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17

Out

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Projeto Comprova destaca-se ao enfrentar notícias falsas no mais espinhoso campo de batalha à falsidade: o WhatsApp

Reunindo o trabalho de jornalistas de 24 organizações de mídia do Brasil, o projeto de verificação de fatos Comprova é hoje a principal frente de combate a notícias falsas e desinformação em um terreno que se mostrou mais fértil do que qualquer outro aplicativo ou rede social para a propagação de falsidades: o WhatsApp.

Desde o seu lançamento, conta o site Columbia Journalism Review, da Universidade Columbia, em matéria da ANJ, o projeto recebeu quase 50 mil solicitações de verificação de conteúdos espalhados no app de mensagens do Facebook, seis por dia na reta final do primeiro turno das eleições brasileiras deste ano.

A iniciativa, capitaneada pelo First Draft, da Universidade Harvard, deve ser replicada nas eleições de outros países como Índia, Nigéria e Indonésia, onde, a exemplo do Brasil, o WhatsApp domina.

O aplicativo de mensagens do Facebook tem quase 120 milhões de usuários brasileiro, segundo estudo do Instituto Reuters, de 2017. No período eleitoral de 2018, relata o Columbia Journalism Review, quase 48% da população do Brasil recorre ao WhatsApp para ver conteúdo político.

Estima-se que 57% dos apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) recebem notícias de seu candidato a presidente pelo aplicativo, onde o enfrentamento às notícias falsas é de extrema dificuldade.

Um dos obstáculos, diz Daniel Bramatti, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e um dos administradores do trabalho cotidiano do Comprova, é a confiabilidade das pessoas em relação aos que compartilham informação no aplicativo, quase sempre amigos e familiares.

Além disso, o fato de o WhatsApp ser uma plataforma criptografada tornou difícil para sites de checagem de fatos, como o Comprova, acessarem conversas fechadas. “Sabemos que nosso papel é limitado”, Bramatti. "Estamos lutando contra um monstro e não temos todas as armas para matá-lo."

Todas as ferramentas disponíveis, entretanto, são utilizadas ao máximo pelos profissionais que atuam no Comprova. A jornalista Alessandra Monnerat, que integra o Estadão Verifica, frente de fact-checking do jornal O Estado de S.Paulo – associado ao Comprova –, por exemplo, diz que monitora as conversas usando Spike, CrowdTangle e Torabit e alerta sua equipe quando ela encontra histórias "problemáticas".

A partir dali dois ou três repórteres de diferentes redações trabalham em conjunto para dissipar o rumor, verificando um conjunto de perguntas pré-estabelecidas. Assim que o relatório de verificação fica pronto, ele é examinado por pelo menos dois parceiros de mídia antes de ser disponibilizado online e disseminado por todos os veículos que integram o projeto.

Apesar de todo o esforço, a tarefa fica limitada diante do gigantismo do WhatsApp. "O volume de grupos é tão grande que eles [Comprova] só podem combater o que é relevante”, diz Pablo Ortellado, professor de políticas públicas da Universidade de São Paulo (USP), que monitora cerca de 200 sites de notícias, mil páginas no Facebook e 350 grupos do WhatsApp no Brasil.

Mesmo assim, o especialista diz estar otimista em relação ao impacto do Comprova, que também checa informações falsas, conteúdo forjado e manipulações em outros aplicativos e redes sociais. “As pessoas que produzem notícias falsas não têm o mesmo poder de broadcasting do Comprova”, lembra Ortellado.

Fazem parte do projeto: AFP, Band, BandNews, Canal Futura, Correio do Povo, Exame, GaúchaZH, Gazeta do Povo, Gazeta Online, Jornal do Commercio, Metro Brasil, Nexo Jornal, Nova Escola, NSC Comunicação, Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, O Povo, Poder360, piauí, Rádio BandNews FM, Rádio Bandeirantes, SBT, UOL e Veja.

Fonte: ANJ / Disponível em: https://www.anj.org.br/site/component/k2/73-jornal-anj-online/13285-projeto-comprova-destaca-se-ao-enfrentar-noticias-falsas-no-mais-espinhoso-campo-de-batalha-a-falsidade-o-whatsapp.html 

16

Out

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Inscrições para o VI Prêmio de Jornalismo do MPRN estão abertas até novembro

O VI Prêmio de Jornalismo do MPRN entra na reta final do período de inscrições. Os profissionais da Comunicação que desejam concorrer à iniciativa que premia os melhores trabalhos jornalísticos veiculados no Estado sobre a atuação ministerial têm até o dia 6 de novembro para inscrever seus materiais. 
 
Serão aceitas matérias e fotos veiculadas no espaço temporal de 1º de novembro de 2017 a 1º de novembro de 2018 na imprensa local e que apresentem o trabalho do MPRN na defesa dos interesses da sociedade e como agente de transformação social, em suas várias áreas de atuação. 
 
Portanto, ainda é possível produzir material para concorrer ao prêmio que é composto por cinco categorias profissionais: Jornalismo Impresso, Webjornalismo, Radiojornalismo, Telejornalismo e Fotojornalismo. O primeiro colocado de cada categoria receberá R$ 3.500, o segundo lugar R$ 2.500 e o terceiro lugar, R$ 1.500. 


 
O concurso também contempla a categoria de Destaque Acadêmico para estudante de Comunicação. Nesse caso, poderá haver classificação por colocação em primeiro, segundo ou terceiro lugar, ou mesmo uma Menção Honrosa, mas sem premiação em dinheiro.
 
Para realizar o prêmio, criado em 2011 para difundir um melhor entendimento, pela sociedade e pelo poder público, sobre a importância e função social do Ministério Público, o MPRN recebeu o apoio da Associação do Ministério Público (Ampern). 
 
Os prêmios serão entregues em cerimônia prevista preferencialmente para a semana do dia 14 de dezembro de 2018, data em que se comemora o Dia Nacional do Ministério Público, podendo esta data sofrer alterações em virtude de necessidade e conveniência da Instituição. Todas as informações sobre o VI Prêmio de Jornalismo do MPRN estão no regulamento, disponível no site http://www.mprn.mp.br/premiodejornalismo/

15

Out

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Tribunal Superior Eleitoral lança página na internet para esclarecer eleitores sobre Fake News

A Ouvidoria do Poder Judiciário do RN lançou, na última semana, um novo sistema eletrônico para o recebimento de denúncias, reclamações, sugestões ou elogios. O e-Ouvidoria tem como objetivo propiciar uma melhor prestação de serviços aos usuários, facilitando o acompanhamento das ocorrências registradas. O sistema também auxiliará na construção de estratégias para o aprimoramento dos serviços do órgão.

Pelo link Esclarecimentos sobre informações falsas, qualquer pessoa poderá ter acesso a informações que desconstroem boatos ou veiculações que buscam confundir os eleitores brasileiros. Diante das inúmeras afirmações que tentam macular a higidez do processo eleitoral  nacional, nessa página o TSE apresenta links para esclarecimentos oriundos de agências de checagem de conteúdo, alertando para os riscos da desinformação e clamando pelo compartilhamento consciente e responsável de mensagens nas redes sociais.

Vale referir que o Tribunal Superior Eleitoral tem encaminhado todos os relatos de irregularidades que chegam ao seu conhecimento para verificação por parte dos órgãos de investigação, especialmente Ministério Público Eleitoral e Polícia Federal. A finalidade é garantir a verificação de eventuais ilícitos e a responsabilização de quem difunde conteúdo inverídico.

Até o presente momento, nenhuma ocorrência de violação à segurança do processo de votação ou de apuração realizado durante as eleições 2018 foi confirmada ou comprovada. 

A Justiça Eleitoral desempenha relevante papel na consolidação da Democracia em nosso país e trabalha incansavelmente para oferecer à sociedade um processo de votação seguro, transparente e ágil, garantindo efetividade à manifestação popular exercida por meio do voto.

A participação da sociedade é fundamental neste processo de conscientização! O Tribunal Superior Eleitoral agradece e valoriza a colaboração de todos!

Com informações do TSE

11

Out

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Estácio promove curso de Fact-checking em parceria com a Agência Lupa

Com a intensa participação da população por meio das redes sociais no processo eleitoral – e a consequente epidemia de fake news, tornou-se imprescindível certificar-se da veracidade das informações. Neste sentido, a Estácio, em parceria com a Agência Lupa, promove o curso on-line: Fact-checking: o combate à notícia falsa.

O curso é dirigido a toda e qualquer pessoa que tenha interesse em aprender sobre os conceitos básicos de "Fact Checking". Mas também é direcionado àqueles que estão em busca de se especializar e enriquecer o conhecimento sobre o tema abordado, como: jornalistas, professores e estudantes de jornalismo.

“Pela atualidade e pertinência do tema Fact-Checking, trazemos aos nossos alunos uma ótima oportunidade de aprendizado e desenvolvimento educacional”, afirma Dario Menezes – diretor de Pós-graduação e Desenvolvimento Educacional da Estácio.

Por meio das aulas, o participante vai compreender de onde vem a checagem de fatos e conhecer a rede internacional de fact-checkers - checadores (mais de 130 plataformas certificadas, em mais de 50 países). Também serão apresentados os oito passos da metodologia de trabalho da Agência Lupa, a primeira do Brasil a se dedicar de forma exclusiva à checagem de dados, e como identificar o que é e o que não é checável.

O curso online é realizado por meio de vídeos, textos, links e exercícios a partir do conteúdo e da metodologia de checagem da Agência Lupa. As inscrições já estão acontecendo e podem ser realizadas pelo site da Estácio: www.estaciocursoslivres.com.br

Foto/pixabay

10

Out

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Brasil registra mais de 130 casos de violência contra jornalistas esse ano em contexto político-eleitoral, diz Abraji

Casos de agressões a profissionais da comunicação em contexto político, partidário e eleitoral já somam 137 ao longo de 2018, conforme levantamento da Abraji. Foram 75 ataques por meios digitais (com 64 profissionais afetados) e outros 62 casos físicos (com 60 atingidos).

A maior parte das ocorrências físicas está relacionada à cobertura de manifestações ou eventos de grande repercussão ligados a eleições. O ônibus em que viajavam 28 comunicadores que cobriam a caravana de Lula no sul do país foi atingido por um atentado a tiros realizado por opositores ao ex-presidente. Durante a cobertura da prisão do petista, outros 19 profissionais foram hostilizados ou agredidos por seus apoiadores.

O caso mais recente é de uma jornalista pernambucana, agredida e ameaçada de estupro por apoiadores do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ) no último domingo (7.out.2018), após deixar seu local de votação.

Entre os casos digitais, a maioria (91%) são de exposição indevida de comunicadores, quando os agressores compartilham fotos e/ou perfis apontando que o(a) profissional seguiria uma ideologia e, assim, incentivando ofensas em massa. As agressões ocorrem em especial no Facebook e no Twitter. 

Pessoas públicas e políticos, como o economista Rodrigo Constantino, o humorista Danilo Gentili, a jornalista (e agora deputada federal eleita pelo PSL-SP) Joice Hasselmann, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e os procuradores Marcelo Rocha Monteiro (MP-RJ) e Ailton Benedito (MPF-GO) estão entre os autores das violações.

Perfis em redes sociais ligados a pautas conservadoras e com grande alcance como o Movimento Brasil Livre (MBL) também estão na lista de casos digitais. Em maio, o grupo produziu um “dossiê” acusando jornalistas de ter viés partidário e atuarem como “censores”. O levantamento foi feito após a divulgação de uma parceria de agências de checagem de fatos com o Facebook. No documento, circulado via WhatsApp e Facebook, há fotos de jornalistas classificados como “esquerda” e “extrema esquerda”, retiradas de redes sociais, além da reprodução de postagens que “comprovariam” a inclinação política dos profissionais.

Conforme manifestado em notas sobre os casos mencionados, a Abraji se solidariza com os repórteres e repudia as agressões. Ofensas, assédio e ameaças a jornalistas com o objetivo de silenciá-los são sintomas de desprezo pela democracia. O direito à informação, essencial para toda a sociedade, fica comprometido quando profissionais da imprensa são impedidos de exercer seu ofício livremente.

Fonte: Abraji / Foto: Pixabay

9

Out

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Eleitor que não votou nem justificou no primeiro turno já pode regularizar situação perante a Justiça Eleitoral pela internet

O eleitor que não votou nem justificou sua ausência nesse domingo (7), já pode regularizar a sua situação junto à Justiça Eleitoral e, para isso, pode usar a internet. Eleitores de todo o Brasil e do exterior podem fazer a justificativa eleitoral por meio do Sistema Justifica (https://justifica.tse.jus.br), uma ferramenta on-line desenvolvida para dar comodidade ao eleitor nessa situação. A justifica deve ser apresentada no prazo de até 60 dias, contados da realização de cada turno da eleição, ou ainda em até 30 dias, a partir do retorno do eleitor ao país.

Ao acessar o Sistema Justifica nas páginas de internet do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o eleitor deve preencher seus dados pessoais, declarar o motivo da ausência às urnas e anexar documentação comprobatória digitalizada.

A justificativa será então encaminhado à zona eleitoral a que pertence o eleitor para exame pelo juiz competente. Concluído o requerimento, será gerado um código de protocolo para acompanhamento da justificativa. O acolhimento das alegações apresentadas ficará a critério do juiz eleitoral e o eleitor será notificado da decisão. Caso a justificativa seja acolhida, será feito o registro no histórico do cadastro eleitoral.

Cartório eleitoral  

O eleitor pode justificar a ausência às eleições tantas vezes quantas forem necessárias.Outra opção para fazê-lo é preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral (pós-eleição) disponível na internet e entregá-lo em qualquer cartório eleitoral ou enviá-lo, pelos Correios, ao juiz da sua zona eleitoral. O prazo é o mesmo para a justificativa pela internet: até 60 dias após cada turno da votação, acompanhado da documentação que comprove a impossibilidade de comparecimento ao pleito e de um documento de identificação com foto.

Prazos

Os prazos para apresentar a justificativa após a realização do pleito se encerra em 6 de dezembro de 2018, com relação ao primeiro turno; e em 27 de dezembro de 2018, quanto ao segundo turno.

A justificativa é válida somente para o turno ao qual o eleitor não compareceu por estar fora de seu domicílio eleitoral. Assim, se ele deixou de votar no primeiro e no segundo turno da eleição, terá de justificar a ausência quanto a cada um separadamente, obedecendo aos mesmos requisitos e prazos de cada turno.

No exterior

O eleitor inscrito no país que esteja no exterior no dia do pleito e queira justificar a ausência antes do retorno ao Brasil deverá fazer o pedido pelo Sistema Justifica ou poderá encaminhar o Requerimento de Justificativa Eleitoral (pós-eleição) ao juiz da zona eleitoral onde for inscrito, nos prazos estabelecidos ou no período de 30 dias contados da data do retorno ao Brasil.

O eleitor inscrito em zona eleitoral do exterior (Zona ZZ) ou com domicílio eleitoral no Distrito Federal não necessita justificar eventual ausência às urnas em eleição municipal. Eleitores inscritos nas Zonas ZZ também podem justificar a ausência por meio do Sistema Justifica. Outra opção é encaminhar o Requerimento de Justificativa Eleitoral ao Brasil por meio das missões diplomáticas.

Endereços dos cartórios eleitorais

O endereço dos cartórios eleitorais pode ser obtido em: http://www.tse.jus.br/eleitor-e-eleicoes/servicos/cartorios-e-zonas-eleitorais/zonas-eleitorais-cartorios.

Por fim, todo cidadão deve estar atento a eventual revisão do eleitorado no município onde for inscrito, já que o não atendimento à convocação da Justiça Eleitoral pode levar ao cancelamento do seu título eleitoral. Os eleitores com inscrição cancelada devem justificar a ausência para não ficarem em débito com a Justiça Eleitoral.

Com informações do TSE / Foto: Pixabay

8

Out

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Inscrições para o VI Prêmio de Jornalismo do MPRN estão abertas até novembro

O VI Prêmio de Jornalismo do MPRN entra na reta final do período de inscrições. Os profissionais da Comunicação que desejam concorrer à iniciativa que premia os melhores trabalhos jornalísticos veiculados no Estado sobre a atuação ministerial têm até o dia 6 de novembro para inscrever seus materiais.

Serão aceitas matérias e fotos veiculadas no espaço temporal de 1º de novembro de 2017 a 1º de novembro de 2018 na imprensa local e que apresentem o trabalho do MPRN na defesa dos interesses da sociedade e como agente de transformação social, em suas várias áreas de atuação.

Portanto, ainda é possível produzir material para concorrer ao prêmio que é composto por cinco categorias profissionais: Jornalismo Impresso, Webjornalismo, Radiojornalismo, Telejornalismo e Fotojornalismo. O primeiro colocado de cada categoria receberá R$ 3.500, o segundo lugar R$ 2.500 e o terceiro lugar, R$ 1.500.

O concurso também contempla a categoria de Destaque Acadêmico para estudante de Comunicação. Nesse caso, poderá haver classificação por colocação em primeiro, segundo ou terceiro lugar, ou mesmo uma Menção Honrosa, mas sem premiação em dinheiro.

Para realizar o prêmio, criado em 2011 para difundir um melhor entendimento, pela sociedade e pelo poder público, sobre a importância e função social do Ministério Público, o MPRN recebeu o apoio da Associação do Ministério Público (Ampern).

Os prêmios serão entregues em cerimônia prevista preferencialmente para a semana do dia 14 de dezembro de 2018, data em que se comemora o Dia Nacional do Ministério Público, podendo esta data sofrer alterações em virtude de necessidade e conveniência da Instituição.

Todas as informações sobre o VI Prêmio de Jornalismo do MPRN estão no regulamento, disponível no site.

 

5

Out

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Software destinado à polícia foi usado para espionar jornalistas via celular em 45 países, inclusive no Brasil

O Citizen Lab, da Universidade de Toronto, no Canadá, detectou o uso indiscriminado de um conhecido programa malicioso de espionagem (spyware) em 45 países, inclusive no Brasil. O mais recente relatório do laboratório – especializado em tecnologia da informação, comunicação, direitos humanos e segurança global – atualiza investigações sobre atividades envolvendo o Pegasus, um software comercial de espionagem desenvolvido pela NSO Group e oferecido a autoridades policiais para investigações. O documento, segundo matéria no site da ANJ, registra que o programa pode ter infectado celulares de jornalistas. Anteriormente, os pesquisadores identificaram uma série de grandes campanhas do Pegasus, incluindo uma contra jornalistas investigativos no México, e outra contra defensores dos direitos humanos na Arábia Saudita.

De acordo com o Portal, o spyware, conforme relata o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), permite que o invasor monitore, registre e colete dados existentes e futuros do telefone. Isso inclui chamadas e informações de aplicativos de mensagens e dados de localização em tempo real. O programa, capaz de ativar remotamente a câmera e o microfone para vigiar o alvo e o ambiente ao redor, foi projetado para ser instalado em telefones que executem o Android, o BlackBerry OS e o iOS sem alertar o alvo de sua presença. Os jornalistas provavelmente só saberão que o telefone foi infectado se o dispositivo for inspecionado por um especialista em tecnologia. O CPJ alerta que spyware pode ser instalado de várias maneiras e, por isso, os comunicadores devem estar cientes desses métodos e tomar as medidas apropriadas para protegê-los e a suas fontes.

Os invasores criam mensagens personalizadas que são enviadas para um jornalista específico. Essas mensagens transmitem um senso de urgência e contêm um link ou um documento no qual o jornalista é incentivado a clicar. As mensagens vêm em uma variedade de formas, incluindo SMS, e-mail, através de aplicativos de mensagens como o WhatsApp ou através de mensagens em plataformas de mídia social. Assim que o jornalista clica no link, o spyware é instalado no telefone.

Brasil

Embora o relatório aponte o uso do programa no Brasil, informa o G1, não se sabe quem realizou a tentativa de espionagem e nem qual foi o motivo. Foram distinguidos apenas 36 operadores – o que significa que, se os números estiverem certos, algumas entidades teriam usado o programa fora de seu país de origem. O operador com alvos no Brasil tem um grande foco na Ásia, segundo o relatório.

O Citizen Lab vem rastreando a atividade do Pegasus por suspeitar que o programa é usado por regimes totalitários para perseguir ativistas políticos e jornalistas desde que o programa foi identificado em 2016 em uma tentativa de ataque a um ativista nos Emirados Árabes Unidos. A organização de defesa de direitos humanos Anistia Internacional também denunciou que um de seus colaboradores foi vítima de uma tentativa de espionagem com o Pegasus.

A NSO Group, que desenvolve o software, criticou o relatório do Citizen Lab e a recusa do grupo de pesquisadores em marcar uma reunião com a companhia para que ela explicasse sua posição. A empresa disse que o software é de uso exclusivo das autoridades para investigar criminosos e terroristas e que seus produtos já salvaram "milhares de pessoas" prevenindo ataques suicidas, apreendendo traficantes e "devolvendo crianças sequestradas aos pais". Também segundo a empresa, o software não funciona fora da área de atuação programada, o que exclui, por exemplo, os Estados Unidos.

O Citizen Lab, porém, alega que o software funcionou corretamente em um dispositivo norte-americano. O laboratório avaliou também que, por se tratar de um assunto de interesse público, a NSO Group deveria tratar do assunto com transparência, não em uma reunião fechada.

Fonte: ANJ, disponível em: https://www.anj.org.br/site/component/k2/73-jornal-anj-online/13024-software-destinado-a-policia-foi-usado-para-espionar-jornalistas-via-celular-em-45-paises-inclusive-no-brasil.html

4

Out

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UOL reforça campanha contra notícias falsas com manifesto “Diga não ao achismo”

O portal UOL, do Grupo Folha, lançou uma publicidade com o objetivo de valorizar a importância das informações de qualidade e, ao mesmo tempo, alertar para os riscos das notícias falsas, principalmente as produzidas com a intenção de confundir as pessoas durante a eleição de 2018. Denominado como manifesto “Diga não ao Achismo”, a iniciativa chama a atenção para os riscos de se confundir opinião com fato, segundo Rodrigo Flores, diretor de conteúdo do UOL. “As fake news são uma realidade. E cabe a nós liderar a luta contra a desinformação”. As informações são do Portal ANJ.

De acordo com a matéria, o manifesto é parte da campanha “Informação contra o Achismo”, assinada pela Artplan. A peça publicitária, que utiliza a comunicação integrada, contempla filmes, spots de rádio, OOH, anúncios em jornais e revistas, conteúdo nas redes sociais e mídia digital, além de toda a cobertura do UOL durante as eleições 2018.

Os filmes para TV mostram a relação perigosa de se tomar atitudes e formar opiniões baseadas no achismo. Na peça publicitária, um eleitor acorda pela manhã sem se lembrar do que fez no dia anterior e com a presença de um candidato a presidente em seu quarto. Nesse momento ele percebe que a decisão impensada irá “acompanhá-lo”, como consequência.

Fonte: ANJ, disponível em: https://www.anj.org.br/site/component/k2/73-jornal-anj-online/12979-uol-reforca-campanha-contra-noticias-falsas-com-manifesto-diga-nao-ao-achismo.html

 

2

Out

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"Jornalismo nunca foi tão necessário”, afirma conselheiro da Unesco

Em tempos em que notícias falsas (asfake news) são compartilhadas diariamente redes sociais, o jornalismo tornou-se cada dia mais necessário. A avaliação é do conselheiro de Comunicação e Informação da Unesco, Guilherme Canela. "Ironicamente, o modelo do jornalismo nunca esteve tão em xeque, do ponto de vista de modelo econômico, mas nunca foi tão necessário.

Ou seja, o fato de haver uma profusão de elementos informativos ou opinativos nas redes sociais, faz com que os editores de informação, os que investigam o que é fato e o que é mentira, sejam absolutamente centrais para os regimes democráticos, sobretudo em períodos pré-eleitorais e eleitorais", disse. Em entrevista à Agência Brasil, em Montevideú, Canela fala sobre o acesso à informação pública, liberdade de imprensa e assassinato de jornalistas.

Acesso à informação pública

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, estabelece o acesso à informação pública não apenas como o direito de transmitir ou receber informações, mas também o de buscar. “O cidadão tem o direito de perguntar ao Estado o que ele quiser. E o Estado não tem o direito de perguntar ao cidadão porque ele quer saber. Isso é a essência do direito humano ao acesso à informação", disse.

Canela destacou que uma das novidades da Agenda 2030 é a meta dos países oferecerem acesso à informação pública. Para a Unesco, há um reconhecimento crescente da importância desse direito. Em 2011, 90 países tinham leis que tratavam da liberdade de acesso à informação, em 2016, eram 112 países.

Na entrevista, o conselheiro defende ainda que a informação pública não deve ser usada apenas para o combate à corrupção. "O acesso à informação pública e à liberdade de expressão é fundamental para garantir mais democracia, desenvolvimento e direitos humanos. É preciso desconstruir a ideia de que o acesso à informação pública só serve para combater a corrupção", afirma Guilherme Canela.

Ele defende que a transparência e a divulgação de dados públicos podem, literalmente, salvar vidas. Canela cita como exemplo denúncia, resultante de uma consulta a dados públicos, apontou que a Força Aérea Brasileira (FAB) dava prioridade ao transporte de autoridades em vez de transportar órgãos para transplante. Após a divulgação da denúncia, uma lei determinou que a FAB deveria manter disponível, sempre, pelo menos um avião para o transporte de órgãos, tecidos e partes do corpo humano, o que ajudou no aumento do transporte de órgãos no país, segundo Canela.

Fake news e liberdade de imprensa

O conselheiro rechaça que as fake news devem ser traduzidas como notícias falsas, quando são “mentiras puras e duras”. “Se é notícia, não é falsa”, diz. Canela lembra que os conteúdos falsos sempre estiveram presentes nos processos eleitorais. Porém, agora, com as redes sociais circulam “literalmente na velocidade da luz”.

“Tenho a impressão que na maioria dos casos a circulação da corrente desinformativa não tem má-fé, exceto no ponto inicial, de quem construiu um conteúdo mentiroso. Depois, as pessoas vão passando aquilo com uma crença de que é verdade. É uma circulação que tem a ver com a lógica dos algoritmos, com a lógica das bolhas informativas, em que as pessoas resolvem entrar e ficam presas”.

Em recente informe, intitulado Tendências Mundiais em Liberdade de Expressão e Desenvolvimento dos Meios, a Unesco afirma que os algoritmos utilizados para navegação em uma maior quantidade de informações na internet contribuem para as chamadas "câmaras de ressonância" e "bolhas de filtro", quando os conteúdos são direcionados para reafirma as opiniões dos indivíduos, em vez de propiciar diálogos.

>> Veja especial sobre fake news

Dentro desse cenário de compartilhamento demasiado de falsos conteúdos, a liberdade de imprensa se torna essencial para garantir um processo eleitoral livre e justo. “O processo eleitoral será tão mais justo quanto mais eficiente seja o sistema de freios e contrapesos que faz a checagem do que está acontecendo e que também informe a sociedade da maneira mais ampla e plural possível. Por isso alguns teóricos dizem que dois elementos centrais da balança democrática são justamente um judiciário livre e uma imprensa livre”.

O informe da Unesco aponta ainda que, apesar do aumento da disponibilidade de conteúdos nos meios de comunicação, decorrente do incremento dos conteúdos compartilhados e gerados nas redes sociais, há, por outro lado, uma diminuição na circulação de jornais e conteúdos jornalísticos em praticamente todo o mundo. Além disso, um estudo recente mostra que a liberdade de imprensa está em queda em 131 países.

Assassinatos de jornalistas

Em relação às ameaças à liberdade de imprensa, o informe traz dados atualizados sobre violência contra jornalistas. Entre 2012 e 2016, 530 profissionais foram assassinados no mundo. O maior número de assassinatos ocorreu nos Estados Árabes, com 191 mortos. Em segundo lugar, aparece a América Latina com 125.

Na avaliação de Canela, assassinatos de jornalistas, comunicados e fotógrafos “é a última fronteira da censura”. Ele destaca que de cada dez assassinatos, apenas um tem resultado na Justiça, o que passa “a mensagem muito clara de que o custo de matar um jornalista é muito baixo para os agressores”.

"Cada jornalista assassinado é um observador a menos da realidade social, de conflitos de terra, de meio ambiente, de mineração ilegal, do narcotráfico, de políticos corruptos, policiais corruptos, etc. E esse cenário de graves violações da liberdade de imprensa tem um outro efeito perverso, que é a autocensura. Em muitos lugares, os jornalistas, de maneira absolutamente compreensível, se autocensuram, dados os níveis de violência".

Em seu informe, a Unesco cita o aumento da crítica hostil aos jornalistas e meios de comunicação por parte de lideranças políticas, elevando a intolerância contra os profissionais da imprensa.

"Nos últimos anos, de maneira muito mais intensa, políticos latino-americanos, em vários países da região, intensificaram um discurso simbólico contra a imprensa, com terminologias como 'imprensa corrupta', 'jornalistas vendidos', 'imprensa que gera fake news '. Mas não compete a um líder político generalizar isso, sem provas. Esse discurso contra a imprensa contribui para a violência. Os líderes tinham que ter muito claro que é papel deles, a todo momento, sublinhar de maneira inequívoca a importância da liberdade de imprensa para as democracias. Isso não quer dizer que os políticos não possam discordar do que os jornalistas produzem. Mas essa discordância não pode estimular a violência, desacreditar a liberdade de imprensa", afirma Canela.

Canela aponta ainda concentração dos meios de comunicação, por empresas privadas ou pelo Estado. O conselheiro defende a coexistência de meios de comunicação privados, comunitários e públicos para uma imprensalivre e robusta.

Com informações da Agência Brasil

1

Out

Jornalismo

Dia do Idoso: escola em Natal recebe exposição fotográfica "Mães do Juvino"

O Dia Mundial do Idoso comemorado hoje (01) será celebrado por alunos da rede estadual com a exposição fotográfica "Mães do Juvino", na Escola Winston Churchill. Haverá também palestra com o Presidente da Comissão do Direito da Pessoa Idosa da OAB-RN, Dr. José Romildo, com o tema: “O dever dos filhos de cuidar dos pais idosos”. O evento começa às 14h.

O ensaio retrata o dia a dia das senhoras idosas acolhidas no Instituto Juvino Barreto e tem assinatura do jornalista e repórter fotográfico Elias Medeiros. A instituição é um dos principais abrigos filantrópicos para idosos do RN, sendo mantida por meio de doações, convênios e trabalho voluntário, a a exposição tem a finalidade, também, de sensibilização à causa.

27

Set

Jornalismo

Programa oferece orientação jornalística para TCCs sobre o semiárido brasileiro

Estudantes de graduação que pretendam abordar o semiárido brasileiro em seus trabalhos de conclusão de curso (TCC) podem contar com uma ajuda extra: o Meus Sertões Universidade. O programa oferece orientação jornalística gratuita para trabalhos práticos sobre o tema e a única exigência é que o orientador acadêmico esteja ciente e de acordo.

A iniciativa é conduzida pelo jornalista Paulo Oliveira, criador do site Meus Sertões. Segundo ele, a expectativa do projeto é, além de produzir bons trabalhos, “ajudar os participantes a conhecer melhor o semiárido”. “[É uma] região rica em saberes, cultura, história e muitas outras coisas que foram escamoteadas pela forma com que ela é retratada, principalmente no sul do país, onde o noticiário se volta para a miséria, a seca e o preconceito”, diz.

O site Meus Sertões surgiu em março de 2016 com o objetivo de descobrir e contar histórias do sertão do Brasil. Em fevereiro de 2017, foi procurado pela primeira vez pela estudante de jornalismo Camila Gabrielle, que compartilhava do mesmo incômodo que levou à criação do site. “Eu estudo jornalismo na Unesp em Bauru, mas sou nordestina. E aqui, percebi que infelizmente ainda existe preconceito de algumas pessoas em relação aos nordestinos e que o sertão sempre era visado como um lugar horrível”, conta a estudante.

Alguns meses depois, Gabrielle retomou o contato com o Meus Sertões, desta vez para propor uma parceria: lançar no site o documentário que está produzindo como trabalho de conclusão de curso , junto com reportagens e uma galeria de fotos sobre a região. Além do espaço, a estudante passou a ter a ajuda de Paulo Oliveira. “O Paulo está me orientando sobre os textos, me deu várias dicas, tivemos várias conversas por Skype... enfim, está sendo uma parceria maravilhosa”, diz a jovem jornalista.

O sucesso da colaboração entre o veículo e a estudante foi o que motivou a criação do Meus Sertões Universidade. “É recompensador encontrar jovens interessados em temas relevantes, dispostos a dividir o conhecimento e que utilizam as críticas para aprimoramento pessoal e do trabalho que realizam”, afirma Oliveira.

O limite de acompanhamento é de três estudantes por ano, e para se candidatar basta enviar um e-mail para contato@meussertoes.com.br A orientação será feita continuamente por meios digitais, como WhatsApp, e-mail e Skype, mas também pode ser feita in loco. “É importante ressaltar que a última palavra na condução do trabalho e na forma como o jovem quer apresentá-lo para o público é definida por ele. Não impomos nada”, ressalta o criador do Meus Sertões.

Com informações da Abraji

26

Set

Jornalismo

TV Universitária estreia nova temporada do programa Xeque-mate

A Televisão Universitária (TVU), em parceria com o Departamento de Comunicação (Decom), estreia, neste mês de setembro, a temporada 2018.2 do programa de entrevistas Xeque-mate. Neste semestre, a apresentação está a cargo da jornalista e docente do Departamento de Comunicação Social Valquíria Kneipp. No programa de estreia, no último dia 19 de setembro, a entrevistada foi a jornalista Érica Lima, produtora  do programa Olhar Independente, da TVU.

Nesta quarta-feira (26), a entrevistada é a gestora pública e fotógrafa Kalina Veloso. A entrevistada trabalha com a fotografia engajada, que tem como temática preferencial o empoderamento da mulher. Kalina Veloso idealizou um projeto pioneiro, que inclui uma revista e uma série de programas na plataforma You Tube, denominado Elas por Ela.

O programa Xeque-mate vai ao ar todas as quartas-feiras, às 21h, em virtude do programa eleitoral gratuito, e tem reprise aos domingos, às 15h45, pela TVU/RN – canal 5.1. O Xeque-mate surgiu originalmente em 1972, na extinta Faculdade de Jornalismo Eloy de Souza.  Atualmente é produzido pelo Departamento de Comunicação em parceria com a TV Universitária, e desde 2002 proporciona aos alunos aprendizados práticos, uma vez que suas diversas atividades são desenvolvidas em um estúdio de TV aberta.

Foto/divulgação

25

Set

Jornalismo

Jornalistas potiguares são finalistas do Prêmio Estácio de Jornalismo 2018

O jornalismo potiguar está de parabéns: o Rio Grande do Norte tem dois finalistas no Prêmio Estácio de Jornalismo – edição 2018. A InterTV concorre na modalidade nacional, na categoria TV, com a reportagem ‘Pesquisa Marte’, assinada pela repórter Michelle Rincon, o cinegrafista Olinto Bezerra e equipe. A reportagem foi exibida no Fantástico da TV Globo. Na categoria internet, a reportagem ‘Um Novo Sertão - O Ensino Superior Transformando Vidas’ do jornalista Ricardo Araújo, da Tribuna do Norte, está disputando premiação na modalidade Internet Regional.

Na edição deste ano, 334 reportagens participaram do Prêmio Estácio de Jornalismo e 24 vão concorrer em nove categorias, com premiações variando entre R$ 10 mil (mídias regionais), R$ 15 mil (mídias nacionais) e R$ 25 mil (Grande Prêmio Estácio). O prêmio atingiu a marca de 2.145 reportagens participantes desde sua criação, em 2011. O retrato desta sétima edição mostra a força da ação em nível nacional, já que registrou a presença de participantes de 23 estados e do Distrito Federal. Destaque para os veículos regionais, que representaram 79% dos inscritos.

Os finalistas foram definidos por uma comissão composta por professores de jornalismo da Estácio de todas as regiões geográficas do país. Na etapa final de julgamento, uma Comissão de Premiação, composta por formadores de opinião de projeção nacional, terá a função de indicar os vencedores do Prêmio Estácio de Jornalismo – edição 2018 em cada categoria e também o vencedor do prêmio principal, o Grande Prêmio Estácio de Jornalismo. A banca final será divulgada em breve, assim como a data da entrega do prêmio.

21

Set

Jornalismo

Varejo perde R$ 19,5 bilhões em 2017 por danos em produtos e furtos

O varejo brasileiro perdeu, em média, 1,29% do faturamento no ano passado em prejuízos com falhas no manuseio de produtos, vencimento de mercadorias ou furtos. Os dados são da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) e reuniu 100 empresas de 11 segmentos diferentes. O valor equivalente das perdas alcança R$ 19,5 bilhões da receita do setor em 2017. De acordo com a associação, o montante seria suficiente para “criar” a sexta maior empresa varejista do Brasil em faturamento. A receita total do setor no ano passado foi R$ 1,51 trilhão.

Segundo o presidente da Abrappe, Carlos Eduardo Santos, disse que o índice já indicava tendência de queda nas apurações anteriores, quando a média ficou em 1,40%, em 2015, e 1,32%, em 2016. Entretanto, a pesquisa nos anos anteriores era produzida pela Comissão de Prevenção de Perdas, Auditoria e Gerenciamento de Riscos (CPAR) – organização que já reunia os membros que hoje fazem parte da associação – com a mesma metodologia, mas com oito segmentos. 

Entre os motivos que explicam a redução das perdas, na avaliação de Santos, estão os investimentos feitos pelas empresas, mas também a crise econômica. “Estamos em um período de retração e quando isso acontece a empresa olha para dentro de casa para melhorar a sua eficiência. Então isso se confirmou pelo resultado médio”, disse. Ao reduzir as perdas, as empresas garantem a manutenção da margem de lucro.

Dos segmentos analisados apenas o de supermercados e o de livrarias/papelarias tem percentual de perdas acima da média nacional. No varejo supermercadista, as perdas representam 1,94% do faturamento, sendo 1,03% referente a quebras operacionais (produto vencido, dano causado pela manipulação, entre outros). No caso das livrarias, o percentual é de 1,46%. Desse total, 0,88% corresponde a perdas não identificadas, como furtos, rupturas e erros de estoque.

Os demais setores por volume de perdas são varejo de esportes (1,21%), moda (1,20%), drogarias (1,13%), atacarejo [neologismo que designa uma forma de comércio que reúne atributos do atacado e do varejo] (1,05%), construção e lar (1,04%), magazines (0,84%), perfumaria (0,70%), calçados (0,53%) e eletromóveis (0,34%). 

Tipos de perda


Em relação ao tipo de perda no total, as quebras operacionais representam 35%, os furtos externos, 24%, e os furtos internos, 15%. Somadas, as modalidades de furto alcançam 39%. Erros de inventários e erros administrativos aparecem em seguida, com 10% e 9%, respectivamente.

Nas quebras operacionais, entre os fatos mais recorrentes estão os produtos atingirem o vencimento (24%), seguido pelos itens danificados por clientes (18%), pela deterioração/perecibilidade (16%) e pelo manejo incorreto dos funcionários (13%).

Margem de lucro


Santos aponta que o principal impacto para as empresas é a diminuição na margem de lucro. Ele avalia que estabelecimentos que fazem a gestão das perdas conseguem compor a margem com mais visibilidade. “A gente costuma dizer que uma empresa que tem prevenção de perdas é mais competitiva porque elas sabem quanto perdem e, a partir do momento que elas sabem, tem que implementar um programa para que possa reduzir esse nível de perda encontrado. Ao reduzir a perda, automaticamente aumenta a margem de lucro”, disse. De acordo com o presidente da Abrappe, a partir desse ganho de gestão interna, é possível repassar parte desse ganho.

Por outro lado, empresas que não fazem gestão de perdas podem repassar o prejuízo para o consumidor. “É uma questão de sobrevivência fazer uma gestão de perdas. Quanto menor for o índice de perda, maior é a margem que vai obter e maior a competitividade. Quanto maior o índice de perda, menos competitivo ele é, mais isso impacta em preço”.

Fernanda Della Rosa, assessora econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), diz que planos de prevenção de perdas são fundamentais para reduzir a chamada “quebra de inventário”. “Se a empresa quer ser mais competitiva, vender o seu produto com desconto, com promoções, não sobra muito campo para fazer isso, porque também não pode vender no prejuízo e acaba tendo uma menor competitividade”.

A assessora cita como exemplo de modelos de planos de prevenção de perdas o estabelecimento de participação de lucros para funcionários que tenham como metas a redução de quebra de inventário. “Todo mundo se compromete. Um olha o outro e também existe maior observação dos funcionários em relação ao público externo. Existe uma meta, uma motivação”, disse.

Com informações da Agência Brasil