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2

Set

[ARTIGO] Um século da insulina

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Coube ao pesquisador alemão Paul Langerhans (1847-1888) definir, por estudos de microscopia, grupos esparsos de células no tecido do pâncreas, os quais ele chamou de ilhas, posteriormente, conhecidas como Ilhotas de Langerhans. Foi um passo decisivo para a descrição da insulina, palavra que derivou de ínsula, ou seja, ilha. Na história da medicina, a descoberta da insulina, que o mundo celebra o centenário em 2021, é uma bela página da ciência e do progresso humano. Em qualquer avanço da ciência, no geral, existe sempre um processo que envolve laboratórios e pesquisadores, erros e acertos, êxitos e malogros, enfim, não é um “fiat lux”, é uma soma de parciais sucessos que podem culminar, ao longo do tempo, no alcance do objetivo maior.

O professor Peter Brian Medawar (1915-1987), Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina, 1960, nasceu no Brasil, na cidade de Petrópolis/RJ, filho de mãe inglesa e pai brasileiro, tendo logo se tornado cidadão britânico. Ao completar 15 anos, foi com a família residir na Inglaterra, formando-se em biologia na Universidade de Oxford. Dedicou-se ao ensino e à pesquisa, com ênfase na imunologia, área em que recebeu o Nobel. É a única pessoa nascida no Brasil detentora de um Prêmio Nobel. Peter Brian Medawar, ao abordar o tema diabetes, declarou: “A descoberta da insulina pode ser classificada como o primeiro grande triunfo da ciência médica.” Uma outra frase marcante sobre a diabetes deve-se ao  historiador  e escritor canadense John William Michael Bliss (1941-2017), autor de biografias de figuras famosas da medicina, além da clássica obra The Discovery of Insulin (1984), que assim definiu esse avanço da ciência: “A coisa mais próxima de uma ressurreição que a medicina moderna já produziu”.

Nunca esqueci uma conversa com o médico, meu dileto amigo e professor Marcelo Carvalho, que me disse: “A dor é o que mais leva uma pessoa à consulta médica. O problema da diabetes é porque não dói, é doença insidiosa e, muitas vezes, passa despercebida.” É aí onde reside o perigo, pois a diabetes não controlada conduz a lesões graves, em vários órgãos e sistemas do corpo humano. Pode-se comparar com um astuto malfeitor.

Na minha formação médica, dediquei-me com especial esmero aos estudos teóricos e práticos da Diabetes mellitus. Não segui o caminho da especialização, mas, na prática clínica, atendi vários casos ambulatoriais dessa doença, da qual meu pai era portador, desde a fase de adulto jovem. Ainda guardo nas minhas lembranças alguns semblantes de pacientes diabéticos, formas leves, com os quais a relação médico-paciente se fez sempre com afeição e empatia mútuas. Para o melhor tratamento da diabetes, dois fatores são essenciais: o envolvimento pessoal do próprio paciente com a doença, e o cuidado médico com desvelo e grande atenção. 

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN

22

Ago

[ARTIGO] Para onde está indo a publicidade nas redes sociais?

*Por Alberto Pardo

As redes sociais são hoje o meio digital de maior audiência no mundo. Na América Latina, por exemplo, 82,5% das pessoas acessam as redes sociais, o que torna essas plataformas um dos meios de comunicação preferidos das marcas. Graças aos avanços tecnológicos oferecidos e aos dados acessíveis, estas plataformas possibilitam às empresas segmentar e impactar suas audiências com os seus anúncios, além de permitir a mensuração e otimização das campanhas para obter melhores resultados nas ações publicitárias. 

Essas plataformas sociais estão em constante mudança para se adaptar às tendências do mercado e às necessidades dos usuários. Neste sentido, um grande exemplo é a aceleração digital que vivemos no último ano, em que muitas empresas passaram a ter uma maior presença nos canais digitais, seus melhores aliados para continuarem a interação com o seu público.  

Assim nasceu o social commerce, ferramenta do e-commerce que oferece às marcas a possibilidade de transformar as redes sociais em um marketplace para divulgar e oferecer seus produtos, com uma experiência de shopping digital acessível aos usuários sem sair de casa.

Live Shopping virou tendência principalmente para marcas de moda e luxo. O Facebook e o Instagram adaptaram rapidamente suas funcionalidades e fizeram uma integração com a Shopify - a maior companhia de e-commerce do mercado -, para que as empresas, independentemente do porte, pudessem vender seus produtos em tempo real. Enquanto o WhatsApp passou a ser o meio de comunicação ideal para os compradores, que utilizam esse canal para tirar dúvidas, fazer consultas e/ou finalizar suas transações.

Observamos esse mesmo crescimento no consumo de vídeo. Em 2023, o número de usuários de vídeo digital deverá aumentar para 317,9 milhões de pessoas, momento em que representará quase metade (48,2%) da população da América Latina, enquanto o número de visualizadores OTT (Over The Top) por assinatura aumentaria para 114,5 milhões, quando quase um em cada cinco (17,4%) consumidores assistirão o conteúdo OTT por assinatura, de acordo com dados do eMarketer.

As plataformas de streaming online estão, sem dúvida, ganhando força e observamos um aumento significativo no número de usuários e assinantes na TV conectada, OOT e até no YouTube, com ampla facilidade de acesso oferecida, já que as pessoas podem assistir o conteúdo em seus dispositivos móveis quando quiserem. Da mesma forma, serviços como Netflix, que foi a primeira empresa a chegar à América Latina com sua proposta, seguidos por outros como Amazon e Disney, que também estão fazendo um grande investimento para entrar na região e certamente serão seguidos por muitos mais.

Este ano é de se esperar que as audiências digitais e as diretrizes publicitárias continuem crescendo ainda mais. Hoje, não mais que 1 ou 2% é destinado ao OTT e a TV conectada, mas este ano pode dobrar ou triplicar. 

Além disso, neste cenário, para o futuro, veremos tendências como deepfake, uma falsa montagem de vídeo onde qualquer imagem ou vídeo pode ser usado para criar uma ação, como também ferramentas que envolvem inteligência artificial ou realidade virtual, que serão rapidamente adotadas pelas redes sociais.

*Alberto Pardo  é CEO & Fundador da Adsmovil

21

Ago

[ARTIGO] O futuro dos negócios é open e conectável

*Por Lucas Tempestini

Reinventar-se é um trabalho desafiador e diário para as grandes empresas. As mudanças promovidas pelo avanço tecnológico já são bem evidentes na sociedade e na economia, e a prova é o surgimento de um novo perfil de consumidor, cada vez mais ávido por novas experiências digitais. Manter-se competitivo em um mercado que muda a cada dia exige adoção de uma nova mentalidade de fazer negócio. Por isso, as companhias mais bem-sucedidas do mundo são aquelas que reinventaram-se, e muitas delas recorreram a um ecossistema aberto para acelerar a inovação, alcançar novos mercados e impulsionar a geração de receita. 

Diferente dos modelos tradicionais, que os líderes olhavam para os seus processos de forma verticalizada, o conceito de open innovation inverte essa ordem ao incentivar à inovação interna e através de parceiros. Portanto, o grande desafio não é oferecer o melhor produto, mas sim como se posicionar dentro de um ecossistema de inovação. 

Porém, para alcançar esse patamar a organização deverá ser aberta e conectável para se conectar com outras empresas. Esse processo é mandatório para o que chamamos de “futuro open” dos negócios. 

Do open banking ao open everything

Hoje, os clientes bancários esperam ter com o seu banco a mesma experiência digital que possuem com o Uber. A transformação digital no setor financeiro está em curso e obriga as instituições financeiras a se adequar à nova realidade. Do contrário, estarão fora do circuito. Neste contexto, o open banking promete revolucionar o sistema bancário brasileiro, justamente porque o conceito tem um objetivo muito claro: abrir o leque de opções para o consumidor, oferecendo a ele maior autonomia sobre a sua vida financeira.

A liberdade de levar as suas informações para a instituição financeira que quiser, sem precisar começar um relacionamento do zero, é outra vantagem para os clientes ao fazer parte do novo modelo e a expectativa por parte dos usuários é grande. Segundo projeção da FCamara, consultoria especializada em soluções digitais, a perspectiva é de que cerca de 5 milhões de brasileiros devem aderir ao novo sistema. O exemplo mais avançado de open banking no mundo é da Grã-Bretanha, que chegou a 1,1 milhão de usuários dois anos após sua estreia, em 2019.

Esses números ratificam que o Brasil tem um enorme potencial para criar um hub de inovação no setor financeiro. Mas não apenas os bancos se beneficiarão com a abertura dos negócios. Outros segmentos também estão investindo no conceito de co-criação para escalar a sua oferta de produtos e serviços por meio do consumo de APIs abertas.

É o caso das seguradoras, que já miram estratégias de Open Insurance. Trata-se de um modelo que visa promover a criação de um ecossistema de inovação aberta para melhorar a experiência dos usuários com os serviços de seguros. O novo conceito vai trazer maior transparência na relação entre cliente e seguradora, além de aumentar a concorrência do mercado. 

A inovação aberta para as seguradoras já é uma realidade e o Brasil é o pioneiro no mundo na regulamentação do Open Insurance, que acontecerá em três fases, sendo que a primeira está prevista para acontecer em dezembro deste ano, e a segunda e terceira etapas no decorrer de 2022.

No caso da área da saúde, existe uma busca por inovação aberta para impulsionar os negócios do setor, que tem como característica a integração das soluções com plataformas de terceiros. O Open Health é um movimento em ascensão porque é uma alternativa para que as empresas comecem a tratar a abertura dos dados de forma estratégica, além de se posicionarem no mercado como uma plataforma de saúde.

O que está por trás desse movimento disruptivo são as APIs, que atuam como “colas digitais” e habilitam a abertura de dados estratégicos para criação de produtos personalizados em diferentes segmentos. Se o mundo caminha para ser mais aberto e conectado, são as APIs que vão permitir que os negócios sejam realmente conectáveis, ao mesmo tempo em que essas plataformas irão fornecer governança e segurança no compartilhamento desses dados.

Essa tendência de abertura dos modelos de negócios, que já é uma realidade no mercado financeiro, deverá multiplicar-se em outros segmentos, como seguros, saúde e varejo, muito brevemente. A união de inovação, segurança, comodidade e conectividade é um ativo importante para as empresas na hora de ofertar seus produtos. 

*Lucas Tempestini é Global Marketing Manager da Sensedia

19

Ago

[ARTIGO] Viva a insulina

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

“Uma noite eu tive a sede de um príncipe/depois a de um rei/depois a de um império/a de um mundo/em fogo.” Eis os primeiros versos do poema Diabetes, do poeta norte-americano James Dickei (1920-1986), sobre essa doença de alta prevalência no planeta, e que, no Brasil, afeta cerca de 17 milhões de seres humanos. Deve-se ao médico da Grécia Antiga Arateu da Capadócia uma das mais remotas referências à Diabetes mellitus: “Uma fusão de corpo e membros na urina”. Diabético, meu pai contava  para os filhos o começo da sua doença: “Quanto mais água eu tomava, mais sede eu sentia, e quanto mais alimento eu comia, mais magro ficava”. Suas palavras fazem lembrar as descrições do médico Arateu e do poeta James Dickei. A Diabetes é para mim doença bem conhecida, não como portador, mas como envolvido espectador.

É frustrante quando olhamos para a história da medicina e vemos como era lenta a  sua evolução. Durante séculos seguidos, os meios diagnósticos e as terapias avançavam muito devagar, com pouquíssimas exceções. Somente a partir do século 18, com o florescer do método científico, a humanidade vislumbrou grandes avanços na área médica e em outras áreas do conhecimento. Existem marcos desses avanços, a exemplo da adoção da antissepsia, as descobertas da anestesia, das vacinas, dos antibióticos e do raio x, além de vários outros. Porém, um dos marcos dos avanços médicos de grande significação foi a descoberta da insulina, evento que ocorreu 100 anos atrás, em Toronto, no Canadá. Depois da terapia com esse hormônio, mormente de pessoas com Diabetes mellitus insulino dependentes, quantas vidas foram salvas, quantos enfermos ganharam outro ânimo e quantos sorrisos voltaram às faces dos portadores dessa disfunção metabólica, com ênfase para as crianças ou jovens e seus familiares.

Meu pai, Diogenes da Cunha Lima (1906-1972), passou a receber insulina logo após esse medicamento ser comercializado. Morava em Nova Cruz-RN, e tomava três doses diárias de insulina regular, conforme prescrição do seu médico, da cidade de João Pessoa-PB. Aumentava ou diminuía a dosagem de acordo com o nível da glicosúria, exame que ele mesmo fazia. Hoje, o paciente dispõe de meios simples e mais precisos no controle da doença, essencial para evitar as complicações. Com seu médico, meu pai aprendeu conceitos básicos da Diabetes, bem assim por leitura de livros indicados pelo especialista. Contou com dois Anjos da Guarda, o de nascença e minha mãe, sempre ao seu lado “na saúde e na doença”.  

Nos 100 anos da descoberta da insulina, é hora de relembrar quantos contribuíram para esse marco da medicina, especialmente dos médicos Frederich Banting (1891-1941), John Macleod (1876-1935) e Charles Best (1899-1978), além do bioquímico  James Collip (1892-1965). Banting e Macleod receberam o Nobel de Medicina, em 1923, mas dividiram o Prêmio com os outros dois.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN

15

Ago

[ARTIGO] Alfabetização de dados: novo requisito para sobrevivência das organizações

*Por Cesar Ripari

A capacidade de interpretar dados está entre as principais habilidades do profissional do futuro. Isso porque de nada adianta coletar, gerar e processar dados sem que seja possível extrair os insights para a tomada de decisão. É fundamental conseguir ler, trabalhar, analisar e se comunicar com dados, assim como é necessário saber como armazenar, organizar e proteger aqueles que realmente são relevantes para o negócio, isto é, que irão gerar insights úteis para a tomada de decisão.

Índice de Alfabetização de Dados (Data Literacy Index, em inglês), demonstra que 93% dos líderes empresariais globais acreditam que é vital que seus funcionários sejam alfabetizados em dados. Ainda assim, apenas 21% da força de trabalho global se sente confiante em suas habilidades de alfabetização nessa área e somente um em cada quatro funcionários se sente totalmente preparado para usar os dados de forma eficaz ao ingressar em sua função.

Diferentemente do que a maioria das pessoas pensa, a alfabetização em dados não é limitada àqueles que têm a análise como parte do escopo de trabalho. Essa é uma habilidade importante para todos, tanto no âmbito profissional quanto pessoal.

Projeto de Alfabetização de Dados afirma que a alfabetização de dados da força de trabalho tem correlação com o desempenho positivo das corporações. Para estas, aderir à cultura data driven – na qual  os processos e as decisões são orientadas por uma análise completa das informações – traz uma série de vantagens importantes, como assertividade nas decisões e em planejamentos estratégicos, além da preparação das equipes para mudanças que podem ocorrer no mercado e no comportamento do cliente.

A organização orientada por dados coloca a análise das informações no centro de sua estratégia de negócios. Com isso, é possível reduzir erros e custos, otimizar o tempo e conquistar melhores resultados.

Com o volume de dados crescendo em velocidade sem precedentes, sobretudo neste período de pandemia, é cada vez mais urgente entender o que eles significam e como usá-los. A interpretação de dados para a tomada de decisão já deixou de ser uma vantagem competitiva para se tornar um requisito vital para sobreviver no mercado.

*Cesar Ripari é Diretor de Pré-vendas da Qlik para América Latina

14

Ago

[ARTIGO] Como superar os novos desafios do e-commerce

*Por Antonio Wrobleski

O futuro chegou mais rápido do que o esperado para o e-commerce e encontrou a maioria das empresas sem infraestrutura adequada para enfrentar a nova realidade. Na logística, foco deste artigo, há uma grande falta de planejamento. Existem grandes players, por exemplo, recorrendo à Uber para fazer entregas, uma solução claramente insustentável. A falta de massa crítica será um obstáculo severo para aproveitar a onda, consolidar a expansão do mercado e fidelizar os novos clientes.

Mais do que vender, portanto, agora o desafio do comércio eletrônico é entregar nas condições combinadas com custos viáveis. E as melhores empresas também já perceberam que a logística será um diferencial competitivo para alavancar ainda mais o negócio.

Distribuir na cidade sempre foi complexo e caro. Com o aumento de volume observado desde março — que é uma tendência —, as dificuldades aumentaram e ainda tornaram a questão urgente. A solução deve ser buscada agora e demanda mais inteligência do que tamanho, com a incorporação de tecnologia e estratégias de centros de distribuição menores e mais próximos dos clientes.

Desafio

Basicamente, o objetivo inicial é multiplicar a utilização da capacidade instalada. Maximizar a ocupação dos veículos, eliminar turnovers e diminuir o tempo de cada procedimento. Fazer mais com menos, enfim, e operar com 100% do potencial antes de pensar em aumentar a estrutura.

O primeiro passo é centralizar os dados sobre clientes, produtos, equipamentos e condições de tráfego. Analisar e integrar essas informações em uma roteirização que define:

- Rotas mais eficientes; Frota mais adequada; Sequenciamento mais inteligente; Prioridade dos clientes; Janelas de entrega; Estratégias de atendimento de acordo com o fornecedor, entre outros.

Parece simples, mas manter essas variáveis equacionadas o tempo todo é bem complexo. Principalmente na cidade, as condições mudam rapidamente e o processo tem que ser ajustado imediatamente de acordo com a regra de negócios. Para alcançar a máxima produtividade, portanto, a roteirização inicial terá que ser atualizada várias vezes durante o dia com a melhor decisão e na hora certa. O grande desafio é apurar e processar todas essas informações simultaneamente.

Solução

Atualmente, uma combinação de muitos algoritmos preparados para trabalhar de forma coordenada ou isolada, dependendo da situação, com um sistema autônomo baseado em machine learning pode criar a plataforma capaz de gerar essa inteligência. Essa mistura de micro service e aprendizado contínuo vai funcionar como um centro de controle automatizado e autônomo que acompanha todos os indicadores estratégicos, identifica exceções e os impactos na operação e toma decisões para manter o nível de eficiência programado.

Esse tipo de tecnologia já está disponível — e de certa forma acessível financeiramente — para o e-commerce e é conhecida como otimização dinâmica. Implantado e rodando, o sistema pode oferecer economia de até 40%, dependendo do grau de desenvolvimento atual da operação, além de expandir a capacidade operacional.

Agregar inteligência ao processo é o mais inteligente no momento. É um investimento relativamente baixo e que oferece resultados significativos em pouco tempo. E que cria a base tecnológica para uma operação em que independentemente do tamanho da frota, todos os equipamentos entregam 100% do potencial. Este deve ser o principal objetivo agora.

Entregar com qualidade é indispensável para conquistar a confiança do novo cliente do e-commerce. O boom de vendas só vai se consolidar se as empresas cumprirem o combinado com custos que sejam viáveis para compradores e vendedores. Além disso, é importante lembrar que a pandemia apenas adiantou a transformação digital pela qual já estávamos passando. O futuro é do comércio eletrônico e das empresas que estiverem preparadas para ele.

*Antonio Wrobleski - Engenheiro com MBA na NYU (New York University), presidente do Conselho de Administração da Pathfind, conselheiro na BBM Logística e sócio da Awro Logística e Participações.

 

8

Ago

[ARTIGO] O impacto do digital no mercado bancário e as soluções inovadoras para pessoas jurídicas

*Por Wagner Oliveira

A pandemia do novo coronavírus impactou diretamente na mudança de hábitos dos consumidores digitais e as empresas tiveram que se adaptar à nova realidade para atender a uma demanda nova e promover jornadas de excelência aos seus clientes e com os bancos não foi diferente. Houve um impulsionamento e a adesão cada vez mais intensa aos bancos digitais.

O fortalecimento da tendência fez com que surgisse diversas opções no mercado e, nesse sentido, se destaca quem oferece as melhores oportunidades ao usuário, seja em relação às taxas free, facilidade de transação, acessibilidade, qualidade no atendimento ou serviços adicionais como cashback, dentre outros.

Uma dessas opções de banco digital voltado para pessoas jurídicas se mostrou uma solução para os empresários, com o intuito de conectar seus clientes e colaboradores a um método de pagamento inteligente, contribuindo para que tenham mais equilíbrio financeiro. De uma forma que as empresas se beneficiam tendo dinheiro em caixa para realizar as transações necessárias antes que a receita chegue ao banco, de forma automatizada.

A conta Escrow é um exemplo disso. Trata-se de uma conta garantia, digital, focada no universo das necessidades de pessoas jurídicas. Ela funciona como uma conta caução, permitindo que negócios sejam fechados com a garantia dos valores envolvidos estarem assegurados em um banco terceiro. Com as cláusulas do acordo comercial cumpridas, os valores são liberados para o empreendedor. É um mecanismo utilizado em transações que envolvem grandes quantias e, consequentemente, grandes riscos para as partes, objetivando por meio da criação desta conta, a mitigação destes riscos. Para os bancos digitais, essa oferta é um micro serviço financeiro com margens bem interessantes para a realização de negócios entre partes com menor risco.

Exemplos de empresas que utilizam esse tipo de transação são hospitais, nos quais os médicos realizam cirurgias e só recebem 60 dias depois. Com essa tendência digital, a instituição consegue pagar esse profissional pelo serviço realizado dentro de um prazo adequado. O médico pode antecipar os seus recebíveis sem burocracia bancária formal no momento que desejar, pois o pagador do médico seria o banco e o prazo estipulado é determinado por esta instituição. Da mesma forma, pode ocorrer com imobiliárias, em que o inquilino, ao fechar o negócio, terá acesso à sua própria conta e o dinheiro debitado vai para o administrador. Este, repassará os valores aos proprietários. Entre outros negócios.

Isso é uma maneira simples de desburocratizar o processo financeiro das empresas e suas relações com os empregados.

Saem ganhando o banco digital pela movimentação, a empresa por ficar em dia com seus pagamentos, sem juros excedentes, e o colaborador que vai receber na data correta pelo serviço prestado.

Diante deste cenário promissor do mercado, nosso trabalho consiste em customizar esse banco digital dentro do negócio do nosso parceiro/cliente, viabilizando novas soluções financeiras que nunca foram possíveis, sempre a possibilidade de aplicativo, pois acreditamos que a única forma de a empresa estar 24 horas com seu cliente é se ela estiver no seu smartphone.

*Wagner Oliveira é especialista em desenvolvimento de aplicativos corporativos e na área financeira e sócio-diretor da Two-s.

7

Ago

[ARTIGO] Como a realidade aumentada e a vigilância por vídeo podem trabalhar juntas

*Por Sergio Fukushima

De maneira geral, a Realidade Aumentada (RA) pode ser definida como a capacidade de sobrepor elementos virtuais como texto, imagens e outras informações em uma cena ou no vídeo ao vivo para fornecer informações adicionais ao usuário. Essas informações podem ser exibidas em qualquer dispositivo usado para ver a cena ao vivo - como monitores, dispositivos móveis e em alguns aplicativos por meio de óculos e fones de ouvido inteligentes.

Vale a pena diferenciar Realidade Aumentada (RA) de Realidade Virtual (RV). A RV geralmente ocorre por meio de um fone de ouvido que fornece uma perspectiva em primeira pessoa aos usuários, assim confere a sensação de estar fisicamente presente no ambiente que está sendo projetado. Já a realidade aumentada significa estar em algum lugar ou mesmo acompanhar uma cena em tempo real, mas com informações adicionais sobrepostas.

Um exemplo simples de como a Realidade Aumentada poderia impactar o cotidiano: imagine um indivíduo andando pela rua em uma cidade desconhecida, mas com informações úteis sobrepostas sendo transmitidas através de um óculos habilitado para RA ou em um dispositivo móvel. Essas informações poderiam ser direções para um ponto de encontro ou recomendações para atrações locais. A pessoa pode emitir um comando de voz: "Mostre os melhores restaurantes dessa rua” e, imediatamente, a tecnologia levanta essa informação.

Alguns parceiros da Axis já estão entregando aplicativos que permitem sobrepor informações virtuais em vídeo ao vivo. O CamStreamer, por exemplo,  desenvolve aplicativos que permitem a transmissão ao vivo das imagens das câmeras Axis diretamente para plataformas de vídeo e redes sociais. Já o aplicativo CamOverlay permite que os clientes adicionem gráficos e informações ao vídeo ao vivo. A RA pode ser efetivamente uma “superpotência da informação”, agregando informações valiosas em tempo real. Com isso em mente, as possibilidades de integração são inimagináveis.

Realidade Aumentada em vigilância por vídeo

As câmeras de vigilância por vídeo em rede fornecem imagens de alta qualidade para os operadores e isso já representa um ganho significativo. Os níveis de detalhes forenses permitem monitorar e avaliar situações e, principalmente, responder aos incidentes em tempo real. Em situações em que os operadores estão direcionando os primeiros socorros no solo, por exemplo, os benefícios da sobreposição de informações adicionais no local são claros. Algumas câmeras Axis já incluem um auxílio de orientação, que pode sobrepor nomes de ruas e pontos de bússola em imagens de vídeo ao vivo para ajudar a fornecer direções precisas.

Quando cada segundo pode fazer uma diferença real, pode haver muitas outras informações úteis fornecidas por meio da sobreposição de Realidade Aumentada. Entender a localização do desfibrilador mais próximo, por exemplo, e ser capaz de direcionar as pessoas para o local correto por meio de áudio ao vivo, pode ser um avanço tecnológico capaz de salvar vidas.

Auxiliar os socorristas com o layout do prédio, entradas e saídas de emergência, seja remotamente - a partir de sala de situação - ou localmente por meio de dispositivos móveis, pode acelerar a evacuação de um prédio ou colaborar para encontrar pessoas presas dentro do edifício mais rapidamente. A dispersão segura de multidões por meio das rotas mais eficazes pode reduzir o risco de incidentes comuns em situações de crise.

Olhando ainda mais à frente

Se permitirmos que nossa imaginação vague um pouco mais longe no futuro, poderemos pensar em como uma combinação de dados virtuais em situações em tempo real pode ser usada para fornecer informações vitais para socorristas e equipes de segurança. Talvez um agente policial pudesse ter acesso a informações sobrepostas às imagens reais com dados como a geolocalização de telefones celulares. Assim, seria possível direcionar o profissional à localização de um telefone celular que foi usado para pedir socorro, por exemplo, agilizando o atendimento a alguém em perigo.

Também podemos projetar que a Realidade Aumentada poderia ser usada por equipes médicas e paramédicos para ajudar a fornecer assistência e cuidados a pessoas no local de um acidente, ou que a transmissão ao vivo da vigilância do local poderia ser usada por paramédicos - no caminho da ocorrência - a identificarem o que aconteceu e realizarem os preparativos necessários mesmo antes de chegarem ao local.

Além dos serviços de emergência

O uso para situações de emergência mostra como a tecnologia poderia ter um impacto decisivo para a sociedade. No entanto, é possível imaginar a importância para outros segmentos. Por exemplo, a equipe de segurança de uma planta industrial poderia receber dados de sensores conectados nos ambientes críticos. Não somente vigilância por vídeo, mas sensores de temperatura, qualidade do ar e detectores de fumaça, entre outros. Assim, é possível respaldar uma operação proativa e em tempo real, antes que incidentes mais graves aconteçam.

Alertas relacionados a aumentos repentinos de temperatura, violações de perímetro, ruídos específicos (como vozes elevadas) podem trazer imagens ao vivo para monitores de vídeo, enquanto mapeiam direções da rota mais rápida para o local ou locais de extintores de incêndio e alarmes. No caso de um roubo, as câmeras de vigilância de vídeo rastreando o intruso, podem até mesmo deixar um rastro digital sobrepostas na vigilância por vídeo para que os oficiais de segurança possam seguir o suspeito.

Tecnologicamente, não há nada que impeça o desenvolvimento de soluções como as detalhadas acima. Na verdade, como mencionamos, pode haver empresas que já estão desenvolvendo este tipo de aplicativo de RA, elas só precisam encontrar o parceiro certo. Este pode ser um bom momento para direcioná-las ao programa Axis Developer Community e Application Development Partner (ADP). É onde o futuro é criado e, geralmente, mais cedo do que você imagina.

*Por Sergio Fukushima é gerente de Soluções da Axis Communications

5

Ago

[ARTIGO] As doenças de Tchaikovsky

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Os atletas russos podem competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, mas a Rússia, não. Os atletas vestem uniformes com a sigla ROC, das iniciais em inglês do Comitê Olímpico Russo. É a punição da Agência Mundial Antidoping, ao constatar que os russos praticaram o doping em competições internacionais. O Tribunal Arbitral do Esporte reduziu de 4 para 2 anos o tempo da punição. Sendo a Rússia um país profuso nos esportes, seus atletas sobem ao pódium de forma frequente, quando é mostrada a bandeira do ROC e, no lugar do hino nacional, ouve-se o Concerto para piano número 01, de Tchaikovsky. Teria sido melhor outro tipo de punição, que não constrangesse os atletas, mas ressalto o acerto na escolha da linda peça musical desse grande compositor. 

Tido como o maior compositor russo de todos os tempos, Pyotr Tchaikovsky nasceu a 7 de maio de 1840, em Votkinsky, no sopé dos Montes Urais, e faleceu a 6 de novembro de 1893, em São Petersburgo, também na Rússia. O escritor Kenneth Mcleish, em livro sobre música clássica, afirma: “Em toda a história das artes do século XIX, houve apenas um outro gênio criativo cuja personalidade se comparava à de Tchaikovsky: o pintor Van Gogh (1853-1890) (...) Ambos produziram obras que, apesar de calorosas em sua expressão de dor pessoal, falam ainda assim diretamente e muito francamente a milhões de pessoas que não partilham de nenhuma das agonias da alma que lhes deram origem”. A primeira crise de depressão de Tchaikovsky ocorreu quando ele tinha a idade de 14 anos, com a morte da sua mãe, vítima de cólera. Há referências ao complexo de Édipo, do qual sofria o compositor, causa principal dos conflitos em relação às mulheres. A fim de ocultar sua homossexualidade, aos 36 anos, simulou um casamento, que durou somente três meses. Vítima de maldades e preconceitos, amargou muitas tristezas. 

No início da década de 1860, sofreu sua segunda grave crise de depressão. As décadas de 1870 e 1880, foram de grande produção do compositor, mas também de intensa angústia existencial, e, por mais de uma vez, tentou suicídio. Fez algumas viagens pelo exterior, quando recebeu muitos aplausos em palcos da Europa. Aos graves problemas psíquicos, somam-se colite, úlcera péptica, além de outras doenças. Em 1853, logo após a estreia da sua peça “a patética”, Tchaikovsky contraiu cólera e faleceu. Há uma outra versão, de que fora induzido ao suicídio, com a ingestão de arsênico. 

Mozart foi o compositor favorito de Tchaikovsky. Duas coisas fizeram-lhe bem. A primeira, foi uma amizade mantida por cartas, durante 14 anos, com uma rica viúva que lhe concedeu uma pensão anual, suficiente para viver em conforto. A outra, era sua rotina de escrever músicas. Sua produção é rica e variada, e difere da sua vida, pois oferece boas emoções, “dizendo algo esperado mas nunca da forma esperada”. O mundo é grato à Rússia, pelo legado dos seus heróis na ciência, no desporto, nas artes e nas letras. 

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN

1

Ago

[ARTIGO] Cinco dicas para implementar métodos ágeis nas pequenas e médias empresas

*Por Giovanna Saya

A agilidade, eficiência e personalização da gestão e desenvolvimento de projetos são características altamente valorizadas pelos clientes, seja na entrega de serviços, produtos ou sistemas. O processo que antes era engessado, rígido e oneroso, não precisa mais sofrer tais empecilhos graças à metodologia ágil. Ela veio para quebrar de vez com esses obstáculos, trazendo uma proposta muito mais leve e participativa para o alcance dos resultados desejados.

Em um mercado fortemente marcado pelas constantes transformações digitais e alta competitividade, ficou clara a importância de estratégias que otimizam o funcionamento organizacional em empresas de todos os portes e segmentos. Por isso, essa metodologia foi desenvolvida com foco em agilizar a entrega de demandas, sem que percam as prioridades e de forma que sejam feitas conforme a necessidade e prioridade do cliente final.

Os benefícios dessa prática são enormes. De acordo com um estudo feito pela QMS, a metodologia ágil acelera em 50% o tempo para colocar um produto no mercado e aumenta a produtividade em 25%. A proposta é que seja sempre desenvolvida com a participação ativa do cliente, garantindo que suas expectativas permaneçam alinhadas a todo o momento. Para isso, listei as cinco dicas imprescindíveis a serem analisadas ao implantar essa tecnologia, em especial nas pequenas e médias empresas.

#1 Seja disruptivo: A metodologia ágil envolve uma profunda mudança no mindset corporativo e, por isso, não pode ser desenvolvida da noite para o dia. Cada projeto é desenhado de uma forma diferente, com base em um novo conjunto de princípios e valores. Sua abordagem é de constante questionamento sobre o que é esperado, além de focada na transparência, experimentação, adaptação e mudança.

#2 Envolva o cliente: A empresa deve manter uma comunicação clara, próxima e alinhada com o cliente durante todo o desenvolvimento do projeto. É necessário entender suas necessidades e onde deseja chegar – só assim será possível garantir que as expectativas se mantenham dentro do esperado e a conquista dos resultados desejados.

#3 Abrace mudanças: Todo projeto pode sofrer mudanças que atrasem seu andamento e podem prejudicar a entrega dos resultados. Por isso, a metodologia ágil busca antecipar ao máximo qualquer tipo de problema que possa interferir. Caso venham a ocorrer, sua proposta é de adaptação e resolução rápida. O que importa é, na verdade, a forma como esses empecilhos serão tratados.

#4 Avalie as ferramentas utilizadas: Não existe uma ferramenta certa ou ideal para o desenvolvimento dos projetos. É uma questão subjetiva que irá variar conforme cada proposta, se é engessada ou mais modular e, o que será feito para conquistá-la. As ferramentas escolhidas serão adaptadas caso a caso, assim como sistemas de gestão como o SAP Business One, um ERP focado nas empresas de pequeno e médio porte.

#5 Tenha em mente o propósito do produto: Muito mais do que focar na agilidade, todo processo que abrace a metodologia ágil deve se preocupar em garantir uma participação engajada entre a empresa e o cliente. Só assim ele se sentirá mais confortável, satisfeito e poderá escapar ao máximo de possíveis retrabalhos. Todas essas características devem estar bem claras entre todos para que a eficiência seja conquistada.

Optar por uma gestão ágil pode representar a sobrevivência de uma empresa. Por isso, os métodos ágeis são excelentes estratégias para impulsionar o seu negócio, proporcionando entregas de resultados de maneira mais veloz, estruturada e faseada. Nele, o envolvimento constante do cliente é um dos principais fatores para sua eficiência, não devendo ser deixado de lado. Quando bem implementada, a tendência é que sua empresa cresça e se destaque cada vez mais rumo ao sucesso.

*Giovanna Saya tem 15 anos de experiência em empresas de tecnologia e é Channel Manager na SAP Business One.

31

Jul

[ARTIGO] O que as empresas mais procuram nos funcionários bilíngues?

* Fabricio Vargas

Cada vez mais as empresas estão exigentes e estão buscando um maior número de competências. Dentre elas, o domínio do inglês tem se tornado muito relevante.

Assim, profissionais bilíngues têm sido disputados. Mas, afinal, por que as empresas procuram colaboradores bilíngues?

Por isso, no post de hoje vamos entender mais sobre como dominar o inglês pode impactar, positivamente, no salário e ver por que as empresas estão procurando colaboradores bilíngues. Let´s go?!

Ser bilingue impacta, positivamente, no salário

As empresas sabem da importância de ter, em seu quadro de colaboradores, pessoas bilingues. E estão dispostas a pagar por isso.

Ser bilingue (no caso, fluente em inglês) pode ser determinante para que o salário seja maior, conforme indicou a 52ª edição da Pesquisa Salarial feita pela Catho.

Por exemplo, um profissional em cargo de coordenação, ganha 61% mais que uma pessoa na mesma função, mas que tem apenas o conhecimento básico da língua.

Em cargos de diretoria, a diferença de salário entre alguém que é bilíngue (fala inglês fluentemente) e um profissional que não tem essa habilidade é de 42%, segundo a mesma pesquisa.

Por que as empresas procuram profissionais bilingues?

As razões podem ser diversas para que uma determinada empresa deseje ter colaboradores bilingues no seu time.

Por exemplo, um estudo da Universidade Penn State descobriu que as pessoas bilíngues são melhores em multitarefas e na priorização de atividades.

Além disso, um outro estudo apontou que os bilíngues são capazes de processar informações de forma muito mais rápida e fácil do que aquelas pessoas que só dominam um único idioma. 

Há também outras razões, tais como:

Novas oportunidades de aprendizagem

Muitas novidades, estudos e cursos, quando lançados, estão em inglês. Só depois de algum tempo que surgem as traduções.

Assim, um colaborador bilíngue pode estar em atualização constante.

Acesso a novos mercados

Um colaborador que domine o inglês pode prospectar, mais facilmente, novas oportunidades no mercado, seja em relação a novos clientes internacionais, assim como fornecedores e outros tipos de parcerias.

Inspiração para a equipe

Ter funcionários bilíngues no local de trabalho pode inspirar outros colaboradores a aprender o inglês, aumentando o nível de todo o time.

Principais áreas que procuram profissionais bilíngues

No geral, as seguintes áreas têm exigido, cada vez mais, colaboradores com domínio do inglês:

Relações Internacionais; Turismo; Tecnologia da Informação (TI); Engenharia; Contabilidade; Agronegócio; Comércio Exterior.

Se você quer se tornar bilíngue e ser disputado pelo mercado de trabalho, que tal começar o seu aprendizado online de inglês hoje mesmo?

*Fabricio Vargas - Iniciou a sua carreira na área da educação logo após o seu retorno ao Brasil, depois de morar e estudar por mais de cinco anos no continente Europeu. Estudou e trabalhou em diversas áreas durante esse período, inclusive como intérprete dentro das cortes Irlandesas e Inglesas. Logo após a sua chegada ao Brasil, começou a lecionar aulas de inglês dentro de algumas escolas e, portanto, percebeu que o ensino precisava de mais, os alunos mereciam algo diferente e inovador. Fabricio percebeu que as escolas de idiomas estavam muito engessadas ao modo tradicional de ensinar e avaliar os seus alunos. Em 2017, depois de trabalhar muito e conseguir um certo valor para investir, Fabricio abriu a sua própria escola de inglês, a Uniway School, foi um dos anos mais comemorados por ele e também o mais desafiador

31

Jul

[ARTIGO] Desafios da gestão na era da tecnologia

*Por Luiz Marcatti e Herbert Steinberg

Empresas de todos os segmentos vivenciam cada vez mais de perto as mudanças dos novos tempos. O mundo está mais complexo, com clientes mais empoderados pela tecnologia e o surgimento de novos modelos de negócios e novas concorrentes. A ideia de reinventar-se, seja esse um destino inevitável ou mais flexível, torna-se constante. Para além dos fatores externos, um dos maiores desafios das empresas está na condução da gestão, que necessita de fato ser compatível com a transformação cultural e digital almejada.

A tecnologia trouxe complexidade dos dados, algoritmos, plataformas, transformando as relações e a comunicação das organizações com colaboradores e demais públicos, exigindo um novo papel de líderes, executivos e empreendedores. A administração do futuro dos negócios depende agora também de uma reformulação das teorias de gestão se quiser se alinhar com o mundo exponencial. Uma das formas de acompanhar as mudanças aceleradas é ir além do conhecimento tradicional e acadêmico que se mostra engessado no contexto atual.

Para as empresas que cresceram em um mundo mais linear e estão atravessando um período mais dinâmico e em transição, soma-se o desafio de conseguir inovar sem perder a essência, a exemplo de companhias que, mesmo tradicionais, conseguem assimilar as transformações. Esses são alguns pontos trazidos pelo cofundador da HSM, José Salibi Neto, convidado mais recente do MESA AO VIVO. O mentor de empresas e palestrante ajudou a introduzir no Brasil os principais conceitos de Gestão Contemporânea nos últimos 25 anos, período em que conviveu e trabalhou com os principais pensadores da gestão como Peter Drucker, Jack Welch, Michael Porter, Philip Kotler, Jim Collins, entre outros.

A visão da gestão das empresas vem se transformando nas últimas quatro décadas, mas mais veloz e profundamente nos últimos anos. Atualizar-se nesse cenário expõe que a forma de aprender está mudando. O conhecimento é cada vez mais vasto e mais acessível, o que abre a necessidade de aprendizagem mais assertiva, haja vista a crescente oferta de programas e certificações. Isso revela outra necessidade: aprender e pôr o conhecimento em prática.

As iniciativas de transformação digital nas empresas encontram entraves principalmente na cultura da gestão. Existe a inovação por meio das startups ou de tecnologia – e não há nada de errado em fazer aquisições ou criar centros de inovação – porém, o empreendedorismo pode às vezes se sobrepor à gestão. Essa tentativa de não ficar para trás, obsoleto, pode criar um descompasso onde novos aprendizados e novas experiências de gestão não se equalizam.

Para que as empresas construam um ambiente para as transformações adequadas aos seus negócios, os conselhos, responsáveis pelas diretrizes do futuro das empresas, devem estar atentos para identificar os caminhos que estão sendo tomados pelos altos executivos. Numa espécie de “sabático de aprendizado”, arejar os conhecimentos e buscar requalificação contribuirão para que se perceba o que está acontecendo e como resolver problemas.

Na nova era da tecnologia, as inovações provocam um novo comportamento no cliente e abrem mais possibilidades para os negócios. Alinhar conhecimento com prática depende cada vez mais em se atualizar e adquirir novas competências de forma consciente e contínua, que garanta que a gestão da empresa transforme de fato a si mesma.

*Respectivamente, sócio e presidente e sócio, fundador e presidente do conselho da MESA Corporate Governance

25

Jul

[ARTIGO] A nova era do profissional de compras

*Por Herbert Scheiner

Ter um profissional dedicado às compras sempre foi indispensável para as empresas. Mas, com a aceleração da transformação digital e a consequente automação dos processos, o comprador deixou de ser mero coadjuvante operacional e ganhou protagonismo, tempo e inteligência para desempenhar funções mais estratégicas dentro das companhias. Outro fator que evidenciou seu papel importante foi a pandemia. As crises de saúde e econômica do país impactaram o supply chain, evidenciando a necessidade de compradores preparados para manter a continuidade e eficiência das operações nas empresas.

Diante do novo cenário, saber implantar e utilizar tecnologias é indispensável para o profissional que deseja estar em dia no mercado. Os recursos digitais trazem benefícios, como redução de custos, agilidade nos processos de compras, compliance e governança, uniformização de fluxos, informações mais organizadas e disponíveis, redução de carga burocrática e colaboração com a cadeia de fornecimento.  

Essas vantagens tecnológicas direcionam o comprador ao que realmente importa em uma compra: análise crítica e busca constante pelo melhor cenário em uma negociação. Para isso, destaco aqui habilidades não técnicas, também chamadas de soft skills, que ganharam destaque maior na carreira do profissional de compras. Comunicação, autonomia, colaboração e flexibilidade são apenas algumas das competências que devem acompanhar a nova era da profissão. 

Ter um bom relacionamento com a cadeia de fornecimento para conquistar parcerias sustentáveis e sólidas, tanto nas situações normais quanto nos momentos de crise, exige tempo e dedicação. Aqui, podemos destacar a criação de processos de gestão de riscos (previstos ou não) e a visão ampla sobre o nível de parceria com cada fornecedor. Também é importante manter uma base de fornecedores homologada e avaliada, a fim de mitigar riscos que comprometam o resultado da companhia, como desabastecimento, corresponsabilidade fiscal e trabalhista, entre outros fatores que podem destruir a reputação e imagem da organização.

A proatividade e o conhecimento das áreas em que atende são habilidades necessárias, pois podem auxiliá-lo no desenvolvimento de novos fornecedores e no alinhamento de diferentes projetos junto às necessidades e estratégias da empresa.

Reforço que, para consolidar processos que garantam um foco maior em aspectos mais estratégicos, o profissional de compras deve ter a tecnologia como principal aliada e nunca encará-la como uma ameaça. O mercado atual exige que o profissional seja analítico, trabalhe com indicadores de performance e tome decisões cada vez mais assertivas. Acredito que, em breve, muitas empresas terão um ecossistema tecnológico que permitirá à área de compras gerenciar todas as frentes da cadeia de suprimentos de forma clara, rápida e muito orientada a dados. Então, quem for avesso à tecnologia, vai ficar para trás. 

*Herbert Scheiner, supervisor de compras BPO (Business Process Outsourcing) do Mercado Eletrônico.

24

Jul

[ARTIGO] O caminho para formar novos leitores parte do digital

*Por Edna Gambôa Chimenes 

O leitor contemporâneo tem, ao seu dispor, diversas possibilidades de leitura que foram criadas com a revolução da cibercultura e do livro eletrônico. E elas trazem impactos irreversíveis às formas de leitura, pois precisam atender as expectativas desse novo contexto.

A professora e pesquisadora Lúcia Santaella, em seu livro  “Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo”, aponta que os tipos de leitores, de forma geral, são: o contemplativo que apresenta uma leitura mais estática, o movente que lê fragmentado, sendo mais híbrido e dinâmico, o imersivo que é virtual, fruto do ciberespaço – gosta de interação entre palavras, imagens, documentação, música, vídeo e etc. E há, ainda, o leitor ubíquo que possui grande capacidade cognitiva para utilizar os diferentes recursos multimídias.

Partindo dessas definições, o grande obstáculo na formação do “novo leitor” é fazê-lo desenvolver a capacidade de ler não só uma linguagem puramente verbal, escrita, mas que saiba mesclar diferentes habilidades ao considerar vídeos, imagens, hiperlinks e outros como recursos para a interação e compreensão do assunto acessado.

O desafio é maior, em especial, na tarefa educacional de formar leitores que busquem o conhecimento de forma rizomática, ou seja, que usem diferentes caminhos, espaços e tempo, sendo ativos e participativos na ação da leitura. Além dessas características ligadas ao meio digital, uma parcela dos leitores contemporâneos traz aspectos da leitura impressa, híbrida e dinâmica, em uma experiência bastante diferente do que era vista nos leitores puramente contemplativos.

Considerando o cenário atual do Brasil, e partindo da pesquisa sobre a existência e uso das bibliotecas nas escolas (realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Instituto de Ensino e Pesquisa – INSPER), nota-se que o exercício e incentivo à leitura é algo defasado ao termos um índice de 61% de escolas estaduais e municipais sem este espaço. Entre as escolas particulares, mesmo que em menor proporção, há também uma defasagem com 27% delas sem biblioteca ou sala de leitura.

Com isso, é possível notar a diversidade de tipos de leitores quando nem todos possuem fácil acesso às obras impressas. E isso se estende ao pensarmos que boa parte das mídias não chegam à totalidade da população, fazendo com que o desafio da inserção da tecnologia no cotidiano escolar seja ainda maior para que haja, de fato, a inclusão digital de todos.

Atualmente, no contexto que vivenciamos com a pandemia, aproveitar e utilizar as ferramentas trazidas, em especial, pela literatura eletrônica faz com que se busque garantir um letramento digital aos usuários, para que eles desenvolvam e aprimorem a linguagem, bem como as habilidades de compreensão e interpretação, todos elementos primordiais em quaisquer modos de leitura.

O aumento do uso da tecnologia nas escolas, proporcionado pelas aulas remotas, deve ser visto como um ponto a mais para a efetivação desses recursos no dia a dia do desenvolvimento educacional. Ao buscar uma formação significativa, que contemple o digital, não se exclui o impresso, é importante frisar que ambos são complementares. Cabe a reflexão sobre os caminhos a serem escolhidos para a formação do leitor. Já que o ciberespaço é tão presente no cotidiano de tantos indivíduos em formação, por que não iniciar uma construção literária partindo do digital para chegar ao impresso?

*Edna Gambôa Chimenes é mestre em Estudos de Linguagens e Tutora dos Cursos de Pós-Graduação na Área de Comunicação do Centro Universitário Internacional UNINTER

22

Jul

[ARTIGO] Cascudo na Academia de Medicina

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Para proferir palestras sob o título “Cascudo: uma janela de ser e ver o mundo”, a Academia de Medicina do Rio Grande do Norte teve a honra de receber, na noite de 06 de julho/2021, as pesquisadoras Daliana Cascudo Roberti Leite e Camilla Cascudo Barreto Maurício, Presidente e Vice-Presidente do Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo. Em ambiente virtual, as duas convidadas, netas do patrono do Ludovicus, foram fluentes na abordagem do tema proposto, bem como mostraram-se seguras quanto ao conhecimento da vasta e significativa obra de Luís da Câmara Cascudo, a quem o escritor Diogenes da Cunha Lima chamou de “símbolo de brasilidade”.

Recebi da Presidente da Academia Selma Jerônimo, e do Vice-Presidente Alexandre Sales, a missão de fazer a saudação às ilustres convidadas, além de coordenar os debates. Foi uma noite memorável vivida pela Academia de Medicina, conforme as próprias palavras da confreira Selma Jerônimo, ao encerrar o evento, no qual palestrantes e participantes interagiram de forma brilhante, descontraída e animada sobre a vida e o legado cultural de um autor que soube reunir erudição clássica com os saberes da alma do povo. 

Na saudação que fiz às duas palestrantes, ressaltei o grande mérito de Daliana e de Camilla Cascudo, pois têm a responsabilidade pela preservação e pela difusão do legado cultural do escritor, antropólogo, sociólogo, etnógrafo, poeta, historiador, folclorista e professor Luís da Câmara Cascudo (30/12/1898-30/07/1986).  Na gestão do Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo, ambas se desdobram para manterem o objetivo principal dessa instituição, missão exercida com muito amor, devoção e conhecimento de causa.

Relembrei que Luís da Câmara Cascudo foi casado com a senhora Dáhlia Freire Cascudo, e o casal teve dois filhos: Fernando Luís e Anna Maria. Fernando logo cedo deixou a casa paterna e se mudou de Natal, enquanto Anna Maria seguiu sempre os passos intelectuais do pai. Formou-se em Direito e integrou o Ministério Público do RN, o Instituto Histórico e Geográfico do RN e a Academia Norte-rio-grandense de Letras. Com a morte de Câmara Cascudo, em 1986, e de dona Dáhlia, em 1997, Anna se viu no dever de tudo fazer para preservar a memória cultural do seu pai, um dos maiores escritores do Brasil, de todos os tempos.

Assim, Anna Maria, mãe de Newton, Daliana e Camilla, criou o Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo, em 2010, contando com o apoio da família e, em especial, do esposo Camilo Barreto, com quem foi casada em segundas núpcias.  Já viúva, em 2015 faleceu Anna Maria Cascudo Barreto e, dessa forma, as filhas Daliana e Camilla Cascudo assumem a Direção do Ludovicus, ou seja, assumem a grande responsabilidade de manterem viva uma das mais relevantes memórias culturais do nosso país, missão que vem sendo exercida com muito amor, preparo e competência. O Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo é um orgulho do RN e do Brasil.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN