Artigos

10

Mar

[ARTIGO] Terapia nutricional do tratamento de doenças hematológicas

*Por Natália Cavalcanti

As doenças hematológicas comprometem a produção dos componentes do sangue, como as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas, geradas na medula óssea. Essas complicações variam entre anemias, linfomas, leucemias e mielomas, podendo ser benignas ou malignas. Os principais sintomas podem aparecer através de cansaço, manchas roxas pelo corpo e palidez.

Entretanto, não é possível realizar uma alimentação específica, voltada para a prevenção desses tipos de doenças. A orientação dietética realizada, é comum para todas as faixas etárias da vida: evitar alimentos ultra processados, que contém ingredientes adicionados, como açúcar, sal, gordura e cores ou conservantes artificiais, como biscoitos recheados, carnes em conserva, achocolatados em pó e líquidos, macarrão instantâneo, temperos e sucos industrializados. Bem como, refrigerantes, iogurtes, refeições congeladas, dentre outros.

Contudo, além de uma alimentação adequada a massa muscular, para melhorar a resposta ao tratamento e recuperação dos pacientes, as crianças e adolescentes, na Casa Durval Paiva, são assistidos por nutricionista, recebendo doações de suplementos, para equilíbrio da imunidade, com vitaminas e minerais e carboidratos, para ganho de massa.

Durante o tratamento da anemia falciforme, o principal cuidado com a alimentação diz respeito ao metabolismo acelerado, pois, nas crises de dor, causadas principalmente pela vaso-oclusão, o gasto de energia é alto, o paciente apresenta falta de apetite e, consequentemente, perda de peso. A ingestão de gorduras em excesso, por exemplo, pode prejudicar a circulação do sangue e favorecer entupimento dos vasos.

Portanto, recomenda-se que a pessoa com doença falciforme tenha uma dieta equilibrada, baseada em todos os grupos de alimentos da pirâmide alimentar, que conta com fontes de energia, como carboidratos (de preferência integrais), alimentos reguladores, que possuem vitaminas e minerais (hortaliças e frutas), e os construtores, fontes de proteínas (frango, ovo e peixe). Outro cuidado fundamental, é manter o corpo hidratado, a água ajuda a minimizar e, muitas vezes, evita as crises de dor, uma maior ingestão de líquidos torna o sangue menos viscoso e melhora a circulação nos vasos.

A doença falciforme é hereditária e pode ser diagnosticada no teste do pezinho, ainda na maternidade, o único tratamento curativo é o transplante de medula óssea, mas o paciente pode levar uma vida “normal”, através de acompanhamento com uma equipe multidisciplinar.

*Natália Cavalcanti é nutricionista (CRN6 11467) da Casa Durval Paiva.

8

Mar

[ARTIGO] Quais as consequências trabalhistas do home office permanente pós-pandemia e que atos jurídicos podem resguardar empresas

*Por Francine de Faria

A pandemia da COVID-19 forçou muitas empresas a repensarem seus modelos de trabalho, para que pudessem se manter ativas e amenizar os impactos causados pela paralisação de suas atividades empresariais, decorrentes da necessidade de acatar imediatamente as determinações sanitárias emanadas pelo Poder Público para enfrentamento da pandemia.

Dentre as medidas adotadas, o home office - de longe -, foi a alteração mais profunda na rotina das empresas. Ainda que nossa legislação já assegurasse a possibilidade do teletrabalho, a pandemia foi o gatilho para acelerar essa tendência de mercado que caminhava à passos lentos. Apesar de ter sido um período crítico para o empresariado, que se viu, de uma hora para outra, obrigado a adotar medidas radicais para salvaguardar seus negócios, o desdobramento da adoção do home office foi uma mudança bem recepcionada.

Embora, inicialmente, as empresas tenham enfrentado dificuldades e desafios de implantar home office, em virtude da falta de familiaridade com as ferramentas de comunicação, bem como os receios com adaptação dos empregados ao novo modelo de trabalho, o que se notou de modo geral, foram experiências positivas que encorajaram o empresariado a deixar de pensar no home office como medida temporária e passaram a vislumbrar esse modelo em caráter definitivo.

Entretanto, as mudanças ocorridas nas organizações empresariais que afetaram diretamente a rotina de trabalho dos empregados, naturalmente provocaram preocupações, dúvidas e receios, principalmente em relação aos riscos envolvidos nas alterações unilaterais dos contratos de trabalho. Ainda que a CLT já tivesse previsão expressa quanto ao trabalho remoto, muitos aspectos dessa forma de trabalho não tinham soluções jurídicas objetivas.  Isso demandou das organizações o enfrentamento destas problemáticas, de modo a dar soluções adequadas e céleres para o novo modelo de trabalho, e assim evitar riscos de violações trabalhistas.

Ainda que a MP nº 927/2020 tenha sido revogada, enquanto vigente, apresentou algumas medidas para dar segurança jurídica na implantação do teletrabalho. Entretanto, não foram suficientes para preencher lacunas, tais como, a extensão da responsabilidade do empregador por acidente e doenças do trabalho, aspectos ergonômicos e fiscalização, limites do controle de jornada, fornecimento de infraestrutura, dentre outros.

Passado quase um ano do início da pandemia, essas lacunas ainda permanecem sem regulamentações objetivas, somando-se à demais problemáticas trabalhistas que estão sendo enfrentadas, e isso nos conduz para a seguinte indagação: quais as consequências trabalhistas do home office permanente?

Uma coisa é fato, o indicador que antes eram pautados nas horas trabalhadas, passou a ser norteado pela entrega de resultados, onde o foco deve estar na produtividade do empregado. Tal mudança levou as empresas a direcionar seus esforços na implantação de políticas e mecanismos de monitoramento e controle de produtividade, periodicidade de reuniões, alinhamento de metas. Já na perspectiva subjetiva, o efeito causado foi o estreitamento da relação de confiança entre empregado e empregador.

Contudo, aqui chamamos atenção para um ponto sensível acerca das características do regime de teletrabalho e a adoção de mecanismos de controle de produtividade.

A CLT prevê no inciso III, do art. 62, que empregados em regime de teletrabalho não são submetidos à controle de jornada. Ocorre que, no dia a dia das empresas, dependendo da forma como o controle de produtividade é realizado, pode dar brecha para que seja interpretado como uma forma indireta de controlar a jornada do empregado. E, a partir do momento que a jornada é controlada, ao empregado é garantida a percepção de horas extras.

Por tais razões, se a organização optar por não aderir ao controle de jornada, de modo a se isentar do pagamento de horas extras, deve ficar atenta as abordagens feitas aos empregados, bem como orientar ostensivamente os gestores sobre os controles indiretos de jornada, tais como relatórios de produtividade com indicativos de tempo, horários de início e fim, ou ainda, cobranças de cumprimento de horários realizados por instrumentos tecnológicos (login/logout no sistema interno da empresa, celular, whatsapp, etc).  Enfim, qualquer meio que possibilite o controle.

Ainda que perante a Justiça do Trabalho os mencionados elementos, individualmente, não sejam determinantes para configuração da existência de controle de jornada, importante ficar atento que, se somados com demais provas, podem se transformar em fortes evidências que o empregado tinha sua jornada de alguma forma controlada, aumentando a chance de condenação ao pagamento de horas extras, adicional noturno e intervalos.

Para mitigar riscos, a adoção expressa do controle de jornada é o recomendado, com implantação de mecanismos adequados para os registros, ainda que o empregado trabalhe em home office. Isto evita que o gestor tenha dificuldades em realizar o controle de produtividade do empregado, em razão do receio de que aquela conduta seja confundida com o controle de jornada, reduzindo seu poder de gestão e atraindo riscos trabalhistas.

Outro ponto sensível sendo enfrentado, são os aspectos que envolvem a fiscalização das condições ergonômicas dos empregados em regime de home office, isso porque o colaborador não se encontra nas dependências da empresa, o que dificulta ou impede a fiscalização direta do empregador quanto ao cumprimento das normas de segurança, saúde e ergonomia. 

A CLT atribui ao empregador o dever de instruir seus empregados - expressamente e ostensivamente - quanto às precauções a serem tomadas para evitar doenças e acidentes de trabalho, cabendo ao empregador formalizar termo de responsabilidade, a ser assinado pelo colaborador. Entretanto, importante esclarecer que o termo de responsabilidade não exime o empregador de eventual responsabilidade por danos decorrentes dos riscos ambientais do teletrabalho, conforme sinalizado no Enunciado 72 da 2ª Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho, promovida pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

Ainda, na mesma jornada, consolidou-se o entendimento que “o regime de teletrabalho não exime o empregador de adequar o ambiente de trabalho às regras da NR-7 (PCMSO), da NR-9 (PPRA) e do artigo 58, § 1º, da Lei 8.213/91 (LTCAT), nem de fiscalizar o ambiente de trabalho, inclusive com a realização de treinamentos”. Com essa sinalização dada pelo Judiciário, é recomendado às empresas adotarem medidas objetivas para mitigar riscos de saúde e ergonomia dos empregados em home office. Para isso, é imprescindível que as organizações revisem e readaptem os instrumentos que orientam as medidas para segurança da saúde do empregado (PCMSO, PPRA, LTCAT), diante desta nova realidade de trabalho.

Já existem Projetos de Lei em trâmite no Congresso Nacional, que visam regulamentar aspectos do teletrabalho. Entretanto, enquanto não temos elementos objetivos e legais para nortear as práticas trabalhistas, recomenda-se que as empresa sempre tenham a cautela de documentar as medidas adotadas, é importante a elaboração de contratos e aditivos contratuais com previsões expressas e detalhadas, principalmente sobre jornada de trabalho, infraestrutura, reembolsos, fiscalizações, ainda, termos de responsabilidade e termo de sigilo das informações corporativas que transitam dentro do ambiente doméstico. Certamente a adoção de tais medidas trarão para as empresas segurança jurídica para poder desenvolver suas atividades plenamente, aproveitando o melhor dessa modalidade remota de trabalho.

*Francine de Faria é gestora da equipe de Direito do Trabalho no escritório Rücker Curi Advocacia e Consultoria Jurídica.

27

Fev

[ARTIGO] Automação e inteligência artificial: qual o papel da tecnologia na redução de custos das empresas e na qualidade do atendimento ao cliente

*Por Marcel Jientara

As soluções de inteligência artificial vieram para revolucionar os processos dentro das empresas em diversos segmentos. Todos os mercados já desenvolvem ações que potencializam e agilizam os procedimentos, fazendo com que as habilidades humanas sejam aplicadas para tarefas mais consultivas e estratégicas. Se no século passado, o petróleo era a força da economia global, impulsionando grandes revoluções no meio empresarial, hoje conseguimos enxergar um movimento semelhante sendo encabeçado pela inteligência artificial. Com o foco voltado para questões como o Machine Learning, a Internet das Coisas, o uso de chatbots no atendimento, os ERPs e outros conceitos que envolvem a tecnologia.

Hoje há uma combinação de softwares com algoritmos avançados e hardwares de alto desempenho que fazem com que a inteligência artificial se potencialize. Foi o tempo em que a empresa definia o que o cliente ia consumir, hoje a decisão é dele, o poder de escolha e de mudança da empresa está na mão do cliente e a transformação digital também ajudou e muito para que o consumidor tenha esse poder.

Falar em Transformação Digital não é só dizer que a empresa se digitalizou, ou está oferecendo produtos pela internet. Os processos de implantação tecnológica dentro das empresas podem impactar muito na gestão dessas organizações. Não só automatizando processos, mas, também melhorando o atendimento ao cliente, organizando departamentos, melhorando a imagem da marca perante o seu público alvo e potenciais consumidores e reduzindo custos. E a inteligência artificial tem papel fundamental em todo esse processo.

A automação vem para transformar etapas que antes eram feitas de forma estritamente manual e repetitiva em áreas onde a tecnologia pode ser utilizada. E com isso agregar benefícios como a otimização de tempo, padronização das tarefas, aumento na produtividade e gestão eficaz e segura, independente do tamanho da sua empresa. No setor fiscal por exemplo, a inteligência artificial pode contribuir para que a empresa cumpra os requisitos necessários e realize os processos fiscais previstos na legislação brasileira

Dentro desse contexto também podemos destacar o Machine Learning, que é implementado por meio de técnicas em que as redes neurais artificiais funcionam de forma similar ao cérebro humano. Desse modo, as máquinas desenvolvem capacidades cognitivas e podem aprender a desenvolver atividades por conta própria, ajudando chatbots a ganhar mais eficiência no atendimento aos clientes. Esse recurso é cada vez mais utilizado por empresas de diversos segmentos. Os chatbots são precisos e atuam diretamente para que a empresa possa reduzir custos com a utilização da inteligência artificial de forma estratégica.

Outra tendência que pode ser utilizada para redução de custos é o Big Data. A administração eficiente dos dados gerados pela empresa pode ajudar muito os profissionais humanos no conhecimento da realidade empresarial. É possível ter mais controle sobre pontos como o desempenho dos colaboradores, o nível de satisfação dos clientes e com isso, é possível que as tomadas de decisão sejam mais claras, estratégicas e rentáveis.

Segundo uma pesquisa da Gartner, em poucos anos, as soluções digitais gerenciarão 85% das relações com os clientes nas empresas. A Inteligência Artificial tem cada vez mais se instaurado na vida das pessoas. É cada vez mais comum observarmos interações sociais sendo realizadas com a utilização desse artifício, e isso tem gerado um grande impacto no setor de relacionamento com o cliente.

Por que aderir à automação?
Apesar de ainda ser um pensamento muito comum entre as pessoas, a automação não vem para substituir totalmente a mão de obra humana – muito pelo contrário, vem para auxiliar, otimizar recursos e auxiliar os colaboradores. O que será necessário por parte da mão de obra humana, é uma constante adaptação para lidar com áreas novas que podem surgir com a inserção da tecnologia em meio aos processos.

Ao iniciar a automação dentro de sua empresa, os funcionários são forçados a trabalhar junto com o processo, o que faz com que determinadas informações não se percam. Caso um vendedor que não tenha o processo automatizado saia, por exemplo, a empresa tende a perder os clientes, justamente por este não ser cliente da empresa, mas sim do funcionário.

Como iniciar a automação na sua empresa
A base de qualquer automação são os processos a serem definidos. Quando o que foi planejado é realizado de maneira adequada em um processo repetitivo, isso impede que ele se quebre e cause danos a empresa – um dos principais benefícios da automação. Os humanos são suscetíveis a erros, especialmente quando colocados em um processo que com o tempo pode se tornar maçante.

Para prevenir erros, o ideal é mapear e entender como as tarefas são executadas da melhor forma possível, , além de dispor metas e KPIs corretos, para que nada se perca e para que os objetivos sempre estejam claros.

Além disso, observar como a automação está sendo aplicada dentro da sua empresa e entender como extrair o melhor dos colaboradores.

Até onde vale a pena automatizar os processos?
Apesar da tecnologia estar sempre evoluindo, ainda não é recomendado que se automatize 100% um processo, afinal o intuito é que a tecnologia seja uma aliada dos humanos para que a empresa possa otimizar tempo e ter seu desempenho potencializado. Dentro desse contexto o ideal é automatizar algumas etapas, como o input, output e a criação devem ser mantidas. Gerentes de projetos, redatores, revisores e designers, além de quem cuida da parte de analytics são alguns dos perfis que sempre serão necessários nas empresas que estão em constante evolução.

Outro exemplo que a automação se mostra eficaz é no nível 1 do pós-venda, nessa situação a automação é essencial, pois, é possível que a tecnologia cuide disso e traga ótimos resultados, A ideia é que a automação possa colaborar e estabelecer uma união produtiva entre humanos e máquinas, gerando assim segurança e organização precisa no arquivamento de informações.

O grande desafio na hora de inserir a inteligência artificial em processos automatizados dentro de uma empresa é a integração dos processos. Algumas tarefas como analytics preditivo, descritivo e geração de linguagem de conteúdo para análise de textos simples nas organizações são algumas tarefas que podem ser automatizadas.

*Por Marcel Jientara - CEO da ALANA AI e especialista em inteligência artificial

20

Fev

[ARTIGO] Ensino Híbrido: por que não devemos esperar até 2022 para tornar a tecnologia parte essencial da escola?

*Por Andressa Costa

Um novo ano letivo vai começar e agora temos novos itens inclusos na tadicional lista de materiais: notebooks/tablets, câmeras e microfones, elementos fundamentais no novo normal. Seguimos enfrentando uma pandemia mundial e não se tem perspectiva de quando as aulas presenciais voltarão a acontecer 100%. A forma como essa nova realidade chegou em 2020 foi abrupta e mostrou com clareza o despreparo da maioria das escolas no que se refere à tecnologia: para muitos, foi um longo e penoso período de adaptação.

A questão é que as aulas online continuarão sendo uma realidade mesmo depois que a pandemia acabar. Por isso, será contínuo o processo de adaptação para que as escolas consolidem ambientes virtuais de aprendizagem com conteúdos interessantes e atrativos, capazes de conquistar a atenção e interesse dos alunos.

A tendência para os próximos anos aponta para um ensino híbrido, também conhecido por blended learning, um sistema de formação que mescla momentos de aprendizagem online e offline. Sendo que o modo online pode acontecer tanto a distância quanto presencialmente, dentro de laboratórios da própria escola, por exemplo. Essa é a tendência para todos os níveis de ensino, uma vez que o ensino a distância (EAD) como conhecíamos antes da pandemia, voltado para graduação e pós-graduação, agora é também uma realidade para crianças e adolescentes. 

Até que a situação da pandemia de covid-19 se normalize, as instituições de ensino precisarão encontrar formas de conciliar as duas modalidades de ensino: para respeitar as regras de distanciamento social e, ao mesmo tempo, voltar a receber os alunos, que sem dúvida estão ávidos por voltar à sala de aula – ainda que apenas algumas vezes por semana.

Porém, em um futuro bem próximo as aulas poderão ser totalmente híbridas. Isso porque mesmo quando o rodízio de turmas acabar e o ensino presencial voltar para todos, diferentes tecnologias e plataformas online ainda serão aliadas no processo de ensino e aprendizagem. As novas gerações são nativas do mundo digital e isso precisa ser potencializado em sala de aula. Além disso, essa pode ser uma importante ferramenta para ajustar a velocidade de aprendizagem de cada aluno e reduzir a defasagem na sala de aula. Com horários e programações flexíveis, os alunos podem absorver melhor os conteúdos.

Fato é que o ano de 2020 trouxe transformações importantes para a educação: a mudança aconteceu nas casas dos alunos, com seus pais se aproximando da rotina escolar dos filhos, conhecendo de perto a dinâmica de estudos e muitas vezes auxiliando em suas tarefas. Mudaram os professores – alguns perderam a resistência que tinham com a tecnologia e aprenderam com seus alunos a usar muitas ferramentas oferecidas pelo mundo digital. E outros que já utilizavam, conheceram muitas outras plataformas, programas e puderam incrementar ainda mais o conteúdo de suas aulas.

O futuro já chegou e agora é a hora de governos e instituições de ensino realmente entenderem os desafios que precisam ser superados para que o ensino híbrido seja uma realidade. A questão da conectividade, por exemplo, parece ser um dos maiores obstáculos em um país tão desigual quanto o Brasil, assim como questões relativas ao investimento em infraestrutura. 

O momento exige uma reorganização na vida de professores, alunos e pais, bem como no ambiente familiar e escolar. Pais seguirão orientando seus filhos e participando mais ativamente da vida escolar das crianças. E os professores, mais que ensinar, dar provas e notas, serão mediadores do aprendizado e da experiência de estudo dos alunos, atuando como agentes de mudança e incentivadores de pensamento crítico, oferecendo aos alunos possibilidades de enxergar o mundo por diferentes olhares.

A educação a distância, que era um diferencial há alguns anos e que foi se consolidando como tendência, passa a ser uma necessidade atualmente. E com a ajuda das mais modernas plataformas digitais que surgem a cada dia teremos um futuro lindo à nossa espera, onde cada um de nós poderá participar de forma efetiva do processo educacional de nossas crianças. Sabemos que a educação é o maior instrumento de transformação do mundo, e a parceria família-escola, pontecializada pelo uso da tecnologia, se tornará um grande agente ativo nessa transformação. Este é o meu desejo!

*Andressa Costa é graduada em Gestão Financeira, Pós-graduada em Psicopedagogia, Educadora financeira, Sócia e Diretora Pedagógica da Tindin Educação & Finanças.

16

Fev

[ARTIGO] Papel da Inteligência Artificial no marketing hoje e no futuro

*Por Cr. Andrade

A Inteligência Artificial (AI – de Artificial Intelligence) avança a passos largos a cada ano, hoje está presente em vários aspectos de nossas vidas, desde uma lista de reprodução criada por um aplicativo com base em nosso gosto musical, até uma visita a um produto em determinado website. Temos televisões com conexão sem fio, casas interligadas aos nossos aparelhos telefônicos e carros com tecnologia espacial. 

Vê-se um abastecimento constante de nossas caixas de e-mail, cada uma dessas tarefas automatizadas, e elas são pequenas predições. Justamente o que o Marketing precisa fazer, todos os dias. 

A praticidade para fazer executar essas tarefas, o profissional do marketing encontra nas mais variadas ferramentas disponíveis que utilizam a AI. Palavras-chave, perfil de seu público, anúncios relacionados, músicas, cores, além de estratégias oferecidas por software para descobrir horários mais visitados e com maiores visualizações, por exemplo. 

Há mais de uma década nesse mercado, posso dizer que o setor está mudando bastante, hoje, contamos com a ajuda da AI, até mesmo na confecção de anúncios gráficos e vídeos, que podem ser feitos somente fornecendo alguns dados básicos, a AI irá fazer o trabalho mais pesado, em poucos minutos, às vezes, em segundos. 

Posso contar com uma equipe reduzida por conta da AI, meus técnicos, e eu mesmo, podemos focar em outras atividades do negócio, enquanto ela prepara envios, orçamentos, landing pages, traça perfis e segue meus clientes por toda a internet, tudo em conformidade com a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados. 

A escalada da AI na última década trouxe simplicidade na utilização de ferramentas de estratégia, em especial no Marketing Digital. Em 2010, podíamos especular sobre elas, poucas funções realmente podiam ser utilizadas, hoje, em fevereiro de 2021, estão em pleno funcionamento e a cada dia estão mais aperfeiçoadas e independentes.

Mas, em breve, será que teremos espaço no Marketing? Nós, meros mortais? Creio que sim, a parte criativa ainda caberá aos humanos por um bom tempo, pelo menos, mais uns cinco anos. Não adianta termos um perfil se não tivermos algo que atraia a atenção do público, certo? Talvez.

Tenho certeza de que isso mudará após esse período. Analisemos os anúncios digitais, a AI irá produzi-los sozinhos e on-demand com base nos websites e locais visitados pelos usuários, além de outros dados fornecidos com sua anuência (Google e Alexa, por exemplo). Sejam eles simples banners ou vídeos, nesse futuro vindouro, serão personalizados para você.

Teremos um marketing mais pontual, mais assertivo, dentro do possível, será algo pessoal e com um apelo íntimo para o consumidor, resultando em muito mais vendas.

E é justamente isso que o profissional de Marketing deve esperar, ou melhor, buscar. O conhecimento das ferramentas existentes e daquilo que pode mudar o jogo a seu favor deve fazer parte de suas atividades diárias. 

Torne a predição uma de suas habilidades, faça análises de tudo, não seja o último da fila, o setor avança tão rápido que se você não se empenhar o suficiente pode precisar mudar de carreira, mas, calma, a AI poderá indicar o caminho a ser seguido. 

*Cr. Andrade é CEO da CLIKSS BRASIL e trabalha com consultoria de marketing digital. Desde 2005 no mercado, acumula na bagagem ótimas experiências em diversos segmentos. Como empreendedor, CR.Andrade é focado em resultados reais e para isso conta com um time de alta performance para trazer as soluções práticas e efetivas em vez de um milhão de relatórios.

14

Fev

[ARTIGO] A transformação digital na saúde depende também da transformação cultural

*Por José Luciano Monteiro Cunha

A Saúde Digital é um fenômeno definido por uma transformação cultural onde as tecnologias disruptivas desempenham um papel crucial no fornecimento de dados digitais acessíveis tanto para os profissionais de saúde, como para os pacientes. Essa distribuição equivalente de informações leva a uma segunda etapa de mudança na relação médico-paciente, onde a democratização do cuidado e participação em decisões com empoderamento do paciente são características cada vez mais presentes.

Desde o surgimento do primeiro estetoscópio, até o desenvolvimento de vacinas e antibióticos, a inovação tecnológica faz parte do processo natural de evolução da medicina. Contudo, no século XIX, a prática da medicina ainda era baseada exclusivamente na experiência profissional, o que precisava de anos e anos de experiência. Durante todo o século XX e início do século XXI, houve um crescimento gradativo da prevalência de doenças crônicas, com um aumento da expectativa de vida da população. No entanto, o número de profissionais de saúde não conseguiu crescer na mesma proporção, chegando a ter um déficit de 4,5 milhões de profissionais no mundo, segundo a OMS.

A partir dos anos 2000, quando então a velocidade da internet, juntamente com as tecnologias móveis foram mais disseminadas, a informação passou a ser também democratizada. Com um clique no Google e poucas palavras, já temos algo para ler sobre determinado assunto. Temos vídeos em todas as plataformas de streaming disponíveis, além de grupos diversos formados nas mais variadas redes sociais para tirar dúvidas e dar orientações específicas para qualquer tema em saúde. Esse é um dos pilares do mundo digital. O pilar das pessoas e comunidades. Importante reforçar que é fundamental observar as fontes e a procedência do que lemos na internet.

Chegamos em 2021 com um novo ‘status quo’ estabelecido plenamente. A virtualização, e digitalização dos mais variados processos, nas diversas indústrias existentes, se tornou um fato necessário, e não apenas inovador. A saúde, uma das poucas indústrias que ainda continuava trabalhando de uma maneira totalmente analógica, em uma sociedade voltada para o digital, se mantinha intacta, num pedestal prestes a cair do penhasco. Cuidar da saúde é burocrático, sem resultados práticos rápidos e sem felicidade imediata. Todas essas características fazem com que o modelo antigo, não seja apenas obsoleto para a era em que vivemos, mas também perigoso. O digital pode salvar vidas, através do engajamento sem invasão, do estímulo sem opressão, e do aconselhamento sem virtuosismo médico.

Não acredito, sinceramente, que a tecnologia seja o ponto mais importante nessa equação. A inteligência de empregar a tecnologia certa, na hora certa, lugar certo e com a pessoa certa, na verdade vem de uma série de estudos detalhados feitos por humanos, e de resultados interpretados por humanos. Não adianta darmos de "presente" um biossensor wearable para um paciente, sem medidas educacionais adequadas, sem aplicativos que o ajudem no engajamento, sem orientações sobre seu funcionamento, e sem suporte humano à disposição. Por exemplo, diversos programas de telemonitoramento têm sido realizados, e na maioria das vezes a grande questão continua sendo a seguinte: o que fazer com os dados, e como gerenciar as pessoas com esses resultados? Não seria melhor utilizar o termo telegerenciamento?

A saúde digital tem ainda muitos desafios. A maioria das organizações de saúde ainda está num período prévio à era digital e não iniciaram sequer um processo de digitalização. Primeiro, devemos procurar digitalizar, para depois sermos, de fato, digitais. A cultura do pensamento digital dos gestores atuais ainda é bastante deficitária. Insistimos por diversas vezes, e muitas delas sem perceber, em escanear processos analógicos e transferi-los para o mundo digital. Isso geralmente cria problemas sérios de gestão e de resultados. Não temos nem mesmo coleta estruturada de dados na grande maioria das organizações de saúde. Portanto, a jornada para a saúde digital plena, ainda precisa de muito trabalho. A outra questão é como evitar a criação de abismos entre os nativos digitais, e aqueles que se relacionam de forma bem menos simbiótica com a tecnologia? Como melhorar cada vez mais a transparência e a experiência digital?

Para finalizar, gostaria de deixar aqui uma mensagem importante. Os gestores da saúde, e os profissionais médicos e não médicos, têm um papel crucial no desenvolvimento da transformação digital na saúde, e precisam perceber isso o quanto antes. Esse não é um movimento tecnológico. Para aqueles que ainda não perceberam essa característica, ainda há tempo. O movimento de transformação digital na saúde, é social, cultural e humano.

*José Luciano Monteiro Cunha é diretor corporativo de telemedicina do Sistema Hapvida

12

Fev

[ARTIGO] Os vírus, as bactérias e o homem

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Muito antes dos precursores do homem, as bactérias já existiam na Terra.  Pela teoria da evolução darwiniana, cerca de 2 bilhões de anos atrás, uma cianobactéria dos oceanos passou a produzir oxigênio ao consumir hidrogênio, provocando alterações no elenco dos seres vivos do planeta, dos mais simples aos mais complexos, até chegarmos ao homem, o que melhor se adaptou e se sobrepôs aos demais.

Por volta de 300 mil anos antes de Cristo, surgiu o Homo sapiens.  Nossos precursores viviam em pequenos grupos, quase sempre no topo de árvores, a fim de se livrarem dos animais ferozes. Eram caçadores-coletores e não ficavam  no mesmo local por muito tempo e, assim, não poluíam o lugar onde moravam.  Tinham vida curta, mas desconheciam as doenças infecciosas, tipo sarampo e varíola, porquanto essas enfermidades precisam de altas densidades populacionais para se manterem vivas.

O modelo nômade persistiu até cerca de 10 mil anos atrás, quando a humanidade passou a cultivar a terra, em busca de novos alimentos, para uma população que sempre crescia, bem como a manter próximos das casas muitos animais, a exemplo de cães, gatos, gado bovino, equino e caprino, além de aves diversas. Todas essas mudanças  levaram à formação gradativa e crescente de aldeias, vilas e cidades, em um tempo que nem se sonhava com micróbios.  

Estava criado o meio propício para a proliferação das doenças infecciosas: aglomerações de pessoas, meio ambiente com muita sujeira, contato direto com animais, sem falar nos hábitos de higiene pessoal inexistentes, e nas crenças de que as doenças eram castigos dos deuses, e só eles podiam curar.  Portanto, os assentamentos humanos, processo natural da evolução civilizatória, trouxeram vantagens para a história do Homo sapiens, mas também fizeram florescer um amplo elenco de doenças graves, haja vista as terríveis epidemias do passado e do presente.

As bactérias e os vírus são os principais agentes que causam doenças infeciosas no homem. Para combatê-las, a ciência, ao longo do tempo, descobriu formas de preveni-las ou de tratá-las.  Para as doenças bacterianas, a medicina dispõe de drogas para tratar e de vacinas para prevenir.  Quanto às doenças virais, em termos de terapia, existem somente produtos que ajudam a controlar, mas não a curar, a exemplo do HIV.  Por outro lado, os seres humanos dispõem de um eficaz arsenal de combate às viroses, por meio da prevenção por vacinas.  

Os vírus medem a milésima parte do milímetro, possuem traços de DNA ou RNA, envoltos por cápsula de proteínas, com antígenos externos. O vírus da Covid 19 veio de morcegos da China, após mutações, causadas pelo contínuo contato do homem com esses animais. O novo coronavírus, ao invadir a célula humana e ao destruí-la, fez explodir a pandemia da Covid 19.  Mas a ciência agiu rápido, graças a Deus, e as vacinas estão aí para trazerem calma no presente e confiança no futuro.

*Reitor do UNI-RN

8

Fev

[ARTIGO] Por que a Tesla deve temer o carro da Apple

Já se sabe que a Apple está planejando um investimento de 3,6 bilhões de dólares de dar água nos olhos na Kia Motors para aumentar a capacidade de produção de seu carro Apple há muito tempo, compartilharam Bruna Boner e Cristina Boner. O relacionamento supostamente veria a Kia usar sua instalação nos EUA, com base na Geórgia, como centro de produção.

A Kia, que faz parte do conglomerado Hyundai Motor Group, pode fazer parceria com a Apple para fabricar os primeiros Apple Cars até 2024, produzindo 100.000 automóveis por ano quando a fabricação está em pleno fluxo.

A especulação em torno do Apple Car tem sido abundante: acumulando-se por toda parte, os relatórios há muito sugeriam a incursão da Apple em automóveis, desde o anúncio do Projeto Titan em 2014. O Projeto Titan é o esforço da gigante de Cupertino para desenvolver um sistema sem motorista - a Apple automóvel autônomo seria, em teoria, uma atração massiva para os consumidores. De acordo com Cristina Boner e Bruna Boner, esse sistema sem motorista atrairia usuários que não apenas veem a Apple como uma opção de estilo de vida, mas uma marca confiável que poderia fornecer um perfil de segurança confiável para a tecnologia sem motorista.

Ele tem como pano de fundo notícias importantes sobre locações do gigante da tecnologia. A Apple recentemente contratou o vice-presidente de desenvolvimento de chassis da Porsche, Dr. Manfred Harrer, para ajudar a converter as ambições do Projeto Titan em um veículo completo (via 9to5mac ). A notícia do recrutamento proeminente acrescenta peso real à viabilidade de um carro da Apple, especialmente à luz de tantos boatos.

A união entre Kia e Apple é um marco para a eventual realização de um modelo de carro da Apple. O analista da Apple, Ming-Chi Kuo, sugeriu que a parceria verá a Apple cooptando a plataforma de veículos elétricos com bateria E-GMP da Hyundai, que forma a base existente dos futuros carros elétricos do Grupo e se distingue por sua eficiência.

A Apple já mergulhou nos automóveis antes, apenas com o Apple CarPlay, que pega seus aplicativos favoritos para carros e os transmite diretamente para a tela sensível ao toque do seu carro. Agora parece que a empresa mudou de marcha, finalmente chegando mais perto de tornar o tão esperado Apple Car uma realidade. Cristina Boner e Bruna Boner contam que a escolha do melhor aparelho de som CarPlay pela T3 deve ajudar a encontrar um novo espaço para transmitir suas músicas favoritas enquanto estiver na estrada.

O boato da Apple tem nos impressionado de todos os ângulos recentemente: cobertura da T3 de grandes atualizações de câmera que parecem prestes a chegar ao iPhone 13 da Apple , e até fala-se de um lançamento iminente de AirTags da Apple, após a descoberta de um recurso oculto incomum no Safari. O caminho à frente parece movimentado para a Apple com suas inovações constantes.

Talvez possamos até ver AirTags da Apple com acessórios para um modelo de carro da Apple, uma espécie de chave sobressalente ou rastreador escondido para funcionar contra roubo; você deve se lembrar da cobertura do T3 do recurso de chave digital do carro, permitindo que um dispositivo como o Apple Watch Series 6 desbloqueie seu carro em algo simplesmente mágico. Bruna Boner conta que um carro da Apple ofereceria oportunidades infinitas de integração com o ecossistema mais amplo da Apple e a T3 certamente está entusiasmada com as muitas possibilidades de gênio técnico que esse veículo abriria.

8

Fev

Violência infantil: conheça quais os canais para denúncia

Na última semana, a história do garoto de 11 anos que foi encontrado preso e acorrentado dentro de um barril, na cidade de Campinas, chocou o Brasil. O caso acendeu um alerta sobre a importância da denúncia.

De acordo com o UNICEF, metade das crianças do mundo, ou aproximadamente 1 bilhão de crianças a cada ano, é afetada pela violência infantil. No Brasil, violência e acidentes são as maiores causas das mortes de crianças, adolescentes e jovens de 1 a 19 anos. O país é líder no ranking de violência infantil da América Latina. Pesquisas informam que três em cada dez pessoas conhecem uma criança que já sofreu violência.

Segundo doutor Cassio Faeddo, advogado especialista em Direitos Fundamentais e autor do livro Erradicação do Trabalho Infantil – Concretização do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana; é importante sabermos que a violência infantil inclui várias situações que envolvem violência física, sexual, moral, psicológica, negligência com a saúde, alimentação, exposição às situações perigosas, trabalho infantil, além de violência extrafamiliar praticada por quem tem a guarda.

“É necessário estarmos atentos aos sinais e principalmente coragem para denunciar. As pessoas ainda têm a cultura do receio em fazer a denúncia, mesmo que anônima, por achar que vão arrumar problemas por testemunhar o caso. Mas são atitudes como essa que salvam vidas”, alerta.

Com o isolamento social, devido a pandemia do coronavírus, houve um aumento na subnotificação dos casos de violência infantil. Dados da ONG World Vision aponta que a violência contra as crianças pode crescer 32% durante a pandemia.

“Geralmente esses casos são observados e diagnosticados no ambiente escolar, principalmente porque o aluno acaba mudando seu comportamento repentinamente e enxergam na escola um ambiente seguro. Com a interrupção das aulas presenciais muitas situações deixaram de ser descobertas causando infelizmente uma subnotificação das denúncias”, afirma doutor Faeddo.

Onde denunciar?

Disque 100: Canal do Governo Federal que recebe denúncias de violação dos direitos humanos. A denúncia é anônima, a ligação pode ser feita de telefone fixo ou celular e é gratuita. Funciona 24 horas, mesmos aos finais de semana e feriados.

Aplicativo Proteja Brasil: recebe denúncias identificadas ou anônimas. O usuário precisa preencher um formulário simples onde fará o registro de denúncia que será recebido pela mesma central de atendimento do Disque 100. Também disponibiliza os contatos dos órgãos de proteção nas principais capitais.

Conselho Tutelar:  é o principal órgão de proteção a crianças e adolescentes e está presente em todas as regiões. É possível fazer a denúncia por telefone ou pessoalmente na sede do conselho. Para localizar o contato do Conselho Tutelar mais próximo da ocorrência basta buscar na internet por “Conselho Tutelar + o nome da cidade”. 

Delegacias de Polícia: Tanto as delegacias comuns quanto as especializadas recebem denúncias. Polícia Militar, em caso de emergência, disque 190, a ligação é gratuita e o atendimento funciona 24 horas.

Cássio Faeddo - Sócio Diretor da Faeddo Sociedade de Advogados. Mestre em Direitos Fundamentais pelo UNIFIEO.  Professor de Direito. MBA em Relações Internacionais/FGV-SP. Autor do livro Erradicação do Trabalho Infantil – concretização do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana

6

Fev

[ARTIGO] Cinco dicas para otimizar a leitura de e-mails no celular

*Por Thiago Catino

Um estudo do Campaign Monitor mostra que pelo menos 50% dos e-mails são abertos em dispositivos móveis. Isso significa que adaptar campanhas para esse meio é um verdadeiro desafio para as marcas. Hoje, o e-mail é uma das principais fontes de tráfego das páginas de e-commerce, principalmente pelo ROI oferecido por esse canal. Por isso, elaborei uma lista com ações concretas que as empresas podem adotar para se diferenciar da concorrência e otimizar o desempenho de suas campanhas de email marketing:

Identifique os hábitos dos destinatários - Em primeiro lugar, uma estratégia eficaz de email marketing direcionada para celular deve levar em consideração uma série de parâmetros técnicos e contextuais. Quanto mais conhecidos forem o propósito e as limitações do usuário, maior será a probabilidade de ele fornecer conteúdo relevante no momento certo. Portanto, é essencial identificar o sistema operacional que seu cliente usa (iOS, Android, etc.), a plataforma de leitura preferida (webmail ou aplicativo, Gmail ou Outlook, etc.), o ambiente em que está quando abre a mensagem (na loja, em casa, perto de um ponto de venda, etc.) ou o melhor momento para receber o e-mail.

Esteja na vanguarda da inovação - O celular oferece a possibilidade de integrar de forma simples elementos diferenciadores nos e-mails, como vídeos ou códigos QR, que muitas vezes são utilizados para evitar cópias físicas de bilhetes de venda, cupões de desconto ou até mesmo cartões de programas de fidelidade.

Facilite a identificação do remetente - Restrições à leitura de um e-mail em um dispositivo móvel, que aumentam os riscos para as marcas serem associadas ao phishing (roubo de identidade da marca), tornam a identificação rápida e fácil dos remetentes mais importante. Para fazer isso, certifique-se de que a conta utilizada tenha um nome conhecido do destinatário, além de um endereço de e-mail que não suscite dúvidas, como: Nike <Nike@official.nike.com>.

Tecnologias como o BIMI já permitem que o logotipo do remetente seja exibido diretamente na caixa de entrada do Yahoo, e em breve farão isso também no Gmail, tornando mais fácil para o destinatário identificar o remetente.

Otimize o tempo de carregamento do e-mail - A aparência do e-mail é fundamental, mas é recomendável usar imagens HD nítidas para não diminuir o tempo de carregamento do conteúdo do e-mail. Antecipar potenciais limitações externas, como o ambiente de visualização ou cobertura do destinatário, e levá-las em consideração também é fundamental para garantir o tempo mínimo de upload (ideal = peso inferior a 100 KB), mesmo nas circunstâncias menos favoráveis.

Tenha cuidado com a exibição - os anunciantes devem garantir que o criativo funcione independentemente do tipo de dispositivo, sistema operacional ou aplicativo de e-mail usado. Portanto, é necessário testar a exibição de gifs animados, e-mails relativamente longos (rolagem) e assuntos com emoji em vários ambientes diferentes (webmail, aplicativos, software de e-mail) e em vários dispositivos (tablets, celulares, etc.), mesmo com o modo escuro do iPhone.

Para melhorar a legibilidade e o envolvimento do cliente, a integração de carrosséis de imagens e formulários interativos ao e-mail são boas alternativas.

Para maximizar as taxas de conversão, as marcas devem minimizar o caminho até o cliente, permitindo o acesso às compras com um clique. Para isso, otimizar a leitura de e-mails no celular é essencial. É também fundamental conhecer o público-alvo, os seus hábitos de consumo e o terminal que utiliza para visualizar o e-mail, para que a estratégia se adapte a cada caso. O e-mail continua a ser um verdadeiro gerador de valor e a sua evolução constante exige uma estratégia sólida para poder explorar todo o seu potencial. 

*Thiago Catino é Senior Customer Success Manager da Validity 

31

Jan

[ARTIGO] 4 tendências de marketing para assessoria de imprensa

*Por Talita Scotto

Não é novidade que a assessoria de imprensa já passou por grandes transformações nos últimos anos. Mas, agora, com a necessidade de digitalização das empresas devido a covid-19, alinhar estratégias que trarão resultados onde o público-alvo do cliente está é fundamental para acompanhar resultados mais expressivos e, por que não, até mais eficazes?

Na assessoria de imprensa, a mídia tradicional não perderá força. No entanto, as novas mídias estão aí para provar que conteúdo pode ser consumido de diversas formas e dominar essas mudanças, adicionando habilidades no seu trabalho, pode somar no resultado.

Abaixo, conheça 4 tendências de marketing na assessoria de imprensa para 2021:

Relacionamento com micro e nano influenciadores

O valor de estar na imprensa de massa não perderá seu papel, muito pelo contrário, continua sendo essencial na construção de autoridade e credibilidade. Porém, aprofundar o relacionamento com micro e nano influenciadores é estratégico para a marca conversar diretamente com seu público-alvo. Influenciadores têm poder em aconselhar decisões e até mesmo passar confiança na hora da jornada de compra de um seguidor, que também é potencial cliente.

Nano influenciadores, que possuem de 1 mil a 10 mil seguidores, e micro influenciadores, de 10 mil a 100 mil seguidores, possuem alto engajamento em sua maioria e conteúdo nichado – que pode ser mais eficaz na hora de criar uma estratégia de comunicação.

Áudio na mira do consumo

Segundo dados do Spotify, são 1,9 milhão de podcasts na plataforma. No último trimestre de 2020, o consumo por este formado cresceu 200%. Novos conteúdos são abordados a todo momento, como finanças, gestão de pessoas e notícias diárias.

A Folha de São Paulo é um exemplo com o podcast “Café da Manhã”, que está em segundo lugar como mais ouvido. Também se destaca o podcast do G1, “O Assunto”, apresentado pela jornalista Renata Lo Prete, que já é o mais ouvido da América Latina, de acordo com a Abpod.

Diante deste crescimento, adaptar conteúdos e sugestões de pautas para atingir podcasts é uma das grandes tendências de marketing na assessoria de imprensa para 2021.  Há uma mudança de hábito que não pode ser ignorada.

Habilidade com vídeo e imagem

Utilizar imagens para ilustrar um release ou artigo sempre foi praxe no trabalho da assessoria de imprensa. Com o crescimento da imprensa digital, compartilhando publicações de notícias nos seus próprios perfis no Instagram, Facebook e YouTube, vídeos e imagens se tornam produções de conteúdo complementares e cruciais.

Desenvolver novas habilidades para editar vídeos curtos e imagens, assim como conhecer aplicativos e ferramentas que auxiliem no dia a dia do trabalho potencializa o desempenho da assessoria de imprensa.  “Pensar” visualmente também é outra tendência de marketing na assessoria de imprensa para 2021, pois apenas release-disparo não será mais a única missão do profissional que quer gerar resultados.

Monitoramento em tempo real

Ferramentas gratuitas de monitoramento de palavras-chaves podem ter dois papeis na assessoria de imprensa: ajudar no clipping de notícias ao monitorar o nome do cliente ou trazer tendências de buscas por termos relacionados ao nicho da empresa que se atende.

Google Alerta e Google Trends são duas formas de realizar um monitoramento integrado para agregar mais valor ao trabalho da assessoria de imprensa. Além disso, o profissional que quer atuar para antecipar tendências, sugerir pautas no tempo certo e apresentar resultados em primeira mão também deve usar ferramentas de marketing digital para fortalecer seu trabalho.

*Talita Scotto é diretora da Agência Contatto há 12 anos e jornalista com especialização em marketing e comunicação integrada

28

Jan

[ARTIGO] Benditas sejam as equipes de saúde

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Ao ver os dramas humanos, no decorrer da Covid-19, com ênfase para as cenas mais recentes vistas na cidade de Manaus, ecoam na Ao ver os dramas humanos, no decorrer da Covid-19, com ênfase para as cenas mais recentes vistas na cidade de Manaus, ecoam na minha mente e no meu coração as angústias vividas pelos doentes graves e por seus familiares. Afinal, nas minhas lides de médico, procurei sempre me ver no lugar do próprio doente, a fim de bem exercer a profissão.

Quando eu era professor de medicina, em uma aula prática ao redor de um leito, um aluno cometeu um deslize ético. Ao final da aula, só com os alunos, fiz a devida orientação, na qual afirmei que o médico deve sempre tratar os seus pacientes como gostaria de ser tratado, ou um dos seus familiares mais queridos. Muitos anos depois, um jovem médico disse-me que jamais esqueceria aqueles conselhos.

Assim, também ecoam em mim as agruras dos que integram as equipes da linha de frente do atendimento a esses pacientes graves, desde os das mais simples funções aos das mais complexas. Esses profissionais das equipes de saúde, principalmente os que atuam em hospitais, aprendem a lutar contra a morte e a angústia, dois eventos que, nessa pandemia, estão se tornando banais. Contudo, é só prestar atenção na face dessas pessoas para sentir os sofrimentos que lhes invadem a alma no dia a dia do trabalho.

Sem contar com o estresse e o medo de se contaminarem com o Sars-CoV-2 e entrarem para o grupo dos que precisam receber as atenções e os cuidados dos colegas de profissão. Quantos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, paramédicos, maqueiros, profissionais outros da área da saúde morreram ou ficaram com sequelas graves, na luta para salvar vidas das garras dessa virose, ou para minorar a dor alheia, no estrito cumprimento do dever e movidos pelo sentimento de compaixão e de amor ao próximo.

Lidar com a morte é sempre um tormento para todos os profissionais da área da saúde. Alguns estudantes dessa área largam o curso, quando não conseguem vencer os primeiros impactos desse encontro. A Covid 19 veio provar a importância desses profissionais nos serviços públicos e nos privados. Os confrontos políticos e ideológicos levados para a arena das batalhas contra a pandemia têm sido nefastos para o êxito que o povo brasileiro espera e precisa.

Mas não há como negar a emoção de ver a imagem de uma mulher negra, Mônica Calazans, enfermeira que atua na linha de frente no combate à Covid 19, a primeira pessoa a receber a vacina no Brasil. Dessa forma, nada mais correto do que eleger esse grupo como o primeiro a se vacinar. Desde o século XVIII, com a varíola, o homem aprendeu que a única maneira de controlar as doenças epidêmicas é por meio de vacinas, e, desta feita, também será assim.

Benditas sejam as pessoas que integram as equipes de saúde neste imenso Brasil, pela coragem e pelo amor à profissão, no afã de combater a Covid 19, terrível virose que tantos males tem causado aos seres humanos de todo o planeta.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é Reitor do UNI-RN.

24

Jan

[ARTIGO] Heranças da pandemia e tendências na indústria de bens de consumo para 2021

*Por Gustavo Pipa

Acredito que ninguém está triste com a chegada de 2021, certo? Ao menos a indústria de bens de consumo – depois de tantos desafios superados em 2020, levada a reescrever diariamente suas operações – certamente esperava por isso. É fato que o início de ano ainda guarda incertezas, mas como esse mercado tem se apoiado para continuar de pé? Entre lições aprendidas e planos, o que esperar de um ano em que seguimos enfrentando uma pandemia global?

Se tivesse que apostar nas tendências para os próximos doze meses, minha primeira escolha seria olhar os dados do consumidor, seja em relação à privacidade ou ao seu uso para ser cada vez mais assertivo junto ao cliente final. Segundo citou Satya Nadella, presidente da Microsoft na NRF 2020, o varejo gera 400 petabytes de dados por hora. Mas, como consumidores, queremos saber onde estão e como são usados os nossos dados. Quando, enfim, a indústria conseguir provar os benefícios desse “rastreamento” em tempo real, aí sim estaremos virando o jogo. É urgente que o uso dos dados – já tão discutidos em anos anteriores – retorne como valor para o consumidor, criando ofertas de negócio mais assertivas. Ninguém tem tempo a perder.

Minha segunda aposta: em 2021, acredito que acompanharemos o crescimento da inteligência artificial atuando na hiperpersonalização dos processos de consumo. Graças à pandemia do novo coronavírus, experimentamos (clientes e indústria) novas maneiras de comprar, e assumimos a já forte conexão entre a Inteligência Artificial e as decisões humanas. E aqui menciono seu uso dentro das operações da indústria, seja para melhorar a comunicação com o cliente final (chatbots, app de mensagens ou até mesmo assistentes de voz) ou para aprimorar internamente a cadeia produtiva, deixando-a mais inteligente e eficiente. 

A terceira tendência que gostaria de citar também é fruto dos desafios da COVID-19. Vimos a IoT (Internet das Coisas) tomar conta dos avanços no segmento do Contactless Consumer Product ou o Serviceless (produtos ou serviços sem contato), e quem investiu nesses mecanismos saiu na frente. No ano que vem, creio que veremos serviços e produtos cada vez mais voltados à saúde, à segurança e ao monitoramento, modificando para melhor a experiência final dos clientes.

Por fim, mas não menos importante, eu diria que a identidade das marcas será outro grande desafio para 2021. Habituamo-nos a comprar on-line por meio de intermediários que ganharam força. E agora a pergunta é: quem removerá essa intermediação e irá direto ao cliente nesse momento tão crítico da história? Deixar de lado esses parceiros e seguir voo solo faz sentido? Como manter a identidade da marca seguindo pelos dois caminhos de venda?

O cenário é de oportunidades. E meu desejo é que as empresas sigam de olho em valores como sustentabilidade, responsabilidade social, segurança e diversidade, e naveguem rumo a conquistar a fidelidade dos consumidores que chegaram ou que permaneceram por perto em 2020.

*Gustavo Pipa é executivo de Conta na Cognizant Brasil. 

13

Jan

[ARTIGO] Monitoramento e compartilhamento de dados: Twitter, Facebook ou Instagram podem te bloquear?

*Por Francisco Gomes Júnior

Nos últimos dias o debate sobre o poder de monitoramento das postagens pelas redes sociais como Twitter, Facebook ou Instagram sacudiu o mundo. A discussão já vinha de algum tempo, mas com a decisão do Twitter de inicialmente suspender e depois bloquear definitivamente a conta pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhou enorme repercussão com acaloradas discussões.

Mas afinal, tem a rede social o poder de efetuar esse bloqueio? Até onde deve a rede social analisar conteúdo das postagens?

“É direito fundamental reconhecido pela Declaração dos Direitos do Homem (e também pela nossa Constituição Federal) a “liberdade de expressão”, ou seja, nenhum cidadão pode ser censurado em suas opiniões e direito de expô-las. Por outro lado, essa liberdade supracitada e prevista também no “Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos” da ONU não é absoluta; não se pode incitar crimes, ódio, discriminação de qualquer espécie ou mesmo apologia a regimes autoritários como o nazismo”, explica Francisco Gomes Júnior, advogado especialista em direito digital.

A discussão se dá sobre se cabe à rede social exercer essa avaliação, sobre o que é ou não aceitável em termos de manifestação. Todas as pessoas que expressam suas opiniões ficam sujeitas a uma análise do Twitter, por exemplo, sobre conteúdos próprios ou impróprios?

“De acordo com as redes sociais, ao abrir uma conta você concorda com os termos estabelecidos e em respeitá-los. É uma relação entre uma empresa privada (a rede social) e uma pessoa física ou jurídica regida por normas de direito privado, portanto, onde o estipulado contratualmente prevalece. Por esse raciocínio, quem concorda com os termos de uso da rede social está aderindo ao contrato por ela estabelecido e, regras contratuais devem ser seguidas”, afirma Francisco.

“E diante de termos “abusivos” cabe ao cidadão migrar para outra rede social como Trump e outros seguidores estão fazendo. Nesta semana, por exemplo, o bilionário Elon Musk, dono da Tesla, fez tuites sugerindo às pessoas que deixem o WhatsApp e migrem para o Signal (aplicativo similar) e centenas de milhares de pessoas atenderam a sugestão. Musk menciona que os termos do WhatsApp para 2021 são abusivos, permitindo por exemplo o compartilhamento dos dados do usuário com o Facebook, o que poderia colocar em risco a privacidade das pessoas” e continua “Obviamente que, qualquer pessoa que for banida e sentir seu direito violado pela rede social pode buscar o Judiciário para reverter o banimento, mediante a prova da não violação das previsões legais e contratuais”.

O debate é complexo, tem muitos argumentos a serem explorados, mas evidencia uma verdade. Se em países ditatoriais como a China o governo controla a internet e seu conteúdo, nos países democráticos boa parte desse controle fica na mão dessas grandes corporações (as big techs) que com isso detém um grande poder.

“Mais cedo ou mais tarde teremos que nos debruçar sobre este e outros aspectos das redes sociais, como a difusão de fake news ou os limites de monitoramento, para estabelecer um mínimo regramento que dê segurança aos direitos individuais, coletivos e fundamentais” diz o especialista.

“No Brasil, projeto de lei foi discutido em 2020 estabelecendo regras para a postagem de fake news e de uso geral das redes. Tal projeto foi retirado de pauta para que uma discussão mais ampla sobre esses temas possa ser realizada, o que ainda estamos aguardando”, finaliza Gomes.

*Francisco Gomes Júnior, advogado sócio da OGF Advogados, formado pela PUC-SP, pós-graduado em Direito de Telecomunicações pela UNB e Processo Civil pela GV Law – Fundação Getúlio Vargas. Foi Presidente da Comissão de Ética Empresarial e da Comissão de Direito Empresarial na OAB.

9

Jan

[ARTIGO] Cinco tendências do marketing digital para 2021

*Por Edu Sani

O novo Coronavírus alterou profundamente o comportamento do consumidor e provocou mudanças importantes na jornada de compra. Segundo pesquisa recente feita pela Deloitte, 63% dos consumidores vão contar mais com tecnologias digitais a partir de agora e, 58% tiveram facilidade em lembrar de uma marca que direcionou rapidamente seus negócios durante a pandemia. Outros 25% deixaram de consumir produtos e serviços de empresas que se mostraram agindo a seu próprio favor. 

Neste cenário, o marketing digital é vital para as empresas que buscam relevância. Por isso, Edu Sani, CEO da Adsplay, empresa referência em mídia digital no Brasil, elencou as cinco tendências que o empreendedor deve acompanhar para garantir que seu negócio esteja preparado para o que está por vir. Confira abaixo as apostas para 2021:

Inteligência artificial

Novas tecnologias e integrações, como por exemplo, de públicos segmentados no Google Analytics com os anúncios criados no Google Ads, farão com que a taxa de conversão seja ainda maior. Ainda em relação ao Analytics, recentemente o Google ganhou uma nova versão, que promete levar o processo de Machine Learning a níveis ainda mais sofisticados, algo que contribuirá na hora de deixar uma campanha de marketing digital ainda mais segmentadas.

SEO (Search Engine Optimization)

As técnicas de SEO se aprimoram tão rapidamente quanto as atualizações dos algoritmos do Google, que estão cada vez mais frequentes. Com os novos recursos, não será suficiente estar entre os primeiros nas buscas, mas sim em destaques especiais, como por exemplo, a “posição zero”, ou dentro do grupo de perguntas frequentes.

Pesquisas por voz

Apesar de não se tratar de algo novo, estudos mostram um crescimento desse meio de pesquisa. As buscas por voz têm uma estrutura semântica bem diferente das pesquisas digitadas em desktops e smartphones. Por isso é necessário adaptar a estratégia de SEO para pesquisas deste tipo, e dessa forma não perder o tráfego da internet.

Integração e-commerce e redes sociais

A chegada dos pagamentos via WhatsApp e as melhorias no Instagram Shopping mostraram que as redes sociais estão cada vez mais integradas aos e-commerces. Com a ampla utilização durante a pandemia, muitas plataformas deram grandes passos no quesito desenvolvimento, e liberaram melhorias e ferramentas específicas para quem busca vender online, assim como vender por meio das redes sociais.

WhatsApp

A plataforma já anunciou que em breve terá mudanças importantes, principalmente para o WhatsApp Business. O intuito é deixar a ferramenta ainda mais versátil e oferecer novas oportunidades em termos de marketing online. Outro fator importante é que logo mais o aplicativo será autorizado a trabalhar como forma de pagamento.

*Edu Sani - Cofundador da AdsPlay Mídia Programática, atua há 16 anos com Marketing Digital e Mídia online. Criador do podcast Programática na Veia e professor na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Edu Sani é empreendedor serial - já teve sete empresas, entre elas: Uselink, Nightmap e Vuvuzela do Brasil, todas focadas em aproveitar oportunidades e preencher lacunas de mercado. Também é fundador da Programmatic Everywhere, onde atua como palestrante e professor de cursos de mídia programática. Formado em publicidade e propaganda pela FAM e Pós-Graduado em Gestão de Marketing na FAAP, trabalhou em grandes players de publicidade antes de ingressar no mundo das startups.