Mercado

30

Ago

MEIs podem contar com atendimento gratuito para regularizar dívidas

Os microempreendedores individuais (MEI) que estão em dívida no pagamento dos tributos podem contar com os Núcleos de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) para ajudar na regularização, de forma gratuita. O prazo para que as contas sejam regularizadas é terça-feira (31). Caso não quitem os impostos e as obrigações em atraso, serão incluídos na Dívida Ativa da União e estarão sujeitos a cobrança judicial.

O NAF é um programa de cidadania fiscal da Receita Federal que estabelece uma parceria com instituições de ensino superior, unindo conhecimentos técnicos à prática contábil. Esses núcleos oferecem serviços contábeis e fiscais a pessoas físicas de baixa renda, MEI e organizações da sociedade civil. De acordo com a Receita Federal, existem mais de 300 núcleos formalizados no Brasil e mais de 200 em 11 países da América Latina, inspirados no modelo brasileiro.

Durante a pandemia, há núcleos que estão operando de forma remota. Em julho, a Receita Federal divulgou uma lista com os NAF em atendimento remoto e os respectivos contatos.

Regularização das dívidas 

A partir de setembro, a Receita Federal enviará para inscrição em Dívida Ativa da União as dívidas de impostos de microempreendedores individuais que estejam devendo desde 2016 ou há mais tempo. Segundo a Receita, a ação é necessária para que os débitos não prescrevam.

O órgão explica que os MEI que tiverem apenas dívidas recentes, em razão das dificuldades trazidas pela pandemia, não serão afetados. Também não serão inscritas as dívidas de quem realizou parcelamento neste ano, mesmo que haja alguma parcela em atraso ou que o parcelamento tenha sido rescindido.

O MEI, que tiver dívidas em aberto com a Receita Federal, pode fazer o parcelamento acessando o e-CAC ou o Portal do Simples Nacional. As orientações estão disponíveis na internet. Após a inscrição, as dívidas poderão ser pagas ou parceladas junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional pelo portal de serviços, por meio do Regularize

A Receita Federal divulgou um vídeo orientando como o contribuinte pode fazer o parcelamento sem precisar sair de casa.

Segundo a Receita, existem 4,3 milhões de microempreendedores inadimplentes, que devem R$ 5,5 bilhões ao governo. Isso equivale a quase um terço dos 12,4 milhões de MEI registrados no país. No entanto, a inscrição na dívida ativa só vale para dívidas não quitadas superiores a R$ 1 mil, somando principal, multa, juros e demais encargos. Atualmente, 1,8 milhão de MEI nessa situação devem R$ 4,5 bilhões.

Para saber se estão em dívida, os empreendedores podem consultar os débitos que estão sendo cobrados na internet pelo endereço do Simples Nacional, com certificado digital ou código de acesso, na opção "Consulta Extrato/Pendências > Consulta Pendências no Simei”.

Os MEI estão sujeitos a um regime simplificado de tributação, recolhem apenas a contribuição para a Previdência Social e pagam, dependendo do ramo de atuação, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ou o Imposto sobre Serviços (ISS). O ICMS é recolhido aos estados; e o ISS, às prefeituras.

29

Ago

Imóveis mais caros de Nova York são vendidos por brasileira

Se existe uma cidade que é conhecida em todo o planeta, essa é Nova York. Independente do lugar do mundo, qualquer pessoa nutre uma admiração por aquele lugar. Com seus encantos em formas de ruas e avenidas, muitos visitantes gostam tanto de lá que até procuram uma maneira de conquistar um imóvel por lá.

Para os brasileiros, uma opção é procurar a corretora de imóveis de luxo, Luciane Serifovic. Ela se tornou conhecida na cidade exatamente por ser a referência na venda de casas e apartamentos de alto padrão na cidade. Atualmente, ela está vendendo um empreendimento valioso em Manhattan, coração da cidade, e ela lembra que a região “não tem escassez de residências particulares notáveis e deslumbrantes, mas mesmo para os padrões mais elevados da Big Apple, essa cobertura de vidro é única. Feito por Michael Fuchs, que era então CEO da HBO, ele ostenta 6.415 pés quadrados de espaço, incluindo um átrio imponente de 12 metros que fica inundado de luz ao longo do dia”.

Pois é, imagine morar em um ambiente onde celebridades conhecidas em todo o planeta, como Sonia Braga, Robin Williams, Bette Midler e Tom Brokaw já estiveram hospedadas? Agora soma-se a eles nesta lista mais personalidades como Dick Cavett, Billy Crystal, Harry Belafonte, Christopher Reeve, Ron Silver, Beverly Sills, Rosie Perez, Dana Delaney, Gary Shandling, Pat Riley, Sumner Redstone, Bianca Jagger, e a campeã olímpica de patinação Katerina Witt. Com vasta experiência no assunto, Luciane destaca que este imóvel mostra o quanto este imóvel é algo especial para quem quer vivenciar as mesmas experiências que algumas das maiores celebridades mundiais: “Da cozinha do chef à sala de projeção e ao átrio, é a definição de uma propriedade única. Não foi por acaso que tantos artistas escolheram ir às festas aqui”.

Até as características únicas desse empreendimento o destacam na maior do cidade do mundo, revela a corretora: “ A cobertura apresenta cerca de 1.500 pés quadrados de espaço ao ar livre, com destaque para um terraço ao ar livre em estilo toscano e um terraço separado e totalmente privado na cobertura que oferece vista panorâmica de 360 graus. Ela possui 6.500 pés quadrados de espaço interno, que possui quatro quartos e cinco banheiros e meio, uma sala de projeção, duas lareiras, uma galeria de arte, duas cozinhas, uma adega / bar e uma suíte para funcionários”. E o melhor de tudo é que um ambiente tal único é também algo privativo: “O edifício em si é discreto”, explica Serifovic. “Então, as pessoas entram, elas pegam esse elevador despretensioso até o topo e, quando as portas se abrem ... bem, o que elas veem literalmente tira o fôlego. É magnífico."

Assim, para quem deseja viver em uma cidade repleta de história para contar, pode começar investindo neste imóvel. Para quem não sabe, um dos bairros mais conhecidos de Nova York, Manhattan tem uma longa e colorida história. “Ainda no início dos anos 70, o East Village foi intimamente identificado com os artistas e músicos que fizeram dele um viveiro criativo. Nos anos que se seguiram, especialmente desde o início do século 21, tornou-se cada vez mais sofisticado”, completa Luciane.

Conheça o imóvel: https://youtu.be/p3lTMCo-_6c

28

Ago

Busca das empresas por crédito cresce 12,7% em julho e registra o maior aumento do ano, aponta Serasa Experian

Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian apontou a maior expansão de 2021 em julho, com alta de 12,7% em comparação ao mês anterior. Segundo os dados foram as grandes empresas que mais procuraram por crédito, marcando percentual recorde de 24,9%, o crescimento mais expressivo de toda a série histórica do índice, iniciada em 2007. Em sequência estão os negócios de médio porte e os micro e pequenos, com 23,8% e 12,3%, respectivamente. Veja no gráfico abaixo a evolução da variação mensal no ano vigente.

De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a aceleração da demanda por crédito no país confirma a evolução da retomada econômica no segundo trimestre do ano. “Os empreendedores sentem cada vez mais segurança para a tomada de crédito à medida que o cenário de saúde brasileiro progride e as restrições são amenizadas. Existe um alívio sobre o fluxo de caixa das empresas e o crédito, principalmente para os grandes negócios que têm maior reserva financeira, começa a ser direcionado para investimentos que buscam ampliar a produção”.  

Ainda na variação mensal, a análise por setor mostra que o segmento de Indústria foi o principal responsável pela alavancagem do índice com crescimento de 18,4%, o mais expressivo desde janeiro de 2019, quando marcou 22,6%. Confira no gráfico abaixo mais detalhes sobre os segmentos.

Para as regiões brasileiras o indicador revela que o Sul teve a maior expansão da procura por crédito, com aumento maior do que a média geral, de 15,4%. Em seguida estão o Norte (15,3%), Nordeste (13,7%), Centro-Oeste (13,6%) e Sudeste (10,8%).

Análise Anual
No comparativo entre julho de 2021 e o mesmo mês do ano anterior a demanda por crédito também registra alta, essa de 30,7%. As grandes empresas continuam em evidência, com aumento de 39,4%. No entanto, na relação ano a ano, é o setor de comércio que impulsiona o aumento geral, com alta de 31,6%. Além disso, nesse recorte, a região Centro-Oeste ganha destaque, crescendo 35,6%.

Clique aqui e veja a série histórica do indicador na íntegra.  

28

Ago

Seis passos para ficar em conformidade com a LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) nº 13.709/2018 entrou em vigor em 2020. Entretanto, só a partir de agora, com a consolidação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), começaram a valer integralmente as sanções correspondentes às penalidades para as empresas que não se adequarem, com multas que podem chegar a até R$ 50 milhões.

A HostDime, empresa global de computação em nuvem e primeira do Brasil ter a certificação ISO 27701, que reconhece companhias que atendem aos requisitos de privacidade e segurança da informação da Lei Geral de Proteção de Dados, apresenta seis passos importantes para orientar as organizações no cumprimento da nova lei. Entenda.

1- Contratar consultoria ou especialista que direcione a criação do comitê de análise de tomada de decisões (Compliance)

Em um primeiro momento, é essencial reunir uma equipe responsável por coordenar o processo de adequação. O grupo de trabalho ou comitê precisa ser composto por membros de diversas áreas e, principalmente, uma assessoria jurídica, pois todas as atividades de tratamento de dados devem estar alinhadas aos requisitos da nova lei. Além disso, é imprescindível envolver os líderes de setores que estão diretamente ligados ao tratamento de dados na corporação.

2- Mapear o ciclo de vida dos dados

O ciclo de vida de dados é tudo o que envolve as informações obtidas por uma empresa ou instituição, desde sua coleta até a sua devida destruição. Sendo assim, é possível entender todo o fluxo e enxergar onde aplicar a regulamentação. 

Isso inclui mapear desde os dados dos funcionários, dados coletados para marketing, até a base de cadastro de clientes. Soma-se a isso, a necessidade de mapear também os dados que são compartilhados com fornecedores, parceiros e órgãos legais. Também é importante revisar termos e contratos, sejam eles de clientes, funcionários ou parceiros. Para isso, é preciso identificar em quais agentes de tratamento a empresa se enquadra (controlador, operador ou ambos) e definir no contrato as responsabilidades no tratamento dos dados.

E quem fica responsável por auditar tudo isso?

O encarregado de proteção de dados (DPO), que pode ser tanto uma pessoa interna da organização quanto um profissional terceirizado, que geralmente terá competências jurídicas, de TI ou ambas.

3- Revisar termos e contratos, adotando políticas e padrões de segurança da informação

É preciso criar políticas, as quais guiarão o grupo de análise na formatação da determinação das práticas de segurança e privacidade que melhor atendam às necessidades da organização. Para isso, um dos principais pontos de partida é o de estabelecer uma Política de Privacidade, que orientará a transparência para com o titular de como os seus dados serão tratados, bem como facilitar o exercício dos seus direitos sobre tais dados. Além disso, é imprescindível a implementação de padrões de segurança para garantir a proteção desses dados e o atendimento aos requisitos da LGPD.

4- Auditar e monitorar o ambiente, criando evidências para o Relatório de Impacto

O Relatório de Impacto à Proteção de Dados Pessoais (RIPD) é um documento que apresenta valor legal e que detalha todos os processos de tratamento pelos quais os dados pessoais passam durante o seu ciclo de vida, assim como as medidas de mitigação de riscos associados ao tratamento. Com o Relatório de Impacto, será possível identificar nos processos e atividades de tratamento de dados quais os possíveis riscos que podem ser causados ao titular naquela atividade e, consequentemente, à organização. Também é necessário desenvolver uma metodologia de avaliação baseada em riscos.

“A LGPD não deve engessar ou diminuir a fluidez das operações da empresa. Na HostDime, a dedicação do nosso time faz com que as regras virem um hábito. Assim, garantimos flexibilidade e excelência na entrega”, pontua Filipe Mendes, CEO da HostDime Brasil, para dar evidência à importância desta etapa de levantamento de resultados do processo de compliance.

5- Criar plano de ação para situações de emergência

Deve ser instituído um plano de ação para incidentes, principalmente para possíveis casos de vazamento de algum dado ou invasão à base de dados. Com isso, é importante levar em consideração aspectos como: origem do vazamento; evidências; duplicações de dados; tracking; logs de rastreabilidade; e revisão de permissões de acesso.

“O caminho a ser percorrido para a transformação digital e a necessidade da adequação à LGPD, tem levado cada vez mais empresas a buscarem soluções de segurança de dados e redes na nuvem. No entanto, ao escolher soluções de cloud computing, é preciso selecionar um provedor de serviços preparado para os novos compromissos de privacidade. E a HostDime é um data center com ênfase completa na proteção de dados”, destaca Jonas Marlon, Gerente de Qualidade da HostDime Brasil.

6- Conscientização e adesão das políticas implementadas

Nesse momento, é necessário que todas as políticas e controles desenvolvidos em compliance com a lei sejam agora difundidos e disponibilizados às pessoas, em especial para aquelas que realizam algum tipo de tratamento em suas atividades. Para isso, é necessário desenvolver um programa de conscientização aplicável a todos, desde o conhecimento sobre os aspectos da LGPD, até as práticas realizadas pela organização para garantir tal compliance.

Benefícios do gerenciamento de dados

Uma empresa que possui uma gestão eficiente dos dados e um armazenamento adequado, agrega muitos benefícios. Entre eles, há a melhoria na qualidade e confiabilidade de dados, além da minimização dos riscos que podem causar prejuízos, como vazamento de informações e desatualizações que geram problemas na segurança interna, por exemplo.      

De maneira prática, há diversas soluções para que as organizações possam se adequar à LGPD. “Entre elas, o serviço de armazenamento remoto, proteção e segurança anti-DDoS HostDime, e servidores dedicados, que atuam com alta disponibilidade e segurança. Uma vez que estão alocados dentro da estrutura HostDime, contam com a nossa equipe especializada para realizar a      manutenção e monitoramento de hardware, aumentando, assim, o tempo de vida útil dos equipamentos”, finaliza Marlon.

27

Ago

Confira 6 dicas para recuperar clientes inativos

Quem é empresário sabe que o custo para conquistar novos clientes é superior ao valor para mantê-los. Ao longo do desenvolvimento da relação dos clientes com a marca, pode haver alguns desvios, como a contratação de concorrentes, ou mesmo uma ruptura por falta de recursos num dado momento.

Para quem pensa que a recuperação de clientes inativos é perda de tempo, saiba que você só precisa de determinação e estratégias para reaver estes relacionamentos. Confira:

Analise quem são os clientes inativos

É importante que você faça um estudo do tempo médio que os clientes da sua marca tendem a ficar sem consumir para, então, determinar quem são os indivíduos da base de dados que estão na categoria de inativos. Com essa lista prévia, você deverá identificar há quanto tempo os clientes estão inativos, assim como quais serviços/produtos costumavam adquirir e com qual frequência. Conhecer questões demográficas e comportamentais também ajudará a fazer essa análise.

Divida para conquistar

A segmentação do grupo de clientes inativos em subgrupos tornará mais fácil conseguir a recuperação dos mesmos. As pessoas que compõem esse grupo não são todas iguais, tendo motivações distintas para terem deixado de solicitar seus serviços. Essa divisão pode levar em consideração critérios como serviços/produtos de interesse em comum, tempo de inatividade, faixa etária, motivos semelhantes listados para inatividade, entre outros.

Mensagem para clientes inativos

Conhecendo quem são os clientes inativos e feito a sua divisão em grupos, será mais fácil definir os canais mais assertivos para entrar em contato com cada um deles. Algumas pessoas têm maior receptividade por e-mail, enquanto outras preferem comunicação por WhatsApp. Considere qual é o perfil desses indivíduos. Ao elaborar o texto da mensagem, use uma linguagem que aproxime a sua marca dos clientes que pretende recuperar. Apresente algum tipo de vantagem para esse retorno, como um voucher de desconto. Para definir qual será a vantagem oferecida, estude a fundo o perfil dos inativos.

Aplicação de pesquisa

Saber quais foram os motivos que levaram estas pessoas a deixarem de contatar sua empresa também é essencial para reconquistá-las. Faça uma pesquisa e mande pelo canal que seja de acordo com o perfil do grupo. Ao apresentar a pesquisa, enfatize o quanto é importante que os clientes inativos deem seu feedback, afinal, é só a partir dele que a organização poderá mudar o que não está bom.

Tenha um departamento de pós-venda bem estruturado

O departamento de pós-venda da sua companhia existe apenas para responder reclamações? Saiba que esse é um dos erros que pode resultar na inatividade de bons clientes. As pessoas estão cada vez mais exigentes, procurando pelo melhor atendimento das suas demandas, incluindo a atenção. O setor de pós-venda pode e deve acompanhar o processo de utilização dos serviços/produtos pelos consumidores. Certificar-se sobre a satisfação do cliente no pós-compra é fundamental para manter o nível de qualidade elevado. Quem compra ou contrata um serviço gosta de saber que é valorizado, algo que se mostra ainda mais relevante quando se trata de um processo de reconquista.

Atenda bem para atender sempre

Outra questão de grande relevância, quando se trata de manter os clientes ativos a longo prazo, é atender com qualidade para atender mais de uma vez. Certamente, você não volta a um lugar em que te trataram mal, certo? Então, dedique tempo e orçamento para oferecer melhor treinamento para os seus colaboradores. Afinal, eles são o primeiro contato dos clientes com a sua marca.   

27

Ago

Conheça 4 impactos que o ensino à distância forçado pela pandemia pode trazer para jovens em início de carreira

Desde que a pandemia da Covid-19 foi decretada em março de 2020, cerca de 1.5 bilhão de estudantes ficaram fora da escola em mais de 160 países, segundo relatório do Banco Mundial. Medidas para a contenção da disseminação do vírus foram adotadas e provocaram o fechamento total de escolas em alguns países, outros apenas em zonas consideradas de risco. No Brasil, uma retomada mais abrangente das atividades presenciais foi adotada a partir desse segundo semestre, nas redes públicas e particulares.

Apesar da adaptação ao sistema de educação remoto emergencial, a crise pandêmica acentuou o que já era deficitário no país. Para Wandreza Bayona, Diretora Executiva do Instituto Ser +, organização não governamental focada na capacitação profissional da juventude em vulnerabilidade, a educação básica influi diretamente na construção profissional do jovem. “Lidamos frequentemente com os impactos provocados pela desigualdade social na aprendizagem dos jovens. Porém, além dessa questão que já era o cenário real do brasileiro, temos o fator extra causado pela pandemia”, explica.

Para a especialista, a adaptação das aulas presenciais para as aulas virtuais em um curto espaço de tempo, resultaram em adolescentes despreparados para pleitearem uma vaga de trabalho ou até mesmo terem condições básicas para ingressarem nas universidades ou cursos de capacitação profissional. Afinal, nem todos os estudantes tinham recursos e infraestrutura para acompanharem as aulas online e a interação aluno e professor foram alguns dos fatores que comprometeram o aprendizado.

Dados da PNAD Contínua publicados pelo IBGE registram recorde da taxa de desemprego no ano de 2020, especialmente entre jovens de 18 a 24 anos, o que corresponde a 29,8, seis pontos acima comparado a 2019. As taxas de desemprego alcançaram o maior índice desde 2012. A falta de experiência profissional dos jovens é o maior agravante, dificultando uma colocação profissional. Wandreza alerta que é possível notar na prática os impactos dos últimos 17 meses. “Hoje há uma lacuna ainda maior que nossos jovens precisarão enfrentar para terem um futuro mais igualitário e competitivo no mercado de trabalho”.

A especialista faz um alerta sobre os principais déficits que o público entre 15 e 29 anos pode enfrentar a curto e médio prazo e dá dicas para minimizar esses entraves e fortalecer o processo educativo.

1.Capacidade de escrita

As mensagens curtas, comuns nas redes sociais, condicionam o jovem a se comunicar de forma escrita com discursos cada vez mais informais e sem a estruturação necessária na construção coesiva de um texto, ou seja, com começo, meio e fim. A falta da prática da escrita e da leitura de livros influem diretamente na capacidade de interpretação de texto, necessária para um processo seletivo e para o dia a dia profissional.

Wandreza sugere que os jovens deixem um pouco a conexão ativa nas redes e invistam uma parte do tempo em leitura de matérias que vão ajudar com a atualização do que tem acontecido no Brasil e no mundo, livros que vão proporcionar uma linguagem mais robusta e ajudar com diferentes discursos e pelo menos uma vez por semana, escolham uma temática para escrever um texto, começando por algo que goste muito e partindo para assuntos menos comuns no dia do jovem. 

2.Raciocínio Lógico

As aulas de matemática vão além do cálculo, auxiliam no estímulo ao raciocínio lógico, essencial para formar um profissional capaz de manter discurso persuasivo e argumentativo. Também proporcionam a capacidade nas tomadas de decisões e elaboração de estratégias no dia a dia de qualquer segmento profissional.

A especialista ressalta que essas competências são avaliadas nos primeiros momentos do processo seletivo. Seja em uma avaliação aplicada, em uma dinâmica em grupo ou durante uma entrevista com o recrutador. Para ajudar a melhorar essas habilidades, além de se dedicar nas aulas e no comprometimento das tarefas, é possível correr atrás do tempo perdido focando em textos escritos a mão, práticas de resumos, interpretação de texto e jogos como caça-palavras, sudoku e jogo de xadrez.

3.Comunicação oral

Saber se expressar é fundamental para qualquer relação social. Seja no dia a dia com a família, com um recrutador ou com a equipe de trabalho. Porém, o rompimento instantâneo da interação do aluno e professor, com trocas imediatas para tirar dúvidas, e o convívio com colegas em sala de aula, pode dificultar o processo de construção dos discursos orais, especialmente quando se tem mais de uma pessoa no diálogo.

Pessoas mais tímidas podem ser as mais prejudicadas, segundo Wandreza. Para ela, é comum que os jovens enfrentem questões que o tornem introvertidos, mesmo que esse perfil não seja uma característica nata da personalidade. Não valorizar a própria história de vida é algo que certamente vai resultar em introspecção. Por isso, é importante que o jovem passe por um processo de autoconhecimento e reconhecimento do próprio histórico de vida, independentemente de qual tenha sido, para aprender a lidar com seus pontos mais fortes e trabalhar os outros. Dessa forma, a especialista garante que o jovem tem condições de ser protagonista da própria vida.

Este, inclusive é um dos métodos presentes em todos os cursos e mentorias dadas pelo Instituto Ser +.

4.Comportamento e questões emocionais

Viver em comunidade é uma tarefa importante para o desenvolvimento humano. Esperar a vez do outro, respeitar hierarquias, saber se posicionar e lidar com suas frustrações e ansiedades, sem prejudicar as relações humanas é necessário para uma vida adulta. O jovem precisa mostrar que é capaz de aprender a lidar com as lapidações necessárias no ambiente profissional. Afinal, ele está em processo de desenvolvimento pessoal e profissional.

A ruptura da rotina, o medo do novo e a necessidade imediata de mudar a forma convencional de interação com o mundo afetou diretamente o emocional das pessoal. Segundo o estudo Global Student Survey, que ouviu 16,8 mil estudantes de 18 e 21 anos em 21 países, 7 em cada 10 estudantes universitários brasileiros declararam que a pandemia trouxe impacto na saúde mental, tornando o território com maior índice (76%). Desses, 87% apresentaram aumento de estresse e ansiedade.

Segundo Wandreza, a faixa etária de maior risco emocional é a juventude. Pois é nesta fase da vida que além das mudanças hormonais, os jovens passam pelas indecisões de escolha de carreira e a ansiedade, comum entre eles, para o tão sonhado primeiro emprego.

A busca por profissionais que podem ajudar a equilibrar esses questionamentos, emoções e receios pode ajudar. Traçar um plano real do estado de vida atual e uma provisão a médio e longo prazo vai ajudar cada jovem a lidar com as expectativas e projetá-lo para uma perspectiva pessoal e de carreira.

27

Ago

Sete em cada dez alunos de cursos técnicos do SENAI estão empregados

Mesmo diante de um cenário de desemprego e perda de postos de trabalho em todas as regiões do país, sete em cada 10 ex-alunos de cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) estão empregados. 

Para os cursos da graduação tecnológica, o percentual de ocupação chega a 81,3%. As áreas Automotiva, de Refrigeração e Climatização, Mineração, Energia, Automação e Mecatrônica e Metalmecânica tiveram maior empregabilidade.

Os dados constam na Pesquisa de Acompanhamento de Egressos 2019/2021. O questionário foi aplicado entre 1º de abril de 2020 e 30 de março de 2021 com 49.520 ex-alunos – 64,8% têm entre 14 e 24 anos.

Também foram ouvidas 2.371 empresas contratantes: 91,8% afirmam dar preferência aos formandos do SENAI no momento da contratação. O nível de satisfação se estende aos estudantes: 97,7% dos egressos de cursos técnicos e 96,1% da graduação tecnológica indicam o SENAI.

“Nós temos um sistema de excelência, com impactos sociais e econômicos excepcionais. O Brasil tem taxas recordes de desemprego, que chegam a 29,8% entre os jovens de 18 e 24 anos, e o SENAI continua oferecendo uma formação que desenvolve no aluno as competências técnicas e comportamentais procuradas pelo mercado, garantindo assim a sua empregabilidade”, afirma o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

Uma das iniciativas para aproximar as empresas dos alunos é a plataforma Contrate-me. Para o diretor de RH da Pirelli, Giusepe Giorgi, a principal vantagem é poder dar visibilidade às vagas para alunos do SENAI. “Além de ser um volume grande de pessoas, sabemos da qualidade da formação técnica que eles recebem. Isso ajuda bastante a atender os nossos pré-requisitos”, reconhece.

Ensino técnico e trabalho na área de formação aumentam a renda

Outro benefício constatado na pesquisa é o incremento salarial. Ao comparar a renda média enquanto concluinte e depois de um ano, quando egresso, o técnico de nível médio teve um aumento de 22,7% na renda.

Um dado que chama atenção é a diferença entre a renda de egressos de cursos técnicos e da graduação tecnológica que atuam em suas áreas de formação e os que estão fora da área de formação: os que estão empregados na área têm um ganho de 22% na renda média mensal.

“O que reforça a importância da oferta de cursos estar alinhada à vocação econômica e às oportunidades de trabalho da região, trabalho que o SENAI realiza de maneira sistemática, com estudos prospectivos”, argumenta Rafael Lucchesi. 

Egressos seguem trajetória profissional e de estudos

Foi o que aconteceu com o Wesley da Cruz Silva, 25 anos. Após concluir o ensino médio, em escola pública, ele entrou no programa de aprendizagem do SENAI e da Mercedes-Benz na área automotiva, na unidade de Juiz de Fora. O contrato de jovem aprendiz durou dois anos e, depois de nove meses, abriu uma vaga, ele passou no processo seletivo e voltou à empresa. 

Em 2019, ele começou a fazer o curso técnico, pago pela Mercedes, mas, em razão de uma transferência para São Paulo, ele deu um tempo nos estudos, até iniciar o curso de tecnólogo em Logística, neste ano. 

“Tive grandes oportunidades. Para mim, que não tinha muita base e estudo, foi uma grande vitória. O SENAI abriu um leque, hoje eu tenho um bom salário. E minha irmã, que fez Ebep, passou na federal, cursa Enfermagem”, conta Wesley. O Ebep é o Programa de Educação Básica articulada com a Educação Profissional (EBEP), modelo que concilia o Ensino Médio no SESI com o curso técnico no SENAI.

Pesquisa de egressos é realizada anualmente 

A pesquisa de acompanhamento dos egressos é realizada anualmente desde 1999. Os ex-alunos são contatados após seis meses da conclusão do curso com o objetivo de traçar sua trajetória laboral e conhecer os benefícios e as dificuldades depois da formação. Para os egressos que estão trabalhando na área do curso, é realizada a terceira e última fase do acompanhamento, junto às empresas absorvedoras.

Áreas com maior empregabilidade, por tipo de curso:

Aprendizagem → Automotiva, Energia, Eletroeletrônica

Curso Técnico → Refrigeração e Climatização, Mineração, Energia

Qualificação → Automação e Mecatrônica, Energia, Mineração

Graduação Tecnológica → Metalmecânica, Automação e Mecatrônica

27

Ago

Empresa potiguar abre caminho para regulamentação da Cannabis medicinal

Em tempos de pandemia do Coronavírus, entre as possibilidades de tratamento para combater o vírus, a Cannabis medicinal está entre uma delas. O uso da maconha para fins medicinais ainda é um tema polêmico no Brasil. Mas, estudos cada vez mais robustos já apontam o canabidol (CBD), um fito canabinoide encontrado na planta, como remédio para várias doenças, além do Covid-19: Alzheimer, Depressão, Insônia, Esquizofrenia, Parkinson, Dor Crônica, Síndrome de Pânico e Insuficiência Cardiovascular. A substância é regulamentada no Brasil apenas para o tratamento da Epilepsia e Esclerose Múltipla.

Legalizada em países como Chile, Itália, Colômbia e Portugal, a Cannabis medicinal está sendo testada no Brasil para o tratamento da chamada Covid Longa. O Instituto do Coração de São Paulo, inclusive, coordena o primeiro estudo clínico no país. A pesquisa de três meses deve envolver 290 pacientes, com diagnóstico de Covid Longa e que apresentam fadiga muscular, insônia, ansiedade, depressão ou alterações cognitivas. Em matéria publicada pela revista VEJA, o cardiologista do Incor São Paulo, Edimar Bocchi, disse que "é fundamental afastar o efeito farmacológico do canabidiol do recreativo”. Segundo ele, o efeito anti-inflamatório da substância ajuda a controlar a tempestade de citocinas que pode ocorrer em pacientes com Covid e possivelmente atenuar os sintomas persistentes.

Entendendo a importância do uso da Cannabis medicinal, o servidor público Gustavo Brito e um grupo de amigos com propósito em comum criaram a Ello Grupo, uma empresa que presta assessoria e consultoria na área. "Surgimos para potencializar o atendimento à uma crescente demanda de pessoas que enxergam que o uso da Cannabis pode ser explorado em suas múltiplas dimensões, seja como solução para o tratamento de patologias, bem como a sua aplicação na indústria”, explica Gustavo. “Nossa motivação é enfrentar o paradigma proibitivo da maconha, demonstrando que a Cannabis possui propriedades que trazem benefícios sociais únicos para a cura de várias doenças”.

Ello Grupo dá suporte

Entre as atividades, o Ello Grupo dá suporte na gestão do processo de obtenção do direito ao cultivo da Cannabis para fins medicinais, presta serviços de assessoria e consultoria na concepção de projetos de produção da Cannabis, de forma a atender todos os requisitos legais, técnicos e empresariais, e presta informações técnicas e especializadas que a atividade requer, de acordo com as necessidades e perfil de cada empreendimento, entre outros. A empresa tem acesso a uma base de informações seguras e de qualidade, que aborda os aspectos técnicos, científicos, especializados, legais e regulatórios sobre a produção, usos e benefícios da Cannabis medicinal.

Para informação e melhor entendimento do uso da maconha (canabidol) na Medicina, o Ello Grupo lançou um e-book no mercado: 'Cannabis segura e de forma legal'. O livro digital tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a Cannabis e desmistificar o seu uso para o tratamento de doenças, além de orientar sobre todas as etapas do cultivo da planta e sua transformação em produtos prontos para o consumo, principalmente no que se refere à obtenção dos benefícios proporcionados pela planta.

Para mais informações acesse o Instagram: @ello.grupo

27

Ago

SENAI-RN realiza simulado de preparação para WorldSkills com competidores do RN e MG

O SENAI/CET Ítalo Bologna, em Mossoró, intensificou o processo de preparação dos competidores para seletiva WorldSkills 2022. E realiza, entre os dias 23 a 27 de agosto, um simulado de preparação com os alunos competidores do Rio Grande do Norte e de Minas Gerais nas modalidades de soldagem e estruturas metálicas.

A WorldSkills Competition é a maior competição de educação profissional do mundo, e a sua 46ª edição acontecerá no próximo ano, na cidade de em Shanghai, na China.

A troca de experiência com o Simulado, entre os Departamentos regionais dos dois estados, visa aumentar o nível de preparação dos alunos que participarão da seletiva nacional para WorldSkills que acontecerá em Osasco-SP em março de 2022. O aluno vencedor da competição nacional em 2022 representará o Brasil na competição internacional.

Durante toda a semana, os alunos estão realizando o Projeto Teste, em conformidade com os padrões da competição internacional, o que torna a preparação para a competição de alto nível. O treinamento é feito seguindo todas as precauções impostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Participam do simulado, pelo SENAI-RN, o avaliador em estruturas metálicas Luiz Arquilino de Sousa Neto, o competidor em estruturas metálicas, Jece James Ferreira da Silva, o avaliador de soldagem Max Wendel Morais Pereira e o competidor de Soldagem, Ismael Victor Fernandes de Sousa.

E, de Minas Gerais, o avaliador Vagner Soares da Costa, o competidor em estruturas metálicas, Marco Túlio Da Costa Silva.

WorldSkills 

A 46ª edição da WorldSkill será realizada, na China, no período de 12 a 17 de outubro de 2022. A 45ª edição aconteceu em Kazan, na Rússia, em 2019, envolvendo mais de 1.300 competidores de 63 países em 56 modalidades.

Realizada a cada dois anos, a WorldSkills já ocorre há mais de seis décadas. Os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul disputam medalhas em modalidades que correspondem às profissões técnicas da indústria e do setor de serviços.

26

Ago

Gestão sustentável: empresa potiguar de alimentação e eventos prioriza ações socioambientais

Quem vai a eventos no Espaço Neuma Leão ou frequenta o Empório NL para almoçar ou adquirir produtos e vê a belíssima decoração no estilo Urban Garden, cheia de plantas e natureza, talvez não imagine que junto àquela tendência de valorização do verde existe uma empresa que tem a sustentabilidade ambiental, o combate ao desperdício e as ações sociais como parte de sua rotina diária.

Com seu espaço instalado há oito anos em Morro Branco, colado à uma belíssima área verde que faz parte da reserva do Parque das Dunas, a empresária Neuma Leão preocupa-se, desde o início, em tornar sustentável, primeiramente, o consumo de água e energia, e ainda com ações de combate ao desperdício.

Placas fotovoltaicas instaladas em toda a cobertura do Espaço garantem a sustentabilidade no consumo de energia elétrica. E quando a questão é hídrica, um projeto de reuso de água da chuva em dois grandes reservatórios subterrâneos garantem o necessário para o sistema automático de irrigação do jardim, e também da manutenção das mais de uma centena de plantas que embelezam o ambiente.

Outro cuidado de prática sustentável é com as sobras de alimentos. Uma parte dos resíduos é transformada em adubo, como casca de ovo e borra de café, que são utilizadas no cuidado com as plantas. No quesito decoração, há o reaproveitamento de flores utilizadas na ornamentação de festas, que quando estão em perfeito estado, são doadas para projetos sociais, abrigos e igrejas, que reaproveitam para outras ocasiões.

No que se refere ao lixo reciclável, materiais como caixas de leite são encaminhados para doação a um projeto social que reutiliza essas embalagens na confecção de uma espécie de manta de proteção térmica para pessoas em situação de rua. O cuidado com a questão ambiental se soma à preocupação social. Uma vez por semana a cozinha do Espaço Neuma Leão é emprestada para um projeto social que faz sopão para pessoas em situação de rua, utilizando a estrutura e também alimentos.

"A gente sabe que é muito pouco diante dos desafios sociais e ambientais que enfrentamos atualmente, mas acreditamos que se cada um fizer a sua parte, essas ações podem gerar um impacto positivo para o meio ambiente e para as pessoas. Sentimos isso na prática", destaca Neuma Leão.

26

Ago

Escritório credenciado à XP Investimentos conquista o Nordeste

Que o brasileiro passou a investir mais no mercado financeiro não é novidade. Fintechs, educação financeira, influenciadores digitais, tudo colaborou para incentivar o investidor a sair da poupança e procurar caminhos mais rentáveis. Mas ainda há um oceano a ser explorado. Muita gente ainda está fora do ecossistema financeiro por não ter orientações seguras e especializadas. É para preencher esta lacuna que surgiu a Bequest Capital, escritório de agentes autônomos de investimentos credenciado à XP Investimentos.

Formada por profissionais do mercado que inspiram confiança e podem oferecer os melhores resultados, a Bequest Capital nasceu com o propósito de contribuir com as decisões de investimentos dos seus clientes. O grupo aposta alto na região Nordeste do Brasil e já conta com escritórios fixos em Recife (PE), São Luís (MA), João Pessoa (PB) e Natal (RN). A unidade da capital potiguar foi inaugurada este ano. 

"Evidenciamos, ao longo dos anos, que, ao apresentar as soluções financeiras de maneira clara, fiel e eficiente, conseguimos contribuir significativamente com a forma com que as pessoas se relacionam com suas finanças e seus investimentos, promovendo mudanças importantes em suas vidas ao longo dos anos", afirma Ricardo Valmorbida, um dos sócios que acumulou experiência de anos em banco (Real e Santander), tendo cuidado de clientes de alta renda. Agora, ele passou a se dedicar exclusivamente a Bequest.

Modalidades de Investimento

Renda Fixa, Fundos Imobiliários, Ações, Fundos de Investimentos, são algumas das modalidades de investimentos disponíveis para os clientes. O escritório conta com assessores preparados e certificados pela CVM (órgão regulador) para apresentar as melhores e mais adequadas opções de investimento e estratégias.

Os clientes e parceiros da Bequest podem desfrutar de grandes diferenciais, sendo a confiança e o conhecimento técnico dos seus sócios e profissionais os maiores deles. Além de contar com o apoio dos melhores especialistas do mercado, os investidores têm acompanhamento personalizado e atendimento no escritório presencial ou virtual, se preferir, o que faz toda a diferença na hora de decidir sobre o melhor destino dos investimentos.

A Bequest Capital formou um time de profissionais e sócios experientes, com carreira em grandes instituições financeiras: Adilson Jacomeli, Ana Bárbara Fernandes, Leonardo Quaranta, Braulio Bacurau, Ricardo Valmorbia, Matheus Marinho, Adelman Benigno, Rodrigo Leite, Igor Nunes, Luciano Quintas, Carlos Camelo, Raphael Dantas, Amanda Fontinelle, Igor Miranda, Larissa Meireles, Matias Frota, Paulo Beldel, Vitor Palazzo e Elton Cruz.

26

Ago

Amostras nacionais do segmento de varejo apontam que 20% das ligações feitas por potenciais consumidores não são atendidas

Embora a experiência digital esteja em constante crescimento, as ligações telefônicas nunca deixaram de ser um importante canal de contato entre consumidores e empresas. E foi pensando em transformar essa relação antiga em novas possibilidades que nasceu a PhoneTrack, startup paranaense que utiliza a inteligência artificial para melhorar a performance de marketing e vendas e a experiência do consumidor. A empresa, fundada em 2015, utiliza tecnologias como o call tracking e o speech analytics para mensurar campanhas, recuperar contatos perdidos e transformar ligações em novos leads.

“Amostras nacionais do segmento de varejo apontam que 20% das ligações feitas por potenciais consumidores não são atendidas. Em alguns setores, esse número chega a 50%. Não atender um possível cliente é enfraquecer um vínculo”, afirma Marcio Pacheco, CEO e cofundador da PhoneTrack. Além de rastrear as ligações perdidas, a plataforma permite identificar a origem das chamadas recebidas por cada campanha de marketing (on-line e off-line), integrar com outras ferramentas, medir a performance do time de vendas e ainda identificar o perfil do cliente.

Por meio da inteligência artificial aplicada à voz, a PhoneTrack fornece informações detalhadas sobre as necessidades do consumidor, além de oferecer uma melhor experiência de compra. Tudo isso só é possível graças ao fato de que a plataforma permite o acesso completo às gravações e a diversos indicadores de qualidade das ligações, que são gerados automaticamente. A plataforma fornece em tempo real dados como a quantidade de ligações recebidas por cada campanha, chamadas perdidas, a média de duração de cada contato e as principais palavras-chave usadas durante a chamada.

A plataforma ainda possibilita integração das ligações com ferramentas de CRM, onde o lead já chega qualificado e poderá ser acompanhado pelo time de vendas. "Qualificar o lead é de suma importância para tomada de decisão e aumento da taxa de conversão dos leads”, explica Márcio Conceição, CTO e cofundador da PhoneTrack.

Para uma visão macro, todas as informações são disponibilizadas em um Dashboard, permitindo, assim, a comparação de resultados entre as campanhas. Dessa forma, fica fácil identificar e mensurar o ROI de campanhas de mídia e consequentemente oportunidades para a empresa. “Conhecimento significa salto de performance. Com a PhoneTrack, é possível saber porque os clientes ligam, como eles são atendidos e quais ligações são convertidas em vendas. Assim, as empresas podem transformar os dados em novas oportunidades e melhorar o padrão do atendimento telefônico, oferecendo uma experiência personalizada aos seus consumidores”, finaliza Pacheco.

26

Ago

Brasil está na lista dos dez países com maior média de vendas on-line em 2020

O mercado digital não pode mais ser ignorado pelas empresas, já que os hábitos de consumo e de trabalho vêm mudando de forma acelerada, especialmente desde que a pandemia teve início. De acordo com um levantamento feito pela rede internacional de franquias de marketing digital WSI, com base em dados do SMO Survey, eMarketer e análises internacionais sobre tendências mundiais, o mercado digital deve continuar em crescimento, neste e nos próximos anos. Isso porque, de acordo com pesquisa da eMarketer, 64% das empresas realizaram eventos ou reuniões virtuais em 2020 e 56% pretendem incorporar a modalidade ainda em 2021.

No Brasil, o cenário não é diferente. O mesmo estudo aponta que estamos na lista dos dez países com maior média de vendas on-line em 2020. Já o relatório Webshoppers, da Ebit|Nielsen, assinalou um crescimento de 23% no número de brasileiros que passaram a comprar pela internet no ano passado. “A pandemia acelerou a expansão do e-commerce e hoje ele é um produto essencial. Grandes empresas alavancaram as vendas de forma assustadora, apesar da crise, porque olham para o digital como o caminho para o crescimento dos negócios”, afirma Caio Cunha, presidente da WSI Master Brasil, co-fundador da WSI Consultoria e membro do Global WSI Internet Consultancy Advisory Board.

Ferramentas de otimização e de análise de resultados, atualmente utilizadas por agências especializadas em marketing digital, são grandes aliadas dos negócios. Mas, segundo o executivo, em um mercado tão competitivo, os novos empreendedores devem ter em mente quais são seus objetivos para que possam ir ao encontro daquilo que os consumidores esperam deles. “Eles precisam saber onde o público-alvo está navegando, quais são as suas dores e necessidades. Marketing digital não é só propaganda, afinal. É se comunicar, tirar dúvidas, responder perguntas e resolver as dores desse público”, afirma.

Ainda segundo Cunha, as oportunidades no digital são muitas, mas quando pesquisam sobre um determinado produto ou serviço na internet, os consumidores buscam principalmente informação de qualidade. Os novos negócios, portanto, precisam estar atentos a essa tendência. “É preciso levar ao público-alvo um conteúdo que vai agregar valor, que vai apresentar uma solução. Assim, quando esse consumidor for tomar uma decisão, vai lembrar da marca porque conheceu, avaliou e conversou com a empresa antes. Para ter retorno nesse universo, é preciso tomar as ações corretas”, completa o executivo.

26

Ago

Inadimplência atinge mais de 48% dos microempreendedores do RN

Nem a decisão do governo de postergar os vencimentos de impostos do Simples Nacional para este segundo semestre foi capaz de minimizar o impacto da pandemia nos pequenos negócios, sobretudo naqueles registrados como Microempreendedor Individual (MEI). Um sinal desse reflexo negativo vem do descumprimento de uma das principais obrigações para quem se formaliza nessa categoria jurídica: o pagamento mensal do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-SN), também chamado popularmente de boleto mensal do MEI. De acordo com dados da Receita Federal, 48,3% de todos os microempreendedores do Rio Grande do Norte estavam com alguma parcela atrasada até o mês passado.

Isso representa um universo de 75.281 negócios inadimplentes com as obrigações fiscais e previdenciárias. Até julho, o Rio Grande do Norte possuía 155.281 empresas formalizadas como MEI e que foram beneficiadas, assim como as demais categorias de empresas do Simples, com a postergação dos vencimentos dos impostos referentes aos meses de abril, maio e junho para o segundo semestre e de forma parcelada. O que deveria ser uma facilidade pode ter gerado um acúmulo de vencimentos para quem não se planejou e organizou as finanças.

Isso porque o primeiro vencimento do boleto de abril, no caso dos MEIs, começou a vencer em julho. Com isso, o empreendedor teria que quitar tanto a parcela prorrogada, quanto o DAS do mês. Essa pode ser uma das explicações para a inadimplência, que subiu em torno de dois pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2020. Em julho do ano passado, mês que marcou a retomada das atividades econômicas, o índice de inadimplência do MEI era de 46,7%. Apesar desse aumento, a taxa de inadimplência vem diminuindo gradativamente ao longo dos últimos anos e desde 2019 o RN figura entre os estados com as menores taxas de inadimplência do MEI.

Regularização

Os microempreendedores que possuem dívidas referentes a imposto junto à Receita Federal têm até a próxima terça-feira (31) para regularizar a situação, para não serem inseridos no cadastro de Divida Ativa da União. As pendências podem ser quitadas ou renegociadas na página do portal do empreendedor (gov.br) ou no portal do Simples Nacional. Em todo o país, existem mais de 4,4 milhões de empreendedores inadimplentes, o que representa cerca de 1/3 do total de inscritos. O Sebrae tem concentrado esforços para postergar o prazo, mas até o momento a data não foi adiada.

Somente em junho deste ano, metade dos 12,4 milhões de MEI do Brasil deixaram de pagar as contas dentro do prazo. Atualmente, o valor aproximado de dívidas dos MEI inadimplentes é de R$ 5,5 bilhões. Deste montante, cerca de R$ 4,5 bilhões correspondem às dívidas de 1,8 milhão de MEI, que estão passíveis de inscrição na Dívida Ativa da União. Os MEI que não realizarem a negociação estão sujeitos a perder a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ); perder os benefícios como segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tais como aposentadoria, auxílio-doença, pensão por morte, entre outros. Além disso, poderão ser inscrito na Dívida Ativa da União, sujeitos a multas e encargos; ser excluído do regime do Simples Nacional; além de ter dificuldades para a obtenção de linhas de crédito junto aos bancos.

Um dos principais atrativos da figura do MEI é a tributação diferenciada. O empreendedor paga um valor mensal fixo que corresponde a 5% do salário mínimo. A maior parte desse recolhimento vai para cobertura previdenciária, e R$ 5,00 de ISS para o município, se a atividade for serviço, ou R$ 1,00 de ICMS para o estado, se for comércio ou indústria. Esses percentuais equivalem ao DAS, que deve ser pago mensalmente.

Segundo o gerente da Agência Sebrae - Grande Natal, Thales Medeiros, é justamente na questão previdenciária e seguridade social que o empreendedor fica desamparado quando não está com o pagamento das contribuições em dia. Além de perder tempo de contribuição para a aposentadoria, em caso de precisar dos auxílios do INSS, como auxílio-maternidade e auxílio-doença, o empreendedor fica impedido de recebê-los.

Vantagens do MEI

São considerados MEI os profissionais que trabalham por conta própria registrados nessa categoria e que ganham até R$ 81 mil por ano, valor que pode subir para R$ 130 mil a partir de 1° de janeiro de 2022, se aprovado um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados. Para ser formalizado como MEI, o empreendedor precisa exercer uma das mais de 490 atividades regulamentadas para essa categoria de negócio, não deve ter participação em outra empresa, podendo ter até um empregado.

Com o registro de MEI, o trabalhador passa a ter CNPJ e a emitir notas fiscais, atuando como uma empresa, o que também facilita financiamentos e aluguel de máquinas de cartão de débito e crédito. Além disso, o MEI tem garantias de benefícios previdenciários, como auxílio-doença, salário-maternidade e aposentadoria por idade, mediante pagamento mensal do DAS.

25

Ago

IBGE: empresas de serviços não financeiros cresceram 1,6% em 2019

O número de empresas prestadoras de serviços não financeiros cresceu 1,6% em 2019, na comparação com o ano anterior, e atingiu um total de 1,4 milhão, concentradas especialmente nos segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares, que correspondem a 33,2% do total, e serviços prestados principalmente às famílias, 30,3% do total. No acumulado entre 2014 e 2019, o aumento ficou em 3,8%.

Os dados foram divulgados hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda em 2019, essas empresas empregavam 12,8 milhões. Os salários, retiradas e outras remunerações somaram R$ 376,3 bilhões e a receita operacional líquida atingiu R$ 1,8 trilhão. O valor adicionado bruto ficou em R$ 1,1 trilhão.

De acordo com o IBGE, “os resultados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2019 estão inseridos em um contexto de recuperação do consumo e do poder de compra das famílias e de retomada do emprego”. Esses resultados ocorreram no cenário em que, após dois anos de retração do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma dos bens e serviços produzidos no país -, embora ainda inferior a 2%, a economia brasileira fechava 2019 com o terceiro ano seguido de crescimento. Isso se refletiu na recuperação gradual do emprego, do consumo das famílias e da formação bruta de capital fixo, apesar de queda no consumo da administração pública.

As atividades das empresas prestadoras de serviços não financeiros em 2019 são divididas em sete grandes segmentos: serviços prestados principalmente às famílias, serviços de informação e comunicação, serviços profissionais, administrativos e complementares, transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, atividades imobiliárias, serviços de manutenção e reparação e outras atividades de serviços. Dentro desses segmentos, a pesquisa cobre 34 atividades, formadas por agrupamentos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas.

O analista da PAS Marcelo Miranda disse que serviços de informação e comunicação foram o único setor que registrou perda de receita operacional líquida em 2019, na comparação com 2010. “E perde a posição. Em 2010 era o segmento mais importante em número de receitas no setor de serviços e passou para a terceira posição em 2019, ultrapassado pelo segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.

Na mesma comparação com 2010, o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tem se mantido em primeiro lugar. “[O segmento de] transportes é a dinâmica do Brasil. Dentro desse setor, nós temos a atividade de transporte de cargas e essa foi a mais importante receita operacional líquida em 2019 e ao longo dos últimos dez anos. Por isso, transportes acabam figurando na primeira posição”, observou.

Pessoas ocupadas

Em relação a 2018, a pesquisa mostrou aumento de 2,1% no número de pessoas ocupadas nos serviços. O segmento que mais cresceu em termos percentuais no período foi o de serviços de informação e comunicação, com alta de 5,5%. O único que registrou queda (-1,5%) foram os serviços prestados principalmente às famílias. Segundo o IBGE, o resultado foi influenciado especialmente pela retração da atividade de serviços de alimentação, que teve diminuição de 42,5 mil pessoas, sendo a maior queda absoluta entre os 34 agrupamentos da área.

Em termos absolutos, serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram o maior acréscimo, de 200,1 mil pessoas. Entre os 34 agrupamentos de serviços, o de seleção, agenciamento e locação de mão de obra foi o que registrou maior alta (10,7%). No mesmo período, a maior queda (-24,8%) ficou com o segmento de agências de notícias e outras atividades de serviços de informação.

Usuários do transporte público esperam ônibus em ponto da Avenida Paulista, durante a fase vermelha da pandemia de covid-19 na capital.

No acumulado entre 2014 e 2019, a PAS indicou queda de 1,2% no número de pessoas ocupadas. A retração foi influenciada sobretudo pelo segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-7,7%). Entre os 34 agrupamentos, o de compra, venda e aluguel de imóveis próprios foi o que teve a maior alta (23,9%) no período.

Salários

As remunerações pagas em serviços cresceram 2,9% em 2019, na comparação com o ano anterior. No acumulado entre 2014 e 2019, no entanto, elas caíram 0,8%. Entre os segmentos, dois tiveram queda em 2019 e no mesmo percentual (-0,3%): serviços prestados principalmente às famílias e serviços de manutenção e reparação. Já no acumulado, quatro segmentos recuaram, sendo a maior a queda de 7,3% nos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio. Os demais foram serviços de informação e comunicação, de manutenção e reparação (-1,0%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,4%).

Regiões

Miranda disse que entre as regiões do país, a Sudeste continua sendo a mais importante tanto no número de empresas quanto na receita bruta, em salários, retiradas e outras remunerações e ainda no total de pessoal ocupado. “Olhando as outras regiões, a Sudeste, liderada pelos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. “Nas variáveis estudadas, o que a gente viu foi uma perda de participação, apesar de a região ainda figurar como a principal. Por exemplo, em receita bruta em 2019, o total de receitas gerado no Brasil pelo setor de serviços foi liderado pela Região Sudeste, que representou 63,9% do total. O que se vê é uma perda de participação ao longo dos dez anos". O Sudeste, no entanto, ainda figura como a grande região, junto com o Sul, Centro-Oeste e Nordeste, com destaque para a Região Sul que ganhou, nos dez anos, 1,3 ponto percentual em participação em receita bruta.

A perda da Região Sudeste foi atribuída pelo analista principalmente ao Rio de Janeiro, estado com maior queda de receita operacional bruta ao longo de dez anos. “Ainda assim, mesmo perdendo participação em relação aos outros estados, continua sendo o segundo que mais gera receita no setor de serviços no Brasil”, disse Miranda. Ele acrescentou que como destaques na Região Sul estão os estados do Paraná, que briga com o Rio Grande do Sul pelo quarto e quinto lugar, e Santa Catarina, o que mais ganhou participação no período e está em sexto lugar entre as receitas do país.

Mudanças nos segmentos

Entre 2010 e 2019, o IBGE notou alterações entre os segmentos. Miranda afirmou que o segmento de serviços de informação e comunicação, que reúne telecomunicações, tecnologia da informação, serviços audiovisuais, edição, integração e impressão, agência de notícias e outros serviços, foi muito atingido. Conforme o analista, em 2010, telecomunicações era a principal atividade do país e representava 15,3 % da receita operacional líquida gerada, mas perdeu muito pela dinâmica do setor.

“O setor de telecomunicações foi perdendo um pouco de espaço. Os torpedos e SMS, que em 2010 eram muito utilizados, perderam espaço para mensagens em aplicativos de via instantânea. Hoje em dia, se faz muito mais ligações por meio de aplicativos do que utilizando a rede de telecomunicações, ou seja, se usa mais pela internet que está dentro do segmento de tecnologia da informação. Foi a atividade que mais perdeu espaço nos últimos dez anos, cerca de 10 pontos percentuais, e tecnologia da informação foi a que mais ganhou, então, a gente viu essa mudança”, completou.

Pesquisa

A Pesquisa Anual de Serviços é realizada desde 1998 pelo IBGE e mostra as características estruturais da oferta de serviços não financeiros pelas empresas brasileiras. Para o instituto, “os dados são importantes na análise e no planejamento econômico, tanto de empresas do setor privado quanto nos diferentes níveis de governo”.

O IBGE informou que “o setor de serviços tem como característica um alto nível de heterogeneidade, com segmentos mais tradicionais, como é o caso dos prestados principalmente às famílias, até atividades de alta intensidade tecnológica, a exemplo dos serviços de informação e comunicação. Atualmente, as atividades de serviços respondem pela maior parte do PIB do país”.

Fonte: Agência Brasil / Foto: Rovena Rosa