Publicidade e Propaganda

12

Dez

Publicidade e Propaganda

Estudantes de publicidade trazem prêmio regional de propaganda da Fenapro para o RN

Universitários da 6ª série do curso de Publicidade e Propaganda receberam o prêmio de melhor campanha publicitária da 5ª edição regional do FenapróUniversitário organizado pela Federação Nacional das Agências de Propaganda (FENAPRO). O evento conta com a participação de estudantes de todo o país e tem como objetivo revelar novos talentos, valorizando o profissional da propaganda.

O tema deste ano foi “DIVERSIDADE – O mundo diverso é mais criativo”. Baseado no tema, os estudantes Maurício Bigois e Tianna Fernandes desenvolveram anúncio, cartaz e spot de rádio, além do projeto de atuação em meios digitais com a campanha “Empodere sua diversidade. Transmita você”.

A produção foi analisada pela comissão julgadora, formada por integrantes de cada Sindicato das Agências de Propaganda (Sinapro), considerando os critérios de criatividade, originalidade, objetividade e clareza.

Para a estudante de Publicidade e Propaganda Tianna Fernandes, participar de concursos como esse é de grande importância para a valorização de estudantes da graduação. “Por meio do trabalho desenvolvido, conseguimos exibir nossas ideias diante do mundo publicitário. É a segunda vez que participamos do concurso e que ganhamos a etapa regional”, comentou.

Tianna também ressalta a participação dos docentes da Instituição, que foram primordiais na construção da campanha. ”Tivemos orientação do prof. Thiago Garcia e do coordenador do Curso Francisco de Paula, eles nos ajudaram imensamente, somos gratos e estamos muito felizes”, complementou.

9

Dez

Publicidade e Propaganda

New Comunicação: propaganda motivada pela relação de confiança com o cliente

O Blog da Juliska dá continuidade à série de reportagens em parceria com o Sinapro/RN com as principais agências de propaganda do mercado potiguar, que reúne algumas das mais longevas e atuantes empresas de publicidade do Nordeste. A agência de hoje é New Comunicação.

Por Juliska Azevedo

Agilidade, compromisso com o cliente e confiança. O tripé é a base apontada pelo publicitário Pedro Paulo Bezerra, proprietário da New Comunicação, como a receita de sucesso para a o longo tempo de sucesso no mercado publicitário, atendendo a algumas das principais potiguares há 17 anos. “Toda a semana apresentar campanha, sair do cliente com essa campanha aprovada, elogiada, é o que realmente nos motiva. Eu faço questão de passar para a minha equipe o sentimento de que este é o verdadeiro combustível do nosso trabalho”, declara Pedro.

Conseguir o alto índice de aprovação e aproveitamento das ideias significa, para o publicitário, estar em sintonia com o cliente e ter a compreensão de que o que o empresário precisa, de fato, é de resultados. “A New é uma agência ágil, comprometida com o cliente, e principalmente, é uma agência onde ele encontra a confiança necessária para entregar a sua verba, as suas estratégias. E confiança só se adquire com o tempo”, explica.

O publicitário relata que, na atividade e na relação com o cliente, não há espaço para a vaidade, um dos mitos mais fortes do mundo da propaganda. “Existe uma piada que diz que quando o publicitário quer se suicidar sobe em cima do ego e se atira lá embaixo. Já passei por isso na minha juventude. Mas várias passagens da minha vida profissional me ensinaram a ser como sou hoje, a compreender que a necessidade do cliente exige, muitas vezes, nossa humildade de mudar”, relata.

Atualmente com sete funcionários, a New Comunicação enfrenta as mudanças do novo mundo digital e sua influência na propaganda, como a necessidade de desenvolver soluções cada vez mais rápidas em prazos cada vez mais apertados. Pedro Paulo destaca, no entanto, que uma equipe enxuta, mas muito focada no trabalho, que conhece profundamente as características dos clientes que atende, é fundamental para reduzir o “retrabalho” e enfrentar a velocidade que a tecnologia impõe.

“A tecnologia trouxe algumas coisas muito bacanas e outras não tanto. O cliente pensa que a gente pode resolver tudo em um estalar de dedos. O advento das redes sociais fez com que as agências tivessem que trabalhar ainda mais e a concorrência desenfreada fez com que os produtos diminuíssem de preço então hoje, um dos desafios das agências, é valorizar a produção do seu conteúdo”, comenta.

Clientes da tecnologia optam por meios convencionais

Para Pedro Paulo Bezerra, o período atual de “ebulição” do mundo digital dá margem para algumas interpretações erradas, por exemplo, sobre o universo da mídia e da propaganda. “As agências, de uma maneira geral, demoraram a perceber essa mudança radical que o mercado sofreu. Isso abriu margem para algumas interpretações erradas. Porque as redes sociais não vieram para substituir as mídias comerciais off line. Elas vieram para agregar e, provavelmente, se a gente perguntar a 100 pessoas onde viram a propaganda do Trivago, por exemplo, 99 vão dizer que viram na televisão”, comenta, citando o exemplo da gigante digital que opta por um meio tradicional para focar sua força de propaganda.

Pedro Paulo traz ainda outros exemplos semelhantes ao Trivago na estratégia. Ele lembra que o Uber foca seus anúncios em televisão e outdoor. “São veículos essencialmente digitais que utilizam meios off line convencionais para divulgar sua marca. Então isso reflete a importância fundamental que os veículos de comunicação têm e terão ainda por muito tempo no mercado”, profetiza.

Experiência e ousadia desde a sala da criação

A experiência na condução da New Comunicação vem de situações vividas também antes de empreender em seu próprio negócio. Antes de abrir a agência, Pedro Paulo passou por algumas das principais empresas de publicidade do RN à época. Na Dumbo, começou como estagiário e foi contratado como redator. “Desenvolvi campanhas para todos os clientes da Dumbo. Se juntarmos as cinco ou seis principais agências de hoje não dá a quantidade de clientes privados que a Dumbo tinha naquela época”, relata. “Foi uma verdadeira escola, uma faculdade que tive, e tenho muita gratidão a Cassiano (Arruda), (Silvino) Sinedino e Joacy (Medeiros)”, comenta.

A grande agência funcionava na Ribeira, próximo a onde hoje está instalado o ITEP. Em torno dela, fervia o movimento de uma publicidade pujante. Nos últimos dois anos de Dumbo, Pedro Paulo foi designado para ser o redator exclusivo do grupo Nordestão. “Eu me envolvia em tudo: criava, planejava e apresentava a campanha, e isso foi fundamental para a minha carreira”, lembra. “Dois anos depois surgiu a oportunidade de sair da Dumbo e abrir meu próprio negócio. Recebi o convite de Flávio Alcides - a quem sou eternamento grato pela oportunidade - e ficamos com a conta da Rio Center por um ano, o que foi suficiente para a gente seguir”, relata. Na época, a agência foi aberta ao lado do sócio Max Revoredo, mas a sociedade se dissolveu um ano depois, e Pedro seguiu adiante na direção da New.

Hoje a New Comunicação atende a alguns clientes de grande destaque no mercado de Natal. A padaria Mercatto, por exemplo, está com a agência desde que foi fundada. Empresas como o Instituto de Radiologia e Grupo Fleury, Hospital de Olhos, Água Mineral Santa Maria, Casa Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva, Ponto dos Botões, Belezaria e Rede PG Postos são outros de destaque na carteira da New.

Com sua origem profissional na redação publicitária, na criação propriamente dita, Pedro Paulo já teve a oportunidade de conquistar prêmios locais, regionais e nacionais. “Mas aprendi, com a experiência, que o verdadeiro prêmio que o cliente almeja é o resultado. E mais do que isso, o que fideliza o cliente à agência não é somente a criatividade. E aí não estou desprezando a criatividade. Mas dizendo apenas que ela é um dos instrumentos, mas a correção, a ética, a assiduidade, a agilidade, a verdade. Você tratar um cliente como parceiro, valorizar essa parceria realmente no sentido da palavra e transparecer isso é um fator fundamental para você ter longevidade no mercado publicitário”, afirma.

“Eu não quero ganhar prêmios. Quero ganhar dinheiro”

Entre os cases que viveu no universo da publicidade ao longo dos anos, Pedro Paulo guarda um como um dos ensinamentos valiosos que recebeu para sua vida na propaganda. Ainda na época da Dumbo, quando atendia ao Nordestão, Pedro Paulo estava apresentando uma campanha ao diretor da rede de supermercados potiguar, Manoel Etelvino de Medeiros, quando o empresário pediu que ele fizesse uma modificação no material apresentado.

“Era uma campanha institucional para o Nordestão, apresentei, ele elogiou, aprovou, mas disse: ‘mas aqui você aumente um pouco a marca’. E eu fui argumentar: ‘mas Seu Manoel, essa peça foge do convencional de supermercado, isso aqui está tão criativo que corre o risco de a gente ganhar um prêmio’. Ele pacientemente me ouviu e disse: ‘tá certo, mas aumente a marca’. E eu fui argumentar novamente. E em um dado momento ele parou, me olhou e foi enfático: ‘Eu não quero ganhar prêmio. Eu quero ganhar dinheiro. Aumente a marca!’.

“Nós aumentamos a marca conforme ele mandou, a campanha foi para a rua e aquilo ali foi uma lição que ficou para mim. Então, quando eu digo que não tenho amor às minhas ideias, é que eu estou aberto a novas ideias. Nada está tão bom que não possa melhorar. O cliente tem a agregar e a gente tem que buscar extrair esse conhecimento e transformar em uma coisa bacana”, assinala Pedro Paulo.

29

Nov

Publicidade e Propaganda

Mercado publicitário lota auditório da Arena das Dunas em noite do Cannes Lions Road Show em Natal

Publicitários, colaboradores das principais agências de propaganda do Rio Grande do Norte, jornalistas e estudantes lotaram o auditório da Arena das Dunas na noite desta quarta (28) para conferir as produções ganhadoras dos troféus do principal festival de comunicação mundial, o Cannes Lions. O evento foi promovido pelo Sindicato das Agências de Propaganda do Rio Grande do Norte (Sinapro/RN), que trouxe a Natal o diretor-superintendente da Federação Nacional da Propaganda (Fenapro/RN), Alexis Pagliarini, para apresentar os cases.

Alex Pagliarini trouxe ao público as peças mais premiadas e discutiu sobre os insights e inovações propostas pelas campeãs. “A melhor peça de comunicação pode ser um aplicativo, um livro ou um caminho para você ‘dar’ um Google. Mas é lógico que por trás você terá toda uma campanha de suporte. O que esses cases exemplificam é que a ideia tem que vir antes. A equação continua sendo como você atinge as pessoas como uma belíssima ideia, e depois você encontra os melhores meios para chegar até as pessoas. É preciso chegar nas pessoas”, afirmou.

O Festival de Criatividade de Cannes reuniu 90 países e mais de 32 mil cases inscritos. O Brasil ganhou 101 leões e dois Grand Prix.  Um dos principais cases foi o “TagWords”, da Agência África (São Paulo), que apresentou a relação de uma marca de cerveja com a música. Além dele, entre os brasileiros foi apresentada a ideia “Essa Coca é Fanta”, da Coca-Cola; e a campanha 100 Coisas para fazer no Brasil Antes de Morrer, do Estadão. Alexis Pagliarini trouxe também as propagandas que foram Grand Prix do festival, com grandes produções para televisão.

Para o presidente do Sinapro, João Daniel Vale, o evento foi uma grande oportunidade para o público de Natal ter contato com as novas tendências.  “Este é um dos eventos oficiais do Festival de Cannes, que representa a criatividade mundial e direciona o que será criado no ano seguinte. Aqui no Rio Grande do Norte temos doze agências filiadas e uma propaganda de alto nível, reconhecida no país. O Cannes Lions foi uma oportunidade de nos reunirmos e discutirmos sobre ideias, criatividade, ações e resultados que envolvem a nossa missão como publicitários”, afirmou João Daniel.

29

Nov

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“A pressa passa, as consequências ficam” é tema de nova campanha educativa do Detran/RN

O novo filme do Detran e Governo do RN criado pela Executiva Agência de Comunicação, utiliza estética e recursos de cinema para ilustrar o tema “A pressa passa, as consequências ficam”, voltado aos motociclistas. Para criar a peça, que reproduz a atitude precipitada de um piloto no trânsito, a agência tomou por base o alto índice de acidentes que envolvem esse tipo de veículo em situações de alta velocidade e imprudência.

Campanhas educativas como essa têm uma importância fundamental para a saúde pública. Os números apontam que cerca de 80% das entradas nos hospitais de emergência são de pessoas envolvidas em acidentes com motocicletas. A campanha, além de certeira no quesito “mensagem”, é muito necessária à conscientização daqueles que andam sobre duas rodas.

O esforço de conscientização começa a se refletir em estudos como o divulgado recentemente pelo Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, que apresenta um comparativo entre os anos de 2016 e 2017 e constata que o número de pessoas acidentadas com motos foi reduzido de 8.729 para 8.010 - indicando diminuição de 719 ocorrências. Além de vidas poupadas, a redução significa economia para a saúde pública.

 

26

Nov

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Agências se destacam junto às marcas

Deu no Tribuna do Norte:

Na pesquisa realizada pelo Instituto Consult para o prêmio Top Natal 2018, duas agências de publicidade se destacaram pelo maior número de clientes premiados. A ART&C Comunicação Integrada ficou em primeiro lugar, com cinco clientes. Em seguida, veio a RAF Comunicação e Marketing, com quatro marcas.

O publicitário Arturo Arruda, sócio-proprietário da ART&C diz ter recebido com satisfação a notícia do primeiro lugar em clientes premiados. Para ele, isso é sinal de que a agência está adotando estratégias corretas para suas marcas, além de consolidá-las como destaques em seus segmentos.

Arturo aponta como primeira estratégia trabalhar com planejamento e presença constante na mídia, apontando ainda que a agência possui clientes de vários segmentos, cada um com suas particularidades. “Mas o fundamental é a cumplicidade no relacionamento cliente/agência. Precisamos estar o mais próximo possível do cliente, para criarmos e executarmos campanhas publicitárias assertivas e que retratem a alma do anunciante”, reflete Arturo Câmara, que tem sentido o aumento da concorrência em todos os segmentos.

O surgimento de novas marcas e até mesmo a crise econômica fazem com que a população procure novas alternativas. “Chegar na liderança não é tarefa fácil, se manter líder por vários anos, como é o caso de alguns dos nossos clientes, é ainda mais difícil”, destaca o publicitário da ART&C.

Arturo considera o prêmio Top Natal uma referência para o mercado publicitário local, agências, anunciantes e opinião pública. Ele comenta que o troféu ganhou lugar de destaque nas paredes daqueles que já o conquistaram e é objeto de desejo para aqueles que ainda não conseguiram chegar lá.

“Toda marca deseja ser a mais lembrada do seu segmento, uma vez que ser a mais lembrada a coloca numa posição de preferência, de primeira opção”, comenta Arturo Câmara, destacando também o critério e credibilidade na condução da pesquisa, os anos de existência, “aliados à credibilidade da Tribuna do Norte.”
 

Cargo de confiança

A RAF Comunicação e Marketing não elabora estratégias e, sim, executa aquelas trazidas pelos próprios clientes, segundo a produtora e mídia da agência Mariana Lemos, enfatizando a fidelidade da carteira de clientes da empresa. Para ela, funciona como se fosse um cargo de confiança.

“O cliente chega, conta suas estratégias, seus segredos; e tratamos isso com muita preocupação e muito cuidado, como se fossem nossas essas questões. O marketing vai muito além da publicidade. Então, executamos realmente essas estratégias de comunicação que os clientes nos passam”, diz Mariana.

Um dos pontos de maior cuidado e de maior exigência, segundo a produtora, é a qualidade do trabalho oferecido aos seus clientes, pois, caso eles demonstrem insatisfação com isso, o risco de troca de agência é real. Portanto, é preciso zelar pela confiança, transparência e honestidade em tudo o que é produzido.

“Então, brigamos pelo melhor orçamento, procuramos o melhor custo-benefício, o melhor fornecedor. Então, o cliente se sente seguro ao ver todo esse nosso empenho, o nosso relacionamento, essas brigas por melhores orçamentos”, comenta Mariana Lemos, que ainda fez considerações à Top Natal. A produtora ressalta a importância da pesquisa, pois estimula as empresas a buscarem uma melhoria de seus serviços, produtos e atendimento.

Ela comenta o fato de algumas empresas se preparam anualmente para passar essa imagem boa para o público e melhorar seus serviços e produtos. “É muito importante que o Top Natal seja feito há tanto tempo. Toda empresa quer ser lembrada pelo consumidor. Acho uma premiação fundamental para o mercado local”.

Ela também faz questão de enfatizar o entrosamento da equipe da RAF, que conta com colaboradores com média de sete anos e meio de casa, e alguns com mais de vinte anos de agência.

Disponível em: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/aga-ncias-se-destacam-junto-a-s-marcas/431120

19

Nov

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Sindicato das Agências de Propaganda do RN traz a Natal o Cannes Lions Road Show

As produções vencedoras do mais importante e prestigiado festival de comunicação mundial, o Cannes Lions 2018, serão exibidas, analisadas e comentadas pelo diretor superintendente da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), Alexis Pagliarini, em evento aberto ao público e promovido pelo Sindicato das Agências de Propaganda do Rio Grande do Norte (Sinapro), pela primeira vez no estado.

O Cannes Lions Road Show será realizado no auditório da Arena das Dunas, no dia 28 de novembro, às 18h30, e está com inscrições abertas a todos que se interessem pelo universo da publicidade e lugares cativos reservados às agências filiadas ao Sinapro. 

“O público de Natal terá a oportunidade de ter esse contato com os cases vencedores, as tendências e insights do Festival de Cannes. Será um evento de alto nível que mostra, inclusive, que propaganda brasileira está entre as melhores e mais criativas do mundo. Será imperdível”, afirma o presidente do Sinapro/RN, João Daniel Vale.

O diretor da Fenapro, Alexis Pagliarini, participa anualmente do Cannes Lions e depois segue na missão de levar o melhor do festival Cannes Lions para as principais capitais brasileiras com o Cannes Lions Road Show.  No festival deste ano, os jurados selecionaram os trabalhos que, em sua opinião, indicam os novos caminhos e tendências para a indústria publicitária de todo o mundo.

Para se inscrever, basta acessar http://portal.arenadunas.com.br/bilheteria/bilheteria.php?evento=QVZwZg==, mas as vagas são limitadas a 150 participantes.

6

Nov

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Agência de publicidade disponibiliza serviço gratuitamente para pequenas empresas

Pequenas empresas que não possuem receita suficiente para investir em publicidade podem contar com os serviços gratuitos prestados pela Agência Sapiens – empresa júnior formada por alunos de Publicidade e Propaganda da Faculdade Estácio de Natal – unidade Ponta Negra. A agência executa, entre outras atividades, a criação de campanhas publicitárias.

Neste ano de 2018, segundo a coordenadora do projeto, Márcia Leite, já foram atendidas mais de 40 empresas e instituições. “Nosso objetivo principal é a ampliação do conhecimento prático e mercadológico dos estudantes em um espaço igual ao de uma agência publicitária do mercado, com a vantagem de ainda prestar atendimento à comunidade”, frisa.  

Para ter acesso ao serviço, é necessário ir à unidade Estácio Ponta Negra. O atendimento acontece de segunda a quinta-feira, das 14h às 17h. Depois da solicitação, a entidade passará por uma triagem.

Foto: Pixabay

5

Nov

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RAF: relação longeva com o cliente é uma das marcas da agência que já formou muitos publicitários de destaque no mercado

O Blog da Juliska dá continuidade à série de reportagens em parceria com o Sinapro/RN com as principais agências de propaganda do mercado potiguar, que reúne algumas das mais longevas e atuantes empresas de publicidade do Nordeste. A agência de hoje é a RAF Propaganda.

Por Juliska Azevedo

A caixa de pescar lagosta é um artefato utilizado pelos adeptos à prática que garante que, uma vez capturado, o crustáceo não tenha mais como sair. É com essa comparação bem-humorada que o publicitário Rogério Nurmberger, à frente da RAF Comunicação e Marketing ao lado do sócio Agnelo Alves Filho já há 24 anos, descreve a relação duradoura entre a agência e seus clientes. Ou seja: depois que o cliente chegou na RAF, é difícil sair. E para comprovar a tese, ele apresenta uma lista de “lagostas” de destaque no mercado que estão na agência desde o início, ou há pelo menos uns 20 anos. “Nós temos uma carteira de clientes muito fiel. Resultado de uma relação de confiança muito forte. A gente não veste só a camisa do cliente, mas a roupa inteira”, brinca Rogério.

Nessa lista seleta dos parceiros de primeira hora, estão empresas como a Comjol; a Ale (que já foi Postos Caraú e depois, SAT); a Ponta Negra Automóveis e a Manchete Calçados – que estão desde a fundação da agência. No grupo dos que têm em torno de duas décadas de relação com a agência, estão Grupo Redenção, Iskisita Atacado e um dos principais anunciantes do mercado potiguar, a Unimed. “A gente entende que agência de propaganda deveria ser cargo de confiança. O cliente chega aqui e nos conta suas estratégias, seus segredos. E tratamos com o cuidado e zelo como se fossem nossos”, afirma o publicitário.

Rogério ressalta ainda o zelo pela qualidade. Segundo ele, essa é a maior exigência do mercado. “Se o cliente vir que não tem qualidade, ele troca. Se ele permanece, é pela confiança e qualidade do que está sendo feito”, comenta. Para o publicitário, a “transparência e honestidade com o cliente” é outra marca. “A gente briga para que o cliente tenha o melhor orçamento. A gente procura a melhor relação custo x benefício, o melhor fornecedor. Ele se sente seguro ao ver que tem quem brigue por ele”, relata.

Tradição na formação de talentos

Ao lado de uma cartela de clientes “antiga”, está um grupo de funcionários também longevo. A média de tempo de casa da equipe da RAF é de 7 anos e meio. Mas há gente com 20 anos de casa na agência, entre os 17 colaboradores ao todo. Cabe à RAF, inclusive, o título de primeira agência a ter um publicitário que se aposentou por lá: o diretor de arte Clecius Silva, conhecidísimo no mercado publicitário local como "negão".

Rogério ressalta que, ao longo dos anos, passaram pela RAF profissionais que atingiram o renome nacional na área. Foi lá, por exemplo, o primeiro emprego de Hugo Aranha, um dos principais publicitários brasileiros, que hoje atua com sua própria agência em New York mas trabalhou em grandes agências do Brasil, como a África, e em marketing político de nomes como o ex-presidente Lula. Lá esteve também Alonso Júnior, que atuou na gigante Fisher América e hoje está na Espanha.

Do mercado local, Rogério conta que muitos publicitários que hoje tocam suas próprias agências passaram pela RAF antes de empreender. Ele cita Marcelo Mariz, da MRZ Comunicação, e os sócios da Criola, Renato Quaresma, Gabriela Alves e Vinícius Cavalcanti, entre outros nomes. Dos tempos em que essa turma toda passou na RAF para cá, quando a automatização e a internet passou a facilitar a vida das agências, Rogério acredita que o perfil do profissional mudou. Hoje, poucos são os profissionais que mantém o foco na produção criativa. “As pessoas passaram a tirar menos de si próprias e mais dos “googles” da vida. Há um pouco de acomodação”, acredita.

Mas, como tudo na vida tem dois lados, a mudança trazida pelas redes também facilitou, por um lado, o trabalho. “Agilizou muito o processo. O cliente hoje pede anúncio pelo whatsapp e aprova pelo próprio aplicativo. Praticamente não se usa mais imprimir o material e levar ao cliente para aprovação”, comenta.

“Uma vez um cliente chegou para mim brincando e disse – a RAF pode até não ser tão criativa, mas é a empresa mais honesta com a qual já trabalhei!”, conta Rogério, acrescentando que ficou surpreso com a brincadeira, mas recebeu como um elogio. “Nós damos segurança ao cliente. Pensamos em ganhar em longo prazo, junto com o cliente, em vez de ganhar muito e não ver o lado do cliente”, explica.

Ale: um dos mais emblemáticos clientes

Um dos clientes mais emblemáticos e marcantes da RAF, a Ale é um dos principais cases de sucesso da agência. Atualmente, a empresa comandada pelo empresário Marcelo Alecrim fatura cerca de R$ 12 bilhões por ano.

“Nós pegamos a Ale quando o cliente tinha apenas uma rede de postos. Criamos uma marca para essa rede, Postos Caraú, e um belo dia ele ligou – em 1996 - dizendo que tinha ganho uma concessão de uma rede de postos, dizendo que ia ser concorrente da Shell, Texaco, BR. Fui na casa dele e ele tinha acabado de receber um fax. Ele me disse que havia criado a Satélite Distribuidora. Foi aí que criamos a marca SAT, com lay out de postos, uniformes dos frentistas, todo o conceito de combustível do Nordeste. A empresa foi crescendo até que eles fizeram uma fusão com a Ale. Essa história é bem interessante, de um cliente que tornou-se uma grande empresa”, relata.

31

Out

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Arena das Dunas apresenta novos espaços bussiness a agências de propaganda filiadas ao Sinapro

Os diretores das agências filiadas ao Sindicato das Agências de Propaganda do Rio Grande do Norte (Sinapro/RN) realizaram seu encontro mensal hoje na Arena das Dunas, atendendo ao convite do empreendimento para conhecerem os espaços destinados a negócios e à veiculação de propaganda que existem no estádio.

Recentemente, a arena passou a abrigar uma área de escritórios moderna e pronta para atender às exigências do mercado bussiness, a Arena Office, instalado em setores de camarotes. Lá é possível instalar empresas em caráter provisório – como para atender a um evento – ou permanente. As coordenadoras de negócios da Arena, Luciana Toscano e de marketing, Karla Botelho, também apresentaram ao Sinapro as áreas destinadas à realização de eventos, como festas, jantares e formaturas.

Os publicitários receberam ainda um mídia kit que apresenta todas as áreas de negócios, eventos e propaganda do estádio. “Foi uma oportunidade interessante para as agências, de conhecer de perto tudo o que a Arena pode oferecer em termos de negócios, serviços e espaços”, assinalou o presidente do Sinapro, João Daniel Vale.

29

Out

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Portal sobre propaganda destaca que eleição de Bolsonaro marca mudança no marketing político

O Portal Meio e Mensagem trouxe hoje reportagem especial de Igor Ribeiro em que avalia as mudanças radicais que as eleições presidenciais do Brasil promoveram no que se conceituava como marketing político. Confira o texto:

Com 55,13% dos votos válidos, Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente da república neste domingo, dia 28, após uma corrida eleitoral com fatos inesperados. Entre os diversos fatores inéditos, destacam-se as novas regras sobre financiamento de campanha e o uso de meios digitais, principalmente no que tange à disseminação e controle de fake news. Se numa primeira análise esse contexto pode passar a mensagem de que o papel da comunicação na campanha foi diminuído – principalmente pela redução nas verbas e no tempo de TV –, para muitos analistas o marketing político sai fortalecido do processo, justamente por ter ajudado a construir a candidatura de Bolsonaro com poucos ativos tradicionais.

“Essa campanha teve muitas peculiaridades, mas provou mais do que nunca que o marketing político ganhou vida”, diz Átila Francucci, vice-presidente de criação da Nova/SB. Para ele, que até recentemente estava licenciado da agência para cuidar da campanha à presidência de Geraldo Alckmin (PSDB), o pleito deste ano afasta de vez a ideia de “marqueteiro político, aquela figura que num primeiro momento é mais pessoa física do que jurídica”, disse, referindo-se aos profissionais que, não raro, eram tão estrelados quanto os próprios candidatos.

“Nesta campanha, se todos os adversários tivessem iniciado o trabalho com uma antecipação muito maior do que a época de campanha em televisão, que neste ano foi muito mais curta, talvez tivesse sido mais concorrido”, avalia Francucci. “O único que reconheceu isso antes, mesmo que tenha iniciado basicamente nas redes sociais, foi o próprio Bolsonaro, ainda em 2014.”

Por outro lado, o candidato que começou a campanha mais tarde, Fernando Haddad (PT), ficou em segundo lugar no primeiro turno e cresceu na reta final do segundo turno, terminando com 44,87% dos votos válidos. “No engajamento das redes, a verdade tem mais poder do que o fake news”, diz Flavio Ferrari, sócio da consultoria Unit34. Ele uniu o serviço Social Data, de sua empresa, aos dados de monitoramento de redes sociais da Stilingue e à startup de gestão e análise de imagem corporativa AltaMedia no acompanhamento das estratégias dos principais candidatos. “Parte do desempenho do Haddad ocorreu por quem viu nele o alvo de fake news, pois falar mal da concorrência faz bem à concorrência – uma lição que o marketing de produto já aprendeu faz tempo.”

Não há unanimidade sobre o quanto as redes sociais se destacaram na comparação com a televisão. Há quem acredite que o poder das redes foi subestimado, principalmente a do WhatsApp, o que pode ter impactado todos os adversários, exceto o ganhador. “Hoje o povo tem muitos recursos de mídia além da TV, recebendo informações a todo momento”, diz Fernando Barros, presidente da Propeg e chairman do Grupo PPG. Ele também esteve afastado da agência recentemente, para trabalhar no marketing das campanhas de César Maia (DEM) no Rio de Janeiro para o senado, que perdeu, e as de governador de Paulo Câmara (PSB) em Pernambuco e Ratinho Junior (PSD) no Paraná, ambos eleitos no primeiro turno. “Estava escrito nas estrelas: as plataformas de mídia não se resumem à telinha de TV. Tem influência, claro, mas também o celular, a TV paga e todas as outras coisas que o eleitor recebe no decorrer do dia”, acrescenta o publicitário.

Uma pesquisa do Datafolha sobre a relação do eleitorado de cada candidato com redes sociais, publicada às vésperas do primeiro turno, mostrou Bolsonaro em destaque na maioria dos quesitos, às vezes atrás somente de João Amoêdo (Novo), cujo eleitorado era concentrado na classe AB. O Facebook era usado por 57% dos eleitores de Bolsonaro, contra 40% de Haddad, por exemplo. No WhatsApp, o candidato do PSL se comunicava com 61% de seu eleitorado, contra 38% do concorrente do PT. O presidente eleito tinha a maior base que compartilhava conteúdo sobre política e eleições, em ambas as plataformas, entre todos os candidatos: 31% no Facebook e 40% no WhatsApp (Haddad com 21% e 22%, respectivamente). Um levantamento da Socialbakers, plataforma de análise e gestão de plataformas digitais, mostra que Bolsonaro saiu de 6,9 milhões de seguidores (Facebook, Twitter, YouTube e Instagram) em janeiro de 2018 para 17,1 milhões em outubro. No mesmo período, Haddad foi de 742 mil para 3,4 milhões.

Apesar disso, Ferrari observa que as movimentações nas plataformas sociais ocorreram, segundo os estudos da Social Data, quase sempre a reboque de conteúdos veiculados na grande mídia. “Ficou evidente na análise que as mídias tradicionais tiveram peso, definiram a conversa das redes sociais, mas também ajudaram a construir o capital midiático dos candidatos, deram exposição a eles”, avalia. “Esse olhar de que a TV não funcionou costuma estar direcionado ao horário político, pois o que tinha mais tempo de TV não se refletiu em votos. Se não tem a comunicação adequada, pode ter todo o tempo de televisão do planeta que não vai resolver. A questão é conteúdo.”

Francucci lembra que o atentado à facada sofrido por Bolsonaro deu muito tempo em televisão para o candidato. “O mais precioso não é o break nem o horário obrigatório, que era disputado por senadores, deputados e outros candidatos. Ele estava no editorial e vitimizado pela facada, então a rejeição ao Bolsonaro, que era alta, começou a cair”, afirma, O publicitário lembra ainda que apesar da mídia espontânea, a estratégia reclusa no segundo turno, evitando aparecer em debates, quase se demonstrou nociva, já que Haddad começou a subir nas pesquisas na reta final.

Bolsonaro não teve a figura tradicional de um profissional de marketing conhecido durante a campanha. Familiares, o presidente do PSL Gustavo Bebianno e consultores colaboraram para a campanha. Algumas agências de marketing digital, como a 9ideias, AM4 e Yacows trabalharam plataformas e foram inclusive alvo de denúncias envolvendo disparo pago por empresários (proibido por lei). Steve Bannon, consultor de Donald Trump e de diversos políticos conservadores europeus, chegou a se encontrar com Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente eleito, mas ambos negam que uma agenda oficial tenha sido estabelecida.

Apesar da aparente informalidade, a comunicação de Bolsonaro foi construída profissionalmente e será um case a ser estudado. “O marketing político precisa de estratégia, mas também de criatividade, pois o digital é, como a TV e o rádio, mais uma plataforma”, diz Fernando Barros. “Se houver um candidato que o eleitorado não quer, o marketing não vai fazer milagre.” Na opinião do publicitário, o que muda basicamente é a entrada de profissionais mais focados em ferramentas do marketing real, que já se mostraram produtivas, e a saída de cena de profissionais que se destacavam por usar o marketing político para se vender como milagreiros. “Era algo desonesto, um raciocínio atrasado e preguiçoso”, afirma.

Flávio Ferrari endossa: “O marketing reforçou sua importância, mas precisa se renovar para conhecer as ferramentas disponíveis para operar uma campana e conhecer melhor as demandas da sociedade”. Segundo ele, há duas demandas básicas que voltam a ser valorizadas e podem até mesmo partir de profissionais e consultores diferentes: o posicionamento e a execução. “Entender o candidato e definir o que será importante na estratégia política, o que é mais importante de comunicar, qual é a linguagem em cada um dos pontos de contato com o potencial eleitor: isso é posicionamento. Na prática isso não mudou conceitualmente”, fala Ferrari. “Mas hoje tem um leque de ferramentas muito maior para estabelecer pontos de contatos com o consumidor, então é preciso transformar esse planejamento de comunicação em uma estratégia transmídia, já que cada um desses pontos exige características próprias na distribuição das mensagens ao eleitor.”

Além de ressaltar novamente que tempo de campanha segue sendo importante, Átila Francucci afirma que “é preciso que as plataformas, o próprio WhatsApp, e outros profissionais estudem como esse movimento se comporta como veículo de comunicação”. Em tempos nos quais o primeiro pronunciamento à nação do presidente eleito, ainda antes de falar a rádios e televisão, foi numa live no Facebook, essa mensagem parece ter ficado bastante clara.

Fonte: Portal Meio e Mensagem.

Disponível em: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2018/10/28/eleicao-de-bolsonaro-marca-mudanca-no-marketing-politico.html

 

26

Out

Publicidade e Propaganda

FAZ Pro: em 31 anos de mercado, a experiência de uma agência que acompanha as mudanças da comunicação

O Blog da Juliska dá início hoje a uma série de reportagens em parceria com o Sinapro/RN com as principais agências de propaganda do mercado potiguar, reunindo algumas das mais longevas e atuantes empresas de publicidade do Nordeste. A primeira da série é a FAZ Pro.

Por Juliska Azevedo

Não é fácil para empresas de qualquer ramo ultrapassar três décadas de vida mantendo-se na seleta lista dos destaques. Mas a área de atuação for a comunicação publicitária, que passou por rápidas e profundas mudanças durante os últimos anos, o feito de manter-se ativa e entre os melhores torna-se ainda mais digno de registro.

A FAZ Pro, que começou como Faz Propaganda, chegou em 2018 aos 31 anos, sendo alçada à condição de agência mais longeva entre as filiadas ao Sindicato das Agências de Propaganda do Rio Grande do Norte (Sinapro/RN). O publicitário e jornalista que segura o bastão do seu comando, Ricardo Rosado de Holanda – hoje ao lado das filhas Luanda e Amanda Holanda – acumula muitas histórias para contar, mesclando a trajetória da FAZ com tantos fatos e situações vividos no Brasil e no Rio Grande do Norte ao longo desse período.

Em 1987, quando a Faz começou, o universo da propaganda respirava ares bem diferentes. Os diretores de arte tinham que ser desenhistas, era o início da profissionalização da atividade, havia poucas agências em atividade. A mão de obra vinha do jornalismo e era autodidata no universo da publicidade. Quanto aos clientes, o varejo era pequeno e principal cliente, o setor público.

Ricardo Rosado já era professor da UFRN e correspondente da Folha de São Paulo em Natal, quando resolveu, junto com quatro sócios, enveredar pela publicidade. Os anúncios eram desenhados à mão e encaminhados de táxi para clientes mais distantes, como os de Mossoró, para serem aprovados. “A gente locava um táxi para ir deixar o anúncio. Quando ia visitar os clientes, já levava uma pasta com uma série de lay-outs prontos”.

Chegada da internet é a primeira grande mudança

Na década seguinte, começa a revolução da internet. Para ser uma agência antenada, era importante comprar um Macintosh. “Mesmo sem dominarmos a tecnologia, não havia nada melhor na época do que uma agência ter um Macintosh”, afirma. Ricardo guarda, em seu museu na FAZ, os primeiros celulares “modelo tijolão” da Motorola, assim como uma série de equipamentos utilizados ao longo das décadas que já estão totalmente obsoletos. “Os computadores tornaram quase infinita a possibilidade de recursos, um milhão de coisas, e de repente, tinhamos que ter novos profissionais para fazer isso. Foi a primeira grande mudança”, relata.

O terceiro momento – o atual, do universo das mídias digitais – é apontado pelo publicitário como o mais “cruel” para a publicidade clássica. “Esse momento está sendo muito cruel com a agências tradicionais. Mudou a forma de produzir, mudou a remuneração”, comenta. “Hoje se paga a publicidade para multinacionais – tudo vai para o Facebook, para o Instagram – e a agência não tem remuneração para isso. São veículos que não pagam comissão. O dinheiro da propaganda está indo para fora do país, enriquecendo empresas multimilionárias mundiais”, constata.

Ricardo Rosado comenta ainda que, para as agências que têm o cuidado meticuloso com o que é produzido, o trabalho para se fazer um anúncio para redes sociais é o mesmo de se produzir um anúncio para outdoor, para jornal, ou outros meios clássicos. “Mas o valor de produção tornou-se irrisório”.

Lembranças de outra maneira de fazer propaganda

Em duas décadas, muitos clientes, campanhas e histórias. A Faz lembra da melhor fase do mercado imobiliário do RN, de verbas pujantes e forte presença publicitária, quando um mesmo cliente, a imobiliária Caio Fernandes, chegou a publicar 360 anúncios de página inteira de jornal durante um ano. Lembra ainda do que considera o maior case da propaganda do Estado: a campanha Ofélia, para seu cliente Bain Douche – boutique famosa em Natal nos anos 80 e 90 – e que teve repercussão até fora do país. A campanha foi criada pela parceria entre Ricardo Rosado e o publicitário e amigo de longa data, Alex Medeiros.

Nos 31 anos de vida, a Faz Pro assistiu a dois impeachments. Enfrentou a inflação de 82% ao mês a deflação de 0,2%. Cortou 14 zeros na moeda, em cinco ou seis planos econômicos. Viu um desemprego de 14 milhões de pessoas. Viu uma recessão cruel. “Nesse contexto, tem que ter muita economia, austeridade. É um sacrifício que tem que ser feito”.

Desafios, dinâmica e criatividade

Atualmente, a FAZ Pro reúne, em sua sede da rua Trairi, em Petrópolis, a estrutura da FAZ Com, que trabalha com consultoria em comunicação e marketing político e a sede do PortalNoAr, site jornalístico que tem Ricardo como um dos sócios. A agência mantém uma cartela de clientes privados e públicos relevante, entre eles atende ao Governo do Estado e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte.

“Temos a esperança que o novo governo ungido pelo voto popular, possa tomar medidas que reacendam a economia, reacendam a confiança para o investidor, tragam de volta investimentos externos. É claro que se o país sair da crise, todo mundo sai junto”, afirma.

Os próximos passos estão nas mãos de Amanda e Luanda, que têm a missão de lançar um novo olhar sobre a agência e prepará-la para o futuro. As meninas acreditam que a ordem é se reinventar quanto ao modelo de negócio, sem perder o foco na criatividade e nos resultados para o cliente. E contam com o aval de Ricardo Rosado para as decisões relacionadas à gestão.

“Estamos passando por uma transição, de um modelo em que o jornal não se acabou, ainda é preciso estrutura para os anúncios tradicionais, para os comerciais de televisão. Mas ao mesmo tempo você precisa ter uma estrutura nova para as mídias sociais. Acredito que há um superdimensionamento do alcance do universo digital, que ainda irá se acomodar”, comenta o publicitário. “Nesses 30 anos, é a fase de maiores desafios para o nosso mercado. Mas o futuro está chegando e estamos de olho nele”, afirma Ricardo.

 

 

 

22

Out

Publicidade e Propaganda

O Boticário lança novo Malbec com ação de mídia exterior em VLT da CBTU em Natal

Quem cruzar com Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT) pelas ruas de Natal ou embarcar para uma das viagens ligando Natal a Parnamirim ou Ceará-Mirim poderá se deparar com uma bela campanha publicitária d’O Boticário, para o lançamento do novo Malbec Magnetic. O VLT foi uma das mídias escolhidas para a campanha, dentro da proposta da Companhia de Trens Urbanos (CBTU) que vem comercializando espaços publicitários nos trens e na estação Central, na Ribeira.

Na campanha atual, contratada pela Rota Mídia Exterior, o anunciante adesivou portas e janelas do VLT, levando a campanha de comunicação aos mais de 16 mil passageiros pagantes que circulam por dia no sistema e ao público que acompanha a passagem dos trens nas ruas e avenidas cruzadas pelas linhas férreas.

No sistema ferroviário de Natal, circulam em média 16 mil pessoas nas 30 viagens realizadas diariamente pelos trens entre os municípios de Natal, Parnamirim, Extremoz e Ceará-Mirim. Ao longo do percurso, estão distribuídas 23 estações em 56 quilômetros de malha férrea, cruzando importantes avenidas como Bernardo Vieira, Capitão Mor. Gouveia, Dr. Mario Negócio e João Medeiros Filho, permitindo aos anunciantes uma excelente visibilidade de sua marca, produto ou serviço.

Além da adesivação dos trens, é possível anunciar na estação e em espaços publicitários internos dos VLTs, como sancas, janelas, portas, entre outros, apresentados em mídia kit preparado pela companhia. Para anunciar, a agência ou empresa de mídia deve realizar um cadastro junto à CBTU. Mais informações podem ser obtidas no telefone (84) 3221-3355.

15

Out

Publicidade e Propaganda

“Publicidade e Desigualdade” apresenta novo olhar sobre a relação entre a propaganda e mulheres de diversos grupos sociais

Como mulheres da classe popular observam as representações femininas na publicidade? De que modo lidam com a dupla jornada aliada às exigências dos papéis de mãe e dona de casa, e, como negociam os ideais de consumo diante da escassez orçamentária?

Questões como estas são abordadas no livro “Publicidade e Desigualdade”, que será lançado no próximo dia 23 de outubro, em Natal, no Douce France (Petrópolis), a partir das 18h30. A obra, de autoria de Milena Freire de Oliveira-Cruz, é fruto da pesquisa que realizou em seu doutorado em comunicação na Universidade Federal de Santa Maria. As inquietações que levaram à pesquisa vêm dos debates crescentes sobre o papel que a publicidade assume ao circular e produzir representações de gênero e classe nos dias atuais.

Mulheres dos mais diversos grupos da sociedade convivem com representações nos anúncios que sugerem modelos femininos ideais, o que inclui desde seus papéis na família, no trabalho, entre amigos, até as questões relacionadas aos padrões de beleza e comportamento. Em contrapartida, o público tem sido cada vez mais crítico a medida em que não se reconhece nesses estereótipos e se manifesta de forma ativa nas redes sociais e nas relações de consumo com as marcas.

A pesquisa que baseia o livro foi realizada através de entrevistas em profundidade ao longo de um ano com mulheres da classe trabalhadora das mais diferentes profissões: empregada doméstica, babá, manicure, agente penitenciária, comerciante, sacoleira e professora. Além de revelar reflexões do grupo sobre a sua condição de ser mulher, aborda aspectos sobre maternidade, relações de família, de trabalho, os desejos e dilemas que fazem parte da vida dessas mulheres e como essas questões se relacionam com o modo como elas veem a publicidade.

“É uma leitura atual, dirigida tanto a estudiosos quanto a profissionais da área que se interessem em compreender as questões sociais que fazem parte da prática publicitária e entendem a importância do papel de uma publicidade mais plural e representativa para dialogar com seus públicos”, afirma Milena.

Sobre a autora

Milena Freire é natalense, formou-se em publicidade na UnP e jornalismo na UFRN, onde também estudou o mestrado em Ciências Sociais. Fora de Natal desde 2005, mantém contato direto com a cidade pelos inúmeros laços afetivos com amigos e familiares. Doutora em Comunicação pela UFSM com estágio-sanduíche no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Hoje é professora dos cursos de comunicação na Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e se dedica a estudar as relações de gênero e desigualdades sociais que estão relacionadas entre as mensagens midiáticas e seus públicos.

 

 

 

5

Out

Publicidade e Propaganda

[VÍDEO] Campanha “O amor pela sua escolha define o seu futuro” aborda a importância fazer escolhas com base no que se ama

Nova campanha publicitária do ramo da educação já no ar em televisão e mídias digitais. O Colégio CEI – Romualdo e a escola de educação infantil Primeiros Passos lançaram a campanha “O amor pela sua escolha define o seu futuro”, em que mostra crianças refletindo sobre suas escolhas para a vida, a profissão que desejam seguir, e incentiva a “amar o que se faz” como caminho para fazer melhor. A campanha foi desenvolvida pela Executiva Propaganda. Confira o VT:

5

Out

Publicidade e Propaganda

Apple e Google mantêm liderança de marcas mais valiosas

Pelo sexto ano consecutivo, Apple e Google se mantêm como as marcas mais valiosas do mundo, segundo o Best Global Brands. Realizado pela Interbrand, o estudo aponta Amazon e Microsoft na terceira e quarta posições, respectivamente. A informação é do Portal Meio e Mensagem.

Segundo a matéria, a 19ª edição do estudo analisou três características: performance financeira dos produtos e serviços sob a chancela da marca; papel da marca na decisão de compra do consumidor; força da marca para garantir um preço premium ou ganhos.

De acordo com o Portal, os setores com mais representantes no ranking foram Luxo e Varejo. Este ano, duas empresas entram na lista: o Spotify alcançou a posição 92 e Subaru a de lanterna do ranking, na centésima posição.

O valor da marca Apple cresceu 16% (US$ 214,48 bilhões) e o da marca Google cresceu 10% (US$ 155,506 bilhões).

As cinco marcas com maior crescimento incluem Amazon (56%); a entrante de 2017 Netflix (45%); Gucci (30%); o Salesforce.com (23%), que também entrou no ranking em 2017; e Louis Vuitton (23%). Com uma queda de 6%, o Facebook saiu deste grupo, depois de fazer parte dele por cinco anos. Confira a lista completa.

Foto/divulgação. Fonte: Meio & Mensagem, disponível em: http://www.meioemensagem.com.br/home/ultimas-noticias/2018/10/04/apple-e-google-mantem-lideranca-de-marcas-mais-valiosas.html