Artigos

3

Jan

[ARTIGO] Tendências de chatbots para 2021

*Por Rafael Souza

Por conta do avanço da inteligência artificial e do processo de digitalização das empresas, os chatbots, também conhecidos como robôs digitais, tendem a ser cada vez mais eficazes na resolução de problemas no atendimento com os clientes. No ano de 2020, mais de 100 mil bots já foram criados, o que aponta um crescimento de 68% em comparação a 2019, segundo uma pesquisa realizada pelo Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots.

A maior finalidade na demanda por chatbots é o atendimento ao cliente, correspondendo a 64%, ainda de acordo com dados da pesquisa. Além disso, 96% das empresas que desenvolvem robôs, em texto, utilizam o diálogo aberto e a conversa guiada por botões. Com isso, podemos entender que a humanização dos chatbots não para em 2020, mas continua como tendência para 2021, e está relacionada principalmente em manter uma conversa fluida, sem fricções na interação e na resolução rápida das demandas do consumidor.

A relação com o cliente pode ser transformada pela humanização dos chatbots. Dessa forma é importante entender quatro aspectos importantes para a construção dos robôs digitais, são eles:

A construção do chatbot por meio de linguagem natural, para que a compreensão da conversa seja mais fácil.

Saber quem é o consumidor, a fim de que haja uma comunicação mais efetiva;

Compreender a jornada do cliente, com o intuito que o bot entenda suas necessidades;

Trazer personalidade para o bot, com o propósito de estabelecer uma conexão com o usuário.

Quando tratamos da expansão no atendimento automatizado, entendemos que essa transformação se dá pelo desenvolvimento das interações dos bots, como a personalização do diálogo, que traz uma linguagem natural no momento do atendimento. Devemos considerar também que ao utilizar a linguagem humana conseguimos adaptar as máquinas à nossa forma principal de comunicação.

Digital First: integração de canais

O omnichannel evoluiu e atualmente é conhecido por Digital First, que tem como premissa ter o primeiro contato com o consumidor por meio de um canal digital.

Temos a necessidade de disponibilizar um atendimento que funcione de maneira contínua em vários canais de comunicação, o que torna a conversa com o cliente mais próxima, considerando que o mesmo chatbot pode atender diferentes canais e dar continuidade na interação, resultando na experiência mais humanizada.

No ambiente tecnológico tratamos da experiência completa do cliente, porém, é importante entender quais são as principais diferenças nos conceitos relacionados ao atendimento em vários canais. Há quatro principais funcionalidades que faltam no multicanal e que o omnichannel já possui, são elas:

  • Centralização no gerenciamento de canais;
  • Canais são conectados;
  • Dados compartilhados;
  • Continuidade nas negociações.

Nos próximos anos, iremos ver mais empresas incorporando os chatbots nos atendimentos, auxiliando principalmente na área de vendas e cobrança, pois recentes evoluções em processamento de linguagem natural e sistemas de diálogos devem ser incorporados aos robôs virtuais em breve.

Expectativas para voz, dados e pagamentos

O processamento de voz teve uma aceleração muito grande nos últimos anos, podemos ver pelos algoritmos que mostram excelentes resultados na transcrição de áudio para texto. Até o momento, existem duas grandes finalidades para o processamento de voz: a utilização de bots para substituir ou complementar as URAs (Unidade de Resposta Audível, utilizadas nos telefones) e o processamento de áudio ou mídia enviados através dos aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. 

*Rafael Souza é CEO da Ubots, startup gaúcha especializada em desenvolver soluções de relacionamento digital.

1

Jan

[ARTIGO] As principais tendências em inovação para 2021

*Por Alexandre Pierro

Sabemos que 2020 foi um ano divisor de águas. Muitas das tendências previstas acabaram não se concretizando em um contexto de pandemia e a vida como a conhecíamos sofreu transformações intensas, influenciando o comportamento das pessoas, da indústria e da sociedade no geral. No entanto, com base no que vivemos neste ano, é possível traçar tendências para 2021, pautadas especialmente pela Covid-19 e suas consequências.

Partindo dessa premissa e observando as diversas mudanças que incorporamos aos nossos hábitos ao longo do ano, pode-se dividir as promessas para 2021 em quatro tópicos principais, relacionados especialmente às relações de trabalho e à importância da inovação nas empresas.

Adaptação dos portfólios: Neste ano, as empresas, mais do que nunca, se viram obrigadas a incorporar novos produtos e serviços em seus portfólios para sobreviverem à crise, uma vez que a pandemia também provocou mudanças no comportamento de compra do consumidor. Um exemplo dessa alteração, é o significativo crescimento observado no segmento de construção civil, uma evidência de que a estética e o conforto das casas passou a ser mais valorizado, já que as pessoas estão saindo menos.

Tendo isso em vista, empresas acostumadas a participar apenas de determinados setores - e que em alguns casos acabaram retraindo pela falta de procura - estão se arriscando em outras áreas para se manterem no mercado e não saírem no prejuízo.

Uma forma de colocar isso em ação é adotando boas práticas de inovação globais por meio da ISO 56.002. A norma estimula a criação de novos produtos a partir do gerenciamento de insights, visando a entrada em novos mercados e com maior valor agregado.

Internacionalização: Outra forma de garantir uma vantagem competitiva no mercado e driblar momentos de instabilidade econômica é promover a internacionalização, processo em que a empresa se prepara para participar de trocas econômicas entre os países com o objetivo de expandir seus negócios para o mercado externo, aumentando as possibilidades e diluindo os riscos.

Alguns dos passos a serem seguidos a fim de garantir a internacionalização são compreender o mercado de atuação, entender a demanda e a capacidade de produção, enquadrar a empresa nos requisitos técnicos e legislações e, finalmente, traçar boas estratégias de comercialização.

Da mesma maneira, a ISO 56.002 também tem como objetivo auxiliar as empresas nesse processo de adaptação de seus processos para a abertura aos demais países.

Inovação verde: De nada adianta inovar e não pensar nos impactos ao meio ambiente. Sendo assim, incorporar a sustentabilidade aos produtos e serviços atendendo às necessidades por soluções ecologicamente corretas é mais uma tendência, que inclusive já observamos atualmente.

O maior objetivo da inovação verde é equilibrar crescimento econômico e preservação a natureza. As indústrias brasileiras estão crescendo de forma mais acelerada, o que é ótimo, mas ainda não chegamos a um consenso sobre como e quanto preservar o planeta para garantir a sustentabilidade do desenvolvimento. Por isso, a hora de pensar verde é agora.

Indústria 4.0 e 5g: Algo fundamental quando o objetivo é se manter moderno e atual no mercado, é a incorporação da indústria 4.0, que ao fazer os serviços ficarem mais rápidos e baratos, otimiza e aprimora a produção. Uma pesquisa publicada pela Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) no início de 2020 revelou que 50% das indústrias americanas, chinesas e europeias já estavam adotando a indústria 4.0. Na Índia, 25%. No Brasil, apenas 2% e, durante o ano, esse número só caiu.

Para reverter esse cenário, é preciso investir em tecnologias de ponta, tais como robôs, impressoras 3D, ferramentas de cibersegurança, realidade virtual e mista, Blockchain e, principalmente, o 5g, a maior tendência dentro da indústria 4.0. A definição do 5g para os próximos anos deverá ser pensada mirando a melhor forma para a interconexão de equipamentos com a internet, a chamada Internet das Coisas (IOT, do inglês, Internet of Things). Basicamente, ele será responsável por gerenciar como a nossa rede de objetos físicos e infraestrutura fabril irão receber e transmitir dados.

Nesse conexto, a definição do 5g irá mostrar exatamente para que lado nós vamos. Se a produção nacional vai continuar correndo atrás do rabo, ou se nós vamos começar a ser protagonistas desse mundo cada vez mais conectado.

Agora é a hora de aprendermos com o difícil ano de 2020 para construirmos um futuro melhor em 2021. E a melhor forma é planejar possibilidades de inovação pensando também em como tirar os planos do papel e, assim, otimizar resultados, evitar crises e tirar o atraso da pandemia.

*Alexandre Pierro é sócio-fundador da PALAS e um dos únicos brasileiros a participar ativamente da formatação da ISO 56.002, de gestão da inovação.

31

Dez

Porque 2021 será o ano da Esperança!

*Pedro Xavier Costa

 

O último dia do ano nos proporciona uma oportunidade de reflexão, balanço e projeção do futuro. Devemos pegar nossa caixinha de experiências do ano que se encerra e recomeçar no novo ciclo, com o acalento dos abraços deixados de lado e a expectativa da chegada da vacina do coronavírus.

Mas 2020 chega ao fim com gostinho de lição de casa. Ninguém imaginava, um dia, viver uma pandemia que parece ter sido tirada das telas de ficção: cidades paradas, ruas vazias, encontros e planos cancelados, abraços adiados.

De repente, trabalhar em casa, aderir a ferramentas digitais para reuniões e comemorações foi obrigatório. Um novo mundo que se abriu rapidamente, e que precisamos nos adaptar, sem outra opção.

Primeiro tivemos o impacto, depois a aceitação e, por fim, o aprendizado.

Não foi fácil, mas com certeza, nos fortaleceu. Fez com que a gente visse as coisas de outro ponto de vista. Refletisse sobre o modo de fazer e sobre tantos hábitos.

Olhando pra tudo o que vivemos neste ano, entendi que “amor não se isola”, como sabiamente disse a jornalista Maria Beltrão. Neste ano também aprendemos todos a sorrir com os olhos.

Sei que foi um ano difícil, muito mesmo, mas para muitos será também inesquecível.

Olho agora pra tudo o que estamos vivendo e renovo minha esperança no futuro, tenho certeza de que dias melhores virão. Dias melhores, pessoas melhores. É preciso acreditar e realizar. Porque 2021 será o ano da esperança.

Feliz 2021! Nos encontramos lá!! E que estejamos renovados e cheios de esperança.

 

*Pedro Xavier Costa é graduado em marketing e em gastronomia.

29

Dez

[ARTIGO] Budget para 2021: tecnologia entre as prioridades

*Por Wally Niz 

A aceleração digital não só impactou as formas de trabalho, como também alterou o planejamento anual das empresas, sobretudo a divisão do seu orçamento. 

Levantamento da Talenses Group, holding especializada no recrutamento de profissionais, mostrou que das 375 companhias entrevistadas no país, 70% acreditam que o trabalho remoto tende a se manter (integral ou parcial), mesmo após a pandemia.  

Em outro estudo, realizado pela Pulso Empresa, do IBGE, de 3,4 milhões de empresas no Brasil, 33,5% afirmaram que a pandemia teve efeito negativo sobre seus negócios e 32,9% indicaram diminuição sobre as vendas ou os serviços comercializados.  

Ainda de acordo com a mesma pesquisa, um contingente considerável (46,8%) alegou dificuldade para acessar fornecedores de insumos, matérias-primas ou mercadorias e 40,3% disseram ter tido dificuldades para realizar pagamentos de rotina.  

Percebemos que os maiores porcentuais revelam problemas e situações que podem acarretar mais gastos de tempo e dinheiro. Prejuízos que são, em muitos casos, irreversíveis. 

Sob esse prisma, profissionais dos setores de TI e Telecom assumem o papel de “super-heróis”. Isso porque, diante do cenário desafiador, têm de viabilizar a digitalização de processos e prover soluções inovadoras em tempo recorde que maximizem o desempenho das empresas, reduzindo custos e aumentando seu potencial produtivo.  

Ao encontro dessas soluções, observamos, por exemplo, aumento de 189% do número de aplicativos corporativos baixados em dispositivos móveis em apenas um mês. Nossos registros também mostram crescimento de mais de 250% em aplicativos de videoconferência e comunicação banda larga. Isso sem contar o crescimento de serviços de telefonia. 

A expressão “novo normal” está dando lugar a uma tendência que veio para ficar e evidencia, de fato, uma mudança de comportamento. 

Neste momento, contar com soluções que ajudem, sobretudo, o planejamento e a gestão do orçamento é essencial. De acordo com a IDC, 42% das empresas disseram que seu orçamento para o próximo ano será maior do que o previsto antes da pandemia. A alocação dos investimentos internos deve ser feita de forma ordenada e acompanhada de perto. 

*Wally Niz é diretor de marketing e vendas da Navita e especialista em gestão de custos corporativos.  

27

Dez

[ARTIGO] Planejamento de vida: Como encontrar o equilíbrio para ter uma vida plena em 2021

*Por Receba Toyama

Depois de um ano repleto de imprevistos e mudanças de vida, 2020 finalmente está indo embora e junto dele vem a esperança de que o próximo ano seja melhor. E o desafio para muitas pessoas é viver uma vida leve, mas afinal, como ter bem-estar em todos os setores da vida? Rebeca Toyama, especialista em carreira e bem-estar financeiro, comenta sobre qualidade e planejamento de vida, e traz dicas sobre como alcançar o bem-estar, cuidando da carreira e finanças.

O planejamento de vida precisa estar diretamente relacionado à qualidade de vida, que por sua vez se relaciona também com o bem-estar. Isso significa conquistar o que é importante para cada indivíduo dentro de um planejamento bem feito. O cuidado com a carreira está quando se encontra um sentido para vida, alinhando sempre a carreira ao propósito, assim mantendo um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Já o cuidado com as finanças é ter conscientização e buscar um orçamento doméstico no presente que não comprometa o futuro, tendo como principais desafios os distúrbios financeiros que estão atrelados ao desequilíbrio emocional vivenciado, muitas vezes, na infância.

De acordo com a especialista Rebeca Toyama, precisamos unir o tripé carreira, conscientização financeira e bem-estar para se viver com uma vida plena e com um sentido.

“Os pilares carreira e finanças impactam diretamente nos elementos de bem-estar, emoção positiva, sentido, engajamento, realização e relacionamento precisam ser observados para aumentarmos nosso nível de bem-estar. Precisamos também entender que para atingirmos o bem-estar é necessário planejamento de curto, médio e longo prazo e não somente esperar que ele aconteça. Definir objetivos e metas é necessário para se olhar com clareza para o futuro. ”, explica Rebeca Toyama.

A definição de bem-estar financeiro utilizada pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), entende-se que o bem-estar financeiro, é o estado de estar que as pessoas e famílias:

1- Possuem controle sobre a sua vida financeira;

2- Têm a capacidade de suportar choques financeiros;

3- Estão no caminho para atingir seus objetivos financeiros;

4- Têm liberdade financeira para fazer escolhas que lhes permitam aproveitar a vida.

Portanto, percebe-se assim, quando se fala em bem-estar financeiro, está diretamente associado a hábitos, especialmente hábitos de controle, poupança e consumo consciente.

“Para alcançar o bem-estar financeiro, é necessário entender que os distúrbios financeiros estão relacionados à ansiedade, excesso de dívidas, ausência de economias, incapacidade de manter mudanças nos comportamentos financeiros, além de outros fatores. E quando identificamos esses comportamentos problemáticos e tratamos a fundo, conseguimos encontrar equilíbrio entre vida pessoal e profissional. ” finaliza, Rebeca.

A especialista preparou 5 dicas para alcançar o bem-estar, cuidando da carreira e finanças:

1- Ter em mente que bem-estar não é obra do acaso, mas sim algo a ser planejado e construído no longo prazo;

2- Fazer escolhas financeiras no presente que nos leve a um futuro desejado, pautadas nos aprendizados extraídos do passado;

3- Ter clareza das expectativas para a vida pessoal e profissional, definindo de forma madura os objetivos e metas de curto, médio e longo prazo para cada uma das áreas. Assim como ter um mecanismo de acompanhamento de cada uma das metas, sejam anotações, lembretes ou algo mais sofisticado como um arquivo digital;

4- Reconhecer todas as conquistas pessoais e profissionais de 2020, expressar gratidão por todas e reconhecer sua capacidade de superação, para então sentir-se merecedor do que 2021 tem a te oferecer.

5-  Crie uma rotina para extrair emoções positivas ao longo do ano novo, lembre-se que a principal fonte são os relacionamentos saudáveis, incluindo o de você com você mesmo. Sem rotina, em 2021 você pode ser atropelado por inúmeras demandas externas, deixando de lado o que realmente é essencial para seu bem-estar.

*Rebeca Toyama é fundadora da ACI empresa com foco em desenvolvimento de competências a autoconhecimento. Especialista em estratégia de carreira e bem-estar financeiro. Possui formações em administração, marketing e tecnologia. Especialista e mestranda em psicologia. Atua há 20 anos como coach, mentora, palestrante, empreendedora e professora. 

26

Dez

[ARTIGO] Para sobreviver a pandemia e uma possível segunda onda, é preciso ter discernimento e sabedoria no âmbito empresarial

*Por Paulo Zahr

Tratar a temática de empreendedorismo em 2020 nos remete, impreterivelmente, à pandemia causada pelo coronavírus. Seja em livros, blogs ou palestras que temos acesso pela internet, a dica é, para quem se aventura no negócio próprio, ter, além de conhecimentos técnicos, um ótimo jogo de cintura e maturidade para enfrentar situações muitas vezes imprevisíveis e inesperadas. Foi o que aconteceu em março deste ano, quando o Sars-Cov-2, responsável por causar a Covid-19, fez a primeira vítima no Brasil. De lá para cá, o que se tinha como certo se transformou em incerteza e reflexões em âmbito pessoal ou profissional nos levaram a repensar nossas estruturas, incluindo as formas de se adaptar e criar estratégias para a crise.

O comportamento das pessoas em relação ao consumo mudou completamente nos primeiros dias da pandemia e itens considerados de primeira necessidade, como alimentos, bebidas e medicamentos, tiveram a preferência frente às demais. Mas tão logo as semanas passaram, novas necessidades foram surgindo e, mesmo temerosas com o futuro financeiro, a população adaptou seu modo do consumo, apostando em outros setores do mercado, como o de construção e reforma,  móveis e estofados; alusão clara que mesmo o ‘ficar em casa’ exige gastos. É diante deste cenário que vale a pena o empresário se ater e adquirir uma nova postura na gestão de seus negócios, investindo no aperfeiçoamento de sua comunicação a fim de que o público-alvo perceba a necessidade do serviço ofertado.

Não há uma receita pronta capaz de solucionar a vida de todos os empresários, mas, com alguns truques, é possível se sobressair no mercado. A primeira delas é que é preciso estar atento às informações que chegam pela imprensa, sobretudo aquelas relacionadas à economia e propostas dos Governos. Fuja, sempre, de fake news, pois elas não agregam e ainda roubam tempo e energia para a elaboração de ações que sejam de fato eficazes. Faça um estudo contábil aprofundado com as informações que o próprio negócio gera, verificando os custos envolvidos com os processos e quais maneiras é possível intervir para reduzi-los. A mais óbvia delas é negociar e, diante de uma crise deste nível, há maior margem para tal. Mas cuidado, pois priorizar custos, seja de fornecedores ou prestadores de serviço, pode não ser a melhor solução, uma vez que a falta de certeza da estrutura e qualidade para atendê-lo não compensa a substituição.

É o que acontece, por exemplo, com o marketing. A primeira vista pode figurar na lista de cortes necessários, embora seja ele quem irá traçar a estratégia para gerar lucro à empresa. Reavalie as ações e tenha em mente que é importante estar presente, sendo sensível ao momento e, em hipótese alguma, soando como oportunista com o impacto que a pandemia tem trazido na vida das pessoas. Essa é mais uma das razões para evitar, por conta de custos, o amadorismo. E por falar em lucro, é importante saber que em contextos de crises, o foco da empresa deve ser primordial em melhorar a gestão, com o objetivo de se tornar mais forte e ganhando musculatura para enfrentar os desafios econômicos que vêm na sequência. Alguns segmentos podem lucrar mais, por conta da necessidade da população, mas todos podem sair amadurecidos e prontos para as oportunidades que virão.

Frente a segunda onda da pandemia que nos ameaça com um novo lockdown, quando a retomada do comércio parecia certa, é natural que o desânimo surja entre o empresariado. É preciso nessa hora ter em mente que nenhuma crise é eterna e assim como o mundo superou a grave crise financeira em 2008 e resistiu, esta também é passível de ser superada. Mas, se a análise fria dos números internos da empresa revelar que o seu negócio terá grandes chances de ter prejuízo neste momento e nos meses que virão, talvez seja melhor reavaliar as formas de evitar esse cenário e, em alguns casos, dependendo do mercado no qual está inserida, o encerramento das atividades ser uma saída para se distanciar de dívidas. É uma possibilidade para retomar no futuro com um novo negócio sem sequelas e mais otimista com o futuro.

*Paulo Zahr é cirurgião dentista, fundador e CEO da OdontoCompany, maior rede de clínicas odontológicas do país e segunda do mundo, com mais de 800 unidades espalhadas em todos os estados brasileiros, exceto Acre. Há 30 anos no mercado e 10 no franchising é reconhecida pelo pioneirismo em implantar técnicas de ortodontia, dentística, estética, endodontia, implantodontia e outros procedimentos que utilizam a mais alta tecnologia.

25

Dez

[CRÔNICA] Um olhar dentre os olhares

*Por Gabriel Rodrigues Morais

O homem acorda. O seu despertar é acompanhado por um sentimento inesperado: ele decide que, naquele dia, buscaria olhar as coisas de uma maneira diferente e ver tudo aquilo que os seus olhos impediram de enxergar no dia anterior. A cegueira que ele alegava ter não era visual, mas sim, de sentimentos, das sensações que só acontecem naqueles que ousam voltar a perceber a beleza das coisas simples da vida.

Ele caminha. Os passos guiam o homem para as memórias esquecidas. Ele já não é mais o mesmo. O tempo e os afazeres elencados como sendo os mais importantes haviam ocupado o espaço que outrora foi preenchido pelo afeto. Ao ver uma foto de sua filha criança em seus braços, lembrou que já foi um pai atencioso e tudo o que ele mais queria no fim do dia era poder sentir o seu abraço. “As horas foram cruéis comigo”, pensou ele, “pois elas não me deixaram perceber que eu era feliz e não sabia”, disse o homem, enquanto lamentava não poder mais repetir aquele mesmo momento.

Ao sair de casa, o homem percebe que o sol revela percepções que antes ele ignorava: os pássaros que anunciam a chegada de mais um dia; as rosas que desabrocham para serem contempladas pelos humanos; o cheiro do café e do pão com manteiga que trazem a recordação de uma infância humilde, mas rica de felicidade.

Ele quer fechar os olhos. Quer esquecer que um dia disse que não tinha tempo para viver como queria. A sua vontade de ganhar poder, prestígio e ascensão diante de seus pares transformaram-no no reflexo daquilo que muitos desejam ser. E depois de serem isso, poucos são os que querem seguir assim. Ele então chega a uma decisão. Desistiu de ser apenas mais um olhar dentre os olhares que enxergam as mesmas coisas. Decidiu ter um olhar que tem muito a dizer, mesmo sem pronunciar uma só palavra. 

*Jornalista

19

Dez

[ARTIGO] LGPD: banir o uso de smartphones no meio corporativo não é a melhor solução

*Por Wally Niz

Segundo o  McKinsey Global Institute,  as organizações impulsionadas por dados têm possiblidade 23 vezes maior de conquistar clientes, seis vezes maior de manter e 19 vezes maior de conseguirem resultados rentáveis e promissores. Sem dúvida, o diferencial competitivo de uma empresa de sucesso, em grande parte, está relacionado a sua inteligência de dados.  

Tal comprovação desencadeou, nos últimos anos, grandes investimentos em gestão de informações pessoais, responsável por nortear a tomada de decisões e definir as diretrizes de um negócio. O tema ganhou ainda mais visibilidade com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em agosto de 2020.  

Obviamente, os princípios que regem a LGPD visam assegurar a integridade de dados pessoais, evitando, assim, riscos de vazamento, sua utilização de maneira não justificada ou sem o consentimento de seu proprietário. Isso garantirá, positivamente, mais segurança jurídica a todas as partes envolvidas, além reafirmar o direito de privacidade.  

Tal medida exige que as empresas reavaliem suas formas de coleta, armazenamento e processamento de dados, obedecendo às normas estipuladas pela lei, o que nem sempre é possível. Em muitos casos, as companhias não dispõem de estrutura adequada para essa avaliação, com profissionais especializados nesse tratamento.  

O que pode ocorrer, infelizmente, são atitudes que vão na contramão dos incontáveis avanços oriundos da transformação digital. Em outras palavras, inúmeras organizações optam por banir ou deixam de investir no gerenciamento de dados de seus clientes, o que prejudica seu crescimento e sua produtividade frente à concorrência, que, por sua vez, reconheceu a necessidade de implantar um controle de riscos rigoroso. 

Exemplo de ação malsucedida é a extinção do uso de smartphones e tablets para fins profissionais. Tendo em vista um cenário no qual celulares e outros dispositivos móveis têm papel cada vez mais significativo no cotidiano corporativo, até pelo fato de conseguirem armazenar grande volume de informações, tirá-los do percurso representaria retrocesso.  

Ao mesmo tempo, a liberação irrestrita desses dispositivos – sem o devido gerenciamento das informações corporativas que circulam por seus programas e aplicativos – é um erro tão grave quanto seu banimento. 

Como achar o equilíbrio? Por meio de intervenções que diminuam sua vulnerabilidade diante de ataques de hackers. Entre elas, a instalação de sistemas operacionais seguros; implantação de políticas de segurança e também de controle de acesso a aplicativos; utilização de protocolos para o trato com o relato de perda ou roubo de dispositivos corporativos ou pessoais com informação corporativa; capacitação de funcionários sobre a importância da proteção de dados corporativos durante o acesso a redes sem fio e atualização constante de softwares móveis. Além dessas, muitas outras medidas podem (e devem) ser consideradas para a adaptação das empresas ao novo regimento.  

Existem excelentes ferramentas que oferecem esses tipos de serviços, como plataformas de Enterprise Mobility Management (EMM), cuja finalidade é proteger a entrega e o acesso ao conteúdo corporativo, definir e reforçar a políticas de TI, aplicar limites geográficos virtuais para dispositivos, maximizar recursos de autenticação, gerenciar certificados e criptografar dados. 

Não há outra opção. As penalidades pelo não cumprimento da lei poderão causar prejuízos financeiros, além de conflitos de imagem, uma vez que a falta de transparência poderá comprometer a reputação de uma empresa.  

*Wally Niz é diretor de Marketing e Vendas da Navita, líder em serviços gerenciados de mobilidade, TI e telecom. navita@nbpress.com  

 

13

Dez

[ARTIGO] Entenda a importância da gestão financeira para um negócio e como se manter no azul

*Por Éber Feltrim

A gestão financeira é um dos principais fatores de importância em um negócio. Pense principalmente nesses dois caminhos: a administração de recursos positivos, com lucros e boas reservas ou a de recursos negativos, que são endividamentos e falta de fundos. Mas não saber a situação atual do negócio é algo comum, muitos gestores não sabem se operam no azul ou no vermelho, o que é uma grande deficiência da gestão financeira.

O primeiro passo para ter um caso positivo de administração é que o dinheiro sobre ao fim do mês. Mas como fazer para isso acontecer? Uma boa alternativa é a diversificação de serviços e produtos oferecidos pelo estabelecimento. Isso porque esse é um excelente caminho para aumentar os lucros de um negócio, sem colocar todos os ovos na mesma cesta. Outro ponto importante é investir com sabedoria e pensar em letras de câmbio, CDB e títulos públicos, que trazem possibilidade de fazer o dinheiro render mais. Gastar os rendimentos também deve ser algo feito com qualidade e atualmente existem plataformas que podem ajudar com isso.

No entanto, quando existe a falta de recursos, também existem soluções que podem ser aplicadas, mas a primeira coisa a ser feita é identificar onde estão os erros e o que causa esse problema. Portanto, faça uma lista de quais são as contas fixas, dívidas e tudo o que fez a empresa chegar a uma situação de prejuízo. Com isso em mãos, é possível pensar em estratégias para que os pagamentos sejam efetuados de uma maneira mais inteligente, até mesmo com juros menores.

É claro que apenas isso não é o suficiente para fazer com que o cenário seja revertido, mas ajuda bastante. O próximo passo é saber quais são os erros cometidos que dificultam o crescimento financeiro. Entre eles, está a simples atitude de não enriquecer, pois ganhar dinheiro também é resultado de atitudes, lembrando também que ser rico se trata de ser feliz, honrar com os compromissos e não ter nenhum ruído de imagem causado pela situação financeira.

Outra condição que faz gestores perder dinheiro é negligenciar as negociações, seja ao não analisar os preços dos concorrentes no mercado ou mesmo durante o fechamento com clientes. A percepção financeira também é um dos erros constantes, especialmente quando relacionados às despesas ocultas. Por exemplo, ao adquirir um carro e parcelar o valor dele, é preciso calcular nessas parcelas a desvalorização do automóvel, as manutenções, desgastes etc. É o caso também de pagar os valores mínimos de um cartão de crédito, que resultam em juros.

Ter um objetivo definido é fundamental. Dito isto, é ideal ter em mente que primeiro é necessário fazer o que deve ser feito e apenas depois de concluir isso fazer o que quer. Lembrando que esse primeiro ponto pode levar anos para acontecer.

Outro grande inimigo das finanças positivas pode ser você mesmo, ao não realizar um balanço do que é importante no momento de gastar, como priorizar compras ao invés de dívidas. Não é necessário se privar de nada, mas procure estocar dinheiro ao invés de coisas. Especialmente em clínicas, uma vez que muitas vezes ocorre que os itens podem ser comprados em maior quantidade do que o necessário, chegando até mesmo a vencer.

Observe o fluxo de caixa com mais atenção e tenha cuidado com gastos desnecessários que podem estar impedindo que a sua empresa lucre.

*Dr. Éber Feltrim - Especialista em gestão de negócios para a área da saúde começou a sua carreira em Assis. Após alguns anos, notou a abertura de um nicho em que as pessoas eram pouco conscientes a respeito, a consultoria de negócios e o marketing para a área da saúde. Com o interesse no assunto, abdicou do trabalho de dentista, sua formação inicial, e fundou a SIS Consultoria, especializada em desenvolvimento e gestão de clínicas.

12

Dez

[ARTIGO] Nada mais será como antes

*Por Caio Cunha

Em meus mais de 40 anos de experiência na área de tecnologia, nunca vi tanta transformação como no momento em que estamos vivendo agora. O digital já estava ocupando uma grande fatia do mercado de negócios, mas com a pandemia de coronavírus, tornou-se impossível para as empresas sobreviverem sem estar presente no mundo virtual.

Foi o vírus que abriu os olhos das pessoas que o digital é um caminho sem volta. Não adianta esperar que as coisas voltem a ser como eram antes. Isso não vai acontecer. Pelo contrário! Daqui pra frente, tudo estará em constante mudança e inovação.

Costumo dizer que o marketing digital é tão complexo quanto o corpo humano. O site de uma empresa é seu coração, o ponto de partida, essencial para o funcionamento de tudo. E as veias representam as diversas ferramentas que temos à disposição. Cada uma delas com uma função, produzindo resultados diferentes. É preciso ter conhecimento para saber qual delas é ideal para o que se busca.

Com a necessidade e a urgência do digital, trazidas pela pandemia, muitas empresas saíram no desespero, investindo sem planejamento, nem estratégia. Afinal, todo mundo acha que sabe como fazer marketing. Basta ouvir dizer que o melhor é produzir conteúdo no Instagram, que todos os esforços vão para esse caminho, sem identificar se é a melhor ferramenta para o perfil da empresa, se é adequado para os objetivos que procura. E os resultados, muitas vezes, não aparecem.

Assim como as empresas contratam engenheiros para fazer uma obra em um prédio ou profissionais de Direito quando precisam resolver um problema jurídico, é fundamental contar com um especialista em marketing, para planejar seus investimentos na área digital. Só um especialista sabe, exatamente, como manter a saúde do seu site, suas redes sociais, seu e-commerce e como usar melhor as opções que esse mercado coloca à disposição. E que estão inovando a todo momento.

O digital tornou-se um caminho mais rápido e eficaz para a geração de negócios. Mas é preciso ver que ele não é apenas um canal para fazer contato com clientes. Por meio da estratégia correta, é possível reforçar sua marca, avaliar a concorrência, apresentar novos produtos e serviços e, claro, aumentar o volume de negócios. Basta manter o coração pulsando e as veias trabalhando da melhor forma possível!

*Caio Cunha é Presidente da WSI Master Brasil, co-Fundador da WSI Consultoria e membro do Global WSI Internet Consultancy Advisory Board. Com ampla experiência na área de tecnologia, Caio Cunha fez carreira como executivo em grandes empresas multinacionais, entre elas, a SAP. Em 2009, quando decidiu mudar e tornar-se empreendedor, abriu uma franquia da WSI no Brasil e, um ano depois, assumiu a representação da marca no País.

6

Dez

[ARTIGO] Pix: novos desafios para a segurança dos dados

*Por Gustavo Mendes

De uma maneira geral, empresas de vários setores têm repensado sobre suas operações e em como os clientes consomem seus produtos. Sem dúvida há uma alta demanda por parte dos consumidores por soluções que sejam ágeis, simplificadas, mais baratas e que também possam ter segurança. Um exemplo é o Pix, o novo sistema de pagamentos, totalmente digital, desenvolvido pelo Banco Central (Bacen), que acaba de ser lançado.

No entanto, ao mesmo tempo em que esse novo sistema chega para otimizar processos antigos, é imprescindível lembrar que pagamentos via internet também envolvem a transferência de dados pessoais, incluindo informações bancárias, o que levanta um alerta sobre segurança para toda a cadeia de transações financeiras que envolve empresas, instituições financeiras e clientes. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), de fevereiro para março, foi registrado um aumento de 44% em golpes que usam nomes de bancos ou instituições financeiras para roubar dados e movimentar dinheiro das vítimas.

Com a chegada do Pix, este cenário não deve ser diferente e as instituições envolvidas precisam reforçar as devidas medidas de segurança para se proteger de possíveis fraudes. De acordo com o Banco Central, o fator segurança faz parte do desenho do Pix, uma vez que toda as transações ocorreram por meio de mensagens assinadas digitalmente, criptografadas e em rede protegida. Além disso, todos os dados pessoais e informações veiculadas são protegidas pela Lei do Sigilo Bancário e pela recém-chegada Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD. As instituições que coletarem e tratarem dados pessoais poderão ser responsabilizadas por uso indevido, fraudes ou extravios decorrentes da falta de segurança da informação.

Além da adequação com as normas de segurança por parte das empresas, é preciso levar em consideração um outro problema que a tecnologia ainda não conseguiu resolver: o fator humano. Se, por um lado, cabe às instituições financeiras e ao Bacen garantir a segurança e integridade dos dados, em contrapartida, é importante que o consumidor faça sua parte e preste atenção para não ser alvo dos golpes e crimes cibernéticos. Segundo relatório publicado pela Kaspersky, fabricante de soluções de proteção de dados, os brasileiros estão entre os principais públicos-alvo mundiais de Phishing, e-mails fraudulentos que cibercriminosos enviam aleatoriamente para suas vítimas com o objetivo de “pescar” informações confidenciais.

Uma das formas de receber valores pelo Pix é por meio de códigos QR dinâmicos ou estáticos, e é natural imaginar que golpistas vão abusar desse recurso para desviar pagamentos, ao personificar marcas e e-commerces. Por isso, é fundamental que o processo de cadastramento seja feito por meio dos canais oficiais das instituições e dispositivos que tenham senhas seguras ou biometria que os protejam de acessos indevidos, assim como os aplicativos para efetuar os pagamentos tenham pelo menos dois fatores de autenticação.

Paralelo a isso, outro tópico que continua sendo motivo de preocupação para muitos usuários são as chaves Pix. Em vez de passar todos os seus dados bancários e pessoais para receber uma transferência, você poderá enviar somente uma chave Pix, que pode ser registrada de quatro maneiras: seu número de telefone celular, CPF/CNPJ, e-mail ou chave aleatória. Depois das denúncias de cadastro sem autorização em algumas instituições financeiras, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou recentemente um alerta de golpistas aplicando técnicas de phishing e engenharia social, usando o Pix como pano de fundo.

Nesse caso, restringir o uso do Pix a apenas uma chave aleatória se mostra uma boa alternativa para aqueles que ainda estão inseguros. Nesta modalidade, é possível receber uma transação sem precisar repassar dados pessoais a quem fará o pagamento. Os usuários podem gerar uma chave aleatória no aplicativo, que consiste em um conjunto de números, letras e símbolos gerados aleatoriamente que identificarão a conta e poderão ser compartilhados a fim de realizar a transação. É possível cadastrar uma única chave aleatória ou gerar uma a cada vez que for compartilhá-la com alguém, apagando a anterior e diminuindo as chances de possíveis golpes.

Com mais de 33 milhões de chaves Pix já cadastradas, de acordo com o Bacen, esse meio de pagamento instantâneo tem tudo para crescer e evoluir. Em contrapartida, a disponibilidade do serviço e a segurança nas transações serão fatores determinantes para que as pessoas se sintam confiantes para entrar nessa nova era dos pagamentos digitais com o pé direito, sem esquecer do principal: atenção com a proteção dos dados.

*Gustavo Mendes é security sales engineer da Adistec Brasil

29

Nov

[ARTIGO] O presente e o futuro da experiência do cliente no varejo e no eCommerce

*Por Shirley Klein

Embora muito se fale sobre experiência do cliente, a realidade é que ainda encontramos empresas de varejo e eCommerce que têm apenas uma vaga idéia do conceito ou que ainda não encaram o tema como uma parte intrínseca de sua estratégia.

Um bom caminho para, de fato, colocar a experiência do cliente como uma prioridade para o negócio é o investimento em tecnologia. A transformação digital é base para otimizar métodos e processos, garantindo o acesso a informações em tempo real e a visibilidade de cada etapa da operação, seja ela física, online ou uma mistura das duas. A disponibilidade e o uso inteligente de dados pode mudar vários aspectos da experiência do cliente. Neste sentido, temos visto algumas tendências ganharem força nos últimos tempos:

1. Preço e qualidade não são mais decisivos

Preço e qualidade já não são mais os únicos fatores que os consumidores levam em conta ao escolher uma marca. Assim, dominar outros diferenciais competitivos é essencial. Um deles é a implantação de tecnologias móveis, como tablets e smartphones corporativos. De acordo com o estudo Global Shopper, da Zebra Technologies, 40% dos consumidores na América Latina afirmaram ter uma experiência melhor quando funcionários de lojas estão equipados com dispositivos móveis. Por sua vez, 83% dos colaboradores revelaram que os aparelhos permitem que eles ajudem um número maior de clientes, proporcionando uma melhor experiência de compra.

2. Lojas digitais e físicas interligadas

Como consequência da expansão da experiência omnichannel e do impacto da pandemia, o eCommerce atingiu níveis de crescimento sem precedentes nos últimos meses. A tendência não é o desaparecimento dos pontos de venda, mas sim um equilíbrio entre canais, oferecendo ao cliente a possibilidade de comprar como, onde e quando quiser. Por isso, as empresas precisam de um sistema único que controle estoques de lojas físicas e galpões de distribuição de compras online. Isso é possível por meio da disponibilidade de informações em tempo real, viabilizada por tecnologias móveis. Visualizar todas as áreas e etapas da operação permite aumentar a velocidade de resposta e, consequentemente, cumprir prazos de entrega e oferecer uma boa experiência de compra ao cliente.

3. Serviços e produtos personalizados

Nos últimos anos, os mais diversos setores, inclusive Varejo e eCommerce, têm sido demandados por consumidores que valorizam a personalização e esperam produtos e serviços que atendam perfeitamente as suas necessidades e os seus desejos. Porém, conhecer o cliente também está cada vez mais fácil para as marcas, já que todas as interações com ele são registradas e geram dados valiosos. As lojas devem usar essas informações para tomar decisões inteligentes e certeiras, garantindo a personalização que o consumidor espera.

4. Soluções inteligentes e de autoatendimento

Empresas líderes já estão implantando assistentes inteligentes tanto no atendimento ao cliente quanto nos bastidores, em estoques e centros de distribuição. Robôs e co-bots auxiliam na realização de tarefas relacionadas ao controle de estoque, reposição de produtos e verificação de preços, por exemplo. Assim, aliviam a carga operacional em cima dos trabalhadores para que eles possam se concentrar no atendimento ao cliente, criando um relacionamento humano com o consumidor.

Além disso, há também a opção de oferecer ao cliente soluções para que ele faça suas compras em lojas físicas de maneira independente. São aparelhos como quiosques de atendimento, pontos de pagamento que funcionam com tablets e dispositivos de compras pessoais. Eles atendem a maioria das necessidades que um consumidor tem dentro da loja: consulta de produtos, consulta de preços, check-out e pagamento.

Outro ponto onde o mundo digital e o mundo físico cruzam suas fronteiras e impactam a experiência do cliente é o uso de tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada. Elas também podem ser usadas tanto pelas equipes de lojas e centros de distribuição, facilitando os processos ligados a estoque, embalagem e despacho, por exemplo, quanto por consumidores, que têm acesso a informações extras sobre produtos, testes e demonstrações.  

5. Velocidade na última milha

Em 2017, a Cisco previu que a velocidade de entrega seria um dos principais fatores que impactariam a experiência do cliente em 2020. A previsão se tornou realidade. Para ter certeza de que prazos de entrega serão cumpridos, empresas de transporte e logística equipam seus colaboradores com tablets e computadores móveis corporativos.  Eles otimizam os fluxos de entrega ao indicar melhores rotas e ao oferecer informações em tempo real sobre endereços, embalagens e clientes. Como consequência, o cliente recebe seu pedido o mais rápido possível.

É fato que a experiência do consumidor não é mais apenas física, mas sim omnicanal, oferecendo ao cliente o melhor do mundo real e do digital. E a tecnologia é um combustível para esse equilíbrio. Para se modernizar, cada empresa deve levar em conta seu setor, seu mercado e seus clientes, escolhendo a estratégia que melhor se adapte ao seu negócio. Não importa o caminho, mas adaptar-se aos novos tempos é essencial para transformar clientes em fãs.

*Por Shirley Klein, Gerente de Marketing da Zebra Technologies no Brasil

 

 

28

Nov

[ARTIGO] Pandemia pode aumentar a desigualdade educacional no Brasil e o papel transformador das escolas se torna ainda mais evidente

*Por Nathan Schmucler

A pandemia de Covid-19 escancarou o que já era sabido por muitos: a desigualdade educacional no País é altíssima e desencadeia em diversos outros problemas sociais e econômicos. Com dimensões continentais, o Brasil já vinha penando no âmbito educacional, conforme mostrou o ranking global segundo o Anuário de Competitividade Mundial 2020, que o fez amargar a  63ª posição, última da lista. O que chama atenção é que, embora 6% do PIB seja destinado à pasta Educação - algo comparável a países ditos de primeiro mundo - o valor investido por estudante está abaixo da média mundial. Reflexo disso é que, apenas 19% da população de 25 a 34 anos alcança o nível superior de ensino, contra 42% da média mundial.

Se no cenário pré-pandemia os índices não eram animadores, o que esperar agora, que enfrentamos uma das maiores crises - econômicas e sanitárias - e que trazem reflexos negativos na educação? Com as medidas de isolamento social e consequente suspensão das aulas presenciais, a realidade do ensino foi duramente impactada. Novamente, classes menos favorecidas sofreram mais por inúmeros motivos e o principal deles foi pela falta de estrutura tecnológica, impedindo-os de acompanhar as aulas remotas. Estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas mostra que alunos brasileiros tiveram menos horas/aula do que o estabelecido pela Lei de Diretrizes Básicas da Educação. Foram em média 2,37 horas contra quatro horas recomendadas. Existem diferenças enormes entre as regiões do País e, mesmo os melhores exemplos, ainda entregam resultados ruins.

Uma vez que existam tantos desafios e entraves na esfera pública, como déficits orçamentários, falta de qualificação dos profissionais e de investimentos em estruturas, a iniciativa privada tende a suprir essas demandas e assume também um papel importante na formação de cidadãos, o que, espera-se, fará a desigualdade social diminuir. Isso porque, ainda segundo a FGV, a cada ano de ensino representa cerca de 15% de ganho a mais em salário e aumenta em 8% a chance do aluno conseguir um emprego no futuro.

Os dados revelam que há uma grande lacuna a ser preenchida no que diz respeito à educação do Brasil. O segmento deve adaptar-se à realidade dos alunos e a tecnologia se mostrou crucial para o aprendizado, sobretudo na pandemia. É possível oferecer com expertise um conteúdo atualizado, em um espaço integrativo e otimizado, que estimule o estudante o tempo todo a assumir seu papel de protagonista na vida e na sociedade, de forma a se tornar, sobretudo, um agente de transformação social. E esses benefícios não devem e não podem ficar restritos a uma minúscula parcela da população que pode pagar mensalidades altas, que podem chegar até R$10 mil.

Longe de ferramentas caras e inacessíveis ou em um ambiente que lembre uma matrix, o jovem precisa mesmo é de uma dinâmica em sala de aula que favoreça a comunicação entre alunos e os incentivem a trocar experiências e conhecimentos.  Provocar investigações e validações os colocam como desbravadores do saber, dando condições para seguir, ao longo da vida, testando diferentes formas de mudar seus espaços sociais. O cenário é favorável e não à toa o número de matrículas nas escolas privadas cresceu 1,55%, passando dos 8.995.249 de 2018 para 9.134.785 em 2019. Se é consenso entre pais, educadores e sociedade geral que a educação é a chave para mudar o País, resta a nós investirmos em projetos e negócios que de fato promovam a mudança que desejamos e sejam, sobretudo, viáveis para todas as classes sociais.

*Nathan Schmucler é graduado em administração de empresas pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), MBA  Executivo no Coppead-UFRJ, com extensão em novos negócios na Faculdade Stellenbosh, na África do Sul. O executivo é diretor geral da rede Luminova, escola inovadora que tem como objetivo democratizar o acesso à educação de qualidade, promovendo o crescimento humano e ascensão social no Brasil.

22

Nov

[ARTIGO] É possível vencer na vida sem rotina e hábitos?

*Por Clemilda Thomé 

O topo não é o mais importante, mas sim a sua trajetória até ele. Se existe algo que não pode faltar para quem deseja trilhar um caminho de sucesso é a seriedade para manter os compromissos e entender que sem foco não chegamos a lugar algum. Quando estamos decididos a conquistar algo, precisamos renunciar a muitas coisas para alcançar nosso objetivo e ao mesmo tempo fazer uso do nosso tempo com atividades que – de fato – vão fazer a diferença no futuro. Por isso, é importante manter rotina e hábitos, para alcançar o resultado.

O ritmo da vida parece ter ficado mais lento, não é? Por conta dessa situação atípica que estamos vivendo este ano, é normal ficar perdido e ceder à tentação de desacelerar por completo. Apesar de ser necessário dedicarmos tempo para o autocuidado, sair da rotina de forma abrupta ou dissolvê-la por completo é prejudicial para a nossa saúde mental.

A maneira como iniciamos e terminamos cada dia influencia diretamente todas as áreas de nossa vida. Rotinas produtivas são essenciais para quem deseja alcançar o sucesso e sentir-se bem diariamente. Eu não vivo sem as minhas, e sim, digo no plural porque são muitas.  E sou grata por todas elas, pois graças aos meus hábitos consigo chegar aonde eu quero.

Há anos, eu mantenho uma rotina rígida, sigo uma alimentação regrada, saudável, pois acredito que é preciso adotar um comportamento que eleve fisicamente e espiritualmente. Todos os dias acordo às 04h30 e a primeira coisa que faço são as minhas gratidões. Depois disso sigo com meus exercícios físicos e então me sinto preparada para os compromissos profissionais.

Muitas pessoas entendem a rotina como algo que aprisiona, mas não é assim, não deve ser assim. Uma verdadeira rotina de sucesso precisa te fazer feliz, te trazer bem-estar, por isso, meu modelo de rotina, pode ser que não sirva para você. Somos seres com necessidades únicas e é importante que a sua rotina, que o seu dia a dia, respeite quem você é e aonde você quer chegar. Obviamente, que é necessário equilibrar nossos deveres, as horas de trabalho com os momentos de diversão e fazer.

Quando você acorda, possui uma rotina, certo? E porque não adequar seus dias com novas rotinas, para que assim, tenha uma disciplina? Aos poucos, tudo se torna natural. As rotinas vieram de um processo e se tornam hábitos. É importante manter isso, para direcionar sua vida e focar no processo. É muito comum desanimar porque as coisas não estão acontecendo na velocidade com que desejamos que elas aconteçam. Mas paciência é uma virtude, então, sejamos gratos e pacientes, pois as coisas acontecerão.

A rotina é a maior aliada do tempo. Adicione rotinas e hábitos já consolidados, seja consistente, organize-se com antecedência, use técnicas de estudo e seja flexível.

*Clemilda Thomé - Nascida em 1954, na Cidade de Sapopema,interior do Paraná, filha de pais agricultores, foi uma das primeiras empresárias no Brasil a se tornar bilionária ao vender sua empresa NEODENT para uma multinacional suíça. Hoje, é uma das mulheres de negócio mais influentes do país. Participa ativamente da gestão de suas empresas, juntamente com seus filhos, no Conselho de Administração da DSS Holding, mas tem como seu maior legado, a promoção da educação, que ela acredita ser o maior agente das mudanças e desenvolvimento do país. Exatamente por esse foco, Clemilda, faz parte do Instituto Sou 1 Campeão que oferece cursos voltados para performance física, prosperidade financeira e equilíbrio emocional, ao lado do Treinador Comportamental Mama Brito e do ídolo do MMA mundial Rogério Minotouro. Um dos únicos institutos capacitados para oferecer esse tripé do conhecimento como o caminho completo e necessário para ajudar pessoas a executarem planos de vida e de negócios.

 

 

 

21

Nov

[ARTIGO] Tecnologia em operações de lojas digitais: tendências que se consolidaram após a pandemia

*Por Vanderlei Ferreira

Muitas empresas registraram um crescimento significativo durante a pandemia, especialmente as ligadas ao mercado de eCommerce. Com as restrições de movimentação e socialização, as compras online se tornaram ainda mais populares. De acordo com a consultoria Kantar, novos hábitos de consumo foram formados.  Milhões de novas famílias fazem suas compras agora de forma online, mais que o dobro apontado no ano de 2019. 

Esses níveis excepcionais de demanda têm provocado uma corrida para tornar armazéns e galpões de distribuição mais eficientes. Além da aceleração na adoção de novas tecnologias, observamos um aumento da necessidade de contratação de profissionais desse segmento para melhorar o fluxo de atendimento de clientes aumentando os níveis de satisfação. 

A partir deste contexto, nos últimos meses, vimos três tendências se acelerarem e se consolidarem nesse setor:

Adoção de tecnologias mais atuais

Muitos armazéns ainda contam com tecnologias de infraestrutura e dispositivos desatualizados. Com a pressão da demanda durante a pandemia gerada pelos eCommerce, as empresas passaram a investir em dispositivos mais modernos, que estão prontos para resolver a demanda de hoje e prepará-las para o futuro.   Tais dispositivos viabilizam aplicações em Android, com realidade aumentada (AR), comandos de voz e muito mais. A boa notícia é que é possível integrá-los a sistemas legado, tornando-os mais eficientes.  Segundo o estudo “Futuro dos Armazéns”, a implantação dessas tecnologias por clientes da Zebra, resultaram em um aumento na produtividade de 20%.

Simplificação de onboarding

Com alta nas contratações por conta do aumento da demanda, as empresas têm o desafio de treinar novos funcionários para que eles se adaptem rapidamente às atividades e ao ritmo de trabalho.   As novas soluções de computadores móveis (coletores de dados) baseados em Android, além de melhorarem a produtividade, reduzem drasticamente o tempo de treinamento de novos operadores, pois tal sistema operacional já é bem conhecido por conta de seus smartphones pessoais.  Apesar de terem muitas similaridades com os telefones celulares, os coletores de dados foram desenvolvidos especialmente para serem empregados dentro de um ambiente voltado para a produtividade, o que faz toda a diferença.

Transformação Digital em etapas

Uma tendência observada é que as empresas estão se modernizando de maneira mais planejada e estruturada, implementando em etapas, respeitando as particularidades de cada operação. Geralmente, o primeiro estágio de um processo de modernização se concentra no sequenciamento de atividades e digitalização, depois integração com WMS (Warehouse Management System), adição de comandos por voz, integração de sensores à infraestrutura do armazém por meio de tags RFID e realidade aumentada.  Cada nível de tecnologia oferece ganhos de eficiência e produtividade significativos.

Todas estas tecnologias anteriores geram quantidades enormes de dados e as soluções de analytics e inteligência artificial podem ser importantes aliados na busca de informações que apoiem a melhoria dos processos.

A adoção de tecnologias corretas são o grande trunfo para os varejistas e empresas de eCommerce não apenas para acompanhar as crescentes demandas e expectativas dos consumidores, mas oferecer satisfação pelos melhores serviços prestados.

*Vanderlei Ferreira - presidente da Zebra Technologies no Brasil