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2

Jan

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Confiança Empresarial atinge maior nível desde março de 2014, diz FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 1,0 ponto em dezembro, indo a 95,9 pontos, o maior nível desde os 97,8 de março de 2014. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,9 ponto.

Os dados fazem parte da Sondagens de Índices de Confiança Empresarial, e foram divulgados hoje (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: indústria, serviços, comércio e construção. Os dados indicam que o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,1 ponto, para 91,2, o maior valor desde os 92,8 pontos de junho de 2014.

Já o Índice de Expectativas (IE-E) avançou 0,2 ponto, indo para 101,0. É segundo mês consecutivo em que o IE-E ultrapassa 100 pontos.

Na avaliação do superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo Jr., o índice de confiança do empresariado vem se aproximando da normalidade. “Após a terceira alta consecutiva, a confiança empresarial se aproxima de níveis que retratam uma situação de normalidade” disse.

Para ele, a segunda boa notícia de dezembro foi que o índice que mede a percepção sobre o momento atual (ISA) avançou mais que o índice de expectativas (IE), “o que acontece pela primeira vez desde julho de 2018”.

O economista afirmou, porém, que, apesar dessas constatações, “a distância ainda superior a 15 pontos entre ISA e IE no comércio e na construção sugere que os ganhos recentes da confiança devem ser explicados por uma efetiva melhora gradual do ambiente econômico, mas também pelo efeito favorável do fim do período eleitoral sobre as expectativas”.

Confiança por setores

O estudo da FGV indica, ainda, que, pelo segundo mês consecutivo, houve aumento da confiança na margem em todos os setores que integram o ICE.

Já na métrica de média móveis trimestrais, a variação foi negativa apenas na indústria, com queda de 0,4 ponto. Com expressiva alta no mês, a confiança do comércio passa dos 100 pontos pela primeira vez desde março de 2014.

A indústria e os serviços avançaram menos e apresentam agora níveis de confiança muito próximos entre si. Já a confiança da construção subiu pelo quarto mês consecutivo, mas continua sendo a mais baixa entre os quatro setores.

Difusão da Confiança

Em dezembro, houve alta da confiança em 65% dos 49 segmentos que integram o Índice de Confiança Empresarial. No mês passado, no entanto, a alta havia alcançado 84% dos segmentos. Para a edição de novembro de 2018, foram coletadas informações de 4.701 empresas entre os dias 3 e 21 de dezembro. A próxima divulgação do ICE será no dia 31 de janeiro.

27

Dez

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Comércio eletrônico brasileiro tem aumento de 13,5% em vendas de Natal

Segundo um relatório feito pela Ebit|Nielsen, o comércio eletrônico vendeu cerca de R$ 9,9 bilhões no Brasil durante o período de Natal de 2018. Em comparação com o ano de 2017, isso representa um aumento de 13,5%, com um crescimento de 5,2% na quantidade de pedidos (20,1 milhões no total) e de 8% no ticket médio, que somou R$ 493.

O registro dessas vendas no comércio eletrônico foi feito entre os dias 15 de novembro e 24 de dezembro, incluindo o período de vendas com desconto da Black Friday. Entre os produtos mais comprados nesse fim de ano estão eletrodomésticos, perfumaria e cosméticos, moda e acessórios, casa e decoração, e telefonia e celulares.

"O varejo está cada vez mais preparado para as vendas online. Os atores estão investindo em tecnologia e disponibilizando mais informações sobre os produtos", disse em nota a diretora comercial da Ebit|Nielsen, Ana Szasz.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) também apontaram crescimento de 2,66% nas vendas a prazo no Natal no Brasil, na comparação com 2017, o melhor resultado para o período desde 2013.

Fonte: Portal TechMundo, disponível em: https://www.tecmundo.com.br/mercado/137475-comercio-eletronico-brasileiro-tem-aumento-13-5-vendas-natal.htm

27

Dez

Mercado

Indústria aposta em aumento do consumo e do emprego nos próximos seis meses, segundo CNI

Os industriais brasileiros esperam o aumento da demanda, da compra de matérias-primas, do número de empregados e das exportações nos próximos seis meses, informa a Sondagem Industrial, divulgada nesta quinta-feira (20) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Todos os indicadores de expectativas da pesquisa aumentaram pelo segundo mês consecutivo e ficaram acima da linha divisória dos 50 pontos, indicando que os empresários estão otimistas com o futuro próximo.

 “As perspectivas são mais otimistas que no final de 2017”, diz a pesquisa. A melhora das expectativas ocorre porque o país voltou a discutir as reformas que são decisivas para estimular a atividade, explica o economista da CNI Marcelo Azevedo. “A possibilidade de que as reformas sejam encaminhadas e tenham alguma evolução no início do próximo ano anima os empresários”, diz Azevedo. 

Diante desse cenário, o indicador de intenção de investimento aumentou 0,5 ponto na comparação com novembro e alcançou 55,5 pontos neste mês, o maior valor registrado desde abril de 2014. A disposição para investir é maior nas grandes empresas, segmento em que o indicador ficou em 62,9 pontos, muito acima dos 51,6 pontos registrados nas médias empresas e dos 44,8 pontos das pequenas. 

PRODUÇÃO E EMPREGO EM QUEDA – No entanto, a atividade industrial continua em ritmo lento. “O desempenho da indústria foi fraco, como é tradicional para o mês de novembro”, observa Azevedo. O índice de evolução da produção ficou em 48,3 pontos e, o de número de empregados, foi de 49,1 pontos. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando ficam abaixo dos 50 pontos, mostram queda da produção e do emprego. 

Com isso, a utilização da capacidade instalada ficou estável em 69%. A ociosidade é menor nas grandes empresas, onde a utilização da capacidade instalada alcançou 73% em novembro. Nas pequenas ficou em 62% e, nas médias, em 67%.  “Embora em melhor patamar que em anos anteriores, a utilização da capacidade instalada ainda está distante do usual”, diz a Sondagem Industrial. 

O dado positivo, observa a CNI, é o nível de estoques em relação ao planejado, que caiu de 50,8 pontos em outubro para 50,2 pontos em novembro. Isso indica que os estoques estão muito próximos do planejado pelos empresários. Esta edição da Sondagem Industrial foi feita entre 3 e 12 de dezembro com 1.961 empresas. Dessas, 813 são pequenas, 699 são médias e 449 são de grande porte. 

Fonte: Agência de Notícias CNI, disponível em: https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/economia/industria-espera-aumento-do-consumo-e-do-emprego-nos-proximos-seis-meses-informa-cni/ 

26

Dez

Mercado

Pesquisa aponta que confiança do consumidor brasileiro é a maior desde 2013

Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) aumentou 0,6% na comparação com novembro e atingiu 114,3 pontos em dezembro. Com a sexta alta consecutiva, o indicador alcançou o maior valor desde março de 2013 e ficou acima da média histórica, que é de 107,8 pontos, informa a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (19). O INEC deste mês é 13,7% maior do que o registrado em dezembro do ano passado. 

O otimismo dos brasileiros é resultado da melhora das expectativas em relação à inflação, ao emprego, à renda pessoal e à situação financeira. “Em relação a novembro, o indicador de endividamento é o único que recua em dezembro, com queda de 0,3%, mostrando que o consumidor avalia que está mais endividado”, diz a pesquisa. O indicador de expectativas de compras de maior valor ficou estável na comparação com novembro e está 2,5% abaixo do registrado em dezembro do ano passado. Isso mostra que os brasileiros estão pouco dispostos a fazer compras de maior valor, como móveis e eletrodomésticos, nos próximos seis meses. 

De acordo com a pesquisa, o indicador de expectativa em relação à inflação aumentou 1,8%, o de desemprego subiu 1,1%, o de renda pessoal cresceu 0,1%, e o da situação financeira teve expansão de 1,1% em relação a novembro. Isso mostra que os consumidores esperam a queda da inflação e do desemprego, a melhora da renda pessoal e da situação financeira nos próximos seis meses. 

O INEC antecipa tendências da economia. Consumidores otimistas têm mais disposição para fazer compras. Isso aquece o consumo e estimula as empresas a investir na produção, o que é decisivo para o crescimento da economia e para a geração de empregos. Esta edição do INEC, feito em parceria com o Ibope-Inteligência, ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios entre 29 de novembro e 2 de dezembro. 

21

Dez

Mercado

Uso de máquina de cartão já é realidade em 46% dos pequenos negócios

Nos últimos dois anos, o uso das máquinas de cartões de crédito e débito nos pequenos negócios cresceu consideravelmente. Conforme pesquisa feita pelo Sebrae entre 10 de setembro e 3 de outubro deste ano, mesmo com a oscilação da situação econômica do país, o aumento na utilização deste meio de pagamento foi de 19% em relação a 2016. A segurança e o faturamento são citados como importantes benefícios da utilização dessas máquinas, além da satisfação do cliente. As máquinas de cartão têm sido mais adotadas pelos empresários do comércio, os mais jovens e mais acentuadamente nas microempresas.

De acordo com a pesquisa Sebrae de 2016, que ouviu 3.348 donos de negócio, a proporção dos empresários de pequenos negócios que utilizavam cartões em 2016 era de 39%, tendo subido agora para 46% este ano. Esse forte crescimento pode ser comprovado também pelo fato de que 37% dos empreendedores entrevistados começou a fazer uso da máquina de cartão na empresa nos últimos dois anos. Entre os MEI esse avanço é ainda mais notável: 54% dos MEI passaram a usar as maquininhas nesse período.

A principal explicação para esses avanços foi o crescimento da concorrência: novos operadores oferendo maquininhas sem aluguel e com taxas mais baixas tornaram mais econômico para os pequenos negócios adotar os cartões de débito e crédito. Para cerca de 80% dos MEI a escolha da máquina se deve ao fato de não ter de pagar aluguel da maquininha e/ou às taxas mais baratas.

“Apesar do avanço no uso das maquininhas nos últimos anos, há muito espaço para ampliar a utilização deste meio de pagamento entre os pequenos negócios. Mais do que reduzir taxas e melhorar condições de antecipação de vendas, é necessário também aumentar a conscientização sobre o uso das máquinas de cartão, pois percebemos que há desconhecimento sobre esta forma de recebimento por muitos empresários de pequenos negócios”, analisa o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. 

Novo modelo

De 2016 a 2018 a pesquisa constatou que o mercado de cartões para pequenos negócios sofreu uma alteração drástica. A participação dos dois operadores tradicionais do mercado, Cielo e Rede, caiu de 86% para 46% dos empresários que possuem máquina de cartão. A PagSeguro, atual líder com 35%, possuía apenas 16% em 2016. De acordo com Afif, foi justamente esse operador que mais agressivamente contestou o mercado de máquinas de cartão oferecendo maquininhas sem aluguel. 

“No caso dos MEI, sua participação atingiu 54% dos que possuem máquina de cartão em 2018, evidenciando que esse novo modelo de negócio se tornou dominante nesse grupo de empresários e explica a ampliação na adoção da maquininha. Considerando que no período mais recente os concorrentes tradicionais acabaram por aderir a esse modelo, é de se esperar que os MEI passem a aceitar cada vez mais os cartões”, afirma.

Como em 2016, os empresários que não usam o mecanismo avaliaram, este ano, que ainda preferem outras formas de pagamento. Entretanto, outras motivações para não usar as maquininhas, como a alta taxa de desconto, baixo volume de vendas e o custo da mensalidade foram reduzidas consideravelmente na pesquisa de 2018. Esses resultados configurariam uma maior pré-disposição e receptividade dessas empresas para passarem a trabalhar com a maquininha de crédito ou débito. 

A pesquisa do Sebrae teve como objetivo conhecer os motivos que levam os empresários a utilizar máquinas de cartão de crédito ou débito, assim como as vantagens e os problemas enfrentados. Independentemente do ramo de atividade econômica ou do sexo do entrevistado, existe uma grande similaridade no comportamento das empresas no que se refere ao recebimento dos valores das vendas. Dos empresários entrevistados, 84% preferem conta corrente, embora as preferencias por conta poupança tenha crescido de 5% para 11% nos últimos dois anos e o cartão pré-pago dobrou de 4% para 8% no mesmo período. 

Dificuldades
A maioria dos problemas relatados com a máquina de cartão foram relacionados à conexão (73%), a exemplo do observado também em 2016, ainda que com uma leve redução de 3%. Dentre as necessidades de melhorias apontadas pelas empresas, as duas mais citadas são a necessidade de reduzir as altas taxas de desconto e antecipação e a necessidade de reduzir os custos de aquisição/manutenção das máquinas (88% e 80% respectivamente). Em seguida, a mais citada faz referência à agilidade no atendimento (75%) e melhoria na conexão (73%), percentual de respostas 7% superior ao registrado em 2016. Nove em cada 10 entrevistados (88%) afirmaram que poder operar com várias bandeiras foi a motivação para a escolha da máquina utilizada e depois o valor da taxa foi citado por 8 em cada dez empreendedores (78%).

Diferenciação de preços

Nesta edição a pesquisa procurou medir o conhecimento e o comportamento dos pequenos negócios que usam maquininhas no que diz respeito à mudança de legislação que permite praticar preços diferentes nas vendas com cartão de débito, de crédito ou dinheiro.

Apenas 54% dos entrevistados afirmaram conhecer a nova legislação. Apesar disso, 70% responderam que sua empresa dá desconto para pagamento em dinheiro, ao invés de cartões, uma elevação substantiva em relação aos 53% que deram a mesma resposta em 2016. Cruzando diversas perguntas, fica claro que a prática de diferenciação de preços não está correlacionada ao conhecimento sobre a legislação.

21

Dez

Mercado

Iguales - complexo de arte, gastronomia e moda - é inaugurado em Natal

Natal ganhou um novo complexo de arte, o Iguales, com espaços de gastronomia, beleza, moda e comunicação integrados. Essa fusão acontece em cerca de 1 mil metros de área construída, na Avenida Hermes da Fonseca, 1062, no Tirol. A inauguração foi realizada nesta quinta-feira (20).

Concebido pelos empresários Cristiano Félix e Everton Barbosa, que já respondem pela Galeria Toque de Mídias, o novo prédio carrega o nome da marca própria de roupas agênero – do inglês genderless, além de abrir espaço para o Thomé Galeria Bistrô, espaço gastronômico que homenageia o artista potiguar Thomé Filgueira (1938 - 2008).

“Arte é não é algo simplesmente objetificado. Ela está presente em toda parte e costura muitos dos nossos movimentos cotidianos. A maquiagem pode ser artística, a criação de moda também, assim como as formas clássicas de pintura e escultura, por exemplo. É por isso que abrigamos todos esses segmentos dentro de um só equipamento, para criar a oportunidade de diálogo entre eles”, defende Cristiano Félix.

A galeria de arte, considerada a alma do complexo, será aberta com o propósito de encurtar distâncias ao promover sempre o encontro de artistas potiguares com nomes destacados nacional e internacionalmente. Para a inauguração, foram convidados o artista paulista Alemão Art, aclamado até na Europa, e o natalense Alex Júnior. As exposições “Pedal Imaginário” e “Olhos de Coruja”, assinadas por eles, respectivamente, serão montadas individualmente, nos dois salões de exposição da galeria.

O espaço gastronômico, além de estar abrigado no mesmo conceito arquitetônico inovador, incluindo salão climatizado que se volta para a galeria e uma varanda com vista para uma das principais avenidas de Natal, está sob a batuta do chef Leonardo Campos. “Uniremos a alma da comida brasileira e nordestina com técnicas das mais sofisticadas cozinhas internacionais. E tudo isso em um espaço descontraído, capaz de atender das pessoas mais descoladas às mais exigentes”, afirmou. O carro-chefe será o filé de sol com molho de rapadura e arroz vermelho cremoso gratinado com queijo de cabra. “Mas a cozinha é pontuada também em frutos do mar, camarão, lagosta, polvo; teremos de tudo”, completou.

O evento de inauguração do equipamento cultural marcou ainda o lançamento oficial da coleção verão 2019 da marca própria da loja homônima ao espaço. Com design apurado, a Iguales valoriza corpos femininos e masculinos igualmente. Diferente de outras marcas que também quebraram a barreira dos gêneros, o corte das peças é ajustado, com um caimento fluido e tecidos leves, em coerência com as referências locais de cidade praiana.

Moda e beleza andam juntas. No complexo Iguales, os espaços dos dois segmentos estão lado a lado, já na entrada principal. É possível escolher o look completo e já sair com cabelo e maquiagem feitas, sem precisar enfrentar o trânsito. A parte de mechas e penteados, é por conta de Igor Souza. Já barba e cabelos masculinos, é a especialidade de Thaygo Carlos. O projeto arquitetônico leva a assinatura de Renata Matos.

20

Dez

Mercado

Publicidade: Art&C é ouro em design de embalagens com os rótulos de vinhos do Camarões

A Art&C Comunicação Integrada está comemorando o prêmio ouro na categoria Design de Embalagens do Colunistas Norte/Nordeste, uma das principais premiações da publicidade atualmente. 

O case premiado foi o desenvolvimento dos rótulos de vinho para o restaurante Camarões Natal, segundo a agência, “celebrando a autêntica relação do restaurante com os pontos turísticos de Natal e contando, através dos rótulos, registros de locais importantes e marcantes da nossa cidade”. Os vinhos fazem parte de uma carta própria e exclusiva do restaurante.

“Queríamos agradecer ao Camarões pela confiança depositada em nós. Estamos muito orgulhosos do resultado”, disse a Art&C, pelas redes sociais da agência.

20

Dez

Mercado

Seguro-desemprego poderá ser solicitado pela internet

Os trabalhadores brasileiros já podem solicitar o seguro-desemprego pela internet pelo portal Emprega Brasil. O chamado seguro-desemprego 100% web permite que o benefício seja concedido sem a necessidade de comparecimento a um posto de atendimento. O serviço foi lançado por meio do Ministério do Trabalho.

Pelo portal, o trabalhador poderá consultar também oportunidades de trabalho e cursos de qualificação profissional que estejam sendo ofertados próximos ao local onde reside. O trabalhador que quiser o benefício deve acessar o portal Emprega Brasil e seguir o passo a passo informado. Deve informar os dados pessoais e responder um breve questionário sobre a vida laboral e previdenciária.

O sistema irá checar se as informações necessárias constam nas bases de dados do governo. Caso não haja necessidade de complementação, o benefício será concedido em 30 dias, mesmo prazo necessário caso o trabalhador vá diretamente a uma agência. Caso contrário, será necessário o comparecimento a postos de atendimento.

O Ministério do Trabalho estima que um em cada quatro trabalhadores desempregados possa receber o seguro apenas com o acesso on-line.

“Queria estar tratando do seguro emprego e não do seguro-desemprego, mas, infelizmente, devido à questão da rotatividade, do desemprego, a questão econômica, aparece essa ferramenta que tem como finalidade garantir uma subsistência ao trabalhador no período em que está completamente desativado da sua função”, disse o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, no discurso de lançamento da nova modalidade.

Segundo a pasta, há atualmente 600 mil requerimentos mensais do benefício. A estimativa é que com a possibilidade de pedido pela internet esse número cresça. De acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem 12,5 milhões de desempregados.

Podem receber o seguro-desemprego trabalhadores que foram dispensados de trabalhos formais, com carteira de trabalho assinada. Atualmente existem cinco modalidades para pagamento do seguro-desemprego. Pelo seguro-desemprego formal, os trabalhadores recebem entre R$ 954 e 1.677,74. Há ainda as modalidades pescador artesanal, empregado doméstico, trabalhador resgatado e bolsa de qualificação profissional.

Com informações da Agência Brasil

20

Dez

Mercado

Ainda é pouco, mas sobe para 22% número de brasileiros que conseguem poupar

Aumentou em outubro o percentual de brasileiros que conseguiram poupar dinheiro, saindo de 17% em setembro para 22%. Segundo a sondagem divulgada hoje (19) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a aplicação preferida entre os que conseguiram economizar foi a poupança, escolhida por 60% deles.

Entre as classes A e B o percentual dos que guardaram dinheiro ficou em 43%, enquanto nas classes C, D e E é de apenas 17%. O valor médio poupado em outubro é de R$ 591,70. Além da poupança, 24% dos que economizaram deixam o dinheiro dentro de casa e 22% mantiveram na conta-corrente. Há ainda os que preferiram os fundos de investimento (6%), a previdência privada (6%) e a bolsa de valores (4%).

A preocupação com imprevistos é a razão que motiva 50% dos poupadores. A segunda maior motivação é garantir um futuro melhor para a família, apontada por 30%, seguida por ter uma reserva em caso de desemprego (28%). As intenções de consumo começam a aparecer em quarto lugar, com os 20% que guardam dinheiro para fazer uma viagem, 12% que pretendem quitar ou comprar um imóvel e 12% que querem comprar um automóvel.

Entre os que não guardam dinheiro, 41% dizem que não poupam porque têm renda muito baixa, 14% disseram ter tido imprevistos e 13% admitem terem dificuldades para controlar os gastos e conseguir ter sobras no fim do mês.

A sondagem foi elaborada ouvindo 800 pessoas em 12 capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém.

Com informações da Agência Brasil

20

Dez

Mercado

Vai trabalhar em uma multinacional? Conheça os diferenciais que você pode ter!

A maioria das empresas multinacionais busca por profissionais qualificados e que tenha disposição para crescer junto à empresa. No entanto, todo mundo já está cansado dessa ladainha e quer saber, de fato, os diferenciais para entrar em uma organização reconhecida internacionalmente.

Se você é uma dessas pessoas que tem o sonho de entrar em uma multinacional, continue lendo este artigo e confira passo a passo sobre os diferenciais exigidos por esse tipo de organização.

Qualifique-se

O primeiro passo é a qualificação profissional, que pode ser graduação, cursos complementares internacionais, dentre outros cursos que podem enriquecer o seu currículo.

Por mais que você tenha outras diversas qualidades, a sua formação sempre será um fator de destaque no seu currículo.  Neste caso, investir em uma boa qualificação pode ser a chave para garantir aquela tão sonhada oportunidade.

A ferramenta SAP, por exemplo, é um dos sistemas que mais tem destaque dentro das empresas multinacionais. O software oferece soluções em gestão, o que inclui todos os setores das empresas. Por isso, conhecimento em SAP pode ser uma excelente alternativa para o mercado atual, para isso, existem diversos cursos SAP para que você possa aprimorar seu conhecimento.

Esse deve ser o primeiro passo para aprender sobre alguma área de conhecimento como negócios, marketing, administração, dentre outros setores empresariais.

Estágios renomados

O profissional que passou por estágios em grandes empresas também possui grandes chances de garantir vaga dentro de uma empresa multinacional. Sendo assim, o estágio dá o entender que o colaborador aprendeu e se desenvolveu profissionalmente, garantindo à empresa que, se contratado, já entenderá tudo o que será proposto.

A importância desse esforço é que você vai conseguir incrementar ainda mais a formação e os cursos adicionais realizados fora de sala, como o SAP. Todavia, o estágio é uma ótima oportunidade para colocar em prática os conhecimentos adquiridos na faculdade.

O profissional que não passa pela função do estágio tende a entrar no mercado de trabalho completamente despreparado, sem entender o que acontece. Com isso, a chance de ele desistir é muito grande.

Por isso, recomenda-se procurar por estágios até mesmo dentro da empresa multinacional desejada. Assim, aumentam as chances do estagiário ser contratado no mesmo local.

Portanto, se o seu interesse é trabalhar em multinacional, aproveite para tentar uma oportunidade nesse tipo de empresa para começar a entender como ela funciona desde o princípio.

Busque por inovação

Independente do setor da empresa é necessário buscar por inovação no mercado. Ou seja, dominar um ou mais idiomas é uma excelente opção para garantir aquela tão sonhada vaga de emprego.

Entretanto, o processo de aprendizagem pode demorar. Neste meio tempo, o profissional pode continuar se qualificando, assim como já foi mencionado sobre o sistema SAP. Desse jeito, o colaborador tem a chance de conseguir uma boa vaga de emprego em outra empresa até ser chamado na multinacional.

No entanto, para tudo vai exigir um pouco de tempo e dedicação. O SAP, por sua vez, deve ser estudado minuciosamente, para, assim, o profissional se tornar um destaque no mercado de trabalho.

Parceiro: Evo Educação

17

Dez

Mercado

28% dos internautas utilizam sites de ofertas e descontos, aponta pesquisa

Os sites e aplicativos de descontos já fazem parte da rotina de compra dos brasileiros. De acordo com pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 28% dos consumidores que compraram pela internet no último ano têm o hábito de utilizar sites e aplicativos de descontos. De acordo com o levantamento, entradas para shows, teatro, cinema e casas noturnas (43%) são os itens mais adquiridos. Em seguida, aparecem restaurantes e bares (39%), além dos tratamentos estéticos (26%), delivery (26%) e pacotes de viagens (21%). Em média, o valor das compras realizadas é de R$ 155,14, sendo maior entre os homens (R$ 178,29) e nas classes A e B (R$ 195,64).

De acordo com o estudo, seis em cada dez entrevistados (57%) disseram ter reduzido a quantidade de itens adquiridos nesses sites e aplicativos frente aosanos anteriores, enquanto 20% compraram mais. Embora o levantamento mostre que o volume de aquisições tenha caído, a grande maioria avalia de forma positiva sua experiência de compra: 89% mostram-se satisfeitos com os produtos e serviços adquiridos em sites de ofertas e descontos.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta para as tentações das ofertas na hora de comprar, que podem comprometer o orçamento. “O brasileiro já se acostumou a procurar por bons descontos na internet, mas é preciso cautela para não exagerar no consumo. Todo cuidado é pouco com as compras por impulso. Vale sempre avaliar se o produto adquirido é algo necessário para depois não ser sequer usado”, observa.

Seis em cada dez consumidores não usufruem de todos ou parte dos descontos promocionais adquiridos nas compras pela internet 

A pesquisa também aponta que muitas vezes os consumidores acabam não aproveitando os descontos adquiridos, o que implica em algum tipo de prejuízo. Apenas 43% dos internautas disseram ter usufruído de todos os cupons promocionais adquiridos — o que aumenta para 50% entre as mulheres. Entre os itens que não foram usados estão kits de festa (24%); roupas, calçados e acessórios (23%); cupons para academia (23%) e peças, serviços de manutenção ou lavagem de automóveis (23%). Por lado, 39% não usufruíram de alguns vouchers comprados, enquanto 18% não chegaram a utilizar nenhum deles.

Dentre os 57% que não utilizaram todos ou parte dos produtos e serviços comprados por meio de sites ou aplicativos de descontos, as principais justificativas são perda do prazo de utilização ou validade do cupom expirado (35%), regulamento e datas pré-definidas não atendiam as necessidades do consumidor (23%) e problemas de acesso ao local do serviço, que se encontra longe da residência ou trabalho (21%).

Metodologia

A pesquisa ouviu 815 internautas das 27 capitais que realizaram compras pela internet no último ano. A margem de erro é de 3,43 pontos a uma margem de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

13

Dez

Mercado

Economia crescerá 2,7% e indústria terá expansão de 3% em 2019, prevê CNI

A economia brasileira crescerá 2,7% no próximo ano, impulsionada pela expansão de 3% da indústria e de 6,5% do investimento. O consumo das famílias, outro importante motor do crescimento, aumentará 2,9% em 2019. As previsões estão na edição especial do Informe Conjuntural – Economia Brasileira, que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga nesta quarta-feira (12). No entanto, esse cenário só se confirmará se o governo eleito fizer o ajuste duradouro nas contas públicas, avançar nas reformas estruturantes, como a previdenciária e a tributária, e adotar medidas para melhorar o ambiente de negócios, entre as quais estão a desburocratização.

“O país deve se unir em favor de medidas que impulsionem o desenvolvimento econômico e social”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Além das estimativas positivas para o próximo ano, o Informe Conjuntural destaca que há espaço para um crescimento maior e sustentado. “Se os avanços na agenda da transformação e das reformas forem substantivos, a resposta dos agentes econômicos poderá ser mais rápida e potencializar o crescimento”, avalia a CNI. “Os consumidores terão confiança para suas decisões de consumo e os empresários maior disposição para investir e contratar”, afirma o estudo. Com esse cenário, a taxa anual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) poderá alcançar 3% ou mais no segundo semestre.

Por isso, Robson Andrade destaca que não há tempo a perder. “As tarefas são urgentes. É hora de avançarmos mais decididamente na total remoção dos obstáculos ao crescimento, com o enfrentamento de questões antigas, como as graves distorções do atual sistema previdenciário, que está à beira da inviabilidade financeira, e a complexidade do sistema tributário”, diz o presidente da CNI.

Essas e outras medidas prioritárias para o Brasil voltar a crescer estão na Agenda dos 100 Dias – Brasil 2019, que a CNI apresentou à equipe de transição do governo de Jair Bolsonaro. As sugestões foram selecionadas nos 42 documentos que a CNI apresentou aos candidatos à Presidência da República, em julho deste ano. “Há uma expectativa muito grande que o governo Bolsonaro fará  a reforma da Previdência”, afirma Robson Andrade. “Se o governo não conseguir reformar a Previdência terá de apontar outros caminhos para reduzir o déficit público”, completa.

DESEMPREGO E INFLAÇÃO – Outras previsões da indústria para o próximo ano indicam que a taxa de desemprego cairá para 11,4%, a inflação ficará em 4,1%, a taxa nominal de juros básicos da economia alcançará 7,50% ao ano no fim de 2019 e a cotação média do dólar será de R$ 3,78.  A balança comercial fechará 2019 com um saldo positivo de US$ 45 bilhões. A dívida pública continuará subindo e alcançará 79,5% do PIB.

Mas há riscos, sobretudo internos, à concretização do cenário virtuoso previsto pela indústria. De acordo com o Informe Conjuntural, se o país optar por reformas limitadas ou incompletas, a confiança dos empresários e consumidores diminuirá, o que conduzirá o país à estagnação da economia, como ocorreu em 2017 e 2018. O pior, no entanto, é o adiamento ou a opção por não fazer as reformas.

“Essa situação poderá ter um afeito devastador na confiança dos agentes, causando rápida deterioração dos indicadores de risco-país, ativos financeiros e taxa de câmbio, com reflexos na taxa de juros doméstica. Nesta situação, seria possível até mesmo o retorno do quadro de recessão que marcou o meio da década atual”, adverte a CNI.

13

Dez

Mercado

Brasileiros farão mais de 75 milhões de viagens entre destinos nacionais no verão

Estimativa do Ministério do Turismo aponta para a realização de 75,5 milhões de viagens entre dezembro deste ano até fevereiro de 2019. O resultado é cerca de 2% maior em relação aos números do verão passado. A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) também projeta crescimento nas vendas em percentuais entre 18% e 20% no mesmo período.

São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina e Minas Gerais estão entre os estados que serão mais visitados no período das festas de fim de ano (Natal e Réveillon) e das férias escolares em todo o país. Outros destinos que também receberão expressivos volumes de turistas, segundo a projeção do MTur, são Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará, Pernambuco e Goiás.

“Tenho batido muito nesta tecla, de que o turismo é um celeiro de respostas positivas pois tem uma capacidade incrível de influenciar positivamente a economia. O aumento do número de viagens gera mais oportunidades de geração de empregos temporários e movimenta o comércio e equipamentos turísticos nas nossas cidades”, avalia o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz.

Segundo a Abav, as vendas devem manter a mesma proporcionalidade do verão passado. Ou seja, 60% das vendas para destinos nacionais e 40% para o exterior. “Tivemos uma instabilidade cambial importante este ano, revertida agora, e a projeção é de que a demanda reprimida dos meses anteriores se concretize em vendas para a alta temporada”, comenta a presidente em exercício da entidade, Magda Nassar.

Os destinos de sol e praia lideram a preferência na maior operadora de turismo do país para o período. No Nordeste, estão na dianteira destinos como Porto Seguro, Fortaleza, Maceió, Salvador e Natal. Em outras rotas destacam-se atrativos sem e com litoral, como Foz do Iguaçu, Caldas Novas (GO) e Balneário Camboriú, os dois últimos “devido aos parques aquáticos e de diversão”.

Outra grande empresa do setor, a agência de viagens online Decolar, coloca Rio de Janeiro, Porto Alegre e Natal como destinos nacionais preferidos para o Ano Novo. Entre os dez mais buscados pelo público estão também Foz do Iguaçu, Recife, Florianópolis, São Paulo, Fortaleza, Vitória e Salvador, reforçando a tese de que sol e praia ainda é o segmento mais demandado no país.

MUDANÇA – A operadora CVC identificou nesta temporada uma mudança de comportamento de viagem do brasileiro: “diferente de anos anteriores, quando os brasileiros deixaram a decisão da viagem para a última hora, neste a CVC percebe que o consumidor voltou a se planejar e tem fechado a viagem com maior antecedência, aproveitando as promoções do mercado” comenta a assessoria de comunicação da empresa.

RANKING – Segundo as estimativas do Ministério do Turismo, o estado de São Paulo deverá receber o maior contingente de turistas no período, cerca de 18% do total ou 13,65 milhões de viagens realizadas. Já o Rio de Janeiro, na segunda posição, ficará com 10,3% do volume de viagens, seguido da Bahia, com 9,5%. Santa Catarina e Minas Gerais devem ser destino de 5,86 milhões e 5,3 milhões das viagens que serão realizadas no próximo verão, que começa em 21 de dezembro próximo

Fonte: Fecomércio RN, disponível em: http://fecomerciorn.com.br/noticias/brasileiros-farao-755-milhoes-de-viagens-domesticas-no-verao/

13

Dez

Mercado

Mais de 40% dos jovens formados ocupam postos de menor qualificação

Pelo menos 44,2% dos jovens entre 24 a 35 anos formados no ensino superior exercem atualmente trabalhos que requerem menor qualificação do que a escolaridade adquirida. Em 2012, as taxa era de 38%.

De acordo com a Agência Brasil, os dados foram divulgados a hoje (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), dentro da seção Mercado de Trabalho da Carta de Conjuntura do quarto trimestre de 2018.

O estudo, do Instituto de Pesquisa Econômico Aplicada (Ipea), A evolução da população ocupada com nível superior foi feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Segundo a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Maria Andrea Lameiras, o estudo mostra que a economia brasileira ainda não consegue gerar postos de trabalho compatíveis com o aumento da escolaridade da população. O percentual de brasileiros com nível superior passou de 10,2% em 2012 para 13,9% em 2018 e o número de trabalhadores com nível superior passou de 13,1 milhões para 19,4 milhões no mesmo período.

“Hoje temos uma população ocupada cada vez mais escolarizada, um momento forte no número dos que têm diploma universitário, mas um terço não consegue emprego compatível."

A proporção de trabalhadores com nível superior, que exercem função de menor qualificação, está em 38%, o maior índice da série histórica, iniciada em 2012, quando a taxa era de 33%.

 

  • Vagas

Segundo a técnica, com a crise econômica iniciada no final de 2014, diminuiu o número dos que conseguem cargo compatível com a escolarização e, consequentemente, eles tiram as vagas de quem não tem graduação.

"Hoje tenho uma gama grande de trabalhadores universitários que acabam tendo que desempenhar funções de escolaridade média ou até de escolaridade fundamental, porque não há emprego compatível com a graduação dele”.

A diferença salarial entre a população de nível superior ocupada em cargo compatível e a que exerce função abaixo de sua qualificação também aumentou no período.

Em 2012, a diferença era de 46% e no terceiro trimestre de 2018 subiu para 74%. “Ou seja, um trabalhador que tem um diploma e uma função compatível ganha 5.700 reais. E um trabalhador que também tem um diploma superior, mas que não tem emprego compatível, está ganhando R$ 3.200 reais.”

  • Mercado de Trabalho

O estudo também mostra que a recuperação do país está moderada. A taxa de desocupação caiu no trimestre móvel encerrado em outubro, ficando em 11,7%. Porém, houve aumento de 10,4% no número de pessoas subocupadas, que trabalham menos de 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar mais, chegando a 7 milhões, na comparação com o mesmo período de 2017. Aumentou também o número de pessoas que procuram trabalho a mais de dois anos, chegando a um quarto do total de 12,7 milhões dos desempregados.

O Ipea aponta que a recuperação da economia e do mercado de trabalho em 2018 ficou abaixo da expectativa, apesar da geração de 790 mil vagas com carteira assinada no ano.

Segundo a pesquisadora, o ano foi “muito conturbado”, com greve dos caminhoneiros, desvalorização do Real e eleições, que refletiram em falta de confiança no mercado para retomar o crescimento econômico e impediram que os efeitos da reforma trabalhista fossem sentidos no mercado de trabalho.

“Do final de 2014 para setembro de 2018 houve piora nos indicadores econômicos e no ano passado os números estabilizaram num patamar ruim." O mercado de trabalho é o último a entrar na crise e o último a retomar. Em 2015 a economia estava muito mal, mas o mercado de trabalho não. Quando a crise chega no mercado de trabalho piora tudo, o que ocorreu no final de 2015 para 2016. Quando os outros setores da economia voltam, demora a refletir no mercado de trabalho”.

Os dados mostram que a população economicamente ativa teve leve alta de 0,9 e a população ocupada aumentou 1,5% no trimestre terminado em setembro, o que leva a uma tendência de retração na desocupação.

O Ipea destaca que o nível de desemprego ainda está muito alto, assim como o desalento, ou seja, pessoas sem ocupação que não procuraram trabalho, que está em 4,37 milhões de brasileiros, um aumento de 10,6% em relação ao mesmo período de 2017. Isso corresponde a 2,7% da população em idade ativa. O número de trabalhadores sem carteira assinada aumentou 2,9% e o de trabalhadores por conta própria subiu 5,2% no trimestre.

A expetativa dos pesquisadores do Ipea para 2019 é de melhora no mercado de trabalho, mas para isso é necessário crescimento econômico mais forte.

Fonte: Agência Brasil, disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-12/mais-de-40-de-jovens-formados-ocupam-postos-de-menor-qualificacao

12

Dez

Mercado

Mesmo aposentados, 21% dos idosos continuam trabalhando, revela pesquisa CNDL/SPC Brasil

A longevidade impõe desafios para a população brasileira, em que parte significativa segue exercendo alguma atividade profissional mesmo após a aposentadoria. Um levantamento realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que sete em cada dez idosos (70%) estão aposentados. Desse total, 21% continuam trabalhando e uma das principais razões é o fato de a renda não ser suficiente para pagar as contas (47%). Já 48% disseram que querem se sentir produtivos nessa fase da vida e 46% buscam manter a mente ocupada.

Embora atuem ativamente, 43% reconhecem que tiveram dificuldades para conseguir uma oportunidade, principalmente por enfrentar preconceito com a idade avançada (30%). Por outro lado, 57% afirmam não ter tido problemas em conseguir trabalho. Quando questionados sobre até que idade pretendem trabalhar, mais da metade (61%) não soube definir ao certo. Para os que sinalizaram ter uma perspectiva em mente, a média é de 74 anos.

Apesar da questão financeira ser um ponto relevante para aqueles que optam por não parar, 76% dos idosos encaram o trabalho de forma positiva nessa fase da vida. Tanto que um terço (30%) destes menciona sentir satisfação por estar trabalhando e poder produzir, enquanto 20% têm orgulho de manter sua independência, ao passo que 18% disseram gostar do que fazem e ainda possuem muitos projetos a serem realizados.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados refletem um novo cenário com o aumento da expectativa de vida no Brasil. “Percebe-se, muitas vezes, que os idosos não se prepararam para este momento e os ganhos com a aposentadoria acabam não sendo suficientes para manter o padrão de vida desejado. Mas já enxergamos uma mudança na visão de grande parte dessas pessoas, que começam a encontrar um sentido especial no trabalho por se sentirem mais produtivos e independentes”, ressalta.

Nove em cada dez idosos contribuem com orçamento familiar; previdência social é principal forma de preparação para aposentadoria

O estudo observa ainda que boa parte dos lares conta com a renda de familiares acima dos 60 anos. Nove em cada dez (91%) idosos contribuem financeiramente com o orçamento, sendo que 43% são os principais responsáveis pelo sustento da casa. Ainda assim, 34% dos entrevistados recebem algum tipo de custeio — percentual que cresce para 40% entre as mulheres — vindo principalmente de pensão por falecimento do cônjuge (15%) ou de familiares (15%).

Quando o assunto é preparação para aposentadoria, o que se percebe ainda é uma falta de conscientização sobre a necessidade de pensar no futuro. Entre os que se planejaram de olho nesta fase da vida, três em cada dez (32%) admitem nunca ter guardado dinheiro exclusivamente para esta finalidade. Outros 25% não lembram quando começaram a fazer uma reserva. Em relação aos 43% que recordam o período de início dessa poupança, a média de idade foi aos 27 anos.

A maior parte (47%) se preparou ou ainda se prepara para a aposentadoria por meio da contribuição ao INSS. Já 34% realizam ou realizaram algum tipo de investimento — número que sobe para 43% entre os homens e 49% nas classes A e B. Desse total, 13% dos recursos foram aplicados em poupança, 9% em previdência privada da empresa onde trabalhou e 7% destinados a outros investimentos, como fundos, ações, CDBs, Tesouro direto e renda fixa. Há também uma parcela que investe em previdência paga por conta própria (7%) e em imóveis (6%) – considerando apenas os imóveis tratados como investimento e não moradia.

Entre os que sinalizaram ter se preparado, 25% atribuem esse comportamento ao seu perfil mais precavido, enquanto 21% dizem que se espelharam em exemplos próximos de pessoas que não se preparam e tiveram problemas financeiros na aposentadoria. Já 17% seguem orientações de amigos e familiares. Quanto àqueles que não se prepararam, os principais fatores citados são falta de renda (29%) e de sobra de dinheiro no orçamento (25%).

“Planejar a aposentadoria pensando apenas na renda que virá com o INSS é arriscado no contexto econômico atual do país, especialmente porque as regras da previdência social podem mudar a qualquer momento. Além disso, o valor médio do benefício concedido raramente é suficiente para dar cobrir despesas que não estavam previstas, gastos com remédios e plano de saúde, por exemplo. O recomendável é complementar os ganhos da previdência com um plano privado ou outro tipo de reserva. E quanto mais cedo, melhor”, orienta o educador financeiro do SPC Brasil e do portal “Meu Bolso Feliz”, José Vignoli.

Metodologia

Foram entrevistados 612 consumidores com idade acima de 60 anos de ambos os gêneros e de todas as classes sociais, nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: Site CNDL, disponível em: http://site.cndl.org.br/mesmo-aposentados-21-dos-idosos-continuam-trabalhando-revela-pesquisa-cndlspc-brasil/