Jornalismo

24

Jun

Circulação impressa de grandes jornais cai 12% nos 5 primeiros meses do ano

Em maio deste ano, 10 dos principais jornais diários brasileiros registraram queda de 12% em circulação impressa. Foram 384.498 exemplares por dia no mês passado frente a 437.969 em dezembro de 2020. Os dados são do IVC (Instituto Verificador de Comunicação).

Estadão é o líder em tiragem impressa no Brasil, com média de 76.416 exemplares por dia. O veículo publicou uma reportagem na 3ª feira (22.jun.2021) celebrando a marca.

Super Notícia, que liderava a tiragem impressa desde pelo menos 2015, caiu para 3º no rankingEstadão e Globo, apesar de encabeçarem a lista, registraram quedas de 4,9% e 6,9%.

DIGITAL

A circulação digital dos principais jornais do Brasil cresceu 3,3% em maio frente a dezembro de 2020. Foram 1 milhão de assinaturas, em média, quando somados os 10 jornais que o Poder360 selecionou.

A maior alta foi do A Tarde, que avançou 12,5% no período –foi de 35.816 assinaturas, em média, para 40.281. A pior queda, assim como no impresso, foi do Super Notícia. Tinha 39.261 assinaturas e despencou para 24.255 em 5 meses –retração de 38,2%.

O top 4 se manteve em relação a dezembro de 2020: FolhaGloboEstadão Valor registraram altas de, respectivamente, 6,1%, 7,9%, 1,8% e 6,5%.

Fonte: Poder360, disponível em: https://www.poder360.com.br/midia/circulacao-impressa-de-grandes-jornais-cai-12-nos-5-primeiros-meses-do-ano/

23

Jun

Cai de 27% para 17% o percentual de brasileiros que pagam por notícias on-line

Relatório do Reuters Institute divulgado nesta 4ª feira (23.jun.2021) mostra que apenas 17% dos brasileiros pagaram por notícias on-line em 2020 –queda de 10 pontos percentuais em relação a 2019. Leia a íntegra, em inglês (22 MB).

Pelo 2º ano consecutivo, as redes sociais aparecem à frente da TV como fonte de notícias para os brasileiros. A taxa apresentou ligeira queda de 4 p.p. em relação ao ano anterior. São 63% os que dizem usá-las para se manter informados. Em 2019, eram 67%.

A categoria on-line, citada por 83% dos entrevistados, também registrou retração em comparação com o ano anterior –eram 87% em 2019. A maior queda foi do impresso: apenas 12% citam essa modalidade como fonte de informação. No levantamento anterior, eram 23%.

O Facebook ainda é o aplicativo pelo qual os brasileiros mais dizem se informar –mas a taxa caiu 7 p.p. ante 2019. E não é o único que teve recuo: WhatsApp, YouTube, Twitter e Messenger também registraram queda no período. O Instagram foi o único app que manteve a taxa do ano anterior.

CONFIANÇA NO NOTICIÁRIO

A taxa subiu 3 pontos percentuais –o mesmo crescimento registrado no ano anterior. A queda mais recente demonstrada pelo relatório foi de 2018 para 2019 –período de eleições presidenciais no Brasil– quando a taxa foi de 59% para 48%. Mas, nos últimos 2 anos, vem subindo.

Entre os países selecionados pela Reuters, o Brasil está em 4º no ranking de nações em que as pessoas dizem confiar na maior parte das notícias a maior parte do tempo. Em 2019, estava em 5º.

A Turquia, que estava em 3º, despencou para 18º em 1 ano. Predominam no país veículos de comunicação “chapa branca”, ou seja, pró-governo. A nação está em 153º lugar no ranking de 180 países em liberdade de imprensa da ONG Repórteres sem Fronteiras. O relatório da Reuters ainda destaca: “A Turquia continua a ser um local problemático para o jornalismo independente”.

A Reuters selecionou 4 países para analisar o que a população pensa sobre a neutralidade do jornalismo.

Segundo a pesquisa, 37% dos brasileiros avaliam que há assuntos em que o noticiário não deve ser neutro –é a maior taxa entre as nações escolhidas. Já 68% dos alemães afirmam que o noticiário deve, sim, ser neutro na cobertura de todos os temas.

OS MAIS CITADOS NA MÍDIA

“As emissoras de TV continuam a ser a principal força do panorama midiático do país”, diz o relatório da Reuters.

O levantamento mostra que a Globo continua como a marca de mídia off-line (TV, rádio e impresso) com a qual os brasileiros têm mais contato para se informar ao menos uma vez na semana –mas a taxa caiu de 56% para 46% em 1 ano. É seguida por Record (36%) e SBT (29%) –que recuaram 7 e 8 pontos percentuais, respectivamente.

Quando a pergunta foi sobre as fontes de mídia on-line, o top 3 também se manteve e registrou quedas, porém mais ligeiras. G1UOL e R7 caíram, respectivamente, 3, 2 e 5 pontos percentuais.

No levantamento do ano anterior, veículos que adotam posição ideológica clara, como Antagonista Rede Brasil Atual, foram citados, mas não apareceram no relatório de 2020.

O relatório criou um ranking de pontuação de confiança em veículos de comunicação citados pelos entrevistados.

Apesar de ter sido o 3º veículo de comunicação da lista de alcance semanal, o SBT aparece como o meio de maior confiança entre os citados pelos entrevistados. É seguido por Record News (66) e Band News (64).

O Grupo Globo tem duas empresas no top 3 de “desconfiança”: GloboNews (27) encabeça a lista, seguida por O Globo (26). A revista Veja (24) completa o pódio.

DESINFORMAÇÃO

A preocupação com a disseminação de notícias falsas caiu de 84% para 82% no Brasil e atingiu apenas 37% na Alemanha. O Facebook é apontado como o meio mais usado para divulgar fake news pela maior parte dos países considerados na pesquisa, mas o WhatsApp é visto como um “problema maior” em países como Brasil e Indonésia.

O comportamento de políticos que disseminam notícias falsas –principalmente sobre o coronavírus– foi o motivo de preocupação mais citado pelos entrevistados nos países selecionados (29%).

O relatório cita que a taxa é ainda maior em países “como o Brasil (41%), em que serviços de checagem de fatos identificaram quase 900 declarações falsas do presidente Jair Bolsonaro durante 2020”. Também fala sobre a preocupação na Polônia, em que partidos tentaram “politizar a pandemia”, e nos EUA, em que o ex-presidente norte-americano Donald Trump minimizava a necessidade do uso de máscara e sugeriu o uso de desinfetante para tratar a covid-19.

METODOLOGIA

A pesquisa foi feita on-line pelo site YouGov em 46 países, de janeiro a fevereiro de 2021. Ao todo, foram entrevistados 92.155 adultos –sendo cerca de 2.000 de cada nação. No Brasil, foram 2.009.

O levantamento alerta que em países com acesso mais limitado à internet, como o Brasil, a amostragem tende a se concentrar em áreas mais urbanas e em pessoas mais ricas e mais conectadas, o que pode interferir no resultado.

Fonte: Poder360, disponível em: https://www.poder360.com.br/midia/cai-de-27-para-17-o-percentual-de-brasileiros-que-pagam-por-noticias-on-line/

12

Jun

ACNUR, Folha de S.Paulo e Memorial da América Latina abrem inscrições para oficina de comunicação sobre refugiados

No âmbito dos 70 anos da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e dos 100 anos da Folha de S.Paulo, as instituições vão promover uma oficina de comunicação sobre a questão das pessoas refugiadas no Brasil, apresentando conceitos, fontes de informações, casos de boas práticas e exemplos da construção de matérias relacionadas à realidade das pessoas refugiadas no Brasil.

A oficina será realizada em formato virtual, via Zoom, no dia 15 de junho, às 18h00 (horário de Brasília). Participarão do evento o assessor de comunicação do ACNUR, Miguel Pachioni; a repórter da Folha de S.Paulo, Flávia Mantovani; a ex-bolsista da Cátedra do Memorial, Carla Cursino; e a assistente de logística das Lojas Renner, a venezuelana Yulimar Gonzalez. A mediação é de Luciana Ginezi, Diretora do Centro Brasileiro de Estudos da América Latina (CBEAL).

As inscrições devem ser feitas pelo preenchimento do formulário disponível em https://forms.gle/AzFnS1wnU7sT9Wak6. São, ao todo, 50 vagas.

Na oficina, o ACNUR apresentará fontes de informação da agência no Brasil e no mundo, apresentando um calendário de pautas de ações e projetos, dados de pesquisas realizadas sobre a empregabilidade de refugiados e conceitos presentes no “Guia de Cobertura Jornalística Humanitária do ACNUR”.

“A contínua formação de profissionais de comunicação no Brasil e no mundo é um elemento fundamental para assegurar que as pessoas refugiadas, que buscam proteção por conta de guerras, perseguições e violações de direitos humanos, sejam compreendidas pela população dos países de acolhida. Os jornalistas têm um papel único para assegurar a perspectiva dos direitos humanos na abordagem sobre essa população, afirma Jose Egas, Representante do ACNUR no Brasil.

Exposição sobre jornalistas refugiados no Brasil

A 2ª temporada da exposição “Quem conta essa história: jornalistas refugiados ou refugiados jornalistas?” foi aberta no dia 10 de fevereiro, no Museu da América Latina, em São Paulo. Composta por fotos, textos e recursos audiovisuais produzidos pela Folha de S.Paulo e pelo ACNUR, a exposição apresenta os motivos do deslocamento forçado, a trajetória e o processo de integração de quatro jornalistas que vieram ao Brasil em busca de proteção. Conforme contam os repórteres da Folha de S.Paulo, Carlos, Claudine, Kamil e Victorios tiveram que deixar respectivamente a Venezuela, República Democrática do Congo, Turquia e Síria devido a perseguições políticas.

“Os relatos destes jornalistas conferem materialidade, rosto e sentimentos aos dados dos rankings de liberdade de imprensa e nos ajudam a entender como se dá, na prática, a intimidação de governos contra meios de comunicação e seus profissionais”, relata Flávia Mantovani, jornalista da Folha e uma das coordenadoras do projeto.

A exposição segue em cartaz no Memorial da América Latina, em São Paulo, até o final de agosto. Uma prévia da exposição pode ser vista na página do ACNUR e também nas reportagens produzidas pela página da Folha de S.Paulo.

Clique aqui para acessa o texto completo no site do ACNUR.

11

Jun

Jornalista homenageado no Dia da Artilharia

O jornalista Elias Medeiros foi homenageado na noite desta quinta-feira (10), pelo 17º Grupamento de Artilharia de Campanha (17º GAC),  em solenidade alusiva ao Dia da Artilharia do Exército Brasileiro, comemorada em 10 de junho, em homenagem à data natalícia de seu Patrono, o Marechal Emílio Luís Mallet, Barão de Itapevi.

A solenidade foi presidida pelo Coronel Henrique Sá, Chefe do Estado-Maior  da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, e contou ainda com a participação do Tenente-Coronel Gravina comandante do 17ºGAC,  de Artilheiros da ativa e reserva, Comandantes das organizações militares da Guarnição, eternos Comandantes do “Grupo Jerônimo de Albuquerque” e ilustres convidados que abrilhantaram as comemorações da Semana da Artilharia.

A comenda Amigo do 17º Grupamento de Artilharia Campanha, "Grupo Jerônimo de Albuquerque" "Amigo do Grupo" é um reconhecimento pelo apoio e relevantes serviços prestados a organização militar.

Foto: Mayonara Medeiros

10

Jun

Trabalho infantil no mundo aumenta pela primeira vez em 20 anos

O número de crianças vítimas de trabalho infantil aumentou pela primeira vez em 20 anos, atingindo 160 milhões no mundo, anunciaram hoje (10) a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

No relatório Trabalho Infantil: estimativas globais de 2020, tendências e o caminho a seguir, divulgado pelas duas instituições por ocasião do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, destaca-se a necessidade de medidas para combater a prática, que poderá ser agravada pela pandemia.

O documento destaca que, pela primeira vez em 20 anos, a evolução da erradicação do trabalho infantil "inverteu o sentido", contrariando a tendência de queda registrada entre 2000 e 2016, período em que houve redução de pelo menos 94 milhões de crianças no mundo do trabalho.

Nos últimos quatro anos, esse aumento foi de 8,4 milhões de pessoas, diz o relatório divulgado nessa quinta-feira. "Cerca de 9 milhões a mais de crianças estão em risco devido aos efeitos da covid-19" até o fim de 2022, e "esse número poderá aumentar para 46 milhões, caso não venham a ter acesso a medidas de proteção social essenciais".

combate o Trabalho Infantil

"Novas crises econômicas e o fechamento de escolas, devido à covid-19, podem significar que as crianças trabalham mais horas, ou em condições agravadas, enquanto muitas outras podem ser forçadas às piores formas de trabalho infantil, devido à perda de emprego e rendimento em famílias vulneráveis", alerta o documento.

Citada em um comunicado, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, lembrou que o mundo terreno na luta contra o trabalho infantil e que 2020 não facilitou esse trabalho.

Henrietta defendeu a importância de se investir em programas que desestimulem o trabalho infantil, num momento em que o fechamento de escolas, as crises econômicas e os ajustes nos orçamentos nacionais podem forçar as famílias "a tomar decisões muito drásticas".

"Apelamos aos governos e os bancos internacionais de desenvolvimento para que priorizem os investimentos em programas que permitam que as crianças saiam do mercado de trabalho e regressem à escola, além de apostarem em programas de proteção social que evitem que as famílias tenham de recorrer ao trabalho infantil".

O relatório mostra ainda um aumento substancial no número de crianças, entre os 5 e os 11 anos, que trabalham e que representam mais de metade de todos os casos de trabalho infantil no mundo.

O número de crianças com idade entre 5 e 17 anos, envolvidas em trabalhos perigoso, atividades laborais que podem prejudicar a sua saúde, segurança física ou desenvolvimento cognitivo, aumentou 6,5 milhões desde 2016, situando-se atualmente em 79 milhões, acrescenta.

A publicação indica que 70% dos casos de trabalho infantil, o equivalente a 112 milhões de crianças, ocorrem no setor agrícola, 20%, o correspondente a 31,4 milhões de menores, nos serviços, e 10%, 16,5 milhões de crianças, na indústria.

O trabalho infantil nas áreas rurais (14%) é quase três vezes superior quando comparado com as áreas urbanas (5%).

"Quase 28% das crianças com idade entre 5 e 11 anos e 35% das crianças entre 12 e 14 anos que trabalham não frequentam a escola", observa o relatório, acrescentando que há maior maior incidência de meninos no trabalho infantil, atenuando-se essa disparidade quando se considera o trabalho doméstico.

O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, declarou, citado no mesmo comunicado, que essas novas estimativas "são um alerta" e apelou para que se intervenha, para não ser posta em risco "toda uma nova geração de crianças".

"A proteção social inclusiva permite que as famílias mantenham seus filhos na escola, mesmo em situação econômica adversa. O aumento do investimento é essencial para promover o desenvolvimento rural e o trabalho decente no setor agrícola", disse Ryder.

"Estamos num momento crucial, os resultados alcançados vão depender, em grande parte, das medidas que tomarmos" e é necessário reiterar o compromisso e a vontade "para reverter essa situação e interromper o ciclo da pobreza e do trabalho infantil", pediu Guy Ryder.

O relatório adverte que "o trabalho infantil compromete a educação das crianças, restringe os seus direitos, limita as suas oportunidades futuras e contribui para a manutenção de ciclos de pobreza viciosos. 

Além do aumento dos gastos com educação e a facilitação do regresso das crianças à escola, a OIT e o Unicef defendem a promoção do trabalho digno para adultos, de modo que as famílias não tenham que recorrer à ajuda dos filhos para gerar rendimento em casa.

As informações divulgadas pelas duas instituições baseiam-se em dados de 106 pesquisas que cobrem mais de 70% da população mundial de crianças entre 5 e 17 anos.

Fonte: Agência Brasil / Foto: Marcello Casal Jr.

26

Mai

Morre o jornalista João Batista Machado, membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras

Deu no Blog do Heitor Gregório:

Faleceu na manhã desta quarta-feira (26), no Hospital do Coração de Natal, o jornalista João Batista Machado, membro da Academia norte-rio-grandense de Letras e no Instituto Histórico e Geográfico do Estado.

Estava na luta contra um câncer de intestino e contraiu Covid-19.

Machado tem passagem por vários veículos do Brasil e do Estado: Tribuna do Norte, Diário de Natal, foi redator da Agência Dumbo e ainda correspondente do O Globo.

Foi assessor de imprensa de quatro governadores do Estado: Tarcisio Maia, José Agripino, por dois mandatos, Radir Pereira e Vivaldo Costa, e do prefeito José Agripino na Prefeitura de Natal.

 

25

Mai

Destaques jornalísticos agora estão disponíveis na versão web do Google Notícias

O programa de apoio do Google a editores e criadores de conteúdo, chamado de Google News Showcase (Destaques Jornalísticos, em português), agora está disponível na versão web do serviço para desktop.

O site do Google Notícias já exibe os conteúdos destacados logo na parte superior do menu lateral, mas isso era exclusivo dos aplicativos para Android e iOS. Os painéis do Destaque Jornalísticos ficam logo abaixo das notícias selecionadas para o usuário e podem ser acessados também no menu lateral, entre os itens “Seguindo” e “Pesquisas Salvas”.

Apoiado por um investimento de US$ 1 bilhão, o recurso destaca as três principais manchetes do veículo noticioso em questão, selecionadas pelos próprios profissionais do jornal, revista ou site. Se o usuário não gostar daquela fonte, ele pode omiti-la do resultado e marcar as suas favoritas para aparecerem em destaque.

A parte interessante do recurso é que ele traz atualizações em tempo real e de diversas editorias sobre assuntos do Brasil e do mundo. Veículos mais regionais tendem a destacar pautas locais, enquanto os jornais maiores costumam dar ênfase a assuntos de viés nacional.

Caso se interesse por um site específico, o usuário pode clicar sobre o nome dele e ser levado para uma página dedicada na qual vai encontrar as últimas notícias destacadas, as editorias e os destaques de dias anteriores. Isso permite a localização mais fácil do conteúdo desejado e facilita na hora de se informar sobre determinado assunto.

Também chega hoje o novo recurso que oferece aos editores das publicações parceiras a possibilidade de adicionar contexto a suas matérias, inclusive links em assuntos relacionados à história principal. Esses novos itens, por enquanto, só chegarão, nas próximas semanas, aos Destaques para celular.

Segundo o Google, o News Showcase é visto por milhões de usuários todos os dias e entrega cerca de 10 milhões de cliques por mês para os artigos mais completos. O botão “Seguir”, usado para acompanhar novidades sobre determinado assunto ou jornal, já foi pressionado mais de 460 mil vezes.

Até o momento, os Destaques Jornalísticos estão disponíveis em oito países: Brasil, Austrália, Alemanha, Argentina, Índia, Itália, Reino Unido e República Tcheca. As notícias são exibidas nos aplicativos móveis do Google Notícias e na seção “Descubra” do app de busca.

Desde o lançamento, novos recursos foram inseridos como o Acesso Estendido, que dá aos leitores a possibilidade de acessar conteúdo pago (paywall) e selecionado pelos veículos parceiros. Para o Google, desta maneira, mais leitores podem descobrir o valor das notícias de alta qualidade produzidas por esses veículos.

Fonte: Canaltech, disponível em: https://canaltech.com.br/internet/destaques-jornalisticos-agora-estao-disponiveis-na-versao-web-do-google-noticias-185638/

21

Mai

Covid-19 mata um jornalista por dia no Brasil

A pandemia do novo coronavírus tem sido diariamente fatal para os jornalistas brasileiros. Literalmente. Pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 20, pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) mostra que, na média, ao menos um comunicador do país não tem resistido à luta contra a Covid-19. Os dados são referentes ao primeiro quadrimestre deste ano.

De acordo com números revelados agora, de 1º de janeiro a 30 de abril e 2021, 124 jornalistas morreram em decorrência da Covid-19 no país. Na média, 31 óbitos por mês. Registros que mostram crescimento no comparativo com 2020. No ano passado, no recorte para profissionais da imprensa, a média mensal de mortes foi de 8,3.

Com a aceleração de vítimas no primeiro quadrimestre, a Fenaj contabiliza 213 jornalistas mortos no Brasil por causa do novo coronavírus. No geral, o país contabiliza mais de 441 mil mortes em decorrência da doença viral — ficando somente atrás dos Estados Unidos no total absoluto de óbitos.

A situação fez o Brasil chegar ao inglório topo da lista de países com mais jornalistas mortos em decorrência da Covid-19. Conforme levantamento publicado em março pela organização Press Emblem Campaign, o país contabiliza 11 comunicadores mortes por causa do novo coronavírus. Mortes que, segundo a Fenaj, aumentaram no decorrer do último mês.

Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/covid-19-mata-um-jornalista-por-dia-no-brasil/

7

Mai

Revista Época chega ao fim no impresso e no online

O mês de aniversário da revista Época veio com uma grande mudança: o fim de suas versões impressa e online. A partir de 28 de maio, a publicação seguirá apenas com uma seção semanal no jornal O Globo. O conteúdo estará disponível aos assinantes do veículo.

De acordo com matéria publicada no site da Época, que seguirá ativo somente até o fim do mês, a novidade deve-se à percepção de que, com o desenvolvimento da internet, a dinâmica das revistas impressas semanais tem perdido relevância no Brasil e no mundo. Isso porque, de acordo com o próprio veículo, os furos de reportagem passaram a ser publicados em tempo real e alertados nos celulares dos leitores.

“É para enfrentar essa transição e continuar a oferecer ao leitor informação aprofundada e de qualidade — e no tempo que ele deseja — que Época vai se reinventar”, aponta a publicação. Reinvenção que, na prática, será o fim da marca enquanto revista impressa e domínio próprio na web.

A chegada da Época ao jornal O Globo como mera seção semanal contribui com o propagado objetivo dele consolidar-se como o maior e melhor do Brasil. Isso porque, em seus 23 anos, a revista foi responsável por importantes furos jornalísticos e, com reportagens aprofundadas sobre diversos temas, foi vencedora de grandes premiações.

Para os amantes da revista em sua versão mais tradicional, ainda há uma boa notícia. A direção de O Globo ressalta que, em ocasiões especiais, a Época lançará a sua edição impressa, mas sem periodicidade definida. “A edição impressa de Época voltará em ocasiões especiais, para discutir com ainda mais profundidade temas cruciais para ajudar o leitor a entender os novos tempos”, pontua o material divulgado.

Como serão as publicações no jornal?

Na versão impressa do jornal O Globo, a Época terá páginas fixas para suas grandes reportagens, que serão veiculadas aos sábados. Além disso, ao longo da semana, a marca fará presença por meio de matérias analíticas e reflexivas. Segundo o texto que informa o fim da revista em suas versões impressa e online, no jornal diário, ela fará parte do conteúdo disponível somente aos assinantes.

Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/revista-epoca-chega-ao-fim-impresso-online/

1

Mai

Jornalista ministra oficina virtual sobre a Lei de Acesso à Informação

A convite do Instituto Ling, o jornalista Luiz Fernando Toledo ministrará uma oficina virtual sobre a Lei de Acesso à Informação. Diretor da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e um dos cofundadores da Fiquem Sabendo, agência especializada em dados públicos, o pesquisador ensinará práticas eficientes para requerer e obter materiais de diferentes órgãos, além de propor reflexões sobre as incontáveis possibilidades de melhorar a democracia a partir do uso da informação.

Aberto a profissionais de todas as áreas, o curso usa metodologias e linguagem acessíveis para compreender desde o histórico da Lei de Acesso à Informação no Brasil até a importância do monitoramento desses dados, passando ainda por exercícios práticos de uso das ferramentas. Com duração total de três horas, a atividade será dividida em duas aulas, nos dias 3 e 10 de maio, sempre nas segundas-feirasdas 19h às 20h30. As matrículas custam R$ 89,99 e podem ser feitas no site www.institutoling.org.br.

Desde 2012, o Brasil possui uma Lei de Acesso à Informação regulamentada, mecanismo que garante que órgãos públicos de qualquer esfera – federal, estadual ou municipal, no Executivo, Legislativo ou Judiciário – respondam a todos os pedidos de informação, independentemente do motivo e de quem o fez. Com o uso apropriado dessa importante ferramenta de controle social, é possível ter acesso a informações como quantos médicos há no posto de saúde na frente da sua casa, quanto um ministério gastou com publicidade ou ver notas fiscais de uma compra suspeita divulgada pela mídia.

Luiz Fernando Toledo tem dez anos de experiência em alguns dos principais veículos de comunicação brasileiros, como Estadão, TV Globo e CNN Brasil. É pesquisador visitante (journalist fellow) no Reuters Institute for the Study of Journalism, na Universidade de Oxford, na Inglaterra, com projeto de pesquisa sobre o uso da Lei de Acesso à Informação. Em 2019, foi selecionado pelo programa de bolsas de estudo Jornalista de Visão, do Instituto Ling, com uma bolsa de livre escolha que será utilizada para um Master of Science em jornalismo de dados na Universidade de Columbia, nos EUA, para o qual já foi aprovado. Em 2018, foi fellow do International Center for Journalists, em Nova York, com breve passagem pelo site de jornalismo investigativo ProPublica. Recebeu mais de dez prêmios jornalísticos no Brasil e foi finalista do Sigma Awards em 2020, prêmio que valoriza os principais trabalhos de jornalistas de dados no mundo.

Programa do curso

- Histórico da Lei de Acesso à Informação no Brasil - do dever constitucional de informar à pressão por uma lei

- Relação da Lei de Acesso à Informação com a responsabilização de governos e instituições: como a garantia de ter informações concretas e precisas pode transformar a forma de se fazer análise de políticas públicas no Brasil

- Os principais sites e como usá-los

- Como é um pedido de informação e o que ele deve conter?

- Meu pedido foi negado. O que fazer e para quem recorrer?

- A importância do monitoramento da lei: quais são as punições para quem descumpre?

- Navegando nas perguntas dos outros: como pesquisar nos bancos de dados que contêm centenas de milhares de perguntas e respostas já feitas por outros cidadãos

- Exercício prático

As aulas serão gravadas e ficarão disponíveis para os alunos reverem até 30 dias após a realização. Além do conteúdo ministrado ao vivo, os alunos receberão um material de apoio, que será enviado a todos os inscritos.

25

Abr

Novo Notícias: RN ganha novo jornal impresso e portal reformulado

Os jornalistas Jean Valério e Daniel Cabral estão à frente da novidade que a imprensa de Natal ganhou neste fim de semana. Chegou ontem às bancas o Novo Notícias, jornal impresso semanal que passa a circular em sintonia com o portal jornalístico https://www.novonoticias.com.br/. Os meninos prometem investir as exitosas experiências que somam no Jornalismo potiguar e regional em um veículo diferente, que valorize os pleitos e causas do Rio Grande do Norte. Levam junto, pra equipe, excelentes nomes do nosso mercado, como Jeanne Damas e Daniela Freire. O Blog deseja boa sorte e vida longa ao Novo Notícias on-line e impresso! Confira abaixo a capa da primeira edição:

 

15

Abr

Senado aprova inclusão de jornalistas como MEI

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) o texto-base de um projeto de lei que permite aos jornalistas se tornarem microempreendedores individuais (MEI). Com isso, jornalistas freelancers (profissionais que trabalham de forma independente) poderão pagar uma carga tributária menor. Atualmente, eles podem se enquadrar como microempresas ou empresas de pequeno porte, mas não como MEI.

Os microempreendedores individuais pagam um valor único que inclui vários tributos federais – Imposto de Renda, Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) – e garantem cobertura da Previdência Social. Apenas poderão se tornar MEI os jornalistas com receita bruta anual até R$ 81 mil.

O autor do projeto, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), argumentou que a realidade do mercado de trabalho da atividade jornalística é de abundância de atividades autônomas chamadas de freelancers. Nesse caso, o jornalista não tem vínculo com o contratante, recebendo apenas por serviço pontual executado.

Teletrabalho, home office ou trabalho remoto.

Já o relator, Carlos Viana (PSD-MG), jornalista de formação, exaltou a categoria em seu parecer. “O enquadramento como microempreendedor individual proporcionará ao jornalista tratamento simplificado e facilitado no exercício de sua atividade, assim como reduzirá a carga tributária suportada pelos profissionais”, afirmou.

Para Viana, a profissão de jornalista está “cada vez mais perigosa”. Ele destacou o aumento da violência contra os profissionais da imprensa e a atuação destes na situação atual de pandemia.

Outras categorias

Alguns senadores apresentaram destaques na intenção de incluir no projeto as categorias de produtor cultural, publicitário e corretor de imóveis. Os destaques, porém, não foram votados hoje e deverão ser alvo de negociação entre os senadores interessados e a base do governo nos próximos dias.

O relator do projeto diz temer que o presidente da República vete o projeto por recomendação da área econômica. Ainda existe a possibilidade de os senadores retirarem os destaques e apresentarem projetos separados para tais outras categorias.

Após resolvida essa questão, o projeto seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Brasil

3

Abr

Inscrições abertas para oficina de jornalismo investigativo na área de alimentação

Estão abertas as inscrições para o segundo treinamento de jornalismo investigativo na área de alimentação, promovido pela ACT Promoção da Saúde e pelo site O Joio e o Trigo, em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)

A oficina será on-line, no dia 27.abr.2021, das 10h às 12h. O investimento é de R$ 10 para estudantes e de R$ 20 para profissionais. Também serão aceitas doações de qualquer valor para a campanha Tem Gente com Fome. Serão 30 vagas, e para participar é preciso preencher este formulário até 09.abr.2021. Os selecionados serão informados no dia 16.abr.2021.

Se no curso de 2019 o foco foi nas formas de investigar a indústria de alimentos ultraprocessados e sua relação com a elaboração de políticas públicas de saúde, a segunda edição abordará como empresas que fabricam produtos causadores de doenças crônicas estão lucrando com a pandemia.

“E como isso acontece? Enfraquecendo políticas públicas, ocupando o vácuo deixado pelo Estado para conquistar afeto e admiração, moldando leis e decretos, a indústria de alimentos avança num momento em que deveria estar sob críticas”, comenta João Peres, do site O Joio e o Trigo. 

Relações de poder e alimentação: o lobby da indústria de alimentos em tempos de pandemia” também vai mostrar a experiência de outros países e como o tema se insere na discussão mais ampla sobre reforma tributária. 

Peres, cofundador do site brasileiro que investiga exclusivamente a alimentação e suas implicações políticas, lembra que doenças crônicas não transmissíveis representam sete entre as dez maiores causas de morte no mundo. 

“No Brasil, enfermidades cardiovasculares e diabetes estão presentes na maioria dos casos graves e de mortes por covid-19. Nem sempre foi assim: esse avanço se deu de maneira drástica nas últimas duas décadas. A alimentação é um fator central para entender por que isso acontece”, destaca. 

Para a Anna Monteiro, Diretora de Comunicação da ACT, o jornalismo pode ter um papel fundamental na exposição dos problemas de saúde relacionados à alimentação. 

Cristina Zahar, secretária-executiva da Abraji, ressalta que a iniciativa do treinamento cumpre um dos pilares da organização, que é promover a elevação da qualidade do jornalismo por meio do aprimoramento profissional dos jornalistas e da difusão dos conceitos e técnicas da reportagem investigativa.

Bolsas para reportagens

Os participantes da oficina vão concorrer a duas microbolsas no valor de R$ 8 mil cada. A ideia é encorajar a realização de apurações originais, de alto impacto, abordando temas relevantes para a sociedade. As regras serão conhecidas no próprio encontro. 

23

Mar

Estudo revela que não há negros no comando dos maiores veículos de comunicação do Brasil

Levantamento divulgado no último domingo, (21) revela como negros estão distantes dos postos de comando nas Redações. Dados do Reuters Institute for the Study of Journalism mostram que apenas 15% de 80 editores que dirigem veículos de prestígio em cinco países do mundo são não-brancos. No Brasil, segundo o estudo, a disparidade é expressiva. Enquanto cerca de 57% dos brasileiros se declaram pretos e pardos, nenhum negro lidera os maiores jornais, portais e emissoras. A pesquisa foi publicada para marcar o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. 

relatório “Race and Leadership in the News Media 2021: Evidence from Five Markets” analisou o perfil de editores no comando dos 100 maiores veículos jornalísticos (on-line e off-line) em quatro continentes: Brasil, Alemanha, África do Sul, Reino Unido e os Estados Unidos. É possível perceber um descompasso entre a maioria da população e quem está no topo da carreira nas Redações. 

No texto, os especialistas usaram o termo “não-branco” para descrever o universo pesquisado. No Brasil, o IBGE faz pesquisas sobre cor ou raça da população brasileira com base na autodeclaração: as pessoas são perguntadas sobre sua cor de acordo com as seguintes opções: branca, preta, parda, indígena ou amarela. 

Segundo o Instituto Reuters, ancorado na Universidade de Oxford, não há não-brancos no mais alto cargo das Redações no Brasil, na Alemanha e no Reino Unido. Nos Estados Unidos, são apenas três editores-chefes. Na África do Sul, a falta de representatividade na imprensa chama atenção: negros são 92% da população, mas a maioria das empresas jornalísticas delega aos brancos o maior cargo dos veículos (60%).

Critérios metodológicos

O estudo, assinado por Craig T. Robertson, Meera Selva e Rasmus Nielsen, foi realizado em jan.2021 a partir dos números sistematizados pela última edição do Digital News Report, de 2020. Os especialistas ressaltam que “posições mais altas nas Redações são importantes praticamente e simbolicamente":

“Esses cargos são importantes porque esses chefes são figuras que estão na liderança e na direção das Redações. O perfil deles importa quando analisamos, de um modo geral, como essas empresas são vistas pelo público.”

Esse primeiro levantamento faz parte de uma pesquisa maior, em andamento, sobre diversidade nas Redações, à luz da perspectiva de gênero e raça.

Abraji conversou com Meera Selva, coautora do documento, para descobrir os desafios metodológicos. Ela explica que, em algumas ocasiões, até havia negros em posições-chave, mas, na realidade, quem decide é uma pessoa branca, geralmente o diretor-executivo. “Por isso, confirmamos os dados para melhor traduzir o resultado de quem detinha, em mãos, os espaços do poder”.

Os números do Brasil foram recebidos com preocupação. Os negros – que o IBGE define como a soma de pretos e pardos – são a maioria da população brasileira. E essas vozes não se refletem nas Redações:

“Os dados impactam na credibilidade da imprensa. Primeiro, como a maioria da população pode acreditar em veículos que não refletem essa diversidade? Segundo, as histórias são contadas a partir de narrativas de brancos. E, por último, quais as prioridades das pautas?”.

Foram consideradas na amostra as fontes de informação mais citadas pelos brasileiros do Digital News Report: TV Globo, TV Record, SBT, GloboNews, Rádio e Band News, Rede TV, CNN, TV Brasil, emissoras comerciais, jornais O Globo, Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Extra, os portais UOL, G1, BBC News, Yahoo, MSN, Poder 360, Buzz Feed, O Antagonista, Rede Brasil Atual, Diário do Centro do Mundo e Brasil 247. A pesquisa não cita diretamente quais foram sites on-line regionais.

Clique aqui para ler o estudo  na íntegra. Os organizadores farão uma apresentação dos dados no webinar marcado para segunda-feira, 22.mar.2021, às 10h, pelo horário do Brasil.

Na Bahia, uma mulher negra no comando

Por causa da metodologia adotada pelo Instituto Reuters, o levantamento internacional não menciona uma exceção à regra brasileira. Linda Bezerra, do Correio, tornou-se editora-chefe do jornal baiano em set.2016. Foi a primeira vez que isso aconteceu em Salvador, cidade composta por mais de 80% de negros. “Não tenho conhecimento de casos similares, ao menos no Nordeste”, diz.

Ela afirma que sempre o jornal sempre teve diversidade na Redação, especialmente de gays. Mas, aos poucos, a branquitude precisava ser vista com atenção. 

“O fato de ter sido escolhida me deixa com o dever moral de refletir essa diversidade no conteúdo”, diz a jornalista. Um dos primeiros desafios foi repensar os processos de seleção. Antes das cotas raciais estabelecidas nas universidades públicas, não havia, por exemplo, muitos estudantes negros nos cursos de Jornalismo da Universidade Federal da Bahia, que reunia candidatos de formação mais sólida. 

A decisão do jornal foi mudar o programa de estágio: metade das vagas passou a ser destinada aos alunos UFBA e a outra às faculdades de desempenho inferior.  “É necessário você ter um olhar cuidadoso de abrir portas para dar oportunidades porque a gente sabe que, em muitos casos, o desempenho está ligado à falta de oportunidades mesmo”.

Bezerra afirma que, na liderança, está atenta à palavra diversidade em um escopo maior, estimulando contratações de pretos e pardos, mas também de outros grupos marginalizados e pessoas com deficiência. “É fazer uma comunicação cuidadosa, que não te fere, com amplitude de perfis, ter atenção na forma de falar as coisas, e ouvir as pessoas”. 

A mudança no critério de seleção nos jornais já está acontecendo no Brasil. A Folha de São Paulo mudou o seu Programa de Treinamento em Jornalismo Diário, que, desta vez, será destinado apenas a profissionais negros. A Redação mexeu nos critérios de aprovação para poder avançar na representatividade, excluindo, por exemplo, a exigência de um idioma estrangeiro, abrindo a competição àqueles que não tiveram a chance de ter domínio do inglês.

O jornal digital e independente Nexo lançou, no início de mar.2021, um programa de diversidade racial, com previsão de bolsa mensal, além de aulas de inglês, português, novas tecnologias e temas relevantes sobre o Brasil e o mundo.

The Intercept Brasil também desenvolveu iniciativa de inclusão. A Énois criou o projeto Diversidade nas Redações, que promove treinamento e intercâmbio entre Redações e repórteres com foco em produção diversa e representativa.

Fonte: Abraji. Foto de Linda Bezerra: arquivo pessoal cedida para a Abraji.

15

Mar

Jornalista vencedora do prêmio Comunique-se estreia na TV com salário de um real

Uma jornalista e influenciadora digital prepara-se para encarar um novo desafio profissional. E a remuneração mensal para isso será de apenas R$ 1. Isso mesmo: um real. Com esse “salário”, Nathalia Arcuri foi anunciada nesta sexta-feira, 12, como a mais nova apresentadora da Rede TV.

Na emissora de Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho, Nathalia apresentará o talk show ‘Me Poupe Show’. No estúdio, ela receberá convidados e irá interagir com a audiência online da atração, que promete tratar de forma bem-humorada assuntos relacionados à educação financeira. Por ora, a data de estreia do programa não foi anunciada, assim como sua periodicidade — diária ou semanal, por exemplo.

nathalia arcuri - um real - talk show na rede tv - prêmio comunique-se

Sobre o conteúdo do projeto, a mais nova contratada da Rede TV sabe da missão que assumirá em breve. “O principal desafio será aproximar o público da TV de um tema que ainda é restrito a uma pequena parcela da população”, conta Nathalia Arcuri, conforme divulgado por sua equipe de comunicação. “O ‘Me Poupe Show’ vem para democratizar ainda mais a educação financeira no Brasil”, reforça.

Salário de um real

Nathalia Arcuri aproveita o acerto com a Rede TV para demonstrar que entende do que irá falar para o público do canal. Isso porque, ela garante que, por há anos conseguir alcançar a própria independência financeira, o dinheiro em si tornou-se mero detalhe para a sua carreira na comunicação. Por isso, o acordo pelo “salário” de um real pelo trabalho com o talk show.

“Não trabalho por dinheiro há três anos”

“Não trabalho por dinheiro há três anos, quando alcancei a minha independência financeira”, enfatiza a jornalista. “Estamos vivendo um momento em que todos precisamos fazer o que está ao nosso alcance para colaborar com os brasileiros que perderam empregos e a renda durante a pandemia”, explica a missão da futura produção televisiva. “O programa terá cotas de patrocínio e, se forem vendidas, ficarei com uma parte do sucesso”, prossegue Nathalia, demonstrando que, além do salário de um real, poderá ganhar comissões atrelados ao eventual sucesso do talk show.

Nathalia Arcuri na TV

Essa não será a primeira experiência de Nathalia Arcuri na televisão. Criadora do canal ‘Me Poupe’, que conta com 5,8 milhões de inscritos no YouTube e detém o título de maior projeto virtual de educação financeira do mundo, ela comandou o reality show ‘Me Poupe — Dívidas Nunca Mais’. A atração foi ao ar na Band no fim do ano passado. “Um caminho sem volta pra quem diz que não é possível fazer TV de qualidade, ter audiência e dar dinheiro”, comemorou a apresentadora na ocasião.

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), de São Paulo, Nathalia Arcuri havia trabalhado na televisão antes de se destacar com o seu projeto na internet. Ela somou, por exemplo, passagens por SBT e Record TV. Em ambos os canais, atuou como repórter na capital paulista.

Jornalista e influenciadora digital premiada

Com o seu trabalho de educação financeira no YouTube e outros canais onde a marca Me Poupe se faz presente, Nathalia Arcuri tem recebido reconhecimento no decorrer dos últimos anos. Nesse sentido, foi a vencedora do Prêmio Comunique-se 2018 na disputa em ‘Economia – Mídia Escrita’. Na ocasião, não escondeu a alegria em levar para casa um troféu do “Oscar do Jornalismo Brasileiro”. “Para mim é uma honra. Sou jornalista e cresci ouvindo falar sobre este prêmio, imaginando que um dia eu pudesse estar aqui”, afirmou durante a festa.

O vínculo de Nathalia Arcuri com eventos organizados pelo Grupo Comunique-se não param por aí. Ela tem relação direta com o Prêmio Influency.me, iniciativa criada em 2018 com o objetivo de prestigiar os produtores de conteúdo que se destacam com a oferta de material relevante nas plataformas de redes sociais. Na primeira edição, ela foi finalista na categoria ‘Negócios’. Nos dois anos seguintes, 2019 e 2020, superou os demais concorrentes e foi a vencedora da disputa.

Fonte: Portal Comunique-se, disponível em: https://portal.comunique-se.com.br/vencedora-do-premio-comunique-se-estreia-na-tv-com-salario-de-um-real/#:~:text=Uma%20jornalista%20e%20influenciadora%20digital,nova%20apresentadora%20da%20Rede%20TV.