Jornalismo

19

Fev

Comunicação

Abraji publica materiais de referência sobre a Lei de Acesso a Informações nos níveis federal e estadual

A Abraji publicou em seu site páginas com as regulamentações da Lei de Acesso a Informações Públicas, links para portais de transparência e sistemas de pedido de informações na União, nos estados e no Distrito Federal. O material está disponível na seção Help Desk, que reúne dicas e ferramentas para jornalistas e estudantes de jornalismo.

Os arquivos são das Regulamentações da Lei de Acesso no nível federal e Regulamentações da Lei de Acesso nos estados e DF. Além dos documentos sobre Portais de transparência e e-SICs no nível federal e Portais de transparência e e-SICs nos estados e DF.

A Lei de Acesso a Informações Públicas (Lei federal 12.527/2011) criou as regras para a aplicação do direito de acesso a informações garantido no Art. 5º, inciso XXXIII da Constituição Federal. Ela deve ser cumprida por todos os poderes e órgãos, em todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal).

Cada poder e órgão precisa fazer a regulamentação da Lei de Acesso, ou seja, definir como funcionarão alguns pontos específicos da lei federal. As regulamentações definem, por exemplo: a quem devem ser apresentados recursos contra negativas de acesso a informação; quem é responsável por fiscalizar o cumprimento da Lei de Acesso naquele órgão ou poder; quais são os agentes públicos autorizados a colocar informações sob sigilo.

Mesmo quando não há regulamentação da Lei de Acesso em um poder ou órgão, ela precisa ser cumprida na íntegra. Ou seja, continua obrigatória a divulgação de informações de interesse público (receitas e despesas, conteúdo institucional, relatórios, licitações e contratos) sem que ninguém precise pedir e os órgãos públicos devem responder a pedidos de informação em até 20 dias, prorrogáveis por mais 10.

Fonte: Abraji

19

Fev

Jornalismo

Equipe do Profissão Repórter ministra palestra para alunos potiguares

Já imaginou viver 5 dias de imersão com os profissionais que fazem parte do programa Profissão Repórter da TV Globo? Durante o mês de março, a equipe do programa irá viajar por todo país realizando um ciclo de palestras para universitários. Em parceria com a UnP, a Globo Universidade promove o “Globo Lab – Profissão Repórter”, um bate-papo com alguns integrantes do Projeto. O encontro acontece no dia 11 de março, a partir das 19h, na Unidade Roberto Freire.

Abordando a dinâmica do Profissão Repórter, a forma de abordagem e de conduções das matérias, desde a escolha da pauta até a edição, a palestra é aberta para todos estudantes interessados em produção audiovisual. As inscrições são gratuitas e vão até 8 de março. Os interessados podem se inscrever em unp.br/eventos.

Após o momento de conversação, será lançado um desafio para o público: produzir uma videorreportagem com duração de 3 a 5 minutos, com tema a escolha dos participantes. As 10 melhores produções nacionais ganham mentoria de cinco dias, com o Jornalista Caco Barcellos, na redação do Profissão Repórter, nos Estúdios Globo em São Paulo.

Para participar do desafio, é necessário formar duplas e preencher um formulário ao final do evento. Durante o encontro serão passadas mais informações sobre a atividade. Serão avaliados a originalidade da história e do seu registro, criatividade na condução da reportagem e potencial de atratividade para o público do Profissão Repórter. Em caso de dúvidas, os estudantes podem acessar a plataforma de FAQ do Projeto.

18

Fev

Jornalismo

MEC realiza levantamento sobre gravidez de adolescentes em idade escolar

O Ministério da Educação (MEC) quer saber quantos casos de gravidez na adolescência ocorreram em 2018. Desde a última quinta-feira (14) está disponível para as escolas públicas e privadas o “Questionário sobre quantidade de casos de gravidez em adolescentes escolares”. O prazo para preencher os dados vai até 15 de abril.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo questionário, as escolas devem considerar os casos de gravidez em adolescentes na faixa etária de 10 a 19 anos de idade identificados no ano passado. Não será necessário identificar a adolescente.

O questionário deverá ser preenchido por gestores escolares ou por pessoas designadas pelas escolas. O acesso é por meio de um link no Sistema Educacenso,exclusivamente para o perfil escola.

O trabalho faz parte do programa Saúde na Escola, desenvolvido pelo MEC e Ministério da Saúde. A intenção é fortalecer ações conjuntas para reduzir o número de casos de gravidez na adolescência, além de garantir o cuidado integral às adolescentes grávidas.

Fonte: Agência Brasil

15

Fev

Jornalismo

ONG organiza treinamento em segurança para jornalistas na Alemanha

A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) na Alemanha está com inscrições abertas para o programa de treinamento de segurança, destinado a jornalistas de zonas em crise ou guerra. O questionário e o formulário de inscrição podem ser enviados até às 20h da próxima terça-feira (19). O envio deve ser feito por meio do aplicativo Signal e dos e-mails criptografados rog.digitalfreedom@protonmail.com e digitalfreedom@reporter-ohne-grenzen.de.

Jornalistas expostos a riscos digitais devido a sua atividade profissional em seus países de origem podem se inscrever no programa. Professores interessados em aprender sobre segurança digital para levar conhecimentos a seus alunos também são bem-vindos.Para participar do treinamento é necessário ter inglês fluente e experiência como jornalista. Conhecimentos prévios sobre segurança não são requisitados. Os escolhidos devem ter a intenção de voltar aos seus países de origem ao final do treinamento.

programa será realizado em Berlim, capital da Alemanha, e tem duração de quatro meses. Os participantes selecionados farão o treinamento de 1° de maio a 31 de agosto ou de 1º de setembro a 31 de dezembro. A RSF cobre custos de viagem, visto, estadia, transporte e oferece uma bolsa mensal de € 1 mil (aproximadamente R$4,2 mil). Além disso, os selecionados poderão participar de atividades promovidas pela organização em Berlim.

Foto: Robert Schlesinger/ Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/ong-organiza-treinamento-em-seguranca-para-jornalistas-na-alemanha/?utm_campaign=newsletter_150219&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

13

Fev

Jornalismo

Serviços do IFRN e demais institutos federais estão disponíveis em portal do Governo Federal

Serviços de Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, como matrículas e solicitações de benefícios, foram disponibilizados no portal de serviços do governo federal. A medida faz parte de um processo de digitalização das atividades do Executivo Federal iniciada com órgãos da administração direta e indireta, que depois incluiu universidades e agora chegou aos institutos federais. A novidade foi anunciada em cerimônia ontem (12), em Brasília.

Pelo portal, é possível acessar um conjunto de serviços, como inscrição em processos seletivos, solicitação de assistência estudantil ou emissão de segunda via de diploma. Nas páginas, é informado quem tem acesso ao serviço, quais os documentos necessários e o tempo do processamento da solicitação. O interessado deve digitar no campo de pesquisa o nome do instituto federal.

Pelo site, o interessado pode baixar os editais, a lista de escolhidos para cursar no instituto e outras informações, porém a inscrição no instituto ainda deve ser feita presencialmente, como no IF do Paraná. Outros serviços podem ser agilizados sem a necessidade de comparecimento, como recebimento de bolsas no IF de Rondônia, que pode ser feito pelo envio de um e-mail à secretaria do órgão, cujo endereço é indicado no portal.

O reitor do Instituto Federal de Brasília, Wilson Conciani, destacou a importância dos serviços online para aumentar a transparência dessas instituições e sua aproximação com os cidadãos. “Até diploma podemos gerar eletronicamente. Colocar também serviços é dar ao público conhecimento daquilo a que eles têm direito. O portal vai facilitar a vida de muita gente e levar o Brasil para mais perto dos brasileiros".

Fonte: Agência Brasil

11

Fev

Jornalismo

Jornalista Ricardo Boechat morre em queda de helicóptero em São Paulo

O jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, morreu na queda de um helicóptero no início da tarde de hoje (11) em um dos acessos da Rodovia Anhanguera, que liga a capital paulista, ao interior. Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto da aeronave também morreu carbonizado.

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e tinha uma coluna semanal na revista ISTOÉ. O motorista de um caminhão atingido no acidente foi resgatado pelo serviço da concessionária que administra a via. O fogo no local já foi extinto.

Foto: Reprodução/Band TV

6

Fev

Jornalismo

CNN Brasil abre processo seletivo para jornalistas. Saiba como participar

Veículo de comunicação que anunciou a sua implementação em 14 de janeiro, a CNN Brasil começa a se estruturar. Nesta segunda-feira, 5, a direção iniciou o processo seletivo para formar as equipes de redação que irão iniciar a história do canal. A ideia é contratar ao menos 400 jornalistas.

No primeiro momento, os responsáveis pelo projeto querem ser contatados por quem tenha passagens por outras empresas de comunicação. Em nota oficial, a CNN Brasil reforça que está atrás de “profissionais com experiência em jornalismo e rádio e TV”. Por ora, a emissora não anunciou programa de estágio ou seleção para jornalistas sem trabalhos desenvolvidos no mercado.

Seleção online

Para participar do processo seletivo, os comunicadores interessados — e que estejam enquadrados na especificação solicitada — devem enviar e-mail para a equipe de recursos humanos do canal. Os jornalistas precisam entrar em contato exclusivamente pelo seja@cnnbrasil.com.br. Mensagens enviadas para outros endereços serão desconsideradas.

É necessário que os postulantes às vagas da CNN Brasil façam breve apresentação no corpo do e-mail e enviem os currículos em anexo. A direção da futura emissora hard news não informou data limite para o contato ser feito. Em comunicado enviado à imprensa, divulgou-se, contudo, que 560 currículos foram recebidos pela assessoria (materiais esses já encaminhados ao RH).

Projeto multimídia

Os futuros jornalistas da CNN Brasil serão dirigidos por Douglas Tavolaro. Ex-vice-presidente da Record TV, ele será o diretor-geral (CEO) do projeto. Ao lado do empresário Rubens Menin, o executivo de comunicação é o responsável pelo licenciamento da marca de notícias no país.

Além de manter uma emissora na TV por assinatura com conteúdo jornalístico 24 horas por dia, a nova empresa promete investir em outros meios. Um site oficial focado em jornalismo deve ser lançado junto com o canal, ao modelo da página da CNN internacional. Páginas em redes como Facebook, YouTube e Instagram também estão na estrutura prevista.

Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/cnn-brasil-processo-para-jornalistas/

4

Fev

Jornalismo

Programa de bolsas da ONU abre inscrições para jornalistas, incluindo brasileiros

O Fundo The Dag Hammarskjöld para jornalistas da ONU abriu inscrições para o programa de bolsas de 2019. Profissionais interessados em cobrir a 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas devem se inscrever até 1 de março. As inscrições precisam ser feitas por meio do formulário. As informações são do Portal Comunique-se.

De acordo com o site, para se inscrever, é necessário ter de 25 a 30 anos e estar vinculado a um veículo de mídia. O programa dura aproximadamente 10 semanas, com início em setembro de 2019. A bolsa cobre custos de viagem, acomodação, seguro-saúde e ajuda diária para alimentação e outras necessidades.

O programa é direcionado a jornalistas dos principais países em desenvolvimento da África, Ásia, América Latina e Caribe, que devem cobrir assuntos internacionais durante a Assembleia. Neste ano, o Fundo restringiu inscrições de participantes da Argentina, Índia, Quênia e Iêmen, para que nacionalidades diferentes possam ser representadas no programa. Brasileiros podem se inscrever.

Todos os anos são escolhidos quatro jornalistas para a cobertura da Assembleia Geral da ONU, que irão interagir com profissionais do mundo todo durante o evento. O programa é restrito a pessoas com experiência profissional e não oferece treinamento em competências jornalísticas básicas. Um perfil dos participantes de 2018 foi publicado no site da bolsa.

Para mais informações sobre critérios de seleção e documentos necessários, acesse o site. Dúvidas sobre o programa devem ser encaminhadas para fellowship2019@unjournalismfellowship.org.

Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/bolsas-da-onu-para-jornalistas

30

Jan

Jornalismo

Jornalista do RN escreve livros biográficos por encomenda

Que tal nos 15 anos da sua filha lhe dar de presente um livro que conte como foi sua vida até ali? Que registre as ansiedades da adolescência, as brincadeiras da infância, a expectativa dos pais… Ou, então, no aniversário de Bodas de Prata dos seus tios surpreendê-los com um livro que narre a história de amor deles?

É o que propõe a Vou te Contar – Livros Personalizados que utiliza o jornalismo para escrever livros biográficos de pessoas comuns, “um presente único e realmente surpreendente”, diz a idealizadora da empresa, a jornalista Rosilene PereiraMuitos são os motes do livro; podem contar como foram os vinte anos de atuação de uma empresa, o nascimento do primeiro filho ou as experiências dos 70 anos da matriarca de uma família.

“Vivemos pequenas magias no nosso cotidiano. Uma gravidez inesperada, a cura de uma doença, a descoberta de um novo rumo profissional. Muitas vezes nem nos damos conta da riqueza das experiências que vivemos. E registrar as boas histórias que vêm desse dia a dia é o que proponho fazer, pois um livro supre a dificuldade que temos hoje de acumular tanta informação, que, se não for organizada, acaba se perdendo”, diz a jornalista, há 18 anos no mercado editorial e jornalístico de Natal e São Paulo, editora de revistas como a Versailles e Casa Cor RN, e repórter de outras, como a Veja Natal.

Os livros contêm texto redigido a partir de entrevistas com o biografado e pessoas com ele envolvidas, fotos de família e direção de arte personalizada. Rosilene conta que a ideia deste trabalho surgiu despretensiosa, quando sua irmã fez 40 anos e ela queria lhe dar um presente marcante. O mimo fez tanto sucesso que começaram a surgir encomendas espontaneamente e virou uma nova atividade para ela que, há seis anos, chefia a redação da comunicação do Governo do Estado. O tempo de produção do livro varia de acordo com o biografado.

Foto: Ivanizio Ramos, disponível em: http://portalnoar.com.br/jornalista-do-rn-escreve-livros-biograficos-por-encomenda/ 

25

Jan

Jornalismo

Pesquisa global da Endelman aponta para desconfiança nas redes e valorização do jornalismo

O sentimento de pessimismo em relação ao futuro e o desejo urgente de mudança social associados ao ambiente midiático digital caótico, repleto de desinformação, têm proporcionado interesse crescente das pessoas na busca por fatos. Esse comportamento aproximou e elevou o consumo e compartilhamento de notícias produzidas pelas empresas jornalísticas, revela a edição de 2019 do Trust Barometer, estudo global da empresa de relações públicas Edelman que analisa a confiança do público em governo, mídia, empresas e ONGs. Ao mesmo tempo, as redes sociais voltaram a apresentar queda de credibilidade. As informações são da ANJ.

De acordo com a matéria, a pesquisa revela que o número dos entrevistados que consome semanalmente ou mais conteúdo produzido por empresas jornalísticas (referidas no relatório como mídia tradicional) e compartilham ou publicam essas notícias várias vezes por mês ou mais aumentou 14 pontos percentuais, passando de 26% para 40%. O número de entrevistados que afirma que consome notícias semanalmente ou mais aumentou em oito pontos percentuais, de 24% para 32%. Inversamente, o número de pessoas que afirmam consumir o material jornalístico menos que semanalmente caiu mais 20 pontos percentuais, de 49% para 28%.

Por outro lado, a confiança nas mídias sociais (média global de 44%) permaneceu em baixa, especialmente nas regiões desenvolvidas, onde há enormes lacunas de confiança entre mídias tradicionais e sociais. Nos Estados Unidos e Canadá a brecha é de 31 pontos – 65% dos entrevistados disseram confiar na mídia tradicional. Na Europa a diferença é de 26 pontos percentuais em favor do jornalismo. Na América Latina a diferença favorável à mídia tradicional é menor, de 13 pontos percentuais. Em todo o mundo, 73% dos entrevistados disseram ter preocupação que notícias falsas ou desinformação estejam sendo usadas como armas nas redes sociais.

"A última década testemunhou uma perda de confiança nas figuras e instituições tradicionais de autoridade", disse Richard Edelman, CEO da Edelman. Mais recentemente, as pessoas perderam a confiança nas plataformas sociais. Essas forças levaram as pessoas a mudar sua confiança para os relacionamentos dentro de seu controle, principalmente seus empregadores (75% dos entrevistados). A pesquisa entrevistou, via online, entre 19 de outubro e 16 de novembro de 2018, 33 mil pessoas em 27 países, entre eles o Brasil.

Fonte: ANJ, disponível em: https://www.anj.org.br/site/institucional/2013-01-31-07-20-51/73-jornal-anj-online/15962-crescimento-do-pessimismo-e-da-desinformacao-digital-reforcam-confianca-das-pessoas-no-jornalismo.htm

24

Jan

Jornalismo

Mais de 200 jornalistas foram agredidos no Brasil em 2018

Os casos de agressões a jornalistas no Brasil cresceram 36,7% de 2017 a 2018. É o que aponta relatório recente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj). A entidade contabilizou 135 ocorrências de violências — entre elas um assassinato — que vitimaram 227 profissionais. As informações são do Portal Comunique-se.

De acordo com o site, os principais agressores identificados pela Fenaj foram eleitores/manifestantes. Eles foram responsáveis por 22,2% dos casos de agressão — no ano passado, o Brasil viveu uma campanha presidencial polarizada. Os partidários do presidente Jair Bolsonaro foram os que mais agrediram jornalistas, de acordo com a Fenaj: eles foram responsáveis por 23 das 30 ocorrências que envolviam eleitores/manifestantes.

Parte das agressões ocorreu durante dias de votação e comemorações da vitória. Bolsonaro não mantém uma boa relação com a imprensa. Repetidamente, o presidente usa sua conta no Twitter para reclamar de matérias críticas a sua administração. Organizações de defesa à liberdade de imprensa já demonstraram preocupação com o novo governo.

Outro acontecimento importante de 2018 no Brasil, a greve dos caminhoneiros também contribuiu para o aumento das agressões contra jornalistas. Dezenas de profissionais foram impedidos de cobrir as paralisações e violentados verbal ou fisicamente. Segundo a Fenaj, 17% dos agressores dos casos registrados eram caminhoneiros, ou 23 casos.

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi estopim para violência contra jornalistas. A Fenaj contou sete casos de agressão em protestos contra a condenação e encarceramento do ex-presidente. O episódio motivou dois ataques por parte de policiais militares e uma ocorrência de censura — quando o Supremo Tribunal Federal impediu que a imprensa entrevistasse o ex-presidente.

Perfil dos agressores

A Fenaj destacou a mudança no perfil do agressores. De 2013 a 2017, os principais perpetradores de violência contra jornalistas haviam sido policiais militares ou guardas municipais, que ficaram em terceiro lugar no número de ocorrências em 2018.

A presidente da entidade jornalística, Maria José Braga, escreve no relatório de que o fato de eleitores, manifestantes e caminhoneiros terem contribuído para o crescimento da violência contra profissionais da imprensa “é uma demonstração inequívoca de que (estes) grupos e segmentos não toleram a divergência e a crítica e não têm apreço pela democracia”.

Perfil das vítimas

A maior parte dos jornalistas violentados no ano passado foi vítima de agressões físicas (24,4% das ocorrências), seguido de ameaças e intimidações (20,7%) e agressões verbais (20%). Os impedimentos ao exercício profissional tiveram um aumento significativo e chegaram a 14,8% dos casos em 2018.

A região Sudeste do país foi onde se contabilizou o maior número de ocorrências (39,2% do total), com destaque para o estado de São Paulo (20,7% do total). A região Sul ficou em segundo lugar na quantidade de violências (28,1%), sendo a maior parte no Paraná (16%), onde o ex-presidente Lula está preso. Apesar de serem maioria na profissão (67%), as mulheres jornalistas não foram os alvos mais frequentes de ataques. A maior parte das vítimas (46,2%) era do sexo masculino, uma tendência registrada pela Fenaj desde a década de 1990.

As equipes de televisão foram mais frequentemente alvo de violência, sendo 39,2% do total de vítimas. Em seguida, estão os profissionais da mídia impressa, que totalizaram 20,9% das ocorrências.

Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/mais-de-200-jornalistas-foram-agredidos-no-brasil-em-2018/

16

Jan

Jornalismo

Banco de dados de projetos jornalísticos ganha versão em português

Jornalistas em países de língua espanhola e portuguesa agora podem acessar uma base de dados de jornalismo colaborativo em seus idiomas locais. O Center for Cooperative Media, da Montclair State University nos Estados Unidos, traduziu a plataforma que lista projetos de cooperação entre redações para que mais profissionais da América Latina possam se inspirar em seus exemplos.

A diretora do Center for Cooperative Media, Stefanie Murray, explica que, desde que a iniciativa foi criada, há dois anos, jornalistas de diversos países entraram em contato para pedir ajuda com seus próprios projetos de colaboração. A tradução é uma tentativa de oferecer recursos de apoio a pessoas fora dos Estados Unidos.

“A colaboração está se tornando comum fora dos EUA e, por isso, foi um passo natural traduzirmos nosso banco de dados para outros idiomas para ajudá-lo a crescer e se tornar útil para outros jornalistas”, disse Murray ao Centro Knight. “Dado o grande número de jornalistas de língua espanhola nos EUA e em todo o mundo, queríamos traduzir o banco de dados para o espanhol para começar”.

A base de dados reúne informações detalhadas sobre 176 projetos de jornalismo colaborativo. É possível ver exemplos das ferramentas e do financiamento utilizado em cada ocasião, além de entender o impacto gerado pelos trabalhos e conhecer os prêmios recebidos pelas colaborações.

A base de dados reúne informações detalhadas sobre 176 projetos de jornalismo colaborativo

A ideia é que o número de entradas aumente com a colaboração do público. Os formulários para adicionar novos projetos à base também foram traduzidos para o espanhol e para o português.

“Estamos confiantes de que ter esse recurso disponível em vários idiomas realmente nos ajudará a ampliar o banco de dados e fornecer suporte a projetos em todo o mundo”, disse Murray.

O trabalho de tradução ficou a cargo de Guilherme Amado, vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e repórter investigativo do jornal O Globo. Ele passou um ano pesquisando sobre colaborações como JSK Fellow, na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Lá, Amado percebeu que uma das principais barreiras para a cooperação entre redações é a cultural.“Iniciativas como a da base de dados são essenciais, pois elas disseminam a cultura de colaboração no jornalismo com exemplos de colaborações bem sucedidas em diferentes escalas”, disse ele ao Centro Knight. “(Na América Latina) existe uma questão linguística. Existe um ‘Tratado de Tordesilhas’ que faz com que a colaboração (de países de língua espanhola) com o jornalismo brasileiro seja menos frequente”, acrescentou, em referência ao acordo que separava as Américas entre Espanha e Portugal.

Felizmente, o espírito colaborativo tem se tornado mais forte nas Américas, segundo Amado. Ele cita como exemplo as coalizões para combater desinformação, como o Projeto Comprova, do Brasil, e o Verificado2018, do México, além do mais recente trabalho transnacional do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), o Implant Files.

Para ele, esse movimento de maior colaboração foi incentivado por organizações como o Instituto Imprensa e Sociedade (IPYS, na sigla em espanhol). Amado acredita, no entanto, que a cooperação entre redações latino-americanas pode ir ainda mais longe, em escala local, nacional ou até continental. As vantagens, segundo o jornalista, são muitas: aumento na diversidade de vozes, melhora na qualidade e precisão da informação e redução de custos.

Há muitos temas na América Latina que podem ser base de colaborações transnacionais, como a Amazônia e até a música latina, diz Amado. “Essas histórias estão esperando jornalistas para contar”, disse. “Mas com a redução de verba dos grandes veículos, a chance de mandarem jornalistas brasileiros é muito menor. Mas a colaboração pode ser a resposta para contarmos bem as histórias que precisam de um ponto de vista internacional”.

Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/banco-de-dados-de-projetos-jornalisticos-ganha-versao-em-portugues/

16

Jan

Jornalismo

Inscrições abertas para treinamento em jornalismo diário da Folha

A Folha de S. Paulo está com inscrições abertas para seu Programa de Treinamento em Jornalismo Diário. Até o dia 10 de fevereiro, pessoas com formação universitária podem se candidatar no site a uma das 15 vagas disponíveis. Não é necessário ter formação em jornalismo.

O programa começa em 25 de março e termina dia 2 de junho, com duração de 13 semanas. Em período integral, os participantes terão aulas de técnicas jornalísticas, língua portuguesa, direito e economia, além de palestras com profissionais da área. Ao final, os trainees produzirão uma reportagem.

A seleção ocorre em duas etapas. A primeira é uma prova online com questões de português, inglês e conhecimentos gerais. Os melhores candidatos da primeira fase serão chamados para uma dinâmica de grupo na Folha, em São Paulo.

O treinamento não é remunerado. A Folha oferece hospedagem para os candidatos de fora de São Paulo e três bolsas de ajuda de custo.

Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/inscricoes-abertas-para-treinamento-em-jornalismo-diario-da-folha/

16

Jan

Jornalismo

É hora de desvendar o jornalismo para conquistar a confiança do público, diz editora-chefe da CNN digital

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ataca com violenta retórica – “inimigos do povo”, “fake news”, entre outras – a imprensa dos Estados Unidos desde a campanha eleitoral de 2016. O objetivo do mandatário, assim como de outros governantes, é desqualificar aqueles que podem noticiar as falhas de sua administração e fortalecer a propaganda governista. Sob ataque, jornalistas e organizações noticiosas têm reagido, mas de forma ainda insuficiente, segundo a editora-chefe da área digital da emissora de TV a cabo CNN, Meredith Artley. É preciso fazer mais, afirmou, e conquistar a confiança do público com transparência e a demonstração de como funciona e o quão útil é o jornalismo.     

"Em 2019, devemos ir além das campanhas de marketing de 'Facts First' e 'Democracy Dies in Darkness' e tudo isso", disse Meredith em entrevista à Kara Swisher, no podcast Recode Decode. "Isso é ótimo. É muito bom”, reconheceu. “[Mas] Precisamos ir mais longe agora. Precisamos realmente melhorar mostrando nosso trabalho. Acelerar os esforços para sermos transparentes sobre quando fazemos as coisas erradas ou quando mudamos as coisas e por que fizemos isso”, enfatizou. Meredith disse também que há muito do processo jornalístico que o público não entende, e isso precisa ficar claro para as pessoas, principalmente em meio a uma crise de credibilidade de todas as instituições. “Acho que isso aumentará a confiança.”

Em 2018, a CNN estava no grupo de pessoas e instituições consideradas críticas a Trump que foram alvo de pacotes-bomba. Meredith relembrou alguns dos depoimentos de colegas em meio a uma situação de terror e como isso fortaleceu nela a certeza que a experiência “sublinhava por que é tão importante fazermos bem o nosso trabalho”. A CNN e outros meios de comunicação, insistiu, precisam fazer mais para desfazer a percepção de que eles são “inimigos do povo”, mostrando como fazem jornalismo, por meio de todos os dispositivos existentes hoje – a maior parte digital – para a distribuição de notícias.

O movimento passa necessariamente por ajustes. Isso já ocorreu na CNN.com, que costumava se apressar para cobrir todos os tweets do presidente, disse Meredith, acreditando que eles sejam automaticamente dignos de notícia. Agora, contou, a área está tentando desacelerar e fazer menos “jornalismo de estenografia”.

Fonte: Portal ANJ, disponível em: https://www.anj.org.br/site/legislacao/menleis/73-jornal-anj-online/15747-e-hora-de-desvendar-o-jornalismo-para-conquistar-a-confianca-do-publico-diz-editora-chefe-da-cnn-digital.html

8

Jan

Jornalismo

Ferramenta digital facilita coleta automatizada de reportagens para análises e pesquisas

Analisar desequilíbrios na cobertura jornalística de um determinado tema requer o exame de grande quantidade de material e pode ser uma tarefa trabalhosa. Pensando em facilitar essa missão, um grupo de pesquisadores desenvolveu uma ferramenta que automatiza a coleta de reportagens.

Feita na linguagem de programação python, a iniciativa provisoriamente chamada de impacto-midia é aberta e as instruções para utilizá-la estão em um repositório no GitHub. Sua interface permite que o usuário visualize todos os títulos, links e estatísticas de engajamento em redes sociais das reportagens que tenham os termos de busca no título ou no corpo, rankeando e categorizando-as. Depois disso, basta exportar e ver o resultado.

“Costumava ser bastante laborioso selecionar, baixar e categorizar uma grande quantidade de reportagens. Usando nosso código, o tempo gasto com isso pode ser bastante reduzido”, explica Pedro Burgos, que desenvolveu a ferramenta junto com Álvaro Turicas e Bernardo Vianna.

Parte do código da impacto-midia tem origem no projeto iniciado por Burgos em 2017, o Impacto.Jor, cujo propósito é responder a duas perguntas: para que serve o jornalismo e como saber se ele está funcionando? Para isso, o projeto entrega aos veículos parceiros métricas que permitem avaliar o desempenho de uma reportagem e medir o seu impacto além dos números de audiência.

Burgos conta que o Impacto.Jor permitiu que algumas hipóteses sobre o impacto do jornalismo fossem revistas. No pleito eleitoral, por exemplo, percebeu-se que quando um político importante cita uma reportagem, isso não necessariamente influencia o debate político. “Durante a eleição o que mais vimos foi oponentes políticos usando reportagens apenas para atacar o adversário. O que é legítimo e pode ser impacto, mas pode-se dizer que é impacto ‘positivo’ para os leitores que são seguidores de um político X e ‘negativo’ para os outros eleitores”, diz.

Segundo o jornalista, a experiência se mostrou especialmente útil para veículos de cobertura essencialmente local, como a Gazeta do Povo. “Em nível local, o impacto costuma ser bem mais nítido: o repórter escreve sobre as lâmpadas queimadas de uma praça, e a prefeitura tem que agir”, exemplifica. “Não há partidarismo, e a função do jornal como instituição que cobra os poderosos, e faz a ponte entre sociedade civil e governo é bem nítida”, diz Burgos.

No caso de veículos de alcance nacional, apesar do impacto ser grande, muito do “automaticamente capturável” pela ferramenta se mostrava apenas parte do jogo político. “Nossos robozinhos, que alimentam a ‘dashboard de potenciais impactos’ de cada um dos parceiros, produziram vários ‘falsos positivos’ especialmente durante as eleições”, conta o desenvolvedor.

“O impacto-midia foi uma maneira que encontramos de usar parte do código que escrevemos [no Impacto.jor] para ajudar pesquisadores em uma área que acreditamos precisa de apoio: a automação de pesquisas em mídia”, diz Burgos

Com informações da Abraji