Comunicação

4

Jul

Comunicação

Carreira de YouTuber virou sonho de 75% das crianças e adolescentes da geração nativa digital

Desde a chegada da internet as brincadeiras infantis mudaram da calçada de casa para as telas de tablets, tvs ou smartphones. A geração nativa digital tomou conta das redes sociais e está cada vez mais conectada. No Brasil, por exemplo, segundo um estudo divulgado pela revista Veja Rio, 80% da população entre 9 e 17 anos já utiliza a ferramenta e, muitas vezes, é para acompanhar algum influenciador digital ou canal, colocando os youtubers além das estrelas da televisão. Um dos pedidos infantis mais frequentes para os pais, substituindo o sonho de ter uma bicicleta ou um vídeo game, tem sido o “quero ter um canal no YouTube”.

“O Brasil é o segundo maior consumidor de vídeos do YouTube no mundo, e as crianças são uma das principais freguesas. Dos 100 canais mais vistos no país, 36 têm conteúdo direcionado a pequenos de até 12 anos ou consumido por eles”, afirmou - em entrevista à Veja Rio - a pesquisadora Luciana Correa, que coordenou a amostragem sobre o tema no Media Lab da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Que o diga a Galinha Pintadinha, que tem mais de 12 milhões e 100 mil seguidores mirins.

Youtubers de Natal fazem sucesso com vídeos sobre dia a dia

Em Natal, o fenômeno não é diferente. Enquanto algumas crianças brilham na telinha do YouTube e fazem sucesso entre a turminha, outras estão começando de olho no potencial de seguidores. Entre as “veteranas”, está a estudante Hannah Beatriz, 12 anos, que desde pequenina gostava de assistir vídeos relacionados a maquiagem e imitar youtubers famosas. Desse interesse nasceu, em 2014, o canal “Teimosia é o meu nome”, hoje com mais de 46.500 inscritos.

“O que eu mais gosto, sem dúvida, é gravar os vídeos para o canal. Sei que muitos já trabalham com isso, mas eu prefiro fazer por diversão. Vale muito a pena quando vejo que as pessoas gostaram dos meus vídeos e criaram um amor por mim”, afirma, em entrevista ao Blog da Juliska. Hannah já domina as tecnologias e grava e posta sozinha seus vídeos. Além disso, mantém o blog http://teimosiaeomeunome.blogspot.com/ e um perfil no Instagram.

Uma pesquisa realizada no ano passado pela empresa First Choice com 1.000 crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos no Reino Unido, mostra que 75% dos entrevistados sonham em seguir a carreira de youtuber. Não é o caso de Hannah, que afirma ao Blog ter a atividade no canal como lazer. “Eu não pretendo ser youtuber quando crescer, pois sempre sonhei em ter uma formação e vou seguir esse meu sonho”, explica a menina, que se destaca na escola pelas boas notas.

Inspiradas pelo Planeta das Gêmeas, e seguindo os passos de Hannah Beatriz, as irmãs Riédla e Agatha Barbosa, de 11 e 9 anos, respectivamente, também rotineiramente acompanham os influenciadores digitais e se divertem com os vídeos de outras crianças. Há pouco mais de seis meses, as duas resolveram criar o próprio canal, Universo das Irmãs. “Nós resolvemos divertir as pessoas com nossas histórias, na verdade a gente se diverte muito nas gravações”, conta Riédla ao lado da sua irmã, em entrevista para nossa equipe.

As meninas afirmam ainda que adoram fazer desafios, uma tendência entre os youtubers. “Queremos ser famosas mostrando o dia a dia de crianças comuns como nós”. Ágatha enfatiza uma preocupação dos pais em relação ao uso da internet. “A nossa mãe acompanha o que a gente tá vendo ou fazendo”. Além do canal, Riédla pretende ser chef de cozinha e professora. Já Ágatha revela seu futuro como fisioterapeuta. Mas, segundo elas, vão continuar contando suas histórias no YouTube.

(Fotos cedidas pelas famílias das crianças). 

 

2

Jul

Comunicação

Fake News fazem jornais britânicos defenderem “alfabetização midiática” como disciplina no currículo nacional escolar

A preocupação com as Fake News têm levado veículos de comunicação, mundo afora, a investirem em iniciativas educativas que contribuam para combater a disseminação de notícias falsas e os prejuízos trazidos por elas. No Reino Unido, os jornais The Times e Sunday Times se uniram em um projeto voltado para crianças e adolescentes, com o objetivo de ajuda-las a discernirem Fake News e notícias jornalísticas.

A intenção é que os estudantes de dez escolas do Reino Unido tenham na grade curricular, além das disciplinas padrão, uma alfabetização midiática. A vice-editora do The Times, Emma Tucker, disse à BBC Radio 4, que as habilidades de alfabetização em mídia devem estar no currículo nacional para todos os estudantes.

O Portal inglês PressGazette explica que a intenção dos jornais é, ao colocar os estudantes em contato direto com histórias reais, pesquisas e investigações, fazer com que eles aprendam a identificar as diferenças entre notícias verificadas, falsas e satíricas, e a entender o papel das mídias sociais na circulação de notícias.

Os alunos já mostram os bons resultados do projeto. “Eu costumava pensar que se alguém dissesse que era notícia, era real. Agora, eu questiono e pergunto se é falso, real ou até mesmo sátira”, disse uma aluna da Folkestone Academy ao portal PressGazette.

29

Jun

Comunicação

Projeto Comprova junta 24 veículos de comunicação para combater fake news nas eleições deste ano

Uma coalizão de 24 empresas jornalísticas vai combater a disseminação de rumores e notícias falsificadas durante a campanha eleitoral deste ano. O projeto, denominado Comprova, foi lançado no congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo.

Participam da parceria o seguintes veículos: Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, AFP, Band (TVs e rádios do grupo), Canal Futura, Correio, Correio do Povo, Exame, GaúchaZH, Gazeta Online, Gazeta do Povo, Jornal do Commercio, Metro Brasil, Nexo Jornal, Nova Escola, NSC Comunicação, O Povo, Poder360, revista Piauí, SBT, UOL e Veja. O Google News Initiative e o Facebook Journalism Project ajudam a financiar o projeto, além de oferecer treinamento e apoio técnico.

Jornalistas de todos os veículos parceiros vão trabalhar de forma colaborativa na detecção e verificação de rumores, conteúdo enganoso e táticas de manipulação nas redes sociais, informou o jornal O Estado de S.Paulo. Não haverá checagem de declarações de candidatos. A Abraji vai coordenar a coalizão, mas sem ingerência sobre o conteúdo a ser publicado.

Comprova vai compartilhar peças de desmentidos

As redações envolvidas vão procurar produzir peças de fácil compartilhamento, como vídeos, imagens e animações, para que os desmentidos atinjam o maior número possível de pessoas, de forma a conter a proliferação de mentiras. Haverá checagem cruzada de todos os conteúdos: nenhum desmentido será publicado antes de ao menos três veículos diferentes entrarem em acordo sobre a falsidade da informação em questão. Também está previsto um número de WhatsApp para que o público envie ao Comprova textos, imagens, vídeos e áudios suspeitos.

A parceria nasceu a partir de uma iniciativa do First Draft, entidade ligada ao Centro Shorenstein para Mídia, Política e Políticas Públicas, da Escola de Governo John F. Kennedy, na Universidade Harvard, dos Estados Unidos. O First Draft pesquisa e combate a desinformação na internet, e já organizou uma coalizão de mídia na campanha eleitoral da França, no ano passado.

“Queremos que o Comprova seja o primeiro lugar aonde alguém vá para checar a veracidade de algo mandado pelo tio via WhatsApp”, disse Claire Wardle, diretora do First Draft. “Que o Comprova seja referência durante as eleições, porque aí teremos o melhor da imprensa brasileira”, afirmou.“O desafio do combate à desinformação exige uma ação coordenada”, disse Daniel Bramatti, presidente da Abraji. “Nunca tantos veículos concorrentes se uniram em um projeto colaborativo como este, e a Abraji se orgulha de fazer parte desta iniciativa.”

Fonte: Portal da Associação Nacional de Jornais (ANJ)

25

Jun

Comunicação

Crimes digitais: o que são, como denunciar e qual a legislação a respeito?

Publicar ofensas em redes sociais não se confunde com o direito à liberdade de expressão. A falsa sensação de anonimato tem levado centenas de internautas a publicarem conteúdos ofensivos de todo tipo para milhares de pessoas, famosas ou não.

Sem contar os casos de roubos de senhas, de sequestro de servidores, invasão de páginas e outros cybercrimes. Todas as pessoas que são atingidas podem recorrer à Justiça para garantir o seu direito de reparação. Apesar de ser um assunto relativamente novo, a legislação tem avançado com textos específicos para cada propósito.

Legislação

Duas leis que tipificam os crimes na internet foram sancionadas em 2012, alterando o Código Penal e instituindo penas para crimes como invasão de computadores, disseminação de vírus ou códigos para roubo de senhas, o uso de dados de cartões de crédito e de débito sem autorização do titular.

A primeira delas é a Lei dos Crimes Cibernéticos (12.737/2012), conhecida como Lei Carolina Dieckmann, que tipifica atos como invadir computadores, violar dados de usuários ou "derrubar" sites. Apesar de ganhar espaço na mídia com o caso da atriz, o texto já era reivindicado pelo sistema financeiro diante do grande volume de golpes e roubos de senhas pela internet.

Os crimes menos graves, como “invasão de dispositivo informático”, podem ser punidos com prisão de três meses a um ano e multa. Condutas mais danosas, como obter, pela invasão, conteúdo de “comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas” podem ter pena de seis meses a dois anos de prisão, além de multa.

O mesmo ocorre se o delito envolver a divulgação, comercialização ou transmissão a terceiros, por meio de venda ou repasse gratuito, do material obtido com a invasão da privacidade. Nesse caso, a pena poderá ser aumentada em um a dois terços. Já a Lei 12.735/12 tipifica condutas realizadas mediante uso de sistema eletrônico, digitais ou similares que sejam praticadas contra sistemas informatizados. Essa é a lei que determina a instalação de delegacias especializadas.

Marco Civil

O Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) foi sancionado em 2014 e regula os direitos e deveres dos internautas. Ele protege os dados pessoais e a privacidade dos usuários. Dessa forma, somente mediante ordem judicial pode haver quebra de dados e informações particulares existentes em sites ou redes sociais.

Uma das grandes inovações diz respeito a retirada de conteúdos do ar. Antes de sua entrada em vigor, não havia uma regra clara sobre este procedimento. A partir de então, a retirada de conteúdos do ar só será feita mediante ordem judicial, com exceção dos casos de “pornografia de vingança”. Pessoas vítimas de violações da intimidade podem solicitar a retirada de conteúdo, de forma direta, aos sites ou serviços que hospedem este conteúdo.

Competência jurídica

O Marco Civil da Internet também determinou que os Juizados Especiais são os responsáveis pela decisão sobre a ilegalidade ou não dos conteúdos. Isto se aplica aos casos de ofensa à honra ou injúria, que serão tratados da mesma forma como ocorre fora da rede mundial de computadores.

A fixação da competência independe do local do provedor de acesso ao mundo virtual, sendo considerado o lugar da consumação do delito, nos termos do artigo 70 do Código de Processo Penal. Já nos casos de crimes como violação de privacidade ou atos que atinjam bens, interesse ou serviço da União ou de suas empresas autárquicas ou públicas, a competência é da Justiça Federal, assim como crimes previstos em convenções internacionais (tráfico, tortura, moeda falsa e outros).

Como denunciar

Em casos de publicações homofóbicas, xenofóbicas, discriminação racial, apologia ao nazismo e pornografia infantil é possível realizar uma denúncia anônima e acompanhar o andamento da investigação. Para fazer a denúncia, acesse o site Safernet (http://new.safernet.org.br/denuncie), identifique o tipo de conteúdo ofensivo e informe o link para a publicação.

O Safernet é uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos, com foco na promoção dos Direito Humanos. Eles têm parceria com diversos órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e a Procuradoria-Geral Federal, além de empresas como o Google, Facebook e o Twitter.

Fonte: Agência CNJ de Notícias

20

Jun

Comunicação

Notícias falsas podem colocar eleições em risco, diz presidente do TSE

A produção e a divulgação de notícias falsas, as chamadas fake news, podem colocar em risco o processo democrático, a ponto de resultarem na anulação de algum pleito, caso tenham influenciado significativamente o resultado final. A afirmação foi feita hoje (20), em Brasília, pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, durante a abertura do seminário Impactos Sociais, Políticos e Econômicos das Fake News.

O seminário é organizado pela Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) com o objetivo de discutir o papel do jornalismo no combate à veiculação de informações falsas em ambientes como o das redes sociais, por exemplo.

“Estamos chegando às eleições, com voto livre, inclusive da desinformação. As fake news poluem o ambiente democrático, com o candidato revelando sua ira contra o outro, em vez de suas próprias qualidades”, disse Fux. Segundo ele, há inclusive a “possibilidade de anulação do pleito, se o resultado das eleições forem fruto dessas notícias falsas”.

TSE promete atuação preventiva

Para evitar esse tipo de situação, o TSE vai atuar “mais preventivamente do que punitivamente”, disse o presidente do tribunal, após ressaltar que o TSE terá uma atuação relevante no sentido de punir quem divulgar esse tipo de notícia.

Notícia, se muito dramática e emocionante, muito provavelmente será falsa. É preciso a checagem profunda antes do compartilhamento que acaba difundindo a fake news”, completou.

Fux disse ter elaborado, com a ajuda de entidades ligadas a marqueteiros, um documento que possibilitará uma colaboração conjunta, também com partidos políticos e órgãos de inteligência, para evitar esse tipo de problema. “No combate às fake news, precisamos de mais certeza e de mais imprensa”, concluiu.

Segundo o presidente da Abratel, Márcio Novaes, o WhatsApp poderá ser o principal divulgador de fake news nessas eleições, e que as notícias falsas já têm causado prejuízos à sociedade. Nesse sentido, avalia ser indiscutível que o papel desempenhado pela radiodifusão continuará sendo de grande relevância.

Para o representante do setor de radiodifusão, antes de tudo é preciso compreender que a melhor forma de se combater as fake news “é fazendo um jornalismo de verdade”. “Fofocas existiram sempre, mas precisamos estar atentos a esse mal”, disse.

Princípio do jornalismo

“Antes de tudo, notícia chamada de falsa não poderia ser chamada de notícia porque a verdade é o princípio do jornalismo. Nós contamos com leis que protegem quem informa e nós contamos com leis que protegem quem é informado. Temos o sagrado direito de acesso à informação; temos os crimes de injúria e difamação. Os jornais estão embaixo desse guarda-chuva e seguem o que diz a lei. Como julgar empresas que não têm a obrigação de seguir essa legislação?”, questionou Novaes ao cobrar a responsabilização “na mesma medida” daqueles que divulgam fake news.

Em seu discurso, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, disse ser “missão incontestável” do parlamento definir marcos legais capazes de reduzir a manipulação de informações. “As fake têm relação direta com o pleito eleitoral e com o resultado das urnas. Essas informações circulam mais intensamente no período eleitoral. Notícias fantasiosas repercutem com força extraordinária, podendo promover devastação ilegal de candidaturas”, disse o senador.

Ele, no entanto, alertou sobre o risco de o combate às fake news resultar em censura prévia de jornalistas. “Não se pode, sob o pretexto de combater as fake news, colocar em risco a liberdade de expressão”.

Com informações da Agência Brasil.

15

Jun

Comunicação

Confira as principais conclusões da pesquisa Reuters News Report, que apontam as principais tendências da comunicação

O Reuters News Report é um dos maiores estudos de mídias e do comportamento do consumidor de notícias, realizado anualmente em 37 países. A edição que acaba de ser divulgada, já tratada em postagens de hoje, trouxe seis principais conclusões listadas pela ANJ e comentadas abaixo pelo Blog da Juliska:

1. Aplicativos de notícias, boletins informativos por e-mail e notificações móveis continuam ganhando importância. Mas em alguns países os usuários estão começando a reclamar do excesso de mensagens.

É sempre importante estar atento àquela velha máxima: “menos é mais”!

2. As preocupações com privacidade reacenderam o crescimento no uso de ad blockers. Mais de um quarto (27%) dos entrevistados bloqueia anúncios em qualquer dispositivo.

Eu estou nessa estatística no que se refere a anúncios no meio de vídeos – sempre pulo. É o momento de se pensar em outra forma de se cativar a atenção nessas plataformas ou de começar os vídeos de uma forma que prenda incrivelmente a atenção.

3. A televisão continua sendo uma fonte importante de notícias para muitos, mas há declínio na audiência anual, o que levanta questões sobre sua capacidade de atrair a próxima geração de telespectadores.

Basta observar os adolescentes para ver um exemplo prático. Já é comum ligarem a televisão seguindo direto para o streaming, pulando de imediato os canais pagos. O desafio é para queimar a pestana dos executivos de TV para os próximos anos.

4. Os consumidores continuam relutantes em ver vídeos de notícias em sites e aplicativos de publishers.

O consumidor de notícia parece interessado numa informação curta e compilada, ou em algo que lhe permita o próprio ritmo de consumo da informação.

5. Os podcasts estão se tornando populares em todo o mundo devido ao melhor conteúdo e à distribuição mais fácil. Os jovens são muito mais propensos a usar esse recurso do que ouvir rádio.

Impressionante o retorno dos podcasts! Tenho sentido isso com o que produzimos aqui no Blog. Mesma lógica de consumir a informação ao seu tempo e no seu ritmo.

6. Assistentes digitais ativados por voz crescem rapidamente, abrindo novas oportunidades para o áudio de notícias.

O Google anunciou nesta semana a evolução dos seus assistentes por voz, e o Brasil é o segundo maior mercado mundial para este tipo de tecnologia.

(Fontes: Pesquisa Digital News Report 2018 e reportagem da Redação ANJ Associação Nacional de Jornais https://bit.ly/2JWYTA6)

 

 

15

Jun

Comunicação

Temor de notícias falsas faz renascer disposição de pagar por informações jornalísticas

A preocupação com notícias falsas e a alfabetização midiática estão entre os principais motivos que levam as pessoas a investir na garantia de informações de qualidade e credibilidade oferecidas pelas empresas jornalísticas. O número médio de pessoas que pagam por notícias online, afirma a pesquisa Instituto de Estudos de Jornalismo da Reuters, subiu em muitos países, e o modelo de paywall tem sido adotado por companhias de diversas regiões do mundo.

O caso mais representativo desse fenômeno talvez seja o dos Estados Unidos, onde o ritmo de crescimento de novas assinaturas dos grandes jornais é o mesmo desde 2016, impulsionado pelo impacto das fake news na eleição presidencial daquele ano e, ainda, pelo estilo de governo do presidente Donald Trump, em permanente guerra à imprensa. Em alguns países, como na Espanha e no Reino Unido, a pesquisa identificou o fortalecimento de outros sistemas de financiamento ao jornalismo, com base em doações ou em modelos associativos. Esses pagamentos, afirma a pesquisa, estão intimamente ligados à crença política e vêm dos jovens em maior proporção.

Em um país tão apaixonado pelas redes sociais como é o Brasil, os jornais têm procurado inovar, diversificar, incrementar investimento no meio digital e concentrar esforços em modelos de paywall. Dessa forma, procuram evitar uma dependência do tráfego de audiência via redes sociais e, ao mesmo tempo, suplantar as perdas com o recuo da circulação das suas versões impressas. Nos últimos três anos, o número de cópias impressas vendidas dos onze principais jornais pagos caiu 41,4%, enquanto a circulação digital aumentou 5,8%, segundo o Instituto Verificador de Comunicação (IVC). Atualmente, cerca de 22% dos brasileiros pagam por notícias online – o quarto maior índice entre os 37 países pesquisados.

Outro movimento de grande impacto mencionado pela pesquisa é a decisão do jornal Folha de S.Paulo, em fevereiro, de parar de publicar seu conteúdo no Facebook, logo depois de a rede social passar a priorizar publicações pessoais, reduzindo a visibilidade de postagens noticiosas, entre outras. Segundo dados compilados pelo jornal paulista, o número de interações (compartilhamentos, comentários e curtidas) geradas pelos dez maiores jornais brasileiros no Facebook caiu 32% em janeiro, quando comparado ao mesmo mês do ano passado.

Embora os números estejam mudando lentamente, a TV continua sendo a mídia mais poderosa do país. Um dado curioso no Brasil fica por conta do crescimento no uso de bloqueadores de anúncios, quase um terço no último ano, o que denota maior preocupação com questões de segurança e privacidade.

 

Fonte: Redação ANJ Associação Nacional de Jornais https://bit.ly/2JWYTA6

Com informações da pesquisa Reuters Digital News Report 2018.

15

Jun

Comunicação

Brasil lidera ranking mundial da preocupação com as Fake News, aponta pesquisa Reuters

A busca por informação é cada vez mais digital em todo mundo e, na medida em que essa tendência avança, as pessoas revelam maior preocupação com notícias falsas e maior desconfiança com as redes sociais. Ao mesmo tempo, essa percepção tem contribuído para elevar, de forma gradativa, a credibilidade do jornalismo profissional e, também, o entendimento de que a qualidade jornalística depende de financiamento. As conclusões integram a edição deste ano da pesquisa Digital News Report, do Instituto de Estudos de Jornalismo da Reuters.

O estudo, feito por meio online com 74 mil pessoas, entre 18 e 55 anos, em 37 países, revela que mais da metade desse universo (54%) diz estar preocupada com o que é real e falso na internet. Nos países com forte polarização e intenso uso de redes sociais, esses índices são maiores. O Brasil, que terá eleições gerais neste ano, lidera este ranking, com um índice de 85%. Portugal (71%) Espanha (69%), Chile (66%) e Estados Unidos (64%) são outros países com altas taxas de preocupação em relação à desinformação na web.

Esse temor sustenta uma forte desconfiança das pessoas em relação às redes sociais. Apenas 23% afirmaram confiar nas notícias encontradas nessas mídias. De forma geral, o nível médio de confiança nas notícias permanece relativamente estável em 44%, diz o estudo. Mas confiança é maior (51%) quando se trata das mídias usadas com frequência pelas pessoas. O índice cai (34%) no caso das informações encontradas por meio de pesquisa.

Público está propenso a intervenção contra notícias falsas

O levantamento demonstra ainda que as pessoas com níveis mais altos de alfabetização de notícias tendem a preferir as marcas de jornais, e usam as mídias sociais para notícias de forma muito diferente da população em geral. Esses entrevistados também são mais cautelosos com as intervenções dos governos para lidar com a desinformação. O público em geral, porém, está mais propenso a uma intervenção do governo para estancar o fluxo de notícias falsas, especialmente na Europa (60%) e na Ásia (63%). Por outro lado, apenas quatro em cada dez americanos (41%) achavam que o governo deveria fazer mais.

Quanto à responsabilização por medidas capazes de corrigir o problema das notícias falsas, os entrevistados quase não diferenciam as empresas jornalísticas das redes sociais. A maioria dos entrevistados acredita que os publishers (75%) e as gigantes de tecnologia (71%) são os maiores responsáveis pela solução da desinformação online. Isso ocorre, segundo o estudo, porque grande parte das notícias sobre as quais os entrevistados se queixam vem da chamada mídia tradicional, reforçando a existência de sociedades marcadas pela polarização.

Paixão pelas redes sociais, mas com descrença

O cenário geral retratado pela pesquisa se reflete em parte no Brasil, que lidera a lista dos países em que a população está mais preocupada com as notícias falsas e, em paralelo, ser uma das maiores audiências de redes sociais do mundo. O estudo lembra que o país terá eleições gerais neste ano, na qual 145 milhões de eleitores estão aptos a votar e compara: segundo o site especializado Statista, somente o Facebook conta com 130 milhões de usuários brasileiros.

Mesmo com o elevado índice de temor quanto às fake news – e a ameaça de que o problema seja potencializado nas eleições – dois terços (66%) dos entrevistados dizem preferir mídias sociais como fonte de notícias, quase o mesmo percentual do ano anterior. No entanto, o uso do Facebook para buscar notícias diminuiu de 69% para 52% em dois anos. Mais: a confiança nas notícias em geral é de 59%, bem acima da depositada nas informações encontradas nas mídias sociais (32%).

Ao mesmo tempo, o uso do WhatsApp e do Instagram cresceu. O Brasil tem a segunda maior base de usuários no Instagram, com 50 milhões de usuários ativos por mês, enquanto o WhatsApp tinha 120 milhões de usuários no país em maio de 2017. Esse movimento explica-se pelo forte crescimento do uso de smartphones para notícias nos últimos cinco anos.

 

Fonte: Redação ANJ Associação Nacional de Jornais https://bit.ly/2JWYTA6

Com informações e gráfico da pesquisa Reuters Digital News Report 2018.

12

Jun

Comunicação

“Comunicando” debate discurso de ódio e liberdade de expressão na UERN, em Mossoró

“Discurso de ódio ou liberdade de expressão” é o tema da primeira edição do “Comunicando”, evento promovido por estudantes do 7º período do curso de Publicidade e Propaganda da UERN, em Mossoró. O encontro será realizado entre os dias 26 e 28 de junho, no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC) e no Departamento de Comunicação Social (DECOM). O “Comunicando” reúne também estudantes do curso de Jornalismo e Radialismo da UERN.

De acordo com a professora mestre Paula Zagui, o discurso de ódio é um tema de grande destaque e relevância para a realidade em que vivemos. “O evento abordará o combate ao discurso de ódio e à discriminação. Discurso esse que engloba todas as formas de expressão que propagam, incitam, promovem ou justificam o ódio racial, a xenofobia, a homofobia e outras formas de ódio baseadas na intolerância”, declara.

A programação terá minicursos, mesa-redonda, oficinas, palestras e apresentações. O evento é voltado para estudantes e profissionais de comunicação e áreas afins. As inscrições estão abertas. A taxa é de R$ 10 estudante e R$ 20 profissional. Confira a programação completa aqui: https://bit.ly/2sWXn6

12

Jun

Comunicação

Especialista diz que ciência perde credibilidade com Fake News

Uma declaração de pesquisadora da área médica, sobre as Fake News e a ciência, ganhou notoriedade e gerou uma discussão no país desde ontem. A médica do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, Anna Carla Goldberg, declarou, no 1º Fórum de Pós-graduação Einstein: Pesquisa para a Vida, que a ciência perde credibilidade com a divulgação de fake news.

Para ela, a divulgação de notícias falsas na área é ainda mais grave, porque há um descrédito geral no potencial de ajuda e de desenvolvimento que a ciência traz para a população. “A perda de credibilidade faz com que as pessoas desistam da ciência nesse sentido”, disse Anna Carla no debate na capital paulista em que especialistas discutiram a divulgação científica em tempos de redes sociais e as fake news.

Para a médica, a rapidez com que as notícias se espalham pelas redes sociais é positiva e possibilita alcançar uma quantidade enorme de pessoas. No entanto, uma notícia falsa também circula em velocidade “espantosa” e “as pessoas têm que aprender com o fato de que [as fake news] existem e não engolir qualquer informação [que é repassada]”.

Leitor deve tentar identificar

O editor de ciência da Revista Pesquisa Fapesp, o jornalista Marcos Pivetta, relacionou os seguintes conselhos para o leitor tentar identificar se uma notícia da área científica é real ou Fake:

1. Ele aconselha o leitor a tentar reconhecer se há um pesquisador por trás da notícia ou se ela é somente um boato. “Precisa cautela, procurar ver qual é a fonte original de uma notícia, principalmente notícias de saúde”;

2. É importante verificar se o que foi publicado na rede social foi produzido por algum veículo de comunicação conhecido ou tentar reconhecer quem escreveu, quem postou aquela notícia originalmente;

3. Se for se aprofundar no tema, tentar ver a instituição para qual o cientista trabalha, se é de uma universidade, um centro de pesquisa, ou se ele defende determinada opinião sobre o assunto. “Se é alguma pessoa que pode ter algum interesse específico, às vezes até financeiro, em divulgar determinada notícia”, explica.

 

Com informações da Agência Brasil.

 

12

Jun

Comunicação

O perigo das Fake News para as marcas impacta nas estratégias de comunicação

A disseminação de Fake News não tem causado dores de cabeça somente aos mundos jornalístico e – em ano de eleições – político. As grandes marcas começam a se movimentar e traçar estratégias para evitarem crises e prejuízos de imagem causados pelas notícias falsas “construídas” intencionalmente para propagar mentiras. Para se preparar para essa guerra, a primeira recomendação para as marcas é nutrir os clientes com informações dos produtos, mimá-los e cativá-los numa relação constante. Comportamentos que têm a ver com gestão de riscos e gerenciamento de crises – assuntos que merecem nossa atenção não somente quando a crise está deflagrada, mas, principalmente, antes que isso aconteça.

As Fake News e seus prejuízos para as marcas é tema de artigo de Luiz Gustavo Pacete, no Portal Meio e Mensagem. No texto, ele lembra que no início de março, Coca-Cola e Nestlé apareceram como as principais candidatas para receberem a concessão do Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água doce do planeta. “O alarde em torno do tema só serviu para dar ainda mais trabalho para as agências checadoras de notícias já que se tratava apenas de boatos. No final do ano passado, a Pepsi também precisou desmentir que o deputado Jair Bolsonaro estamparia suas latas”, exemplifica.

O artigo destaca que esses e dezenas de outros exemplos mostram o impacto das notícias falsas também para as marcas. “No ano passado, a Ambev lançou uma campanha integrada para desmentir um vídeo que vinha circulando nas redes sociais mostrando pombos sendo triturados juntamente com cevada. Em fevereiro deste ano, Indra Nooyi, CEO da PepsiCo, teve que vir a público desmentir que a empresa iria lançar um Doritos específico para mulheres”, relata.

O texto acrescenta ainda explicação de Marcio Cavalieri, CEO da agência de relações públicas RMA Comunicação, de que este cenário de notícias falsas acrescentou desafios ao trabalho das empresas de PR. “Tornou-se fundamental ter uma estratégia de Social Listening procurando monitorar o que se fala sobre a marca e seus produtos e serviços. Desta forma, você consegue antecipar potenciais problemas ao identificar o surgimento de uma possível notícia falsa”, afirma.

Cavalieri explica que mapas de fake news são estratégias cada vez mais prováveis para as marcas. “Identificar os principais assuntos referente a seus produtos e serviços e que poderiam ser de alguma forma deturpados, oferece a possibilidade de se preparar melhor. Invista em campanhas de conscientização sobre os males da disseminação de informações sem a checagem adequada. Comece pelos seus funcionários e depois seus clientes. É um esforço coletivo que vale a pena. Não adote uma postura apenas reativa com relação às fake news. Por vezes, a negação apenas reforça a notícia”, reforça.

Uma marca que com frequência teve que lidar com as notícias falsas é o McDonald´s que, há muitas décadas precisa desmentir as informações de que seus hambúrgueres são feitos de minhoca. Em um esforço de comunicação recente, por meio do programa Portas Abertas, divulgado no final do ano passado, a rede voltou a tocar no tema. “Por muito tempo, o McDonald´s se escondeu atrás de temas tabus, mas agora é de extrema importância que a marca se aproprie do tema para que ele não tome proporções inesperadas”, diz David Grinberg, diretor de comunicação institucional do McDonald´s.

Case de gestão de crises na JBS

O artigo da Meio e Mensagem relembra que em 2015, ainda antes de vir à tona todos os escândalos envolvendo a JBS, a companhia criou um dos mais emblemáticos casos de gerenciamento para combater notícias falsas. Na época, uma das principais afirmações relacionadas ao grupo era de que o filho do ex-presidente Lula era dono da empresa. Alexandre Inácio, gerente de comunicação e marketing institucional da JBS, afirmou, na ocasião, que os boatos tornaram a construção da imagem institucional urgente, já que, até então, a companhia focava apenas em marcas e produtos.

Luiz Pacete relata que, na ocasião, a primeira estratégia foi lidar abertamente com o problema e lançar uma plataforma que respondesse as perguntas do público de forma direta, sem omissões ou recusas. Com isso, surgiu, o site Dá Gosto Saber, em janeiro. “Assim como qualquer outra empresa, a JBS não era e nem é perfeita, mas as informações falsas eram graves e deveriam ser tratadas”, diz Inácio.

Por Juliska Azevedo, com informações e foto do Portal Meio e Mensagem. Crédito da imagem: Página Bolsonaro Sobralense, no Facebook (reprodução)

11

Jun

Comunicação

Rádios comunitárias e educativas poderão ganhar o direito de veicular propaganda

Rádios comunitárias e educativas podem ganhar o direito de veicular propaganda paga em suas programações. Foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado o PLS 55/2016, que segue para votação final na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

A proposta acrescenta um artigo à Lei n° 9.612/1998, que criou o serviço de radiodifusão comunitária, para permitir o custeio da operação das rádios através da venda de publicidade. Como rádios comunitárias são associações sem fins lucrativos, atualmente lhes é vedada a venda espaços de publicidade. A principal fonte de renda desses veículos são os patrocínios.

O projeto admite ainda que os entes federados (União, estados, municípios e o Distrito Federal) usem a capilaridade das redes de rádios comunitárias para divulgar informações de utilidade pública.

De autoria do então senador Donizeti Nogueira, o projeto contemplava originalmente apenas as rádios comunitárias, mas o relator, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), acatou emenda do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para estender a possibilidade às rádios educativas.

Ao recomendar a aprovação do PLS 55/2016, Gurgacz ressaltou sua motivação, considerada por ele “a melhor possível”: a busca de alternativa para viabilizar o custeio de operação das rádios comunitárias. Segundo o relator, isso seria uma reivindicação antiga do setor.

Entendimento diverso foi expressado pela senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) em voto em separado. Marta reconheceu “o relevante papel” que as rádios comunitárias exercem em prol da democratização da comunicação. Mas ponderou que seria “concorrência desleal” permitir a emissoras concedidas gratuitamente e praticamente livres do pagamento de tributos disputar publicidade com as rádios comerciais. Por isso pediu a rejeição da proposta. “A intenção é boa, mas é uma forma equivocada de ajudá-las”, afirmou.

Com informações da Agência Senado

11

Jun

Comunicação

Jornalista lança coletânea de crônicas "Retratos fora da parede"

O jornalista Osair Vasconcelos lança nesta quarta (13), na Galeria Fernando Chiriboga, no Midway Mall, o seu quarto livro, Retratos fora da parede. A obra é uma coletânea de crônicas, estilo que tornou o autor conhecido pelas páginas da Tribuna do Norte e Diário de Natal e, mais recentemente, através de sua página no Facebook.

“A maioria é crônicas”, assinala o jornalista, “mas tem também contos”. Entre eles, o que há em comum é a linha condutora que leva ao título. “Vivemos tempos ásperos, de intolerância, raiva, ira e ódio. É difícil encontrar histórias descomprometidas com o que não seja brigas e radicalizações. E, no entanto, as pessoas seguem vivendo com os outros elementos que compõem a vida. E se a gente prestar atenção, encontra. Está nas calçadas, nas ruas, nas ditas pessoas comuns. Só não as vemos porque estamos concentrados demais em brigar ou acompanhar o narcisismo dos tempos millenials via celular”. “Essas histórias existem”, continua Osair Vasconcelos, “mas viraram retratos fora da parede. É o que resgato nesse livro.”

No prefácio, o escritor natalense radicado em São Paulo, Marcius Cortez, assinala: “E então Osair Vasconcelos foi pintando retratos com gosto de sol e chuva, nunca com gosto de secas e inundações. ‘Retratos fora da parede’, tal como o peixe-pedra, preza a densidade da espinha ereta e do coração tranquilo. Ou, parodiando Neruda, ‘Retratos fora da parede’ faz com o leitor ‘o que a primavera faz com as cerejas’”.

Já a orelha, assinada pelo biólogo e escritor Florentino Vereda, autor de “Confesso que escrevi”, assinala: “Arte não precisa ser explicada ou entendida. Basta senti-la. Assim como a mágica, o que mais nos agrada é ser enganado pelo ilusionista tirando pombos e coelhos da cartola. É a mágica que nos leva a um mundo fantástico, com pessoas feitas de sonhos e esperanças, não apenas de osso, carne e idiotices. Este é o mundo fantástico de Osair”. O livro traz na capa e na abertura de cada uma das quatro partes, artes de Ângela Almeida. A preparação é de Vitor Marinho e a edição da Z Editora.

“Pararam para namorar na praça em frente a mim dois jovens, desses jovens colegiais que namoram em praça desde o surgimento das praças, se é que elas não nasceram para isso, para os jovens se enamorarem num banco.

Não apareceram pombos, talvez para não competirem com os arrulhos do casal, donos do país instalado no velho banco de madeira, sob uma árvore gigantesca cujo nome, de tão velho, sumiu das enciclopédias”. (Trecho de “Retratos fora da parede”).

7

Jun

Comunicação

Confira quais os cinco livros do momento recomendados por Bill Gates

Empresário, investidor, filantropo, gênio da tecnologia, uma das personalidades mais influentes e mais ricas do mundo. Além das características já citadas, o fundador da Microsoft, Bill Gates é um ávido leitor e escritor, tendo publicados alguns livros, como o best-seller A estrada do Futuro (Companhia das Letras).

Recentemente, em seu blog pessoal, Gates indicou 5 livros que ele está lendo e deseja que outras pessoas também leiam, pois, “se você está buscando algo para ler nos próximos meses, não tem como errar com estes (livros indicados)”, disse o executivo. Dois desses livros já foram publicados no Brasil, os outros ainda não. Confira, abaixo, as indicações de Bill Gates:

Lincoln no limbo (Companhia das Letras) – escrito por George Saunders, vencedor do prestigiado Man Booker Prize, um dos prêmios mais importantes da literatura. A obra mistura ficção com história e revive o drama vivido por Abraham Lincoln diante da morte precoce do seu filho de 11 anos.

Leonardo da Vinci (Intríseca) – escrito por Walter Isaacson, é uma biografia de um dos grandes inventores de todos os tempos.

“Everything Happens for a Reason: And Other Lies I've Loved” (tradução livre: Tudo acontece por alguma razão: e outras mentiras que amei, de Kate Bowler) – mostra um drama vivido pela autora, uma professora norte-americana, após um diagnóstico de câncer de cólon em estágio avançado.

“Origin Story: A Big History of Everything” (tradução livre: História da origem: uma grande história de tudo, de David Christian) – aborda a história do Big Bang até chegar nos dias atuais, unindo ideias e evidências de maneira multidisciplinar.

“Factfulness: Ten Reasons We're Wrong About the World - and Why Things Are Better Than You Think” (tradução livre: Factfulness: Dez razões pelas quais estamos equivocados sobre o mundo e por que as coisas são melhores do que você pensa ) - de Hans Rosling, o livro aborda 10 instintos que concorrem para distorcer nossa perspectiva: desde a divisão do mundo em dois campos opostos até a maneira pela qual é percebido o progresso.

4

Jun

Comunicação

Departamento de Comunicação da UFRN recebe mostra de cinema sobre Direitos Humanos

O Departamento de Comunicação Social (Decom) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), recebe na próxima quarta-feira, 6 de junho, a mostra Cinema em Movimento- Circuito Cultural Universitário. O projeto idealizado pela MPC Filmes com patrocínio do Instituto Caixa Seguradora, acontece em universidades e escolas de 27 capitais do Brasil.

No Rio Grande do Norte, a mostra iniciou no dia 25 de maio, com exibição de filmes na Universidade Potiguar (UNP). Nos dias 5 e 6, participam a UFRN e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Este ano, a mostra de cinema discute a temática dos Direitos Humanos. Os documentários escolhidos são Betinho – A Esperança Equilibrista, Humano – Uma Viagem pela Vida, e Nunca Me Sonharam.

Ao final da exibição das obras, ocorrerá debates com acadêmicos, pesquisadores, integrantes de movimentos sociais, culturais e de direitos humanos. Carmen Rivera, professora do Departamento de Comunicação social da UFRN e militante do coletivo autônomo feminista Leila Diniz, é uma das debatedoras.

“Essa mostra tem como objetivo principal fomentar, no ambiente acadêmico, o diálogo e a reflexão sobre questões de interesse nacional e histórico abordadas nas obras a serem exibidas. Mais do que uma simples exibição de filmes, a mostra é um espaço de ampla comunicabilidade, constituindo-se em um eficaz instrumento de divulgação e multiplicação de mensagens”, afirma Luciana Boal, diretora geral da mostra. As sessões são gratuitas e abertas ao público.

Com informações da Agecom/UFRN.