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Mai

[ARTIGO] Como mudar o estado emocional de uma pessoa?

*Por Clemilda Thomé

Emoções são programas de ações coordenadas pelo cérebro. É algo que se desenrola com atos sucessivos e que gerenciam alterações em todo o corpo. Não tem nada a ver com aquilo que se passa pela nossa mente.

O sentimento é, por definição, a experiência mental que nós temos daquilo que estamos passando. É a representação subjetiva de nossas emoções. A emoção é automática.

Eu gosto muito de compartilhar histórias reais de superação e reunir campeões para afirmar que o sucesso é uma decisão, mostrando por meio de exemplos, que só passamos a conquistar aquilo que almejamos quando mudamos de atitude e começamos a ser gratos.

Mas como mudar o estado emocional de uma pessoa? A saída ocorre por meio de uma tríade:  foco, linguagem e fisiologia. É preciso controlar os pensamentos e mudanças na comunicação; e investir em processos e foco. Eu busquei esse caminho e graças as minhas mudanças internas e do meu estado emocional, hoje sou uma das mulheres de negócio mais influentes do país.

Eu me recordo com carinho dos ensinamentos de minha mãe, que sempre falou sobre a importância de ser humilde, de olhar o outro, e para o outro. E hoje entendo o quanto os ensinamentos me guiaram ao longo dessa trajetória. Saía sozinha pela cidade, ainda criança, buscando auxiliar minha família e garantir meu sustento. Não sabia sequer falar, era tímida, e não sabia nem mesmo o que era um telefone, mas ainda muito jovem fui ser telefonista. Por isso, digo com a certeza de quem passou pela experiencia, de que a diferença está naquele que sonha e luta para se desenvolver e evoluir.

Uma dica que dou é: não tenha medo de cobrar e de vender, porque o dinheiro flui. Além disso, é preciso ser responsável pela sua riqueza e fazer da frase ‘Eu termino tudo o que eu faço. Eu vou até o final. Eu não desisto nunca’ um mantra diário. São esses pensamentos que irão mudar seu estado emocional para melhor e impulsionar suas ações para o caminho do sucesso.

O Instituto Sou 1 Campeão, o qual faço parte com meus sócios Mamá Brito e Rodrigo Minotouro, tem a missão de modificar a vida de pessoas que procuram transformar dificuldades e diversidades em realizações. Os alunos aprendem sobre performance física, prosperidade financeira e equilíbrio emocional, ou seja, um tripé do conhecimento como o caminho completo e necessário para executarem planos de vida e de negócios. Além disso, aprender sobre desempenho físico e histórias reais de superação para motivá-los a investir em si mesmos, pois acreditamos piamente que nunca é tarde para alcançar seus objetivos.

Ouça músicas inspiradoras, crie uma rotina diária com exercícios físicos, e alimentação saudável. Faça uma lista de tudo o que deseja fazer em vida e procure cercar-se de pessoas positivas e de conteúdos prósperos, como filmes, livros e cursos que vão de encontro com o aquilo que você deseja conquistar.

Seja sincero consigo mesmo e pergunte-se coisas como “Isso que tenho feito está ajudando a minha comunicação? Está me servindo bem?”

É preciso que você aprenda a usar sua inteligência emocional a seu favor, e sabendo fazer isso, estimular seus pensamentos e autoanálise para perceber que você merece tudo aquilo que deseja. Esse é o início de uma mudança de hábitos, pensamentos, comunicação e até mesmo do seu lado empreendedor.

*Nascida em 1954, na Cidade de Sapopema,interior do Paraná, filha de pais agricultores, foi uma das primeiras empresárias no Brasil a se tornar bilionária ao vender sua empresa NEODENT para uma multinacional suíça. Hoje, é uma das mulheres de negócio mais influentes do país. Participa ativamente da gestão de suas empresas, no Conselho de Administração da DSS Holding, mas tem como seu maior legado, a promoção da educação, que ela acredita ser o maior agente das mudanças e desenvolvimento do país. Exatamente por esse foco, Clemilda, faz parte do Instituto Sou 1 Campeão que oferece cursos voltados para performance física, prosperidade financeira e equilíbrio emocional, ao lado do Treinador Comportamental Mama Brito e do ídolo do MMA mundial Rogério Minotouro. Um dos únicos institutos capacitados para oferecer esse tripé do conhecimento como o caminho completo e necessário para ajudar pessoas a executarem planos de vida e de negócios.

1

Mai

[ARTIGO] Tendências no Futuro do Trabalho

*Por Leonel Nogueira

Não é segredo que o ambiente organizacional foi severamente impactado pela pandemia do coronavírus. Antes, muitos acreditavam que os escritórios eram essenciais para a produtividade e, de um dia para outro, as organizações se adaptaram a uma rotina completamente nova, adotando tecnologias que possibilitaram o trabalho remoto. Assim, 2020 foi marcado por esta quebra de paradigma, em que percebemos ser possível trabalhar de qualquer lugar e a qualquer tempo, graças à transformação digital. Agora em 2021, cada vez mais as organizações estudam a possibilidade de manter o trabalho remoto, ainda que de forma parcial, em uma rotina de trabalho híbrida.

O recém-publicado Microsoft Work Trend Index, em março de 2021 - resultado de um estudo realizado através da análise de trilhões de dados de produtividade oriundos do Microsoft 365 e do LinkedIn, além de entrevistas com mais de 31 mil pessoas em 31 países incluindo o Brasil, aponta que 73% dos entrevistados apoiam e desejam que o trabalho remoto permaneça de forma híbrida, possibilitando que os colaborares aproveitem a flexibilidade do trabalho remoto, sem perder a interação do presencial.

Na mesma linha, o estudo ‘Projetando 2030uma visão dividida do futuro’ analisou os impactos das tecnologias até 2030. A pesquisa, encomendada pela Dell Technologies ao Institute For The Future, contou com a participação de 3.800 líderes de médias e grandes corporações em 17 países, incluindo o Brasil. De acordo com o estudo, no país o potencial de mudança no futuro do trabalho remoto ainda é tímido: apenas 38% dos brasileiros afirmam que o novo estilo de trabalho permite mais concentração nas atividades, 36% conseguem um melhor equilíbrio entre as vidas profissional e pessoal, 29% sentem que são mais produtivos quando não precisam gastar tempo se deslocando para outro lugar para começar o expediente.

Outro dado interessante, é que os brasileiros tendem a priorizar as interações pessoais, quando questionados sobre a melhor forma de contato com os colegas de trabalho, 55% apontam que preferem conversar face to face, enquanto apenas 7% optam pelo uso do telefone, 7% pelo vídeo e 31% não têm um formato preferido. Além disso, apenas 31% dos trabalhadores entrevistados apontaram que têm o suporte necessário para trabalho remoto e 93% estão enfrentando algum tipo de obstáculo para sentir que lideram uma empresa digital de sucesso.

Dados que, analisados em conjunto, ressaltam o momento de transformação e aprendizado que as organizações estão passando. Apesar deste cenário, 51% dos brasileiros consideram que a tecnologia torna o trabalho bem mais fácil, contra uma média mundial de 34%. Desta forma, o futuro da transformação do local de trabalho vai depender diretamente da cultura organizacional onde os trabalhadores estão inseridos. Os líderes precisam se adaptar para atender às novas expectativas dos colaboradores, como desenvolvimento de novas habilidades, acompanhamento e experiências personalizadas e suporte holístico para o bem-estar, mesmo enquanto trabalham remotamente.

A exemplo, o estudo ‘Acelerando a jornada para RH 3.0’, conduzido em parceria pela IBM e a Josh Bersin Academy (que capturou as percepções de mais de 1.500 executivos globais de RH entrevistados em 15 setores em 20 países, incluindo o Brasil), destacou o caso do Burger King Brasil. Segundo o estudo, a organização é exemplo pela rápida resposta às expectativas e necessidades de seus trabalhadores neste período de pandemia. O BK Brasil, em parceria com a IBM, criou um assistente virtual, baseado no Watson Assistant, para fornecer durante a pandemia suporte de autoatendimento aos 16 mil funcionários da empresa e, em média, respondeu a 1.100 perguntas por dia em apenas 1 mês.

Já o estudo Work 2035 (realizado pela Citrix com 500 líderes C-suite e 1.000 funcionários da companhia), aponta que o uso de ferramentas de Inteligência Artificial será forte aliado neste processo de transformação do trabalho, nos tornando mais inteligentes, eficientes e até abrindo novas funções no mercado de TI. No estudo, 82% dos líderes de negócios apontam que todas as organizações terão um Chefe de Inteligência Artificial (CAI) até 2035, trabalhando em "uma equipe homem-máquina" para otimizar as rotinas diárias e orientar as decisões de negócios. Apesar de ser uma tendência, mais da metade dos líderes (58%) não acreditam que delegar tarefas às máquinas trará mais satisfação ao trabalho.

Em síntese, a revolução digital é uma realidade e, cada vez mais, faremos um uso massivo de tecnologias, mas para compreendermos o futuro do trabalho é fundamental entender que o papel da tecnologia é prover todas as ferramentas necessárias para otimizarmos o trabalho. Porém, apenas a tecnologia sem profissionais capacitados e uma cultura organizacional que vá muito além das ferramentas, com lideranças inclusivas, colaborativas e capazes de tomar decisões equilibradas, não seremos capazes de nos desenvolvermos enquanto organizações, reter talentos e atingir metas.

*Leonel Nogueira é CEO da Global TI

30

Abr

[ARTIGO] Uma vida sem covid

*Por Daladier Pessoa

No jornal Folha de S. Paulo, uma matéria prendeu minha atenção, a começar pelo título: “Uma vida sem Covid”. Assinada pela jornalista Luísa Pécora, a recente produção se refere a depoimento de uma brasileira que mora na Nova Zelândia, casada com um neozelandês. O casal estava no Havaí quando a pandemia se agravou, em março de 2020, e resolveu regressar, ou para São Paulo, onde morava, ou trocar as passagens para a Nova Zelândia. Os dois seguiram a lógica a favor da segunda opção, por anteverem maior controle da pandemia em um país pequeno e com cerca de 5 milhões de habitantes. Essa decisão, porém, não foi tão fácil, pois, do dia para a noite, tiveram de largar tudo em São Paulo, e foram morar do outro lado do mundo, sem ao menos se despedirem da família e dos amigos, levando somente uma mala de viagem.

“Se fosse possível a um cidadão brasileiro entrar agora em um avião, cruzar o Oceano Pacífico e pousar na Nova Zelândia, a sensação seria a de desembarcar não em outro país, nem em outro planeta, mas em 2019”. É assim que começa essa excelente produção jornalística, como se fora uma ficção científica, na qual o ser humano retorna a tempos já vividos.  Tempos nos quais eram frequentes os apertos de mãos, os abraços e beijos de afeto, as comemorações, as festas e aglomerações sem máscaras. E a brasileira, também jornalista, diz que foi dessa maneira, sem medo de ser feliz, que ela celebrou a Páscoa de 2021, mesmo com saudades do seu país, e com lembranças das tormentas que afligem o Brasil, causadas pela Covid-19. Ela aborda um índice pouco conhecido, voltado para a Segurança Global em Saúde (GHS, na sigla em inglês), que, em outubro de 2019, rankeou 195 países quanto à capacidade de lidar com pandemias ou epidemias. O Brasil foi considerado o 22º país mais preparado, e a Nova Zelândia o 35º. Em janeiro de 2021, o mesmo instituto elegeu a Nova Zelândia como o país que melhor lidou com a Covid 19, enquanto o Brasil ocupou uma das últimas posições. 

A reportagem muito se detém no papel do governo neozelandês no controle da pandemia, com ênfase para as ações da jovem presidente do pais Jacinda Ardern, de 40 anos. Logo nos primórdios da pandemia, ela fechou as fronteiras do país e decretou rígido lockdown nacional, por seis semanas, e, ao mesmo tempo, concedeu ajuda financeira às empresas e aos trabalhadores.  Além de outras medidas eficazes, o país criou programa de vacinação no qual não faltam doses conforme o planejado. No dia 30 de março passado, a Nova Zelândia registrou dois casos novos, e o Brasil, com população 40 vezes maior, registrou 84.000. Não é à toa que a revista Nature escolheu o nome de Jacinda Ardern entre os 10 mais destacados do mundo em 2021.  Afinal, até o presente, a Nova Zelândia registra 26 mortes e um total de 2.600 casos de Covid 19. A premiê neozelandesa recomenda:  “Sejam fortes e sejam generosos”. 

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN

25

Abr

[ARTIGO] Segurança Digital nas Pequenas e Médias Empresas

*Por Ghassan Dreibi

É empolgante liderar a segurança em pequenas e médias empresas. Enfrentamos muitas das mesmas ameaças das grandes companhias. Com a ênfase crescente na segurança da cadeia de suprimentos, compartilhamos as mesmas obrigações de compliance. Estamos mais próximos da liderança do negócio e da equipe de TI. Com uma fração dos recursos, realizamos o impossível trimestre após trimestre, ano após ano. É emocionante, mas tem suas incertezas.

Conforme definimos a estratégia e implementamos programas de segurança, muitas vezes há um ponto cego na eficácia de qualquer prática. Há evidências de que os investimentos em segurança resultam em resultados mensuráveis? Como sabemos o que funciona e o que não funciona? Essas são as perguntas que a nova edição do estudo Cisco Security Outcomes para pequenas e médias empresas busca responder.

Práticas comprovadas para resultados de segurança
O Cisco Security Outcomes Study mostrou as práticas de segurança que mais impulsionam o sucesso do programa de segurança nas empresas. Mais de 4.800 profissionais ativos de TI, segurança e privacidade de todo o mundo participaram do estudo. Desses participantes, 857 representam PMEs e suas respostas constituem a base do novo relatório.

O novo estudo revelou que as pequenas e médias empresas superam as companhias de grande porte em termos de construção de abordagens de segurança para manter os negócios funcionando, com 44% dos entrevistados relatando sucesso. Também há evidências convincentes de que o poder da TI e da segurança trabalham juntos para gerenciar melhor os riscos. Porque? Talvez a redução de silos e camadas. Talvez os relacionamentos fortes que o fato de fazer parte de uma organização menor promove.

Não há margem para erros nas equipes de segurança das pequenas e médias empresas. Com equipes pequenas e orçamentos reduzidos há uma pressão maior para aproveitar ao máximo o que se tem. O valor deste estudo em identificar o que contribui para a segurança bem-sucedida não pode ser subestimado.

O relatório é estruturado em torno dos tópicos de habilitação dos negócios, gestão de riscos e operação eficiente. Com isso, os líderes podem  selecionar um tópico principal no estudo e encontrar os resultados relacionados ao tema, e trabalhar nas práticas que estão correlacionadas a esse resultado. Por exemplo, dado o objetivo de acompanhar os negócios, podemos ver que práticas como resiliência de resposta a incidentes e recuperação de desastres desempenham um papel incrível.

Como o relatório examina 25 práticas de segurança e destaca quais ações aumentam as chances de obter resultados de segurança, também podemos usar essas descobertas para maximizar os dados existentes. Vamos tomar como exemplo a criação de uma cultura de segurança. Isso geralmente está associado ao aprendizado com incidentes anteriores e à criação de uma estratégia de segurança sólida. Uma organização com um programa de cultura forte pode expandir o programa para incluir essas práticas, ampliando assim o que já está indo bem.

Fatores para o sucesso da segurança nas PMEs
As descobertas do novo estudo são um lembrete de que o tamanho da empresa não deve impedir a construção de um programa de segurança cibernética. Na verdade, o relatório revelou três práticas que são fatores-chave para o sucesso geral deste programa:

Foco: fique de olho nas suas prioridades. O foco é fundamental para a execução de qualquer estratégia de segurança, mas isso é especialmente verdadeiro quando sua equipe de TI é esticada em várias direções.

Resiliência - O sucesso está na preparação para o fracasso. O planejamento de resiliência compensa, e a recuperação antecipada de desastres é o maior diferencial de sucesso para pequenas e médias empresas.

Modernização: as ameaças modernas precisam de tecnologia moderna. Empresas de pequeno e médio porte com tecnologia moderna alcançam taxas de sucesso mais altas em cada um dos 11 resultados que medimos.

Defender as organizações contra ameaças cibernéticas é difícil para qualquer empresa, independentemente do tamanho, especialmente quando os recursos são limitados. Leia o  estudo de resultados de segurança para pequenas e médias empresas para saber como as PMEs estão prosperando com uma forte estratégia de segurança cibernética.

*Por Ghassan Dreibi - diretor de Cibersegurança da Cisco América Latina

24

Abr

[ARTIGO] Vício em redes sociais: quais os riscos para a saúde mental?

*Por Rosangela Sampaio

“Conectando-se às redes sociais sempre que possível”; “Fique on-line o mais rápido possível”; “Faça assim que se levantar e seja a última coisa a fazer antes de dormir”; “Reduza o tempo gasto em tarefas habituais, como comer, dormir, cumprir obrigações”. Todas essas afirmações são sinais claros de um “Viciado em Redes Sociais”!

Não saber como gerenciar o uso das redes sociais pode levar a inúmeras consequências negativas, como prejudicar nossos relacionamentos, nossa concentração ou causar estresse e ansiedade.

É óbvio que as redes sociais mudaram nossas vidas. Raramente, hoje as pessoas não têm um perfil no Twitter ou uma conta no Facebook, principalmente entre os jovens. Não apenas usamos as redes para nos comunicarmos de forma rápida e eficaz, mas agora desejamos ser fisgados pela necessidade de viver continuamente nos conectando digitalmente.

Muitas pessoas não concebem mais sua vida sem compartilhar absolutamente tudo o que fazem ou sem exibir suas fotos no Instagram, WhatsApp e Facebook, que são as três redes mais utilizadas no mundo. No longo prazo, esses tipos de atitudes podem acabar sendo prejudiciais.

Abusar dessas ferramentas ou fazer uso excessivo delas pode gerar inúmeros problemas. Por exemplo: elas podem fazer com que percamos nosso spam de atenção e negligenciemos tarefas importantes.

Se algo for além e desenvolvermos dependência da internet, especificamente das redes sociais, podemos encontrar muitos mais problemas. São coisas muito sérias como ansiedade ou tristeza extrema e descontrolada.

As redes sociais e o distanciamento

Redes sociais e sistemas de mensagens são atraentes para os jovens porque seus sistemas operacionais envolvem resposta rápida, recompensas imediatas e interatividade.

A princípio, o uso é positivo, desde que não descuidem das demais atividades de uma vida normal para estudar, trabalhar, praticar esportes, praticar hobbies, sair com amigos ou interagir com a família.

Outra questão é quando o abuso das redes sociais causa distanciamento da vida real, induzindo ansiedade, baixa autoestima e perda da capacidade de autocontrole.

As motivações das pessoas para terem contas em redes sociais são múltiplas, sendo visíveis para os outros, reafirmando a identidade entre o grupo, estarem ligados a amigos ou trocando fotos, vídeos ou música.

Mas uma coisa é o mau uso das redes sociais e outra é um vício. O termo “dependência de redes sociais” é duvidoso porque não aparece como tal na atualidade nas classificações psiquiátricas.

Porém, para além do uso indevido, podemos falar de dependência quando o seu uso implica uma perda de controle, uma absorção do nível mental e uma alteração grave no funcionamento diário da pessoa afetada.

Há mal das pessoas se viciarem em story, feed e afins?

O viciado desfruta dos benefícios da gratificação imediata, mas não percebe as possíveis consequências negativas a longo prazo.

Portanto, o abuso das redes sociais pode facilitar o isolamento, o mau desempenho social, o desinteresse por outras questões e até mesmo alterações de comportamento como irritabilidade, bem como estilo de vida sedentário ou distúrbios do sono.

As principais causas do vício em redes sociais são as seguintes:

Estandardização: experiência positiva e criativa que deixa de existir no momento em que a pessoa já não a desfruta, mas sente que a sua vontade está sujeita à necessidade constante de interação;

Solidão: a internet é uma janela de relacionamento social para todos. Porém, quem vive um período de solidão fica mais vulnerável ao risco de dependência, pois observa neste elo de comunicação um substituto para aqueles vazios e deficiências emocionais;

Alimentação do ego: projetar um universo em que a vaidade parece uma constante a partir de imagens protagonizadas por aquele que mostra sorrisos infinitos e um estilo de vida de sonho;

Falta de inteligência emocional: diferentes fatores, por exemplo, barreiras no campo das habilidades sociais, podem fazer com que a pessoa se sinta mais confortável ao interagir pela internet e não no “mundo real”.

As novas tecnologias podem nos ajudar em muitos aspectos, mas também nos causar problemas.

Se prestarmos mais atenção ao que acontece na tela do que ao que acontece na realidade, as consequências podem ser desastrosas. Interagir com outras pessoas e pensar sobre nossa saúde são prioridades muito mais importantes do que a internet, e isso é algo que devemos ter em mente.

*Rosangela Sampaio é psicóloga e apresentadora do programa Mulheres Em Flow. Saiba mais em @rosangelasampaiooficial e @mulheresemflowoficial.

21

Abr

[ARTIGO] Influenciadores internos além da liderança: entenda como eles mudam o clima organizacional

* Por André Franco

Os influenciadores digitais ganharam força nos últimos anos, graças ao crescimento do uso da internet. Mas você já parou para pensar que existem profissionais com os mesmos perfis no ambiente de trabalho? São os chamados influenciadores internos – ou influenciadores da cultura organizacional, em algumas empresas.

Esses colaboradores impactam diretamente no clima organizacional da empresa, justamente pelo poder de influência que possuem sobre seus colegas. Por esse motivo, você precisa saber quem são esses influenciadores e como incorporá-los à sua estratégia de Comunicação Interna o quanto antes.

Influenciadores internos não são apenas os líderes

Quem pensa que só a liderança pode influenciar os grupos de trabalho está terrivelmente enganado. Em 2014, a consultoria McKinsey já apontava que os padrões do influenciador quase nunca seguiam o organograma. Colaboradores de vários níveis da hierarquia podem influenciar positiva e negativamente seus pares.

“Isso acontece porque o poder de influência no ambiente corporativo é ligado diretamente às relações entre as pessoas. Quando alguém carismático e influente fala, é natural que outros ouçam. Se o colaborador é respeitado e confiável, suas palavras e ações tornam-se poderosas”.

Essa influência pode, inclusive, não ficar restrita ao departamento do funcionário. Se o influenciador interno consegue transitar em outras áreas e construir pontes com essas pessoas, sua zona de impacto aumenta.

De acordo com o estudo realizado pela IC Kollectif em 2017, colaboradores valorizam mais quando conversam com pessoas “como elas” do que com a liderança.

Por isso, é importante identificar quem são esses influenciadores para contar com eles como aliados em ações que visam o engajamento e um clima organizacional positivo.

Como encontrar influenciadores internos?

A porcentagem de influenciadores em uma organização pode ser pequena, mas não deve ser subestimada. Ainda segundo o estudo da IC Kollectif, 3% do quadro de colaboradores se enquadram nessa categoria e podem ajudar a atingir 85% do quadro total de funcionários.

Alguns são fáceis de identificar, pois se destacam entre seus pares, mas existem também os influenciadores mais discretos. Para auxiliar as organizações, uma ótima opção é investir no uso da rede social corporativa, que propõe uma dinâmica diferente entre os colaboradores.

Por meio das postagens, é possível identificar padrões com métricas (quem são os usuários com posts que renderam mais engajamento?) e qual a zona de influência dessas pessoas (colegas da mesma área ou de outras também?).

Com a adoção do trabalho remoto por muitas empresas, esse tipo de canal ajuda a trabalhar o sentimento de pertencimento enquanto chega aos colaboradores, independentemente de onde estejam.

Segundo a Ragan Communications, as características dos influenciadores internos passam por:

  • Ser queridos pelos colegas;
  • Ter ampla rede de contatos;
  • Alcançar boa comunicação;
  • Entender a missão, visão e valores da organização;
  • Estar otimistas com seu trabalho e ansiosos para ajudar os outros.

O que fazer com os influenciadores internos?

Depois de identificar quem são essas pessoas, é necessário enxergar o potencial além do trabalho individual que desempenham regularmente, mas como um valioso canal de comunicação.

Esses colaboradores têm o poder único de tornar informações virais por meio de relações humanas, algo que nenhum outro tipo de canal pode fazer. Então, tê-los como aliados com certeza soa interessante para a estratégia de negócio, não é?

O segredo de um bom trabalho com influenciadores internos é mostrar a importância desse papel para a companhia como um todo sem transformar em uma atividade extra para o colaborador.

Por exemplo, se a empresa pretende inaugurar um novo local para descanso e relaxamento dos funcionários nos horários de refeição e/ou intervalos, levar os influenciadores internos para conhecerem em primeira mão pode ser uma boa alternativa para “espalhar a palavra” no boca a boca e também em canais digitais. 

Já imaginou um vídeo apresentando o espaço ou uma galeria de fotos com depoimento de quem entende na prática a utilidade do local? As chances de alcançar mais colaboradores é grande.

Essa “ajudinha”, que de “inha” não tem nada, pode ser usada em assuntos estratégicos, já que os demais colaboradores confiam nessas pessoas. Então, é papel da empresa redobrar a atenção para se certificar de que a informação propagada por esse grupo é correta e seja o que a companhia quer falar.

*André Franco é CEO do Dialog.ci, startup responsável por desenvolver uma plataforma online de comunicação interna e RH, que funciona como um hub para o colaborador e melhorar o engajamento dentro das empresas.

18

Abr

[ARTIGO] Cibersegurança terá ainda mais desafios em 2021

*Por Américo Alonso

Este ano deve ser ainda mais desafiador para a cibersegurança. Mesmo que as empresas já tenham evoluído em sua transformação digital ao longo do último ano – com a maior atenção para o trabalho remoto –, ainda há muito o que trabalhar na parte de segurança cibernética. O fato é que as tecnologias avançam, os processos ficam mais sofisticados, mas as pessoas continuam sendo a “perna” mais frágil desse tripé. Basta uma falha humana para comprometer toda uma rede corporativa.

Por isso, é importante ter em mente que, para manter seus sistemas, redes e dados seguros, são necessárias diversas ações – incluindo tecnologias e conscientização de funcionários. Em nível global, 2021 vai ser um ano muito particular. Além da pandemia – que requer maior atenção por causa do trabalho remoto –, há a retomada dos negócios, das operações e a adaptação a um cenário completamente diferente do que vivíamos meses atrás. 

Nesse sentido, em relação ao mercado, estamos vendo um aumento em áreas como segurança em nuvem, segurança em internet das coisas (IoT), ambientes industriais (OT) e identidade digital. Isso porque temos a necessidade de manter o trabalho remoto, o que fez que muitas empresas acelerassem a adoção de nuvem, aumentando as medidas de segurança para garantir que os dados fossem gerenciados de maneira segura.

Além disso, a LGPD coloca o assunto de segurança dos dados nos boards das organizações. O aumento de dispositivos conectados requer maior abrangência e efetividade das plataformas de segurança, o que faz necessário atuar de forma mais rápida e orientada à inteligência, como o caso das soluções de Managed Detection and Response (MDR). Sem o tradicional limite do escritório, é necessário garantir, ainda, que o acesso seja realizado por identidades verificadas, e isso requer soluções que permitam um provisionamento e uma manutenção das identidades ao longo de todo o ciclo de trabalho do funcionário na empresa, não somente o provisionamento.

Por isso, considero que os riscos de agora são os mesmos que tínhamos nos mundo “pré-pandêmico”, mesmo que boa parte das empresas se considere adaptada ao novo cenário. O ecossistema de segurança é muito ágil. Ainda temos os clássicos riscos de ataque ao perímetro e ataques de denegação de serviço distribuída (DDoS). Mas os atacantes modernos utilizam o elo mais fraco, que, geralmente, é o ser humano. Dessa forma, ataques de phishing têm evoluído como uma porta de entrada para ameaças mais sérias, como o ransomware. Além disso, o alvo dos atacantes já deixa de ser trocar a página da organização na internet e passa a ser obter dados de forma a vendê-los na dark web.

Dito isso, acredito que as empresas precisam compreender que, para obter a cibersegurança, é necessário dar início a uma jornada de digitalização e de comprometimento por parte das pessoas. As tecnologias – mesmo as mais avançadas – precisam estar em conformidade com o conhecimento dos funcionários. Os desafios devem continuar fortes em 2021. As empresas de tecnologia e fornecedoras de soluções, no entanto, têm trabalhado para suprir as necessidades das organizações pelo mundo. Com isso, devemos encontrar cada vez mais novos serviços e produtos dedicados a manter a segurança. 

*Américo Alonso é Chief Quality, Security & Data Protection Officer da Atos para América do Sul

17

Abr

[ARTIGO] Com a tecnologia 5G, o futuro deve ser para todos

*Por Marcelo Sato

Em 2020, ano marcado pelo trabalho remoto, ensino à distância, shows virtuais e encontros online com amigos e familiares, o Brasil atingiu a marca de 122 milhões de pessoas conectadas  à internet, sendo 88% desses usuários detentores de dispositivos móveis, segundo o mais recente relatório da ComScore. Nesse contexto, muito tem sido falado sobre a tecnologia 5G e o quanto ela representará o próximo passo em termos de conectividade. No entanto, no país, apenas a rede 5G DSS está disponível no momento. Essa rede, que não chega a ser o 5G de que se tanto fala, mas proporciona mais velocidade e uma latência menor nas aplicações, chegou ao Brasil por iniciativa das operadoras e serviu como primeiro passo para que o país, hoje, dê início a implementação da tecnologia do 5G standalone em todas as capitais - uma meta prevista para ser concluída em 2022 e que tem potencial para gerar um impacto de $1.2 trilhão na economia do País e um aumento de $3.08 trilhões na produtividade até 2035.

Para entender a diferença entre o 5G DSS e o 5G, antes é preciso esclarecer que, mesmo dependendo das redes atuais para funcionar e sendo esta uma curva de implementação mais rápida do que a ocorrida do 3G para o 4G, o 5G DSS é uma tecnologia com padrão 5G NR (New Radio) e, portanto, um avanço tecnológico em comparação ao 4G.  Ainda que com um desempenho superior ao da geração anterior, o 5G DSS, no entanto, não atinge a velocidade alcançada pelo 5G, que pode chegar a até 1,8 Gbps.

A chegada da conexão de quinta geração, novidade que ainda causa dúvida e curiosidade em parte da população, é um avanço tecnológico sem precedentes e irá impactar - de diversas maneiras - a vida de todos os brasileiros. Afinal, a tecnologia 5G irá viabilizar façanhas tecnológicas ao possibilitar que não apenas novas aplicações sejam desenvolvidas, como também sejam realizadas em tempo real. Telemedicina, aplicações AIoT (Artificial Intelligence of Things) e carros autônomos são exemplos de como essa tecnologia chegará ao Brasil para renovar o mercado e acelerar também o desenvolvimento de setores que são a base de nossa sociedade, como saúde, transporte e educação.

A relevância desses avanços em conectividade, em um âmbito nacional, traz destaque ao fato de que é fundamental que o 5G seja, além de implementado e comercializado, extremamente democratizado. Com a necessidade do distanciamento social e todas as mudanças de comportamento que a pandemia trouxe, o impacto das novas tecnologias se estende a todas as esferas do cotidiano e, portanto, não deve ser limitada a alguns. Em um momento em que somos lembrados sobre a importância do senso coletivo, é importante que o futuro chegue ao Brasil como um todo e não apenas para uma parte da população.

Em 2022, ano em que se impõe a missão de levar essa nova tecnologia aos quatro cantos do país, o mercado, com respaldo da iniciativa pública, terá um importante papel para garantir que todos tenham acesso a essa porta para o futuro. Às operadoras, cabe oferecer acesso à rede 5G por meio de planos acessíveis, enquanto empresas de tecnologia, como a realme, têm o compromisso de oferecer dispositivos que permitam essa conexão a um mundo de possibilidades. Afinal, o futuro é para todos. 

*Por Marcelo Sato é Gerente de Vendas Sênior da realme no Brasil

16

Abr

[ARTIGO] As doenças de Beethoven

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

A história da medicina inclui a vida e a obra de grandes médicos, ou de outros profissionais, cujas biografias revelam suas contribuições para o crescimento dessa área de estudos.  Ao longo dos séculos, desfilam nomes de homens e de mulheres, cujas vidas foram capazes de modular a saga que tem Hipócrates (460a.C.-377a.C.) como marco principal. Porém, poucos percebem que as vidas de grandes vultos da humanidade, em particular as doenças que sofreram, também importam para a história da medicina. Como separar, por exemplo, as obras-primas de van Gogh (1853-1890) da doença mental que o afligiu de forma constante?   A vida de van Gogh compõe uma página da história da medicina. Da mesma forma, a vida e as doenças de Beethoven, um dos maiores gênios da música em todo o mundo, também compõem outra página similar, pois suas enfermidades foram muito mais do que a bastante conhecida surdez.

Ludwig van Beethoven nasceu a 15 de dezembro de 1770, em Bonn, Alemanha, e faleceu a 16 de março de 1827, em Viena, Áustria.  O pai, músico da orquestra da corte, rude e alcoólatra, ao perceber o talento do filho, agiu com extremo rigor, no afã de obter ganhos com as apresentações do menino, opressão também sofrida por outro gênio da música, Amadeus Mozart.  Aos 11 anos, Beethoven começou a receber aulas de música, além de literatura e de filosofia, do culto e renomado compositor Christian Neefe, seu grande mestre.  Em 1792, o mais celebrado músico europeu vivo, Franz Joseph Haydn (1732-1809), logo após conhecer Beethoven, convidou-o a morar em Viena para ser seu aluno, o que ocorreu pouco tempo depois.

Em 1796, Beethoven começou a sentir perda da audição, progressiva e constante, fato que o levou, cinco anos depois, a escrever: “Eu estava a ponto de pôr fim à minha vida, devido a um mal incurável que, nos últimos seis anos, se agravou, nas mãos de médicos incompetentes.  A única coisa que me impediu de fazer isso foi minha arte”. Beethoven não teve uma infância feliz e foi infeliz com as mulheres, pois conheceu  apenas amores platônicos. Não casou e não deixou filhos.  Quase a vida toda sofreu de colite frequente (Doença de Crohn?), furunculose, episódios de hemoptise, hepatite, dores ósseas e reumáticas, otites, entre outras mazelas.  Sua certidão de óbito atestou cirrose hepática.  Nos últimos dias, pobre e cansado, pediu ajuda aos amigos de Londres, os quais, por meio da Philarmonic Society, mandaram-lhe 100 libras.  O dinheiro chegou tarde mas serviu para pagar os funerais.  Aos amigos, no leito de morte, ele teria dito:  “Aplaudi, amigos, a comédia acabou”. No entanto, há quem defenda que as últimas palavras do autor das nove mais famosas sinfonias foram:  “Vou ouvir no céu”. 

Para a história da medicina, Beethoven é um exemplo de paciente que, vítima de várias doenças, mesmo assim, revelou-se um singular gênio da música. 

*Reitor do UNI-RN

14

Abr

[ARTIGO] Saúde, sim. Economia e futuro, também! (por Amaro Sales)

*Por Amaro Sales de Araújo

Decorridos mais de doze meses da pandemia da Covid-19, voltamos à mesma mesa de negociações e, novamente, diante de quase

todos os temas já tratados em 2020. Um triste aniversário; o mesmo pesadelo. 

Mas há uma novidade na caminhada. Aliás, uma extraordinária novidade: a vacina! A campanha mais célere de vacinação deveria ser o grande foco de atuação para todos os Governos. As medidas de proteção, evidentemente, são necessárias e devem ser persistentemente lembradas e seguidas, além da ampliação dos leitos para enfermos da COVID - 19 nos hospitais. Entretanto, precisamos pedir com maior veemência o aumento de doses diárias da campanha de vacinação e a consequente maior imunização da população. Vacina já! 

A vacinação diminuirá, certamente, o número de enfermos graves e, consequentemente, o obituário. São mais de 330 mil brasileiros já falecidos! Um número bastante expressivo e, dentre eles, mais de 4.000 potiguares! Neste sentido, para mitigar os efeitos da pandemia e contribuir na ampliação da imunização, o Sistema FIERN (FIERN/SESI/SENAI/IEL), numa parceria com a Prefeitura Municipal do Natal, lançou o “Ação pela Vida” com 25 pontos de vacinação contra COVID - 19, sendo 15 em sistema drive thru e 10 para pedestres, instalados no Complexo CTGAS-ER/SESI Clínica. 

Não tem sido fácil! Por outro lado, não podemos simplesmente parar. Já diminuímos muito a velocidade (em tudo). Os empreendedores sentem; o desemprego sobe; a circulação de renda diminuiu significativamente. Precisamos encontrar um equilíbrio na contenção das gravíssimas situações sanitária e econômica. Não é um exercício fácil, mas precisa ser feito. 

Neste sentido, com o novo Decreto do Governo do Rio Grande do Norte, diversas atividades voltaram a funcionar. Acredito que, atendidos os protocolos de segurança, todas as atividades econômicas precisam reabrir. No próximo ciclo, com a edição de um novo Decreto Estadual, esperamos que seja restabelecida a autorização de funcionamento para mais atividades. Compreendemos o esforço geral pela diminuição do contágio e, como decorrência, das internações hospitalares. Mas, as aglomerações de pessoas, em regra, não estão nas lojas comerciais ou em empreendimentos da agricultura e da indústria. A energia de contenção deve se voltar, efetivamente, para as evidências de maior risco e as empresas, atendendo aos protocolos de prevenção, não podem mais parar. É importante lembrar, também, que o isolamento social é apenas uma das estratégias. Não é a única! 

As outras medidas adotadas em relação a ampliação de leitos hospitalares, auxílio financeiro para pessoas carentes, distribuição de alimentos e máscaras, todas devem ser celebradas e aplaudidas, independente de quem as efetivem. Não podemos partidarizar o assunto ou tratar com politicagem um tema tão complexo. A sociedade espera medidas céleres e efetivas, seja de qualquer dos Poderes ou Governos! 

Precisamos escrever um novo capítulo... Algo que nos leve a um futuro melhor. Precisamos começar, agora, com mais vacinas, contínua prevenção e o trabalho. Muito trabalho! 

 

*industrial, presidente do Sistema FIERN e diretor da CNI.

2

Abr

[ARTIGO] Novos cenários da Educação: quem é o aluno no pós-pandemia?

*Por Prof. Dr. Carlos Fernando Araújo Junior

Frente ao momento atípico que o mundo enfrenta por conta da pandemia da COVID-19, estudantes têm apostado no ensino a distância não só como forma de manter o distanciamento social, mas de seguirem focados em seus objetivos de vida. E é diante desse novo cenário da educação, que o professor Dr. Carlos Fernando Araújo Júnior, Pró-Reitor de Educação a Distância da Cruzeiro do Sul Virtual, avalia que a Educação a Distância (EAD) virou protagonista na capacitação de inúmeros profissionais para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e que demanda agilidade.

De acordo com o último censo da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), 76,3% dos adultos entre 26 e 40 anos, já preferiam cursos a distância em 2019, o que significa aproximadamente 9 milhões de alunos na modalidade digital no Brasil. Estima-se que durante a pandemia mais de 1 bilhão e 600 milhões em todo o mundo migraram para opções EAD.

“A educação a distância (EAD) ganhou força nos últimos anos e tem se tornado protagonista na vida de milhões de pessoas que desejam investir na carreira sem abrir mão da flexibilidade e da facilidade de acesso ao aprendizado. Além disso, o EAD é opção para quem quer otimizar tempo e ainda garantir reconhecimento no mercado de trabalho”, explica o professor e Pró-Reitor Carlos Fernando Araújo.

Segundo o especialista, a pandemia se tornou uma oportunidade de derrubar preconceitos e mostrar os diversos benefícios dessa modalidade, como o modelo EAD 4.0 da Cruzeiro do Sul Virtual, que conta com encontros presenciais e virtuais, e que será uma tendência no pós-pandemia. “Esse momento de distanciamento social oportunizou a educação para características positivas, com novos significados e adaptações. O EAD 4.0, por exemplo, tem como objetivo unir os dois mundos com aulas 100% on-line e encontros presenciais e veio para proporcionar momentos em que o aluno estuda de forma remota, mas ainda possui o contato com professores e colegas de classe”, analisa Araújo.

Para o especialista, para que isso seja possível, o aluno do EAD, por si só, já dispõe de um perfil diferenciado, e com os novos cenários da educação ocasionados pela pandemia, é importante conhecer quem é o aluno atual e do pós-pandemia. “Quem ingressa no EAD, entende que a modalidade exige disciplina, autonomia, proatividade, organização e muita responsabilidade, e vem atender a um perfil de aluno mais centrado e que busca sua constante capacitação, características exigidas pelas empresas e para o mercado de trabalho cada vez mais competitivo”, reforça o especialista.

O professor explica que com as mudanças das relações de trabalhos e o aumento exponencial do home office, o mercado de trabalho passou a exigir também um novo perfil corporativo, e no pós-pandemia, isso ficará cada vez mais forte. “É um novo mundo da educação à distância. Ela veio para ficar e preparar esses profissionais com protagonismo, liderança, boa comunicação, organização, iniciativa e pensamentos crítico para o mercado”.

Por esse motivo, Carlos Fernando Araújo reúne, por fim, as principais características do aluno preparado para viver o momento no pós-pandemia:

Disciplina: ser uma pessoa disciplinada ajuda bastante na conquista do diploma em um curso a distância. Ter a liberdade de montar seu próprio cronograma de estudos é sim algo muito vantajoso, mas isso não terá o mínimo efeito se o aluno não estiver disposto a seguir firme no seu propósito.

Organização e autonomia: essas características também têm tudo a ver com o perfil do aluno EAD. Afinal, como montar uma boa rotina e segui-la com responsabilidade se a pessoa não for organizada e não tiver autonomia?

Protagonismo: ser protagonista é ser o personagem principal da sua narrativa. Esse aluno não apenas absorve conteúdo, mas também agrega. Pesquisa informações, expõe ideias, debate e cria.

Para saber mais sobre as mais de 130 opções de cursos de graduação a distância oferecidas pela Cruzeiro do Sul Virtual, acesse: https://www.cruzeirodosulvirtual.com.br/graduacao

*Prof. Dr. Carlos Fernando Araújo Junior  é Pró-Reitor de Educação a Distância da Cruzeiro do Sul Virtual

25

Mar

[ARTIGO] Heróis ou Mártires?

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Em conversa com um amigo, disse-lhe que as equipes de saúde de UTI deviam merecer atenções iguais às que são atribuídas aos tripulantes de aeronaves. E expliquei que os riscos do excesso da fadiga humana para a segurança de voo são os mesmos para os cuidados médicos aos pacientes graves.  Sabe-se que o ser humano, em especial a mente humana, precisam alternar períodos corretos de trabalho e de repouso, a fim de manter um estado de alerta capaz de garantir ações rápidas e efetivas, no momento certo.  Porém, na “prática a teoria é outra”, ou seja, existem muitos fatores que interferem para a não adoção de medidas tais como essas, para as equipes de saúde. São medidas fáceis de defender e difíceis de aplicar, até mesmo em tempos normais, quanto mais em tempos tão adversos como os que vivemos nos dias atuais.

Na vigência dessa terrível pandemia, talvez a pior de todas as pestes que já acometeram os seres humanos, estou sempre a pensar na angústia dos profissionais que atuam na linha de frente do combate à Covid 19.  Em texto recente na Folha de S. Paulo, o médico e professor Carlos Magno Fortaleza, da Unesp, escreveu:  “Desconsolados, assustados, cansados, muitas vezes acreditamos ter chegado ao limite.  Nós vamos continuar, porque não há opção. (...) Atravessaremos noites transportando pacientes, conduzindo atendimentos de urgência e velando obsessivamente pela função respiratória de cada pessoa afetada pela peste.” O autor, então, cita o escritor Samuel Beckett (1906-1989), irlandês, Prêmio Nobel de Literatura de 1969, quanto à dúvida que aflige pessoas quando estão no limiar entre desistir ou manter a luta, e conclui:  “E assim, exauridos, oscilando entre a fé e o desconsolo, no limite das nossas forças porém movidos pelo inescapável senso do dever, vamos em frente. (...) Sim, é preciso continuar”.

 A enfermeira Cristiane Lamarão, de Porto Velho, é um exemplo das agruras que dominam os profissionais da saúde que trabalham em UPAs ou em hospitais voltados para o atendimento aos pacientes com Covid 19.  O caso dela é de extremo sofrimento, pois ela perdeu o próprio marido, o enfermeiro Raimundo Lamarão, 51 anos, contaminado pelo vírus no dia a dia da profissão.  Viúva, agora ela não conta com o esposo para dividir os cuidados dos filhos de 17, de 15 e de cinco anos.  Cristiane lança um grito de alerta:  “Vi colegas morrendo.  Chego a intubar até quatro pacientes em um plantão.  Perdi meu marido, estou com depressão”.

 A Covid 19 pegou o mundo de surpresa, pois a atenção à saúde não é prioridade  em quase todo o planeta. No Brasil, apesar do avanço do SUS, o semi-caos que se instalou nas UPAs e em muitos hospitais, com equipes sob intensa pressão física e psicológica, leva-nos à questão:  esses profissionais são verdadeiros herois, mas, em alguns casos, são verdadeiros mártires(?)

*Reitor do UNI-RN

15

Mar

[ARTIGO] Como encantar clientes em tempos de pandemia

*Por Alexandre Slivnik 

A pandemia de Covid-19 provocou o fechamento de diversas atividades comerciais com atendimento presencial em todo o mundo. Muitas empresas tiveram de se adaptar e adotar o atendimento digital. Entretanto, na visão de Alexandre Slivnik, especialista em encantamento de clientes, é preciso manter o atendimento humanizado para não só reter, mas estimular os consumidores a comprarem mais.

Slivnik ressalta que o atendimento on-line, por exemplo, não pode ser robotizado e racional, embora cada vez mais os chatbots venham ganhando espaço no pré-atendimento.

Em primeiro lugar, o especialista em encantamento de clientes indica um cuidado especial com o emprego correto da língua portuguesa no atendimento on-line. “É inadmissível as respostas trazerem erros de português”, adverte.

Em seguida, para manter o atendimento humanizado, Slivnik destaca a importância de ter palavras de acolhimento e carinho nas respostas, afinal, é uma pessoa quem está do outro lado querendo solução para seu problema. “Minha recomendação é que não se use um script para copiar e colar um texto, mas ter um roteiro e dar autonomia para o colaborador entender e, dentro de limitações e bom senso, até brincar com cliente, no bom sentido, perguntando coisas relacionadas à vida dele, pois quanto mais humanizado, melhor fica esse atendimento digital”, ensina. 

Segundo Slivnik, em qualquer troca de mensagens, seja via WhatsApp, Messenger ou e-mail, é importante, no primeiro parágrafo, dar boas-vindas com uma palavra de agradecimento. Em seguida, responder às dúvidas da pessoa do outro lado e ao final não só agradecer com um simples obrigado, mas acrescentando frases, como ele mesmo costuma usar no contato com seus clientes: “espero que juntos possamos criar um projeto de sucesso, conte sempre comigo, grande abraço!”, exemplifica. “Quanto mais palavras gentis você colocar no texto, mais conexão emocional faz com o cliente”, atesta.

Atendimento presencial

Diante do fechamento do comércio imposto pelas autoridades por conta do aumento de casos de Covid-19 principalmente no Brasil, Alexandre Slivnik afirma que o atendimento presencial agora deve ser ainda mais personalizado que antes. “É tratar como VIP, mas não o Very Important Person, mas Very Individual Person, que é como a Disney nos ensina. Cada um tem a sua individualidade”, justifica.

O palestrante explica que se a demanda do presencial é menor, mas o cliente continua vindo, é importante os atendentes — e também o dono — doarem o seu tempo genuinamente para o consumidor. “Mesmo por trás das máscaras, conecte o seu olhar com o olhar do cliente, busque uma postura corporal adequada. É importante dar uma ótima impressão de que você está disposto a ajudá-lo a resolver o problema dele, de modo que a personalização é fundamental”, ensina.

Segundo Slivnik, quanto mais o empreendedor e seus colaboradores dedicarem tempo ao cliente para resolver o problema, maior a conexão e maior a chance dele voltar a comprar, e melhor, indicar novos clientes. 

Sobre o investimento em treinamento dos colaboradores, Slivnik afirma ser essencial em todos os processos. E com a digitalização dos treinamentos, o palestrante afirma ser possível treinar a equipe em programas de 15 a 30 minutos, sem a necessidade de tirar as pessoas de seu ambiente de trabalho, inclusive para quem está em regime de home office. “O custo da empresa em treinar os seus profissionais reduziu drasticamente e agora é muito importante capacitar e qualificar porque as organizações que treinam em momento de crise ou de baixa demanda estão na verdade preparando os trabalhadores para um momento de alta, em que as pessoas estarão sedentas por consumo, e é o momento que a equipe tem de estar preparada para encantar esse cliente”, orienta.

Para finalizar as dicas para encantar clientes em tempos de pandemia, Slivnik recomendou atenção especial à política de atendimento com foco em valorizar o cliente e não a empresa.

Ele cita como exemplo a Zappos, grande varejista de vestuário on-line dos Estados Unidos, que tem uma política de aceitar devoluções de produtos por até um ano da compra, na chamada garantia de satisfação. “O cliente depois de um ano de ter comprado um tênis, por exemplo, pode devolvê-lo e não precisa justificar. Simplesmente a Zappos devolve o dinheiro e o consumidor devolve o calçado”, detalha.

Os planos de fidelização por meio de pontuação ou cashback — devolução de parte do valor da compra para ser usada em uma nova aquisição — já é realidade em boa parte do varejo on-line ao redor do mundo. Entretanto, Slivnik ressalta que nada adianta oferecer um estímulo para que o cliente compre e atendê-lo mal. “A junção da melhor experiência com o cashback ou um incentivo para o cliente voltar e pagar menos é sem dúvida alguma muito importante para fidelizar clientes nesse momento de pandemia, mas é fundamental oferecer um atendimento que o encante”, completa. 

*Alexandre Slivnik é reconhecido oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades extraordinárias (EB1). É autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. É diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, sediado em Orlando / FL (EUA). É Vice-Presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD). É professor convidado do MBA de Gestão Empresarial da FIA / USP. Palestrante e profissional com mais de 20 anos de experiência na área de RH e Treinamento. É atualmente um dos maiores especialistas em excelência em serviços no Brasil. Palestrante Internacional com experiência nos EUA, EUROPA, ÁFRICA e ÁSIA, tendo feito especialização na Universidade de HARVARD (Graduate School of Education - Boston/ EUA). www.slivnik.com.br

15

Mar

[ARTIGO] Especialização: pós-graduação ou MBA, qual escolher?

*Por Nadia Guimarães

Obter conhecimento é fundamental para as pessoas que querem ter sucesso no mercado de trabalho. Recente estudo realizado pela Catho, aponta que, em cargos de diretoria, a diferença salarial entre executivos que possuem pós-graduação ou MBA, em comparação aos que não possuem, é de 47%. No caso de profissionais que ocupam cargos de coordenação, o aumento salarial pode ser de até 53%.

Com isso, a jornada do conhecimento começa no ensino fundamental, médio até chegar no ensino superior, na qual a escolha da graduação será essencial para a carreira profissional que cada um deseja seguir. Porém, para muitos a vida acadêmica não termina com a conclusão do ensino superior. Há aqueles que desejam continuar estudando para se aprofundarem em setores da profissão escolhida.

Nesse ponto, muitas pessoas acabam se perguntando qual caminho seguir: devo fazer uma pós-graduação ou Master Business Administration (MBA)? A resposta é simples: depende do seu objetivo. Os cursos têm diferentes pontos, desde o foco profissional, até as competências desenvolvidas, além do tempo de duração. Para ajudar na melhor escolha, separei algumas informações sobre cada tipo de especialização.

A pós-graduação, por exemplo, é dividida em duas modalidades voltada para diferentes perfis de aluno: Lato Sensu e Stricto Sensu.

Lato Sensu visa aperfeiçoar o profissional para uma área específica do mercado de trabalho. Esse tipo de formação é ideal para aqueles que querem um diferencial no currículo. Já o Stricto Sensu é voltado para o lado acadêmico e resulta em títulos como mestrado e doutorado. Portanto, o curso é recomendado para os profissionais que desejam seguir carreira acadêmica, seja como professor ou pesquisador.

O MBA, que teve início nos Estados Unidos, é bem parecido com uma pós-graduação Lato Sensu. A única diferença é que as competências desenvolvidas durante o curso são voltadas para as pessoas que querem atuar em negócios, gestão empresarial e cargos de liderança dentro da sua área de atuação. Por exemplo, um desenvolvedor que foi promovido ao cargo de diretor de TI de uma grande empresa, é recomendado a ele fazer um MBA do setor para ter noções empresariais e assim ter sucesso no novo cargo.

Vale destacar também que, segundo dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) de setembro de 2020, referentes ao ano de 2019, somente 0,8% dos brasileiros entre 25 e 64 anos investiram em um mestrado, o que mostra o quanto pode ser um diferencial profissional investir em cursos depois da conclusão do ensino superior.

Portanto, qualquer que seja a especialização escolhida, é fundamental analisar os assuntos que serão abordados durante o curso e escolher a instituição que atenda às suas necessidades. Veja também quais são os professores e seus currículos. Com essas dicas, pode ter certeza de que o conhecimento adquirido ao final do curso será de fato recompensador para área de atuação.

*Nadia Guimarães é COO do Grupo Daryus.

14

Mar

[ARTIGO] O impacto do maior vazamento de dados da história do Brasil

Por Dr Marcio dos Anjos e Dr Bruno Christo 

O vazamento de dados pessoais de mais de 223 milhões de brasileiros foi detectado por uma empresa especializada em segurança digital da startup, a Psafe. A lista de informações vazadas abrange dados pessoais e sensíveis como nome, fotografia pessoal, nível de escolaridade, endereço, estado civil, pontuação de crédito e outras informações econômicas, fiscais e previdenciárias.  

Embora não se saiba ao certo a fonte dos dados, a Serasa Experian vem sendo apontada pelos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon-SP e a Senacon, como a empresa que teve seus dados vazados. A Serasa negou as alegações, dizendo que os dados vazados apresentam “discrepâncias significativas” em relação aos mantidos pela empresa.  

Especialistas em Direito Digital, como Ronaldo Lemos, professor de Direito da Informática da Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, estão tratando o vazamento com gravidade, não sendo, segundo eles, demais afirmar que todo brasileiro já teve seus dados vazados.  Inclusive, acredita-se que as informações já estão sendo comercializadas na deep web por meio de pagamentos em criptomoeda.  

Infelizmente, não é a primeira vez que algo desse tipo acontece. Nos Estados Unidos, em 2017, foram vazados dados de mais de 147 milhões de consumidores americanos, armazenados pela empresa norte-americana Equifax, atuante na área de gestão de crédito. Dois anos depois, a empresa concordou em pagar ao governo americano 650 milhões de dólares pela falha.  

O cenário que se apresenta é pessimista em virtude da impossibilidade de reversão da situação para “desvazar” os dados, bem como das inimagináveis formas de manuseio e utilização das informações. Dentre as consequências possíveis estão os golpes e fraudes dos mais variados tipos, violação dos sistemas de verificação de identidade, roubo de identidade, e o que é chamado de engenharia social na área da segurança da informação.  

Visto que os dados fazem referência à própria identidade das pessoas e a determinados documentos que não podem ser trocados ou substituídos, o impacto desse vazamento poderá durar anos.    

No tocante às medidas de prevenção de fraude, as opções são limitadas. Uma delas é a utilização do Registrato, serviço gratuito disponibilizado pelo Banco Central, para consultar seus empréstimos, financiamentos, relatórios do pix, contas em outros bancos, operações de câmbio, transações internacionais outras informações pessoais. Outra é a via judicial, demandando na Justiça a empresa detentora dos dados, hipótese na qual a vítima da fraude deverá provar o nexo causal entre o vazamento e a lesão ou dano. Mas a melhor opção ainda é preventiva: não divulgar dados pessoais aleatoriamente, respondendo pesquisas, cadastros, fornecendo dados em excesso. 

Com vistas a disciplinar o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, entrou em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece regras de coleta e tratamento de dados para garantir mais segurança e transparência, o que, acredita-se, inibirá vazamentos como o noticiado.  A lei exige que a empresa utilize os dados, obtidos com o consentimento do titular, apenas para finalidades específicas e expressamente informadas ao consumidor, observado o limite do tratamento ao mínimo necessário para realização dessas finalidades, empregando medidas aptas a proteger os dados de acessos não autorizados e demais situações ilícitas.   

A empresa que descumprir as regras estabelecidas pela LGPD, sujeitar-se-á a multas de até 2% do seu faturamento anual, respeitado o limite de 50 milhões de reais, que poderão ser aplicadas a partir de agosto.  

Com vistas a orientar o mercado nesses casos de violação de segurança, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) publicou, em 22 de fevereiro deste ano, uma nota técnica dizendo que o responsável pelo vazamento deve promover uma avaliação interna sobre o incidente para determinar a natureza, categoria e quantidade de titulares de dados afetados, bem como suas consequências concretas e prováveis. Também deverão ser indicadas as medidas preventivas, exigidas pela LGPD, adotadas.  

Além do próprio órgão, recomenda que sejam informados do vazamento, em caso de risco ou dano relevante os titulares dos dados vazados, além do controlador de dados, a quem a LGPD atribui a competência de decidir sobre o tratamento de dedas pessoais e o encarregado dos dados, a quem compete receber as comunicações dos titulares dos dados e adotar providências. 

*Dr Marcio dos Anjos é advogado e sócio no escritório Maia & Anjos e Dr Bruno Christo é advogado no mesmo escritório que é especializado em Direito Empresarial e Tributário.