alfabetização em Angicos, no Rio Grande do Norte, às vésperas do golpe de 1964; e conta em detalhe a perseguição que Freire sofreu dos militares. Depois vieram a prisão, o exílio, a fama internacional, as vivências na África, a volta ao Brasil após a anistia, a retomada da carreira acadêmica e a experiência como secretário de Educação em São Paulo. O livro ilumina aspectos pouco conhecidos da vida de Freire.

Saiba mais:  https://cutt.ly/SEgvmcd

O que é método Paulo Freire – Carlos Rodrigues Brandão

Poucas vezes, em toda a história da educação, um simples ´método de alfabetização´ deu margem a tanta discussão. Poucas vezes, também, um método, trinta anos depois de sua criação, continuou a gerar experiências com a vitalidade de seus primeiros tempos. Assim, nessa obra, o autor trata de Paulo Freire, que mais que um simples método de alfabetização, criou uma prática pedagógica cujo embasamento político obrigou a própria educação a repensar-se e reconhecer em cada indivíduo um agente da história.

Saiba mais: https://cutt.ly/VEgvj8y

Paulo Freire – Tantos anos depois – Carlos Rodrigues Brandão

 Você conhece as relações de amizade e as convergências originais de pensamento entre Paulo Freire e Rubem Alves? Você sabia que uma equipe de educadoras do Movimento de Educação de Base, de Goiás, recriou o “Método de Alfabetização Paulo Freire”, para uso em alfabetização por meio de escolas radiofônicas? Estes e outros momentos e relatos essenciais e pouco conhecidos da vida e da obra de Paulo Freire estão entre os capítulos deste livro que publicamos no ano em que celebramos os “100 anos de Paulo Freire”:

Saiba mais: https://cutt.ly/xEgvdzm 

As lições de Paulo Freire – Paulo Ghiraldelli Jr.

 Este livro pretende trazer um pouco da obra e ensinamentos de Paulo Freire. Segundo o autor, Paulo Freire advogava uma cultura de liberdade. Temia que suas próprias ideias se transformassem em um receituário. Por isso, elaborava-as de várias maneiras. Testava-as continuamente e não se entristecia quando tinha de abandonar algumas para abraçar outras, muitas vezes bem diferentes. Freire preferia agir antes em um sentido inspirador a um sentido de formador de discípulos.

Saiba mais em: https://cutt.ly/hEgvyN2

 

24

Set

Inscrições do Enem para isentos ausentes em 2020 terminam domingo

Terminam no domingo (26) as inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 para os estudantes de baixa renda que tiveram isenção de taxa na edição do exame em 2020 e não compareceram às provas. As inscrições podem ser feitas na Página do Participante, sem que seja necessário justificar a ausência no Enem 2020 ou pagar a taxa de inscrição.

Os candidatos também poderão solicitar atendimento especializado, até 26 de setembro, e tratamento pelo nome social, até 27 de setembro.

Para os isentos ausentes no Enem 2020, as inscrições do Enem 2021 são exclusivamente para o modelo impresso. As provas serão aplicadas em 9 e 16 de janeiro de 2022, mesma data da realização do Enem para Pessoas Privadas de Liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL).

A aplicação das provas nos dias 21 e 28 de novembro de 2021 está mantida para todos os participantes que já tiveram a inscrição confirmada no exame, conforme previsto no edital regular. Ao todo, 3.109.762 pessoas foram confirmadas para o Enem 2021, nas duas versões do exame, impressa e digital. Esse foi o menor número de inscrições desde 2005.

Decisão do STF

No dia 14 de setembro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) reabriu o prazo de inscrição para os isentos ausentes no Enem 2020 em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O valor da taxa de inscrição no Enem é de R$ 85 e, pelas regras do primeiro edital, quem teve direito à isenção no Enem 2020, mas faltou à prova, só poderia obter nova gratuidade no Enem 2021 se conseguisse justificar a ausência. As justificativas precisavam ser comprovadas documentalmente, bem como se encaixar nas hipóteses previstas, que incluíam situações como acidentes de trânsito, morte de familiar, emergências médicas e assaltos, entre outras.

Entretanto, o STF entendeu que, em razão da pandemia da covid-19, as provas do ano passado foram aplicadas em um contexto de anormalidade, e a exigência de comprovação documental para os ausentes viola diversos preceitos fundamentais, entre eles o do acesso à educação e o de erradicação da pobreza. Além disso, a obrigação imposta pelo edital penaliza os estudantes que fizeram a “difícil escolha” de faltar às provas para atender às recomendações das autoridades sanitárias de evitar aglomerações.

Quem estivesse com covid-19 ou tivesse contato com alguém infectado também poderia apresentar essa justificativa. Mas o candidato que faltou somente pelo medo de contaminação, por exemplo, ou que não pudesse comprovar com documentos nenhuma outra razão para a falta, não estaria coberto pela gratuidade na edição do exame deste ano.

Direito a isenção

O novo prazo para inscrição com isenção da taxa vale para aqueles que comprovarem ter direito à gratuidade, mas sem que precise justificar falta na edição anterior do exame.

Pessoas que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou que foram bolsistas integrais durante toda a etapa em escolas particulares têm direito à gratuidade na inscrição do exame. Estudantes que estão cursando a última série do ensino médio na rede pública, no ano de 2021, também podem pedir a isenção.

O mesmo vale para quem está em situação de vulnerabilidade socioeconômica por ser membro de família de baixa renda. Nesse caso, é preciso comprovar a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Fonte: Agência Brasil

24

Set

Instituto do Cérebro lidera ranking da UFRN em lista promovida pela AD Scientific Index

O AD Scientific Index - ranking que ordena os cientistas de acordo com suas citações no Google Acadêmico - publicou a lista dos dez mil cientistas mais produtivos do BRICS (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O Brasil aparece em segundo lugar com 3.192 estudiosos e 155 instituições analisadas. A Universidade Federal do Rio Grande do Norte aparece na posição 25, com 22 pesquisadores, sendo seis deles do Instituto do Cérebro: Martín Cammarota, Sidarta Ribeiro, Lia Bevilaqua, Adriano Tort, Sandro Souza e Janine Inez Rossato.

Dentre esses, três atuam no laboratório de Pesquisa da Memória: Lia Bevilaqua, Janine Inez Rossato e Martin Cammarota, que lidera o ranking entre os cientistas da UFRN. “Ainda não se compara com a USP, que tem mais de mil pesquisadores na lista, mas eu acho que estamos no caminho certo. O ranking é sumamente importante já que pode ajudar a nortear a política de pesquisa da universidade”, comenta o professor Martin, que já apareceu anteriormente na lista.

Um exemplo de trabalho produzido no laboratório de Pesquisa da Memória e publicado recentemente, foi o artigo intitulado “Dopamine controls whether new declarative information updates reactivated memories through reconsolidation” (“A dopamina controla se novas informações declarativas atualizam memórias reativadas através da reconsolidação”) - assinado por Martin, Lia e Janine, além de Maria Carolina Gonzalez e Andressa Radiske. Em resumo, a pesquisa demonstrou que é possível apagar memórias - algo parecido com o que acontece no filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” (2004).

24

Set

UFRN e Natal lançam adesão a programa da ONU para Cidades Resilientes

O fórum internacional Connect RN, que acontece nos dias 28 e 29 de setembro, vai contar com o lançamento das cartas de compromisso de Natal e municípios vizinhos ao programa da ONU Construindo Cidades Resilientes 2030 (MCR-2030, na sigla em inglês). A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) também irá se vincular à iniciativa, na condição de entidade de apoio.

O programa é gerido pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres e tem por objetivo estimular as cidades a conhecer, a planejar e a implementar ações que as permitam se tornarem capazes de suportar contextos de estresse para suas estruturas, de modo a manter o desenvolvimento sustentável e a segurança das populações.

Fórum

O fórum Connect RN é realizado pela Rede Potiguar de Fomento à Internacionalização e tem inscrições gratuitas, que podem ser feitas por meio deste site. O evento contará com debatedores nacionais e estrangeiros e tratará de temas como Cidades Resilientes e Sustentáveis, Energias Renováveis, Tecnologias da Informação e Comunicações e Novas Tecnologias na Área de Saúde.

Os assuntos abordados estão relacionados ao contexto do ecossistema de inovação potiguar, tendo por objetivo debater a importância de parcerias para solucionar desafios globais e com capacidade de serem desenvolvidas pelo setor produtivo do estado. O fórum será realizado online (com transmissão via Zoom), com opções de tradução simultânea.

Outras cidades

Segundo um dos organizadores do fórum, o professor do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) Anderson Cruz, uma das possibilidades trazidas pela iniciativa MCR-2030 é o planejamento local, proporcionando aprendizado e acesso a outras cidades do mundo. Para isso, os gestores poderão, por meio da plataforma do MCR-2030, criar conexões com instituições que apoiam o programa, bem como conhecer vários serviços voltados para ambientes urbanos resilientes.

Além de Natal, também as cidades de Parnamirim, Macaíba e São Gonçalo estão aderindo ao programa, assim como o Governo do Estado do Rio Grande do Norte. O lançamento das cartas de compromisso será feito, por meio de um representante da prefeitura de Natal, na abertura do segundo dia de debates do fórum Connect RN, em 29 de setembro.

Programação

A programação do Connect RN será realizada por meio de três painéis. O primeiro deles irá abordar o tema Ecossistema de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Rio Grande do Norte e contará, além do professor Anderson Paiva, com os pesquisadores Per Petersson (Lund University), Edgard Morya (Instituto Santos Dumont), Sidarta Ribeiro (Instituto do Cérebro/UFRN), Michael Sand (Boehringer Ingelheim) e Gregory Riggins (Johns Hopkins University).

Já o segundo painel discutirá a temática Abrindo o Caminho para Cidades Resilientes e Sustentáveis, e o terceiro tratará do tema Investindo em Energia Renovável no Rio Grande do Norte: Experiências de Empreendedores Globais e Novas Oportunidades. A descrição completa dos painéis e a lista dos convidados participantes pode ser conferida no site do evento.

Rede de Fomento

Promotora do evento, a Rede Potiguar de Fomento à Internacionalização (Internacionaliza RN), é uma iniciativa da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil-Portugal, do Parque Tecnológico Metrópole Digital, UFRN, Sebrae, Fiern, Governo do RN, Prefeitura do Natal e Rede Potiguar de Incubadoras e Parques Tecnológicos (Repin).

24

Set

UFRN tem 22 cientistas entre os mais influentes dos Brics

AD Scientific acaba de publicar o ranking dos 10 mil principais cientistas do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Desses, 22 são da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) que ocupa a posição 94 entre as 1.033 Instituições de Ensino Superior (IES) pesquisadas nos cinco países do grupo e em 15ª no Brasil. Os pesquisadores indicados estão espalhados por diversas áreas, sendo cinco do Instituto do Cérebro (ICe), cinco do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET), quatro do Centro de Biologia (CB), três do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e os outros cinco do Instituto de Medicina Tropical (IMT), Instituto de Química (IQ), Instituto Metrópole Digital (IMD), Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) e Centro de Educação (CE).

De acordo com o realizador, o AD Scientific Index é um sistema de classificação e análise com base no desempenho científico e no valor agregado da produtividade científica dos cientistas. Além disso, fornece classificações de instituições com base nas características científicas dos cientistas afiliados. O novo índice usa o total e os valores dos últimos cinco anos do índice i10 (número de publicações com, no mínimo, 10 citações), índice h (resultado do equilíbrio entre o número de publicações e o número de citações) e pontuações de citação no Google Scholar. Além disso, a proporção do valor dos últimos cinco anos corresponde ao valor total dos índices acima mencionados.

“É importante e deve-se comemorar as colocações da UFRN nesta lista, ainda mais, quando enfrentamos um cenário de desinvestimento nas universidades e negacionismo dos estudos científicos. Por outro lado, também devemos lamentar a pouca quantidade de brasileiros nessa classificação. Somos um país grande, com excelentes pesquisadores e poderíamos ter uma maior representatividade”, afirma o professor e pesquisador do Departamento de Física Teórica e Experimental, José Dias do Nascimento.

Usando um total de nove parâmetros, o Índice Científico AD mostra a classificação de um cientista individual por 12 assuntos (Agricultura e Silvicultura, Artes, Design e Arquitetura, Negócios e Gestão, Economia e Econometria, Educação, Engenharia e Tecnologia, História, Filosofia, Teologia, Direito, Direito e Estudos Jurídicos, Medicina e Ciências da Saúde, Ciências Naturais, Ciências Sociais e Outros). Assim, cientistas e universidades podem obter suas classificações acadêmicas e monitorar a evolução da classificação ao longo do tempo.

Veja lista de cientistas citados pela ordem da AD Scientific

1. Martín Camarotta – ICe
2. Eduardo Silva – IMD
3. Carlos Martinez Huitle – IQ
4. Selma Jerônimo – IMT
5. Sidarta Ribeiro – ICe
6. Kenio Costa de Lima – DOD/CCS
7. Lia Bevilaqua – ICe
8. Farinaldo Queiroz – DFTE/CCET
9. Adriano Tort – ICe
10. Hugo Roch – DBQ/CB
11. Fredy Enrique Gonzalez – DPEC/CE
12. Gandhimohan Viswanathan – DFTE/CCET
13. Eudenilson Albuquerque – DBF/CB
14. Sandro José de Souza – ICe
15. Benjamin Bedrega – DIMAp/CCET
16. Francisco Hilario Bezerra – GEO/CCET
17. Iris do Céu Clara Costa – DOD/CCS
18. Carlos Roberto Fonseca – ECL/CB
19. Janine Inês Rossato – DFS/CB
20. Leila Batista de Souza – DOD/CCS
21. Oswaldo Hajime Yamamoto – DEPSI/CCHLA
22. José Dias do Nascimento – DFTE/CCET

24

Set

Pesquisa: mulheres são maioria entre professores de inglês na rede básica

O Brasil tem 172.030 professores e professoras de língua inglesa na educação básica. Do total, 80,34% são mulheres e 19,66% são homens. A média de idade dos docentes é de 41,2 anos. Cada profissional leciona, em média, para cerca de 300 estudantes. Entre os docentes, 16,70% não têm ensino superior completo.

Os dados fazem parte de uma pesquisa nacional inédita feita pelo Observatório para o Ensino da Língua Inglesa, uma plataforma online promovida pelo governo britânico e desenvolvida pelo British Council. A intenção é incentivar debates, compartilhar experiências, sistematizar e produzir conteúdo, na busca pelo fortalecimento do ensino e aprendizagem do idioma no Brasil.

As informações podem ser obtidas em uma sessão interativa do Observatório, que permite ao público o acesso a dados específicos de seus estados e municípios, e aos cruzamentos de informações para conhecer as realidades locais do ensino de língua inglesa.

As fontes do estudo são o Censo Escolar da Educação Básica 2020 e o Censo da Educação Superior 2019, que são os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Os pesquisadores analisaram dados de perfil como gênero, raça e idade e de formação, carga de trabalho e regime de contratação.

Além dos resultados dos profissionais em atuação, para compreender o perfil de futuros profissionais foram avaliados os dados relativos à formação inicial de docentes de língua inglesa, a partir dos micro dados do Censo da Educação Superior 2019.

Para a diretora do Programa do governo britânico, Thaiane Rezende, é muito importante entender o perfil, as necessidades e potencialidades dos docentes que lecionam língua inglesa no Brasil, organizando evidências empíricas, conforme entende o governo britânico, que trabalha na perspectiva de parceria respeitando os contextos e saberes de cada país.

“Enxergamos as professoras e os professores como agentes de mudança capazes de provocar impacto positivo na aprendizagem de inglês nas escolas públicas brasileiras, por isso a produção de diagnósticos como este”, afirmou a diretora.

A pesquisa é resultado do programa do governo britânico UK-Brazil Skills for Prosperity, iniciativa global que, de acordo com o British Council, “coloca a língua inglesa como habilidade chave para melhores condições de empregabilidade e avanço social”. No Brasil, o projeto é conduzido por um consórcio de quatro organizações sem fins lucrativos e liderado pela Fundação Lemann, incluindo a Associação Nova Escola, Instituto Reúna e o British Council.

Cor e raça

A pesquisa revelou um significativo percentual de não declarados (27,84%) ao fazer referência a cor ou raça. Na visão dos pesquisadores esse dado prejudica o entendimento do quadro, uma vez que os dados existentes, indicam maioria branca (38,89%), seguida dos que se declaram pardos (27,68%) e pretos (4,01%). Indígenas (0.81%) e amarelos (0.76%) são minoria. A maior quantidade de docentes de cor branca está nas redes, estadual (51,39%) e federal (48,53%). Já em menor proporção estão docentes negras e negros, principalmente, nas redes, municipal (39,35%) e privada (28,08%). A rede privada é a que tem o maior percentual de docentes de língua inglesa. Entre eles, não há informação sobre cor ou raça em 33,60%.

Carga de trabalho

O estudo apontou ainda que, no Brasil, um docente de inglês leciona em média para 303 alunos e atende aproximadamente 12,66 turmas, das quais 5,73 são de inglês. A maior sobrecarga de trabalho é a da rede estadual, que em termos de médias tem 416,06 alunos por docente, com 14,46 turmas, sendo 7,44 turmas de inglês.

Outra característica é que, de modo geral, esses docentes não ensinam exclusivamente inglês. Eles também trabalham com turmas de outras línguas e/ou de outras matérias, em diferentes escolas e etapas de ensino e de redes, o que, no entendimento dos pesquisadores, “compromete a possibilidade de maior engajamento e dedicação a projetos político-pedagógicos nas escolas”.

Gênero

Os professores de inglês têm maior média de alunos (363,92) no total das turmas do que as professoras (289,20). Os docentes de Inglês do sexo masculino são também os que têm maior média de turmas de Inglês (6,73), de turmas de outras matérias que não sejam de línguas (5,75), que ensinam em diferentes etapas (1,72), e lecionam em escolas diferentes (1,57) e em diferentes redes de ensino (1,16).

Ensino superior completo

Apenas 29,42% do total de turmas de língua inglesa, em todas as redes, têm com docentes com titulação adequada, ou seja, que tenham cursado licenciatura única (letras: inglês) ou dupla (letras: português-inglês) ou que tenham cursado bacharelado nas duas áreas e tenham complementação pedagógica concluída em língua inglesa. “Isso significa que a maior parte das turmas parece contar com docentes com titulação inadequada (70,58 %) de acordo com os dados do Censo Escolar 2020”, apontaram os pesquisadores, acrescentando que nenhum ente federativo tem um percentual de turmas de língua inglesa, tendo à frente docentes com titulação adequada próximo dos 100%.

Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Sergipe registraram os maiores percentuais por volta dos 60%. Os estados com maiores percentuais de turmas em que os docentes têm graduação em letras, mas sem formação linguística em inglês (grupo C), são Ceará, Goiás, Pará, Pernambuco e Santa Catarina. O maior percentual nesse grupo é de São Paulo (87,09%).

Redes

A rede federal é a que apresentou os maiores percentuais de turmas de língua inglesa, conduzidas por docentes com titulação adequada (61,32%), seguida da rede estadual (30,64%), rede privada (28,70%) e rede municipal (27,88%). Os três níveis (municipal, estadual e federal) da rede pública têm 718.495 turmas de língua inglesa, que prioritariamente, estão nos anos finais do ensino fundamental (48,88%) e no ensino médio (24,59%).

O conjunto de redes estaduais, que é o maior existente no país, oferece um maior número de turmas de língua inglesa no ensino médio (45,36%) e nos anos finais do ensino fundamental (41,60%).

O segundo conjunto mais numeroso no Brasil é o das redes municipais. A maior quantidade de turmas de língua inglesa fica no ensino fundamental, tanto nos anos finais (58,3%) quanto nos anos iniciais (30,03%). A menor rede federal do país é a federal. A maior parte das turmas nessa rede é voltada para o ensino médio técnico integrado (74,76%).

A terceira mais representativa é a rede privada, cuja maior oferta de turmas de língua inglesa ocorre no ensino fundamental, tanto nos anos iniciais (53,35%) quanto nos anos finais (31,28%). Os percentuais de menor adequação, ou seja, de docentes sem ensino superior, estão na rede privada, com 17,69% das turmas sob responsabilidade de docentes sem ensino superior completo.

Fonte: Agência Brasil

23

Set

Projeto do IMD seleciona pesquisadores das áreas de Computação e Ciências Contábeis

O projeto SynchroArch, conduzido pelo Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) em parceria com a Synchro Sistemas de Informação, abriu processo seletivo para pesquisadores de Computação e Ciências Contábeis. O projeto visa à construção de um framework arquitetural para a construção, migração e implantação de aplicações em Computação em Nuvem.

As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de setembro, por meio deste formulário. No ato da inscrição, devem ser anexados, em formato PDF, os documentos: diploma ou certificado de curso de mestrado e cópia do currículo lattes ou vitae.

Conforme o Edital nº 01/2021, são ofertadas duas vagas para pesquisadores, com remunerações de R$ 3 mil (Computação) e de R$ 2 mil (Contábeis) e carga horária de 20h semanais. Também podem participar pessoas com mestrado concluído em áreas de conhecimento correlatas às especialidades indicadas.

Seleção

O processo de seleção será realizado no dia 27 de setembro e consistirá em duas etapas: análise dos documentos enviados e entrevista técnica, cujo dia e horário serão definidos previamente por e-mail.

O resultado final da seleção será divulgado a partir do dia 3 de outubro, no site do IMD, na aba Editais.

22

Set

MEC divulga resultado preliminar do Censo Escolar da Educação Básica

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, hoje (22), os resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2021. Os dados estão em portaria publicada no Diário Oficial da União.

Os resultados referem-se à matrícula inicial na creche, pré-escola, ensinos fundamental e médio (incluindo o médio integrado e normal magistério), no ensino regular e na educação de jovens e adultos (EJA) presencial fundamental e médio (incluindo a EJA integrada à educação profissional). Os dados incluem as redes estaduais e municipais, urbanas e rurais em tempo parcial e integral e o total de matrículas nessas redes de ensino.

A coleta de dados aconteceu entre os dias 18 de junho e 23 de agosto, por meio do sistema Educacenso.

A partir de agora, com a publicação dos resultados preliminares, os gestores estaduais e municipais têm 30 dias para conferência, ratificação e eventual retificação das informações. No dia 7 de outubro, o instituto realizará uma live em seu canal do YouTube para orientar os gestores das escolas e redes sobre esses procedimentos.

Durante este período, as escolas também poderão complementar as informações com dados que não foram informados no período de coleta da matrícula inicial, desde que as informações tenham como base a data de referência do Censo Escolar 2021, que é 26 de maio de 2021.

Em caso de dúvidas sobre os procedimentos de conferência dos dados, os gestores podem enviar os questionamentos para o Inep até 29 setembro, por meio de um formulário eletrônico. As principais perguntas serão selecionadas e esclarecidas durante a live.

Os resultados finais da primeira etapa serão divulgados em 31 de janeiro de 2022. No dia seguinte, em 1º de fevereiro de 2022, começa a segunda etapa. O Educacenso ficará disponível até 17 de março para as escolas declararem os dados referentes à situação do aluno. Também haverá um período de conferência das informações e o encerramento ocorre com a divulgação dos indicadores de rendimento escolar, no dia 19 de maio de 2022, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

O Censo Escolar é coordenado pelo Inep e realizado, em regime de colaboração, entre as secretarias estaduais e municipais de Educação, com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. Ele é o principal instrumento de coleta de informações da educação básica e a mais importante pesquisa estatística educacional brasileira.

As matrículas e os dados escolares coletados servem de base para o repasse de recursos do governo federal e para acompanhar a efetividade das políticas públicas. O Censo Escolar subsidia a produção de um conjunto amplo de indicadores, que possibilitam monitorar o desenvolvimento da educação brasileira, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (ldeb), as taxas de rendimento e de fluxo escolar, a distorção idade-série, entre outros.

Fonte: Agência Brasil