Comunicação

23

Jul

Comunicação

Especialistas defendem investimentos em tecnologias digitais para fomentar turismo no RN

O Brasil é o primeiro em atrativos naturais no ranking mundial de competitividade. No entanto, o que na teoria é um grande diferencial, na prática, o elevado potencial existente ainda não consegue ser transformado em oportunidades de negócios na atividade turística. Mas, em território potiguar, intervenções do Sebrae no Rio Grande do Norte, que estimulam o uso de tecnologia pelos empreendimentos turísticos, pretendem reverter este quadro, especialmente no interior do estado.

É o caso do Turistech - Fórum Destinos e Negócios Turísticos Inteligentes no Rio Grande do Norte, realizado pelo Sebrae-RN, iniciativa que integra o projeto Destinos Turísticos Inteligentes, e estimula empreendedores da cadeia produtiva do turismo a utilizar novas tecnologias em favor do negócio.

Para isso, especialistas do setor, que participaram do evento TurisTech no município de Pau dos Ferros, na última quarta-feira (18), além de traçar panorama do setor turístico da região, alertam para a necessidade de utilizar novas plataformas na busca por clientes e consolidação dos destinos turísticos. 

Para o especialista e consultor em turismo, Luiz Barretto, que ministrou palestra “Turismo Inteligente: a transformação digital”, as riquezas naturais da região, que podem causar no visitante uma experiência turística diferenciada precisam ser melhor exploradas em favor do segmento.

“O turista hoje está conectado praticamente 24 horas. É nas redes sociais onde 32% dos turistas buscam informações turísticas, e, infelizmente, apesar do grande valor turístico, a Região do Alto Oeste possui uma reputação online muito baixa, com poucas fotos e informações dos atrativos. Mudar isto é o primeiro passo para atrair mais gente para a região”, aconselha.

Ainda de acordo com Barretto, além de digital, os empreendimentos turísticos precisam contar com fatores como facilitação de acessos, capacitação de guias profissionais para que atrações como trilhas, tirolesas e escaladas, por exemplo, presentes na região, possam ser explorados.

“Os destinos turísticos inteligentes precisam ter características diferenciadas, inovar na tecnologia, possibilitar experiências de qualidade e valorizar o capital humano. Mas ter um bom suporte, com fácil acesso e profissionais que garantam uma experiência única, certamente fará a diferença”, destaca.

O diretor superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto participou da abertura do evento e reforçou os esforços empreendidos em favor do crescimento e consolidação do setor turístico na região. 

“Sempre acreditamos e vamos continuar acreditando no potencial do Alto Oeste, e para isto não medimos esforços para capacitar empreendedores e estimular investimentos no setor turístico regional”, enfatiza. 

Negócios na rede

Para Marta Poggi, palestrante e conteudista no blog Agente no Turismo, que ministrou palestra “Marketing digital e redes sociais para o turismo: como engajar para decolar”, para alcançar o patamar desejado e conquistar clientes por meio destas ferramentas, não basta apenas estar online.

“Existem muitas plataformas que podem ser usadas em favor do negócio, mas a coisa precisa ser profissional para, mais que estar online, o empresário conquiste boa reputação e isso gere reflexo em bons negócios”, alerta.

Poggi também chama a atenção para um ponto que considera crucial: gerar conteúdo rico para o público alvo. “Fazendo isso nas redes sociais, o empreendedor criará relacionamentos, que posteriormente se transformarão em negócios, objetivo final para quem empreende”, ressalta.

Novas plataformas

O cenário da era digital mostra que, além de ser digital, o empreendedor precisa estar atento à oferta de novas plataformas capazes de gerar impactos nos negócios. Foram meios que estão revolucionando formas de hospedagem que o gerente de contas do Booking, Luiz Felipe Lagreca, apresentou aos empreendedores durante o TurisTech. Segundo ele, a plataforma possibilita que os negócios caminhem lado a lado com evolução pela qual passa o setor.

“Temos mais de 1,7 milhões de parceiros espalhados pelo mundo, e entendemos que está presente na plataforma é uma forma de o empreendedor garantir visibilidade de seu negócio e seguir evoluindo”, pontua.

Jocélio Queiroz é empresário do setor turístico há pouco mais de cinco anos. Iniciou os negócios com um restaurante, e, em dezembro do ano passado abriu uma pousada. Diferente de muitos empreendedores do interior do Estado que ainda não enxergam potencial na internet, desde o primeiro momento ele investiu em ferramentas que facilitam o acesso de clientes ao empreendimento.

“Já abri a pousada cadastrada no Booking.com, e, de lá para cá, só tenho visto a procura por meio da internet aumentar, principalmente vindas por meio da ferramenta. Os resultados positivos mostram que o quanto é importante investir na internet e em tecnologias”, avalia.

Com informações do Sebrae - RN

23

Jul

Comunicação

Escola da Assembleia Legislativa do RN abre vagas para mestrado e capacitação no segundo semestre

A Escola da Assembleia do Rio Grande do Norte (EALRN) anuncia, esta semana, o calendário de cursos para o segundo semestre de 2018. Serão colocados à disposição dos servidores da Casa, conveniados de outros órgãos e, também, da população em geral, cursos de Capacitação Técnica, Palestras Profissionais, Oficinas Técnicas e Colóquios, além dos cursos de Pós-Graduação Lato-Sensu (Pós-Graduação) e Stricto-Sensu (Mestrado e Doutorado).

Dentre os destaques deste semestre, estão a abertura de processos seletivos para dois cursos de Mestrado Profissional, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Com seleção em julho e agosto, o Mestrado Profissional em Gestão da Informação e do Conhecimento ofertará duas vagas, para ingressos em agosto e setembro. Também com duas vagas disponíveis, o Mestrado Profissional em Gestão Pública terá seu processo seletivo entre os meses de julho e dezembro, com início previsto para fevereiro de 2019.

Na parte de Capacitação Pessoal, serão disponibilizados cursos nas áreas de Direito, como o Tributário e o Processual Civil; Comunicação Social, com os cursos de Relacionamento com a Imprensa e Media Training e Publicidade e Propaganda na Comunicação Pública; Finanças (Estratégia Financeira); Administração, a exemplo do curso de Planejamento e Gestão Estratégica; dentre outras áreas de conhecimento.

No que diz respeito às Palestras Profissionais, elas serão ministradas nos meses de agosto, setembro e outubro, e versarão sobre Formação de Agentes Multifuncionais, Avaliações de Políticas Públicas e Direito Constitucional, além de outros assuntos. 

Nas Oficinas Técnicas, os alunos poderão praticar habilidades específicas em áreas de atuação, como Desenvolvimento de Equipes, Coaching e Planejamento Estratégico. Já os Colóquios, previstos para agosto e setembro, respectivamente, abordarão os temas “Gestão de Pessoas no Poder Legislativo” e “Processos Administrativos”. 

A Escola da Assembleia possui ainda 11 cursos de Pós-Graduação em andamento. Dentre eles, estão “Planejamento Financeiro no Serviço Público”, “Comunicação Pública” e “Saúde Pública: Enfermagem Oncológica”; dois cursos de Mestrado Profissional (Gestão Pública e Gestão da Informação e do Conhecimento) e um de Doutorado em Administração Pública.

Com informações e imagem cedidas pela Assessoria de Comunicação da EALRN.

23

Jul

Comunicação

Saiba quais são os temas mais debatidos pelos brasileiros no Facebook

Assuntos relacionados a segurança e economia são os mais debatidos pelos brasileiros no Facebook. No total, 64 milhões de pessoas geraram quase 1 bilhão de interações no mês de abril. Este tipo de mapeamento nunca foi disponibilizado publicamente pela companhia.

Os dados foram apresentados pela empresa em um evento sobre internet e eleições realizado na última sexta-feira (20), em Brasília. A plataforma mapeia os assuntos discutidos e organiza estes em grandes temas. No monitoramento compartilhado no evento, foram identificados os números de pessoas abordando as questões, o número de interações (curtidas, comentários, compartilhamentos) e o percentual por gênero. Os dados são relativos ao mês de abril.

Diferentemente de pesquisas de opinião, que baseiam suas análises em uma amostra de alguns milhares de entrevistados, o quadro montado pelo Facebook toma como referência a sua base de usuários, que chegou a 127 milhões de pessoas, mais da metade da população brasileira.

De acordo com o levantamento, segurança e economia foram os temas mais populares. O primeiro teve 262,2 milhões de interações promovidas por 32,3 milhões de pessoas. Já questões vinculadas ao universo econômico geraram 165,8 milhões de interações envolvendo 30,4 milhões de pessoas.

No ranking de áreas objeto de maior preocupação, os dois temas são seguidos por educação (119,9 milhões de usuários e 26,7 milhões de pessoas), tecnologia (102 milhões e 19,4 milhões), saúde (96 milhões e 25,9 milhões) e habitação (81,3 milhões e 19,7 mihões).

Na divisão por gênero, o tema de maior preocupação das mulheres foi Saúde (65% to total de pessoas interagindo), seguido de Educação (64%) e Habitação, Economia, Meio Ambiente e Gênero (62%). Já a participação de homens foi maior nas conversas virtuais sobre Indústria (47%), Segurança (43%), Agricultura (41%) e Turismo e Transporte (40%).

tabela assuntos mais comentados no Facebook

Com informações da Agência Brasil.

20

Jul

Comunicação

Pequenas empresas foram porta de entrada de 55% dos trabalhadores em primeiro emprego com carteira em 2017

As micro e pequenas empresas (MPE) são a principal porta de entrada para o mercado de trabalho formal no Brasil. Essa constatação é resultado da pesquisa inédita realizada pelo Sebrae a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de 2017.

Segundo o levantamento, os pequenos negócios deram a primeira oportunidade de emprego para a maioria (55%) do total de 1,4 milhão de pessoas que assinaram a carteira de trabalho pela primeira vez no ano passado. Enquanto isso, as médias e grandes empresas (MGE) absorveram 44% dessa mão de obra e as empresas da Administração Pública, o 1% restante.

De acordo com a pesquisa do Sebrae, 69,5% das 755,5 mil pessoas que foram contratadas pelas MPE e que tiveram a carteira assinada, pela primeira vez, em 2017, eram jovens com até 24 anos de idade.

Os trabalhadores do sexo masculino foram maioria, representando 54% da mão de obra contratada pelos pequenos negócios e 56% das MGE. Além disso, mais da metade dos trabalhadores que se iniciaram no mercado de trabalho (56%), por meio dos pequenos negócios, em 2017, possuía ensino médio completo.

Quando cruzadas as informações sobre o perfil do primeiro emprego, por sexo e nível de escolaridade, a pesquisa revela que as mulheres com mais tempo de estudo (superior incompleto e superior completo) tiveram a preferência dos pequenos negócios, no ano passado, superando a mão de obra masculina com mesmo nível.

Outro dado revelado pelo levantamento do Sebrae mostra que a maior concentração do primeiro emprego, entre as MPE, aconteceu nos setores de Comércio e Serviços.

Nos pequenos negócios do Comércio, em 2017, ingressaram pela primeira vez no mercado de trabalho 297,2 mil trabalhadores, sendo a maioria do sexo feminino. Já as MPE do setor de Serviços empregaram um quantitativo pouco menor de iniciantes no mercado de trabalho (271,4 mil), sendo 53% deles do sexo feminino. Juntos, Comércio e Serviços responderam por 75% do total do primeiro emprego nas MPE, em 2017, 39% e 36% respectivamente.

Com informações de Panrotas, via Fercomércio 

19

Jul

Comunicação

Cinco instituições públicas brasileiras estão entre as 10 primeiras no ranking de melhores universidades da América Latina

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lidera o ranking da revista britânica Times Higher Education (The) como a melhor da América Latina. Outras cinco instituições brasileiras aparecem entre as dez melhores da região. Apenas uma delas é particular, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Instituições do Chile, México e Colômbia também aparecem no top 10.

A Universidade de São Paulo (USP) é a segunda colocada do ranking. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ocupa a quarta posição, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) é a sétima, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é a nona e a décima é a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O levantamento analisa 129 universidades de dez países da América Latina. O Brasil tem 43 universidades listadas. Depois do Brasil, o Chile foi o país com mais instituições citadas, com 26, seguido pelo México (22), Colômbia (19) e Argentina (7). Na sua terceira edição, o ranking incluiu pela primeira vez uma instituição jamaicana, a Universidade das Índias Ocidentais, que ficou na 37ª posição.

Entre os critérios de avaliação, são levados em conta a qualidade do ensino e da pesquisa, publicações de artigos científicos, transferência de tecnologia ao setor produtivo, além do perfil internacional das universidades. Para tanto, são coletados dados como o número de publicações científicas, nacionalidades presentes na comunidade universitária, orçamento, recursos destinados à pesquisa e programas de pós-graduação.

Com informações da Agência Brasil

19

Jul

Comunicação

MP investiga como dados de crianças são tratados pelo YouTube

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu um inquérito para apurar como o YouTube lida com os dados de crianças. O objetivo é verificar se há abuso na coleta e tratamento dessas informações, especialmente considerando o fato de meninos e meninas serem mais vulneráveis a essas plataformas por estarem em fase de desenvolvimento.

Segundo o MPDFT, conteúdos rotulados como “para crianças” na plataforma (a partir de uma busca em seu sistema interno) totalizam 16,7 milhões de vídeos. Contudo, os termos de serviço da plataforma afirmam que ela é voltada para pessoas com 18 anos ou mais.

“Em qualquer circunstância, Você afirma ter mais de 18 anos, visto que o website do YouTube não é projetado para jovens menores de 18 anos. Se Você tiver menos de 18 anos, não deverá utilizar o website do YouTube. Você deverá conversar com seus pais sobre quais sites são apropriados para ele”, diz o texto dos termos de serviço do Youtube. 

O Código de Defesa do Consumidor proíbe que um fornecedor de bens ou serviços se valha da fraqueza ou ignorância de um consumidor por distintas razões, inclusive idade. O Marco Civil da Internet afirma que a coleta de dados só pode ser feita mediante consentimento expresso, destacado das demais cláusulas contratuais.

O promotor responsável, Frederico Meinberg, explica que o inquérito não visa averiguar os conteúdos, se adequação para crianças ou entrar em qualquer medida de retirada, mas avaliar como, a partir desse grande volume de vídeos disponíveis, a empresa coleta e usa dados de meninos e meninas para direcionar publicidade.

Na opinião de Meinberg, a possibilidade de coleta de informações e a consequente segmentação de anúncios se aproveitando das vulnerabilidades de crianças sem a supervisão dos pais ou responsáveis traz uma série de discussões.

“Imagina uma propaganda de cigarro pra crianças na televisão. Teria uma reação da sociedade e do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). No YouTube, os próprios proprietários dizem que não é adequado mas se fomenta a produção de conteúdos para crianças. Está se tratando dados de crianças e adolescentes sem consentimento de pais e responsáveis”, compara.

Ele destaca que esta é uma preocupação em outros países. Um pedido de investigação semelhante foi feito nos Estados Unidos por organizações de defesa dos direitos da infância junto à agência reguladora de concorrência, a Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês).

Com informações da Agência Brasil

19

Jul

Comunicação

Facebook e WhatsApp criam canais diretos de comunicação com a Justiça Eleitoral

A plataforma de mensagens instantâneas WhatsApp criou um canal de comunicação direto com a Justiça Eleitoral para facilitar o cumprimento de decisões judiciais sobre conteúdo divulgado por meio do seu serviço. A iniciativa segue o que já foi feito pela rede social Facebook.

As duas plataformas digitais agora contam com endereços de e-mail para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) encaminhem intimações, notificações, citações ou pedidos para a tomada de providências que atendam ordens da Justiça Eleitoral. O serviço funcionará até a diplomação dos candidatos eleitos em 2018, que ocorrerá até o dia 19 de dezembro.

Com a iniciativa, as empresas cumprem o disposto na Resolução TSE nº 23.547/2017, que dispõe sobre representações, reclamações e pedidos de resposta previstos na Lei n° 9.504/1997 (Lei das Eleições). O artigo 9º da Resolução determina que os veículos de comunicação, inclusive via internet, informem os respectivos endereços, incluindo o eletrônico, para receber comunicações judiciais da Justiça Eleitoral. Alternativamente, poderão também informar um número de telefone móvel para receber mensagens instantâneas. Além disso, devem informar o nome de um representante ou procurador com poderes para receber citações.

Para o secretário Judiciário do TSE, Fernando Maciel de Alencastro, a criação dessa forma de comunicação é fundamental para garantir rapidez e efetividade às decisões da Justiça Eleitoral que tratam de conteúdos divulgados na internet e em plataformas digitais e outros veículos de informação. “Esses endereços de e-mail são o elo para a efetividade da decisão judicial”, afirma. Segundo ele, decisões que determinem a exclusão de conteúdo que circule pela internet poderão ser cumpridas de maneira mais ágil, o que é muito importante no período eleitoral.

Com informações do TSE

19

Jul

Comunicação

Natal sedia evento de economia e novos mercados para startups que marcará o lançamento local da StartSe

Nos últimos anos, o ambiente de inovação vem sendo constantemente discutido em universidades, instituições públicas e privadas, com a intenção de incentivar a criação de negócios inovadores. Para contribuir com este debate e produção de conhecimento, a StartSe, a ESIG Software e Consultoria e a GPTW (Great Place do Work) realizam em Natal o evento "A nova economia e o ecossistema de Startups", que discutirá o surgimento de outros mercados.

A edição que acontece em 31 de julho, às 19h, no Instituto Metrópole Digital, marca o lançamento da StartSe no Rio Grande do Norte e tem por objetivo unir todo o ecossistema de inovação do RN. A StartSe é uma plataforma digital desenhada para conectar todo o ecossistema brasileiro de startups. A empresa é uma das principais referências da cena empreendedora nacional, reunindo cadastros de 12 mil usuários, 4 mil startups e mais de 3 mil investidores em uma mistura de rede social, escola de empreendedorismo e portal de conteúdo.

A Incubadora do Centro em Excelência da Universidade Potiguar (Empreende) vai participar do evento. O Coordenador de Carreira Empreendedora, Prof. Daniel Medeiros, vai ministrar um pitch sobre os cases de sucesso dos projetos mantidos pelo programa.

A Incubadora é um projeto de extensão do Empreende UnP que promove uma série de benefícios para as empresas não residentes que estão em processo de pré-incubação. Durante seis meses são oferecidas orientações para o desenvolvimento de produto e propriedade intelectual. Além do registro de patentes, transferência de tecnologia, orientação empresarial, capacitação para empreendedores, divulgação dos empreendimentos e apoio em participações de eventos.

9

Jul

Comunicação

Redes sociais adotam medidas para evitar disseminação de notícias falsas nas eleições deste ano

A ascensão das chamadas notícias falsas (fake news, no termo em inglês) a um objeto de preocupação em todo o mundo colocou no centro da discussão o papel de redes sociais como Facebook, Google, YouTube, Twitter e WhatsApp. Se por um lado é reconhecido que o fenômeno da desinformação é antigo, por outro lado é consenso entre pesquisadores, autoridades e empresas que a diferença no cenário atual de divulgação de conteúdos falsos está no alcance e na velocidade permitidos pelo compartilhamento de mensagens nesses ambientes. Para tentar diminuir os questionamentos e o dano à imagem, diversas redes sociais vêm anunciando medidas para tentar combater a circulação das notícias falsas.

As redes sociais são terreno fértil para a difusão de notícias falsas por diferentes motivos. Alguns criadores desses conteúdos buscam divulgar uma ideia ou atacar uma pessoa, partido ou instituição. Outros têm motivação econômica, uma vez que a grande circulação de uma publicação gera interações, o que pode se traduzir em dinheiro a partir da lógica de veiculação de anúncios nessas plataformas.

Essas possibilidades geraram intensos questionamentos. Nos Estados Unidos, o Facebook virou objeto de investigação do Congresso sobre uma possível influência de organizações russas nas eleições de 2016. O presidente da empresa, Mark Zuckerberg, teve de ir ao Congresso prestar explicações também sobre o escândalo de vazamento de dados de 87 milhões de usuários envolvendo a empresa de marketing eleitoral Cambridge Analytica. A companhia foi questionada ainda por autoridades de outros países, inclusive brasileiras, sobre o caso.

Na Índia, o WhatsApp, aplicativo de propriedade do Facebook, virou assunto de preocupação nacional nas últimas semanas depois de uma série de assassinatos e linchamentos a partir de informações falsas divulgadas na rede social.

O Google sofreu críticas por apresentar nos resultados de busca informações falsas, tanto sobre as eleições dos EUA quanto sobre fatos históricos, como o Holocausto.

Facebook 

Rede social mais criticada, o Facebook inicialmente rebateu as acusações relativas ao papel nas eleições dos EUA, mas depois do pleito passou a anunciar um conjunto de medidas para reduzir a circulação dessas mensagens na sua plataforma. A principal delas foi a realização de um acordo com agências de checagem para averiguar a veracidade de publicações. No Brasil, a parceria envolve as agências Lupa, Aos Fatos e France Press. “Esse mecanismo permitiu cortar em até 80% a distribuição orgânica de notícias consideradas falsas por agências de verificação parceiras nos Estados Unidos, onde a ferramenta já está funcionando há algum tempo”, relatou a empresa em nota divulgada em 10 de maio.

Conteúdos são selecionados por meio de sistemas automatizados da plataforma e a partir de denúncias feitas por pessoas. Há ferramentas para que usuários possam indicar um post como fake news. Em seguida, são checados pelas agências – cada uma com metodologia específica.

Em 2017, o Facebook anunciou que as checagens apareceriam como uma informação adicional. Contudo, em 2018 elas passaram a ter consequências para os autores. Aquelas mensagens consideradas falsas têm o alcance reduzido, e os usuários que as compartilharam recebem uma notificação.

Outra frente de atuação é o combate aos perfis falsos, identificados como um instrumento de difusão de fake news. A empresa anunciou em maio que derrubou neste ano, em média, 6 milhões de contas falsas por dia. A remoção ocorreu baseada nos “parâmetros da comunidade”, regras que, quando violadas, geram a exclusão da publicação. O chamado discurso de ódio, muitas vezes associado a notícias falsas, também é objeto de retirada. “Também removemos 2,5 milhões de conteúdos com discurso de ódio no primeiro trimestre de 2018”, informou o vice-presidente de produto, Guy Rosen, em comunicado publicado em 15 de maio.

Uma das principais críticas de autoridades e organizações da sociedade civil é a falta de transparência no pagamento de anúncios, recurso usados por organizações russas na disputa estadunidense de 2016. No Brasil, também cresceu o receio sobre possíveis abusos nessa ferramenta depois que ela foi legalizada para as eleições deste ano pela minirreforma eleitoral aprovada no ano passado.

O Facebook anunciou ao longo do ano algumas ações sobre o tema, como a identificação de anúncios políticos (no Brasil são aqueles divulgados por candidatos), a disponibilização da informação em cada página de quais anúncios estão ativos ou já foram distribuídos no passado. “Durante a campanha eleitoral, os brasileiros verão quais anúncios foram marcados pelos anunciantes nessa categoria, e todos eles serão adicionados ao arquivo”, explicou a diretora de Marketing de Produto, Emma Rodgers, em nota divulgada em 28 de junho.

Google 

O Google evita usar o termo fake news, adotando os conceitos de “conteúdos enganosos, manipulados e fabricados”. A plataforma contribuiu para fundar uma coalizão internacional sobre o tema, chamada First Draft. Neste ano, a rede vai realizar um programa de checagem de informações nas eleições que ganhou o nome de "comprova", contando com a presença de diversos órgãos de mídia do país.

A plataforma criou também um braço voltado ao jornalismo, Google Notícias. Este realiza projetos de estímulo ao jornalismo de qualidade, como financiamento de projetos e cursos. Em março deste ano, a empresa anunciou a destinação de R$ 1,12 bilhão nessa frente.

Para a identificação e verificação de conteúdos falsos disponibilizados na ferramenta de busca, foi criado um selo de checagem de fatos. “O selo de checagem não significa priorização na busca. O resultado em que ele vai aparecer depende da busca pelo conteúdo, e não pelo fato de ele ser checado”, explicou o diretor de Relações Governamentais e Políticas do Google no Brasil, Marcelo Lacerda, em seminário sobre o tema realizado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 21 de junho.

Além disso, a empresa ajustou os sistemas da ferramenta de busca e inseriu o que chama de “avaliadores de qualidade”, indicadores que são lidos para que a ferramenta de busca não disponibilize o conteúdo enganoso. Como forma de promoção de veículos jornalísticos tradicionais, foi incluído na página do site um carrossel com notícias de parceiros em destaque. 

Twitter 

O Twitter não divulgou medidas específicas contra fake news, mas combate o que chama de “contas automatizadas mal-intencionadas e/ou que disseminam spam”, perfis falsos ou os chamados robôs (ou bots, no termo em inglês popularizado). Os robôs são vistos como um dos meios de disseminação de notícias falsas e um dos problemas na rede social, embora estudo recente do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês) tenha apontado o grau de difusão de fake news por essas contas semelhante ao de humanos.

Segundo a assessoria de empresa, também foram realizadas ações como o aprimoramento do processo de abertura de contas, auditorias em contas já existentes e a expansão de detecção de “comportamento mal-intencionado”. O número de contas contestadas mensalmente subiu de 2,5 milhões em setembro de 2017 para 10 milhões em maio de 2018.

“A média de denúncias de spam recebidas por meio de nosso mecanismo de denúncias continuou a diminuir – de uma média de aproximadamente 25 mil por dia em março para cerca de 17 mil por dia em maio”, disse a vice-presidente de Segurança e Confiança, Del Harvey, em comunicado publicado no dia 26 de junho.

Com informações da Agência Brasil

9

Jul

Comunicação

Justiça Eleitoral é desafiada por Fake News e encontra dificuldade para classificação de informações nessa categoria

No dia 27 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou em seu portal ter aberto procedimento para investigar a disseminação de notícias falsas na internet. Entre as motivações para a inciativa, o texto citava um estudo da Associação dos Especialistas em Políticas Públicas do Estado de São Paulo (AEPPSP), que ranqueara os 10 sites que mais divulgavam as chamadas fake news no Brasil.

Ocorre que tal estudo na verdade era, em si, uma notícia falsa, desmentida pela própria associação, tendo sido originada em um mero post no Facebook, sem nenhum respaldo científico. Dois dias depois de publicar a informação, o TSE se viu obrigado a corrigi-la. Além de irônico, o episódio ilustra os desafios enfrentados pela Justiça Eleitoral em tentar prevenir que as fake news influam no resultado das urnas.

As dificuldades passam já pela tarefa de identificar quais notícias são falsas ou não. Travestidas de informações verídicas, que aparentam estar respaldadas em apuração profissional e dados científicos, como reportagens jornalísticas ou pesquisas acadêmicas, as fake news muitas vezes se alimentam de sua própria indefinição para se proliferar.

“É uma notícia inventada? É uma informação incompleta? É um fato não confirmado publicado como se tivesse sido?”, indagou o advogado Marcellus Ferreira Pinto, especializado em direito eleitoral. “Não existe no Brasil um conceito jurídico que possa ser utilizado na definição do que é fake news. Isso dificulta o combate a esse tipo de prática”, avaliou.

TSE elegeu tema como prioridade

O tema foi eleito como prioritário pelo atual presidente do TSE, ministro Luiz Fux, que chegou a dizer, em uma palestra sobre o assunto, que, “se o resultado de uma eleição qualquer for fruto de uma fake news difundida de forma massiva e influente no resultado, [o Código Eleitoral] prevê inclusive a anulação”.

Desde que assumiu o comando da Justiça Eleitoral, em fevereiro, Fux já participou de diversos eventos sobre o tema, tendo organizado um seminário internacional no TSE sobre as fake news.

Ele também deu continuidade ao trabalho iniciado por seu antecessor, Gilmar Mendes, que criou, em dezembro do ano passado, o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições, com foco na discussão sobre fake news.

Além de técnicos do TSE, participam do conselho representantes de governo, Exército, Polícia Federal, Ministério Público Eleitoral, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Comitê Gestor da Internet, acadêmicos e outros especialistas. Segundo o TSE, o grupo discute uma minuta de resolução específica para lidar com as notícias falsas no ambiente eleitoral, mas ainda não foram divulgadas ações mais concretas.

Divulgar “fatos sabidamente inverídicos” gera problemas na Justiça

Por ora, o assunto fake news é regulado pela parte relativa à internet na resolução que disciplina a propaganda eleitoral como um todo (Resolução 23.551/2017). Pela norma, quem divulgar “fatos sabidamente inverídicos” sobre os candidatos está sujeito a ser obrigado a retirar o conteúdo do ar, mediante decisão judicial.

A resolução foi aplicada pela primeira vez em 6 de junho, quando o ministro Sergio Banhos deu 48 horas para o Facebook tirar do ar publicações de um perfil chamado “Partido Anti-PT”, com 1,7 milhão de seguidores, que associavam Marina Silva, pré-candidata à Presidência pelo partido Rede Sustentabilidade, a esquemas de pagamento de propina na Operação Lava Jato.

O ministro acolheu os argumentos da defesa, que constatou que Marina não é alvo de nenhum inquérito da operação. Banhos ressaltou alguns pontos que demonstravam com clareza tratar-se de notícias falsas, como a redação exagerada e efusiva, a falta de indicação de fontes ou referências para as informações e até erros de gramática e coesão nos textos.

Com informações da Agência Brasil.

VEJA MAIS SOBRE FAKE NEWS: [PODCAST] Ouça dicas para checar a veracidade do que você recebe na internet e não compartilhar Fake News http://www.blogdajuliska.com.br/podcast-ouca-dicas-para-checar-a-veracidade-do-que-voce-recebe-na-internet-e-nao-compartilhar-fake-news

 

 

4

Jul

Comunicação

Carreira de YouTuber virou sonho de 75% das crianças e adolescentes da geração nativa digital

Desde a chegada da internet as brincadeiras infantis mudaram da calçada de casa para as telas de tablets, tvs ou smartphones. A geração nativa digital tomou conta das redes sociais e está cada vez mais conectada. No Brasil, por exemplo, segundo um estudo divulgado pela revista Veja Rio, 80% da população entre 9 e 17 anos já utiliza a ferramenta e, muitas vezes, é para acompanhar algum influenciador digital ou canal, colocando os youtubers além das estrelas da televisão. Um dos pedidos infantis mais frequentes para os pais, substituindo o sonho de ter uma bicicleta ou um vídeo game, tem sido o “quero ter um canal no YouTube”.

“O Brasil é o segundo maior consumidor de vídeos do YouTube no mundo, e as crianças são uma das principais freguesas. Dos 100 canais mais vistos no país, 36 têm conteúdo direcionado a pequenos de até 12 anos ou consumido por eles”, afirmou - em entrevista à Veja Rio - a pesquisadora Luciana Correa, que coordenou a amostragem sobre o tema no Media Lab da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Que o diga a Galinha Pintadinha, que tem mais de 12 milhões e 100 mil seguidores mirins.

Youtubers de Natal fazem sucesso com vídeos sobre dia a dia

Em Natal, o fenômeno não é diferente. Enquanto algumas crianças brilham na telinha do YouTube e fazem sucesso entre a turminha, outras estão começando de olho no potencial de seguidores. Entre as “veteranas”, está a estudante Hannah Beatriz, 12 anos, que desde pequenina gostava de assistir vídeos relacionados a maquiagem e imitar youtubers famosas. Desse interesse nasceu, em 2014, o canal “Teimosia é o meu nome”, hoje com mais de 46.500 inscritos.

“O que eu mais gosto, sem dúvida, é gravar os vídeos para o canal. Sei que muitos já trabalham com isso, mas eu prefiro fazer por diversão. Vale muito a pena quando vejo que as pessoas gostaram dos meus vídeos e criaram um amor por mim”, afirma, em entrevista ao Blog da Juliska. Hannah já domina as tecnologias e grava e posta sozinha seus vídeos. Além disso, mantém o blog http://teimosiaeomeunome.blogspot.com/ e um perfil no Instagram.

Uma pesquisa realizada no ano passado pela empresa First Choice com 1.000 crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos no Reino Unido, mostra que 75% dos entrevistados sonham em seguir a carreira de youtuber. Não é o caso de Hannah, que afirma ao Blog ter a atividade no canal como lazer. “Eu não pretendo ser youtuber quando crescer, pois sempre sonhei em ter uma formação e vou seguir esse meu sonho”, explica a menina, que se destaca na escola pelas boas notas.

Inspiradas pelo Planeta das Gêmeas, e seguindo os passos de Hannah Beatriz, as irmãs Riédla e Agatha Barbosa, de 11 e 9 anos, respectivamente, também rotineiramente acompanham os influenciadores digitais e se divertem com os vídeos de outras crianças. Há pouco mais de seis meses, as duas resolveram criar o próprio canal, Universo das Irmãs. “Nós resolvemos divertir as pessoas com nossas histórias, na verdade a gente se diverte muito nas gravações”, conta Riédla ao lado da sua irmã, em entrevista para nossa equipe.

As meninas afirmam ainda que adoram fazer desafios, uma tendência entre os youtubers. “Queremos ser famosas mostrando o dia a dia de crianças comuns como nós”. Ágatha enfatiza uma preocupação dos pais em relação ao uso da internet. “A nossa mãe acompanha o que a gente tá vendo ou fazendo”. Além do canal, Riédla pretende ser chef de cozinha e professora. Já Ágatha revela seu futuro como fisioterapeuta. Mas, segundo elas, vão continuar contando suas histórias no YouTube.

(Fotos cedidas pelas famílias das crianças). 

 

2

Jul

Comunicação

Fake News fazem jornais britânicos defenderem “alfabetização midiática” como disciplina no currículo nacional escolar

A preocupação com as Fake News têm levado veículos de comunicação, mundo afora, a investirem em iniciativas educativas que contribuam para combater a disseminação de notícias falsas e os prejuízos trazidos por elas. No Reino Unido, os jornais The Times e Sunday Times se uniram em um projeto voltado para crianças e adolescentes, com o objetivo de ajuda-las a discernirem Fake News e notícias jornalísticas.

A intenção é que os estudantes de dez escolas do Reino Unido tenham na grade curricular, além das disciplinas padrão, uma alfabetização midiática. A vice-editora do The Times, Emma Tucker, disse à BBC Radio 4, que as habilidades de alfabetização em mídia devem estar no currículo nacional para todos os estudantes.

O Portal inglês PressGazette explica que a intenção dos jornais é, ao colocar os estudantes em contato direto com histórias reais, pesquisas e investigações, fazer com que eles aprendam a identificar as diferenças entre notícias verificadas, falsas e satíricas, e a entender o papel das mídias sociais na circulação de notícias.

Os alunos já mostram os bons resultados do projeto. “Eu costumava pensar que se alguém dissesse que era notícia, era real. Agora, eu questiono e pergunto se é falso, real ou até mesmo sátira”, disse uma aluna da Folkestone Academy ao portal PressGazette.

29

Jun

Comunicação

Projeto Comprova junta 24 veículos de comunicação para combater fake news nas eleições deste ano

Uma coalizão de 24 empresas jornalísticas vai combater a disseminação de rumores e notícias falsificadas durante a campanha eleitoral deste ano. O projeto, denominado Comprova, foi lançado no congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo.

Participam da parceria o seguintes veículos: Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, AFP, Band (TVs e rádios do grupo), Canal Futura, Correio, Correio do Povo, Exame, GaúchaZH, Gazeta Online, Gazeta do Povo, Jornal do Commercio, Metro Brasil, Nexo Jornal, Nova Escola, NSC Comunicação, O Povo, Poder360, revista Piauí, SBT, UOL e Veja. O Google News Initiative e o Facebook Journalism Project ajudam a financiar o projeto, além de oferecer treinamento e apoio técnico.

Jornalistas de todos os veículos parceiros vão trabalhar de forma colaborativa na detecção e verificação de rumores, conteúdo enganoso e táticas de manipulação nas redes sociais, informou o jornal O Estado de S.Paulo. Não haverá checagem de declarações de candidatos. A Abraji vai coordenar a coalizão, mas sem ingerência sobre o conteúdo a ser publicado.

Comprova vai compartilhar peças de desmentidos

As redações envolvidas vão procurar produzir peças de fácil compartilhamento, como vídeos, imagens e animações, para que os desmentidos atinjam o maior número possível de pessoas, de forma a conter a proliferação de mentiras. Haverá checagem cruzada de todos os conteúdos: nenhum desmentido será publicado antes de ao menos três veículos diferentes entrarem em acordo sobre a falsidade da informação em questão. Também está previsto um número de WhatsApp para que o público envie ao Comprova textos, imagens, vídeos e áudios suspeitos.

A parceria nasceu a partir de uma iniciativa do First Draft, entidade ligada ao Centro Shorenstein para Mídia, Política e Políticas Públicas, da Escola de Governo John F. Kennedy, na Universidade Harvard, dos Estados Unidos. O First Draft pesquisa e combate a desinformação na internet, e já organizou uma coalizão de mídia na campanha eleitoral da França, no ano passado.

“Queremos que o Comprova seja o primeiro lugar aonde alguém vá para checar a veracidade de algo mandado pelo tio via WhatsApp”, disse Claire Wardle, diretora do First Draft. “Que o Comprova seja referência durante as eleições, porque aí teremos o melhor da imprensa brasileira”, afirmou.“O desafio do combate à desinformação exige uma ação coordenada”, disse Daniel Bramatti, presidente da Abraji. “Nunca tantos veículos concorrentes se uniram em um projeto colaborativo como este, e a Abraji se orgulha de fazer parte desta iniciativa.”

Fonte: Portal da Associação Nacional de Jornais (ANJ)

25

Jun

Comunicação

Crimes digitais: o que são, como denunciar e qual a legislação a respeito?

Publicar ofensas em redes sociais não se confunde com o direito à liberdade de expressão. A falsa sensação de anonimato tem levado centenas de internautas a publicarem conteúdos ofensivos de todo tipo para milhares de pessoas, famosas ou não.

Sem contar os casos de roubos de senhas, de sequestro de servidores, invasão de páginas e outros cybercrimes. Todas as pessoas que são atingidas podem recorrer à Justiça para garantir o seu direito de reparação. Apesar de ser um assunto relativamente novo, a legislação tem avançado com textos específicos para cada propósito.

Legislação

Duas leis que tipificam os crimes na internet foram sancionadas em 2012, alterando o Código Penal e instituindo penas para crimes como invasão de computadores, disseminação de vírus ou códigos para roubo de senhas, o uso de dados de cartões de crédito e de débito sem autorização do titular.

A primeira delas é a Lei dos Crimes Cibernéticos (12.737/2012), conhecida como Lei Carolina Dieckmann, que tipifica atos como invadir computadores, violar dados de usuários ou "derrubar" sites. Apesar de ganhar espaço na mídia com o caso da atriz, o texto já era reivindicado pelo sistema financeiro diante do grande volume de golpes e roubos de senhas pela internet.

Os crimes menos graves, como “invasão de dispositivo informático”, podem ser punidos com prisão de três meses a um ano e multa. Condutas mais danosas, como obter, pela invasão, conteúdo de “comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas” podem ter pena de seis meses a dois anos de prisão, além de multa.

O mesmo ocorre se o delito envolver a divulgação, comercialização ou transmissão a terceiros, por meio de venda ou repasse gratuito, do material obtido com a invasão da privacidade. Nesse caso, a pena poderá ser aumentada em um a dois terços. Já a Lei 12.735/12 tipifica condutas realizadas mediante uso de sistema eletrônico, digitais ou similares que sejam praticadas contra sistemas informatizados. Essa é a lei que determina a instalação de delegacias especializadas.

Marco Civil

O Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) foi sancionado em 2014 e regula os direitos e deveres dos internautas. Ele protege os dados pessoais e a privacidade dos usuários. Dessa forma, somente mediante ordem judicial pode haver quebra de dados e informações particulares existentes em sites ou redes sociais.

Uma das grandes inovações diz respeito a retirada de conteúdos do ar. Antes de sua entrada em vigor, não havia uma regra clara sobre este procedimento. A partir de então, a retirada de conteúdos do ar só será feita mediante ordem judicial, com exceção dos casos de “pornografia de vingança”. Pessoas vítimas de violações da intimidade podem solicitar a retirada de conteúdo, de forma direta, aos sites ou serviços que hospedem este conteúdo.

Competência jurídica

O Marco Civil da Internet também determinou que os Juizados Especiais são os responsáveis pela decisão sobre a ilegalidade ou não dos conteúdos. Isto se aplica aos casos de ofensa à honra ou injúria, que serão tratados da mesma forma como ocorre fora da rede mundial de computadores.

A fixação da competência independe do local do provedor de acesso ao mundo virtual, sendo considerado o lugar da consumação do delito, nos termos do artigo 70 do Código de Processo Penal. Já nos casos de crimes como violação de privacidade ou atos que atinjam bens, interesse ou serviço da União ou de suas empresas autárquicas ou públicas, a competência é da Justiça Federal, assim como crimes previstos em convenções internacionais (tráfico, tortura, moeda falsa e outros).

Como denunciar

Em casos de publicações homofóbicas, xenofóbicas, discriminação racial, apologia ao nazismo e pornografia infantil é possível realizar uma denúncia anônima e acompanhar o andamento da investigação. Para fazer a denúncia, acesse o site Safernet (http://new.safernet.org.br/denuncie), identifique o tipo de conteúdo ofensivo e informe o link para a publicação.

O Safernet é uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos, com foco na promoção dos Direito Humanos. Eles têm parceria com diversos órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e a Procuradoria-Geral Federal, além de empresas como o Google, Facebook e o Twitter.

Fonte: Agência CNJ de Notícias

20

Jun

Comunicação

Notícias falsas podem colocar eleições em risco, diz presidente do TSE

A produção e a divulgação de notícias falsas, as chamadas fake news, podem colocar em risco o processo democrático, a ponto de resultarem na anulação de algum pleito, caso tenham influenciado significativamente o resultado final. A afirmação foi feita hoje (20), em Brasília, pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, durante a abertura do seminário Impactos Sociais, Políticos e Econômicos das Fake News.

O seminário é organizado pela Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) com o objetivo de discutir o papel do jornalismo no combate à veiculação de informações falsas em ambientes como o das redes sociais, por exemplo.

“Estamos chegando às eleições, com voto livre, inclusive da desinformação. As fake news poluem o ambiente democrático, com o candidato revelando sua ira contra o outro, em vez de suas próprias qualidades”, disse Fux. Segundo ele, há inclusive a “possibilidade de anulação do pleito, se o resultado das eleições forem fruto dessas notícias falsas”.

TSE promete atuação preventiva

Para evitar esse tipo de situação, o TSE vai atuar “mais preventivamente do que punitivamente”, disse o presidente do tribunal, após ressaltar que o TSE terá uma atuação relevante no sentido de punir quem divulgar esse tipo de notícia.

Notícia, se muito dramática e emocionante, muito provavelmente será falsa. É preciso a checagem profunda antes do compartilhamento que acaba difundindo a fake news”, completou.

Fux disse ter elaborado, com a ajuda de entidades ligadas a marqueteiros, um documento que possibilitará uma colaboração conjunta, também com partidos políticos e órgãos de inteligência, para evitar esse tipo de problema. “No combate às fake news, precisamos de mais certeza e de mais imprensa”, concluiu.

Segundo o presidente da Abratel, Márcio Novaes, o WhatsApp poderá ser o principal divulgador de fake news nessas eleições, e que as notícias falsas já têm causado prejuízos à sociedade. Nesse sentido, avalia ser indiscutível que o papel desempenhado pela radiodifusão continuará sendo de grande relevância.

Para o representante do setor de radiodifusão, antes de tudo é preciso compreender que a melhor forma de se combater as fake news “é fazendo um jornalismo de verdade”. “Fofocas existiram sempre, mas precisamos estar atentos a esse mal”, disse.

Princípio do jornalismo

“Antes de tudo, notícia chamada de falsa não poderia ser chamada de notícia porque a verdade é o princípio do jornalismo. Nós contamos com leis que protegem quem informa e nós contamos com leis que protegem quem é informado. Temos o sagrado direito de acesso à informação; temos os crimes de injúria e difamação. Os jornais estão embaixo desse guarda-chuva e seguem o que diz a lei. Como julgar empresas que não têm a obrigação de seguir essa legislação?”, questionou Novaes ao cobrar a responsabilização “na mesma medida” daqueles que divulgam fake news.

Em seu discurso, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, disse ser “missão incontestável” do parlamento definir marcos legais capazes de reduzir a manipulação de informações. “As fake têm relação direta com o pleito eleitoral e com o resultado das urnas. Essas informações circulam mais intensamente no período eleitoral. Notícias fantasiosas repercutem com força extraordinária, podendo promover devastação ilegal de candidaturas”, disse o senador.

Ele, no entanto, alertou sobre o risco de o combate às fake news resultar em censura prévia de jornalistas. “Não se pode, sob o pretexto de combater as fake news, colocar em risco a liberdade de expressão”.

Com informações da Agência Brasil.