Jornalismo

13

Mai

Jornalismo

Jornalista com mais de 40 anos de carreira anuncia pré-candidatura a vereador em Natal

O jornalista Toinho Silveira, um dos nomes mais conhecidos do jornalismo do RN, com mais de 40 anos de colunismo, está decidido a disputar uma vaga na Câmara Municipal de Natal em 2020. O desejo de entrar na política foi revelado em um despretensioso discurso em um evento que conduzia, mas logo provocou alvoroço e interesse e deu início a uma série de conversas com líderes partidários.

“Por enquanto, estou ouvindo a todos. A verdade é que sou pré-candidato, e vou lutar por isso”, afirmou. “Vou começar cedo o meu caminhar”, disse Toinho. Entre os líderes políticos com quem já conversou para definir seu destino partidário estão o ex-governador Robinson Faria, que o recebeu em seu apartamento em Areia Preta. No Governo Robinson, Toinho exerceu a função de diretor do Teatro Alberto Maranhão, vinculado à Fundação José Augusto.

Toinho Silveira conta que já conversou também com o presidente da Câmara, Paulinho Freire; o ex-vereador Júlio Protásio e o vereador e ex-presidente da Câmara, Raniere Barbosa, mas informa que ainda não se decidiu à qual partido ou grupo político deverá se vincular para a disputa. “Sou novo nesse meio, quero analisar com calma antes de tomar minha decisão. Mas sou pré-candidato”, destaca.

10

Mai

Jornalismo

Fotógrafo potiguar tem trabalho reconhecido em livro que é referência do fotojornalismo no Brasil

Deu no Portal no Ar:

Uma história tem várias formas de ser contada. Uma dessas formas é através de imagens e disso o fotógrafo potiguar Ney Douglas Marques entende bem. Com anos de experiência no fotojornalismo, ele recebeu uma prova de reconhecimento do seu bom trabalho.

Ney teve três fotos selecionadas para a 10ª edição do livro O Melhor do Fotojornalismo, lançada neste ano pela editora Europa com as 185 melhores fotografias documentais e noticiosas do ano de 2017, com trabalhos de seletos 120 fotógrafos todas as regiões do Brasil. Ele foi o único potiguar a ser selecionado para o livro e esse já é o quarto ano consecutivo em que é selecionado.

“No final do ano passado, recebi e-mail da editora pedindo para enviar um material para a seleção de fotos do livro deste ano. Eles gostaram do meu trabalho e três fotos minhas foram selecionadas”, contou.

As temáticas das fotos escolhidas pela editora têm relevância não apenas em nível local. Uma das imagens retrata a rebelião no presídio de Alcaçuz, evento que repercutiu em todo o Brasil e, por dias, movimentou a imprensa e população na região. A foto foi publicada no jornal espanhol El País e mostra os presos em fila no lado dde dentro da penitenciária.

Outro tema foi a seca, com uma fotografia do baixo nível do Açúde Gargalheiras, um dos principais reservatórios do Rio Grande do Norte, que fica na cidade de Acari, região Central Potiguar, e sofreu com uma seca de quase oito anos.

A terceira imagem retratou a violência letal em Natal em 2017, quando a cidade teve uma onda de ataques e chacinas, tendo sido considerada por organizações internacionais como a 4ª cidade mais perigosa do mundo.

“Muito podem questionar as fotos, pois infelizmente todas mostram momentos trágicos de nossa historia, são fatos que nos jornalistas estamos cobrindo no dia-a-dia para que leitores, internautas e telespectadores possam ter acesso as informações de tudo que acontece”, lamentou.

Apesar disso, o fotógrafo diz que fica muito feliz com a seleção de suas fotos para o livro. “Comprova um resultado positivo, um reconhecimento do meu trabalho”. Atualmente com 40 anos de idade e 16 de fotografia, ele conta que o fato também o incentivou a continuar contando histórias através das imagens. “É um empurrãozinho que diz ‘siga fazendo isso’”.

Foto: Reprodução - Instagram / Link da fonte: https://portalnoar.com.br/fotografo-potiguar-tem-trabalho-reconhecido-em-livro-que-e-referencia-do-fotojornalismo-no-brasil/

10

Mai

Jornalismo

Fórum Potiguar de Cultura discute orçamento do setor no RN

A Comissão Executiva do Fórum Potiguar de Cultura (FPC) vai realizar neste sábado (11), das 9h às 12h, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (TCP), a oficina “Entendendo o Orçamento Estadual de Cultura do RN” com o intuito de elucidar os agentes do segmento cultural do RN sobre o funcionamento do Orçamento Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte. 

A atividade será promovida após alguns encaminhamentos extraídos de três encontros do Fórum Potiguar de Cultura, realizados entre 2018 e 2019, e que trataram do Fundo Estadual de Cultura. Participam da oficina profissionais com experiência na execução do orçamento do RN e nos mecanismos de controle que possam estar a mão da sociedade civil. Informações que vão contribuir com o Fórum Potiguar de Cultura neste processo de garantir uma boa atuação da sociedade civil na gestão e na construção de políticas públicas para o segmento cultural no Rio Grande do Norte.

O encontro contará com a participação de Américo Maia, Coordenador de Planejamento, Acompanhamento e Controle da SEPLAN/RN, que apresentará o painel - Como se dá, burocraticamente, a execução do orçamento público do Rio Grande do Norte; e Lenira Fonseca, gerente do Projeto Estratégico “Transparência no RN” e do Escritório Setorial de Projetos da CONTROL/RN, que falará sobre - Como o FPC pode contribuir no controle da execução do orçamento público.

10

Mai

Comunicação

Universidade Potiguar promove curso sobre apresentação e reportagem de TV

Com foco na reportagem e apresentação para TV, acontece em Natal, na UNP Roberto Freire, no dia 25 de maio, um curso com a presença de Michelle Rincon, Lídia Pace e Diego Dantas. Sem pré-requisitos para os participantes, o curso busca capacitar os talentos da área com conteúdo específico. 

Idealizador do curso, o jornalista Diego Dantas, Grupo Globo e 98 FM, destaca a importância da capacitação para quem sonha em ingressar no mercado. "A formação, em muitos casos, é autodidata. Hoje, com as Tvs web e com o Youtube, por exemplo, temos muitas pessoas atuando em vídeo sem nenhuma capacitação específica. Nossa intenção é orientar esses talentos, que, em alguns casos, já trabalham no mercado, para oferecer profissionais mais preparados para o mercado", explica. 

Além do jornalista Diego Dantas, que vai ministrar o módulo sobre Imagem e Voz na TV, o curso conta com Michelle Rincon, ex-apresentadora da Intertv Cabugi e correspondente do Grupo Globo por duas décadas no Rio Grande do Norte, que vai palestrar sobre reportagem, e Lídia Pace, apresentadora e repórter de rede no estado, que estará à frente do conteúdo sobre apresentação. 

"Nossa ideia é oferecer um conteúdo prático, mostrando como funciona o trabalho no vídeo, tanto para quem pretende trabalhar em televisão como também para as novas plataformas. Serão dicas e caminhos apresentados por profissionais que atuam no mercado e que têm experiência em coberturas locais e nacionais", aponta o organizador. 

O curso vai oferecer para os participantes certificado de seis horas. As inscrições e outras informações podem ser obtidas por meio do WhatsApp: (84) 99424-3325.

8

Mai

Jornalismo

Novo estilo: InterTV sonda Miguel Weber para o comando de um de seus principais jornais

O jornalista Miguel Weber, conhecidíssimo por sua atuação de longa data nas ondas do rádio, confidenciou a colegas que foi sondado para assumir a apresentação de um dos principais programas jornalísticos do Estado – dessa vez, nas telas. Miguel Weber estaria em conversas com a InterTV Cabugi para assumir a apresentação do RN TV 1ª edição, que representa a linha de frente do jornalismo da emissora e vive em eterna disputa pela audiência com seu concorrente do horário na TV Ponta Negra (SBT), o Patrulha Policial.

Atualmente, Miguel Weber apresenta programa diário na 98 FM Natal, que conta com quadros populares como o “Música da Minha Vida”. Hoje, inclusive, é o aniversário do apresentador.

As informações de bastidor são de que com a saída da jornalista Michelle Rincon e a transferência de Emmily Virgílio para a apresentação do Bom Dia RN, a TV estaria em busca de um nome popular, com carisma e apelo junto ao público, para comandar o jornal do meio-dia. Miguel Weber já esteve na sede da TV para uma conversa com o diretor de jornalismo, Marcelo Vicioli. Ele estaria sendo visto pela emissora como uma das possíveis apostas para consolidar novos telespectadores das classes C, D e E para o jornalismo da InterTV.

(Foto: Facebook)

8

Mai

Jornalismo

Startups de notícias respondem à demanda por novo jornalismo

A demanda por conteúdo diferenciado, interativo e baseado em novos formatos motivou, nos últimos anos, a criação de plataformas e startups de jornalismo. Esse movimento também atraiu investidores como a organização Luminate, criada por Pierrer Omidyar, fundador do eBay, que aportou, no ano passado, US$ 920 mil na plataforma Nexo e prevê investimentos de até US$ 1,5 mihão em startups de jornalismo independente na América Latina em 2019.

“Um ecossistema de mídia diversificado é essencial para qualquer democracia. É possível ser um veículo independente, pequeno e exclusivamente digital”, afirma Paura Miraglia, CEO e fundadora do Nexo, ressaltando a independência da plataforma.

Independência também é uma premissa de Gustavo Kahil, fundador da Money Times,  plataforma especializada na cobertura de finanças e criada em 2016. Com anos de experiência na cobertura de finanças e negócios, Kahil percebeu que corretoras e gestoras não tinham um espaço apropriado para divulgar produtos e dialogar com o seu público-alvo. “Notícias sobre novidades de empresas são divulgadas por canais oficiais como CVM ou assessorias de imprensa e a maior parte dos sites apenas replica as agências tradicionais”, afirma. Em abril deste ano, a plataforma teve 1 milhão de usuários únicos, alta de 200% em relação à abril do ano passado.

Antonio Tabet, cofundador do MyNews, explica que interação e diversidade de formatos estão diretamente associados ao desempenho do canal, criado em março do ano passado. “Acho que a pluralidade tem uma diferença muito grande, essa diversidade, trazendo todas as correntes de pensamento para participar dos diversos programas do canal, agrada ao público, que sente falta disso.

E é fácil: o cara consome no celular, em casa, na televisão, onde ele quiser. A demanda é por mais conteúdo, um conteúdo analítico e plural”. Tabet acrescenta que o fato de ter sido lançado em ano eleitoral também pode ter impactado no crescimento do MyNews “Além disso, tem este contato direto com a audiência, que escreve, deixa recado, que elogia, critica, que dá sugestão. Isso tudo deixa o jornalismo mais dinâmico.”

Apesar disso, ele reconhece que trazer anunciantes e patrocinadores é realmente um desafio, “até porque está todo mundo aprendendo a precificar esta audiência, aprendendo a lidar com esta audiência. Não é só fazer um vídeo ou jingle bonito e colocar. É mais uma coisa tailor-made”, afirma Tabet.

Com informações do Portal Meio & Mensagem

6

Mai

Jornalismo

Via Twitter, presidente afirma que não vai regulamentar a mídia no Brasil

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afastou qualquer possibilidade de fazer uma regulamentação da mídia no país. Ele, inclusive, citou as redes sociais como veículo de mídia excluído de possibilidade de regulação.

“Em meu Governo a chama da democracia será mantida sem qualquer regulamentação da mídia, aí incluída as sociais”, disse o presidente em sua conta no Twitter, ontem (5).

A regulação da mídia chegou a ser tema de discussões em 2015, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. À época, o governo entendia que a medida democratizaria a comunicação e combateria oligopólios e monopólios no setor. O debate, no entanto, não foi à frente.

2

Mai

Jornalismo

Mortes são “ponta do iceberg” das ameaças contra jornalistas, destaca Unesco

Durante encontro entre o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), onde foi divulgado relatório envidenciando a violência contra jornalistas, um evento também alusivo ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio), foi apresentado, pela primeira vez em português, o resumo executivo do relatório da diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, sobre assassinatos de jornalistas em todo o mundo, intitulado “Punir o crime, não a verdade: Destaques do relatório de 2018 da Diretora-Geral da UNESCO sobre segurança dos jornalistas e o perigo da impunidade”.

O levantamento contabiliza 182 jornalistas assassinados em todo o mundo em 2016 e 2017. Isso significa uma morte a cada quatro dias. O local mais violento para o exercício da profissão foi a região da Ásia e Pacífico, com 54 assassinatos. Em seguida, vêm os países árabes e a América Latina e Caribe. Em cada uma dessas duas regiões, houve 50 mortes. O ano de 2016, com 102 mortes no planeta, foi mais violento que o de 2017, quando 80 jornalistas foram assassinados.

Na série história, o número vem diminuindo desde 2015 e está abaixo do pico verificado em 2012, mas ainda está acima do que era observado até 2011. Segundo a Unesco, 89% dos casos de jornalistas mortos entre 2006 e 2017 para os quais há dados dos processos judiciais continuam impunes. O problema é maior nos países árabes. Já a região com menos impunidade é Europa Ocidental e América do Norte. Países sem conflitos armados estão concentrando mais o número de mortes. Em 2016, metade era em países nessa situação. Em 2017, os locais sem confrontos respondiam por 55% dos casos. O país em que mais jornalistas morreram em 2016 e 2017, por exemplo, foi o México, que registrou 26 casos.

Somente em seguida vêm locais com conflitos armados: o Afeganistão, com 24 mortes, Iraque, com 17, e Síria, com 15. Outros países que se destacam negativamente são Iêmen (14), Índia (10 mortes), Paquistão (8) e Guatemala (8). O relatório da UNESCO apontou também a tendência no aumento de mulheres entre as vítimas. Desde que os números começaram a ser coletados em 2006, o ano de 2017 foi aquele que registrou mais jornalistas mulheres assassinadas: 11.

Em 2016, já tinham sido dez. Elas também são afetadas por outros riscos, como assédio sexual, violência sexual e ameaças de violência. O grupo com maior número de jornalistas assassinados no mundo é proveniente da TV. Eles representaram 45% dos casos em 2017 e 34% em 2016. Os repórteres locais também são os que mais assassinados - 94% do total -, uma vez que ataques a jornalistas internacionais costumam atrair mais atenção. Os freelancers (autônomos) também são mais vulneráveis.

Fonte: ANJ, disponível em: https://www.anj.org.br/site/component/k2/73-jornal-anj-online/19363-metade-dos-assassinatos-de-jornalistas-no-brasil-permanece-impune-profissionais-fora-dos-grandes-centros-sao-principal-alvo.html

2

Mai

Jornalismo

Matar ou agredir quem tem compromisso com a informação é uma forma de censurar, afirma procuradora

“Matar ou agredir quem tem compromisso com a informação e a opinião pública é uma forma de censurar”, disse a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que preside o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e durante evento, na última terça-feira (30), alusivo ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio), divulgou relatório, realizado junto a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), evidenciando que violência, assassinatos e alto índice de impunidade dos crimes (apenas a metade foi solucionada) contra comunicadores marcam o jornalismo brasileiro entre os anos de 1995 e 2018. A ocasião contou com a parceria da UNESCO no Brasil.

“A censura está proibida no Brasil, mas a censura pode ser exercida também sob o modo de atentar contra a vida do jornalista, do comunicador, sob a forma de ameaçar sua segurança para que ele deixe de dizer, se omita. E, sempre que isso acontece, e estando o Brasil no ranking dos países perigosos para o exercício da liberdade de imprensa, é preciso compreender que, na verdade, essas ameaças são uma forma de censura à própria imprensa”, completou procuradora-geral da República.

A procuradora-geral propôs ainda que a Justiça brasileira e o Ministério Público priorizem o julgamento de processos que têm jornalistas e comunicadores como vítimas de crime. “É preciso priorizar dentro do Ministério Público e do poder Judiciário o processamento das ações penais dos que afrontaram os comunicadores, dos que lhes tiraram a vida, dos que os ameaçaram. É preciso superar essa triste marca de impunidade que o Brasil carrega em relação àqueles que cometeram crimes contra jornalistas”, afirmou a procuradora-geral, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. “Matar ou agredir quem tem compromisso com informação e com opinião pública, é preciso dizer isso, é uma forma de censurar”, acrescentou.

Raquel Dodge afirmou que dar prioridade ao julgamento das ações judiciais contra comunicadores é uma forma de superar as mortes e ameaças motivadas pelo exercício da profissão no País. Ela classificou a situação como “grave” e relatou que os jornalistas, sobretudo os que denunciam corrupção, trabalham desprotegidos e expostos a risco. Dodge defendeu que o Estado deve enfrentar quem afronta os comunicadores e pediu uma reação do sistema de Justiça.

Marlova Jovchelovitch Noleto, diretora e representante da UNESCO no Brasil, destacou que as mortes são a "ponta do iceberg" das ameaças que existem contra jornalistas, que incluem detenções ilegais, sequestros e outras formas de violência. “Imprensa livre garante sociedades transparentes, onde todos podem acessar informações. O jornalismo independente torna essa informação acessível”, afirmou Marlova. O promotor Emmanuel Levenhagen Pelegrini, auxiliar da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) e um dos responsáveis por elaborar o relatório, destacou que é necessário esclarecer um assassinato em até três anos. “Passados três anos, é difícil encontrar novas provas”, explicou.

O Rio de Janeiro, ainda de acordo com o jornal O Globo, foi o estado com mais mortes registradas no período: 13. Desses casos, houve denúncia do Ministério Público em cinco. Seis ainda estão em andamento, e duas investigações terminaram sem descobrir os autores dos crimes. O segundo estado com mais mortes é a Bahia, com sete. Em seguida vêm Maranhão, com seis, e Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco, com quatro cada. Apenas oito unidades da federação não têm casos registrados: Acre, Amapá, Distrito Federal, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.

"A análise do relatório permite ainda identificar que a quase totalidade dos atos violentos analisados ocorreu longe dos grandes centros urbanos, envolvendo jornalistas, profissionais de imprensa e comunicadores autônomos ou pertencentes a pequenos grupos de mídia, muitos deles blogueiros e radialistas. Essa circunstância dificulta que os episódios cheguem ao conhecimento da população, ficando a repercussão desses fatos limitada ao território onde ocorreram", diz trecho do relatório, que ainda aponta as "notórias deficiências estruturais das Policias Judiciárias, sobretudo nos rincões do país".

O relatório termina com algumas propostas para melhorar a situação, como "articular a criação de uma rede de troca de informações entre as unidades dos Ministério Público brasileiro visando conferir maior efetividade na persecução penal de crimes contra a vida de comunicadores no exercício de suas funções ou em razão dela". Também sugere ampliar parcerias com entidades da sociedade civil, e dar ampla divulgação aos dados do relatório.

Fonte: ANJ, disponível em: https://www.anj.org.br/site/component/k2/73-jornal-anj-online/19363-metade-dos-assassinatos-de-jornalistas-no-brasil-permanece-impune-profissionais-fora-dos-grandes-centros-sao-principal-alvo.html

2

Mai

Jornalismo

Metade dos assassinatos de jornalistas no Brasil permanece impune; profissionais fora dos grandes centros são principal alvo

Violência, assassinatos e alto índice de impunidade dos crimes (apenas a metade foi solucionada) contra comunicadores marcam o jornalismo brasileiro entre os anos de 1995 e 2018, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (30) pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp). O documento, que foi lançado em evento alusivo ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio), mostra que os profissionais brasileiros que trabalham longe dos grandes centros e de forma independente ou em pequenos veículos de comunicação são os principais alvos.

Nos últimos 23 anos, diz o relatório, 64 jornalistas e comunicadores foram assassinados no Brasil em razão do exercício da profissão. Do total de crimes, apenas a metade (32) foi solucionada, com os responsáveis devidamente denunciados pelo Ministério Público. Entre os demais, há 16 casos em andamento, sem decisão final e ainda sob investigação policial, enquanto outros dois foram parcialmente solucionados. Além disso, em sete homicídios os autores do crime não foram identificados. Esses casos, arquivados sem a identificação dos criminosos, ocorreram na Bahia (2), no Rio (2), em Mato Grosso do Sul (2) e no Rio Grande do Norte (1). Há outros sete casos sobre os quais o levantamento não conseguiu obter informações processuais.

"Os crimes e agressões contra jornalistas se multiplicam à medida que os criminosos permanecem impunes”, alertou o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech. “Os índices de violência contra a imprensa no Brasil estão entre os mais altos do mundo, o que nos coloca na vergonhosa posição de ser um dos países onde os jornalistas mais correm riscos no exercício de sua profissão", lamentou o jornalista. De acordo com o CNMP, que desde 2017 busca identificar eventuais falhas no sistema de administração da Justiça para combater a impunidade, o Brasil é o sexto lugar mais violento do mundo para jornalistas, conforme ranking da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). “Estamos atrás [no ranking] apenas de países em manifesta crise institucional, política e até humanitária, como Síria, Iraque, Paquistão, México e Somália”, diz o texto. 

O ano com o maior número de mortes foi 2015, quando houve oito casos. De 1995 a 2010, havia no máximo três assassinatos por ano. Em 2011, pulou para seis, número que pouco mudou até o ápice em 2015. De lá para cá, foram quatro assassinados em 2016, um em 2017, e quatro novamente em 2018. Quase totalidade dos assassinatos dos assassinatos registrados ocorreu longe dos grandes centros urbanos, envolvendo profissionais de imprensa e comunicadores autônomos ou ligados a pequenos grupos de mídia, muitos deles blogueiros e radialistas.

“Essa circunstância dificulta que os episódios cheguem ao conhecimento da população, ficando a repercussão desses fatos limitada ao território onde ocorreram. Ao lado das notórias deficiências estruturais das Polícias Judiciárias, sobretudo nos rincões do país, que dispõem de parcos recursos humanos e materiais, esse fator acarreta inexoravelmente situações de impunidade como as detectadas neste estudo”, afirma do documento.

Fonte: ANJ, disponível em: https://www.anj.org.br/site/component/k2/73-jornal-anj-online/19363-metade-dos-assassinatos-de-jornalistas-no-brasil-permanece-impune-profissionais-fora-dos-grandes-centros-sao-principal-alvo.html

2

Mai

Jornalismo

Campanha Setembro Verde, de doação de órgãos, passa a ser lei em Natal

Na sessão ordinária desta terça-feira (30), os vereadores da Câmara Municipal de Natal aprovaram o Projeto de Lei N° 194/2017, de autoria do vereador Kleber Fernandes (PDT), que altera a Lei 6.709/2017, que institui a Campanha Setembro Verde no município de Natal. O autor da matéria destacou que com a lei aprovada, o mês de setembro passa a ter também uma ação voltada para a divulgação, promoção e incentivo às pessoas a fazerem a doação de órgãos.

“Nós sabemos que existe uma fila enorme de pessoas aguardando doação de órgãos e em paralelo existe uma falta de informação da sociedade, acerca do que é necessário para realizar a doação. Com a aprovação do projeto, o poder público municipal vai ter que fazer a campanha no mês de setembro de cada ano, através de palestras, cursos e anúncios incentivando a população a doar órgãos. Com esse projeto iremos salvar muitas vidas e renovar a expectativa de viver de várias pessoas”, ressaltou o vereador Kleber Fernandes.

Já umas das festas mais tradicionais da capital potiguar passou a ter destaque. Os parlamentares aprovaram também, o Projeto de Lei N° 274/2018, de autoria vereador Felipe Alves (MDB), que inclui a tradicional Festa de Reis no calendário oficial da cidade do Natal. A festa de Santos Reis é tida como a primeira manifestação religiosa do município e surgiu junto com a construção da Fortaleza dos Reis Magos.

“Uma festa que já merecia estar no calendário oficial. Através dessa iniciativa esperamos que o município de Natal, sobretudo a Prefeitura, possa dar ainda mais apoio e suporte para que a festa cresça há cada ano. Precisamos fortalecer essa tradição que encanta os natalenses”, afirmou o autor do Projeto, vereador Felipe Alves. 

29

Abr

Jornalismo

Governo Federal manda suspender assinaturas de jornais e revistas de repartições públicas

O Ministério da Economia informou que espera reduzir despesas em R$ 18 milhões por ano com a suspensão de contratação do serviço de ascensoristas e assinatura de jornais e revistas. A suspensão foi publicada em portaria no Diário Oficial da União, no último dia 23. A partir da decisão, as assinaturas não podem mais ser efetuadas.

A Portaria 179 também suspendeu a compra e o aluguel de imóveis e veículos. Segundo o ministério, nesse caso não há previsão de economia porque essa suspensão já era prevista e adotada em anos anteriores. 

 

26

Abr

Jornalismo

Plano Municipal pela Primeira Infância é discutido na Câmara de Natal

A Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Natal realizou, nesta quinta-feira (25), uma audiência pública para discutir a construção do Plano Municipal pela Primeira Infância de Natal. Presidida pela vereadora Divaneide Basílio (PT), a reunião contou com a participação de representantes da Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Saúde, Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente - CEDECA Casa Renascer, Conselhos Municipais e sociedade civil.

A vereadora Divaneide Basílio destacou que o objetivo da audiência é idealizar um Plano da Primeira Infância inclusivo. “Nós pretendemos desenvolver estratégias desde os primeiros momentos de vida da criança, fortalecer políticas nas creches e escolas, inserir no Plano as particularidades de cada criança, inserir as crianças com deficiência compondo assim, um Plano Municipal pela Primeira Infância o mais inclusivo possível”, afirmou.

O PMPI é um plano de Estado, intersetorial, que visa o atendimento aos direitos das crianças na primeira infância (até os seis anos de idade) no âmbito do município, cuja elaboração é recomendada pelo Marco Legal da Primeira Infância (Lei 13.257/2016). O objetivo central do PMPI é articular diferentes setores da administração municipal com o objetivo de estabelecer metas e complementar suas ações, para cumprir o dever do Estado na garantia da prioridade absoluta dos direitos das crianças, previsto na Constituição Federal.

De acordo com Ana Carolina Galvão, assistente social do CEDECA Casa Renascer, 85 municípios do Rio Grande do Norte possuem Plano da Infância, no entanto, a capital potiguar ainda está em processo de elaboração. “Através dessa audiência vamos discutir o diagnóstico do município de Natal, que ainda está nesse processo de elaboração do Plano, e, de acordo com o nosso contexto, colocar propostas e políticas públicas da infância que perpassam pela política da educação, saúde, lazer, entre outras”, explicou Ana Carolina.

25

Abr

Jornalismo

IstoÉ demite jornalistas e fecha as portas de sucursal

Deu no Portal Comunique-se

Localizada em prédio comercial na Asa Sul, a sucursal da IstoÉ teve sua operação encerrada na segunda-feira, 22. O fim das atividades da redação da revista semanal em Brasília foi confirmada por quem vivenciou tal desfecho. Diretor da sucursal até então, Rudolfo Lago falou sobre o tema. Demitido, ele lamentou a situação e colocou em xeque o futuro da Editora Três. Além dele, outros profissionais baseados no Distrito Federal foram dispensados.

“Não tenho a menor dúvida de que é um passo célere para o fim da revista e da Editora Três. Tomou-se também a decisão de acabar com a revista Planeta, a primeira revista da editora fundada por Domingo Azulgaray. A decisão tomada hoje é meio como extirpar metade das funções vitais de um corpo para evitar a evolução de um câncer. Até pode diminuir a evolução do câncer. Mas o corpo pela metade não vai sobreviver por muito tempo”, publicou Rudolfo Lago em seu perfil no Facebook. Na postagem, deu a entender que a publicação semanal pode ser considerada um paciente em estado terminal.

Em contato com a reportagem do Portal Comunique-se, Rudolfo Lago informa que o processo para descontinuar o trabalho da equipe foi rápido. Ainda na condição de liderança da sucursal, ele recebeu telefonema na manhã de segunda. Do outro lado da linha estava alguém (que prefere não revelar o nome) da direção da Editora Três em São Paulo. A conversa não foi para discutir pauta ou algo do tipo. O jornalista apenas recebeu uma ordem: comunicar que o escritório seria fechado. A partir daquele instante, a produção de conteúdo cessou. “Desde então, não trabalhamos mais”, comenta. “De tarde, já tínhamos assinado as rescisões”, pontua.

Enxuta, mas eficaz

Além de Rudolfo Lago, a sucursal da IstoÉ em Brasília contava com mais dois jornalistas: os repórteres/editores Ary Filgueira e Wilson Lima. Filgueira também foi demitido. Lima, por sua vez, segue como contratado da Editora Três — e deverá trabalhar no sistema home office a partir de agora. Fora o trio, o espaço contava com a presença de Suely Melo como secretária de redação. Conforme destaca o agora ex-diretor, ela (que tem 15 anos de casa) seguirá na empresa pelos próximos dias, para finalizar questões burocráticas sobre o fim do escritório.

Com pouco mais de um ano à frente da hoje extinta sucursal brasiliense da IstoÉ, Rudolfo Lago faz questão de valorizar o trabalho da equipe. Mesmo com poucas pessoas, pautas produzidas pelo time vinham tendo relevância no impresso e no digital da marca. Também era do time da capital federal que, segundo ele, surgiam os conteúdos que faziam o título ganhar destaque junto a outros veículos de comunicação.

Leia mais em: https://portal.comunique-se.com.br/istoe-demite-jornalistas-e-fecha-as-portas-da-sucursal-de-brasilia/?info&utm_campaign=newsletter_240419&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

24

Abr

Jornalismo

Seminário Internacional Fake News e Eleições contará com a participação de especialistas internacionais

A programação do Seminário Internacional Fake News e Eleições, que será realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos dias 16 e 17 de maio, já pode ser acessada no hotsite criado para a divulgação do evento, que reunirá alguns dos maiores especialistas no tema. As inscrições para o seminário também já estão abertas e devem ser feitas por meio da página.

O seminário será aberto oficialmente na quinta-feira (16), às 19h, pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber. Também comporão a mesa de abertura a chefe-adjunta da Delegação da União Europeia no Brasil, ministra Claudia Gintersdorfer, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a procuradora-geral Eleitoral, Raquel Dodge, e o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz.

Em seguida, o secretário-geral da Federação Europeia de Jornalismo (EFJ), Ricardo Gutiérrez, fará a palestra magna que dará início ao seminário. O evento ainda reunirá dirigentes do Facebook, Google, Twitter e WhatsApp; especialistas do Departamento Federal de Investigação dos EUA (FBI), da Polícia Federal e do Poder Judiciário; além de representantes da imprensa, de universidades e de institutos de checagem nacionais e internacionais, entre outros convidados.