Publicidade e Propaganda

13

Mai

Kantar cria ferramenta para monitorar campanhas cross-media

Afim de atender a uma demanda recorrente dos anunciantes – a de conseguir compreender, de forma mais ampla, o desempenho de suas campanhas publicitárias nos diferentes canais de comunicação – a Kantar Ibope Media apresenta nesta semana ao mesmo o Cross Media Performance, uma ferramenta que combina a visualização das campanhas na televisão e nas plataformas digitais.

O Brasil é o primeiro País a receber a ferramenta criada pela consultoria. O desenvolvimento da nova solução de monitoramento visa atender aos anseios que a Kantar detectou nos anunciantes, de acordo com Melissa Vogel, CEO da Kantar Ibope Media no Brasil.

“Fizemos uma pesquisa que nos mostrou que 76% dos profissionais de marketing ainda acham difícil entender como sua marca performa em diferentes canais. Ao criar essa ferramenta buscamos responder quem vê os anúncios, de que forma ele impacta as pessoas em diferentes meios, com qual frequência ele impacta, etc. Todas essas questões conseguem ser respondidas com precisão e agilidade”, explica.

Nessa primeira fase, o Cross Media Performance conseguirá monitorar o desempenho das campanhas publicitárias veiculadas na televisão e no YouTube, por conta de uma parceria da empresa com o Google. Nas próximas etapas, de acordo com Melissa, a ideia é estender o monitoramento para redes sociais e open web, abrangendo um universo maior da internet.

De forma prática, a ferramenta combina os dados de mensuração que a Kantar Ibope Media já possui na mensuração de televisão e os integra com os dados fornecidos pelos players parceiros (no caso, o YouTube). A CEO da empresa de pesquisas explica que o Cross Media Performance consegue fazer o cruzamento dessas informações eliminando duplicação, a fim de fornecer uma amostra real da audiência das campanhas publicitárias. Melissa esclarece que, para o monitoramento, é necessário que o anunciante autorize o reporte de seus dados.

Nos últimos meses, a Kantar veio fazendo testes na ferramenta, com a mensuração da audiência das campanhas de nove anunciantes. Melissa conta que os profissionais de dados da companhia trabalharam para a construção de um universo de dados equiparados, que consiga representar tanto a audiência televisiva como o desempenho de visualizações na plataforma de vídeos do Google.

“O mercado espera por isso há bastante tempo e, a partir do momento em que a ferramenta começa a funcionar, ela acaba sendo uma fonte de aprendizado e de repertório, pois vai gerando dados e entendimento para a tomada de decisões, por parte das agências e anunciantes, de forma mais ágil e rápida. É possível ver o desempenho das campanhas enquanto elas estão no ar, fazendo as alterações necessárias”, explica. O fornecimento de dados do Cross Media Performance será diário.

A Kantar Ibope Media está em negociação com outras plataformas de tecnologia e empresas do segmento digital para ampliar a gama de parceiros do projeto. De acordo com Melissa, a expectativa é de anunciar as próximas parcerias já nos próximos meses.

Fonte: Meio e Mensagem, disponível aqui

12

Mai

Pesquisa: as marcas mais consumidas por gamers em 2021

Mastercard, Coca-Cola, Red Bull, Vivo, O Boticário, iFood, Fiat, Samsung, Uber e Adidas se destacaram como as marcas mais conhecidas e consumidas ou utilizadas em seu segmento. Esse levantamento é resultado do painel “Marcas do Coração”, da terceira edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), realizada pelo Sioux Group, Go Gamers, Blend New Research e ESPM.

O estudo entrevistou 12.498 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal entre os dias 7 e 22 de fevereiro deste ano. De acordo com a PGB 2021, 41,1% do público gamer ocupa a faixa etária entre 20 e 29 anos.

O levantamento divide as marcas endêmicas (próprias do universo dos jogos eletrônicos) e não-endêmicas. Além disso, para cada segmento o entrevistado foi perguntado sobre a marca mais conhecida e a que mais consome.

o campo das marcas não-endêmicas, aconteceu da mesma marca ser nomeada para ambas as categorias. Foi o caso de Mastercard (cartões de crédito), Coca-Cola (refrigerantes), Red Bull (energéticos), Vivo (telecomunicações), O Boticário (cosméticos), iFood (entrega de comida), Fiat (automóveis), Samsung (televisores), Uber (apps de transporte) e Adidas (vestuário). As categorias destoantes foram: bancos, tênis e snacks e salgadinhos.

Já nas endêmicas (smartphones, consoles, computadores e notebooks), apenas a Samsung foi ambos marca mais conhecida e consumida no segmento dos smartphones — é preferência de 41% dos entrevistados.

Confira o levantamento:

Bancos
Marca mais conhecida:
 Banco do Brasil (87,3%)
Marca mais consumida: Caixa Econômica Federal (50,8%)

Cartões de crédito
Marca mais conhecida:
 Mastercard (90,4%)
Marca mais consumida: Mastercard (73,3%)

Refrigerantes
Marca mais conhecida:
 Coca-Cola (96,3%)
Marca mais consumida: Coca-Cola (82,9%)

Energéticos
Marca mais conhecida:
 Red Bull (91,4%)
Marca mais consumida: Red Bull (63,8%)

Telecomunicações
Marca mais conhecida:
 Vivo (83,3%)
Marca mais consumida: Vivo (44,3%)

Cosméticos
Marca mais conhecida:
 O Boticário (92,3%)
Marca mais consumida: O Boticário (72,5%)

Tênis
Marca mais conhecida:
 Adidas (89,4%)
Marca mais consumida: Nike (57%)

Snacks e salgadinhos
Marca mais conhecida:
 Doritos (84,3%)
Marca mais consumida: Ruffles (61,8%)

Entrega de comida
Marca mais conhecida:
 iFood (93%)
Marca mais consumida: iFood (81%)

Automóveis
Marca mais conhecida:
 Fiat (88,8%)
Marca mais consumida: Fiat (28,2%)

Televisores
Marca mais conhecida:
 Samsung (90,9%)
Marca mais consumida: Samsung (63,7%)

Apps de transporte
Marca mais conhecida:
 Uber (90,3%)
Marca mais consumida: Uber (79,3%)

Vestuário
Marca mais conhecida:
 Adidas (78,8%)
Marca mais consumida: Adidas (46,6%)

Smartphone
Marca mais conhecida:
 Samsung (90%)
Marca mais consumida: Samsung (53,6%)

Consoles
Plataforma mais conhecida:
 Xbox 360 (76,9%)
Plataforma mais consumida: PlayStation 4 (44%)

Computador
Marca mais conhecida:
 Asus (67,3%)
Marca mais consumida: Dell (30,5%)

Notebook
Marca mais conhecida:
 Samsung (68,6%)
Marca mais consumida: Acer (29,4%)

Fonte: Meio e Mensagem, disponível aqui

11

Mai

Estudo destaca transformações provocadas pela pandemia em pontos como relacionamentos, ambiente digital e consumo

Pets eletrônicos e relacionamentos amorosos despretensiosos são alguns dos destaques da sociedade que encara uma pandemia sem precedentes. É o que mostra o Viramundo, levantamento realizado anualmente pela Fbiz e que revela as principais modificações que vêm impactando as pessoas e o mercado no geral. Segundo Fernand Alphen, co-CEO e CSO da agência, os resultados mostram tendências que, nas mãos de marcas, são capazes de serem potencializadas e transformadas em grandes movimentos. 

À frente do projeto, Guilherme Paiola, diretor de estratégia da Fbiz, ressalta que a pesquisa indicou que saúde e bem-estar foram pontos altos durante a pandemia. Em janeiro de 2021, a declaração “preciso de terapia” foi postada 30 mil vezes no Twitter. O Viramundo chama a atenção ainda para um relatório do Pinterest, que registrou um crescimento de até 180% nas buscas sobre sobre yoga facial, máscara de aloe vera, maquiagem natural cotidiana e skincare caseiro. 

Além disso, ele destaca a importância do uso de máscaras na atenção que passou a ser dada para a área do pescoço, que ascendeu a procura por produtos “jeck”, da junção de jow e neck (maxilar e pescoço, em inglês). O fenômeno também é apontado pela agência como uma resposta ao tempo que se passa com a cabeça baixa devido ao uso de dispositivos eletrônicos, que passaram a ser os principais protagonistas da era da pandemia. No âmbito da tecnologia, a pesquisa indicou que 2020 foi o ano em que o mundo assistiu à popularização de assistentes pessoais, como a Alexa, da Amazon, e a Google Home.

“Quando a gente olha para as tendências desse cenário novo, nos surpreendemos bastante quando falamos do que vai ser dessa relação humana”, conta Paiola, fazendo referência ao termo digisexualidade. De acordo com o diretor de estratégia, o estudo provou que há uma ascensão dos relacionamentos que se iniciam – de forma online e à distância – sem que haja a pretensão de que evoluam, sendo apenas um ponto de apoio para um momento em que todos estão com o sentimento de frustração à flor da pele. A inteligência artificial é um dos aliados da substituição da presença física, com a viabilização inclusive de pets eletrônicos que possam suprir a solidão. 

A militância digital também foi registrada principalmente entre fãs de K-pop. O Viramundo nomeou o Twitter como a “grande arma dos militantes digitais”. Os amantes de bandas de pop asiático se unem através da rede social para promover boicotes às perseguições de liberdade política e racismo, e foram responsáveis até mesmo pela derrubada de comícios do ex-Presidente dos Estados Unidos Donald Trump.  

Porém, durante o ano de 2020, o isolamento social foi extrapolado pelas dores humanas. O assassinato de George Floyd em maio do ano passado deu início à uma série de protestos globais. No Brasil, acontecimentos locais como a morte de João Alberto em uma unidade do Carrefour, levaram a população para a rua. O formato do drive-thru passou a ser adotado para além da alimentação: carreatas puderam ser vistas em todo o país como alternativa àqueles que preferiram não se expor ao vírus mas ainda assim protestar de forma segura. 

”Vimos que o que torna esse protesto tão efervescente nesse período é de fato compreender que a vida está em risco por conta da pandemia ou por causa de um pensamento cristalizado racista”, diz Guilherme Paiola. “Então, acho que isso dá muito mais força e motivação para esses protestos. […] É curioso ver alguns protestos como a onda de carreatas que passamos lá atrás. Mostra essa necessidade do protesto acontecer”.

Entendendo o consumidor

A modificação do consumo, que migrou em grande parte dos meios físicos para os digitais, também foi um ponto abordado pelo Viramundo 2021. Com a hibridização das relações comerciais, a Fbiz aposta nos formatos de omnichannel e social commerce com os canais digitais ganhando força em praticamente todas as áreas do comércio. Ainda nesse sentido, o chamado “cookieless world” aponta para as mudanças geradas pela implementação da LGPD e da RGPD, evidenciando a busca de métodos alternativos para a coleta de dados dos usuários. 

O papel das marcas frente à pandemia foi outro ponto questionado pelos consumidores. O diretor de estratégia Guilherme Paiola fala que o aumento da representatividade do e-commerce foi impulsionado pela mudança da jornada de consumo. “A ausência de pontos de contatos, físico ou seguros, fizeram com que, de fato, se perdesse uma camada de contato com as coisas”, afirma. “O que se espera das marcas é que elas ajudem o consumidor nesse momento de consumo em como a experiência vai ser transposta para esse novo cenário, e isso é algo que tende a criar novas raízes”, acrescenta. Ele diz ainda que a nova camada de experiência será composta pela imersão com os produtos e serviços oferecidos pelas empresas.

Fonte: Meio e Mensagem, disponível aqui.

28

Abr

Pesquisa: eletrônicos lideram investimento em publicidade em 2020

O cenário otimista para o ano publicitário em 2020 foi interrompido pela chegada da pandemia. Ainda que o período tenha sido marcado pela instabilidade financeira do consumidor e modificações no modo de consumo, que migrou em grande parte para o ambiente digital, alguns setores aumentaram investimento em publicidade no ano. É o que indica o Inside Advertising, estudo realizado pela Kantar Ibope Media, que analisou a presença das marcas no cinema, jornal, revista, rádio, televisão, mídia out of home e internet. 

No geral, o resultado indica uma redução de 10% na compra de espaços publicitários, passando de R$ 54,3 bilhões, em 2019, para R$ 49 bilhões, em 2020 — considerando volumes de inserções e ajustes de tabelas de preço com as médias de redução negociadas em meios. Mesmo assim, alguns segmentos avançaram. 

Grande beneficiário do período de isolamento social e adoção do home office, o setor de eletrônicos e informática registrou aumento de 61% no segundo trimestre de 2020 quando comparado aos três meses anteriores. A alta é seguida da publicidade da administração pública, com 52%, que investiu em campanhas sobre o isolamento. O setor farmacêutico teve  aumento de 39%, enquanto higiene doméstica e mídia tiveram alta de 34% e 32%, respectivamente.

A Kantar também destaque o crescimento dos investimentos de associações de classes (220%), campanhas beneficentes (141%), institucionais do mercado financeiro (96%), mídia online (64%) e tônico fortificante e vitamina (53%). Na contramão, o investimento do setor automotivo e de bebidas caiu pela metade no segundo trimestre, com queda de 56% e 53%. As áreas de cultura, lazer, esportes e turismo, afetadas pelas medidas de segurança para evitar o contágio pelo coronavírus, investiram 51% menos.  

No terceiro trimestre de 2020, o setor automotivo mostrou sinais de recuperação, com um aumento de 106%, seguido por higiene e beleza, que cresceu 71%. No último trimestre, com Black Friday e Natal, os 15 principais setores da economia, com exceção da higiene doméstica, apresentaram boa performance. Entre eles, os mais notórios são o de cultura, turismo, esporte e lazer (49%), bebidas (58%) e alimentos (50%).

Consumo

Já a quinta edição do Winning Omnichannel, estudo anual da Kantar que analisa o comportamento de consumo em 42 países, registrou crescimento de 10% nas vendas de bens de consumo de massa em 2020, o que representou US$ 220 bilhões. O movimento de estocagem no primeiro trimestre, a mudança contínua do consumo fora de casa para dentro durante o restante do ano e a falta de interações sociais presenciais foram alguns dos fatores que impactaram o resultado.

Bebidas, laticínios e alimentos cresceram 8,6%, 10,3% e 11,4%, respectivamente. Vinho e cerveja foram as duas categorias de bebidas com melhor desempenho em 2020 na Europa e América Latina. O setor de cuidados com o lar cresceu 9,8% com o maior enfoque na higiene e na limpeza: alvejantes e outros produtos aumentaram 25% e 21%, respectivamente. O segmento de Saúde e Beleza passou do setor que mais cresceu em 2019 para o único em queda em 2020. A maquiagem teve o maior recuo, com 24%. Apesar da queda na demanda do setor, lavagem de mãos e corpo acelerou de 6% para 16%.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/04/28/eletronicos-lideram-investimento-em-publicidade-em-2020.html

27

Abr

Pesquisa aponta tendências do mercado para 2021 mediante impactos da pandemia

Uma nova pesquisa realizada pela BBRO, agência boutique com 20 anos de mercado, mostra quais as principais tendências do mercado para 2021. O estudo busca responder à pergunta “O que pauta as perspectivas de futuro?”, a fim de apresentar uma abordagem por diversos ângulos sobre as principais tendências para este ano.

“Conscientes de que os impactos da ainda esperada pós-pandemia levarão a transformações aceleradas e permanentes, é na ciência, nas estatísticas e nos estudos comportamentais que buscamos informações para definir as atitudes mais assertivas e traçar objetivos para ações, planejamentos e campanhas”, diz o comunicado da empresa.

Segundo o estudo, a lista de tendências para o mercado em 2021 ficou assim:

  • Consumo de informações mais fragmentadas, ágeis e de fácil compreensão;
  • Marcas que são cada vez mais protagonistas dos seus conteúdos;  
  • Agility;
  • Padrões nada normais de consumo;
  • Mudança de cultura rompendo transformações temporárias.

Em relação ao consumo de informações mais fragmentadas, ágeis e de fácil compreensão, a pesquisa mostra que 94% dos usuários de smartphones procuram por informações em seus aparelhos enquanto estão em meio a tarefas. Ninguém se prende mais a determinados momentos para pesquisar e tomar decisões. Portanto, empresas e marcas devem saber como aproveitar isso. O impacto desta transformação ganha evidência e maior profundidade com as transformações causadas pela pandemia, quando os números dos acessos nas mais diferentes telas cresceram exponencialmente.

Além disso, o público espera que as marcas sejam protagonistas de seus próprios conteúdos, abordando temas relevantes. A agilidade no contato com clientes e consumidores também é fundamental. O que inclui não apenas um atendimento imediato, mas também um resultado instantâneo. “Fechamos o ano anterior com uma alta nas buscas por palavras no Google que mostram ‘urgência por resultado’ em diferentes segmentos”, diz o documento.

A pandemia também mudou bastante os padrões de consumo. Uma pesquisa complementar realizada pela Mobills, startup de gestão de finanças pessoais, utilizando dados de mais de 160 mil usuários de seu aplicativo, mostrou o aumento de 94,67% nos gastos com os principais aplicativos de entregas de comida (Rappi, iFood Uber Eats) durante o período de pandemia. Um reflexo que acompanha a redução de custos com transporte e lazer, segundo o estudo.

O mesmo tipo de mudança pode ser vista em relação às transformações temporárias que, na verdade, devem permanecer mesmo quando a pandemia acabar. Neste quesito, por exemplo, 64% dos profissionais acreditam
que o home office será uma mudança permanente.

Segundo os dados da pesquisa, a BBRO também indica alguns pontos de atenção que devem fazer parte das atribuições diárias de empresas e marcas. Entre eles:

  • Mobile Super First;
  • Mídias sociais além do trivial;
  • Rever pontos de contato;
  • Dominar a jornada de conteúdo nos mecanismos de buscas;
  • Decisões realizadas com o apoio de dados confiáveis;
  • Investimento em identidades plurais;
  • Uso de vídeos.

Para conferir as informações completas da pesquisa, acesse aqui.

Fonte: Portal B9, disponível em: https://www.b9.com.br/142799/pesquisa-tendencias-mercado-para-2021-mediante-impactos-pandemia/

22

Abr

Pesquisa: geração Z confia em marcas que apoiam causas sociais

Nativos digitais, criadores de conteúdo e militantes de suas próprias questões: essas são características da chamada Geração Z, que compreende uma juventude cada vez mais consciente de seus atos na Internet e de causas atuais. Baseados em pilares como clima, sociedade, igualdade e representatividade, 66% dos jovens entre 18 e 24 anos afirma que a sua geração tem a capacidade de atuar na resolução de problemas globais. O dado vem da pesquisa “Truth About Generation Z”, realizada pela McCann e que ouviu 2.500 jovens em 26 países. O destaque dos resultados do estudo vai para uma geração com consumo engajado e sem limites de gastos. 

O estudo indicou que 69% dos entrevistados no mundo afirmam estar dispostos a pagar mais a uma marca quando ela tem valores alinhados aos seus, enquanto no Brasil a porcentagem cresce para 71%. Segundo Renata Bokel, CSO da WMCCann, os jovens brasileiros tendem a confiar mais nas marcas do que no próprio governo. “Eles [os jovens] veem as marcas como aliadas da luta. Vemos que eles pensam que podem influenciar as marcas a ter uma postura diferente e, consequentemente, ter um mundo melhor”, diz. Ainda segundo dados do Brasil, 81% da Geração Z acredita que carrega consigo a responsabilidade de contribuir positivamente à comunidade em que vivem.

Para a CSO, a pandemia tem impacto direto no levantamento, criando uma “nova visão sobre o papel das pessoas no mundo”, além da forma como a Geração Z encara os acontecimentos atuais. 81% dos brasileiros espera que coisas ruins aconteçam no mundo atualmente. Ainda, 53% dos 2.500 jovens analisados concordam que  “a sociedade permanecer a mesma como é atualmente” é mais assustador do que “a sociedade mudando drasticamente no futuro”. Internacionalmente, 66% dos americanos concordam com a declaração, contra 22% dos chineses. 

Um assunto que está em pauta atualmente é a tendência ao chamado “cancelamento”, e os resultados obtidos pela MCCann revelam que os entrevistados estão divididos quanto ao tema. Em todo o mundo, 51% acreditam que “a cultura do cancelamento foi longe demais” e 49% acham que “mais pessoas precisam ser responsabilizadas”. 

Além de lutar por questões que envolvam o coletivo e por serem uma geração conectada em rede, os jovens se sentem sozinhos apesar da companhia de familiares e amigos (75%). Além disso, 38% da amostra brasileira diz que os problemas atuais são grandes demais para serem resolvidos, contra 34% mundialmente. Ainda, a pesquisa revelou uma geração ansiosa no brasil, na qual 69% sentem-se pressionados a estarem sempre ocupados. 

Como conselho para as marcas, Renata Bokel recomenda que elas estejam atentas às questões que dizem respeito à vulnerabilidade e fragilidade das relações atuais e vejam as alegações dos jovens como oportunidade para preencher o vazio que eles sentem. Também, ela chama atenção de que o mundo está cada vez mais sem fronteiras graças às redes sociais e que as tendências podem vir de qualquer lugar. “Precisamos olhar para esses jovens como uma geração em massa, que não vai eclodir de um centro urbano específico”, acrescenta. 

Fonte: Meio e Mensagem, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2021/04/20/geracao-z-confia-em-marcas-que-apoiam-causas-sociais.html

13

Abr

Valor dos anúncios nas redes sociais aumenta

As marcas que dependem dos anúncios nas redes sociais tiveram de dar uma pausa em sua estratégia por conta da confusão dos consumidores em relação à pandemia, o que fez com o que o CPM (custo por cada mil impressões) sofresse uma queda. Agora, parece que esse período terminou. Os preços dos anúncios nas redes sociais estão voltando aos níveis mais normais – e experts de agências esperam que os valores dessas plataformas acelerem junto com a confiança dos consumidores e a chegada de formatos de anúncios.

A StitcherAds – que trabalha com anúncios de suas performances nas campanhas de marketing no Facebook, Instagram, Pinterest e Snapchat – reportou um aumento de 47% nos CPMs das redes sociais em março. Enquanto isso, a agência de publicidade Aisle Rocket, que trabalha com marcas como as lojas BJ’s e o programa de perda de peso Noom, nas suas estratégias de marketing no Facebook, achou que os preços dos anúncios da rede social subiram quase 30% no meio de março, comparado com os custos do mesmo momento no ano passado, quando a pandemia teve início. O CPM do Facebook caiu para US$ 5 no ano passado, e, agora, retornou ao seu preço pré-pandemia, que era de US$ 8, diz a agência. Esses estudos são específicos para marcas que essas plataformas e agências trabalham e não refletem o aumento geral.

Estrategistas de redes sociais de agências apontam para a recente rodada de de estímulos como uma das razões para o aumento repentino em março. Com mais dinheiro nos bolsos norte-americanos, existem mais razões para as marcas mostraram seus anúncios e esperar que eles funcionem. Um estudo realizado pela Nielsen na última semana descobriu que a maioria dos norte-americanos (61%) estão prontos para voltar aos seus comportamentos pré-pandemia.

Como resultado da infusão dos estímulos, as marcas dos Estados Unidos consideram “ativar orçamentos adicionais para performance de canais de marketing e pagar por anúncios em redes sociais”, diz Bryan Cano, diretor de estratégia na StitcherAds.

Michelle Munera, diretora de paid social na Deutsch NY, diz que os gastos com redes sociais estão “definitivamente voltando ao normal” e afirma que viu um crescimento do ecommerce e dos investimentos de marcas de carros. “As empresas tiveram que aprender a mudar rapidamente no ano passado e tiveram que correr com transformações digitais para garantir que poderiam falar com seus consumidores e dar a eles veículos para comprar seus produtos ou serviços”, diz. “Agora, um ano depois, eles querem manter o momento e o boom de vendas que viram enquanto as pessoas estavam em casa procurando por coisas para se entreter.”

Marcas e agências podem esperar que esses números continuem a crescer enquanto o otimismo do consumidor pela pandemia continua, e novas oportunidades sociais nas plataformas de redes sociais emergentes como Clubhouse e Discord começam a atrair o interesse das marcas e a aumentar as oportunidades de branding, diz Munera.
Ross Shelleman, CEO da Aisle Rocket, diz que os modelos sociais das agências estão prevendo que o CPM do Facebook pode chegar até US$ 11 até o verão ou até novembro de 2021 para os clientes.

“Os preços dos anúncios do Facebook têm historicamente crescido 30% ano após ano, antes da pandemia do COVID-19. Então, o fato de estarmos vendo uma volta de 30% esse ano – ainda no meio do distanciamento social e da vacinação – significa que o preço irá provavelmente se manter bem alto pelo resto de 2021”, diz Shelleman. “A economia está preparada para crescer novamente, e existe muita competição para chegar na frente dos consumidores que têm mantido guardadas as economias que não tiveram a oportunidade de gastar no ano passado.

O espaço social está passando por muitas mudanças com o live commerce enquanto as pessoas acham novas formas de comprar do conforto de suas casas – o YouTube começou a testar uma nova função de compra e o Snap recentemente adquiriu uma startup focada em moda. Experimentos sobre novos anúncios de compras em redes sociais como Instagram Checkout e os anúncios de produtos compráveis do YouTube estão atraindo as marcas a aumentarem seus gastos com anúncios, aumentando o CPM, diz Jason Goldberg, diretor de estratégias de comercio na Publicis, que trabalha com grandes vendedores globais para suas necessidades de social commerce. O TikTok, diz ele, é outro canal em que muitos experimentos estão acontecendo.

“É uma resposta ao comportamento do consumidor e a otimização da pandemia que apenas acelerou isso”, diz Goldberg. “O comércio de vídeo explodiu na China e marcar globais estão vendo um grande sucesso com suas campanhas de livestreams e estão imaginando se isso pode funcionar nos EUA.”

A crescente demanda é um bom presságio para as redes sociais, que cresceram durante a pandemia enquanto pessoas continuavam a correr parar seus aparelhos durante os lockdowns. No último trimestre do ano o Facebook obteve US$ 28,1 bilhões em receitas, batendo as expectativas de 26,9 bilhões, e chegando aos 2,8 bilhões de usuários. O Twitter acumulou US$ 1,29 bilhão s em receitas, um aumento de 28%, e aumentou em mais de 192 milhões o número de usuários diários. O Snapchat ampliou sua receita por 62%, chegando a US$ 911 milhões, com um aumento de 22% de usuários ativos diariamente, chegando a 265 milhões.

Mas, para marcas, o CPM crescendo é uma preocupação, pois isso significa que eles não vão poder alcançar a mesma audiência que eles conseguiam com o mesmo nível de investimentos. Olhando para frente, o aumento dos preços podem ser problema para os publicitários com orçamentos apertados para os meses que estão por vir.

“O preço dos anúncios é sempre uma montanha russa no Facebook, e nós esperamos que este ano seja particularmente intenso”, diz Noah Freeman, head de produtos na Aisle Rocket. “Vai ser importante para os publicitários serem inteligentes no planejamento de mídia deste ano, e esperar que o CPM e a aquisição de custos permaneçam alta pelo futuro próximo.”

Fonte: Meio e Mensagem, disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/04/12/valor-dos-anuncios-nas-redes-sociais-aumenta.html

6

Abr

Pinterest lança plataforma de soluções publicitárias no Brasil

Nesta segunda-feira, 5, o Pinterest lançou o Pinterest Ads, sua plataforma de soluções publicitárias para empresas, no Brasil. O País é o primeiro a receber os formatos na América Latina. A operação brasileira se firmará como um hub na América Latina.

Já presente nos Estados Unidos e na Europa, o Pinterest Ads permite que empresas criem seus anúncios com possibilidades de segmentação e para diferentes demandas no seu funil de conversão. Todas as soluções publicitárias são novas no Brasil. O anunciante pode fazer uso de imagens, vídeos e a ferramenta de shopping, que permite às empresas integrarem seu catálogo de produtos em e-commerce no Pinterest.

 

A intenção é dar o controle para as marcas construírem sua audiência no Pinterest e rentabilizar alinhado aos seus objetivos de negócios. Conforme explica André Loureiro, managing director do Pinterest na América Latina, quando uma marca tem uma estratégia com base no conteúdo, ele fica sujeito a demanda da audiência. Com o auxílio da mídia, ele pode segmentar e acionar a audiência de forma mais focada, alinhada ao conteúdo.

De acordo com o country manager, o maior desafio da plataforma de Ads é entrar em um mercado maduro e em um período instável economicamente e para a saúde. “Ao mesmo tempo, chegamos com uma proposta de valor que está conectada com o mercado recente. Temos o desafio de conectar com o mercado e fazê-lo compreender nossa escala. Temos 46 milhões de usuários, o que pode surpreender porque as pessoas podem ter uma referência passada de que o Pinterest pudesse ser uma plataforma de nicho e tendemos a repetir o sucesso que a plataforma tem tido nos EUA e Europa”, projeta.

 

Alguns dos formatos que serão apresentados são a possibilidade de tagear produtos em fotos para direcionar o usuário diretamente para a aba de shopping e experiências com realidade aumentada que permitem o usuário testar produtos com sua câmera. A aba de shopping é uma grande aposta da empresa e vai de encontro com um movimento recente das plataformas sociais em busca de tornar a transação mais fluida aos usuários e tornar a plataforma mais atrativa para os anunciantes.

Antes do lançamento, a empresa abriu o Pinterest Ads em formato beta para uso de anunciantes como Itaú, Samsung, Grupo Boticário, Unilever, Natura, Diageo, Eudora, Westwing e Bauducco para criar campanhas e entender os indicativos de brand awareness, conversão, impacto e performance a partir de pesquisas. Uma das marcas, a Baileys, da Diageo, criou vídeos que ensinam o usuário a criar drinks com ovos de Páscoa. A Samsung tem trabalhado possibilidades de awareness e conversão do seu novo lançamento, o celular S21.

Fonte: Meio e Mensagem, disponível aqui

6

Abr

Brasileiros tendem a não avançar em páginas de pesquisa

Se antes da pandemia o e-commerce era uma aposta das marcas para ocupar espaços digitais, agora é uma estratégia obrigatória para a sobrevivência. Quando o assunto é colocado em pauta, a ferramenta de Searching Engine Optimization (SEO) exerce papel fundamental na procura dos consumidores por determinados produtos. Levantamento batizado de “O Cenário do SEO na América Latina”, realizado pela agência Sherlock apontou os principais padrões de comportamento dos usuários na internet – entre eles, o fato de que a população brasileira costuma aceitar os primeiros resultados de busca no Google. 

Foram analisadas as seis maiores economias da região (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru) e segundo Stella Ferreira, líder do projeto no Brasil, a divisão focada em SEO foi fruto da grande demanda de clientes em melhorar seus sites para a América Latina como um todo, partindo principalmente de clientes internacionais. No Brasil, segundo indica relatório da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no início de 2020 existiam 212 milhões de pessoas online, conectados por meio de 342 milhões de aparelhos móveis, totalizando uma média de 1,6 eletrônicos por indivíduo.

“É um número bastante expressivo e as marcas e empresas viram a necessidade de realmente continuar e impulsionar vendas através do e-commerce”, assume Stella. Segundo ela, as adaptações devem ser feitas para atender às preferências do usuário. “É essencial seguir uma estratégia bem definida de SEO e de customer user experience para que elas [as empresas] mantenham os compradores engajados com o site e redes sociais”, completa.

Um dado que ganha destaque no levantamento mostra que, em todas as nações analisadas, mais de 41% dos entrevistados responderam que aceitaram a primeira resposta que aparece na tela ao realizarem uma busca – tendência chamada de “zeroclick search”

“A ideia é que a empresa consiga aparecer em pequenos espaços que o Google promove na primeira página de pesquisa e oferece àquelas que otimizam o seus sites”, afirma Stella Ferreira. Entre os países, a Argentina registrou a maior porcentagem (47%). No Brasil, 45% afirmaram se contentar com as informações geradas automaticamente, contra 19% que assumiram clicar em mais links para checar as informações.

A líder do estudo no País aponta ainda que a busca por um produto antes de adquiri-lo de fato é algo feito pela maior parte da população latino-americana. Além disso, a principal ferramenta utilizada é o Google, que leva 97,52% das respostas como principal buscador, segundo a Statista. 

Quando os brasileiros realizam buscas por produtos de alto valor, como uma televisão, 44% deles focam só nos três primeiros resultados em plataformas de mecanismo de pesquisa ou apenas na primeira página de resultados. Ao todo, uma média de 58% não passa da terceira página e apenas 31% assume ir além. Nas demais categorias de compras, o comportamento se mantém o mesmo. Na procura por itens relacionados a viagens, por exemplo, só 29% dos brasileiros vão além da terceira página. Já 64% se apegam aos primeiros resultados exibidos ou a links até a segunda página. 

O uso do Google também exprime caráter de confiança. O levantamento da Sherlock mostra que todos os países apresentam altas porcentagens dos que confiam totalmente em sites oficiais de marcas, com destaque para o Peru (60%) e para a Colômbia (53%). No Brasil, 48% declararam confiar um pouco nos sites, enquanto 58% e 51% afirmaram o mesmo sobre publicações tecnológicas e sites de notícias que falem sobre os produtos, respectivamente.

Aplicativos em alta

Além da ferramenta de SEO, a pesquisa também levantou dados sobre a App Store Optimization (ASO), que diz respeito a como os usuários se comportam com aplicativos na App Store e Google PlayStore. Stella Ferreira diz que essa é uma questão relevante, uma vez que cada vez mais marcas incentivam os consumidores a fazerem o download de seus aplicativos, seja para chegar mais rápido ao produto ou obter descontos, por exemplo.

No relatório “O Cenário do Marketing de Aplicativos na América Latina”, feito em 2020, a Appsflyer, plataforma de atribuição e análise de marketing móvel, indicou que a pandemia acelerou a economia dos apps na região. Em termos de receita regional, os destaques vão para o México e Brasil, que registraram aumento de 65% e 50% respectivamente. “É uma nova tecnologia, que as empresas só estão tendo conhecimento agora”, explica Ferreira. “É importante que elas façam a otimização da descrição e uso das imagens informativas, somado à avaliação positiva dos consumidores”. 

Fonte: Meio e Mensagem, disponível aqui

1

Abr

Agência potiguar atinge maioridade e se reapresenta mais moderna ao mercado

Tem mudança no mercado publicitário do RN. A agência KKi atingiu a maioridade e agora atende pelo nome de WAWS, abreviação de “We are awesome”. Na tradução para o português: “Nós somos incríveis”, para lembrar aos clientes em potencial o quão grande eles podem ser.


A ideia é reforçar o propósito maior da empresa, de “revolucionar negócios com criatividade e tecnologia”, assim como o seu continuo processo de atualização. À frente da WAWS, os irmãos criativos Túlio Dantas, especialista em Comunicação para o Varejo e Planejamento de Marketing pela ESPM (São Paulo), e Arthur Dantas, administrador que entende tudo de Gestão Financeira, combinando conhecimentos importantes para o enfrentamento de desafios. O novo espaço, mais moderno e confortável, permanece no Tirol Way Office, onde hoje a agência já funciona.

31

Mar

Estudo: investimento em influência deve crescer 71% em 2021

Na terceira edição de sua pesquisa ROI e Influência 2021, o YouPix constatou que o marketing de influência continua ganhando espaço na estratégia de empresas e a pandemia corroborou para esse resultado. Essa versão do relatório contou com entrevistas por 94 empresas de diferentes segmentos. Os dados qualitativos foram analisados com a AlgoritmCOM, parceira no estudo.

Em três anos da pesquisa, esta foi a primeira vez em que todos os entrevistados assinalaram que o marketing de influência é importante e faz parte de sua estratégia. Para 71%, a modalidade é parte central de seu planejamento. Um fator que intensificou essa busca por influenciadores foi a pandemia. Cerca de 83% dos entrevistados afirma que, com a Covid-19, o trabalho com influenciadores se tornou mais estratégico para os seus negócios.

Toda essa intenção se refletiu em investimento. De acordo com Bia Granja, sócia e consultora de influência do YouPix, a quantidade de empresas investindo mais de R$5 milhões por ano dobrou. A faixa de investimento entre R$ 300 mil e R$ 1,5 milhão já cresceu em 68% de 2019 para 2021. Este ano, espera-se que o investimento cresça em 71% em relação a 2020.

O maior investimento ocorreu sob essa composição: 80% de contratação direta de influenciadores, 79% de conteúdo, produção e edição, e 65% de tecnologia e ferramentas. As marcas estão alocando seus recursos em conteúdo, ferramentas e pagamento direto do consumidor, já as experiências, como viagens e festas, e press kits diminuíram de importância.

Apesar dessa evolução, 82% dos entrevistados consideram a soma do engajamento e alcance o principal indicador de sucesso de uma campanha, o que, para Granja, demostra pouco o impacto da ação. Para as empresas, o mercado ainda precisa aprender formas de medir o ROI das ações com influenciadores, pois a área tem diversas complexidades para estruturar tal valor.

Fonte: Meio e Mensagem, disponível aqui

29

Mar

Pesquisa mostra que apenas 43% das brasileiras se sentem representadas na publicidade no Brasil

Hoje, dois anos após o lançamento do Projeto #ShowUs, Getty Images, Dove e Girlgaze revelam o impacto de sua parceria, com a pesquisa e download de dados da Getty Images sinalizando que a indústria de publicidade está se movendo em direção a fotografias mais autênticas e inclusivas de mulheres. No entanto, os dados da plataforma de insights da Getty Images, Visual GPS, sugerem que ainda há mais trabalho a ser feito por agências e marcas para representar as mulheres através das diferentes interseções de idade, etnia, habilidade, forma e tamanho do corpo, expressão de gênero, orientação sexual e crenças religiosas em toda a sua diversidade.

No lançamento, a ambição do projeto era a união para acabar com a definição restrita de beleza consistentemente retratada em todo o mundo, estabelecendo um novo padrão para a representação autêntica, diversa e inclusiva de mulheres e indivíduos não-binários em todo o mundo. Realizada inteiramente por mulheres, fotógrafas e videógrafas de identificação feminina e não binários, cada indivíduo apresentado na coleção articulou pessoalmente suas próprias descrições de pesquisa e tags para suas imagens, permitindo-lhes definir como querem ser descritos, em sua própria língua, no seus próprios termos, garantindo que se sintam representados de forma realista.

O impacto do Projeto #ShowUs até agora:

  • As imagens da biblioteca de imagens do Projeto #ShowUs foram baixadas mais de 42.000 vezes por quase 4.900 empresas em todo o mundo.

  • Mais de 200 fotógrafos de identificação feminina e não binários em 41 países contribuíram para a coleção - incluindo 85 novos criadores de conteúdo, agora incluindo videógrafos, desde o lançamento.

  • Mais de 85.000 mulheres e indivíduos não-binários demonstraram interesse em participar do #ShowUs, com quase 4.000 se inscrevendo para levantar as mãos para a campanha e aparecer na biblioteca.

  • Após o lançamento da coleção, as pesquisas globais de clientes em gettyimages.com aumentaram para 'mulher real' (até 150%), 'beleza natural' (mais de 100%) e 'corpo positivo' (mais de 470%) enquanto novos termos de pesquisa apareceram como 'sem retoques' e 'mulher autêntica'.

Ainda é um caminho longo a percorrer para agências e marcas

E ainda há muito trabalho a ser feito. Em uma pesquisa realizada para Getty Images Visual GPS, apenas 43% das mulheres brasileiras disseram que estão bem representadas na publicidade e apenas 23% se consideram bem representadas nas comunicações das empresas que fazem negócios.

Além disso, das mulheres que relataram se sentir discriminadas, 64% delas afirmaram que é por causa do corpo, forma física ou tamanho e 37% relataram discriminação por causa de como se parecem, se vestem ou se apresentam.

12

Mar

Facebook cria série para conscientizar sobre diversidade

O Facebook anunciou nesta quinta-feira, 11, o lançamento de uma nova série documental batizada de Facebook Latam Season (fb.com/latamseason). A iniciativa surge como um incentivo da empresa para que empresários baseados na América Latina reflitam sobre o papel e responsabilidade na construção de modelos de representatividade mais inclusivos. Disponível na plataforma do Facebook Watch e no website da série, a produção feita pela O2 Filmes conta com figuras importantes no cenário da diversidade no Brasil, como Emicida e Liniker. 

Por enquanto, apenas o primeiro episódio – de seis – foi disponibilizado ao público. Cada um levanta temas importantes, como “Diversidade, inclusão e negócios, juntos” e “Democratização digital, agora”, e são apresentados por personalidades de toda a América Latina. As histórias dão voz a 120 empresas da América Latina e empreendedoras como Nina Silva, fundadora do movimento Black Money no Brasil.

Além de influências brasileiras, alguns ícones internacionais fazem parte da iniciativa. Entre os nomes, estão Rigoberta Menchú, natural da Guatemala e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, e Caterina Moretti, comunicadora chilena com Síndrome de Down.

Em pesquisa realizada pela empresa com mais de 6 mil latino-americanos, resultados indicam que 60% dos entrevistados acreditam que o ambiente de trabalho em que estão inseridos é indiferente ou não muito receptivo à diversidade. Enquanto isso, 70% pensam que a discussão da pauta é de extrema urgência. 

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/03/11/facebook-cria-serie-para-conscientizar-sobre-diversidade.html

11

Mar

Sinapro/RN oferece descontos diferenciados em cursos da área publicitária

As agências de comunicação afiliadas ao Sindicato das Agências de Propaganda do Rio Grande do Norte (Sinapro/RN) podem dispor de inúmeras vantagens que facilitam o treinamento, capacitação e atualização de seus funcionários. É o caso da parceria fechada com a Miami Ad School, escola de criatividade e estratégia mais premiada do mundo, na qual o desconto é de até 25%.

Outro convênio é com a Expolab, escola de educação criativa referência no nordeste, na qual os afiliados podem aproveitar 30% de desconto e matrícula grátis nos cursos de Adobe Creative & Graphic, Design digital, Instagram para negócios, Premiere + After Effects, Marketing digital e Social media.

Também há desconto na Zeeng, a primeira plataforma de Big Data Analytics totalmente voltada para a comunicação e marketing do mercado brasileiro. Nesse caso o desconto é de 50% no setup e 15% na mensalidade (mínimo de 6 meses de contrato).

“As parcerias são um importante incentivo para que os profissionais das agências filiadas possam ter acesso a cursos voltados para sua atuação profissional. Funcionam como um diferencial para o mercado”, afirma Odemar Neto, presidente do Sinapro/RN.

11

Mar

Executivos da publicidade fazem balanço de um ano de pandemia

“A Pandemia nos quebrou a crença de que é preciso estar sentado em uma cadeira na (Avenida) Berrini para criar”. Essa foi a frase utilizada por Ricardo John, CEO e CCO da FCB Brasil, para descrever apenas uma entre várias das mudanças substanciais no modelo de trabalho da publicidade nos últimos meses, em entrevista publicada na edição semanal de Meio & Mensagem, que circulou com data de 1º de março. Nesta quinta-feira, dia 11, completa-se um ano da elevação à pandemia do estado de contaminação da Covid-19 pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para além do sistema obrigatório de home office, o exercício publicitário precisou ser revisto sob vários outros aspectos, desde a prospecção, até a execução, produção, entrega e veiculação dos trabalhos. No inevitável balanço desse período fatídico, o mercado ainda avalia quais são as transformações que devem se consolidar mesmo após a pandemia.

Capacidade de reação

Para Karina Ribeiro, CMO e new business leader da Ogilvy Brasil, nos últimos doze meses foram intensificadas as capacidades de reagir, criar, mudar, além de mais agilidade nas entregas diante de um cenário que a todo momento muda e exige novas tomadas de decisão. Como resultado, essas características, que já eram esperadas, foram transportadas não apenas como pensamento, mas como modus operandi para todas as frentes.

Em sua visão, a preocupação em manter o espírito colaborativo e conduzir as pessoas para um mesmo caminho também ganhou relevância. “Outro efeito significativo foi a maior reflexão sobre o cuidado com a saúde mental e empatia em um momento em que todos precisam ficar em casa. O acolhimento das pessoas se tornou ainda mais importante”, afirma.

Como principais pontos positivos em termos de aprendizado para o período, Karina ressalta a comprovação do quanto a publicidade é capaz de continuar a missão de criar com relevância, produzir e inovar, mesmo em situações e momentos de instabilidade. Quanto aos desafios, a profissional acredita que a impossibilidade do contato físico é algo que impacta a riqueza das nossas relações. “As interações, as trocas e a colaboração que temos entre os times quando todos estão fisicamente juntos têm um valor imenso, e ainda que tenhamos nos adaptado a rotina remota, há certas perdas”, revela.

Novos formatos

Na análise de Erh Ray, CEO e CCO da BETC Havas, foi um ano sem precedentes, em todos os sentidos e em todo o mundo, não só para a publicidade, mas como para qualquer setor. O executivo destaca como efeito imediato da pandemia a capacidade do mercado em tomar decisões ainda mais rápidas e assertivas, mostrando que que as agências continuam relevantes no papel de contribuir, de fato, com o negócio dos clientes.

No período, Erh lembra que foi preciso realocar verbas e fazer alterações nas estratégias de mídia, além de criar, em meio ao caos do momento, novas e mais urgentes formas de comunicar. “Alguns de nossos clientes, considerados como serviços essenciais, por exemplo, precisaram adaptar suas comunicações para falar de algo extremamente sensível, doloroso e até então desconhecido, num cenário altamente nebuloso e de incertezas”, pontua.

Como saldo de evolução em meio a esse momento único e desafiador, o CEO e CCO da BETC Havas ressalta também os aspectos ligados à reformulação operacional e estratégica. “Tivemos que descobrir novos formatos de trabalho e de integração, e que deram certo, sem comprometer em nada nossas entregas. Mesmo com o trabalho 100% remoto, já sabemos que é possível seguir nessa parceria diária com todos os clientes e equipes da agência”, acredita. Para ele, o lado negativo do momento também é a falta do olho no olho e a troca de ideias presenciais. “Precisamos desse improviso e dessa espontaneidade do dia a dia que impulsionam a criatividade, matéria prima básica do nosso mercado. E isso as ferramentas não nos permitem fazer”, reforça.

Consolidação do conteúdo

MD e global COO da David, Sylvia Panico também enxerga pontos de aprendizado para a publicidade no período pandêmico. Para ela, a comunicação se mostrou ainda mais importante desde que a pandemia começou, seja pzra alertar as pessoas sobre a importância do isolamento, para trazer uma mensagem de esperança, ou até divertir o público em um momento de tensão. “Isso só valorizou a criatividade, que é capaz de gerar negócios e ajudar as marcas a conquistar mais do que consumidores, mas fãs. Somos e continuamos a ser fundamentais para que as marcas possam manter o diálogo correto com seus consumidores, o que é ainda mais desafiador em tempos tão difíceis”, avalia.

Como um dos aspectos de mudança, a profissional reforça a consolidação das estratégias ligadas a conteúdo. Como consequência, ela conta que a David precisou contratar equipes para atender a essa necessidade crescente das marcas, ampliando assim suas áreas de conteúdo e social media. Além disso, a global COO da David ressalta os aprendizados e ganhos do home office como modelo de trabalho “Conseguimos otimizar tempo, evitar deslocamentos desnecessários, atender as novas necessidades das equipes e, com isso, não perdemos em nenhum momento a eficiência da nossa entrega”, conta.

Canais e propósitos

Na concepção de João Gabriel, VP de planejamento da AlmapBBDO, essa “aceleração” do mercado publicitário enquanto “tudo parou” aconteceu em diversos campos. Em sua ótica, a digitalização dos negócios e a intensificação do uso de canais digitais para interação e vendas são exemplos de tendências que já se manifestavam e que se intensificaram bastante. “Nesse caso, destaco as live-commerces como ações que integram entretenimento com transações e aparecem como uma alternativa para diversas marcas, varejos e datas promocionais. Ainda que com o ineditismo esvaziado, acredito que irão perdurar”, frisa.

O profissional de planejamento lembra também que todos os sistemas de e-commerce tiverem que aperfeiçoar suas interfaces e sua entrega, uma vez que a demanda se agigantou e isso se tornou vital para que a publicidade topo de funil se converta em vendas na ponta. Com isso, a experiência de compra digital virou ainda mais fundamental no processo de fidelização de consumidores.

Outro ponto acelerado, em seu modo de ver, é a sobre responsabilidade socioambiental, repaginada no conceito do “ESG”. Nesse sentido, ele acredita que a pandemia trouxe como efeito a necessidade de se pensar o impacto da humanidade na sociedade e no planeta e, como consequência, muita coisa que já vinha sendo discutida, ganhou uma nova urgência. “Nesse caso, o ponto positivo é que o assunto volta pra conversas e ganha mais iniciativas práticas, pois a Pandemia nos colocou em um modo de mais atitude além da discussão. Mas, como ponto de atenção, fica a necessidade de fazer essa prática perdurar depois que os dias difíceis acabarem”, alerta.

 

Outro ponto importante, em sua análise, está centrado na conversa sobre o equilíbrio entre ações de curto e longo prazos no universo da construção de marcas. Para ele, no período pandêmico o mercado fez um grande esforço de reprogramar as estratégias de marca pensando no agora, mas sem deixar de olhar para o longo prazo. “Ganhamos mais repertório nesse assunto. Exercitamos olhar no Waze e na bússola ao mesmo tempo. Ainda temos inúmeros desafios para os meses que vêm por aí. Mas com certeza, em uma avaliação otimista, exercitamos a capacidade de sermos mais sensíveis, mais transformadores, mais adaptáveis – e portanto mais humanos”, finaliza.

Fonte: Meio e Mensagem

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2021/03/11/publicidade-faz-balanco-de-um-ano-de-pandemia.html