Jornalismo

26

Mar

Comunicação

Robôs fizeram 773 mil publicações nas redes sociais nas eleições de 2014, aponta estudo da FGV

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgada ontem, com exclusividade, pelo Fantástico, da Rede Globo, mostra que pelo menos 699 robôs atuaram divulgando notícias positivas sobre Aécio Neves e outros 509 robôs fizeram o mesmo por Dilma Rousseff. A desconfiança é de que os perfis falsos foram criados na Rússia (olha a Rússia aí de novo! As suspeitas de influência na campanha de Donald Trump também vêm de lá), pela característica dos perfis e das fotos usadas.

Veja a matéria do Fantástico sobre como funcionou o trabalho das contas falsas em 2014, que fizeram mais de 773 mil publicações.  “Usar perfis falsos para compartilhar informações de candidatos é ilegal”, diz a matéria.

A informação veio à tona ao final de semana em que o Facebook perdeu quase US$ 50 bilhões de valor de mercado depois de ser comprovado que informações de perfis de usuários da rede foram capturadas e utilizadas por empresa que fazia o marketing da campanha de Donald Trump.

Assista a matéria completa clicando no link: https://globoplay.globo.com/v/6608988/

24

Mar

Comunicação

Fake News: Eleições 2018, Marielle, Facebook, MP e Senado na pauta da semana contra as notícias falsas

Por Juliska Azevedo

O Brasil e o mundo se preparam para enfrentar e, o mais importante, para punir, a avalanche das FAKE NEWS que entrou no foco dos principais debates sobre como funcionarão as campanhas nas eleições deste ano. Mesmo enquanto não é dada a largada efetivamente no período eleitoral, o assunto e suas consequências políticas estão em alta na pauta nacional já há alguns dias.

Dois escândalos tomaram as atenções da semana: a profusão de informações falsas sobre a biografia da vereadora Marielle, assassinada em 14 de março; e a manifestação global do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, falando sobre as brechas de segurança da rede social que permitiram a disseminação das Fake News, a captura de informações pessoais dos perfis e a interferência na eleição americana.

Durante a semana, o Ministério Público do Distrito Federal abriu inquérito para analisar se as suspeitas de distribuição ilegal de dados do Facebook causaram prejuízo à base de usuários da rede social no Brasil. A suspeita é de que dados de brasileiros possam ter sido usados para a construção de perfis falsos que atuaram na eleição de Donald Trump.

Pauta em destaque no Senado

Outra instituição que lançou o foco sobre o assunto foi o Senado, que realizou debate sobre caminhos para combater as Fake News na quarta passada (21). O Conselho de Comunicação Social daquela Casa está acompanhando de perto o andamento de projetos de lei que definem punições para quem divulga de propósito informações falsas. No evento, chamou representantes dos veículos e associações de jornalistas para debater caminhos.

“Há uma tentativa de se embargar o debate sobre a legislação das fake news dizendo que ela poderia ensejar a censura, o que não é verdade. Combatemos até a morte em defesa da liberdade de expressão”, afirmou o presidente do Conselho, Murillo de Aragão, revelando que a luta contra as Fake News encontra oposição em meio ao Congresso.

Jornalismo nunca foi tão necessário

Enquanto o assunto está em alta, veículos de comunicação brigam para reconquistar espaço como reação à avalanche de notícias sem credibilidade. O diretor da Sucursal da Folha em Brasília, Leandro Colon, disse que o momento exige que o jornalismo profissional seja fortalecido. “Nunca o jornalismo profissional foi tão necessário como hoje em dia, em tempos de Fake News”, afirmou.

A Folha foi o primeiro grande jornal a abandonar seu perfil no Facebook, em 08 de fevereiro deste ano, alegando, entre outras coisas, que as políticas da rede social privilegiam a disseminação de notícias falsas em vez do bom jornalismo. O jornal tinha quase 6 milhões de seguidores em seu perfil na rede.

23

Mar

Comunicação

Então, vamos falar de... bem... tipo assim: vícios de linguagem!

Qual é o seu vício de linguagem? Aquela palavrinha que você usa sempre como muleta no meio das frases? Não precisa se sentir mal por isso, quase todo mundo tem alguma.

Mania de falar palavrão ou usar interjeições sem sentido como “tipo” são os clássicos. Se os vícios de linguagem podem irritar durante uma conversa informal, imagine no meio de uma apresentação.



O hábito estraga a performance de qualquer palestrante porque é inapropriado, mas principalmente porque gera falha na comunicação. Passa a impressão de insegurança a quem ouve, desconhecimento em relação ao conteúdo e desvia a atenção.

Veja só alguns exemplos:

– “Aaaaaah”, “hã”, “ééééééé”, “hum”, “veja bem”, “né”, “é relativo”: expressões que não significam nada e ocupam os vazios da fala.

– Fazendo modificaçõezinhas nas palavras: o gerúndio e o diminutivo também podem ser um vício de linguagem. Se você faz isso com vários verbos e substantivos, preste atenção – pode estar usando um recurso desnecessário.

– Sentido esvaziado: cuidado ao escolher uma palavra para usar em todas as situações. Um exemplo é o advérbio literalmente. Quantas vezes não ouvimos “literalmente” sem a pessoa querer dizer algo literal?

– Modismos: evite os clichês do momento, como “alinhar”, “compartilhar” e “gratidão”.

Se você tiver algum, não se preocupe! Ter um vício não significa que você é despreparado ou tem déficit de vocabulário. As pessoas que mais sofrem com isso são geralmente aquelas que pensam e falam rápido demais durante a apresentação. É a falsa crença – inconsciente –  de que é preciso falar sem parar. Entrar naquele modo “aperta o play e vai” só atrapalha.


Como e por que eliminar os vícios de linguagem?

A melhor forma de melhorar esse comportamento é FAZER PAUSAS.

Os vícios são justamente a tentativa frustrada de preencher lacunas, respiros, vazios. Geralmente são junções de frases, palavras fora de contexto, emendas de pensamentos. No lugar, que tal silenciar? As pessoas têm medo de perder a linha de raciocínio ou a atenção da plateia, mas não há razão para temer silêncios breves.

O efeito tende a ser o oposto: os apresentadores que utilizam as pausas são mais cativantes. Falas sem afobação transmitem segurança e credibilidade. Se duvidar, assista a um discurso do ex-presidente dos EUA, Barack Obama. Bastam dois ou três segundos, especialmente logo depois de concluir uma ideia.

A pausa facilita o entendimento da mensagem pela audiência, já que o interlocutor tem tempo para processar aquela nova informação. Para o apresentador, é útil como um momento de oxigenação para o cérebro e reestruturação: aqueles poucos segundos em silêncio entre uma frase e outra permitem que você consulte seu arquivo mental e se conecte com o seu roteiro. Além disso, elas podem ser usadas, acredite se quiser, como forma de ênfase. O próprio Obama que citamos acima utiliza muito esse recurso!

Outras dicas práticas são ler mais em voz alta ou ler para alguém com mais frequência, seja um colega ou um familiar, e ensaiar a apresentação sem decoreba. Decorar é armadilha certa para, ao esquecer uma só palavra, já substituí-la por outra bem vazia, só tentando ganhar tempo.

Ao eliminar vícios para uma apresentação, você pode eliminar muletas usadas em todas as outras conversas da sua vida!


Fonte: SOAP (State of the Art Presentations) - Texto e imagem publicados originalmente em http://soap.com.br/blog/entao-veja-bem-e-hora-de-falar-de-hum-tipo-vicios-de-linguagem?&&+Station

22

Mar

Comunicação

Igreja promove seminário sobre Fake News e Jornalismo de Paz

“Fake News e jornalismo de paz” é o tema do 4º Seminário Arquidiocesano de Comunicação, organizado pela Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Natal, em parceria com a Livraria Paulinas. O evento vai acontecer dia 5 de maio, das 8 às 13 horas, no auditório do Seminário de São Pedro, situado na Av. Campos Sales, no Tirol. As inscrições serão abertas dia 5 de abril e poderão ser feitas na sala do Setor de Comunicação, no Centro Pastoral Pio X – subsolo da Catedral. A taxa de inscrição é de R$ 10 e pode ser paga no dia do evento. 

Na primeira parte do Seminário, haverá uma conferência com o tema: “Fake News e jornalismo de paz”, proferida pela Irmã Joana Puntel, da Congregação das Irmãs Paulinas. Residente em São Paulo, Irmã Joana é doutora em comunicação e autora de alguns livros, além de ser orientadora pedagógica do Serviço à Pastoral da Comunicação (SEPAC), das Paulinas.

Ainda, durante o Seminário, vai acontecer uma mesa redonda, tendo como expositores três jornalistas natalenses: Alexandre Mulatinho, apresentador do programa Café das 7, da Rádio Rural de Natal; Francisco Júnior, editor do Bom Dia RN, da Inter TV Cabugi, e Juliska Azevedo, coordenadora-adjunta do curso de pós-graduação em Comunicação Pública da Escola da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Natal