Mercado

17

Dez

Mercado

28% dos internautas utilizam sites de ofertas e descontos, aponta pesquisa

Os sites e aplicativos de descontos já fazem parte da rotina de compra dos brasileiros. De acordo com pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 28% dos consumidores que compraram pela internet no último ano têm o hábito de utilizar sites e aplicativos de descontos. De acordo com o levantamento, entradas para shows, teatro, cinema e casas noturnas (43%) são os itens mais adquiridos. Em seguida, aparecem restaurantes e bares (39%), além dos tratamentos estéticos (26%), delivery (26%) e pacotes de viagens (21%). Em média, o valor das compras realizadas é de R$ 155,14, sendo maior entre os homens (R$ 178,29) e nas classes A e B (R$ 195,64).

De acordo com o estudo, seis em cada dez entrevistados (57%) disseram ter reduzido a quantidade de itens adquiridos nesses sites e aplicativos frente aosanos anteriores, enquanto 20% compraram mais. Embora o levantamento mostre que o volume de aquisições tenha caído, a grande maioria avalia de forma positiva sua experiência de compra: 89% mostram-se satisfeitos com os produtos e serviços adquiridos em sites de ofertas e descontos.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta para as tentações das ofertas na hora de comprar, que podem comprometer o orçamento. “O brasileiro já se acostumou a procurar por bons descontos na internet, mas é preciso cautela para não exagerar no consumo. Todo cuidado é pouco com as compras por impulso. Vale sempre avaliar se o produto adquirido é algo necessário para depois não ser sequer usado”, observa.

Seis em cada dez consumidores não usufruem de todos ou parte dos descontos promocionais adquiridos nas compras pela internet 

A pesquisa também aponta que muitas vezes os consumidores acabam não aproveitando os descontos adquiridos, o que implica em algum tipo de prejuízo. Apenas 43% dos internautas disseram ter usufruído de todos os cupons promocionais adquiridos — o que aumenta para 50% entre as mulheres. Entre os itens que não foram usados estão kits de festa (24%); roupas, calçados e acessórios (23%); cupons para academia (23%) e peças, serviços de manutenção ou lavagem de automóveis (23%). Por lado, 39% não usufruíram de alguns vouchers comprados, enquanto 18% não chegaram a utilizar nenhum deles.

Dentre os 57% que não utilizaram todos ou parte dos produtos e serviços comprados por meio de sites ou aplicativos de descontos, as principais justificativas são perda do prazo de utilização ou validade do cupom expirado (35%), regulamento e datas pré-definidas não atendiam as necessidades do consumidor (23%) e problemas de acesso ao local do serviço, que se encontra longe da residência ou trabalho (21%).

Metodologia

A pesquisa ouviu 815 internautas das 27 capitais que realizaram compras pela internet no último ano. A margem de erro é de 3,43 pontos a uma margem de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

13

Dez

Mercado

Economia crescerá 2,7% e indústria terá expansão de 3% em 2019, prevê CNI

A economia brasileira crescerá 2,7% no próximo ano, impulsionada pela expansão de 3% da indústria e de 6,5% do investimento. O consumo das famílias, outro importante motor do crescimento, aumentará 2,9% em 2019. As previsões estão na edição especial do Informe Conjuntural – Economia Brasileira, que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga nesta quarta-feira (12). No entanto, esse cenário só se confirmará se o governo eleito fizer o ajuste duradouro nas contas públicas, avançar nas reformas estruturantes, como a previdenciária e a tributária, e adotar medidas para melhorar o ambiente de negócios, entre as quais estão a desburocratização.

“O país deve se unir em favor de medidas que impulsionem o desenvolvimento econômico e social”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Além das estimativas positivas para o próximo ano, o Informe Conjuntural destaca que há espaço para um crescimento maior e sustentado. “Se os avanços na agenda da transformação e das reformas forem substantivos, a resposta dos agentes econômicos poderá ser mais rápida e potencializar o crescimento”, avalia a CNI. “Os consumidores terão confiança para suas decisões de consumo e os empresários maior disposição para investir e contratar”, afirma o estudo. Com esse cenário, a taxa anual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) poderá alcançar 3% ou mais no segundo semestre.

Por isso, Robson Andrade destaca que não há tempo a perder. “As tarefas são urgentes. É hora de avançarmos mais decididamente na total remoção dos obstáculos ao crescimento, com o enfrentamento de questões antigas, como as graves distorções do atual sistema previdenciário, que está à beira da inviabilidade financeira, e a complexidade do sistema tributário”, diz o presidente da CNI.

Essas e outras medidas prioritárias para o Brasil voltar a crescer estão na Agenda dos 100 Dias – Brasil 2019, que a CNI apresentou à equipe de transição do governo de Jair Bolsonaro. As sugestões foram selecionadas nos 42 documentos que a CNI apresentou aos candidatos à Presidência da República, em julho deste ano. “Há uma expectativa muito grande que o governo Bolsonaro fará  a reforma da Previdência”, afirma Robson Andrade. “Se o governo não conseguir reformar a Previdência terá de apontar outros caminhos para reduzir o déficit público”, completa.

DESEMPREGO E INFLAÇÃO – Outras previsões da indústria para o próximo ano indicam que a taxa de desemprego cairá para 11,4%, a inflação ficará em 4,1%, a taxa nominal de juros básicos da economia alcançará 7,50% ao ano no fim de 2019 e a cotação média do dólar será de R$ 3,78.  A balança comercial fechará 2019 com um saldo positivo de US$ 45 bilhões. A dívida pública continuará subindo e alcançará 79,5% do PIB.

Mas há riscos, sobretudo internos, à concretização do cenário virtuoso previsto pela indústria. De acordo com o Informe Conjuntural, se o país optar por reformas limitadas ou incompletas, a confiança dos empresários e consumidores diminuirá, o que conduzirá o país à estagnação da economia, como ocorreu em 2017 e 2018. O pior, no entanto, é o adiamento ou a opção por não fazer as reformas.

“Essa situação poderá ter um afeito devastador na confiança dos agentes, causando rápida deterioração dos indicadores de risco-país, ativos financeiros e taxa de câmbio, com reflexos na taxa de juros doméstica. Nesta situação, seria possível até mesmo o retorno do quadro de recessão que marcou o meio da década atual”, adverte a CNI.

13

Dez

Mercado

Brasileiros farão mais de 75 milhões de viagens entre destinos nacionais no verão

Estimativa do Ministério do Turismo aponta para a realização de 75,5 milhões de viagens entre dezembro deste ano até fevereiro de 2019. O resultado é cerca de 2% maior em relação aos números do verão passado. A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) também projeta crescimento nas vendas em percentuais entre 18% e 20% no mesmo período.

São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina e Minas Gerais estão entre os estados que serão mais visitados no período das festas de fim de ano (Natal e Réveillon) e das férias escolares em todo o país. Outros destinos que também receberão expressivos volumes de turistas, segundo a projeção do MTur, são Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará, Pernambuco e Goiás.

“Tenho batido muito nesta tecla, de que o turismo é um celeiro de respostas positivas pois tem uma capacidade incrível de influenciar positivamente a economia. O aumento do número de viagens gera mais oportunidades de geração de empregos temporários e movimenta o comércio e equipamentos turísticos nas nossas cidades”, avalia o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz.

Segundo a Abav, as vendas devem manter a mesma proporcionalidade do verão passado. Ou seja, 60% das vendas para destinos nacionais e 40% para o exterior. “Tivemos uma instabilidade cambial importante este ano, revertida agora, e a projeção é de que a demanda reprimida dos meses anteriores se concretize em vendas para a alta temporada”, comenta a presidente em exercício da entidade, Magda Nassar.

Os destinos de sol e praia lideram a preferência na maior operadora de turismo do país para o período. No Nordeste, estão na dianteira destinos como Porto Seguro, Fortaleza, Maceió, Salvador e Natal. Em outras rotas destacam-se atrativos sem e com litoral, como Foz do Iguaçu, Caldas Novas (GO) e Balneário Camboriú, os dois últimos “devido aos parques aquáticos e de diversão”.

Outra grande empresa do setor, a agência de viagens online Decolar, coloca Rio de Janeiro, Porto Alegre e Natal como destinos nacionais preferidos para o Ano Novo. Entre os dez mais buscados pelo público estão também Foz do Iguaçu, Recife, Florianópolis, São Paulo, Fortaleza, Vitória e Salvador, reforçando a tese de que sol e praia ainda é o segmento mais demandado no país.

MUDANÇA – A operadora CVC identificou nesta temporada uma mudança de comportamento de viagem do brasileiro: “diferente de anos anteriores, quando os brasileiros deixaram a decisão da viagem para a última hora, neste a CVC percebe que o consumidor voltou a se planejar e tem fechado a viagem com maior antecedência, aproveitando as promoções do mercado” comenta a assessoria de comunicação da empresa.

RANKING – Segundo as estimativas do Ministério do Turismo, o estado de São Paulo deverá receber o maior contingente de turistas no período, cerca de 18% do total ou 13,65 milhões de viagens realizadas. Já o Rio de Janeiro, na segunda posição, ficará com 10,3% do volume de viagens, seguido da Bahia, com 9,5%. Santa Catarina e Minas Gerais devem ser destino de 5,86 milhões e 5,3 milhões das viagens que serão realizadas no próximo verão, que começa em 21 de dezembro próximo

Fonte: Fecomércio RN, disponível em: http://fecomerciorn.com.br/noticias/brasileiros-farao-755-milhoes-de-viagens-domesticas-no-verao/

13

Dez

Mercado

Mais de 40% dos jovens formados ocupam postos de menor qualificação

Pelo menos 44,2% dos jovens entre 24 a 35 anos formados no ensino superior exercem atualmente trabalhos que requerem menor qualificação do que a escolaridade adquirida. Em 2012, as taxa era de 38%.

De acordo com a Agência Brasil, os dados foram divulgados a hoje (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), dentro da seção Mercado de Trabalho da Carta de Conjuntura do quarto trimestre de 2018.

O estudo, do Instituto de Pesquisa Econômico Aplicada (Ipea), A evolução da população ocupada com nível superior foi feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Segundo a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Maria Andrea Lameiras, o estudo mostra que a economia brasileira ainda não consegue gerar postos de trabalho compatíveis com o aumento da escolaridade da população. O percentual de brasileiros com nível superior passou de 10,2% em 2012 para 13,9% em 2018 e o número de trabalhadores com nível superior passou de 13,1 milhões para 19,4 milhões no mesmo período.

“Hoje temos uma população ocupada cada vez mais escolarizada, um momento forte no número dos que têm diploma universitário, mas um terço não consegue emprego compatível."

A proporção de trabalhadores com nível superior, que exercem função de menor qualificação, está em 38%, o maior índice da série histórica, iniciada em 2012, quando a taxa era de 33%.

 

  • Vagas

Segundo a técnica, com a crise econômica iniciada no final de 2014, diminuiu o número dos que conseguem cargo compatível com a escolarização e, consequentemente, eles tiram as vagas de quem não tem graduação.

"Hoje tenho uma gama grande de trabalhadores universitários que acabam tendo que desempenhar funções de escolaridade média ou até de escolaridade fundamental, porque não há emprego compatível com a graduação dele”.

A diferença salarial entre a população de nível superior ocupada em cargo compatível e a que exerce função abaixo de sua qualificação também aumentou no período.

Em 2012, a diferença era de 46% e no terceiro trimestre de 2018 subiu para 74%. “Ou seja, um trabalhador que tem um diploma e uma função compatível ganha 5.700 reais. E um trabalhador que também tem um diploma superior, mas que não tem emprego compatível, está ganhando R$ 3.200 reais.”

  • Mercado de Trabalho

O estudo também mostra que a recuperação do país está moderada. A taxa de desocupação caiu no trimestre móvel encerrado em outubro, ficando em 11,7%. Porém, houve aumento de 10,4% no número de pessoas subocupadas, que trabalham menos de 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar mais, chegando a 7 milhões, na comparação com o mesmo período de 2017. Aumentou também o número de pessoas que procuram trabalho a mais de dois anos, chegando a um quarto do total de 12,7 milhões dos desempregados.

O Ipea aponta que a recuperação da economia e do mercado de trabalho em 2018 ficou abaixo da expectativa, apesar da geração de 790 mil vagas com carteira assinada no ano.

Segundo a pesquisadora, o ano foi “muito conturbado”, com greve dos caminhoneiros, desvalorização do Real e eleições, que refletiram em falta de confiança no mercado para retomar o crescimento econômico e impediram que os efeitos da reforma trabalhista fossem sentidos no mercado de trabalho.

“Do final de 2014 para setembro de 2018 houve piora nos indicadores econômicos e no ano passado os números estabilizaram num patamar ruim." O mercado de trabalho é o último a entrar na crise e o último a retomar. Em 2015 a economia estava muito mal, mas o mercado de trabalho não. Quando a crise chega no mercado de trabalho piora tudo, o que ocorreu no final de 2015 para 2016. Quando os outros setores da economia voltam, demora a refletir no mercado de trabalho”.

Os dados mostram que a população economicamente ativa teve leve alta de 0,9 e a população ocupada aumentou 1,5% no trimestre terminado em setembro, o que leva a uma tendência de retração na desocupação.

O Ipea destaca que o nível de desemprego ainda está muito alto, assim como o desalento, ou seja, pessoas sem ocupação que não procuraram trabalho, que está em 4,37 milhões de brasileiros, um aumento de 10,6% em relação ao mesmo período de 2017. Isso corresponde a 2,7% da população em idade ativa. O número de trabalhadores sem carteira assinada aumentou 2,9% e o de trabalhadores por conta própria subiu 5,2% no trimestre.

A expetativa dos pesquisadores do Ipea para 2019 é de melhora no mercado de trabalho, mas para isso é necessário crescimento econômico mais forte.

Fonte: Agência Brasil, disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-12/mais-de-40-de-jovens-formados-ocupam-postos-de-menor-qualificacao

12

Dez

Mercado

Mesmo aposentados, 21% dos idosos continuam trabalhando, revela pesquisa CNDL/SPC Brasil

A longevidade impõe desafios para a população brasileira, em que parte significativa segue exercendo alguma atividade profissional mesmo após a aposentadoria. Um levantamento realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que sete em cada dez idosos (70%) estão aposentados. Desse total, 21% continuam trabalhando e uma das principais razões é o fato de a renda não ser suficiente para pagar as contas (47%). Já 48% disseram que querem se sentir produtivos nessa fase da vida e 46% buscam manter a mente ocupada.

Embora atuem ativamente, 43% reconhecem que tiveram dificuldades para conseguir uma oportunidade, principalmente por enfrentar preconceito com a idade avançada (30%). Por outro lado, 57% afirmam não ter tido problemas em conseguir trabalho. Quando questionados sobre até que idade pretendem trabalhar, mais da metade (61%) não soube definir ao certo. Para os que sinalizaram ter uma perspectiva em mente, a média é de 74 anos.

Apesar da questão financeira ser um ponto relevante para aqueles que optam por não parar, 76% dos idosos encaram o trabalho de forma positiva nessa fase da vida. Tanto que um terço (30%) destes menciona sentir satisfação por estar trabalhando e poder produzir, enquanto 20% têm orgulho de manter sua independência, ao passo que 18% disseram gostar do que fazem e ainda possuem muitos projetos a serem realizados.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados refletem um novo cenário com o aumento da expectativa de vida no Brasil. “Percebe-se, muitas vezes, que os idosos não se prepararam para este momento e os ganhos com a aposentadoria acabam não sendo suficientes para manter o padrão de vida desejado. Mas já enxergamos uma mudança na visão de grande parte dessas pessoas, que começam a encontrar um sentido especial no trabalho por se sentirem mais produtivos e independentes”, ressalta.

Nove em cada dez idosos contribuem com orçamento familiar; previdência social é principal forma de preparação para aposentadoria

O estudo observa ainda que boa parte dos lares conta com a renda de familiares acima dos 60 anos. Nove em cada dez (91%) idosos contribuem financeiramente com o orçamento, sendo que 43% são os principais responsáveis pelo sustento da casa. Ainda assim, 34% dos entrevistados recebem algum tipo de custeio — percentual que cresce para 40% entre as mulheres — vindo principalmente de pensão por falecimento do cônjuge (15%) ou de familiares (15%).

Quando o assunto é preparação para aposentadoria, o que se percebe ainda é uma falta de conscientização sobre a necessidade de pensar no futuro. Entre os que se planejaram de olho nesta fase da vida, três em cada dez (32%) admitem nunca ter guardado dinheiro exclusivamente para esta finalidade. Outros 25% não lembram quando começaram a fazer uma reserva. Em relação aos 43% que recordam o período de início dessa poupança, a média de idade foi aos 27 anos.

A maior parte (47%) se preparou ou ainda se prepara para a aposentadoria por meio da contribuição ao INSS. Já 34% realizam ou realizaram algum tipo de investimento — número que sobe para 43% entre os homens e 49% nas classes A e B. Desse total, 13% dos recursos foram aplicados em poupança, 9% em previdência privada da empresa onde trabalhou e 7% destinados a outros investimentos, como fundos, ações, CDBs, Tesouro direto e renda fixa. Há também uma parcela que investe em previdência paga por conta própria (7%) e em imóveis (6%) – considerando apenas os imóveis tratados como investimento e não moradia.

Entre os que sinalizaram ter se preparado, 25% atribuem esse comportamento ao seu perfil mais precavido, enquanto 21% dizem que se espelharam em exemplos próximos de pessoas que não se preparam e tiveram problemas financeiros na aposentadoria. Já 17% seguem orientações de amigos e familiares. Quanto àqueles que não se prepararam, os principais fatores citados são falta de renda (29%) e de sobra de dinheiro no orçamento (25%).

“Planejar a aposentadoria pensando apenas na renda que virá com o INSS é arriscado no contexto econômico atual do país, especialmente porque as regras da previdência social podem mudar a qualquer momento. Além disso, o valor médio do benefício concedido raramente é suficiente para dar cobrir despesas que não estavam previstas, gastos com remédios e plano de saúde, por exemplo. O recomendável é complementar os ganhos da previdência com um plano privado ou outro tipo de reserva. E quanto mais cedo, melhor”, orienta o educador financeiro do SPC Brasil e do portal “Meu Bolso Feliz”, José Vignoli.

Metodologia

Foram entrevistados 612 consumidores com idade acima de 60 anos de ambos os gêneros e de todas as classes sociais, nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Fonte: Site CNDL, disponível em: http://site.cndl.org.br/mesmo-aposentados-21-dos-idosos-continuam-trabalhando-revela-pesquisa-cndlspc-brasil/

10

Dez

Mercado

Funpec abre processo seletivo para Analista de Negócios

A Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec) abriu processo seletivo nesta sexta-feira, 7, para preenchimento de uma vaga para analista de negócios. A atuação será em projeto acadêmico gerenciado pela Fundação. O salário é de R$ 4.272,03, com carga horária de 40 horas semanais.

Os candidatos à vaga deverão ter nível superior completo em Administração, além de curso de especialização na área administrativa. Também é necessário ter experiência comprovada de, no mínimo, seis meses na área de assessoria de gestão e/ou como analista de negócios.

As inscrições vão até o dia 13 de dezembro e são feitas, gratuitamente, no site da Funpec (www.funpec.br). Lá constam o edital de seleção e o formulário de inscrição. O processo seletivo será realizado em duas etapas: análise de currículo e entrevista técnica. O resultado final será divulgado no site da Fundação.

10

Dez

Mercado

Estudo apontou que o turismo gerou mais de 6 mil postos de trabalho em outubro

O setor de turismo no Brasil fechou o mês de outubro de 2018 com saldo positivo de 6.452 postos de trabalho. O estudo Empregabilidade no Turismo, produzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), verifica que foi o terceiro aumento consecutivo. O saldo do ano até outubro, no entanto, aponta um crescimento de apenas 647 vagas – resultado impactado pela greve dos caminhoneiros, quando as empresas tiveram que realizar ajustes, fechando 24.267 postos de trabalho entre maio e julho deste ano.

“Em relação a outubro de 2017, as atividades típicas do turismo criaram 2.440 empregos, sinal de que o mercado tem se restabelecido no ritmo atual do crescimento da economia”, avalia o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes. Em 12 meses terminados em outubro de 2018, o emprego no turismo apontou recuperação das atividades (+2.162 vagas), enquanto ano passado, no mesmo período, o saldo foi negativo de -16.781 postos, em virtude da dimensão da crise econômica.

Empregos por setor

No mês de outubro, a criação de vagas formais foi 60,8% maior do que no mesmo período do ano passado. Os segmentos que mais geraram empregos foram hotéis e similares (+1.177) e restaurantes e similares (+5.062). O emprego no transporte aéreo (+266) e nas locadoras de veículos (+519) também sugeriu o aumento da demanda nestes segmentos. Em contrapartida, as empresas de transporte rodoviário de passageiros foram as que mais cortaram postos de trabalho (-599).

Resultado por estado

Regionalmente, Sudeste (+3.619) e Sul (+2.112) destacaram-se no mês de outubro, criando 88,8% das vagas abertas nas atividades características do turismo. Nesse aspecto, São Paulo (+2.996) e Santa Catarina (+1.188) revelaram os maiores saldos.

O estado do Rio de Janeiro conseguiu criar +586 empregos, segunda variação positiva consecutiva no ano. Em setembro, o estado também gerou poucas vagas (+218). No acumulado do ano de 2018, no entanto, a economia fluminense mais destruiu empregos do que criou, com um saldo negativo de -9.899 vagas, e, em 12 meses com menos 11.452 vagas, é o estado que apresenta a pior empregabilidade.

Variação de preços

A CNC destaca que a estabilidade dos preços tem favorecido o consumo de serviços, em particular alguns do turismo. A inflação em 12 meses até outubro acumulou 4,56%. Excetuando ônibus interestadual de passageiros (+5,88%) e transporte hidroviário (+9,83%), alguns dos principais itens ofertados para o turista apresentaram variações abaixo da média do IPCA, tais como: alimentação fora do domicílio (+3,31%), ônibus intermunicipal (+3,13%), táxi (+2,13%), aluguel de veículos (+1,88%) e excursão (+1,68%). Observam-se a variação negativa das passagens aéreas (-3,22%) e a leve queda dos preços das hospedagens em hotel (-0,07%).

10

Dez

Mercado

Intenção de investimentos da indústria cresce 4,4 pontos, mostra Fundação Getulio Vargas

O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 4,4 pontos no quarto trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior. Com a alta,ele chegou a 117,4 pontos, o maior nível desde o primeiro trimestre deste ano (123,7). Segundo a FGV, o indicador mede a disseminação do ímpeto de investimento entre as empresas industriais, colaborando para antecipar tendências econômicas.

Esse trimestre também registrou o sétimo resultado consecutivo acima dos 100 pontos, nível em que a proporção de empresas prevendo aumentar o volume de investimentos produtivos nos 12 meses seguintes supera o das que projetam reduzir os investimentos. A proporção de empresas que planejam investir mais cresceu de 28,3% no terceiro trimestre para 30,7% no quatro trimestre. Aquelas que preveem investir menos caíram de 15,3% para 13,3% no período.

A proporção de empresas que estão certas de que executarão seu plano de investimentos foi de 31%, ficando acima da parcela de 25,9% de empresas incertas. Segundo o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., apesar da melhora, o indicador ainda está distante do nível médio registrado nos dois anos anteriores à recessão de 2014-2016. Para ele, o resultado mostra que a recuperação dos investimentos deve seguir em rota moderada nos próximos meses.

“Entre os fatores que impedem uma alta mais consistente do indicador estão a persistente incerteza econômica e as dúvidas quanto ao ritmo da economia no primeiro ano do novo governo”, finalizou.

Com informações da Agência Brasil

 

8

Dez

Mercado

Aplicativo Uber Eats inicia a operação em Natal e já tem 44 restaurantes credenciados

Deu na Tribuna do Norte:

Uma nova conexão saborosa entre gastronomia, tecnologia e comodidade já está ao alcance dos natalenses bons de garfo: o aplicativo de entrega de comida Uber Eats foi lançado esta semana na capital potiguar, conectando uma nova leva de internautas a 44 estabelecimentos gastronômicos da cidade, dos mais variados cardápios, ao alcance de sua digitação. O Uber Eats é a plataforma do gênero que mais cresce no mundo – e nestes primeiros dias de funcionamento em Natal, terá entrega grátis.

Para usar, primeiramente é preciso baixar o aplicativo direto do Play Store ou da App Store. A partir daí basta escolher um endereço de destino, encontrar o estabelecimento e o prato favorito, e acompanhar o deslocamento do pedido no mapa, em tempo real. O Uber Eats também permite que o usuário agende o dia e o horário da entrega. As entregas podem ser realizadas por motoristas de carro, motoqueiros e até ciclistas, ampliando as possibilidades do serviço para aqueles que não atendem os requisitos obrigatórios da Uber.

Menus online

Os restaurantes associados estão disponíveis no app conforme seus horários próprios de funcionamento. Entre os locais estão o McDonald’s, Brasa’s Food, Kalaz Restaurante, Jolie Patisserie, Sushideli, Flor de Sálvia, Disque Quentinha e Caranguejo, Panini House, Crooks Cookie Shop, Dom Picanha, Doce Portugal, Massa Mia, Cordeiro Chique, Bixiga, Famiglia Reis Magos, Blacktichen, Marenosso, Borelli Tortas Finas, Gaucho’s Grill, Tirinete Gastrobar, O Padeiro, Pizzaria Napolis, Salus Healthy Food, Boca do Forno, entre outros.

O restaurante Kalaz, por exemplo, trabalha cozinha contemporânea no quilo e está servindo um menu em que o cliente escolhe a proteína e o molho, e mais quatro acompanhamentos a um preço a partir de R$19,90.  E por enquanto está o serviço de entrega gratuito do aplicativo. Os estabelecimentos deverão atingir novos públicos através do novo serviço, e até entrar numa nova fase de comércio, já chamada de “restaurantes virtuais”, de lojas que só existem no ambiente online, nos quais muita gente não tem interesse em ir pessoalmente.

Segundo Delon White, diretor geral da Uber Eats no Brasil, o país já é considerado o maior mercado de entrega de comida da América Latina. “Desde a chegada desse app vimos o quanto os brasileiros ansiavam por uma plataforma que conecta os usuários aos melhores restaurantes da cidade. Ele ressaltou que até o fim do ano o aplicativo chegará a ainda mais cidades, com o objetivo de se tornar a plataforma mais popular entre os brasileiros. O Uber Eats chegou a São Paulo em dezembro de 2016, e desde então já está presente em mais de 25 cidades.

Fonte:http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/aplicativo-uber-eats-ja-opera-em-natal-com-44-credenciados/432373 

 

7

Dez

Mercado

Pesquisa aponta que 4 em 10 varejistas esperam crescimento nas vendas

Um estudo da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) constatou que, na comparação com 2017, quatro em cada dez varejistas – 43% - acreditam que as vendas devem melhorar neste final de ano; 32% que as vendas se manterão no mesmo patamar e apenas 9% esperam um desempenho pior, uma queda de 12 pontos percentuais em relação a 2017. O número dos que não souberam responder cresceu 15%.

As entidades revelaram também que 46% dos entrevistados se preparam ou pretendem se preparar para as festas do final de ano.

Por outro lado, 44% afirmam não ter um plano especial para o seu comércio para o Natal e o Ano Novo. Dentre os que farão algum investimento, as principais estratégias mencionadas são ampliação do estoque (50%), diversificação de produtos e serviços (34%) e investimento na infraestrutura da empresa (20%).

Os empresários que não pretendem fazer alguma ação específica no período justificam que não enxergam necessidade de investir, sobretudo por não ver aumento significativo na demanda (45%); 21% alegam falta de dinheiro e 9% estão desanimados com o resultado das vendas este ano.

De acordo com o SPC, a expectativa da reação sobre a economia ainda não reflete na criação de novos postos de trabalho no curto prazo. Apenas 20% dos comerciantes já contrataram ou contratarão mão de obra extra para reforçar o quadro de trabalhadores nesse período – sejam eles temporários, informais, efetivos ou terceirizados.

A CNDL e o SPC explicam ainda que, tradicionalmente, o varejo registra um crescimento nas vendas nesse período e que, embora o cenário econômico ainda esteja pouco aquecido, o Natal é a data mais importante para os setores de comércio e serviços, e por essa razão, os empresários seguem animados.

A pesquisa ouviu 605 empresários e gestores responsáveis pela contratação de mão de obra de empresas do comércio varejista localizadas nas capitais e interior do país. A margem de erro é de 4 pontos percentuais e uma confiança de 95%.

Com informações da Agência Brasil

6

Dez

Mercado

Direção da General Motors concede prêmio a concessionárias Chevrolet de Natal por excelência no atendimento

Excelência no atendimento e a determinação de encantar o cliente. As duas qualidades, que refletem o empenho da diretoria e funcionários, levaram a direção nacional da montadora General Motors a conceder na noite desta quarta (05) o título de “Concessionária Classe A” para as duas lojas do Grupo Dão Silveira em Natal, a Espacial Autopeças e a Natal Veículos.

O título é referente ao ano de 2017, quando ambas atingiram a marca de líderes do mercado, tendo o Chevrolet Onyx como carro-chefe, como o veículo mais comercializado do RN. O reconhecimento foi entregue ao Grupo no show room da Espacial, em Natal, em evento com os colaboradores.

O compromisso com o cliente ao longo dos anos permitiu que esta seja a 19ª vez que a Espacial recebe o título e a 15ª que a Natal Veículos é enquadrada como Classe A. O gerente regional da GM, Renato Heiffig, explica que não é simples chegar ao conceito A na montadora. “Não é qualquer um. Tem que ser bom em vendas, em peças, ser muito bom em oficina e excelente em atendimento. Se o cliente não for bem atendido, não volta. E o que faz uma concessionária ser Classe A por tanto tempo é a satisfação do cliente”, explica.

O diretor nacional de vendas da GM, Kleusner Lopes, que veio de São Paulo para conceder a premiação, afirmou que em meio à crise que o país vem enfrentando, a Chevrolet optou por investir, e hoje tem o carro mais vendido da América Latina – o Onyx – e concessionárias com o desempenho louvável como a Espacial e Natal Veículos. “E até o ano de 2023, a Chevrolet trará 20 novos modelos para o Brasil, ou 30, se considerarmos as séries especiais”, anunciou.

O diferencial das concessionárias Chevrolet em Natal está baseado no empenho de seus colaboradores. Quem destaca é o diretor comercial do Grupo Dão Silveira, Tomás Guimarães Filho. “Esta é a maior premiação da GM do mundo, que avalia as concessionárias em todos os países onde a marca está presente. Só no Brasil, são mais de 500 disputando esse reconhecimento, alcançado por poucas. Ele é resultado de uma avaliação criteriosa e detalhada de toda a nossa operação e vem para ratificar, para mostrar que a gente está no caminho certo, tentando encantar o nosso cliente”, afirma.

A solenidade contou com homenagens a dez funcionários das duas concessionárias premiadas. Um dos agraciados foi o vendedor da Espacial, Jucier Teixeira, que comentou a homenagem. “É um reconhecimento do trabalho bem feito, da nossa dedicação. Hoje o cliente é muito mais exigente. Ele procura a qualidade GM, procura preço e bom atendimento. E a GM investe muito no Brasil, está no gosto do público e na liderança”, destacou.

6

Dez

Mercado

Parceria do Sistema Fecomércio RN com a Alemanha ganha prêmio do Ministério do Turismo

O Projeto Verena, um dos principais frutos de uma parceria que começou a ser costurada há cerca de dez anos pelo presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, e que contou com o apoio decisivo do cônsul honorário da Alemanha no RN, Axel Geppert para sua concretização, ficou em primeiro lugar no Prêmio Nacional de Turismo (PNT), promovido pelo Ministério do Turismo, na categoria Qualificação e Formalização no Turismo. Os premiados foram anunciados na noite desta quarta-feira (5), em cerimônia realizada na Fundação Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. O PNT premia projetos inéditos, inovadores e com contribuição significativa para o turismo brasileiro.

“É uma grande honra receber, em nome do Sistema Fecomércio, este prêmio que coroa um trabalho realizado com muito planejamento e foco em resultados. Temos trabalhado arduamente para contribuir com o desenvolvimento do turismo do Rio Grande do Norte, que é uma das nossas principais atividades econômicas. Somos gratos ao governo alemão e ao cônsul honorário no RN, Axel Geppert”, comemorou o presidente Marcelo Queiroz, durante a solenidade.

O Projeto Verena é operado por meio do Senac RN e surgiu da parceria entre o Sistema Fecomércio RN e o estado alemão da Renânia-Palatinado, iniciada em 2009. No caso do Verena, o braço alemão é a Câmara do Comércio da Cidade de Trier. O objetivo da iniciativa é promover o intercâmbio de conhecimentos para contribuir com a implementação de novas tecnologias e desenvolvimento do turismo potiguar, o que tem possibilitado ao Senac RN acesso à metodologias e processos inovadores voltados à cadeia produtiva do turismo.

A partir da estruturação do Projeto Verena, desde 2016, uma série de investimentos e ações foram implementadas, resultando na criação de 33 novos cursos pelo Senac, os quais já beneficiaram mais de 500 pessoas.

A assinatura do convênio de renovação do Projeto Verena para o ano de 2019 será realizada nesta sexta-feira, 7.12, às 15h, na sede da Fecomércio RN, entre o presidente Marcelo Queiroz e coordenador de projetos da Câmara de Comércio e Indústria da cidade de Trier (EIC Trier), Matthias Fuchs.

Entre as iniciativas de sucesso participantes do Prêmio Nacional do Turismo, foram definidas sete categorias, as quais passaram por análise de uma comissão julgadora: Monitoramento e Avaliação do Turismo; Qualificação e Formalização no Turismo; Valorização do Patrimônio pelo Turismo; Turismo de Base Local e Produção Associada ao Turismo; Turismo Social; Inovação Tecnológica no Turismo; Marketing e Apoio à Comercialização do Turismo. Ao todo, 241 projetos foram inscritos no prêmio.

O evento teve como anfitriões o atual ministro do Turismo, Vinícius Lummertz; e o seu sucessor, Marcelo Álvaro Antonio; e contou com a presença do presidente da CNC, José Roberto Tadros; do diretor Regional do Senac RN, Raniery Pimenta; do diretor Regional do Sesc e ex-diretor do Senac RN, que auxiliou na execução do projeto Verena, Fernando Virgilio; do coordenador de turismo e hospitalidade da instituição, Marcelo Milito; além de representantes de entidades do turismo de todo o país.

4

Dez

Mercado

Mercado prevê menos inflação e alta menor do PIB neste ano

Os analistas das instituições financeiras baixaram a estimativa de inflação para 2018 e também reduziram a previsão de crescimento da economia para este ano. As expectativas constam no boletim de mercado, também conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC). O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, o mercado financeiro reduziu a previsão de 3,94% para 3,89% para este ano. Foi a sexta queda seguida deste indicador. A expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). Para 2019, os economistas das instituições financeiras diminuíram sua expectativa de inflação de 4,12% para 4,11%, na quarta queda seguida do indicador. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Produto Interno Bruto

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão do mercado financeiro recuou de 1,39% para 1,32% na semana passada. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. A queda na previsão de alta do PIB para este ano aconteceu após a divulgação do resultado do terceiro trimestre – que apontou crescimento de 0,8% contra os três meses anteriores.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado financeiro para expansão da economia subiu de 2,50% para 2,53%. Os economistas dos bancos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021 – que continuou em 2,5%.

Outras estimativas

- Taxa de juros: O mercado manteve estável em 6,50% ao ano a estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro permaneceu em 7,75% ao ano. Com isso, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

- Dólar: A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,70 para R$ 3,75 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,78 para R$ 3,80 por dólar.

- Balança comercial: Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2018 ficou estável em US$ 58 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu em US$ 52,2 bilhões.

- Investimento estrangeiro: A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, continuou em US$ 70 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou inalterada em US$ 76 bilhões.

Fonte: G1, via Fecomércio

3

Dez

Mercado

Quatro em cada dez micro e pequeno empresários pretendem investir nos próximos três meses, apontam CNDL/SPC Brasil

Otimistas com o cenário econômico pós-eleições e com a chegada do fim de ano, o empresariado dos setores de comércio e serviços têm planos para reforçar seus investimentos. É o que revela dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). De acordo com o levantamento, quatro em cada dez (39%) empresários disseram que pretendem investir nos próximos três meses. Este é o maior valor da série histórica, desde maio de 2015 quando esse percentual era de 30%.

Por outro lado, 44% não preveem investimentos para seus negócios — menor índice registrado até o momento. Entre estes empresários, 46% afirmaram não ver necessidade e 24% entendem que o país ainda não se recuperou da crise. Outros 16% alegam que já investiram recentemente e 15% mencionam falta de recursos.

Mesmo com o crescimento observado entre os resultados de outubro e novembro, o percentual dos que não pretendem investir supera o dos que planejam fazê-lo, o que mostra cautela de uma parcela significativa dos micro e pequenos empresários que continuam sentindo os reflexos remanescentes da recessão econômica de 2017. Em uma escala de zero a 100, o Indicador de Propensão a Investir registrou 46,8 pontos em novembro, 12% acima do mês anterior. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100, maior a propensão para o investimento. Quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, a volta do apetite por novos investimentos por parte dos micro e pequenos empresários representa um bom sinal, apesar de outra boa parte aguardar um cenário econômico mais definido. “Os empresários esperam maior previsibilidade em relação aos rumos do país e um quadro de menor risco para que possam tirar do papel seus projetos”, avalia o presidente da CNDL.

50% dos empresários que pretendem investir buscam aumento das vendas; principal finalidade é ampliar estoques

De olho na proximidade do fim de ano, 50% dos empresários que têm intenção de investir planejam aumentar suas vendas. Já 26% destinarão recursos para atender ao aumento da demanda em seus estabelecimentos. Dados do indicador mostram que a principal finalidade dos investimentos de quem pensa em vender mais é ampliar os estoques (32%).

Além desses, 25% pretendem reformar a própria empresa; 22% comprar equipamentos e maquinário; 13% usar os recursos em mídia e propaganda; e 12% expandir o portfólio de produtos e serviços. A sondagem revela ainda que a maior parte dos que pretendem investir irá recorrer a capital próprio, seja na forma de aplicações financeiras (49%) ou da venda de algum bem (13%). O motivo do uso de capital próprio está ligado ao juro elevado, mencionado por 51%. Outros 20% devem recorrer a empréstimos.

Número de MPEs que devem tomar crédito nos próximos três meses tem alta de 21% em novembro; 36% consideram contratação difícil

Em novembro, o Indicador de Demanda por Crédito também apresentou aumento na comparação com o mês anterior. Na escala, que varia de zero a 100, o indicador passou de 21,4 para 26,0 pontos, apesar de ainda apresentar baixo interesse dos MPEs na tomada de crédito nos próximos três meses. Quanto mais próximo de 100, maior o apetite; quanto mais distante, menor é o apetite. Na comparação com o mês de outubro, houve uma alta de 21% na intenção de contratar crédito.

Em termos percentuais, 17% dos MPEs pretendem tomar alguma modalidade de crédito nos próximos três meses, ante 10% em outubro. Já 14% não sabem ainda se contratarão e 69% não devem buscar crédito. A principal razão apontada pela maioria que não planeja contrair crédito foi o fato de conseguir manter os negócios com recursos próprios (59%). Outro aspecto é a percepção de que os juros são muito altos (29%), além da insegurança com relação ao cenário econômico (15%).

“As altas taxas de juros, que ainda seguem elevadas apesar das quedas recentes, acabam inibindo a tomada de crédito por boa parte do empresariado. Além disso, há o fator confiança. Embora exista um maior clima de otimismo em relação ao cenário atual, o quadro dificuldades econômicas persiste para muitas empresas”, destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

O Indicador também mostra que apesar do aumento na intenção de tomar crédito, o percentual dos que acham o processo de contratação difícil permanece elevado (36%). Desse total, 59% justificam que o excesso de burocracia é o maior entrave e 46% atribuem aos juros elevados.  Os créditos mais difíceis de serem contratados, segundo observou a sondagem, são empréstimos (32%) e financiamentos (21%) em instituições financeiras.

Metodologia

Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário calculados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.  Acesse a íntegra do indicador e a metodologia em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Fonte: CNDL, disponível em: http://site.cndl.org.br/quatro-em-cada-dez-micro-e-pequeno-empresarios-pretendem-investir-nos-proximos-tres-meses-apontam-cndlspc-brasil/

30

Nov

Mercado

FMI: investimento público no Brasil foi menor que em países emergentes

O investimento público do Brasil ficou abaixo da média dos países emergentes e da América Latina, nas duas últimas décadas. É o que conclui relatório com avaliação da gestão do investimento público no Brasil, divulgado hoje (30) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

No período de 1995 a 2015, o investimento público no Brasil foi, em média, de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Já os países emergentes registraram 6,4% e os países da América Latina, 5,5%.

Em 2015, o estoque de capital público era de apenas 35% do PIB, em comparação com a média de 92% das economias emergentes e 86% da América Latina.

O relatório ressalta que há uma grande margem para aumento da eficiência do investimento público no Brasil. O hiato de eficiência do Brasil em relação aos países mais eficientes é de 39%. Esse resultado é maior do que a média observada nos demais países emergentes (27%) ou da América Latina (29%).

O documento propõe um plano de ação que recomenda, entre outros pontos, fortalecer a priorização estratégica do investimento público e desenvolver um banco de projetos de alta qualidade; padronizar os procedimentos de avaliação e seleção de projetos; e o aperfeiçoamento das análises e da estrutura dedicada às concessões e parcerias público-privadas.

O relatório é resultado de uma missão do FMI, solicitada pela Secretaria do Tesouro Nacional, realizada ao longo do segundo semestre de 2017. Foram avaliados 15 temas chaves, relacionados às fases de planejamento, alocação de recursos e implementação de projetos.

Com informações da Agência Brasil