Jornalismo

27

Set

Jornalismo

Programa oferece orientação jornalística para TCCs sobre o semiárido brasileiro

Estudantes de graduação que pretendam abordar o semiárido brasileiro em seus trabalhos de conclusão de curso (TCC) podem contar com uma ajuda extra: o Meus Sertões Universidade. O programa oferece orientação jornalística gratuita para trabalhos práticos sobre o tema e a única exigência é que o orientador acadêmico esteja ciente e de acordo.

A iniciativa é conduzida pelo jornalista Paulo Oliveira, criador do site Meus Sertões. Segundo ele, a expectativa do projeto é, além de produzir bons trabalhos, “ajudar os participantes a conhecer melhor o semiárido”. “[É uma] região rica em saberes, cultura, história e muitas outras coisas que foram escamoteadas pela forma com que ela é retratada, principalmente no sul do país, onde o noticiário se volta para a miséria, a seca e o preconceito”, diz.

O site Meus Sertões surgiu em março de 2016 com o objetivo de descobrir e contar histórias do sertão do Brasil. Em fevereiro de 2017, foi procurado pela primeira vez pela estudante de jornalismo Camila Gabrielle, que compartilhava do mesmo incômodo que levou à criação do site. “Eu estudo jornalismo na Unesp em Bauru, mas sou nordestina. E aqui, percebi que infelizmente ainda existe preconceito de algumas pessoas em relação aos nordestinos e que o sertão sempre era visado como um lugar horrível”, conta a estudante.

Alguns meses depois, Gabrielle retomou o contato com o Meus Sertões, desta vez para propor uma parceria: lançar no site o documentário que está produzindo como trabalho de conclusão de curso , junto com reportagens e uma galeria de fotos sobre a região. Além do espaço, a estudante passou a ter a ajuda de Paulo Oliveira. “O Paulo está me orientando sobre os textos, me deu várias dicas, tivemos várias conversas por Skype... enfim, está sendo uma parceria maravilhosa”, diz a jovem jornalista.

O sucesso da colaboração entre o veículo e a estudante foi o que motivou a criação do Meus Sertões Universidade. “É recompensador encontrar jovens interessados em temas relevantes, dispostos a dividir o conhecimento e que utilizam as críticas para aprimoramento pessoal e do trabalho que realizam”, afirma Oliveira.

O limite de acompanhamento é de três estudantes por ano, e para se candidatar basta enviar um e-mail para contato@meussertoes.com.br A orientação será feita continuamente por meios digitais, como WhatsApp, e-mail e Skype, mas também pode ser feita in loco. “É importante ressaltar que a última palavra na condução do trabalho e na forma como o jovem quer apresentá-lo para o público é definida por ele. Não impomos nada”, ressalta o criador do Meus Sertões.

Com informações da Abraji

26

Set

Jornalismo

TV Universitária estreia nova temporada do programa Xeque-mate

A Televisão Universitária (TVU), em parceria com o Departamento de Comunicação (Decom), estreia, neste mês de setembro, a temporada 2018.2 do programa de entrevistas Xeque-mate. Neste semestre, a apresentação está a cargo da jornalista e docente do Departamento de Comunicação Social Valquíria Kneipp. No programa de estreia, no último dia 19 de setembro, a entrevistada foi a jornalista Érica Lima, produtora  do programa Olhar Independente, da TVU.

Nesta quarta-feira (26), a entrevistada é a gestora pública e fotógrafa Kalina Veloso. A entrevistada trabalha com a fotografia engajada, que tem como temática preferencial o empoderamento da mulher. Kalina Veloso idealizou um projeto pioneiro, que inclui uma revista e uma série de programas na plataforma You Tube, denominado Elas por Ela.

O programa Xeque-mate vai ao ar todas as quartas-feiras, às 21h, em virtude do programa eleitoral gratuito, e tem reprise aos domingos, às 15h45, pela TVU/RN – canal 5.1. O Xeque-mate surgiu originalmente em 1972, na extinta Faculdade de Jornalismo Eloy de Souza.  Atualmente é produzido pelo Departamento de Comunicação em parceria com a TV Universitária, e desde 2002 proporciona aos alunos aprendizados práticos, uma vez que suas diversas atividades são desenvolvidas em um estúdio de TV aberta.

Foto/divulgação

25

Set

Jornalismo

Jornalistas potiguares são finalistas do Prêmio Estácio de Jornalismo 2018

O jornalismo potiguar está de parabéns: o Rio Grande do Norte tem dois finalistas no Prêmio Estácio de Jornalismo – edição 2018. A InterTV concorre na modalidade nacional, na categoria TV, com a reportagem ‘Pesquisa Marte’, assinada pela repórter Michelle Rincon, o cinegrafista Olinto Bezerra e equipe. A reportagem foi exibida no Fantástico da TV Globo. Na categoria internet, a reportagem ‘Um Novo Sertão - O Ensino Superior Transformando Vidas’ do jornalista Ricardo Araújo, da Tribuna do Norte, está disputando premiação na modalidade Internet Regional.

Na edição deste ano, 334 reportagens participaram do Prêmio Estácio de Jornalismo e 24 vão concorrer em nove categorias, com premiações variando entre R$ 10 mil (mídias regionais), R$ 15 mil (mídias nacionais) e R$ 25 mil (Grande Prêmio Estácio). O prêmio atingiu a marca de 2.145 reportagens participantes desde sua criação, em 2011. O retrato desta sétima edição mostra a força da ação em nível nacional, já que registrou a presença de participantes de 23 estados e do Distrito Federal. Destaque para os veículos regionais, que representaram 79% dos inscritos.

Os finalistas foram definidos por uma comissão composta por professores de jornalismo da Estácio de todas as regiões geográficas do país. Na etapa final de julgamento, uma Comissão de Premiação, composta por formadores de opinião de projeção nacional, terá a função de indicar os vencedores do Prêmio Estácio de Jornalismo – edição 2018 em cada categoria e também o vencedor do prêmio principal, o Grande Prêmio Estácio de Jornalismo. A banca final será divulgada em breve, assim como a data da entrega do prêmio.

21

Set

Jornalismo

Varejo perde R$ 19,5 bilhões em 2017 por danos em produtos e furtos

O varejo brasileiro perdeu, em média, 1,29% do faturamento no ano passado em prejuízos com falhas no manuseio de produtos, vencimento de mercadorias ou furtos. Os dados são da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) e reuniu 100 empresas de 11 segmentos diferentes. O valor equivalente das perdas alcança R$ 19,5 bilhões da receita do setor em 2017. De acordo com a associação, o montante seria suficiente para “criar” a sexta maior empresa varejista do Brasil em faturamento. A receita total do setor no ano passado foi R$ 1,51 trilhão.

Segundo o presidente da Abrappe, Carlos Eduardo Santos, disse que o índice já indicava tendência de queda nas apurações anteriores, quando a média ficou em 1,40%, em 2015, e 1,32%, em 2016. Entretanto, a pesquisa nos anos anteriores era produzida pela Comissão de Prevenção de Perdas, Auditoria e Gerenciamento de Riscos (CPAR) – organização que já reunia os membros que hoje fazem parte da associação – com a mesma metodologia, mas com oito segmentos. 

Entre os motivos que explicam a redução das perdas, na avaliação de Santos, estão os investimentos feitos pelas empresas, mas também a crise econômica. “Estamos em um período de retração e quando isso acontece a empresa olha para dentro de casa para melhorar a sua eficiência. Então isso se confirmou pelo resultado médio”, disse. Ao reduzir as perdas, as empresas garantem a manutenção da margem de lucro.

Dos segmentos analisados apenas o de supermercados e o de livrarias/papelarias tem percentual de perdas acima da média nacional. No varejo supermercadista, as perdas representam 1,94% do faturamento, sendo 1,03% referente a quebras operacionais (produto vencido, dano causado pela manipulação, entre outros). No caso das livrarias, o percentual é de 1,46%. Desse total, 0,88% corresponde a perdas não identificadas, como furtos, rupturas e erros de estoque.

Os demais setores por volume de perdas são varejo de esportes (1,21%), moda (1,20%), drogarias (1,13%), atacarejo [neologismo que designa uma forma de comércio que reúne atributos do atacado e do varejo] (1,05%), construção e lar (1,04%), magazines (0,84%), perfumaria (0,70%), calçados (0,53%) e eletromóveis (0,34%). 

Tipos de perda


Em relação ao tipo de perda no total, as quebras operacionais representam 35%, os furtos externos, 24%, e os furtos internos, 15%. Somadas, as modalidades de furto alcançam 39%. Erros de inventários e erros administrativos aparecem em seguida, com 10% e 9%, respectivamente.

Nas quebras operacionais, entre os fatos mais recorrentes estão os produtos atingirem o vencimento (24%), seguido pelos itens danificados por clientes (18%), pela deterioração/perecibilidade (16%) e pelo manejo incorreto dos funcionários (13%).

Margem de lucro


Santos aponta que o principal impacto para as empresas é a diminuição na margem de lucro. Ele avalia que estabelecimentos que fazem a gestão das perdas conseguem compor a margem com mais visibilidade. “A gente costuma dizer que uma empresa que tem prevenção de perdas é mais competitiva porque elas sabem quanto perdem e, a partir do momento que elas sabem, tem que implementar um programa para que possa reduzir esse nível de perda encontrado. Ao reduzir a perda, automaticamente aumenta a margem de lucro”, disse. De acordo com o presidente da Abrappe, a partir desse ganho de gestão interna, é possível repassar parte desse ganho.

Por outro lado, empresas que não fazem gestão de perdas podem repassar o prejuízo para o consumidor. “É uma questão de sobrevivência fazer uma gestão de perdas. Quanto menor for o índice de perda, maior é a margem que vai obter e maior a competitividade. Quanto maior o índice de perda, menos competitivo ele é, mais isso impacta em preço”.

Fernanda Della Rosa, assessora econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), diz que planos de prevenção de perdas são fundamentais para reduzir a chamada “quebra de inventário”. “Se a empresa quer ser mais competitiva, vender o seu produto com desconto, com promoções, não sobra muito campo para fazer isso, porque também não pode vender no prejuízo e acaba tendo uma menor competitividade”.

A assessora cita como exemplo de modelos de planos de prevenção de perdas o estabelecimento de participação de lucros para funcionários que tenham como metas a redução de quebra de inventário. “Todo mundo se compromete. Um olha o outro e também existe maior observação dos funcionários em relação ao público externo. Existe uma meta, uma motivação”, disse.

Com informações da Agência Brasil 

19

Set

Jornalismo

Desafios da inovação em saúde serão tema de Conferência em Natal

No final do mês de outubro, Natal se transformará na capital mundial da inovação em saúde. Alguns dos principais nomes da área estarão reunidos na capital potiguar para participar da II Conferência Internacional de Inovação em Saúde, promovida pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde – LAIS/UFRN.

A Conferência acontecerá entre os dias 30 de outubro e 1 de novembro, no Hotel Holiday-inn. O evento contará com a participação de representantes das principais instituições de pesquisa do mundo, como Harvard e MIT (EUA), Universidade de Lorraine (França) e Universidade de Atabasca (Canadá).

Representantes do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde, ABIMO e da indústria farmacêutica também estarão presentes para debaterem o tema central da Conferência, que será “Desafios para os países em Desenvolvimento”. A expectativa da organização é reunir mais de 600 pessoas.

Durante os três dias de evento, acontecerão palestras, mesas –redondas, denominadas cafés com ideais, abordando temas diversos, com a “A agenda de Desenvolvimento, Inovação e Saúde no contexto do Complexo Econômico Industrial da Saúde”, que será debatido pelo coordenador das Ações de Prospecções da Fiocruz, Carlos Gadelha.

Outra palestra que será proferida durante a Conferência será “A inovação na Educação Mediada por Tecnologias: o que está acontecendo pelo mundo”, com Marci Powell, com a consultora de aprendizagem digital e coordenador do Projeto Virtually Inspired. Durante sua fala, Powell compartilhará um pouco de sua experiência com as melhores práticas na educação a distância e aprendizagem digital.

Também já estão confirmados os nomes do presidente do Instituto Ethos de Responsabilidade Social, Caio Magri, e da editora de ciências de “O Público”, portal de notícias de Portugal, Tereza Firmino.

Pré-evento

Antes mesmo de iniciar oficialmente, a II Conferência Internacional de Inovação em Saúde terá uma programação bastante extensa. No dia 29 está programado o I Seminário de Compartilhamento e Avaliação do Apoio à Pesquisa e Intervenção do Projeto “Sífilis Não”. Já no dia 30, durante todo o dia e antes da abertura oficial, acontecerão os simpósios satélites ““Pesquisa e Inovação na Rede EBSERH: perspectivas e desafios” e “Learning Analytics” e a Gestão do Conhecimento, além das apresentações de trabalhos orais aprovados pela comissão científica do evento.

As inscrições ainda estão abertas no site do evento que pode ser acessado pelo endereço: http://inovacaotecnologica.lais.huol.ufrn.br/.

15

Set

Jornalismo

Portal jornalístico do RN estreia novo layout e webTV com programa de entrevistas

O Portal No Ar vai estrear novo layout e também um novo formato jornalístico, a TV No Ar. Através da webtv, a proposta da redação é oferecer mais informação a quem acessa o http://portalnoar.com.br/ e acompanha o veículo nas redes sociais. O portal está no Twitter, no Facebook e no Instagram com o perfil @PortalNoArBR.

Em parceria com a Cena2 Produções, do empresário Riccardo Carvalho, a TV No Ar produzirá conteúdo jornalístico dentro e fora do estúdio, em entrevistas, coberturas, programas diversos e debates, tendo o publicitário e jornalista Ricardo Rosado, sócio-diretor do portal, e a jornalista e diretora de redação Ilana Albuquerque, como entrevistadores. O primeiro programa de entrevistas irá ao ar na próxima segunda-feira.

Recentemente, o portal lançou campanha publicitária para destacar sua agilidade e precisão na apuração dos fatos comparando-as com as qualidades de animais selvagens que simbolizam a força no mundo animais.

11

Set

Jornalismo

Inscrições abertas para o Prêmio de jornalismo do Ministério Público do Trabalho

Estão abertas até as 18 horas do dia 1º de outubro de 2018 as inscrições para o Prêmio MPT de Jornalismo 2018. Serão premiadas as melhores reportagens publicadas nas categorias jornal impresso e revista impressa, radiojornalismo, telejornalismo, webjornalismo e fotojornalismo, veiculadas de 1º de maio de 2017 a 26 de agosto de 2018. Além disso, haverá o Prêmio Especial MPT de Jornalismo e o Prêmio Especial Fraudes Trabalhistas, cujos valores variam entre R$ 5 mil a R$ 30 mil.

Promovido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), o prêmio amplia o alcance de denúncias de veículos regionais e conscientiza a sociedade sobre a proteção de seus direitos diante de ilegalidades, como o trabalho escravo, o trabalho infantil, a discriminação, as fraudes, as práticas antissindicais e o desrespeito à saúde do trabalhador e à segurança no trabalho.

Neste ano, os trabalhos serão avaliados nos seguintes temas: fraudes nas relações de trabalho; trabalho escravo contemporâneo; trabalho infantil; discriminação nas relações de trabalho; meio ambiente do trabalho; promoção da liberdade sindical; trabalho portuário e aquaviário; irregularidades trabalhistas na administração pública.

Criado em 2014, o Prêmio MPT de Jornalismo já reconheceu mais de duas mil reportagens publicadas em jornais impressos, televisão, rádio, internet e universidades de todo o país. Para mais informações, acesse a página do regulamento.

7

Set

Jornalismo

Setembro Cidadão marca presença no tradicional desfile cívico em Natal

O Programa Brasileiro de Educação Cidadã (PROBEC), por meio do Setembro Cidadão, marcou presença no tradicional desfile cívico, nesta sexta-feira (7), na Praça Cívica de Natal (Praça Pedro Velho). Os mascotes Edu e Cidinha abriram a ala da cidadania que precedeu a passagem dos estudantes da rede pública do Estado. 

“Esse é um dos pontos altos de nossa programação, o tradicional desfile de 7 de setembro, que contou com a participação de 10 escolas públicas, numa verdadeira festa da cidadania”, comentou o juiz Jarbas Bezerra junto a sua parceira, a advogada Lígia Limeira, destacando ainda que a programação do Setembro Cidadão contará ainda com a capacitação de professores, exposição de um Memorial da História do RN e um encontro que debaterá a Segurança Pública.

O desfile reuniu mais de 2.500 participantes entre militares, grupamentos escolares e cívicos. A apresentação se dividiu em destacamentos a pé, motorizado e hípico. Do desfile a pé, participaram militares das Forças Armadas e Auxiliares, incluindo Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Guarda Municipal. O desfile motorizado contou com 150 veículos, entre carros, motocicletas e ônibus, que percorreram a Avenida Prudente de Morais.

“Esse momento é de extrema importância para todos nós brasileiros. Nós temos a obrigação de impedir que os princípios e as boas condutas se esvaiam. E prestigiar um ato como esse de respeito à pátria é mostrar que ainda lutamos por ela. Sem falar que damos exemplos às próximas gerações”, explicou Dra. Lígia Limeira.

Pensamento  compartilhado pela mãe dos pequenos Maria Safira e Gabriel.  Samara Nazário faz questão de trazer seus filhos para participar do evento todos os anos. “Temos que mostrar quem são os verdadeiros heróis. Esse tipo de acontecimento nos ajuda a ensinar o que é ser cidadão, nos ajuda a educar nossos filhos“, disse empolgada.

 A cerimônia marca o encerramento da Semana da Pátria 2018, depois de uma programação que incluiu atividades cívicas e culturais em celebração ao 196º aniversário da Independência do Brasil. O Desfile Cívico-Militar e a Cerimônia de Encerramento foram planejados pelo Exército Brasileiro e executado pelas Forças Armadas. 

Sobre o Setembro Cidadão

Por meio da Lei Complementar 494/2013, o mês de setembro como o mês da educação cidadã no Rio Grande do Norte, denominado esse período de Setembro Cidadão. Ao longo desse período a secretaria, em parceria com o PROBEC, promoverá ações cidadãs, como apresentações culturais e palestras sobre educação.

2

Set

Jornalismo

Plataformas digitais reconhecem credibilidade do jornal

O jornal continua sendo a mídia que pauta os demais meios de comunicação, mesmo com o avanço dos meios digitais. Além disso, as assinaturas digitais têm crescido desde que a maior parte dos jornais adotou o paywall, cobrando pelo aceso ao seu conteúdo. Esse tema permeou o painel “A Visão do Mercado”, que integrou o evento de entrega do Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa realizado hoje, em São Paulo.

Em entrevista a ANJ, Luiz Lara, presidente da Lew Lara /TBWA e um dos participantes do painel, lembrou que um meio digital como o WhatsApp utilizou o jornal para se pronunciar contra as fake news. A seu ver, isso aconteceu porque o meio jornal é o que mais passa credibilidade.

Além disso, o seu conteúdo viraliza nas redes sociais. No entanto, surge a questão de como monetizar essa característica especifica. “Os jornais devem cobrar pelo seu conteúdo e redes sociais deveriam remunerá-los por isso”, disse Lara.

De acordo com a matéria, o publicitário reconhece que é difícil monetizar em meio à fragmentação. O desafio maior é monetizar o digital de forma integrada. Uma das maneiras seria por meio dos pacotes digitais, a exemplo do aplicativo Folha Match. Outra iniciativa importante é a de catequizar os jovens das agências de propaganda sobre a importância do meio. Acostumados com o digital, os jovens não pensam nos jornais em suas campanhas publicitárias. Por isso, é preciso um trabalho de catequese.

Já Igor Puga, diretor executivo e de marca de Marketing do Banco Santander, foi mais enfático ao afirmar que em vez de se ficar discutindo os problemas da mídia impressa, os jornais deveriam tomar iniciativas mais concretas de aproximação com os anunciantes e oferecer soluções, como fazem as emissoras de televisão. Há uma divisão estanque entre a redação e o departamento comercial, sendo que as redações são inacessíveis”, afirmou. O ideal é que houvesse uma maior flexibilidade.

Puga lembrou que atualmente os vídeos fazem grande sucesso, na medida em que são mais fáceis de serem entendidos e degustados pela população com baixa instrução. “Os jornais também devem produzir vídeos e conteúdos multimídia. Não adianta apenas replicar o meio impresso no digital”, acrescentou.

Fonte: Redação ANJ, disponível em: https://www.anj.org.br/site/component/k2/73-jornal-anj-online/12053-plataformas-digitais-reconhecem-credibilidade-do-jornal.html

29

Ago

Jornalismo

Ferramenta facilitará ligação entre quem deseja fazer trabalho voluntário e instituições que precisam

No Dia Nacional do Voluntário (28), o Governo Federal lançou a Plataforma Digital do Voluntariado, que vai fazer a ligação entre as instituições que precisam de voluntários e o cidadão que quer desenvolver tais atividades. Também serão oferecidos cursos para voluntários e organizações.

As informações sobre a iniciativa estão no site Viva Voluntário. A ferramenta é desenvolvida em parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o governo federal.

“A plataforma será uma grande ponte de encontro entre as organizações sociais, por um lado, e os usuários que se dispõem, do outro”, explicou o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Na plataforma, cada ação de voluntariado estará ligada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem metas a serem cumpridas até 2030.

A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Voluntariado – Viva Voluntário, lançado no ano passado pelo governo federal. O programa envolve governo, sociedade civil e setor privado nas ações voluntárias com enfoque na Agenda 2030.

Com informações da Agência Brasil

29

Ago

Jornalismo

E-mail e senhas de mais de 3 milhões de brasileiros foram vazados de site sobre herança genética

site MyHeritage confirmou ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) o vazamento de e-mails e senhas de mais de 3,3 milhões de clientes brasileiros. A resposta se deu em inquérito aberto pelo órgão para apurar o comprometimento de informações de brasileiros em um incidente de segurança que segundo a página teria ocorrido em outubro de 2017.

Segundo o MPDFT, a empresa afirmou que não houve vazamento de nomes, endereços e números de cartão de crédito dos clientes brasileiros, bem como dados sensíveis como amostras de DNA e outros utilizados para formar árvores genealógicas de famílias.

A Autoridade Israelense de Proteção de Dados realizou investigação cuja análise concluiu pela não existência de nenhuma violação da lei. O MPDFT orienta os clientes do site que troquem a senha de acesso ao serviço.

Incidente

site MyHeritage fornece uma série de serviços relacionados à herança genética de pessoas. A empresa comercializa atividades como testes de DNA e identificação de árvores genealógicas, possibilitando identificar antepassados e encontrar parentes.

Em nota divulgada no dia 4 de junho, a empresa responsável pela página informou que havia sido comunicada da disseminação de um arquivo com e-mails e senhas de 92 milhões de usuários do serviço, todos cadastrados até outubro de 2017.

Em dois comunicados publicados em junho, a empresa informou ter criado uma equipe para apurar as causas do incidente e contratado uma firma para realizar perícia. Uma equipe de suporte foi disponibilizada para tirar dúvidas dos usuários.

A empresa relatou ainda a intenção de criar um sistema mais seguro de autenticação para o usuário acessar o site. Assim como o MPDFT, a empresa também recomendou, em uma das notas, a troca das senhas, uma vez que essas foram vazadas.

Com informações da Agência Brasil

21

Ago

Jornalismo

Estudantes de jornalismo lançam e-book sobre imprensa potiguar

No dia 29 de agosto, às 19h, acontece o lançamento do livro/e-book Depoimentos para uma História da Imprensa Potiguar, uma coletânea de uma série de entrevistas realizadas por estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

No projeto idealizado e coordenado pela professora Socorro Veloso, os estudantes entrevistaram jornalistas como: Cassiano Arruda Câmara, Albimar Furtado, Osair Vasconcelos e Ana Maria Cocentino, reunindo depoimentos sobre a história da imprensa potiguar.

O e-book será lançado em parceria com o selo Máquina, da Editora Tribo e faz parte da série Jornalismo Potiguar, sendo o segundo volume da coleção. O evento acontece no auditório do prédio do Departamento de Comunicação Social.

14

Ago

Jornalismo

Abraji e GIJN lançam primeira comunidade global de jornalistas que falam português

A Abraji e a Global Investigative Journalism Network (GIJN) lançaram a GIJN em Português, a primeira comunidade do mundo de jornalistas que trabalham em língua portuguesa. A parceria inédita tem o objetivo de fomentar e difundir técnicas, tutoriais e o melhor da produção jornalística de países como Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial, além de outras regiões em que o português é falado.

A GIJN é hoje o maior centro de apoio à prática de jornalismo investigativo no mundo. A rede oferece de graça recursos para que jornalistas de qualquer lugar do mundo possam desenvolver investigações e trabalhos baseados em dados com mais eficiência. Cada vez mais, a rede compartilha conhecimento sobre inovação e empreendedorismo no jornalismo. Fundada em 2003, tem 163 integrantes, todos organizações jornalísticas sem fins lucrativos voltadas para a produção ou o fomento do jornalismo investigativo, em mais de 70 países, em todos os continentes.

A Abraji é um desses membros, o único em toda a comunidade de países que têm o português como língua oficial.

Com a parceria, a missão da Abraji será impulsionar a difusão de boas práticas, exemplos e técnicas de jornalismo investigativo para toda a comunidade lusófona, por meio de duas contas, no Twitter (@gijnportugues) e no Facebook (www.facebook.com/GIJN-em-portugues), que serão abastecidas diariamente.

Nesses perfis, serão indicados grandes exemplos de reportagens investigativas produzidas por repórteres e editores dos países que falam português. Também estarão no radar dicas e iniciativas relacionadas a jornalismo de dados; eventos, bolsas e outras oportunidades profissionais em jornalismo investigativo; bastidores de apurações; técnicas de investigação e dicas de ferramentas úteis para jornalistas; e análises sobre o mercado de mídia que impactem o jornalismo investigativo, entre outros.

Conteúdos originalmente produzidos em outras línguas também serão recomendados nas redes sociais, mas acompanhados de informações em português, uma maneira de atender quem não domina o inglês ou outros idiomas.

O site da Abraji também trará o melhor do conteúdo da GIJN traduzido pela primeira vez para o português. Até agora, a GIJN gerava conteúdos em inglês, árabe, chinês, francês, russo e espanhol.

"A troca de informações e experiências entre profissionais e organizações de diferentes países é fundamental para criar e reforçar redes supranacionais de jornalismo investigativo", afirma o presidente da Abraji, Daniel Bramatti. "Outro aspecto importante da parceria é a ênfase na formação e no aprimoramento profissional, algo que a Abraji incentiva desde a sua criação, em 2002."

Para o diretor-executivo global da GIJN, o jornalista David Kaplan, a atenção ao mundo de língua portuguesa era um passo natural. “Era nosso próximo passo lógico”, avalia Kaplan. “Como a sexta língua mais falada do mundo, o português é um portão de entrada vital para que possamos alcançar e integrar a redes globais os nossos colegas no Brasil, na África, na Europa e em outros locais ao redor do mundo. Oligarcas e criminosos se tornaram internacionais faz tempo. É hora de os jornalistas correrem atrás e criarem redes que os ajudem a se conectar para além de fronteiras e a ter acesso a dicas e ferramentas mais atuais”.

Segundo Kaplan, a presença de canais em português nas redes sociais da GIJN será “o primeiro passo na oferta de vários recursos em português sobre jornalismo investigativo para colegas de todo o mundo”.

O editor da GIJN Português é o jornalista Breno Costa. Breno trabalhou por seis anos como repórter investigativo na Folha de S.Paulo e é fundador e diretor do BRIO, que oferece mentorias individualizadas e outros serviços a jornalistas no Brasil. Experiente no acompanhamento e na curadoria desse universo do mercado de jornalismo e da mídia, ele concentrará esforços em levar informações relevantes e atuais para a rede da GIJN nos países de língua portuguesa.

“Hoje, infelizmente, a maioria dos jornalistas brasileiros não têm acesso a referências importantes, práticas e teóricas sobre o jornalismo investigativo e o mercado no qual ele se insere globalmente. Nosso objetivo será o de ajudar a derrubar essas barreiras e fomentar uma cultura de mais atenção ao que se produz e ao como se produz em jornalismo investigativo”, afirma Breno.

A GIJN em Português nasceu de uma conversa entre David Kaplan e Guilherme Amado, vice-presidente da Abraji, nos Estados Unidos, em março deste ano. Amado vem se propondo a criar maneiras de melhorar a colaboração de jornalistas brasileiros com colegas em todo o mundo.

“Compartilhamos, além da língua, uma série de outras características com os povos que também falam português. Existe um milhão de histórias esperando a colaboração entre colegas que falam português para serem contadas. Empresas que atuam em diversos desses mercados, rotas de imigração em plena atividade, semelhanças culturais e étnicas, episódios da nossa História que nunca foram explorados pelo jornalismo. Espero que a GIJN Português seja um vetor para aumentar essa colaboração”, defende Amado.

Com informações da Abraji

Disponível em: http://abraji.org.br/noticias/abraji-e-gijn-lancam-primeira-comunidade-global-de-jornalistas-que-falam-portugues

14

Ago

Jornalismo

Centro internacional recebe inscrições de jornalistas para bolsas de Programa de Reportagem Climática

O Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ), com o apoio da Fundação das Nações Unidas, está aceitando inscrições para o Programa Global de Reportagem Climática.

O programa selecionará até 16 jornalistas de todo o mundo para participar da Cúpula Global de Ação Climática de 10 a 15 de setembro, em São Francisco, além de sessões abertas com especialistas e um workshop com jornalistas experientes em clima.

Os participantes aprenderão com especialistas globais sobre como o clima afeta a saúde e a segurança humana e os ecossistemas naturais e produzirão matérias sobre esses tópicos críticos. Antes do programa, o ICFJ organizará uma orientação virtual para preparar os participantes para cobrir a conferência e ajudar a desenvolver suas pautas. Os participantes também aprenderão estratégias de dados e narrativas para melhorar sua cobertura de questões críticas relacionadas ao clima e seus efeitos nas comunidades.

O programa está aberto a jornalistas em todo o mundo. Jornalistas da Índia, China, Brasil, África do Sul, Alemanha, França, Polônia, Japão, México e Austrália são especialmente incentivados a se inscrever.

A bolsa cobre viagens, hospedagem e refeições. As inscrições são feitas de forma online até 19 de agosto.

Para mais informações sobre como se inscrever (em inglês), clique aqui.

Com informações do Portal Comunique-se. 

Imagem: divulgação

3

Ago

Jornalismo

Abraji lança cartilha com orientações para jornalistas lidarem com assédio online

Recentes ataques coordenados a jornalistas nas redes têm ameaçado a liberdade de imprensa e afetado o cotidiano das vítimas, que nem sempre sabem como reagir ao assédio online. É nesse contexto que a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) lança a publicação Como lidar com assédio contra jornalistas nas redes.

Com a cartilha, a organização pretende sensibilizar veículos, jornalistas, empresas de tecnologia, entidades ligadas ao jornalismo e à liberdade de expressão e autoridades policiais e da Justiça para a gravidade do assédio online, bem como enfatizar a necessidade de jornalistas e redações elaborar protocolos de defesa a esse problema. Além disso, o documento foi pensado para ajudar os jornalistas no período eleitoral, em que a Abraji acredita que haverá um recrudescimento do assédio virtual aos profissionais da imprensa, de acordo com o diretor Marcelo Träsel. "Criamos esse material para que nossos associados e todos os jornalistas tenham um guia de referência rápida sobre como lidar com o assédio", afirma.

No material online e disponivel para download, há orientações práticas para lidar com ataques nas redes, além de recomendações que prezam pela privacidade dos jornalistas e por um uso consciente das redes sociais. A Abraji entende que registrar na polícia comportamentos abusivos e eventualmente buscar seus direitos na Justiça são meios de mostrar aos agressores que há consequências para a violência praticada na internet.

A publicação foi produzida pelos jornalistas Marcela Donini e Moreno Osório, do Farol Jornalismo, com supervisão da diretoria da Abraji. Foram consultados especialistas em segurança digital, segurança de jornalistas, crimes cibernéticos, gestão de crise, além de advogados, entre outras fontes. Também foram ouvidos repórteres e editores que sofreram assédio online no exercício da profissão.

Fonte: Abraji, acesse a cartilha http://assedioonlineajornalistas.org.br/