Tecnologia

13

Ago

Amazon quer monitorar teclados e mouses dos funcionários para evitar vazamentos de dados

De acordo com um documento interno da Amazon obtido pela Motherboard, a empresa de Jeff Bezos pretende monitorar como seus funcionários usam teclados e mouses. Como explica a reportagem da Vice, a justificativa da companhia é que o monitoramento seria feito a fim de evitar vazamentos de dados dos clientes.

Segundo o relatório, a Amazon deve usar ferramentas de licenciamento de uma empresa chamada BehavioSec. Na página da empresa sobre o software, ela explica que o mesmo “não depende de informações de identificação pessoal ou outros dados estáticos”. A BehvioSec usa “biometria comportamental” para gerar um perfil de como alguém digita e usa um computador. O software, então, utiliza esse perfil para verificar se um hacker não comprometeu o dispositivo de um funcionário, por exemplo. O site da BehavioSec também lista algumas empresas que já usariam o sistema, como Cisco e Deutsche Telekom.

No documento interno, a Amazon afirma que precisa desse software para combater ameaças à segurança da empresa, e aponta quatro casos em que sua equipe de segurança identificou incidentes nos quais alguém se passou por um agente de serviço da empresa para obter dados de clientes. “Temos uma lacuna de segurança porque não temos um mecanismo confiável para verificar se os usuários são quem afirmam ser”, diz o relatório.

A Amazon também se diz mais preocupada com sua segurança interna desde que o trabalho remoto foi amplamento adotado na empresa devido à pandemia, e aponta vários cenários hipotéticos contra os quais deseja se proteger, incluindo um em que um funcionário do atendimento ao cliente se esquece de bloquear o computador e um “roommate” rouba os dados da empresa.

A Amazon ainda não comentou oficialmente sobre as implicações éticas de monitorar os funcionários dessa forma.

Fonte: Portal B9, disponível em: https://www.b9.com.br/148970/amazon-quer-monitorar-teclados-mouses-funcionarios/

13

Ago

Centro de aprendizado em ciência e tecnologia, Robô Ciência inaugura nova sede e dobra capacidade de alunos

Um espaço amplo, moderno, com área verde, mais equipado e com estrutura preparada para desenvolver o conhecimento e novas habilidades em crianças e adolescentes. É com essa proposta que a escola Robô Ciência, um dos principais centros educacionais de robótica do país, vai dobrar sua capacidade de receber alunos ao entregar sua nova sede, neste mês de agosto, em uma localização privilegiada, no bairro do Tirol, em Natal. 

A nova sede da Robô Ciência vai contar com laboratório, espaço para exposição de projetos e seis salas de aula, com estruturas de bancadas, totalmente equipadas com ferramentas, instrumentos de uso robótico, máquinas e peças de mecatrônica, para estimular o ensino “mão na massa”. 

As salas foram planejadas levando em conta a metodologia Steam Education, que reúne Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. 

“É uma metodologia integrada com o objetivo de formar crianças e adolescentes em diversos conhecimentos, desenvolvendo competências, habilidades e novos valores juntamente com os assuntos abordados, preparando os alunos para superar os desafios e resolver problemas”, resumiu o professor Alexandre Amaral, especialista em robótica educacional e diretor da escola. 

Aprendizado dos 3 aos 18 anos

A nova sede vai dobrar a capacidade de alunos a cada turno. O prédio tem uma estrutura ampla e moderna, com cerca de 600 m² de área total e uma área verde de 100 m², que vai proporcionar mais conforto e comodidade para os alunos e a família, além do contato com a natureza. O local também obedece às regras de acessibilidade estabelecidas na legislação, para se adaptar à realidade de todos que queiram desfrutar do ensino da robótica. 

“Nesse novo espaço, a escola vai proporcionar um aprendizado ainda melhor da ciência e da tecnologia, para crianças a partir de 3 anos de idade até jovens de 18 anos. É um ensino mais lúdico e concreto, que valoriza a cultura maker, preparando esses estudantes para o mundo”, destacou Amaral. 

A inauguração acontece no próximo dia 17 de agosto, a partir das 18h, em uma cerimônia restrita a convidados e seguindo todos os protocolos de segurança. A nova sede da escola Robô Ciência fica localizada na avenida Ruy Barbosa, 935, no Tirol, em uma região central da cidade e próximo a outros grandes complexos educacionais. 

A escola Robô Ciência

Com mais de 10 anos de existência, a Robô Ciência é uma escola genuinamente potiguar que já está presente com seu método de ensino em mais de 100 escolas no Brasil, ajudando a transformar o conhecimento de mais de 50 mil alunos. 

A Robô Ciência é apaixonada por educação tecnológica para crianças e adolescentes. Por meio de projetos de robótica adequados para cada nível de ensino, a metodologia utilizada incentiva os alunos a questionarem e investigarem os problemas propostos, fazendo com que trabalhem de maneira lúdica, participativa, criativa e colaborativa, em busca de soluções.

10

Ago

Laboratório abre vagas para formação tech exclusiva para mulheres

A Laboratória, empresa de gestão educacional, abriu vagas para a 7° edição do seu programa de formação em programação front-end exclusivo para mulheres. O curso, que será em formato bootcamp – treinamento intensivo com seis meses de duração –, tem cerca de 750 empresas como apoiadores e participante do banco de talentos da plataforma, entre elas estão os gigantes Facebook e Google.

O programa também facilita a compra do curso para mulheres que possuam dificuldades financeiras, possibilitado o pagamento parcial da formação somente quando estiverem devidamente empregadas.

As inscrições começaram em julho e vão até outubro deste ano, podendo serem feitas por aqui.

Para se inscrever não é necessário experiência prévia em tecnologia, no entanto, é preciso se encaixar nos seguintes termos:

- Ser mulher;

- Ter disponibilidade para frequentar o curso 5x por semana;

- Ser maior de 18 anos;

- Viver em território nacional;

- Ter ensino médio completo e;

- Não estar cursando uma universidade durante o bootcamp.

A iniciativa da Laboratória já capacitou mais de 2 mil alunas da América Latina, em países como Chile, Colômbia e México.

As participantes tiveram um aumento de renda de cerca de 2,57 vezes quando comparado ao período anterior à formação no curso. No Brasil, mais de 90% delas conseguiram uma vaga na área de tecnologia após o programa, sendo que, antes do programa, 60% estavam desempregadas.

O programa visa capacitar mulheres para área de tecnologia que, de acordo com dados do IBGE, são minoria dentro do setor, alcançando apenas 20% das vagas.

Para a companhia, o objetivo é “contribuir para uma economia digital diversa, inclusiva e competitiva, que abra oportunidades para que cada mulher desenvolva seu potencial e para que, dessa maneira, possamos transformar o futuro da América Latina.”

Fonte: Olhar Digital, disponível em: https://olhardigital.com.br/2021/08/10/pro/laboratoria-abre-vagas-para-formacao-tech-exclusiva-para-mulheres/

9

Ago

Summit Internacional de Inovação abre período de inscrições

Já estão abertas as inscrições para o Summit Internacional de Inovação, promovido pelo Sebrae no Rio Grande do Norte e instituições que fazem parte da Rede Internacionaliza RN, que vai acontecer no período entre os dias 17 e 20 deste mês. O evento visa contribuir para que pequenas empresas e startups potiguares e de outros estados estejam preparadas para levar soluções criativas, inovadoras e com escalabilidade ao mercado internacional. A programação vai reunir diversos especialistas renomados do ecossistema inovador do Brasil e de outros países. O evento será inteiramente online e gratuito. Inscrições pelo https://material.rn.sebrae.com.br/summit-internacional-de-inovacao-2021

Evento é co-produzido pelo Instituto Metrópole Digital (IMD-UFRN), FIERN, Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimneto Econômico (Sedec), Prefeitura de Natal e Rede Potiguar de Incubadoras e Parques Tecnológicos (Repin), juntamente com a Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil-Portugal. A ideia é concentrar esforços para criar um ambiente virtual de aprendizagem, trocar experiências e conhecimento para incentivar o desenvolvimento do ecossistema de inovação do Rio Grande do Norte, com foco no mercado internacional.

Durante a abertura do Summit Internacional de Inovação, será discutida a integração digital dos ecossistemas de inovação, PotiguarUP, e a realização de um painel com representantes de hubs de inovação de Portugal (Espaço de Cowork Lisboa-Cascais), do Brasil (Impact Hub de Florianópolis e Jerimum Valley do RN) e de outros países da Europa (BETA-i). Esse último se trata de um grupo europeu na área de inovação colaborativa em programas de inovação aberta e de aceleração corporativa. Toda a programação deste primeiro dia será voltada exclusivamente para gestores de entidades ligadas aos ecossistemas de inovação.

O público em geral, no entanto, tem motivos de sobra para participar do evento. Um deles é a reunião de diversas personalidades reconhecidas no meio do empreendedorismo digital do Brasil, discutindo e trocando conhecimento para que startups em diferentes estágios cheguem ao mercado global de forma competitiva. Já estão confirmados nomes, como Rodrigo Geammal, Maria Inês Cabral, Valter Pereira, Renata Ramalhosa, Filipe Silveira, Nathália Grizzi, Rosângela Villa-Real, João Machado, Maíra Rodrigues e Larissa Oliveira. Os especialistas vão discutir, ao longo da programação, os requisitos e exigências necessárias para que pequenas empresas, startups e empresas de base tecnológica possam decolar no mercado global, tendo a inovação e a criatividade como base para solucionar problemas e o marketing digital como vitrine para esse processo de expansão.

O evento deve atrair empreendedores, atores do ecossistema de inovação dos estados, gestores de incubadoras e de parques tecnológicos, desenvolvedores, estudantes e interessados em tecnologia, inovação, criatividade e negócios. Isso porque o Summit Internacional de Inovação foi idealizado para fortalecer o ecossistema inovador do país e prepará-lo para ganhar o mercado global como resposta aos desafios do cenário econômico atual gerado pela pandemia. Por isso, a programação foi estruturada para dialogar com as comunidades de startups, apontando direções para os entraves e as oportunidades existentes nesse contexto mundial.

9

Ago

Estudo: 37% das crianças e adolescentes estão jogando videogame ou celular com mais frequência do que antes da Covid-19

De acordo com uma pesquisa, feita pela Fundação Lemann em parceria com o Instituto Natura, 10% das crianças e dos jovens passam o dia na casa de outras pessoas, metade deles na residência dos avós. Dos 90% que ficam na casa de seus responsáveis (pai, mãe, madrasta e/ou padrasto), 14% permanecem sozinhos no local ou apenas com irmãos, sem adultos responsáveis.

O estudo “Onde e como estão as crianças e adolescentes enquanto as escolas estão fechadas?” também mostrou que a rotina de atividades em casa mudou: 37% das crianças e adolescentes estão jogando videogame ou celular com mais frequência do que antes da covid-19 e 43% aumentaram as horas de TV.

Outro dado importante mostrou que 6% dos jovens entre 7 e 18 anos estão trabalhando, sendo maior o percentual entre os pretos (10%). Do total de jovens trabalhando, 60% começaram em 2021 e 74% são meninos. A idade média é de 16 anos, sendo que 9% têm entre 11 e 14 anos, 68% entre 15 e 17 anos e 23% têm 18 anos.

Entre as crianças e adolescentes entrevistados, 75% disseram que sentem falta das aulas presenciais ou de algum professor e 60% sentem falta do convívio social e dos amigos. Aqueles que acreditam que terão o futuro prejudicado devido à pandemia são 66%. Pelo menos 40% sonhavam com profissões antes da pandemia e agora esse percentual é de 37%. Para 17%, o principal sonho agora é o de que a pandemia acabe.

A pesquisa mostrou que 3% das crianças e adolescentes não estão matriculados na escola. Desses, 32% afirmaram não estar na escola por conta da pandemia e outros 32% afirmaram não encontrar vaga na rede pública de ensino. Além disso, 62% das crianças fora da escola têm entre 4 e 6 anos. Os estudantes que estão fazendo as tarefas recebidas são 92%, com 89% dos pais dizendo que acompanham as atividades feitas pelas crianças e adolescentes na escola e nas aulas on-line.

Fonte: Agência Brasil

9

Ago

Pesquisa: setor de celulares dobráveis deve crescer em 10 vezes até 2023

O mercado de smartphones dobráveis, tanto na modalidade Fold (passando de um tablet para um celular quando fechado) quanto na Flip (mais portátil, com metade do tamanho ao ser dobrado), ainda é um segmento de nicho. Mas o segmento pode dar o primeiro salto significativo em números até 2023, segundo um novo relatório da empresa de consultoria Counterpoint Research.

O documento cita que a divisão deve chegar a 9 milhões de modelos enviados para venda em 2021, especialmente com o lançamento dos modelos Galaxy Z Fold 3 e Galaxy Z Flip 3, da Samsung. Entretanto, esse deve ser o último ano em que as vendas ficarão abaixo das dezenas de milhões.

A expectativa, segundo o relatório, é de que este ano seja um aumento de três vezes em relação aos envios de 2020, mas entre o ano anterior e 2023 o crescimento será de 10 vezes.Deste total, a Samsung deve continuar liderando o setor disparada, com até 75% da fatia de mercado.

Uma possível entrada da Apple, entretanto, pode fazer a briga ficar mais acirrada. A eventual chegada da Maçã, que atualmente testa protótipos de modelos dobráveis e pode levar mais três anos para um lançamento, fortaleceria não apenas a venda desses modelos, mas também melhoraria a capacidade das fábricas de atenderem a esse tipo de pedido.

Esse é um dos fatores que precisa mudar para que os dobráveis sejam mais populares: uma redução no custo de fabricação, para que algumas marcas consigam deixar os modelos mais acessíveis ao consumidor. Os novos dobráveis da Samsung serão revelados em 11 de agosto deste ano.

Fonte: Tecmundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/dispositivos-moveis/222672-setor-celulares-dobraveis-deve-crescer-10-2023.htm

9

Ago

Alunos criam aplicativo para melhorar experiência sensorial de surdos

Um grupo de alunos da Escola de Inovadores desenvolveu um aplicativo para proporcionar uma experiência sensorial aos portadores de deficiência auditiva. Utilizando uma programação de inteligência artificial o aplicativo Feel the Music (FTN, sinta a música, em tradução livre), capta os sons que estão sendo emitidos e faz o aparelho de telefone celular vibrar no ritmo desses sons, em tempo real.

Segundo os idealizadores do projeto, a ideia nasceu em um hackathon que tinha a proposta de encontrar ideias inovadoras para o mercado da música. O FTM ficou em terceiro lugar na competição que aconteceu em 2020. Em seguida o projeto foi inscrito na edição do primeiro semestre de 2021 da Escola de Inovadores da agência Inova CPS, quando se transformou em startup e foi selecionado para a Vitrine Inova CPS.

O Inova CPS é um curso de extensão online e gratuito do Centro Paula Souza (CPS), que ensina os participantes a transformarem ideias inovadoras em startups. Os idealizadores do FTM, Rafael Zinni Lopes, Ricardo Teruaki Fujikawa e Victor Dias de Oliveira contam que durante o curso entenderam qual seria a capacidade de abrangência da ideia.

“Percebemos que o aplicativo poderia ser usado para levar acessibilidade não só para os aplicativos de música, mas também para transmissões de streaming e canais de vídeos, como Netflix e YouTube. Muitos desses canais mantêm apenas legendas como forma de acessibilidade e temos conhecimento de que muitas pessoas com deficiência auditiva não sabem ler, então, não são devidamente incluídas nesse mercado”, explicou Zinni.

Internet Aplicativos de mensagem

Segundo Zinni, o aplicativo é destinado tanto para pessoas que não sabem libras nem escrita, sabem libras mas não escrevem, sabem libras e sabem escrever. Com o FTM é possível criar um estímulo a mais para que a pessoa com deficiência auditiva sinta a vibração das letras para aprender a escrever.

"O app é importante para pessoas que lutam por acessibilidade no Brasil e nós estamos aqui como um auxílio para eles. Podemos pegar qualquer aplicativo que tenha como base e fazer a tradução para a vibração e assim a pessoa sentir a emoção da música vibrando. Os resultados têm sido positivos entre aqueles que testaram".

Zinni explicou que a solução está sendo desenvolvida com Interface de Programação de Aplicativos (APIs) em Python, voltado para banco de dados e uma API que traduz o som de maneira diferente do React.JS, também usado para o desenvolvimento do aplicativo. “O React é usado para trabalhar a interface que hoje se assemelha a um Ipod”, disse.

A solução será liberada inicialmente para dispositivos com sistema Android, para que tenha maior abrangência e atinja pessoas que não têm poder aquisitivo alto.

O professor da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Ribeirão Preto, Adriano Buzoli, um dos orientadores do time, explicou que, além das mentorias e dos conteúdos estudados, o curso ofereceu aos alunos a oportunidade de contato com profissionais especialistas no mercado.

“Criamos um elo com mentores voluntários focados em trabalhos com linguagem de programação, marketing e branding. Assim, os estudantes conseguiram tirar dúvidas, foram aprimorando novas versões do produto e puderam chegar ao modelo atual, que está muito próximo do que será lançado ao mercado. Trabalhamos muito também sobre a viabilidade economia, o posicionamento de marca do FTM e tivemos consultoria para a identidade visual. Esse estágio do projeto é crucial para as próximas etapas, como a Vitrine CPS”.

O projeto foi selecionado pela Vitrine Inova SP, que reúne os 50 melhores projetos da Edição da Escola de Inovadores. Os selecionados são conhecidos e avaliados por mentores, investidores e possíveis parceiros. Os dez mais avaliados da etapa participam do Acelera Inova CPS.

Fonte: Agência Brasil / Foto: Marcello Casal Jr

3

Ago

Pesquisa aponta que 86% dos brasileiros têm muito ou algum receio de ter informações pessoais fraudadas na web

Cerca de 86% dos brasileiros têm muito ou algum medo de serem vítimas de violações ou fraudes com os seus dados pessoais. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com 3 mil pessoas em todo o Brasil. No estudo, somente 13% expressam pouco ou nenhum receio de golpes virtuais. Além disso, para 56% das pessoas ouvidas, os riscos de compartilhar informações pessoais com organizações são maiores do que os benefícios oferecidos. O levantamento foi realizado em junho deste ano. 

O estudo também mostra algumas atividades ou situações que os entrevistados apresentaram como mais vulneráveis ao acesso a dados individuais. Compras on-line (35%) e sites em geral (33%) foram os mais citados. Além desses, pesquisas virtuais sobre “termos de uso” em sites de busca (23%) e serviços bancários (21%) também foram descritos como situações suscetíveis a fraudes.

A mesma pesquisa indica que, entre os entrevistados, não houve consenso sobre o papel da tecnologia: 49% afirmaram que o avanço da tecnologia facilita a violação de dados; já 46% disseram acreditar que os recursos tecnológicos auxiliam na segurança das informações privadas. Segundo o coordenador de Data Center e Administração de Redes do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), Elton Vinicius Rauh, atualmente, é muito difícil alguém não se expor na internet. “Nós nunca estamos 100% seguros, por isso temos que ter conhecimento sobre o que vamos acessar. Você pode ter o melhor antivírus, mas um deslize e suas informações já caem nas mãos de terceiros e, nesse caso, não há como prever o que pode acontecer. Hoje, se você colocar o seu nome completo no Google, por exemplo, provavelmente vai ver algum dado seu lá”, comenta. 

O levantamento da Febraban também aponta que 76% dos brasileiros estão preocupados em como as organizações e empresas utilizam os dados coletados dos usuários. Além disso, para 59%, a privacidade se tornou uma utopia, pelo fato de as instituições terem acesso, de alguma forma, às informações de todos que navegam por ambientes virtuais. Somente 37% das pessoas ouvidas acreditam que os dados pessoais só são usados com autorização. 

De acordo com o coordenador do ICI, com o desenvolvimento tecnológico, existem diversos tipos de ataques cibernéticos. Entretanto, é uma obrigação das empresas estarem regulamentadas segundo a Lei Geral de Proteção de Dados. “É dever das instituições proteger as informações particulares de cada cliente. Já houve muitos casos de dados vazados por empresas. Para evitar essa situação, toda organização precisa assegurar que os dados dos usuários não serão violados, perdidos ou divulgados”, afirma. 

Cuidados com informações pessoais

Para garantir a segurança dos seus dados pessoais, Elton recomenda nunca abrir e-mails de contatos desconhecidos e conferir se o endereço eletrônico é mesmo de alguém de confiança. É também necessário se atentar aos detalhes do link em que estão sendo inseridos seus dados. O coordenador do ICI orienta a armazenar senhas e informações em um banco de dados particular (cofre de senhas) e nunca acessá-los em computadores públicos, além de ativar a verificação em duas etapas nas redes sociais e em todos aplicativos que dispuserem dessa tecnologia.

30

Jul

Nova tecnologia promete melhor resultado terapêutico para tratamento de picadas

Com o tempo chuvoso, redobram-se os cuidados para evitar acidentes com animais peçonhentos, como serpentes e escorpiões, animais cuja picada injeta veneno que produz nas vítimas não só efeitos locais, que incluem dor, edema, hemorragia local e até necrose, como também efeitos sistêmicos, que incluem choque, distúrbios na coagulação sanguínea, alterações cardiovasculares e hematúria.

Cientista com larga atuação na área, Matheus de Freitas Fernandes Pedrosa explica que a principal forma de combate é o soro antiveneno, amplamente disseminado na prática médica. Contudo, por sua natureza, o produto apresenta algumas limitações, tais como incapacidade de reverter efeitos locais, eficiência somente até determinado tempo após a picada, risco de reações imunológicas, difícil armazenamento e custo elevado. Pensando nisso, o cientista coordenou uma pesquisa que resultou em uma alternativa terapêutica para o tratamento de envenenamentos por animais peçonhentos.

“Sabemos de limitações do soro antiofídico quanto aos efeitos no local da picada, o que é um fato preocupante, uma vez que a falta de controle da progressão dos efeitos locais descritos pode resultar em sequelas permanentes, incluindo até amputações. Por causa disso, investimos esforços no desenvolvimento de formulações semissólidas – géis – com o objetivo de aplicar o produto diretamente no local da picada – o que acreditamos poder ser uma alternativa mais acessível e rápida de tratamento antiofídico que poderia, por exemplo, servir para que o paciente ganhe tempo até chegar ao centro de referência mais próximo – ou após a soroterapia como um complemento, para diminuir o risco de sequelas”, explicou o professor do Departamento de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O ineditismo da nova tecnologia garantiu a concessão da carta-patente para a invenção no último dia 20 de julho, sob a denominação Processo de obtenção de extratos, frações, compostos isolados e composições farmacêuticas de plantas Jatropha gossypiifolia, Jatropha mollissima e Jatropha curcas e sua aplicação no tratamento de envenenamentos por animais peçonhentos.

As espécies Jatropha citadas no título são popularmente conhecidas por pinhão-roxo, pinhão-bravo e pinhão-manso, respectivamente, e vêm sendo estudadas na UFRN pelos grupos do Laboratório de Tecnologia e Biotecnologia Farmacêutica (TecBioFar) e pelo Grupo de Pesquisa em Produtos Naturais Bioativos (PNBio) com relação aos seus efeitos inibitórios sobre os efeitos tóxicos de venenos de serpentes e escorpiões. Contudo, os estudos estão mais avançados contra venenos de serpentes do gênero Bothrops, as famosas jararacas, as quais, não por acaso, são responsáveis por cerca de 90% dos acidentes não só aqui no Brasil, mas na América Latina de uma forma geral.

Juliana Félix da Silva realça os efeitos promissores identificados contra os efeitos inflamatórios, hemorrágicos e miotóxicos das jararacas, com os extratos administrados por via oral. Atualmente professora substituta na Universidade, ela atuou na época em todas as etapas do trabalho, tanto atividades farmacológicas quanto etapas químicas.

“A partir de modelos experimentais, observamos que o produto pode ser o que chamamos de um coquetel perfeito para a toxicidade local e sistêmica dos envenenamentos. Além disso, identificamos que, ao associarmos os géis que desenvolvemos com o soro antiofídico, a associação apresentou melhor eficácia inibitória dos efeitos locais do envenenamento do que o soro antiofídico sozinho na maioria dos modelos experimentais. Assim, é enorme o potencial dos nossos produtos, e torcemos para que esses géis que desenvolvemos possam se tornar, em um futuro próximo, após realização dos ensaios clínicos necessários, produtos fitoterápicos disponíveis para a população e que, com isso, possamos melhorar o quadro epidemiológico de acidentes por animais peçonhentos no nosso país”, avalia.  

Além dos dois, compõem o grupo de inventores Silvana Zucolotto e Yamara Arruda, em uma pesquisa que envolveu os programas de pós-graduação em Ciências Farmacêuticas, em Bioquímica e em Desenvolvimento e Inovação Tecnológica em Medicamentos. Em sua essência, a invenção patenteada refere-se à obtenção de extratos, frações e compostos bioativos extraídos de espécies vegetais Jatropha gossypiifolia, Jatropha mollissima e Jatropha curcas, bem como de composições farmacêuticas, com aplicação inédita no tratamento de envenenamentos provocados por animais peçonhentos, com capacidade para auxiliar direta ou indiretamente no tratamento do envenenamento, agindo de forma complementar à soroterapia antiveneno atualmente existente.

Tecnicamente, o termo “animais peçonhentos” refere-se, entre outros exemplos, a serpentes, escorpiões, lacraias, aranhas, abelhas, lagartas e vespas, os quais podem ter suas atividades tóxicas neutralizadas por extratos e compostos extraídos de plantas, como é o caso da tecnologia patenteada pelo grupo da UFRN. Matheus Pedrosa salienta que aspectos como a facilidade de aplicação, o menor custo e a boa eficácia detectada quanto aos efeitos locais, posicionam o produto fitoterápico antiofídico desenvolvido como uma interessante alternativa para complementar a soroterapia atual.

Tomemos o caso dos escorpiões. No Brasil, os acidentes provocados por esses animais são a segunda maior causa de intoxicação humana, ficando atrás apenas dos medicamentos. A picada produz desde efeitos locais, como intensa dor local, parestesia e edema, que podem evoluir, nos casos mais graves, para efeitos sistêmicos, que incluem alterações cardiovasculares, edema pulmonar, choque, hipertensão arterial e morte. O escorpionismo se torna um problema ainda mais grave pelo fato de o escorpião ser um animal cujo habitat é próximo às residências, fazendo com que a população esteja ainda mais vulnerável.

“Outro exemplo são os acidentes por jararacas, com altos índices de amputações de membros justamente devido à necrose tecidual envolvida, que pode ocorrer, em parte, por demora no recebimento do soro antiofídico específico e baixa resposta desse produto quanto aos efeitos locais. Os nossos produtos podem agir tanto sobre os efeitos locais quanto os sistêmicos, porém, destacamos aqui essa sua aplicação na reversão desses efeitos locais que levam a tantos casos de amputações de membros”, pontua Pedrosa.

Uma curiosidade que demonstra parte da relevância da composição desenvolvida é que a Organização Mundial da Saúde incluiu recentemente os acidentes provocados por serpentes venenosas como uma doença tropical negligenciada. Em cerca de 5% desses acidentes, as pessoas desenvolvem um quadro infeccioso caracterizado por sintomas como náuseas, vômitos, sudorese profusa e até acometimento cardiorrespiratório, levando a edema agudo de pulmão e choque, não raro resultando em morte.

O que há por trás de uma patente?

 

De fala mansa e raciocínio articulado, o professor Matheus de Freitas Fernandes Pedrosa é um dos patenteadores de mão cheia que a UFRN tem. Em consulta à Vitrine Tecnológica da Universidade, há quase duas dezenas com depósitos de pedidos de patente com sua participação. Não por acaso, neste ano, ele foi um dos agraciados pela distinção Pesquisador com mais depósitos de patentes no Destaque Agir 2020, um dos pontos altos de uma trajetória que completa 15 anos, exemplificativa do salto qualitativo na pesquisa que a própria universidade vivenciou nas últimas duas décadas.

“É uma mistura de sentimentos bem intensa com essa concessão. São coisas da vida profissional, desde a passagem pela graduação na UFRN, momento de uma inquietação por procurar conhecer melhor a universidade, envolver-se em projetos de extensão, de pesquisa. Entrei na iniciação científica da química na UFRN, pois na época existiam poucos professores com doutorado na farmácia e que estariam aptos a orientar alunos de iniciação científica. Essa oportunidade me fez abrir os olhos para eu almejar um salto maior na minha formação”, relata Pedrosa.

No dar um passo de cada vez, o cientista saltou para a Universidade de São Paulo (USP), concluindo o mestrado e o doutorado na instituição. As conquistas escondem as dificuldades: o recém-formado não tinha um lugar certo para morar; e bolsa? só as que o ajudavam na locomoção com os livros. “Eu não sabia onde ia parar, se ia dar certo, então arrisquei tudo em um grande sonho de me qualificar em uma grande universidade e depois voltar ao meu estado e dar minha contribuição”.

Não tardou a regressar, mesmo após estar no quadro efetivo do Instituto Butantan. A experiência de realizar experimentos no Butantan foi o momento de apresentação ao mundo dos animais peçonhentos e aos acidentes que eles provocam. “A partir daí vi a importância de ajudar o homem do campo, que são frequentemente acometidos por picadas de serpentes, ou mesmo pessoas da cidade, que muitas vezes tem acidentes com escorpiões, abelhas e lacraias. O momento da aprovação na UFRN marca a perspectiva de retornar para minha origem e contribuir com o desenvolvimento de produtos que impactassem positivamente na saúde pública, que pudessem ajudar a colaborar com a saúde das pessoas. A patente que nosso grupo recebe agora é exemplo desse processo”.

Os nordestinos são, antes de tudo, fortes. E em grupos, têm uma força arretada. A parceria entre Juliana e Matheus é uma espécie dessa força. Tomando como ponto de partida o início da graduação da hoje professora substituta da UFRN, são 14 anos de parceria. “Ver a trajetória da Juliana lá no primeiro semestre e hoje docente é um sentimento de continuidade e de colaboração com a sociedade, algo ímpar. A Juliana entrou com 16 anos na universidade, vem de um bairro humilde, carente de políticas públicas, estudante de escola pública, aprendeu inglês por conta própria pela internet, escreve artigos para publicação internacionais, orienta alunos. É um estímulo para outros estudantes e para nós mesmos professores mais vividos, quando nos vemos em momentos difíceis, olharmos para o lado e buscar aquela força para estimular e não deixar a guarda baixar”, finaliza.

*Por Wilson Galvão – AGIR/UFRN / Fotos: Cícero Oliveira

27

Jul

Pesquisa da UFRN recebe carta-patente para tecnologia na área de informática

Por volta de 1890, uma nova forma de processamento de dados provocou uma mudança drástica na contagem dos censos da época. Tratava-se de uma máquina de contabilizar considerada precursora do moderno sistema de processamento de dados. Seu sistema usava cartões perfurados e agulhas metálicas. No “encontro” das duas ferramentas, fecha-se o circuito elétrico, acionando, assim, o sistema de contagem. De acordo com a posição dos furos, o sistema fornecia informações como idade ou profissão do entrevistado. A memória, neste caso, baseava-se em cartões perfurados. Com a invenção, o censo nos Estados Unidos foi concluído em um tempo quase quatro vezes menor.

Pouco mais de meio século após, uma outra transformação — mais profunda até — em termos de processamento e armazenamento de informações acontece e projeta-se até os dias atuais. Com o auxílio do uso dos transistores, John Von Neumann formula uma proposta na qual as instruções passem a ficar armazenadas na memória do computador. Assim, toda vez em que precisássemos executar um comando, a máquina remetia a uma informação já existente dentro dela. Em consequência, a rapidez no processamento aumenta. Esse modelo de execução é o paradigma dos modelos convencionais de computadores, conhecidos como modelo de Von Neumann. A título ilustrativo, conceitos como CPU, memória, dispositivos de entrada e dispositivos de saída estão baseados metaforicamente a partir dessa ‘arquitetura’ eletrônica.

O aumento da imersão do real no plano digital, contudo, impõe cada vez mais a necessidade de rapidez no processo de transferir informação. Esse contexto desencadeia, neste início de segundo milênio, um esforço coletivo de toda uma comunidade de cientistas e da indústria para tentar superar os limites das soluções anteriores. Pensando nisso, os cientistas Ivan Saraiva Silva e Sílvio Roberto Fernandes de Araújo desenvolveram e receberam neste mês de junho o patenteamento de uma nova tecnologia, um modelo teórico de processador que muda o paradigma dos modelos convencionais baseados no modelo de Von Neumann.

Eles explicam que nos processadores convencionais os programas são convertidos em código binário após o processo de compilação, o qual é carregado na memória antes de ser executado. Durante a execução do programa, o processador busca uma pequena porção desse código binário, normalmente relativo a uma instrução do processador. De modo análogo, a depender da instrução, dados podem ser buscados ou gravados na memória, usados para realizar alguma operação ou guardar os resultados. E assim o processador convencional busca e executa individualmente todas as instruções e dados na memória até o fim do programa.

Entretanto, com a tecnologia desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Sistemas e Computação (PPgSC) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), essa lógica é redeterminada, tendo como horizonte o aumento de desempenho, com ênfase em tempo de execução dos programas, memória requerida e consumo energético. “Em IPNoSys, o processador patenteado, as instruções e respectivos dados são colocados em pacotes, os quais saem das memórias e enquanto trafegam pela grelha de elementos processantes, as instruções são executadas e os resultados intermediários reinseridos nos pacotes, sem a necessidade de buscas sucessivas nas memórias. Com esta solução, há menos acessos à memória e é possível executar instruções em paralelo, de modo que é possível executar os programas mais rapidamente em comparação com processadores convencionais com mesma capacidade de elementos processantes”, coloca Sílvio Roberto Fernandes de Araújo.

Na época doutorando do PPgSC, Araújo atualmente é professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), localizada na cidade de Mossoró/RN, onde desenvolve trabalhos com grupos de pesquisa na UFRN, Ufersa e Universidade Federal do Piauí (UFPI) — esta última abriga hoje Ivan Saraiva. Em 2009, ano do depósito do pedido de patente, Saraiva era professor da UFRN, mais especificamente do Departamento de Informática e Matemática Aplicada (DIMAP). Ao todo, além da tese de doutorado de um dos inventores, as publicações relacionadas ao processador IPNoSys correspondem a onze artigos em conferências, oito artigos periódicos, um capítulo de livro e um livro completo, além de sete outros trabalhos acadêmicos, entre TCCs, dissertações e teses.

“Essa carta-patente engloba o modelo de execução, o formato binário dos programas, em forma de pacote de instruções, e o respectivo modelo arquitetural do hardware que pode colocá-lo em prática”, pontua Saraiva. O hardware citado corresponde a um conjunto de elementos processantes simples dispostos em forma de uma grelha de duas dimensões, semelhante a um tabuleiro de xadrez, de modo que é possível acontecer comunicação entre os elementos próximos. Além disso, possui quatro memórias dispostas nos quatro cantos da grelha. Em sua lógica de funcionamento, o processador IPNoSys pode executar quaisquer aplicações desenvolvidas por meio de programação, utilizando as instruções que ele disponibiliza, porém com um modelo próprio de execução e algumas instruções específicas e não convencionais.

O simulador do hardware foi desenvolvido usando uma linguagem de descrição com nível de precisão RTL (Register-Transfer Level). A partir desse modelo inicial, já foram desenvolvidas outras duas versões que melhoram ainda mais seu desempenho, mantendo a compatibilidade do conjunto de instruções, o que é chamado de família de processadores, como acontece com modelos comerciais. “Não existe um protótipo físico deste processador, de modo que a prova de conceito do seu funcionamento e eficiência são experimentais, realizada por meio de simulação com alta precisão, assim como acontece em qualquer projeto de processadores inicialmente”, frisa Silvio Araújo.

Patenteamento

A caminhada que culmina na carta-patente é longa, bem mais do que propriamente o tempo superior a uma década. Contudo isso não afasta a relevância do patenteamento. “A patente é o título de propriedade de um dado invento, assim como a escritura é para o instrumento que reconhece a propriedade de um bem tangível, como um imóvel. Ela garante que apenas o titular ou terceiros, com a sua permissão, possam explorar economicamente o invento. Dessa forma, através do sistema de patentes, é possível obter recursos financeiros para novamente investir no desenvolvimento de novas tecnologias ou incrementos.”, coloca o diretor da Agência de Inovação (AGIR), Daniel de Lima Pontes.

Dentro da UFRN, a AGIR é a responsável por propiciar o suporte operacional aos inventores, desde o depósito até a concessão, bem como nos trâmites para possível transferência da tecnologia para o setor produtivo. Nesse processo, ela avalia se estão presentes os requisitos de patenteabilidade, tais como a novidade, capacidade inventiva, aplicação industrial e suficiência descritiva, e orienta os pesquisadores quanto aos ajustes necessários. Daniel Pontes esclarece que um outro aspecto no processo de patenteamento é justamente o reconhecimento da capacidade inventiva de um grupo de pesquisadores ou laboratórios no desenvolvimento de tecnologias em uma dada área do conhecimento, o que atrai investimento de empresas interessadas em novos desenvolvimentos.

Além de avaliar os requisitos de patenteabilidade, cabe à AGIR a proteção e gestão dos ativos de propriedade intelectual da UFRN, como patentes e programas de computador. Em tempos de pandemia, as orientações e explicações a respeito dos aspectos para patentear uma determinada invenção são dadas mediante o e-mail patente@agir.ufrn.br ou via aplicativos de mensagens, pelo telefone (84) 9 9167-6589. As notificações de invenção, por sua vez, são feitas por meio do Sigaa, pela aba Pesquisa. Em seguida, a equipe da AGIR entra em contato com o inventor para dar prosseguimento aos trâmites.

*Por Wilson Galvão - AGIR/UFRN
 

24

Jul

Como evitar golpes em aplicativos bancários pelo celular

Com a pandemia, muitas pessoas deixaram de ir aos bancos presenciais e aderiram aos aplicativos para realizarem transferências, pagamentos ou até mesmo consultar o saldo da conta. Com o aumento do uso do celular para essa função, muitos criminosos estão aproveitando o momento para aplicar golpes. De acordo com um estudo da TransUnion, as tentativas de fraudes digitais contra empresas de serviços financeiros aumentaram em 612% no Brasil. A pesquisa afirma ainda que o principal tipo de golpe é o roubo de identidades, fraude de cadastro e a apropriação indevida de contas.

Thiago Bordini, professor coordenador da pós-graduação em Cyber Threat Intelligence no Instituto Daryus de Ensino Superior Paulista (IDESP), recomenda a troca periódica das senhas. “Ressaltamos também a importância de ativar a autenticação em dois fatores em todos os aplicativos que permitem esse tipo de segurança. Além disso, não permita que pessoas desconhecidas te adicione em grupos de mensagens”, explica.

O especialista elencou algumas dicas de segurança em caso de roubo do aparelho celular:

- Ative PIN do chip do celular: com uma senha de quatro a seis dígitos (depende da operadora), o usuário evitará que o criminoso tenha acesso às informações do chip roubado em outro aparelho, já que, ele solicitará o PIN para desbloqueio dos dados. Isso evita o envio de tokens por SMS, por exemplo, para desbloqueio da conta bancária; 

- Aplicativos para exclusão de dados: instale no celular aplicativos que permitem a exclusão de dados do dispositivo. Após o roubo, basta ativar esse aplicativo de forma remota que chega um SMS para o aparelho roubado com um código e ele faz a exclusão dos dados do celular remotamente e sem a necessidade da internet;

- Não deixe salvo informações bancárias: por conta da facilidade, muitos usuários deixam informações como agência, conta e até mesmo senhas salvas para um próximo acesso. A recomendação é limpar esse histórico de dados, além de apagar os SMS recebidos pela instituição financeira. Esse processo evita que outras pessoas usem as informações de forma indevida;

- Desative as informações de tela: existem muitos aparelhos que, mesmo com a tela bloqueada, é possível visualizar o conteúdo da mensagem na tela. Configure o celular para que seja exibido apenas a informação que chegou uma nova mensagem, sem a apresentação do conteúdo.

23

Jul

Setor de TI deve empregar 2 milhões de pessoas nos próximos 10 anos

No pós-pandemia, o Brasil deverá investir na formação de profissionais da área de Software e Tecnologia da Informação (TI) para uma recuperação verde – modelo de desenvolvimento que concilia fatores sociais, ambientais e econômicos. O setor, que representa a base do processo de digitalização de todos os outros segmentos, tendo um perfil de ação transversal, deverá empregar 2,06 milhões de pessoas em 10 anos, sendo 779 mil em 12 profissões emergentes.

Os dados são do estudo Profissões Emergentes na Era Digital: Oportunidades e desafios na qualificação profissional para uma recuperação verde, realizado pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Núcleo de Engenharia Organizacional (NEO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A pesquisa identifica tendências e 12 profissões emergentes no curto (2 anos), médio (5 anos) e longo prazo (10 anos) na área de Software e TI. Além disso, alerta para as vantagens da formação profissional para o setor. No aspecto social, destaca-se a rápida inserção no mercado de trabalho, com cursos de curta duração e on-line, mais acessíveis. Por exemplo, a formação de programador, que leva em média seis meses, consegue transformar uma pessoa com ensino médio básico, que ganharia apenas um salário mínimo, em um profissional com salário de 2,5 a 4 mil reais iniciais.

Outra vantagem é do ponto de vista ambiental, já que a digitalização das atividades econômicas – processo que depende de mão de obra especializada – pode reduzir entre 10% e 20% a emissão total de gases de efeito estufa. Por outro lado, um único curso técnico ou universitário não é capaz de preparar os profissionais no nível de profundidade necessário para cargos de especialista, como Especialista em cloud ou Engenheiro de software. Isso porque os cursos formais fornecem uma visão holística dos processos, mas sem o aprofundamento técnico normalmente desejado pelo mercado de trabalho.

“Consideramos o cenário brasileiro atual e o impacto da transformação digital para mostrar a importância de determinadas profissões na definição de uma estratégia nacional de desenvolvimento econômico sustentável”, explica o assessor Técnico da GIZ Martin Studte.

Qualificação e requalificação estão entre as recomendações

As estimativas de quantos profissionais serão necessários e as lacunas entre a demanda e a oferta – ou egressos de cursos – mostram como o setor educacional brasileiro pode reagir e desempenhar um papel fundamental na recuperação verde.

“O SENAI, que acompanha as transformações do mercado de trabalho por meio de observatórios técnicos setoriais, avalia que o estudo é mais um norte para o país assumir uma posição dianteira, em comparação com outros países que também precisam atualizar sua mão de obra. Essas tendências devem ser consideradas pelas instituições de ensino profissional na formação inicial e na requalificação dos trabalhadores”, ressalta o diretor geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

O diretor do NEO, Alejandro G. Frank, completa a lista de recomendações: apostar na imediata formação e requalificação de profissionais; investir na formação de professores, na atualização constante dos currículos e na criação de novos cursos; incentivar a interdisciplinaridade; e desenvolver políticas de inclusão digital a médio prazo.

“Para longo prazo, é importante criar um plano de atualização dos cursos no Brasil, aproximar o estudante do ensino médio da formação técnica e aumentar a oferta de cursos e de capacitação de professores em áreas menos favorecidas do país”, observa Alejandro Frank. Lucchesi lembra que a oferta do curso técnico no ensino médio está prevista no modelo do Novo Ensino Médio.

Especialista em cibersegurança

Entre as três profissões de destaque do setor – programador, cientista de dados e analista de cibersegurança – o analista de cibersegurança é o que tem maior gap entre a projeção de profissionais formados e a demanda do mercado de trabalho. Nos próximos 10 anos, o país deve ter 15,2 mil profissionais de segurança cibernética, enquanto a demanda será de 83 mil, uma lacuna de 81,7%.

Em dezembro do ano passado, o SENAI inaugurou cinco academias de segurança cibernética nas cidades de Brasília (DF), Fortaleza (CE), Londrina (PR), Porto Alegre (RS) e Vitória (ES). São laboratórios com infraestrutura, ambiente seguro e pessoal qualificado para realização de competições cibernéticas, palestras, consultorias e cursos presenciais e on-line, ao alcance de pessoas de todo o Brasil.

A instituição também se juntou a empresas referências no setor de tecnologia e segurança digital, como Rustcon, Cisco e AWS. Exemplos recentes de ações são as turmas fechadas para atendimento a empresas de telecomunicações e secretaria de segurança pública, proporcionando a imersão dos participantes em um simulador digital de ataques cibernéticos. Além do atendimento corporativo para organizações públicas e privadas, as oportunidades estão abertas também para profissionais e estudantes que querem ingressar nesse mercado de trabalho promissor.

 

23

Jul

Alexa ganha opção de voz masculina

No mercado há 7 anos, a Alexa desde sempre é definida por sua voz feminina, mas agora ganhou uma contraparte do outro sexo. De maneira muito silenciosa, a Amazon lançou na última semana uma versão da assistente virtual com um som masculino e batizada de “Ziggy”. Ela por enquanto está disponível apenas nos EUA, mas você pode ter um gostinho do perfil aqui.

Foi na surdina porque a atualização do programa veio junto do anúncio (aparentemente) maior da inclusão de Shaquille O’Neal e Melissa McCarthy como celebridades opcionais para assumir a posição de assistente. O diferencial da voz masculina em relação a esses últimos é que o termo “Ziggy” agora ganha mesma importância no dicionário de palavras dos aparelhos da Amazon que “Alexa”, “Echo” e o próprio nome da empresa tem, com todos sendo capazes de ativar os smart speakers e outros aparelhos com integração da assistente.

Como outras atualizações, o usuário pode alternar entre as diferentes vozes da Alexa pedindo que ela “mude de voz”, mas nesse caso é válido apontar que a alteração deve ser feita em cada aparelho com a assistente virtual. Para manter o discurso de que a Alexa e o Ziggy não tem gênero definido, a Amazon define as duas respectivamente como as opções de voz “original” e “nova” – um truque que imita a Apple e o Google, que usam números e sistema de cores para diferenciar os perfis da Siri e do Google Assistente.

Ainda não há uma previsão oficial de quando Ziggy chega ao resto do mundo.

Fonte: Portal B9, disponível em: https://www.b9.com.br/147834/alexa-ganha-opcao-de-voz-masculina/

22

Jul

70% dos brasileiros adultos foram expostos a um golpe de suporte técnico, de acordo com estudo da Microsoft

Os golpes de suporte técnico são um problema global que afeta pessoas de todas as idades. Tudo começou com ligações telefônicas, nas quais os golpistas se passavam por funcionários da Microsoft, notificando as pessoas, de forma fraudulenta, que elas eram vítimas de malware ou outros ataques prejudiciais. Isso então se transformou em falsos "pop-ups", aparecendo nas telas das pessoas, tentando convencê-las mais uma vez que algo estava errado com seus computadores, de forma que os golpistas pudessem cobrar para "consertar" falsos problemas. Hoje, os golpistas estão adeptos à tecnologia em constante evolução e ao uso de táticas e estratégias mais sofisticadas para enganar os usuários online.

Mensalmente, Microsoft recebe aproximadamente 6.500 reclamações de pessoas que foram vítimas de golpes de suporte técnico. Houve uma redução em comparação à média de 13.000 reportes por mês em anos anteriores. No entanto, os golpistas não apenas tiram vantagem da marca Microsoft, mas também fingem pertencer a outras empresas de tecnologia e prestadores de serviços de renome. Para abordar esse problema globalmente, a Microsoft contratou YouGov para realizar uma nova pesquisa em 2021 em 16 países e analisou os golpes de suporte técnico e o seu impacto nos consumidores. Essa é uma continuação de pesquisas semelhantes realizadas pela Microsoft em 2018 e 2016.

No Brasil

70% dos adultos brasileiros estiveram expostos a um golpe de suporte técnico, 3 pontos a mais que em 2018 (67%). Apesar disso, os golpes que envolvem e-mails não solicitados diminuíram de 43% para 37%.

Houve um aumento de 5 pontos no número de pessoas que dão continuidade ao golpe (29%), o que também corresponde a um ligeiro aumento nas pessoas que perdem dinheiro (de 5% para 7%).

É menos provável que os consumidores confiem em contatos não solicitados e consideram cada vez menos provável que uma empresa entre em contato com eles dessa forma.

Os millenials confiam mais que outras gerações, que significa que também é mais provável que deem continuidade a um provável golpe.

Acredita-se que as agências de proteção ao consumidor sejam as responsáveis por ajudar a proteger os consumidores dos golpes de suporte técnico.

Globalmente

Os resultados da pesquisa 2021 revelam que, globalmente, menos consumidores estiveram expostos a golpes de suporte técnico em comparação com a pesquisa 2018. Os resultados do estudo também relevam que as pessoas geralmente são mais céticas em relação as ligações de suporte técnico ou pop-ups, o que ajuda a evitar que sejam vítimas deste tipo de golpe. Entretanto, as pessoas que deram continuidade à interação de golpe tinham mais probabilidades de perder dinheiro com os golpistas do que os verificados na pesquisa anterior.

Os resultados mais interessantes da pesquisa referem-se à quantidade de consumidores que sofreram golpes de suporte técnico e a demografia dos consumidores que deram continuidade a interações fraudulentas.

Alguns aspectos relevantes incluem:

Três em cada cinco consumidores se depararam com um golpe de suporte técnico nos últimos 12 meses.

Um em cada seis consumidores foi induzido a continuar com o golpe, levando as vítimas a perderem centenas de dólares para os golpistas.

Os millenials (pessoas de 24 a 37 anos) e a geração Z (18 a 23 anos) apresentam maior exposição aos golpes de suporte técnico.

Um em cada 10 millenials e um em cada 10 Gen Zers que se depararam com um golpe, foram enganados e perderam dinheiro.

Entre aqueles que deram continuidade a um golpe, o gancho mais comum durante a interação foram problemas com o computador (30%), seguido por senhas comprometidas (23%) e uso fraudulento de cartões de crédito, débito e departamentais (18%).

Novas gerações participam de atividades online mais arriscadas

Globalmente, aqueles que perderam dinheiro relataram maior participação em atividades arriscadas online e superestimaram suas habilidades em relação ao uso de computadores e da Internet. Semelhante aos resultados de 2018, observamos os jovens sendo vítimas de golpes de suporte técnico com mais frequência, especialmente a Geração Z e a Geração Y, bem como os homens. Isto também está relacionado a uma maior participação do que as gerações anteriores em atividades online de risco, como o uso de sites de torrent e a troca de endereços de e-mail para conteúdo.

As informações financeiras confidenciais continuam em risco: enquanto os golpistas geralmente solicitavam que os consumidores baixassem software ou acessassem um site (30% das vítimas que o fizeram relataram problemas posteriores nos seus PCs), a proporção de consumidores aos quais foi solicitado um documento de identificação emitido pelo governo (por exemplo, o número do CPF) aumentou desde 2018 e 16% foram incentivados a acessar seu banco durante a sessão fraudulenta. Não é surpresa que tenha aumentado o número de consumidores que informam o uso fraudulento de seus cartões de crédito e débito, o que explica o aumento de perdas de dinheiro.

Os perpetradores ameaçam os consumidores por meio de estruturas sofisticadas

“Devido à pandemia, o uso de ferramentas digitais tem sido de vital importância para todas as empresas e indivíduos e foi um fator determinante na capacidade de adaptação às novas condições de trabalho remoto e a digitalização de uma grande gama de serviços. Vivemos em constante evolução tecnológica e a fraude de suporte técnico não é exceção.

Não enfrentamos mais apenas ligações fraudulentas, mas também uma infraestrutura mais sofisticada que aproveita os vendedores parceiros para implantar pop-ups de aparência legítima para os consumidores, levando-os a se comunicarem com call centers fraudulentos”, comentou Victoria Beckman, líder da Unidade de Crimes Digitais (DCU) para as Américas na Microsoft.

“Também vemos golpistas usando e-mail, a otimização de motores de busca e táticas de engenharia social para atrair as vítimas. Estas táticas têm servido para expandir um modelo de negócios facilmente replicável, com os perpetradores compartilhando recursos, incluindo encaminhamentos para call centers, clientes em potencial e processadores de pagamentos”, finalizou.

Depois de se conectar com as vítimas em potencial, os golpistas também roubam informações pessoais e financeiras. As vítimas pagaram pelo menos $200 (USD) em média e muitas pessoas enfrentaram repetidas interações com golpes. Algumas dessas pessoas infelizmente até perderam milhares de dólares para um suporte técnico falso, buscando consertar problemas de computador inexistentes. Alguns golpistas até instalaram malware em seus computadores "clientes", permitindo-lhes manter o acesso aos computadores mesmo depois que as vítimas acreditaram que suas sessões de acesso remoto haviam terminado.

21

Jul

Magalu abre inscrições para programa de TI com bolsas de estudo para mulheres

As inscrições para a terceira edição do Luiza , curso de aceleração em desenvolvimento de software promovido pelo Magalu, já estão abertas. O programa oferece 210 bolsas de estudo exclusivas para mulheres em parceria com a escola Gama Academy.

Nesta edição, a formação terá duas turmas de 105 alunas e o objetivo do projeto é incentivar a entrada do público feminino no setor, já que, atualmente, o mercado de trabalho do segmento ainda é predominantemente masculino. Metade das vagas são destinadas ao público interno do Magalu. Entre as oportunidades reservadas ao público externo, 50% vão para mulheres negras.

Na edição realizada no início de 2021, foram 105 bolsas de estudo. “Por muito tempo não se viu mulheres em áreas técnicas, porque, historicamente, elas tiveram de lutar por espaços dentro e fora das organizações”, diz André Fatala, vice-presidente de plataforma do Magalu. "O Magalu sempre defendeu essa causa: formar desenvolvedoras e novos talentos em tecnologia é parte da nossa contribuição para que haja ambientes de inclusão, igualdade e respeito."

Alunas podem ser contratadas

As participantes poderão escolher entre a linguagem Node.js e a ferramenta de infraestrutura Google Cloud. Não é necessário ter formação na área ou curso superior para ser selecionada.

O programa tem duração de cinco semanas e as aulas ocorrem de forma online de segunda a sábado. São mais de 100 horas de conteúdo e um desafio final, com base em um case real da companhia, leva à conclusão do curso. As bolsistas terão, ainda, uma sessão de mentoria com profissionais do Luizalabs e um workshop de treinamento para participação em processos seletivos.

Mais de 30 alunas de edições anteriores do Luiza já foram contratadas pelo Magalu. “Além de ser uma oportunidade de aprender com a equipe do Luizalabs, o Luiza é uma chance para mulheres que desejam mudar de carreira ou conquistar uma vaga em uma empresa de tecnologia”, afirma Patricia Pugas, diretora-executiva de gestão de pessoas do Magalu.