Comunicação

15

Jun

Comunicação

Confira as principais conclusões da pesquisa Reuters News Report, que apontam as principais tendências da comunicação

O Reuters News Report é um dos maiores estudos de mídias e do comportamento do consumidor de notícias, realizado anualmente em 37 países. A edição que acaba de ser divulgada, já tratada em postagens de hoje, trouxe seis principais conclusões listadas pela ANJ e comentadas abaixo pelo Blog da Juliska:

1. Aplicativos de notícias, boletins informativos por e-mail e notificações móveis continuam ganhando importância. Mas em alguns países os usuários estão começando a reclamar do excesso de mensagens.

É sempre importante estar atento àquela velha máxima: “menos é mais”!

2. As preocupações com privacidade reacenderam o crescimento no uso de ad blockers. Mais de um quarto (27%) dos entrevistados bloqueia anúncios em qualquer dispositivo.

Eu estou nessa estatística no que se refere a anúncios no meio de vídeos – sempre pulo. É o momento de se pensar em outra forma de se cativar a atenção nessas plataformas ou de começar os vídeos de uma forma que prenda incrivelmente a atenção.

3. A televisão continua sendo uma fonte importante de notícias para muitos, mas há declínio na audiência anual, o que levanta questões sobre sua capacidade de atrair a próxima geração de telespectadores.

Basta observar os adolescentes para ver um exemplo prático. Já é comum ligarem a televisão seguindo direto para o streaming, pulando de imediato os canais pagos. O desafio é para queimar a pestana dos executivos de TV para os próximos anos.

4. Os consumidores continuam relutantes em ver vídeos de notícias em sites e aplicativos de publishers.

O consumidor de notícia parece interessado numa informação curta e compilada, ou em algo que lhe permita o próprio ritmo de consumo da informação.

5. Os podcasts estão se tornando populares em todo o mundo devido ao melhor conteúdo e à distribuição mais fácil. Os jovens são muito mais propensos a usar esse recurso do que ouvir rádio.

Impressionante o retorno dos podcasts! Tenho sentido isso com o que produzimos aqui no Blog. Mesma lógica de consumir a informação ao seu tempo e no seu ritmo.

6. Assistentes digitais ativados por voz crescem rapidamente, abrindo novas oportunidades para o áudio de notícias.

O Google anunciou nesta semana a evolução dos seus assistentes por voz, e o Brasil é o segundo maior mercado mundial para este tipo de tecnologia.

(Fontes: Pesquisa Digital News Report 2018 e reportagem da Redação ANJ Associação Nacional de Jornais https://bit.ly/2JWYTA6)

 

 

15

Jun

Comunicação

Temor de notícias falsas faz renascer disposição de pagar por informações jornalísticas

A preocupação com notícias falsas e a alfabetização midiática estão entre os principais motivos que levam as pessoas a investir na garantia de informações de qualidade e credibilidade oferecidas pelas empresas jornalísticas. O número médio de pessoas que pagam por notícias online, afirma a pesquisa Instituto de Estudos de Jornalismo da Reuters, subiu em muitos países, e o modelo de paywall tem sido adotado por companhias de diversas regiões do mundo.

O caso mais representativo desse fenômeno talvez seja o dos Estados Unidos, onde o ritmo de crescimento de novas assinaturas dos grandes jornais é o mesmo desde 2016, impulsionado pelo impacto das fake news na eleição presidencial daquele ano e, ainda, pelo estilo de governo do presidente Donald Trump, em permanente guerra à imprensa. Em alguns países, como na Espanha e no Reino Unido, a pesquisa identificou o fortalecimento de outros sistemas de financiamento ao jornalismo, com base em doações ou em modelos associativos. Esses pagamentos, afirma a pesquisa, estão intimamente ligados à crença política e vêm dos jovens em maior proporção.

Em um país tão apaixonado pelas redes sociais como é o Brasil, os jornais têm procurado inovar, diversificar, incrementar investimento no meio digital e concentrar esforços em modelos de paywall. Dessa forma, procuram evitar uma dependência do tráfego de audiência via redes sociais e, ao mesmo tempo, suplantar as perdas com o recuo da circulação das suas versões impressas. Nos últimos três anos, o número de cópias impressas vendidas dos onze principais jornais pagos caiu 41,4%, enquanto a circulação digital aumentou 5,8%, segundo o Instituto Verificador de Comunicação (IVC). Atualmente, cerca de 22% dos brasileiros pagam por notícias online – o quarto maior índice entre os 37 países pesquisados.

Outro movimento de grande impacto mencionado pela pesquisa é a decisão do jornal Folha de S.Paulo, em fevereiro, de parar de publicar seu conteúdo no Facebook, logo depois de a rede social passar a priorizar publicações pessoais, reduzindo a visibilidade de postagens noticiosas, entre outras. Segundo dados compilados pelo jornal paulista, o número de interações (compartilhamentos, comentários e curtidas) geradas pelos dez maiores jornais brasileiros no Facebook caiu 32% em janeiro, quando comparado ao mesmo mês do ano passado.

Embora os números estejam mudando lentamente, a TV continua sendo a mídia mais poderosa do país. Um dado curioso no Brasil fica por conta do crescimento no uso de bloqueadores de anúncios, quase um terço no último ano, o que denota maior preocupação com questões de segurança e privacidade.

 

Fonte: Redação ANJ Associação Nacional de Jornais https://bit.ly/2JWYTA6

Com informações da pesquisa Reuters Digital News Report 2018.

15

Jun

Comunicação

Brasil lidera ranking mundial da preocupação com as Fake News, aponta pesquisa Reuters

A busca por informação é cada vez mais digital em todo mundo e, na medida em que essa tendência avança, as pessoas revelam maior preocupação com notícias falsas e maior desconfiança com as redes sociais. Ao mesmo tempo, essa percepção tem contribuído para elevar, de forma gradativa, a credibilidade do jornalismo profissional e, também, o entendimento de que a qualidade jornalística depende de financiamento. As conclusões integram a edição deste ano da pesquisa Digital News Report, do Instituto de Estudos de Jornalismo da Reuters.

O estudo, feito por meio online com 74 mil pessoas, entre 18 e 55 anos, em 37 países, revela que mais da metade desse universo (54%) diz estar preocupada com o que é real e falso na internet. Nos países com forte polarização e intenso uso de redes sociais, esses índices são maiores. O Brasil, que terá eleições gerais neste ano, lidera este ranking, com um índice de 85%. Portugal (71%) Espanha (69%), Chile (66%) e Estados Unidos (64%) são outros países com altas taxas de preocupação em relação à desinformação na web.

Esse temor sustenta uma forte desconfiança das pessoas em relação às redes sociais. Apenas 23% afirmaram confiar nas notícias encontradas nessas mídias. De forma geral, o nível médio de confiança nas notícias permanece relativamente estável em 44%, diz o estudo. Mas confiança é maior (51%) quando se trata das mídias usadas com frequência pelas pessoas. O índice cai (34%) no caso das informações encontradas por meio de pesquisa.

Público está propenso a intervenção contra notícias falsas

O levantamento demonstra ainda que as pessoas com níveis mais altos de alfabetização de notícias tendem a preferir as marcas de jornais, e usam as mídias sociais para notícias de forma muito diferente da população em geral. Esses entrevistados também são mais cautelosos com as intervenções dos governos para lidar com a desinformação. O público em geral, porém, está mais propenso a uma intervenção do governo para estancar o fluxo de notícias falsas, especialmente na Europa (60%) e na Ásia (63%). Por outro lado, apenas quatro em cada dez americanos (41%) achavam que o governo deveria fazer mais.

Quanto à responsabilização por medidas capazes de corrigir o problema das notícias falsas, os entrevistados quase não diferenciam as empresas jornalísticas das redes sociais. A maioria dos entrevistados acredita que os publishers (75%) e as gigantes de tecnologia (71%) são os maiores responsáveis pela solução da desinformação online. Isso ocorre, segundo o estudo, porque grande parte das notícias sobre as quais os entrevistados se queixam vem da chamada mídia tradicional, reforçando a existência de sociedades marcadas pela polarização.

Paixão pelas redes sociais, mas com descrença

O cenário geral retratado pela pesquisa se reflete em parte no Brasil, que lidera a lista dos países em que a população está mais preocupada com as notícias falsas e, em paralelo, ser uma das maiores audiências de redes sociais do mundo. O estudo lembra que o país terá eleições gerais neste ano, na qual 145 milhões de eleitores estão aptos a votar e compara: segundo o site especializado Statista, somente o Facebook conta com 130 milhões de usuários brasileiros.

Mesmo com o elevado índice de temor quanto às fake news – e a ameaça de que o problema seja potencializado nas eleições – dois terços (66%) dos entrevistados dizem preferir mídias sociais como fonte de notícias, quase o mesmo percentual do ano anterior. No entanto, o uso do Facebook para buscar notícias diminuiu de 69% para 52% em dois anos. Mais: a confiança nas notícias em geral é de 59%, bem acima da depositada nas informações encontradas nas mídias sociais (32%).

Ao mesmo tempo, o uso do WhatsApp e do Instagram cresceu. O Brasil tem a segunda maior base de usuários no Instagram, com 50 milhões de usuários ativos por mês, enquanto o WhatsApp tinha 120 milhões de usuários no país em maio de 2017. Esse movimento explica-se pelo forte crescimento do uso de smartphones para notícias nos últimos cinco anos.

 

Fonte: Redação ANJ Associação Nacional de Jornais https://bit.ly/2JWYTA6

Com informações e gráfico da pesquisa Reuters Digital News Report 2018.

12

Jun

Comunicação

“Comunicando” debate discurso de ódio e liberdade de expressão na UERN, em Mossoró

“Discurso de ódio ou liberdade de expressão” é o tema da primeira edição do “Comunicando”, evento promovido por estudantes do 7º período do curso de Publicidade e Propaganda da UERN, em Mossoró. O encontro será realizado entre os dias 26 e 28 de junho, no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC) e no Departamento de Comunicação Social (DECOM). O “Comunicando” reúne também estudantes do curso de Jornalismo e Radialismo da UERN.

De acordo com a professora mestre Paula Zagui, o discurso de ódio é um tema de grande destaque e relevância para a realidade em que vivemos. “O evento abordará o combate ao discurso de ódio e à discriminação. Discurso esse que engloba todas as formas de expressão que propagam, incitam, promovem ou justificam o ódio racial, a xenofobia, a homofobia e outras formas de ódio baseadas na intolerância”, declara.

A programação terá minicursos, mesa-redonda, oficinas, palestras e apresentações. O evento é voltado para estudantes e profissionais de comunicação e áreas afins. As inscrições estão abertas. A taxa é de R$ 10 estudante e R$ 20 profissional. Confira a programação completa aqui: https://bit.ly/2sWXn6

12

Jun

Comunicação

Especialista diz que ciência perde credibilidade com Fake News

Uma declaração de pesquisadora da área médica, sobre as Fake News e a ciência, ganhou notoriedade e gerou uma discussão no país desde ontem. A médica do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, Anna Carla Goldberg, declarou, no 1º Fórum de Pós-graduação Einstein: Pesquisa para a Vida, que a ciência perde credibilidade com a divulgação de fake news.

Para ela, a divulgação de notícias falsas na área é ainda mais grave, porque há um descrédito geral no potencial de ajuda e de desenvolvimento que a ciência traz para a população. “A perda de credibilidade faz com que as pessoas desistam da ciência nesse sentido”, disse Anna Carla no debate na capital paulista em que especialistas discutiram a divulgação científica em tempos de redes sociais e as fake news.

Para a médica, a rapidez com que as notícias se espalham pelas redes sociais é positiva e possibilita alcançar uma quantidade enorme de pessoas. No entanto, uma notícia falsa também circula em velocidade “espantosa” e “as pessoas têm que aprender com o fato de que [as fake news] existem e não engolir qualquer informação [que é repassada]”.

Leitor deve tentar identificar

O editor de ciência da Revista Pesquisa Fapesp, o jornalista Marcos Pivetta, relacionou os seguintes conselhos para o leitor tentar identificar se uma notícia da área científica é real ou Fake:

1. Ele aconselha o leitor a tentar reconhecer se há um pesquisador por trás da notícia ou se ela é somente um boato. “Precisa cautela, procurar ver qual é a fonte original de uma notícia, principalmente notícias de saúde”;

2. É importante verificar se o que foi publicado na rede social foi produzido por algum veículo de comunicação conhecido ou tentar reconhecer quem escreveu, quem postou aquela notícia originalmente;

3. Se for se aprofundar no tema, tentar ver a instituição para qual o cientista trabalha, se é de uma universidade, um centro de pesquisa, ou se ele defende determinada opinião sobre o assunto. “Se é alguma pessoa que pode ter algum interesse específico, às vezes até financeiro, em divulgar determinada notícia”, explica.

 

Com informações da Agência Brasil.

 

12

Jun

Comunicação

O perigo das Fake News para as marcas impacta nas estratégias de comunicação

A disseminação de Fake News não tem causado dores de cabeça somente aos mundos jornalístico e – em ano de eleições – político. As grandes marcas começam a se movimentar e traçar estratégias para evitarem crises e prejuízos de imagem causados pelas notícias falsas “construídas” intencionalmente para propagar mentiras. Para se preparar para essa guerra, a primeira recomendação para as marcas é nutrir os clientes com informações dos produtos, mimá-los e cativá-los numa relação constante. Comportamentos que têm a ver com gestão de riscos e gerenciamento de crises – assuntos que merecem nossa atenção não somente quando a crise está deflagrada, mas, principalmente, antes que isso aconteça.

As Fake News e seus prejuízos para as marcas é tema de artigo de Luiz Gustavo Pacete, no Portal Meio e Mensagem. No texto, ele lembra que no início de março, Coca-Cola e Nestlé apareceram como as principais candidatas para receberem a concessão do Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água doce do planeta. “O alarde em torno do tema só serviu para dar ainda mais trabalho para as agências checadoras de notícias já que se tratava apenas de boatos. No final do ano passado, a Pepsi também precisou desmentir que o deputado Jair Bolsonaro estamparia suas latas”, exemplifica.

O artigo destaca que esses e dezenas de outros exemplos mostram o impacto das notícias falsas também para as marcas. “No ano passado, a Ambev lançou uma campanha integrada para desmentir um vídeo que vinha circulando nas redes sociais mostrando pombos sendo triturados juntamente com cevada. Em fevereiro deste ano, Indra Nooyi, CEO da PepsiCo, teve que vir a público desmentir que a empresa iria lançar um Doritos específico para mulheres”, relata.

O texto acrescenta ainda explicação de Marcio Cavalieri, CEO da agência de relações públicas RMA Comunicação, de que este cenário de notícias falsas acrescentou desafios ao trabalho das empresas de PR. “Tornou-se fundamental ter uma estratégia de Social Listening procurando monitorar o que se fala sobre a marca e seus produtos e serviços. Desta forma, você consegue antecipar potenciais problemas ao identificar o surgimento de uma possível notícia falsa”, afirma.

Cavalieri explica que mapas de fake news são estratégias cada vez mais prováveis para as marcas. “Identificar os principais assuntos referente a seus produtos e serviços e que poderiam ser de alguma forma deturpados, oferece a possibilidade de se preparar melhor. Invista em campanhas de conscientização sobre os males da disseminação de informações sem a checagem adequada. Comece pelos seus funcionários e depois seus clientes. É um esforço coletivo que vale a pena. Não adote uma postura apenas reativa com relação às fake news. Por vezes, a negação apenas reforça a notícia”, reforça.

Uma marca que com frequência teve que lidar com as notícias falsas é o McDonald´s que, há muitas décadas precisa desmentir as informações de que seus hambúrgueres são feitos de minhoca. Em um esforço de comunicação recente, por meio do programa Portas Abertas, divulgado no final do ano passado, a rede voltou a tocar no tema. “Por muito tempo, o McDonald´s se escondeu atrás de temas tabus, mas agora é de extrema importância que a marca se aproprie do tema para que ele não tome proporções inesperadas”, diz David Grinberg, diretor de comunicação institucional do McDonald´s.

Case de gestão de crises na JBS

O artigo da Meio e Mensagem relembra que em 2015, ainda antes de vir à tona todos os escândalos envolvendo a JBS, a companhia criou um dos mais emblemáticos casos de gerenciamento para combater notícias falsas. Na época, uma das principais afirmações relacionadas ao grupo era de que o filho do ex-presidente Lula era dono da empresa. Alexandre Inácio, gerente de comunicação e marketing institucional da JBS, afirmou, na ocasião, que os boatos tornaram a construção da imagem institucional urgente, já que, até então, a companhia focava apenas em marcas e produtos.

Luiz Pacete relata que, na ocasião, a primeira estratégia foi lidar abertamente com o problema e lançar uma plataforma que respondesse as perguntas do público de forma direta, sem omissões ou recusas. Com isso, surgiu, o site Dá Gosto Saber, em janeiro. “Assim como qualquer outra empresa, a JBS não era e nem é perfeita, mas as informações falsas eram graves e deveriam ser tratadas”, diz Inácio.

Por Juliska Azevedo, com informações e foto do Portal Meio e Mensagem. Crédito da imagem: Página Bolsonaro Sobralense, no Facebook (reprodução)

11

Jun

Comunicação

Rádios comunitárias e educativas poderão ganhar o direito de veicular propaganda

Rádios comunitárias e educativas podem ganhar o direito de veicular propaganda paga em suas programações. Foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado o PLS 55/2016, que segue para votação final na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

A proposta acrescenta um artigo à Lei n° 9.612/1998, que criou o serviço de radiodifusão comunitária, para permitir o custeio da operação das rádios através da venda de publicidade. Como rádios comunitárias são associações sem fins lucrativos, atualmente lhes é vedada a venda espaços de publicidade. A principal fonte de renda desses veículos são os patrocínios.

O projeto admite ainda que os entes federados (União, estados, municípios e o Distrito Federal) usem a capilaridade das redes de rádios comunitárias para divulgar informações de utilidade pública.

De autoria do então senador Donizeti Nogueira, o projeto contemplava originalmente apenas as rádios comunitárias, mas o relator, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), acatou emenda do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para estender a possibilidade às rádios educativas.

Ao recomendar a aprovação do PLS 55/2016, Gurgacz ressaltou sua motivação, considerada por ele “a melhor possível”: a busca de alternativa para viabilizar o custeio de operação das rádios comunitárias. Segundo o relator, isso seria uma reivindicação antiga do setor.

Entendimento diverso foi expressado pela senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) em voto em separado. Marta reconheceu “o relevante papel” que as rádios comunitárias exercem em prol da democratização da comunicação. Mas ponderou que seria “concorrência desleal” permitir a emissoras concedidas gratuitamente e praticamente livres do pagamento de tributos disputar publicidade com as rádios comerciais. Por isso pediu a rejeição da proposta. “A intenção é boa, mas é uma forma equivocada de ajudá-las”, afirmou.

Com informações da Agência Senado

11

Jun

Comunicação

Jornalista lança coletânea de crônicas "Retratos fora da parede"

O jornalista Osair Vasconcelos lança nesta quarta (13), na Galeria Fernando Chiriboga, no Midway Mall, o seu quarto livro, Retratos fora da parede. A obra é uma coletânea de crônicas, estilo que tornou o autor conhecido pelas páginas da Tribuna do Norte e Diário de Natal e, mais recentemente, através de sua página no Facebook.

“A maioria é crônicas”, assinala o jornalista, “mas tem também contos”. Entre eles, o que há em comum é a linha condutora que leva ao título. “Vivemos tempos ásperos, de intolerância, raiva, ira e ódio. É difícil encontrar histórias descomprometidas com o que não seja brigas e radicalizações. E, no entanto, as pessoas seguem vivendo com os outros elementos que compõem a vida. E se a gente prestar atenção, encontra. Está nas calçadas, nas ruas, nas ditas pessoas comuns. Só não as vemos porque estamos concentrados demais em brigar ou acompanhar o narcisismo dos tempos millenials via celular”. “Essas histórias existem”, continua Osair Vasconcelos, “mas viraram retratos fora da parede. É o que resgato nesse livro.”

No prefácio, o escritor natalense radicado em São Paulo, Marcius Cortez, assinala: “E então Osair Vasconcelos foi pintando retratos com gosto de sol e chuva, nunca com gosto de secas e inundações. ‘Retratos fora da parede’, tal como o peixe-pedra, preza a densidade da espinha ereta e do coração tranquilo. Ou, parodiando Neruda, ‘Retratos fora da parede’ faz com o leitor ‘o que a primavera faz com as cerejas’”.

Já a orelha, assinada pelo biólogo e escritor Florentino Vereda, autor de “Confesso que escrevi”, assinala: “Arte não precisa ser explicada ou entendida. Basta senti-la. Assim como a mágica, o que mais nos agrada é ser enganado pelo ilusionista tirando pombos e coelhos da cartola. É a mágica que nos leva a um mundo fantástico, com pessoas feitas de sonhos e esperanças, não apenas de osso, carne e idiotices. Este é o mundo fantástico de Osair”. O livro traz na capa e na abertura de cada uma das quatro partes, artes de Ângela Almeida. A preparação é de Vitor Marinho e a edição da Z Editora.

“Pararam para namorar na praça em frente a mim dois jovens, desses jovens colegiais que namoram em praça desde o surgimento das praças, se é que elas não nasceram para isso, para os jovens se enamorarem num banco.

Não apareceram pombos, talvez para não competirem com os arrulhos do casal, donos do país instalado no velho banco de madeira, sob uma árvore gigantesca cujo nome, de tão velho, sumiu das enciclopédias”. (Trecho de “Retratos fora da parede”).

7

Jun

Comunicação

Confira quais os cinco livros do momento recomendados por Bill Gates

Empresário, investidor, filantropo, gênio da tecnologia, uma das personalidades mais influentes e mais ricas do mundo. Além das características já citadas, o fundador da Microsoft, Bill Gates é um ávido leitor e escritor, tendo publicados alguns livros, como o best-seller A estrada do Futuro (Companhia das Letras).

Recentemente, em seu blog pessoal, Gates indicou 5 livros que ele está lendo e deseja que outras pessoas também leiam, pois, “se você está buscando algo para ler nos próximos meses, não tem como errar com estes (livros indicados)”, disse o executivo. Dois desses livros já foram publicados no Brasil, os outros ainda não. Confira, abaixo, as indicações de Bill Gates:

Lincoln no limbo (Companhia das Letras) – escrito por George Saunders, vencedor do prestigiado Man Booker Prize, um dos prêmios mais importantes da literatura. A obra mistura ficção com história e revive o drama vivido por Abraham Lincoln diante da morte precoce do seu filho de 11 anos.

Leonardo da Vinci (Intríseca) – escrito por Walter Isaacson, é uma biografia de um dos grandes inventores de todos os tempos.

“Everything Happens for a Reason: And Other Lies I've Loved” (tradução livre: Tudo acontece por alguma razão: e outras mentiras que amei, de Kate Bowler) – mostra um drama vivido pela autora, uma professora norte-americana, após um diagnóstico de câncer de cólon em estágio avançado.

“Origin Story: A Big History of Everything” (tradução livre: História da origem: uma grande história de tudo, de David Christian) – aborda a história do Big Bang até chegar nos dias atuais, unindo ideias e evidências de maneira multidisciplinar.

“Factfulness: Ten Reasons We're Wrong About the World - and Why Things Are Better Than You Think” (tradução livre: Factfulness: Dez razões pelas quais estamos equivocados sobre o mundo e por que as coisas são melhores do que você pensa ) - de Hans Rosling, o livro aborda 10 instintos que concorrem para distorcer nossa perspectiva: desde a divisão do mundo em dois campos opostos até a maneira pela qual é percebido o progresso.

4

Jun

Comunicação

Departamento de Comunicação da UFRN recebe mostra de cinema sobre Direitos Humanos

O Departamento de Comunicação Social (Decom) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), recebe na próxima quarta-feira, 6 de junho, a mostra Cinema em Movimento- Circuito Cultural Universitário. O projeto idealizado pela MPC Filmes com patrocínio do Instituto Caixa Seguradora, acontece em universidades e escolas de 27 capitais do Brasil.

No Rio Grande do Norte, a mostra iniciou no dia 25 de maio, com exibição de filmes na Universidade Potiguar (UNP). Nos dias 5 e 6, participam a UFRN e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Este ano, a mostra de cinema discute a temática dos Direitos Humanos. Os documentários escolhidos são Betinho – A Esperança Equilibrista, Humano – Uma Viagem pela Vida, e Nunca Me Sonharam.

Ao final da exibição das obras, ocorrerá debates com acadêmicos, pesquisadores, integrantes de movimentos sociais, culturais e de direitos humanos. Carmen Rivera, professora do Departamento de Comunicação social da UFRN e militante do coletivo autônomo feminista Leila Diniz, é uma das debatedoras.

“Essa mostra tem como objetivo principal fomentar, no ambiente acadêmico, o diálogo e a reflexão sobre questões de interesse nacional e histórico abordadas nas obras a serem exibidas. Mais do que uma simples exibição de filmes, a mostra é um espaço de ampla comunicabilidade, constituindo-se em um eficaz instrumento de divulgação e multiplicação de mensagens”, afirma Luciana Boal, diretora geral da mostra. As sessões são gratuitas e abertas ao público.

Com informações da Agecom/UFRN.

4

Jun

Comunicação

Conselho de Comunicação do Congresso aprova parecer sobre notícias falsas

Para subsidiar o debate na Câmara e no Senado, o Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Congresso Nacional, aprovou hoje (4) o parecer da comissão de relatoria sobre propostas em tramitação que tratam das fake news, notícias falsas espalhadas pela internet.

Ao todo, 14 propostas sobre o tema tramitam no Congresso: são 13 na Câmara e uma no Senado. No relatório aprovado por sete votos a quatro, o conselho preferiu não explicitar uma posição clara contrária ou favorável à aprovação das propostas e, por isso, foi criticado pela conselheira Maria José Braga, que apresentou um relatório alternativo no qual recomendava a rejeição de todas as propostas.

Novo crime

“Esses projetos simplesmente criam um novo crime, que é a divulgação de notícias falsas e achamos isso perigoso, mesmo que esteja previsto que dependerá de avaliação do Judiciário. Nós temos um Judiciário capilarizado, com juízes de primeira instância atuando livremente no país como deve ser, mas uma lei imprecisa pode gerar interpretações diversas. Isso sim, pode acarretar em censura e criminalização de um cidadão comum que, de boa-fé, sem nenhuma má intenção, compartilhou uma notícia fraudulenta” disse a conselheira que foi vencida na discussão.

O coordenador da comissão de relatoria lembrou que os projetos analisados são muito diversos e que deixou claro no seu voto que eles “não atendem toda a complexidade do tema”.

Apesar disso, o conselheiro Miguel Santos disse que a rejeição não foi defendida porque as propostas ainda estão em fase inicial de discussão na Câmara e ainda podem ser aperfeiçoadas. Ele também não descartou nova manifestação do conselho sobre o tema a medida em que a discussão em torno das propostas avançarem.

Criminalização

O relatório diz ainda que “o problema [das notícias falsas] não passa pela criminalização da prática ou pela responsabilização das plataformas onde o conteúdo é veiculado”.

O texto traz seis pontos que os conselheiros consideram que deveriam ser contemplados nas discussões sobre notícias falsas. Além da definição clara do que seja fake news, o texto sugere que a dosimetria leve em conta a definição de padrões de penalização convergentes com os atos cometidos para que não sejam criadas disparidades penais.

Há ainda sugestões para que qualquer pedido de retirada de conteúdo seja precedido de ordem judicial e também um pedido para que seja evitado qualquer mecanismo que vise a retirada de conteúdo sem base legal e de forma discricionária que possa ser interpretado com censura.

Com informações da Agência Brasil. 

31

Mai

Comunicação

[Entrevista] Rubens Ewald Filho: “O cinema ensina a gente a sobreviver”

Por Juliska Azevedo

O jornalista e maior crítico do cinema brasileiro, Rubens Ewald Filho, acumula mais de 35 transmissões como comentarista do Oscar e já conta mais de 40 mil filmes anotados em sua caderneta de crítico, reconhecida com passagens nos principais veículos de comunicação do país. Rubens fala sobre cinema com emoção e paixão contagiantes. Nos conhecemos na festa temática que encerrava o Cine Fest RN e comemorava o aniversário do jornalista Toinho Silveira. Em 30 minutos de conversa, ele falou sobre o momento atual da comunicação, deu dicas de filmes e comentou suas impressões sobre Natal. Confira:

Então deixa eu te perguntar: às vezes, as pessoas têm uma impressão de que crítico de Cinema é meio chato, aquela pessoa mais reclusa, ou que está sempre colocando um dedo crítico em tudo, é verdade essa impressão?

Talvez, no genérico, é. Há críticos e críticos em tudo, e eu acho que consegui fazer uma imagem, onde tenho mais de 40 anos de carreira, 35 programas do Oscar que eu fiz a transmissão. Eu também sou um admirador, um fã, e eu tento passar para as pessoas isso. A mensagem que tem ali quando é positiva e quando é negativa, eu falo: “cuidado, isto aqui é um problema, não vá seguir por aqui”. Eu estaria mentindo para mim mesmo seu eu não sentisse hoje a paixão que eu tinha quando eu era garoto. Eu teria largado a carreira, já teria feito outra coisa. Eu tento transmitir o que o meu coração dizia para o que o meu coração sente hoje.

Em tantos anos de transmissão do Oscar, teve alguma transmissão que você não esquece por algum fato improvável?

Teve, há dois anos, entrega do prêmio de melhor filme ao vencedor errado. Em qualquer lugar do mundo, você tem uma empresa e alguém faz algo errado, você manda embora. Mas continua a mesma empresa fazendo este ano... bem, eu gostei muito do filme que ganhou nesse último ano, porque ele é uma fantasia (“A forma da água”). Se há algo no mundo que a gente está precisando é um pouco de coisas positivas, porque o mundo está descontrolado.

Quantos filmes você já viu na vida?

Desde criança, eu anoto tudo. Estou com 40 mil filmes vistos.

E você consegue destacar três ou quatro obras que tenha como suas preferidas?

Sim. Eu adoro cinema italiano e o diretor Frederico Fellini e ele fez uma obra biográfica chamada Fellini 8 e meio. Que é o oitavo filme que ele fez, mais um que ele co-dirigiu.

É um dos seus filmes preferidos?

Ele é, pois devasta os bastidores do cinema. Eu escrevi novela também e tenho presença no meio literário. Há um momento em que o personagem fala “não tenho nada a dizer mais!” e o cara que escreve tem esse momento de dizer “Ah, meu Deus, não tenho o que dizer mais!” e mesmo como crítico você fala: “tô perdido!” e o filme tem isso um pouco. Acho que o italiano é muito próximo de nós, tem um comportamento muito semelhante ao brasileiro. Eu tenho também uma paixão desde cedo pelos musicais e acompanhei muitos. Um deles é o “West Side Story”, que é uma de história sobre latinos contra brancos do lado oeste de Nova York e tem a maior coreografia que você possa imaginar. Tem um outro filme que gosto muito que é o “Cantando na Chuva”, porque ele é pura alegria!

“La La Land” conseguiu trazer esse segmento dos musicais de volta ao topo?

Acho que ele tentou, mas ficou no meio termo. Acho que faltou alguma coisa. No “Cantando na Chuva” existe algo mais maravilhoso, encantador, que faz você cantar e dançar na chuva, como o Gene Kelly.

E o Cinema Brasileiro, como você avalia atualmente?

Olha, eu assisti no festival Cine Fest RN um filme chamado “Açúcar”. É um filme de Recife (PE), que eles levaram três anos pra fazer por problemas de orçamento. Mas é de uma beleza, é de uma emoção, de uma delicadeza, uma obra de arte! Fiquei muito emocionado. É diferente de tudo: é mais de arte, não é um filme comercial, mas eu fiquei tão contente de ver que tem pessoas que ainda tem pessoas que possuem essa paixão pelo cinema e que, mesmo com pouco orçamento, conseguem ter resultado notável.

O Jornalismo, de maneira geral, está meio “atordoado” com as mudanças rápidas que estão acontecendo no mundo e as novas formas de se fazer comunicação. Isso também tem afetado o cinema?

Você quer saber? Principalmente o Cinema. O Spielberg lanço um filme, “Jogador Nº 1”, que é uma declaração dele sobre videogame e tudo aquilo que o representa nessa evolução esquisita que a gente está começando a viver muito.

Você se sente confortável nesse mundo 100% interativo?

Na internet, me dou muito bem. Já com celular não. Sou uma pessoa de escrever. O whatsapp tem uma utilidade para você falar, principalmente em relação a velocidade, e eu não consigo me envolver com ele.

Como é sua relação com o Netflix e serviços de streaming?

Eu curto e acompanho. Em Gramado, eu sou curador do festival de cinema e pedi participação do Netflix nesse festival. O futuro vem e a gente tem que seguir, tem que acompanhar. Retirar as coisas ruins dele e não resistir ao positivo. A Netflix tem 100 milhões de assinantes e as pessoas deixaram um pouco de ir ao cinema, que é muito caro para o brasileiro.

Então vamos aproveitar o nosso encontro para eu lhe pedir, para os leitores do www.blogdajuliska.com.br, suas dicas de filmes:

Vamos lá.

Um Drama?

“A Malvada”, que é um dos filmes mais inteligentes e bem escritos sobre o teatro e sobre o comportamento do ator e da atriz. Eu também escrevo teatro e a Bette Davis interpreta nesse filme, e ela é um símbolo muito grande do cinema.

Uma Aventura?

“2001: Uma Odisseia no Espaço”, que está fazendo 50 anos neste ano. Eu acho absolutamente fantástico pois o filme tem 25 minutos de diálogo, e o restante não tem mais, segue sem. É um filme que foi feito antes do homem chegar à Lua! E que transforma uma simples ficção em uma viagem religiosa.

 

Um filme Romântico?

“Bonequinha de Luxo”. Pela atuação da Audrey Hepburn. Como ela, não teve outra igual. Eu fui ao Japão e até hoje ela é, até lá, um ícone da moda. Ela é um exemplo de elegância até hoje.

Um filme de Guerra?

“O Resgate do Soldado Ryan”. Aquela sequência da chegada dos soldados na praia é uma versão muito fiel ao fato. No cinema, essa cena é o momento mais forte.

Você gosta de Blockbuster?

Eu gosto, não tenho nenhum preconceito. Tenho preconceito contra filme ruim, porque você pode ter um Blockbuster horrível, como tem alguns, com efeitos especiais pavorosos. O gênero em si não pode ser culpabilizado por isso, não é? Eu gosto de filme de super-herói. Eu vou confessar uma coisa: a minha família era muito restrita, não me deixava ler de tudo e naquela época história em quadrinhos era uma coisa perseguida, porque educava mal. Eu gostava dos personagens da Marvel da época, que tinham uma imitação de Superman ali. O que mais me tocou foi o “Superman” e a atuação do Christopher Reeve.

Rubens, o que é o cinema para você?

O cinema ensina a gente a sobreviver. A vida já é muito dura, se a agente não tem essas armas como o cinema, acho que é duro viver.

Vamos falar sobre sua passagem recente por Natal. Você veio para participar do Cine Fest RN. Qual a importância desses festivais regionalizados, estaduais, para o cinema no Brasil?

Deixa eu confessar primeiro por que que eu vim. É a terceira vez e as duas outras, já fazem algum tempo, foram em festivais aqui na cidade (Natal) e eu fiquei muito impressionado com a beleza, é uma coisa excepcional. Eu sou de Santos, então praia não é um problema pra mim, não é uma novidade, mas aqui tem uma alguma coisa meia mágica no ar, sabe? Eu tava comentando com um amigo agora e eu acho que houve uma evolução dos costumes, do comportamento, nos habitantes da cidade, que é muito importante. Me parece que houve esse amadurecimento, no melhor sentido da palavra.

O que você já conheceu em Natal?

Bastante coisa. Eu fui às praias, inclusive…

Você conhece algo da história de Natal, como a passagem aqui dos americanos durante a Segunda Guerra Mundial?

Sim, claro, acompanhei muito isso. É, um dos hábitos que eu tenho é ler muito, toda literatura, mas também sobre cinema. E teve livros a respeito, teve um filme (“For All”)... Que era pouquinho falho, assim, desrespeitoso, talvez. Não faz jus ao que foi, porque foi uma situação muito particular, muito especial eu acho. Na verdade, temos aí um outro filme a fazer, sabe?

 

30

Mai

Comunicação

Público e instituições aprovam formato interativo do primeiro Agora RN em Debate

A primeira edição do Agora RN em Debate, que tratou sobre o armamento com o tema “Sociedade Armada: Conflito ou Solução?”, teve seu formato interativo, dinâmico e inovador aprovado pelo público e instituições. Pela primeira vez em um evento de veículo de comunicação local, os presentes e também os internautas – que acompanharam a transmissão on line do evento – puderam participar ativamente enviando perguntas ao debatedores e emitindo sua opinião por meio de uma votação em tempo real.

Na votação, ficou claro que o público quer a liberação da venda de armas de fogo. Com 87,5% dos votos “sim” à liberação; 10,3% de “não” e 2,09% de indecisos. Mas, além dos números, o evento proporcionou ao público o contato com informações relevantes para embasar opiniões e uma discussão de alto nível sobre a segurança pública em nosso país.

O evento foi realizado pelo grupo Agora RN e contou comigo como mediadora e co-organizadora, atendendo a um convite do jornalista e diretor do grupo, Alex Viana. Os debatedores – Daniel Cerqueira, que é membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e favorável a manutenção do estatuto do desarmamento; e Bené Barbosa, que é um dos autores do livro “Mentiram para mim sobre desarmamento” e defensor da flexibilização desse estatuto – trouxeram argumentos contundentes e mostraram profundo conhecimento das causas que defendem.

O Agora RN em Debate contou ainda com a presença de representantes do Governo do RN; da Assembleia Legislativa do RN; do Tribunal de Justiça do RN; da Associação de Magistrados do RN; do Ministério Público do RN; da Ordem dos Advogados do Brasil; da Federação da Agricultura do RN; do Observatório da Violência (Obvio) e da Associação de Delegados da Polícia Civil do RN, entre outras instituições, que tiveram tempo para considerações e perguntas e levantaram questões de grande relevância para a sociedade atual.


30

Mai

Comunicação

Comissão da Câmara dos Deputados rejeita alterações na Lei de Imprensa

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática rejeitou proposta que revoga os artigos da Lei de Imprensa (5.250/67) que impõem limites à reparação por dano moral ocasionado por negligência, imperícia ou imprudência de jornalista ou empresa jornalística. O autor do projeto (PL 4464/16), deputado Alberto Fraga (DEM-DF), argumenta que a Constituição assegura direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem, sem prever limitação de valor, e que o juiz que deve arbitrar o valor, de acordo com o dano causado.

Porém, o relator, deputado Arolde de Oliveira (PSD-RJ), argumenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu, em 2009, que Lei de Imprensa não foi recepcionada pela Constituição de 1988 e, com isso, a lei já não mais existe no ordenamento jurídico brasileiro.

O relator destacou que a Lei 13.188/15, oriunda do PL 6446/13, foi aprovada em 2015 com o objetivo de disciplinar o direito de resposta ou retificação do ofendido por matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social. Por isso, o parecer dele foi pela rejeição da matéria. “O tema já é tratado em recente legislação ordinária com o mesmo objetivo do pretendido pelo autor do projeto”, disse Arolde de Oliveira.

29

Mai

Comunicação

[VÍDEO] Série traz bastidores da cobertura do The New York Times sobre o primeiro ano de Trump no governo

Estreou, nos Estados Unidos, a série The Fourth State (O Quarto Poder), que aborda a cobertura do jornal The New York Times sobre o primeiro ano de governo de Donald Trump. O documentário já havia sido divulgado no formato filme no Festival de Cinema de Tribeca, em abril e, para a versão televisiva, foi fragmentado em quatro capítulos, mostrando as dificuldades dos repórteres e editores do jornal na busca pela veracidade dos fatos diante do comportamento agressivo de Trump.

Uma reportagem de Silas Martí, publicada na Folha de S. Paulo, aponta que Liz Garbus, diretora do documentário, escolheu o The New York Times pois identificou, no jornalismo feito por ele, independência equilíbrio e pluralidade. Os jornalistas do veículo acharam estranho serem a pauta no documentário e serem acompanhados durante seu trabalho, mas depois entenderam o propósito da produção.

“Todos pensamos que o jornalista não deve ser o assunto, mas temos um presidente que tenta nos transformar em partido de oposição. E muita gente não entende o nosso trabalho, então era bom mostrar que o que fazemos aqui não é uma coisa sinistra criada num laboratório como Trump faz parecer”, diz Maggie Haberman, repórter da Casa Branca.

Ainda não há previsão para distribuição internacional da série, que nos EUA é exibida no canal Showtime. Mas confira, abaixo, o trailer do The Fourth State.