Mercado

14

Set

Sebrae orienta parcelamento para regularizar débitos do MEI com a Receita

A Receita Federal prorrogou para 30 deste mês o prazo para Microempreendedores Individuais (MEI) quitarem os débitos contraídos até 2016 antes de enviar a dívida para execução fiscal por parte da União. Uma das opções disponíveis é o parcelamento do débito. Mas o que muitos empreendedores não sabem é que, antes de aderir a esse fracionamento do valor devido, é preciso enviar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-Simei) dos respectivos anos 48 horas antes. Sem isso, o microempreendedor não consegue realizar o parcelamento. Esse é apenas um dos detalhes que o MEI precisa atentar para ficar em dia com o Fisco federal.

Segundo dados da Receita Federal, cerca de 1,8 milhão de Microempreendedores Individuais (MEI) em todo o país estão com tributos e obrigações em atraso referentes a 2016 e a anos anteriores. Essa figura empresarial representa mais de 70% dos optantes pelo Simples Nacional no Rio Grande do Norte, com 155.281 negócios constituídos até agora. Ainda de acordo com a Receita, a inadimplência chega perto de R$ 5,5 bilhões, volume devido por quase um terço dos 12,4 milhões de MEIs registrados no país. No RN, até julho, a taxa de inadimplência beirava os 48%. No entanto, a inscrição na dívida ativa só vale para dívidas não quitadas superiores a R$ 1 mil, somando principal, multa, juros e demais encargos. Atualmente, o 1,8 milhão de MEI nessa situação devem R$ 4,5 bilhões.

Para orientar e auxiliar os microempreendedores potiguares, o Sebrae no Rio Grande do Norte estruturou um esquema de atendimento especial para essa finalidade, em que uma equipe de analistas técnicos farão atendimentos individuais para calcular dívida, emitir as declarações e envio do boleto referente à primeira mensalidade do parcelamento, além de outras orientações necessárias a esse público.

O serviço está sendo disponibilizado na Agência do Sebrae - Grande Natal, que fica situada na sede da instituição, em frente ao estádio Arena das Dunas, na capital, das 7h30 às 17h30.  Além disso, a instituição disponibiliza o atendimento digital. Basta acessar o link http://bit.ly/atendimento-online-sebrae/ e clicar em 'Regularização do MEI' que terá o atendimento remoto. "Todos esses procedimentos podem ser feitos pela internet. Porém, percebemos que alguns empreendedores, não habituados com esse tipo de operação, acabam tendo dúvidas. No Sebrae, ele consegue resolver tudo de uma única vez”, explica a analista técnica do Sebrae-RN, Elisete Lopes. Isso porque o local também reúne praticamente todos os serviços necessários à abertura, funcionamento e encerramento de um pequeno negócio.

A analista ratifica a importância do parcelamento para o MEI regularizar a situação e não ter impeditivos para exercer as atividades. “O Sebrae fornece esse apoio ao orientar e ajudar a fazer o parcelamento, sobre o pagamento das mensalidades, sobre as características desse do parcelamento dos débitos, sobre como é possível acessar as parcelas mensais com a data de vencimento. É uma orientação completa para que o MEI cumpra todas as exigências”. Seguir as recomendações é importante porque, mesmo pagando a primeira do acordo, se atrasar três parcelas consecutivas ou não, o MEI perde o benefício do parcelamento. Os débitos daqueles MEIs inadimplentes serão enviados para a Dívida Ativa da União, do Estado e do Município, dependendo da natureza da atividade.

Pela internet

Quem optar por executar essa negociação diretamente pela internet pode acessar a página do Simples Nacional. Os débitos sob cobrança podem ser consultados no Programa Gerador do DAS para o MEI. Por meio de certificado digital ou do código de acesso, basta clicar na opção "Consulta Extrato/Pendências" e, em seguida, em "Consulta Pendências no Simei". Esta opção também permite a geração do DAS para pagamento. Para parcelar, o MEI deve acessar o serviço Parcelamento – Microempreendedor Individual. O Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) para quitar as pendências pode ser gerado, tanto pelo site, quanto por meio do Aplicativo MEI, disponível para celulares Android ou iOS.

A inscrição na dívida ativa acarreta prejuízos significativos. O microempreendedor pode ser excluído do regime de tributação do Simples Nacional, com alíquotas mais baixas de imposto e pode enfrentar dificuldades para conseguir financiamentos e empréstimos. A inclusão no cadastro de dívida ativa também aumenta o valor do débito. Quem tem pendência com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será cobrado na Justiça e terá de pagar pelo menos 20% a mais sobre o valor do débito para cobrir os gastos da União com o processo. Em relação ao ISS e ao ICMS, caberá aos governos locais incluir o CNPJ do devedor na dívida ativa estadual ou municipal. O MEI terá de pagar multas adicionais sobre o valor devido.

Com um regime simplificado de tributação, os MEIs recolhem apenas a contribuição para a Previdência Social e pagam, dependendo do ramo de atuação, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ou o Imposto sobre Serviços (ISS). O ICMS é recolhido aos estados; e o ISS, às prefeituras.

13

Set

Shopping com grandes marcas reflete crescimento do bairro que mais se expande no RN

Localizado na região que mais cresce no Rio Grande do Norte, com um mix de lojas e estabelecimentos que proporciona acesso rápido a compras e utilidades, além de opções de gastronomia e lazer, o Shopping Cidade Verde vem se consolidando como um dos principais pontos de encontro, compras e diversão da zona sul – mostrando o crescimento de uma área em que o consumidor busca cada vez mais qualidade e serviços perto de casa.

Com uma proposta intimista, aconchegante e familiar, o Shopping Cidade Verde reúne diversos tipos de serviços e produtos em um único local e para todos os membros da família. Referência da região para o lazer aos finais de semana, o espaço conta com a segurança de uma ampla área coberta com ventilação natural, oferece espaço kids, entretenimento para pets, restaurantes, cafés e quiosques, vigilância privada e estacionamento gratuito.

Cliente assíduo do Shopping Cidade Verde, o funcionário público, Fernando Praxedes, 56 anos, mora em Nova Parnamirim e conta que vai ao local quase todos os dias. “Gosto muito do shopping pela sua localização. Aqui é tudo muito organizado, resolvo minhas coisas, passeio e tomo café”, declarou.

Expansão imobiliária e comercial

O Shopping Cidade Verde está localizado em uma das regiões de maior expansão imobiliária e desenvolvimento socioeconômico da Grande Natal e de todo o RN. Segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o bairro de Nova Parnamirim reúne mais de 90 mil habitantes, a maioria de classe média. Se a região fosse um município, seria o quinto mais populoso do Estado, para se ter ideia.

Essa população, que cresce a cada ano, tem buscado cada vez mais direcionar o consumo de produtos e serviços para a vizinhança, que após a expansão imobiliária, vem vivenciando uma forte expansão comercial. Nesse contexto, o Shopping Cidade Verde inclui um mix com segmentos como saúde e bem-estar; construção, revestimentos, móveis e decoração; pets; restaurantes, cafés, e lojas de carnes e de alimentação saudável; roupas e calçados; festas; livraria; serviços bancários e clínicas e laboratório – com destaque para o Centro Clínico da Unimed na Zona Sul, que fica no mezanino do shopping, e por onde circulam, diariamente, centenas de pessoas para atendimentos nas mais diversas especializações médicas.

A diretora administrativa do Shopping Cidade Verde, Maria Elisa Bezerra, afirma que a consolidação do shopping como centro de compras e lazer tem feito crescer a procura também dos lojistas. “Já contamos com marcas muito reconhecidas em todo o país, e tem sido crescente a procura de lojistas, dos mais diversos ramos, para se instalarem no Cidade Verde. Nós somos o shopping da sua vizinhança, onde se resolve tudo o que precisa. Contamos com a circulação diária de quase 5 mil pessoas. E estamos preparando boas novidades em breve para nossos clientes”, destaca.

A estudante Maria Cecília Paiva, 20 anos, é uma das clientes que está com frequência no local. Ela vai ao Shopping Cidade Verde uma ou duas vezes por semana para levar seu cachorrinho para se divertir em um parque PET instalado em área aberta. “Como o shopping tem esse espaço, costumo trazer meu cachorro Snoopy para brincar, correr, enquanto utilizo outros serviços. Gosto muito daqui devido à variedade de lojas. Dá para resolver de tudo”, afirma Cecília.

12

Set

Mobile banking coloca o consumidor no centro da experiência

*Por Meio & Mensagem

O mobile banking transformou-se em uma expressiva porta de entrada para a inclusão financeira de milhões de brasileiros, pela possibilidade de carregar no bolso e acessar, em qualquer hora ou local, serviços antes restritos a agências bancárias. Atualmente, praticamente todas as operações podem ser feitas de forma eletrônica, o que traz mais comodidade aos usuários. Pelos canais digitais dos bancos, é possível fazer pagamentos de contas, transferências, DOCs (Documentos de Ordem de Crédito) e TEDs (Transmissão Eletrônica de Documentos), contratações de crédito, investimentos e aplicações, consultas de saldos e extratos, contratar seguros e planos de Previdência. Porém, colocar o cliente no centro vai além de ter um bom aplicativo mobile.

Trazer à tona a mentalidade consumer centric trata-se de desenvolver processos e a melhor forma de atendimento, em função da experiência do cliente no relacionamento com a instituição. Nesse sentido, os canais digitais, como o mobile banking, permitem aos bancos apresentarem inovações tecnológicas capazes de tornar o relacionamento com os clientes mais eficiente, uma tendência que começou há cerca de dez anos, explica Rodrigo Mulinari, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban (Federação Brasileira de Bancos): “Hoje, os bancos contam com times com designers, arquitetos da informação, gestores de conteúdo, analistas de dados e antropólogos digitais, para criar cada vez mais serviços de uso intuitivo, fácil e agradável para seus clientes”.

Segundo o estudo “Tecnologia Bancária 2017”, da Febraban, em 2019, foram 89,9 bilhões de operações — esse número, 44% correspondem àquelas feitas pelo mobile banking (crédito: Monstera/Pexels)

Em 2016, de acordo com o estudo “Tecnologia Bancária 2017″, realizado pela Febraban e pela empresa de serviços Deloitte, o mobile banking consolidou-se definitivamente como o canal preferido dos brasileiros, tendo sido responsável por 21,9 bilhões das transações bancárias realizadas — um crescimento de 96%, em relação a 2015. O universo da pesquisa envolveu 17 instituições financeiras do Brasil, que representam 91% do mercado. “Avaliamos que foi um movimento natural e que não aconteceu apenas com o segmento bancário, uma vez que as pessoas utilizam o smartphone e os aplicativos, cada vez mais, para interagir com as empresas”, diz Rodrigo. No caso do mobile banking, ao longo dos anos, os bancos investiram muito para tornar o atendimento completo pelo celular, além do foco em segurança e usabilidade. Esse movimento possibilitou, adiciona, a entrada de novos players, com instituições inteiramente online e o surgimento de startups que oferecem serviços financeiros, as fintechs, o que acelerou o processo de transformação digital. “A popularidade do celular e da telefonia móvel aliada a confiança do consumidor nos canais digitais e ao seu desejo por conveniência, rapidez e mobilidade, aumentaram a relevância do mobile banking em relação ao internet banking”, afirma Sergio Biagini, sócio-líder da indústria de serviços financeiros da Deloitte.

Segundo a edição de 2020 da mesma pesquisa, em 2019, as transações bancárias cresceram 11%, em comparação com o ano anterior. Ao todo, foram 89,9 bilhões de operações. Desse número, 44% correspondem àquelas feitas pelo mobile banking. O meio avançou em todas as transações pesquisadas: depósito virtual (alta de 327%), contratação de seguros (133%), contratação de investimento (114%); abertura de contas (66%) e tomada de crédito (47%).

Em 2020, de acordo com o levantamento “Tecnologia Bancária 2021”, também da Febraban e da Deloitte, o mobile banking foi o canal dominante, responsável por mais da metade das transações bancárias. De R$ 103,5 bilhões movimentados, R$ 52,9 bilhões vieram de serviços que permitem ao cliente realizar transações e operações bancárias via celular. Segundo a pesquisa, as transações com movimentação financeira no mobile tiveram um salto de 64%, no ano passado, impulsionadas pelo contexto da pandemia e do auxílio emergencial O total de contas ativas no mobile banking mais que dobrou; mesmo sem considerar o efeito do auxílio emergencial. “Com a pandemia da Covid-19 e as medidas de isolamento social, iniciadas em março do ano passado, o celular tornou-se como canal favorito dos brasileiros para pagar contas, fazer transferências, contratar crédito e as demais operações bancárias no ano passado, reforçando algo já visto nos últimos anos”, afirma o diretor setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban.

Startups: tecnologias e ferramentas
A entrada de fintechs no mercado é considerada muito bem-vinda pelos bancos, por permitir mais eficiência de toda a indústria, com inegáveis ganhos para as pessoas e empresas. Hoje, aponta Rodrigo, existem inúmeros exemplos bem-sucedidos de parcerias entre essas empresas e instituições financeiras, inclusive com a abertura de centros de empreendedorismo e inovação e a consolidação de programas de aceleração. A Febraban e os bancos são favoráveis à competição e a estimulam, em todos os níveis. Entretanto, salientam a importância de que as regras sejam iguais para todos os competidores, sejam bancos já estabelecidos ou novos entrantes, evitando a assimetria de regulação entre empresas que prestam o mesmo tipo de serviço.

O portfólio de produtos e serviços oferecido pelos bancos e as parcerias com martechs ou adtechs são fatores ligados à estratégia comercial de cada instituição financeira e à concorrência e competitividade do setor, explica o diretor setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban: “As inovações tecnológicas que possam trazer benefícios ao consumidor, mantendo a solidez e confiabilidade dos serviços, contribuem para a expansão e aumento da qualidade do setor. Os bancos, sempre, priorizaram parcerias com empresas de desenvolvimento e startups de diversos segmentos, para levar ao cliente produtos e serviços bancários que sejam, cada vez mais, inovadores e que facilitem as operações financeiras do dia a dia do consumidor”.

O open banking, por sua vez, influenciará o setor, à medida que trouxer inovação e competitividade, o que permitirá o compartilhamento de dados e de histórico financeiro entre os bancos com os quais o cliente se relaciona. Segundo Sergio, da Deloitte, “para mitigar a comoditização, os bancos serão instigados a entregar ofertas, cada vez mais, aderentes ao perfil e à necessidade do cliente, entendendo as preferências e o momento de vida. A prestação de serviço irá além de um produto ou compliance regulatório. Esse movimento exigirá do setor bancário uma maior conectividade, necessidade de análise de dados, capacidade de realização de operações fora do sistema tradicional, ampliação de parcerias da cadeia de valor, investimento em cloud, segurança, aumento do número de APIs e mudanças nas interações digitais, especialmente no mobile banking”.

Nos próximos anos, as transações mais complexas, como renegociações, continuam a se concentrar em canais físicos, enquanto as transações simples continuam migrando para os canais digitais, mobile e internet banking, “porque a preferência dos clientes por interações presenciais ou digitais muda de acordo com a complexidade do produto ou serviço em questão”, diz Sergio. Além disso, por meio de investimentos em tecnologias disruptivas, como inteligência artificial e analytics, os bancos poderão, cada vez mais, conhecer melhor seus clientes e realizar ofertas e abordagem muito personalizadas.

Fonte: Meio & Mensagem, disponível em: https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/09/10/mobile-banking-coloca-o-consumidor-no-centro-da-experiencia.html

11

Set

Vendas online ampliam a lucratividade em até 90%

*Por Caio Cunha

A pandemia elevou o e-commerce à categoria de serviço essencial. E os números mais do que comprovam isso. Dados do Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital revelam que, no Brasil, o segmento teve um salto vertiginoso em 2020, atingindo mais de 73% de expansão em relação a 2019.

Esse crescimento impactou diretamente outros setores, a exemplo do delivery, que expandiu 48,77% em 2020, segundo estudo da Statista. Estima-se que somente esse nicho de mercado movimente mais de 6,3 trilhões de dólares até o final deste ano.

Da mesma forma, os marketplaces também despontam com elevado crescimento dentro do comércio virtual. Se em 2019 representavam 35% do faturamento do setor, em 2020 aumentaram sua fatia para 51% - segundo dados da Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).

Marketing digital

Neste cenário profundamente associado ao universo online, o marketing digital assume papel de protagonismo nas estratégias de comunicação das empresas. E os números também comprovam essa tendência. A expectativa é que, ao longo dos próximos cinco anos, os investimentos neste segmento cresçam cerca de 17,6% em todo o mundo, saindo de um patamar de US$ 305 bilhões em 2020, para US$ 807 bilhões em 2026 - ainda segundo a Abcomm.

As razões são óbvias

Tais projeções se baseiam em pesquisas globais de opinião do consumidor, que reforçam a tendência de consolidação do e-commerce como algo que veio para ficar. Um exemplo é o relatório “Consumer Trends Report 2021”, que aponta que 46% dos brasileiros estão substituindo compras em lojas físicas por experiências online. Esse mesmo estudo aponta que 57% dos clientes se sentem mais confortáveis comprando online e 54% continuarão evitando visitas a lojas, supermercados e mercados de rua no futuro, devido às preocupações com a saúde.

Caminho sem volta (e muito mais lucrativo)

"Trata-se de um caminho sem volta, que se tornou um imperativo pra não só quem atua no varejo, mas também o mercado B2B”, analisa o especialista em marketing digital, Caio Cunha - que é presidente da WSI Master Brasil, maior franquia mundial deste segmento. Para ele, o marketing digital é indiscutivelmente a principal ferramenta de comunicação mercadológica do 'novo normal' que vivemos. E o lado bom disso é que as oportunidades de ampliação dos lucros também são indiscutivelmente maiores.

Custos bem menores

"Através do investimento em marketing digital, quando bem gerido, você tem um custo de 10% a 20% e um retorno de 80%, 85% ou de até 90% do seu investimento. Por outro lado, quando você tem que contratar um funcionário e pagá-lo, você vai ter, no máximo, um retorno de 50%. Ou seja, o digital permite uma redução de custo de 50% para 20%, 15%, e muitas vezes até 10%", observa Cunha, que tem mais de 25 anos de experiência na indústria de tecnologia e já foi executivo de grandes multinacionais como PWC, SAP e Hitachi. 

Estratégia é essencial

Ele destaca, contudo, que não existe receita pronta para vencer a concorrência - que também cresce na mesma escala. "É preciso buscar caminhos inteligentes para competir com as grandes marcas. Não basta, por exemplo, apenas adotar uma plataforma digital e esperar tudo seja resolvido. A concorrência é grande e exige muito mais de quem vende", enfatiza o presidente da WSI Master Brasil.

No caso dos marketplaces, especificamente, ele diz que é preciso avaliar, antecipadamente, todos os custos que a empresa teria com a operação própria, da divulgação do anúncio à logística de entrega. "Geralmente não há muita diferença. Mas é preciso checar e, sobretudo, levar em conta que os marketplaces têm mais poder de negociação com as empresas de logística e isso representa agilidade e taxas de frete mais amigáveis".

Outro fator que deve ser levado em conta, segundo ele, é o atendimento. "Essas plataformas solucionam um problema muito comum às microempresas que atuam online, que é a falta de funcionários. Quem faz varejo online precisa estar atento 100% do tempo e despachar os pedidos de forma instantânea, porque isso impacta no prazo de entrega e, de quebra, na reputação da empresa".

Fortalecimento da marca

Em compensação, destaca Caio Cunha, o marketplace não ajuda a potencializar a marca do pequeno lojista ou fabricante. "A experiência de compra ficará diretamente associada à plataforma e não à pequena empresa. Daí, justamente, a importância de saber agregar com soluções próprias para atingir uma base maior de clientes e, ao mesmo tempo, colocar a própria marca em evidência. O caminho óbvio é investir em marketing digital com plataformas mais completas que integram todas as soluções digitais implantadas . E isso também vale para o segmento B2B, onde é crescente a demanda por e-commerce".

*Caio Cunha é  Presidente da WSI Master Brasil, co-Fundador da WSI Consultoria e membro do Global WSI Internet Consultancy Advisory Board. Com mais de 25 anos de experiência na indústria de tecnologia, atingiu cargos executivos de alto nível, em grandes empresas multinacionais como PWC (com clientes IBM e Unisys), SAP e Hitachi Data Systems, no Brasil e no exterior. Ao longo de sua carreira, participou em programas de desenvolvimento profissional em universidades como a Stanford University, na Califórnia, e no IMD Internacional, na Suíça. Tem MBA em finanças pelo IBMEC e é graduado em Administração de Empresas pela PUC, com dois anos na Roosevelt University, em Chicago.

 

10

Set

Plataforma MAIS RN acompanha indicadores econômicos semanalmente

O MAIS RN passa a acompanhar semanalmente os indicadores econômicos mais importantes do país. Com essa nova plataforma digital, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) expande os painéis do Observatório da Indústria e lança o “MAIS RN e o Boletim Focus”.

O “Boletim Focus” é atualizado semanalmente pelo Banco Central e resume estatísticas e expectativas de mercado por meio de uma mediana das projeções financeiras de mais de 140 instituições e consultoras de mercado.

“A qualidade e atualidade das informações e análises, entregues à sociedade e aos empresários, em particular, se constituem no principal produto do MAIS RN”, afirma o coordenador do Mais RN, José Bezerra Marinho. “Por isso, agregamos essa plataforma que irá somar aos dados que estão disponibilizados, com indicadores econômicos, essenciais na tomada de decisões e no acompanhamento conjuntural por empresários, Centro de Pesquisa e Ensino e Entes Públicos, além de profissionais que atuam nas diversas instâncias da sociedade”, acrescentou.

Os indicadores acompanhados nesta nova plataforma e atualizados todas as segundas-feiras são:
- IPCA (referência do sistema de metas para a inflação e mede o preço de uma cesta de consumo nos últimos 30 dias em 13 áreas geográficas);
- PIB (soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país em um ano);
- CÂMBIO (custo da moeda em relação à outra, no caso do Boletim Focus a comparação se faz com o dólar) e
- SELIC (taxa básica de juros da economia).

Assessor técnico de Economia e Pesquisa da FIERN, Pedro Albuquerque informa que nesta primeira semana de atualizações, os dados fazem referência à publicação do dia 06 de setembro de 2021, e pode se observar 22 semanas de alta do IPCA, 4 semanas de queda do PIB, aumento do dólar quando comparado à semana passada e a SELIC em 7,63 (no mesmo período do mês passado a SELIC estava em 7,25).

10

Set

Projeto prevê que CLT regule trabalho de motoristas de aplicativo

Está em tramitação no Senado um projeto de lei que classifica o trabalho de motoristas de aplicativo — e também o de condutores de veículos para entrega de bens de consumo, como alimentos — como “trabalho intermitente” que deve ser regulado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Esse projeto (PL 3.055/21) foi apresentado no início de setembro pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO).

O senador afirma que sua proposta tem o objetivo de “enunciar direitos e proteger aqueles trabalhadores que prestam serviços por meio de plataformas digitais, tanto aquelas que são voltadas para o transporte individual de passageiros, como Uber, Cabify, 99, Buser e outras, quanto as dedicadas à entrega de bens de consumo, como iFood, Rappi e Loggi, entre outras”.

Segundo Gurgacz, há no Brasil mais de 1,1 milhão de motoristas de aplicativos. Ele lamenta que o país ainda não tenha uma legislação específica destinada a esses profissionais.

“Infelizmente, passados vários anos da implantação do trabalho de transporte de passageiros e de entrega de bens de consumo com o auxílio de plataformas digitais e a despeito de que, em várias partes do mundo, motoristas cadastrados em plataforma digital tiveram seus direitos trabalhistas reconhecidos, não temos ainda legislação própria no Brasil que proteja minimamente essa categoria de trabalhadores.”

Seguro

O projeto também prevê que as empresas envolvidas nessas relações de trabalho serão obrigadas a contratar, sem ônus para motoristas e condutores, seguro privado de acidentes pessoais (para casos de morte acidental, danos corporais, danos estéticos e danos morais) e seguro dos veículos.

O texto também determina que “a contratação de seguro não excluirá a indenização a que o empregador está obrigado quando incorrer em dolo ou culpa”.

Fonte: Agência Senado

9

Set

Empreendedores abrem mais negócios no segmento de vestuário

Mesmo em tempos de distanciamento social e restrições a ambientes fechados devido à pandemia, os potiguares não abriram mão da preocupação com a aparência. A demanda por produtos de vestuário, como roupas e acessórios, levou uma parcela significativa dos empreendedores do Rio Grande do Norte a abrir um negócio próprio para suprir o consumo desses itens. O comércio varejista de artigos do segmento de vestuário e acessórios vem batendo recorde de formalizações no estado e findou o primeiro semestre como a atividade que mais registrou a criação de empresas na primeira metade deste ano. Até o início deste mês, já são mais 13 mil negócios cadastrados como Microempreendedor Individual (MEI).

Isso foi o que revelou um levantamento feito pela Unidade de Gestão Estratégica (UGE) do Sebrae no Rio Grande do Norte para analisar o desempenho dos pequenos negócios na economia potiguar na primeira metade do ano com base em dados da Receita Federal e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ligado ao Ministério da Economia. Os resultados mais relevantes estão reunidos em uma síntese, que pode ser conferida na íntegra. O documento está disponível para consulta ou download no Portal do Sebrae (www.rn.sebrae.com.br) na seção ‘Estudos e Publicações'.

O que as estatísticas apontam matematicamente, a empreendedora Aylla Regis Costa percebeu na prática. Ela já havia identificado a procura dos consumidores por esses itens na região onde atua, em bairros da Zona Norte de Natal, e decidiu profissionalizar a atividade com a formalização, em março deste ano, da loja N&A Multimarcas, uma grife de artigos de modas feminina e masculina

Agência Sebrae“Vendemos artigos para homens e mulheres. Gosto de trabalhar com a autoestima das pessoas, e por isso escolhi vender moda. Mesmo em meio a toda essa incerteza econômica do país, conseguimos nos reinventar e vender on-line e humanizar a marca”, garante a empreendedora. Segundo Aylla, o registro formal da N&A e obtenção de um CNPJ ajudaram o negócio, sobretudo no acesso ao crédito mesmo diante do excesso de burocracia dos agentes financeiros. “Decidi formalizar a loja para deixar minha marca mais profissional e legalizada”, justifica.

Para o gerente da Agência Sebrae - Grande Natal, Thales Medeiros, essa concentração de empreendedores no comércio varejista de roupas e acessórios se dá por motivos diversos, sobretudo, pela facilidade de entrada no mercado, alto giro de estoque, rápido posicionamento digital e bom markup (margem de lucro). "Contudo, é importante salientar que isso não isenta o empreendedor de refinar suas estratégias de operação para um crescimento saudável e mais rentável", alerta Thales Medeiros.

Entre os Microempreendedores Individuais (MEIs), o segundo ramo que mais abriu negócios foi o de publicidade, seguido das atividades de cabeleireiro e tratamentos de beleza. Já entre as demais categorias de Microempresa (ME) e Empresa de pequeno Porte (EPP), os estabelecimentos de saúde, como clínicas, consultórios odontológicos e laboratórios, ficaram no topo do ranking de formalização do semestre. "O aumento expressivo desse tipo de negócio no período de pandemia se deve, majoritariamente, ao aumento da contratação de profissionais autônomos, por hospitais e clínicas, e que a formalização do serviço entre pessoas jurídicas torna o processo menos oneroso para ambas as partes a partir do Simples Nacional", presume Thales Medeiros, informando que as atividades de atenção à saúde e ambulatórios são executadas por profissionais da área de saúde, sendo regidas por Conselhos de Classe, e, portanto, não podem ser registradas como MEI.

"O aumento desse tipo de negócio se deve, majoritariamente, ao crescimento da contratação de autônomos, por hospitais e clínicas. A formalização do serviço entre pessoas jurídicas torna o processo menos oneroso a partir do Simples Nacional"Thales Medeiros - Gerente do Sebrae

Além de indicar o segmento recordista de formalizações, o estudo do Sebrae mostra que os MEIs foram o tipo de negócio que mais teve registros. Das 23,1 mil micro e pequenas empresas abertas no semestre, 18,7 mil foram na categoria de Microempreendedor Individual. As 4,3 mil restantes foram microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) – sendo as primeiras aquelas com faturamento bruto anual de até R$ 360 mil e as outras as que têm faturamento entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões por ano.

O levantamento do Sebrae comprovou ainda que o crescimento do número de empresas de menor porte também elevou a oferta de novos postos de trabalho no Rio Grande do Norte. Essas organizações foram responsáveis por 62,2% das vagas de emprego formal geradas entre janeiro e junho deste ano. Isso representa um universo de 53,8 mil novos contratos com carteira assinada. Quantitativo bem superior ao que foi gerado pelas médias e grandes empresas, que, juntas, abriram 32,4 mil postos de trabalho no estado nesse mesmo período.

Em se tratando de vagas abertas por segmento econômico, o setor de serviço foi o que teve o maior número de novas vagas abertas. Foram geradas nesse setor 19,9 mil novas admissões entre as pequenas empresas e outras 18,4 mil pelas grandes e médias empresas neste mesmo segmento. O comércio também foi responsável por parte significativa das novas contratações. Nos pequenos negócios desse setor foram mais de 15,4 mil novos trabalhadores admitidos e nas médias e grandes empresas e outros 4,2 mil profissionais contratados em seis meses.

Registro de novos negócios no país

Agência SebraeA abertura de empresas no Brasil no primeiro semestre de 2021 foi a maior se comparada com os mesmos períodos de 2015 para cá. Foram criadas, apenas nos seis primeiros meses desse ano, 2,1 milhões de pequenos negócios. O número é 35% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e praticamente o dobro empresas criadas em 2015.

O primeiro semestre de 2021, além de apresentar recorde de abertura de empresas, também elevou algumas atividades, que tiveram crescimento acima dos 80%, se comparado com o mesmo período do ano passado. Dentro da proposta de levantar as atividades em que mais foram criadas empresas de acordo com o porte, o Sebrae detectou que há disparidades entre microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas.

Entre os MEI, o comércio varejista de bebidas foi o que apresentou o maior incremento: um aumento de mais de 84% se comparado com o mesmo período de 2020. Enquanto no primeiro semestre do ano passado 20.778 MEIs brasileiros se formalizaram nesse segmento, nesse mesmo período desse ano, foram 38.289. Já entre as micro e pequenas empresas, a atividade com o maior número de inscrições de CNPJ foi a de corretagem na compra/venda e avaliação de imóveis, que passou de 2.613 negócios abertos, no primeiro semestre de 2020, para 5.378 no mesmo período desse ano; um aumento de quase 106%.

Em 2020, em razão da pandemia, a compra de bebidas por meio de canais digitais, como aplicativos e e-commerce, tornou-se um novo hábito para muitos consumidores, o que acabou estimulando uma entrada grande de microempreendedores individuais nesse ramo. Entre os MEI também cresceu em mais de 83% o número de formalizações na atividade de preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente, que pode ter sido estimulada pelo aumento de abertura de empresas no Brasil.

Ao analisar o ramo da construção civil, a 11ª pesquisa de Impacto da Pandemia do Coronavírus nas Micro e Pequenas Empresas, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, detectou que a queda de faturamento desse segmento foi de 33% em maio desse ano, enquanto a média ficou em torno de 43% de redução, que segundo o Sebrae pode ter sido impulsionado pelo confinamento e pela modalidade de trabalho home office. 
 

8

Set

Trilha de capacitação busca melhorar gestão de negócios da energia solar

O Sebrae no Rio Grande do Norte inicia, nesta quinta-feira (9), a segunda edição da Trilha Solar, uma jornada de capacitações estruturadas especificamente para acelerar resultados financeiros e comerciais das empresas integradoras do setor de energia solar. A ação faz parte do Programa RN Solar e começa com o workshop ‘A gestão da sua empresa como ferramenta de diferenciação no mercado’, que ocorre presencialmente na sede do Sebrae-RN, em Natal. A Trilha Solar 2021 tem início neste mês e vai até novembro próximo, com debates, palestras, mentorias, atendimentos individualizados e aproximação comercial entre os elos dessa cadeia produtiva. A programação conta com encontros remotos e presenciais. Informações sobre a trilha pelo telefone 84 99987-4113 e as inscrições podem ser feitas pelo link https://bit.ly/TrilhaSolar-SEBRAE

A segunda edição dessa série de capacitações está sendo realizada justamente no momento em que o segmento passa por uma renovação em função do Marco Legal, estabelecido pelo Projeto de Lei 5929/2019, que tramita para aprovação no Congresso Nacional. O texto já passou pela Câmara dos Deputados e será votado no Senado posteriormente. “Com a crise hídrica e o aumento da conta de energia, a procura pela instalação de painéis fotovoltaicos deve crescer nos próximos meses. E as empresas precisam de qualificação técnica e gerencial para estarem preparadas para atender a essa demanda, além de construir uma forte presença digital para divulgação dos produtos e serviços” explica a gerente da Unidade de Desenvolvimento Setorial do Sebrae-RN, Lorena Roosevelt.

Segundo a analista técnica do Sebrae, o Rio Grande do Norte possui alto grau de irradiação solar e um grande número de empresas integradoras, que juntas têm alta capacidade para ampliação da energia renovável solar fotovoltaica - boa para o meio ambiente e para o bolso do consumidor. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o setor de energia solar fotovoltaica cresceu 175% na comparação entre 2019 e 2018 no Rio Grande do Norte e a estimativa é que em 2040 só a energia do sol represente 32% da matriz energética brasileira.

A Trilha Solar surge para preparar as empresas potiguares do segmento para este cenário próspero. Toda a capacitação está baseada na estratégia de tornar a gestão do negócio um instrumento de competitividade. Isso porque o foco é atuar na informação e em conhecimento na área de gestão para diferenciação no mercado, melhoria nos resultados da empresa e aumento de clientes. As empresas participantes trabalharam com os processos empresariais, a presença digital, o posicionamento da marca, a área de finanças, o marketing, as vendas, as novas tecnologias, os modelos de negócios sustentáveis, regulação do setor e também a aproximação comercial para fomentar mais negócios dentro do setor.

Encontros presenciais e remotos serão conduzidos por consultores especializados e os atendimentos coletivos serão via plataforma Zoom. Além disso, o programa tem previstos dois workshops e um encontro de negócios ao final da trilha, além da entrega de certificado à empresa participante.

8

Set

Senai abre inscrições para o Grand Prix de inovação

Estão abertas as inscrições para a edição 2021 do Grand Prix Senai de Inovação, competição gratuita em que estudantes do ensino médio, de cursos técnicos, de qualificação e de aprendizagem, tecnólogos e universitários têm até 72 horas para pensarem soluções para desafios da indústria, propostos por empresas parceiras.

Realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a competição deste ano será via online, envolvendo projetos relacionados com as tecnologias de informação e comunicação. Nela, times formados por grupos de três a cinco pessoas com idade a partir de 16 anos deverão criar, desenvolver e prototipar sua ideia.

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

As inscrições poderão ser feitas até 13 de outubro na página do GP.

Segundo os organizadores, o GP é uma oportunidade para que estudantes dos ensinos público e privado vivenciem desafios do setor produtivo, de forma a aproximá-los das grandes indústrias. Entre as parcerias do Senai na edição deste ano estão as empresas Google e Cisco.

Fonte: Agência Brasil

7

Set

Evento debate a inclusão de jovens negros no mercado de trabalho

Com a proposta de impulsionar os diálogos e as ações afirmativas para a inclusão dos universitários e jovens negros no mercado corporativo, o Ministério Público do Trabalho de São Paulo promove o evento digital Afro Presença, que contará com diversos debates e discussões nos dias 8, 9 e 10 de setembro.

A iniciativa terá como mote “Derrube muros, abrindo portas” e contará com a realização da Rede Brasil do pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU).

A programação do evento é totalmente gratuita e reunirá oficinas de recursos humanos, aulas magna e painéis elaborados por diferentes universidades, empresas, agências de publicidade e escritórios de advocacia para debater as ações e medicas que precisam ser tomadas para facilitar a construção de um mercado de trabalho mais inclusivo.

Participarão do Afro presença 2021 a cantora, escritora, poetisa e atriz Elisa Lucinda, o jornalista e crítico de TV Mauricio Stycer, a jornalista e apresentadora Luciana Barreto, a antropóloga e historiadora Lilia Scharcz, o confundador do instituto brasileiro da diversidade e ativista do movimento negro Hélio Santos, o escritor, cartunista, jornalista e ativista pela igualdade racial Maurício Pestana, a produtora e atriz Maria Gal, a apresentadora, atriz e ex-atleta olímpica Lica Oliveira e outras personalidades.

O evento também dará espaço para as empresas e marcas que têm firmado compromissos para ampliar a diversidade e inclusão em seu quadro de colaboradores, como B3, Basf, Bayer, Bradesco, BTG Pactual, Coca-Cola, Colgate, Dow Química, Itaú, J.P. Morgan Brasil, Natura, Santander, TIM e Unilever.

Fonte: Portal B9, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2021/09/06/evento-debate-a-inclusao-de-jovens-negros-no-mercado-de-trabalho.html

7

Set

Startups podem se cadastrar em programa de benefícios do Serpro

Startups de todo o país podem se inscrever no programa de benefícios criado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Desde quinta-feira (2), está no ar o ambiente de cadastro para a iniciativa Serpro Booster, que oferece condições diferenciadas para quem tem negócios tecnológicos em nascimento.

Anunciado pela primeira vez em julho, durante a última edição digital da Campus Party, o Serpro Booster oferecerá condições diferenciadas para que as startups, empresas inovadoras voltadas para a tecnologia, acessem APIs (ferramentas de programação) oficiais.

Nesta primeira fase, estão sendo oferecidos gratuitamente sistemas voltados principalmente para a gestão e validação cadastral e biométrica, com acesso a 3 mil consultas em 30 dias. Esses sistemas facilitam a análise para abertura de contas, concessão de crédito, verificação de prova de vida, autenticação de transações e até autorização de pagamentos, apenas, com uma selfie. São soluções que permitem, inclusive, abertura de contas de forma 100% virtual.

As startups interessadas podem fazer a pré-inscrição no ambiente de cadastro, onde preencherão um formulário. Em seguida, basta aguardar o contato da equipe do Serpro.

Em breve, a estatal federal de tecnologia também fornecerá treinamentos e serviços relacionados à identificação digital e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e incentivos para acesso a bases oficiais de dados, como consultas a Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e emissão de nota fiscal eletrônica.

Requisitos

Para participar do programa, a startup deve ser brasileira, estar em early stage (estágio inicial) e ter CNPJ constituído, além de estarem vinculadas a uma entidade que represente esse tipo de empresa. No estágio inicial, a startup está captando os primeiros recursos ou lançando produtos e serviços na versão beta. Também podem ser enquadradas nessa etapa as fases de testes e prototipagem, iniciativas de crowdfunding (financiamento coletivo) ou o ingresso em uma incubadora ou aceleradora de empresas.

Segundo o Serpro, o programa não tem o objetivo apenas de oferecer benefícios, mas de promover a troca de experiências e fomentar a participação ativa das startups, das entidades representativas e de todos os negócios associados à inovação no desenvolvimento de soluções que beneficiem a sociedade. Dúvidas, sugestões ou propostas também podem ser enviadas ao e-mail ventures@serpro.gov.br.

Fonte: Agência Brasil

7

Set

Pequenos negócios lideram geração de empregos em julho

Do saldo total de 316.580 novas contratações feitas em julho, pouco mais de 72%, o que dá 229.368 empregos formais, foram gerados por micro e pequenas empresas. Os dados são do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base nas estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), atualizadas mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

Entre as médias e grandes empresas, o saldo de empregos gerados em julho foi de 73.694 vagas, o que representa 23,3% do total. No mesmo período, a administração pública realizou 712 contratações (0,22%).

O Sebrae considera como microempresa aquela que tem até 9 empregados, no caso dos setores agropecuário, de comércio e serviços. Na indústria, as micro empresas são aquelas com até 19 empregados. Já as pequenas empresas são aquelas que possuem entre 20 e 99 empregados, no caso setor industrial; ou de 10 a 49 empregados, no caso dos setores de agropecuária, comércio e serviços.    

No acumulado de 2021, os dados do novo Caged mostram que já foram criados no Brasil mais de 1,8 milhão de postos de trabalhos formais. As micro e pequenas empresas foram responsáveis por 1,3 milhão (70%) dessas vagas, enquanto as médias e grandes empresas geraram por pouco mais de 413 mil (22%). Para se ter uma ideia, em 2020, o saldo formal na geração de empregos foi negativo para os pequenos negócios, com o fechamento de 679 mil vagas. 

Serviços se recuperam

O setor de serviços, que foi um dos mais atingidos pela pandemia de covid-19, tem mostrado sinais de recuperação e foi o segmento que mais realizou novas contratações em julho.

De acordo com levantamento feito pelo Sebrae, das mais de 229 mil novas vagas criadas pelas micro e pequenas empresas nesse período, 94,2 mil foram do setor de serviços, o que corresponde a 42% dos novos postos de trabalho criados pelos pequenos negócios.

Comércio na SAARA (Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega) no centro da cidade, e autorizado a reabrir a partir de hoje (9) na cidade do Rio de Janeiro

Para o Sebrae, o resultado confirma uma tendência que já havia sido verificada na última Sondagem das Micro e Pequenas Empresas, realizada mensalmente pela entidade em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre os fatores que impulsionam o setor, estão o aumento da vacinação e a redução dos casos  de covid-19.

Além do segmento de serviços, todos os outros setores da economia entre micro e pequenas empresas apresentaram resultados positivos na criação de emprego. O comércio foi responsável por 65,8 mil novos postos de trabalho, seguido pela indústria da transformação (36,5 mil), construção civil (26,2 mil) e agropecuária (4 mil). 

Fonte: Agência Brasil / Foto: Tânia Rêgo 

6

Set

Natal Hair acontece dias 19 e 20 de setembro

Natal Hair – Feira Regional de Saúde & Beleza acontece nos dias 19 e 20 de setembro (domingo e segunda), das 11h às 22h, no Partage Norte Shopping, em Natal, seguindo todos os protocolos recomendados pelas entidades sanitárias. Com média de 20 mil visitantes por edição, reúne, durante dois dias, mais de 200 marcar de produtos entre nacionais e internacionais, equipamentos e serviços, com mais de 140 marcas presentesNo Nordeste é considerado um dos grandes eventos no setor de beleza.

Neste ano, a Natal Hair, em parceria com o Sebrae, traz à capital potiguar, cursos profissionais, palestras sobre empreendedorismo no setor de beleza, campeonato de Barbeiros, preços promocionais em toda a feira, além de praça de alimentação e estacionamento. Renomados profissionais de beleza em atividade nacional e internacional estarão presentes, como: Jakeline Flor (Workshop de maquiagem), Gracielle Gatto (Hair School Internacional), Nayara Bezerra (especialista em cabelos loiros), Daniel Bueno (Penteados), Zo Oliveira (Mechas e Colorimetria), Johny Coiffeur (Cabelos e prótese capilar), Cleyber Mello (Hair Design) e Caio Paiva (Cabelos Crespos).

Realizado por Fafá Medeiros há 20 anos, a mostra é destinada aos profissionais de salões de beleza, clínicas de estéticas, indústrias, fornecedores, distribuidores e público que busca novidades e tendências do segmento. Na programação, workshops, palestras, sorteios, desfiles, campeonato dos barbeiros, exposições e presenças vips de profissionais renomados.

A feira trará ainda três workshops, com preço promocional, além de vários cursos gratuitos, linhas de financiamento e consultoria para os micros e pequenos empreendedores e um espaço de serviços gratuitos com cortes, maquiagem e messagens. Imperdível!

O evento conta com o patrocínio do SEBRAE e tem foco voltado para a formação e educação dos profissionais. Mais detalhes, informações e inscrições para workshops através do número (84) 9 9921-5473.

6

Set

Economia Comércio de itens usados cresce 48,5% na pandemia

A abertura de estabelecimentos que comercializam produtos de segunda mão teve um crescimento de 48,58%, entre os primeiros semestres de 2020 e 2021, de acordo com levantamento do Sebrae, com base em dados da Receita Federal. Para a entidade, a pandemia de covid-19, que aumentou o controle financeiro das famílias, e a preocupação cada vez maior com a preservação do meio ambiente, podem ter sido fatores que impulsionaram o mercado de usados no país.

A empresária Carolina Fonseca, de 39 anos, viu isso ocorrer na prática. Ela é proprietária do brechó de roupas Musa Moda Circular, em Brasília, e relata o aumento nas vendas e na abertura de brechós nesse período, principalmente de lojas online.

Para ela, as pessoas estão normalizando a compra de itens usados e revendo hábitos de consumo, principalmente aqueles que ficaram em homeoffice durante a pandemia. “As pessoas me traziam grande quantidade de desapegos. Elas passaram a rever o que tinham no guarda-roupa e viram que não faz mais sentido manter todas essas roupas. Além de passar mais tempo em casa e, teoricamente, ter esse tempo de repensar a própria vida. Vi esse movimento minimalista”, disse Carolina.

Segundo o Sebrae, foram abertas, no primeiro semestre desse ano, 2.104 novas empresas no segmento, sendo 1.875 microempreendedores individuais (MEI) e 229 empresas de pequeno porte. No mesmo período do ano passado, haviam sido criados 1.298 MEI e 118 pequenas empresas. “Esse incremento na abertura de novos negócios no comércio de itens usados, verificado entre os seis primeiros meses de 2020 e 2021, é o maior em seis anos”, destacou a entidade.

O levantamento abrange o comércio varejista de moedas e selos de coleção, livros e revistas e outros artigos usados, como móveis, utensílios domésticos, eletrodomésticos, roupas e calçados e material de demolição.

Tendências de mercado

De acordo com o Sebrae, essa é uma tendência mundial e pesquisas feitas em outros países comprovam que o mercado de usados ainda tem espaço para crescimento. A entidade cita a pesquisa feita pela ThreadUP, uma das principais plataformas de revenda de roupas nos Estados Unidos, que apontou que os valores movimentados nesse segmento dobraram desde 2019 e a projeção é que tripliquem até 2025.

A pesquisa da ThreadUP também detectou que os principais varejistas de vestuário já estão planejando como potencializar esse mercado e um dos caminhos escolhidos é a formação de parcerias. Para 60% deles, por questões logísticas, a forma mais viável de alcançar novos mercados é se unir às empresas já especializadas no segmento. Ainda assim, 28% dizem que pretendem estruturar uma operação própria.

Para os empreendedores brasileiros, o Sebrae recomenda conhecer seus nichos de mercado, além de estabelecer presença no mundo digital, que pode favorecer uma captação maior de clientes e maior recorrência de compras das mercadorias.

Carolina, por exemplo, hoje só trabalha com o comércio digital. Por questões de segurança, no início da pandemia de covid-19, em março de 2020, decidiu fechar o showroom que tinha em casa, onde atendia por hora marcada, e concentrou os esforços na promoção do seu site da loja Musa e da página no Instagram.

“Quando migrei totalmente para o online vi que funcionava melhor, tinha uma frequência maior de vendas e as pessoas estavam mais abertas por causa da pandemia”, disse, explicando que, como todo comércio digital, oferece garantia das peças e possibilidade de devolução em sete dias. “A pandemia deu essa brecha e eu aproveite”, ressaltou.

Fonte: Agência Brasil

5

Set

Mais de 50% das empresas brasileiras planejam fusões e aquisições em 2022

Dados da Pesquisa ABES/BR Angels/Solstic Advisors: percepções sobre fusões e aquisições no atual cenário do mercado brasileiro mostram que as operações de fusão e aquisição são vistas como promissoras por 86% dos empreendedores e executivos de alto escalão de empresas brasileiras. E mais: 50,5% pretendem realizar alguma transação nos próximos 12 meses.

O levantamento foi realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES) em parceria com o BR Angels Smart Network, de investimento-anjo, e a Solstic Advisors, especializada em operações fusão e aquisição e em captação de recursos. A pesquisa foi realizada em julho de 2021 e teve a participação de 105 empresários e executivos de alto escalão de empresas brasileiras de segmentos como tecnologia, serviços, educação, varejo, indústria e agronegócio.

Ao fazer uma ação de fusão e aquisição, a maioria dos entrevistados (63,8%) diz que avalia o modelo de negócio da empresa que será alvo da negociação. Outros aspectos considerados são escalabilidade (52,4), inovação (50,5%), saúde financeira (43,8%), equipe e liderança (41%), valor de mercado (33,3%), cultura organizacional (27,6%) e governança (25,7%).

Entre os motivos que levam os entrevistados a considerarem a transação, em primeiro lugar está a possibilidade de aumentar a participação de mercado (42,9%). Outras razões incluem a incorporação de tecnologias (35,7%), a aceleração da transformação digital (21,4%), a inclusão de talentos (21,4%), a entrada em novos mercados (21,4) e o ganho de competitividade (14,3%).

Outra informação importante é que 13,3% dos entrevistados afirmam ter participado de operações do tipo nos últimos dois anos. Nesse grupo, 50% são do mercado de tecnologia da informação, 14,3% do varejo e 14,3% do setor financeiro. "As baixas taxas de juros e a alta liquidez impulsionaram as bolsas de valores e aqueceram o cenário", avalia Flávio Batel, sócio-fundador e CEO da Solstic Advisors.

Orlando Cinta, fundador e CEO do BR Angels, diz que as startups têm muito a ganhar com o aumento das operações de fusão e aquisição no país. "O cenário é promissor especialmente para startups e negócios que tragam soluções inovadoras e complementares em diversos mercados”, destaca.

Tecnologia é destaque

Segundo o estudo, os setores que mais devem fazer operações de fusão e aquisição nos próximos meses são tecnologia (66%), e-commerce (5,7%) e logística (5,7%). A maior parte dos entrevistados (35,8%) pretende investir entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões em aquisições.

Outros 17% planejam aplicar entre R$ 5 milhões e R$ 15 milhões, enquanto 9,4% consideram valores entre R$ 30 milhões e R$ 50 milhões. Apenas 3,8% afirmam que devem investir mais de R$ 50 milhões. Os 30,2% restantes preferiram não divulgar esses dados.

O estudo aponta, ainda, que fusões e aquisições devem ter destaque ao longo dos próximos 24 meses. Quase 24% dos entrevistados pretendem investir ou adquirir negócios externos iniciantes. A maioria (75,2%), entretanto, ainda não tem uma área estruturada na empresa. Dos 24,8% que têm, 10,5% usam um departamento externo, 7,6% têm a estrutura internamente e 2,9% têm uma estrutura dedicada.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/negocios/mais-de-50-das-empresas-brasileiras-planejam-fusoes-e-aquisicoes-em-2022-194651/