Jornalismo

10

Jul

Jornalismo

Assinaturas digitais dos britânicos The Times e Sunday Times superam as das versões impressas pela primeira vez

Pela primeira vez na história dos jornais britânicos The Times e Sunday Times, da News UK, o número de assinantes digitais (500 mil) superou, em junho deste ano, a quantidade de assinaturas impressas dos dois veículos. Na relação com junho de 2017, houve um incremento de 20% no volume de assinantes apenas digitais (255 mil), informou o site especializado em comunicação Press Gazette. O sistema de paywall dos dois jornais foi lançado em 2010, e o resultado apresentando agora não inclui usuários registrados que podem se inscrever gratuitamente para ler dois artigos de sua escolha por semana.

A diretora executiva da News UK, a jornalista Rebekah Brooks, disse que o resultado reflete o acerto dos investimentos feitos na transformação digital e a crescente demanda por notícias e opiniões de qualidade. “Desde o lançamento de assinaturas digitais em 2010, continuamos a inovar e investir em jornalismo de classe mundial e, também, e no esforço para entender sobre o que os clientes e os anunciantes querem e precisam”.


O The Times tem uma circulação diária de 431.053 exemplares, enquanto o Sunday Times conta com 772.509 unidades todos os domingos, de acordo com dados de maio deste ano. No meio digital, o The Times possui 3,75 milhões pessoas registradas para a leitura de dois artigos por semana.

“O The Times fornece consistentemente notícias e análises completas. Nossos formatos e plataformas podem evoluir continuamente, mas a qualidade do que produzimos é constante e estamos muito encorajados que cada vez mais pessoas se voltem para nós”, disse o editor do The Times, John Witherow. O editor do Sunday Times, Martin Ivens, acrescentou: “Na era da hiperinformação, o papel da reportagem exclusiva e investigativa, dos colunistas especialistas e dos comentários culturais é mais importante do que nunca”.

Leia mais em: https://www.pressgazette.co.uk/times-and-sunday-times-hits-500000-subscribers-as-digital-outnumbers-print-for-first-time/

9

Jul

Jornalismo

Assessoria de Comunicação da UFRN recebe inscrições para bolsista

A Assessoria de Comunicação da Reitoria (Ascom-Reitoria) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abre inscrições de estudantes para seleção de bolsista. Os candidatos devem ser alunos do curso de Jornalismo, a partir do quarto período, e registrados no Cadastro Único. As atividades desenvolvidas serão relacionadas ao fotojornalismo, além das inerentes à assessoria de comunicação, como produção de releases e coberturas jornalísticas.

A bolsa tem valor de R$ 400,00, com carga horária de 20h semanais, no turno vespertino (13h às 17h) e duração de até dois anos. A seleção será composta de análise curricular, entrevista e avaliação de conhecimentos técnicos (produção textual e fotográfica).

Os interessados devem encaminhar currículo e histórico acadêmico no dia 13 de julho para o e-mail ascom@reitoria.ufrn.br. A etapa de seleção acontecerá entre os dias 16 e 20, com chamada do selecionado no dia 23 e início da bolsa a partir de 1º de agosto.

5

Jul

Jornalismo

Federação de Jornalistas chama de “mordaça” e “censura prévia” as regras para uso de redes sociais definidas pela Globo

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), emitiu comunicado a respeito das regras divulgadas no último domingo (01) pelo grupo Globo, que trata do comportamento dos jornalistas contratados pela empresa nas redes sociais. A FENAJ repudiou as diretrizes que classificou como “censura prévia” e disse que a Globo “amordaça” os profissionais. Leia o comunicado da federação:

“A entidade máxima de representação da categoria, vem a público denunciar e repudiar a censura prévia que o Grupo Globo estabeleceu para os seus jornalistas contratados.  A pretexto de estabelecer “diretrizes para o uso de redes sociais”, o Grupo Globo atenta contra a liberdade de expressão dos jornalistas, impedindo, sob ameaça, os profissionais de se manifestarem em redes sociais, as que existem e que as vierem a existir.

As “diretrizes” do Grupo Globo afrontam os direitos e garantias fundamentais da Constituição Cidadã de 1988. O artigo 5º da Constituição Federal, em seus incisos IV, VIII e IX, assegura que é livre a manifestação do pensamento, que ninguém será privado de direitos por convicção filosófica ou política e que é livre a atividade intelectual, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

Já em seu artigo 220, que trata da Comunicação Social, a Constituição Federal também expressa que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição.

Pelas novas “diretrizes”, os jornalistas do grupo empresarial não podem compartilhar mensagens que revelem posicionamentos políticos, partidários ou ideológicos, mesmo em grupos em que se exige a confiança absoluta em seus participantes.

Nas redes sociais, os jornalistas devem se abster de expressar opiniões políticas, promover e apoiar partidos e candidaturas, defender ideologias e tomar partido em questões controversas e polêmicas que estão sendo cobertas jornalisticamente pelo Grupo Globo.

Os jornalistas, chamados de comentaristas, analistas ou colunistas de opinião, devem ter uma atuação na rede social que não permita a percepção de que são militantes de causas e que fazem parte da luta político-partidária ou de ideias. A eles, como a todos, é vedado apoiar candidatos ou partidos, dentro e fora de eleições.

Os jornalistas do Grupo Globo também ficam impedidos de fazer publicidade, mesmo que indiretamente, ao citar ou se associar a nome de hotéis, marcas, empresas, restaurantes, produtos, companhias aéreas etc. Isso também não deve acontecer em contas (em redes sociais) de terceiros, e o jornalista deve zelar para evitar tais ocorrências.

Não satisfeito em cercear a liberdade de expressão, a livre manifestação do pensamento e privar o direito do jornalista de manifestar suas convicções políticas, o Grupo Globo também amordaça os seus colaboradores não-jornalistas. Proíbe os profissionais de outras áreas de atuação de declarar voto ou fazer propaganda para candidatos ou partidos no material produzido especificamente para os veículos para os quais trabalham.

Ao impor as novas “diretrizes”, incorporadas aos “Princípios Editoriais”, datados de 2011, o Grupo Globo amordaça os seus profissionais, estabelecendo a censura prévia. As “diretrizes” aparecem como “recomendações”, mas fica evidente que quem não segui-las será responsabilizado e sofrerá consequências.

“As regras são válidas para todos os jornalistas do Grupo Globo e devem ser rigorosamente observadas. As chefias diretas ficam com a incumbência de implementá-las, torná-las uma realidade e, em caso de faltas por parte de jornalistas, dividir os episódios com a direção de redação do veículo, que decidirá então se é o caso de levá-los à apreciação do Conselho Editorial do Grupo Globo”, estabelecem as “diretrizes”.

Em carta aos jornalistas, João Roberto Marinho tenta justificar o injustificável, afirmando que o objetivo da medida é garantir a isenção, princípio basilar do Jornalismo. Paradoxalmente, Marinho esquece que a isenção jornalística nunca foi a marca do Grupo Globo que, inclusive, já veio a público pedir desculpas por ter apoiado a ditadura civil-militar.  E, provavelmente, terá de vir a público no futuro pedir desculpas pelo apoio ao golpe político de 2016.

A FENAJ não admite o estabelecimento da servidão intelectual e, junto com os Sindicatos de Jornalistas do país, vai procurar as medidas legais cabíveis, tanto na Justiça do Trabalho quanto na Justiça comum, para pôr fim à censura prévia estabelecida e devolver a dignidade aos jornalistas do Grupo Globo”.

Com informações da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)

5

Jul

Jornalismo

Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos abre inscrições para a sua 40ª edição

Jornalistas, artistas do traço e repórteres fotográficos de todo o Brasil tem até o dia 23 de julho para inscrever suas produções e concorrer ao 40º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Considerado entre as mais significativas distinções jornalísticas do país, o Prêmio Vladimir Herzog tem abrangência nacional e reconhece, ano a ano, trabalhos que valorizam a Democracia e os Direitos Humanos.

Para concorrer, os candidatos devem inscrever-se através do site www.premiovladimirherzog.org preenchendo a ficha cadastral e anexando sua obra publicada ou veiculada no período compreendido entre 1º de agosto de 2017 e 23 de julho de 2018, inclusive. Nesta edição, serão aceitas produções jornalísticas inscritas em SEIS categorias: arte, fotografia, produção jornalística em texto, produção jornalística em áudio, em vídeo e em multimídia.

O 40º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos é promovido e organizado por uma comissão constituída pelas seguintes instituições: Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ; Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – ABRAJI; Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio; Coletivo Periferia em Movimento; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP; Instituto Vladimir Herzog; Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Nacional, Ordem dos Advogados do Brasil - Secção São Paulo; Conectas Direitos Humanos; Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e Sociedade Brasileira dos Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom.

2

Jul

Jornalismo

Lista de regras de uso das redes sociais para jornalistas da Globo trata de marcas, política e até de grupos de Whatsapp

O presidente do Conselho Editorial do Grupo Globo, João Roberto Marinho divulgou, em carta, uma atualização detalhada das regras para uso de redes sociais por jornalistas da emissora, seguindo a linha adotada por outras grandes redes de comunicação mundiais, como The New York Times e BBC. O comunicado, que causou certa polêmica no meio jornalístico pela rigidez e abrangência, trata do relacionamento dos jornalistas com as marcas, com questões políticas e partidárias e até mesmo, sobre manifestações em grupos fechados de Whatsapp. Veja a carta e as novas regras na íntegra, conforme divulgação do Portal G1:

“Carta de João Roberto Marinho

Caros companheiras e companheiros,

Ninguém discordará de que o advento das redes sociais é um dos fenômenos que definem o século XXI. De uma maneira inédita na história da humanidade, elas conectaram pessoas em nível planetário, permitindo a formação de comunidades, o compartilhamento de ideias, fatos e opiniões, a aproximação de pessoas que frequentemente nem se conhecem. É algo extremamente positivo e bem-vindo.

Como tudo, porém, logo descobrimos que elas têm também um lado sombrio: podem ser usadas para manipular grupos, disseminar boatos e mentiras com fins antidemocráticos e permitir que a intimidade das pessoas seja clandestinamente conhecida. Com a consciência desses defeitos, porém, seus usuários se tornam cada vez mais capazes de produzir anticorpos para esses males. Na balança entre o bem e o mal, nós acreditamos que o lado bom das redes sociais supera o lado mau, embora seja necessário ainda muito estudo e atenção para combater os malefícios. Somos, enfim, entusiastas do potencial positivo das redes sociais.

Nós, jornalistas, como todos os cidadãos, podemos fazer parte delas seja do ponto de vista pessoal ou profissional. Podemos compartilhar impressões, sentimentos, fatos do nosso dia a dia, assim como utilizá-las para fazer fontes, garimpar notícias, descobrir tendências. Não é novidade para nenhum de nós, no entanto, que o jornalismo traz bônus e ônus.

O bônus é o prazer de exercer uma atividade fascinante cujo objetivo último é informar o público, para que possa escolher melhor como quer viver, como fazer livremente escolhas, uma atividade que nós, sem modéstia, consideramos absolutamente nobre. O ônus é justamente aquele que nos impomos para poder fazer um bom jornalismo: em resumo, tentar ao máximo nos despir de tudo aquilo que possa pôr em dúvida a nossa isenção.

Sei que não é preciso, mas dou aqui um ou dois exemplos. Todos os jornalistas que cobrem economia (e aqueles que compõem a chefia da redação), por exemplo, se privam da liberdade de aplicar em papéis de empresas específicas para que jamais levantem a suspeita no público de que determinada notícia sobre esta ou aquela empresa tem por trás um interesse pessoal. Um jornalista de cultura que seja parente de algum artista se considerará impedido de cobrir as atividades dele. Nós conhecemos bem as nossas restrições, aliás descritas em nossos princípios editoriais que o Grupo Globo publicou em 6 de agosto de 2011. E nada disso nos perturba ou incomoda porque temos a consciência de que o propósito é permitir que façamos um bom jornalismo e que sejamos reconhecidos por isso.

As redes sociais nos impõem também algumas restrições. Diferentemente das outras pessoas, sabemos que não podemos atuar nelas desconsiderando o fato de que somos jornalistas e de que precisamos agir de tal modo que nossa isenção não seja questionada. Já no lançamento dos princípios editoriais, previmos isso quando estabelecemos o seguinte: “A participação de jornalistas do Grupo Globo em plataformas da internet como blogs pessoais, redes sociais e sites colaborativos deve levar em conta três pressupostos: (...) 3- os jornalistas são em grande medida responsáveis pela imagem dos veículos para os quais trabalham e devem levar isso em conta em suas atividades públicas, evitando tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem a profissão com isenção e correção.”

Desde então, porém, o uso de redes sociais se universalizou de tal forma que é necessário detalhar melhor como nós jornalistas devemos utilizá-las de modo a não ferir, de maneira alguma, aquele que é um pilar da nossa profissão: a isenção. É por essa razão que estamos acrescentando uma seção aos nossos Princípios Editoriais sobre o uso das redes sociais.

Essas recomendações sobre como devemos nos comportar nas redes não têm nada de idiossincrático ou exclusivo. Na verdade, estão rigorosamente em linha com o que praticam os mais prestigiados veículos jornalísticos do mundo, como The New York Times e BBC, para citar apenas dois de dezenas de exemplos.

É fundamental que todos leiamos com atenção essas diretrizes e as sigamos com o rigor que nos caracteriza em nossas atividades profissionais.

Dito isso, a Seção II de nossos Princípios Editoriais terá um novo item, de número 5, apresentado ao fim desta carta.

Tenho absoluta convicção de que todos nós entenderemos as razões dessas diretrizes mais detalhadas e as seguiremos. Agradeço pela atenção e disponibilizo a seguir o texto que será acrescentado, a partir de hoje, aos nossos Princípios Editoriais.

Rio de Janeiro, dia 1 de julho de 2018

João Roberto Marinho

Presidente do Conselho Editorial do Grupo Globo”

Confira abaixo as novas diretrizes divulgadas pelo Grupo Globo:

“Seção II: Como o jornalista deve proceder diante das fontes, do público, dos colegas, do veículo para o qual trabalha e das redes sociais

(...)

5) Diante das redes sociais:

a) O Grupo Globo considera que toda rede social é potencialmente pública. Mesmo que alguém permita o acesso ao que nela diz ou publica a apenas um grupo de pessoas, há uma alta possibilidade de que tal conteúdo se torne público. E, quando essa pessoa é um jornalista, a sua atividade pública acaba relacionada ao veículo para o qual trabalha. Se tal atividade manchar a sua reputação de isenção manchará também a reputação do veículo. Isso não é admissível, uma vez que a isenção é o principal pilar do jornalismo. Perder a reputação de que é isento inabilita o jornalista que se dedica a reportagens a desempenhar o seu trabalho. Isso se aplica a todas as redes – Twitter, Instagram, Facebook, WhatsApp ou qualquer outra que exista ou venha a existir;

b) Em alguns casos, a perda da reputação de isenção é evidente de imediato. Em outros, é preciso uma análise criteriosa. Essa avaliação deve ser feita pelas chefias imediatas e compartilhada com a direção de redação, que decidirá quando é o caso de encaminhar a questão ao Conselho Editorial do Grupo Globo;

c) É evidente que, em aplicativos de mensagens, como WhatsApp e outros, em que há mais controle sobre o acesso, todos têm o inalienável direito de discutir o que bem entender com grupos de parentes e amigos de confiança. Mas é preciso que o jornalista tenha em mente que, mesmo em tais grupos, o vazamento de mensagens pode ser danoso à sua imagem de isenção e à do veículo para o qual trabalha. E que tal vazamento o submeterá a todas as consequências que a perda da reputação de que é isento acarreta. Assim, compartilhar mensagens que revelem posicionamentos políticos, partidários ou ideológicos, mesmo em tais grupos, exige a confiança absoluta em seus participantes – confiança que só pode ser avaliada pelo jornalista;

d) Em sua atuação nas redes sociais, o jornalista deve evitar tudo o que comprometa a percepção de que o Grupo Globo é isento. Por esse motivo, nas redes sociais, esses jornalistas devem se abster de expressar opiniões políticas, promover e apoiar partidos e candidaturas, defender ideologias e tomar partido em questões controversas e polêmicas que estão sendo cobertas jornalisticamente pelo Grupo Globo. Em síntese, esses jornalistas não devem nunca se pôr como parte do debate político e ideológico, muito menos com o intuito de contribuir para a vitória ou a derrota de uma tese, uma medida que divida opiniões, um objetivo em disputa. Isso inclui endossar ou, na linguagem das redes sociais, “curtir” publicações ou eventos de terceiros que participem da luta político-partidária ou de ideias. Quando acompanhar a atividade nas redes sociais de candidatos, partidos, entidades ou movimentos em torno da defesa de ideias ou projetos for fundamental para a cobertura jornalística, é permitido que o jornalista siga as suas páginas ou contas (mas não se deve curtir os seus posts). Quando for assim, o jornalista deve seguir todos os candidatos a um cargo majoritário e, nos outros casos, partidos e movimentos que defendam ideias opostas ou essencialmente diferentes, para que fique claro ao público que a iniciativa de os seguir não se deve a preferências pessoais. Da mesma forma, esses jornalistas devem avaliar se sua imagem de isenção estará sendo comprometida ao compartilhar material de terceiros. Agir de modo diferente compromete de forma irremediável a isenção do jornalista e mancha a reputação do veículo para o qual trabalha, com a consequência já mencionada;

e) Como em todos os veículos de imprensa, há no Grupo Globo jornalistas cuja função é analisar fatos e controvérsias e opinar sobre eles. Por óbvio, tais jornalistas não ferem o princípio da isenção. Primeiramente, porque agem com transparência, deixando explícito que não fazem uma reportagem objetiva sobre os fatos, mas a partir deles os analisam e opinam sobre eles (ver Seção I, item 1, letra t). É uma atividade jornalística diversa da reportagem, mas que atende também a uma demanda do público: ter acesso a opiniões e análises sobre fatos e controvérsias para que possa formar a sua própria opinião. Tais jornalistas, normalmente chamados de comentaristas, analistas ou colunistas de opinião, devem ter uma atuação na rede social que não permita a percepção de que são militantes de causas e que fazem parte da luta político-partidária ou de ideias. A eles, como a todos, é vedado apoiar candidatos ou partidos, dentro e fora de eleições;

f) Colaboradores, em seções de análise e opinião, que não sejam jornalistas, mas profissionais de outras áreas de atuação, devem julgar como atuar nas redes sociais, conscientes de que a sua reputação, fundamental para sua condição de colaborador, é afetada por essa atuação. Não é permitido declarar voto ou fazer propaganda para candidatos ou partidos no material produzido especificamente para os veículos para os quais trabalham;

g) Por razões correlatas, é imprescindível que o jornalista do Grupo Globo evite a percepção de que faz publicidade, mesmo que indiretamente, ao citar ou se associar a nome de hotéis, marcas, empresas, restaurantes, produtos, companhias aéreas etc. Isso também não deve acontecer em contas de terceiros, e o jornalista deve zelar para evitar tais ocorrências. Participantes de programas esportivos televisivos, radiofônicos ou transmitidos pela internet seguirão neste quesito a política comercial de seus veículos. O jornalista deve evitar criticar hotéis, marcas, empresas, restaurantes, produtos, companhias aéreas etc., mesmo que tenha tido uma má experiência. O motivo é simples: a posição que ocupa nos veículos do Grupo Globo pode levar a que tenha um tratamento preferencial no reparo de danos sofridos;

h) Essas diretrizes em nada diminuem a importância que o Grupo Globo vê nas redes sociais. O Grupo Globo estimula o seu jornalista e os seus veículos a utilizarem as redes sociais como valioso instrumento para se aproximar de seu público, ampliá-lo, reforçar a imagem de credibilidade de que já desfrutam, divulgar os seus conteúdos, encontrar notícias, fazer fontes. Nessa atividade, devem, porém, observar as regras até aqui descritas. E outras deste código;

i) Os jornalistas do Grupo Globo devem sempre priorizar os seus veículos na divulgação de notícias, ou seja: noticiar os fatos sempre em primeira mão nos veículos para os quais trabalham. Somente então, poderão disponibilizar as notícias nas redes sociais, mas seguindo regras: as notícias devem ser brevemente resumidas e acompanhadas de um link que permita ao leitor ler a sua íntegra no veículo que a publicou. Quando a notícia não dispuser de um link específico, é obrigatória a publicação de um link do veículo para o qual trabalha, com a especificação da editoria, para que o leitor possa buscar mais detalhes. Devem agir de forma igual os comentaristas, analistas e colunistas de opinião em relação ao que produzirem para os veículos para os quais trabalham;

j) A publicação de reportagens certamente vai gerar comentários dos leitores. O jornalista do Grupo Globo deve tratar todos com respeito. Pode esclarecer dúvidas e comentar críticas. Se estas forem ofensivas, talvez seja melhor simplesmente não responder. Se se sentir vítima de abuso, é legítimo que o jornalista do Grupo Globo bloqueie os ofensores. Mas é preciso critério: não confundir críticas contundentes, mas legítimas, com ofensas e abusos;

k) O jornalista do Grupo Globo, sem exceção, não pode, por óbvio, criticar colegas de suas redações ou de redações de competidores nas redes sociais. O crítico acaba sempre por se diminuir diante do público. Da mesma forma, chefias não devem usar as redes sociais para elogiar os próprios veículos ou criticar concorrentes. Elogios e críticas podem ser interpretados como arrogância, algo que deve sempre ser evitado. Nesses dois casos, com propósitos construtivos, devem ser sempre priorizados os canais internos;

l) Essas regras são válidas para todos os jornalistas do Grupo Globo e devem ser rigorosamente observadas. As chefias diretas ficam com a incumbência de implementá-las, torná-las uma realidade e, em caso de faltas por parte de jornalistas, dividir os episódios com a direção de redação do veículo, que decidirá então se é o caso de levá-los à apreciação do Conselho Editorial do Grupo Globo;

m) O Grupo Globo tem a compreensão de que, muitas vezes, o jornalista pode se sentir em dúvida sobre se um texto seu nas redes sociais resvala na tomada de posição, ferindo o princípio da isenção. A única solução é consultar a chefia.”

Com informações do Portal de notícias G1.

27

Jun

Jornalismo

[VÍDEO] Professor enfatiza que a educação para o futuro precisa ser centrada nas diferenças e em solução de desafios

Uma educação que valorize as diferenças, o autodidatismo, a criatividade e a capacidade de resolver problemas seria o caminho para a empregabilidade das crianças e adolescentes da atual geração. No entanto, as escolas continuam a seguir o modelo de 100 anos atrás, que não instiga os alunos e é baseada no método expositivo. A observação foi feita pelo engenheiro eletrônico e professor do Departamento de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Gláucio Bezerra Brandão, em entrevista concedida ontem ao projeto Sabatina No Minuto.

Participei do debate a convite do editor-chefe do Portal No Minuto e âncora do programa, jornalista Diógenes Dantas, junto também do publicitário Thiago Lins. O professor Gláucio Brandão é mestre em Biofísica e Radiobiologia e voltado para a área do Empreendedorismo inovador. Além de educação, na entrevista abaixo ele fala em inovação, robótica, empregabilidade e futuro. Confira:

27

Jun

Jornalismo

Fundo internacional apoia projetos e empreendimentos de mulheres jornalistas de todas as nacionalidades

Estão abertas as inscrições para o Fundo Buffett G. Howard, da International Women's Media Foundation (IWMF), que visa apoiar mulheres jornalistas em seus projetos e empreendimentos. As candidatas devem ter três ou mais anos de experiência em jornalismo profissional. Equipes de jornalistas podem concorrer, mas a inscrição deve ser feita por uma mulher jornalista e sua equipe deve incluir pelo menos 50% de mulheres. Possíveis projetos incluem expor questões globais críticas; desafiar narrativas tradicionais de mídia; desenvolver competências com base em campo e fortalecer carreiras; treinamentos e oportunidades de liderança; e lançamento de novos projetos empresariais ou adquirir a habilidade de fazê-lo.

As inscrições vão até 7 de agosto. Saiba mais em: https://www.iwmf.org/our-programs/grant-application-guide/ 

Fonte: Portal da ANJ

 

27

Jun

Jornalismo

Associação de Jornalismo Investigativo promove, em São Paulo, o maior encontro de jornalistas da América Latina

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) promove, de amanhã a sábado, o 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, o maior encontro de jornalistas da América Latina. Ao todo, serão mais de 100 painelistas, nove deles internacionais, e 32 cursos e oficinas conduzidos por grandes nomes do jornalismo nacional e internacional. O tema central do congresso deste ano é a importância da colaboração para o futuro do jornalismo no Brasil e no mundo. Ainda é possível fazer inscrição presencialmente, no local do Congresso, Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

Serão debatidos temas como a cobertura da Amazônia e do crime organizado em suas diferentes vertentes, o desafio da segurança do jornalista e da liberdade de expressão, em um país e em um continente que passam por mudanças intensas.

O editor venezuelano Joseph Poliszuk contará sua experiência de fazer jornalismo do exílio. Ainda no eixo da segurança sobre o jornalista, será apresentada uma oficina inédita no Brasil sobre como lidar com o assédio virtual, um fenômeno crescente no país, principalmente contra repórteres de política, esporte, segurança pública e especializados em checagem.

Conselheiros da Abraji também contarão como foi o primeiro ano do Programa Tim Lopes, lançado sob inspiração do Arizona Project, da americana Investigative Reporters and Editors (IRE). O objetivo do projeto é acompanhar a investigação de casos de assassinato de jornalistas e comunicadores e montar uma redação colaborativa para seguir com as reportagens das vítimas.

Erros e acertos da cobertura da Lavajato

Grandes investigações feitas no Brasil e no mundo serão esmiuçadas durante o congresso. Entre elas, histórias sobre abusos e violência contra a mulher; a violência de policiais contra populações carentes do Rio de Janeiro; e os números de homicídio no Brasil.

A Operação Lava Jato — o grande caso de corrupção cuja investigação começou no Brasil e se espalhou por toda a América Latina e pelos Estados Unidos, fazendo presidentes serem presos, renunciarem ou fugirem para o exterior — será tema de uma mesa em que jornalistas vão discutir os erros e acertos da cobertura.

No eixo de empreendedorismo e inovação, haverá cursos para jornalistas que queiram lançar negócios jornalísticos, com e sem fins lucrativos, e uma oficina de design thinking. Possibilidades de modelos de negócios para o jornalismo local também serão exploradas, o que é fundamental no contexto brasileiro, em que há 70 milhões de pessoas sem acesso a publicações impressas ou sites. O número é do Atlas da Notícia, estudo feito pela organização brasileira Projor.

“Ao selecionar os convidados brasileiros e internacionais, pensamos em como alinhar nossas necessidades, como jornalistas brasileiros, com o que de mais qualificado e inovador vem sendo feito dentro e fora do Brasil. O Congresso da Abraji, mais uma vez, será o grande ponto de encontro para pensarmos, discutirmos e aprendermos, uns com os outros, como melhorar cada vez mais o nosso jornalismo”, afirma Guilherme Amado, vice-presidente da associação.

Fonte: Portal da Abraji http://abraji.org.br/noticias/abraji-promove-esta-semana-o-maior-encontro-de-jornalistas-da-america-latina

21

Jun

Jornalismo

Prêmio de jornalismo da Estácio segue com inscrições; premiação chega a R$ 125 mil

Ainda há tempo para jornalistas de todo o Brasil inscreverem seus trabalhos na edição 2018 do Prêmio Estácio de Jornalismo. O evento tem o objetivo de fomentar a produção pela imprensa de matérias jornalísticas que abordem o Ensino Superior no Brasil. O prêmio é hoje o mais importante e tradicional dedicado exclusivamente à temática e contemplará reportagens inéditas de todas as regiões geográficas do território nacional, que tenham sido publicadas ou veiculadas entre os dias 11 de junho de 2017 e 2 de julho de 2018.

Desde a sua criação, a coordenação do prêmio vem percebendo que, além do crescimento do número de reportagens inscritas, há um aumento expressivo da qualidade e da diversidade de temas propostos. Matérias cada vez mais elaboradas e estruturadas mostram que os jornalistas estão se dedicando e se aprofundando para produzir mais trabalhos de “fôlego” sobre o ensino superior.

Até o momento, o prêmio registrou a participação de mais de mil jornalistas e profissionais de imprensa, que inscreveram mais de 1.800 reportagens veiculadas em 26 estados e no Distrito Federal. Foram mais de 100 premiados, entre concorrentes individuais e equipes.

O prêmio conta com uma plataforma online de inscrição. As inscrições poderão ser efetuadas até o dia 5 de julho de 2018. Cada concorrente poderá inscrever até 5 (cinco) matérias. A edição 2018 distribuirá 9 (nove) prêmios no valor total bruto de R$ 125.000,00 (cento e vinte e cinco mil reais), os quais sofrerão os devidos descontos legais. Mais informações no perfil do Facebook: www.facebook.com/PremioEstacioDeJornalismo.

19

Jun

Jornalismo

UNESCO está selecionando fotos de jornalistas em ação para ilustrar programas das Nações Unidas

A UNESCO está convidando fotógrafos profissionais de todo o mundo a enviar uma amostra de suas melhores fotografias, ilustrando jornalistas enquanto realizam seu trabalho. As fotografias selecionadas ajudarão a aumentar a conscientização sobre as condições de trabalho dos jornalistas e ilustrar as atividades e programas da UNESCO que contribuem para a promoção da liberdade de expressão. A diversidade regional também é fortemente incentivada.

Estão sendo procuradas imagens que retratam jornalistas que trabalham em diferentes situações, como por exemplo: jornalistas internacionais e/ou locais que trabalham em investigações de casos de corrupção ou irregularidades políticas; participando de julgamentos, coletivas de imprensa, manifestações ou grandes eventos públicos; dinâmicas de gênero no jornalismo; ameaças representadas pelo assédio na Internet; jornalistas que trabalham em mídias digitais; a vida cotidiana de um jornalista; e cenas da redação ou do estúdio de TV/rádio.

Além disso, em áreas de interesse particular que incluem: jornalistas inseridos na polícia ou nas forças armadas; jornalistas que relatam de uma zona de conflito; jornalistas em veículos protegidos ou em frente a locais de mídia com proteção ou qualquer outro caso estejam trabalhando em situações desafiadoras. As fotos selecionadas pela UNESCO incluirão uma representação equilibrada de gênero. 

Na condição de agência das Nações Unidas com um mandato específico para promover “o livre fluxo de ideias por palavra e imagem”, a UNESCO visa promover a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa e, ao fazê-lo, familiarizar o mundo com a vida cotidiana e as questões enfrentadas pelos jornalistas.

As fotografias serão escolhidas pelo seu conteúdo artístico, criativo e original. A UNESCO estabelecerá um contrato com os fotógrafos e comprará as fotografias selecionadas, de modo que os direitos não exclusivos das fotografias selecionadas sejam concedidos à UNESCO.

Requisitos para propostas: máximo de 12 fotografias; cor; resolução mínima 350 dpi; tamanho mínimo A4; legenda da foto em inglês ou francês para cada foto com informação (local, hora, assunto); preço por fotografia. As fotografias propostas podem ser enviadas para IDEI@unesco.org. O prazo para envio meia-noite (padrão GMT) de 15 de julho de 2018.

Fonte: Site da UNESCO em https://nacoesunidas.org/unesco-seleciona-ate-15-de-julho-fotografias-de-jornalistas-em-acao/ 

 

15

Jun

Jornalismo

Revista da Arquidiocese de Natal é finalista em Prêmio de Comunicação da CNBB

A Revista A Ordem – edição especial Mártires, editada pela Arquidiocese de Natal e publicada em outubro do ano passado, por ocasião da canonização, é uma das finalistas dos “Prêmios de Comunicação da CNBB – edição 2018”. A entrega do prêmio aos ganhadores acontecerá dia 20 de julho, em Aparecida (SP), por ocasião do 6º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação.

Os finalistas também vão concorrer à “menção honrosa”, escolhida através de uma votação popular que está acontecendo no Instagram e Facebook dos Prêmios de Comunicação, e segue até o dia 30 de junho. A lista dos vencedores está disponível no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no endereço www.cnbb.net.br.

A votação está disponível nos perfis facebook.com/premioscnbb e instagram.com/premioscnbb.

14

Jun

Jornalismo

Justiça Eleitoral recebe 25% dos processos que envolvem liberdade de imprensa no país

Em meio às manifestações da Justiça Eleitoral que apontam a preocupação com a disseminação de notícias falsas para as próximas eleições, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou pesquisa que aponta que é nos tribunais eleitorais onde desaguam 25% dos processos que envolvem liberdade de imprensa, atualmente, no país. A maioria dos casos – 68,7% – é de processos contra veículos de comunicação que tramitam na Justiça estadual por todo o Brasil.

Procurado pelo Blog da Juliska para comentar a pesquisa, o juiz eleitoral Wlademir Capistrano, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN), destaca que o grande número de ações não implica em risco para a liberdade de expressão. “A crítica jornalística e o jornalismo investigativo podem ser exercidos livremente, dentro dos parâmetros constitucionais”, afirma.

As estatísticas acima fazem parte de um estudo do CNJ e foram obtidas a partir de informações de processos existentes em cadastros da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação Nacional de Jornais (ANJ) e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), divulgado nesta semana.

Os dados encaminhados pelas associações de jornalismo foram cruzados com a base de dados do CNJ, considerando tanto os processos em trâmite quanto os já solucionados. O estudo ficou restrito a 2.373 processos – estima-se que o recorte corresponda a apenas 4,5% do universo de casos existentes no País sobre o tema, que seriam, em cálculo aproximado, 300 mil ações.

Mais da metade é relacionada a danos morais

Mais da metade dos pedidos refere-se a danos morais e a assuntos relacionados ao direito eleitoral. As ações envolvendo questões eleitorais são geralmente propostas por candidatos ou partidos políticos questionando matérias que teriam prejudicado a sua imagem junto ao eleitorado.

Para o juiz eleitoral Wlademir Capistrano, os dados apontados na pesquisa do CNJ são o reflexo de um olhar mais atento da Justiça Eleitoral em busca da garantia da igualdade de condições nas eleições. “Não há risco à liberdade de imprensa ou à liberdade de expressão. A crítica jornalística e o jornalismo investigativo podem ser exercidos livremente, dentro dos parâmetros constitucionais” ressaltou.

Segundo Capistrano, o que mais preocupa nesse momento é a disseminação de notícias falsas. “As novas ferramentas de comunicação, principalmente as redes sociais, potencializam as possibilidades de notícias falsas, e a Justiça Eleitoral, em parceria com os órgãos de inteligência do Governo Federal, com a Procuradoria Geral Eleitoral, com a Polícia Federal, com os provedores de serviços na internet, entre outros atores, está buscado a adoção de mecanismos tecnológicos aptos a inibir a utilização de Fake News durante o processo eleitoral”, relatou.

Pesquisa não incluiu ações geradas a partir de mídias sociais

Difamação é o motivo mais frequente das ações, seguido por violação à legislação eleitoral. Como é possível a existência de mais de uma alegação em um mesmo processo, a soma dos quantitativos supera a do número total de ações analisadas na pesquisa

Para a pesquisa, foram excluídos os processos em que o meio de comunicação envolvido não esteja diretamente relacionado com o exercício da atividade jornalística, ou seja, o objetivo foi traçar um perfil dos processos sobre liberdade de imprensa, e não de expressão em mídias como Facebook ou Twitter. O Grupo Globo, incluindo jornais, revistas e internet, é o veículo de imprensa mais acionado no Poder Judiciário, e a maioria dos processos versa sobre difamação e/ou calúnia.

A maior incidência de processos está no Estado do Rio de Janeiro, com o dobro da média nacional em casos por 100 mil habitantes. Além disso, os casos de liberdade de imprensa são quatro vezes maiores nas capitais do País que nas demais cidades.

Os processos baixados – ou seja, aqueles cujo trâmite já foi totalmente concluído – foram resolvidos, em média, em um ano e quatro meses. Já os processos pendentes, ou seja, que ainda estão em tramitação, estão nesta situação, em média, há três anos e dois meses. Na Justiça Eleitoral, os processos analisados tramitam com mais celeridade (média de um ano e dois meses), enquanto os mais morosos estão na Justiça Federal (média de quatro anos e sete meses). A pesquisa completa estará disponível no Portal do CNJ.

Com informações e gráficos do Conselho Nacional de Justiça

12

Jun

Jornalismo

Pesquisa mostra que jornalistas precisam informar mais sobre o seu papel para conquistar confiança do público

O público norte-americano está pronto para um relacionamento de maior confiança com as empresas jornalísticas, mas para tanto precisa compreender melhor o papel da imprensa. Há atualmente um desconhecimento sobre questões básicas do jornalismo, e jornalistas e empresas não estão conseguindo dirimir as dúvidas de sua potencial audiência.

As constatações são do Media Insight Project, uma colaboração entre The Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research e o American Press Institute. As informações foram divulgadas hoje no portal da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

De acordo com o texto, a pesquisa revela que uma das dificuldades da mídia dos Estados Unidos em comunicar e informar o público sobre como funciona a atividade jornalística está na desconfiança dos próprios profissionais. No levantamento, 3 entre 4 jornalistas disseram acreditar que o nível de confiança das pessoas em relação aos meios de comunicação recuou no último ano.

Do outro lado, no entanto, apenas 44% dos leitores entrevistados dizem que a confiança reduziu. Além disso, quando os americanos são questionados sobre sua organização de notícias favorita, um terço deles diz confiar mais nela do que há um ano. Ao mesmo tempo, apenas 1 em cada 10 diz que seu nível de confiança declinou – o que aponta que a percepção dos jornalistas sobre sua própria atuação é pior do que a visão externa do leitor.

Jornalistas se enxergam como investigadores de atividades públicas

Uma informação interessante sobre a percepção dos jornalistas e da população sobre o papel da imprensa aponta que os leitores não são unânimes em ver a investigação de atividades públicas como principal atividade do jornalista. Apenas um pouco mais da metade das pessoas dizem que a imprensa deveria atuar como um watchdog (cão de guarda), investigando e revelando principalmente as atividades públicas, enquanto 93% dos jornalistas encaram isso como seu papel.

A falta de sintonia na comunicação entre imprensa e leitores fica evidente na análise de características básicas do jornalismo. Quase 3 em cada 10 leitores, segundo a pesquisa, não conseguem diferenciar um editorial de uma notícia.

Existe amplo acordo, diz a pesquisa, que os jornalistas devem melhorar quanto a explicar seu trabalho: 68% da audiência dizem que os veículos de comunicação deveriam oferecer mais informação sobre suas fontes, enquanto 66% dos comunicadores estão de acordo com isso.

A pesquisa com a audiência ouviu 2.019 adultos e foi realizada entre 21 de março e 17 de abril. O estudo com 1.127 jornalistas, de 1 a 12 de abril, utilizou uma amostra selecionada de um banco de dados de contatos de mídia mantido pela Cision Media Research.

Com informações da Associação Nacional de Jornais.

Leia mais sobre a pesquisa nos seguintes links:

http://www.mediainsight.org/Pages/default.aspx

http://www.niemanlab.org/2018/06/americans-think-the-news-industry-is-headed-in-the-wrong-direction-but-what-does-that-even-mean/

5

Jun

Jornalismo

Congresso de Jornalismo Investigativo da Abraji terá ênfase na área de dados

O 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, de 28 a 30 de junho, em São Paulo, é uma ótima oportunidade interessados em cursos intensivos sobre jornalismo de dados. O encontro, promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), oferecerá nove cursos sobre esse segmento da atividade jornalística, entre os mais de 70 painéis e workshops do evento.

“Além dos treinamentos que oferecemos regularmente, abrimos espaço neste Congresso para workshops de maior duração, abordando técnicas avançadas, especialmente na área de dados. Assim, quem já domina o básico, terá opções para aprofundar o seu conhecimento”, explica Tiago Mali, coordenador de cursos e projetos da Abraji.

Para quem deseja se iniciar no universo do jornalismo guiado por dados, serão cinco palestras. Aos profissionais que já tem alguma familiaridade com o jornalismo de dados, há quatro outras oficinas. Além dos cursos sobre jornalismo de dados, o Congresso da Abraji também terá mesas sobre a utilização dos dados em casos práticos. Inscrições através do site congresso.abraji.org.br.

28

Mai

Jornalismo

Plataforma de cursos gratuitos oferece certificação em Assessoria de Comunicação

A Academia Comunique-se, plataforma online de cursos gratuitos sobre comunicação, disponibilizou o curso “Certificação Comunique-se para Assessoria de Imprensa”, voltado para profissionais da área ou aqueles que querem aprender mais sobre os desafios atuais do assessor de comunicação.

O curso é ministrado pelo Cassio Politi, fundador da Tracto Content Marketing, e especialista em Marketing de Conteúdo. As aulas trazem noções sobre Content e Inbound marketing, SEO para profissionais da comunicação, e abordam temáticas como “O Release Perfeito”, “O Assessor de Comunicação moderno” e “O Melhor Pitch Junto a Jornalistas”.

O Curso é gratuito. Para conferir o conteúdo, acesse: http://academia.comunique-se.com.br/courses/certificacao-comunique-se