Comunicação, estratégia e mercado

O Blog da Juliska é um espaço para falar sobre os temas acima e ainda trazer dicas, abordar as tendências, acompanhar novidades do mundo corporativo, das mídias sociais e do mercado publicitário. Interaja comentando nos posts ou pelo e-mail juliska.azevedo@gmail.com. Conto com sua companhia!

8

Nov

O período dos empregos temporários chegou. Com a alta do desemprego no Brasil, as vagas, mesmo que provisórias, são cobiçadas por muitos, visto que abrem portas para a chances de efetivação. A Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) calcula que estão sendo ofertadas 434.429 mil vagas desse tipo em todo o País. Para conquistar as oportunidades, o candidato ao emprego deve estar bem preparado diante da concorrência.

Só no comércio, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima a contratação de 72,2 mil pessoas. Já a pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) contabiliza que, até o fim do ano, aproximadamente 59,2 mil vagas serão abertas nos segmentos do comércio e serviços.

Antes de bater de porta em porta é necessário dedicar atenção à sua vitrine profissional: o currículo. “Um currículo bem escrito, com as informações adequadas ao cargo pretendido pode ser decisivo na hora da escolha do empregador”, relata Carolline Candeias, coordenadora dos cursos de Gestão da Faculdade Estácio – unidade Zona Norte.

Segundo a coordenadora, na descrição da experiência profissional é importante um bom detalhamento das atividades desempenhadas. “Devem ser escritas as últimas experiências profissionais, sempre com o tempo em que permaneceu naquele emprego. Também é interessante acrescentar resultados e premiações conquistados no antigo emprego, e projetos de que tenha participado na escola e ou faculdade”, aconselha a especialista em Recursos Humanos.

O candidato também pode adequar as qualificações e/ou experiências descritas de acordo com a vaga pretendida. “Estes elementos vão facilitar a visualização do tipo de profissional que está se candidatando à vaga”, orienta Candeias.

Comportamento

As empresas buscam profissionais que estejam em constante aprendizado, que solucionem os problemas e sejam criativos. “Não adianta pensar e não agir. O ideal é que você demonstre disposição e conhecimento, principalmente em áreas que não fazem parte da sua zona de conforto”, reforça Carolline.

Para a professora, a principal forma de se destacar é através das suas habilidades profissionais, sendo mais criativo e assertivo. “Atualmente, para ter tais características, o profissional precisa estar sempre atualizado, buscando conhecimento tanto formal, através da graduação e especialização, quanto informal, como palestras e cursos online”, destaca a especialista.

8

Nov

A coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ensino da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (PPGE/UERN) abriu inscrições para o Processo Seletivo 2019 para seleção de candidatos para o Curso de Mestrado Acadêmico em Ensino. As inscrições serão realizadas entre os dias 10 e 21 de dezembro de 2018.

O programa é realizado em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Serão ofertadas 29 vagas distribuídas entre as três linhas de pesquisa: Linha 1: Ensino de Ciências Exatas e Ambientais (9 vagas); Linha 2: Ensino de Ciências Humanas e Sociais (11 vagas); Linha 3: Ensino de Línguas (9 vagas).

Veja Edital AQUI.

8

Nov

O Guia VOCÊ S/A – As Melhores Empresas para Você Trabalhar classificou o Senac RN como a melhor empresa de médio porte para se trabalhar no Brasil, na categoria Educação.

A publicação traz o ranking das 150 melhores empresas, calculado a partir de critérios que consideram a qualidade no ambiente funcional e na gestão de pessoas. Este é o quinto ano consecutivo que o Senac RN integra o Guia, que é desenvolvido pelo Grupo Abril, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA).

O resultado foi divulgado na noite de ontem (07), em cerimônia de premiação realizada em São Paulo. O evento contou com a participação do Diretor Regional do Senac RN, Raniery Pimenta, da gerente de Desenvolvimento de Pessoas, Rose Câmara, e da coordenadora de Comunicação, Fernanda Ledebour.

A edição deste ano teve participação recorde de 500 empresas, que se inscreveram voluntariamente para minuciosa análise. Além dos mais de 270.000 empregados que responderam à pesquisa, a redação de VOCÊ S/A percorreu 96 cidades em 21 estados das cinco regiões do país para conhecer 291 organizações que chegaram até a última etapa da seleção.

O presidente do Sistema Fecomércio RN, Sesc e Senac, Marcelo Queiroz, afirmou que “a premiação é mais uma mostra de que o Sistema Fecomércio segue, firme, no caminho certo: o da excelência e da otimização de resultados como frutos do trabalho de uma equipe motivada e comprometida com a sua missão”.

Queiroz também destacou o fato de que quatro das cinco melhores empresas para se trabalhar na área de Educação fazem parte do Sistema “S”. “Este é mais um reconhecimento do nível de qualidade e maturidade da gestão empregada no Sistema ‘S’, em especial no Rio Grande do Norte, que conta com o Senac e Sebrae neste seleto grupo”, finalizou.

Para o diretor regional do Senac RN, Raniery Pimenta, este resultado é fruto de um modelo de gestão participativo e que conta com políticas e práticas que possibilitam aos colaboradores alinhamento com os propósitos da organização e desenvolvimento profissional.

Referência em qualificação profissional

Instituição vinculada ao Sistema Fecomércio RN, o Senac é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que investe recursos na qualificação e formação profissional. Atualmente, tem cerca de 520 colaboradores no estado e possui nove unidades fixas, localizadas nos municípios de Natal, Macaíba, Caicó, Assú e Mossoró. Além disso, conta com um diversificado portfólio, com cerca de 350 cursos.

8

Nov

Nos últimos anos, a internet passou a ser dominada por grandes conglomerados com atuação global, como Facebook, Google, Apple, Amazon e Microsoft. Em 2017, as principais plataformas movimentaram US$ 365 bilhões e somaram valor de mercado de US$ 3,8 trilhões. Somente Apple e Amazon passaram a valer mais de US$ 1 trilhão cada nos últimos meses. Esse processo de concentração provoca novos desafios e demanda novas formas de atuação pelo Estado. O assunto foi o tema do último debate do Fórum da Internet no Brasil, evento que terminou ontem (7) em Goiânia.

O Fórum foi uma iniciativa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI Br) e reuniu pesquisadores, empresários, ativistas e interessados em temas como novas tecnologias digitais, proteção de dados pessoais, inovação no mundo online, inteligência artificial, inclusão digital e acessibilidade em serviços online.

No encerramento do encontro, os impactos das grandes plataformas foi o destaque. O professor da UFRJ e integrante do CGI Marcos Dantas destacou que a atuação desses grupos tem marcado a web atualmente, constituindo o que chamou de “praças de mercado” virtuais, controladas por investidores do mercado financeiro e que geram receita a partir dos dados pessoais coletados e explorados por sistemas informatizados calcados em algoritmos.

Essas plataformas diminuem o tempo dos negócios, colocando pessoas para transações variadas (como alugar um quarto ou tomar um transporte) que ocorrem em segundos. “A internet foi criada por cientistas e a pessoa acessava diretamente. Agora ela é usada por bilhões de pessoas dominada por corporações mediático-financeiras. Temos que discutir como regular essas plataformas e suas relações monopolistas nesse cenário”, defendeu o docente.

O empresário Hugo Seabra, criador de startups e diretor da plataforma Congressy, de eventos corporativos, comentou que muitas vezes as pessoas acabam aceitando a entrega dos seus dados pois, por um lado, esta é uma condição imposta pelas plataformas e, por outro, os dados são coletados em troca de serviços gratuitos oferecidos e de comodidade em diversas atividades.

“As plataformas digitais são o intermédio entre aqueles interessados em algo e quem tem algo a oferecer. Nessa transformação digital, a gente vem de uma era digital em que oferece todos os nossos dados desde que tenhamos comodidade. A maioria não se preocupa com o que está entregando”, ponderou.

A diretora do Departamento de Proteção aos Direitos do Consumidor do Ministério da Justiça, Ana Carolina Caram, apontou como estratégia olhar o impacto da concentração de dados nas plataformas para a competição no setor da economia digital e para os usuários. “A partir do momento que a empresa tem os dados do consumidor ela pode sim prejudicar a concorrência. Quem falou que eu quero que o Facebook saiba que eu estou em uma cidade tal e me oferte um serviço?”, questionou.

A jornalista e diretora do Centro de Estudos Barão de Itararé, Renata Mielli, lembrou que nos últimos anos o Facebook comprou os principais concorrentes, como o Whatsapp e o Instagram. Na semana passada a empresa anunciou que chega a 2,6 bilhões de pessoas com seus diversos aplicativos. No ranking dos mais acessados, ela possui os três primeiros: Facebook, Whatsapp e FB Messenger.

"Se o Facebook continuar comprando outras empresas, ele vai se constituir em um conglomerado ainda mais dominante no mercado digital. Como impedir essas fusões? Vamos ter que definir regras para isso. Para que nossos dados não estejam monopolizados em um local. Precisamos de uma ação antimonopolista para tentar evitar essa concentração”, defendeu.

Antitruste

Mas como analisar esses mercados e que tipo de medidas podem ser tomadas pelo Estado? É preciso instituir leis? O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode agir? Como? Essas perguntas permearam as discussões do encontro. Na avaliação do professor de direito da USP e ex-presidente do Cade Vinícius Marques de Carvalho, um desafio é como definir esses novos mercados.

“Não existe mais, por exemplo, um mercado de canais de TV fechados. Temos todas as plataformas como Netflix competindo no audiovisual. Nesse caso, a participação de mercado [indicador clássico das análises concorrenciais] dilui muito”, problematizou. Por outro lado, o docente argumentou que um caminho pode ser avaliar se uma determinada empresa possui um poder de mercado e analisar sua conduta. Ele reforçou que é preciso amadurecer a discussão sobre os instrumentos da ação antitruste nesse novo cenário.

Experiências internacionais

O coordenador de direitos digitais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Rafael Zanatta, citou como exemplo positivo do que pode ser adotado no mundo digital a atuação da União Europeia. As autoridades do bloco aplicaram multas em empresas de tecnologia por práticas anticompetitivas. Um caso notório foi sanção contra o Google em julho deste ano pela pré-instalação de aplicativos no sistema operacional Android, também da própria Google.

“A comissária Europeia de direito concorrencial tem atacado casos específicos de conduta de abuso de poder econômico que diminuíram o bem estar do consumidor. Ao fazer contratos de pré-instalação, o Google impediu uma economia de aplicações no mercado europeu e de ter livre oportunidade e instalar outros apps. E isso geraria efeitos positivos para economia europeia".

Estratégia digital

Já a representante do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) Luana Lund destacou efeitos positivos da economia de dados, tanto em setores produtivos quanto na administração pública. Ela mencionou estudos da Organização Para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) segundo os quais empresas com sistema de coleta e análise de dados conseguiram aumentar a produtividade em 5% a 10%.

Sobre as ações governamentais para esse cenário de transformação, Lund apresentou a política do governo federal para a área, chamada “Estratégia Digital”. Ela traz entre suas diretrizes o incentivo à transformação digital e à economia de dados como forma de qualificar as atividades econômicas e medidas de governo. “A estratégia toca o tema quando consta que precisamos incentivar uma economia baseada em dados, e dar segurança jurídica a ela, mas também garantir confiança que é pautada na segurança e na proteção de direitos nesse ambiente”, informou.

Fonte: Agência Brasil

7

Nov

Faltando menos de 20 dias para a edição 2018 do Digital Experience Day, o DED Natal, tem novidade boa na programação: a participação da palestrante oficial do Twitter Brasil, Juliana Muncinelli (@juzao), que vai mostrar como é possível aproveitar ao máximo a rede social de microblog, de 140 a 280.

As conversas diárias do Twitter são um termômetro do que ocorre no momento. Mas como entrar nessas conversas e ainda falar com o público certo, conquistar muitos “retuítes” e invadir a timeline alheia? É justamente isso que Juzao vai mostrar no DED. A palestra tem como foco mostrar que a distribuição de conteúdo especifico e o (bom) relacionamento com os seguidores pode repercutir e dá visibilidade a empresas e marcas.

A presença do Twitter Brasil no DED, cujo segundo lote está esgotado, mostra o reconhecimento do maior evento de Comunicação Digital do Norte/Nordeste, que ocorre nos dias 25 e 26 de novembro, no Wish Hotel ( Via Costeira) trazendo a Natal os maiores nomes do cenário nacional e local para debater o mundo pós-digital.

O Digital Experience Day é uma imersão com os grandes profissionais da atualidade no país, nomes reconhecidos e referência no mercado digital. Os palestrantes trarão suas experiências, apresentando cases variados como o da Copa do Mundo; Criança Esperança e Globo Rural, da Rede Globo e até  do cemitério mais famoso das redes sociais, o Jardim da Ressureição, dentre outros.

“A cada ano queremos proporcionar aos participantes algo novo, para que eles estejam à frente em seus trabalhos e projetos, por isso temos toda atenção na hora de formar o time de palestrantes. A edição 2018 do DED conta com a curadoria  de Liliane Ferrari, que já é uma sumidade quando o assunto é digital”, comentou Manoel Filho, CEO da Tres1 e idealizador do evento.

O Digital Experience Day (DED) é composto por palestras, oficinas e workshops, sendo voltado para profissionais de comunicação, tecnologia, marketing, gestores, administradores, estudantes e público em geral. Permanece com inscrições abertas e já está no terceiro lote. Mais informações sobre inscrições podem ser adquiriras no ‪98835-3131‬ ou no online@tres1.com.br. A programação pode ser conferida no site do evento, o www.dednatal.com.br

7

Nov

A 96 FM dá início, na próxima segunda, dia 12, a um novo programa jornalístico que levará informação e interação ao ouvinte a partir do meio-dia. Chamado de 96 minutos, o programa será apresentado pelo jornalista e locutor Sílvio Henrique, com mais de 20 anos de atuação no rádio potiguar, e terá a participação diária dos experientes jornalistas Gustavo Negreiros e Juliska Azevedo, que farão a análise e comentário das notícias e conduzirão entrevistas diárias com personalidades de destaque na sociedade e no universo político e empresarial do Rio Grande do Norte.

O programa contará ainda com interação e participação diária do ouvinte, e trará a abordagem do Esporte, com Edmo Sinedino, e do trânsito. A produção será do jornalista Ciro Marques, e a direção-geral de Ênio Sinedino.

7

Nov

“A Mostra de Cinema de Gostoso fomenta ainda mais o turismo. É um importante instrumento prático para estudantes de audiovisual e jornalismo, além disso, revela grandes potenciais artísticos dos jovens daqui”, comenta Andriele Torres, estudante de jornalismo residente de Gostoso.

A 5ª Mostra de Cinema de Gostoso, acontece de 23 a 27 de novembro, no município de São Miguel do Gostoso. A ação conta pelo terceiro ano consecutivo com apoio do Governo dor RN, através da Setur com recursos do Acordo de Empréstimo com o Banco Mundial, por meio do Governo Cidadão. 

“Gostoso é um dos principais destinos turísticos do RN e com recursos do acordo de empréstimo fizemos o esgotamento sanitário de 95% da cidade. Estamos promovendo qualidade de vida aos moradores e proporcionando novos investimentos na região. A Mostra de cinema é algo grandioso que, com uma tela de cinema montada na beira da praia, com pé na areia mesmo, é dado destaque aos filmes produzidos por nossos jovens, e que, diga-se de passagem, são de alta qualidade ”, conta Vagner Araújo, secretário de Gestão Metas e Projetos do Governo.



“O objetivo da mostra de cinema é possibilitar – através de sua grade de programação e ações sociais que acompanham o projeto – que toda a cadeia produtiva desfrute dos benefícios que o festival traz para Gostoso, um destino já conhecido por suas belezas naturais e pelas opções de lazer, ampliando-as de maneira a torná-lo conhecido, também, como destino cultural no estado do Rio Grande do Norte”, analisou o secretário de turismo Manuel Gaspar.

A Mostra acontece na praia do Maceió, com capacidade para 700 pessoas sentadas, trará os mais recentes lançamentos cinematográficos brasileiros, com filmes inéditos e/ou produzidos nos últimos dois anos, priorizando as produções nordestinas, nas mostras competitiva, panorama e infantil, além das sessões especiais. 
“O evento terá 56 filmes brasileiros em cartaz, promovendo também palestras e mesas de debates com cineastas que terão seus filmes exibidos durante esses quatro dias, além das tão esperadas oficinas. Lembrando que os melhores longa e curta-metragens receberão o Troféu Câmara Cascudo através de votação popular. 

[SOCIAL]
Devido à parceria com a comunidade local, a Mostra de Cinema de Gostoso tem por finalidade – ainda – de promover a formação cultural e social para os jovens da região e sua capacitação profissional, haja vista que meses antes do início da mostra são realizados os cursos de formação técnica e audiovisual para 40 jovens de São Miguel do Gostoso e arredores, que aplicam o conhecimento adquirido nos cursos, participando diretamente da organização da mostra de cinema e realizando curtas-metragens, e, claro entrando no mercado audiovisual no Brasil. 


A PROGRAMAÇÃO CONTARÁ COM AS SEGUINTES MOSTRAS:


• Mostra Competitiva (Exibições ao ar livre na Praia do Maceió) - Dividida em: Longa-metragem Nacional; Curta-metragem Nacional; Curta-metragem de Gostoso e Menção Honrosa;

• Sessões Especiais – Filmes de fácil entendimento, voltados ao entretenimento do público em geral;

• Mostra Panorama (Centro de Cultura de Gostoso) – Filmes com classificação indicativa mais alta que não podem ser exibidos ao ar livre e que também possuam experimentação de linguagem;

• Mostra Infantil (Centro de Cultura de Gostoso) – Filmes infantis com programação voltada a alunos das redes municipais e estaduais da cidade, com objetivo de implementar formação de público na cidade.  

7

Nov

Tecnicamente, a recessão econômica ficou para trás, mas a crise ainda impõe seus reflexos no dia a dia dos consumidores, sendo o desemprego elevado um dos sinais mais evidentes do mal-estar. Dados apurados pelo Indicador de Confiança do Consumidor da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que 29% dos trabalhadores têm receio alto ou médio de serem demitidos. Segundo o levantamento, 36% dos entrevistados avaliam como ‘baixa’ a probabilidade de demissão, enquanto 35% acham que não há esse risco.

Embora esteja em patamar considerável, o percentual de trabalhadores que temem ficar sem emprego observado em outubro é inferior aos dos últimos três meses, quando registrou 30% de risco alto ou médio em julho, 36% em agosto e 33% em setembro. De modo geral, 45% dos entrevistados declararam ter ao menos uma pessoa desempregada em sua residência, sendo que em 17% dos casos há duas ou mais pessoas nessa situação.

Quando indagados sobre o futuro, a opinião dos brasileiros mostra-se dividida: 38% acreditam que, nos próximos seis meses, as oportunidades no mercado de trabalho estarão no mesmo nível que atualmente, enquanto 33% confiam que haverá mais ofertas de vagas. Outros 14% estão mais pessimistas nesse sentido.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o emprego é um dos fatores que mais impactam a confiança do consumidor. “É a perspectiva de estar empregado e de que sua renda vai crescer ou se manter no mesmo nível que estimula o consumidor a comprar com segurança, inclusive nas aquisições de alto valor, que geralmente são feitas a crédito. Enquanto o mercado de trabalho não mostrar sinais mais vigorosos de recuperação, a confiança do consumidor seguirá retraída”, analisa a economista.

Indicador de Confiança não esboça reação significativa em outubro e fica estável nos 42,3 pontos. Para 80%, economia do país está em condições ruins

De modo geral, o Indicador de Confiança do Consumidor se manteve estável em outubro. No último mês, ele alcançou 42,3 pontos, frente 42,1 pontos observados no mesmo período de 2017. Já na comparação com setembro de 2018, o cenário também é de estabilidade, pois se encontrava em 41,9 pontos. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que resultados acima de 50 pontos, mostram uma percepção mais otimista do consumidor.

A avaliação do atual cenário econômico é o componente mais crítico na percepção dos entrevistados. Em cada dez brasileiros, oito (80%) avaliam de forma negativa as condições da economia nos dias de hoje. Para 17%, o desempenho é regular e para apenas 2% o cenário é positivo. Entre aqueles que avaliam o clima econômico como ruim, os principais sintomas são o desemprego elevado (68%), o aumento dos preços (58%) – apesar da inflação controlada-, as altas taxas de juros (36%) e a desvalorização do real (27%).

Quando a análise de detém sobre o momento atual da vida financeira, o diagnóstico também é essencialmente negativo. Segundo o levantamento, 45% dos brasileiros avaliam sua situação financeira como ‘ruim’, enquanto 47% classificam como ‘regular’ e apenas 8% como ‘boa’. Para quem compartilha da visão negativa, o alto custo de vida é a razão mais citada, por 47% desses entrevistados. O desemprego fica em segundo lugar, citado por 41%, ao passo que 26% culpam a queda da renda familiar.

Questionados sobre o que mais tem pesado na vida financeira, metade (50%) dos entrevistados aponta, justamente, o elevado custo de vida. O aumento do preço na conta de energia foi o mais sentido, percepção de 92% dos entrevistados.

Maior parte dos brasileiros está reticente sobre o futuro da economia; mesmo com cenário adverso, 58% acham que finanças pessoais vão melhorar no futuro

Diante da avaliação predominantemente negativa sobre o presente, a sondagem procurou saber o que os brasileiros esperam do futuro da economia e de suas finanças. De acordo com o levantamento, 42% dos brasileiros estão neutros, ou seja, não afirmam que as condições econômicas do país estarão melhores ou piores daqui seis meses, período que já engloba o mandato do novo presidente da República. Os que nutrem boas perspectivas somam 21% da amostra, ao passo que 32% estão declaradamente pessimistas. O receio de que a inflação saia do controle (43%) e o desemprego (41%) são os fatores que mais pesam entre os pessimistas, enquanto a maior parte dos otimistas (43%) não sabem explicar as razões desse sentimento e 33% apostam em um cenário político mais favorável.

A avaliação negativa se inverte, contudo, quando os entrevistados são questionados sobre o futuro da sua própria condição financeira. Em cada dez brasileiros, seis (58%) acham que sua vida financeira vai melhorar pelos próximos seis meses, contra apenas 12% que acreditam em piora. Há ainda 27% de entrevistados neutros.

“Por mais que a situação econômica do país impacte a vida financeira do consumidor, ele sabe que assumir um controle mais efetivo sobre seu bolso e fazer adaptações podem ajudar a enfrentar um ambiente adverso. Os dados podem parecer contraditórios, mas sinalizam um viés de otimismo, que é uma característica sempre observadas em estudos que avaliam o comportamento humano”, explica a economista Marcela Kawauti.

Fonte: SPC / Via: Fecomércio

7

Nov

Empresas industriais terão apoio de até R$ 15 milhões para experimentar o uso de internet das coisas (IoT), uma das tecnologias da chamada indústria 4.0, em seu processo produtivo. Os recursos serão aportados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). A chamada para seleção dos interessados em participar do programa será lançada nesta quinta-feira (8), às 9h30, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo.

Os valores vão ser investidos na construção de ambientes de testes de soluções tecnológicas (testbeds), plataformas estruturadas em ambientes controlados que reproduzem um cenário real. Os recursos serão aplicados, por exemplo, em obras de infraestrutura de laboratórios, na compra de equipamentos nacionais, importados e de softwares, na remuneração da equipe, entre outras despesas necessárias para a realização dos projetos.

Esses experimentos trazem benefícios para as empresas participantes, pois é possível reproduzir as condições específicas de seu ambiente fabril de forma otimizada sem paralisar a linha de produção. Além disso, há redução de riscos e custos de implantação de novas tecnologias. O prazo dos testbeds é de três anos, dos quais pelo menos dois anos serão de execução dos projetos. Os segmentos prioritários da chamada são as indústrias automotiva, têxtil, mineradora e de óleo e gás.

DIFUSÃO – O diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, explica que, além de vantagens para as indústrias participantes, os testbeds trarão benefícios ao país, pois a estrutura, que será implantada na rede de Institutos SENAI de Inovação, vai ficar disponível para as demais empresas de cada segmento atendido. “Os testbeds serão usados para difundir a internet das coisas, especialmente entre as pequenas e médias empresas, que não teriam condições de desenvolver tais tecnologias com recursos próprios. Dessa forma, o SENAI está ajudando a tornar a Indústria 4.0 acessível a todos no Brasil.”

As empresas ou consórcios interessados em participar da chamada devem apresentar um plano de inovação com a proposta detalhada de montagem e operação das experiências. Cada projeto terá financiamento mínimo de R$ 1 milhão, dos quais serão destinados recursos não-reembolsáveis que poderão chegar a 50% dos itens financiáveis. A contrapartida das empresas poderá ser por meio de outros instrumentos de crédito do BNDES ou de parceria com os Institutos SENAI de Inovação.

A internet das coisas é uma tecnologia que conecta objetos físicos e virtuais e os permite processar dados, tornando-os inteligentes. O uso de IoT nas empresas vem ganhando espaço no Brasil e no mundo devido à evolução progressiva de recursos tecnológicos já disponíveis, que estão se tornando mais acessíveis.

Estudo “Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil”, realizado pelo BNDES e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), aponta a tecnologia como estratégica para o país. Segundo o trabalho, até 2025, o impacto potencial no Brasil do uso de IoT é de US$ 50 bilhões a US$ 200 bilhões por ano, valor que representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB). A avaliação é que a tecnologia é capaz de produzir mais efeitos positivos do que a robótica avançada, as tecnologias cloud e a internet móvel.

De acordo com o estudo, o uso de IoT pode, por exemplo, agregar valor a produtos de exportação do país, ao reduzir o custo de produção; aumentar a produtividade por meio do redesenho do trabalho, entre outras vantagens. Além disso, pode ajudar a diminuir o chamado “custo Brasil” ao aumentar a eficiência logística, assim como reduzir processos e trâmites excessivos e lentos.

 

7

Nov

O alto índice de violência tem gerado muitos problemas aos cidadãos natalenses, um deles é o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), principalmente em pessoas vítimas de assalto a mão armada. Este distúrbio da ansiedade, caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais em decorrência de um trauma, é comum, mas nem sempre a pessoa se dá conta disso.

Por este motivo, o Laboratório de Endocrinologia Comportamental do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe-UFRN), coordenado pela neurocientista, Bernardete Sousa está convidando homens de 18 a 55 anos que tenham sido vítimas de assalto a mão armada para participar de uma pesquisa, cujo objetivo é ajudá-los a superar ou descobrir a evidência deste problema.

Com o título Análise dos Sintomas Clínicos e de Marcadores Biológicos associados à intervenção pela Técnica de Experiência Somática (SE), no tratamento do Transtorno de Estresse Pós-Traumático em vítimas de assalto na cidade de Natal-RN, a pesquisa investiga as contribuições da intervenção corporal utilizando a técnica de experiência somática. O estudo é conduzido pela psicóloga e estudante de doutorado, Ana Kelly Almeida, que trabalha com psicologia somática.

Os interessados podem procurar a sala do PesqClin, no 2º subsolo do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), nos dias 12, 19 e 26 de novembro e 3 de dezembro, das 9h às 12h30, e das 13h30 às 16h30. Importante destacar que para se enquadrar nos requisitos da pesquisa, além da idade mencionada, o trauma tem que ter acontecido há mais de 30 dias.

Após triagem, caso haja diagnóstico de TEPT, os participantes receberão atendimento psicológico gratuito durante dois meses. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail: anakelly.almeida@gmail.com.