Artigos

8

Ago

[ARTIGO] O impacto do digital no mercado bancário e as soluções inovadoras para pessoas jurídicas

*Por Wagner Oliveira

A pandemia do novo coronavírus impactou diretamente na mudança de hábitos dos consumidores digitais e as empresas tiveram que se adaptar à nova realidade para atender a uma demanda nova e promover jornadas de excelência aos seus clientes e com os bancos não foi diferente. Houve um impulsionamento e a adesão cada vez mais intensa aos bancos digitais.

O fortalecimento da tendência fez com que surgisse diversas opções no mercado e, nesse sentido, se destaca quem oferece as melhores oportunidades ao usuário, seja em relação às taxas free, facilidade de transação, acessibilidade, qualidade no atendimento ou serviços adicionais como cashback, dentre outros.

Uma dessas opções de banco digital voltado para pessoas jurídicas se mostrou uma solução para os empresários, com o intuito de conectar seus clientes e colaboradores a um método de pagamento inteligente, contribuindo para que tenham mais equilíbrio financeiro. De uma forma que as empresas se beneficiam tendo dinheiro em caixa para realizar as transações necessárias antes que a receita chegue ao banco, de forma automatizada.

A conta Escrow é um exemplo disso. Trata-se de uma conta garantia, digital, focada no universo das necessidades de pessoas jurídicas. Ela funciona como uma conta caução, permitindo que negócios sejam fechados com a garantia dos valores envolvidos estarem assegurados em um banco terceiro. Com as cláusulas do acordo comercial cumpridas, os valores são liberados para o empreendedor. É um mecanismo utilizado em transações que envolvem grandes quantias e, consequentemente, grandes riscos para as partes, objetivando por meio da criação desta conta, a mitigação destes riscos. Para os bancos digitais, essa oferta é um micro serviço financeiro com margens bem interessantes para a realização de negócios entre partes com menor risco.

Exemplos de empresas que utilizam esse tipo de transação são hospitais, nos quais os médicos realizam cirurgias e só recebem 60 dias depois. Com essa tendência digital, a instituição consegue pagar esse profissional pelo serviço realizado dentro de um prazo adequado. O médico pode antecipar os seus recebíveis sem burocracia bancária formal no momento que desejar, pois o pagador do médico seria o banco e o prazo estipulado é determinado por esta instituição. Da mesma forma, pode ocorrer com imobiliárias, em que o inquilino, ao fechar o negócio, terá acesso à sua própria conta e o dinheiro debitado vai para o administrador. Este, repassará os valores aos proprietários. Entre outros negócios.

Isso é uma maneira simples de desburocratizar o processo financeiro das empresas e suas relações com os empregados.

Saem ganhando o banco digital pela movimentação, a empresa por ficar em dia com seus pagamentos, sem juros excedentes, e o colaborador que vai receber na data correta pelo serviço prestado.

Diante deste cenário promissor do mercado, nosso trabalho consiste em customizar esse banco digital dentro do negócio do nosso parceiro/cliente, viabilizando novas soluções financeiras que nunca foram possíveis, sempre a possibilidade de aplicativo, pois acreditamos que a única forma de a empresa estar 24 horas com seu cliente é se ela estiver no seu smartphone.

*Wagner Oliveira é especialista em desenvolvimento de aplicativos corporativos e na área financeira e sócio-diretor da Two-s.

7

Ago

[ARTIGO] Como a realidade aumentada e a vigilância por vídeo podem trabalhar juntas

*Por Sergio Fukushima

De maneira geral, a Realidade Aumentada (RA) pode ser definida como a capacidade de sobrepor elementos virtuais como texto, imagens e outras informações em uma cena ou no vídeo ao vivo para fornecer informações adicionais ao usuário. Essas informações podem ser exibidas em qualquer dispositivo usado para ver a cena ao vivo - como monitores, dispositivos móveis e em alguns aplicativos por meio de óculos e fones de ouvido inteligentes.

Vale a pena diferenciar Realidade Aumentada (RA) de Realidade Virtual (RV). A RV geralmente ocorre por meio de um fone de ouvido que fornece uma perspectiva em primeira pessoa aos usuários, assim confere a sensação de estar fisicamente presente no ambiente que está sendo projetado. Já a realidade aumentada significa estar em algum lugar ou mesmo acompanhar uma cena em tempo real, mas com informações adicionais sobrepostas.

Um exemplo simples de como a Realidade Aumentada poderia impactar o cotidiano: imagine um indivíduo andando pela rua em uma cidade desconhecida, mas com informações úteis sobrepostas sendo transmitidas através de um óculos habilitado para RA ou em um dispositivo móvel. Essas informações poderiam ser direções para um ponto de encontro ou recomendações para atrações locais. A pessoa pode emitir um comando de voz: "Mostre os melhores restaurantes dessa rua” e, imediatamente, a tecnologia levanta essa informação.

Alguns parceiros da Axis já estão entregando aplicativos que permitem sobrepor informações virtuais em vídeo ao vivo. O CamStreamer, por exemplo,  desenvolve aplicativos que permitem a transmissão ao vivo das imagens das câmeras Axis diretamente para plataformas de vídeo e redes sociais. Já o aplicativo CamOverlay permite que os clientes adicionem gráficos e informações ao vídeo ao vivo. A RA pode ser efetivamente uma “superpotência da informação”, agregando informações valiosas em tempo real. Com isso em mente, as possibilidades de integração são inimagináveis.

Realidade Aumentada em vigilância por vídeo

As câmeras de vigilância por vídeo em rede fornecem imagens de alta qualidade para os operadores e isso já representa um ganho significativo. Os níveis de detalhes forenses permitem monitorar e avaliar situações e, principalmente, responder aos incidentes em tempo real. Em situações em que os operadores estão direcionando os primeiros socorros no solo, por exemplo, os benefícios da sobreposição de informações adicionais no local são claros. Algumas câmeras Axis já incluem um auxílio de orientação, que pode sobrepor nomes de ruas e pontos de bússola em imagens de vídeo ao vivo para ajudar a fornecer direções precisas.

Quando cada segundo pode fazer uma diferença real, pode haver muitas outras informações úteis fornecidas por meio da sobreposição de Realidade Aumentada. Entender a localização do desfibrilador mais próximo, por exemplo, e ser capaz de direcionar as pessoas para o local correto por meio de áudio ao vivo, pode ser um avanço tecnológico capaz de salvar vidas.

Auxiliar os socorristas com o layout do prédio, entradas e saídas de emergência, seja remotamente - a partir de sala de situação - ou localmente por meio de dispositivos móveis, pode acelerar a evacuação de um prédio ou colaborar para encontrar pessoas presas dentro do edifício mais rapidamente. A dispersão segura de multidões por meio das rotas mais eficazes pode reduzir o risco de incidentes comuns em situações de crise.

Olhando ainda mais à frente

Se permitirmos que nossa imaginação vague um pouco mais longe no futuro, poderemos pensar em como uma combinação de dados virtuais em situações em tempo real pode ser usada para fornecer informações vitais para socorristas e equipes de segurança. Talvez um agente policial pudesse ter acesso a informações sobrepostas às imagens reais com dados como a geolocalização de telefones celulares. Assim, seria possível direcionar o profissional à localização de um telefone celular que foi usado para pedir socorro, por exemplo, agilizando o atendimento a alguém em perigo.

Também podemos projetar que a Realidade Aumentada poderia ser usada por equipes médicas e paramédicos para ajudar a fornecer assistência e cuidados a pessoas no local de um acidente, ou que a transmissão ao vivo da vigilância do local poderia ser usada por paramédicos - no caminho da ocorrência - a identificarem o que aconteceu e realizarem os preparativos necessários mesmo antes de chegarem ao local.

Além dos serviços de emergência

O uso para situações de emergência mostra como a tecnologia poderia ter um impacto decisivo para a sociedade. No entanto, é possível imaginar a importância para outros segmentos. Por exemplo, a equipe de segurança de uma planta industrial poderia receber dados de sensores conectados nos ambientes críticos. Não somente vigilância por vídeo, mas sensores de temperatura, qualidade do ar e detectores de fumaça, entre outros. Assim, é possível respaldar uma operação proativa e em tempo real, antes que incidentes mais graves aconteçam.

Alertas relacionados a aumentos repentinos de temperatura, violações de perímetro, ruídos específicos (como vozes elevadas) podem trazer imagens ao vivo para monitores de vídeo, enquanto mapeiam direções da rota mais rápida para o local ou locais de extintores de incêndio e alarmes. No caso de um roubo, as câmeras de vigilância de vídeo rastreando o intruso, podem até mesmo deixar um rastro digital sobrepostas na vigilância por vídeo para que os oficiais de segurança possam seguir o suspeito.

Tecnologicamente, não há nada que impeça o desenvolvimento de soluções como as detalhadas acima. Na verdade, como mencionamos, pode haver empresas que já estão desenvolvendo este tipo de aplicativo de RA, elas só precisam encontrar o parceiro certo. Este pode ser um bom momento para direcioná-las ao programa Axis Developer Community e Application Development Partner (ADP). É onde o futuro é criado e, geralmente, mais cedo do que você imagina.

*Por Sergio Fukushima é gerente de Soluções da Axis Communications

5

Ago

[ARTIGO] As doenças de Tchaikovsky

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Os atletas russos podem competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, mas a Rússia, não. Os atletas vestem uniformes com a sigla ROC, das iniciais em inglês do Comitê Olímpico Russo. É a punição da Agência Mundial Antidoping, ao constatar que os russos praticaram o doping em competições internacionais. O Tribunal Arbitral do Esporte reduziu de 4 para 2 anos o tempo da punição. Sendo a Rússia um país profuso nos esportes, seus atletas sobem ao pódium de forma frequente, quando é mostrada a bandeira do ROC e, no lugar do hino nacional, ouve-se o Concerto para piano número 01, de Tchaikovsky. Teria sido melhor outro tipo de punição, que não constrangesse os atletas, mas ressalto o acerto na escolha da linda peça musical desse grande compositor. 

Tido como o maior compositor russo de todos os tempos, Pyotr Tchaikovsky nasceu a 7 de maio de 1840, em Votkinsky, no sopé dos Montes Urais, e faleceu a 6 de novembro de 1893, em São Petersburgo, também na Rússia. O escritor Kenneth Mcleish, em livro sobre música clássica, afirma: “Em toda a história das artes do século XIX, houve apenas um outro gênio criativo cuja personalidade se comparava à de Tchaikovsky: o pintor Van Gogh (1853-1890) (...) Ambos produziram obras que, apesar de calorosas em sua expressão de dor pessoal, falam ainda assim diretamente e muito francamente a milhões de pessoas que não partilham de nenhuma das agonias da alma que lhes deram origem”. A primeira crise de depressão de Tchaikovsky ocorreu quando ele tinha a idade de 14 anos, com a morte da sua mãe, vítima de cólera. Há referências ao complexo de Édipo, do qual sofria o compositor, causa principal dos conflitos em relação às mulheres. A fim de ocultar sua homossexualidade, aos 36 anos, simulou um casamento, que durou somente três meses. Vítima de maldades e preconceitos, amargou muitas tristezas. 

No início da década de 1860, sofreu sua segunda grave crise de depressão. As décadas de 1870 e 1880, foram de grande produção do compositor, mas também de intensa angústia existencial, e, por mais de uma vez, tentou suicídio. Fez algumas viagens pelo exterior, quando recebeu muitos aplausos em palcos da Europa. Aos graves problemas psíquicos, somam-se colite, úlcera péptica, além de outras doenças. Em 1853, logo após a estreia da sua peça “a patética”, Tchaikovsky contraiu cólera e faleceu. Há uma outra versão, de que fora induzido ao suicídio, com a ingestão de arsênico. 

Mozart foi o compositor favorito de Tchaikovsky. Duas coisas fizeram-lhe bem. A primeira, foi uma amizade mantida por cartas, durante 14 anos, com uma rica viúva que lhe concedeu uma pensão anual, suficiente para viver em conforto. A outra, era sua rotina de escrever músicas. Sua produção é rica e variada, e difere da sua vida, pois oferece boas emoções, “dizendo algo esperado mas nunca da forma esperada”. O mundo é grato à Rússia, pelo legado dos seus heróis na ciência, no desporto, nas artes e nas letras. 

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN

1

Ago

[ARTIGO] Cinco dicas para implementar métodos ágeis nas pequenas e médias empresas

*Por Giovanna Saya

A agilidade, eficiência e personalização da gestão e desenvolvimento de projetos são características altamente valorizadas pelos clientes, seja na entrega de serviços, produtos ou sistemas. O processo que antes era engessado, rígido e oneroso, não precisa mais sofrer tais empecilhos graças à metodologia ágil. Ela veio para quebrar de vez com esses obstáculos, trazendo uma proposta muito mais leve e participativa para o alcance dos resultados desejados.

Em um mercado fortemente marcado pelas constantes transformações digitais e alta competitividade, ficou clara a importância de estratégias que otimizam o funcionamento organizacional em empresas de todos os portes e segmentos. Por isso, essa metodologia foi desenvolvida com foco em agilizar a entrega de demandas, sem que percam as prioridades e de forma que sejam feitas conforme a necessidade e prioridade do cliente final.

Os benefícios dessa prática são enormes. De acordo com um estudo feito pela QMS, a metodologia ágil acelera em 50% o tempo para colocar um produto no mercado e aumenta a produtividade em 25%. A proposta é que seja sempre desenvolvida com a participação ativa do cliente, garantindo que suas expectativas permaneçam alinhadas a todo o momento. Para isso, listei as cinco dicas imprescindíveis a serem analisadas ao implantar essa tecnologia, em especial nas pequenas e médias empresas.

#1 Seja disruptivo: A metodologia ágil envolve uma profunda mudança no mindset corporativo e, por isso, não pode ser desenvolvida da noite para o dia. Cada projeto é desenhado de uma forma diferente, com base em um novo conjunto de princípios e valores. Sua abordagem é de constante questionamento sobre o que é esperado, além de focada na transparência, experimentação, adaptação e mudança.

#2 Envolva o cliente: A empresa deve manter uma comunicação clara, próxima e alinhada com o cliente durante todo o desenvolvimento do projeto. É necessário entender suas necessidades e onde deseja chegar – só assim será possível garantir que as expectativas se mantenham dentro do esperado e a conquista dos resultados desejados.

#3 Abrace mudanças: Todo projeto pode sofrer mudanças que atrasem seu andamento e podem prejudicar a entrega dos resultados. Por isso, a metodologia ágil busca antecipar ao máximo qualquer tipo de problema que possa interferir. Caso venham a ocorrer, sua proposta é de adaptação e resolução rápida. O que importa é, na verdade, a forma como esses empecilhos serão tratados.

#4 Avalie as ferramentas utilizadas: Não existe uma ferramenta certa ou ideal para o desenvolvimento dos projetos. É uma questão subjetiva que irá variar conforme cada proposta, se é engessada ou mais modular e, o que será feito para conquistá-la. As ferramentas escolhidas serão adaptadas caso a caso, assim como sistemas de gestão como o SAP Business One, um ERP focado nas empresas de pequeno e médio porte.

#5 Tenha em mente o propósito do produto: Muito mais do que focar na agilidade, todo processo que abrace a metodologia ágil deve se preocupar em garantir uma participação engajada entre a empresa e o cliente. Só assim ele se sentirá mais confortável, satisfeito e poderá escapar ao máximo de possíveis retrabalhos. Todas essas características devem estar bem claras entre todos para que a eficiência seja conquistada.

Optar por uma gestão ágil pode representar a sobrevivência de uma empresa. Por isso, os métodos ágeis são excelentes estratégias para impulsionar o seu negócio, proporcionando entregas de resultados de maneira mais veloz, estruturada e faseada. Nele, o envolvimento constante do cliente é um dos principais fatores para sua eficiência, não devendo ser deixado de lado. Quando bem implementada, a tendência é que sua empresa cresça e se destaque cada vez mais rumo ao sucesso.

*Giovanna Saya tem 15 anos de experiência em empresas de tecnologia e é Channel Manager na SAP Business One.

31

Jul

[ARTIGO] O que as empresas mais procuram nos funcionários bilíngues?

* Fabricio Vargas

Cada vez mais as empresas estão exigentes e estão buscando um maior número de competências. Dentre elas, o domínio do inglês tem se tornado muito relevante.

Assim, profissionais bilíngues têm sido disputados. Mas, afinal, por que as empresas procuram colaboradores bilíngues?

Por isso, no post de hoje vamos entender mais sobre como dominar o inglês pode impactar, positivamente, no salário e ver por que as empresas estão procurando colaboradores bilíngues. Let´s go?!

Ser bilingue impacta, positivamente, no salário

As empresas sabem da importância de ter, em seu quadro de colaboradores, pessoas bilingues. E estão dispostas a pagar por isso.

Ser bilingue (no caso, fluente em inglês) pode ser determinante para que o salário seja maior, conforme indicou a 52ª edição da Pesquisa Salarial feita pela Catho.

Por exemplo, um profissional em cargo de coordenação, ganha 61% mais que uma pessoa na mesma função, mas que tem apenas o conhecimento básico da língua.

Em cargos de diretoria, a diferença de salário entre alguém que é bilíngue (fala inglês fluentemente) e um profissional que não tem essa habilidade é de 42%, segundo a mesma pesquisa.

Por que as empresas procuram profissionais bilingues?

As razões podem ser diversas para que uma determinada empresa deseje ter colaboradores bilingues no seu time.

Por exemplo, um estudo da Universidade Penn State descobriu que as pessoas bilíngues são melhores em multitarefas e na priorização de atividades.

Além disso, um outro estudo apontou que os bilíngues são capazes de processar informações de forma muito mais rápida e fácil do que aquelas pessoas que só dominam um único idioma. 

Há também outras razões, tais como:

Novas oportunidades de aprendizagem

Muitas novidades, estudos e cursos, quando lançados, estão em inglês. Só depois de algum tempo que surgem as traduções.

Assim, um colaborador bilíngue pode estar em atualização constante.

Acesso a novos mercados

Um colaborador que domine o inglês pode prospectar, mais facilmente, novas oportunidades no mercado, seja em relação a novos clientes internacionais, assim como fornecedores e outros tipos de parcerias.

Inspiração para a equipe

Ter funcionários bilíngues no local de trabalho pode inspirar outros colaboradores a aprender o inglês, aumentando o nível de todo o time.

Principais áreas que procuram profissionais bilíngues

No geral, as seguintes áreas têm exigido, cada vez mais, colaboradores com domínio do inglês:

Relações Internacionais; Turismo; Tecnologia da Informação (TI); Engenharia; Contabilidade; Agronegócio; Comércio Exterior.

Se você quer se tornar bilíngue e ser disputado pelo mercado de trabalho, que tal começar o seu aprendizado online de inglês hoje mesmo?

*Fabricio Vargas - Iniciou a sua carreira na área da educação logo após o seu retorno ao Brasil, depois de morar e estudar por mais de cinco anos no continente Europeu. Estudou e trabalhou em diversas áreas durante esse período, inclusive como intérprete dentro das cortes Irlandesas e Inglesas. Logo após a sua chegada ao Brasil, começou a lecionar aulas de inglês dentro de algumas escolas e, portanto, percebeu que o ensino precisava de mais, os alunos mereciam algo diferente e inovador. Fabricio percebeu que as escolas de idiomas estavam muito engessadas ao modo tradicional de ensinar e avaliar os seus alunos. Em 2017, depois de trabalhar muito e conseguir um certo valor para investir, Fabricio abriu a sua própria escola de inglês, a Uniway School, foi um dos anos mais comemorados por ele e também o mais desafiador

31

Jul

[ARTIGO] Desafios da gestão na era da tecnologia

*Por Luiz Marcatti e Herbert Steinberg

Empresas de todos os segmentos vivenciam cada vez mais de perto as mudanças dos novos tempos. O mundo está mais complexo, com clientes mais empoderados pela tecnologia e o surgimento de novos modelos de negócios e novas concorrentes. A ideia de reinventar-se, seja esse um destino inevitável ou mais flexível, torna-se constante. Para além dos fatores externos, um dos maiores desafios das empresas está na condução da gestão, que necessita de fato ser compatível com a transformação cultural e digital almejada.

A tecnologia trouxe complexidade dos dados, algoritmos, plataformas, transformando as relações e a comunicação das organizações com colaboradores e demais públicos, exigindo um novo papel de líderes, executivos e empreendedores. A administração do futuro dos negócios depende agora também de uma reformulação das teorias de gestão se quiser se alinhar com o mundo exponencial. Uma das formas de acompanhar as mudanças aceleradas é ir além do conhecimento tradicional e acadêmico que se mostra engessado no contexto atual.

Para as empresas que cresceram em um mundo mais linear e estão atravessando um período mais dinâmico e em transição, soma-se o desafio de conseguir inovar sem perder a essência, a exemplo de companhias que, mesmo tradicionais, conseguem assimilar as transformações. Esses são alguns pontos trazidos pelo cofundador da HSM, José Salibi Neto, convidado mais recente do MESA AO VIVO. O mentor de empresas e palestrante ajudou a introduzir no Brasil os principais conceitos de Gestão Contemporânea nos últimos 25 anos, período em que conviveu e trabalhou com os principais pensadores da gestão como Peter Drucker, Jack Welch, Michael Porter, Philip Kotler, Jim Collins, entre outros.

A visão da gestão das empresas vem se transformando nas últimas quatro décadas, mas mais veloz e profundamente nos últimos anos. Atualizar-se nesse cenário expõe que a forma de aprender está mudando. O conhecimento é cada vez mais vasto e mais acessível, o que abre a necessidade de aprendizagem mais assertiva, haja vista a crescente oferta de programas e certificações. Isso revela outra necessidade: aprender e pôr o conhecimento em prática.

As iniciativas de transformação digital nas empresas encontram entraves principalmente na cultura da gestão. Existe a inovação por meio das startups ou de tecnologia – e não há nada de errado em fazer aquisições ou criar centros de inovação – porém, o empreendedorismo pode às vezes se sobrepor à gestão. Essa tentativa de não ficar para trás, obsoleto, pode criar um descompasso onde novos aprendizados e novas experiências de gestão não se equalizam.

Para que as empresas construam um ambiente para as transformações adequadas aos seus negócios, os conselhos, responsáveis pelas diretrizes do futuro das empresas, devem estar atentos para identificar os caminhos que estão sendo tomados pelos altos executivos. Numa espécie de “sabático de aprendizado”, arejar os conhecimentos e buscar requalificação contribuirão para que se perceba o que está acontecendo e como resolver problemas.

Na nova era da tecnologia, as inovações provocam um novo comportamento no cliente e abrem mais possibilidades para os negócios. Alinhar conhecimento com prática depende cada vez mais em se atualizar e adquirir novas competências de forma consciente e contínua, que garanta que a gestão da empresa transforme de fato a si mesma.

*Respectivamente, sócio e presidente e sócio, fundador e presidente do conselho da MESA Corporate Governance

25

Jul

[ARTIGO] A nova era do profissional de compras

*Por Herbert Scheiner

Ter um profissional dedicado às compras sempre foi indispensável para as empresas. Mas, com a aceleração da transformação digital e a consequente automação dos processos, o comprador deixou de ser mero coadjuvante operacional e ganhou protagonismo, tempo e inteligência para desempenhar funções mais estratégicas dentro das companhias. Outro fator que evidenciou seu papel importante foi a pandemia. As crises de saúde e econômica do país impactaram o supply chain, evidenciando a necessidade de compradores preparados para manter a continuidade e eficiência das operações nas empresas.

Diante do novo cenário, saber implantar e utilizar tecnologias é indispensável para o profissional que deseja estar em dia no mercado. Os recursos digitais trazem benefícios, como redução de custos, agilidade nos processos de compras, compliance e governança, uniformização de fluxos, informações mais organizadas e disponíveis, redução de carga burocrática e colaboração com a cadeia de fornecimento.  

Essas vantagens tecnológicas direcionam o comprador ao que realmente importa em uma compra: análise crítica e busca constante pelo melhor cenário em uma negociação. Para isso, destaco aqui habilidades não técnicas, também chamadas de soft skills, que ganharam destaque maior na carreira do profissional de compras. Comunicação, autonomia, colaboração e flexibilidade são apenas algumas das competências que devem acompanhar a nova era da profissão. 

Ter um bom relacionamento com a cadeia de fornecimento para conquistar parcerias sustentáveis e sólidas, tanto nas situações normais quanto nos momentos de crise, exige tempo e dedicação. Aqui, podemos destacar a criação de processos de gestão de riscos (previstos ou não) e a visão ampla sobre o nível de parceria com cada fornecedor. Também é importante manter uma base de fornecedores homologada e avaliada, a fim de mitigar riscos que comprometam o resultado da companhia, como desabastecimento, corresponsabilidade fiscal e trabalhista, entre outros fatores que podem destruir a reputação e imagem da organização.

A proatividade e o conhecimento das áreas em que atende são habilidades necessárias, pois podem auxiliá-lo no desenvolvimento de novos fornecedores e no alinhamento de diferentes projetos junto às necessidades e estratégias da empresa.

Reforço que, para consolidar processos que garantam um foco maior em aspectos mais estratégicos, o profissional de compras deve ter a tecnologia como principal aliada e nunca encará-la como uma ameaça. O mercado atual exige que o profissional seja analítico, trabalhe com indicadores de performance e tome decisões cada vez mais assertivas. Acredito que, em breve, muitas empresas terão um ecossistema tecnológico que permitirá à área de compras gerenciar todas as frentes da cadeia de suprimentos de forma clara, rápida e muito orientada a dados. Então, quem for avesso à tecnologia, vai ficar para trás. 

*Herbert Scheiner, supervisor de compras BPO (Business Process Outsourcing) do Mercado Eletrônico.

24

Jul

[ARTIGO] O caminho para formar novos leitores parte do digital

*Por Edna Gambôa Chimenes 

O leitor contemporâneo tem, ao seu dispor, diversas possibilidades de leitura que foram criadas com a revolução da cibercultura e do livro eletrônico. E elas trazem impactos irreversíveis às formas de leitura, pois precisam atender as expectativas desse novo contexto.

A professora e pesquisadora Lúcia Santaella, em seu livro  “Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo”, aponta que os tipos de leitores, de forma geral, são: o contemplativo que apresenta uma leitura mais estática, o movente que lê fragmentado, sendo mais híbrido e dinâmico, o imersivo que é virtual, fruto do ciberespaço – gosta de interação entre palavras, imagens, documentação, música, vídeo e etc. E há, ainda, o leitor ubíquo que possui grande capacidade cognitiva para utilizar os diferentes recursos multimídias.

Partindo dessas definições, o grande obstáculo na formação do “novo leitor” é fazê-lo desenvolver a capacidade de ler não só uma linguagem puramente verbal, escrita, mas que saiba mesclar diferentes habilidades ao considerar vídeos, imagens, hiperlinks e outros como recursos para a interação e compreensão do assunto acessado.

O desafio é maior, em especial, na tarefa educacional de formar leitores que busquem o conhecimento de forma rizomática, ou seja, que usem diferentes caminhos, espaços e tempo, sendo ativos e participativos na ação da leitura. Além dessas características ligadas ao meio digital, uma parcela dos leitores contemporâneos traz aspectos da leitura impressa, híbrida e dinâmica, em uma experiência bastante diferente do que era vista nos leitores puramente contemplativos.

Considerando o cenário atual do Brasil, e partindo da pesquisa sobre a existência e uso das bibliotecas nas escolas (realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Instituto de Ensino e Pesquisa – INSPER), nota-se que o exercício e incentivo à leitura é algo defasado ao termos um índice de 61% de escolas estaduais e municipais sem este espaço. Entre as escolas particulares, mesmo que em menor proporção, há também uma defasagem com 27% delas sem biblioteca ou sala de leitura.

Com isso, é possível notar a diversidade de tipos de leitores quando nem todos possuem fácil acesso às obras impressas. E isso se estende ao pensarmos que boa parte das mídias não chegam à totalidade da população, fazendo com que o desafio da inserção da tecnologia no cotidiano escolar seja ainda maior para que haja, de fato, a inclusão digital de todos.

Atualmente, no contexto que vivenciamos com a pandemia, aproveitar e utilizar as ferramentas trazidas, em especial, pela literatura eletrônica faz com que se busque garantir um letramento digital aos usuários, para que eles desenvolvam e aprimorem a linguagem, bem como as habilidades de compreensão e interpretação, todos elementos primordiais em quaisquer modos de leitura.

O aumento do uso da tecnologia nas escolas, proporcionado pelas aulas remotas, deve ser visto como um ponto a mais para a efetivação desses recursos no dia a dia do desenvolvimento educacional. Ao buscar uma formação significativa, que contemple o digital, não se exclui o impresso, é importante frisar que ambos são complementares. Cabe a reflexão sobre os caminhos a serem escolhidos para a formação do leitor. Já que o ciberespaço é tão presente no cotidiano de tantos indivíduos em formação, por que não iniciar uma construção literária partindo do digital para chegar ao impresso?

*Edna Gambôa Chimenes é mestre em Estudos de Linguagens e Tutora dos Cursos de Pós-Graduação na Área de Comunicação do Centro Universitário Internacional UNINTER

22

Jul

[ARTIGO] Cascudo na Academia de Medicina

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Para proferir palestras sob o título “Cascudo: uma janela de ser e ver o mundo”, a Academia de Medicina do Rio Grande do Norte teve a honra de receber, na noite de 06 de julho/2021, as pesquisadoras Daliana Cascudo Roberti Leite e Camilla Cascudo Barreto Maurício, Presidente e Vice-Presidente do Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo. Em ambiente virtual, as duas convidadas, netas do patrono do Ludovicus, foram fluentes na abordagem do tema proposto, bem como mostraram-se seguras quanto ao conhecimento da vasta e significativa obra de Luís da Câmara Cascudo, a quem o escritor Diogenes da Cunha Lima chamou de “símbolo de brasilidade”.

Recebi da Presidente da Academia Selma Jerônimo, e do Vice-Presidente Alexandre Sales, a missão de fazer a saudação às ilustres convidadas, além de coordenar os debates. Foi uma noite memorável vivida pela Academia de Medicina, conforme as próprias palavras da confreira Selma Jerônimo, ao encerrar o evento, no qual palestrantes e participantes interagiram de forma brilhante, descontraída e animada sobre a vida e o legado cultural de um autor que soube reunir erudição clássica com os saberes da alma do povo. 

Na saudação que fiz às duas palestrantes, ressaltei o grande mérito de Daliana e de Camilla Cascudo, pois têm a responsabilidade pela preservação e pela difusão do legado cultural do escritor, antropólogo, sociólogo, etnógrafo, poeta, historiador, folclorista e professor Luís da Câmara Cascudo (30/12/1898-30/07/1986).  Na gestão do Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo, ambas se desdobram para manterem o objetivo principal dessa instituição, missão exercida com muito amor, devoção e conhecimento de causa.

Relembrei que Luís da Câmara Cascudo foi casado com a senhora Dáhlia Freire Cascudo, e o casal teve dois filhos: Fernando Luís e Anna Maria. Fernando logo cedo deixou a casa paterna e se mudou de Natal, enquanto Anna Maria seguiu sempre os passos intelectuais do pai. Formou-se em Direito e integrou o Ministério Público do RN, o Instituto Histórico e Geográfico do RN e a Academia Norte-rio-grandense de Letras. Com a morte de Câmara Cascudo, em 1986, e de dona Dáhlia, em 1997, Anna se viu no dever de tudo fazer para preservar a memória cultural do seu pai, um dos maiores escritores do Brasil, de todos os tempos.

Assim, Anna Maria, mãe de Newton, Daliana e Camilla, criou o Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo, em 2010, contando com o apoio da família e, em especial, do esposo Camilo Barreto, com quem foi casada em segundas núpcias.  Já viúva, em 2015 faleceu Anna Maria Cascudo Barreto e, dessa forma, as filhas Daliana e Camilla Cascudo assumem a Direção do Ludovicus, ou seja, assumem a grande responsabilidade de manterem viva uma das mais relevantes memórias culturais do nosso país, missão que vem sendo exercida com muito amor, preparo e competência. O Ludovicus-Instituto Câmara Cascudo é um orgulho do RN e do Brasil.

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN

18

Jul

[ARTIGO] Vazamentos de informação não são novidade e muito menos um caso raro

*Por Cláudio Dodt

No começo de 2021, um megavazamento de dados expôs mais de 220 milhões de informações de brasileiros, incluindo CPF, foto de rosto, endereço, telefone, e-mail, score de crédito, salário e outros dados pessoais. Em um caso mais recente, o LinkedIn, a maior rede profissional da internet, foi acusado de ter exposto de forma indevida os dados de mais de 700 milhões de usuários, o que seria o maior vazamento já sofrido pela empresa.

Mas realmente ocorreu mais um vazamento no LinkedIn?

Conforme reportado pela empresa RestorePrivacy, um cibercriminoso passou a ofertar os dados de 700 milhões de usuários do LinkedIn em um conhecido fórum hacker. A amostra do vazamento, incluía dados de, pelo menos, 1 milhão de pessoas e continha informações como endereços de e-mail, nome completo, números de telefone, endereços físicos, registros de geolocalização, gênero, experiência profissional, detalhes sobre contas em outras redes sociais, dentre outros.

Como a própria página de informações do LinkedIn afirma que a rede social atualmente possui mais de 756 milhões de usuários, podemos estimar que supostamente o vazamento teria afetado 92% dos inscritos. Porém, cibercriminosos não são uma fonte de informação muito confiável, então o próprio time da RestorePrivacy fez uma análise cruzada de parte dos registros contidos na amostra, e aparentemente estes batem com informações de pessoas reais. O que valida que realmente ocorreu um vazamento, certo? Bem, não exatamente.

E como os dados teriam sido vazados?

De acordo com informações obtidas diretamente do cibercriminoso que ofertou os dados, a fonte do vazamento supostamente foi uma falha de segurança na API do LinkedIn, que é uma Interface de Programação de Aplicação rotineiramente usada, por exemplo, para transferir dados entre diferentes sistemas, aplicações ou websites.

Entretanto, em uma declaração oficial sobre o caso, o LinkedIn afirma que nem todos os dados poderiam ter sido obtidos através da API, e que o mais provável é que as informações tenham sido coletadas através de outras fontes como, por exemplo, por meio de técnicas de “Raspagem de Dados”, ou Scraping, que é uma forma sistematizada de se agrupar informações publicamente disponíveis, o que pode ser feito no próprio LinkedIn ou em outras redes sociais e serviços similares.

Scraping não é hacking! Entenda

Partindo do princípio de que os dados foram obtidos através de Scraping, é importante entender um fato simples: não houve hacking, e nesse caso, o LinkedIn não foi invadido por conta de uma falha na sua API.

Quando um usuário compartilha publicamente informações em uma determinada rede social, é razoável presumir que esta pessoa não se importa que esses dados sejam encontrados por outros usuários, afinal é exatamente esse o objetivo, compartilhar informações e ter interações. O que acontece é que ninguém espera que um conjunto de informações – muitas vezes coletadas de fontes diferentes – seja agrupado em um banco de dados muito bem-organizado, fácil de pesquisar, e comercializado em fóruns da darknet e outros locais igualmente nefastos da internet.

E como evitar o Scraping? Primeiro, você precisa entender que qualquer informação publicamente disponível na internet pode ser alvo de Scraping. Não importa se o dado está em uma rede social, em um site pessoal, ou em um arquivo PDF, se a informação é publicamente acessível, ela pode ser coletada e agrupada. É claro, redes sociais como o próprio LinkedIn não compactuam com esse tipo de coleta, pelo contrário, é algo considerado uma violação dos termos de serviço e que trabalham ativamente para evitar que ocorra.

Mas se você não quer ser mais uma vítima do Scraping, existe uma forma bem simples de evitar sua ocorrência: nunca compartilhe publicamente informações que você não gostaria de tornar-se de conhecimento público. Muitas vezes, quando lidamos com questões relacionadas à segurança, especialmente se isso envolve um vazamento, tendemos a esquecer que o próprio usuário tem em suas mãos o poder de evitar situações indesejadas.

No caso das redes sociais, existe a possibilidade de, por exemplo, restringir quem pode ver determinadas informações como o e-mail ou número de telefone, e também é possível limitar as postagens para grupos específicos com outros usuários que já fazem parte da sua rede pessoal. É importante lembrar que isso reduz a possibilidade de Scraping, mas não o evita completamente. Se você não quer correr riscos de uma determinada informação se tornar alvo de uma coleta indesejada, a única saída confiável é não compartilhar.

Por que esses dados coletados de maneira ilegal são tão valiosos?

Independentemente de ter ocorrido um vazamento ou apenas mais um Data Scraping, o conjunto de dados que estava à venda na darknet inclui uma série de informações que cibercriminosos e outros golpistas adorariam obter.

Por exemplo, essas informações poderiam facilitar tentativas de phishing, roubo de identidade, e todo tipo de ataque baseado em engenharia social. Basicamente esse conjunto de dados “vazados” formam um perfil básico de uma vítima e isso efetivamente facilita a execução de diversos ciberataques.

Dessa forma, é importante estar alerta contra possíveis tentativas de golpe, e redobrar a atenção as funcionalidades básicas de segurança que já existem em redes sociais e outros serviços como, por exemplo, habilitar a autenticação multifator.

O LinkedIn pode ser responsabilizado por esse vazamento?

Respondendo de forma direta: não, uma rede social como o LinkedIn não pode ser responsabilizada por um caso de Data Scraping, afinal, como já mencionado, foi o próprio usuário quem decidiu compartilhar publicamente a informação.

É claro, sempre existe a remota possibilidade do cibercriminoso ter falado a verdade, e dos dados terem sido obtidos através de uma falha de configuração em uma API. Neste cenário, sem dúvida, a empresa poderia ser responsabilizada, inclusive nos termos de leis e regulamentações de proteção de dados pessoais como a LGPD e a GDPR.

De toda forma, esse é mais um aviso: segurança e proteção de dados não podem depender exclusivamente do fornecedor do serviço, o usuário sempre tem um papel importante, que muitas vezes acaba sendo fundamental para evitar que os dados jorrem de maneira indesejada pela internet. Da mesma forma que é impossível colocar o gênio de volta na garrafa, é impossível “desvazar” dados.

*Cláudio Dodt é sócio da Daryus Consultoria e especialista e evangelista em Segurança da Informação e Proteção de Dados.

 

10

Jul

[ARTIGO] Como a gestão do tempo e liderança podem transformar a sua vida

*Por Clemilda Thomé

“Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito”. Já dizia Pitágoras uma frase com um propósito que acredito tanto: o quanto a relação entre a gestão do tempo e uma boa liderança podem transformar sua vida. A vontade de empreender e trilhar meu caminho são pontos que sempre estiveram presentes em minha vida, mas para realizá-los com sucesso, sempre acreditei que o conhecimento é fundamental para dar certo.

Quando você é ou se torna um empreendedor de negócios, ao estruturar sua empresa, entende que, dentre diversas áreas, existem duas primordiais: a área estratégica – de liderança – e a área operacional, responsável por fazer seu negócio “girar” diariamente. E é muito importante que haja uma simbiose entre elas, para que o seu negócio prospere.

Mas você pode me perguntar: “Então como fazer meu negócio girar e conquistar o lucro que preciso mensalmente”? Primeiramente, acredito que cada empreendedor necessita refletir sobre como sua empresa está formada, quem são seus colaboradores, como estão divididos. E nesse caminho, se você, como líder da empresa, perceber que está atuando mais nas atividades operacionais e menos nas estratégicas, te dou um conselho: inverta isso.

Tenho certeza de que quando você abriu seu negócio, o fez com o desejo de que funcionasse, que tivesse resultados e, principalmente o lucro. E assim desejo que continue. Para explicar melhor como inverter esse processo entre operacional versus estratégico, darei um exemplo simples. Em um consultório odontológico, você tem a recepcionista e a (o) dentista.

Você há de concordar comigo que se a recepcionista não tiver empatia e tato com os clientes, uma visão de cuidado com o ambiente, mantendo-o organizado, com revistas atualizadas, com a televisão no canal e volume adequados, de nada adiantará todo o esforço do dentista que “corre” dentro de sua sala para atender o máximo de pessoas possível e, assim, obter seu lucro de trabalho. Tudo deve funcionar em sinergia.

Então, quando pensar em abrir seu negócio, entenda que você precisa gerir melhor seu tempo, saber liderar corretamente e, assim, conseguir fazer fluir seu trabalho. Nossa vida é valorosa, acredite que o seu tempo é o maior bem e recurso que você possui. Importante que você tenha em mente que se você for abrir um negócio não existe outra alternativa senão dar certo. Para você sair da operação e ir para o estratégico de seu negócio, só funcionará se houver uma virada de chave na sua cabeça.

Quando você delega, você tem tempo para criar, para analisar o que está acontecendo no seu nicho de mercado. E enxergar esses acontecimentos permitirá que você se aprimore continuamente e escale o seu negócio. Na minha opinião, o dono de uma empresa que passa muito tempo na operação, não consegue expandir sua visão e muito menos criar estratégias que o façam se diferenciar no mercado. Pense o seguinte: conhecimento na vida é fundamental. Hoje, quem tem poder no mundo é aquele (a) que busca se aprimorar continuamente, que se valoriza e acredita em seu propósito, tem saúde e equilíbrio entre a vida pessoal e o profissional, além de fé, força e foco que tudo dará certo.

Por isso, valore seu negócio e, principalmente, valorize a sua vida. Estude, interaja, cuide de sua saúde, adquira conhecimento e faça networking. As suas conquistas dependem unicamente de você.

*Clemilda Thomé - Nascida em 1954, na Cidade de Sapopema, interior do Paraná, filha de pais agricultores, foi uma das primeiras empresárias no Brasil a se tornar bilionária ao vender sua empresa NEODENT para uma multinacional suíça. Hoje, é uma das mulheres de negócio mais influentes do país. Participa ativamente da gestão de suas empresas, no Conselho de Administração da DSS Holding, mas tem como seu maior legado, a promoção da educação, que ela acredita ser o maior agente das mudanças e desenvolvimento do país. Exatamente por esse foco, Clemilda, faz parte do Instituto Sou 1 Campeão que oferece cursos voltados para performance física, prosperidade financeira e equilíbrio emocional, ao lado do Treinador Comportamental e esposo Mamá Brito e do ídolo do MMA mundial Rogério Minotouro. Um dos únicos institutos capacitados para oferecer esse tripé do conhecimento como o caminho completo e necessário para ajudar pessoas a executarem planos de vida e de negócios.

8

Jul

[ARTIGO] As doenças de Stravinsky

*Por Daladier Pessoa Cunha Lima

Em 1999, a revista Time listou as 100 figuras humanas mais influentes do planeta, durante o século XX, entre as quais constava o nome de Igor Stravinsky. Ele estava no grupo dos artistas, ao lado de Pablo Picasso, James Joyce, Frank Sinatra, Charlie Chaplin, Steven Spielberg, The Beatles e outros expoentes das artes, nas suas diversas formas.  No meio desses top 100 da revista Time, apenas um nome brasileiro, o de Pelé, no grupo dos Heróis e Ícones. Igor Stravinsky nasceu a 05 de junho de 1882, numa pequena cidade ao derredor de São Petersburgo, na Rússia, e faleceu em Nova Iorque, a 06 de abril de 1971. Não obstante sua propensão para a arte musical, seu pai queria vê-lo formado em Direito. Somente depois da morte do pai, ele pôde se dedicar à música, graças ao apoio que recebeu do grande compositor russo Rinsky-Korsakov (1844-1908), que fez aflorar o notável talento de Igor Stravinsky.


Por volta de 1910, a estrela de Stavinsky começou a brilhar, quando compôs a peça Pássaro de Fogo, para a estreia dos Ballets Russes em Paris, que alcançou enorme sucesso. O convite para compor essa obra ele recebeu de Serguei Diaguilev (1872-1929), fundador do Balé Russo, homem culto e grande incentivador das artes e da cultura, não somente no seu país natal, a Rússia, mas também na Europa, e, em especial, em Paris. O famoso livro A Night at the Majestic (2006), do escritor inglês Richard Davenport-Hines, refere-se a jantar festivo realizado no luxuoso Hotel Majestic de Paris, em maio de 1922, que reuniu expoentes do Modernismo.  Na capa desse livro, constam as figuras de Joyce, Marcel Proust, Pablo Picasso, Igor Stravinsky e Serguei Diaguilev.  

A obra de Stravinsky é ampla e de alta qualidade, a começar pelas criações para balé, tais como Pássaro de Fogo, Petrushka, A Sagração da Primavera e Pulcinella.  Também é autor de geniais sinfonias, óperas, outros balés, obras de câmara e concertos para piano.  Era um cristão convicto, e deixou também peças religiosas, tais como missas, réquiem, com destaque para a Sinfonia dos Salmos 38, 39 e 150.

A revolução russa de 1917 sequestrou os imóveis herdados por Igor Stravinsky, fato que o levou a ser um perene exilado. Na década de 1930, conseguiu cidadania francesa, e, a partir de 1940, tornou-se cidadão norte-americano. Casou-se com a prima Katerine, em 1906, que adoeceu de tuberculose pulmonar. Em 1934, Stravinsky teve o diagnóstico de TP, ou tísica, época na qual ainda não existia antibióticos, porém, com vida longeva, deve ter sido tratado com esses fármacos. De tuberculose pulmonar, além dele próprio e da primeira esposa, também faleceram sua mãe e uma sua filha. Igor Stravinsky foi sepultado na ilha San Michele, em Veneza, ao lado da esposa Vera e dos amigos Diaguilev, do poeta modernista Ezra Pound e de outros nomes famosos. 

*Daladier Pessoa Cunha Lima é reitor do UNI-RN

3

Jul

[ARTIGO] Os desafios de criar ofertas inovadoras no mercado brasileiro de computação em nuvem

*Por Luiz Fernando de Souza

Desde o boom do cloud computing nas empresas brasileiras, criar soluções tailor made tem sido um dos principais desafios dos provedores. Quando uma empresa pensa em ir para a nuvem, ela precisa considerar não só o preço ou a aderência do portfólio de soluções às suas necessidades, mas também deve ter sempre em mente que é essencial contar com um provedor confiável, seguro, transparente, próximo e parceiro, que atue em conjunto para tratar suas demandas. Este desafio incorpora-se à necessidade de que as soluções para cloud devem sempre permitir atualizações e melhorias, já que, além dos sistemas, as ameaças também estão sendo constantemente aperfeiçoadas.

O cenário atual, com o trabalho remoto, também aponta outro requisito que deve ser levado em consideração: é preciso pensar em soluções que podem ser utilizadas em ambientes com conexão limitada com a internet e que permitam a realização de operações-chave de forma offline sem impactar na produtividade das equipes. A disponibilidade também deve ser do tipo “anytime, any device”, pois nem sempre os colaboradores contarão com os endpoints corporativos em seus locais de trabalho remoto.

Essas situações refletem duas necessidades: primeiro, estudar o mercado e conhecer profundamente, por meio de estudos, benchmark e direcionamento, os desafios que a área de TI enfrenta para suportar o cliente final – as áreas de negócio. Em segundo lugar, construir uma cultura focada no usuário todos os dias, seja na criação ou na manutenção das soluções ofertadas, com mindset em causar um impacto positivo na cadeia. Para isso, as empresas devem investir na capacitação dos colaboradores e também na construção de mecanismos mais eficientes para que todos possam, dentro da metodologia adequada, dedicar cada vez mais tempo para pensar em UX.

Na Binario Cloud, por exemplo, nos dividimos em squads que interagem entre si e atuam em mais de duas dezenas de frentes simultaneamente, com a segurança de alocar recursos que vão gerar retorno para a operação e possibilitando o funcionamento síncrono das ferramentas entregues. Atuamos de forma simultânea no desenvolvimento dos produtos e acesso do usuário às novas soluções, passando por todo plano de delivery e sustentação. A versão inicial de cada solução é utilizada para aprendermos mais sobre os usuários.

Assim, quando chegamos no denominador comum, vemos as entregas materializadas – como é o caso do Central, o portal da Binario Cloud. Através dele, nossos clientes iniciam uma jornada para a nuvem que só termina com um pouso seguro. Do nosso lado, trabalhamos orientados pela definição de comportamento, construção de indicadores, coleta de dados, avaliação e tomada de decisões sobre o que evoluir ou eliminar. Nesse sentido, saber do quê abrir mão é tão importante quanto decidir o que deve ser aprofundado.

Esses são alguns fatores que devem ser pensados já na fase do desenvolvimento do produto. As circunstâncias do cenário global atual demandam que as empresas, mais do que nunca,  possam acessar e utilizar a nuvem de forma segura, confiável, rápida e a partir de qualquer dispositivo. Soluções que permitam ajustes remotos, rápidos e precisos com certeza largam na frente daquelas que demandam uma intervenção presencial para problemas mais corriqueiros. Por isso, todo dev precisa ter em mente os desafios do mercado brasileiro na hora de desenvolver uma nova solução cloud-based.

Por fim, os desenvolvedores de soluções para cloud computing devem ter em mente que o trabalho e o compromisso com os clientes nunca termina com a implementação: a assistência técnica e a disponibilidade são fatores tão importantes quanto. Quando o usuário percebe que o provedor está cuidando das suas demandas em todos os aspectos – desde custo, efetividade das soluções, aderência das ofertas, até experiência de uso – o resultado são relações comerciais duradouras, recursos reinvestidos e melhoria contínua.

*Luiz Fernando de Souza é CBO da Binario Cloud

 

27

Jun

[ARTIGO] Cinco motivos para entrar (de vez) no universo das moedas digitais

*Por Cássio Rosas 

Pagar determinada quantia por um produto é um hábito que existe há muito tempo – e que continuará existindo no futuro. O que muda é a forma como fazemos isso. Do escambo na Idade Média passamos para dinheiro, cédulas, notas, cheques, cartões e transações virtuais. Agora estamos diante de uma nova mudança: a entrada das moedas digitais.

Sim, esses ativos estão cada vez mais presentes nas lojas brasileiras, e os consumidores, antes reticentes, começam a fazer bom uso do modelo. Pesquisa da Mastercard indica que 40% dos consumidores desejam utilizar criptomoedas já a partir de 2022 – e 75% usariam se tivessem melhor compreensão sobre elas. Os dados mostram que as barreiras em relação a elas estão caindo. Para ajudar nessa compreensão, veja cinco motivos para acabar com o receio e entrar de vez nesse universo:

1 – Popularização em diferentes segmentos

As moedas digitais e todo o universo cripto ganharam um espaço significativo com a valorização contínua dos principais ativos, como o bitcoin, nos últimos anos. Isso fez as empresas passarem a enxergar esse nicho com outros olhos. Dessa forma, diferentes segmentos do varejo, de supermercados a drogarias, passando por lojas de departamento e franquias, estão começando a adotar esse meio de pagamento em suas transações, oferecendo uma modalidade rápida, segura e simples para as relações de troca.

2 – Segurança nas transações

Quando o assunto é dinheiro, qualquer novidade é acompanhada com ressalvas no início. Foi assim com os cheques, cartões e, agora, com as moedas digitais. Contudo, a preocupação que organizações e usuários tinham em relação a esse universo foi, pouco a pouco, ficando para trás. Hoje muitos sabem que o blockchain, tecnologia que serve como base para os principais ativos digitais, é um dos elementos mais seguros para transações on-line, permitindo que a informação viaje pela web em blocos criptografados por complexos códigos matemáticos, dificultando a ação de cibercriminosos.

3 – Transparência das informações

Outra metamorfose das moedas digitais nos últimos anos está relacionada à transparência das informações. Se antes elas eram associadas a transações suspeitas, hoje a história é bem diferente – novamente graças à força do blockchain. As trocas de informações entre os criptoativos baseados nessa tecnologia são totalmente transparentes. Ou seja, é possível rastrear a navegação dos blocos de informações, mas é praticamente impossível modificar o seu conteúdo. Se a pessoa paga 50 unidades de uma moeda digital em transação, ela pode ficar tranquila que a outra parte irá receber as mesmas 50 unidades.

4 – Desburocratização nos pagamentos

O mercado financeiro no Brasil evoluiu muito nos últimos anos, sem dúvida, mas os consumidores ainda precisam lidar com um elemento tipicamente nacional: a burocracia. Pagar uma simples transação pode se revelar mais complexo do que realmente é, com idas a bancos, impressão de boletos, etc. As moedas digitais, em contrapartida, prezam pela descentralização. Isto é, não passam por órgãos reguladores, o que lhes garante mais agilidade, eficiência e velocidade nas trocas entre os dados. Assim mais pessoas conseguem ter acesso fácil a esse tipo de pagamento em relação aos modelos tradicionais, por exemplo.  

5 – Compreensão de tendências

Não é exagero dizer que a evolução tecnológica remodelou o mundo nas últimas três décadas. Hoje a velocidade das mudanças é cada vez maior do que era há dois séculos. Essa nova realidade praticamente obriga as pessoas a acompanharem e compreenderem as tendências que surgem todos os dias. Caso contrário, elas ficarão perdidas na sociedade. Uma das principais novidades na “economia do mundo real” é justamente a entrada das moedas digitais nas transações no varejo. Quanto antes os usuários assimilarem essa mudança de hábito nos pagamentos, mais rapidamente aproveitarão as vantagens que esse modelo tem a oferecer.

*Cássio Rosas é diretor de contas Enterprise & Estratégia da Wiboo, plataforma com utility token que promove um programa de fidelização entre varejistas e consumidores por meio de moedas digitais – e-mail: wiboo@nbpress.com

26

Jun

[ARTIGO] Como usar as 24hs do seu dia para conciliar trabalho e vida pessoal

*Por Stella Azulay

Mais do que nunca, vivemos um momento de muita competição no mundo corporativo, fazendo com que as pessoas abdiquem de suas vidas pessoais para produzir melhor, ganhar destaque e garantir o conforto de suas famílias. Mas, de que adianta tanto tempo de trabalho se a pessoa mal consegue usufruir da boa vida que oferece à família?

Este dilema carrega um conceito que desafia a todos que estão neste contexto – estejam conscientes ou não. Quando o tempo que precisamos dedicar à vida profissional invade o da vida pessoal, surge a necessidade de conciliar esses dois aspectos, desenvolvendo estratégias que acomodem o equilíbrio entre ambos. É difícil, mas não impossível.

Não existe uma fórmula universal que funcione para todas as pessoas, afinal, cada indivíduo é único e tem recursos e situações particulares. A única coisa certa é que o dia tem apenas 24 horas. Como e onde você dedica esse tempo é uma questão de prioridade e disciplina.

É preciso aceitar que essa situação existe e precisa de atenção, porque ela tem um impacto na sua vida pessoal e profissional (e nas vidas das pessoas que dividem esses espaços com você). O mais importante é conhecer a você mesmo em profundidade, para poder elencar suas prioridades e fazer escolhas certas, sem correr riscos mal calculados em nenhuma das esferas de sua vida.

Definição de prioridades

A primeira pergunta a ser respondida é: o que eu quero alcançar na minha vida profissional e pessoal?

A segunda é: quais são as atividades que eu desempenho diariamente na minha rotina profissional e pessoal?

Responder às questões propostas não é simples e nem mesmo rápido, e exige que o indivíduo esteja disposto a ir fundo nessa atividade. Liste as coisas que faz, os papéis que desempenha e analise sua agenda de compromissos para identificar onde seu tempo está, de fato, sendo empregado.

Sem essa base de informações precisas fica muito difícil estabelecer as prioridades, porque, para isso, é preciso separar suas atividades em três grupos:

1 - Atividades que podem ser desempenhadas por outras pessoas e que devem ser atribuídas a elas;

2 - Atividades que sejam puros “ladrões de tempo” e que devem ser eliminadas;

3 - Atividades que só podem ser realizadas pelo próprio indivíduo.

A partir dessa seleção, basta organizar as atividades do grupo 3 em ordem de importância. Pode-se até atribuir uma nota de acordo com a importância da atividade, para ficar bem clara a ordem de prioridade. Por fim, é necessário confrontar os dois outros grupos, alinhando o que pode ser descartado da sua rotina e o que pode ser delegado a outras pessoas. É preciso reforçar que esse exercício exige coragem e disciplina, como qualquer processo de mudança que desejamos implementar em nossas vidas pessoais e profissionais.

Como evitar que a tecnologia nos isole do mundo real

A dimensão que a tecnologia ocupa no mundo atual torna essa separação cada vez mais difícil. Em meio à pandemia, telas e aplicativos facilitaram tarefas, encurtaram distâncias, mas, por outro lado, nos tornaram disponíveis o tempo todo, e em qualquer lugar. É necessário delimitar espaço e tempo em que estejamos off-line, para que possamos nos dedicar à presença e atenção requeridas, seja da família ou de amigos.

Qual é a importância de saber relaxar e descansar

Voltando ao fato inquestionável de que o dia só tem 24 horas, é preciso lembrar que esse é o tempo bruto de que dispomos. O tempo líquido deve ser o que sobra ao descontarmos dessas 24 horas o tempo que deve ser dedicado à atenção de nossas necessidades fisiológicas e de saúde e bem-estar. E o conceito de bem-estar integra as dimensões física, mental, social e intelectual, bem como o propósito de vida de um indivíduo.

Por isso, é imprescindível incluir, na lista de prioridades, atividades que atendam a essas dimensões da saúde, como sono, alimentação, exercícios físicos, boas leituras, música, entre outras. A meditação desempenha um papel importante no equilíbrio pessoal e contribui para o relaxamento e o descanso em um nível mais profundo, podendo ser praticada em casa, inclusive numa pausa do trabalho.

A importância de definir metas

Mais importante do que definir as metas, é estabelecer objetivos e selecionar atividades que conduzam a eles e que possam ser implementadas de forma realista na sua agenda. Quando falamos de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, é comum o indivíduo, ao perceber que precisa de mudanças, fazer planos como acordar mais cedo, fazer ginástica, cozinhar alimentos saudáveis em casa, sair do trabalho mais cedo, ficar com a família e estar na cama a tempo de dormir, pelo menos, 8 horas por noite.

Tudo isso pode parecer ideal. Mas dificilmente é possível implementar um plano tão perfeito de uma vez e fazê-lo funcionar. Sempre há imprevistos, como uma viagem a trabalho, um atraso motivado pelo trânsito ou algo que desmorona a estrutura toda. Daí vem a desmotivação, e a mudança não acontece. Em um processo de mudança sustentável, a análise cuidadosa das alternativas de ações acaba por constituir um Plano de Ação que vai ser implementado aos poucos.

As mudanças bem-sucedidas tendem a ser implementadas definitivamente quando se adequam à vida real e aos recursos disponíveis que o indivíduo possui. Definir um número semanal de horas de exercícios físicos permite uma distribuição flexível e mais realista do que se matricular na aula de spinning das 19h30 todos os dias, por exemplo. O importante é avaliar constantemente o que está sendo feito versus objetivos e prioridades estabelecidos.

*Stella Azulay é fundadora da Escola de Pais XD, educadora parental pela Positive Discipline Association, especialista em Análise de Perfil e Neurociência Comportamental e mentora de pais, educadores, adolescentes e mulheres