13 de Junho de 2025

Pesquisadores reconhecem nova espécie de planta em Macaíba

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Célebre personagem do folclore brasileiro, o Curupira é conhecido por confundir invasores da floresta e se manter escondido. Assim como essa figura fictícia, uma pequena planta permanecia oculta à vista de todos na vegetação do campus da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN), sendo confundida por outra espécie até ser identificada como sua própria em 2025. Agora, a Eugenia curupira é oficialmente reconhecida como parte da família Myrtaceae.

Foto: cedida pela fonte

Apesar de ter recebido seu nome apenas este ano, a plantinha já era coletada há décadas. No entanto, era identificada como uma espécie semelhante, a Eugenia vernicosa. Víctor de Paiva Moreira estudou a Eugenia curupira pela primeira vez em 2019, quando cursava a graduação em Engenharia Florestal pela UFRN. Em 2025, Víctor, agora doutorando em Botânica pela Universidade de Brasília (UnB), voltou a analisar a espécie e, junto à sua equipe, identificou que se tratava de uma planta distinta.

Sementes da Eugenia curupira. Foto: cedida pela fonte

A diferença é que, desta vez, a Eugenia curupira foi encontrada em floração. Os pesquisadores perceberam que havia uma distinção na inflorescência, ou seja, a forma que as flores estão dispostas nos ramos, comparada à Eugenia vernicosa. A identificação veio de Igor Gonçalves Lima, mestrando da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Hercilia Freitas da Cunha, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ecologia, vinculado ao Centro de Biociências da UFRN (PPGECO/CB), faz parte da equipe que identificou a espécie. De acordo com a pesquisadora, o nome foi escolhido devido aos tricomas de cor ferrugínea presentes na planta, como uma referência ao cabelo do personagem folclórico. Além disso, há a alusão ao fato da espécie ter confundido estudiosos por décadas.

A Eugenia curupira pertence à Mata Atlântica, ocorrendo na vegetação costeira arenosa conhecida como restinga e na floresta estacional semidecidual. Além do Rio Grande do Norte, a planta pode ser encontrada na Paraíba e no Ceará. De acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie é categorizada com o status de Em Perigo (EN), devido ao baixo número de ocorrências na natureza.

Fonte: Agecom/UFRN; Texto: Karen Oliveira; Edição: Vilma Torres; Revisão: Beatriz de Azevedo

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Sobre Juliska

Juliska Azevedo é jornalista natural de Natal-RN. É gerente de comunicação do Sistema FIERN e sócia da agência Ska Comunicação, atuando como assessora de comunicação e consultora para instituições e lideranças. É pós-graduada em Assessoria de Comunicação e cursa MBA em Liderança e Gestão e Inteligência Artificial, pela Saint Paul/Exame; tendo atuado como professora no ensino superior.

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