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31

Jul

[ARTIGO] Desafios da gestão na era da tecnologia

*Por Luiz Marcatti e Herbert Steinberg

Empresas de todos os segmentos vivenciam cada vez mais de perto as mudanças dos novos tempos. O mundo está mais complexo, com clientes mais empoderados pela tecnologia e o surgimento de novos modelos de negócios e novas concorrentes. A ideia de reinventar-se, seja esse um destino inevitável ou mais flexível, torna-se constante. Para além dos fatores externos, um dos maiores desafios das empresas está na condução da gestão, que necessita de fato ser compatível com a transformação cultural e digital almejada.

A tecnologia trouxe complexidade dos dados, algoritmos, plataformas, transformando as relações e a comunicação das organizações com colaboradores e demais públicos, exigindo um novo papel de líderes, executivos e empreendedores. A administração do futuro dos negócios depende agora também de uma reformulação das teorias de gestão se quiser se alinhar com o mundo exponencial. Uma das formas de acompanhar as mudanças aceleradas é ir além do conhecimento tradicional e acadêmico que se mostra engessado no contexto atual.

Para as empresas que cresceram em um mundo mais linear e estão atravessando um período mais dinâmico e em transição, soma-se o desafio de conseguir inovar sem perder a essência, a exemplo de companhias que, mesmo tradicionais, conseguem assimilar as transformações. Esses são alguns pontos trazidos pelo cofundador da HSM, José Salibi Neto, convidado mais recente do MESA AO VIVO. O mentor de empresas e palestrante ajudou a introduzir no Brasil os principais conceitos de Gestão Contemporânea nos últimos 25 anos, período em que conviveu e trabalhou com os principais pensadores da gestão como Peter Drucker, Jack Welch, Michael Porter, Philip Kotler, Jim Collins, entre outros.

A visão da gestão das empresas vem se transformando nas últimas quatro décadas, mas mais veloz e profundamente nos últimos anos. Atualizar-se nesse cenário expõe que a forma de aprender está mudando. O conhecimento é cada vez mais vasto e mais acessível, o que abre a necessidade de aprendizagem mais assertiva, haja vista a crescente oferta de programas e certificações. Isso revela outra necessidade: aprender e pôr o conhecimento em prática.

As iniciativas de transformação digital nas empresas encontram entraves principalmente na cultura da gestão. Existe a inovação por meio das startups ou de tecnologia – e não há nada de errado em fazer aquisições ou criar centros de inovação – porém, o empreendedorismo pode às vezes se sobrepor à gestão. Essa tentativa de não ficar para trás, obsoleto, pode criar um descompasso onde novos aprendizados e novas experiências de gestão não se equalizam.

Para que as empresas construam um ambiente para as transformações adequadas aos seus negócios, os conselhos, responsáveis pelas diretrizes do futuro das empresas, devem estar atentos para identificar os caminhos que estão sendo tomados pelos altos executivos. Numa espécie de “sabático de aprendizado”, arejar os conhecimentos e buscar requalificação contribuirão para que se perceba o que está acontecendo e como resolver problemas.

Na nova era da tecnologia, as inovações provocam um novo comportamento no cliente e abrem mais possibilidades para os negócios. Alinhar conhecimento com prática depende cada vez mais em se atualizar e adquirir novas competências de forma consciente e contínua, que garanta que a gestão da empresa transforme de fato a si mesma.

*Respectivamente, sócio e presidente e sócio, fundador e presidente do conselho da MESA Corporate Governance

25

Jul

[ARTIGO] A nova era do profissional de compras

*Por Herbert Scheiner

Ter um profissional dedicado às compras sempre foi indispensável para as empresas. Mas, com a aceleração da transformação digital e a consequente automação dos processos, o comprador deixou de ser mero coadjuvante operacional e ganhou protagonismo, tempo e inteligência para desempenhar funções mais estratégicas dentro das companhias. Outro fator que evidenciou seu papel importante foi a pandemia. As crises de saúde e econômica do país impactaram o supply chain, evidenciando a necessidade de compradores preparados para manter a continuidade e eficiência das operações nas empresas.

Diante do novo cenário, saber implantar e utilizar tecnologias é indispensável para o profissional que deseja estar em dia no mercado. Os recursos digitais trazem benefícios, como redução de custos, agilidade nos processos de compras, compliance e governança, uniformização de fluxos, informações mais organizadas e disponíveis, redução de carga burocrática e colaboração com a cadeia de fornecimento.  

Essas vantagens tecnológicas direcionam o comprador ao que realmente importa em uma compra: análise crítica e busca constante pelo melhor cenário em uma negociação. Para isso, destaco aqui habilidades não técnicas, também chamadas de soft skills, que ganharam destaque maior na carreira do profissional de compras. Comunicação, autonomia, colaboração e flexibilidade são apenas algumas das competências que devem acompanhar a nova era da profissão. 

Ter um bom relacionamento com a cadeia de fornecimento para conquistar parcerias sustentáveis e sólidas, tanto nas situações normais quanto nos momentos de crise, exige tempo e dedicação. Aqui, podemos destacar a criação de processos de gestão de riscos (previstos ou não) e a visão ampla sobre o nível de parceria com cada fornecedor. Também é importante manter uma base de fornecedores homologada e avaliada, a fim de mitigar riscos que comprometam o resultado da companhia, como desabastecimento, corresponsabilidade fiscal e trabalhista, entre outros fatores que podem destruir a reputação e imagem da organização.

A proatividade e o conhecimento das áreas em que atende são habilidades necessárias, pois podem auxiliá-lo no desenvolvimento de novos fornecedores e no alinhamento de diferentes projetos junto às necessidades e estratégias da empresa.

Reforço que, para consolidar processos que garantam um foco maior em aspectos mais estratégicos, o profissional de compras deve ter a tecnologia como principal aliada e nunca encará-la como uma ameaça. O mercado atual exige que o profissional seja analítico, trabalhe com indicadores de performance e tome decisões cada vez mais assertivas. Acredito que, em breve, muitas empresas terão um ecossistema tecnológico que permitirá à área de compras gerenciar todas as frentes da cadeia de suprimentos de forma clara, rápida e muito orientada a dados. Então, quem for avesso à tecnologia, vai ficar para trás. 

*Herbert Scheiner, supervisor de compras BPO (Business Process Outsourcing) do Mercado Eletrônico.

24

Jul

[ARTIGO] O caminho para formar novos leitores parte do digital

*Por Edna Gambôa Chimenes 

O leitor contemporâneo tem, ao seu dispor, diversas possibilidades de leitura que foram criadas com a revolução da cibercultura e do livro eletrônico. E elas trazem impactos irreversíveis às formas de leitura, pois precisam atender as expectativas desse novo contexto.

A professora e pesquisadora Lúcia Santaella, em seu livro  “Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo”, aponta que os tipos de leitores, de forma geral, são: o contemplativo que apresenta uma leitura mais estática, o movente que lê fragmentado, sendo mais híbrido e dinâmico, o imersivo que é virtual, fruto do ciberespaço – gosta de interação entre palavras, imagens, documentação, música, vídeo e etc. E há, ainda, o leitor ubíquo que possui grande capacidade cognitiva para utilizar os diferentes recursos multimídias.

Partindo dessas definições, o grande obstáculo na formação do “novo leitor” é fazê-lo desenvolver a capacidade de ler não só uma linguagem puramente verbal, escrita, mas que saiba mesclar diferentes habilidades ao considerar vídeos, imagens, hiperlinks e outros como recursos para a interação e compreensão do assunto acessado.

O desafio é maior, em especial, na tarefa educacional de formar leitores que busquem o conhecimento de forma rizomática, ou seja, que usem diferentes caminhos, espaços e tempo, sendo ativos e participativos na ação da leitura. Além dessas características ligadas ao meio digital, uma parcela dos leitores contemporâneos traz aspectos da leitura impressa, híbrida e dinâmica, em uma experiência bastante diferente do que era vista nos leitores puramente contemplativos.

Considerando o cenário atual do Brasil, e partindo da pesquisa sobre a existência e uso das bibliotecas nas escolas (realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Instituto de Ensino e Pesquisa – INSPER), nota-se que o exercício e incentivo à leitura é algo defasado ao termos um índice de 61% de escolas estaduais e municipais sem este espaço. Entre as escolas particulares, mesmo que em menor proporção, há também uma defasagem com 27% delas sem biblioteca ou sala de leitura.

Com isso, é possível notar a diversidade de tipos de leitores quando nem todos possuem fácil acesso às obras impressas. E isso se estende ao pensarmos que boa parte das mídias não chegam à totalidade da população, fazendo com que o desafio da inserção da tecnologia no cotidiano escolar seja ainda maior para que haja, de fato, a inclusão digital de todos.

Atualmente, no contexto que vivenciamos com a pandemia, aproveitar e utilizar as ferramentas trazidas, em especial, pela literatura eletrônica faz com que se busque garantir um letramento digital aos usuários, para que eles desenvolvam e aprimorem a linguagem, bem como as habilidades de compreensão e interpretação, todos elementos primordiais em quaisquer modos de leitura.

O aumento do uso da tecnologia nas escolas, proporcionado pelas aulas remotas, deve ser visto como um ponto a mais para a efetivação desses recursos no dia a dia do desenvolvimento educacional. Ao buscar uma formação significativa, que contemple o digital, não se exclui o impresso, é importante frisar que ambos são complementares. Cabe a reflexão sobre os caminhos a serem escolhidos para a formação do leitor. Já que o ciberespaço é tão presente no cotidiano de tantos indivíduos em formação, por que não iniciar uma construção literária partindo do digital para chegar ao impresso?

*Edna Gambôa Chimenes é mestre em Estudos de Linguagens e Tutora dos Cursos de Pós-Graduação na Área de Comunicação do Centro Universitário Internacional UNINTER

22

Jul

[ARTIGO] Cascudo na Academia de Medicina

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Para proferir palestras sob o título “Cascudo: uma janela de ser e ver o mundo”, a Academia de Medicina do Rio Grande do Norte teve a honra de receber, na noite de 06 de julho/2021, as pesquisadoras Daliana Cascudo Roberti Leite e Camilla Cascudo Barreto Maurício, Presidente e Vice-Presidente do Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo. Em ambiente virtual, as duas convidadas, netas do patrono do Ludovicus, foram fluentes na abordagem do tema proposto, bem como mostraram-se seguras quanto ao conhecimento da vasta e significativa obra de Luís da Câmara Cascudo, a quem o escritor Diogenes da Cunha Lima chamou de “símbolo de brasilidade”.

Recebi da Presidente da Academia Selma Jerônimo, e do Vice-Presidente Alexandre Sales, a missão de fazer a saudação às ilustres convidadas, além de coordenar os debates. Foi uma noite memorável vivida pela Academia de Medicina, conforme as próprias palavras da confreira Selma Jerônimo, ao encerrar o evento, no qual palestrantes e participantes interagiram de forma brilhante, descontraída e animada sobre a vida e o legado cultural de um autor que soube reunir erudição clássica com os saberes da alma do povo. 

Na saudação que fiz às duas palestrantes, ressaltei o grande mérito de Daliana e de Camilla Cascudo, pois têm a responsabilidade pela preservação e pela difusão do legado cultural do escritor, antropólogo, sociólogo, etnógrafo, poeta, historiador, folclorista e professor Luís da Câmara Cascudo (30/12/1898-30/07/1986).  Na gestão do Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo, ambas se desdobram para manterem o objetivo principal dessa instituição, missão exercida com muito amor, devoção e conhecimento de causa.

Relembrei que Luís da Câmara Cascudo foi casado com a senhora Dáhlia Freire Cascudo, e o casal teve dois filhos: Fernando Luís e Anna Maria. Fernando logo cedo deixou a casa paterna e se mudou de Natal, enquanto Anna Maria seguiu sempre os passos intelectuais do pai. Formou-se em Direito e integrou o Ministério Público do RN, o Instituto Histórico e Geográfico do RN e a Academia Norte-rio-grandense de Letras. Com a morte de Câmara Cascudo, em 1986, e de dona Dáhlia, em 1997, Anna se viu no dever de tudo fazer para preservar a memória cultural do seu pai, um dos maiores escritores do Brasil, de todos os tempos.

Assim, Anna Maria, mãe de Newton, Daliana e Camilla, criou o Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo, em 2010, contando com o apoio da família e, em especial, do esposo Camilo Barreto, com quem foi casada em segundas núpcias.  Já viúva, em 2015 faleceu Anna Maria Cascudo Barreto e, dessa forma, as filhas Daliana e Camilla Cascudo assumem a Direção do Ludovicus, ou seja, assumem a grande responsabilidade de manterem viva uma das mais relevantes memórias culturais do nosso país, missão que vem sendo exercida com muito amor, preparo e competência. O Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo é um orgulho do RN e do Brasil.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN

18

Jul

[ARTIGO] Vazamentos de informação não são novidade e muito menos um caso raro

*Por Cláudio Dodt

No começo de 2021, um megavazamento de dados expôs mais de 220 milhões de informações de brasileiros, incluindo CPF, foto de rosto, endereço, telefone, e-mail, score de crédito, salário e outros dados pessoais. Em um caso mais recente, o LinkedIn, a maior rede profissional da internet, foi acusado de ter exposto de forma indevida os dados de mais de 700 milhões de usuários, o que seria o maior vazamento já sofrido pela empresa.

Mas realmente ocorreu mais um vazamento no LinkedIn?

Conforme reportado pela empresa RestorePrivacy, um cibercriminoso passou a ofertar os dados de 700 milhões de usuários do LinkedIn em um conhecido fórum hacker. A amostra do vazamento, incluía dados de, pelo menos, 1 milhão de pessoas e continha informações como endereços de e-mail, nome completo, números de telefone, endereços físicos, registros de geolocalização, gênero, experiência profissional, detalhes sobre contas em outras redes sociais, dentre outros.

Como a própria página de informações do LinkedIn afirma que a rede social atualmente possui mais de 756 milhões de usuários, podemos estimar que supostamente o vazamento teria afetado 92% dos inscritos. Porém, cibercriminosos não são uma fonte de informação muito confiável, então o próprio time da RestorePrivacy fez uma análise cruzada de parte dos registros contidos na amostra, e aparentemente estes batem com informações de pessoas reais. O que valida que realmente ocorreu um vazamento, certo? Bem, não exatamente.

E como os dados teriam sido vazados?

De acordo com informações obtidas diretamente do cibercriminoso que ofertou os dados, a fonte do vazamento supostamente foi uma falha de segurança na API do LinkedIn, que é uma Interface de Programação de Aplicação rotineiramente usada, por exemplo, para transferir dados entre diferentes sistemas, aplicações ou websites.

Entretanto, em uma declaração oficial sobre o caso, o LinkedIn afirma que nem todos os dados poderiam ter sido obtidos através da API, e que o mais provável é que as informações tenham sido coletadas através de outras fontes como, por exemplo, por meio de técnicas de “Raspagem de Dados”, ou Scraping, que é uma forma sistematizada de se agrupar informações publicamente disponíveis, o que pode ser feito no próprio LinkedIn ou em outras redes sociais e serviços similares.

Scraping não é hacking! Entenda

Partindo do princípio de que os dados foram obtidos através de Scraping, é importante entender um fato simples: não houve hacking, e nesse caso, o LinkedIn não foi invadido por conta de uma falha na sua API.

Quando um usuário compartilha publicamente informações em uma determinada rede social, é razoável presumir que esta pessoa não se importa que esses dados sejam encontrados por outros usuários, afinal é exatamente esse o objetivo, compartilhar informações e ter interações. O que acontece é que ninguém espera que um conjunto de informações – muitas vezes coletadas de fontes diferentes – seja agrupado em um banco de dados muito bem-organizado, fácil de pesquisar, e comercializado em fóruns da darknet e outros locais igualmente nefastos da internet.

E como evitar o Scraping? Primeiro, você precisa entender que qualquer informação publicamente disponível na internet pode ser alvo de Scraping. Não importa se o dado está em uma rede social, em um site pessoal, ou em um arquivo PDF, se a informação é publicamente acessível, ela pode ser coletada e agrupada. É claro, redes sociais como o próprio LinkedIn não compactuam com esse tipo de coleta, pelo contrário, é algo considerado uma violação dos termos de serviço e que trabalham ativamente para evitar que ocorra.

Mas se você não quer ser mais uma vítima do Scraping, existe uma forma bem simples de evitar sua ocorrência: nunca compartilhe publicamente informações que você não gostaria de tornar-se de conhecimento público. Muitas vezes, quando lidamos com questões relacionadas à segurança, especialmente se isso envolve um vazamento, tendemos a esquecer que o próprio usuário tem em suas mãos o poder de evitar situações indesejadas.

No caso das redes sociais, existe a possibilidade de, por exemplo, restringir quem pode ver determinadas informações como o e-mail ou número de telefone, e também é possível limitar as postagens para grupos específicos com outros usuários que já fazem parte da sua rede pessoal. É importante lembrar que isso reduz a possibilidade de Scraping, mas não o evita completamente. Se você não quer correr riscos de uma determinada informação se tornar alvo de uma coleta indesejada, a única saída confiável é não compartilhar.

Por que esses dados coletados de maneira ilegal são tão valiosos?

Independentemente de ter ocorrido um vazamento ou apenas mais um Data Scraping, o conjunto de dados que estava à venda na darknet inclui uma série de informações que cibercriminosos e outros golpistas adorariam obter.

Por exemplo, essas informações poderiam facilitar tentativas de phishing, roubo de identidade, e todo tipo de ataque baseado em engenharia social. Basicamente esse conjunto de dados “vazados” formam um perfil básico de uma vítima e isso efetivamente facilita a execução de diversos ciberataques.

Dessa forma, é importante estar alerta contra possíveis tentativas de golpe, e redobrar a atenção as funcionalidades básicas de segurança que já existem em redes sociais e outros serviços como, por exemplo, habilitar a autenticação multifator.

O LinkedIn pode ser responsabilizado por esse vazamento?

Respondendo de forma direta: não, uma rede social como o LinkedIn não pode ser responsabilizada por um caso de Data Scraping, afinal, como já mencionado, foi o próprio usuário quem decidiu compartilhar publicamente a informação.

É claro, sempre existe a remota possibilidade do cibercriminoso ter falado a verdade, e dos dados terem sido obtidos através de uma falha de configuração em uma API. Neste cenário, sem dúvida, a empresa poderia ser responsabilizada, inclusive nos termos de leis e regulamentações de proteção de dados pessoais como a LGPD e a GDPR.

De toda forma, esse é mais um aviso: segurança e proteção de dados não podem depender exclusivamente do fornecedor do serviço, o usuário sempre tem um papel importante, que muitas vezes acaba sendo fundamental para evitar que os dados jorrem de maneira indesejada pela internet. Da mesma forma que é impossível colocar o gênio de volta na garrafa, é impossível “desvazar” dados.

*Cláudio Dodt é sócio da Daryus Consultoria e especialista e evangelista em Segurança da Informação e Proteção de Dados.

 

10

Jul

[ARTIGO] Como a gestão do tempo e liderança podem transformar a sua vida

*Por Clemilda Thomé

“Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito”. Já dizia Pitágoras uma frase com um propósito que acredito tanto: o quanto a relação entre a gestão do tempo e uma boa liderança podem transformar sua vida. A vontade de empreender e trilhar meu caminho são pontos que sempre estiveram presentes em minha vida, mas para realizá-los com sucesso, sempre acreditei que o conhecimento é fundamental para dar certo.

Quando você é ou se torna um empreendedor de negócios, ao estruturar sua empresa, entende que, dentre diversas áreas, existem duas primordiais: a área estratégica – de liderança – e a área operacional, responsável por fazer seu negócio “girar” diariamente. E é muito importante que haja uma simbiose entre elas, para que o seu negócio prospere.

Mas você pode me perguntar: “Então como fazer meu negócio girar e conquistar o lucro que preciso mensalmente”? Primeiramente, acredito que cada empreendedor necessita refletir sobre como sua empresa está formada, quem são seus colaboradores, como estão divididos. E nesse caminho, se você, como líder da empresa, perceber que está atuando mais nas atividades operacionais e menos nas estratégicas, te dou um conselho: inverta isso.

Tenho certeza de que quando você abriu seu negócio, o fez com o desejo de que funcionasse, que tivesse resultados e, principalmente o lucro. E assim desejo que continue. Para explicar melhor como inverter esse processo entre operacional versus estratégico, darei um exemplo simples. Em um consultório odontológico, você tem a recepcionista e a (o) dentista.

Você há de concordar comigo que se a recepcionista não tiver empatia e tato com os clientes, uma visão de cuidado com o ambiente, mantendo-o organizado, com revistas atualizadas, com a televisão no canal e volume adequados, de nada adiantará todo o esforço do dentista que “corre” dentro de sua sala para atender o máximo de pessoas possível e, assim, obter seu lucro de trabalho. Tudo deve funcionar em sinergia.

Então, quando pensar em abrir seu negócio, entenda que você precisa gerir melhor seu tempo, saber liderar corretamente e, assim, conseguir fazer fluir seu trabalho. Nossa vida é valorosa, acredite que o seu tempo é o maior bem e recurso que você possui. Importante que você tenha em mente que se você for abrir um negócio não existe outra alternativa senão dar certo. Para você sair da operação e ir para o estratégico de seu negócio, só funcionará se houver uma virada de chave na sua cabeça.

Quando você delega, você tem tempo para criar, para analisar o que está acontecendo no seu nicho de mercado. E enxergar esses acontecimentos permitirá que você se aprimore continuamente e escale o seu negócio. Na minha opinião, o dono de uma empresa que passa muito tempo na operação, não consegue expandir sua visão e muito menos criar estratégias que o façam se diferenciar no mercado. Pense o seguinte: conhecimento na vida é fundamental. Hoje, quem tem poder no mundo é aquele (a) que busca se aprimorar continuamente, que se valoriza e acredita em seu propósito, tem saúde e equilíbrio entre a vida pessoal e o profissional, além de fé, força e foco que tudo dará certo.

Por isso, valore seu negócio e, principalmente, valorize a sua vida. Estude, interaja, cuide de sua saúde, adquira conhecimento e faça networking. As suas conquistas dependem unicamente de você.

*Clemilda Thomé - Nascida em 1954, na Cidade de Sapopema, interior do Paraná, filha de pais agricultores, foi uma das primeiras empresárias no Brasil a se tornar bilionária ao vender sua empresa NEODENT para uma multinacional suíça. Hoje, é uma das mulheres de negócio mais influentes do país. Participa ativamente da gestão de suas empresas, no Conselho de Administração da DSS Holding, mas tem como seu maior legado, a promoção da educação, que ela acredita ser o maior agente das mudanças e desenvolvimento do país. Exatamente por esse foco, Clemilda, faz parte do Instituto Sou 1 Campeão que oferece cursos voltados para performance física, prosperidade financeira e equilíbrio emocional, ao lado do Treinador Comportamental e esposo Mamá Brito e do ídolo do MMA mundial Rogério Minotouro. Um dos únicos institutos capacitados para oferecer esse tripé do conhecimento como o caminho completo e necessário para ajudar pessoas a executarem planos de vida e de negócios.

8

Jul

[ARTIGO] As doenças de Stravinsky

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Em 1999, a revista Time listou as 100 figuras humanas mais influentes do planeta, durante o século XX, entre as quais constava o nome de Igor Stravinsky. Ele estava no grupo dos artistas, ao lado de Pablo Picasso, James Joyce, Frank Sinatra, Charlie Chaplin, Steven Spielberg, The Beatles e outros expoentes das artes, nas suas diversas formas.  No meio desses top 100 da revista Time, apenas um nome brasileiro, o de Pelé, no grupo dos Heróis e Ícones. Igor Stravinsky nasceu a 05 de junho de 1882, numa pequena cidade ao derredor de São Petersburgo, na Rússia, e faleceu em Nova Iorque, a 06 de abril de 1971. Não obstante sua propensão para a arte musical, seu pai queria vê-lo formado em Direito. Somente depois da morte do pai, ele pôde se dedicar à música, graças ao apoio que recebeu do grande compositor russo Rinsky-Korsakov (1844-1908), que fez aflorar o notável talento de Igor Stravinsky.


Por volta de 1910, a estrela de Stavinsky começou a brilhar, quando compôs a peça Pássaro de Fogo, para a estreia dos Ballets Russes em Paris, que alcançou enorme sucesso. O convite para compor essa obra ele recebeu de Serguei Diaguilev (1872-1929), fundador do Balé Russo, homem culto e grande incentivador das artes e da cultura, não somente no seu país natal, a Rússia, mas também na Europa, e, em especial, em Paris. O famoso livro A Night at the Majestic (2006), do escritor inglês Richard Davenport-Hines, refere-se a jantar festivo realizado no luxuoso Hotel Majestic de Paris, em maio de 1922, que reuniu expoentes do Modernismo.  Na capa desse livro, constam as figuras de Joyce, Marcel Proust, Pablo Picasso, Igor Stravinsky e Serguei Diaguilev.  

A obra de Stravinsky é ampla e de alta qualidade, a começar pelas criações para balé, tais como Pássaro de Fogo, Petrushka, A Sagração da Primavera e Pulcinella.  Também é autor de geniais sinfonias, óperas, outros balés, obras de câmara e concertos para piano.  Era um cristão convicto, e deixou também peças religiosas, tais como missas, réquiem, com destaque para a Sinfonia dos Salmos 38, 39 e 150.

A revolução russa de 1917 sequestrou os imóveis herdados por Igor Stravinsky, fato que o levou a ser um perene exilado. Na década de 1930, conseguiu cidadania francesa, e, a partir de 1940, tornou-se cidadão norte-americano. Casou-se com a prima Katerine, em 1906, que adoeceu de tuberculose pulmonar. Em 1934, Stravinsky teve o diagnóstico de TP, ou tísica, época na qual ainda não existia antibióticos, porém, com vida longeva, deve ter sido tratado com esses fármacos. De tuberculose pulmonar, além dele próprio e da primeira esposa, também faleceram sua mãe e uma sua filha. Igor Stravinsky foi sepultado na ilha San Michele, em Veneza, ao lado da esposa Vera e dos amigos Diaguilev, do poeta modernista Ezra Pound e de outros nomes famosos. 

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN

3

Jul

[ARTIGO] Os desafios de criar ofertas inovadoras no mercado brasileiro de computação em nuvem

*Por Luiz Fernando de Souza

Desde o boom do cloud computing nas empresas brasileiras, criar soluções tailor made tem sido um dos principais desafios dos provedores. Quando uma empresa pensa em ir para a nuvem, ela precisa considerar não só o preço ou a aderência do portfólio de soluções às suas necessidades, mas também deve ter sempre em mente que é essencial contar com um provedor confiável, seguro, transparente, próximo e parceiro, que atue em conjunto para tratar suas demandas. Este desafio incorpora-se à necessidade de que as soluções para cloud devem sempre permitir atualizações e melhorias, já que, além dos sistemas, as ameaças também estão sendo constantemente aperfeiçoadas.

O cenário atual, com o trabalho remoto, também aponta outro requisito que deve ser levado em consideração: é preciso pensar em soluções que podem ser utilizadas em ambientes com conexão limitada com a internet e que permitam a realização de operações-chave de forma offline sem impactar na produtividade das equipes. A disponibilidade também deve ser do tipo “anytime, any device”, pois nem sempre os colaboradores contarão com os endpoints corporativos em seus locais de trabalho remoto.

Essas situações refletem duas necessidades: primeiro, estudar o mercado e conhecer profundamente, por meio de estudos, benchmark e direcionamento, os desafios que a área de TI enfrenta para suportar o cliente final – as áreas de negócio. Em segundo lugar, construir uma cultura focada no usuário todos os dias, seja na criação ou na manutenção das soluções ofertadas, com mindset em causar um impacto positivo na cadeia. Para isso, as empresas devem investir na capacitação dos colaboradores e também na construção de mecanismos mais eficientes para que todos possam, dentro da metodologia adequada, dedicar cada vez mais tempo para pensar em UX.

Na Binario Cloud, por exemplo, nos dividimos em squads que interagem entre si e atuam em mais de duas dezenas de frentes simultaneamente, com a segurança de alocar recursos que vão gerar retorno para a operação e possibilitando o funcionamento síncrono das ferramentas entregues. Atuamos de forma simultânea no desenvolvimento dos produtos e acesso do usuário às novas soluções, passando por todo plano de delivery e sustentação. A versão inicial de cada solução é utilizada para aprendermos mais sobre os usuários.

Assim, quando chegamos no denominador comum, vemos as entregas materializadas – como é o caso do Central, o portal da Binario Cloud. Através dele, nossos clientes iniciam uma jornada para a nuvem que só termina com um pouso seguro. Do nosso lado, trabalhamos orientados pela definição de comportamento, construção de indicadores, coleta de dados, avaliação e tomada de decisões sobre o que evoluir ou eliminar. Nesse sentido, saber do quê abrir mão é tão importante quanto decidir o que deve ser aprofundado.

Esses são alguns fatores que devem ser pensados já na fase do desenvolvimento do produto. As circunstâncias do cenário global atual demandam que as empresas, mais do que nunca,  possam acessar e utilizar a nuvem de forma segura, confiável, rápida e a partir de qualquer dispositivo. Soluções que permitam ajustes remotos, rápidos e precisos com certeza largam na frente daquelas que demandam uma intervenção presencial para problemas mais corriqueiros. Por isso, todo dev precisa ter em mente os desafios do mercado brasileiro na hora de desenvolver uma nova solução cloud-based.

Por fim, os desenvolvedores de soluções para cloud computing devem ter em mente que o trabalho e o compromisso com os clientes nunca termina com a implementação: a assistência técnica e a disponibilidade são fatores tão importantes quanto. Quando o usuário percebe que o provedor está cuidando das suas demandas em todos os aspectos – desde custo, efetividade das soluções, aderência das ofertas, até experiência de uso – o resultado são relações comerciais duradouras, recursos reinvestidos e melhoria contínua.

*Luiz Fernando de Souza é CBO da Binario Cloud

 

27

Jun

[ARTIGO] Cinco motivos para entrar (de vez) no universo das moedas digitais

*Por Cássio Rosas 

Pagar determinada quantia por um produto é um hábito que existe há muito tempo – e que continuará existindo no futuro. O que muda é a forma como fazemos isso. Do escambo na Idade Média passamos para dinheiro, cédulas, notas, cheques, cartões e transações virtuais. Agora estamos diante de uma nova mudança: a entrada das moedas digitais.

Sim, esses ativos estão cada vez mais presentes nas lojas brasileiras, e os consumidores, antes reticentes, começam a fazer bom uso do modelo. Pesquisa da Mastercard indica que 40% dos consumidores desejam utilizar criptomoedas já a partir de 2022 – e 75% usariam se tivessem melhor compreensão sobre elas. Os dados mostram que as barreiras em relação a elas estão caindo. Para ajudar nessa compreensão, veja cinco motivos para acabar com o receio e entrar de vez nesse universo:

1 – Popularização em diferentes segmentos

As moedas digitais e todo o universo cripto ganharam um espaço significativo com a valorização contínua dos principais ativos, como o bitcoin, nos últimos anos. Isso fez as empresas passarem a enxergar esse nicho com outros olhos. Dessa forma, diferentes segmentos do varejo, de supermercados a drogarias, passando por lojas de departamento e franquias, estão começando a adotar esse meio de pagamento em suas transações, oferecendo uma modalidade rápida, segura e simples para as relações de troca.

2 – Segurança nas transações

Quando o assunto é dinheiro, qualquer novidade é acompanhada com ressalvas no início. Foi assim com os cheques, cartões e, agora, com as moedas digitais. Contudo, a preocupação que organizações e usuários tinham em relação a esse universo foi, pouco a pouco, ficando para trás. Hoje muitos sabem que o blockchain, tecnologia que serve como base para os principais ativos digitais, é um dos elementos mais seguros para transações on-line, permitindo que a informação viaje pela web em blocos criptografados por complexos códigos matemáticos, dificultando a ação de cibercriminosos.

3 – Transparência das informações

Outra metamorfose das moedas digitais nos últimos anos está relacionada à transparência das informações. Se antes elas eram associadas a transações suspeitas, hoje a história é bem diferente – novamente graças à força do blockchain. As trocas de informações entre os criptoativos baseados nessa tecnologia são totalmente transparentes. Ou seja, é possível rastrear a navegação dos blocos de informações, mas é praticamente impossível modificar o seu conteúdo. Se a pessoa paga 50 unidades de uma moeda digital em transação, ela pode ficar tranquila que a outra parte irá receber as mesmas 50 unidades.

4 – Desburocratização nos pagamentos

O mercado financeiro no Brasil evoluiu muito nos últimos anos, sem dúvida, mas os consumidores ainda precisam lidar com um elemento tipicamente nacional: a burocracia. Pagar uma simples transação pode se revelar mais complexo do que realmente é, com idas a bancos, impressão de boletos, etc. As moedas digitais, em contrapartida, prezam pela descentralização. Isto é, não passam por órgãos reguladores, o que lhes garante mais agilidade, eficiência e velocidade nas trocas entre os dados. Assim mais pessoas conseguem ter acesso fácil a esse tipo de pagamento em relação aos modelos tradicionais, por exemplo.  

5 – Compreensão de tendências

Não é exagero dizer que a evolução tecnológica remodelou o mundo nas últimas três décadas. Hoje a velocidade das mudanças é cada vez maior do que era há dois séculos. Essa nova realidade praticamente obriga as pessoas a acompanharem e compreenderem as tendências que surgem todos os dias. Caso contrário, elas ficarão perdidas na sociedade. Uma das principais novidades na “economia do mundo real” é justamente a entrada das moedas digitais nas transações no varejo. Quanto antes os usuários assimilarem essa mudança de hábito nos pagamentos, mais rapidamente aproveitarão as vantagens que esse modelo tem a oferecer.

*Cássio Rosas é diretor de contas Enterprise & Estratégia da Wiboo, plataforma com utility token que promove um programa de fidelização entre varejistas e consumidores por meio de moedas digitais – e-mail: wiboo@nbpress.com

26

Jun

[ARTIGO] Como usar as 24hs do seu dia para conciliar trabalho e vida pessoal

*Por Stella Azulay

Mais do que nunca, vivemos um momento de muita competição no mundo corporativo, fazendo com que as pessoas abdiquem de suas vidas pessoais para produzir melhor, ganhar destaque e garantir o conforto de suas famílias. Mas, de que adianta tanto tempo de trabalho se a pessoa mal consegue usufruir da boa vida que oferece à família?

Este dilema carrega um conceito que desafia a todos que estão neste contexto – estejam conscientes ou não. Quando o tempo que precisamos dedicar à vida profissional invade o da vida pessoal, surge a necessidade de conciliar esses dois aspectos, desenvolvendo estratégias que acomodem o equilíbrio entre ambos. É difícil, mas não impossível.

Não existe uma fórmula universal que funcione para todas as pessoas, afinal, cada indivíduo é único e tem recursos e situações particulares. A única coisa certa é que o dia tem apenas 24 horas. Como e onde você dedica esse tempo é uma questão de prioridade e disciplina.

É preciso aceitar que essa situação existe e precisa de atenção, porque ela tem um impacto na sua vida pessoal e profissional (e nas vidas das pessoas que dividem esses espaços com você). O mais importante é conhecer a você mesmo em profundidade, para poder elencar suas prioridades e fazer escolhas certas, sem correr riscos mal calculados em nenhuma das esferas de sua vida.

Definição de prioridades

A primeira pergunta a ser respondida é: o que eu quero alcançar na minha vida profissional e pessoal?

A segunda é: quais são as atividades que eu desempenho diariamente na minha rotina profissional e pessoal?

Responder às questões propostas não é simples e nem mesmo rápido, e exige que o indivíduo esteja disposto a ir fundo nessa atividade. Liste as coisas que faz, os papéis que desempenha e analise sua agenda de compromissos para identificar onde seu tempo está, de fato, sendo empregado.

Sem essa base de informações precisas fica muito difícil estabelecer as prioridades, porque, para isso, é preciso separar suas atividades em três grupos:

1 - Atividades que podem ser desempenhadas por outras pessoas e que devem ser atribuídas a elas;

2 - Atividades que sejam puros “ladrões de tempo” e que devem ser eliminadas;

3 - Atividades que só podem ser realizadas pelo próprio indivíduo.

A partir dessa seleção, basta organizar as atividades do grupo 3 em ordem de importância. Pode-se até atribuir uma nota de acordo com a importância da atividade, para ficar bem clara a ordem de prioridade. Por fim, é necessário confrontar os dois outros grupos, alinhando o que pode ser descartado da sua rotina e o que pode ser delegado a outras pessoas. É preciso reforçar que esse exercício exige coragem e disciplina, como qualquer processo de mudança que desejamos implementar em nossas vidas pessoais e profissionais.

Como evitar que a tecnologia nos isole do mundo real

A dimensão que a tecnologia ocupa no mundo atual torna essa separação cada vez mais difícil. Em meio à pandemia, telas e aplicativos facilitaram tarefas, encurtaram distâncias, mas, por outro lado, nos tornaram disponíveis o tempo todo, e em qualquer lugar. É necessário delimitar espaço e tempo em que estejamos off-line, para que possamos nos dedicar à presença e atenção requeridas, seja da família ou de amigos.

Qual é a importância de saber relaxar e descansar

Voltando ao fato inquestionável de que o dia só tem 24 horas, é preciso lembrar que esse é o tempo bruto de que dispomos. O tempo líquido deve ser o que sobra ao descontarmos dessas 24 horas o tempo que deve ser dedicado à atenção de nossas necessidades fisiológicas e de saúde e bem-estar. E o conceito de bem-estar integra as dimensões física, mental, social e intelectual, bem como o propósito de vida de um indivíduo.

Por isso, é imprescindível incluir, na lista de prioridades, atividades que atendam a essas dimensões da saúde, como sono, alimentação, exercícios físicos, boas leituras, música, entre outras. A meditação desempenha um papel importante no equilíbrio pessoal e contribui para o relaxamento e o descanso em um nível mais profundo, podendo ser praticada em casa, inclusive numa pausa do trabalho.

A importância de definir metas

Mais importante do que definir as metas, é estabelecer objetivos e selecionar atividades que conduzam a eles e que possam ser implementadas de forma realista na sua agenda. Quando falamos de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, é comum o indivíduo, ao perceber que precisa de mudanças, fazer planos como acordar mais cedo, fazer ginástica, cozinhar alimentos saudáveis em casa, sair do trabalho mais cedo, ficar com a família e estar na cama a tempo de dormir, pelo menos, 8 horas por noite.

Tudo isso pode parecer ideal. Mas dificilmente é possível implementar um plano tão perfeito de uma vez e fazê-lo funcionar. Sempre há imprevistos, como uma viagem a trabalho, um atraso motivado pelo trânsito ou algo que desmorona a estrutura toda. Daí vem a desmotivação, e a mudança não acontece. Em um processo de mudança sustentável, a análise cuidadosa das alternativas de ações acaba por constituir um Plano de Ação que vai ser implementado aos poucos.

As mudanças bem-sucedidas tendem a ser implementadas definitivamente quando se adequam à vida real e aos recursos disponíveis que o indivíduo possui. Definir um número semanal de horas de exercícios físicos permite uma distribuição flexível e mais realista do que se matricular na aula de spinning das 19h30 todos os dias, por exemplo. O importante é avaliar constantemente o que está sendo feito versus objetivos e prioridades estabelecidos.

*Stella Azulay é fundadora da Escola de Pais XD, educadora parental pela Positive Discipline Association, especialista em Análise de Perfil e Neurociência Comportamental e mentora de pais, educadores, adolescentes e mulheres

20

Jun

[ARTIGO] Aprenda a ser um bom líder e ter um time de sucesso

*Por Clemilda Thomé

Muitas pessoas buscam entender os segredos da arte de liderar, afinal, engana-se quem pensa que todo gestor é um líder nato. Liderança é muito mais sobre atitudes perante sua equipe, e das pessoas a sua volta, do que simplesmente assumir responsabilidades e delegar tarefas.

Liderar requer atenção e tato, e essas são características que nem todo gestor possui. É gerar inspiração e confiança, fazendo com que sua equipe se sinta segura ao executar o seu trabalho, pois os líderes são especialistas em tomar decisões e possuem grande confiança em si mesmos para isso. Como parte de um processo natural do trabalho, estão aplicados em “fazer acontecer” a todo o momento, se tornando uma figura de exemplo para sua equipe. Para isso, existem algumas características essenciais que todo bom líder precisa ter.

Ser comunicativo: Grandes líderes são excelentes comunicadores, por isso, é essencial que um líder seja sempre comunicativo, honesto e claro com as pessoas ao seu redor. Dessa forma, além de ser uma figura de confiança, por não esconder o jogo, incentiva a equipe a ir atrás de resultados para reverter qualquer situação negativa que apareça.

Conhecer sua equipe: Conhecer os talentos da equipe é necessário, mas saber usá-los é ser um líder nato. Os melhores líderes conhecem a capacidade da equipe com que trabalha. Por isso, sabem exatamente como desenvolver e trabalhar as características de cada funcionário, otimizando o trabalho e desenvolvendo cada um em suas respectivas funções, pois observa o trabalho da equipe sabendo exatamente quais as melhores habilidades de cada.

Aceitar e dar feedbacks: Líderes de sucesso permitem que todos possam fazer cobranças ou dar algum feedback entre si, incluindo ele mesmo. Em um trabalho em equipe, o feedback é essencial entre os funcionários, para que sigam trabalhando em harmonia e com excelência, e isso inclui o líder, para, que assim, possa ouvir como está guiando seus colaboradores, permitindo enxergar erros e acertos com maior facilidade.

Reconhecer seus funcionários: Um grande líder sabe reconhecer esforços, pois está sempre atento ao fluxo de trabalho. Dessa forma, sabe os pontos fortes de cada um e como estão lidando com o trabalho, podendo pensar em diversas formas de continuar os inspirando ou recompensando pelo ótimo trabalho executado, motivando e estimulando a equipe.

Criar um ambiente positivo: O líder inspirador sabe criar uma cultura positiva de trabalho! Sendo assim, cria-se um ambiente agradável que converse com os valores da empresa e dos seus funcionários, o que, consequentemente, aumenta a produtividade e estreita relacionamentos entre eles e a empresa, fazendo com que se sintam, de fato, parte do local onde trabalham.

Ser um bom professor: Um bom líder, está sempre ensinando o que sabe, além de estar muito bem-informado. Dessa forma, evita passar a imagem de centralizador e com “medo” de repassar seu conhecimento aos colaboradores.

Por isso, para ser um verdadeiro líder, é importante estar alinhado com esses pontos e também estar sempre atento a suas atitudes, dessa maneira, terá sempre um time de sucesso

*Clemilda Thomé - Nascida em 1954, na Cidade de Sapopema, interior do Paraná, filha de pais agricultores, foi uma das primeiras empresárias no Brasil a se tornar bilionária ao vender sua empresa NEODENT para uma multinacional suíça. Hoje, é uma das mulheres de negócio mais influentes do país. Participa ativamente da gestão de suas empresas, no Conselho de Administração da DSS Holding, mas tem como seu maior legado, a promoção da educação, que ela acredita ser o maior agente das mudanças e desenvolvimento do país. Exatamente por esse foco, Clemilda, faz parte do Instituto Sou 1 Campeão que oferece cursos voltados para performance física, prosperidade financeira e equilíbrio emocional, ao lado do Treinador Comportamental e esposo Mamá Brito e do ídolo do MMA mundial Rogério Minotouro. Um dos únicos institutos capacitados para oferecer esse tripé do conhecimento como o caminho completo e necessário para ajudar pessoas a executarem planos de vida e de negócios.

19

Jun

[ARTIGO] Cinco apostas para evoluir a sua Experiência do Cliente

*Por Pedro Fontes 

"Em tempos de mudanças rápidas, ficar parado é o mais perigoso dos planos de ação", como disse Brian Tracy, um dos mais conhecidos consultores de negócios. E isso aconteceu em 2020, quando empresas de todos os tamanhos e setores ao redor do mundo perceberam que suas estratégias de 5 anos precisavam ser refeitas para se transformarem em 5 dias.

Essa linha do tempo, cada vez mais rápida para a adoção de soluções inovadoras e tecnologias ágeis, é o que chamamos de ponto de virada digital. Mas, em face de todas essas mudanças, o que acontece a seguir? Em vez de tentar prever como as coisas serão em um novo normal, recomendo olhar também para o presente e investir nele. Não podemos, e não devemos, voltar aos velhos hábitos e ignorar o que aprendemos.

Para continuar transformando seus negócios e melhorar a experiência de seus clientes, que nessa realidade devem estar no centro de todas as estratégias, as empresas devem identificar oportunidades dentro de suas organizações. Há muitas formas diferentes de agir, mas vejo que cinco grandes tendências de investimento se destacam.

1. A troca de mensagens instantâneas deixou de ser a forma exclusiva de como nos comunicamos em nossas vidas pessoais para se estender aos negócios. As pessoas preferem se comunicar com empresas por meio de conversas e canais de mensagens como o WhatsApp devido à velocidade e conveniência.

Essas não são tendências de software, e sim tendências humanas, e as mudanças no comportamento do cliente costumam ser permanentes. No ano passado, 84% dos clientes buscaram novos canais para contatar empresas e, em 46% dos casos, foram apps de mensagens, segundo o estudo CX Trends 2021.

2. A inteligência artificial está na ponta dos dedos para aqueles que desejam ter o controle de suas conversas. Se o bate-papo e as mensagens são a porta de entrada para interagir com sua empresa, a IA é o tapete de boas-vindas. Para atender a essa demanda, as empresas devem alavancar o autoatendimento e a automação para oferecer experiências do cliente sem atrito.

Aprendemos com o Google, por exemplo, o que é um bom autosserviço e como nos colocar no controle das transações. Sabemos que 76% dos clientes que entram em contato com as empresas já procuraram a resposta em seus sites. Muito do tempo e atrito criado em uma conversa com o atendimento ao cliente é gasto e criado estabelecendo a identidade com o outro lado, e estabelecendo a intenção e o contexto, a exemplos de "como posso ajudá-lo" e "diga-me mais". E é precisamente neste contexto que a IA pode lidar perfeitamente com a conversa entre a empresa e o cliente.

As mensagens também são projetadas para automação, permitindo que as empresas estejam disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, e direcionam os clientes de forma inteligente para as pessoas certas, na hora certa.

3. Adote a agilidade em seus negócios desde o primeiro dia para ter a infraestrutura necessária para se adaptar rapidamente aos novos processos internos, às novas necessidades dos clientes e às mudanças nas demandas de negócios. Isso significa que você só precisa estar preparado para a mudança e pronto para continuar aprendendo e se transformando.

Há uma urgência nas transformações. O uso ágil da tecnologia pode ajudar as equipes a se adaptarem às mudanças rapidamente. Por exemplo, as equipes de suporte que possuem as ferramentas que permitem uma visão holística das necessidades do cliente podem fazer ajustes de forma rápida e fácil, inclusive entre canais, sem que se perca a informação ou descontinue a conversa com o cliente. 

4. As ferramentas de trabalho remoto continuam amadurecendo e ganhando espaço para permitir uma melhor colaboração, estabelecer uma confiança mais profunda e construir conexões significativas. Durante o período em que as interações digitais atingiram o pico, houve uma mudança simultânea para o trabalho remoto, pois os funcionários precisavam ficar conectados com clientes, colegas e líderes. No Brasil, 8 em cada 10 dos líderes empresariais disseram que a COVID-19 acelerou a adoção da tecnologia digital em suas empresas (CX Trends 2021).

Capacitar os funcionários com ferramentas totalmente integradas e fáceis de usar ajuda a recriar a sinergia e a fluidez das interações pessoais. Com melhor colaboração, as equipes podem oferecer excelentes experiências ao cliente e construir relacionamentos mais fortes.

5. As decisões baseadas em dados serão um diferencial importante nos próximos anos. Olhando para os primeiros dias da quarentena, houve um grande aumento nos volumes de solicitações causados ​​por cancelamentos de viagens e eventos, volatilidade do mercado e outros impactos significativos, e nem todas as empresas estavam preparadas para fazer mudanças rápidas. 

As empresas precisam analisar os dados em tempo real para obter uma visão clara das tendências do cliente e agir com base no que está acontecendo. Essas percepções abrangentes permitem que as empresas abordem rapidamente as áreas problemáticas, não apenas no atendimento ao cliente, mas em todos os seus negócios.

Vimos empresas atingirem o ponto de virada digital em velocidade recorde. Em meio a isso, muitas adotaram com sucesso formas mais novas e eficientes de se conectarem com clientes. Oferecer as melhores experiências possíveis ao cliente não deve ser complexo, mas radicalmente simples com a tecnologia certa. E a simplicidade para a experiência do cliente é uma jornada, não um destino.

*Por Pedro Fontes - diretor sênior de Vendas Enterprise da Zendesk Brasil

13

Jun

[ARTIGO] Cinco tendências do e-commerce para o segundo semestre

*Por Fábio Pereira

O ano de 2020 foi desafiador para muitos, mas mesmo em meio à pandemia as vendas on-line no Brasil cresceram quase 74%. Destacaram-se as categorias equipamentos e materiais para escritório e informática, que representaram 42% do total de vendas, seguidas por móveis e eletrodomésticos, com 26%, e vestuário em terceiro, com 12%, de acordo com dados divulgados pela ABComm e Compre&Confie.

Esses números são resultado do isolamento social e de as empresas terem adaptado suas vendas ao “novo ambiente”. Desde o início da pandemia, mais de 135 mil lojas iniciaram as vendas pelo e-commerce para se manterem no mercado. Mas o que podemos esperar para 2021? O cenário vai mudar? Ao que tudo indica, o comércio eletrônico só tende a crescer! Destacamos aqui cinco tendências que estão previstas para este ano.

  1. Voice Commerce (comércio por voz): quem nunca pediu a seu assistente virtual que marcasse um item na lista de compras do mercado? E se fosse possível comprar apenas conversando com o seu aparelho celular, com a Alexa ou o Google Home? Isso já é realidade e se tornará cada vez mais comum. Nos Estados Unidos, um em cada quatro usuários, no mínimo, compraram via comando de voz, de acordo com uma pesquisa realizada pelo eMarketer.
  2. Omnichannel: ao expandir o conceito de multicanal, chegamos ao omnichannel, por meio do qual o consumidor não sente diferença entre os canais de venda, suprindo suas necessidades, independentemente de onde, quando ou por qual meio. É necessário criar uma percepção positiva da experiência do usuário, colocando o consumidor como foco das atenções.
  3. Concentração do mercado: apenas 17 empresas representam 85% do comércio eletrônico no Brasil (SEMrush, 2020). A capacidade de investimento, o conhecimento acumulado ao longo dos anos de existência e a economia de escala diminuindo os custos tornam a competição com as grandes empresas quase impossível hoje em dia, mas, focando seu negócio em algum segmento específico, você terá proximidade com o seu cliente (fidelizando e gerando recorrência) e com isso sua margem de lucro pode aumentar. Lojas de nicho continuarão existindo em conjunto com os grandes players, atendendo a seus consumidores de forma mais próxima.
  4. Pagamentos digitais: este ponto está diretamente ligado ao comércio eletrônico, pois sem ele a compra não acontece. É importante que o lojista se atente aos meios de pagamento, uma vez que a diversificação de métodos evita o abandono de carrinho. Algumas modalidades de pagamento em alta são carteiras digitais, pagamento por aproximação, QR Code e PIX. Nos três primeiros meses de 2020, houve aumento de 36% nas compras por aproximação. Existem, ainda, diversos programas de cashback, em que o usuário se cadastra e recebe um percentual de volta em sua conta).
  5. Inteligência artificial no e-commerce: com vitrines de recomendação personalizada para cada usuário com base no histórico de busca e pesquisa. Além disso, os chatbots de atendimento, como a Lu da Magazine Luiza e Bia do Bradesco, estão sempre aprimorando e entregando resultados “humanos” de interação com o cliente – assim trazem agilidade e eficiência na resolução de problemas que o consumidor pode ter.

É imprescindível que os lojistas que queiram se manter no novo ambiente se adaptem às novas práticas de mercado e saibam se atualizar constantemente. Acredito que os pontos destacados neste artigo são um bom ponto de partida e gerem bons insights a todos!

*Fábio PEREIRA Um dos pioneiros e mais experientes executivos de e-commerce no Brasil, Fábio atua na área desde 1999, formado em Administração de Empresas pela FGV, com MBA em Marketing pela ESPM. Em 2015, foi eleito pela Ecommerce Brasil como top 5 executivos de e-commerce no Brasil e top 10 pela ABCOMM. Atualmente, Fábio é consultor de empresas e professor da Ecommerce School, professor convidado da ESPM, conselheiro da Fecomercio e IDV.com, bem como faz parte da Diretoria de Varejo da ABCOMM. É autor do livro Gerente de E-commerce, a sustentabilidade do e-commerce e o mundo dos KPIs.

https://www.diggital.com.br/

6

Jun

[ARTIGO] Como perceber que a equipe está desmotivada?

*Por Priscila Martinez

O tema desmotivação é um terreno que circula em muitas empresas e o tamanho destas não decide como esse “vilão” irá reagir. É claro que empresas com muitos funcionários, talvez leve um tempo maior para enxergar essa situação, mas o sentimento é o mesmo. Quando pensamos em desmotivação, precisamos entender alguns aspectos relacionados que podem ser controlados ou não. É importante também saber que a empresa muitas vezes tem sua parcela de incentivo neste obstáculo produtivo e claro entender bem como reverter essa situação.

Manter uma equipe motivada é um dos grandes desafios da liderança de hoje em dia e logo de cara precisamos entender a raiz da desmotivação. Diferentemente do que muitos pensam ela é intrínseca, isso quer dizer, que vem de dentro para fora do indivíduo, mas o ambiente externo é um grande gerador desta energia, agindo como um estimulante de pensamentos vinculados ao insucesso na mente do profissional.

A motivação de uma equipe é algo randômico, pode estar atrelada aos contextos individuais do grupo, objetivos, metas do negócio ou até mesmo a gestão imediata.

Alguns fatores organizacionais são cruciais para desmotivar uma equipe, entre eles podemos observar questões como: a criação de metas inatingíveis, falta de confiança e credibilidade, tratamento diferenciado com alguns membros, falta de informação e envolvimento com a estratégia do negócio, não investir em capacitações, políticas equivocadas, salários discrepantes para pessoas do mesmo cargo, falta de reconhecimento e claro não realizar comemorações.

Diante destas certezas citadas, entendemos o quanto a própria empresa pode ser o foco de um time desmotivado, mas é claro que esse fator não é apenas gerado pela organização, o colaborador também pode ter diferentes questões internas que viabilizam uma postura desmotivada. Um fator muito comum é a falta de sentido e sintonia do seu cargo com seus objetivos de carreira, normalmente ao longo prazo acaba desmotivando e levando a sérias quedas de produção.

Para identificar se o seu time está ficando desmotivado, a observação da gestão e área de gente deve ser frequente. Além da queda de produtividade, faltas e mal comportamento, as doenças físicas também podem ser resultado de uma somatização corporativa. A grosso modo, significa que doenças e sintomas físicos podem ser oriundos de uma condição cognitiva tal como a ansiedade.

Para ajudar a restabelecer o ritmo e nível de trabalho adequado, algumas ações podem ser aliadas desta missão. A primeira delas é, sem dúvidas, ouvir o time, tanto de forma coletiva como individual. Saber exatamente o que estão sentindo faz parte deste processo. Em muitos casos esse problema é algo superado pela gestão e para a equipe ainda é um fator de desequilíbrio.

Agir de forma assertiva é de grande peso. Por afobação em sanar as questões, muitos gestores acabam prometendo ações impraticáveis e novamente o colaborador poderá entrar no “looping” da desmotivação. Após a escuta ativa crie um plano de ação para ajustar esses fatores de forma praticável.

A área de RH pode ser um grande facilitador para esta equipe. Além de promover ações de treinamentos e feedbacks, o endomarketing é uma ferramenta poderosa para recuperar essa energia e motivação necessária para a boa produção e saúde organizacional. Motivar uma equipe é um modo diário que deve ser acionado por todos, até mesmo os colaboradores deste time. Sabemos que um profissional motivado e feliz no ambiente de trabalho fica mais produtivo e com melhores resultados. Então se conectar com esse desafio faz parte de uma gestão eficiente e preocupada com o futuro da organização.

*Priscila Martinez é consultora da Conexão Talento, na equipe de Outsourcing. Psicóloga e Pós-graduanda em educação e jogos para aprendizagem profissional e dinâmica de grupos. Atuou em diferentes estruturas organizacionais do mercado com mais de 12 anos de experiência na área de Gente & Gestão, com foco nos principais subsistemas de desenvolvimento de pessoas, recrutamento & seleção e orientação de carreiras. Tem um perfil criativo e com habilidades para desenvolver experiências diferentes dentro das rotinas do dia a dia.

3

Jun

[ARTIGO] 5G: a expansão da capacidade de inovação

*Por Alex Takaoka

Com acelerado processo de digitalização, vivemos uma série de explosões massivas da quantidade de dados trafegados na rede, construindo um universo virtual que não para de se expandir. Isso chega a ser assustador uma vez que vemos alter egos digitais de pessoas, empresas e instituições, que desejam expressar suas posições políticas, lugares preferidos, conexões, gostos – no canal de comunicação seguro atualmente - em tempos de pandemia.

Tudo isso gera uma enorme pressão sobre a infraestrutura tecnológica e sobre a capacidade de transferência de dados (throughput). Não adianta uma quantidade absurda de dados, se eles não conseguem se movimentar de forma ágil, com boa performance, ou se não conseguem ser tratados como informação valiosa (Analytics) no momento correto da ação.

Com a evolução natural dos protocolos de rede e a chegada da tecnologia 5G, migraremos para um novo patamar em relação à performance de banda larga. Estima-se que os benefícios do 5G acarretarão em taxas de throughput até 20 maiores que as atuais, latências mais baixas (de 50 ms para 5 ms) e maior densidade de acessos por km².

De acordo com o Ministério da Economia, a tecnologia de 5G terá forte impacto na produtividade e poderá atingir R$ 249 bilhões até 2035, enquanto players de mercado especulam que o ‘PIB do 5G’ ultrapassará a casa do R$ 1 trilhão. A consultoria IDC, referência na área de Tecnologia da Informação, estima que o impulso dado às tecnologias associadas – incluindo robótica, segurança da informação, nuvem pública, internet das coisas (IoT), Big Data e Analytics, realidade aumentada e virtual (AR/VR) e inteligência artificial – alcançará, no Brasil, cerca de US$ 22,5 bilhões de faturamento no período entre 2020 e 2024, significando um crescimento médio anual de 179%. Ou seja, a grande revolução não ficará restrita somente aos celulares, mas sim a qualquer ambiente tecnológico. Teremos a possibilidade de tirar do papel projetos inovadores e complexos como smart cities e smart factories.

Como um exemplo, hoje, ainda temos desafios de captação de vídeo em alta resolução para análise. No entanto, com alta velocidade e baixa latência de rede poderemos ter maior controle dos processos de um “chão de fábrica”, através de captura de vídeo 4K e aplicação de IA em tempo real. Por meio de monitoração ostensiva e inteligência artificial, será possível aumentar a segurança dos colaboradores, evitar fraudes, mitigar riscos de acidentes de trabalho e investir em melhorias de processos antes “invisíveis”.

No varejo, será possível aumentar a percepção e a confiabilidade dos dados captados por câmeras, sensores e softwares que auxiliarão na criação de narrativas e jornadas mais atrativas aos consumidores. Ainda, o avanço das tecnologias como IoT, 5G etc, nos levará à maior conectividade e, possivelmente, maior produtividade em setores ealier adopters. No setor agronegócio, embora represente quase 25% do PIB brasileiro, de acordo com o CEPEA (Centro de Estudo Avançado de Economia Aplicada), é preciso ampliar o acesso à internet, pois de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70% das propriedades rurais não têm acesso à internet.

Segurança da informação, interoperabilidade e infraestrutura, ocuparão um papel importante na implantação da tecnologia 5G. As aplicações serão infinitas e essa nova plataforma poderá catalisar uma importante onda de investimentos reprimida, consequência do desenrolar de um gargalo ainda existente das redes de alta velocidade. Mas essa expansão dependerá da nossa capacidade de inovação e visão empreendedora.

*Alex Takaoka é diretor de Vendas da Fujitsu do Brasil