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23

Jan

Deu no Meio & Mensagem

A circulação geral dos maiores jornais do País aumentou no ano passado. Impulsionado pelas assinaturas digitais, o desempenho desses títulos melhorou em um cenário de recente retração e queda nos números.

Na opinião de Pedro Silva, presidente do instituto Verificador de Comunicação (IVC), a transformação dos hábitos de consumo de conteúdo, o investimento dos veículos na qualificação de suas plataformas digitais e a complexidade dos cenários político e econômico do País atualmente pesaram para que os dados de circulação dos grandes jornais fossem positivos no ano passado na comparação com 2018. Os tópicos abaixo apresentam os motivos que, na visão do IVC, levaram as grandes marcas jornalísticas a encerrar o ano passado de forma mais positiva.

Notícias mais complexas
De acordo com Pedro Silva, é comum as circulações dos jornais aumentarem em anos de eleição. A regra, no entanto, não se aplica em relação a 2019, que registrou crescimento mesmo sem uma disputa eleitoral. Mas os desdobramentos dos resultados das urnas no ano passado colaboraram para que a demanda por notícias fosse mais alta no ano que passou. “Os assuntos mais discutidos ao longo do ano de 2019 era complexos e exigiam uma análise mais aprofundada. Embora estejamos em meio à proliferação de fake news, as pessoas buscam por informações de credibilidade quando precisam compreender melhor um assunto. A Reforma da Previdência é um bom exemplo. O assunto foi trabalhado na mídia há meses e as pessoas tinham curiosidade em entender como essas novas regras afetariam as suas vidas. Há, em todo o mundo, acontecimentos que precisam ser explicados de forma mais complexa e, nesse momento, as marcas jornalísticas consolidadas acabam prevalecendo”, analisa o presidente do IVC.

Alta do digital
Quando se analisa a circulação digital dos cinco maiores jornais do País, todos – com exceção do Zero Hora, do Grupo RBS – registraram crescimento em suas assinaturas digitais em 2019. Essa transição de hábitos de consumo de conteúdo mudou a relação das pessoas com o jornal, que deixou de ser algo pronto e estático para entrar na lógica de uma mídia dinâmica, alimentada continuamente. “Houve um tempo em que os assinantes das versões impressas dos jornais também ganhavam o direito de ter uma assinatura digital e isso acaba influenciando nos dados. Agora, quando conseguimos diferenciar essas assinaturas, percebemos que o digital já responde pela maior parte da circulação dos grandes jornais. Já há algum tempo, as pessoas estão lendo mais o digital do que o impresso”, diz Silva.

Regional, porém universal
Outro ponto que o presidente do IVC atribuiu para o aumento da média da circulação dos jornais é a postura mais universal das coberturas, sobretudo dos pequenos veículos. “Os jornais que eram bem focados nas notícias locais passam a se posicionar como veículos nacionais. A Folha de S.Paulo, por exemplo, apesar do nome, é um jornal nacional que acompanha os acontecimentos do Brasil e do mundo. Isso faz com que o interesse pelo conteúdo aumente em diferentes locais e, também, abre a possibilidade de o veículo conquistar novos mercados”, pontua.

Fortalecimento dos portais
O presidente do IVC também considera que, embora os dados de circulação digital refiram-se às edições “fechadas” dos jornais, que correspondem à determinada data, o consumo de conteúdo jornalístico nos portais dos veículos deve seguir em alta. “Estamos nos preparando para uma transição no consumo dos jornais e vemos que os websites dos veículos começam a ter um alcance ainda maior do que as próprias edições digitais pelo fato de oferecer informações sempre atualizadas. O impresso deve continuar caindo, essa é uma tendência inevitável, mas as pessoas continuarão em busca das informações jornalística no ambiente digital”, conclui Silva.

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/01/23/as-razoes-que-fizeram-os-jornais-crescerem-em-2019.html

23

Jan

Brincadeiras e jogos são atividades que fazem parte do cotidiano da maioria das crianças e, em determinado grau, contribuem para o processo de aprendizagem dos educandos. Tendo isso em vista, a professora Liane Morais, docente da Escola Estadual Tenente Coronel José Correia, localizada no município de Assú (RN), resolveu inovar em sua prática didática em sala de aula, e passou a introduzir o uso de jogos e ferramentas digitais no ensino da história. 

Professora de história e especialista em história do Brasil República, Liana elaborou uma metodologia de ensino que utiliza jogos – como cartas, tabuleiros, entre outros - para ensinar conteúdos didáticos relativos à história, matéria que na maioria dos casos recebe uma didática tradicional, apenas com uso do livro. 

A metodologia, aplicada com alunos do 6º ano do ensino fundamental, é baseada em conteúdos disponíveis em plataformas online educativas como Sua Pesquisa, Toda História, Mundo Estranho e Aventuras na História. Com base nesses conteúdos, Liana elabora jogos atrativos e interativos, por meio dos quais os alunos aprendem brincando. 

“Percebi que sempre que chegava na escola para dar aula eles estavam se entregando as brincadeiras, contando os segundos durante as aulas para voltarem a brincar. Trouxe então a ‘brincadeira’ de forma planejada e direcionada ao aprendizado do conteúdo, o que os motivou a acompanhar as aulas e aprender melhor as temáticas discutidas. Dessa forma, as aulas ganharam em produtividade e interesse dos alunos”, destaca a professora. 

Metodologia 

Liana ainda explica que a sua proposta didática foi desenvolvida e aplicada no segundo bimestre letivo da escola, e elaborada com o intuito de a atender aulas mais dinâmicas, bem como conquistar a atenção do aluno. 

A ação é exclusivamente voltada à disciplina de história, única matéria sob responsabilidade de Liana. Todos os conteúdos programados para o ano letivo são trabalhados de forma que, ao final de cada unidade, é aplicada uma avaliação utilizando os jogos didáticos, os quais os alunos competem entre si utilizando os conhecimentos adquiridos ao longo da unidade. 

“Fui variando as propostas de jogos para eles não perderem o interesse, e cada jogo aplicado era adaptado ao conteúdo que o aluno deveria aprender, sempre com verificação prévia dos textos”, acrescenta a professora.

Para o supervisor de tecnologia educacional da 11ª Diretoria Regional de Educação e Cultura (Direc), o professor Júlio Santos, a iniciativa aplicada por Liana trata-se de uma forma perspicaz de prática docente, pois mesmo utilizando recursos simples – ferramentas digitais de busca -  a professora conseguiu atingir amplos resultados. 

“No que refere-se à prática pedagógica, o projeto conseguiu superar um dos grandes dilemas da docência: o distanciamento entre teoria e prática, pois possibilitou atividades “mão na massa” onde os estudantes puderam aplicar os conteúdos programados. Além disso, as atividades estimulam o pensamento criativo, já que os estudantes tiveram de criar jogos, e que tal pensamento é uma das habilidades mais importantes no século XXI”, avalia o professor, que além de supervisor, é responsável por mapear, nos municípios da 11ª Direc, projetos utilizam tecnologia em sua execução.

23

Jan

O Instituto Ágora da UFRN divulga edital para inscrições em cursos de idiomas para o semestre de 2020.1. São oferecidas aulas de Inglês, Francês, Espanhol, Alemão, Libras, Latim, Grego Clássico e Hebraico, nas modalidades Básico, Leitura para Fins Acadêmicos e Conversação. Os cursos são destinados tanto para o público interno quanto para o externo. As inscrições ocorrem entre os dias 10 e 13 de fevereiro de 2020, divididas em categorias de público.

A contribuição semestral consiste em R$250,00 para as categorias de pagantes. Alunos assistidos pela Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proae) podem concorrer a bolsas, que correspondem a 20% das vagas disponíveis em cada semestre. Qualquer aluno da UFRN que não se encaixe nas condições de bolsista pode se inscrever nas vagas de aluno contribuinte.

O público externo deverá se inscrever presencialmente na secretaria do Instituto Ágora, em uma lista de cadastro de reserva, para as línguas inglesa, francesa, espanhola ou alemã, para ocupar vagas nos níveis III e IV ou Conversação. Caso o candidato opte pelos cursos de Libras, Latim, Grego Clássico ou Hebraico, deverá se inscrever pelo Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa).

As inscrições serão abertas no dia 10 de fevereiro de 2020 para os candidatos a bolsas assistidos pela Proae, e a inscrição deve ser feita pelo Sigaa. No dia 11 de fevereiro, serão realizadas as inscrições do público externo. O dia 12 será destinado aos demais estudantes e servidores da UFRN, na condição de contribuintes, e no dia 13, acontecem as inscrições presenciais na secretaria do Ágora para os cursos de Conversação (Inglês, Francês, Espanhol e Alemão) e a retirada da Guia de Recolhimento da União (GRU). O comprovante de pagamento deve ser enviado de 12 a 17 de fevereiro, pelo e-mail agoracomprovante@gmail.com.

Candidatos com conhecimentos prévios da língua podem realizar teste de nivelamento, exceto para os cursos de Leitura para Fins Acadêmicos. O teste será realizado no dia 19 de fevereiro para os candidatos que tenham solicitado a opção no ato da inscrição e no dia 20 para os inscritos no cadastro de reserva. Para mais informações, acesse o edital.

Alunos com vínculo no Instituto Ágora

Alunos aprovados no semestre 2019.2, tanto bolsistas quanto contribuintes, devem realizar matrícula por meio do vínculo no Sigaa, no menu Perfil > Ensino > Matrícula Online. Alunos bolsistas assistidos pela Proae e servidores assistidos pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) podem se inscrever nos dias 10 e 11 de fevereiro. Já os contribuintes, nos dias 12 e 13. Para mais informações, acesse o edital.

23

Jan

Nos últimos anos, diversas formas inovadoras de pagamento chegaram ao mercado. Aplicativos como o Apple Pay e o Google Pay, por exemplo, permitem que o celular substitua o cartão de crédito, facilitando que você faça pagamentos sem que tenha dinheiro ou o próprio cartão em suas mãos.

De acordo com o Business Insider, a Amazon está trabalhando para dar um passo adiante nessa tecnologia. A empresa de Jeff Bezos está desenvolvendo um sistema que utiliza apenas sua mão para efetuar pagamentos: ela é escaneada e, caso cadastrada, reconhecida por estar atrelada a uma conta ou forma de pagamento como os aplicativos citados.

Ainda não foi divulgado como o sistema funciona, mas é provável que as digitais da pessoa sejam escaneadas no momento em que ela se cadastra no sistema. Com isso, basta que o receptor do pagamento tenha uma máquina que também seja capaz de ler as impressões digitais para que a transação ocorra normalmente.

Por outro lado, a novidade também traz uma discussão importante sobre privacidade, já que os usuários do sistema estariam confiando a uma empresa privada suas impressões digitais, que poderiam ser um meio para acessar outros espaços. No Brasil, por exemplo, caixas eletrônicos utilizam leitura biométrica para acessar contas.

A Amazon já criou um sistema não parecido, mas também relacionado a formas de pagamento nos últimos anos. O Amazon Go permite que as pessoas comprem em lojas da Amazon sem a necessidade de passar por um caixa eletrônico, e pretende expandir o negócio abrindo três mil lojas até 2021. É possível que a tecnologia seja utilizada também nesses estabelecimentos.

Fonte: B9, disponível em: https://www.b9.com.br/120220/amazon-desenvolve-forma-de-pagamento-que-utiliza-apenas-a-palma-da-mao/amp/

23

Jan

O Ministério da Educação (MEC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) iniciaram o processo de compra de 7.636 bicicletas, por meio do programa Caminho da Escola. Segundo o MEC, as últimas aquisições ocorreram em 2011. As bicicletas serão usadas por estudantes, que chegam a percorrer, a pé, diariamente, 15 quilômetros para chegar à escola ou ao ponto onde passa o ônibus escolar, segundo estudos do FNDE.

“Com os veículos, o MEC tem objetivo de diminuir a evasão escolar e melhorar a qualidade do transporte escolar, principalmente em áreas rurais e ribeirinhas”, diz nota do ministério. A bicicleta estará disponível em dois tamanhos, o aro 20 e o aro 26, e vão ter quadro reforçado, selim anatômico, para-lamas, descanso lateral, espelho retrovisor, campainha e refletores. Serão ofertados também bombas manuais para encher o pneu, ferramentas e capacetes de segurança.

O programa Caminhos da Escola desde 2010 busca renovar a frota de veículos escolares no Brasil e garantir segurança e qualidade ao transporte dos estudantes. Os estados, Distrito Federal e municípios interessados em adquirir as bicicletas devem acessar o Sistema de Gerenciamento de Atas de Registros de Preço (Sigarp) do FNDE e utilizar as atas do Fundo com recursos próprios ou fazer transferência direta, via Plano de Ações Articuladas (PAR).

Com informações da Agência Brasil

23

Jan

Cerca de 70% das inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) têm sido feitas por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Segundo o Ministério da Educação, até o início da tarde, 2.095.174 inscrições foram realizadas por 1.108.434 pessoas. Cada candidato pode sinalizar o interesse em até dois cursos.

De acordo com o MEC, a lentidão no acesso ao sistema acontece em virtude da adaptação ao novo modelo adotado nesta edição. A partir deste ano, o sistema está em nuvem, fora dos servidores da pasta, para viabilizar que mais usuários possam acessar ao mesmo tempo, adaptar o portal para aparelhos mobile e economizar recursos. O sistema já registrou 7 mil inscrições por minuto.

O Sisu é a principal maneira de acessar o ensino superior público com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), divulgada na semana passada. Para participar da seleção, é obrigatório não ter zerado a redação na edição de 2019 do exame. Neste semestre, são 237.128 vagas em 128 instituições de ensino superior públicas de todo o país. A inscrição é gratuita e deve ser feita na página do participante.

Com informações da Agência Brasil

23

Jan

Cerca de 169 mil pessoas deixaram as penitenciárias do país no primeiro semestre de 2017, de acordo com os dados mais recentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Quando retornam à vida em liberdade, muitas destas pessoas se encontram desamparadas e em situação de vulnerabilidade, com dificuldades para encontrar oportunidades de trabalho e para acessar políticas públicas básicas que apoiem uma nova trajetória.

É para incidir nesse quadro que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está criando, por meio do programa Justiça Presente, o Escritório Social Virtual, aplicativo que reunirá diversos serviços e informações direcionado a esse público. Desenvolvido em parceria com o Governo do Distrito Federal e a Universidade de Brasília e com expectativa de lançamento para o primeiro semestre de 2020, o aplicativo se propõe a facilitar fluxos de informações aos egressos, em linguagem simples e direta, sobre a rede de serviços públicos aos quais podem recorrer para buscar oportunidades e inserção em políticas públicas adequadas como educação, cultura, saúde, trabalho, entre outras. Para garantir a maximização de uso, a produção do aplicativo está passando por validação com um grupo de egressos.

De acordo com o coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ, Luís Lanfredi, o aplicativo trará ao ambiente virtual parte dos serviços oferecidos nas versões físicas do Escritório Social, política fomentada pelo CNJ e atualmente presente em sete unidades da federação – . “O aplicativo se propõe a usar a tecnologia para facilitar um atendimento individualizado sobre as necessidades do egresso, considerando que cada pessoa tem uma trajetória de vida própria. Ao mesmo tempo, a ferramenta simplifica a reintegração social, poupando o egresso de estigmas e processos marcados por burocracia e restrições”, avalia.

Funcionalidades e apoio

Uma das vantagens do aplicativo é a possibilidade de apoiar a pessoa egressa enquanto ainda se encontra em cumprimento da pena, considerando a transição do regime fechado para o semiaberto, por exemplo. Nesta fase, o preso obtém o direito de pedir para deixar a prisão sem escolta por determinados períodos. Pela Lei de Execuções Penais (Lei 7.210/84 – LEP), esse tipo de saída temporária depende de autorização prévia do juiz e só pode ser solicitada para o preso visitar a família, estudar ou participar de atividades que concorram para o retorno ao convívio social.

Mesmo assim, o preso tem de cumprir critérios que serão observados pelo juiz ao avaliar a solicitação de saída temporária, que, quando concedida, estipula determinadas condições. “Quando a gente vai para o regime semiaberto, é complicado sair e ir em uma consulta, ou fazer um exame. A gente não tem liberdade para procurar, não pode procurar um médico. Na prisão (regime fechado) a gente só tinha acesso a um clínico geral”, afirma Leandro Brito, que cumpre pena em regime aberto no Distrito Federal desde abril de 2018. Com o aplicativo na mão, o homem de 39 anos poderia procurar o serviço de que precisa e anotar o local do compromisso médico na solicitação de saída temporária. O aplicativo ainda indicará serviços como albergues públicos, restaurantes populares e unidades hospitalares, postos de saúde e centros de psicossocial. Antes de ser lançado, o aplicativo passará por novas validações com participação de pessoas egressas.

Outro serviço importante que estará em formato digital é a situação processual do usuário. “Muitos presos relataram a sensação de sair ‘perdido’ da prisão, com dificuldades para entender a própria situação processual, por não entender as exigências e o trâmite burocrático para regularização da documentação e reabilitação criminal. Também relatam desconhecer seus direitos e quais órgãos públicos poderão ajudá-los nesta nova fase”, disse Pollyanna Alves, coordenadora adjunta do eixo do programa Justiça Presente responsável pelo projeto.

Caso ainda esteja cumprindo pena fora da prisão, em regime de semiliberdade ou aberto, a pessoa egressa saberá quanto tempo de pena ainda tem por cumprir no celular. Também descobrirá a quem recorrer para obter assistência jurídica gratuita – a Defensoria Pública e algumas faculdades de direito prestam o serviço sem cobrar. Leandro Brito, um dos egressos que avaliou a concepção do aplicativo, não se lembra em que data concluirá sua pena, algo que seria resolvido em poucos cliques com o aplicativo em mãos.

Embora a baixa renda da maioria da população carcerária brasileira possa parecer, à primeira vista, um obstáculo para uso do aplicativo, a dificuldade pode ser superada tomando um smartphone emprestado da mãe, da esposa ou do filho, por exemplo. “Em entrevistas com pessoas egressas, indagamos quanto à questão e muitos nos colocaram que a maior parte do público a ser atendido possui um smartphone. Um desafio é a falta de um plano de dados, motivo pelo qual o projeto pensa em pactuar parcerias com políticas de inclusão digital, já em curso pelo Governo do Distrito Federal”, afirmou Pollyanna Alves. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil possui 228,5 milhões de linhas de telefonia móvel registradas, metade pré-pago e metade pós-pago.

Mundo do trabalho

Uma outra frente trabalhada no aplicativo são opções de educação e empregabilidade para o egresso, com reunião de informações sobre rede de ensino, cursos profissionalizantes gratuitos e dicas de atuação no mundo do trabalho. “A principal dificuldade relatada na vida pós-prisão é a adequação ao mercado de trabalho, situação que acaba agravada pela falta de emprego que atinge o país em geral. Por isso, estamos firmando parcerias para cursos de qualificação profissional gratuitos, bem como para a produção de vídeos explicativos sobre como se comportar no ambiente corporativo, em uma entrevista de emprego, por exemplo”, diz Pollyanna Alves.

Além do estigma que envolve a passagem pelo sistema prisional, os egressos também enfrentam desafios de colocação profissional resultantes da baixa escolaridade. Metade deles (51,3%) não têm o ensino fundamental, de acordo com os dados mais recentes do Depen, referentes a junho de 2017. Quanto à experiência profissional, a prisão não melhorou as chances de emprego, embora a LEP assegure à população prisional direito ao trabalho. Apenas 17,5% dos 726 mil brasileiros presos tiveram alguma atividade laboral na prisão. Mesmo assim, 57,8% deles não recebiam por isso, ao contrário do estabelecido em lei.

Justiça Presente

O programa Justiça Presente foi iniciado em janeiro de 2019, resultado de parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública para abordar problemas estruturais no sistema prisional e no sistema socioeducativo. A ressocialização é um dos quatro eixos do programa, que também trata dos problemas do superencarceramento, do sistema socioeducativo e da modernização da execução penal em todo o país.

22

Jan

A curta temporada do espetáculo Meu Seridó na Caixa Cultural rendeu indicação ao Prêmio Botequim Cultural de Teatro. Meu Seridó, dirigido por Cesar Ferrario, está concorrendo na categoria melhor direção da 8º edição do Prêmio Botequim Cultural. A peça retrata o sertão potiguar e percorreu 46 cidades brasileiras no ano passado. 

O processo de votação popular, para a escolha dos vencedores está aberto até o dia 10 de fevereiro. Para votar é só clicar no link abaixo e preencher o formulário de votação: http://botequimcultural.com.br/8o-premio-botequim-cultural-votacao-final/

 

22

Jan

Três dos cinco maiores jornais do País registraram crescimento na média da circulação do ano de 2019. Dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC) apontam que, no ano passado, a média das circulações da Folha de S.Paulo, O Globo e Super Notícia cresceu na comparação com a média anual de 2018.

Líder no segmento do País, a Folha registrou uma média mensal de 328.438 exemplares de acordo com o IVC. O número representa um aumento de 6,4% na comparação com a circulação registrada pela Folha no ano anterior. Para esse cálculo, o IVC considera a soma dos dados de circulação impressa com os de circulação digital.

Segundo colocado no ranking, o Globo registrou um aumento de 7,2% na circulação geral, em comparação com 2018, alcançando o número de 323.172 exemplares. O Super Notícia, de Minas Gerais, também ampliou sua circulação em 2019, alcançando uma média de 193.105 (3,1% superior à registrada em 2018).

Embora o Estadão tenha registrado uma ligeira queda de 0,8& na média geral de circulação em 2018, o veículo também cresceu quando se analisa somente a parte de assinaturas digitais. Nesse meio, o jornal viu sua circulação subir 5,5% em 2019 na comparação com o ano anterior.

O Zero Hora, de Porto Alegre, também teve um recuo em sua média geral de circulação (impresso + digital), que passou de 181.183 exemplares em 2018 para 163.594 no ano passado.

Fonte: Meio & Mensagem, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/01/21/circulacao-dos-maiores-jornais-do-pais-cresce-em-2019.html

22

Jan

Deu no Meio & Mensagem

A Ambev é a líder isolada do ranking de anunciantes mais punidos no Conar em 2019. O levantamento é elaborado pelo nono ano consecutivo por Meio & Mensagem, com base nas informações publicadas pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária em seu site.

Das dez condenações da Ambev, oito foram por ações envolvendo a cerveja Skol, uma da marca Brahma e uma de Stella Artois. No ano passado, o ranking das empresas mais punidas pelo Conar foi liderado pela Divcom Pharma, LG e Nestlé, sendo que naquele ano cada uma dessas quatro empresas foi condenada três vezes.

No levantamento relativo a 2019, os fabricantes de bebidas alcoólicas ocupam quatro das seis posições — considerando anunciantes que tiveram, pelo menos, três punições. Após a Ambev, o ranking segue com Coca-Cola, Claro e Diageo, com quatro condenações cada, e Heineken e Missiato, com três.

Assim como nos últimos anos, boa parte dos processos julgados pelo Conar são de ações comerciais feitas em redes sociais por influenciadores. Em 2019, dois processos da Ambev envolveram a cantora Anitta. Em março, a Skol parecia nos Stories feitos pela cantora em sua festa de aniversário. E em outubro, em nova postagem feita pela cantora, o cantor abriu outro processo para avaliar a postagem da bebida Skol Beats, 150 BPM, feita em parceria com Anitta, que pouco antes havia sido nomeada head de criatividade e inovação da marca. Veja, abaixo, o ranking dos anunciantes mais penalizados, elaborado pela quantidade de processos que resultaram em condenações:

Ambev – 10 condenações
Três das condenações da Ambev envolvem a cantora Anitta. Em duas, a decisão foi por sustação das peças veiculadas em redes sociais, com advertência ao anunciante e à artista. A postagem com o texto “Em homenagem ao funk, a nova Beats é 150 BPM, porque é mais acelerada do que todas as Skol Beats que vocês já viram” foi punida pela aparição em veículo dirigido a público predominantemente jovem. O segundo caso é parecido, com publicação de foto em que ela bebe diretamente de uma lata de Skol, novamente sem frase recomendando consumo responsável e sem explícita identificação publicitária. Além de Anitta, a Ambev também recebeu punições pela campanha “Puro Malte”, que brincava com o tema das fake news, um comercial em animação veiculado na internet e criado para Skol pela F/Nazca S&S. Outro pedido de alteração, mas desta vez agravado por advertência, foi motivado por ação de Skol nas redes sociais que associavam a cerveja ao grupo sul-coreano de k-pop BTS, com uso do título “BTS – Bora Tomar uma Skol”. A reprovação se deve ao forte apelo da banda junto ao público infanto-juvenil. Também com recomendação de alteração e advertência aos anunciantes, terminou processo envolvendo a Ambev, sua agência Score Group e a Gol Linhas Aéreas, pela promoção “Gol por preço de Brahma”, com passagens anunciadas a R$ 3,90, que causou pane no site da empresa aérea, o que levou muitos consumidores a questionaram a veracidade da ação. Em outros três casos, anúncios em mídia exterior foram reprovados por infringirem as regras do Conar, que recomendam que, neste meio, a publicidade de bebidas alcoólicas deve se limitar à exibição do produto, sua marca, slogan e frase de advertência sobre consumo responsável. E, finalmente, terminou com pedido de alteração, a divulgação de um serviço de delivery nas redes sociais, criada pela Bullet para Skol, com o título “SOS Skol – Apertou, chegou, maratonou”. O Conar solicitou a inclusão de explicação mais precisa sobre o acesso ao serviço, que se faz mediante um app.

Claro – 4 condenações
A operadora de telefonia sofreu quatro pedidos de alteração, um deles com advertência. Neste último caso, em decorrência de desconformidade da cobrança recebida em relação ao preço de R$ 79,00 por 35 megas por mês, anunciado na internet. Os outros três casos de alteração envolveram a publicidade de ligações ilimitadas (em que havia cobrança de “taxa de deslocamento”), o acesso ao conteúdo de revistas oferecido como complemento ao serviço de telefonia (na verdade, restrito a alguns planos) e a liderança em velocidade com fibra ótica. Antes do julgamento, o Conar realizou reunião de conciliação entre a Claro e a Vivo, que fez a reclamação, mas o encontro não resultou em entendimento.

Coca-Cola – 4 condenações
Uma das condenações com pedido de alteração da Coca-Cola se deu por postagem nas redes sociais feita pela cantora Anitta, sem a informação de que se tratava de publicidade. O anunciante reconheceu o equivoco e a cantora acrescentou a identificação à postagem. Outro caso terminou com pedido de alteração na embalagem de Guaraná Kuat 220 ml que destaca “nova receita com 37% menos açúcares”, no sentido de deixar claro se ficou mais saudável ou apenas mudou de categoria em função da concorrência. Anúncio em mídia exterior de Coca-Cola Café, com o título “Gás extra para virar a noite jogando”, ilustrado por foto de crianças jogando vídeo game, teve pedido de sustação pela mensagem propor inadequadamente o consumo excessivo do produto, condenando também a veiculação próxima a escolas. A quarta condenação envolve a campanha “O poder das sementes”, de Ades, e a Twogether Produções Artísticas, e teve pedido de alteração agravada por advertência ao anunciante, ainda não detalhado no site do Conar.

Diageo – 4 condenações
Todas as quatro condenações da Diageo se deram por anúncios em mídia exterior. Peça com o título “Celebre com o novo drink Johnnie Highball”, teve pedido de sustação por infringir quatro itens do Código. Mensagem de Smirnoff Ice foi punida com pedido de alteração por usar ilustração de um skate, que remete a tema de interesse de crianças e adolescentes, o que extrapola as recomendações para publicidade de bebidas alcoólicas. Anúncio do Old Parr, com o título “O whisky 12 anos mais vendido do Brasil”, foi sustado por conter texto que não é o slogan do produto. E campanha de Johnnie Walker foi julgada por não publicar frase de advertência sobre consumo responsável, terminando com pedido de alteração.

Heineken – 3 condenações
Duas condenações ocorreram por veiculações em mídia exterior que excediam a recomendação de que a publicidade de bebidas alcoólicas se limite, neste meio, à exibição do produto, sua marca, slogan e cláusula de advertência, sem apelo de consumo. O caso da marca Amstel teve pedido de sustação, agravada por advertência, e o da cerveja Schin com a cantora Ivete Sangalo, de sustação. O anunciante foi advertido em outra ocasião pela ausência em áudio da frase de advertência, recomendando consumo moderado do produto, em vídeo da Heineken nas redes sociais.

Missiato – 3 condenações
O anunciante foi punido três vezes com sustação, agravada por advertência, por ações da marca de bebidas alcoólicas Corote. Postagem nas redes sociais que mostram imagens de jovens ingerindo o produto foi condenada por ausência de mecanismo seletivo de acesso e de frase recomendando consumo responsável do produto, uso de imagens que remetem ao universo infanto-juvenil e incentivo ao consumo exagerado. A fabricante alegou não ter sido responsável pelos anúncios, sendo apenas uma empresa presente nos eventos promocionais da bebida. Em outra veiculação nas redes sociais, nova ausência de mecanismo de acesso seletivo, alusão a temática infantil, mostrando pessoas que não aparentam ter 25 anos ou mais de idade e frase de advertência de difícil leitura. A terceira condenação foi motivada por post feito pelo influenciador digital Cocielo, com ausência de ferramenta que limite o acesso de menores de idade, frase recomendando consumo responsável e informação de que se trata de publicidade. Marca e influencer disseram que a postagem era um agradecimento do blogueiro por presente recebido.

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2020/01/22/marcas-de-bebidas-lideram-punicoes-do-conar-em-2019.html